quinta-feira, 21 de outubro de 2021

O OUTUBRO ROSA E O CONTROLE DO CÂNCER DE MAMA

Por Luiz Porto (*)

O Câncer de Mama é hoje a principal causa de morte por neoplasias entre mulheres no mundo. Atualmente se observa uma diminuição da mortalidade nos países desenvolvidos e aumento da mesma n os países em desenvolvimento.

A incidência aumentada é resultado do aumento da expectativa de vida e exposição a fatores de risco com o: crescimento da obesidade, adesão feminina ao tabagismo (felizmente decrescendo) e alcoolismo; a diminuição da prole e do tempo de amamentação em face da entrada da mulher no mercado de trabalho.

A diminuição da mortalidade entre as sociedades mais ricas se deve a fatores como: maior grau de informação da população sobre a doença; maior oferta de métodos diagnósticos (mamografia); acesso a terapêuticas mais eficazes oferecida uniformemente à população.

No Brasil, a partir do 1° Congresso Mundial de Controle do Câncer, no Rio de Janeiro em 2008, criou-se um programa baseado no rastreamento bianual universal pela mamografia dirigido a mulheres entre 50 e 70 anos. Foram identificadas Unidades de Diagnóstico e Tratamento, os CACONS e as UNACONS bem como os Serviço de Diagnóstico em Mastologia (SDMs), capazes de fazer o diagnóstico ambulatorial da doença.

No Ceará a criação de Policlínicas distribuídas em pontos estratégicos e a interiorização de especialistas na área ainda não se sedimentou totalmente. Temos equipamentos em número suficiente e razoavelmente bem distribuídos, mas muitos ainda estão bastante ociosos.

Infelizmente a nossa cobertura da população alvo, nunca passou dos 40%, enquanto a Organização Mundial de Saúde aconselha 70%. Precisamos interiorizar mastologistas e principalmente treinar todos os profissionais da área, inclusive os milhares de agentes de saúde que poderão passar as informações sobre fatores de risco e rotinas diagnósticas.

O acesso igualitário aos métodos de tratamento certamente diminuirá a mortalidade e mutilações relacionadas a diagnóstico tardio.

A criação de um período do ano, o Outubro Rosa, ideia surgida na América, envolvendo a Sociedade como um todo, tem trazido a uma discussão de experts, políticos e à sociedade em geral para atingirmos este objetivo. A Sesa, o Comitê Estadual de Controle de Câncer, a Sociedade Cearense de Mastologia, A Academia liderada pela UFC, o CACON, UNACONS, Policlínicas, e Unidades Básicas de Saúde precisam despertar para este papel.

(*) Mastologista.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 6/10/2021. Opinião. p.21.

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

APROVADO O PRIMEIRO MESTRADO EM ONCOLOGIA DO NORDESTE BRASILEIRO

O Instituto do Câncer do Ceará (ICC), a Faculdade Rodolfo Teófilo (FRT) e o Hospital Haroldo Juaçaba (HHJ) oferecerão a partir de março de 2022 o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Oncologia.

O ICC, com seus 77 anos, consagra sua história de serviços à coletividade com o seu Mestrado em Oncologia, o primeiro desta área de concentração da Medicina no Nordeste brasileiro autorizado pela CAPES.

Serão 20 vagas para graduados em Cursos da Área da Saúde e profissionais de outras áreas com expertise em Biologia Molecular, Histologia, Imunologia e Genética. O Edital de seleção será publicado em breve.

O Mestrado em Oncologia possui quatro linhas de pesquisa: Biologia Molecular e Genética dos Tumores, Efeitos Adversos da Terapia Oncológica, Epidemiologia do Câncer e Pesquisa Clínica em Oncologia. Tem parque tecnológico adequado e corpo docente cientificamente qualificado para a concretização dos projetos de pesquisa, a geração de novos conhecimentos e a formação de profissionais de excelência em cancerologia.

A meta é disponibilizar todo o esforço das Instituições promotoras (ICC/FRT/HHJ) para pôr no concreto este sonho. Salve nossos próximos alunos.

Lúcio Flávio Gonzaga Silva

Coordenador do Programa

ENSINO SUPERIOR E RETORNO PRESENCIAL

Por Paulo Sérgio Dourado Arrais (*)

É público e notório que, a melhor forma de garantir o retorno seguro às salas de aula é através da vacinação de todos os docentes, estudantes e técnico-administrativos, seguido da garantia, por parte das instituições, das condições necessárias para o desenvolvimento das atividades presenciais.

Isto inclui o fornecimento de equipamentos de proteção individual, como máscara e protetor facial, insumos para higiene das mãos, como sabão e álcool gel 70%, higienização dos vários espaços de convívio, banheiros e veículos de transporte de alunos, e lanchonetes existentes nos campi.

