terça-feira, 18 de agosto de 2026

"A escolinha do Professor Vorcaro"

Por Raimundo Padilha (*)

Parodiando a Escolinha do Professor Raimundo, do maior humorista brasileiro, o cearense Chico Anysio, estamos assistindo à Escolinha do Professor Vorcaro. Na Escolinha do Chico, os alunos eram humoristas famosos, que interpretavam papéis que os colocaram no patamar da fama. Chico era o titular da cátedra.

Na Escolinha do Professor Vorcaro, os seus alunos são corruptos, que ocupam, com raras exceções, o cardinalato da nossa República. Todos de maneira direta ou indireta, por meio de familiares são personagens de tramas golpistas. Enquanto na Escolinha do Chico o objetivo era fazer rir, na Escolinha do Professor Vorcaro é de fazer chorar. Quanta tristeza está no rastro deste drama, onde o seu professor é um pegajoso bandido, que atrai alunos mediante fartas propinas.

No Chico, o jogo era limpo. No Vorcaro, o jogo é sujo. Em matéria de corrupção é a maior em volume e em número de participantes. Três togados se tem notícia que tiveram participações, um senador apresentou projeto ampliando vantagens para o Banco Master do Sr. Vorcaro, além de outros cardeais que intermediaram operações para aplicações de Fundos de Pensões no mesmo Master.

O banco oferecia taxas aos seus investidores bem acima das praticadas pelo mercado e não apresentando liquidez, levando os seus investidores a recorrer ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o qual chegou cobrir mais de R$ 50 milhões. Este é o maior rombo da história do Sistema Financeiro Nacional.

É vergonhosa a máscara dos seus participantes. E os seus poderes/cargos vão para lata do lixo. Uns mais, outros menos, mas de modo geral os 3 poderes foram atingidos.

A pretexto de produzir um filme de personagem que se tem dúvidas das suas virtudes, foi orçado em mais de R$ 130 milhões e abocanhados mais de R$ 60 milhões, quando o filme "O Agente Secreto", que concorreu ao Oscar, custou pouco mais de R$ 26 milhões.

E a história ainda está incompleta ou mal contada, pois se desconhece a estrada percorrida pelo dinheiro, nem o seu real orçamento e muito menos a comprovação da sua aplicação. Tudo muito obscuro e com historiadores falseando as suas narrativas.

Banquetes luxuosos na Europa, com cardápios de finíssimo trato e bebidas do mais requintado paladar foram promovidos pela Escolinha do Sr. Vorcaro.

Enquanto na Escolinha do Chico o final era o aplauso, com o Sr. Vorcaro o final será o xadrez. Aliás, o seu professor já estava vendo o sol quadrado e empulseirado. Triste fim, triste drama.

Duas escolas com objetivos bastante distintos. Vorcaro, professor esperto. Chico, professor engraçado. Grande diferença.

(*) Economista, professor aposentado da UFC e membro da Academia Cearense de Economia.

Fonte: O Povo, de 8/07/26. Opinião. p.15.


MEU AMADO PAI

Por Patrícia Soares de Sá Cavalcante (*)

Como seguirei sem ouvir a sua voz, sem ouvir a sua risada maravilhosa, sem ouvir o senhor dizer que a casa estava mais bonita quando eu dormia com vocês? Como será não ouvir o senhor perguntar: "Cadê os meninos, minha filha?"? Como será escrever sem ter o meu maior admirador para fazer os comentários amorosos, hiperbólicos e suspeitíssimos - afinal, eram seus, papai? Como seguirei sem o meu melhor amigo, que segurou a minha mão quando eu não tive condições de me sustentar? Como será viver sem o seu olhar e o seu sorriso apaixonados por mim, pai? Como será não ouvir o senhor dizer: "O vovô é axaponado pela Maína"?

Pai, me falta um pedaço. Já não sou mais a mesma. Ao mesmo tempo, algo se expande. Suas raízes se aprofundam em mim. É algo inominável, mas talvez as palavras de Drummond se aproximem do que eu sinto: "A ausência é um estar em mim, e essa ausência assimilada ninguém a rouba mais de mim".

Pai, agradeço a Deus por ter dormido na sua casa na sua última noite. Quando cheguei, conversamos sobre o meu aniversário, que se aproxima, e eu lhe disse: "Vou fazer 45 anos, pai". E o senhor me respondeu: "É muito tempo, minha filha. Mais que o dobro da idade que eu tinha quando perdi o papai".

Ao acordar, dei-lhe um beijo de bom-dia, e o senhor me disse, pela última vez: "A casa está mais bonita!" Depois, voltou-se para a mamãe e perguntou: "Guidinha, quer casar comigo?" Sorri e perguntei: "Quer renovar os votos, pai?" E o senhor respondeu, brincando: "Não. Quero casar de novo com ela".

