sábado, 31 de maio de 2014

Causos Militares em Brasil Anedótico IV

A GENEROSIDADE DE CAXIAS
J.M. de Macedo - "Ano Biográfico", vol. II, pág. 247.

Derrotado a 3 de abril de 1832, pelo major Luiz Alves de Lima, que saíra ao seu encontro com um corpo de polícia, o major Miguel de Frias pôs-se em fuga, procurando escapar. Lançando-se no seu encalço, estava Alves de Lima para alcançá-lo, quando um adversário lhe dispara um tiro de pistola, fazendo pranchear o cavalo e permitindo, com isso, que o fugitivo desaparecesse.
Avançando de novo, é Caxias informado de que o chefe revoltoso se havia asilado em uma casa da rua do Sabão da Cidade Nova. Apeia-se, o dono da casa franqueia-lhe a residência, que Caxias percorre. Ao fim de um corredor, havia uma porta fechada, com a chave na fechadura. O chefe legalista dá volta à chave, e abre. No centro do quarto, de pé, Miguel de Frias o esperava. Os dois heróis olham-se, mudos. Ao fim de um instante, Alves de Lima puxa a porta, e retira-se, dizendo ao dono da casa:
- Desculpe-me; não há ninguém...
No dia seguinte, Miguel de Frias fugia, asilando-se nos Estados Unidos.

O SEGREDO DA BRAVURA
Taunay - "Reminiscências", vol. I, pág. 25.
Osório era, por índole, gracejador e espirituoso. Em um piquenique que lhe foi oferecido no Corcovado, uma senhora, a quem havia dado o braço, perguntou-lhe em que consistia o segredo da sua bravura.
- Eu fui valente por medo... - informou o herói.
- Medo?
- Sim; tinha medo de que as minhas patrícias bonitas não me recebessem bem, se me portasse mal nas batalhas.

A ARGÚCIA DE FLORIANO
Serzedelo Correia - "Páginas do Passado", pág. 18.

Apresentado pelo tenente Jansen Tavares, foi ao Itamarati, para falar a Floriano, um oficial do Exército, que pretendia dois meses de soldo adiantado:
- Sente-se, - ordenou o presidente.
Recusando a gentileza, o militar, mesmo de pé, contou ao que ia. E puxando do bolso uma nota de 5$000 e outra de 1$000, completamente machucadas, abriu-as, e disse ao ditador:
- Eis o dinheiro que eu e a minha família temos para passar o mês.
Floriano voltou-se, dizendo:
- Vá embora; vou mandar que lhe dêem três meses.
E virando-se para o tenente Jansen:
- Este camarada joga!...
- Não sei, marechal.
- Sabe, sim. Ele é jogador.
- Joga um pouco, - articulou Jansen.
- Um pouco, não; joga muito.
- Como sabe V. Excia. disso?

- Pois você não vê como ele tira o dinheiro do bolso todo machucado?! Isto só faz o jogador. No pano verde apanha indistintamente as notas de 20$000, de 10$000 e de 5$000, machuca tudo, mete no bolso e depois, ao fazer a parada, puxa-as da calça e abre para as pôr na mesa.
O oficial era, de fato, grande jogador.

“TECUM DOMINUS”
Moreira de Azevedo – “Mosaico Brasileiro”, pág. 42.
José Inácio da Costa, apelidado o Capacho, era poeta, ator e major do regimento dos pardos, nos tempos coloniais. Havendo-se mudado as vozes das manobras militares, o major Capacho, ainda pouco prático, trovejou, em exercício:
- Armas ao ombro!
- Não é armas ao ombro, Sr. oficial, - retorquiu-lhe o ajudante, - é “ombro armas!”
Apresentando-se o major dois dias depois ao serviço, ao entrar no paço deu um espirro.
- “Dominus tecum - disse-lhe um soldado.
- Não diga “dominus tecum”, mas “tecum dominus”! - observou o major.
E solene:
- Não sabe que, agora, tudo está mudado?

Fonte: Humberto de Campos. O Brasil Anedótico (1927)

Coroação de Nossa Senhora - Maio/2014


Como tradicionalmente acontece no encerramento do mês de maio de cada ano, muitas igrejas de Fortaleza fazem a coroação de Nossa Senhora um momento de devoção mariana, que encanta a tantos fiéis católicos.
Infelizmente, por motivo de viagem ao exterior, não poderei participar dessa celebração, como faço regularmente, mas posso dizer que me sinto contemplado por ter feito a coroação da imagem de Nossa Senhora de Fátima, na missa das 17h, de 3/5/2014, da Igreja de São Vicente de Paulo, durante o ato de consagração à Maria, conduzido pelo grupo dos Arautos do Evangelho.
 
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Sociedade Médica São Lucas

 

sexta-feira, 30 de maio de 2014

HISTÓRIAS ENTRELAÇADAS


Todos nós sabemos que Al Capone somente foi preso por haver omitido rendimentos ao fisco americano.
Mas toda história tem detalhes e desdobramentos curiosos que às vezes desconhecemos.
As duas relatadas a seguir mostram que o exemplo, é mesmo, um grande legado.

HISTÓRIA NÚMERO UM
Há muitos anos, Al Capone controlava inteiramente  a cidade de Chicago. Não ficou famoso por nenhum ato heroico.

Era notório, sim, por encher a cidade com tudo relativo a contrabando, bebidas, prostituição e assassinatos.
Capone tinha um advogado apelidado 'Easy Eddie', um excelente profissional!

Sua habilidade, manobrando no cipoal de leis, manteve Al Capone fora da cadeia por muito tempo.
Para mostrar seu apreço, Capone lhe pagava muito bem.

Não só o dinheiro era grande, como Eddie também tinha vantagens especiais. Por exemplo, ele e a família moravam em uma mansão protegida, com todas as conveniências possíveis.
A propriedade era tão grande que ocupava um quarteirão inteiro em Chicago. Eddie vivia a vida da alta roda da cidade, mostrando pouca preocupação com as atrocidades que ocorriam à sua volta.

