segunda-feira, 30 de março de 2026

Ceará se prepara para receber a nova Diocese de Baturité

Por Carlos Daniel, jornalista de O Povo.

Celebração histórica ocorre no próximo dia 25 e deve reunir cerca de 10 mil fiéis, além de forte esquema de segurança na cidade

A Arquidiocese de Fortaleza apresentou, nesta quarta-feira, 18, os detalhes da criação da nova Diocese de Baturité. A instalação canônica está marcada para o próximo dia 25 de março e deve reunir milhares de fiéis, além de autoridades civis e religiosas de todo o Ceará. O evento contará com um esquema especial de segurança e uma ampla estrutura para acolher o público.

Durante coletiva de imprensa realizada no Palácio Entre Rios, em Baturité, o padre José Benício Nogueira afirmou que a cidade se prepara para receber cerca de 10 mil pessoas.

A programação oficial terá início às 17h30min, com a entrada do novo bispo, dom Luiz Gonzaga Pepeu — conhecido como dom Pepeu — na Catedral de Nossa Senhora da Palma, onde ocorrerão os ritos de instalação e posse, em cerimônia privada. Em seguida, às 18h30min, será celebrada uma missa campal no patamar da igreja, aberta ao público.

Ao todo, estão confirmados 41 bispos, mais de 250 sacerdotes, cerca de 50 religiosos e mais de 30 diáconos. A cerimônia marca um momento histórico para a Igreja Católica no Ceará.

Marco histórico para a Igreja no Ceará

O padre Vanderlúcio Souza, representante da Arquidiocese de Fortaleza, afirmou que “a igreja no Ceará vive um momento histórico e de grande significado pastoral” com a criação do novo episcopado.

A nova diocese é a décima do Ceará e a primeira criada pelo papa Leão XIV no Brasil. O anúncio foi feito no dia 1º de janeiro deste ano e simboliza, segundo o padre Vanderlúcio, o fortalecimento da presença da Igreja na região do Maciço de Baturité, ampliando a ação evangelizadora e o cuidado pastoral com as comunidades.

Estrutura e organização da nova diocese

A Diocese de Baturité abrangerá 21 paróquias distribuídas em 14 municípios da região, sendo Canindé, Caridade, Guaramiranga, Mulungu, Ocara, Pacoti, Palmácia, Paramoti, Redenção, Acarape, Aracoiaba, Aratuba, Barreira e a própria cidade de Baturité.

Como parte da estruturação da nova diocese, a Prefeitura de Baturité anunciou a doação de um terreno de aproximadamente quatro hectares. Localizado da igreja da Sagrada Família, no conjunto Maria José Viana, o espaço será destinado à construção dos equipamentos da cúria diocesana

Dom Luiz Gonzaga Pepeu será o primeiro bispo da nova circunscrição e chegará ao Ceará no dia 24 de março, sendo recebido em Fortaleza por dom Gregório antes de seguir para Baturité.

A posse canônica ocorrerá durante a cerimônia do dia 25, oficializando a missão do novo bispo e a estrutura eclesial da diocese. A celebração contará com a presença de representantes do Vaticano, incluindo o cardeal Sérgio da Rocha.

Esquema de segurança e organização do trânsito

Para garantir a tranquilidade do evento, foi montada uma operação integrada envolvendo forças de segurança estaduais e municipais. Cerca de 150 policiais militares atuarão diretamente na operação, que começa já no dia 24 de março, com o reforço do policiamento nos principais pontos da cidade.

O planejamento prevê a divisão das áreas de atuação em zonas de segurança, com policiamento a pé nas imediações da catedral, além do apoio de unidades especializadas, como cavalaria, Batalhão de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (Raio) e Polícia Rodoviária Estadual, que atuará nas vias de acesso ao município.

O Corpo de Bombeiros e equipes de saúde também estarão de prontidão para atendimentos emergenciais, enquanto agentes de trânsito irão coordenar o fluxo de veículos. As ruas no entorno da Praça da Matriz serão interditadas para garantir a circulação dos pedestres e a realização da missa campal.