Lembra do passarinho que vi de longe e mostrei ao senhor, pai? Outro dia, enviei-lhe um vídeo de um bem-te-vi cantando na minha casa, e o senhor me escreveu: "Ele deve estar falando uma coisa muito boa, minha filha". Agora, pai, sempre que um passarinho cantar, vou sentir que é o senhor me falando coisas boas.

Lembra que eu lhe contei que o meu dia anterior tinha sido muito bonito? Que eu tinha ido à Praia de Iracema ver o pôr do sol e senti tanta vontade de tomar banho de mar - porque foi o senhor, pai, quem me ensinou a amar o mar - que entrei de roupa e tudo, e o senhor sorriu? Mostrei também ao senhor a foto de uma criança brincando, e o senhor repetiu uma frase que dizia tantas vezes: "Criança é uma maravilha!"

No seu último dia, pai, o vento soprava forte. Lembra que o senhor dizia: "Dizem que, quando a gente sente o vento no rosto, é Deus nos acariciando." Ele o acariciou, papai.

Lembra que ouvimos juntos "Todo Sentimento", do Chico?

O senhor descansou nos meus braços, papai, que tenham sido o colo do amor mais profundo que uma filha pode oferecer a um pai.

Depois de te perder

Te encontro, com certeza

Talvez num tempo da delicadeza

Onde não diremos nada

Nada aconteceu

Apenas seguirei, como encantada ao lado teu

Da sua sempre, Ticinha

(*) Médica psiquiatra.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 15/07/2026. Opinião. p.17.


segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Parte de vila militar é demolida para construção de nova praça em Fortaleza

Por Victor Marvo, jornalista de O Povo

Conjunto de residências da Base Aérea de Fortaleza estava desocupado há mais de uma década. Obra com investimento de R$ 3,25 milhões deve ser concluída em 2027

Resumo

“Oito residências da antiga vila militar da Força Aérea Brasileira (FAB), no bairro Aeroporto, em Fortaleza, foram demolidas como parte das intervenções para a implantação de uma praça integrada ao projeto do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) Ceará. A demolição foi iniciada no fim de junho. Agora, no local restam árvores em um terreno cercado por tapumes e uma placa que indica a construção do novo pátio.”

Historicamente, as vilas militares eram construídas para abrigar militares da ativa e suas famílias nas proximidades das unidades onde serviam. Esse modelo foi adotado em praticamente todas as bases da FAB criadas entre as décadas de 1940 e 1950.

Em Fortaleza, o conjunto de residências pertencia à Base Aérea de Fortaleza (BAFZ), localizada entre as avenidas Borges de Melo e Aguanambi, e começou a ser desocupado em meados de 2013, quando o 1º Esquadrão do Quinto Grupo de Aviação foi transferido para a Base Aérea de Natal (RN).

Praça terá nome do criador do ITA

O projeto da praça foi anunciado pelo governador Elmano de Freitas (PT) em abril deste ano, durante a cerimônia de entrega da primeira etapa das obras do campus do ITA Ceará.

Com investimento de R$ 3,25 milhões, a praça será construída em frente à Base Aérea de Fortaleza e deverá ser entregue no início de 2027, conforme informou a Superintendência de Obras Públicas (SOP).

O equipamento será denominado Praça Marechal do Ar Casimiro Montenegro Filho, em homenagem ao cearense considerado patrono da Engenharia da Aeronáutica e idealizador do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Conforme registros da FAB, Casimiro Montenegro Filho nasceu em Fortaleza em 28 de outubro de 1904 e ingressou na Escola Militar do Realengo em 1923, sendo declarado aspirante a oficial do Exército em dezembro de 1928.

Como será a nova praça?

Em resposta ao O POVO, a SOP confirmou que as próximas etapas da obra incluem serviços de pavimentação, urbanização e paisagismo, além da revitalização das áreas verdes e da instalação de um busto em homenagem ao marechal.

Com área aproximada de 4,5 mil metros quadrados, a praça contará com quadra poliesportiva, pista de skate, bicicletário, brinquedopraça, academia ao ar livre e espaços destinados ao lazer e à convivência da população, além de intervenções de urbanização e paisagismo.

A iniciativa segue a linha de outros projetos recentes do Governo do Ceará, como o Parque Dom Aloísio Lorscheider e o Polo Esportivo e Cultural do VLT Aeroporto, voltados à promoção da qualidade de vida por meio da requalificação dos espaços urbanos.

Transformação da área começou em 2020

A transformação da antiga vila militar da Força Aérea Brasileira (FAB), na avenida Borges de Melo, não é recente.