No entanto, Easy Eddie tinha um ponto fraco.
Tinha um filho que amava acima de tudo. Eddie cuidava para que seu filho tivesse sempre do melhor: roupas, carros e uma excelente educação. Nada era poupado. Preço não era problema. E, apesar do seu envolvimento com o crime organizado, Eddie tentou lhe mostrar sempre o que era certo e o que era errado. Eddie queria que seu filho se tornasse um homem melhor que ele.

Mesmo assim, com toda a sua riqueza e influência, havia duas coisas que ele não podia dar ao filho: não podia transmitir-lhe um nome bom e um bom exemplo.
Um dia, Easy Eddie tomou uma decisão difícil no sentido de corrigir as injustiças de que havia participado na sua carreira como advogado.

Decidiu que iria às autoridades e contaria a verdade sobre Al 'Scarface' Capone, limpando o seu nome sujo e oferecendo ao filho alguma coisa como integridade moral recuperada.
Para tanto, teria de testemunhar contra a quadrilha de Capone, e sabia que o preço a pagar seria muito alto. Ainda assim, ele testemunhou.

Um ano depois, Easy Eddie foi assassinado a tiros numa rua de Chicago.
Deu ao filho o maior presente que poderia oferecer, ao maior custo que poderia pagar.

A polícia recolheu em seus bolsos um rosário, um crucifixo, uma medalha religiosa e um poema, recortado de uma revista.
O poema: 'O relógio da vida recebe corda apenas uma vez e nenhum homem tem o poder de decidir quando os ponteiros irão parar, se mais cedo ou mais tarde. Agora é o único tempo que você possui. Viva, ame e trabalhe com vontade. Não ponha nenhuma esperança no tempo, pois o relógio pode parar a qualquer momento.'

HISTÓRIA NÚMERO DOIS
A Segunda Guerra Mundial produziu muitos heróis.
Um deles foi o Comandante Butch O'Hare, um piloto de caça, operando no porta-aviões Lexington, no Pacífico Sul.

Um dia, o seu esquadrão foi enviado a uma missão. Quando já estavam voando, ele notou pelo medidor de combustível que haviam esquecido de encher os tanques do seu avião. Ele não teria combustível suficiente para completar a missão e retornar ao navio. O líder do vôo o instruiu a voltar ao porta-aviões. Relutantemente, ele saiu da formação e iniciou a volta à frota.
Quando estava voltando ao navio-mãe viu algo que fez seu sangue gelar: um esquadrão de aviões japoneses voava na direção da frota americana. Com os caças afastados da frota, ela estaria indefesa ao ataque iminente. Ele não  podia alcançar seu esquadrão nem avisar à frota da aproximação do perigo.

Havia apenas uma coisa a fazer. Teria que desviá-los da frota de alguma maneira...
Afastando todos os pensamentos sobre a sua segurança pessoal, ele mergulhou sobre a formação de aviões japoneses.

Suas metralhadoras calibre 50, montadas nas asas, disparavam enquanto ele atacava um surpreso avião inimigo e em seguida outro. Butch costurou dentro e fora da formação, agora rompida e incendiou tantos aviões quanto possível, até que sua munição finalmente acabou. Ainda assim, ele continuou a agressão.
Mergulhava na direção dos aviões, tentando destruir e danificar tantos aviões inimigos quanto possível. Finalmente, o exasperado esquadrão japonês partiu em outra direção.

Profundamente aliviado, Butch O'Hare e o seu avião danificado se dirigiram ao porta-aviões. Logo à sua chegada informou a seus superiores sobre o acontecido. O filme da máquina fotográfica montada no avião contou a história com detalhes. Mostrou a extensão da ousadia de Butch em atacar o esquadrão japonês para proteger a frota. Na realidade, ele tinha destruído cinco aeronaves inimigas.
Isto ocorreu no dia 20 de fevereiro de 1942, e por aquela ação Butch se tornou o primeiro Ás da Marinha na 2ªGuerra Mundial, e o primeiro Aviador Naval a receber a Medalha Congressional de Honra.

No ano seguinte Butch morreu em combate aéreo com 29 anos de idade. Sua cidade natal não permitiria que a memória deste herói da 2ª Guerra desaparecesse, e hoje, o Aeroporto O'Hare, o principal de Chicago, tem esse nome em tributo à coragem deste grande homem.
Assim, se algum dia você passar no O'Hare International, lembre-se dele e vá ao Museu comemorativo sobre Butch, visitando sua estátua e conhecendo suas condecorações. Fica situado entre os Terminais 1 e 2.

O que têm estas duas histórias de comum entre elas? Porque ambos eram de Chicago? Não!
Butch O'Hare era o filho de Easy Eddie.

Fonte: Circulando por e-mail (internet).

quinta-feira, 29 de maio de 2014

NOSSO TEMPO É O MESMO



Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta

Para muitos sociólogos, antropólogos e acadêmicos o vocábulo geração designa as pessoas nascidas em determinado período de tempo. Seguindo tal critério, pela primeira vez na História, temos cinco gerações existindo no mesmo espaço de tempo. São elas:
01. Veteranos nascidos entre 1920 e 1939;

02. Baby boomers, nascidos entre 1940 e 1959;
03. Geração X, nascidos entre 1960 e 1979;

04. Geração Y, nascidos entre 1980 e 1999;
05. Geração Z, nascidos a partir de 2000 até 2019.

A anatomia humana não mudou e sim a duração da vida, seja devido aos avanços médicos e tecnológicos ou a melhorias das condições psicossociais.
Nos países em desenvolvimento (sic) as condições sociais e econômicas da grande maioria de seus cidadãos permanecem praticamente as mesmas há séculos. Já na Europa e nos Estados Unidos o número de idosos (> 60 anos) cresceu gradativamente, acompanhando as evoluções técnica, científica e econômica.

No Brasil, a população de idosos sofreu um súbito aumento - o “Boom de Idosos” - sem que tivessem ocorrido grandes melhorias socioeconômicas ou educacionais. A pirâmide demográfica deixou de ser pirâmide para se tornar algo disforme. A sua base encolheu (menos crianças nascendo) e o seu ápice, que representa o percentual de idosos, outrora pontiagudo, ficou mais bojudo... Enquanto que a parte central do desenho triangular alargou-se, representando o número cada vez maior de jovens na população.
A Geração Y (os nascidos entre 1980 e 1999) e as seguintes terão que enfrentar o problema do que fazer com os idosos.