Além disso, a prefeitura organizará espaços de apoio, como praça de alimentação e áreas específicas para ambulantes, com o objetivo de oferecer melhor estrutura aos visitantes e evitar aglomerações em pontos críticos.

Transmissão do evento

A instalação da Diocese de Baturité será transmitida ao vivo em rede nacional por emissoras de televisão católicas, além de plataformas digitais.

Entre os veículos que farão a transmissão estão Rede Vida, TV Evangelizar, Sistema Shalom de Comunicação, além de emissoras de rádio local. (Colaborou Penélope Menezes)

Fonte: Publicado In: O Povo, de 19/03/26. Cidades. p.14.

domingo, 29 de março de 2026

ADEUS AO ACADÊMICO JOSÉ WILSON ACCIOLY

Foi com profundo pesar que a comunidade médica local tomou conhecimento do falecimento, na tarde de 4 de março de 2026, do Dr. José Wilson Accioly, médico dermatologista e membro honorável da Academia Cearense de Medicina (ACM), desde 29/09/2023.

Nasceu José Wilson Accioly em Santana do Acaraú, Ceará, em 3/07/1936, filho único de José Accioly Araújo e Ana Alice Accioly.

De origem humilde, estudou do primário até o segundo ano científico em escolas sobralenses, mas cumpriu o terceiro ano científico, em Fortaleza, no Liceu do Ceará.

Ingressou na Faculdade de Medicina do Ceará em 1956 e colou grau da Universidade Federal do Ceará (UFC) em 1961.

Wilson Accioly iniciou seu aprendizado de Dermatologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da UFC. Seguiu, alguns anos depois, para o Rio de Janeiro, onde cumpriu curso de especialização na Santa Casa de Misericórdia.

Após a formatura, foi admitido como médico do Hospital do Pronto-Socorro da Assistência Municipal de Fortaleza. Exerceu o cargo de dermatologista do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado (IPASE) e da Secretaria da Saúde do Estado, sendo alçado às funções de diretor da Unidade Sanitária Darcy Vargas durante várias gestões. Foi médico do Ferroviário Atlético Clube. Foi ainda Médico do Trabalho.

Profissional de reconhecida competência manteve, por longos anos, manteve um concorrido consultório particular, tornando-se referência na Dermatologia cearense. Em 2005, publicou o livro “História da Dermatologia no Ceará”, no qual descreveu a evolução dessa especialidade em nosso estado desde os anos de 1930.

José Wilson Accioly pertenceu as seguintes entidades médicas: Sociedade Brasileira de Dermatologia, Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ABAI), Sociedade Luso-Brasileira de Alergia e Imunopatologia e Associação Médica Brasileira.

Foi aquinhoado com as honrarias seguintes: Medalha de Honra ao Mérito Profissional, do Conselho Federal de Medicina; Medalha do XLVII Congresso Brasileiro de Dermatologia; Placa de homenagem da ABAI – Regional do Ceará; Placa de Reconhecimento da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional do Ceará.

Foi admitido na ACM, como Membro Titular, em 9/09/1994, ocupando a cadeira 38, patroneada por Álvaro Otacílio Nogueira Fernandes. Nessa arcádia médica exerceu relevantes cargos, em sucessivas gestões, incluindo o de 1º Secretário (1996-98), Vice-presidente (1998-20) e o de Presidente (2000-02), passando a seguir a membro do Conselho Consultivo durante duas décadas.

O desaparecimento terreno do dermatologista Dr. José Wilson Accioly consternou o seu amplo ciclo de relacionamentos, composto por familiares, amigos, confrades, colegas e pacientes, mercê dos seus reconhecidos méritos humanos e profissionais.

