domingo, 31 de maio de 2015

SANTÍSSIMA TRINDADE

Por Pe. Brendan Coleman Mc Donald
A solenidade da Santíssima Trindade é um convite à adoração, à ação de graças, e é também um convite à reflexão
Hoje, dia 31 de maio de 2015, a Igreja Católica celebra o mistério insondável de Deus, a Santíssima Trindade. É dogma da fé católica que proclama a união de três pessoas distintas, Pai, Filho e Espírito Santo, formando um só Deus. Para muitas pessoas hoje, a pregação da Igreja a respeito da Trindade é obscurantismo. Para que ofender a inteligência dizendo que Deus é ao mesmo tempo um e três? Durante os primeiros séculos de sua existência, a Igreja tinha enorme dificuldade para expressar em palavras o inexprimível - a natureza do Deus em que acreditamos.
A expressão Trindade não é usada nas Escrituras para designar as três pessoas divinas. Já no Novo Testamento, cada uma delas é nomeada de forma distinta. Dois grandes concílios ecumênicos estudaram este grande mistério. O Credo da Igreja Católica que tem o nome de Niceno-Constantinopolitano foi escrito durante o primeiro Concílio Ecumênico em Nicéia em 325, e terminado durante o segundo Concílio Ecumênico em Constantinopla em 381. Chegou à expressão belíssima do Credo Niceno-Constantinopolitano, infelizmente tão pouco usado nas celebrações de hoje, que apresenta o Pai como “criador de todas as coisas”, O Filho como “Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado...”, e o Espírito Santo que “dá vida, e procede do Pai e do Filho”. Mas, mesmo essas expressões e frases tão profundas não conseguem explicar a Trindade, “pois se Deus fosse compreensível à mente humana, não seria Deus”. A solenidade da Santíssima Trindade é um convite à admiração, à adoração, à ação de graças, e é também um convite à reflexão.
O Catecismo da Igreja Católica afirma “Jesus mesmo confirma que Deus é ‘o único Senhor’ e que é preciso amá-lo de todo o coração, com toda a alma, com todo o espírito e com todas as forças” (CIC 202 e Mc 12, 29-30). A verdade revelada da Santíssima Trindade esteve desde as origens na raiz da fé viva na Igreja, principalmente por meio do Batismo. Ela encontra sua expressão na regra da fé batismal, formulada na pregação, na catequese e na oração da Igreja. Na liturgia eucarística usamos a expressão: “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós” (2 Cor 13, 13).
Deus criou o ser humano, homem e mulher à sua imagem e semelhança (Gn 1, 27). Se formos criados na imagem e semelhança de Deus, é de um Deus que é Trindade, que é comunidade perfeita na diversidade. Assim, só podemos ser pessoas realizadas na medida em que vivemos comunitariamente. Quem vive só para si é destinado à frustração e infelicidade, pois está negando a sua própria natureza. O egoísmo e individualismo são a negação de quem somos, pois nos fecha sobre nós mesmos, enquanto fomos criados na imagem de um Deus que é o contrário do individualismo, pois é Trindade.
Segundo o teólogo Thomas Hughes, “o mundo pós-moderno, onde o individualismo social, econômico e religioso é tido como critério fundamental da vida, a doutrina da Trindade nos desafia para que vivamos a nossa vocação comunitária, criando uma sociedade de partilha, solidariedade e justiça, pois fomos criados na imagem e semelhança deste Deus que é amor e comunhão”. A festa da Santíssima Trindade não é de um mistério “matemático” – como pode ter três em um? – mas do mistério do insondável amor de Deus, que nos criou para que vivêssemos comunitariamente na sua imagem e semelhança. Se a Trindade fosse um problema matemática, deveríamos buscar uma solução. Mas segundo o teólogo jesuíta Johan Konings, “Na realidade não se trata de uma formula matemática, mas de um resumo de duas certezas de nossa fé: 1) Deus é um só, e 2) o Pai, o Filho e o Espírito Santo são Deus”.
Brendan Coleman Mc Donald é padre redentorista e assessor da CNBB Reg. NE.
Fonte: O Povo, de 31/5/2015. Espiritualidade. p.28.

Missa de Sétimo Dia por Louiziane Maria Gurgel da Cunha


Hoje, completam-se sete dias do falecimento da nossa prima Dra. LOUIZIANE MARIA GURGEL DA CUNHA, filha de meus tios Espedito Gurgel Coelho e Maria Lúcia de Almeida.
Louiziane era formada em Medicina Veterinária pela UECE e exercia a profissão em sua clínica particular em Fortaleza.
A família Gurgel da Cunha convida familiares e amigos, para a missa de sétimo dia, a ser oficiada em sufrágio de sua alma, amanhã, Sábado (1º/06/2015) às 20h, na Igreja Nossa Senhora da Glória, localizada na Av. Oliveira Paiva, 905 - Cidade dos Funcionários, em Fortaleza.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Primo de Louiziane Gurgel

sábado, 30 de maio de 2015

RECONHECIDO PELO GUARDA-CHUVA

Por Barão de Itararé
 O homem cumprimentou o outro, no café.
-- Creio que nós fomos apresentados na casa do Olavo.
-- Não me recordo.
-- Pois tenho certeza. Faz um mês, mais ou menos.
-- Como me reconheceu?
-- Pelo guarda-chuva.
-- Mas nessa época eu não tinha guarda-chuva...
-- Realmente, mas eu tinha...
Fonte: Extraído do livro “Máximas e Mínimas do Barão de Itararé”. Rio de Janeiro: Record, 1985. (Coletânea organizada por Afonso Félix de Sousa).

