quinta-feira, 30 de abril de 2026

Defesa de Memorial para Professor Titular da Enfermagem da Uece de Thereza Moreira

Flagrante da Comissão Especial Julgadora, logo após a defesa do Memorial da enfermeira e advogada THEREZA MARIA MAGALHÃES MOREIRA. A Profa. Thereza Moreira está ladeada pelas professoras Maria Salete Bessa Jorge, Ana Luísa Brandão de Carvalho Lira, Edna Maria Camelo Chaves, à esquerda, e por Profs. Ana Fátima Carvalho Fernandes, Andrea Gomes Linard e Marcelo Gurgel Carlos da Silva, à direita.

(Foto cedida por Thereza Moreira).

Aconteceu na tarde de terça-feira (28/04/26), no auditório do Nupeinsc da Universidade Estadual do Ceará - Uece, a Defesa de Memorial, seguida da avaliação de desempenho, para a promoção funcional da referência “O” de professor associado para referência “P” da classe Titular do Grupo Ocupacional Magistério Superior-MAS, da Professor Titular do docente do Curso de Enfermagem da Uece.

A Comissão Especial Julgadora, composta pelos Profs. Drs. Marcelo Gurgel Carlos da Silva (presidente Uece), Ana Fátima Carvalho Fernandes (membro efetivo UFC), Andrea Gomes Linard (membro efetivo Unilab), Ana Luísa Brandão de Carvalho Lira (suplente externo) e Maria Salete Bessa Jorge (suplente interno), tendo por secretária a Profa. Dra. Edna Maria Camelo Chaves, aprovou o Memorial apresentado pela professora doutora THEREZA MARIA MAGALHÃES MOREIRA.

Parabéns à professora Thereza Moreira, por atingir o ápice da carreira universitária sedimentada em uma brilhante trajetória de vida, referendada por realizações pessoais e profissionais de monta, que bem refletem o seu compromisso científico e a sua louvável dedicação ao exercício da docência superior.

De igual modo, estão de parabéns a graduação em Enfermagem e os programas de pós-graduação da área da Saúde Coletiva da Uece, por terem a professora Thereza Moreira em seus quadros funcionais.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Professor do PPSAC-UECE


Por que na sexta-feira santa não há missa?

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

Num Planeta, onde todos os dias são celebradas missas, há um dia em que nenhum sacerdote pode celebrar a santa missa.

Antes de tudo, uma contextualização histórica:

Após a ceia eucarística, Jesus retira-se com seus apóstolos ao Getsêmani e, ao romper da noite, começa o seu martírio, com o beijo fatídico do apóstolo Judas Iscariotes. Jesus é levado preso, sofre humilhações, é torturado, flagelado, coroado de espinhos e, no dia seguinte, uma sexta-feira, é crucificado ao lado de dois ladrões, Gestas e Dimas.

Os Evangelistas Lucas, Mateus e Marcos atestam que uma como mortalha negra cobriu a terra: “Era quase à hora sexta e em toda a terra houve trevas até a hora nona, isto é, das 12h às 15h. Escureceu-se o sol e o véu do templo rasgou-se pelo meio”. Foi o momento da morte de Jesus.

É importante esclarecer que esse eclipse de 3 horas se deu, contrariando evidências científicas: 1) a Páscoa judaica, celebrada na lua cheia, permitiria apenas cenário de um eclipse lunar, mas não de um eclipse solar, que se dá quando a lua está na fase de lua nova, ou seja, a lua fica entre a terra e o sol; 2) A duração máxima de um eclipse solar é de 7h:31min.

Um aspecto considerável é o rasgamento, de alto a baixo, do véu do Santo dos Santos, pois, onde só podia entrar o sumo sacerdote uma vez por ano, agora é uma porta aberta a todos.

No que tange à celebração eucarística, como a Missa é a memória da morte e ressureição de Jesus, é o Sacrifício celebrado, sacramentalmente, na sexta-feira santa, a Igreja contempla o Sacrifício de Cristo, em sua realidade histórica: vivência litúrgica como acontecimento: o Cordeiro de Deus imolado por nossos pecados.

Daí que a sexta-feira santa, com a mesa sem toalha, o sacrário vazio, a matraca em lugar dos sinos, faz uma provocação espiritual: o silêncio vazio exorta-nos a refletir, a escutar e a contemplar o mistério Pascal. O silêncio do túmulo que precede a alegria da ressurreição.

A celebração litúrgica da sexta-feira santa é chamada a ‘missa dos pré-santificados’, porque não há a consagração, sendo as partículas consagradas na quinta-feira santa oferecidas para a comunhão desse dia.

Ecce lignum Crucis in quo pependit salus mundi. Venite adoremus” (Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo. Vinde, adoremos) ensina-nos a enfrentar nossas dores, sofrimentos e limitações, e a não nos acovardarmos ante a cruz.

Com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 4/04/26.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

COMEMORAÇÃO DO INSTITUTO DO CEARÁ ALUSIVA AOS 300 ANOS DE FORTALEZA

O Presidente do Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico), SERIDIÃO CORREIA MONTENEGRO, na noite de terça-feira passada (29 de abril de 2026), conduziu a solenidade comemorativa dos 300 anos de fundação Da cidade de Fortaleza.