Casado com Therezinha Mont’Alverne Adeodato Accioly, desde 1964, deixou os filhos: José Wilson Filho, dermatologista; Paulo Marcelo, urologista; Adriano, dermatologista; e Janine, advogada.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Academia Cearense de Medicina– Cadeira 18

* Publicado. In: Revista AMC (Associação Médica Cearense). Março de 2026 - Edição n.54. p.31 (online).


sábado, 28 de março de 2026

CONVITE: Celebração Eucarística da SMSL - Março/2026 (Domingo de Ramos)

 

A Diretoria da SOCIEDADE MÉDICA SÃO LUCAS (SMSL) convida a todos para participarem da Celebração Eucarística do mês de março/2026, que será realizada HOJE (28/03/2026), às 19h, na Igreja de N. Sra. das Graças, do Hospital Geral do Exército, situado na Av. Des. Moreira, 1.500 – Aldeota, Fortaleza-CE.

CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!

MUITO OBRIGADO!

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Sociedade Médica São Lucas


sexta-feira, 27 de março de 2026

Crônica: “A única alegria” ... e outros causos

A única alegria

- Depois que minha véa 'subiu' - direto pro Céu se foi Eneida, quedê ventura na vida? Os meninos (Zé e Manel) casados, morando em São Paulo. Beber, não provo mais uma gota; raparigar, vixe! Samba, forró, futebol, Praça da Matriz e pescaria no Açude Novo, passou vontade! Até pra missa perdi a vontade de ir, e padre Raimundinho é gente boa.

- Mas o senhor ainda tá novão, seu Sisnando!

- 89 anos, novão?

- Anda com as próprias pernas, vai ao mercado, faz a comida, barre o terreiro de casa, tem a companhia de sua irmã Neuminha.

- Tem jeito não, Adrovaldo! Com Eneida, foi também meu coração.

- Na minha mente o senhor tá é deprimido, e depressão é coisa que, cuidando, o caba melhora uma coisinha.

- Nada disso! É saudade, mesmo! Tá ruim!

- Alegria, nenhuma mais?

A pergunta pôs o velho Sisnando a meditar profundo. Com pouco ele retoma a conversa.

- É... Tem um pormenor! Mas tu vai dizer que eu sou doido...

- Vou não! Impossível o cristão viver sem uma alegriazinha ao menos! Qual?

- Obrar!

- No sentido de... arrear o barro?!?

- Sim. Seguro a vontade até!... Quanto mais apertado, melhor. Aí eu corro e descarrego. Pense num alívio! Enviesado, mas é a minha alegria! Única alegria!

É osso, meu amigo, é osso!

Médico pegou fama e logo é endeusado, especialmente no interior, não importando se ainda estuda Medicina. Por conta da tarimba em consertar de um tudo que quebrasse em todos, um jovem aluno do 10º semestre, de férias na comunidade, foi procurado na segunda-feira bem cedo pra "obrar verdadeiro milagre". O(a) paciente? Ninguém conhecido como eleitor. A alcunha nós sabíamos - "Fifilzinha", cinco anos de serviços prestados à família de Marleudo, humilde agricultor.

A vítima fraturara o pé direito ao saltar do poleiro; talvez o vento forte lhe tenha arremessado ao chão. Pisou em falso e... crec! Ligamentos do membro inferior em cacarecos. Coronel foi o primeiro a chegar ao local do sinistro. Lá estava "Fifilzinha" - galinha caipira poedeira, contorcendo-se de dor. O galo, nem aí pros gemidos da premiada ave - dois ovos postos por dia desde o ano passado.

- Dr. Abel ainda tá na casa do pai? - indaga Marleudo, compadecido.

- Sim, as aulas só recomeçam mês que entra, eu soube! - responde a mulher.

- Pois vamos levar Fifizinha pra consultar esse pé agora. Olha só como está? Dismintido!

- Marleudo, o rapaz estuda medicina de gente! Ainda se prepara pra ser doutor de osso!

- Quem sabe de osso dum cristão, saberá dum bicho de pena!

Pra encurtar história, o quintanista de Medicina imobilizou o pé da galinha com palitos de picolé, sobre emplastro de pano velho embebido em mastruz, e ave, uma semana depois, corria como uma atleta. E deu em ciscar pra frente, mas esse era só um detalhe!

