segunda-feira, 30 de abril de 2012

O NAVIO QUE NÃO NAVEGA...

Por Júlia Rodrigues

O navio que não navega custou R$ 336 Milhões
O petroleiro, segundo informação do Estaleiro Atlântico Sul, navegará pela primeira vez rumo a estaleiro no exterior para conserto.
Em 7 de maio de 2010, ao lado da sucessora que escolhera e do governador pernambucano Eduardo Campos, o presidente Lula estrelou no Porto de Suape um comício convocado para festejar muito mais que o lançamento de um navio: primeiro a ser construído no país em 14 anos, o petroleiro João Cândido fora promovido a símbolo da ressurreição da indústria naval brasileira. Produzida pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS), incorporada ao Programa de Modernização e Expansão de Frota da Transperto (Promef) e incluída no ranking das proezas históricas do PAC, a embarcação com 274 metros de comprimento e capacidade para carregar até um milhão de barris de petróleo havia consumido a bolada de R$ 336 milhões – o dobro do valor orçado no mercado internacional.
Destacavam-se na plateia operários enfeitados com adesivos que registravam sua participação no parto de mais uma façanha do Brasil Maravilha. Seria uma festa perfeita se o colosso batizado em homenagem ao marinheiro que liderou em 1910 a Revolta da Chibata não tivesse colidido com a pressa dos políticos e a incompetência dos técnicos. Assim que o comício terminou, o petroleiro foi recolhido ao estaleiro antes que afundasse ─ e nunca mais tentou flutuar na superfície do Atlântico.
O vistoso casco do João Cândido camuflava soldas defeituosas e tubulações que não se encaixavam, além de um rombo cujas dimensões prenunciavam o desastre iminente. Se permanecesse mais meia hora no mar, Lula seria transformado no primeiro presidente a inaugurar um naufrágio. Estacionado no litoral pernambucano desde o dia do nascimento, nem por isso o navio deixou de percorrer o país inteiro. Durante a campanha presidencial, transportado pela imaginação da candidata Dilma Rousseff, fez escala em todos os palanques e foi apresentado ao eleitorado como mais uma realização da supergerente que Lula inventou.
A assessoria de imprensa da Transpetro se limita a informar que não sabe quando o João Cândido vai navegar de verdade. O Estaleiro Atlântico Sul, criado com dinheiro dos pagadores de impostos, não tem nada a dizer. Nem sobre o petroleiro avariado nem sobre os outros 21 encomendados pelo governo. No fim de 2011, o EAS adiou pela terceira vez a entrega do navio. A Petrobras, que controla a Transpetro, alegou que os defeitos de fabricação só podem ser consertados no exterior. PODE??!!
Quando o presidente era Nilo Peçanha, João Cândido comandou uma rebelião que exigia a abolição dos castigos físicos impostos aos marinheiros. Passados 102 anos, Dilma e Lula resolveram castigá-lo moralmente com a associação de seu nome a outro espanto da Era da Mediocridade: depois do trem-bala invisível, o governo inventou o navio que não navega.
Fonte: Revista Veja

domingo, 29 de abril de 2012

O BRASIL ANEDÓTICO XL

A "MISSÃO" DAS "MISSÕES"
Antônio Ribas - "Perfil de Campos Sales", pág. 193
Tendo a República de concluir as negociações já entabuladas com a Argentina pela Monarquia sobre o território das Missões, pediu Deodoro a Quintino Bocaiuva, ministro das Relações Exteriores, que se aprontasse para ir a Buenos-Aires em companhia de Henrique Moreno, representante daquele país no Brasil.
- Irão no Riachuelo, e já expedi ordens nesse sentido, - declarou o marechalíssimo.
E como Quintino se escusasse, preferindo um paquete de carreira:
- Não, senhor; é o governo do Brasil que vai na sua pessoa; irá, portanto, em navio da sua esquadra.
ORGULHO DE COLONO
Moreira de Azevedo - "Mosaico Brasileiro", pág. 21.
Achava-se José Basílio da Gama, autor do poema Uruguai, em Lisboa, quando alguns dos seus amigos portugueses o levaram a visitar os pontos principais da cidade. De súbito, na sua vaidade de filho da metrópole, um deles perguntou ao visitante:
- Há, no Brasil, algum monumento que se compare à nossa estátua de D. José?
- Não; não há, - confessou o poeta.
E, por sua vez, num acesso de orgulho:
- Mas poderia tê-lo, de ouro maciço, com o ouro que tem mandado para cá!
UM RESSUSCITADO
J.M. de Macedo - "Ano Biográfico", vol. III, pág. 52.
Desgostoso com o rumo tomado pela política, o senador Francisco Gonçalves Martins, visconde de São Lourenço, que foi ministro do Império, abandonou o Senado e a Corte em 1860, indo refugiar-se na sua província, a Bahia, inteiramente alheio à marcha dos negócios públicos.
Ao fim de quatro anos voltou, porém, ao Rio de Janeiro, onde, forçado a subir à tribuna, pronunciou um notável discurso, em que havia este trecho:
- Sou, enfim, senhores, um ressuscitado, que vem de um país onde as paixões não dominam, nem mesmo penetram!
A MOCIDADE DE BILAC
Amadeu Amaral - Discurso na Academia Brasileira de Letras, pág. 20.
Levava Bilac uma vida de boêmio nos primeiros tempos da mocidade, quando o pai, entregando-lhe um bilhete de entrada, lhe ordenou, um dia, que fosse ao teatro, onde se representava nessa noite um dramalhão: Os sete degraus do crime.
O poeta foi. No dia seguinte o velho indagou:
- Assistiu à peça?
- Assisti, sim, senhor.
- Prestou bem atenção ao final?
- Prestei.
- Como foi que morreu o protagonista?
- Na forca.
- Pois, olhe, - bradou-lhe o ancião, com voz estentórica, - é esse o fim que o espera, se o senhor não mudar de vida!
Fonte: Humberto de Campos. O Brasil Anedótico (1927).

sábado, 28 de abril de 2012

CONDOLÊNCIAS POR BARROS PINHO

É contristado que noticio o desaparecimento terreno, na manhã de hoje, 28 de abril de 2012, do Prof. José Maria Barros de Pinho, o notório escritor Barros Pinho, como era conhecido nos meios intelectuais cearenses.
Nascido no vizinho estado Piauí, em 25/05/1939, de origem modesta, ainda moço veio para o Ceará, para prosseguir seus estudos, matriculando-se na Escola de Administração do Ceará, por onde colou grau. Contraiu núpcias com a Sra. Aracemir Pinto, radicando-se, definitivamente, na terra alencarina, gerando filhos abençoados.
Notabilizou-se como homem público, deixando duas marcas importantes: o tino gerencial e a lisura no cuidado da coisa pública, redundando na rara combinação, que envolve eficiência e probidade, uma qualidade cada vez mais rarefeita nos dias presentes. Foi vereador da capital, deputado estadual, secretário estadual da Cultura e prefeito de Fortaleza.
Intelectual versátil, com benfazejas incursões em deferentes gêneros literários, mas auferindo pleno reconhecimento por sua atuação, principalmente, como poeta e contista. Era membro da Academia Cearense de Letras, ocupante da Cadeira Nº 14, da Academia Cearense de Retórica e da Academia Fortalezense de Letras.
Ele deixa a nossa convivência, aos 72 anos, quando exercia profícua gestão da Secretaria de Cultura de Maracanaú, e estava prestes a concluir a graduação em Direito. A chegada sorrateira da indesejada das gentes aplicou duro golpe na Cultura do Ceará, que será privada do concurso deste cearense de coração, cuja trajetória de vida merece ser transmitida às gerações sucedâneas.
Acad. Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Membro titular da ACM – Cadeira Nº 18

Exame de Qualificação do Doutorado em Saúde Coletiva

Aconteceu na manhã de hoje (28/04/12), sábado, na Universidade Estadual do Ceará, o Exame de Qualificação de minha segunda orientada do programa do Doutorado em Saúde Coletiva em Associação Ampla da Universidade Estadual do Ceará, da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade de Fortaleza (Unifor).
A banca examinadora, composta por Marcelo Gurgel Carlos da Silva, Patrícia Coelho de Soárez e Paula Frassinetti Castelo Branco Camurça Fernandes, aprovou o projeto de Tese “Análise de custo utilidade em pacientes com insuficiência renal crônica submetidos à terapia renal substitutiva”, apresentado pela doutoranda REGINA CLÁUDIA FURTADO MAIA.
Professor Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Doutorado em Saúde Coletiva AA Uece/UFC/Unifor

MEDICINA ALTERNATIVA PARA A DISFUNÇÃO ERÉTIL

Acredite, não é um remédio.... é uma solução natural milenar!!!


