segunda-feira, 27 de março de 2017

RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM CANCEROLOGIA DO ICC



A partir da autorização do Programa de Residência Multiprofissional em Cancerologia do Instituto do Câncer do Ceará (ICC) pela Comissão Nacional de Residência Multiprofissional subsidiada pelo edital regulador nº 94, de 22 de dezembro de 2016, de chamamento público para autorização de Programas de Residência em Área Profissional publicada dia 1º/03/2017 através da portaria nº 8, de 24 de fevereiro de 2017, no Diário Oficial da União e aprovação da concessão de bolsas para subsidiar o Programa de Residência Multiprofissional em Cancerologia do Instituto do Câncer do Ceará, suportada pelo edital nº 17, de 6 de outubro de 2016, de Adesão de entes federados e instituições à concessão de bolsas do Ministério da Saúde para Programas de Residência em Área Profissional da Saúde conforme publicado no Diário Oficial da União do dia 20/03/2017  através da portaria nº 78, de 17 de março de 2017, a Superintendência Geral do Instituto do Câncer do Ceará e a Superintendência da Escola Cearense de Oncologia, no uso de suas atribuições legais, tornaram pública, em 20/03/2017, a abertura das inscrições do Processo Seletivo para ingresso na Residência Multiprofissional em Cancerologia do Instituto do Câncer do Ceará - Hospital Haroldo Juaçaba, no ano de 2017, por meio do EDITAL DE INSCRIÇÃO 002/2017.
No período de 20 a 23/03/2017, foram inscritos um pouco mais de trezentos candidatos e validadas 296 inscrições. A prova de seleção foi aplicada na manhã deste domingo último (26/03/2017), com o comparecimento de 293 concorrentes, e ausência de apenas três dos registros, configurando um absenteísmo da ordem de 1%.
Na manhã de hoje (27/03/2017), foram protocolados dois recursos relativos a quatro questões da prova, resultando em acolhimento de um pleito (Anulação da questão 31) e indeferimento de três pedidos de alteração no gabarito das respostas certas.
Os resultados dessa primeira fase e a convocação dos aprovados, com base nos termos estipulados no edital do certame, e a convocação dos candidatos habilitados para análise curricular e entrevista deverão ser postados ainda na tarde de hoje na Home Page do ICC http://www.icc.org.br/.
Prof. Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Coordenador do Processo Seletivo ICC/ECO

domingo, 26 de março de 2017

EMPREGABILIDADE: prisional X acadêmica


Fonte: Circulando por e-mail (internet). Fotomontagem sem autoria explícita.

ENCANTADOR DE BURROS


Fonte: Circulando por e-mail (internet). Fotomontagem sem autoria explícita.

sábado, 25 de março de 2017

BRASILEIRO É IMORTAL

 

Fonte: Circulando por e-mail (internet). Montagem em pintura sem autoria explícita. @artesdepressao

CONVITE: Celebração Eucarística da SMSL - Março/2017

A Diretoria da SOCIEDADE MÉDICA SÃO LUCAS (SMSL) convida a todos para participarem da Celebração Eucarística do mês de JANEIRO/2017, que será realizada HOJE (25/03/2017), às 18h30min, na Igreja de N. Sra. das Graças, do Hospital Geral do Exército, situado na Av. Des. Moreira, 1.500 – Aldeota, Fortaleza-CE.
CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!
MUITO OBRIGADO!
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Sociedade Médica São Lucas

sexta-feira, 24 de março de 2017

MISSA DE SÉTIMO DIA POR PROF. LUIZ CARLOS FONTENELLE


Ontem, completaram-se sete dias do falecimento da Prof. LUIZ CARLOS FONTENELLE, ilustre confrade e membro honorável da Academia Cearense de Medicina.
O Dr. Luiz Carlos Fontenelle era professor aposentado da Faculdade de Medicina da UFC, lotado no Departamento de Medicina Clínica, tendo exercido a docência de Clínica Médica e de Cardiologia e atuado como médico do Serviço de Cardiologia do Hospital Universitário Walter Cantídio. Eu o tive como orientador do Internato de Clínica Médica em 1977.
Foi Diretor Geral do Hospital Geral de Fortaleza e do HEMOCE e assumiu também o cargo de Secretário de Saúde do Estado do Ceará.
A família do pranteado mestre convida familiares, confrades e amigos, para a missa de sétimo dia, a ser oficiada em sufrágio de sua alma, hoje, dia 24/03/17, às 19h30, na Capela Filius Dei do Colégio Christus, situada na Rua Silva Paulet – Aldeota, Fortaleza-CE.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Academia Cearense de Medicina

quinta-feira, 23 de março de 2017

FRASES E PENSAMENTOS DE OSCAR WILDE III


20 “Quem, sendo amado, é pobre?”
21 “Sentimental é o homem que vê um valor absurdo em tudo e não sabe o preço exato de nada.”
22 “Ser grande significa ser incompreendido.”
23 “Sim, sou um sonhador. Sonhador é quem consegue encontrar o próprio caminho ao luar e, como punição, vê o alvorecer antes do resto do mundo.”
24 “Todos sabem fazer história – mas só os grandes sabem escrevê-la.”
25 “Uma obra de arte é o resultado excepcional de um temperamento excepcional.”
26 “Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.”
27 “É melhor ter um rendimento permanente do que ser fascinante.”
28 “A única diferença entre um capricho e uma paixão eterna é que o capricho dura um pouco mais.”
Fonte: gingaronline.com

