sexta-feira, 31 de julho de 2015

O BRASIL ANEDÓTICO LXXI


O HOMEM BOTÃO
Humberto de Campos - Discurso de recepção na Academia Brasileira de Letras, maio de 1920.
Uma tarde, estava Emílio de Menezes à porta da confeitaria Pascoal, em companhia de um amigo, quando passou pela calçada, arrogante, charuto ao queixo, um cavalheiro de alta representação, conhecido na cidade pela sua aversão ao pagamento das dívidas. Ferido pela soberba do tipo, Emílio voltou-se para o companheiro, perguntando-lhe, à queima-roupa:
- Em que se parece aquele sujeito com um botão?
O outro não atinou com a chave do enigma, e ele completou, perverso:
- É que ele também não paga a casa em que mora...

O SINAL DOS VARAIS
Ernesto Sena - "Notas de um Repórter", pág. 164.
Estava o conselheiro Ferreira Viana uma tarde na Câmara dos Deputados, quando se aproximou do seu grupo um antigo político e homem de letras diversas vezes incluído na lista senatorial, e sempre atirado à margem. Talentoso, mas avarento, o recém-chegado vestia um paletó cheio de manchas à altura dos quadris, onde de vez em quando esfregava as mãos.
Com a sua jovialidade habitual, Ferreira Viana perguntou-lhe:
- Que é isto, Fulano?
- Não é nada... Não é nada... - respondeu o outro, com mau humor.
- Ah, já sei! já sei! riu o conselheiro, sem se desconcertar.
E ferino:
- São sinais dos varais da liteira da gente que tens conduzido para o Senado!

O CHAPÉU VELHO
Afonso Celso - Discurso na Academia Brasileira de Letras.
Era Raimundo Correia estudante em S. Paulo quando mandou fazer, para uma festa na Faculdade, um terno novo. Faltava-lhe, porém, o chapéu, e os companheiros de "república" - Valentim, Afonso Celso, Silva Jardim e Assis Brasil - resolveram oferecer-lhe um chapéu novo.
No dia seguinte, apareceu Raimundo na Faculdade, com a roupa nova e o chapéu velho.
- E o chapéu novo? - indagaram os colegas.
- Está em casa.
E confessou, a voz comovida:
- Eu vinha saindo com o que vocês me deram quando olhei para o cabide. Lá estava o chapéu velho; mas tão triste, tão descorado, que me meteu pena. Parecia dizer-me: "É assim, não é?" Para as aulas, para o trabalho, para a chuva, sou eu; para as festas, fico eu aqui, e vai o outro, unicamente porque e novo'! Fiquei sensibilizado, pendurei lá o outro, e vim com ele.
E beijando o velho feltro:
- Tão meu amigo, coitado!...

CONSELHO DE SÁBIO
Ernesto Sena - "Notas de um Repórter", pág. 162.
Era o conselheiro Ferreira Viana ministro do Império, quando, em visita à Casa de Correção, teve a sua atenção solicitada por um rapaz de maneiras distintas, fisionomia simpática, mas triste, que lhe pedia licença para duas palavras.
- Então, qual o seu crime? indagou Ferreira Viana, com o seu ar bonachão.
- Senhor, eu abusei da honestidade de uma menor.
- A quantos anos de prisão foi condenado?
- A quatro; já aqui estou há dois, e faltam-me ainda dois. Se, porém, V. Excia. quiser proteger-me, obtendo o meu indulto, eu me comprometo a casar com a ofendida.
- Olhe, quer um bom conselho, um conselho de amigo? - observou-lhe Ferreira Viana, com interesse.
E batendo-lhe no ombro, paternal:
- Cumpra o resto da pena...
Fonte: Humberto de Campos. O Brasil Anedótico (1927).

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Terrorismo e Fundamentalismo (A Banalidade do Mal)


Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
A psicologia profunda possui uma visão universal dos homens e das mulheres. Respeita as peculiaridades, sejam quais forem. Vai à busca do universal do caráter humano. Jamais é regionalista e muito menos nacionalista ou contra ou “em – prol” de qualquer crença. Muito menos quando trata de religiões com muitos seguidores, como a judaica, a cristã, a muçulmana, a budista, etc. Repele as ditaduras e hegemonias, pois descrê em soluções que não abarquem todas as partes envolvidas. Reconhece os instintos humanos (Para Freud somos regidos por dois instintos: de vida e de morte).
Sentimos amor e ódio, desejo pela vida, pela saúde, pelo movimento em busca do bem estar, ou desejo pela morte, pela imobilização perante um conflito, uma dificuldade, busca pela doença, pelo mal estar. Um instinto pode predominar sobre o outro, mas os dois estarão sempre atuantes no indivíduo. Para D. Winnicott (pediatra e psicanalista) a mãe sente ódio pelo filho, assim como sente também amor. Ódio pela mudança da sua rotina com a chegada do bebê, por abrir mão do seu narcisismo, da sua independência, por dar sem esperar um retorno, um reconhecimento pela sua dedicação, esforço, sacrifício. Sentimos o ódio, mas não o tornamos realidade, não o concretizamos.
Sem desejar ser pretensioso, sei que a inclinação para a destruição prevalece em todas as épocas. As repressões são de precários resultados. Quando se reprime com intensidade, o sentimento em geral retorna com crueldade, atrocidades são cometidas contra pessoas inocentes ou contra os que são julgados culpados. Em suma, a ênfase no amor, na caridade ou na solidariedade só ocorre naqueles que já conquistaram o mal.
A excrescência do fundamentalismo, seu devaneio, é reconhecida com mais facilidade nos outros do que em nós, nos que são diferentes, nos estrangeiros e nas minorias. As eras fundamentalistas dos séculos XX e XXI atingiram um paroxismo que beira a sanha assassina. Para o nazismo a desculpa foi a pureza racial, para o comunismo, o ‘interesse do povo’. E agora o Ocidente e o Oriente veem o fundamentalismo islâmico como a encarnação do demônio e vice-versa. Parece que ambas as partes esqueceram-se de que o mal está dentro das pessoas. A destruição faz parte da existência dos humanos.
É necessário aceitar isso para que se possa encontrar a maneira de combatê-la. Creio que a causa não se encontra nas injustiças sociais, muito menos na globalização ou noutras exterioridades, mas sim na índole do Homem (mulheres, homens e crianças). A expressão criada pela filósofa judeu-alemã Hannah Arendt (1906-1975) (http://pt.wikipedia.org/wiki/Hannah_Arendt) em seu livro: ‘Eichmann em Jerusalém' (http://pt.wikipedia.org/wiki/Eichmann_em_Jerusal%C3%A9m) cujo subtítulo é "Um Relato Sobre a Banalidade do Mal" é bastante conhecida e citada.
Banalizar o mal é incorrer num conformismo baseado na ideia de que, como o mal faz parte da natureza humana, devemos tolerá-lo (e também o terrorismo?). O que Hannah Arendt critica é a apatia, o silêncio dos bons que acaba "Banalizando o Mal".
Apesar de tudo, espero que algum dia o Homem chegue a conter esse instinto de destruição, mas acredito que no presente, qualquer sistema adotado, por mais bem intencionado que seja, será fadado ao fracasso ou, no mínimo, seu resultado será precário (voltarei ao assunto).
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES).