Passeando pelo poeta Carlos Drummond de Andrade (1902- 1987): os velhos abstêm-se de fazer uso da experiência, preferindo recomendá-la aos outros (conferir no livro O Avesso das Coisas. – Aforismo).
O problema não são os jovens e sim os idosos; os jovens, sempre foram do jeito que são, com ou sem Internet ou liberdade sexual. Já os idosos continuam trombudos, na sua maioria. Assim, quem tem que mudar é o idoso.

Será que os meus colegas (evito a palavra ‘companheiro’ por razões óbvias) de geração não conseguem aprender que para deixarmos de ser velhos basta dialogar? Não existe mais o tal do ‘meu tempo’.
O Tempo é o mesmo para todos que estão vivos e lúcidos

(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES).

quarta-feira, 28 de maio de 2014

O CRESCIMENTO DO ENSINO SUPERIOR PERDE ÍMPETO


José Jackson Coelho Sampaio (*)
O Brasil comemora o fato de atingir a marca de 17,3% de seus jovens matriculados no ensino superior. Esta marca é menos da metade da argentina e da chilena, para ficarmos na América do Sul, e esconde problemas: a taxa é bruta, toma a proporção de jovens entre 18 e 24 anos na população e sobre ela rebate os matriculados de qualquer idade.

Nestes matriculados há grande proporção de pessoas com mais de 24 anos, o que requer análise, não da taxa bruta, mas da líquida: a população na faixa etária esperada sobre a qual se rebata os matriculados da mesma faixa. Nesta conta a marca desce aos 14,8%. O desafio brasileiro é imenso, pois precisamos: multiplicar a oferta três vezes, ofertar qualidade acadêmica para que ampliar não vire massificar, oferecer suporte social para a inclusão dos pobres e continuar melhorando o ensino médio.
Nos últimos 20 anos o ensino superior público cresceu 193% e o privado 418%. Evidencia-se a privatização deste segmento intermediário do processo, enquanto a educação básica e a pós-graduação são basicamente públicas. E se olharmos o crescimento comparado educação superior/básica, observa-se que a 1ª cresceu 330%, a 2ª cresceu 123% e a população brasileira cresceu 30%.

Isto significa que a população cresce menos e o crescimento geral do ensino superior não se apropria de fato idêntico na educação básica, pois se alimenta dos alunos fora da faixa etária esperada. No curto prazo, a tendência indica ociosidade de vagas no ensino superior, desta vez por motivo de escassez quantitativa de candidatos, não como agora que a escassez se apresenta por formação insuficiente na educação básica.
As universidades estaduais, representantes de 45% da oferta pública de vagas e grandes formadoras de professores para a educação básica, são parte fundamental da solução, mas os poderes estaduais, em geral, não lhes conferem o apoio necessário e o poder federal lhes repassa encargos e declara não encontrar saída legal para lhes repassar recursos financeiros de manutenção.

(*) Professor titular em saúde pública e reitor da Uece
Publicado In: O Povo, Opinião, de 13/5/14. p.8.

terça-feira, 27 de maio de 2014

MAIS MÉDICOS: fragmentos sobre a loucura


Por Miguel Srougi *
Lamento prever a ruína do Mais Médicos. Os nossos governantes esforçam-se para esconder os frangalhos da ação tresloucada
Nem eu nem meus colegas brasileiros rejeitamos a ideia de mais médicos, afinal essa é uma aspiração planetária. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), faltam no mundo 4,3 milhões de médicos e enfermeiras, carência impossível de ser ignorada, pois penaliza 1 bilhão de pessoas, como sempre aquelas que perambulam à margem da existência digna.
O que eu e a imensa maioria dos médicos brasileiros não conseguimos aceitar é a forma como o programa Mais Médicos foi imposto à nação. Para dissimular a indecência na saúde, nossos governantes trouxeram médicos cubanos. Iniciativa de grande apelo aos mais distraídos, mas ilegítima, injusta, inconsistente e empulhadora.
Iniciativa ilegítima por violar as leis e os valores da sociedade brasileira. Como aceitar que profissionais recebam menos de 10% do que foi anunciado; cidadãos proibidos de expressar seus sentimentos, vivendo em cativeiros, num país onde a liberdade constitui uma conquista inegociável de seu povo.
Injusta porque, em três anos, serão transferidos R$ 5 bilhões para Cuba, país igualmente carente, mas que não pode ser privilegiado em detrimento dos desvalidos do Brasil. País habitado por 60 milhões de analfabetos e por 6,5 milhões de pessoas vivendo em extrema pobreza, que vão para a cama sem saber se terão o que comer no dia seguinte.
Também injusta porque, para implementar um programa tão inconsistente, nossas autoridades demonizaram os médicos brasileiros, cuja competência e abnegação é reconhecida dentro e fora de nossas fronteiras. O ex-ministro Alexandre Padilha escreveu nesta Folha que os médicos brasileiros aprendiam com os pacientes pobres nos hospitais públicos, para depois só tratar ricos.
Poucas vezes testemunhei algo tão preconceituoso, perigoso e mentiroso. O ex-ministro, que diz ter estudado medicina, sabe que em todo o planeta existe um contrato social não escrito: médicos aprendem em hospitais universitários e, como retribuição, os pacientes recebem cuidados orientados ou providos por professores, que se colocam entre os mais competentes médicos de cada país.
Iniciativa inconsistente porque os médicos cubanos, com formação dúbia, serão incapazes de exercer qualquer ação médica efetiva em ambientes degradados e abandonados. O que farão frente a um paciente com dor aguda no peito? Se do céu cair um eletrocardiograma, não saberão interpretá-lo. Se por intuição desconfiarem de um infarto, não conseguirão tratá-lo. Se alguma divindade conseguir transportar o paciente para um centro mais desenvolvido, inexistirão vagas nos hospitais do SUS. Atendido no setor de emergências, ele morrerá pelo infarto e de frio, pois terá que utilizar o seu cobertor para forrar o chão gélido, onde será despejado e não atendido.
Iniciativa empulhadora porque atribui a ruína da saúde à falta de médicos nos rincões, quando na verdade a indecência instalou-se porque o Brasil tem sido dirigido por governantes desonestos e de uma inépcia inabalável. Governo cujo Ministério da Saúde promoveu, nos últimos cinco anos, o fechamento de 286 hospitais ligados ao SUS e deixou de utilizar, em 2012, R$ 17 bilhões dos parcos recursos a ele destinados. Valor com o qual teriam sido construídas e equipadas 18 mil unidades básicas de saúde e com o qual menos corpos estariam despencando diante das portas impenetráveis dos hospitais públicos.
Dirigentes coniventes com a corrupção, que segundo a ONU apoderou-se, em 2012, de R$ 200 bilhões da riqueza do Brasil, suficientes para construir 9 milhões de residências populares. Também muitos leitos hospitalares se contabilizados os descaminhos recentes da turma do punho cerrado, do bando das mãos lambuzadas de petróleo ou do time dos pés entortados. 