Não desanime, ainda existe uma esperança da "cobra subir"!!!
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

sexta-feira, 27 de abril de 2012

PESAR POR SRA. MARISTELA BENEVIDES DE ALENCAR


Flagrante de nossa posse na ACM, ladeado por D. Maristela e minha consorte Fátima Bastos.
É com pesar que registro aqui o falecimento ontem, 26 de abril de 2012, da Sra. Maristela Benevides de Alencar, viúva do Prof. Joaquim Eduardo de Alencar, o patrono da Cadeira Nº 18, da Academia Cearense de Medicina, por mim ocupada. Fui honrado com sua valorosa presença, quando da minha posse, nesse sodalício, em 13/02/2009.
Era uma distinta dama, possuidora de grande sensibilidade artística e apreciadora da boa leitura. Eu nutria por ela enorme apreço e dela sempre recebi um tratamento diferenciado, com referência à nossa produção literária, notadamente daquela relacionada ao seu esposo, cujo centenário de nascimento aconteceu em 18 deste mês.
O corpo de D. Maristela está no Complexo Velatório Ethernus e o sepultamento ocorrerá às 17 horas no Parque da Paz.
Acad. Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Membro titular da ACM – Cadeira Nº 18

CONVITE LANÇAMENTO DE “MEDICINA, MEU HUMOR!”



A Unicred Fortaleza, a Unimed Fortaleza e a Academia Cearense de Medicina convidam para a noite de autógrafos de “Medicina, meu humor! contando causos médicos”, livro do médico e economista Marcelo Gurgel Carlos da Silva, cuja renda será revertida para as ações culturais da Academia Cearense de Medicina.
O livro e o autor serão apresentados pelo Prof. Dr. José Murilo Martins, ex-presidente da Academia Cearense de Letras e membro titular da Academia Cearense de Medicina, durante a Célula de Arte e Cultura, realizada pela Unicred Fortaleza.
Local: Agência Sede da Unicred / Av. Dom Luís, 300 - Lj. 166 (Meireles).
Data: 27 de abril de 2012 (sexta-feira) Horário: 20h.
Importante: A renda integral desse lançamento será destinada às atividades culturais da Obs.: Confirmar Presença: 4012-1125 (Laísa ou Rannielle).

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O I CONGRESSO BRASILEIRO DE MÉDICOS CATÓLICOS


Em julho de 1946 e, portanto, há mais de 65 anos, realizou-se, em Fortaleza-CE, o I Congresso Brasileiro de Médicos Católicos. O evento foi planejado, cuidadosamente, pela Sociedade Médica São Lucas, imbuída do propósito de trazer à cena, para discussão, temas de relevância para a Religião Católica e para a Medicina, no Brasil, e no Ceará, particularmente.
O Plano concebido detinha-se em dois momentos: um relativo à vida espiritual, vida científica e vida profissional; o outro, de natureza mais prática, reservava quatro dias do evento, para tratar de questões de interesse coletivo, definindo-se, assim, o tempo e o tema da abordagem: Dia da Razão e da Fé; Dia da Ação Católica; Dia da Família; e Dia das Associações Religiosas.
A programação traçada contemplava, na parte da manhã, visitas a Igrejas, a instituições de ação social e de benemerência, e a outros locais, integrados à vida cultural e religiosa da capital cearense; o expediente vespertino era reservado às discussões de grupos para tratar de temas específicos e fechamento de relatórios, com a exclusiva participação dos médicos congressistas, em local previamente escolhido, no caso a Associação Comercial. À noite, aconteciam as conferências no Theatro José de Alencar, que se engalanava para acolher congressistas e o povo, em geral, já que as atividades, nesse expediente, eram abertas ao público.
A Fortaleza dos anos 40, do século passado, com o que tinha de mais representativo, era assim oferecida aos quase quinhentos médicos, muitos dos quais visitantes advindos de vários estados brasileiros, participantes do I Congresso Brasileiro de Médicos Católicos, que se entusiasmavam diante de tudo aquilo que viam, como se fossem cartões-postais.
Àquela época, como ainda hoje acontece, a Sociedade Médica São Lucas congregava grande parte dos profissionais da Medicina, com exercício no Ceará. Ocorre, porém, que nem só de médicos era formado o seu Concelho (grafado com C). D. Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, era, por exemplo, o Presidente de Honra da Sociedade.
A esse evento, patrocinado pela Sociedade Médica São Lucas, e que ganhou também o beneplácito adesão do episcopado do Brasil inteiro, aderiram 489 profissionais da Medicina. Vale salientar que do congresso em tela resultou a proposição de se criar o Instituto de Ensino Médico do Ceará, que impulsionou a instalação da Faculdade de Medicina do Ceará, posteriormente integrada à Universidade Federal do Ceará.
Em 2009, um exemplar dos Anais desse Primeiro Congresso Brasileiro de Médicos Católicos, de 1946, e editado em 1947, foi encontrado em um “sebo” da capital, representando esse achado a descoberta de verdadeira relíquia para a Sociedade Médica São Lucas, e isso por conta do seu conteúdo, das fotografias que ilustram suas páginas e dos documentos que reproduz.
Daí, por conseguinte, a grande importância de resgatar um momento histórico da vida dessa Sociedade, atualmente com 74 anos de existência, e prestes a celebrar em novembro de 2012 seus 75 anos de existência, que bem poderia culminar na feitura do IV Congresso Brasileiro de Médicos Católicos.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Sociedade Médica São Lucas
* Publicado In: Boletim Informativo da Sociedade Médica São Lucas, 8(57): 3, abril de 2012.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Comunicado da Fundação Waldemar Alcântara

AOS CEARENSES
A Fundação Waldemar Alcântara informa que o evento em homenagem ao Centenário de Waldemar Alcântara, que ocorreria no dia 26 de abril na Reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), foi remarcado para o dia 21 de junho, às 18 horas no mesmo local.
Nesta mesma data serão lançados os livros “A Faculdade de Medicina e sua Ação Renovadora”, em versão fac-similar de J C Alencar Araripe, e “Waldemar do Ceará e dos Alcântaras”, de Claudia Albuquerque.
Está mantido no dia 26 de abril o evento de Descerramento de placa em honra ao ex-professor e ex-diretor da Faculdade de Medicina da UFC, Waldemar Alcântara, às 10 horas, na Faculdade de Medicina, Rua Alexandre Baraúna, 949 – Rodolfo Teófilo.