Quando Dilma deixar o poder


1 - No dia 2 de janeiro de 2015, um senhor idoso se aproximou do Palácio da Alvorada e, depois de atravessar a Praça dos Três Poderes, falou para o "Dragão da Independência" que montava guarda:
– Por favor, eu gostaria de entrar e me entrevistar com a Presidente Dilma.
O soldado olhou para o homem e disse:
– Senhor, a Sra. Dilma não é mais presidente e não mora aqui.
O homem disse:
– Está bem. E se foi.
...
2 - No dia seguinte, o mesmo homem idoso se aproximou do Palácio da Alvorada e falou com o mesmo Dragão:
– Por favor, eu gostaria de entrar e me entrevistar com a Presidente Dilma.
O soldado novamente disse:
– Senhor, como lhe falei ontem, a Sra. Dilma não é mais presidente e nem mora aqui.
O homem agradeceu e novamente se foi.
...
3 - Dia 4 de janeiro ele voltou e se aproximou do Palácio da Alvorada e falou com o mesmo guarda:
– Por favor, eu gostaria de entrar e me entrevistar com a Presidente Dilma.
O soldado, compreensivelmente irritado, olhou para o homem e disse:
– Senhor, este é o terceiro dia seguido que o senhor vem aqui e pede para falar com a Sra. Dilma. Eu já lhe disse que ela não é mais presidente, nem mora aqui. O senhor não entendeu?
O homem olhou para o soldado e disse:
– Sim, eu compreendi perfeitamente, MAS EU ADORO OUVIR ISSO!!!
O soldado, em posição de sentido, prestou uma vigorosa continência e disse:
– ATÉ AMANHÃ, SENHOR!!!
Nota do Blog: A piada acima circulou na internet antes da eleição passada. Poderá ser válida em janeiro de 2019, ou, talvez, em data antecipada, caso essa desacreditada senhora deixe poder.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

COMUNICAÇÃO EM DEMASIA


O Planalto cedeu ao ofendido Eduardo Cunha o privilégio de anunciar a queda do ministro da pátria educadora.
Disse Cunha: “Comunico à Casa o comunicado que recebi do chefe da Casa Civil comunicando a demissão do ministro da Educação, Cid Gomes”.
Comunicamos a Cunha que ele se repetiu demais na curta fala.
Fonte: Ruth de Aquino. Larguem o osso. In: Época, Nº 876, de 23/03/2015. p.90.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

DISSEMINAÇÃO DE NOVOS SABERES PARA A ENFERMAGEM


Eucléa Gomes Vale (*)
O ato de pesquisar contribui para a consciência crítica e construção social por meio da avaliação da realidade, que permite tomar posições na perspectiva de reconstrução que contemple a descoberta de novos caminhos que conduzam as mudanças na qualidade de saúde e vida da população. Neste contexto, a Associação Brasileira de Enfermagem realizará o 18º Seminário Nacional de Pesquisa em Enfermagem (Senpe) no período de 1 a 3 de junho de 2015 em Fortaleza – Ceará, com o tema, “Pesquisa em enfermagem: aplicabilidade, implicações e visibilidade”, desenvolvidas em três eixos temáticos: O que e para que pesquisar: conhecimento e consumo da produção científica em enfermagem; Desafios da produção do conhecimento em enfermagem como fator de mudanças; e Além dos limites da enfermagem: como a produção do conhecimento chega ao público e aos profissionais de saúde.
Este evento proporcionará ainda a seus participantes a oportunidade de discussão e reflexão sobre a pesquisa em enfermagem no Brasil, com ênfase na divulgação, aplicação e avaliação dos resultados no ensino e no serviço como fator de desenvolvimento científico, político e técnico profissional.
Nos dias 30 e 31 de maio antecedendo o 18º Senpe, será realizado o Fórum de Pesquisadores e Coordenadores de Pós-graduação em Enfermagem, que será realizado na Universidade de Fortaleza e contará com a participação de pesquisadores da área de enfermagem de todo país, além de conferencistas internacionais oriundos do Canadá, Portugal e Colômbia.
O 18º Senpe proporcionará aos participantes discutir, disseminar e dar visibilidade à produção do conhecimento em enfermagem por meio de conferências, mesas redondas e oficinas, além de apresentação dos resultados de pesquisas sob a forma de pôster eletrônico e comunicação coordenada. Dessa forma, a ABEn Nacional e sua afiliada ABEn Ceará convidam enfermeiros, estudantes e demais profissionais de enfermagem a fim de participarem ativamente de todos os momentos do evento e assim ampliar seus conhecimentos, gerando possibilidades de consumir dados de pesquisas que possam confrontar realidades que exigem mudanças.
A produção de pesquisa na enfermagem está em franco incremento, tanto qualitativa como numericamente. Acreditamos que a busca de conhecimentos poderá se sustentar em olhares diversos, por meio de metodologias que viabilizem a criação de novos saberes abrangentes para uma prática competente, proativa e emancipatória.
 (*) Presidente da Associação Brasileira de Enfermagem - Seção Ceará e presidente da Academia Cearense de Enfermagem – ACEn.
Fonte: Publicado In: O Povo, de 28/07/2015. Opinião. p.8.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

CHUVA & SANGUE


Pedro Henrique Saraiva Leão (*)
Aconteceu há uns 36 anos na Assistência Municipal, ou Instituto José Frota, hoje, Frotão. Àquela época, quaisquer doenças ou desconfortos, simples ou graves, agudos ou crônicos exacerbados levavam para aquele pronto–socorro doentes de Fortaleza, e até de estados vizinhos. Os plantões tornavam-se assim verdadeiros cursos de medicina de urgência, ou, quando menos prementes, de cuidados emergenciais. Sobressaiam os traumatismos em geral, as facadas, as lesões por armas de fogo, os vômitos c/s dores abdominais por colecistite (inflamação de vesícula biliar), pancreatite, e apendicite, esta ilustrando 50% dos casos do chamado abdome agudo. As obstruções intestinais de natureza variada. O edema súbito dos pulmões, a insuficiência coronariana abrupta (infarto ou enfarte do miocárdio), os acidentes encefálicos, como o vascular cerebral, as crises instantes (subitâneas) de asma, anginas do peito (dor torácica precordial e do ombro esquerdo) ou orofaringeanas.
Lá também registravam-se os abscessos, as histerias, estas neuroses com manifestações corporais sem causas aparentes, equivalentes ao chamado pitiatismo, ou pit. São de pronta resolução com aspiração de amoníaco, ou “flor de maçã” como se diz no jargão dos médicos socorristas. Eventualmente lá compareciam casos de tétano, “dordolho”, e até “Tunga penetrans”, ou “bicho – de – pé” (na minha experiência nesses anos lembro-me bem destes exemplos).
Transcorria tranquilo aquele expediente noturno. Chovia. Pelas 3h30 da madrugada o cirurgião foi acordado do seu leve cochilo para atender a uma moreninha trazida pela ambulância. Desfalecida, suando em profusão, extremamente pálida, apresentava pressão arterial diastólica (a mínima) de 4mmHg. A anamnese (história clínica) recente sugeria prenhez ectópica rota, i.e., gravidez desenvolvendo-se fora do útero (numa trompa), portanto rompida, sangrando profusamente.
A punção do fundo de saco reto – vaginal corroborou o diagnóstico. Impunha-se a laparotomia (abertura cirúrgica da cavidade abdominal) imediata. Acordando, o anestesista contraindicou a operação alegando a baixa pressão arterial. Enquanto o sangue jorrava no abdome da moribunda, ao telefone instamos com os dois chefes do bocejante anestesista, os quais contudo não conseguiram demove-lo de tão temerária hesitação. Resolvi então operar com anestesia local (sinalgan). Durante a aspiração do copioso sangramento abdominal, subitamente faltou energia elétrica. Contudo, sob a luz de duas lanternas, conseguimos descobrir a artéria culpada. Deus ainda não queria aquela paciente de volta. Pinçado e ligado aquele vaso, fechamos a doente, concluindo a operação.
Anos depois, umas das copeiras da Santa Casa da Misericórdia me indagou o nome e recordamos aquele incidente. Era a mesma moreninha daquela noite de chuva e sangue. Quanto ao anestesista, há muito tornara-se-me ultra disponível, solícito, após termos lhe operado da fimose (postectomia, ou circuncisão), assim preparando seu enxoval de noivo. Ao que parece, curei-o também da “paresse”, como dizem os franceses!
(*) Médico, ex-presidente e atual secretário geral da Academia Cearense de Letras.
Fonte: O Povo, Opinião, de 29/4/2015. p.8.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Antissemita descobre que é judeu e abandona direita na Hungria