Lamento prever a ruína próxima do Mais Médicos. Os cubanos já estão migrando para centros mais prósperos e os nossos governantes, sob jugo da marquetagem eleitoreira e com mentiras repetidas, esforçam-se para esconder os frangalhos da ação tresloucada. Restarão no palco do horror, abandonados e resignados, aqueles que nunca conseguirão expressar a desilusão.

* É professor titular de urologia da Faculdade de Medicina da USP, é pós-graduado em urologia pela Universidade Harvard (EUA) e presidente do Conselho do Instituto Criança é Vida.

Fonte: CFM Portal. Divulgado pela internet em 16/05/2014.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Hipocrisia Histórica ou Escravidão Branda



Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta

Atualmente, à memória da morte de Zumbi dos Palmares é celebrada no dia 20 de novembro; é o Dia da Consciência Negra. A semana dentro da qual está esse dia recebe o nome de Semana da Consciência Negra. E esta croniqueta foi escrita para remontar ao assunto.
O recente sucesso editorial dos “livros-reportagens” do jornalista Laurentino Gomes, trilogia numérica: 1808, 1822 e 1889 (esta última ocupa por mais de catorze semanas a lista do best-seller nacional) é um fato muito bom.

A população alfabetizada (minoria, que lê ou compra livros) tomou ciência de que, para se conhecer o País, faz-se necessário conhecer/julgar o passado para não repetir os mesmos desacertos no futuro. Oxalá.
Dessas safadezas/camuflagens que impigem crianças desde o básico escolar, o assunto mais disfarçado é que somos um país sem racismo.

Essa lorota vem desde quando os índios foram escravizados e os negros trazidos d'África a força, para um cativeiro “brando” como afiançam alguns doutores e sábios de nossa intelectualidade estudiosa, que se proclamam peritos no tocante à formação do Povo Brasileiro.
Quem assim age ou é ignorante ou hipócrita. Prefiro acreditar na primeira hipótese (ignorante). Escravatura branda não passa de alegoria, da mais torpe (do tipo Solução Final do Nazismo), mas foi isso que as professorinhas (inocentes ou despreparadas) impingiram-nos desde a escola primária com as tolices do tipo: mãe preta, irmão e irmã de leite e outras crendices...

(A escravidão no Brasil não foi melhor nem pior daquela praticada nos países colonizados pelo Inglês, o Holandês, o Francês, o Belga ou outro qualquer colonizador). Quem já viu colonizador bom?
Escravatura é Escravatura e não difere uma... de nenhuma... Onde quer que ela seja praticada, nem quanto às suas motivações políticas e muito menos econômicas: cana de açúcar, lavoura de café ou de algodão, mineração, etc.

Tais baboseiras podem até agradar os ouvidos dos deitados eternamente em berço esplêndido. Não passam de aleivosias ou de tentativas de sacanear a História. É fazer graça com o sofrimento de outrem e quem assim é ensinado passa de boboca para aparvalhado.
No ano de 1695, Zumbi é morto no Quilombo dos Palmares pelas tropas do bandeirante Domingos Jorge Velho. Trazido de São Paulo para acabar com aquele grupo de pessoas cujos corpos e pele tinham maior capacidade de produzir melanina, e só. Ter mais melanina na pele equivale a ser raça inferior. Para o que se esqueceram: melanina é um pigmento negro encontrado em locais diversos do corpo, como pele e pelos.

Não pensem que Palmares fosse um aglomerado de poucos casebres. Havia mais de 30.000 almas lá vivendo, à época. Era a segunda cidade do atual Estado das Alagoas.
Você sabe o que fizeram com Zumbi?

Pois é, o pobre foi torturado, castrado e seus órgãos genitais enfiados na boca, que foi costurada e – somente então - morto.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES).

domingo, 25 de maio de 2014

sábado, 24 de maio de 2014

Posse da nova diretoria da Academia Cearense de Medicina


A Academia Cearense de Medicina (ACM) realizou ontem à noite, dia 23/05/14, no Auditório Castello Branco, da Reitoria da UFC, a solenidade de posse de sua nova diretoria, para o biênio 2014-2016, que terá, na Presidência, o Ac. Vladimir Távora Fontoura Cruz, substituindo o Ac. João Pompeu Lopes Randal, cujo mandato foi exercido com dignidade e competência, sempre buscando alcançar os interesses maiores do sodalício. Com a mudança, deixamos a Diretoria de Biblioteca, Arquivo e Museu e passamos para a Diretoria de Publicações, na gestão ora inaugurada.
O evento, conduzido de forma impecável pelo cerimonialista Ac. João Martins, serviu de oportunidade para a ACM empossar seus novos acadêmicos honorários, os Drs. Costa Melo, Almir Pinto e Gerardo Cristino Filho, sendo os dois primeiros in memoriam. Os três homenageados foram apresentados e saudados pelo Ac. João Pompeu Lopes Randal.