Campanhas educativas também devem ser implementadas, assim como procedimentos de testagem rápida para identificação de alunos positivos para COVID-19, pois estudo desenvolvido com outros pesquisadores, junto aos alunos da UFC (Dezembro/2020), evidenciou essa necessidade.

Os alunos correm sérios riscos de contaminação, já que identificamos manuseio inadequado das máscaras, a falta de cuidados com a higiene das mãos e pessoal, o uso de transporte coletivo para seus deslocamentos a universidade e o não cumprimento de medidas de distanciamento social.

Por outro lado, é importante frisar que, o retorno às atividades presenciais, não devem se limitar a melhora na infraestrutura de salas de aula, a compra de insumos para garantir as medidas de prevenção e controle, da higienização de espaços.

É preciso entender que, muitos dos nossos alunos, irão retornar fragilizados, deprimidos, pela perda de familiares e amigos, pelo desemprego e pelas dificuldades financeiras dos pais.

No estudo desenvolvido na instituição, verificamos que 54,4% das famílias dos estudantes tinham renda igual ou menor que dois salários mínimos, 20,3% recebiam auxílio da IES e 70,8% referiu que, no momento da pesquisa, sua família havia recebido auxílio emergencial do governo.

Diante do exposto, as instituições devem organizar espaços para acolhimento e acompanhamento desses alunos, cuja saúde mental esteja comprometida e dar as condições necessárias para aqueles que, por ventura, tenham contraído o vírus e tenham de ficar em casa.

(*) Doutor em Saúde Pública e professor da UFC.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 18/09/2021. Opinião. p.16.

terça-feira, 19 de outubro de 2021

DIA DO MÉDICO NO INSTITUTO DO CÂNCER DO CEARÁ - 2021

Ao meio-dia de ontem (18/10/2021), o Instituto do Câncer do Ceará (ICC) recebeu, para um almoço de congraçamento, seu quadro médico. Durante o almoço, com cardápio da culinária ni pônica, foi conduzida uma solenidade no Auditório Lúcio Alcântara do sexto andar do Anexo I do ICC.

O evento foi aberto pelo Presidente Dr. Lúcio Alcântara, que falou sobre o andamento das atividades atuais do ICC, na vigência da pandemia por Covid-19, e os desafios que virão, em função dos compromissos assumidos pelas unidades operacionais, como: Hospital Haroldo Juaçaba, Faculdade Rodolfo Teófilo, LivSaúde, Hospital Sta. Cecília (RJ), Unidade São Mateus, Casa Vida.

O Dr. Ségio Juaçaba, Vice-presidente do ICC prestou a sua homenagem ao corpo clínico, fazendo a entrega simbólica de um”Botton” comemorativo aos chefes ou a seus representantes dos serviços médicos assistenciais do ICC.

Em seguida, o Superintendente Clínico Dr. Reginaldo Costa, dirigiu-se especificamente aos médicos da instituição ao ensejo do Dia do Médico, data celebrada em 18 de outubro, ao tempo em que registrou os agradecimentos aos colegas pelo compromisso que mantêm com o ICC.

Na sequência, usou da palavra o CEO do ICC, o Dr. Pedro Meneleu Neto, que discorreu sobre os desafios da gestão dos novos negócios do Grupo ICC, tendo sido complementado pelo Dr. Lúcio Alcântara, que realçou a importância da entidade dispor de um Plano de Saúde próprio.

Para encerrar a comemoração foi feito o relançamento do nosso livro “Escritos em tempos da Covid-19”. Após o nosso discurso de apresentação, exemplares da obra foram entregues aos médicos

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Médico do Instituto do Câncer do Ceará

"VACINA POUCA, MEU BRAÇO PRIMEIRO"?

Por Érico Arruda (*)

Diante da importância das vacinas contra a Covid-19 e da oferta tardia e escassa de imunizantes em nosso País, é preciso ouvir a ciência, para definir a melhor estratégia para rápida e máxima proteção de todas e todos, incluindo os médicos.

Será que a recente sondagem de opinião realizada pelo Sindicato dos Médicos do Ceará sobre 3a. dose de vacina representa de fato a posição da categoria? Presume-se que o maior percentual dos participantes da enquete seja alinhado com a atual diretoria, que já demonstrou suas posições bolsonaristas, negando bastante as evidências científicas.

Claro que profissionais de saúde precisam estar protegidos, mas a maioria já recebeu a 2a. dose. O contexto epidemiológico prevê necessidade, para toda a população mundial, de outras doses em algum momento.

Com a grande escassez atual, porém, reivindicar agora uma 3a. dose para alguns, quando as evidências ainda não apontam essa necessidade imediata, mesmo para o profissional de saúde que não tenha alguma condição adicional (idoso ou imunodeficiente), não nos parece ético. É quase o velho jargão de "farinha pouca, meu pirão primeiro".

