quarta-feira, 8 de abril de 2026

EROS, QUEM ÉS TU?

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie (*)

Eros surge com Hesíodo, como Procriação, a força de atração que viria a unir imortais e mortais entre si e uns com os outros. Mais tarde, no período Alexandrino, assume um garoto com asas que dispara flechas amorosas. Cupido é ele denominado.

Platão descreve-o com duas características: a pobreza e a carência da mãe Pênia e a sagacidade, audácia e coragem do pai Poros, à espreita dos belos de corpo e de alma. Da contemplação da beleza física chega-se à contemplação de todo o belo.

Para Hesíodo, porém, Eros era filho de Afrodite, formada pelos testículos de Urano, e com seus irmãos eram chamados de Erotes, com as suas diversas faces do amor.

Eros, com sua flecha sempre pronta a disparar, é assumido 'correio' do amor.

Platão apresenta este amor ‘como uma doença mental grave’ e, ao mesmo tempo, como caminho para a sabedoria, através do que ele denomina ascese.

Mais tarde, no Romantismo, surge um amor melancólico e nostálgico, com a paixão sobrepondo-se à razão, quando Eros aproxima-se de Tanatos. Os sentimentos explodem no prazer sexual, gerando tristeza e sofrimento na sua carência.

Em nossos dias, o amor tende a ceder a instâncias genitais, com seu efêmero prazer, como se fora mera paixão. “Amor é apenas instinto de sobrevivência da espécie.” – Arthur Schopenhauer. Erich From assim fala do amor: "O amor é uma força ativa no homem; uma força que irrompe pelas paredes, que separam o homem de seus semelhantes, que o une aos outros; o amor leva-o a superar o sentimento de isolamento e de separação, permitindo-lhe, porém, ser ele mesmo, reter sua integridade. No amor, ocorre o paradoxo de que dois seres sejam um e, contudo, permaneçam dois."

O historiador Will Durant conta que "o amor romântico existia entre os gregos, mas raramente determinava os casamentos".

Pra Zygmunt Bauman, vive-se hoje o ‘amor líquido’: o simples apertar de uma tecla rompe laços e os relacionamentos tornam-se irrelevantes e efêmeros, com ainda mais riscos num encontro físico.

O amor jamais será uma invenção ou uma criação. O amor é expressão do próprio ser humano, cujo ônus é encontrá-lo no seu recôndito para amá-lo ou assumir penúrias de sórdida contradição ou traumática rejeição.

Tenhamos uma boa segunda-feira, com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 23/02/26.


A ORIGEM DA CIÊNCIA ECONÔMICA

Por Alexandre Sobreira Cialdini (*)

Há 250 anos, exatamente em 9 de março de 1776, o escocês Adam Smith publicava a obra A Riqueza das Nações: Investigação sobre sua Natureza e suas Causas. O livro marcou o nascimento da economia como ciência. Nele, Smith argumenta que a verdadeira riqueza de um país não é o ouro acumulado – como sustentava a doutrina mercantilista –, mas sim a capacidade produtiva de seu trabalho, ou seja, sua produtividade.

O crescimento econômico é impulsionado pela divisão do trabalho, pelo livre mercado, pela livre concorrência e pelo interesse próprio, que, por meio da chamada “mão invisível”, pode gerar benefícios para toda a sociedade.

O autor elaborou uma teoria sobre o funcionamento do sistema econômico, que reformulou completamente o paradigma vigente à época, quando a riqueza nacional era medida pelas reservas de ouro e prata de um país. Importar mercadorias do exterior era considerado prejudicial, pois significava abrir mão dessa riqueza para pagá-las. Exportar, por sua vez, era visto como benéfico, já que os metais preciosos retornavam à nação.

Assim, os países mantinham uma vasta rede de controles para impedir que essa riqueza metálica se dissipasse, por meio de impostos sobre importações, subsídios a exportadores e proteção às indústrias nacionais.

Esse mesmo protecionismo vigorava também internamente. As cidades impediam que artesãos de outras localidades se estabelecessem em seus territórios para exercer suas atividades. Fabricantes e comerciantes solicitavam ao rei monopólios protecionistas, e dispositivos que economizavam mão de obra eram proibidos por representarem uma ameaça aos produtores existentes.

O pensador escocês demonstrou que A Riqueza das Nações não constitui um endosso à ganância econômica, como às vezes ainda é caricaturada. O interesse próprio pode impulsionar a economia, mas essa força só gera benefícios quando há competição genuinamente aberta e livre de coerção. Ele destaca que o crescimento econômico não pode ser avaliado apenas pelo aumento da riqueza total de um país.

Uma sociedade só pode ser considerada verdadeiramente próspera quando a maioria da população tem acesso a condições dignas de vida, como renda suficiente, emprego de qualidade, educação e saúde.