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Convite lançamento de “HUMOR NA CASERNA”


José Luciano Sidney Marques, coronel médico aposentado, ilustre sócio da Sobrames/CE, convida para o lançamento de seu novo livro, intitulado Humor na Caserna, trabalho que reúne uma centena de causos ocorridos em ambiente militar.
A apresentação da obra será feita pelo Dr. Paulo Gurgel Carlos da Silva, escritor e pneumologista, fundador e ex-presidente da Sobrames/CE.
Local: Parque Recreio / Salão de Eventos – Av. Rui Barbosa.
Data: 31 de julho de 2015 (sexta-feira) Horário: 19h.
Traje: Esporte fino.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Sobrames/CE e da Abrames

terça-feira, 28 de julho de 2015

VIAGEM PARA O ABRASCÃO EM GOIÂNIA


Viajo na manhã de hoje, dia 28/07/15, para Goiânia-GO, a fim de participar do XI Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, o ABRASCÃO, no qual apresentarei alguns trabalhos, em comunicação e oral, frutos da produção conjunta com meus orientados de graduação e de pós-graduação.
Retorno à Fortaleza na noite de 1º/08/2015.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Professor titular de Saúde Pública da Uece

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Autora desvenda mistério de amor perdido do avô em fuga do nazismo


Valerie Scheftel e o avô de Sarah Wildman (Arquivo pessoal/BBC).

A partir de cartas e pesquisas em arquivos, Sarah Wildman reconstituiu história de vida da namorada que seu avô deixou para trás.
Quando Sarah Wildman era criança, adorava ouvir histórias sobre como seu avô escapou dos nazistas e reconstruiu sua vida nos Estados Unidos. Mas, já adulta, descobriu que a história não foi tão simples.
Seu avô deixou para trás o amor de sua vida na juventude - uma médica judia que teve que encontrar uma forma de sobreviver em Berlim durante o nazismo e que escrevia cartas cada vez mais desesperadas para seu amor nos EUA.
Sarah chegou à história através de uma foto de seu falecido avô ainda jovem posando com uma mulher desconhecida. “Perguntei à minha avó quem era a garota na foto. Ela respondeu: era o verdadeiro amor dele. E saiu do quarto”, conta Sarah.
Em seu novo livro, Paper Love, Sarah tenta descobrir quem era essa mulher --e o que aconteceu com ela.
Sarah encontrou uma caixa dizendo “cartas de pacientes”. Mas, dentro, não havia cartas profissionais, e sim centenas de correspondências de sua vida em Viena e dúzias de cartas da namorada.
Sarah pesquisou em arquivos para reconstituir a vida da mulher e os momentos em que a vida dela se cruzou com a de seu avô.
Valy --Valerie Scheftel-- havia saído da Tchecoslováquia e terminado sua graduação em medicina em Viena. Ela foi uma das últimas pessoas judias a receber o diploma da Escola de Medicina da Universidade de Viena: quatro dias depois, houve o Anschluss (anexação da Áustria) e todos os judeus foram expulsos.
Sarah descobriu fotos dos dois posando em frente a um espelho e de Valy em um local que ela acredita ser uma floresta nas redondezas da capital austríaca. Nas cartas, ela pergunta se o avô lembra das árvores neste local.
Na virada do ano de 1939 para 1940, Valy não podia mais comprar roupas; em 1941, ela não podia mais revender seus sapatos e, em 1942 ou no inverno de 41, ela não podia mais comprar nenhuma roupa quente.
Nas cartas, Valy descreve as músicas que eles costumavam cantar juntos e diz que, ao cantá-las, se lembra dele.
Acho que se trata de uma lembrança da liberdade. Eu acho que ela o amava, mas também era um jeito de não passar por esse horror que ocorria, mesmo antes dos campos de concentração. Ser completamente retirado de sua sociedade”, conta Sarah.
Sarah conta que, quando era criança, acredita que seu avô havia fugido de forma relativamente tranquila. Ele levou sua mãe, irmã, cunhado, sobrinho, mas deixou para trás amigos de escola, meio-irmãos e sua namorada, por quem tinha estado apaixonado durante quase toda a década de 1930.
Conseguir escapar, para ele, não foi necessariamente algo feliz. E nem foi necessariamente o fim de uma história”, afirma ela.
Fonte: BBC/UOL Notícias, de 15/12/2014.

domingo, 26 de julho de 2015

SORTE GRANDE!!!


Um homem sai como um louco para a frente da sua casa e grita para a sua mulher que está conversando com umas amigas do outro lado da rua:
-Milagre! Milagre! Ganhamos 50 milhões na loteria!
A mulher salta como louca de alegria, passa entre as amigas e sai voando para atravessar a rua quando aparece um caminhão a uns 120km e zaz... atropela a mulher.
O marido abre os olhos até quase sair das órbitas e diz:
- Caramba! Quando um cara está com sorte ele REALMENTE está com sorte!
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

RIA!... faz muito bem à saúde


FRASE DO DIA
Se você é feio, pobre, burro, e mesmo assim tem um monte de mulher dando em cima de você, só tem uma explicação:
- Você mora embaixo de um puteiro.  

ESTATÍSTICA DO DIA
Estudo revela que depois de fazer amor, 10% dos homens voltam-se para o lado direito, 10% para o lado esquerdo e os outros 80% voltam para casa!'  

FRASE DA SEMANA
'O meu trabalho me fascina tanto... que chego a ficar parado olhando para ele sem conseguir fazer 'Poooor---- caria....nenhuma'.
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

sábado, 25 de julho de 2015

ELSIE STUDART: dois anos de sua partida


A data de hoje assinala os dois anos da partida deste mundo menor da Profa. ELSIE STUDART GURGEL DE OLIVEIRA, ocorrida em Fortaleza, em 25/07/2013.
No ano pretérito, a passagem de um ano de sua morte foi reverenciada nas atividades: Palestra: Tributo à Elsie Studart, no Auditório do ICC; Missa de um ano de falecimento, na Igreja de S Raimundo; e Lançamento do livro Religio, na Capela do Hospital do Exército.
No transcurso desses dois anos, como prova de amizade e de admiração, temos procurado manter viva a sua lembrança, por meio de: homenagens especiais, publicação de artigos sobre ela e lançamentos de seus livros póstumos.
Isso tem se prestado, também, para aliviar a saudade que nos acompanha desde então.
Na Missa de hoje da SMSL, a ser realizada às 18h30min, na Igreja de N. S. das Graças, do Hospital Geral do Exército, o nome de Elsie Studart será inserido nas intenções da celebração eucarística.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Amigo da família Studart Gurgel

CONVITE: Celebração Eucarística da SMSL - Julho/2015

A Diretoria da SOCIEDADE MÉDICA SÃO LUCAS (SMSL) CONVIDA todos para participarem da Celebração Eucarística do mês de JULHO/2015, que será realizada HOJE (25/7/2015), às 18h30min, na Igreja de N. S. das Graças, do Hospital Geral do Exército, situado na Av. Des. Moreira, 1.500 – Aldeota, Fortaleza-CE.
 CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!
MUITO OBRIGADO!

Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Sociedade Médica São Lucas

sexta-feira, 24 de julho de 2015

CRACK, CRICK, KROK


Pedro Henrique Saraiva Leão (*)
A Academia Cearense de Medicina (Vladimir Távora, Presidente)ciosa de sua função  como observadora e guardiã da saúde de nossa gente, promoveu de 14 – 15 de maio último sua XVI bienal, organizada pelo seu vice – Presidente Prof. Manassés Fonteles. Os estupefacientes, ou psicotrópicos entorpecentes, constituíram o tema único, debatido por convidados de São Paulo e do Rio de Janeiro. A conferência local relevante foi do Prof. Paulo Picanço, acerca da psicodinâmica da drogadição. Tal vício, datando de 1869, enraizou-se desde o lançamento do hidrato de cloral, soporífero (hipnótico, narcótico, sonífero) leve ao qual aderiu o poeta Dante Gabriel Rossetti (1828-1882). A seguir surgiram o sufonal, a barbital, e o veronal.  Tirante o álcool e a nicotina, drogados (drogaditos) nos lembram principalmente maconha, heroína, cocaína e o crack. A subordinação a drogas psicoativas reedita a crônica do ópio, desde os sumérios, na Mesopotâmia (Ásia). Disponível no Egito, em Roma e na Grécia antigos, era conhecido por Andrómaco, médico de Nero como me/meizinha (remédio caseiro), analgésico, e antídoto em mordidas de animais. Preparado do suco (“opium”) de cascas da papoula indiana (“Papaver sominífera”), contém mais de 20 alcalóides, dos quais a morfina (em alusão a Morfeu, Deus do sono) é o mais importante. Nos meados do século XVII, diluído em água tornava-se láudano, sedativo, como o consumia Thomas Sydenham, o Hipócrates inglês. O poeta britânico Samuel Taylor Coleridge (+1834) foi dependente de ópio, como atesta seu poema “Kubla Kahn”. Destes psicofármacos, o menos viciante é a maconha (“Canabis sativa”), ou marijuana, desde o III milênio a.C., e consumida pelos poetas Shakespeare (sonetos 27 / 56) e Baudelaire. Embora psicoativa, um dos seus 400 compostos (THC) vem sendo experimentado clinicamente como antagônico do crack, ou drogas mais “pesadas”. Já legalizada no Uruguai, atualmente cogita-se do seu cultivo doméstico no Brasil. Durante o processamento do ópio origina-se a morfina e sua transformação em heroína (diacetilmorfina), mais viciante do que aquela. A história destes usos remonta a quase 5.000 anos, quando os andinos já apreciavam folhas da “Erythroxylon coca”, ou coca boliviana. Pessoas famosas a consumiam, como o Papa Leão XVII, o médico/escritor Arthur Conan Doyle, criador do Sherlock Holmes, Robert Louis Stevenson (“O Médico e o Monstro”), e Freud. Graças aos eflúvios da cocaína, Freud teria cerebrado processos mentais inconscientes, criando a psicanálise. O inventor Thomas Edison e a atriz Sara Bernhardt igualmente renderam-se à cocaína. A popularidade desta cresceu quando o americano John Pemberton a incluiu na fabricação da Coca-Cola (60mg / 140ml). Esta receita perdurou até 1906, quando a cafeína a substituiu. Usada contra a adição à morfina, o famoso cirurgião norteamericano William Halsted (+1922) dela e da cocaína tornou-se adepto. No teatro desta história papel relevantíssimo é o do crack, de início em Nova York, e desde 1990 no Brasil, máxime na Cracolândia, coração de São Paulo. Outros coadjuvantes contracenam neste palco, como o LSD, a Psilocibina, a Muscarina, estes oriundos de cogumelos alucinógenos. Os sonhos induzidos pelo LSD teriam inspirado o inglês Francis Crick a descobrir a dupla hélice do DNA, em 1953, valendo-lhe o prêmio Nobel de 1962. A Mescalina, extraída de cactos, foi divulgada em 1954 por Aldous Huxley (“As portas da Percepção”), e na obra de Carlos Castañeda, em 1960. Outras drogas, ditas recreativas mas potencialmente mortais são as anfetaminas (cristal), o Ectasy, o loló, e o krokodil, ou krok. Todas elas denunciam este deplorável mundo novo, à cuja crescente depravação vimos assistindo boquiabertos, nestes anos sem Cristo. O patrono daquela bienal – Dr. Silas Munguba - declarou que as drogas vieram para ficar. Urge, ao menos, cerceá-las. Portanto, houve-se bem a Academia Cearense de Medicina. Parabéns.
 (*) Médico. Professor Emérito da UFC. Ex-presidente e atual secretário geral da Academia Cearense de Letras.
Fonte: O Povo, Opinião, de 24/6/2015. p.8.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Missa de Sétimo Dia por Prof. Eusébio Martins Alves


Amanhã se completam sete dias do falecimento do Prof. Eusébio Martins Alves, cujo desenlace aconteceu no dia 18/07/2015. Eusébio e seu irmão Tadeu Martins foram meus colegas de classe nos três anos do Curso Científico do Colégio Júlia Jorge. Como morávamos bem próximos, eles no Parque Araxá e eu, no bairro Otávio Bonfim, mantínhamos contatos muito frequentes, fora do ambiente colegial.
Eusébio foi meu contemporâneo de universidade, pois fomos aprovados no mesmo vestibular de janeiro de 1972 da UFC e fizemos o Ciclo Básico juntos, sendo que ele optou por cursar Odontologia e eu escolhi a graduação em Medicina.
Eusébio dedicou-se ao estudo e ao ensino da Língua Inglesa, lecionando por mais de três décadas, no IBEU-CE, do qual foi subdiretor.
A sua missa de sétimo dia ocorrerá sexta-feira à noite, dia 24/07/15, às 19h na Capela do Colégio Sto. Inácio, situada na Av. Des. Moreira, em frente à Praça da Imprensa, no bairro Dionísio Torres.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Ex-aluno do Colégio Júlia Jorge

