terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Gestão compartilhada com a iniciativa privada chega até Barbalha

Por Rita Fabiana Arrais (*)

O início do ano de 2026 na Região Metropolitana do Cariri trouxe algumas decisões a respeito da concessão à iniciativa privada da gestão temporária de patrimônio público na cidade de Barbalha. A autorização do Poder Executivo Municipal visou promover a cessão de uso dos respectivos bens imóveis: Balneário do Caldas, Hotel das Fontes, Parque da Cidade e o Casarão Hotel.

De acordo com a Confederação Nacional de Municípios (CNM) é crescente o número de municípios que desejam implementar as Parcerias Público-Privadas (PPPs) atendendo a um cenário de gestão eficiente e moderna.

Dados da pesquisa, "O Brasil das PPPs municipais", realizada com 2.834 municípios respeitando critérios quantitativos de números de habitantes e riqueza gerada, trouxe uma análise que chamou bastante atenção: 58,3% dos municípios investigados e que adotam modelo de gestão em parceria desejam ampliar a novos setores as concessões, a fim de promover ganhos sociais, melhorias no desempenho econômico baseado em investimentos técnicos e financeiros.

É importante destacar que modelos de parcerias são realidades na região, como o case de sucesso "Adote uma Praça" implementado em Juazeiro e que viabiliza a conservação de praças, parques e áreas verdes por empresas privadas em troca de espaços para promoção da marca.

O Cariri possui um fluxo de visitantes intenso, sustentado pelo calendário das romarias, movimentando os espaços e equipamentos públicos de toda a região, impactando as potencialidades de lazer na encosta da Floresta Nacional do Araripe.

A saber, a Barbalha possui uma das estâncias de águas naturais mais emblemáticas do Nordeste, O Balneário do Caldas e o Hotel das Fontes, bens públicos de incomensurável representação para nós, caririenses. Porém, esses bens cinquentenário desafiam o modelo de gestão burocrática das décadas passadas ao uso de ferramentas organizacionais mais eficazes para o agora.

Almejar mudanças não depende apenas de um "querer fazer"! Neste caso específico, diversos fatores estão diretamente interligados ao modelo de gestão a ser compartilhado, tais como: as necessidades da comunidade do Caldas, a preservação do meio ambiente e a exploração do ecoturismo.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio) irá gerenciar esses bens por vinte anos, com aporte financeiro de R$100 milhões de reais que serão utilizados em infraestrutura, qualificação técnica e projetos sustentáveis.

É cabível registrar que as PPPs devem ser acompanhadas pela sociedade civil, exigindo transparência na utilização dos recursos financeiros, e a qualidade dos serviços ofertados.

(*) Economista.

Fonte: O Povo, de 16/01/256. Opinião. p.17.

Barbalha, Ni de Souza, Mateu Babaçu

Por Izabel Gurgel (*)

- Niii, repete o i ao modo Cariri, habituada à surpresa que o nome suscita e a criatura já fisgada pelo riso dela. Você vai ver Ni quarta-feira? O ímã do riso está ligado desde o domingo.

Mateu Babaçu, a atriz Ni de Souza guarda mais do que o próprio trajeto no nome de batismo da figura cômica que performa como solista ou em grupo. Maria Irani é "a filha do meio" de Maria Nilza Silva de Sousa e Francisco Valdivino de Sousa, dentre quatro homens e duas mulheres. Nasceu a 26 de abril de 1968. O registro é datado de 1967. Não falei? Nega Ni chega antes.

Dos possíveis sentidos de Irani, sugestão de uma amiga dos pais, criadora de abelhas, ficamos com o de abelha furiosa, enfurecida, em língua de povos originários.

O palhaço do reisado que Ni nos oferece é uma realização de eras e almas de corpos dedicados a fazer do mundo um lugar melhor. Nem que seja por um instante. Virado pelo avesso. Tomado pela brincadeira, pelo gosto de ser besta, zelar e velar a bobagem. Rir não abre só as vias respiratórias. Desenha passagens no tempo.