Szegedi teve uma avó que sobreviveu aos horrores do campo de concentração de Auschwitz
Por Fernando Duarte, Da BBC Brasil/AFP
Enquanto espera para subir ao palco do auditório de uma escola em Budapeste, Csanad Szegedi, anda pelo corredor como um urso que chega a uma parte desconhecida da floresta. Quando sobe ao palco, em meio aos aplausos dos estudantes, o fluxo de sangue colore suas orelhas de vermelho.
Szegedi usa a mesma energia antes vista em comícios e discursos no Parlamento Europeu. Mas o húngaro não poderia ser uma pessoa mais diferente nos dias de hoje: há três anos, ele era um dos membros mais ativos do Jobbik, partido nacionalista húngaro de tendência extremista e posicionamento marcado pelo antissemitismo.
Foi em 2012 que Szegedi descobriu ser judeu. E não apenas isso: sua avó sobreviveu aos horrores do campo de concentração de Auschwitz. Ele foi criado como protestante pelos pais, apesar de sua mãe ter origem judaica.

Auschwitz

A revelação o fez dar as costas para um passado de intimidações e intolerância. Vice-líder do Jobbik, Szegedi foi tambem fundador da "Guarda Húngara" uma milícia que tinha como hábito marchar uniformizada por bairros de Budapeste com presença de comunidades ciganas. Ao lado dos judeus, os povos nômades eram "acusados" pelo Jobbik por todos os problemas da sociedade húngara. Uma plataforma que encontrou ressonância suficiente para eleger Szegedi membro do Parlamento Europeu, em 2009.
Na Hungria, estima-se que apenas entre 50 mil a 120 mil dos 10 milhões de habitantes são judeus. Mas calcula-se que, antes da Segunda Guerra Mundial, a população chegava a 800 mil - centenas de milhares foram deportados para campos de concentração.
Ao contrário do que se pode imaginar, o partido não expulsou Szegedi quando ele revelou seu passado. O líder do Jobbik pensou em usar Szegedi como prova de que a legenda não era puramente antissemita. Szegedi se converteu ao judaísmo ortodoxo. Viajou para Israel e fez uma visita a Auschwitz.
Ela também pôs fogo em cópias de sua autobiografia, Eu Acredito na Ressurreição do Povo Húngaro.
Hoje, Szegedi se dedica a dar palestras em escolas contra os perigos da intolerância. E para tentar explicar a cultura judaica de forma a enfrentar estereótipos. Isso inclui descrições bem-humoradas do ritual da circuncisão. Ou o fato de que sua avó nos meses de verão usava um curativo no braço para esconder a tatuagem com um número de identificação, feita em prisioneiros de campos de concentração nazistas.
Seu antigo partido hoje tem uma linha mais moderada, mas Szegedi não cogita um retorno.
"O partido pode ter adotado uma postura mais para o centro, mas ainda está cheio de pessoas que se filiaram por causa de suas posições radicais, pelo nacionalismo e extremismo. Há um limite para o quão moderado o partido pode ser. Não penso mais numa vida política", conta ele, em entrevista à BBC.
Szegedi critica o discurso antissemita na Hungria, mas ao mesmo tempo defende seus compatriotas. Para ele, é uma consequência do que chama de paradoxo do nacionalismo húngaro.
"Temos orgulho de nossas conquistas, mas não examinamos as conquistas de outros povos (que fazem parte da sociedade húngara). Temos medo de que sua cultura possa ser tão rica como a nossa", afirma.
Fonte: BBC Brasil/AFP/UOL Notícias, de 9/05/2015.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

PESAR POR Dra. LOUIZIANE GURGEL CUNHA



É com grande pesar que aqui notifico o falecimento na madrugada de hoje, 25 de maio de 2015, da Dra. LOUIZIANE MARIA GURGEL CUNHA, filha de meus tios Espedito Gurgel Coelho e Maria Lúcia de Almeida., nascida em Fortaleza em 8/04/1965, com 50 anos de idade recém-completados e casada com o empresário José Francisco M. da Cunha.
Formada em Medicina Veterinária pela UECE, exerceu sua profissão em clínica particular.
Nossos sinceros pêsames aos seus filhos Camila, Bernardo e Amanda e ao seu esposo Chico Cunha.
O seu corpo está sendo velado no Ternura, com missa programada a ser celebrada às 15h30min, seguida do sepultamento no Parque da Paz, às 17 horas.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Mulher é processada em NY por chegar a ter oito maridos ao mesmo tempo


Um tribunal de Nova York apresentou nesta sexta-feira (10) acusações de delito grave contra uma mulher que se casou oito vezes com diferentes homens, seis delas em 2002, todos eles estrangeiros.
Na audiência na Suprema Corte do condado do Bronx, onde mora, Liana, 39, foi acusada de mentir nas solicitações de casamento. Ela se declarou inocente.
De acordo com a promotoria do Bronx, Liana atualmente está casada com quatro homens, mas já chegou a ter oito maridos ao mesmo tempo, aparentemente por motivos migratórios.
Liana se casou com emigrantes de Egito, Bangladesh, Geórgia, Turquia, Tchecoslováquia, Paquistão e Mali. O caso foi levado à promotoria pelo Escritório de Imigração e Alfândegas e pela divisão de investigação do Departamento de Segurança Nacional dos EUA.
Sete dos maridos são de países que estão sob vigilância das autoridades: Egito, Turquia, Geórgia, Paquistão e Mali, segundo o Departamento de Segurança Nacional.
O oitavo marido, Rashid Raiput, com quem se casou em 2002, foi deportado em 2006 após uma investigação de terrorismo das autoridades que comprovou que fez ameaças contra os Estados Unidos, indicou o comunicado da promotoria.
Raiput, com quem Liana ainda está casada, também tinha solicitado residência permanente no país.
Se for considerada culpada, Liana pode pegar quatro anos de prisão.
Fonte: EFE/UOL Notícias, de 10/04/2015.

domingo, 24 de maio de 2015

A MORTE DA CONVERSA... IV

Só eu que acho que a maioria das pessoas deixou de ter duas mãos para ter só uma? A outra normalmente está segurando um smartphone...
Bem, você não pode impedir que todo mundo use os seus telefones o tempo todo, mas pelo menos nós podemos tirar sarro!

