terça-feira, 13 de outubro de 2026

CONVITE: Conferência “ALFARRÁBIOS DE JOÃO MOTA”

O presidente da Academia Cearense de Medicina, dr. Ivan de Araújo Moura Fé, convida para a Conferência Acad. Edísio Tavares de História da Medicina, intitulada: ALFARRÁBIOS DE JOÃO MOTA: biografias de médicos cearenses formados ate à metade do século XX, a ser proferida pelo Acad. Marcelo Gurgel Carlos da Silva.

A apresentação do conferencista será feita pelo Acad. Antônio Augusto Guimarães.

 Dia: 14 de outubro de 2026 (quarta-feira).

Horário: 15h.

Local: Auditório da Associação Médica Cearense, no Shopping Avenida, Av. Dom Luiz 11º Andar Sala 1.122, bairro Meireles, em Fortaleza-CE.


Precisamos reposicionar o debate nacional para além do fiscal

Por Alexandre Sobreira Cialdini (*)

A gestão da dívida pública e da política fiscal é essencial para compreender as necessidades de financiamento de um país e avaliar os impactos das decisões governamentais. Impulsionada pela rivalidade geopolítica, a dívida global continua alcançando níveis recordes.

Nesse contexto, formuladores de políticas públicas lutam para gerenciar altos níveis de endividamento em meio a pressões fiscais, custo de empréstimo mais alto, envelhecimento da população e necessidades de refinanciamento.

Sobre o tema, o Instituto de Finanças Internacionais (IIF) publicou o estudo "Reflexões sobre duas décadas de dívida global: Evidências do Monitor de Dívida Global (GDM) do IIF", disponível em: https://www.iif.com/Products/Global-Debt-Monitor. De acordo com o IIF, a dívida global total — incluindo títulos de dívida, empréstimos, moeda e depósitos — ultrapassou US$ 350 trilhões no início de 2026, o equivalente a cerca de 305% do PIB mundial.

No Brasil, o endividamento é relativamente elevado para os padrões de uma economia emergente. Há, contudo, uma característica que reduz sua vulnerabilidade externa: grande parte do problema fiscal é de natureza doméstica.

A dívida interna representa aproximadamente 96,25% do estoque total da Dívida Pública Federal, enquanto a parcela vinculada à moeda estrangeira é relativamente pequena.

Relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), por exemplo, estima em cerca de 4% do PIB a parcela da dívida bruta vinculada a moedas estrangeiras. Os dados do IIF e do FMI indicam que o Brasil não se encontra diante de uma crise externa clássica.

Temos, sim, um grande problema: a rigidez orçamentária, decorrente do elevado peso das despesas obrigatórias e das vinculações. As despesas obrigatórias representam 92% das despesas primárias, restando apenas 8% para despesas discricionárias.

É justamente esse elevado grau de vinculação que o país precisa rever, sobretudo porque entramos em um ciclo de investimentos no chamado HEAD (da sigla em inglês: saúde, segurança nacional, resiliência climática e autonomia estratégica).

Como essas prioridades deverão permanecer no horizonte por muitos anos, as necessidades de financiamento tendem a assumir caráter cada vez mais estrutural.

Isso significa que a dinâmica da dívida pública vai além do ajuste fiscal de curto prazo. Ela deve integrar também estratégias fiscais, industriais e de segurança de longo prazo.

Esse "financiamento estratégico" já se reflete nos balanços governamentais, com maior participação da dívida pública no universo da dívida global.

Por isso, o debate nacional não pode se limitar à ótica do ajuste fiscal. Temos que pautar a discussão sobre o orçamento e o elevado volume de vinculações, que têm amarrado os gastos e investimentos do país, muitas vezes sem receitas correspondentes e sem uma avaliação adequada das políticas públicas.

(*) Mestre em Economia e doutor em Administração Pública e Secretário de Finanças e Planejamento do Eusébio-Ceará.

