segunda-feira, 6 de julho de 2020

HISTÓRICA EMOÇÃO


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Era o ano de 1968. Estava cursando a Escola de Pós-Graduação em Economia da FGV (Fundação Getúlio Vargas), no Rio de Janeiro, no bairro de Botafogo. Casado há dois anos e já tendo um filho, morávamos num pequeno apartamento em Copacabana. Vida dura, mas feliz. As aulas eram de 2ª a 6ª feira. Os alunos almoçavam no “bandejão”. Ia e voltava de ônibus, o que era agradável. Completei dois anos de casado no dia 3 de setembro do referido ano. Nossa vida era simples, pois além da escassez de recursos financeiros, dedicava-me de forma significativa aos estudos. Pois bem, no dia 3 de setembro, após as aulas, voltando para casa, resolvi passar numa floricultura, perto de onde morávamos, disposto a comprar um modesto buquê de flores para presentear minha mulher Mirian. O dia tinha sido muito puxado. O professor Mario Henrique Simonsen, passou 3 horas dando uma estafante aula de matemática sobre “equações em diferenças finitas”. Apesar da exposição ser difícil e complicada, a preleção do mestre foi fantástica e brilhante. Não obstante o cansaço físico e mental, fui à floricultura. A dona da loja, uma senhora muito educada, imediatamente preparou o buquê e me deu um cartão para eu fazer o oferecimento. Olhei para o lado e percebi a presença do grande poeta brasileiro, Carlos Drummond de Andrade. Fiquei nervoso e não consegui escrever uma palavra. A senhora, de forma gentil, amiga de Drummond, perguntou ao poeta se ele poderia escrever a dedicatória para mim. Atencioso, redigiu um poema de sua autoria com 4 versos: “A gente sempre se amando/ nem vê o tempo passar./ O amor vai nos ensinando/ que é sempre tempo de amar”. Agradeci perplexo e emocionado. Verdade, admirável poeta, penso hoje, pois breve faremos 54 anos de casados, temos 4 filhos, 9 netos e 1 bisneto. Assim é a vida.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 12/6/2020.

domingo, 5 de julho de 2020

UMA DOSE PRO SANTO...


Um freguês chega num bar chega e pede para o balconista uma pinga. O balconista serve uma dose de pinga acima da média, o cara toma tudo de uma vez. O balconista o adverte:
- Aqui neste bar todos que tomam uma pinga jogam um pouco no chão e oferecem para o santo.
O freguês, muito mal educado, vira para o balconista e lhe dá uma banana dizendo:
- Pro santo eu dou uma banana!!
E faz o gesto com o braço. Neste momento seu braço endurece de tal forma que não mexe de jeito algum. Desesperado, diz ao balconista:
- Minha nossa, o que aconteceu?
O balconista responde:
- O Sr. ofendeu o santo e ele o castigou, mas como é a primeira vez que o Sr. vem ao bar vou resolver seu problema.
Chama todos os fregueses e pede para todos rezarem e fazerem uma corrente de orações. Enquanto todos rezam o braço do sujeito vai voltando ao normal.
Um velhinho vê tudo e fica espantado com a cena. Vai ao balconista e pede uma pinga, toma tudo de uma vez. O balconista pergunta:
- E pro santo??
O velhinho abaixa as calças, tira o pinto pra fora e diz:
- Ó pro santo!
O pinto dele endurece na hora. Ele tira um 38 do cinto e diz:
- Se alguém rezar aqui eu mato!
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

O CACHORRO DO POLÍTICO


Em uma competição diferenciada, alguns profissionais estavam exibindo as habilidades de seus cães.
O engenheiro ordenou a seu cachorro:
— Escalímetro, mostre tuas habilidades!
O cãozinho pegou um martelo, umas tábuas e num instante construiu um casinha para cachorros. Todos admitiram que era um façanha.
O contador disse que seu cão podia fazer algo melhor:
— Bufunfa, mostre tuas habilidades!
O cachorro foi à cozinha, voltou com 24 bolinhos, dividiu os 24 bolinhos em 8 pilhas de 3 bolinhos cada. Todos admitiram que era genial.
O químico disse que seu cão podia fazer algo melhor:
— Óxido, mostre tuas habilidades!
Óxido caminhou até a geladeira, pegou um litro de leite, bananas, colocou tudo no liquidificador e fez uma vitamina. Todos concordaram que era impressionante.
O informático sabia que podia ganhar de todos:
— Megabyte, vamos lá!
Megabyte atravessou o quarto, ligou o computador, verificou se tinha vírus, redimensionou o sistema operativo, mandou um e-mail e instalou um jogo excelente. Todos sabiam que este era muito difícil de superar.
Todos olharam para o político e disseram:
— E seu cão, o que pode fazer?
O político chamou seu cão e disse:
— Deputado, mostre a eles tuas habilidades!
Deputado deu um salto, comeu os bolinhos, tomou a vitamina, fez cocô na casinha, deletou todos os arquivos do computador, armou a maior zorra com os outros cachorros, expulsou todo mundo, exibindo um título falso de propriedade e, em seguida, alegou imunidade parlamentar.
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sábado, 4 de julho de 2020