 


 
 
 
Fonte: Antonio Pastori, guardião da Domingueira Poética.

A MORTE DA CONVERSA... III

Só eu que acho que a maioria das pessoas deixou de ter duas mãos para ter só uma? A outra normalmente está segurando um smartphone...
Bem, você não pode impedir que todo mundo use os seus telefones o tempo todo, mas pelo menos nós podemos tirar sarro!

 


 
 
 
 
Fonte: Antonio Pastori, guardião da Domingueira Poética.

sábado, 23 de maio de 2015

A MORTE DA CONVERSA... II

Só eu que acho que a maioria das pessoas deixou de ter duas mãos para ter só uma? A outra normalmente está segurando um smartphone...
Bem, você não pode impedir que todo mundo use os seus telefones o tempo todo, mas pelo menos nós podemos tirar sarro!


 
 
 
 
Fonte: Antonio Pastori, guardião da Domingueira Poética.

A MORTE DA CONVERSA... I

Só eu que acho que a maioria das pessoas deixou de ter duas mãos para ter só uma? A outra normalmente está segurando um smartphone...
Bem, você não pode impedir que todo mundo use os seus telefones o tempo todo, mas pelo menos nós podemos tirar sarro!

 


Fonte: Antonio Pastori, guardião da Domingueira Poética.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

A INVEJA

Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
A inveja é o desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem ou o desejo exasperado de possuir o bem alheio. A percepção de inveja modifica-se com base nas diferentes culturas ou religiões. Na Grécia antiga a condenação ao ostracismo (isolamento ou exclusão) era uma forma de punição aplicada aos cidadãos suspeitos de exercerem poder excessivo ou restrição à liberdade pública. Naquele tempo essas ações já eram matéria de Justiça.
No Budismo, a inveja é encarada como a conjunção da cobiça e do ciúme, sentimentos que impedem o alcance ao nirvana, o paraíso. Em outras religiões, como a Islâmica, a inveja é considerada doença espiritual corrosiva que destrói e anula todas as boas ações praticadas pelo invejoso.
Para a Igreja Católica, a inveja é um dos sete pecados mortais e contra ela se prega a virtude da caridade e o amor ao próximo. No Judaísmo, a inveja só é considerada pecado quando existe o desejo de tirar algo do outro. Quando tem o caráter de admiração, é vista como estímulo para o desenvolvimento material e espiritual, o que consagrou a expressão "inveja santa" ou "inveja boa", incentivo para alcançar os objetivos de desenvolvimento.
Para mim a inveja não tem cura, não adiantam os argumentos religiosos, prefiro ficar com o pai da História, Heródoto (485? – 420 a.C.):
“A inveja nasce com o homem desde o princípio...”.
Inexiste bondade nela. E quem disso discordar leia ou releia, por gentileza, esta fábula. Nada como uma fábula para explicar qualquer assertiva. Digo isto sabendo serem as fábulas imaginadas pelos homens alguns dos melhores instrumentos para explicar as razões ocultas dos sentimentos cujas causas não podemos esclarecer usando crenças ou lógicas.
Vamos a uma delas:
Uma cobra começou a perseguir um vagalume que vivia brilhando, como todos de sua espécie. Ele fugia rápido da feroz predadora e a cobra nem pensava em desistir. Fugiu um dia, dois dias e nada... No terceiro dia, já sem força, o pirilampo disse à cobra:
- Posso lhe fazer duas perguntas?
- Não costumo abrir tal precedente para ninguém, mas já que vou te comer mesmo, pode perguntar.
- Pertenço a sua cadeia alimentar?
- Não.
- Então por que você quer me comer?
A cobra percebeu o absurdo de estar motivada por sentimento tão baixo e, envolta em seus pensamentos, respondeu:
- Porque não suporto ver você brilhando...
Inveja mortal!
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES).

quinta-feira, 21 de maio de 2015

A SAÚDE NA DOENÇA


João Brainer Clares de Andrade (*)
É de se causar espanto quando um paciente nos vem com um remédio comprado dizendo que não foi procurar no Posto de Saúde porque “sabe que lá nunca tem remédio”. Tornou-se cômodo acreditar que a rede pública não funciona; é fácil creditar o erro, lidar com uma rede estagnada.
Poucos países do mundo fazem esforço similar ao brasileiro para universalizar um sistema de saúde que atenda a toda população em todos os seus níveis de atenção. A conta nos chega travestida por centenas de siglas que nos fazem acumular uma das mais onerosas cargas tributárias do mundo.
A crise na saúde tão alarmada nos últimos meses é reflexo claro de um projeto que não se atualizou: com mais de 20 anos, o SUS não acompanhou o aparecimento de novas tecnologias em saúde e, ainda mais, não acreditou em tamanho aumento na expectativa de vida. Soma-se ainda ao aparecimento cada vez mais precoce de doenças crônicas, que inabilitam logo cedo o paciente de voltar ao trabalho, gerando outra conta que nunca se fecha na previdência. Apostaram na Atenção Básica, mas nunca ela foi de fato prioridade; assim, a construção de hospitais de larga fachada é muito mais palatável que pequenas unidades básicas de saúde.
Em meio a tanto caos, as boas experiências ficam em plano secundário. É cômodo falar das precariedades, da falta de insumos, dos problemas de financiamento e de gestão. É necessário denunciar, propor e exigir soluções, em consonância de esforços, e não meramente um atentado gratuito a um sistema que se força para manter a saúde.
O mesmo hospital de Fortaleza que atende a pacientes no chão tem o maior número de especialidades médicas 24h, além de ser referência a vários outros estados. De um lado, um retrato de guerra, na inversão de valores; do outro, um hospital que funciona e bem assiste aos pacientes mais graves do Estado. Não tão longe, o maior e mais complexo hospital do Estado, o mesmo que já chegou atender mais de 100 pacientes em macas rentes ao chão, é um dos maiores centros de transplante do país, tem quase 40 especialidades médicas, é hospital escola da Universidade Estadual do Ceará, forma centenas de especialistas a cada ano e tem ilhas de excelência que dão exemplo ao próprio Governo Federal. Ali, um pouco acima do caos, reside a maior Unidade de AVC do Brasil, com equipe multidisciplinar treinada e à disposição 24h para atender os casos mais complexos do Estado. O modelo da Política Nacional de AVC foi inspirado ali, uma iniciativa saudável em meio a tanta doença.
(*) Médico residente de Neurologia – Hospital Geral de Fortaleza.
Fonte: Publicado In: O Povo, Opinião, de 19/5/2015. p.11.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