O clássico do filósofo escocês sintetiza os princípios centrais de seu pensamento econômico: a defesa do livre comércio, da divisão do trabalho, da livre concorrência, da eficiência produtiva e da cooperação entre as nações, sempre baseada na liberdade econômica – base do comércio internacional. O trabalho busca apresentar ao mundo uma ciência econômica descritiva, baseada em evidências, sem deixar de lado as questões morais fundamentais para o ser humano.

Em 1759, muito antes de A Riqueza das Nações, Smith havia publicado a obra que o consagrou no campo da filosofia: A Teoria dos Sentimentos Morais. Em síntese, a natureza humana é complexa. Somos egoístas, mas também gostamos de ajudar os outros.

Os dois livros são, portanto, complementares: mostram como indivíduos podem conviver pacificamente na esfera moral e, ao mesmo tempo, cooperar de forma produtiva no plano econômico. Como afirmou o próprio autor: “Nenhuma sociedade pode ser florescente e feliz se a grande maioria de seus membros for pobre e miserável”.

(*) Mestre em Economia e doutor em Administração Pública e Secretário de Finanças e Planejamento do Eusébio-Ceará.

Fonte: O Povo, de 5/03/26. Opinião. p.18.


terça-feira, 7 de abril de 2026

ÁRVORES FALAM?

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

Hoje, ao levantar-me, corria uma suave brisa com um leve sereno dos céus, pingos miúdos a perpassarem um véu.

Abri a janela e ouvi a voz de uma árvore. Era uma velha mangueira, baloiçando seus galhos, num vai-e-vem rítmico de uma bela valsa portuguesa.

Velha, não decrépita.

E ouvi sua voz. Das pontas de seus galhos brotavam renovos, que saracoteavam alegres, ao toque da brisa. Seus rebentos, brotos tenros, delicados, tez de um verde-claro, irrepreensivelmente, charmoso, caiam uns sobre os outros, com peraltices de impúberes crianças. E os galhos, muitos gastos no tempo, com suas folhas verde-pardacentas de tantas refregas, acolhiam, calmamente, essa nova geração, acenando-lhe um bem-vindo aliviado e letante.

Quedei-me a sorver aqueles momentos, que, de tão alegres, saltaram dentro de mim, fizeram-me tanto bem, que minh’alma sorriu, extasiada com tamanha singela maravilha. Levantei os olhos e balbuciei uma prece de agradecimento e louvor ao Criador.

Dei-me conta de que idades podem se renovar, de que envelhecer pode rejuvenescer, basta deixar um renovo surgir para o velho voltar a sorrir dos cansaços de sua marcha irretornável, porém, sempre pronta ao renovável.

Lembrei-me também da máxima de Lavoisier. Nada de fato se perde, mas se não acontece transformação, ela se transforma em perda.

Nossas células renovam-se. Nossos princípios renovam nossos valores, nossas crenças remoçam nossa fé.

Como aquela mangueira, para caminhar com esbeltez e pujança, que venham novos rebentos, que a alma alenta e a vida alimenta.

Árvore fala, sim, senhor.

Não dá apenas flores ou frutos ou sombra, ela nos proporciona também lições de ‘ser’.

Tenhamos um nome sábado, com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 21/03/26.


99 TOMS EM 99 TONS

Por Tales de Sá Cavalcante (*)

Estava eu sem Mindlin, mas entre livros, numa das poucas livrarias de hoje e "garimpei" notável dueto. A biografia de Tom Jobim por Ruy Castro, o mesmo que, na Folha, considerou que, se escrita pela própria pessoa, não é biografia, pois só o seria se fossem usadas as armas do biógrafo, entre elas ouvir um mínimo de 200 fontes. Para o escritor, a autobiografia é mais uma memória, em que o autor ouve apenas a si mesmo.

O livro era "O ouvidor do Brasil: 99 vezes Tom Jobim", considerado o melhor de 2025 no Prêmio Jabuti, onde o numeral do subtítulo explicita quantas são as crônicas ali reunidas. A descrever melodias, compositores, letristas, cantores e até filmes, o escritor revela: Jobim dizia que "acordar cedo, ver o sol, respirar fundo e achar que a vida é bonita era o que o estimulava a sentar e escrever música". E que "numa época que não se falava em ecologia, já denunciava a destruição das matas, a especulação imobiliária e a poluição das águas".

Segundo o autor, sempre que Jobim abria o piano, o mundo melhorava. E o músico afirmou: "o Japão é um país paupérrimo, com vocação para a riqueza. Nós somos um país riquíssimo com vocação para a pobreza".