quarta-feira, 22 de julho de 2015

ELA, A RAINHA


Antero Coelho Neto (*)
Sempre tenho me dedicado muito aos idosos. Por isso, a minha luta, desde quando fui para a Organização Mundial da Saúde, pela longevidade com qualidade de vida da população. E passei a estudá-los nas suas diferentes perspectivas atuais e possibilidades futuras de vida. Vários exemplos de idosos passaram a ser, então, importantes para mim.
Hoje, lembro para vocês uma vida que serve de exemplo. Era o ano de 1935. Nessa noite, as moças da família estavam em ansiosa e alvoraçada animação. Preparavam-se para sair e, nos meus tranquilos 5 anos, fui levado pela mão por uma irmã. Não sabia para onde me levavam, mas falavam de ver uma rainha.
Chegamos próximo ao Parque da Liberdade ou Cidade das Crianças. Era lá o “castelo”. Havia enorme multidão curiosa em frente a uma casa bonita, senhorial, de janelas grandes, toda iluminada para a grande festa que movimentava toda a cidade. Era a coroação da Rainha do Estudante e aquele palacete era sua casa. Dali ela iria ao Theatro José de Alencar para assumir o seu reinado.
Enfim, surgiu a rainha, loura, linda, majestosa nos seus 18 anos. Seu nome era Suzana Dias. Eu, encantado com aquela visão mágica, estava fascinado pela beleza da primeira rainha que eu via ao vivo.
Muito mais tarde, por caprichos do destino, conheci outras rainhas. Em Brasília, a rainha Elizabeth da Inglaterra e, em Caracas, a rainha Beatriz, da Holanda. Mas nenhuma delas se comparava ao que eu vira deslumbrado.
Suzana era aluna do Imaculada Conceição e destacava-se pela dedicação aos estudos. Diplomada como professora, exerceu o magistério como excelente educadora.
Sempre amou os livros e, assim, construiu uma vasta cultura que é a sua marca pessoal. Muitos anos depois, quis o destino que a rainha Suzana se tornasse minha tia-afim, por meu casamento com sua sobrinha. Casou-se jovem e, com o médico José Carlos da Costa Ribeiro, tiveram quatro filhas e um filho. Netos e bisnetos compõem sua descendência numerosa.
Ao longo desses últimos 60 anos, passei a admirar sua presença forte e extraordinária personalidade agregadora e seus estilos de vida. Sua família e seus amigos são cuidados com desvelo e carinho.
Lúcida, criativa, matriarcal e, sempre antenada à modernidade, lançou aos 96 anos, um livro, com a presença de muitos amigos, com suas receitas e de parentes. É membro da Academia Fortalezense de Letras e foi fundadora da Sociedade Amigas do Livro.
Hoje, a caminho dos 98 anos, sempre altiva, elegante, sensível, generosa e determinada, é um notável exemplo de longevidade, resistindo, ao leme e com firmeza, às limitações que o tempo nos impõe.
Em 2010, quando fui presidente da Academia Cearense de Medicina, de cujo marido, José Carlos Ribeiro foi um dos seus importantes fundadores, tive a oportunidade de estabelecer a simbólica “Cadeira Sempre Presente” que Suzana Ribeiro usa nas solenidades. Ela participa ativamente de quase todas as reuniões festivas.
E que fique, para todos, a certeza do que a pesquisa vem demonstrando há vários anos: 60% a 70% da nossa longevidade depende dos estilos saudáveis de vida; 20%, da genética; 10%, do ambiente que vivemos e trabalhamos; e 10% apenas dos cuidados médicos. Vamos pensar na Suzana?
(*) Médico, professor e ex-presidente da Academia Cearense de Medicina.
Fonte: O Povo, Opinião, de 24/6/2015. p.8.
Nota do Editor do Blog: Conheço D. Suzana há quase quarenta anos e privo da sua amizade. Ela e seu esposo foram os meus padrinhos do casamento religioso em 7/02/1981.
Marcelo Gurgel

terça-feira, 21 de julho de 2015

A SOCIEDADE MÉDICA SÃO LUCAS NA ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA


A Sociedade Médica São Lucas (SMSL) foi fundada em 3 de novembro de 1937, ao término do primeiro Retiro Espiritual para os médicos do Ceará, realizado na Casa de Retiros Fechados do Cristo Rei, sob a direção espiritual do Padre Monteiro da Cruz. Idealizada pelo Dr. Lauro Vieira Chaves, a SMSL teve 13 (treze) médicos, como sócios fundadores, sendo eles os colegas Amâncio Filomeno, Eduardo Dias, Fileto Ramos, Francisco Lourenço Araújo, Ivan Porto, J. Fontenele Bezerril, João Bezerra, José Alcântara, José Furtado Filho, José Gomes da Frota, Lauro Vieira Chaves, Leão Sampaio e Ocelo Pinheiro.
Ao longo do primeiro decênio, foram membros participantes de Retiros Espirituais da SMSL, dentre outros, os seguintes médicos: Alber Furtado de Vasconcelos, Amadeu Furtado, Antônio Guarany Mont’Alverne, Antônio Turbay Barreira, Antônio Vandick Ponte, Ariston Cajaty Filho, Carlos Alberto Studart Gomes, Carlos da Costa Ribeiro, Décio Teles Cartaxo, Edmilson Barros de Oliveira, Eliezer Studart da Fonseca, Fernando Leite, João Capistrano da Mota, João Estanislau Façanha, João Otávio Lôbo, Josa Magalhães, José Alves Fernandes, José Ossian de Aguiar, José Waldemar Alcântara, Jurandir Picanço, Leite Maranhão, Lineu de Queiroz Jucá, Pio Sampaio e Tarcísio Soriano Aderaldo.
Na vigência do décimo ano de sua criação, a SMSL realizou em Fortaleza, na primeira semana de junho de 1946, o I Congresso Brasileiro de Médicos Católicos (I CBMC), evento considerado da maior relevância no Ceará, com a adesão de quase quinhentos médicos, oriundos dos diversos rincões nacionais, que prestaram substancial contribuição à apresentação e à discussão da temática do congresso.
Da convivência de colegas, adventícios e locais, durante esse evento, foi lançada a semente da fundação de uma escola médica no Ceará, que teve a ampla guarida de médicos da SMSL, com o decidido incentivo de Dom Antônio de Almeida Lustosa, o Arcebispo Metropolita da capital cearense. Boa parte dos doutores envolvidos na organização do I CBMC engajou-se na “Sociedade Promotora da Faculdade de Medicina do Ceará”.
Pode-se dizer, sem dúvidas, que a instalação da Faculdade de Medicina do Ceará, em 12 de maio de 1948, concretizando um sonho acalantado de tantos cidadãos cearenses, foi um desdobramento benfazejo do I CBMC.
Para celebrar os trinta anos da fundação da escola-mater da Medicina cearense, alguns dos seus docentes fundadores e decanos, inauguraram a Academia Cearense de Medicina (ACM) em 12 de maio de 1978. De novo, a SMSL fez-se representar na novel entidade, com a participação no quadro de fundadores e de patronos do sodalício, indicando uma estreita relação funcional de ambas.
Dentre os acadêmicos fundadores da ACM, constaram os seguintes lucanos: Antônio Vandick Ponte, Geraldo Wilson da Silveira Gonçalves, José Waldemar Alcântara, Vinicius Barros Leal e Walter de Moura Cantídio.
Os afiliados da SMSL figuraram como patronos das cadeiras fundantes do silogeu, com a seguinte composição: Eduardo Dias (Cad. 6), Eliezer Studart da Fonseca (Cad. 9), Carlos da Costa Ribeiro (Cad. 10), João Otávio Lôbo (Cad. 16), Jurandir Picanço (Cad. 19), Francisco Lourenço Araújo (Cad. 20), Antônio Guarany Mont’Alverne (Cad. 24) e Alber Furtado de Vasconcelos (Cad. 25); das cadeiras posteriormente criadas, após a fundação, são patroneadas por lucanos: João Capistrano da Mota (Cad. 32), Lineu de Queiroz Jucá (Cad. 35), João Estanislau Façanha (Cad. 39), José Ossian de Aguiar (Cad. 43), José Waldemar Alcântara (Cad. 46), Antônio Vandick Ponte (Cad. 53), Vinicius Barros Leal (Cad. 63), Walter de Moura Cantídio (Cad. 56), Josa Magalhães (Cad. 57), José Alves Fernandes (Cad. 58), José Gomes da Frota (Cad. 59) e Ocelo Pinheiro (Cad. 60).
Destaque-se que, dentre os já falecidos, foram da SMSL os membros titulares da ACM Ariston Cajaty Filho e Carlos Alberto Studart Gomes, bem como os membros honorários Décio Teles Cartaxo e Edmilson Barros de Oliveira.
Pelo exposto, claro está que a SMSL, por meio de seus associados, concorreu de modo expressivo para a constituição da ACM, o que permite cultivar laços históricos de feitos e de esforços em causas de mútuos interesses.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Sociedade Médica São Lucas
* Publicado In: Boletim Informativo da Sociedade Médica São Lucas, 11(95): 5-6, junho de 2015.
Nota do Blog: Por um erro de impressão do Boletim da SMSL, o artigo foi abruptamente cortado a partir da metade do antepenúltimo parágrafo. A presente postagem recompõe a integralidade do texto.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

