domingo, 17 de maio de 2026

POSSE DA XXV DIRETORIA DA ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA

Mesa diretora da solenidade de posse da XXV Diretoria da ACM em 15/05/26. (Foto cedida pela Acada. Sara Lúcia F. Cavalcante).

A Academia Cearense de Medicina (ACM) efetuou na noite de 15/05/2026, no Auditório Reitor Martins Filho da Reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), a solenidade de posse da sua nova diretoria, para o biênio 2026-28, que terá na sua Presidência o Acad. Ivan de Araújo Moura Fé, substituindo o Acad. José Henrique Leal Cardoso.

Comportou ao Acad. José Henrique Leal Cardoso empossar e passar o colar presidencial ao novo presidente, após o que o presidente recém-empossado nomeou e deu posse aos componentes da nova Diretoria Executiva e do respectivo Conselho Fiscal.

Na oportunidade, a ACM realizou a posse do seu membro honorário Hugo Santana de Figueiredo, ilustre e conceituado oftalmologista radicado no Cariri cearense, que foi recepcionado, em nome do sodalício, pelo Acad. Vladimir Távora Fontoura Cruz, seu colega de turma médica e proponente da concessão desse título acadêmico. Em seguida, cumprindo o ritual de posse, o Acad. Hugo Santana de Figueiredo pronunciou o seu discurso de agradecimento permeado de caras lembranças da sua trajetória de vida profissional.

O evento foi conduzido de forma exitosa pelo cerimonialista Acad. João Martins de Souza Torres, consoante protocolo cuidadosamente por ele elaborado.

Após o término dos trabalhos, a ACM e o Acad. Hugo Santana de Figueiredo proporcionaram aos acadêmicos e seus convidados um coquetel de congraçamento nos jardins da Reitoria da UFC.

Acad. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Membro titular da ACM – Cadeira 18


O AMOR QUE VENCE A MORTE

Por Pe. Reginaldo Manzotti (*)

A Páscoa é o coração da fé cristã. Não é apenas uma data no calendário litúrgico nem a lembrança de um fato do passado. A Páscoa é um acontecimento vivo, permanente, que atravessa os séculos e alcança cada ser humano em suas dores, medos e esperanças. Celebrar a Páscoa é proclamar que a morte não tem a última palavra, que o sofrimento não é definitivo e que Deus permanece fiel até o fim.

Desde o Antigo Testamento, a Páscoa está ligada à passagem: passagem da escravidão para a liberdade, da opressão para a terra prometida. Em Jesus Cristo, essa passagem atinge sua plenitude. Ele atravessa a morte e abre para toda a humanidade um caminho novo. Como afirma São Paulo: "Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa fé" (1Cor 15,14). Não se trata de um detalhe da fé, mas de seu fundamento.

A Páscoa nos revela quem é Deus: não um Deus distante ou indiferente, mas um Deus que entra na história, sofre conosco, morre por amor e ressuscita para nos devolver a vida. A ressurreição não apaga a cruz, mas dá sentido a ela. O Ressuscitado conserva as marcas dos cravos, mostrando que o amor vivido até o extremo não é destruído, mas transfigurado.

O túmulo vazio é um sinal aberto. Ele aponta para algo maior: Jesus não está mais entre os mortos porque Deus agiu. Como diz o anjo: "Por que procurais entre os mortos aquele que está vivo?" (Lc 24,5).

Quantos de nós carregamos sepulcros interiores - medos, culpas, desesperanças? O sepulcro vazio nos provoca a sair. Não é um lugar para permanecer, mas para partir em missão. A Páscoa nos tira das seguranças, das certezas fechadas, e nos envia a anunciar que a vida venceu.

A Igreja sempre afirmou com clareza: a ressurreição de Jesus não é metáfora nem símbolo psicológico nem simples continuidade da memória dos discípulos. Trata-se de um acontecimento real, histórico, mas que ultrapassa a história. O corpo de Jesus ressuscita, porém não volta à vida biológica como Lázaro. Ele entra numa condição nova, glorificada.

Celebrar a Páscoa não é apenas afirmar que Jesus ressuscitou, mas permitir que Ele ressuscite em nós. Cada vez que escolhemos a vida, o perdão, a reconciliação, a justiça, participamos da dinâmica pascal.

