segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Palestra da ACEMES: “Médicos e Estudantes de Medicina Compositores”

 

O Presidente da Academia Cearense de Médicos Escritores (ACEMES), o médico e professor Luiz Gonzaga de Moura Jr., convida para a Palestra “Médicos e estudantes de medicina compositores”, a ser proferida pelo médico pneumologista e escritor Paulo Gurgel Carlos da Silva.

Paulo Gurgel é administrador de vários Blos e autor de livros, destacano-se como cronista e memorialista. Foi um dos fundadores e ex-presidente da Sobrames/CE.

Data: 26 de fevereiro de 2026 (quinda-feira).

Horário: 19h30min.

Local: Auditório do Núcleo do Obeso do Ceará – Avenida Antônio Sales, 1.540, em frente ao antigo Carrefour, em Fortaleza-CE.

A VIDA E O SEU TROPEL

Por Romeu Duarte Junior (*)

Tenho refletido muito sobre as transformações do cotidiano. A vida tem se alterado numa velocidade estonteante e, neste tropel, também os modos de se lidar com ela. O que até bem pouco tempo era algo de uso corriqueiro, banal, até fundamental, já faz parte do rol de detritos depositados na lata de lixo da existência. Incrível como é célere essa substituição de coisas e procedimentos considerados superados por outros novos e assim por diante. O celular recém-adquirido, mega-super-hiper potente, já, já será trocado por outro mais danado, tal como estabelece a cruel lei capitalista da obsolescência programada, a qual se estende até às relações humanas. Novas formas de convívio social, novos costumes, novas modas entram e saem do radar a todo instante. E agora, José?

Todo mundo hoje sabe cozinhar e é expert em vinhos. O macharal, antes fora da cozinha e adepto da cachaça, hoje, de dólmã, prepara e troca receitas finas e fala de tons de frutas cítricas e notas de tabaco para colocar no Instagram. De outra parte, ninguém quer saber mais de atender telefone. Sofro com o meu peba para me comunicar com alguém, já que o zap solicito apenas à corriola listada e os muitos golpes telefônicos impedem o contato. Como a sensibilidade hoje é muito mais imagética do que literária, ninguém lê mais e tome o adjetivo "textão" para todo e qualquer escrito que ultrapasse dez linhas. Se há o tal streaming, por que ir ao cinema, cujo ingresso é caro e suas comidinhas idem? Há quem ainda redija cartas, use cartão de apresentação, telefone fixo? Escreva à mão?

Atônito, analógico e cada vez mais paranoico, sinto-me como a próxima vítima desse complô cibernético. A informática e a sua filha mais nova, a impiedosa IA, já assassinaram muitas coisas e agora se organizam para dar conta do gênero humano. Nada contra um sistema digital realizar tarefas repetitivas e por isso cansativas para liberar o homem de tais chatos afazeres. O problema reside no fato de estarmos sendo gradativamente substituídos por máquinas que tomam o nosso trabalho e o bendito sistema não ter qualquer responsabilidade quanto ao nosso reposicionamento no mercado e na vida. Somos tão somente eliminados por esse algoritmo ideal do capitalismo, que só deseja lucro máximo e zero pagamento. Isso se dá desde os luditas do século XIX aos trocadores de ônibus.

E o romance em tempos de aplicativo, por quais mudanças tem passado? Lembro do Gil dizendo em sua canção "Lunik 9" "poetas, seresteiros, namorados, correi; É chegada a hora de escrever e cantar; talvez as derradeiras noites de luar", quiçá temeroso de que o satélite soviético atrapalhasse as escaramuças dos amantes. Também foi o mesmo Gil que compôs "Parabolicamará": "Antes o mundo era pequeno; porque a Terra era grande; Hoje o mundo é muito grande; porque a Terra é pequena; do tamanho da antena". Não, não sou saudosista nem refém do passado, apenas alguém preocupado com o veloz andamento do tempo, que não espera por ninguém, e sabedor, sem qualquer deslumbre, de que a ciência e a tecnologia não são neutras nem redentoras. Apenas observo...