O CRACK DAS VASTAS PERIFERIAS


José Jackson Coelho Sampaio (*)
Quanto mais desenvolvimento político, econômico, social e técnico, mesmo em cultura de exploração do trabalho de muitos para o gozo de poucos, mais se necessita de tempo para o domínio das tecnologias. O séc. XIX exigiu infância, o XX exigiu juventude, o XXI exigirá vida inteira para o domínio das habilidades e da ética, na tensão entre prazer, riqueza e poder. As novas elites exigem mais tempo para formação, trabalho e consumo, dimensão que dá sentido ao processo produtivo de agora, reformulando o papel dos excluídos.
A divisão de classes é global e opõe países: centrais, periféricos, agrários, industriais, financeiros, daí o comportamento elite de uns, puritano de outros e servil da maioria. Os USA, por exemplo, descobriram seus tardo-adolescentes, alienados e individualistas, consumindo as drogas naturais produzidas na periferia do mundo. Então avocaram poder bélico para intervir na Turquia, Afeganistão, Colômbia, resultando em negócios globais, apoiados em forças paramilitares, além de focarem a garra anglo-saxã para novo cluster: as drogas sintéticas, frutos da ciência.
Se a humanidade gosta de droga, o comportamento hedonista massificou-se, a lógica do consumo tornou-se geradora de sentido, a competência técnica multiplica por zilhões a produção das mercadorias, a escala de lucro tornou-se estratosférica, os novos jovens têm hábitos urbanos e afeitos a produtos industriais e lhes foi dito que remédios os salvam de dor, infelicidade e morte. Então surge a cocaína branca dos salões e o barato do crack barato das periferias.
Na economia da dependência química, as máfias racham territórios. Assim, áreas ricas ficam para a cocaína e as pobres tornam-se pasta de crack, com sua côrte de zumbis pelas ruas. Os ditos marginais alimentam ciência, indústria, preconceitos – como fracassados, degenerados – e podem justificar novo tipo de asilo. Assim, todas as ações sociais são defendidas, não pelos méritos próprios, mas pelo efeito estético-higiênico de “tirarem drogados das ruas”.
(*) Professor titular em saúde pública e reitor da Uece.
Publicado In: O Povo, Opinião, de 9/4/15. p.6.