CONVITE Palestra: Gestão dos Recursos Hídricos no Estado do Ceará


O Presidente do Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico), Ednilo Soárez, convida para a palestra: “GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS NO ESTADO DO CEARÁ”, a ser proferida pelo Dr. Cássio Borges, jornalista e engenheiro civil, especialista em hidrologia e recursos hídricos, membro da Academia Cearense de Letras e Jornalismo e ex-diretor do DNOCS.
Data: 20 de julho de 2015 (segunda-feira).
Horário: 15 horas.
Local: Instituto do Ceará – Rua Barão do Rio Branco, 1.594 – Praça do Carmo, em Fortaleza-CE.

domingo, 19 de julho de 2015

RESPOSTA DOS HOMENS (quanto machismo!) II


Cuidado... isto pode ser motivo de guerra e separação!!!! 

MULHERES - Somos nós que somos carregadas na noite de núpcias...
RESPOSTA DOS HOMENS - Caso contrário vocês podem se perder! 

MULHERES - Se somos traídas, somos vítimas; se traímos, eles são cornos...
RESPOSTA DOS HOMENS - Se somos traídos elas são putas, se traímos somos garanhões! 

MULHERES - Somos capazes de prestar atenção a várias coisas ao mesmo tempo...
RESPOSTA DOS HOMENS - Mas incapazes de executar ao menos uma completa de cada vez! 

MULHERES - 98% da indústria de cosméticos e 89% da indústria da moda são voltadas pra nós...
RESPOSTA DOS HOMENS - 98% da indústria de cerveja e 89% da indústria automobilística são voltadas para nós! 

MULHERES - 99% dos homens não cuidam da aparência pessoal...
RESPOSTA DOS HOMENS - 99% da beleza feminina saem com água e sabão! 

MULHERES - Não nos desesperamos em frente a um campo de grama com 1 bola e
22 mulheres...
RESPOSTA DOS HOMENS - Nós não nos desesperamos frente ao pedal da embreagem!  

MULHERES - Fazemos tudo o que um homem faz, e de salto alto!...
RESPOSTA DOS HOMENS - Quero ver mijar em pé!  

MULHERES - Podemos dormir com nossas amigas sem sermos chamadas de lésbicas...
RESPOSTA DOS HOMENS - Podemos dormir com suas amigas sem que elas contem pra vocês!

Fonte: Circulando por e-mail (internet) de autoria não mencionada.

RESPOSTA DOS HOMENS (quanto machismo!) I


Cuidado... isto pode ser motivo de guerra e separação!!!! 

MULHERES - Dirigimos melhor...
RESPOSTA DOS HOMENS - Melhor que cegos! 

MULHERES - Não ficamos carecas...
RESPOSTA DOS HOMENS - Se cabelo fosse bom não nascia embaixo do braço. 

MULHERES - Temos um dia internacional. ..
RESPOSTA DOS HOMENS - Os outros 364 só nossos! 

MULHERES - Temos prioridade em botes salva-vidas. ..
RESPOSTA DOS HOMENS - Nós sabemos nadar! 

MULHERES - Uma greve de sexo consegue qualquer coisa....
RESPOSTA DOS HOMENS - Inclusive um par de chifre!  

MULHERES - A programação da TV é 90% voltada pra nós...
RESPOSTA DOS HOMENS - Nós temos DVD (e sabemos usar!)! 

MULHERES - Somos os primeiros reféns a serem libertados.. .
RESPOSTA DOS HOMENS - Porque nem sequestradores aguentam vocês! 

MULHERES - A idade não atrapalha nosso desempenho sexual...
RESPOSTA DOS HOMENS - Mas atrapalha pra arrumar parceiro sexual!

Fonte: Circulando por e-mail (internet) de autoria não mencionada.

sábado, 18 de julho de 2015

Ciência Sem Fronteiras terá menos bolsas


A segunda etapa do programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal, terá menos bolsas para a graduação. Adalberto Luis Val, representante da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), disse ontem que será feito um "melhor equilíbrio" da oferta entre as modalidades, já que na primeira fase, das 101 mil bolsas, 79.980 foram concedidas para a graduação.
A Capes, no entanto, não informou como será feito esse reequilíbrio das bolsas e se alguma modalidade da pós-graduação terá preferência. Val disse que também será desenvolvida uma nova definição por temas estratégicos e não mais por áreas ou cursos específicos, com o na primeira etapa.
A presidente Dilma Rousseff anunciou, em junho do ano passado, 100 mil bolsas para a segunda fase do programa, entre os anos de 2015 e 2018. No entanto, ainda não houve sinalização da abertura de nenhum novo edital. Em maio, após o ajuste fiscal que contingenciou R$ 9,4 bilhões da pasta, o Ministério da Educação (MEC) informou que o Ciência sem Fronteiras sofreria cortes neste ano.
De acordo com a Capes, até o final deste ano, 32 mil bolsistas devem retornar do exterior e, neste segundo semestre, 14.050 alunos de graduação iriam viajar com as bolsas das últimas chamadas da modalidade da primeira fase do programa.
Controle
Val também informou que a Capes vai aprimorar a participação das universidades para o acompanhamento dos bolsistas da graduação, tanto no processo seletivo como no período em que estiver no exterior, a exemplo do que já é feito na pós-graduação. A intenção, segundo ele, é que as instituições de ensino tenham maior participação no programa. Também disse que deve ser criado um mecanismo para coordenar o retorno dos bolsistas para que sejam direcionados de "forma planejada" à vida acadêmica e profissional.
As mudanças foram anunciadas ontem na 67.ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em São Carlos, no interior de São Paulo.
Fonte: Estadão / UOL Notícias, de 18/07/2015.

A VINGANÇA DAS MULHERES....


1. Como se chama um homem inteligente, sensível e bonito?
R.: Boato.

2. O que deve fazer uma mulher quando seu marido corre em zigue-zague pelo jardim?
R.: Continuar a atirar.

3. Pesquisadoras descobriram por que Moisés ficou andando 40 anos no deserto com o povo de Israel:
R.: Um homem nunca pergunta o caminho.