Digo para Ni que cruzei com Pinga Fogo, ele a contar de si: "setenta e quatro anos de nascido, sessenta e nove de Mateu e vinte e cinco temperando rapadura", o tempo de serviço em engenho de cana. Pedi e Ni me contou outra vez a história dela, que virou a aula-espetáculo "De onde vem o meu Mateu".

Das fontes da Chapada do Araripe, Seu Epitácio e o rosário de festas, folias, folguedos são águas bentas para Ni. Compadre dos pais, "é o primeiro Mateu com quem tive contato". Tão presente quanto respeitado na família dela, reconhecido em sua sabedoria-modo de estar no mundo, o mestre octogenário segue atraindo a abelha. Tornam possível a polinização.

Ouvindo Seu Epitácio, ela se deu conta do compromisso dele com os futuros do brinquedo coletivo. Ele sentia escassear a aparição de novos Mateu.

Foi a bem dizer fogo tocando pólvora. A prática de iniciação teatral que Ni fazia em escola pública virou oficina para (re)descobrir o palhaço de rosto pintado de preto, língua solta, chapéu em forma de cone adornado de espelhos e fitas, a cafuringa que se alonga rumo ao céu feito babaçu em busca de sol.

Em 2000, na festa de carregamento do pau da bandeira de Santo Antônio, Ni cuidou da primeira ninhada de Mateu nas ruas. Em 2025, "quase cinquenta". Em Barbalha, o Grupo Mateu de Teatro dá cria todo ano.

Feito por homens no reisado, o ofício da abelha abriu passagem à consagração das mulheres brincando de Mateu.

Pandeirista, o pai temia pelos desafios que ela, como ele, teria como artista. Nascido no dia da criança, Seu Chico se encantou no Carnaval de 2023, aos 84 anos. A mãe vai fazer 81 dia 13 de maio. Como sempre nos dias de festa, desde quando era quebradeira de babaçu no sítio Brito, Dona Nilza faz em casa a comida de sustança antes da brincadeira.

Fraaaaaaaaaaaaaaaa...

(*) Jornalista de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 18/01/26. Vida & Arte, p.2.


Para onde vai a memória de uma cidade?

Por Mário Mamede (*)

A identidade de um povo tem como pilares fundamentais suas características étnicas, sua língua, sua cultura e a capacidade de ser guardião de suas memórias, preservando-as e transmitindo-as às gerações vindouras. A partir destes pilares, estão firmadas as condições para nos reconhecermos e sermos reconhecidos como um grupo identitário e fortalecermos num projeto de nação com uma visão de futuro.

Essa identidade estabelece a coesão necessária para termos consciência do que somos e do que desejamos para nós e para os nossos descendentes.

E esta percepção nos impulsiona para firmarmos um sentimento de pertencimento, alimentarmos a nossa autoestima e construirmos uma cidade que seja um lugar bom de viver para todas as pessoas.

A partir dessas breves reflexões, vamos ao que julgo mais importante e urgente, do que sinto necessidade de comentar.

Em Fortaleza, temos um acervo importante da memória de nossa cidade do ponto urbanístico, fotográfico, social, e um arquivo musical organizado por um funcionário público de nome Miguel Ãngelo de Azevedo, mais conhecido por Nirez, hoje uma importante referência e fonte de pesquisa sobre a nossa Capital.

Com a felicidade de viver seus 91 em plena lucidez e uma invejável memória para fatos recentes e passados, Nirez organizou e alimentou o seu acervo, acumulado ao longo de toda uma vida, com muita dedicação. Muitas e muitas histórias de Fortaleza estão guardadas em seu computador, em documentos físicos e em fotos.

Nirez é o guardião da maior e mais bem conservada coleção de discos de cera do Brasil, desde os primeiros gravados no Rio de Janeiro, nos anos 30 do século passado. Mais do que uma coleção, um tesouro!

Ocorre que todo esse patrimônio está hoje guardado em sua própria casa, e chega a um momento de vida em que já não tem mais como dar conta de mantê-lo.

Em comum entendimento com o Nirez, procurei o diretor do Museu da Imagem e do Som, que demostrou vivo interesse, levantando a possibilidade de sua incorporação ao acervo do MIS. Avançamos animados para uma agenda com uma relevante expressão política do Governo Estadual, acontecida no mesmo local no 06 de junho do ano passado.