quarta-feira, 22 de março de 2017

FRASES E PENSAMENTOS DE OSCAR WILDE II


11 “O progresso é a realização de utopias.”
12 “O verdadeiro artista não dá atenção ao público. O público para ele não existe.”
13 “O único encanto do casamento é que ele torna a vida uma decepção absolutamente necessária para ambas as partes.”
14 “Os grandes acontecimentos do mundo têm origem no cérebro.”
15 “Os homens ficam terrivelmente chatos quando são bons maridos, e abominavelmente convencidos quando não o são.”
16 “Os velhos acreditam em tudo, as pessoas de meia idade suspeitam de tudo, os jovens sabem tudo.”
17 “Perdoa a teus inimigos: nada os chateia tanto!”
18 “Qualquer indivíduo pode ser sensato, desde que não tenha imaginação.”
19 “Quando alguém está apaixonado, começa por enganar-se a si mesmo e acaba por enganar os outros. É o que o mundo chama romance.”
Fonte: gingaronline.com

FRASES E PENSAMENTOS DE OSCAR WILDE I


1 “A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre.”
2 “Devem-se escolher os amigos pela beleza, os conhecidos pelo caráter e os inimigos pela inteligência.”
3 “Devemos ser modestos e lembrar-nos de que os outros são inferiores a nós.”
4 “Há apenas duas espécies de mulheres: as simples e as pintadas.”
5 “O Estado deve fazer o que é útil. O indivíduo deve fazer o que é belo.”
6 “O amor das mulheres casadas é o mais digno do mundo, só que os próprios casais não sabem disso.”
7 “O homem é um animal racional que perde sempre a cabeça quando é chamado a agir pelos ditames da razão.”
8 “O mistério do amor é mais profundo que o mistério da morte.”
9 “O número dos que nos invejam confirma as nossas capacidades.”
10 “O pessimista é uma pessoa que, podendo escolher entre dois males, prefere ambos.”
Fonte: gingaronline.com

terça-feira, 21 de março de 2017

VERDADES ESSENCIAIS


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
A humanidade vive, no momento, uma época de incerteza caracterizada pela falta de solidariedade, por um lado, e pelo excesso de radicalismo e fundamentalismo, por outro. Estes comportamentos levam a crises de violência em todos os seus aspectos: guerra, fome, desemprego, dificuldades sociais, desagregação familiar, falta de perspectiva, etc. A ganância de determinados países motiva uma desconfiança que prejudica o entendimento e gera desigualdades e desequilíbrios políticos, econômicos, sociais e culturais. Nessa linha de raciocínio, surgem a exploração desordenada dos recursos naturais não renováveis, a miséria crescente de milhões de pessoas, a corrida armamentista, a ausência de uma paz estável, o terrorismo, dentre outros problemas. O radicalismo tem influenciado de forma negativa as alterações de comportamento e de organização social, nos países socialistas e capitalistas. Crises, desemprego, miséria, endividamento e violência decorrem de movimentos radicais que não buscam soluções, mas modelos errôneos do ponto de vista socioeconômico e político. Todavia, é extremamente difícil encontrar um modelo sociológico, filosófico e ideológico, capaz de gerar um clima de harmonia e generosidade. É urgente a necessidade de ações e programas que, voltados, principalmente, para a área social, promovam e consolidem oportunidades ao povo. O Estado existe não para ser opressor, mas para assegurar os princípios básicos da democracia. Precisamos nos voltar para o conhecimento das verdades essenciais, objetivando alcançar os valores éticos indicadores de um mundo baseado nos conceitos de justiça e de igualdade de oportunidades.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 4/11/2016.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Palestra no Instituto do Ceará: “A Questão Hídrica no Ceará”

 
O Presidente do Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico), médico e escritor Lúcio Alcântara, convida para a Palestra “A Questão Hídrica no Ceará”, a ser proferida pelo Eng. Hipérides Macedo.
Data: 20 de março de 2017 (segunda-feira).
Horário: 15 horas.
Local: Instituto do Ceará – Rua Barão do Rio Branco, 1.594 – Praça do Carmo, em Fortaleza-CE.