A ressurreição nos ensina que Deus age mesmo quando tudo parece perdido. Quando a pedra parece pesada demais, quando o túmulo parece definitivo, Deus já está trabalhando no silêncio da madrugada. A Páscoa nasce no escuro, antes do sol aparecer.

Como Igreja, somos chamados a ser sinais de ressurreição num mundo marcado por tantas mortes: físicas, emocionais, sociais e espirituais. Onde há exclusão, somos chamados à comunhão. Onde há desespero, à esperança. Onde há cruz, a anunciar que ela não é o fim.

A essência da Páscoa cabe numa simples proclamação: Ele vive. E porque Ele vive, a vida tem sentido, a dor não é absurda e o amor não é em vão. O túmulo vazio não é um ponto final, mas um começo.

Cristo ressuscitou. Verdadeiramente ressuscitou. Aleluia! Feliz e abençoada Páscoa!

(*) Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).

Fonte: O Povo, de 18/04/2026. Opinião. p.22.

sábado, 16 de maio de 2026

II Encontro Científico da Academia Cearense de Medicina

Em 13 de maio de 2026, no Auditório Central da Universidade Christus (Unichristus), aconteceu o II Encontro Científico da Academia Cearense de Medicina (ACM).

Após a composição da mesa de abertura dos trabalhos, que contou com a representação de importantes entidades médicas e de ensino, a programação foi iniciada com o discurso de saudação proferido pelo presidente da ACM José Henrique Leal Cardoso.

Em seguida, o Acad. Anastácio de Queiroz Sousa discursou em homenagem ao Presidente de Honra do evento, o Acad. Emérito Dr. Elias Giovane Boutala Salomão traçando esmiuçada e alentada biografia do homenageado. O Dr. Elias Boutala, bastante sensibilizado com a honraria concedida pela ACM, agradeceu com palavras tocantes, gerando emoção entre os presentes e produzindo calorosos aplausos de reconhecimento da audiência.

Desfeita a mesa de abertura, o programa científico começou com um ciclo de conferências, intitulado “Panorama Nacional e Estadual das Escolas Médicas”, sob a coordenação da Dra. Inês Tavares Melo, atual presidente do CREMEC, que teve como conferencista os Drs. Margareth Dalcolmo (Academia Nacional de Medicina), Estevam Rivello (Conselho Federal de Medicina), Marcelo Gurgel Carlos da Silva (Academia Cearense de Medicina) e Edmar Fernandes (Sindicato dos Médicos do Ceará).

Após o intervalo, completando a programação da manhã, teve um ciclo de conferências, denominado “Experiência das Escolas com Nota Cinco no Enamed”, com a coordenação do Dr. Ivan de Araújo Moura Fé, atual vice-presidente da ACM, do qual participaram como expositores José Lima Rocha (Unichristus), João Macedo Coelho Filho (Universidade Federal do Ceará) e Sheila Maria Fontenele (Universidade Estadual do Ceará).

O turno da tarde constou, inicialmente, do ciclo de conferências “Novas Estratégias Metodologias de Ensino e Aprendizagem”, coordenado pela Acada. Sara Lúcia Ferreira Cavalcante, tendo por conferencistas os médicos e professores José Batista (Universidade Federal do Ceará), Luiz Gonzaga de Moura Jr. (Unichristus) e Verônica Freitas (Universidade de Fortaleza).

O II Encontro Científico da ACM foi encerrado com o “Simpósio Entre as Escolas Médicas do Ceará”, coordenado pelo Acad. Arruda Bastos, tendo por debatedores Marcelo Gurgel Carlos da Silva (Universidade Estadual do Ceará) e Edmar Fernandes (Sindicato dos Médicos do Ceará).

Acad. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Membro titular da ACM – Cadeira 18


O QUE ACONTECEU?

Por Rev. Munguba Jr. (*)

Normalmente não assisto TV aberta. Prefiro selecionar conteúdos sob demanda e, assim, construir um conjunto de informações mais equilibrado, contemplando visões diferentes e, muitas vezes, até discordantes entre si. No entanto, nas últimas semanas, percebi uma mudança de direção nos editoriais da grande mídia.