As ideias convergiram e, pela sua importância, o assunto seria levado para análise do Governador. Adentramos 2026 e, até hoje, a resposta tem sido o silêncio, um silêncio que incomoda. Por isso faço publicamente um apelo às nossas autoridades, instituições acadêmicas e setor empresarial para não deixarmos que esse pedaço da nossa memória vire poeira.

O que se tornou antigo não pode continuar sendo traduzido equivocadamente como obsoleto, sem valor, isso é história que forma a identidade de uma cidade e de um povo.

(*) Médico ortopedista.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 15/01/2026. Opinião. p.15.


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

O Banco Central e o caso Master

Por Henrique Marinho (*)

Recentemente me pronunciei nas redes sociais em defesa do Banco Central no caso envolvendo a liquidação do Banco Master por parte do BC e a interferência do TCU, exigindo que fossem enviados aquela Corte dados confidenciais do processo de liquidação, com o intuito de interferir nas decisões tomadas, em cumprimento das funções básicas do BC, que é o de "Garantir a estabilidade do poder de compra da moeda, zelar por um sistema financeiro sólido, eficiente e competitivo, e fomentar o bem-estar econômico da sociedade.". Ao zelar pela estabilidade do sistema financeiro, a Autoridade Monetária previne crises sistêmicas e protege as economias dos cidadãos, funcionando como um pilar de confiança entre agentes econômicos e o Estado e para essa função ele precisa de autonomia institucional. Mesmo com a nova decisão de não proceder a inspeção no Banco Central para reavaliar a liquidação de uma instituição financeira, o TCU não detém competência constitucional para reexaminar o mérito técnico de decisões prudenciais do Banco Central, conforme descreve Adriana de Toledo, em artigo no Linkedin, comentando que a" Liquidação bancária é ato típico de política de supervisão prudencial; é uma decisão técnica e discricionária do regulador, baseada em análises de liquidez, solvência, governança e cumprimento regulatório e financiada por mecanismos privados, como o FGC - e não por recursos públicos.

O controle exercido pelo TCU é legítimo quando incide sobre a aplicação de recursos públicos e não quando pretende avaliar oportunidade, conveniência ou adequação técnica de decisões regulatórias". Quando o Banco Central intervém em alguma instituição financeira é porque a mesma não cumpriu as regras prudenciais de boa governança, envolvendo indicadores de risco, de exposição de capital e de licitude, o que tudo indica que não foram cumpridos por aquela instituição, de acordo com a Nota publicada pelo BC, no dia da Liquidação, em 18 de novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, do Banco Master de Investimento S/A, do Banco Letsbank S/A e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, além do Regime Especial de Administração Temporária (RAET) do Banco Master Múltiplo S/A, instituições integrantes do Conglomerado Master, informando que "A decretação dos regimes de resolução nas instituições foi motivada pela grave crise de liquidez do Conglomerado Master e pelo comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira, bem como por graves violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional" e quando o BC, liquida uma instituição financeira é porque ela infringiu as regras com operações ilícitas ou fora das normas. Precisa comentar mais alguma coisa?

(*) Economista. Membro da Academia Cearense de Economia. Ex-presidentes do Corecon-CE.

Fonte: O Povo, de 11/01/26. Opinião. p.22.


Ceará entre o novo e a "volta dos que não foram"

Por Luiz Eduardo Girão (*)

O ano de 2026 promete ser um divisor de águas para o Ceará. Meus conterrâneos vão compreender o que é possível realizar com uma gestão eficaz: enfrentamento real ao crime, serviços públicos de qualidade e até redução de impostos que vão gerar mais emprego e renda. Tudo isso estará em jogo na eleição de outubro, com a chance concreta de uma alternância verdadeira de poder - não o revezamento dos mesmos grupos que já passaram pelo Palácio da Abolição e nos trouxeram ao atual cenário de caos de violência e desesperança.

A mudança que rompe paradigmas só virá com alguém independente, com histórico de superação, coragem e disposição para trabalhar, administrando com valores e princípios éticos. Um líder que encare o mandato como missão existencial, e não como meio de vida, livre de acordões que perpetuam privilégios para essa ou aquela família… O foco precisa ser exclusivamente o bem-estar do cidadão cearense e a retomada do desenvolvimento.