domingo, 19 de março de 2017

A CRÔNICA É A CANÇÃO DA LITERATURA

Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
A crônica é o melhor recurso que o jornalismo tem para enfrentar os novos tempos. É a mescla da informação com a emoção, do mundo objetivo, público, com o mundo privado ou íntimo. Por meio dela, ao mesmo tempo pode-se descrever a notícia que afeta uma comunidade e entender sua repercussão individual. E, a partir disso, analisar por que essa notícia transforma a vida de certas pessoas.
A crônica tem muito prestígio cultural. Se você perguntar a uma autoridade, a um empresário ou a um leitor comum se eles gostam de crônica, vão dizer que sim, porque ela evoca o humano, o real.
Por outro lado, há uma busca pela audiência, hoje potencializada pela internet, que faz com que tudo o que tenha sangue seja valorizado "if it bleeds, it leads" (se sangra, tem destaque), tendência que nunca foi tão verdadeira como na mídia atual.
Outro dia, eu estava olhando o índice de um dos meus livros de crônicas. Notei que 80% delas tinham saído em veículos que não existem mais. São publicações efêmeras, suicidas ou pouco lucrativas.
Nós, cronistas, temos prestígio, mas a nossa transcendência não é tão grande quanto imaginamos. Conto nos dedos das mãos os cronistas que sobrevivem escrevendo crônicas. Quando muito, ficam a mendigar espaços nos periódicos para escrever de graça. O prestígio de muito dono de jornal vem do poder de oferecer espaço para as crônicas.
A crônica por parecer um gênero mais fácil, e realmente o é, para os que ousam mostrar suas tendências literárias para sobreviver. No entanto, sabendo ou não, estão vendendo a granel a sua vocação ou sua falta de vocação de escritor.
Alguns fazem delas narração histórica, por ordem cronológica, pequeno conto, de enredo indeterminado, ou texto jornalístico redigido de forma livre e pessoal. Outras não passam de seção de revista ou de jornal, conjunto de notícias sobre alguém ou algum assunto. O pior é que a crônica aborda assunto mais literário do que jornalístico e não admite o anonimato, ela tem de ser assinada. Para ser crônica tem que ser assim.
O cronista é um homem que passa a vida procurando contar as ocorrências diárias, tentando fazê-lo com graça. Sofre até os males do envelhecimento, pois quando o cronista está escrevendo um artigo suspeita que já o tenha escrito. E o pior é que com o passar do tempo vamos ficando mais enfastiados de nós mesmos. Não caia nessa de pedir para que seu artigo seja publicado. Vira um vício muito perigoso. Nem craque vicia tanto.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES).

Eis o tempo favorável! Eis o dia da Salvação

Por Pe. Reginaldo Manzotti (*)
Neste mês de março vivemos o tempo de Quaresma, tempo favorável de conversão, aprofundamento da fé. Por meio da oração, do jejum e da caridade, nos preparamos para celebrar o centro de nossa vida cristã, que é o Mistério Pascal: paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Desde 1964, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove a Campanha da Fraternidade como itinerário evangelizador para o tempo de Quaresma a partir de uma realidade específica de exclusão. A Igreja ao propor como tema da Campanha deste ano: “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”, e o lema: “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15), pretende, especialmente à luz do Evangelho, dar ênfase à diversidade de cada bioma e criar relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles habitam.
Três exercícios espirituais são intensificados neste período de preparação, e busca de conversão: esmola, oração, jejum. Eles devem nos levar ao reconhecimento da necessidade da partilha, a evitar que nosso coração seja prisioneiro dos bens materiais, a nos voltarmos ao Senhor e só a Ele servir.
Não podemos ficar com esta fé do milagre, esta fé que acreditamos só quando vemos cura. É tempo de conversão
Jesus nos apresenta algumas máximas, e uma delas é: “não podeis servir a dois senhores” (cf. Lc 16,1-13), e Jesus dá nome a esses dois senhores: Deus e ao dinheiro.
Jesus não está dizendo que nós teremos que viver sem dinheiro, sem bens. Pensar assim é ter uma visão muito simplista da palavra de Deus. O que Nosso Senhor está dizendo é que nós não podemos nos apegar e colocar nosso coração nos bens materiais, manipular o próximo para proveito próprio, sermos coniventes com a injustiça.
Não quero aqui fazer apologia à pobreza nem à riqueza. O que Deus quer de nós é que sejamos solidários, que tenhamos essa disposição de partilhar o que temos, porque essa desigualdade de poucos terem muito, e muitos terem nada, não agrada a Deus.
Na Quaresma nos cabe uma reflexão profunda, se, de fato, temos uma fé amadurecida. Para a grande maioria, se eu perguntar: quem acredita em Deus? Todos levantam a mão. Mas em que Deus nós acreditamos? Um Deus que não compromete? Um Deus que não tem nada a ver conosco?
Não podemos ficar com esta fé do milagre, esta fé que acreditamos só quando vemos cura. É tempo de conversão, de voltar-se ao Senhor. É uma luta constante, mesmo na vida dos santos; é a busca de servir a um único Deus, vivo, que requeira esforço. E isso não se dá de uma só vez, mas a cada dia, renunciando a tudo o que nos afasta de Deus e nos aproximando da luz que é Jesus Cristo.
(*) Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).
Fonte: O Povo, de 6/3/2017. Espiritualidade/Opinião. p.17.

sábado, 18 de março de 2017

RAOUL WALLENBERG, O 'SCHINDLER' SUECO


Wallenberg, herói da 2ª Guerra, desapareceu depois de ser preso ainda em 1945

O misterioso desaparecimento de Raoul Wallenberg, o 'Schindler' sueco que foi declarado morto 71 anos depois

Budapeste, Hungria, 1945. O diplomata sueco Raoul Wallenberg é detido naquele ano por militares soviéticos que entraram na cidade perto do final da Segunda Guerra e nunca mais é visto.
Em 1957, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou que ele tinha morrido após um ataque cardíaco em 17 de julho de 1947 na prisão de Lubyanka, em Moscou. A família do diplomata não acreditou nesta versão e passou décadas tentando descobrir o que realmente tinha acontecido. Até que eles finalmente desistiram e pediram à Agência Tributária da Suécia para declarar Wallenberg oficialmente morto.
A agência atendeu o pedido no fim de outubro de 2016, 71 anos depois do desaparecimento. Mas Wallenberg não era um diplomata comum. Durante sua estadia em Budapeste, ele ajudou milhares de judeus a escapar dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial e sua história se transformou em lenda depois de 1945.
Mesmo sendo considerado o "Schindler sueco", ainda persiste o mistério sobre o verdadeiro destino do diplomata.