O PIANO, O PIANISTA E O CANTOR


Um homem entrou em um bar, sentou-se ao balcão e perguntou ao barman "Se eu impressionar você, posso tomar uma bebida grátis?" O barman disse que sim, então o homem enfiou a mão no bolso e pegou um piano minúsculo. Ele então pegou um camundongo e o colocou ao piano. O ratinho sentou-se ao piano e começou a tocar música. O barman ficou muito surpreso e deu uma cerveja ao homem. Em seguida, o cliente disse: "Se eu impressionar você ainda mais, posso tomar bebidas grátis pro resto  da vida?" O barman não pensou que isso fosse possível, e concordou. O homem então tirou um sapinho do bolso e o batráquio começou a cantar a música do piano.
O barman, incrédulo, disse ao homem que estava impressionado. Nisso, entra no bar um homem de terno e bengala, parecendo rico. Vendo o show dos bichos, ofereceu dois milhões de reais ao proprietário, que disse que não vendia o grupo porém vendia o sapinho por 500 mil. O cara rico concordou, pegou o sapo e saiu. O barman não podia acreditar que o dono tinha topado o negócio e disse: "Por que você vendeu o sapo?! Agora, não tem cantor!"
O proprietário riu e disse: "Não se preocupe, o rato é um ventríloquo".
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

QUAL É O SEGREDO?


Jorge, 88 anos, casou-se com Lúcia, uma linda mulher de 45 anos.
Como seu novo marido é bem mais velho, Lúcia decide que, depois do casamento, ela e Jorge deveriam ter quartos separados. Sua preocupação era o fato de que seu novo velho marido poderia se esforçar demais se passassem a noite inteira juntos.
Após as festividades do casamento, Lúcia se prepara para dormir e seu amado bate na porta.
A porta se abre e lá está Jorge, seu esposo de 88 anos, pronto para a ação. Eles se unem como um só.
Tudo corre bem, Jorge se despede de sua noiva e ela se prepara para dormir.
Depois de alguns minutos, ela ouve outra batida na porta do quarto, e era Jorge.
Mais uma vez ele está pronto para mais "ação". Um tanto surpresa, Lúcia consente.
Quando os recém-casados terminam, ele beija sua noiva, deseja boa noite e vai embora.
Ela está pronta para dormir de novo, mas, ah, você adivinhou - Jorge está de volta, batendo na porta e está tão vívido quanto um jovem de 25 anos, pronto para mais "ação".
E, mais uma vez, eles se divertem.
Mas quando ele se prepara para sair de novo, sua jovem esposa lhe diz: "Estou completamente impressionada que na sua idade você pode se sair tão bem e com tanta frequência. Eu estive com rapazes com menos de um terço de sua idade, mas você é realmente um grande amante, querido."
Jorge, um pouco envergonhado, olha para Lúcia e diz: "Você quer dizer que eu já estive aqui antes??"
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Crônica: "A importância das coisas sem futuro" ... e outros causos