É com esse espírito que, no no próximo dia 30/1, lançaremos no Cariri minha pré-candidatura ao Governo do Ceará e a do General Theophilo ao Senado, em evento semelhante ao realizado em Fortaleza há dois meses, com a presença de lideranças conservadoras e do centro-direita locais e nacionais.

Desde 2019, nosso gabinete destinou R$ 74 milhões em emendas ao Cariri. Utilizo apenas emendas constitucionais, sempre votei contra e denunciei o orçamento secreto. Sem qualquer uso eleitoral, firmamos convênio pioneiro com os Ministérios Públicos estadual e federal e estimulamos a participação popular por meio das redes sociais.

Investimos em todos os 184 municípios, sem distinção partidária e ideológica. O povo não tem culpa das disputas políticas e quer soluções. Priorizei organizações da sociedade civil com excelência em atendimentos sociais, como as 36 APAEs, o Iprede — que ganhou sua 1ª sede fora de Fortaleza, em Quixadá - e a Associação Peter Pan, que juntas receberam mais de R$ 27 milhões.

Não por acaso, fui eleito por vários anos o melhor senador do Ceará no Ranking dos Políticos e reconhecido pelo governo federal como o parlamentar que mais investiu no terceiro setor entre 594 congressistas. A saúde pública concentrou 65% dos nossos recursos, beneficiando hospitais, atenção primária, associações de apoio a deficientes, idosos, mulheres e comunidades terapêuticas inteiras. Também destinamos recursos para segurança, esporte, tecnologia, cultura, turismo, meio ambiente e empreendedorismo.

Em fevereiro, Juazeiro do Norte receberá o primeiro Instituto do Ceará para prevenção do câncer de mama e do colo do útero, beneficiando 45 municípios do Cariri e Centro-Sul. O projeto, fruto de uma emenda que conseguimos de R$ 36 milhões, é vinculado ao Hospital de Amor de Barretos (SP), referência nacional, com 80% dos diagnósticos precoces e 95% de índice de cura. O que já realizamos no Parlamento aponta o que podemos fazer no Executivo! Vamos juntos para um ano de viradas e vitórias, com um projeto verdadeiramente novo.

(*) Empresário. Senador pelo Podemos/CE.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 16/01/26. Opinião, p.17.

domingo, 15 de fevereiro de 2026

INSTITUTO DO CÂNCER DO CEARÁ: Jubileu de Carvalho

O Instituto do Câncer do Ceará (ICC) completou, em novembro de 2024, os seus 80 anos de fundação, alicerçado no amplo reconhecimento público que detém dos préstimos ofertados no Ceará, à conta dos seus serviços de oncologia, como instituição filantrópica, o que é motivo a ser grandiosamente festejado pelo povo cearense.

Ao cabo dos primeiros setenta anos de existência do ICC, com a valiosa colaboração da Profa. Elsie Studart, por duas décadas, foi possível expor as suas efemérides e os seus feitos institucionais, em distintas mídias, com referência especialmente a livros comemorativos, como os que assinalaram os 50, 60, 65 e 70 anos dessa pujante entidade.

Em sessão solene do Instituto do Ceará: Histórico, Geográfico e Antropológico, transcorrida a 22/06/2015, deu-se o lançamento de “Instituto do Câncer do Ceará: 70 anos de conquistas”, livro que, reunindo maiormente crônicas e ensaios, teve a evidenciada proposta de narrar as conquistas do ICC, no correr das suas sete décadas de funcionamento.

Agora, em 2025, passados dez anos do feito literário anterior, para celebrar o jubileu de carvalho, torna-se pública, como forma de atualização das crônicas mais recentes do ICC, a obra “Instituto do Câncer do Ceará: jubileu de carvalho, cuja ênfase principal foi o resgate das publicações precedentes, descortinando os registros escritos de uma exitosa trajetória, iniciada há 80 anos por dez médicos e um padre, que sonharam erigir, no Ceará, uma entidade para, originalmente, prestar atendimentos a pessoas desvalidas portadoras de câncer.