Resgate

Wallenberg nasceu na Suécia em 1912. Em julho de 1944, chegou a Budapeste, já ocupada pelos nazistas, para trabalhar como diplomata. Naquele mesmo ano, ele começou os esforços para resgatar judeus.
Os alemães já tinham deportado quase 440 mil judeus da Hungria em apenas dois meses. A maioria deles tinha ido para o campo de extermínio de Auschwitz, na Polônia.
Wallenberg então começou a emitir documentos suecos que protegeriam seus portadores e evitariam que mais judeus fossem deportados. Com estes documentos eles iriam para a Suécia.
Antes da chegada de Wallenberg, a embaixada sueca em Budapeste já emitia documentos de viagem para judeus húngaros, que funcionavam como passaportes do país.
Wallenberg decidiu modificar a aparência destes documentos, para dar um cunho mais oficial aos passes. Ele acrescentou as cores da bandeira sueca e colocou selos com a coroa sueca. Estes documentos ficaram conhecidos como os "passes de proteção" (ou "Schutzpass" em alemão).
A irmã de Wallenberg, Nina Lagergren, ajudou a inaugurar memorial em homenagem a ele
 
Wallenberg negociou com o governo húngaro para emitir quase 5 mil destes passes. De acordo com a Fundação Internacional Raoul Wallenberg, o diplomata chegou a entregar três vezes mais do que 5 mil documentos.
Algumas pessoas faziam filas na embaixada sueca em Budapeste para retirar estes documentos de viagem, mas Wallenberg e os funcionários diplomáticos também distribuíam os passes pela cidade.
Uma testemunha relatou à BBC como o diplomata interceptou um trem cheio de judeus que estava prestes a sair de Budapeste com destino a Auschwitz.
Wallenberg subiu no teto dos vagões do trem levando um pacote de passaportes e começou a distribuir os documentos para mãos estendidas pelas janelas abertas.
O diplomata também comprou e alugou mais de 30 edifícios em Budapeste, incluindo hospitais, e colocou bandeiras suecas em suas portas. Desta forma, estes locais funcionavam como território neutro e pelo menos 15 mil judeus se refugiaram nestes prédios.
Wallenberg foi homenageado no Memorial do Holocausto, o Yad Vashem, em Jerusalém, como um dos "Justos entre as Nações".
Nina Lagergren e o prefeito de Budapeste, Gabor Demszky, perto de um monumento em homenagem a Wallenberg na capital húngara em 2003
Ataque cardíaco ou execução?
A teoria mais comum sobre o destino de Wallenberg é que ele morreu em uma prisão soviética. De acordo com o jornal sueco Aftonbladet, em 19 de janeiro de 1945, Wallenberg foi encarcerado em Lubyanka, em Moscou, acusado de espionagem.
O "relatório Smoltsov", incluido no ano 2000 em uma investigação de uma equipe de especialistas russos e suecos, informou que o diplomata morreu de um ataque do coração em sua cela no dia 17 de julho de 1947, quando tinha apenas 34 anos.
Mas documentos do serviço secreto soviético, a KGB, tornados públicos em 1991, indicavam que Wallenberg tinha sido interrogado em Lubyanka no dia 23 de julho de 1947, ou seja, seis dias depois da data divulgada pelo "relatório Smoltsov".
A mãe de Wallenberg, Maj von Dardel, e seu padrasto, Fredrik von Dardel, cometeram suicídio em 1979.
Em agosto de 2016, o Congresso Mundial Judeu citou um relatório no qual se alegava que Wallenberg tinha sido executado em 1947. A informação vinha dos diários de Ivan Serov, ex-diretor da KGB, publicados em junho de 2016.

'Morte em 1952'

Em novembro de 2015, a família de Wallenberg pediu à Agência Tributária Sueca que ele fosse oficialmente declarado morto. "Será considerado que ele morreu em 31 de julho de 1952", afirmou a agência.
Pia Gustafsson, funcionária da agência, explicou que a data foi escolhida por ser exatamente "cinco anos depois de seu desaparecimento, que acredita-se ter ocorrido no fim de julho de 1947".
Este procedimento segue uma lei sueca que se aplica quando as circunstâncias da morte de uma pessoa não ficam claras, disse Gustafsson à BBC.
O jornal sueco Aftonbladet informou que a família do diplomata pediu que ele fosse declarado morto oficialmente para "deixar Raoul descansar em paz".
Fonte: BBC Brasil/UOL Notícias, 14/11/2016. Imagens Pin it/AFP.
 