O ponto alto da cerimônia foi atingido quando do comovente discurso de posse do novel presidente da ACM, resultando em calorosos aplausos do enorme publicou que lotou o recinto.
Após a conclusão dos trabalhos, a ACM ofereceu aos acadêmicos e convidados um coquetel de congraçamento nos jardins Reitoria da UFC.

Ac. Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Membro titular da ACM – Cadeira 18

 

CONVITE: Celebração Eucarística da SMSL - Maio/2014

A DIRETORIA DA SOCIEDADE MÉDICA SÃO LUCAS (SMSL) CONVIDA todos para participarem da Celebração Eucarística do mês de MAIO/2014, que será realizada HOJE (24/05/2014), às 18h30min, na Igreja de N. S. das GRAÇAS, do Hospital Geral do Exército, situado na Av. Des. Moreira, 1.500 - Aldeota.

CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!

MUITO OBRIGADO!

Nota do Editor: Infelizmente, por motivo de viagem ao exterior, não poderei participar da nossa missa mensal da SMSL, como faço regularmente.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Sociedade Médica São Lucas

 

sexta-feira, 23 de maio de 2014

LIVRO REVELA A VIDA OCULTA DO LÍDER CUBANO FIDEL CASTRO


Luis Miguel Pascual
Paris, 21 mai (EFE).- "Ao contrário do que sempre diz, nunca renunciou ao conforto do capitalismo nem escolheu viver com austeridade", escreve Juan Reinaldo Sánchez, que durante 17 anos foi guarda-costas de Fidel Castro e agora publica um livro sobre a vida privada do líder da revolução cubana.

Iates luxuosos, 20 casas espalhadas por toda a ilha e partidas de caça "à la Luis XV" são alguns dos segredos revelados por "La cara oculta de Fidel Castro", escrito junto com o jornalista francês Axel Gyldén e que estará nas livrarias francesas no próximo dia 28.
O comandante sempre teve o cuidado de manter longe da vista dos cubanos sua vida privada, "o segredo mais bem guardado da Revolução", assegura Juan Reinaldo Sánchez, segundo os extratos do livro consultados pela Agência Efe.

O homem que acompanhou Fidel quase diariamente entre 1977 e 1994 descreve o luxuoso iate do líder, o "Aquarama II", copiado do barco de um próximo do regime de Fulgencio Batista (presidente de Cuba entre 1940-1944 e líder de fato em 1952-1959), com quatro motores, que lhe presenteou o dirigente soviético Leonid Brejnev.
Ancorada em seu porto privado da Baía dos Porcos, cada passeio do navio envolve toda uma operação, que inclui outros dois navios, um deles transformado em clínica médica, uma patrulha militar e vários aviões em alerta para evitar que o comandante sofra um atentado.

Em geral, o "Aquarama II" serve para agradáveis passeios marítimos, mas também para ir a Cayo Piedra, uma pequena ilha situada no sudeste de Cuba, um "paraíso para milionários" no qual Fidel repousa rodeado de luxo.
"Fidel Castro deu a entender que a Revolução não lhe deu nenhum respiro, nenhum prazer; que ignorava e desprezava o conceito burguês de férias. Mentia", afirma Sánchez.

O guarda-costas relata que ele esteve "centenas de vezes" nesse "pequeno paraíso", onde era o encarregado de escoltar o comandante durante suas várias incursões de caça submarina em profundezas marítimas quase virgens.
Se o tempo fosse clemente, Fidel e sua esposa Dalia viajavam quase todo final de semana a Cayo Piedra, enquanto na temporada de chuvas o comandante preferia a caça do pato na mansão "La Deseada", situada na província de Pinar del Río.

"Em agosto, os Castro se instalavam durante um mês em sua ilha dos sonhos", de onde o líder chegava a Havana em helicóptero se algum imperativo assim exigisse, acrescenta Sánchez.
Nenhum cubano comum entrou na secreta ilha de Castro, à qual só um reduzido grupo de privilegiados, quase todos estrangeiros, foram convidados.

Reinaldo Sánchez lembra o ex-presidente colombiano Alfonso López Michelsen, o empresário francês Gérard Bourgoin, conhecido como o "rei do frango", o proprietário da "CNN", Ted Turner, e o ditador da República Democrática Alemã, Erich Honecker.
Porém, as presenças mais frequentes eram do escritor Gabriel García Márquez e do herói da revolução Antonio Núñez Jiménez.

Em uma dessas visitas, segundo o autor, Fidel propôs a "Gabo" lançar-se à conquista da presidência colombiana com o apoio de Cuba, mas o escritor "preferia desfrutar dos prazeres da vida ficando confortavelmente à margem da política".
O que não conseguiu com García Márquez, ter um "peão" na Colômbia, conseguiu anos mais tarde com Hugo Chávez na Venezuela, escreve Reinaldo Sánchez, que assegura que o líder cubano "sempre teve no ponto de ira o petróleo" desse país.

"Sabia que era a chave para financiar seu sonho internacionalista de opor-se aos Estados Unidos", acrescenta.
"La cara oculta de Fidel Castro" não descreve só o luxo da vida do ditador cubano, mas também analisa outros aspectos de seu regime, a dinastia familiar, seguida pela de seu irmão Raúl.

O ex-guarda-costa também se centra no costume que tinha Fidel de grampear todos seus colaboradores e próximos ou sua tentativa de estender a revolução à Nicarágua.
Reinaldo Sánchez caiu em desgraça com Fidel em 1994 por pedir a retirada e a aposentadoria. Foi preso e, após múltiplas peripécias, conseguiu escapar em 2008 para se reunir com sua família nos Estados Unidos.

Fonte: UOL/Notícias 21/5/14.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

CONVITE: Lançamento do livro MANHÃS DE SÁBADO


Meus caros colegas sobramistas,

Ficarei muito feliz em abraçá-los dia 24 de maio, às 17h no Clube do Médico, quando, num prazeroso fim de tarde, entre muitos colegas e amigos lançaremos o nosso MANHÃS de SÁBADO, com direito a boa música, agradáveis reencontros, um pouco de prosa e poesia.

Desde já, conto com a presença de todos.