(*) Arquiteto e professor da UFC. Sócio do Instituto do Ceará. Colunista de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 19/01/26. Vida & Arte. p.2.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Causo Médico: A NOTA 12

Conta-se que em uma determinada escola de Medicina, nos anos sessenta do século XX, havia uma bela aluna, que estava muito mal nas provas parciais de uma dada cadeira, e que, mesmo obtendo a nota máxima, um dez, na última avaliação, ficaria reprovada, já que ela necessitava de doze para ser aprovada.

Na véspera dessa tal prova, a jovem fez uma demorada e privada visita ao catedrático e regente da cadeira, em seu gabinete de trabalho. Esse velho professor tinha a fama de galanteador do belo sexo e gostava de lançar olhares fulminantes direcionados aos decotes e às pernas das acadêmicas.

Aplicada a prova, e passados os dois dias previstos da correção, os alunos que aguardavam os resultados da correção estavam não apenas preocupados com as próprias notas, mas igualmente curiosos quanto ao desfecho reservado à colega previamente reprovada.

O catedrático convocou os discentes ao anfiteatro, para anunciar as notas e comentar as respostas às questões discursivas. Apesar de observar a ordem alfabética da lista de chamada, o magister, propositadamente, saltou o nome da aluna em questão, o que deixou a turma muito intrigada.

Praticamente conclusa a entrega das notas, o professor, portando uma pasta de couro, finalmente, dirige-se à turma ali reunida:

– Meus diletos discípulos, gostaria de dar conhecimento a todos, de uma situação muito especial.

Nisso, retirou da pasta a prova remanescente, exibindo-a, à distância, lá do púlpito, onde se encontrava.

– Como eu ia dizendo, ao corrigir as provas de vocês, deparei-me com esta preciosidade – falou, elevando o caderno de papel almaço rabiscado.

– Era uma perfeição! O seu conteúdo reproduzia, com absoluta integridade, o teor dos melhores livros-textos, inclusive, com a indicação das várias obras consultadas, patenteando o vasto domínio da matéria, próprio de quem se dedica com afinco ao estudo.

Os alunos observavam o entusiasmado mestre, na expectativa de logo ver aflorar o veredicto.

O professor prosseguiu com suas explicações:

– Essa prova, na tentativa de identificar alguma falha, porque eu não acreditava no que viam esses cansados olhos, que a terra um dia haverá de comer, foi lida e revista. Até a busca de erros gramaticais foi perpetrada e nada achei. Em vista disso, com incontido júbilo, concedi-lhe dez, com louvor.

Os discentes se entreolhavam, e alguns até piscavam os olhos, enquanto o docente seguia com a sua narrativa:

– Ao fazer a média de vocês, notei, contudo, que a única acadêmica que tirara a nota máxima ficara entre os poucos reprovados.

Ele fez uma longa pausa, espalma a mão direita na cabeça, abrindo os dedos por seus cabelos. Depois, deu sequência à sua locução:

– Então, eu comecei a cogitar. Essa prova mereceu nota máxima “cum laude”, e não é um mero dez. Daí, não titubeei e lancei um doze, o que permitiu à aluna alcançar a média de aprovação.

Os alunos estavam pasmos, pareciam não crer no que ouviam, face à estranheza do fato, e começaram a cochichar no anfiteatro. O lente não perdeu a esportiva e continuou:

– Pois bem! Eu lancei o doze na caderneta; porém, o secretário do departamento me alertou que a universidade não aceita nota superior a dez em nenhuma condição.

Um dos estudantes, ressabiado com o comportamento anômalo do catedrático, apressa-o, provocando:

– E aí, professor! Como o senhor resolveu esse “imbróglio”?

– Como era uma perfeição de prova, jamais por mim vista na minha longa carreira de magistério, digna do doze ou até mais do que isso, alterei para dez, mas atribuí os dois pontos que sobraram ao exame anterior, adicionando-os, naturalmente, à nota passada.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Sobrames/CE e da Academia Cearense de Médicos Escritores

Fonte: SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Medicina, meu humor! Contando causos médicos. 2.ed. Fortaleza: Edição do Autor, 2022. 144p. p.70-72.

 Republicado In: SILVA, M.G.C. da. Causo médico: a nota 12. Revista AMC (Associação Médica Cearense). Maio de 2024 - Edição n.33. p. 32-33 (online). (Doc. Nº 8.2.728).