Se menos de 30% da população recebeu duas doses da vacina, essa é a verdadeira luta agora. Acelerar a vacinação para diminuir as chances de adoecimento, transmissão, novas variantes. Uma 3a. dose para a população em geral é desafio futuro. Exigi-la agora para alguns, quando tantos não receberam nenhuma, não é razoável! Parece um excesso de corporativismo.

Outro grande equívoco da sondagem feita pelo Sindicato é sugerir que uma vacina seria "melhor" que outra. No contexto de escassez, perguntar a cada médico qual vacina preferiria tomar é algo absolutamente estéril, porque não é viável escolher.

E porque não há estudos comparativos entre os tipos de vacina, capazes de garantir que uma marca seja mais eficaz que outras. Os dados são de populações diferentes, em momentos distintos, impossibilitando comparar eficácia.

Melhor seria se o Sindicato promovesse uma campanha de incentivo à vacinação dos muitos médicos que, infelizmente, recusaram o imunizante até agora.

(*) Médico infectologista. Doutor em Doenças Infecciosas e professor da UECE.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 17/09/2021. Opinião. p.22.


segunda-feira, 18 de outubro de 2021

TRÊS PROSAS POÉTICAS

Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)

Apresentamos, a seguir, três prosas poéticas, sem rima e sem métrica, mas para que possamos refletir sobre a vida. 1_ PARADOXOS DA VIDA (para pessoas insensíveis): Dá mais pena uma pessoa poderosa e corrupta na cadeia, que um mendigo vivendo debaixo de um viaduto. É mais triste uma velha senhora milionária morando sozinha no Leblon, que uma viúva sem nenhum recurso, abandonada com filhos no sertão nordestino. A dor é maior ao retirar uma verruga do rico, que amputar, a frio, a perna de uma criança indígena. Constrange mais um empresário ser barrado no restaurante, por falta de mesa, que uma família de retirantes não ter comida. Revolta mais a lancha para lazer enguiçar no mar de Búzios, do que a jangadinha do pescador cearense virar pela força do vento. Dá mais raiva a falta de chope gelada o no bar, que a escassez de água potável para beber no lar. É mais grave não orientar no trânsito o homem do carro de luxo que o trabalhador montado em sua velha bicicleta. É mais melancólico o velório de um cidadão importante, do que sepultar uma criança que morreu de fome. Pior é a falta dos cremes de beleza para uma madame, do que a farinha d’água para a sertaneja. É mais interessante um brinde com champanhe numa festa, do que beber um pouco de café acompanhado com rapadura. Enfim, infelizmente, a vida é assim! 2_ MENTECAPTO (para pessoas surreais): Ouço a luz do sol nascente. Vejo o aroma dos pássaros. Entendo o cantar de uma flor. Sou louco! Abraço a triste solidão, desprezo a alegre amizade. Ando em busca do mal, rejeito as pessoas do bem. Penso em coisas deploráveis, esqueço as atitudes amáveis. Procuro apenas ser servido, não almejo ajudar o próximo. Sou alienado, surreal, kafkiano... Reflito e ajo de forma contestável. Talvez muitos sejam como eu, muitos. É lamentável! A única cura, sem dúvida; seria, com fé, seguir os ensinamentos de Deus. 3_ FAMÍLIA (para pessoas que buscam o amor): Continuo procurando o melhor caminho, aquele que nos dê paz e tranquilidade. Eu e a família, num mesmo ninho, com certeza, viveremos com amizade. O afeto decorre da sincera união, sem ódio, sem inveja e sabendo perdoar. Nunca podemos esquecer a compaixão, sentimento maior para Deus se adorar.

(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.

Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 8/10/2021.

domingo, 17 de outubro de 2021

O PADRE NO INFERNO

Um padre aparece no portão do inferno. Surpreso, porque os padres eram raros no inferno, um demônio fica curioso e salta no caminho do padre.

"Como você morreu?" ele troveja.

O padre respondeu: "Tive um ataque cardíaco".

Demônio: "Tudo bem, o que aconteceu?"

Padre: "Alguém quebrou minhas janelas, furou um pneu da minha Harley e roubou todas as minhas ferramentas da minha garagem."

Demônio: "Bem, isso certamente causaria um ataque cardíaco a algumas pessoas. Mas você é um padre! Por que você está no inferno?"

Sacerdote: "Bem, eu estava ouvindo fiéis no confessionário quando um garoto entrou e disse:" Perdoe-me padre, porque pequei."

Perguntei o que ele fez. Ele disse: "Eu quebrei as janelas de alguém, furei um pneu de uma Harley e roubei todas as ferramentas dele."

"Tive um ataque cardíaco enquanto torcia o pescoço daquele desgraçado."

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

 

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