Um fraterno abraço

Martinho Rodrigues

Nota do Editor: Infelizmente, por motivo de viagem ao exterior, não poderei compartilhar da letícia de tão agradável momento literário, que tem por figura central o notável clínico Martinho Rodrigues, com o qual tive sábias aulas de semiologia, e que tem sido reconhecido como o brilhante poeta.

Parabéns Martinho.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Sobrames - Ceará

quarta-feira, 21 de maio de 2014

GABRIEL - O INCOERENTE!


Walter Filho (*)

Faleceu recentemente o escritor Gabriel Garcia Márquez, deixando um vazio na literatura mundial. Inegável a riqueza de sua escrita. Disse ter se afastado da Colômbia, sua terra natal, por falta de democracia no passado – hoje com eleições livres. Não consigo digerir esta incoerência de quem vivia de braços dados com Fidel Castro, o tirano que sufoca a liberdade em Cuba, onde presos políticos são fuzilados pelo simples fato de discordarem do sanguinário ditador.
Gabriel, o Gabo, vivia se deleitando na ilha caribenha, dando risadas ao lado de Fidel - enquanto presos políticos eram e são torturados nas masmorras de Havana. Vale lembrar o caso do pedreiro Orlando Zapata Tamayo, o pacifista negro que morreu de fome numa prisão cubana. Na época do cruel episódio, cinquenta amigos do dissidente tentaram uma audiência com Lula, quando este esteve na capital, para pedir ajuda na libertação de presos políticos, mas não foi possível, o ex-presidente recusou a súplica dos oprimidos. Os amigos de Zapata foram proibidos de acompanharem o enterro – ordem dos déspotas cubanos.

Causa estranheza é a maneira como são aplaudidas mundo afora certas figuras, suas palavras e gestos vão de encontro a qualquer noção de tolerância e liberdade. Alguns são pedófilos assumidos, outros assassinos confessos, além de espancadores de suas mulheres. Somente os canalhas não querem enxergar os fuzilamentos diários nos regimes comunistas.
Meses atrás, esteve aqui o escritor Fernando Morais para falar da censura às biografias, sendo ele um fiel defensor do regime castrista. Quanta incoerência! Mas a diferença está na força da democracia, regime que prega a liberdade de expressão, mesmo sendo esta opinião carregada de imundices e falsidades.

O escritor e psiquiatra inglês Anthony Daniels, colaborador a revista Dicta&Contradicta, disse a citação que melhor representa a atualidade: “perdoam-se aos artistas um multidão de pecados que seriam insuportáveis num açougueiro (digamos) ou num padeiro”.
(*) Promotor de Justiça
Publicado In: O Povo, de 19/05/2014.

terça-feira, 20 de maio de 2014

CONVITE: Palestra sobre “Democracia e Monarquia” no Instituto do Ceará


 
O Presidente do Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico), Prof. Ednilo Gomes de Soárez, convida para a Palestra Democracia e Monarquia: uma breve memória do plebiscito pós-Constituinte de 1988, a ser pronunciada pelo jornalista Barros Alves.
Data: 20 de maio de 2014 (terça-feira), às 15h.
Local: Instituto do Ceará – Rua Barão do Rio Branco, 1.594 – Praça do Carmo.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Do Instituto do Ceará

CONVITE: Encerramento da 75ª Semana Brasileira de Enfermagem


A Presidente da Associação Brasileira de Enfermagem – Seção Ceará, Profa. Dra. Euclea Gomes Vale, convida para o encerramento da 75ª Semana Brasileira de Enfermagem, ocasião em que será feita a aposição da foto da Enfermeira Samya Coutinho de Oliveira na Galeria de Presidentes da ABEn – Ceará, bem como a placa de denominação da biblioteca que receberá o nome da referida ex-Presidente.
Data: 20 de maio de 2014 (terça-feira), às 19h.
Local: Sede da ABEn-Ceará – Rua Paula Rodrigues, 55.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Academia Cearense de Medicina

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Cientistas descobrem como os egípcios moveram pedras gigantes para formar as pirâmides


Por Andrew Tarantola


Uma civilização antiga, sem a ajuda de tecnologia moderna, conseguiu mover pedras de 2,5 toneladas para compor suas famosas pirâmides. Mas como? A pergunta aflige egiptólogos e engenheiros mecânicos há séculos. Mas agora, uma equipe da Universidade de Amsterdã acredita ter descoberto o segredo – e a solução estava na nossa cara o tempo todo.

Tudo se resume ao atrito. Os antigos egípcios transportavam sua carga rochosa através das areias do deserto: dezenas de escravos colocavam as pedras em grandes “trenós”, e as transportavam até o local de construção. Na verdade, os trenós eram basicamente grandes superfícies planas com bordas viradas para cima.

Quando você tenta puxar um trenó desses com uma carga de 2,5 toneladas, ele tende a afundar na areia à frente dele, criando uma elevação que precisa ser removida regularmente antes que possa se tornar um obstáculo ainda maior.

A areia molhada, no entanto, não faz isso. Em areia com a quantidade certa de umidade, formam-se pontes capilares – microgotas de água que fazem os grãos de areia se ligarem uns aos outros -, o que dobra a rigidez relativa do material. Isso impede que a areia forme elevações na frente do trenó, e reduz pela metade a força necessária para arrastar o trenó. Pela metade.

 
Ou seja, o truque é molhar a areia à frente do trenó. Como explica o comunicado à imprensa da Universidade de Amsterdã.
Os físicos colocaram, em uma bandeja de areia, uma versão de laboratório do trenó egípcio. Eles determinaram tanto a força de tração necessária e a rigidez da areia como uma função da quantidade de água na areia. Para determinar a rigidez, eles usaram um reômetro, que mostra quanta força é necessária para deformar um certo volume de areia.
Os experimentos revelaram que a força de tração exigida diminui proporcionalmente com a rigidez da areia… Um trenó desliza muito mais facilmente sobre a areia firme [e úmida] do deserto, simplesmente porque a areia não se acumula na frente do trenó, como faz no caso da areia seca.
 