ESSA CASA É MINHA!

Dois bêbados estavam no bar há mais de três horas enchendo a cara, até que um pergunta para o outro:

— Onde é que você mora? 

— Eu moro aqui na rua do lado... 

 — Ah, vá... Eu também! Mas nunca te vi por aqui... 

 — Minha casa é a da esquina com jardim na frente... 

— Você está de brincadeira! A minha também é na esquina com jardim na frente... 

— A minha é aquela amarela... número 743.

— Espera lá! Mas essa é minha casa!!

— Não senhor! É muito minha!

Então resolveram solucionar este mistério e foram os dois na direção da tal casa. Chegando lá...

— É aqui que eu moro! 

 — IMPOSSÍVEL! Quem mora aqui sou eu! 

 — Se eu tô falando que moro aqui é porque eu moro!

— De jeito nenhum! Está me chamando de mentiroso?

— Estou sim, essa casa é minha!

— Não, é minha!

— Minha!

 — É minha! E ficaram os dois nesse papo furado até que a porta se abriu, e uma senhora aparece furiosa e diz:

 — BONITO, né? Pai e filho bêbados discutindo no portão!

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


sábado, 21 de fevereiro de 2026

Coleção de piadinhas para alegrar seu dia III

Piadinha (5)

Durante a madrugada, um grito alto vem do quarto do casal.

O marido - que estava na sala assistindo ao futebol na TV - entra correndo, acende a luz e vê um cara pelado pulando a janela...

A mulher grita: "Aquele cara louco transou comigo duas vezes!"

O marido pergunta: "Duas? Por que você não gritou logo da primeira vez?"

A mulher respondeu: "Tava tudo escuro... eu pensei que fosse você, mas quando ele começou a dar a segunda, eu estranhei!"

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


Coleção de piadinhas para alegrar seu dia II

Piadinha (3)

Numa joalheria, uma mulher solta um peido enquanto olha para um belo par de brincos de diamante.

Ela olha em volta e se sente envergonhada de encarar o vendedor que a observa sem nada dizer, absolutamente profissional.

Ele dirige-se a ela: - Bom dia, senhora, em que posso lhe ajudar?

A mulher, aliviada, pensa que o vendedor não havia notado seu pequeno "lapso", pergunta:

- Qual é o preço desse par de brincos?

E ele: - Se a senhora peidou só de olhar, vai se cagar quando eu disser o preço...

Piadinha (4)

Na biblioteca de uma universidade, um rapaz perguntou a uma moça: "Importa-se se eu sentar ao seu lado?"

A moça responde, gritando: "Não, eu não quero passar a noite com você!"

Todos os estudantes na biblioteca ficaram olhando para o rapaz, deixando-o super constrangido.

Depois de alguns minutos, a moça se aproximou do rapaz e lhe disse: "Eu estudo Psicologia e sei o que os homens pensam. Você ficou constrangido, não foi?"

O rapaz respondeu, gritando: "Duzentos reais por uma noite? Isso é um roubo!" ... e todo o mundo olhou, chocado, para a moça.

Então, o rapaz se aproximou dela e disse: "Eu estudo Direito, e sei como inverter a culpa."

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


Coleção de piadinhas para alegrar seu dia I

Dizem que rir é o melhor remédio, e pode bem ser que haja um bocado de verdade nesse ditado. Portanto, postamos a seguir uma pequena coleção de piadinhas para o público adulto. Esperamos que deem boas risadas:

Piadinha (1)

 - Dona Beatriz? Aqui é Berloque Gomes, detetive particular da ESPIÕES ELETRÔNICOS!

- Oi, Sr. Berloque! E aí? Já está seguindo o meu marido?

- Sim, positivo e operante! Ele está no shopping neste exato momento, abraçado a uma gorda horrorosa com cara de javali! Vou já lhe enviar as fotos!

- Quem está com ele sou eu, Sr. Berloque!  

Piadinha (2)

O marido, cheio de boas intenções, diz para a esposa:- Amor, vamos brincar de médico!

Ela pergunta:

- Do SUS ou particular?

- Não entendi! - diz ele.

- Qual é a diferença?

- Se for do SUS, só daqui a seis meses, e se for particular, custa 300 reais!

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

 

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