Por Ricardo Cavalcante (*)
Há pessoas que
dignificam o tempo em que vivem. Roberto Macêdo foi uma delas. Um homem que
uniu a lucidez do empreendedor à serenidade do cidadão, e que fez da vida um
exercício constante de coerência entre o que acreditava e o que realizava.
Empresário
exemplar, soube conduzir a J. Macêdo com a firmeza de quem entende o trabalho
como vocação e a responsabilidade como virtude. Desde cedo, aprendeu com o pai,
José Macêdo, que o sucesso verdadeiro nasce da honestidade no trato, da palavra
cumprida e do compromisso com a comunidade. Fez da empresa uma extensão dos
seus valores, transformando o fazer econômico em compromisso social. Para ele,
produzir significava servir, e servir bem.
Na Fiec, sua
marca foi a de um líder que moderniza sem alarde e transforma sem se impor. Deu
à instituição agilidade e clareza de propósitos, implantando uma cultura de
ética, transparência e respeito às pessoas. Com serenidade e método, mostrou
que a autoridade verdadeira nasce da confiança e do exemplo.
Roberto Macêdo
tinha uma elegância que vinha de dentro. Falava pouco, ouvia muito, decidia com
ponderação. No trato pessoal, havia nele uma delicadeza natural, dessas que não
se aprendem em bancos escolares ou livros. Era a expressão de uma humanidade rara,
atenta, generosa.
No convívio
familiar, encontrava seu refúgio e sua alegria. Ao lado de sua amada Tânia,
construiu uma história de afeto e solidez. Com os filhos e netos, cultivou o
amor que se estende, como herança invisível, para além do nome e das empresas.
Mais do que um
grande empresário, Roberto foi um homem de consciência cívica, de valores
inegociáveis e de fé nas pessoas. Viveu a cidadania em sua forma mais completa,
como quem entende que servir à comunidade, respeitar o outro e agir com
integridade são os mais altos deveres de um ser humano.
(*) Empresário.
Presidente da FIEC.
Fonte: O Povo, de 13/11/25. Economia. Opinião. p.13.
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