 
 
Estas experiências servem para confirmar o que os egípcios claramente já sabiam, e o que nós provavelmente já deveríamos saber. Imagens dentro do túmulo de Djehutihotep, descoberto na Era Vitoriana, descrevem uma cena de escravos transportando uma estátua colossal do governante do Império Médio; e nela, há um homem na frente do trenó derramando líquido na areia. Você pode vê-lo na imagem acima, à direita do pé da estátua.
Agora podemos finalmente declarar o fim desta caçada científica. O estudo foi publicado na Physical Review Letters. [Universidade de Amsterdã via Phys.org via Gizmodo en Español]
Imagens por wmedien/Shutterstock; Al-Ahram Weekly, 5-11 de agosto de 2004, edição 702; Universidade de Amsterdã
Fonte: UOL Notícias.

 

 
 

domingo, 18 de maio de 2014

O “Dia das Mães” X o “Dia dos Cuidadores”


Escolas de SP acabam com o “Dia das Mães” e institui o “Dia dos Cuidadores”. Viva o fim da família, prefeito Fernando Haddad!

Por Reinaldo Azevedo

Pois é, pois é… Recebi na Jovem Pan a informação de um pai indignado, morador de São Mateus, na Zona Leste de São Paulo. Na semana passada, as instituições públicas de ensino em que seus filhos estudam deixaram de comemorar o tradicional “Dia das Mães” para celebrar o inovador “Dia de quem cuida mim”.

O jovem pai, de 27 anos, tem dois filhos matriculados na rede municipal de ensino. O mais velho, de 5 anos, é aluno da EMEI Cecília Meireles, e o mais novo, de 3 anos, do CEI Monteiro Lobato, de administração indireta.

Ele afirma que conversou com a coordenadora pedagógica da EMEI e sugeriu que fossem mantidas as datas do “Dia dos Pais” e do “Dia das Mães”, além de incorporar ao calendário esse tal “Dia de quem cuida de mim”. Ele acha que essa, sim, seria uma medida inclusiva e não preconceituosa. A resposta que recebeu dessa coordenadora pedagógica foi a seguinte: “A família tradicional não existe mais”.

Isso quer dizer que, segundo a moça, família com pai, mãe e filhos acabou. É coisa do passado.

O produtor Bob Furya foi apurar. Tudo confirmado. A assistente de direção da Escola Municipal de Ensino Infantil Cecília Meireles afirmou que a iniciativa de criar “o dia de quem cuida de mim” partiu de reuniões do Conselho Escolar, do qual participam pais e professores e de reuniões pedagógicas entre os docentes.

O pai garante que não participou de consulta nenhuma. Ele assegura, ainda, ser um pai presente. E parece ser mesmo verdade. Para a escola, o fato de se criar “o dia de quem cuida de mim” permite a crianças órfãs, criadas por parentes ou por casais homossexuais que não se sintam excluídas em datas como o “Dia das Mães” ou o “Dia dos Pais”. Para esse pai, no entanto, trata-se do desrespeito à “instituição da família”.

Em nota, afirma a Secretaria de Educação: “Hoje em dia, a família é composta por diferentes núcleos de convívio e, por isso, algumas escolas da Rede Municipal de Ensino decidiram transformar o tradicional Dia dos Pais e das Mães no Dia de quem cuida de mim.”

Não dá! Você que me lê. Pegue o registro de nascimento do seu filho. Ele tem pai? Ele tem mãe? Ou ele tem, agora, cuidadores?

Qual é a função da escola? É aproximar os pais, não afastá-los. O que é? A escola pública vai agora decretar a extinção do pai? A extinção da mãe? A democracia prevê o respeito às minorias. Querem integrar os pais homossexuais? Muito bem! Os avôs? Muito bem! Extinguir, no entanto, a figura do pai e da mãe, transformando-os em cuidadores é uma ideia moralmente criminosa.

Nessas horas, sei bem o que dizem: “Ah, lá estão os conservadores…”. Não se trata de conservadorismo ou de progressismo. Todo mundo sabe que boa parte das tragédias sociais e individuais tem origem em famílias desestruturadas.

Uma pergunta: declarar o fim da família tradicional é o novo objetivo da gestão de Fernando Haddad?

Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo, em 16/05/2014, às 18h7min

Lançamento do livro “LUIZA, MULHER: uma vida de amor e de esperança”



O livro “Luiza, mulher: uma vida de amor e de esperança”, de Zacharias Bezerra de Oliveira, será lançado em Brasília após a missa que será na Paróquia Santíssima QE 42 Conj N, área especial, Guará II, no Distrito Federal, no dia 18 de maio, domingo, às 16hs, no Salão Paroquial.

A obra comemorativa dos 90 anos de vida de D. Luíza Bezerra de Oliveira, organizada por seu filho Zacharias, jornalista residente em Fortaleza, teve o seu prefácio de nossa autoria.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Do Instituto do Ceará

sábado, 17 de maio de 2014

ATENÇÃO, PRESIDENTA!


João Brainer Clares de Andrade (*)
Talvez eu seja aquele que tanto a presidenta e seu partido tentam impor a imagem de médico responsável pelo caos na saúde brasileira. Sou o médico recém-formado que optou por entrar na residência médica a ir trabalhar no interior do País.

Sem cair no mérito, em nada posso me opor a ideia de levar médicos à população que precisa, mesmo sendo esses estrangeiros. A presidenta, no entanto, não se deu ao trabalho de perguntar: por que o doutor não quer trabalhar nos postos de saúde, nas capitais ou no interior, visto que a questão é macrorregional? Por que os médicos não querem mais trabalhar no SUS?
É simples: mesmo com vínculo explícito de trabalho, há-me a falsa denominação de estudante, em que se considera que estou sendo formado tendo uma aula rara por vídeo, sem qualquer avaliação ao longo do ano, sem preceptoria. Não tenho qualquer direito trabalhista; nem férias posso usar como álibi. O vínculo é frágil, não há concursos públicos há quase uma década; e depois de um ano, já habituado à comunidade, sou enfim “convidado” a abandonar o programa. O próprio Governo me oferece um bônus na prova da residência, movendo-me a interromper o laço com a comunidade. Os médicos estrangeiros têm garantido período mínimo de três anos. Por que eles merecem ficar e eu não? Quem ganha com isso?
Com a vinda dos estrangeiros, o hiato se aprofundou. Diversos municípios cearenses, inclusive, têm hoje cubanos no lugar de brasileiros que se candidataram a ir aonde “não havia médicos”. Em alguns locais, eles são o dobro das vagas de brasileiros. Eu fui um desses médicos substituídos. Além disso, eles também são considerados estudantes, mas sem credenciais de atuação no país e sem avaliação, tutoria ou treinamento periódicos. Onde estão as universidades que dariam tutoria aos estrangeiros do Mais Médicos? Onde estão as aulas presenciais e por vídeo? Por que não revalidar os diplomas, visto que são tão aclamados pela presidenta e seu partido?

