segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Mortalidade infantil cai 68% no Ceará durante os últimos 25 anos

Por Kleber Carvalho, jornalista de O Povo.

Medidas de acompanhamento gestacional e cuidados com recém-nascidos são apontados como peças-chave para redução. Estado busca reduzir taxa de mortalidade para menos de 10 óbitos a cada mil nascidos vivos

RESUMO A mortalidade infantil no Ceará caiu 68% desde o início do século. Entre 2000 e 2025, o número de óbitos entre recém-nascidos (até um ano de idade) regrediu de 3.8 mil para 1.2 mil por ano no Estado.

Os dados fazem parte do Boletim Epidemiológico Óbitos Infantis e Fetais Evitáveis no Ceará, documento divulgado pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) e que mostra a evolução da prevenção à mortalidade infantil no Estado.

No início dos anos 2000, o Ceará tinha uma média de 26,5 bebês mortos a cada mil nascidos vivos. Pouco mais de duas décadas depois, a Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) está em 11,2 crianças mortas a cada mil nascimentos, índice 57% menor.

De acordo com a Sesa, a redução evidenciada pelo boletim é resultado de parceria com os municípios para a qualificação da atenção primária em saúde na capital e no interior cearense.

Com mais recursos de acompanhamento em saúde antes, durante e depois do nascimento, as crianças do Estado enfrentam cada vez menos com problemas que antes eram determinantes para o falecimento, como erros no pré-natal e baixa assistência ao bebê nos primeiros dias de vida.

"Quando eu fortaleço a saúde da família eu tenho expansão no pré-natal, qualifico mais essa gestante, a puérpera e a criança. Essas estratégias fazem com que haja essa redução, porque eu garanto parto seguro e humanizado, cobertura vacinal maior, acompanho o desenvolvimento dessa criança e controle de doenças crônicas", explica a orientadora da Célula de Atenção Primária e Promoção da Saúde da Sesa, Sheila Santiago.

Com mais recursos de acompanhamento em saúde antes, durante e depois do nascimento, as crianças do Estado enfrentam cada vez menos com problemas que antes eram determinantes para o falecimento, como erros no pré-natal e baixa assistência ao bebê nos primeiros dias de vida.

"Quando eu fortaleço a saúde da família eu tenho expansão no pré-natal, qualifico mais essa gestante, a puérpera e a criança. Essas estratégias fazem com que haja essa redução, porque eu garanto parto seguro e humanizado, cobertura vacinal maior, acompanho o desenvolvimento dessa criança e controle de doenças crônicas", explica a orientadora da Célula de Atenção Primária e Promoção da Saúde da Sesa, Sheila Santiago.

Essas investigações permitem determinar por exemplo se a morte ocorreu nos períodos neonatal precoce, neonatal tardio ou pós-neonatal.

Essa especificação é importante porque cada uma dessas fases do recém-nascido tem motivos recorrentes de mortalidade. Se há muitas crianças morrendo nos seis primeiros dias de vida, a causa dessas mortes pode estar relacionada ao pré-natal feito pelas gestantes.

Essa ciência permite que ações preventivas sejam intensificadas e possam e diminuam as mortes classificadas pela Secretaria de Saúde como "óbitos evitáveis", ou seja, aqueles que poderiam não ter acontecido se a atenção à gestante e à criança fosse melhor executada.

"A investigação de óbito vê justamente essas falhas e começa a trabalhar nessas falhas. Assistência ao pré-natal e ao neonatal são fundamentais para a redução desses óbitos", conclui Santiago.

Mais da metade dos óbitos infantis ocorre nos primeiros seis dias de vida

Mais de 52% dos óbitos de recém-nascidos no Ceará ocorrem ainda nos seis primeiros dias de vida. Segundo a Sesa, as principais causas desses falecimentos são problemas na formação da criança durante a gravidez, como transtornos de baixo peso e desconfortos respiratórios.

Em 2025, 104 crianças faleceram vítimas de baixo peso no Ceará, enquanto outras 67 tiveram problemas de respiração ao longo da primeira semana.

Ainda conforme o boletim, os riscos diminuem no período neonatal tardio, quando as complicações estão relacionadas especialmente à septicemias e problemas de formação do coração.

Entretanto, são as mortes do neonatal tardio que chamam a atenção das autoridades de saúde, com algumas de suas causas relacionadas à falta de vacinação dos recém-nascidos, além de septicemias e más-formações, também.