Em novembro de 2020, O POVO noticiou o início da demolição de parte do conjunto de residências de oficiais da Aeronáutica, após a cessão da área pela União ao Governo do Ceará para a implantação do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp).

Na época, os imóveis já estavam desocupados havia cerca de oito meses em razão da redução do contingente da Base Aérea de Fortaleza.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 13/07/26. Cidades. p.15


Doa a quem Doer... Cid Carvalho

Por Raymundo Netto (*)

"Alô, amigos. Aqui, Cid Carvalho."

Assim começava por numerosos anos, no pingo do meio-dia, um dos quadros de maior audiência e credibilidade do rádio cearense. O radialista, jornalista, advogado, ex-senador da República, professor e poeta Cid Saboia de Carvalho veio à luz em Fortaleza, em 25 de agosto de 1935, despedindo-se desse mundo com grande pesar e repercussão em 10 de julho de 2026, prestes a completar bem vividos 91 anos.

Começou muito cedo, aos 12, a trabalhar em comunicação, como um dos redatores do jornal de seu pai, o combativo "Diário do Povo", resistência aos arbítrios do Estado Novo. É preciso dizer: no sangue, o jornalismo gritava, sendo filho de um casal brilhante de jornalistas, Jáder de Carvalho e Margarida Saboia de Carvalho, e neto de Eduardo Saboia, o "Brás Tubiba" da Padaria Espiritual, que, como Cid, foi jornalista, escritor, professor da Faculdade de Direito e político.

Mas não se deteve a jornais, adotando desde a juventude outra tribuna, a mais legítima de sua vida: o microfone de rádio. Aos poucos desenvolveu estilo próprio de narração e expunha o seu ponto de vista sobre os mais diversos assuntos e denunciava, primeiramente nas rádios Uirapuru e Assunção, e depois na Dragão do Mar, atuando como comentarista político e esportivo - era torcedor do Fortaleza. Mais tarde, em emissoras de televisão, quando inaugurada a TV Uirapuru, canal 8, em 1978, e a TV Cidade, em 1981.

Graduou-se em Direito pela UFC, em 1966, onde atuaria no magistério, assim como ministrou aulas nas Ciências Econômicas, na Filosofia e na Comunicação Social.

Como senador, eleito em 1986, participou ativamente na Assembleia Nacional Constituinte, que originou a "Constituição-Cidadã" de 1988. Outro orgulho seu: a cocriação da Advocacia-Geral da União (AGU).

Em sua trajetória, desde sempre se orgulhou de dizer ser independente, honesto e defender os princípios e valores humanos, entre eles, espírita que era, a caridade.

Outro grande amor na sua vida, além da família - e de seus almoços de domingo -, era o livro. Adorava viver, ouvir música, dar aula e ler livros. Tanto os amava, que até aprendera com artesãos a encadernar e a restaurá-los. Lia e escrevia. Entre suas obras, publicou ensaios, discursos e textos jurídicos, mas também inventava tempo, no meio de inúmeras atividades, para encontrar as musas de sua poética. Daí, ingressou na cadeira nº 20 da Academia Cearense de Letras, assim como no Instituto do Ceará, na Academia Cearense de Retórica, Academia Cearense da Língua Portuguesa, Associação Brasileira de Bibliófilos e na Academia Fortalezense de Letras, na qual foi o seu primeiro presidente. Durante uma homenagem da "Feira do Sebo" na praça do Ferreira, o assisti dizer que ainda haveria de escrever uma biografia de seu pai, Jáder de Carvalho. Ouvir aquele homem, popularmente reconhecido, em seus 70 anos, embargar a voz entre lágrimas ao proferir essa "promessa" de admiração foi tocante. Era absoluta e justificadamente fascinado pela figura paterna, seguindo-a em seus passos. Assim, também se comoveu ao receber "O Canto Novo da Raça" (1928), marco do modernismo cearense, do qual o pai foi coautor, editado por mim durante minha passagem pela Secult. Hoje, com a sua partida, imensa lacuna foi aberta no Ceará. Porém, nas palavras do seu "Pássaro de Fogo", o alento: "[...] se no teu morrer diário/ na tua angústia noturna/ pensares que ele se foi/ ele ainda restará no coração".

(*) Jornalista de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 13/07/26. Vida & Arte, p.2.


domingo, 16 de agosto de 2026

Florence Nightingale: Legado que perdura

Por Ana Rute Ramires e Ana Sá, jornalistas de O Povo.

Florence Nightingale fundou a primeira escola laica de formação de enfermeiras do mundo. No artigo "De Florence Nightingale à pandemia Covid-19: o legado que queremos", publicado na revista científica Texto & Contexto - Enfermagem, Maria Itayra Padilha, professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e pós-doutora em História da Enfermagem e Saúde, fala sobre esse legado na formação.