Por jornalista Tarcísio Matos
A importância das coisas sem futuro
Disse que se a gente ralar um jacaré (em ralador de milho, por exemplo), ele fica do tamanho duma lagartixa. Se aparar jumento com quicé ele se transforma num guaxinim. E se o caba liquidificar urubu, ele fica 'imprial um anum'. Aí eu disse que a sociedade protetora dos animais e a sociedade como um todo iam dar em cima, que ele podia ir pro xilindró. E Dermevaldo respondeu que foi só um sonho.
- Besta, eu tinha acabado de chegar duma panelada dançante no João XXIII.
"Se todos fossem iguais a vocês..."
O plantão do Dr. Jotinha tinha terminado fazia três horas, e ele ainda no hospital maior da municipalidade. No corredor, cuidava com desvelo incomum de paciente que chegara em mui graves condições. O carinho quase filial em acolhimento demais amoroso chamavam a atenção dos colegas.
Puncionando a veia do paciente com a dedicação de um mestre, colocava a máscara de oxigênio, pedia a presença de cardiologista, traumatologista, pneumologista, enfermeiros, rezadeira, corpo de bombeiros. Um colega vendo a dedicação diferente assaz do costumeiro, pergunta quem é o sinistrado. E o velho e bom Jotinha...
- É o atual marido de minha ex-mulher...
Cia. Docas
Eram primas, moravam 300 metros distantes, na localidade de Paulicéia. Doca de seu Firmino e Doca de Jeová. Uma, tia minha por parte de pai; a outra, por parte de mãe. E, interessante, tomavam conta de suas respectivas mamães. Uma e outra conhecidas por "Dona Doca". As "Docas da Paulicéia".
Um morador da Paulicéia por nome João, vizinho das duas senhoras, veio a Fortaleza e, a convite de um colega, foi conhecer o Porto do Mucuripe. Tudo muito novo para o matuto. A certa altura, o dito colega aponta para o prédio bonito das Docas e, pela primeira vez no lugar, João viu algo familiar. Fez conexões.
- Marrapaz! Eu não acredito no que tô vendo!
- O que, macho? - indagou o cicerone.
- Doca de seu Firmino e Doca de Jeová têm negócio por aqui!?!
O lado bom duma desgraça
Meu tio Zuca Piauiense descuidou e teve uma trombose - 'ramo'. Pressão sanguínea nas alturas, no ponto de ser medida por calibrador de borracharia. Ficou totalmente torto. Ou, como dizia tia Zilah, "guenzo, tadim". Afetou os dois pés, agora voltados pra dentro, dificultando sobremodo o andar linheiro. E tropeçava, caía...
Por acreditar que o milagre de Nossa Senhora dos Remédios iria curá-lo, largou a medicação e findou acometido de novo ataque. Desta feita, porém, como diz tia Zilah, um "AVC Cerebral Bom Pela Metade". AVC Bom Pela Metade? A resposta dela é a expressão do milagre de que falava tio Zuza:
- O pé esquerdo desentortou. Tô feliz. Agora, só falta o direito!
Um homem 'alto-sustentável'
Pêdo Ferrôi tem 1 metro e 90 centímetros. Acamado, e por conta da altura, tem grandes dificuldades de se levantar, movimentar-se. O filho, Junim Ferrôi, seu cuidador, sofre. Mas, como entrou há pouco na faculdade, aprendeu algo que muito lhe empolga e facilita a vida: os Modelos Sustentáveis de Desenvolvimento.
Tentando tirar o pai da rede e levá-lo ao banheiro, amargou dificuldades e... Diante do homenzarrão molenga, falou cheio de moral e detentor de conhecimento na área:
- Pai, o senhor já é alto. Agora, só precisa ser sustentável. Se sustente sozinho em pé, hômi! Seja alto-sustentável uma vezinha na vida!
Fonte: O POVO, de 9/08/2019. Coluna “Crônicas”, de Tarcísio Matos. p.2.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

COVID-19: o futuro


Por Paulo Sérgio Arrais (*)
O mundo está de cabeça para baixo com o avanço assustador da Covid-19. As pessoas, os gestores e os sistemas de saúde foram pegos de surpresa. Enquanto as providências estão sendo tomadas para conter e atender a grande massa de infectados, outras pessoas se perguntam: Como será o futuro? Muitas lições já foram tiradas desse pandemônio.
A primeira, precisamos que nosso Sistema Único de Saúde (SUS) receba os aportes financeiros necessários para seu pleno funcionamento. A revogação da Emenda Constitucional 95, que retirou bilhões de reais dos serviços de saúde, é urgente. Retomar os investimentos na área da pesquisa (ciência e tecnologia). Com a pandemia vários países ficaram em situação calamitosa, na dependência de insumos oriundos de outros países. É importante garantir a manutenção permanente dos equipamentos hospitalares utilizados no diagnóstico de problemas de saúde e os que salvam vidas, como os respiradores mecânicos. É inadmissível que equipamentos de tal importância sejam encostados por falta de recursos para sua manutenção.
A segunda, diz respeito ao fortalecimento das políticas para o combate das desigualdades sociais, que incluem habitação e saneamento básico, pois sem água potável e rede de esgoto fica difícil promover as medidas de prevenção e controle de doenças infecciosas e parasitárias.
A terceira, mudanças urgentes dos hábitos de vida, principalmente dos mais jovens, pois se as pessoas idosas e com doenças crônicas são aquelas com maior risco de contágio e morte, faz-se necessário mudanças. Menos açúcar, gordura e sódio, mais atividades físicas e alimentação saudável.
As medidas de prevenção e controle foram impostas, mas não se restringem apenas ao uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento social. É necessário ter cuidado, entre outros, com a higiene da casa, do carro, dos equipamentos de uso comum. São aliados da limpeza e higienização: álcool gel 70%; álcool 70%; uso da mistura água e água sanitária; uso da água e sabão ou do detergente. Pelo visto, o futuro implica que nos reeduquemos naquilo que é básico: hábitos de higiene pessoal e doméstico. 
(*) Doutor em Saúde Pública e professor da UFC.
Fonte: Publicado In: O Povo, de 13/05/2020. Opinião. p.18.
 

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