terça-feira, 24 de abril de 2012

A FÁBULA DOS PORCOS ASSADOS

Qualquer semelhança com sistemas tributários só pode ser mera coincidência!
Certa vez, ocorreu um incêndio num bosque onde havia alguns porcos, que foram assados pelo fogo. Os homens, que até então os comiam crus, experimentaram a carne assada e acharam-na deliciosa. A partir daí, toda vez que queriam comer porco assado, incendiavam um bosque. O tempo passou, e o sistema de assar porcos continuou basicamente o mesmo.
Mas as coisas nem sempre funcionavam bem: às vezes os animais ficavam queimados demais ou parcialmente crus. As causas do fracasso do sistema, segundo os especialistas, eram atribuídas à indisciplina dos porcos, que não permaneciam onde deveriam, ou à inconstante natureza do fogo, tão difícil de controlar, ou, ainda, às árvores, excessivamente verdes, ou à umidade da terra ou ao serviço de informações meteorológicas, que não acertava o lugar, o momento e a quantidade das chuvas.
As causas eram, como se vê, difíceis de determinar - na verdade, o sistema para assar porcos era muito complexo. Fora montada uma grande estrutura: havia maquinário diversificado, indivíduos dedicados a acender o fogo e especialistas em ventos - os anemotécnicos. Havia um diretor-geral de Assamento e Alimentação Assada, um diretor de Técnicas Ígneas, um administrador-geral de Reflorestamento, uma Comissão de Treinamento Profissional em Porcologia, um Instituto Superior de Cultura e Técnicas Alimentícias e o Bureau Orientador de Reforma Igneooperativas.
Eram milhares de pessoas trabalhando na preparação dos bosques, que logo seriam incendiados. Havia especialistas estrangeiros estudando a importação das melhores árvores e sementes, fogo mais potente etc. Havia grandes instalações para manter os porcos antes do incêndio, além de mecanismos para deixá-los sair apenas no momento oportuno.
Um dia, um incendiador chamado João Bom-Senso resolveu dizer que o problema era fácil de ser resolvido - bastava, primeiramente, matar o porco escolhido, limpando e cortando adequadamente o animal, colocando-o então sobre uma armação metálica sobre brasas, até que o efeito do calor - e não as chamas - assasse a carne.
Tendo sido informado sobre as idéias do funcionário, o diretor-geral de Assamento mandou chamá-lo ao seu gabinete e disse-lhe:
- Tudo o que o senhor propõe está correto, mas não funciona na prática. O que o senhor faria, por exemplo, com os anemotécnicos, caso viéssemos a aplicar a sua teoria? E com os acendedores de diversas especialidades? E os especialistas em sementes? Em árvores importadas? E os desenhistas de instalações para porcos, com suas máquinas purificadoras de ar? E os conferencistas e estudiosos, que ano após ano têm trabalhado no Programa de Reforma e Melhoramentos? Que faço com eles, se a sua solução resolver tudo? Hein?
- Não sei, disse João, encabulado.
- O senhor percebe agora que a sua idéia não vem ao encontro daquilo de que necessitamos? O senhor não vê que, se tudo fosse tão simples, nossos especialistas já teriam encontrado a solução há muito tempo?
- O senhor, com certeza, compreende que eu não posso simplesmente convocar os anemotécnicos e dizer-lhes que tudo se resume a utilizar brasinhas, sem chamas? O que o senhor espera que eu faça com os quilômetros de bosques já preparados, cujas árvores não dão frutos e nem têm folhas para dar sombra? E o que fazer com nossos engenheiros em porcopirotecnia? Vamos, diga-me!
- Não sei, senhor.
- Bem, agora que o senhor conhece as dimensões do problema, não saia dizendo por aí que pode resolver tudo. O problema é bem mais sério do que o senhor imagina. Agora, entre nós, devo recomendar-lhe que não insista nessa sua idéia - isso poderia trazer problemas para o senhor no seu cargo.
João Bom-Senso, coitado, não falou mais um “a”. Sem despedir-se, meio atordoado, meio assustado com a sua sensação de estar caminhando de cabeça para baixo, saiu de fininho e ninguém nunca mais o viu. Por isso é que até hoje se diz, quando há reuniões de Reforma e Melhoramentos, que falta o Bom-Senso.

Será que o cidadão brasileiro fará como o João Bom-Senso, mesmo com a arrecadação federal tendo batido novo recorde em 2006 e a burocracia galopante continuar a ser estímulo para a sonegação e a corrupção fiscais?
NOTA DO EDITOR
“A Fábula dos porcos assados” parece ter sido uma adaptação de texto traduzido por L. Gualazzi, de artigo publicado em JUICIO A LA ESCUELA, Cirigliano, Forcade Tilich, Editorial Humanista, Buenos Aires, 1976 e utilizado em encontros de capacitação dos dirigentes de escolas publicas por ocasião da implantação dos Guias Curriculares no Estado de São Paulo.
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Justiça manda USP devolver R$ 1 milhão

Por Fábio Takahashi, De São Paulo
A Justiça paulista determinou que a USP devolva o R$ 1 milhão que a família do banqueiro Pedro Conde (1922-2003) doou à Faculdade de Direito do largo São Francisco.
O dinheiro foi usado para reformas feitas na escola.
O pedido de devolução foi feito pela própria família, após a faculdade barrar as homenagens pela doação.
O auditório da faculdade reformado com o dinheiro da doação chegou a ser batizado com o nome do banqueiro. Estava ainda prevista a instalação na escola de um quadro com o retrato de Pedro Conde.
A família alega que as homenagens eram uma contrapartida obrigatória à doação.
Os recursos bancaram também a reforma de banheiros.

Auditório que deixou de levar o nome do banqueiro Pedro Conde após família dele fazer doação de R$ 1 milhão.

A doação foi feita em 2009, quando o atual reitor da USP, João Grandino Rodas, era diretor da faculdade. A doação foi aprovada pela congregação (órgão que representa todos os segmentos da escola).
Um ano depois, com uma nova direção na faculdade e sob pressão de estudantes, o órgão recuou, alegando que não sabia da obrigação de "batismo" do auditório.
Segundo o juiz Jayme Martins de Oliveira Neto, os doadores não foram informados que a homenagem dependia do aval da congregação.
"Toda essa dinâmica revela indisfarçável descumprimento do encargo [compromisso]" da universidade, escreveu o juiz na sentença.
A família pediu também indenização por danos morais, mas o juiz rejeitou o pedido.
O processo causou debate sobre o uso de doações privadas na instituição pública.
Uma ala diz que a iniciativa é interessante para modernizá-la. Outra entende que o interesse privado pode passar a direcionar atividades de ensino e pesquisa.
O risco de influência privada na universidade, sem regras previamente discutidas, foi um dos argumentos utilizados por alunos da São Francisco para criticar o batismo do auditório da faculdade.
A USP informou ontem que recorrerá. Segundo a assessoria da reitoria, a faculdade havia se comprometido apenas a apresentar à congregação a proposta de batismo do auditório, o que foi feito.
Não havia, disse a assessoria, obrigação de nomear a sala com o nome do banqueiro.
O atual diretor da faculdade, Antonio Magalhães Gomes Filho, não quis falar.
Ano passado, quando a família do banqueiro entrou na Justiça, ele disse: "acho as doações importantes, porque a escola não tem recursos para a modernização necessária. Mas isso tem de ser feito dentro de um regramento".
A divergência no caso foi um dos motivos para troca de críticas recente entre o reitor e a faculdade.
Fonte: Notícias UOL

domingo, 22 de abril de 2012

Dor-de-cotovelo

A expressão “dor-de-cotovelo”, muito usada para se referir a alguém que sofreu uma decepção amorosa tem sua origem na figura de uma pessoa sentada em um bar e com os cotovelos em cima do balcão, enquanto toma uma bebida e lamenta a má sorte no amor.
De tanto o apaixonado ficar com os cotovelos apoiados sobre balcão, os mesmo deveriam doer. Esta é a ideia por trás desta expressão.
Fonte: Internet (circulando por e-mail e de autoria ignorada).

De mãos abanando

Na época da intensa imigração no Brasil, os imigrantes tinham que ter suas próprias ferramentas. As “mãos abanando” eram um sinal de que aquele imigrante não estava disposto a trabalhar. A partir daí o termo passou a ser empregado para designar alguém que não traz nada consigo. Uma aplicação comum da expressão é quando alguém vai a uma festa de aniversário sem levar presente.
Fonte: Internet (circulando por e-mail e de autoria ignorada).

sábado, 21 de abril de 2012

Frase da Semana: abril de 2012

Sozinho, um homem não é nada... nem corno!!!!!
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

PORTUGUESA NAMORANDO...