terça-feira, 19 de maio de 2015

A Escravidão, a Igreja, os Colonizadores e a Farsa do 13 de Maio de 1888

Por João Soares Neto (*)
“A história da escravidão é um abismo de degradação e miséria que não se pode sondar”. Joaquim Nabuco
Ouso sondar e o faço sem medo, pois a história sempre é contada pelos vencedores e por historiados complacentes. É claro que as poesias de Antonio de Castro Alves são um libelo e o que João Capistrano de Abreu escreveu merece fé. Ambos deveriam ser lidos por quem acredita que a escravidão foi apenas um período de degradação de história mundial. A escravidão ainda existe, embora com outros nomes. Os imigrantes indocumentados que trabalham clandestinamente são tratados como escravos.
Aqui no Brasil há isso, ainda hoje. A diáspora pela sobrevivência de muitas raças é a confirmação do que explano. Um pequeno exemplo: a fuga da pobreza de haitianos para o Brasil é prova disso, Sem falar na enganação dos últimos anos sobre uma ação humanitária do Brasil em países africanos. Na verdade, as grandes empresas que para lá foram queriam mercado de trabalho a base de propinas. Tal como aqui se faz. E os “nativos” foram e são usados apenas como mão de obra barata.
Pessoas eruditas, e outras nem tanto, fazem cara de pena quando veem em jornais, nas revistas e nas redes de televisão o morticínio de negros africanos que, por absoluta falta de oportunidade, fogem de seus países assolados por desemprego, por fome e por doenças. Tudo comandado por ditadores patrocinados pelas potências ocidentais ou governos “democratas” locais em eleições forjadas e viciadas.
Neste 2015, pessoas e famílias usam todo o dinheiro amealhado – sabe Deus como – para serem transportados  em novos navios negreiros de  bandeiras diferentes que, em meio ao mar mediterrâneo, afundam, jogam passageiros doentes ao oceano  ou “são afundados” por guardas costeiras.
Segundo estatísticas da própria Organização das Nações (des)Unidas – ONU, morreram na travessia, em 2104, 3.500 pessoas, entre homens, mulheres e crianças. Estatística, dizem uns, é a ciência da dúvida. Morreram muitos mais.  Se tiver a cabeça metida em um “freezer” e os pés em uma fogueira, a média estará boa. Os navios afundados  – e não são poucos – repousam no fundo do mar e ninguém se importa com isso.
Verdade seja dita, a Europa, que eu conheço de ponta a ponta, abomina a chegada de negros e árabes, embora disfarce. A Alemanha de hoje, além dos “abomináveis” turcos, conta com uma massa grande de árabes e negros que sobrevivem em subempregos ou servem aos traficantes de drogas que os cooptam.
Os camelôs negros da Itália estão sempre próximos aos pontos de atração de um país que tem no turista uma das suas grandes fontes de renda. Hoje, eles são disputados por chefes de contrabando e de  tráfico quando saem do Porto de Lampedusa e se misturam em guetos. Em outros países europeus nada é diferente da Alemanha e da Itália. Lembram-se do ataque ao tabloide “Charlie”, em Paris?
A tal da libertação falaciosa dos escravos em 13 de maio de 1888 no Brasil foi pouco mais que um ato político preparando a proclamação da República. A história do tráfego de escravos em Portugal, dita nossa pátria mãe, começou no século XV, desde 1448, sob a égide de D. João III, antes mesmo da descoberta do Brasil. Como se sabe, Portugal só se lembrou da existência desta sua então colônia brasiliana depois de 1530.
O reinado de Portugal, em 13 de março de 1531, instituiu as Capitanias Hereditárias, não por ser bonzinho, mas pela incapacidade de gerir tantas colônias no ocidente e oriente, até na China, onde Macau foi portuguesa até bem pouco. Era conquista demais para pátria lusitana cantada em verso nos “Lusíadas”, por Camões.
Saibam vocês que o Papa Nicolau V, da Santa Igreja Católica, até editou a  Encíclica “Dum Diversitas” liberando a escravatura. A “Dum” vigeu entre 1513 e 1605. Na realidade, a Igreja queria apenas cristianizar negros que tinham as suas fés próprias, ainda hoje arraigadas em todos os países em que habitam. Ao lado disso, não se pode esquecer as atrocidades da Inquisição na Idade Média.
Diz Felipe de Alencastro, sobre o problema da escravocracia brasileira: “A escravidão legou-nos uma insensibilidade, um descompasso com a sorte da maioria que está na raiz da estratégia da classe dominante.” Quem leu alguma coisa de História sabe que os portugueses, os espanhóis e os ingleses foram os maiores fornecedores de escravos, a partir do século XVI. Mas, é preciso deixar claro que a escravatura é antiga, bíblica até, apesar dos discursos de democracia, consumidores e usuários de escravos.
Carregar um pacote, construir monumentos e palácios não eram coisas para cidadãos. Cabia aos escravos esse “trabalho sujo”. Assim, ninguém se espante que os comerciantes, a partir do século XVI, fizessem do tráfico de negros da Costa do Marfim, Angola, Nigéria, Moçambique e outros lugares, um grande negócio. Cada navio, movido a vela e até com ajuda de remos, usando astrolábios, era uma empresa flutuante que importava e exportava, por viagem, em torno de 400 africanos para os mercados das Américas do Norte, Central e do Sul.
No Brasil, as capitanias mais desenvolvidas, Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro, tiveram os seus negócios de agricultura de açúcar e do ouro, movidos pelos braços fortes dos que eram vendidos, como mercadoria, em praças públicas. A nossa Igreja, enquanto isso se preocupava em transmitir a fé aos silvícolas e usar a sua mão de obra para a construção de templos, desde as “Missões”, no extremo sul do Brasil colonial, passando pelo Rio, as Minas Gerais, a Bahia e chegando a Pernambuco e a outras plagas.
A “Lei Bill Aberdeen”, de 1845, proibiu de fato, mas não de verdade, o tráfico de escravos por navios da Inglaterra. Aqui no Brasil, em 1850, copiando – sempre por atraso no pensar – surgiu a Lei Eusébio de Queiroz, com quase o mesmo objetivo.
Estas são as razões pessoais que não me fazem comemorar o dia 13 de maio. O Brasil vive momento crucial de sua história. Há tramas urdida por muitos, alimentadas apenas por interesses que já se tornam claros, pois sequer há mais um mínimo de desfaçatez. Hoje, os eleitores brasileiros tornaram-se escravos de seus próprios escolhidos, independente dos partidos políticos que os abriguem.
Fonte: Publicado no jornal O Estado, sexta, 15 de junho de 2015.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Missa de sétimo dia por Claudemir Medeiros Comaru

A família Medeiros Comaru convida familiares e amigos, para a missa de sétimo dia da Sr. CLAUDEMIR MEDEIROS COMARU, a ser oficiada em sufrágio de sua alma, hoje, dia 18/05/15, às 20h15min, na Igreja de São Vicente de Paulo, situada na Av. Des. Moreira, 2.211, no Bairro Dionísio Torres, em Fortaleza-CE.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva

LANÇAMENTO DE CONFISSÕES DE AMOR


Mais de uma centena de amigos e familiares tiveram a imensa satisfação de participar do lançamento do livro “Confissões de Amor – Margô e Rose”, Ana Margarida Arruda Furtado Rosemberg e José Rosemberg (in memoriam), ocorrido em Fortaleza, no Iluminato Buffet, em 17/05/2015 (domingo), a partir das 17h.
A obra foi apresentada por Marcelo Gurgel, membro da Academia Cearense de Medicina, da Sobrames–CE e do Instituto do Ceará, responsável pelo prefácio, cabendo à Dra. Níobe Furtado, que escreveu o posfácio, discorrer sobre a vida em comum do casal de autores.
A Dra. Ana Margarida Rosemberg, após a projeção de vídeos de sua lavra, pronunciou um tocante discurso falando da motivação, concepção e da feitura do livro de tanto significado para o par amoroso.
Enquanto autografava os livros, cuja renda do lançamento será revertida para o Museu Comendador Ananias Arruda, de Baturité-CE, Ana Margarida propiciou um clima agradável de congraçamento, com músicas francesas, executadas pelo tecladista Nunes, e canções norte-americanas, na voz de Roberto Lucena, regado a um coquetel de muito bom gosto.
A destacar também a forte presença de seus confrades da Academia Cearense de Medicina e integrantes da Sobrames/CE, liderados por seus respectivos presidentes: Vladimir Távora e Celina Pinheiro.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Amigo da família Furtado Arruda

domingo, 17 de maio de 2015

DIA DO LIXEIRO


Por Antonio Pastori
Ontem (16/5) foi dia do lixeiro, perdão, dia do gari, uma nobre profissão.
Claro que é nobre! Já imaginou sua vida sem eles?
Tem gente - no meu tempo chamavam-se Sugismundos - que suja a rua com o simples argumento de que "assim ajudamos a dar emprego aos garis". Quem pensa assim poderia, por exemplo, muito contribuir para manutenção dos empregos dos coveiros "se auto eliminando-se a si mermo" (sic) da sociedade de uma vez por todas.
Pesquisando sobre a origem e o significado dessa palavra, descobri o seguinte:
1 - Não é de origem francesa (para embelezar o nome?). Que nada! A palavra gari vem do nome de Pedro Aleixo Gari que, durante o Império assinou com a Corte brasileira o primeiro contrato de limpeza urbana no Brasil. Aleixo costumava reunir no Rio de Janeiro, cidade onde morava, funcionários para limpar as ruas após a passagem de cavalos, o que nessa época era muito comum.
2 - Os primeiros cariocas se acostumaram com esse trabalho e sempre mandavam chamar a "turma do Gari" para executá-lo. Aos poucos e de tanto repeti-lo, a população da do Rio associou o sobrenome de Aleixo Gari aos funcionários que cuidam da limpeza das ruas. Assim, o nome gari se espalhou para o restante do País.
3 - Gari também pode ser um tsukemono, uma espécie de conservas de vegetais - picles -  da culinária japonesa. Chique, né?
4 - Os garis têm um poder oculto que ainda não sabem como aplicar: podiam varrer essa sujeirada meio invisível que assola o mundo sob as mais terríveis formas (tráfego de drogas, corrupção, destruição do meio ambiente, poluição, guerras santas, genocídios e outras vergonhas da espécie humana). Mas, para isso, seriam necessários milhares e milhares de Super-garis. Oremos, pois.
Antonio Pastori, guardião da Domingueira Poética