O que, até pouco tempo atrás, era tratado como ataque ao Judiciário e à democracia, passa agora a ser apresentado sob a antiga e apropriada perspectiva da liberdade de imprensa. Na realidade, nunca se tratou de ataque, mas de críticas, algo essencial em qualquer sociedade democrática.

Fico satisfeito em perceber o retorno de um jornalismo mais firme, combativo e investigativo, comprometido com a apresentação honesta dos fatos. Quando os diferentes lados de uma notícia são expostos com clareza, todos ganham.

Em momentos recentes, aplausos foram direcionados ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, mesmo diante de decisões controversas, como prisões e condenações severas, além de medidas monocráticas que atingiram jornalistas e cidadãos comuns por manifestações de pensamento divergente. Esse cenário levanta reflexões importantes sobre limites, equilíbrio e responsabilidade institucional.

Não se trata de direita ou esquerda. A polarização sempre existiu e continuará existindo. O ponto central é a defesa de uma imprensa livre, equilibrada e corajosa, não subserviente a qualquer poder.

A Bíblia afirma que a nossa palavra deve ser "sim, sim; não, não". Isso remete à clareza e à honestidade. É legítimo que o jornalista expresse sua opinião, desde que o faça de forma transparente, distinguindo claramente o que é fato, o que é interpretação e o que é posicionamento pessoal.

A recente cobertura de temas como o Banco Master e o INSS, sem poupar agentes de diferentes espectros políticos, traz um novo fôlego ao jornalismo.

O Brasil precisa, com urgência, de seus jornalistas plenamente ativos: livres, íntegros, investigativos e profundamente comprometidos com a verdade.

(*) Pastor Munguba Jr. Embaixador Cristão da Oração da Madrugada e Erradicação da Pobreza no Brasil e presidente da Igreja Batista Seven Church.

Fonte: O Povo, 11/04/2026. Opinião. p.20.


sexta-feira, 15 de maio de 2026

FOLCLORE POLÍTICO: Porandubas 866

Abro a coluna com um frio aperto de mão.

O frio aperto de mão

O deputado baiano mandou cartão de Natal para uma mulher que morrera há muito tempo. A família, irritada, retribuiu: "Prezado amigo, embora jamais o tenha conhecido durante os meus 78 anos de vida terrena, daqui de além-túmulo, onde me encontro, agradeço o seu gentil cartão de boas festas, esperando encontrá-lo muito em breve nestes páramos celestiais para um frio aperto de mão. Purgatório, Natal de 2005." O deputado recebeu a resposta. E espera, angustiado e insone, pelo aperto de mão.

Fonte: Gaudêncio Torquato (GT Marketing Comunicação).

https://www.migalhas.com.br/coluna/porandubas-politicas/419404/porandubas-n-866


quinta-feira, 14 de maio de 2026

Finim é um risco na imensidão do mar

Por Izabel Gurgel (*)

Por volta das cinco da tarde, Francisco Finim sai de casa, no Moura Brasil, no Centro de Fortaleza, apetrechado para pescar no mar à vista. Leva a tiracolo a balsa artesanal, feita por ele com pranchas de isopor, sacos de ráfia e pedaços de madeira. Um primor de desenho, de corte e costura manual, de reuso e aproveitamento de materiais. Fino designer, fino design.

O acervo de gestos, cultivados em uma vida de práticas de invenção, integra desde a feitura quanto o transporte da balsa e remos, o manejo nas águas e na terra, na descida do morro até o mar, na subida de volta à casa, com frutos do trabalho. Leva junto o galão, a rede sintética que é uma operação entre vazio e cheio, leveza e peso. A rede é adornada com chumbo para tanto submergir (a trama geométrica) quanto deixar a borda visível e firme para lançamento e arrasto. A balsa, a pesca, a vida cotidiana constituem uma rede quase invisível de agenciamentos para existir.

Dos altos do Moura Brasil, Finim faz o caminho-serpentina descendo para a praia, cruzando a avenida Leste-Oeste, cuja construção mudou os contornos de onde vive, desde a retirada de ruas e casas e moradores ao barulho de grande circulação de veículos, constituindo um outro espaço e um outro tempo.