Maria está no carro com o namorado Joaquim num namoro desenfreado. Beijo pra lá, beijo pra cá e às tantas...
- Não quer ir para o banco de trás? (diz ele, visivelmente eufórico).
- Para o banco de trás? Não.
Bom, o namoro continua, mais beijo, mais aperto, mais amasso e...
- Não quer mesmo ir para o banco de trás? (diz ele, ainda com mais vontade).
- Não, não quero.
O pobre rapaz, já meio desnorteado, continua no beija-beija, esfrega-esfrega até que...
- Tem certeza de que não quer ir para o banco de trás? (já desesperado).
- Mas que coisa! Já te disse que não! Claro que não!
Desesperadíssimo, pergunta:
- Mas por quê?
- Porque prefiro ficar aqui, perto de você.
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

sexta-feira, 20 de abril de 2012

AMOR SEM ILUSÃO

A alma eleva-se à altura daquilo que ela admira.Guyrot
Conta-se que um jovem caminhava pelas montanhas nevadas da velha Índia, absorvido em profundos questionamentos sobre o amor, sem poder solucionar suas ansiedades.
Ao longo do caminho, à sua frente, percebeu que vinha em sua direção um velho sábio.
E porque se demorasse em seus pensamentos sem encontrar uma resposta que lhe aquietasse a alma, resolveu pedir ao sábio que o ajudasse.
Aproximou-se e falou com verdadeiro interesse:
- Senhor, desejo encontrar minha amada e construir com ela uma família com bases no verdadeiro amor.
- Todavia, sempre que me vem à mente uma jovem bela e graciosa e eu a olho com atenção, em meus pensamentos ela vai se transformando rapidamente.
- Seus cabelos tornam-se alvos como a neve, sua pele rósea e firme fica pálida e se enche de profundos vincos.
- Seu olhar vivaz perde o brilho e parece perder-se no infinito. Sua forma física se modifica acentuadamente e eu me apavoro.
- Desejo saber, meu sábio, como é que o amor poderá ser eterno, como falam os poetas?
Nesse mesmo instante aproxima-se de ambos uma jovem envolta em luto, trazendo no rosto expressões de profunda dor.
Dirige-se ao sábio e lhe fala com voz embargada:
- Acabo de enterrar o corpo de meu pai que morreu antes de completar 50 anos.
- Sofro porque nunca poderei ver sua cabeça branca aureolada de conhecimentos. Seu rosto marcado pelas rugas da experiência, nem seu olhar amadurecido pelas lições da vida.
- Sofro porque não poderei mais ouvir suas histórias sábias nem contemplar seu sorriso de ternura.
- Não verei suas mãos enrugadas tomando as minhas com profundo afeto.
Nesse momento o sábio dirigiu-se ao jovem e lhe falou com serenidade:
- Você percebe agora as nuanças do amor sem ilusões, meu jovem?
- O amor verdadeiro é eterno porque não se apega ao corpo físico, mas se afeiçoa ao ser imortal que o habita temporariamente.
- É nesses sentimentos sem ilusões nem fantasias que reside o verdadeiro e eterno amor.
A lição do velho sábio é de grande valia para todos nós que buscamos as belezas da forma física sem observar as grandezas da alma imortal.
O sentimento que valoriza somente as aparências exteriores não é amor, é paixão ilusória.
O amor verdadeiro observa, além da roupagem física que se desgasta e morre, a alma que se aperfeiçoa e a deixa quando chega a hora, para prosseguir vivendo e amando, tanto quanto o permita o seu coração imortal.
...............
As flores, por mais belas que sejam, um dia emurchessem e morrem... Mas o seu perfume permanece no ar e no olfato daqueles que o souberam guardar em frascos adequados.
O corpo humano, por mais belo e cheio de vida que seja, um dia envelhece e morre.
Mas as virtudes do espírito que dele se liberta continuam vivas nos sentimentos daqueles que as souberam apreciar e preservar, no frasco do coração.
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

quinta-feira, 19 de abril de 2012

AS TRÊS FRASES EM DESTAQUE HOJE

“Antigamente as mulheres cozinhavam igual à mãe... Hoje, estão bebendo igual ao pai!”
“Antigamente as bundas vinham dentro das calcinhas... Hoje em dia, a calcinha vem dentro das bundas...”
“Antigamente os cartazes nas ruas, com rosto de criminosos, ofereciam recompensas; hoje em dia, pedem votos”.
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Fórum de Coordenadores de Pós-Graduação em Saúde Coletiva - 2012

Viajo, na madrugada de hoje (18/04/12), para Brasília-DF, para participar do Fórum de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, patrocinado pela Abrasco, que se realizará na sede da CAPES, no período de 18 a 20 de abril de 2012, retornando à Fortaleza, na madrugada do sábado (21/04/12).

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

terça-feira, 17 de abril de 2012

VOX DEI?

Pedro Henrique Saraiva Leão (*)
No século III a.D. os romanos, vindos da antiga região do Lácio, conquistaram os habitantes da Lusitânia, na Península Ibérica (Portugal e Espanha). Aos vencidos foi imposta a língua do vencedor, não o latim clássico, mas sua variedade vulgar, de substrato, e deste, o português.
Na Lusamérica, o nosso falar, já um “latim em pó” (como afirmou o cantor-poeta Caetano Veloso) foi caldeado com o patoá dos índios e os dialetos africanos, formando um linguajar mais plástico, malevolente, maroto.
O latim mesmo foi casado como língua morta, não sendo mais obrigatório na liturgia católica!
Toda a evolução idiomática do português brasileiro foi bem estudada em 2005 na revista paulista “Ciência e Cultura”, 57:2. Vale conferir!
A televisão, globalizando nossa aldeia brasílica, vem conspurcando nossa língua, desensinado-a aos jovens, pois rouba-lhes o tempo para a leitura de textos corretos. É a chamada “deslibrização” em curso.
Sendo a maioria dos programas gerados no Sudeste ou no Sul – onde se fala pior do que aqui – resvalamos nós, setentrionais, para uma língua inçada de galicismos, anglicismos, e, principalmente infestada de barbarismos e torpes atentados às nossas raízes verbais. E aí estão os solecismos (erros de sintaxe) e outros cochilos nossos de cada dia: “mermo” ao invés de mesmo, “ispermentar” (experi-), “poblema”, a turma “foram”, ir “no” médico, sentar “na” mesa, etc.
É longa a lista, agregando vários “solepaulismos” ou “sãopaulecismos”, motivados estes quiçá pela miscigenação entre paulistas e italianos, japoneses, alemães e outros povos. Maiores ainda são os assaltos ao verbo haver, como em “há dois anos atrás”, sabendo-se que “há” já indica um evento passado, ou quando este verbo, coitado, agora amiúde aparece cotó – como dizemos no Ceará – sem o H: médicos em greve “a” dois meses; e ao verbo fazer, ambos com frequência indevidamente pluralizados: “Houveram” cinquenta mil mortes, ou hoje “fazem” 147 dias. Não se diz mais meus óculos, mas “meu óculos”. E não mais falamos “minhas calças”, mas no singular, como se fossemos Sacis Pererês, com uma perna só. Assim fenece a “Última flor do Lácio, inculta e bela” do nosso Olavo Bilac e com o aval de alguns filólogos, avocando a versatilidade do português! Diz-se que Vox populi vox Dei (A voz do povo é a voz de Deus). Sei não! Acho que Deus não fala tão mal assim. Caminhamos para aquela “geração sem palavras”, temida por Paulo Rónai.
No Brasil, no começo era o verbo; depois fez-se o “magricionário” nacional, esta “Vox barbara” dos dias de hoje “Hélas”.
(*) Médico e presidente da Academia Cearense de Letras
Fonte: O Povo, Opinião, de 28/3/2012.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