Casamento de Hilmara & Hânysson


Ocorreu, na noite de ontem (16/05/2015), na Igreja de São Vicente de Paulo, em Fortaleza, o casamento dos médicos Hilmara Gomes e Hânysson de Almeida, meus ex-alunos do curso de Medicina da UECE. Hilmara foi minha bolsista de iniciação científica e, sob a nossa orientação, foi contemplada com o Prêmio de Monografias Dalgimar Beserra de Meneses do CREMEC.
O enlace matrimonial foi presidido pelo Frei Johannes Sannig, ofm, de Canindé, o frei Joãozinho, que há muitos anos eu não o via, e com quem conversei logo após a cerimônia religiosa, relembrando os tempos do Frei Lauro Schwarte, no bairro Otávio Bonfim.
Um ponto de destaque do casamento foi a leitura do poema “Cântico de Núpcias”, de Dom Marcos Barbosa, feita pelos nubentes, que acataram uma sugestão minha.
O evento propiciou-me a satisfação de rever vários ex-alunos da MedUECE.
Desejo ao jovem casal uma longa vida de amor mútuo e plena de harmonia e felicidades.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Docente do Curso de Medicina-Uece

 

sábado, 16 de maio de 2015

Lançamento dos Anais da Academia Cearense de Medicina (Vol. XVI)


Durante a XVI Bienal da Academia Cearense de Medicina (ACM), coordenada pelo confrade Manassés Claudino Fonteles, foi lançado ontem (14/05/14), e distribuído aos participantes do evento, o Volume XVI, Nº 16, dos Anais da ACM.
Dando continuidade ao primoroso trabalho do Ac. José Edísio da Silva Tavares, então Diretor de Publicações de nosso sodalício, a obra contou com a pontual e modesta contribuição nossa, em particular, que o sucedeu na mesma função na presente gestão.
O livro, com 568 páginas, foi impresso na Expressão Gráfica e Editora, e nele compareço com os seguintes ensaios, crônicas ou discursos:
1. O dia do médico na ACM em 2012: sessão solene de posse, homenagens e lançamentos literários. p.381-5.
2. Newton Gonçalves: um gentleman da Medicina cearense. p.413-5.
3. Anastácio Queiroz: médico e gestor público competente. p.417-8.
4. Oswaldo de Oliveira Riedel: uma vida a serviço da ciência e da cultura cearenses. p. 419-22.
5. Gilmário Mourão Teixeira: um expert em tisiologia de renome internacional. p.431-8.
6. Antero Coelho Neto: médico polivalente da Saúde Pública. p.439-54.
7. Vinícius Barros Leal: médico e literato na eternidade. p.455-7.

Ac. Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Membro titular da ACM – Cadeira 18

SOLENIDADE DE ENCERRAMENTO DA XVI BIENAL DA ACM


Uma prestigiada e bem organizada solenidade assinalou ontem à noite (15/05/15) o encerramento da XVI Bienal da Academia Cearense de Medicina (ACM), configurando o grande acerto da realização do evento ACM, que contou com expressiva participação de confrades e confreiras do sodalício.
Foi especialmente marcante as homenagens prestadas pela ACM, como membros honorários, aos médicos José Oto Leal Nogueira, saudado pelo Ac. José Eduilton Girão, Germano Fabrício Riquet (in memoriam), saudado pelo Ac. Vladimir Távora.
Durante essa sessão solene, o Ac. Vladimir Távora fez a leitura da sua crônica tecendo justas loas ao acadêmico Raimundo Hélio Cirino Bessa, o Presidente de Honra da XVI Bienal.
Ac. Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Membro titular da ACM – Cadeira 18

sexta-feira, 15 de maio de 2015

MISSA DE SÉTIMO DIA POR Dr. JOÃO EVANGELISTA CUNHA PIRES


Amanhã, completam-se sete dias do falecimento do Dr. JOÃO EVANGELISTA CUNHA PIRES, viúvo de nossa irmã Marta Gurgel.
João era engenheiro químico aposentado da Petrobras e exercia a advocacia em Fortaleza.
A família Cunha Pires convida familiares e amigos, para a missa de sétimo dia, a ser oficiada em sufrágio de sua alma, no próximo Sábado (16/05/2015), às 10h, na Capela do Lar Amigos de Jesus, localizada na Rua Ildefonso Albano, 3.052 - esquina com a Rua Soriano Albuquerque, no Bairro Joaquim Távora, em Fortaleza.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Pela família de Marta Gurgel

Lançamento de “Academia Cearense de Medicina: em crônicas e biografias”

Pres. Vladimir Távora apresenta a obra (Foto cedida por Ana Margarida Rosemberg)
Marcelo Gurgel discursa em agradecimento (Foto cedida por Ana Margarida Rosemberg)
Ao ensejo da XVI Bienal da Academia Cearense de Medicina (ACM), aconteceu no Hotel Sonata de Iracema, em Fortaleza, ontem, dia 14 de maio de 2015, o lançamento do livro “Academia Cearense de Medicina: em crônicas e biografias”.

A obra, a 82ª de nossa autoria (MGCS), que reúne quarenta crônicas e biografias relacionadas à ACM, foi apresentada pelo Ac. Vladimir Távora Fontoura Cruz, presidente da ACM.