 
 
 

Polícia dos EUA se confunde e arromba carro para resgatar manequim


Manequim foi confundido com uma pessoa de verdade.
Da Associated Press / Polícia de Hudson
Um policial de Nova York, nos EUA, quebrou a janela de um carro para resgatar uma mulher que, na realidade, era um manequim com aparência realista.
Segundo o jornal Times Union, uma pessoa avisou a polícia que havia uma idosa "morta pelo frio" dentro de um carro estacionado na cidade de Hudson, no Estado de Nova York, na sexta-feira (16/12/16).
Os policiais chegaram ao local e encontraram o que parecia ser uma mulher sentada no banco de passageiro dianteiro com uma máscara de oxigênio.
Um policial quebrou a janela traseira do carro, abriu a porta e descobriu que a mulher era um manequim com aparência de uma pessoa real.
O dono do carro chegou em seguida e disse que utilizava o manequim em seu trabalho como vendedor de materiais para treinamento médico.
Segundo a polícia, o dono estava "incrédulo" pelo fato de ter a janela do carro quebrada para "salvar" o manequim.
Tradutor: UOL
Fonte: UOL Notícias, 17/12/2016. Imagens Pin it.

sexta-feira, 17 de março de 2017

PESAR POR DR. LUIZ CARLOS FONTENELLE


Faleceu ontem (16/03/2017) o Prof. Luiz Carlos Fontenelle, docente aposentado da Faculdade de Medicina da UFC. Graduado em Medicina na Faculdade de Medicina da Bahia, em 1953, fez especialização em Cardiologia na cidade de São Paulo. Por longos anos exerceu o magistério superior, lotado no Departamento de Medicina Clínica. Teve intensa atividade como orientador do Internato de Clínica Médica e médico do Serviço de Cardiologia do Hospital Universitário Walter Cantídio.
Foi o segundo Diretor Geral do Hospital Geral de Fortaleza e ocupou também o cargo de Secretário de Saúde do Estado do Ceará.
Era atualmente membro honorável da Academia Cearense de Medicina, na qual ingressou em 10/03/1982, como membro titular da cadeira 29.
O seu corpo está sendo velado no Complexo Velatório Ternura. A missa de corpo presente será às 15h30 e o sepultamento às 17 horas de hoje (17/03/2017) no cemitério Parque da Paz.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Academia Cearense de Medicina

CONVITE: Lançamento do livro Polindo Palavras na Lousa da Memória


O autor Francisco José Costa ELEUTÉRIO convida para o Lançamento do livro Polindo Palavras na Lousa da Memória.
A obra e o autor, ilustre membro da Sobrames/CE e das Academias Cearenses de Medicina e de Médicos Escritores, serão apresentados pelo jornalista e escritor Vicente Alencar.
Local: AABB, Avenida Barão de Studart, 2.917 (antiga Coelce), com entrada pela Rua Lívio Barreto.
Data: 17 de março de 2017 (sexta-feira) Horário: 18h30.
Traje: Esporte fino.

quinta-feira, 16 de março de 2017

INSTALAÇÃO DA ACADEMIA CEARENSE DE DIREITO


Na última quarta-feira (15/3/17), à noite, no Theatro José de Alencar, em Fortaleza, aconteceu a instalação da Academia Cearense de Direito - ACED. Nesta data, completavam-se os 139 anos da morte do romancista e jurista de escol José de Alencar, o patrono perpétuo da Academia,
Na solenidade de instalação da ACED aconteceram também a posse da diretoria da entidade, a qual será presidida nos próximos cinco anos por Roberto Victor Pereira Ribeiro, a posse e a diplomação de 36 acadêmicos, e a diplomação de 16 sócios correspondentes e seis sócios honorários.
A nova arcádia traz em seus estatutos a importância de se cultuar a responsabilidade social dos juristas que a compõem, fazendo com que uma vez por mês a ACED vá a uma escola pública para ministrar noções de direito do consumidor, direito civil, direito ambiental e direito do trabalho. Outra novidade e ponto de convergência da entidade é o funcionamento da Escola Cearense de Direito no interior da Academia, fato inovador em plagas bevilaquianas. A ACED ministrará cursos jurídicos mais distantes das searas universitárias, como por exemplo, direito canônico, irradiando, assim, o ensino e o conhecimento jurídico em nossas terras.

A ACED, que será certamente motivo de orgulho para os cearenses, tem como patrono da cadeira 22 o advogado LUIZ CARLOS DA SILVA, pai deste blogueiro (P.G.C.S.). O acadêmico que ocupará esta cadeira é o advogado e músico Ricardo Bacelar, que aqui aparece, logo após sua diplomação e posse, ladeado por membros de nossa família nos jardins do Theatro José de Alencar.
Fonte: Postado por Paulo Gurgel Carlos da Silva no Blog Linha do Tempo.

quarta-feira, 15 de março de 2017

LUTAR SEMPRE


Meraldo Zisman (*)