A Mesa Diretora dos trabalhos contou, dentre outros, com as presenças do Presidente de Honra José Augusto Bezerra, do ex-presidente Lúcio Alcântara, do associado remido Miguel Ângelo (Nirez), do convidado oriundo de Sobral, o intelectual Luís Lira, da presidente da Sociedade Amigas do Livro Sra. Elizabeth Bezerra, e do atual presidente Seridião Montenegro.

O elóquio em homenagem ao tricentenário da capital cearense comportou ao consócio Artur Bruno, que premiou a audiência, de forma bastante didática, com uma vista geral da história do Ceará, enfocando a Fortaleza nos seus 300 anos de fundação.

Os consócios Juarez Leitão, Marcelo Gurgel, Romeu Duarte, Henrique Braga, José Augusto Bezerra, Glória Diógenes e Nirez, com substanciais e oportunos comentários pertinentes à História de Fortaleza, enriqueceram a majestosa exposição do consociado Artur Bruno.

Na oportunidade, nessa comemoração alusiva aos 300 anos de Fortaleza, foi apresentado e autografado um livro-síntese da História de Fortaleza, de autoria de Airton Farias e Artur Bruno.

O Auditório Thomaz Pompeu Sobrinho foi abrilhantado pela larga participação de consócios do Instituto do Ceará.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Sócio do Instituto do Ceará


EUCARISTIA: Centro de nossa fé

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

A Eucaristia não é um símbolo, nem uma representação, mas a presença real de Cristo. É a atualização do sacrifício da Cruz, não uma nova imolação.

Ao celebrar a Páscoa com seus discípulos, Jesus institui a Eucaristia (cf. Mt 26,26-29; Mc 14,22-25; Lc 22,19-20) que, a partir daquele momento, assume novo sentido, no mundo cristão. A Páscoa torna-se o evento da morte e ressurreição de Jesus.

Antes da instituição da Eucaristia, Jesus faz várias afirmações conexas:

- Em João 6,48-50: “Eu sou o pão da vida. Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram. Este é o pão que desceu do céu, para que não morra todo aquele que dele comer.”

- Em João 6, 51; “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que Eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo”.

- Em João 6,53: "Jesus disse-lhes: 'Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós".

- Em João 6, 54-55: "Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia". "Pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida".

Em Jo 6, 56: "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele.”

Na Última Ceia, os Evangelhos sinóticos apresentam, com toda clareza e exatidão, o mistério da transubstanciação, transbordando amor, paz e misericórdia, convocando todos à união e perpetuando a presença de Jesus, no meio de todos nós: - Jesus, na Última Ceia, parte o pão e dá o cálice, dizendo: "Isto é o meu corpo... este é o meu sangue", estabelecendo a Nova Aliança (Mt 26, 26-28; Mc 14, 22-24; Lc 22, 19-20).

“ISTO É O MEU CORPO / ISTO É O MEU SANGUE”: o tempo verbal usado para afirmar esta realidade

* apresenta qualidade de ação durativa (τοῦτό ἐστιν τὸ σῶμά μου / τοῦτό ἐστιν τὸ αἷμά μου), ou seja, não ficou somente naquele momento e não é uma representação simbólica, mas a realidade do que se afirma.

Em seguida, ordena Jesus: - Fazei isto em memória de Mim (τοῦτο ποιεῖτε εἰς τὴν ἐμὴν ἀνάμνησιν). Este tempo ποιεῖτε está flexionado no imperativo, expressa uma ordem de uma ação que já começou.

O Papa Paulo VI, na Carta Encíclica Mysterium Fidei, de 03 de setembro de 1965, 28 comenta: “Jesus ao ordenar aos Apóstolos que fizessem o partir do pão e o beber do cálice em sua memória, deixa explícita a sua “[...] vontade de que este mistério se renovasse. Na realidade, foi o que a Igreja primitiva realizou fielmente, perseverando na doutrina dos Apóstolos e reunindo-se para celebrar o sacrifício Eucarístico.

Tomai, todos, e comei: Isto é o Meu corpo, que será entregue por vós”.

Tomai, todos, e bebei: Este é o cálice do Meu sangue, o sangue da Nova e Eterna Aliança, que será derramado por vós e por todos, para remissão dos pecados.

FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.”

FONTE:https://www.academia.edu/145023418/Sacramento_da_Eucaristia_fundamentação_bíblica_e_teológica

Uma boa sexta-feira santa, com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 3/04/26.

terça-feira, 28 de abril de 2026

Convite: Defesa de Memorial para Ascensão a Professor Titular de Thereza Moreira


 

Um trecho da história — e de um sonho que marcou gerações

Por Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho (Doutor Cabeto) (*)

Em 1º de março de 2001, inauguramos o Instituto de Ciências Médicas Paulo Marcelo Martins Rodrigues. Ali começava um sonho ousado: criar no Ceará um centro de excelência capaz de unir assistência qualificada, pesquisa, ensino e inovação. Inspirados em modelos nacionais de referência, acreditávamos que era possível transformar a realidade da saúde pública do Estado.