As enroladas de "Dona Menina"

Conhecida pela criatividade com que saía das dificuldades, mamãe se superou quando nos serviu o primeiro grappete. Nosso particular de uva nada mais era que "quissuco" de groselha com laranja espremida. A tampa das garrafas postas à mesa, pedaços generosos de sabugo. E ainda fazia na boca aquela zoadinha de tampa de cerveja liberada por abridor. Se alguém reclamasse do excesso de açúcar mascavo no fundo da garrafa, dizia afobada:

- E é pra ser feliz!!!

Fonte: O POVO, de 27/02/2026. Coluna “Crônicas”, de Tarcísio Matos. p.2.


quinta-feira, 26 de março de 2026

PERDER PARA GUARDAR

Por Patrícia Soares de Sá Cavalcante (*)

"Melhor se guarda um voo de um pássaro do que um pássaro sem voos" - Antônio Cícero

É tão difícil ver um passarinho de perto. Quase todas as manhãs, tento me aproximar dos bem-te-vis. Vou em busca do canto deles, solfejo um sol-mi-dó bem baixinho, mas, quando me aproximo, eles voam. Parecem brincar. Fico com a sensação de que estão chamando um ao outro. É muito comum vê-los em dupla. Sobem rápido, se deslocam e se escondem na árvore; o amarelo desaparece entre as folhas, e o que fica é aquele traço no ar - o desenho de um movimento que já não está mais lá.

E é assim que eu o guardo: admirando o seu voo. A gente não guarda segurando, trancando, impedindo que voe. Guarda deixando ir. Nisso há uma grande beleza, porque, para guardar, é preciso arriscar-se a perder.

Perder é inevitável. Há perdas pequenas, quase imperceptíveis – um compromisso que esquecemos, uma tarde inteira perdida. Outras são maiores: lugares que foram casa, a sensação de pertencer. E há aquelas que beiram o intolerável: as que levam quem a gente já foi um dia.

Há poucos dias, reencontrei, após muitos anos, uma amiga querida de infância que acabara de perder a mãe. E, de repente, senti muitas saudades daquela família em que os amigos dos filhos eram sempre bem-vindos, a conversa era sem censura, e a varanda, cheia. O clima da casa era festivo.

Lembrei-me, com riqueza de detalhes, do seu quarto: havia duas camas de madeira com colchas de retalhos e a janela que se abria para o quintal. Ela costumava guardar escritos de frases e poemas em papel amadeirado.

Ao chegar em casa, fui buscar um deles que está comigo há mais de trinta anos, guardado numa caixa que vez ou outra eu remexo. Mas não está trancado, porque, se fecho os olhos, vem, num cordão fluido de memórias que se misturam, flutuam e se ligam, a lembrança da cor do papel e da letra dela.

Aquilo que já não podemos tocar mantém-se vivo, seguindo inúmeros caminhos possíveis, como a memória do voo dos bem-te-vis. Ele vai, mas seu voo e seu canto ficam guardados em nós.

(*) Médica psiquiatra.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 24/02/2026. Opinião. p.14.

ARIOSTO HOLANDA, um construtor de futuros

Por Ricardo Cavalcante (*)

O tempo costuma medir os homens. Porém, há aqueles que o superam.

Ariosto Holanda foi um desses raros construtores de futuro que não se limitam ao tempo em que vivem. Sua presença segue nas ideias que semeou, nas instituições que ajudou a erguer e, sobretudo, nas vidas que transformou por meio da educação.

Engenheiro de formação, professor por vocação e homem público por compromisso social, Ariosto fez da educação sua maior causa. Não uma educação qualquer, mas aquela que liberta, prepara para o trabalho e gera autonomia e dignidade. Para ele, ensinar nunca foi apenas transmitir conhecimento, era abrir caminhos, provocar pensamento e dar às pessoas a possibilidade real de escolher seus próprios destinos.