Médico-Psicoterapeuta
Só ao envelhecer temos condições de nos perguntar sobre o que fizemos toda a vida. Estou apreensivo com o aumento da violência no mundo. Para quem passou trabalhando em plantões de hospitais, ambulatórios, consultórios, dormindo e vivendo em alojamentos hospitalares, procurando minorar o sofrimento do próximo, esta constatação é muito trágica. Nos bancos escolares da infância, criei-me dentro de uma mistura do português falado no Brasil e o iídiche (uma espécie de alemão falado pelos judeus da Europa Central e Oriental) de meu pai prestamista - fugido da Bessarábia, lugar este tão improvável que, a esta altura, deve ter mudado de nome.
Minha mãe nasceu no Rio Grande do Sul (terceira geração no Brasil), ambos judeus de origem eslava. Para falar a verdade, não sei o motivo destes meus gostos de ajudar às pessoas sofredoras e deste meu vício pela leitura. Não gostei muito de esportes, e até hoje considero-os uma sublimação do espírito guerreiro.
Aprendi a me interessar pela política nacional e internacional com meu pai e seus amigos prestamistas (mascates israelitas), nos bancos da Praça Maciel Pinheiro, vulgarmente denominada Praça dos Judeus. Naquele tempo, era o lugar mais frequentado por essa gente de Nação. Apesar de ser desajeitado em fazer amizade, certamente devido à minha timidez nata, terminei sendo taxado de orgulhoso. Confesso, às vezes, mesmo depois de velho, tenho vontade de colocar uma prancheta, pendurada no pescoço, com os dizeres: Não sou chato, sou tímido e acanhado.
Terminei muito sozinho de "amizades", porém Deus foi bondoso comigo e proporcionou-me minha mulher Maria das Graças e meu cachorro Sócrates e meus filhos Andréa e Márcio. Poucas foram as pessoas que me entenderam em um mundo cada vez mais interessado pelo dinheiro e pelo egoísmo. Continuo a ser o que sou. Muitos me consideram um besta, um petulante ou um introvertido.
Certa vez, em reunião da Congregação ou Conselho Departamental, um colega psiquiatra me disse no embate de uma grande e estéril discussão acadêmica:
- Você não conta, Meraldo, não faz mal a ninguém!
Não me impunha. E meu pai me dizia:
"Ou você é muito bom ou não tem personalidade". Continuo não sabendo guardar, por mais de meia hora, raivas ou mágoas de alguém. Estavam certos, mas eu não era do feitio de eternizar brigas ou desavenças. Pensava:
- Nós não somos eternos para que eternizar inimizades?
Outro besteirol que ainda passa pela minha cabeça é o de acreditar na lenda que, por meio da cultura, do saber e, da ciência será possível melhorar a humanidade. E, o mais grave, é, apesar da minha história de mais fracassos que vitórias, permaneço um esperançado no gênero humano.
Durante todos esses anos dedicados à Medicina, permaneci fiel às minhas leituras e muito mais à minha consciência. Para mim, o computador me facilitou a escrever, porém pretendo usá-lo apenas como editor de texto ou facilitador de alguma consulta na Internet. Apesar de achar uma maravilha a facilidade da comunicação, continuo acreditando no valor das antiquadas cartas. Acho que foi Victor Hugo (1802-1885) que cunhou a expressão "um homem civilizado escreve cartas".
Sempre fui muito trabalhador, interessado em tudo o que acontece em minha casa e em todo o mundo. Não desejo tomar o lugar da juventude e suas peripécias. Desde que o mundo é mundo as gerações se sucedem... E o pior é ser considerado um velho transviado.
Não ando por aí fazendo alarde nem de minhas dores nem de meus pesadelos e muito menos das minhas frustrações. Escrevi sobre minha vida pessoal nos livros Jacob da Balalaica (sobre meus pais), Dois Dedos de Prosa e Eu Digo, este último denuncio as querelas paroquianas das nossas Universidades.
Escrevi também Nordeste Pigmeu e um outro livro sobre Violência, a Metamorfose do Medo, que foram mencionados parcamente no Brasil. Jamais em Pernambuco! Apesar da pouca repercussão de meus trabalhos, fui recentemente convidado para passar seis meses, na qualidade de cientista visitante, na Clínica Tavistock, de Londres, o mais tradicional centro psicoterápico, em Londres, trocando experiências no setor de Violência Urbana, envolvendo principalmente os adolescentes e os jovens.
Comecei minha vida universitária pesquisando e denunciando a fome ancestral da maioria da população infanto-juvenil brasileira. Como não foi de estranhar, atraí as críticas dos ortodoxos e também dos heterodoxos que não conseguem sair das suas desnutridas pesquisas. Atualmente esses fatos já não me incomodam tanto, pois sei que dentro das minhas bisonhas condições fiz o que pude para evitar o morticínio de jovens na faixa etária dos 14 aos 25 anos.
A vida se encarregou de mostrar-me o País, que não era uma vida tão "protegida" para os judeus que fugiram dos pogroms das suas terras natais e passaram a ser "galegos da prestação" no Recife. Banqueiros poderiam ser, porém penetrar no santuário do poder, nunca! Não mereciam confiança. Tenho a esperança de que o Brasil venha a ser um país de todas as raças, de todas as culturas que possam se comunicar, entre elas. E descobri que a violência nas relações humanas juntamente com a fome são as nossas maiores pragas - fatos que depois se tornariam o tema principal de minha contribuição como profissional de saúde.
O que mais me marcou na minha infância foi quando deixei o Colégio Israelita e fui estudar no Colégio Osvaldo Cruz, no Recife. Pela primeira vez, pressenti, ao sair do meu gueto social, o preconceito antissemítico. Ler foi à salvação e a parte principal e a parte didática de apreender compreender o Mundo.
Dois fatos marcaram por demais minha vida pós-graduação: uma quando fui ser médico residente (aprendiz) no Hospital dos Servidores do Estado (Rio de Janeiro) e a outra quando fui realizar estágio na Inglaterra. Daí passei a ter uma visão mais ampla das coisas: profissional ou pessoal. Hoje, os Estados Unidos dominam tudo, sinto muita saudade de Paris, de Londres das minissaias da Mary Quant e do existencialismo de Jean-Paul Sartre (1905-1980). E, na minha adolescência, deleitava-me com a Guerra Civil Espanhola descrita por Ernest Hemingway (1899-1961) no seu emblemático - Por quem o sino dobram? Suas touradas, lutas de boxes e valentias povoaram minha mente em formação.
Após a Segunda Guerra Mundial (Holocausto) e, em plena Guerra Fria, chegaram os anos 60, 70 e 80. Com eles, os protestos dos jovens em Paris, a revolução hippie que teve alcances planetários com seus rapazes e moças trajando calças jeans e camisetas. O encontro dos Mundos. Pela primeira vez na história do homem, os jovens do Terceiro Mundo dialogavam com os do Primeiro Mundo. Drogas e sexo que eram temas reprimidos de repente passaram a fazer parte do cotidiano. A juventude misturava-se pedindo Paz e Liberdade. Ilusão da revolução universal e também o fracasso de tudo isso... Assisto desolado a este Planeta de movimentos inacabados, apesar da esperança inabalável por um mundo melhor.
Que pena! Mas, valeu à pena. Fica para o futuro. Tudo fracassou apesar de serem esses movimentos argamassas para uma pavimentação de uma estrada que conduza a uma sociedade mais justa. Passado (aparentemente) o perigo nuclear, muro de Berlim, voltamos às guerrilhas, atentados de todas as maneiras, invasões, luta pela energia, ecologia e o aquecimento da Terra. Terrorismos e "homem bomba". Verdade - vivemos mais tempo, porém sem melhorar a qualidade de vida.
E para concluir lembro-me, quando criança, perguntava a minha mãe quando o mundo ia se acabar, e ela respondia:
- Meu filho, o mundo só se acaba para quem morre.
Resolvi, então, continuar caminhando e quero morrer bem vivo. Muito vivo! Assim estou nos meus 72 anos, muito vivo e permaneço com a mesma capacidade de me indignar como se fosse um jovem adolescente com muitos sonhos para realizar. Toda grande notícia de hoje, amanhã passará a ser mero "jornal de ontem". Lutar sempre, apesar das limitações que a Biologia imponha, é o meu Dever.
(Recife, 01.03.09)