Acad. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Membro titular da ACM – Cadeira 18

quinta-feira, 14 de maio de 2015

A XVI BIENAL DA ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA


A Academia Cearense de Medicina (ACM) realiza, nos dias 14 e 15 de maio de 2015, a sua XVI Bienal, encontro de natureza científica e cultural da maior relevância para a Medicina cearense, que tem o professor e acadêmico Raimundo Hélio Cirino Bessa, como seu Presidente de Honra, e o obstetra e acadêmico Silas Munguba, como Patrono, em uma forma de reconhecimento póstumo por seu abnegado trabalho contra a droga-adição no Ceará.
O programa científico será desenvolvido no Hotel Sonata de Iracema, situado em Fortaleza, na Av. Beira Mar, 848, e está aberto a médicos e estudantes de Medicina, inscritos antecipadamente, e ao público, em geral, interessado na problemática da dependência química às drogas.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Academia Cearense de Medicina

quarta-feira, 13 de maio de 2015

A QUADRILHA DO JUDICIÁRIO - STJ


Por Marco Antonio Villa (*)
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) é formado por 33 ministros. Foi criado pela Constituição de 1988. Poucos conhecem ou acompanham sua atuação, pois as atenções nacionais estão concentradas no Supremo Tribunal Federal.
No site oficial está escrito que é o tribunal da cidadania. Será?
Um simples passeio pelo site permite obter algumas informações preocupantes: o tribunal tem 160 veículos, dos quais 112 são automóveis e os restantes 48 são vans, furgões e ônibus. É difícil entender as razões de tantos veículos para um simples tribunal. Mais estranho é o número de funcionários. São 2.741 efetivos.
Muitos, é inegável. Mas o número total é maior ainda. Os terceirizados representam 1.018. Desta forma, um simples tribunal tem 3.759 funcionários, com a média aproximada de mais de uma centena de trabalhadores por ministro! Mesmo assim, em um só contrato, sem licitação, foram destinados quase R$2 milhões para serviço de secretariado.
Não é por falta de recursos que os processos demoram tantos anos para serem julgados. Dinheiro sobra. Em 2010, a dotação orçamentária foi de R$ 940 milhões. O dinheiro foi mal gasto. Só para comunicação e divulgação institucional foram reservados R$11 milhões, para assistência médica a dotação foi de R$47 milhões e mais 45 milhões de auxílio-alimentação.
Os funcionários devem viver com muita sede, pois foram destinados para compra de água mineral R$ 170 mil. E para reformar uma cozinha foram gastos R$ 114 mil. Em um acesso digno de Oswaldo Cruz, o STJ consumiu R$ 225 mil em vacinas. À conservação dos jardins — que, presumo, devem estar muito bem conservados — o tribunal reservou para um simples sistema de irrigação a módica quantia de R$ 286 mil.
Se o passeio pelos gastos do tribunal é aterrador, muito pior é o cenário quando analisamos a folha de pagamento. O STJ fala em transparência, porém não discrimina o nome dos ministros e funcionários e seus salários.
Só é possível saber que um ministro ou um funcionário (sem o respectivo nome) recebeu em certo mês um determinado salário bruto. E só. Mesmo assim, vale muito a pena pesquisar as folhas de pagamento, mesmo que nem todas, deste ano, estejam disponibilizadas. A média salarial é muito alta. Entre centenas de funcionários efetivos é muito difícil encontrar algum que ganhe menos de 5 mil reais.
Mas o que chama principalmente a atenção, além dos salários, são os ganhos eventuais, denominação que o tribunal dá para o abono, indenização e antecipação das férias, a antecipação e a gratificação natalinas, pagamentos retroativos e serviço extraordinário e substituição. Ganhos rendosos.
Em março deste ano um ministro recebeu, neste item, 169 mil reais. Infelizmente há outros dois que receberam quase que o triplo: um recebeu R$404 mil; e outro, R$435 mil. Este último, somando o salário e as vantagens pessoais, auferiu quase meio milhão de reais em apenas um mês! Os outros dois foram “menos aquinhoados”, um ficou com R$197 mil e o segundo, com R$432 mil. A situação foi muito mais grave em setembro.
Neste mês, seis ministros receberam salários astronômicos: variando de R$ 190 mil a R$ 228 mil.
Os funcionários (assim como os ministros) acrescem ao salário (designado, estranhamente, como “remuneração paradigma”) também as “vantagens eventuais”, além das vantagens pessoais e outros auxílios (sem esquecer as diárias). 
Assim, não é incomum um funcionário receber R$ 21 mil, como foi o caso do assessor-chefe CJ-3, do ministro 19, os R$ 25,8 mil do assessor-chefe CJ-3 do ministro 22, ou, ainda, em setembro, o assessor chefe CJ-3 do desembargador 1 recebeu R$ 39 mil (seria cômico se não fosse trágico: até parece identificação do seriado “Agente 86”).
Em meio a estes privilégios, o STJ deu outros péssimos exemplos. Em 2010, um ministro, Paulo Medina, foi acusado de vender sentenças judiciais.
Foi condenado pelo CNJ. Imaginou-se que seria preso por ter violado a lei sob a proteção do Estado, o que é ignóbil. Não, nada disso. A pena foi a aposentadoria compulsória.
Passou a receber R$25 mil. E que pode ser extensiva à viúva como pensão. Em outubro do mesmo ano, o presidente do STJ, Ari Pargendler, foi denunciado pelo estudante Marco Paulo dos Santos. O estudante, estagiário no STJ, estava numa fila de um caixa eletrônico da agência do Banco do Brasil existente naquele tribunal. Na frente dele estava o presidente do STJ. Pargendler, aos gritos, exigiu que o rapaz ficasse distante dele, quando já estava aguardando, como todos os outros clientes, na fila regulamentar. O presidente daquela Corte avançou em direção ao estudante, arrancou o seu crachá e gritou: “Sou presidente do STJ e você está demitido. Isso aqui acabou para você.” E cumpriu a ameaça. O estudante, que dependia do estágio — recebia R$750 —, foi sumariamente demitido.
Certamente o STJ vai argumentar que todos os gastos e privilégios são legais. E devem ser. Mas são imorais, dignos de uma república bufa. Os ministros deveriam ter vergonha de receber 30, 50 ou até 480 mil reais por mês. Na verdade devem achar que é uma intromissão indevida examinar seus gastos. Muitos, inclusive, podem até usar o seu poder legal para coagir os críticos. Triste Judiciário. Depois de tanta luta para o estabelecimento do estado de direito, acabou confundindo independência com a gastança irresponsável de recursos públicos, e autonomia com prepotência. Deixou de lado a razão da sua existência: fazer justiça.
Com certeza, nisso também se enquadra o Sr. Juiz carioca que "carteirou" a Agente de Trânsito que fazia seu trabalho (e bem) na blitz da Lei Seca.
(*) MARCO ANTONIO VILLA é historiador e professor da Universidade Federal de São Carlos (SP) e comentarista no JC-JORNAL DA CULTURA, diariamente às 21h.
Fonte: Escrito no final de 2014 e postado em vários blogs em janeiro de 2015.
 

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