Reza a lenda que linda garota, com o charme da carioca, a caminho da praia, passava em frente ao Bar Veloso, onde ficavam Tom e Vinicius a admirá-la pela "beleza que passa sozinha", sem saber que "o mundo inteirinho se enche de graça e fica mais lindo por causa do amor". A lenda também diz que Vinicius e Tom criaram "Garota de Ipanema" no próprio bar, que, por sinal, passou a ter o nome da canção.

O livro nos ensina que Tom compôs a música num apartamento e Vinicius escreveu a letra noutro. Para o autor, Tom Jobim compunha e Vinicius vestia com letras aquelas canções. Digo eu: que corpo, o do cliente! Que alfaiate! E que prova viva! O literato aponta no livro: "Tom não morreu. E, a qualquer hora dessas, vamos cruzar com ele, à sombra de alguma árvore que já não está mais lá". Indica o seu epitáfio como: "tu foste a única culpada". E indaga se era Ligia, Luiza, Gabriela ou Teresa da praia, de quem, a meu juízo, nem a praia conseguia ser sua dona...

(*) Reitor do FB UNI e Dir. Superintendente da Org. Educ. Farias Brito. Presidente da Academia Cearense de Letras.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 5/03/26. Opinião, p.18.


segunda-feira, 6 de abril de 2026

A EQUAÇÃO DA CASA

Por Romeu Duarte Junior (*)

Em muito boa hora, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dedicou a Campanha da Fraternidade de 2026 ao debate sobre a habitação. Com o lema "Fraternidade e moradia" e com um cartaz que traz, além de um sem-teto dormindo num banco de praça, um trecho do evangelho de João ("Ele veio morar entre nós"), a instituição lança luz sobre um tema complexo que mexe com a minha categoria profissional desde que o mundo é mundo. Estima-se que o déficit habitacional brasileiro é da ordem de 6 milhões de residências, o que alcança, em média, entre 24 a 30 milhões de pessoas, isso sem que se fale no gasto excessivo com o aluguel urbano e as inadequações habitacionais fruto do improviso na construção das moradas. Como se vê, é um assunto oportuno e adequado a ser tratado num ano eleitoral.

Contudo, a questão habitacional não se restringe à casa, mas a um universo mais ampliado, que envolve as regiões e as cidades. Tomemos a nossa Fortaleza como estudo de caso: com mais de 2,7 milhões de habitantes, é a quarta capital do País em população e a mais populosa do semiárido no mundo. Caucaia é o município cearense que vem logo atrás, com quase 380 mil almas. Por esses números vê-se que a disparidade é flagrante. Por sua vez, a Região Metropolitana de Fortaleza conta hoje com 19 municípios e concentra 44% da população do Ceará. A isso se chama metropolização descapitalizada, um corpo com uma cabeça grande demais e membros atrofiados. Nosso grande desafio é trabalhar para reforçar as cidades médias e evitar o êxodo que nos constrange.

Fortaleza tem hoje algo em torno de 700 mil pessoas em favelas ou comunidades urbanas, sendo a terceira no Brasil, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro, sem que seja preciso dizer da ação de facções e milícias nessas áreas. Projetos de urbanização para esses setores da Cidade fazem-se mais que necessários, elaborados, contudo, com índices apropriados que não aqueles produzidos para a arquitetura convencional. Aliás, é fundamental compreender que, neste tema, se o número é importante, mais ainda é a qualidade do morar. Não podemos cair novamente na esparrela do Minha Casa Minha Vida (MCMV) priorizando a quantidade e esquecendo os valores e atributos espaciais. De outra parte, a casa carece de funções correlatas para ter sentido. Como fazer mil moradas no meio do nada?

Todo domingo, no caminho para o Raimundo do Queijo, encontro uma multidão de miseráveis na fila da sopa da Praça do Ferreira. Reflito de mim para comigo: Essas pessoas querem um lugar para morar ou desejam ter um espaço para guardar suas coisas, tomar banho e fazer as suas necessidades, dormir quando cansadas? Terão elas condições de bancar a moradia, pagar água, luz, IPTU? Lembro-me da experiência do Conjunto Santa Terezinha, no Vicente Pinzón, final dos anos de 1970. Cinco favelas foram eliminadas para a construção do tal conjunto. Pouco tempo depois, inadimplentes, as famílias voltaram para os seus barracos e as casas foram ocupadas por uma classe média empobrecida. É, pois, difícil a equação da casa, algo que envolve, além da casca, a gema do ovo.

(*) Arquiteto e professor da UFC. Sócio do Instituto do Ceará. Colunista de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 2/03/26. Vida & Arte. p.2.