"Esse é um ponto importantíssimo e que nosso sistema de saúde tem se debruçado. O Brasil sempre foi exemplar em termos de cobertura vacinal, desde o SUS. Nos últimos anos temos observado o crescimento de um discurso antivacina, e que tem comprometido a decisão dos responsáveis em garantir os esquemas vacinais. Essa hesitação pode ter efeitos importantes para agravamento de adoecimentos e repercussão nas taxas de óbitos pós-neonatal", pontua Lima.

No Ceará, esse acompanhamento do cumprimento dos esquemas de vacinais é realizado pelas equipes da saúde primária, que fiscalizam o calendário de imunizantes da criança e realizam busca ativa e campanhas de saúde.

"É de extrema importância a gente estar acompanhando o cartão de vacina. A atenção primária é quem tem um papel primordial, com monitoramento pela Sesa e acompanhamento de todas as crianças", finaliza Santiago.

Investigação de óbitos exerce papel fundamental

O caminho adotado pelo Ceará para reduzir o número de óbitos das crianças de até um ano foi saber como essas mortes aconteciam.

Nesses 25 anos, o número de mortes de recém-nascidas investigadas saltou de 14% em 2000, para 94% em 2025. A partir desses dados foi possível transformar a realidade de locais como o Sertão Central, que detinha os maiores índices de óbito no Estado ao início do século e hoje é a região com menor TMI em todo o Ceará.

"Você olha para o passado. Quando a gente começa a investigar, a gente começa a buscar prontuário, ver as fichas, quantas vezes foi na unidade, como estava o cartão de vacina, como foi o pré-natal... Logicamente se você detectar nessa investigação uma falha de processo, isso gera um novo plano de ação. Quando vou investigando óbitos eu vou descobrindo as não conformidades e melhorando", ressalta a orientadora da Célula de Atenção Primária e Promoção da Saúde da Sesa, Sheila Santiago.

Essas investigações permitem determinar por exemplo se a morte ocorreu nos períodos neonatal precoce, neonatal tardio ou pós-neonatal.

Essa especificação é importante porque cada uma dessas fases do recém-nascido tem motivos recorrentes de mortalidade. Se há muitas crianças morrendo nos seis primeiros dias de vida, a causa dessas mortes pode estar relacionada ao pré-natal feito pelas gestantes.

Essa ciência permite que ações preventivas sejam intensificadas e possam e diminuam as mortes classificadas pela Secretaria de Saúde como "óbitos evitáveis", ou seja, aqueles que poderiam não ter acontecido se a atenção à gestante e à criança fosse melhor executada.

"A investigação de óbito vê justamente essas falhas e começa a trabalhar nessas falhas. Assistência ao pré-natal e ao neonatal são fundamentais para a redução desses óbitos", conclui Sheila.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 7/08/2026. Cidades. p.14.


domingo, 4 de outubro de 2026

NOSSA SENHORA APARECIDA: Entre o Direito Canônico e a Identidade Nacional

Por José Luís Lira (*)

Periodicamente, o debate brasileiro é tomado por ruídos sobre símbolos da identidade nacional. Entre eles, a titularidade de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil vira alvo de questionamentos ideológicos ou propostas sem aderência jurídica. Faz-se imperativo restabelecer a verdade técnica: o padroado da Virgem Aparecida é civil e espiritualmente inabalável, imune a caprichos de autoridades seculares.

Sob a ótica do Direito Canônico, a outorga de padroado espiritual é ato de soberania eclesial exclusiva. O título de "Padroeira Principal do Brasil" foi outorgado pelo Papa Pio XI em 16 de julho de 1930, por decreto pontifício motu proprio. Na arquitetura da Igreja, a competência para criar ou extinguir honras litúrgicas de uma nação pertence unicamente à Sé Apostólica.

Nenhuma instância civil — Executivo, Legislativo ou Judiciário — detém jurisdição para anular um decreto papal. Qualquer tentativa secular de legislar sobre essa titularidade espiritual é nula e juridicamente inválida.

No ordenamento civil, o feriado de 12 de outubro foi instituído pela Lei Federal nº 6.802, de 30 de junho de 1980, pela qual a República reconhece formalmente a dignidade da Padroeira. Para qualquer modificação dessa garantia, é indispensável a aprovação de nova legislação pelo Congresso.