Finim realiza o apelido incorporado quando, ele ao mar, nosso ponto de vista partindo da sede do Nupac, vemos o pescador como um risco na imensidão. O Nupac é o Núcleo de Patrimônio Cultural do Moura Brasil, conduzido por Ismael Gutemberg e Débora Soares, na casa da família, na 'rua de frente' do morro. Finim é um risco na imensidão. No alto, eu o vejo porque Ismael me ajuda a olhar.

Quando começa a remar, de costas para o mar, de frente para a praia e a Cidade, Finim é um músico solista em concerto sinfônico. Com seus instrumentos, e a orquestração para o encontro com o mar, Finim toca o que tem de melhor. Eu o vi partir um dia, depois de fazer com ele o caminho da casa à praia, Finim tão íntimo dos materiais de trabalho e do chão onde pisa quanto aberto ao que pode ser que pensamos em quando um bailarino dança.

Finim se lança ao mar dando as coordenadas para Ismael melhor se posicionar e fotografá-lo. Que Ismael fosse pelo pontão da marina do hotel de mesmo nome. Fazemos pelo pontão o percurso que Finim faz nas águas. Finim músico, orquestra, maestro e música. Na plateia, Ismael e eu nos deslocamos em paralelo até Finim nos ultrapassar, remando sem parar, indo, seguindo, avançando rumo ao "endereço" onde quer chegar.

Ao longo do pontão, conversa com a gente, da água para a terra, querendo me fazer ver como lhe é perfeita, na adequação ao corpo exíguo, a balsa várias vezes revestida de sacos de farinha de trigo, oriundos da padaria da família da Débora, nos altos do Moura. Com a proa feito noiva do vento, Finim se distancia e nos acena com os remos: "Dona Izabel, agora só oito horas". É o horário de retorno. À imagem de São Francisco e os pássaros, acrescentamos a movente paisagem Finim e os peixes.

(*) Jornalista de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 12/04/26. Vida & Arte, p.2.

Hospitais de ensino para fortalecer o SUS

Por Josenília Gomes (*)

Desde que foi vinculado à HU Brasil, antes chamada Ebserh, o Complexo Hospitalar da UFC teve sua capacidade de resposta à rede de saúde fortalecida por um modelo de gestão que garante previsibilidade, qualificação de processos e melhores condições para o cuidado em saúde. No último ano, essa parceria institucional se traduziu em resultados que evidenciam isso.

A Maternidade-Escola Assis Chateaubriand seguiu referência para a gestação de alto risco com emergência obstétrica e cuidados a recém-nascidos prematuros extremos, oferecendo cirurgia fetal como correção intrauterina de meningomielocele e fetoscopia a laser para síndrome de transfusão feto-fetal. Também acolheu mulheres vítimas de violência, em tratamento de endometriose e para neovagina com pele de tilápia. Foram realizados quase 490 mil procedimentos com foco no cuidado da mulher durante a gestação e fora dela.

No Hospital Universitário Walter Cantídio, foram registrados quase 400 mil atendimentos ambulatoriais, cinco mil cirurgias, mais de um milhão de exames diagnósticos, 13 mil procedimentos oncológicos e 254 transplantes. Destaque para a primeira infusão da medicação Spinraza para o tratamento de crianças com atrofia muscular espinhal.

Em 2025, o CH-UFC avançou ainda na qualificação do ensino em saúde, com o fortalecimento da formação de preceptores, a ampliação dos programas de residência e a diversificação dos campos de estágio. O período também foi marcado pela conquista do Prêmio PIT HU Brasil/MEC 2025, que reconheceu iniciativas tecnológicas.

A gerência da HU Brasil no CH-UFC trouxe avanços em infraestrutura, como ampliação de consultórios, modernização da unidade de pesquisa clínica e laboratório de simulação para treinamento prático simulado, além da reorganização de unidades administrativas. Foram mais de R$ 11 milhões investidos em obras e aquisição de equipamentos.

Em 2026, será necessário consolidar políticas permanentes de formação, continuar investindo em inovação pedagógica, fortalecer indicadores de qualidade e integrar ainda mais gestão, ensino, assistência e pesquisa. É o caminho para o Complexo Hospitalar da UFC, para a HU Brasil, para o SUS e, sobretudo, para a população que dele depende.

(*) Médica. Superintendente do Complexo Hospitalar da UFC/HU Brasil.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 3/04/2026. Opinião. p.20.


 

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