DECIFRA-ME OU TE DEVORO

Paulo Elpídio de Menezes Neto  (*)
Depois da morte da dialética, pouco sobrou de valia entre os despojos da cultura política recente dos homens. É que a lógica política vigente, mesmo a que sobreviveu entre os herdeiros da revelação marxista, perdeu substância e rumo, afogada no mal-entendido de palavras e significados subvertidos por impulsos semânticos incontroláveis.
Assim acontece com certos substantivos transformados em adjetivos pelo uso cotidiano que deles se faz. A palavra neoliberal parece ter sido banida do convívio familiar, da intimidade de pessoas decentes, transformada em expressão insultuosa, aplicada aos inimigos mais odiados. As palavras “esquerda” e “direita” foram recheadas de intenções, vestidas por acepções que podem reverenciar uma pessoa ou condená-la à execração pública. Os vocábulos “burguês” e “capitalista” ganharam conotações próprias, e carregam o peso de todos os pecados e infâmias e a certeza da eterna condenação.
Quem queira imiscuir-se nas questões tratadas pelos agentes do governo e sua “intelligentsia”, em vigilância permanente e obsequiosa, há que se expor à copiosa retórica de um contraponto prenhe de certezas e verdades aceitas e ao anátema condenatório.
Como ainda não é cobrado pedágio nos atos de discordância explícita, raros entre nós, aliás, afoitam-se algumas pessoas menos sensatas, como eu faço, por esses censuráveis caminhos da cizânia. Tendo considerado estas graves questões da nossa topografia política, com o teodolito posto sobre esquerda, direita e centro (herança dos girondinos, “feuillants”, jacobinos e “cordeliers” da Revolução Francesa), ocorreu-me que a esquerda da direita e a direita da esquerda são o centro, o ponto “G” da serena sabedoria no qual se abrigam os partidos e os seus xamãs. Pois aí fizeram morada a “base aliada”, os consensos e dissensos.
Para felicidade nossa, esses arroubos cívicos nunca chegam a promover uma crise, pois a governabilidade, embora imponha seus custos operacionais, a todos une em harmoniosa cumplicidade patriótica. Poderíamos ser induzidos a acreditar que as queixas e amargas recriminações dirigidas ao governo pelos seus aliados e as votações contrárias ao aconselhamento das lideranças fossem sinais de crise política iminente. Ledo engano. As aparências confundem os menos avisados.
Não há crise que não seja de legitimidade, aprendemos, agora, com fonte autorizada do governo. No mais, são refluxos republicanos, ajustes circunstanciais, feitos entre eructações patrióticas de parlamentares abnegados, unidos pelo consenso da maioria que governa e compartilha o ônus do governo, tudo dentro do mais severo viés republicano.
A mudança das lideranças no Congresso não deve, assim, ser vista como sinal de agravamento de dificuldades acumuladas. Só os incrédulos acreditavam na explosão de uma luta intestina nas bases do governo. Longe de nós um motim fratricida, capaz de comprometer a integridade do corpo místico dessa virtuosa aliança entre esquerda e direita, ou o que isso possa significar, em nome de generoso amor pela pátria comum.
(*) Cientista político e membro da Academia Brasileira de Educação
Fonte: O Povo, 4/04/12. Opinião, p.6.

domingo, 15 de abril de 2012

COMPRA x LEASING

Amigo, o que você prefere?

COMPRA
Após 5 anos de casamento, um artista pagou à sua mulher, H., nada mais, nada menos que 49 milhões de dólares americanos. Assumindo que tenham feito sexo TODAS as noites durante esses 5 anos (coisa muito improvável), a relação custou ao artista 26.849 dólares americanos por noite.

LEASING
Por outro lado, K., a prostituta que foi pega com um ex-governador de estado norte-americano cobra a extravagância de 4.000 dólares americanos por noite. Se o artista tivesse “contratado” a K. durante 5 anos, ter-lhe-ia pago 7,3 milhões de dólares americanos para ter sexo TODAS as noites com uma economia total de 41,7 milhões de dólares.

Tenha em conta o valor agregado desta operação:
Ela, a K., tem 22 anos.
Nunca tem dores de cabeça.
É profissional.
Não se queixa do dia triste que passou.

Tudo isto, por uma sétima parte do custo total, sem encargos.
O “leasing” é melhor...
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

Nota do Blog: A comparação segue uma lógica econômica, embora seja bem machista e reducionista da vida afetiva, conferindo uma visão puramente pecuniária ao relacionamento entre homem e mulher.

CAPITAL DE GIRO

Um viajante chega numa cidade e entra num pequeno hotel.
Na recepção, entrega duas notas de R$ 100,00 e pede para ver um quarto.
Enquanto o viajante inspeciona os quartos, o gerente do hotel sai correndo com as duas notas de R$ 100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro.
Este pega as duas notas e vai até um criador de suínos a quem, coincidentemente, também deve R$ 200,00 e quita a dívida.
O criador, por sua vez, pega também as duas notas e corre ao veterinário para liquidar uma dívida de... R$ 200,00.
O veterinário, com a duas notas em mãos, vai até a zona quitar a dívida com uma prostituta, coincidentemente, a dívida era de R$ 200,00.
A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde, às vezes, levava seus clientes e que ultimamente não havia pago pelas acomodações. Valor total da dívida: R$ 200,00. Ela avisa ao gerente que está pagando a conta e coloca as notas em cima do balcão.
Nesse momento, o viajante retorna dos quartos, diz não ser o que esperava, pega as duas notas de volta, agradece e sai do hotel.
Ninguém ganhou ou gastou nenhum centavo, porém agora toda a cidade vive sem dívidas, com o crédito restaurado e começa a ver o futuro com confiança!
MORAL DA HISTÓRIA: não queira entender de Economia!
Fonte: Internet, sem autoria definida (circulando por e-mail). (Com adaptações).

sábado, 14 de abril de 2012

Placa de rua em Oeiras-Portugal


Foto de rua em Oeiras, Portugal, com a placa afixada.


Foto com detalhe da placa de rua em Oeiras, Portugal.
O homenageado é qualificado como corrupto, criminoso, político.

Nota: 
No Brasil, faltariam ruas, certamente.

PÁSCOA DA SOCIEDADE MÉDICA SÃO LUCAS - 2012


CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA
Pregador: Pe Pedro Vicente (Jesuíta).
Data: sábado, 14 abr 2012, às 8h30min.
Local: Hospital São Mateus (Auditório).
É com muita alegria que contamos com a presença dos médicos e suas famílias.

“Cristo morreu, mas ressuscitou, e fez isso somente para nos ensinar a matar os nossos piores defeitos e ressuscitar as maiores virtudes sepultadas no íntimo de nossos corações. Que esta seja a verdade da nossa Páscoa.”

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O QUE É QUE HARVARD E O MIT TÊM?