Fonte: O Povo, de 20/08/26. Opinião. p.19.


segunda-feira, 12 de outubro de 2026

ENIGMAS DO IDEB

Por Sofia Lerche Vieira (*)

Os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) de 2025, recentemente divulgados pelo Ministério da Educação, revelam algumas surpresas instigantes. Uma primeira aproximação aos dados mostra que o Paraná foi o único estado a liderar as três etapas (anos iniciais do ensino fundamental, anos finais do ensino fundamental e ensino médio) do Ideb 2025.

Confirmando uma tendência acumulada de êxito no ensino fundamental, o Ceará ocupa o 2º lugar nas duas etapas do ensino fundamental. Goiás também expressa sua liderança, empatando com o Ceará nos anos finais do ensino fundamental. Santa Catarina ocupa a 3ª posição na primeira etapa do ensino fundamental, enquanto o Piauí e o Espírito Santo se destacam pela 2ª e 3ª posições no ensino médio.

O sucesso dos estados com liderança no Ideb não é um acaso; ao contrário, é fruto de iniciativas deliberadas e consistentes de melhoria da qualidade da educação, de que tal índice é uma expressão.

Inovador estudo realizado pela FGV, apresentado no livro "Estados Eficazes na Gestão da Aprendizagem, publicado em 2023", focalizou o Paraná e o Piauí, ao lado de São Paulo e Mato Grosso do Sul, por bons resultados em suas respectivas regiões.

O que não se explica pelos números é o desempenho dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, que juntos representam 51,1% do PIB nacional (IBGE, 2023). São Paulo ocupa a 6ª, a 5ª e a 7ª posição em relação às três etapas; Minas Gerais, por sua vez, está em 5ª, 4ª e 8ª posição; enquanto o Rio de Janeiro ocupa a 13ª, a 10ª e a 20ª posição.

Os dados dos estados mais ricos da federação parecem ensinar que a relação entre capacidade econômica não é diretamente proporcional à competência em gerenciar sistemas de ensino, como, aliás, já mostram, há décadas, países que se destacam no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA).

Se não é recomendável extrair conclusões simplistas de tais resultados, algo há a aprender com os estados que estão à frente dos indicadores nacionais, em particular o Ceará e o Piauí, como bem expressou o presidente Lula em recente entrevista.

(*) Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Uece e consultora da FGV-RJ.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 10/09/26. Opinião. p.14.


AS ELEIÇÕES E A SAÚDE PÚBLICA

Por Vladimir Spinelli Chagas (*)

Em outubro de 2024, neste espaço, tecemos considerações sobre as questões envolvendo eleições municipais e a saúde pública de Fortaleza, em continuação ao trabalho de divulgação que realizamos durante nossa gestão à frente da Santa Casa de Fortaleza.

Agora, estamos em um momento ainda mais propício para retomar o tema, pois elegeremos os governantes nos âmbitos estadual e federal, além de dois senadores e dos deputados, num movimento muito rico para essas discussões.

Na apresentação de metas de governo e de atuação parlamentar, a saúde sempre ocupa uma posição privilegiada, que nem sempre se concretiza após os pleitos realizados. No caso das entidades filantrópicas, as incertezas continuam.

O aumento dos custos da Saúde a partir da pandemia, somado à defasagem de mais de 20 anos da Tabela SUS, afora outros aspectos pontuais que atingiram essas instituições, vêm representando riscos cada vez maiores de descontinuidade de prestação de serviços pelas filantrópicas.

Não tendo finalidade lucrativa, as filantrópicas conseguem operar com menores custos e muita dedicação, desempenhando função pública de fato, como sustentação ao SUS, mas não são vistas, na maioria das vezes, como parceiras reais para o atendimento ao cidadão mais carente, tendo que cobrir com doações e outras ações os custos em que incorrem.

Em inúmeros ofícios, relatórios, apresentações, artigos, entrevistas e outras formas de publicizar a situação da Santa Casa de Fortaleza, por exemplo, apresentamos ideias para que se proporcione esse apoio, mais do que merecido. Um dos exemplos foi a proposta de que, sendo o SUS tripartite, Estados e Municípios deveriam atuar financeiramente no fortalecimento das filantrópicas, em um trabalho conjunto, como veio a ocorrer em São Paulo.