Esse livro, lançado no ICC em 17/10/2025, em comemoração do Dia do Médico, e prefaciado pelo notável urologista Prof. Dr. Lúcio Flávio Gonzaga Silva, está distribuído em seis partes: I – A História do ICC em Livros, II – Dirigentes do ICC em Livros, III – Discursos & Crônicas, IV – Homenagens Institucionais, V – Homenagens Pessoais e VI – Apêndices & Anexos.

Aos nossos fundadores do ICC, abnegados e pioneiros desbravadores, todos eles trasladados deste mundo menor, comporta reiterar a gratidão de todos os cearenses, pelo tão importante legado, semeado e cultivado, que eles fincaram no Ceará.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Médico epidemiologista do ICC

* Publicado In: Revista AMC (Associação Médica Cearense). Outubro de 2025 - Edição n.49. p.16 (online).

Um preito à Nossa Senhora, mãe de Jesus

Por Pedro Jorge Ramos Vianna (*)

Li no Jornal O POVO de 07 deste mês, um trabalho acerca da posição do Papa Leão XIV sobre a não aceitação da condição de Nossa Senhora como "correndentora" pelas outras igrejas cristãs, não-católicas.

O trabalho deixa a mensagem que essa é uma atitude do Papa em direção a um maior entendimento com as outras igrejas ditas "cristãs".

È claro que não se pode comparar Maria com Jesus Cristo. Este é Deus, Maria é humana.

Entretanto o poder que DEUS lhe deu a qualifica para ser, pelo menos, a condutora dessa humanidade desvairada, que tanto precisa de suas graças.

Há de se considerar a imensa coragem dela em aceitar o "encargo" de ser mãe solteira. Se São José não a aceitasse ela seria morta por apedrejamento.

Por outro lado, nas suas aparições Ela já deu provas de seu poder. Aqui vou lembrar alguns fatos.

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Em 13 de outubro de 1917, 70 mil pessoas, incluindo jornalistas, testemunharam o milagre que tinha sido anunciado pelas três crianças portuguesas. Ao meio-dia, depois de uma forte chuva que parou de repente, as nuvens se abriram diante dos olhos de todos e o sol surgiu no céu como um disco luminoso opaco, que girava em espiral e emitia luzes coloridas

NOSSA SENHORA DE GUADALUPE

A imagem de Nossa Senhora de Guadalupe surgiu em 1531, quando a Virgem Maria apareceu perto da Cidade do México. Como prova, o índio Juan apresentou seu manto, um tecido feito de fibra de cacto e de qualidade bem pobre, no qual a imagem de Maria foi "impressa" depois da aparição. O material foi analisado em diversas ocasiões por cientistas, que nunca conseguiram determinar como a imagem surgiu sobre o tecido. Mais impressionante ainda: não é uma imagem pintada ou estampada no tecido: ela flutua ligeiramente acima do tecido! Ainda hoje o manto está intacto.

NOSSA SENHORA DO BOM CONSELHO

Na Capela de Escodra (Albânia), tinha um ícone de Nossa Senhora, conhecida como Nossa Senhora de Escodra.

Durante um cerco à cidade, dois albaneses devotos se postaram ao pé da imagem e rezaram para que pudessem escapar com segurança. Então a imagem se desprendeu do altar e flutuou no ar, saindo da Capela. Os dois homens, Gjorgji e De Sclavis, seguiram a pintura, até a Itália.

Na cidade Genazzano (Itália),na festa de São Marcos, em 25 de abril daquele ano (1467), a população se reuniu para festejar. Por volta das 16h o povo ouviu uma bela música, e procurou de onde vinha.

Então viram uma nuvem, em meio ao céu claro, descer do céu e cobrir uma das paredes da igreja, lá permanecendo por algum tempo. Quando a nuvem se dissipou, a população viu sobre a parede uma pintura da Virgem com o Menino onde nada existia antes.

Foram milagres vistos por milhares de pessoas!

Por que não ser devoto Dela?

(*) Economista. Professor titular aposentado da UFC.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 11/01/26. Opinião. p.20.


 

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