Por Ricardo Cavalcante (*)
O tempo costuma
medir os homens. Porém, há aqueles que o superam.
Ariosto Holanda
foi um desses raros construtores de futuro que não se limitam ao tempo em que
vivem. Sua presença segue nas ideias que semeou, nas instituições que ajudou a
erguer e, sobretudo, nas vidas que transformou por meio da educação.
Engenheiro de
formação, professor por vocação e homem público por compromisso social, Ariosto
fez da educação sua maior causa. Não uma educação qualquer, mas aquela que
liberta, prepara para o trabalho e gera autonomia e dignidade. Para ele,
ensinar nunca foi apenas transmitir conhecimento, era abrir caminhos, provocar
pensamento e dar às pessoas a possibilidade real de escolher seus próprios
destinos.
Ao longo de sete
mandatos como deputado federal, manteve-se fiel a ideias que hoje parecem
evidentes, mas que, em seu tempo, exigiam coragem e visão: investir em ciência,
tecnologia, educação profissional e inclusão como bases do desenvolvimento.
Mais do que defendê-las, transformou-as em políticas públicas e projetos que
seguem impactando o Ceará e o Brasil.
Visionário,
compreendeu que não há desenvolvimento verdadeiro sem investimento em gente.
Por isso, impulsionou iniciativas voltadas à formação para o mundo do trabalho.
Tive o privilégio
de conhecer Ariosto, de aprender com sua lucidez e de testemunhar sua
coerência. Sua trajetória não foi marcada por discursos vazios, mas por uma
impressionante capacidade de transformar ideias em realizações concretas. Ele
acreditava no Ceará e trabalhou, incansavelmente, para que o nosso estado acreditasse
mais em si mesmo.
No Sistema Fiec,
procuramos honrar esse legado. Ao eternizar seu nome no Instituto Sesi Senai de
Tecnologia Professor Ariosto Holanda, não fizemos apenas uma homenagem.
Firmamos um compromisso: o de continuar levando adiante a visão de futuro que
ele nos ensinou. Essa mesma convicção nos levou a confiar ao seu filho, Paulo
André Holanda, a missão de dar continuidade a esse trabalho à frente do Sesi e
do Senai no Ceará.
Ariosto nos deixa
uma lição simples e poderosa não há liberdade sem educação. E não há
futuro sem conhecimento.
Nos despedimos
dele com gratidão, mas também com responsabilidade. Porque o seu legado é um
chamado à continuidade.
Seu legado permanece!
(*) Empresário.
Presidente da FIEC.
Fonte:
O Povo,
de 24/03/26. Economia. Opinião. p.18.
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