Por Elio Gaspari
Andrew Carnegie ensinou que 'quem morre rico morre desgraçado', e os bilionários americanos aprenderam.
ONTEM A DOUTORA Dilma esteve em duas das melhores universidades do mundo, Harvard e o Massachusetts Institute of Technology. Uma nasceu em 1686, de uma doação de um pastor/taverneiro. A outra veio da iniciativa de um grupo de homens de negócios de Boston. No início do século passado o MIT ganhou vigor com o patrocínio de George Eastman, uma espécie de Steve Jobs de seu tempo. Se um criou o iPhone, o outro popularizou as máquinas fotográficas Kodak. As duas instituições devem muito aos projetos de pesquisa financiados pelo governo, mas nada devem à burocracia pedagógica de Washington. Pelo contrário, Harvard e o MIT influenciam as políticas educacionais do país. Graças à filantropia do andar de cima e à qualidade da gestão de seus patrimônios, as duas têm um ervanário de US$ 42 bilhões.
O Brasil pode ser beneficiado por um movimento renovador do ensino superior. A doutora Dilma quer dobrar as conexões internacionais da melhor escola de engenharia do país, o Instituto Tecnológico da Aeronáutica. Do ITA saiu a Embraer, cujo faturamento atual equivale a 102 anos do orçamento da escola. Em São Paulo, com o apoio de empresários, o Insper anunciou que em 2015 abrirá uma faculdade de engenharia voltada para a produção. É bom, mas ainda falta.
O Brasil tem 36 bilionários em dólares na lista da Forbes. Juntando-se os donos das grandes empreiteiras e os homens do agronegócio que escaparam ao radar da revista, passam de 50. Juntos, têm pelo menos US$ 200 bilhões, mas só uns 20 patrocinam filantropias relevantes.
Nos Estados Unidos o nome de Andrew Carnegie, que foi o homem mais rico do mundo, não está associado à ruína da vida dos operários de suas minas e siderúrgicas, mas às doações que fez. Ele dizia: "Quem morre rico morre desgraçado". Em vida, acumulou algo como US$ 200 bilhões em dinheiro de hoje. Quando morreu, 1919, distribuíra US$ 150 bilhões, criando escolas técnicas e bibliotecas. Bill Gates deixou de ser o sujeito que cobra caro pelo Windows. Em vez de ser conhecido pelo que ganha, tornou-se notável pelo que dá. Ele já distribuiu algo como US$ 30 bilhões.
Os magnatas brasileiros podem se juntar, oferecendo ao país duas grandes escolas, mais uma de engenharia e outra de medicina. Com folga, R$ 500 milhões pagam essa conta. Ou seja, R$ 10 milhões de cada um.
A avareza da plutocracia nacional é uma explicação insuficiente. Ela não doa porque sabe quanto custa ganhar um dinheiro que, passando pelo governo ou por instituições semioficiais, acaba malbaratado. Em 1930, Eufrásia Teixeira Leite, uma grande mulher, que namorou Joaquim Nabuco e multiplicou uma herança do baronato do café, deixou sua fortuna para educar e assistir os pobres de Vassouras. Em dinheiro de hoje, seriam pelo menos R$ 170 milhões. Cadê? Restam um centro de tecnologia de alimentos e poucas lembranças.
O dinheiro de Eufrásia sumiu porque ela amarrou mal sua gestão. Os bilionários de hoje podem blindar suas doações, como fizeram os americanos. De quebra, melhorarão a qualidade da memória nacional, pois nela há mais nomes de grandes bandidos, como Lampião e Chico Picadinho, do que de grandes empresários admirados pela benemerência.
Fonte: O Povo e grande mídia, em abril de 2012.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Missa pelo Centenário de Nascimento do Dr. Waldemar Alcântara

Realiza-se hoje a Missa pelo Centenário de Nascimento do Dr. Waldemar Alcântara. Vide indicação acima.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Centenário de Nascimento do Dr. Waldemar Alcântara

Uma bem traçada programação, iniciada hoje, assinalará o centenário de nascimento do médico, professor e político Waldemar Alcântara.
No dia de hoje transcorreu uma concorrida sessão solene na Assembleia Legislativa do Ceará. Vide convite.

CONCLUSÃO DO PROGRAMA MINTER / DINTER EM ONCOLOGIA NO ICC


Flagrante colhido na festa de confraternização, que assinalou o encerramento exitoso do Programa DINTER-MINTER (ICC/ECO e Fundação Antônio Prudente). Os novos mestres e doutores em Oncologia estão acompanhados de alguns membros do corpo docente do programa.
(Foto de Davi Cacau, do Serviço de Marketing do ICC).

Aconteceu na manhã de segunda-feira (9/04/12), no Instituto do Câncer do Ceará, a última defesa de tese do Programa DINTER-MINTER (ICC/ECO e Fundação Antônio Prudente), na área de Oncologia. A tese da oncologista clínica do ICC / Hospital Haroldo Juaçaba, Dra Rosane, versou sobre “A resposta e expressão gênica e imunistoquímica no câncer gástrico metastático”. À noite, desse mesmo dia, ocorreu um jantar de confraternização, reunindo docentes da Escola Cearense de Oncologia e da Fundação Antônio Prudente / Hospital A. C. Camargo, de São Paulo, dirigentes, gestores e gerentes do ICC e todos os mestres e doutores formados pelo programa.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Professor da Escola Cearense de Oncologia