Na realidade política do território, dada a profunda inserção da devoção mariana e a expressiva representação parlamentar que protege as raízes culturais e cristãs, tal proposta enfrentaria barreira social intransponível. Tentar desfazê-la seria votar contra a herança histórica da Pátria.

Ademais, evoca-se o princípio do Estado Laico de forma equivocada, supondo que a laicidade exija a anulação das tradições religiosas. A jurisprudência constitucional consagra o modelo de laicidade colaborativa, jamais hostil. A Constituição de 1988 (artigos 215 e 216) impõe o dever de amparar as manifestações culturais e o patrimônio imaterial do povo.

A devoção a Nossa Senhora Aparecida é um elemento integrador que moldou a alma da nação desde o encontro da imagem em 1717. Preservar seu espaço na herança civil cumpre o mandamento de resguardar a nossa própria trajetória.

Diante de qualquer tentativa de apequenar a Protetora do Brasil, ergue-se este manifesto como um firme desagravo à Padroeira. É inadmissível que a imagem que emergiu do barro para a sagrada luz, símbolo máximo de unidade e esperança, seja instrumentalizada em disputas ruidosas.

A dignidade de Nossa Senhora Aparecida está resguardada pelas colunas do direito, da história e do afeto de milhões de brasileiros. Seu manto azul e sua coroa de Rainha permanecem soberanos e protegidos contra qualquer insurgência secular.

(*) Professor adjunto de teoria política da Uece/Facedi.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 18/03/26. Opinião. p.19.


E ESSE TIPO DE GENTE TAMBÉM VOTA!

Um amigo meu comprou um refrigerador novo e para se livrar do velho, colocou-o em frente do prédio, na calçada, com o aviso:

"Grátis e funcionando. Se quiser, pode levar".

O refrigerador ficou três dias na calçada sem receber um olhar dos passantes.  Ele chegou à conclusão que as pessoas não acreditavam na oferta. Parecia bom de mais para ser verdade e mudou o aviso:

"Refrigerador à venda por R$ 200,00.

No dia seguinte, tinha sido roubado! Cuidado! Este tipo de gente vota!

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Ao visitar uma casa para alugar, o meu irmão perguntou à agente imobiliária para que lado era o Norte, porque não queria que o sol o acordasse todas as manhãs. A agente perguntou: "O sol nasce no Norte?" Quando o meu irmão lhe explicou que o sol nasce a Nascente (aliás, daí o nome e que há muito tempo que isso acontece!) ela disse: "Eu não estou atualizada a respeito destes assuntos".

Ela também vota!

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Trabalhei uns anos num centro de atendimento a clientes em Ponta Delgada - Açores. Um dia, recebi um telefonema de um sujeito que perguntou em que horário o centro de atendimento estava aberto.  Eu respondi: "O número que o senhor discou está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana." Ele então perguntou: "Pelo horário de Lisboa ou pelo horário de Ponta Delgada?" Para acabar logo com o assunto, respondi: "Horário do Brasil."

Ele vota!

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Um colega e eu estávamos a almoçar no self-service da empresa, quando ouvimos uma das assistentes administrativas falar a respeito das queimaduras de sol que ela tinha, por ter ido de carro para o litoral. Estava num conversível, por isso, "não pensou que ficasse queimada, pois o carro estava em movimento."

Ela também vota!

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A minha cunhada tem uma ferramenta salva-vidas no carro, para cortar o cinto de segurança, se ela ficar presa nele. Ela guarda a ferramenta no porta-bagagens!  A minha cunhada também vota!

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Uns amigos e eu fomos comprar cerveja para uma festa e notámos que os engradados tinham desconto de 10%. Como era uma festa grande, comprámos 2 engradados. O caixa multiplicou 10% por 2 e fez-nos um desconto de 20%.

Ele também vota!

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Saí com um amigo e vimos uma mulher com uma argola no nariz, ligada a um brinco, por meio de uma corrente. O meu amigo disse: "Será que a corrente não dá um puxão cada vez que ela vira a cabeça?" Expliquei-lhe que o nariz e a orelha de uma pessoa permanecem à mesma distância, independentemente da pessoa virar a cabeça ou não.

O meu amigo também vota!

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Ao chegar de avião, as minhas malas não apareciam na área de coleta da bagagem. Fui então ao setor de bagagem extraviada e disse à mulher que as minhas malas não tinham aparecido. Ela sorriu e disse-me para não me preocupar, porque ela era uma profissional treinada e eu estava em boas mãos. "Agora diga-me, perguntou ela... o seu avião já chegou?"