(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES).

terça-feira, 14 de março de 2017

MINHA AMIGA VIROU UM POLEGAR

Márcia Alcântara Holanda (*)
Isto é uma ficção com base num fenômeno real: minha amiga Susana (nome fictício) é uma grande executiva que trabalha dez horas por dia. Produz muito, mas sempre arranja um tempinho para uma prosa que levamos com frequência. De uns tempos para cá, com a revolução causada pelo “WhatsApp” e outros modos eletrônicos de comunicação rápida, simbólicos e fáceis somente digitando sem sair da cadeira ou da cama, Susana disparou a comunicar-se desenfreadamente.
Mandou ver num pacote de “emoticons” - segundo ela, são milhares deles disponíveis -, que servem para substituir toda sorte de ideia, de sentimentos, ações, pensamentos ou o que se imaginar, sem verbalizar nada. Há carinhas redondas para representar tudo isso. Para que escrever se hoje estou triste se existe uma carinha redonda com os cantos da boca para baixo, olhos inclinados na diagonal, também para baixo, sobrancelhas caídas e às vezes uma lágrima caindo do olho? Perguntava ela enquanto eu dizia que essas figuras eram estáticas, padronizadas, impessoais e não expressavam nosso eu real.
Tudo pode se expressar por “emoticons”, afirmava ela. Quase um ano depois dessa “febre da comunicação”, percebi que aquela imagem bonita, de rosto ovalado, expressões faciais puras, dedos finos e que Susana exibia naturalmente havia sumido da minha mente. Em vez daquela autenticidade, o que aparecia para mim era uma mão roliça de polegar boleado, apontando para cima quando ela dizia que estava tudo bem, para baixo se as coisas estivessem dando diferente do desejado e por aí ia. Esse polegar virou a cara dela!
Procurei saber a razão desse fenômeno acachapante e, depois de muito estudar e pesquisar, encontrei que: no nosso cérebro ocorre constantemente um processo de aprendizado e de memorização de fatos e coisas, que também podem mudar continuadamente de acordo com os estímulos ambientais. As conexões dos nossos neurônios podem se fortalecer e se multiplicar para estabelecer novas conexões e até novos neurônios podem surgir: é a neuroplasticidade do cérebro. Isso ocorre conforme tais estímulos. (Tracy J. Shors: Scientific American, 2009; Brain Plasticity: Neuroscience News, 2, 2017.)
Atribuo que a substituição dos textos, das palavras e das imagens reais de Susana pelos “emoticons” possa ter sido influenciado pela neuroplasticidade dos meus neurônios, de tanto ver “emoticons”, em vez de ver Susana...
Ainda bem que tudo pode ser revertido: retornamos à nossa prosa, reduzimos a comunicação por “emoticons” e às imagens. As falas e as escritas sobre Susana voltaram ao normal na minha mente - para alívio nosso.
(*) Médica pneumologista; coordenadora do Pulmocenter; membro da Academia Cearense de Medicina.
Fonte: Publicado In: O Povo, de 8/03/2017. Opinião. p.14.

segunda-feira, 13 de março de 2017

INTELECTUAIS DO PT INFORMAM: O POVO ‘PERDERAM’