INSTITUTO LULA

Por Reinaldo Azevedo
Tenho algumas perguntas a fazer a Lula, a Kassab e aos vereadores que querem doar patrimônio público para o falso "Memorial da Democracia" do PT. Se houver resposta, juro que publico!
O Instituto Lula quer construir no Centro de São Paulo, num terreno que fica na antiga Cracolândia, o que chama "Memorial da Democracia", que reunirá, com especial ênfase, um acervo de documentos e objetos dos oito anos de mandato do Apedeuta. Os petistas agora dizem que pretendem dar atenção também a outros momentos importantes da história, como a luta contra a escravidão, a proclamação da República etc. Para tanto, pediram à Prefeitura de São Paulo a cessão do tal terreno, com o que concordou o prefeito Gilberto Kassab (PSD), que já enviou o pedido à Câmara, onde tem folgada maioria. Então ficamos com o roteiro completo para o triunfo da mistificação: Lula, um ex-presidente bastante popular, pede um terreno ao prefeito; este, que vive uma fase de aproximação com o governo federal, acha a idéia boa e envia a mensagem à Câmara, onde tem maioria. A maioria dos vereadores tende a concordar. Resta ao Ministério Público demonstrar se tem ou não vergonha na cara e memória histórica ou se também está rendido a um partido político. E por que escrevo assim? O escracho já começa no nome do empreendimento. O inspirador do "Instituto Lula" — que quer privatizar uma área de mais de 4 mil metros quadrados, que pertence a todos os moradores de São Paulo — decidiu, como se vê, privatizar também a democracia. Julga-se no papel de quem pode ser o inspirador de uma "memorial". É uma piada grotesca, típica de asininos enfatuados, de exploradores da boa-fé pública. Se Lula é o senhor de um "Memorial da Democracia", o que devemos a Ulysses Guimarães, por exemplo? A canonização? Estamos diante de uma pantomima histórica, de uma fraude.
Tenho algumas perguntas a fazer a Lula, a Kassab e aos vereadores de São Paulo.
1: Constituição - A negativa dos petistas em participar da sessão homologatória da Constituição de 1988, uma das atitudes mais indignas tomadas até hoje por esse partido, fará parte do "Memorial da Democracia", ou esse trecho será aspirado da história, mais ou menos como a ministra da Mulher diz que aspirava úteros na Colômbia?
2: Expulsões - A expulsão dos três deputados petistas que participaram do Colégio Eleitoral que elegeu Tancredo Neves, pondo fim à ditadura - Airton Soares, José Eudes e Bete Mendes - fará parte do "Memorial da Democracia", ou isso também será aspirado da história, como a Universidade Federal de Santa Catarina aspirou a entrevista da agora ministra da Mulher? Em tempo: vi dia desses Soares negar na TV Cultura que tivesse sido expulso. Diga o que quiser, agora que fez as pazes com a legenda. Foi expulso, sim!
3: Governo Itamar - A expulsão de Luíza Erundina do partido porque aceitou ser ministra da Administração do governo Itamar, cuja estabilidade era fundamental par a democracia brasileira, entra no Memorial da Democracia, ou esse fato será eliminado da história junto com os fatos, os fetos, as fotos e os homens que não são do agrado do petismo?
4: Voto contra o Real - A mobilização do partido contra a aprovação do Plano Real integrará o acervo do Memorial da Democracia, ou os petistas farão de conta que sempre apostaram na estabilidade do país?
5: Guerra contra as privatizações - As guerras bucéfalas contra as privatizações — o tema anda mais atual do que nunca — e todas as indignidades ditas contra a correta e necessária entrada do capital estrangeiro em setores ditos "estratégicos" merecerá uma leitura isenta, ou o Memorial da Democracia se atreverá a reunir como virtudes todas as imposturas do partido?
6: Luta contra a reestruturação dos bancos - A guerra insana do petismo contra a reestruturação dos bancos públicos e privados ganhará uma área especial no Memorial da Democracia, ou os petistas farão de conta que aquilo nunca aconteceu? Terão a coragem, já que são quem são, de insistir na mentira e de tratar, de novo, um dos pilares da salvação do país como um malefício, a exemplo do que fizeram no passado?
7: Ataque à Lei de Responsabilidade Fiscal - Os petistas exporão os documentos que evidenciam que o partido recorreu à Justiça contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, tornada depois cláusula pétrea da gestão de Antônio Palocci no Ministério da Fazenda?
8: Mensalão - O Memorial da Democracia vai expor, enfim, a conspiração dos vigaristas, que tiveram a desplante de usar dinheiro sujo para tentar criar uma espécie de Congresso paralelo, alimentado por escroques de dentro e de fora do governo? O prédio vai reunir os documentos da movimentação ilegal de dinheiro?
9: Duda Mendonça na CPI - Haverá no Memorial da Democracia o filme do depoimento de Duda Mendonça na CPI do Mensalão, quando confessou ter recebido numa empresa no exterior o pagamento da campanha eleitoral de Lula em 2002? O museu de Lula terá a coragem de evidenciar que ali estava motivo o bastante para o impeachment do presidente?
10: Dossiê dos aloprados - O Memorial da Democracia que tanto entusiasma Lula e Kassab trará a foto da montanha de dinheiro flagrada com os ditos aloprados, que tentavam fraudar as eleições — para não variar —, buscando imputar a José Serra um crime que não cometera? Exibirá a foto do assessor de Aloizio Mercadante, que disputava com Serra, carregando a mala preta?
11: Dossiê da Casa Civil - Esse magnífico Memorial da Democracia trará os documentos sobre o dossiê de indignidades elaborado na Casa Civil contra FHC e contra, pasmem!, Ruth Cardoso, quando a titular da pasta era ninguém menos do que Dilma Rousseff, e sua lugar-tenente, ninguém menos do que Erenice Guerra?
12: Censura à imprensa - Kassab, que quer doar o terreno, se comprometeria a pedir a Lula que o Memorial da Democracia reunisse as evidências das muitas vezes em que o PT tentou censurar a imprensa, seja tentando criar o Conselho Federal de Jornalismo, seja introduzindo no Plano Nacional de Direitos Humanos mecanismos de censura prévia?
13: Imprensa comprada e vendida - Teremos a chance de ver os contratos de publicidade do governo e das estatais com pistoleiros disfarçados de jornalistas, que usam o dinheiro público para atacar a imprensa séria e aqueles que o governo considera adversários nos governos dos Estados, no Legislativo e no Judiciário?
14 - Novo dossiê contra adversário - O Museu da Democracia do Instituto Lula reunirá as evidências todas das novas conspiratas do petismo contra o candidato da oposição em 2010, com a criação de bunker para fazer dossiês com acusações falsas e a quebra do sigilo fiscal de familiares do candidato e de dirigentes tucanos?
15 - Uso da máquina contra governos de adversários - A mobilização da máquina federal contra o governo de São Paulo em episódios como o da retomada da Cracolândia e da desocupação do Pinheirinho entrará ou não no Memorial da Democracia como ato indigno do governo federal?
16 - Apoio a ditaduras - O sistemático apoio que os petistas empenham a ditaduras mundo afora estará devidamente retratado no Memorial da Democracia? Veremos Lula a comparar presos de consciência em Cuba a presos comuns no Brasil? Veremos Dilma Rousseff a comparar os dissidentes da ilha a terroristas de Guantánamo?
Fiz acima perguntas sobre 15 temas. Poderia passar aqui a noite listando as vigarices, imposturas, falcatruas e tentativas de fraudar a democracia protagonizadas por petistas e por governos do PT. As que se lêem são apenas as mais notórias e conhecidas.
NÃO! ERRAM AQUELES QUE ACHAM QUE QUERO IMPEDIR LULA — E O PT — DE CONTAR A HISTÓRIA COMO LHE DER NA TELHA. QUEM GOSTA DE CENSURA SÃO OS PETISTAS, NÃO EU! O Apedeuta que conte o mundo desde o fim e rivalize,se quiser, com Adão, Noé, Moisés ou o próprio Deus, para citar alguém que ele deve julgar quase à sua altura. MAS NÃO HÁ DE SER COM O NOSSO DINHEIRO.
Kassab tem o direito de doar uma área pública para aquilo que será, necessariamente, um monumento à versão da história de um só partido, com especial ênfase no trabalho de um líder? Não! Essa conversa de que será uma instituição suprapartidária é mentirosa desde a origem. Supor que Paulo Vannuchi — JUSTAMENTE O RESPONSÁVEL POR AQUELE PLANO SINISTRO QUE DIZIA SER DE DIREITOS HUMANOS E QUE PREVIA CENSURA PRÉVIA — e Paulo Okamotto possam ter qualquer iniciativa que não traga um viés petistas é tolice ou má fé. Ou, então, o prefeito transforme o centro de São Paulo numa espécie de Esplanada dos Partidos. Por que só para Lula?
Fique de olho, leitor! Se você for petista, deve achar a doação de um terreno a Lula a coisa mais normal do mundo, um presente merecido. Se não for, veja lá o que vai fazer o vereador. Se ele disser "sim" à proposta, estará sendo generoso com o seu dinheiro, com aquilo que lhe pertence.
Espalhe este texto. Herói é você, que sobrevive no Brasil mesmo com a classe política que aí está, não Lula. Ele é só um contumaz sabotador de governos alheios, que agora pretende, com a ajuda do prefeito e dos vereadores, tomar um terreno que pertence à população de São Paulo para erguer no lugar o Museu das Imposturas. De resto, basta que ele estale os dedos, e haverá empresários em penca dispostos a lhe encher as burras de grana. Que compre o terreno! E Kassab que transforme esse dinheiro em creches.

Nunca esqueça:
"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode  começar agora e fazer um novo fim".
Esta é uma comunicação oficial do Em Direita Brasil. Reenvie imediatamente esta mensagem para toda a sua lista, o Brasil agradece.
Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/tag/instituto-lula/

terça-feira, 10 de abril de 2012

RETRATO DE UM JUDAS ANTES DA FORCA

Por Ricardo Alcântara (*)
Todo governo tem seu Judas. Previamente escalado, ele fica à disposição para pagar a conta. É o bode expiatório: caso algo dê errado, é ele quem vai para o cadafalso quando os pescoços da realeza precisam ser preservados.
Geralmente, cabem a ele as operações mais delicadas. Sua tarefa é gerenciar contravenções sob a proteção de quem deveria puni-las. É quem chafurda no lodo para que o príncipe se mantenha com as unhas polidas.
Para ser um Judas governamental de primeira linha, são necessários atributos específicos. Ser temerário é um deles. O cara tem que ter alma de corsário. Quem tem medo de bola dividida jamais será um bom Judas.
Outro atributo igualmente importante para o correto cumprimento da missão é ser discreto. Um Judas por vocação tem fobia a holofotes. Judas de twitter vai para a forca mais cedo. Se for vedete, é um suicida em potencial.
Ninguém se torna um Judas da noite para o dia. Suas tarefas exigem boa formação. A função requer habilidades que só a experiência ensina. É preciso conhecer dos homens suas fraquezas e, das leis, igual saber.
Para o príncipe, o Judas ideal deveria ser alguém que já tenha dado, por duras provas, demonstrações de lealdade sem que tenha se tornado, contudo, próximo demais ao ponto de não mais poder ser sacrificado.
O Judas se faz do príncipe quase irmão. E assim permanece, sem nunca obter a incondicionalidade dos laços de sangue. Mesmo que lhe reserve irrestrita confiança, o príncipe não casaria com ele a própria filha.
E, quando chega a sua hora, o bom Judas não reclama as lágrimas do seu príncipe. À forca, sobe calado, levando com ele para o ostracismo segredos que, uma vez revelados, fariam ruir o prestígio de toda a corte.
Não há filantropia na prestação do serviço. Os riscos inerentes ao ofício eliminam qualquer possibilidade de motivação solidária. Sempre muito bem remunerado, quando eficiente, um Judas se paga.
(*) Jornalista e escritor. Publicado In: Pauta Livre.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