Por último, no plano de demonizar a imagem da Medicina brasileira, essa mesma que oferece tecnologia e atenção à saúde dos medalhões da política nacional, a presidenta afirma que o médico brasileiro “não dá atenção ao paciente”. Senhora presidenta, sou o médico substituído, sou o que desejou até ir ao interior, mas que não pôde. Eu sou o médico que, por atenção e respeito ao paciente, não aceita as condições de sucateamento do SUS do qual a senhora não é usuária. Sou o médico que teve a 97% da formação realizada dentro do SUS.
Atenção, presidenta, é o que a senhora deveria ter com a saúde do país.

(*) Médico, membro da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, seção Ceará
Publicado em O Povo, Opinião, de 15/05/204. p.11.

HOMENAGEM DO PET-ENFERMAGEM DA UFC A GRASIELA BARROSO


 O Departamento de Enfermagem, da Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem - UFC, como parte das comemorações homenagens alusivas aos 25 ANOS DO PET-ENFERMAGEM da UFC, realizou, ontem, 2 de maio de 2014, às 9h15min, no Auditório do Hemoce, a PalestraGrasiela Teixeira Barroso: trajetória de vida”, na Programação da VI Mostra Acadêmica de Enfermagem da UFC, tendo por expositor Marcelo Gurgel Carlos da Silva.
Um grande público, especialmente composto por docentes e alunos do Curso de Enfermagem da UFC, participou do evento, que rendeu, assim, a devida honra à Profa. Grasiela, que foi a fundadora do Programa de Educação Tutorial (PET) da Enfermagem - UFC.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Professor Titular do Curso de Medicina da Uece

 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

POSSE DE NOVOS TITULARES DA ACADEMIA CEARENSE DE ENFERMAGEM


 
Participei ontem à noite, 15 de maio de 2014, no Auditório Castello Branco da Reitoria da UFC, como representante da Academia Cearense de Medicina, da solenidade de posse de sete novos membros titulares na Academia Cearense de Enfermagem (ACEn), considerada a primeira do gênero, de âmbito estadual, no Brasil.
Na oportunidade, foram empossados os seguintes enfermeiros: Maria Elisabeth da Silveira, Eurideia Castro, Fátima Maria Maciel Araújo, Maria Dracena, Maria Rodrigues da Conceição, Maria Nazaré Fraga e Sebastião Medeiros Cavalcante Jr., os quais foram introduzidos no auditório, acompanhados de membros fundadores.
A solenidade foi conduzida, com muito cuidado e organização, pela Presidente da ACEn, a Dra. Euclea Gomes Vale, que, após a audição.do Hino Nacional, convidou a assistência para apreciar a projeção de um vídeo em homenagem à Profa. Maria Grasiela Teixeira Barroso, a Presidente de Honra do sodalício.
A apresentação dos curricula vitarum dos neo-acadêmicos foi lida pela Ac. Sâmia Coutinho, enquanto a fala, em nome dos empossados, coube ao Ac. Sebastião Medeiros. Cada acadêmico empossado leu o juramento de posse, e recebeu a medalha e o pelerine do silogeu.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Academia Cearense de Medicina

 

quinta-feira, 15 de maio de 2014

FIFA-SE

Por RUY CASTRO
Olho no lance. A pouco mais de 30 dias da Copa do Mundo -- perdão, da Copa da Fifa --, os cães de guarda da própria começam a ficar atentos ao uso indevido de seus símbolos, marcas, logos, slogans e frases. Está tudo dominado. São "propriedades intelectuais" da dita Fifa e só podem ser usadas com autorização ou sob pagamento de taxas assustadoras. A transgressão prevê até cadeia por um ano.
Assim sendo, nada pode se chamar "Copa 2014", "Copa do Mundo 2014", "Brasil 2014", "Mundial 2014" e "2014 Copa do Mundo da Fifa Brasil" sem o seu consentimento e o pagamento da supertaxa. A preocupação é com o uso dessas marcas, mesmo que num anúncio do sabão Aristolino ou de algum fixador de dentaduras. A Fifa aceita tudo, desde que leve a sua parte --e a dela é a do leão.
O fuleiro boneco Fuleco tem proteção especial. Se aparecer em qualquer pôster, display ou convite não autorizado, o infrator arrisca-se a deixar as calças em pagamento. E a medida é retroativa. A caninha Tatuzinho, cujo símbolo existe há quase um século, está ameaçada de multa por seu tatu se parecer com o Fuleco. As próprias folhinhas deste ano, dessas de pendurar na parede, estão pensando em fazer um megarecall para eliminar o numeral "2014".
A última da Fifa é a ameaça aos promotores do "Alzirão", a festa que, desde a Copa de 1978, reúne dezenas de milhares de torcedores diante de telões na esquina das ruas Alzira Brandão e Conde de Bonfim, na Tijuca. O "Alzirão" é um dos eventos que tornaram o Rio, há muitos anos, uma cidade única para se assistir à Copa. Temendo que ele esvazie a famigerada FanFest, a Fifa quer R$ 28 mil para permitir -- na verdade, impedir -- sua realização. Ficará querendo.

O Rio terá o "Alzirão", as ruas coloridas e os telões nas praças. E, se alguém reclamar, o carioca, dono do pedaço, dirá: "Fifa-se!".


Fonte: Folha de S. Paulo, de 9/05/2014. (circulando pela internet)
 

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