Lembramos aqui uma fala da então ministra Nísia Trindade, quando no Ministério da Saúde: "A causa da saúde é a causa da democracia e da justiça social". Então, não podemos mais assistir a discursos, mas exigir que a área da saúde tenha a atenção que merece, quando milhares de cidadãos e cidadãs buscam um atendimento que se torna cada vez mais distante.

(*) Professor aposentado da Uece, membro da Academia Cearense de Administração (Acad) e conselheiro do CRA-CE. Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 9/09/26. Opinião. p.14.


domingo, 11 de outubro de 2026

O que fazer quando um cão está prestes a te atacar IV

Parte 4: Tomando Precauções Contra Ataques

1. Procure sinais de aviso

A maioria dos cães não são agressivos, mas são apenas curiosos ou tentam defender aquilo que eles acham que é o seu território. Portanto, para evitar conflitos desnecessários é vital que você saiba discernir se um cão está apenas brincando ou está sendo verdadeiramente agressivo. Aqui estão alguns sinais comuns de agressão que você deve ficara tento: • Rosnando, rangir os dentes e latir, são todos os sinais óbvios de agressão e devem ser tratados como tal. • Um cão irritado pode mostrar o branco de seus olhos. • As orelhas puxadas para trás, planas contra a cabeça, são um sinal revelador de agressão. • Um cão que parece tenso, reto e rígido (cabeça, ombros e quadris alinhados) pode estar querendo te atacar.

2. Situações que você deve evitar

A maioria de ataques dos cães não estão relacionados com um treinamento ruim, ou que são "bravos de natureza". Infelizmente, sempre haverá proprietários de cães que não são boas pessoas e também são agressivos com seus animais, tornando-os também agressivos. Situações que você deve evitar: • Nunca aborreça um cão que está comendo ou cuidando de seus filhotes, pois eles são extra protetores nesses momentos e você pode ser uma ameaça. • Evite sorrir para o cão. Você pode pensar que está sendo amigável, mas um cão agressivo vê seus dentes e associa ao rangir dos dentes, que é um sinal de ataque. • Os cães que ficam acorrentados por longos períodos de tempo são mais propensos a serem agressivos, por isso não se aproximem deles.

3. Suponha que todos os cães desconhecidos sejam ameaças

Em geral, a melhor política a seguir quando se trata de ataques de cães é fazer tudo o que você pode para evitá-los em primeiro lugar. Se você vir um cão que parece perigoso, apenas fique longe. • Denuncie qualquer cão de aparência perigosa às autoridades locais. • Ensine seus filhos a não se aproximarem de cães desconhecidos.   Lembre-se: os cães não são naturalmente ensinados a atacar os seres humanos, a menos que sintam que eles próprios, seu território ou seus filhotes estão sob ameaça. Nós não seremos sempre capazes de evitar cães agressivos, mas entender o que fazer e o que não fazer pode deixá-lo melhor preparado para evitar uma situação pior.

Extraído de: wikihow andcesarsway

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


O que fazer quando um cão está prestes a te atacar III

Parte 3: Como lidar com as consequências

1.Cuide de qualquer ferida

Se você foi mordido, prontamente vá ao hospital! Não deixe para o outro dia! No entanto, se você não é capaz de ou precisa esperar por uma ambulância, cuide das feridas lavando-as com sabão em barra, porque mesmo mordidas menores podem causar infecções. • Aplique uma pressão suave para parar qualquer sangramento menor. Utilize um pano limpo ou uma gaze estéril. Se o sangramento é grave e você não pode fazê-lo parar, procure assistência médica imediatamente. • Lave bem a ferida com água morna e sabão. • Coloque um curativo esterilizado para pequenos cortes ou bandagens estéreis para lacerações maiores na ferida. • Mantenha um olhar atento para quaisquer sinais de infecções, tais como vermelhidão, sensibilidade, calor ou pus. Se tiver algum destes sintomas é melhor visitar seu médico.