Ela também vota!

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À espera de ser atendido numa pizzaria observei um homem a pedir uma pizza para levar. Ele estava sozinho e o empregado perguntou se ele preferia que a pizza fosse cortada em 4 pedaços ou em 6. Ele pensou algum tempo, antes de responder: "Corte em 4 pedaços; acho que não estou com fome suficiente para comer 6 pedaços."

Isso mesmo, ele também vota!

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


sábado, 3 de outubro de 2026

Defesa de Memorial para Professor Titular da Medicina da UFC de Sthela Maria Murad Regadas

 

Flagrante da Comissão Especial Julgadora, ao término da defesa do Memorial da médica STHELA MARIA MURAD REGADAS, quando a Profa. Dra. Maria Luzete Costa Cavalcante, por determinação do presidente da banca, fez a leitura da ata de conclusão do julgamento do memorial acadêmico. O Prof. Dr. José Huygens Parente Garcia, que presidiu essa banca, está ladeado por Profs. João Batista de Sousa e Marcelo Gurgel Carlos da Silva, à esquerda, e pela professora Maria Helena Pitombeira, à direita. (Foto cedida por Prof. Dr. Fernando Siqueira).

Aconteceu na manhã de sexta-feira (2/10/26), de forma presencial, no Auditório Antônio Jucá, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, a Defesa de Memorial, seguida da avaliação de desempenho, para a promoção funcional da classe de professor associado 4 para Professor Titular do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFC.

A Comissão Especial Julgadora, composta pelos Profs. Drs. José Huygens Parente Garcia (presidente UFC), Maria Helena Pitombeira (efetiva UFC), João Batista de Sousa (efetivo UnB) e Marcelo Gurgel Carlos da Silva (efetivo Uece), e ainda por Luiz Gonzaga Porto Pinheiro (suplente interno) e Ricardo de Carvalho Cavalli (suplente externo), conforme Portaria Nº 1/2026/FAMED-UFC, de 1º de setembro de 2026, e secretaiada pela Profa. Dra. Maria Luzete Costa Cavalcante, aprovou o Memorial apresentado pela professora doutora STHELA MARIA MURAD REGADAS.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Professor do PPSAC-UECE


ADEUS AO ACADÊMICO FRANCISCO FLÁVIO LEITÃO DE CARVALHO

Francisco Flávio Leitão de Carvalho nasceu em Fortaleza-Ceará, em 21 de abril de 1939, filho do poeta, jornalista e professor José Valdivino de Carvalho e da pianista Maria Adamir Leitão de Carvalho.

Boa parte da sua formação escolar transcorreu no Seminário Arquidiocesano de Fortaleza, o afamado Seminário da Prainha, onde, dos 10 aos 14 anos de idade, adquiriu com os padres lazaristas muitos conhecimentos religiosos, filosóficos e literários e, também, absorveu qualidades morais que o levaram a pautar a sua existência observando e praticando as virtudes teologais: fé, esperança e caridade.

Ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC) em 1959, concluindo o curso médico em 1964. Durante a graduação, foi monitor concursado de Anatomia Patológica e fez estágio no Serviço de Patologia do Prof. Luigi Bogliolo, na Universidade Federal de Minas Gerais.

O Dr. Flávio Leitão realizou Residência Médica em Neurologia e Neurocirurgia no Instituto de Neurocirurgia de Porto Alegre, em 1965, sob a orientação do Prof. Elyseu Paglioli, tendo obtido o título de especialista em Neurocirurgia, da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, em 1970.

Flávio Leitão concluiu o Mestrado em Cirurgia na UFC em 2000, com a dissertação Auxílio ao diagnóstico do ângulo ponto-cerebelar com utilização de técnica de inteligência artificial, consubstanciando a sua produção científica, expressa em mais de trinta artigos em revistas nacionais e três em periódicos estrangeiros e mais de 60 trabalhos apresentados em congressos médicos.

Sua atividade médica predominante foi realizada no Serviço de Neurocirurgia do Hospital Geral de Fortaleza, do qual se aposentou em 2006, e a de docência superior foi exercida no Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFC, na qual ocupou diferentes funções, entre elas as de subchefe e chefe do departamento e de chefe do Serviço de Neurocirurgia do Hospital Universitário Walter Cantídio, estando aposentado, como professor adjunto, desde 2009, mas ainda prosseguiu atuando em atividades profissionais particulares.