4. Qual é a semelhança entre as nuvens e os homens?
R.: Quando vão embora, o dia fica lindo.

5. Por que os homens não têm período de crise na idade madura?
R.: Porque nunca saem da puberdade.

6. Qual é a definição masculina de uma noitada romântica?
R.: Sexo.

7. O que se diz de um homem que quer sexo no segundo encontro?
R.: É particularmente lento.

8. Qual é o ponto comum entre os homens que frequentam bares para solteiros?
R.: Todos eles são casados.

9. Como saber se um homem está mentindo?
R.: Seus lábios se mexem.

10. Como um homem chama o amor verdadeiro?
R.: Ereção.

11. Qual a semelhança entre o homem e o golfinho?
R.: Dizem que ambos são inteligentes, mas nunca se provou.

12. Por que as mulheres não querem mais se casar?
R.: Porque não é justo. Imagine, por causa de 100 gramas de linguiça ter que levar o porco inteiro. (SHOW !!!)

13. Qual a semelhança entre o homem e o microondas?
R.: Aquecem em 15 segundos.

14. Qual a semelhança entre o homem e o caracol?
R.: Ambos têm chifres, babam e se arrastam. E ainda pensam que a casa é deles.

15. Por que não existe um homem inteligente, sensível e bonito ao mesmo tempo?
R.: Porque seria mulher.

16. Antigamente, quando uma moça conhecia um rapaz gentil e educado perguntava logo se era solteiro...
R.: Hoje, pergunta se é viado ... ou casado
Fonte: Circulando por e-mail (internet) de autoria não mencionada.

O URSO E O COELHINHO FELPUDO

 
Fonte: Historinha circulando por e-mail (internet) de autoria não mencionada.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

CONVITE: Projeto Jovem Explorador e Ecomuseu de Pacoti


 
 

Os filhos e amigos de Pacoti-CE estão sendo convidados para o lançamento do Selo Postal Personalizado do Projeto Jovem Explorador e da placa de anúncio das obras do futuro Ecomuseu de Pacoti.
Data: 18 de julho de 2015 (sábado).
Horário: 8 horas.
Local: UECE – Estação Ecológica – Campus de Pacoti-CE.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Justiça da Alemanha condena “contador de Auschwitz” a 4 anos de prisão


Oskar Gröning durante o julgamento que o condenou a 4 anos de prisão.
Por Alex Heimken
Berlim, 15 jul (EFE).- Conhecido como "contador de Auschwitz", o ex-membro do Exército nazista Oskar Gröning, de 94 anos, foi condenado nesta quarta-feira pela Audiência de Lüneburg, no norte da Alemanha, a quatro anos de prisão por cumplicidade na morte de cerca de 300 mil judeus no campo de extermínio.
O tribunal alemão o declarou culpado e superou o pedido da promotoria, que tinha solicitado uma pena de três anos e meio de prisão, enquanto a defesa pedia a livre absolvição de Gröning.
A Audiência de Lüneburg deverá analisar agora se o "contador de Auschwitz" cumprirá a pena na prisão, devido sua avançada idade e precário estado de saúde, fato que motivou várias interrupções do julgamento.
O processo contra Gröning tinha sido aberto em abril com uma ampla confissão do réu, que admitiu sua cumplicidade nas mortes, correspondentes à chamada "Operação Hungria" em que mais de 450 mil judeus foram enviados a Auschwitz, dos quais 300 mil foram assassinados na câmara de gás após a chegada ao campo.
Gröning entrou na Waffen SS da Alemanha nazista em 1941 e, um ano depois, começou a servir em Auschwitz, onde se encarregou de apreender os pertences dos que chegavam e de fazer com que o dinheiro e os objetos de valor expropriados fossem levados a Berlim.
Sua função era expropriar o dinheiro, a bagagem e os demais pertences dos que chegavam como deportados a Auschwitz, com o que contribuiu para o financiamento do Terceiro Reich.
O julgamento esteve marcado pelas sucessivas interrupções por causa da saúde do réu e também pelo confronto com alguns representantes da acusação, familiares das vítimas e sobreviventes do campo de concentração.
Gröning voltou a pedir o perdão das vítimas, mas ao longo do julgamento negou ter participado diretamente da escolha de quem seria enviado às câmaras de gás ou permaneceria realizando trabalhos forçados.
O processo de Gröning, 70 anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, é considerado um marco de justiça tardia contra crimes de guerra. Seu precedente mais direto foi a pena de cinco anos de prisão ditada em 2011 contra o ucraniano John Demjanjuk, que foi guarda voluntário no campo de Sobibor, na Polônia ocupada.
O processo contra Demjanjuk foi muito mais longo que o de Gröning e, ao contrário deste, o acusado não se pronunciou em nenhum momento sobre os crimes dos quais era acusado, mas assistiu às audiências sempre em silêncio, em uma maca ou na cadeira de rodas.
Com sua condenação se criou, no entanto, jurisprudência para julgar por crimes de guerra não só os que intervieram diretamente nestes, mas também os considerados cúmplices da maquinaria da morte nazista.
Fonte: Reuters/ EFE/ UOL Notícias, de 15/07/2015.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