2. Chamar as autoridades

É muito importante determinar se o cão que te atacou tem raiva ou um histórico de agressão. Chame as autoridades imediatamente após ser atacado para que esse animal esteja impedido de atacar qualquer outra pessoa, e possa ser testado para doenças. • Se o cão que atacou você era um animal de rua, ele pode atacar outros também. Removê-lo do ambiente irá proteger a si mesmo e aos outros. • Para cães com seus proprietários nas proximidades, como você lida com a situação após o ataque é inteiramente sua escolha. Por exemplo, se você foi ferido, pode se sentir no direito de tomar ações legais.

3. Consulte um médico imediatamente

Se você foi mordido por um cão desconhecido, um cão que mais tarde foi diagnosticado com raiva, ou um animal que parecia estar com a boca espumando, é crucial que você visite o seu médico imediatamente para obter algum tratamento preventivo para a doença da raiva. • A sequência de vacinas da raiva, se necessário, deve ser iniciada o mais rapidamente possível após a mordida. • Se você não tiver tomado uma vacinha contra o tétano em mais de 5 anos, você pode ser obrigado a tomar outra. • Qualquer ferimento significativo de um ataque de cão precisa ser examinado por um profissional médico.

Extraído de: wikihow andcesarsway

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


sábado, 10 de outubro de 2026

O que fazer quando um cão está prestes a te atacar II

Parte 2: Defendendo e protegendo-se

1. Enfrente o cão e fale pra ele sair de perto com firmeza

Se o cão continua a ser agressivo, sua tentativa de pacificação não funcionou. Para enfrentá-lo e severamente ordená-lo a sair use uma voz forte, profunda e comandante, e mantenha contato com os olhos.

2. Lutar contra um cão em ataque

Se o cão lhe agarrar e começar a mordê-lo, obviamente você tem que se defender. Para fazer isso, tente chutar o cão no nariz, garganta e na parte de trás da cabeça. Isso vai atordoar o cão e provavelmente você terá alguns segundos para escapar. • Não há problema em levantar a voz neste ponto. Chame por ajuda, porque você está lutando para sair do ataque e outras pessoas podem escutá-lo e vir ao seu auxílio. No entanto, é melhor evitar gritar, pois isso pode deixar o cão ainda mais agressivo. • Se você tem uma vara ou algo mais que você pode usar como uma arma, você deve usá-lo para acertar o cão. Não bata sobre a parte superior da cabeça do animal, porque os cães têm crânios grossos, e isso apenas deixará o cão ainda mais irritado. • Lute com todas as forças que tiver, porque infelizmente alguns ataques do cão podem ser fatais.

3. Use seu peso em sua vantagem

Jogue seu peso corporal sobre o cão, empurrando-o para baixo com as partes duras de seus joelhos e cotovelos. Os cães têm uma mordida forte, mas eles não podem lutar, então tente entrar em uma posição vantajosa rapidamente para que você possa tentar quebrar alguns ossos do animal com seu peso. Se você quiser usar um método mais humano, tente derrubá-lo com seu peso na parte de trás do cão e aplique pressão para a frente para a parte de trás do pescoço. Isto manterá o cão imobilizado até que a ajuda chegue.

4. Proteja seu rosto, peito e garganta

Se você for derrubado no chão durante o ataque, não só será mais difícil lutar contra o cão agressivo, mas áreas vitais como o torso, pescoço e cabeça estarão mais abertas ao ataque. Estas são as partes mais importantes do seu corpo, que você precisa protegê-las para não causar danos graves, e até mesmo a morte. • Proteja seus órgãos vitais rolando em seu estômago, colocando seus joelhos para dentro, e traga suas mãos até seus ouvidos.

5. Saia da área devagar e cuidadosamente

Se o cão perde o interesse em você, deixe a área lentamente afastando-se sem movimentos repentinos. Ficar calmo em uma situação como esta é mais fácil falar do que fazer, mas é a melhor coisa que você pode fazer por si mesmo, desde que o cão desista de te atacar.

Extraído de: wikihow andcesarsway

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


 

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