No âmbito profissional, é membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, da Academia Brasileira de Neurocirurgia, da Sociedade Nordestina de Neurocirurgia, da Sociedade Cearense de Neurologia e Neurocirurgia e do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.

Em 20 de abril de 2002 foi empossado como Membro Titular da Academia Cearense de Medicina (ACM), preenchendo a Cadeira 50, patroneada pelo Dr. Walder Bezerra Sá.

Nos últimos tempos, ele vinha se dedicando de modo mais intenso à literatura, com primorosa produção de contos e peças oratórias. Era membro titular da Academia Cearense de Médicos Escritores, da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza, da Academia de Letras e Artes do Nordeste e da Academia Cearense de Letras.

Sócio da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - Regional Ceará (Sobrames-CE), da qual foi presidente no biênio 2010-12 e participou de 27 antologias. O seu interesse pela escrita o conduziu à Academia Cearense de Letras (ACL). Tomou posse, como imortal dessa arcádia, em 10 de janeiro de 2017, ocupando a Cadeira 34, patroneada por Samuel Uchoa.

Como católico, era um assíduo participante das ações evangelizadoras da Sociedade Médica São Lucas (SMSL), e ainda trabalhava, como médico voluntário, em um ambulatório, dirigido por religiosas, para atendimento a pessoas carentes.

Casado, desde 1966, com Marimília Quevedo Esteves, deixa quatro filhos: Anamaria, Flávio Filho, André e Manuela.

Foi com imenso pesar que se registrou o falecimento, na noite de 1º de setembro de 2026, do Dr. FLÁVIO LEITÃO, médico neurocirurgião e membro de diversas confrarias profissionais e literárias cearenses.

A comunidade médica e o meio cultural locais sentiram intensamente por tão grande perda desse valoroso cidadão cearense, dotado de tantos predicados humanos, que, como médico, professor, escritor e outros relevantes atributos pessoais, a exemplo da cordialidade e da lhaneza de trato, muito contribuiu para o engrandecimento da medicina e da literatura do Ceará.

Que Deus o acolha em Seus braços misericordiosos.

Prof. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Amigo, colega, confrade e consócio de Flávio Leitão

* Publicado. In: Revista AMC (Associação Médica Cearense). Setembro de 2026 - Edição n.60. p.17-18 (online).

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

SACRA CRUZ

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

Ó Sacrifício Sagrado,

Quão amoroso que sois

De incondicional brado

Misericordioso sois.

 

No patíbulo da cruz,

Vosso trono inaugurou

E para filhos amados

Resgate eterno ele doou.

 

Lavastes nossos pecados

Do céu portas nos abristes

Com teu sangue derramado

 

Alento pra nossa fé

Gratidão em nossos peitos

Ó Christe adoramus Te!

 

Uma agradável segunda-feira, com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 20/07/26.


FOLCLORE POLÍTICO: Porandubas 732

Abro a coluna com a Paraíba.

O médico João Izidro

João Izidro, pai do amigo Carlos Alberto e do psiquiatra-escritor Luís Carlos, era pediatra, clínico geral e sábio. Atendia famílias de todos os recantos dos fundões da Paraíba. Sua clientela incluía Luís Gomes, cidade do Rio Grande do Norte na fronteira com a Paraíba, onde este escriba nasceu e de onde, do alto da serra, contemplava Uiraúna, terra de Luiza Erundina. Um dia, em Cajazeiras, sua cidade, atendeu a uma velhinha que se queixava de "incômodo em todo o corpo". Fez as perguntas tradicionais:

– A senhora tosse?

– Às vezes, sim, às vezes, não.

– A senhora tem dor de cabeça?

– Às vezes, sim, às vezes, não.

– A senhora sente febre?

– Às vezes, sim, às vezes, não.

Paciente, o médico botou os óculos e escreveu a receita:

– Pegue a receita, minha senhora. Pode ir, a senhora vai melhorar.

A velhinha pegou a receita e tascou a pergunta:

– Doutor, e esse remédio, hein, como é que eu tomo?

A resposta do João veio no mesmo tom da voz da velhinha:

– Tome o remédio às vezes, sim, às vezes, não.

Fonte: Gaudêncio Torquato (GT Marketing Comunicação).

https://www.migalhas.com.br/coluna/porandubas-politicas/352016/porandubas-n-732


 

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