PROF. HAROLDO JUAÇABA: um homem da cultura regional e universal


O casal Haroldo e Heloisa Juaçaba recebe em casa Sir Arnold Toynbee.
O Prof. Haroldo Juaçaba, ao longo de mais de seis décadas de atividades profissionais, ficou conhecido como o grande mestre dos cirurgiões cearenses e o professor de dezenas de turmas de médicos formados pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), qualidades que contribuíam para, equivocadamente, ser tachado de “medalhão”, rótulo do qual não gostava, por produzir algum distanciamento dos médicos neófitos. No entanto, o lado que lhe era muito peculiar, de seriedade e de sisudez, ficava adstrito ao imo da prática médica, principalmente quando se encontrava em campo operatório ou no atendimento ambulatorial aos pacientes, independentemente da sua condição de particulares ou carentes, todos tratados, igualmente, sem diferenças, porquanto irmanados no infortúnio ou na doença.
Fora desses ambientes, na época que ainda exercitava devotadamente a medicina, era dotado de um fino humor, com lances tipicamente britânicos, e de um charme muito especial, que a todos cativava por sua polidez no trato das pessoas e na cordialidade de suas intervenções, embora soubesse agir com firmeza quando a ocasião exigia, mormente quando necessitava corrigir distorções. A lhaneza no lidar cotidiano das suas relações pessoais e os gestos cavalheirescos faziam dele um autêntico gentil-homem, espécime ameaçada de extinção nos dias de hoje.
O Prof. Haroldo sempre foi um homem envolvido com a cultura, abrangendo as suas mais diversas formas de manifestação: a música, a literatura, a pintura, a eloqüência etc. Na sua meninice, por muitos anos, dedicou-se ao estudo de violino, mas teve que interromper a sua formação musical porque, ainda adolescente, aos quinze anos de idade, deixou o Ceará para iniciar o curso de medicina em 1935. Com isso, é possível que a música tenha perdido um virtuose do instrumento de Paganini e um concorrente brasileiro de Yehudi Menuhim, por quem ele, aliás, nutria grande admiração; mas a medicina brasileira e a cearense, em especial, foram sobejamente beneficiadas e enriquecidas pela opção feita, em tão tenra idade, por sua amadurecida decisão, pois foram mais de sessenta anos dedicados a minorar o sofrimento humano. Saliente-se que a música erudita não o perdeu de todo, uma vez que ele sempre preservou o refinado gosto musical, e até mesmo a sociedade não ficou desguarnecida nesse longo período, já que, do disco de cera ou de vinil aos modernos CD e DVD, a boa música pode chegar a quantos a desejam, naturalmente em observância às disponibilidades financeiras individuais.
O Prof. Juaçaba adquiriu excepcional fluência em inglês, durante a sua Residência Médica, cumprida nos EUA, e cultivava a prática dessa língua não somente para a educação continuada em Medicina, fazendo do domínio desse idioma uma permanente busca da leitura das grandes obras originalmente publicadas na língua inglesa. Nos anos oitenta, reservou uma de suas férias, exclusivamente para passar um mês na Inglaterra, a fim de ter aulas particulares sobre Shakespeare, para melhor compreender os textos em suas versões iniciais, do século XVI.
Diga-se, de passagem, que muitas foram as viagens dele empreendidas ao exterior, quase invariavelmente aproveitando a mescla da ciência e da cultura, participando de eventos científicos e conhecendo o circuito cultural dos países visitados, especialmente os acervos de museus e os monumentos, o que permitiu sorver o melhor de cada povo e absorver uma mostra substancial da cultura ocidental.
Esse interesse do Prof. Haroldo Juaçaba pela cultura universal, manifestado na forma como buscou o conhecimento, através das viagens que empreendeu aos centros mais desenvolvidos e dos livros de autores consagrados, lidos ao longo da sua vida, valeu-lhe uma formação intelectual de excelência, revelada nos seus padrões de comportamento.
Uma marca dessa sua simpatia pelos acontecimentos culturais de maior significação, está registrada na visita que Arnold Toynbee, um dos maiores historiadores do século XX, fez ao Ceará, atendendo convite da UFC, para proferir conferência, tendo esse evento contado com sua presença, o que levou o historiador britânico a remeter-lhe, posteriormente, carta de agradecimentos, pela maneira gentil como o casal Juaçaba o recebera, em sua casa, na serra, juntamente com a esposa, em sua passagem por Fortaleza. Na carta, inserida na p.131 (fac-símile) do livro “Haroldo Juaçaba: tempo, espaço, ação”, está formalizado o convite para uma visita a Londres, sendo ali expresso o endereço de residência dos Toynbee, na Inglaterra.
Mesmo com a vida sobrecarregada de tantos afazeres, o seu apego à leitura propiciou-lhe o prazer de reunir uma das mais valiosas bibliotecas particulares de Fortaleza, devidamente organizada e catalogada por uma bibliotecônoma, compreendendo livros médicos e de cultura geral, contendo coleções e obras raras, dignas da atenção de um bom bibliófilo. Por desejo seu, no intuito de socializar o uso, parte desse acervo será transladada para a nova biblioteca do Instituto do Câncer do Ceará.
O seu feliz consórcio com D. Heloísa Juaçaba, pintora consagrada e grande patronesse das artes no Ceará, trouxe a ambos indizíveis contentamentos, nos mais variados planos, onde, logicamente, o sólido e duradouro amor que sempre os uniu, veio a ocupar a primazia nesse rol, mas também proporcionou um ambiente doméstico, de plena convivência com a arte, em que artistas renomados puderam se relacionar e interagir ao tempo que muitos iniciantes tiveram, na boa acolhida do casal Juaçaba, a alavanca de suas bem sucedidas carreiras artísticas.
Na retórica, em debates e pronunciamentos, embora não recorresse a um certo mesmerismo ou arroubos grandiloquentes, detinha total domínio de qualquer audiência, à conta da coerência de seus pensamentos e da serenidade com que construía cada idéia, mantendo um fio condutor durante toda a locução, sem nunca se deixar levar pelo componente emotivo, ainda que o assunto suscitasse discussão calorosa ou inflamada.
Os seus discursos escritos são testemunhas vivas da combinação, em um só texto, da erudição própria de um homem culto, com a precisão técnica de quem manuseava um bisturi, com arte e ciência, compondo uma linguagem direta e claramente objetiva na exposição das idéias trabalhadas.
Hoje, com a sua saúde progressivamente comprometida nos últimos anos, que o tirou das lides diárias, a idade mais avançada não seria certamente uma limitante para conter o seu espírito indomável e a sua vontade férrea de servir ao próximo; por tudo que ele representa, pode-se afirmar, com clareza: a cultura cearense torna-se menor, sem o concurso do cidadão Haroldo Gondim Juaçaba.
Prof. Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Médico do ICC / Hospital Haroldo Juaçaba
* Publicado In: Ceará em Brasília. Ano 23, Nº 237, p.15. (Informativo da Casa do Ceará em Brasília).
 

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