ESSES ERROS DE TODOS NÓS

Por Luiz Gonzaga Porto Pinheiro (*)

No nosso genoma estão os seres que cruzamos na evolução. Predadores carniceiros e rapineiros estão em alguns dos nossos genes. A expressão de uma ou a repressão de outra proteína pode se manifestar como ganância, inveja, preconceito, soberba ou crueldade. Uma paixão, uma frustração, álcool, alucinógenos ou uma injustiça explícita podem liberar formas bizarras de comportamento no homem. Veja-se a atitude de dois jovens ditos normais, no metrô de São Paulo: embriagados, espancaram até a morte um morador de rua que defendia um homossexual.

Acho que uma parte destes comportamentos atípicos se explica pela frustradora sociedade de consumo. Todos querem ter tudo que lhes agrada. Coletivamente também surgem comportamentos predatórios: países fortes se apropriam do poder, corrompem ou são corrompidos, perseguem minorias e expoliam Estados fracos.

Nações promovem guerras por interesses geopolíticos, religiosos, comerciais ou ideológicos. Impérios dominam extensas áreas do planeta e usam artefatos nucleares e químicos para manter seus privilégios. Nem o meio ambiente escapa dos homens. Espécies extintas, a natureza degradada, mostra a insensibilidade coletiva. Necessário que se exercite a ética, centrada na vida, embasada em coletivo justo, identifique desvios, controlando-os e punindo os culpados.

O Estado deve dar chances iguais a todos, corrigir as desigualdades e facilitar o crescimento dos cidadãos. Enquanto as respostas não chegam, evite-se soluções violentas, a criação de um estado policialesco, onde a ação policial é distorcida com mortes evitáveis pela ação violenta desnecessária.

O controle da criminalidade não pode ser usado como estímulo ao armamento da população que levara ao aumento da violência. Que em cada um de nós prevaleça o bom senso, o autoconhecimento, a observação dos modelos de honestidade, solidariedade e de generosidade; que a esperança vença o niilismo forjando o equilíbrio interior entre o Dionisíaco e o Apolíneo, sonho humanista do nosso animal interior com a sabedoria criada pelo córtex evoluído.

(*) Médico. Professor aposentado da UFC. Presidente da Sociedade Cearense de Cancerologia, presidente do GEEON e pesquisador CNPq.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 28/02/2026. Opinião. p.16.


domingo, 5 de abril de 2026

PÁSCOA: Esperança que ressuscita

Por Pe. Eugênio Pacelli SJ (*)

A Páscoa é o grande coração da fé cristã. Mais do que recordar um acontecimento do passado, ela nos convida a atravessar, com Cristo, o caminho da morte para a vida, da escuridão para a luz, da desesperança para a esperança renovada.

A Ressurreição inaugura uma nova possibilidade para a existência humana: a certeza de que Deus continua agindo na história e conduzindo a vida para além de toda derrota, de toda dor e de toda aparente perda.

Na pedagogia espiritual de Santo Inácio de Loyola, aprendemos que Deus fala na trama concreta da vida. Ele se manifesta nos acontecimentos, nos movimentos do coração, nas alegrias e também nas dores que atravessamos. A espiritualidade inaciana nos ensina a contemplar a realidade com profundidade, percebendo que Deus trabalha silenciosamente em todas as coisas e conduz a história com uma sabedoria que muitas vezes só compreendemos com o passar do tempo.

A Páscoa, portanto, não é apenas uma celebração litúrgica; é uma experiência espiritual que nos transforma por dentro. É o convite a reconhecer que o Cristo ressuscitado continua caminhando ao nosso lado, mesmo quando os olhos da fé parecem obscurecidos pelas preocupações e pelas cruzes da vida. Assim como os discípulos de Emaús descobriram a presença de Jesus ao partir do pão, também nós somos chamados a abrir o coração para perceber sua presença no cotidiano.

A pedagogia inaciana também nos convida a olhar a Ressurreição como um movimento interior de libertação. Libertar-se do medo que paralisa, das culpas que aprisionam e das tristezas que roubam o sentido da caminhada. Cristo ressuscitado rompe as pedras dos nossos sepulcros interiores e nos devolve a coragem de viver, de recomeçar e de confiar novamente na força da graça.

Viver a Páscoa é permitir que a vida nova de Cristo transforme nosso olhar, nossas escolhas e nossa maneira de estar no mundo. Como recordava Santo Inácio, somos chamados a buscar e encontrar Deus em todas as coisas, reconhecendo sua presença também nos pequenos sinais da vida cotidiana.

Porque, para quem caminha com o Ressuscitado, nenhuma noite é definitiva. Sempre haverá uma aurora anunciando que a vida venceu.

(*) Sacerdote jesuíta e mestre em Teologia. Escritor. Diretor do Mosteiro dos Jesuítas de Baturité e do Polo Santo Inácio. Fundador do Movimento Amare.

Fonte: O Povo, de 4/04/2026. Opinião. p.16.

 

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