De início, saímos divulgando a ideia, movidos por entusiasmo e esperança. Alguns embarcaram nessa jornada comigo, mesmo diante da descrença de tantos outros. Vieram anos de trabalho intenso, de tentativas, visitas técnicas pelo Brasil, análises de modelos de financiamento e estudos sobre o que deu certo e errado em outras instituições. Aprendemos que os modelos exclusivamente públicos enfrentavam limitações, enquanto os privados nem sempre priorizavam educação e pesquisa. Foi nesse contexto que fomos construindo, pouco a pouco, o nosso caminho.

Com o apoio sensível de líderes da sociedade cearense, conseguimos transformar parte desse sonho em realidade. A obra do hospital no Porangabuçu é fruto dessa união de esforços. O prédio, ao lado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, representa mais que uma construção física: simboliza uma visão de saúde que valoriza profissionais, incentiva inovação, atrai talentos e coloca o paciente no centro, independentemente de sua condição social.

No entanto, depois de 24 anos de dedicação contínua, compreendemos que o projeto, tal como foi concebido, ainda não encontrava apoio político e institucional suficiente para se concretizar plenamente. Assim, transferimos o patrimônio para a Universidade Federal do Ceará, que de parceira passou a ser a única responsável por seguir adiante.

A continuidade da obra foi licitada há cerca de um ano. Não sabemos se o projeto físico permanecerá fiel ao original e, certamente, o modelo assistencial idealizado não será mantido. Ainda assim, sua conclusão poderá fortalecer a assistência pública, ampliar oportunidades de ensino e contribuir para a humanização do atendimento no Estado. Mesmo distante da proposta inicial, será um passo importante para o Ceará.

Encerramos, assim, um ciclo. Mas não perdemos a esperança. Acreditamos que o tempo esclarecerá nossa trajetória e, quem sabe, permitirá que os princípios que guiaram essa instituição um dia sejam retomados. A responsabilidade por esse legado não se extingue; permanece com todos nós, os teimosos que continuam acreditando.

Um dia, como diz a música, "o sertão vai virar mar".

Agradeço profundamente a todos que ajudaram a construir essa história.

(*) Médico. Professor da UFC. Ex-Secretário Estadual de Saúde do Ceará.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 21/03/2026. Opinião. p.17.


segunda-feira, 27 de abril de 2026

SAÚDE BUCAL E QUALIDADE DE VIDA

Por Davi Cunha (*)

A saúde bucal ainda é um desafio importante no Brasil, especialmente quando se observa a realidade da população idosa. Dados recentes indicam que cerca de 36,5% dos idosos brasileiros perderam todos os dentes naturais. No Ceará, esse índice é ainda mais elevado e chega a aproximadamente 45,9%, um dos maiores do país. Em Fortaleza, a situação também chama atenção: cerca de 42% das pessoas acima dos 60 anos já não possuem dentes naturais.

Embora muitas pessoas associam a perda dentária ao envelhecimento, especialistas destacam que esse processo não é inevitável. Na maior parte dos casos, a perda de dentes está relacionada a doenças bucais preveníveis, como cáries em estágio avançado e, principalmente, a periodontite, uma inflamação que afeta a gengiva e o osso responsável por sustentar os dentes.

Além de afetar a estética e a autoestima, a ausência de dentes pode trazer impactos diretos para a saúde geral. A dificuldade de mastigação costuma levar idosos a modificar a alimentação, priorizando alimentos mais macios e, muitas vezes, menos nutritivos. Esse hábito pode contribuir para quadros de desnutrição, perda de massa muscular e piora da qualidade de vida.

Outro fator comum é o uso prolongado de próteses dentárias. Embora as dentaduras representem uma solução importante para reabilitação bucal, quando utilizadas por muitos anos podem contribuir para a reabsorção do osso da mandíbula e da maxila, o que pode dificultar tratamentos futuros.

Alguns cuidados simples ajudam a preservar a saúde bucal ao longo da vida. A higiene adequada dos dentes e das próteses, o uso regular do fio dental e as consultas periódicas ao dentista são medidas fundamentais para prevenir doenças bucais.

Na terceira idade, também é importante estar atento à chamada boca seca, condição comum em pessoas que utilizam medicamentos para hipertensão, diabetes e outras doenças crônicas. A redução da saliva aumenta o risco de cáries e infecções, exigindo acompanhamento profissional.

Outro ponto de atenção são feridas ou manchas na boca que não cicatrizam em até 15 dias. Nesses casos, a avaliação de um dentista é fundamental para descartar problemas mais graves.

Mais do que tratar dores ou problemas já instalados, o cuidado com a saúde bucal deve fazer parte da rotina ao longo de toda a vida. A prevenção continua sendo o caminho mais eficaz para garantir que mais pessoas envelheçam com saúde, autonomia e qualidade de vida.

(*) Cirurgião-dentista.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 20/03/2026. Opinião. p.16.

 

Free Blog Counter
Poker Blog