Ao longo de sete mandatos como deputado federal, manteve-se fiel a ideias que hoje parecem evidentes, mas que, em seu tempo, exigiam coragem e visão: investir em ciência, tecnologia, educação profissional e inclusão como bases do desenvolvimento. Mais do que defendê-las, transformou-as em políticas públicas e projetos que seguem impactando o Ceará e o Brasil.

Visionário, compreendeu que não há desenvolvimento verdadeiro sem investimento em gente. Por isso, impulsionou iniciativas voltadas à formação para o mundo do trabalho.

Tive o privilégio de conhecer Ariosto, de aprender com sua lucidez e de testemunhar sua coerência. Sua trajetória não foi marcada por discursos vazios, mas por uma impressionante capacidade de transformar ideias em realizações concretas. Ele acreditava no Ceará e trabalhou, incansavelmente, para que o nosso estado acreditasse mais em si mesmo.

No Sistema Fiec, procuramos honrar esse legado. Ao eternizar seu nome no Instituto Sesi Senai de Tecnologia Professor Ariosto Holanda, não fizemos apenas uma homenagem. Firmamos um compromisso: o de continuar levando adiante a visão de futuro que ele nos ensinou. Essa mesma convicção nos levou a confiar ao seu filho, Paulo André Holanda, a missão de dar continuidade a esse trabalho à frente do Sesi e do Senai no Ceará.

Ariosto nos deixa uma lição simples e poderosa não há liberdade sem educação. E não há futuro sem conhecimento.

Nos despedimos dele com gratidão, mas também com responsabilidade. Porque o seu legado é um chamado à continuidade.

Seu legado permanece! 

(*) Empresário. Presidente da FIEC.

Fonte: O Povo, de 24/03/26. Economia. Opinião. p.18.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Baturité – Uma nova Igreja no coração do Ceará

Por Pe. Raphael Silva Maciel (*)

Por ordem de Jesus Cristo, os apóstolos foram por todo o mundo anunciando o Evangelho (cf. Mc 16,15) e pondo os fundamentos do que conhecemos como Dioceses, que tem à sua frente um autêntico Sucessor dos Apóstolos, que desde os tempos apostólicos são chamados de bispos. Como fruto da missão da Igreja, há quase 172 anos era criada a Diocese do Ceará. Daquele primeiro núcleo nasceram outras 9 Dioceses, sendo mais jovem a recém-criada Diocese de Baturité.

O papa Leão XIV, na sua solicitude pela evangelização e salvação das almas, acatou o pedido dos Bispos do Ceará, unidos ao Arcebispo Metropolitano, de erigir mais uma nova Diocese do Estado que concentra a segunda maior população católica do Brasil. Encravada no maciço de Baturité e em partes do Sertão Central, a nova Diocese nasce com 21 Paróquias, em 14 municípios, sob a guia de um Sucessor dos Apóstolos, Dom Luís Gonzaga Pepeu.

Além da grande devoção à Nossa Senhora da Palma e São Francisco das Chagas, a Diocese também abraça a devoção e causa de canonização da Serva de Deus Irmã Clemência de Oliveira. Sem dúvida, essas devoções são sinais maravilhosos da presença da fé católica e do espírito missionário nas terras da nova Diocese.

Baturité significa “serra verdadeira” ou “de onde sai água boa”. Na serra ou no sertão muitas águas boas jorrarão: águas da graça divina que continuarão a percorrer os vales e rincões, dando esperança em tempos de dificuldades, para um povo que sempre pôs sua fé na Providência divina.

Pelo território da Diocese muitos já passaram, dando suas melhores forças até chegar a esse dia histórico: jesuítas, capuchinhos, frades menores, padres diocesanos, religiosas, fiéis leigos, que em conformidade com o Evangelho foram audazes na difusão da obra de Deus e no ensino da fé cristã. Baturité é a primeira Diocese brasileira criada por Leão XIV, fato histórico não só para o Ceará, mas para todo o Brasil. Viva a Diocese de Baturité!

(*) Sacerdote diocesano de Fortaleza. Missionário da Misericórdia.

Fonte: O Povo, de 25/03/2026. Opinião. p.16.


 

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