"A iniciativa serviu como semente de um novo status para a Enfermagem como profissão, e para a criação de inúmeras outras instituições de ensino espalhadas pelo mundo, fundadas por ex-alunas, implantando o chamado Sistema Nightingaleano de Ensino de Enfermagem, inclusive no Brasil."

A Escola de Enfermagem Anna Nery, fundada em 1920, no Rio de Janeiro, foi a primeira instituição estruturada sob os pilares do sistema de Florence Nightingale no Brasil.

A professora Maria Itayra explica que Anna Justina Ferreira Nery, que deu nome à escola, foi outro exemplo de atuação na linha de frente em guerras. A brasileira prestou cuidados aos feridos na Guerra do Paraguai, em 1860, e posteriormente recebeu o título de "primeira enfermeira brasileira".

A fundação da escola se deu pela atuação do Departamento Nacional de Saúde Pública, liderado pelo médico Carlos Chagas, e pela Fundação Rockfeller, que se aliou ao governo brasileiro e trouxe enfermeiras norte-americanas ao Brasil numa missão para implantar a enfermagem moderna no País.

A professora Maria Angélica de Almeida Peres, da UFRJ, destaca que é preciso considerar o contexto histórico para entender as características da enfermagem natingueliana.

A historiadora observa que uma aparente "submissão" de Florence aos médicos era, na verdade, uma estratégia política consciente. Ela sabia que, para a profissão vingar, precisava primeiro se estabelecer dentro das condições possíveis para mulheres no século XIX.

Florence faleceu aos 90 anos, em 13 de agosto de 1910, e foi sepultada ao lado dos túmulos de outros membros da família em East Wellow, Hampshire.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 19/07/26. Caderno Ciência & Saúde. Etc. p. 19.


Florence Nightingale: Pioneirismo na ciência de dados

Por Ana Rute Ramires e Ana Sá, jornalistas de O Povo.

Conforme os registros do projeto da Universidade de Guelph, em março de 1854, chegaram relatos sobre as condições terríveis e a falta de suprimentos médicos sofridas pelos soldados feridos que lutavam na Guerra da Crimeia. O Ministro da Guerra convidou Florence para supervisionar a introdução de enfermeiras nos hospitais militares na Turquia.

Com um grupo de 38 enfermeiras, Florence chegou a Scutari e começou a organizar os hospitais para melhorar o fornecimento de alimentos, cobertores e camas, bem como as condições gerais e a higiene.

O conflito registrou mortalidade alarmante, mas a grande maioria ia a óbito por doenças evitáveis (como tifo e cólera) e não por ferimentos de combate.

A metodologia que ela desenvolveu para analisar o que deu errado fundamentaria suas campanhas por reformas sociais e de saúde. Quando retornou a Londres, Nightingale contou com a colaboração de William Farr, superintendente de Estatísticas do Registro Geral e o mais renomado estatístico médico da época.

Com ele, ela analisou os dados oficiais e publicou seus icônicos diagramas de área polar. Seus gráficos (como o famoso Diagrama da Rosa) demonstraram que as mortes disparavam devido às péssimas condições sanitárias.

Após uma força-tarefa higienizar os esgotos e a ventilação, a mortalidade britânica despencou de 23% para apenas 2,5%. Em contraste, a taxa francesa, que não adotou as reformas a tempo, subiu.

A teoria ambientalista de Florence Nightingale é o que ela descreve como cuidado necessário a recuperação do doente, destacando que o ambiente tem que ser favorável a esse processo, focando em questões sanitárias como controle de excrementos, oferta de água limpa, luz solar e ventilação, como detalha Maria Angélica de Almeida Peres, professora da Escola de Enfermagem Anna Nery (UFRJ).

Fonte: Publicado In: O Povo, de 19/07/26. Caderno Ciência & Saúde. Etc. p. 19.


sábado, 15 de agosto de 2026

Florence Nightingale: Origens e formação da "Dama da Lâmpada"

Por Ana Rute Ramires e Ana Sá, jornalistas de O Povo.

Florence Nightingale nasceu em Florença, na Itália, no dia 12 de maio de 1820, na época em que seus pais, aristocratas britânicos, residiam no país. Na infância, ela era estudiosa e se interessava especialmente por matemática.

Ela teria sentido um "chamado" de Deus e acreditava estar destinada a fazer algo maior, conforme registros do Florence Nightingale Museum, localizado no St Thomas' Hospital, em Londres, Inglaterra, onde ela fundou sua escola de enfermagem.

Na Inglaterra vitoriana, esperava-se que mulheres de sua posição se dedicassem ao casamento e à vida doméstica, papéis que ela ativamente rejeitou.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 19/07/26. Caderno Ciência & Saúde. Etc. p. 19.


 

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