Por Augusto Nunes

O manifesto concebido para livrar Lula da cadeia tortura a verdade e trucida a língua portuguesa

“Por que Lula?”, pergunta a primeira linha do manifesto em que 424 autodenominados intelectuais a serviço do PT imploram ao chefe da seita que oficialize a candidatura à eleição de 2018. Até os bebês de colo e os doidos de hospício sabem a resposta: porque a esperteza talvez ajude a fantasiar de “perseguido político” um prontuário ambulante enriquecido por sítios, apartamentos, palestras secretas, jatinhos, negociatas africanas, filhos que multiplicam dinheiro de origem misteriosa e outros espantos. Só finge não saber disso a fila de signatários do documento, puxada pelo inevitável Leonardo Boff e previsivelmente engrossada por Chico Buarque (assinatura n° 9) e João Pedro Stédile (n° 10).
Por que submeter a verdade a tão selvagens sessões de tortura?, perguntam os brasileiros normais ao fim da leitura do manifesto. Não há uma única e escassa menção ao assalto à Petrobras, ao maior esquema corrupto de todos os tempos, a descobertas da Lava Jato, à herança maldita legada por Lula e Dilma, a quadrilheiros engaiolados, à devastação provocada por 13 anos de roubalheira e incompetência. Aos olhos dos fiéis, a alma viva mais pura do mundo não tem nada a ver com isso. Lula tem tudo a ver apenas com a consolidação da democracia, o extermínio da pobreza, o sistema de saúde próximo da perfeição, o sistema educacional de dar inveja a professor finlandês e a transformação do Brasil numa potência petrolífera respeitada no mundo inteiro, fora o resto.
E por que assassinar o pobre português já no primeiro parágrafo?, perguntam os que tratam com mais brandura a língua oficial do Brasil. Em que medida o massacre do idioma ajudaria a livrar da cadeia um ex-presidente que saiu da História para entrar na bandalheira? Teriam os redatores do palavrório resolvido homenagear o Exterminador do Plural? Ou seria uma demonstração de solidariedade aos inventores da linguística lulopetista, para os quais falar errado está certo? Se não tem nada de mais insultar o português pronunciando frases como “Nós pega os peixe”, os discípulos de Lula estão à vontade para redigir o trecho abaixo reproduzido, com observações em negrito do colunista.
“É o compromisso com o Estado Democrático de Direito, com a defesa da soberania brasileira e de todos os direitos já conquistados pelo povo desse (Errado, o certo é ‘deste’) País, que (Alguém infiltrou uma vírgula bêbada entre ‘País’ e ‘que’) nos faz, através desse (É errado o uso de ‘através desse’: o certo é ‘por meio deste’) documento, solicitar ao ex-Presidente Luiz Inácio LULA da Silva que considere a possibilidade de, desde já, lançar a sua candidatura à Presidência da República no próximo ano (A candidatura deve ser lançada desde já ou no próximo ano?), como forma de garantir ao povo brasileiro a dignidade, o orgulho e a autonomia que perderam”.
Como é que é, companheiros inteleques? Quem “perderam”? O povo? Nesse caso, foram simultaneamente trucidados os fatos e a concordância verbal. O povo brasileiro nunca “perderam”; sempre perdeu, no singular. Mas desta vez não perdeu a dignidade, o orgulho e a autonomia, como fantasia o manifesto. O que perdeu foi a montanha de dólares acumulada pelo PT e seus comparsas. Também perdeu o respeito pelos farsantes no poder havia 13 anos, perdeu a paciência com os poderosos patifes e perdeu o medo de ditar os rumos da nação.
Nenhum país tem mais intelectuais por metro quadrado que o Brasil, constatou Nelson Rodrigues. O problema é que a maioria é incapaz de pensar. Enquanto mantêm guardado na cabeça um romance incomparável, escritores escrevem manifestos de envergonhar o mais bisonho reprovado no Enem. Nessa categoria figura o que sonha com a volta de Lula. A coleta de assinaturas recomeçará na segunda-feira, informou o site do PT. Sobra tempo para que os 424 pensadores façam as correções indispensáveis. Se quiserem copiar as feitas acima, estejam à vontade. De nada.
Também clama por um revisor com mais de cinco neurônios o texto que festeja no site do PT a desembestada ofensiva retórica. Confira:
“Numa iniciativa que responde à escolha que milhões de brasileiros manifestam com clareza sempre que lhe perguntam quem deve governar o país, o lançamento da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República começa a tomar forma e conteúdo. A partir de segunda-feira (6/3/17), todo cidadão brasileiro será convidado a colocar seu nome, através de uma plataforma aberta na internet, a um abaixo assinado que solicita a Lula considerar “a possibilidade de, desde já, lançar sua candidatura a Presidência da República como forma de garantir ao povo brasileiro a dignidade, o orgulho e a autonomia que perderam.”
Esse monumento à ignorância vai ficar sem retoques. Primeiro, porque a cena do crime deve permanecer intocada, como alertam as séries policiais da TV americana. Depois, porque o parágrafo acima, da mesma forma que o manifesto, é uma prova contundente de que ─ ele, de novo ─ Nelson Rodrigues tinha razão: os idiotas estão por toda parte. Por que estariam ausentes de reuniões que terminam com o parto de outro manifesto?

Fonte: veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes. Postado em: 3/03/2017.

 

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