OS DILEMAS DE TOLSTOI: um gênio da literatura


Calcula-se que cerca de quatro mil pessoas assistiram ao funeral de Leon Tolstói fará, no próximo dia 20 de novembro, cem anos. Um número impressionante se se tiver em conta que as cerimônias decorreram na aldeia onde vivia, perto de Tula, e que as autoridades, devido às suas posições contra a Igreja Ortodoxa e contra o império russo, proibiram leitores e admiradores de viajarem de Moscovo ou São Petersburgo.
Nascido a 28 de agosto de 1828 no seio de uma família nobre russa, Tolstói fica órfão de mãe aos dois anos e sete anos depois perde também o pai. Na Universidade de Kazan (em 1844) começa a sua educação formal. Três depois, abandona a universidade e muda-se para Moscovo. Em 1852 começa a escrever o livro "Infância" e a "Adolescência" em 1854. De volta à sua terra natal (Isnaia Poliana) cria (1859) uma escola na sua propriedade onde leciona de acordo com os seus ideais pedagógicos.
Era o escritor mais conhecido da sua época, fama que o tempo não esmoreceu. Da monumental "Guerra e Paz" à trágica "Anna Karénina", passando pelas pequenas pérolas que são "A Morte de Ivan Iliitch", "A Sonata de Kreutzer" ou "A Felicidade Familiar", é um autor que atravessa modas e gerações, permanecendo como exemplo de precisão e mestria narrativa.
Desde muito cedo que lhe reconheceram o gênio artístico e a sua capacidade única de efabular. Jogava com as personagens e as situações, sendo capaz de combinar uma visão épica com o ritmo e destino individual da personagem. Segundo Filipe Guerra (in: Jornal de Letras, nº 1041) "nunca houve escritor mais biografado e autobiografado (os livros "Infância", "Adolescência" e "Juventude")".
No entanto há um adjetivo que não é possível omitir quando se qualifica este escritor: cristão. O homem Tolstói e o escritor Tolstói (nem sempre em sintonia) "foi um cristão que escreveu e praticou princípios anarquistas"  - lê-se no artigo de Filipe Guerra. Numa viagem a Moscovo fica chocado com a pobreza da grande cidade. "Não pode ser, assim não pode ser" – diz. Tem necessidade de fazer algo, a incapacidade consome-o. A mulher (casa com Sophia Behrs em 1862 e teve mais de uma dezena de filhos) tenta consolá-lo.
Com o tempo Tolstói afasta-se cada vez mais da mulher e começa a ter desprezo pelos apetites carnais. Está convencido que o prazer sexual "é um grave defeito" (In: "Oitenta Vidas que a Morte não apaga"). No livro "A Sonata de Kreutzer" prega a relação casta no casamento, no entanto Sophia dá à luz "o seu décimo terceiro filho. Contradições…" (In: "Oitenta Vidas que a Morte não apaga"). Uma vida cheia de dilemas… Preocupava-o a miséria alheia e decide fugir do conforto de sua casa e vai viver para longe de Isnaia.
"Parece-me poder considerar, sem erro, como objetivo da minha vida a aspiração consciente de um completo desenvolvimento de todo o ser. Seria o mais infeliz dos homens se não encontrasse um objetivo para a minha vida, um objetivo geral e útil; útil, porque a alma imortal, ao desenvolver-se, passa naturalmente a um ser superior e mais correspondente à sua natureza" (In: "A Raiz do Mal" de Tolstói).
Depois da profunda crise espiritual que o atormenta, converte-se ao cristianismo e decide adotar uma vida de pobreza e simplicidade. A Tolstói nada resta senão escrever. Publica: "A Morte de Ivan Iliitch", "A Sonata de Kreutzer", "Senhor e Servo" e "Ressurreição".
Em 1901, na sequência da sua obra "Ressurreição", em que expõe a sua própria concepção da religião, é excomungado pela Igreja Ortodoxa Russa. Perante este fato responde: "Não partilho, é verdade, a fé do Santo Sínodo, mas creio em Deus, que para mim é o espírito, o amor, o princípio de todas as coisas". Também o governo passa a considerá-lo uma ameaça e muitos dos seus livros são proibidos.
Um ano antes de morrer decide deixar os direitos de publicação das suas obras e diários ao seu amigo Chertkov (um ex-oficial do exército com quem trava profunda amizade desde 1883). A sua mulher e este discípulo travam uma discussão em torno do "Diário Íntimo de Tolstói", que deve ser publicado depois da sua morte.
No ano da sua morte e com 82 anos viaja pela Rússia de comboio. As más condições da sua viagem acabam por fazê-lo adoecer. No seu diário explica a "a vontade terrível de partir": "A minha alma aspira, com todas as forças, ao repouso, à solidão, para viver em harmonia com a minha consciência, ou se isto não é possível, para fugir ao desacordo gritante que existe entre a minha vida atual e a minha fé". Por sua vez, Henry Troyat, biógrafo de Tolstói, escreve: "O seu drama é o de não se poder evadir de uma felicidade material que ele condena".
Fonte: Agência Ecclesia. Sábado, 20 de Novembro de 2010.
Nota do Editor: o texto acima, originalmente produzido por uma agência de notícias lusitana, foi reproduzido na Home Page da Pastoral da Comunicação da Paróquia Santo Afonso de Fortaleza.

terça-feira, 14 de julho de 2015

A UECE EM REVISÃO


José Jackson Coelho Sampaio (*)
Em 40 anos de história, o sistema Funece/Uece teve sua institucionalização regulada por estatutos, regimentos, estruturas organizacionais, planos diretores e práticas políticas bastante diversas. Os Estatutos em vigor foram concebidos de modo participativo, boa consistência técnica e são utilizados desde a aprovação em 1999.
Avançou-se muito: departamentos foram extintos; a consulta à comunidade nos processos eleitorais, com os conselhos superiores supervisionando e homologando, tornou-se obrigatória; consolidou-se a eleição direta de coordenadores de curso e foi estabelecida lista tríplice de chapas integradas para a escolha de reitor/vice-reitor e de diretor/vice-diretor.
No ínterim, o sistema Funece/Uece cresceu administrativa, financeira e academicamente; foi aprovado novo PCCV do corpo docente; a Reitoria desenvolveu a cultura de dar posse ao mais votado na consulta para escolha de diretores; o Governo Estadual desenvolveu a mesma cultura quanto à escolha de reitores; e o Estado brasileiro inovou em regras de transparência, acessibilidade e controladoria dos procedimentos próprios da gestão pública democrática.
É hora de revermos nossa lógica organizacional, a representação dos segmentos acadêmicos nos processos de decisão e a forma como escolhemos nossos gestores. Mérito e democracia podem interagir, sinergicamente, fazendo crescer a Universidade. Daí, o nosso Conselho Universitário (Consu), em 25/5, ter aprovado modelo de participação da comunidade em processo Estatuinte Revisor caracterizado pelo amplo debate, por meio de 13 conferências setoriais que formularão propostas de mudanças estatutárias e elegerão representantes para uma conferência geral, nos dias 23 e 24 de setembro de 2015.
Estamos convocados para tornar nossa Uece mais moderna, democrática, eficaz e capaz de atender aos sonhos de desenvolvimento intelectual, social e econômico do povo cearense. O nosso site, de 6 de julho a 14 de agosto, estará aberto também para a participação da sociedade.
(*) Professor titular em saúde pública e reitor da Uece.
Publicado In: O Povo, Opinião, de 11/7/15. p.16.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

O ESPELHO DE GANDHI


Perguntaram a Mahatma Gandhi sobre os fatores que destroem os seres humanos.
Ele respondeu:
 "A Política, sem princípios;
o Prazer, sem compromisso;
a Riqueza, sem trabalho;
a Sabedoria, sem caráter;
os negócios, sem moral;
a Ciência, sem humanidade;
a Oração, sem caridade.
A vida me ensinou que as pessoas são amigáveis, se eu sou amável,
que as pessoas são tristes, se estou triste,
que todos me querem, se eu os quero,
que todos são ruins, se eu os odeio,
que há rostos sorridentes, se eu lhes sorrio,
que há faces amargas, se eu sou amargo,
que o mundo está feliz se eu estou feliz,
que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva,
que as pessoas são gratas, se eu sou grato.
A vida é como um espelho: se você sorri para o espelho, ele sorri de volta.
A atitude que eu tome perante a vida é a mesma que a vida vai tomar perante mim." 

 “Quem quer ser amado, ame”
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

domingo, 12 de julho de 2015

O BÊBADO E A DAMA DE PRETO


Começou a música e um bêbado levantou-se cambaleando e dirigiu-se a uma senhora de preto e pediu:
- Hic... Madame, me dá o prazer dessa dança?
E ouviu a seguinte resposta:
- Não, por quatro motivos:
Primeiro, o senhor está bêbado!
Segundo, isto é um velório!
Terceiro, não se dança o Pai Nosso!
E quarto porque 'Madame' é a p.q.p.! Eu sou o padre!
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

A DESCOBERTA DO JOÃOZINHO


Joãozinho completa 9 anos e seu pai lhe pergunta:
- Meu filho, você sabe como nascem os bebês?
O menino assustado, responde:
- Não quero saber! Por favor, prometa que não vai me contar, pai!
O pai, confuso, não se conforma, e pergunta:
- Mas por que você não quer saber, Joãozinho?
E o menino, soluçando, responde:
- Aos 6 anos me contaram que não existe coelho da Páscoa; aos 7 descobri que não existem fadas-madrinhas, nem sereias, nem o Saci Pererê, aos 8 entendi que o Papai Noel é você!
- Se agora eu descobrir que os adultos não transam, não vejo mais razão para continuar vivendo!!!
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

sábado, 11 de julho de 2015

LOIRA DO PÁRA-RAIOS


Uma loira chegou com seu carro novinho numa loja de acessórios e disse pro vendedor:

- Quero instalar um pára-raios no meu carro.
E o vendedor explicou:
- Olha, eu nunca ouvi falar nesse equipamento pra veículo. Por que é que você quer instalar um pára-raios no seu carro?
E a loura:
- Heloooooooooouuuuuu uu! Nunca ouviu falar de seqüestro relâmpago não, ô desinformado?
Fonte: Internet (circulando por e-mail).
 

DITADOS MODERNIZADOS III


Está na hora de modernizarmos nossos ditados!!
(Sob pena de descobrirem a nossa idade...)

 18. Quem clica seus males multiplica.
19. Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.
20. Quem envia o que quer, recebe o que não quer.
21. Quem não tem banda larga, caça com discada.
22. Quem nunca errou, que aperte a primeira tecla.
23. Quem semeia e-mails, colhe spams.
24. Quem tem dedo vai a Roma.com.
25. Um é pouco, dois é bom, três é chat.
26. Vão-se os arquivos, ficam os back-ups. 

Fonte: Internet (circulando por e-mail)

O VALOR DO CONHECIMENTO


O Quim, o Zé e o Joca trabalhavam numa obra. De repente, o Quim caiu do 15º andar e morreu.
O Zé disse:
- Um de nós tem que avisar a mulher dele...
Ao que o Joca respondeu:
- Eu sou bastante bom nessas coisas, eu vou!
Passada uma hora, o Joca estava de volta, com um engradado de cerveja.
O Zé perguntou:
- Onde arranjou isso?
- Foi a viúva do Quim que me deu.
- Como é? Você diz que o marido dela morreu e ela te dá uma caixa de cerveja?
- Não foi bem assim. Quando ela abriu a porta, eu disse:
- Você deve ser a viúva do Quim.
Ela respondeu:
- Não, eu não sou viúva!
E eu disse:
- Quer apostar um engradado de cerveja comigo?
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

sexta-feira, 10 de julho de 2015

O PROBLEMA É O PT

Por Rodrigo Constantino (*)

O argumento de que a liderança petista é totalmente diferente de sua base e que o partido traiu seus ideais não se sustenta após um mínimo de reflexão.

O Partido dos Trabalhadores está no olho do furacão, perdendo cada vez mais simpatizantes sob uma avalanche de escândalos de corrupção. Alguns já chegam a falar na possível extinção da sigla, o que parece um tanto prematuro. Outros surgem para jogar uma boia salvadora e fazer de tudo para separar a cúpula da base partidária, e com isso inocentar a última e preservar a aura de pureza do partido e seus ideais. Mas será que a liderança do PT realmente traiu seus membros?
Não engulo a tese nem por um segundo. Sou autor de um livro de 2005 chamado “Estrela cadente”, escrito antes do mensalão, e nele já mostro como a bandeira ética do PT era apenas marketing: “A principal bandeira do PT sempre foi a ética. O partido vendia uma imagem de que era diferente dos demais partidos, envoltos em escândalos de corrupção e acordos espúrios apenas para maior poder político. Pretendo mostrar que essa bandeira era feita de um pano falso, e não está apenas esgarçada, mas totalmente destruída pelas traças do poder”.
A esquerda radical tem uma habilidade incrível de se reinventar após cada desgraça que produz, e assim preservar sua utopia igualitária. Quando o socialismo se impôs em diferentes cantos do mundo, e os liberais já alertavam para a iminente tragédia, as experiências efetivamente trágicas não podiam ser culpa do socialismo. Era preciso criar o conceito de “socialismo real”, culpar os ditadores em si, os desvios éticos, tudo, menos a própria utopia.
A mesma coisa aconteceu recentemente com a Venezuela. Quantos “intelectuais” não se encantaram com o gorila Chávez e seu “socialismo do século XXI”? Quantos não vibraram com a “justiça social” que estava por vir? Depois que o resultado inexorável das práticas socialistas ficou evidente, com mais um rastro de miséria e escravidão deixado para trás, o problema não podia ser com o próprio socialismo, mas com os tais desvios das lideranças. O fracasso socialista é sempre órfão, quando a paternidade não é jogada sobre os ombros dos capitalistas, numa inversão que só socialistas teriam a cara de pau de fazer.
O argumento de que a liderança petista é totalmente diferente de sua base e que o PT traiu seus ideais não se sustenta após um mínimo de reflexão. Ora, que ideais seriam esses? O PT não é, por acaso, sócio da ditadura cubana no Foro de São Paulo? Não é aliado dos sequestradores das Farc? Não demonstrou sempre afinidade ideológica com o regime venezuelano? Então, qual ideal foi traído pela cúpula?
Quando José Dirceu e companhia foram condenados e presos, a postura oficial do PT não foi a de tratá-los como vítimas injustiçadas pelo “sistema burguês”? Quem permaneceu no partido após o mensalão não estava, portanto, dando seu aval aos métodos escancarados do partido para se perpetuar no poder? Não eram cúmplices da quadrilha?
Os socialistas sempre acharam que seus “nobres fins” justificavam quaisquer meios, por mais nefastos que fossem. Ora, essa espécie de salvo-conduto para o crime está no cerne dos problemas atuais do PT, mergulhado nos maiores escândalos de corrupção que o Brasil já viu. A concentração de amplo poder arbitrário no Estado, outra velha bandeira do partido, também tem tudo a ver com a situação atual. Como, então, alegar que a base do partido é uma vítima de sua liderança?
Como se não bastasse, e como que para ridicularizar a tese de sociólogos e jornalistas que tentam separar o joio do trigo, a própria base do PT lança um caderno de teses para seu próximo congresso simplesmente enaltecendo o comunismo, culpando a “imprensa golpista” pelo lamaçal em que o partido se encontra hoje. Imprensa legítima, pela ótica bizarra desses petistas, é aquela formada por blogs bancados por estatais e até dinheiro desviado dos nossos impostos, como mostra a Operação Lava-Jato. Quem aplaude essa mídia chapa-branca pode ser vítima da cúpula petista, por acaso?
Os “salvadores do PT limpo”, ou de seu “passado nobre”, posam como esquerdistas moderados, e acusam de “demônios” a direita “paranoica” que vive presa na Guerra Fria e fala em bolivarianismo. Em que mundo esses “moderados” vivem, que não enxergam o que prega oficialmente o próprio PT?
Não há nobres ideais no PT, tampouco vítimas inocentes. São todos cúmplices de um projeto totalitário de poder, que encara a democracia como uma “farsa” para se manter no poder, que endossa os métodos mais abjetos em nome de um igualitarismo utópico que mascara a inveja dos medíocres. O problema não está apenas na cúpula do partido, nem houve traição alguma. O problema é o PT.
(*) Rodrigo Constantino é economista e presidente do Instituto Liberal.
Fonte: Circulando por e-mail (internet).
 

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