sábado, 27 de junho de 2026

A ascensão de Jesus e a missão de comunicar a boa nova

Por Pe. Reginaldo Manzotti (*)

O mês de maio ocupa um lugar especial na vida da Igreja e na devoção popular. Tradicionalmente, é reconhecido como o mês de Maria, tempo em que os fiéis intensificam sua oração mariana, especialmente através do Rosário, e rendem homenagens à Mãe de Deus, modelo de fé e entrega. Ao mesmo tempo, maio é também o mês das mães, ocasião em que celebramos aquelas que, à semelhança de Maria, acolhem a vida, cuidam e se doam com amor silencioso e perseverante.

Mas, neste ano, maio também é marcado pela celebração da Ascensão do Senhor.

"Enquanto os abençoava, afastou-se deles e foi levado ao céu. Eles, então, o adoraram e voltaram para Jerusalém com grande alegria" (Lc 24,51-52).

A Ascensão de Jesus não é uma despedida, mas a plenitude da sua missão. Ele sobe ao Pai levando consigo nossa humanidade, abrindo para nós o caminho da vida eterna. Ao mesmo tempo, confia aos discípulos (a todos nós), a missão de anunciar o Evangelho "até os confins da terra" (At 1,8).

A cena é marcante: os discípulos olham para o céu, mas logo são chamados a olhar para a terra, para o mundo real, onde devem testemunhar a Boa Nova. A Ascensão nos recorda que comunicar a fé é parte essencial da missão da Igreja.

Não por acaso, a Igreja em sua sabedoria guiada pelo Espírito Santo, escolheu o domingo da Ascensão para celebrar o Dia Mundial das Comunicações Sociais, instituído pelo Concílio Vaticano II. A lógica é clara: assim como os discípulos foram enviados a anunciar, também nós somos chamados a usar os meios de comunicação para irradiar Cristo vivo.

"Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho a toda criatura" (Mc 16,15).

A comunicação é ponte entre pessoas, culturas e gerações. É missão, é serviço, é testemunho.

No mundo atual, marcado por redes sociais, inteligência artificial e algoritmos, a Igreja insiste que comunicar não é apenas transmitir dados, mas preservar a dignidade humana, por isso o Tema escolhido para o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais 2026: "Preservar vozes e rostos humanos".

Vivemos em uma era de avanços tecnológicos sem precedentes. O mundo digital nos oferece ferramentas incríveis, mas também nos apresenta um risco silencioso: o de perdermos o que nos torna únicos. Como nos adverte o papa Leão XIV, em meio a tantas vozes sintéticas e rostos gerados por máquinas, a Igreja é chamada a ser a guardiã do encontro real.

Jesus, ao subir aos céus, confiou a missão a pessoas de carne e osso. Ele não enviou conceitos abstratos, Ele enviou vozes que tremiam de emoção, que tinham sentimentos e rostos que manifestavam a alegria do Ressuscitado. A Ascensão nos ensina que a comunicação cristã nunca será apenas técnica; ela é, acima de tudo, a transmissão de uma vida por meio de uma presença humana.

O rosto e a voz são sinais únicos da identidade de cada pessoa. Preservá-los significa não reduzir o ser humano a dados ou figuras sem alma.

Preservar vozes e rostos humanos significa lutar para que a tecnologia nunca substitua o calor do abraço, a verdade do olhar e a singularidade da alma de cada filho de Deus.

Preservar a Voz: Que a nossa comunicação não seja o eco frio de mensagens prontas, mas a voz que consola, que denuncia a injustiça e que anuncia a misericórdia com a ternura que só o coração humano possui.

Preservar o Rosto: Que nas nossas redes sociais e nas nossas pastorais, o rosto do irmão sofredor, do idoso e do jovem não seja ocultado por filtros ou indiferença. Devemos ver Cristo no rosto de cada pessoa que encontramos.

Jesus, o Verbo feito carne (Jo 1,14), comunicou o amor de Deus com sua voz e seu rosto humano. Ele olhou nos olhos, chamou pelo nome, tocou os corações, façamos o mesmo.

A todas as mães, meu fraterno abraço. Deus as abençoe!

(*) Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).

Fonte: O Povo, de 16/05/2026. Opinião. p.22.


CONVITE: Celebração Eucarística da SMSL - Junho/2026

 

 A Diretoria da SOCIEDADE MÉDICA SÃO LUCAS (SMSL) convida a todos para participarem da Celebração Eucarística do mês de junho/2026, que será realizada HOJE (27/06/2026), às 19h, na Igreja de N. Sra. das Graças, do Hospital Geral do Exército, situado na Av. Des. Moreira, 1.500 – Aldeota, Fortaleza-CE.

CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!

MUITO OBRIGADO!

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Sociedade Médica São Lucas

sexta-feira, 26 de junho de 2026

SONHO DE UM SONO

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

Sonhos são pajens do sono.

Eu os tenho, você também, mas este me veio de fora e não de minhas entranhas.

“Estava dormindo.

E, quando aquele sopro suave e relaxante do filho de Nix tocou-me as pálpebras, dei-me conta de que eu adentrara uma outra realidade, um mundo etéreo. E devaneios envolveram este meu sonho, que passo a relatar, segredou-me Icelo, um protetor onírico

Eu me vi saindo de casa, em direção à cidade, no mesmo percurso costumeiro, que sempre fazia.

Nesse trajeto, porém, o caminho estreitava-se, parecia-me estar atravessando um beco, em cujas paredes havia cabides e varetas com exposição de várias peças de roupa, como se estivessem à venda. O ‘beco’ não tinha claridade e, antes de passar à frente, de uma porta saiu um moço, o qual ficava a me ofertar as roupas e eu lhe dizia que não as queria.

Ao continuar a caminhar, vi que não estava mais com calça cor palha e uma bermuda verde, como saí de casa, mas vestia uma camisa mostarda e dei-me conta de que havia esquecido a calça. Nisso, percebi que, em meu braço, havia uma calça, uma bermuda e outras peças de roupa, as quais pensei que pertenciam ao moço do beco.

Continuei o meu percurso e, logo, logo, avistei uma casa de pessoas conhecidas e pensei em pedir que alguém pudesse ir devolver as roupas ao homem do corredor, para eu não ter de retroceder meus passos.

Ao aproximar-me da casa, discerni a figura de uma adolescente, que me chamou pelo nome, mas não a reconheci. Todavia, indaguei-lhe se sua mãe estava em casa e, erguendo os olhos, avistei seu pai debaixo de uma árvore, reconheci-o, mas não consegui lembrar-me de seu nome. Mesmo assim, pedi-lhe o favor de devolver as roupas ao homem que me tinha oferecido. Respondendo-me, em voz baixa, não entendi se poderia ou não e resolvi dar continuidade à minha jornada, levando as roupas comigo.

A poucos metros dali, deparei-me com uma pequena trilha, ladeada por mata bastante verde. Parei uns instantes e mirei o espaço. Vi muitas nuvens e delas saindo umas bolhas alvacentas; ao espalhar-se pela amplidão do espaço, assumiam tonalidade escura, agrupando-se entre si. Foi aí, então, onde percebi que algo de muito estranho estava acontecendo: pessoas gritando, dizendo que iam morrer e pedindo socorro, enquanto as bolhas, umas vinham com muita fumaça, e outras rubras, com labaredas e raios de fogo, que caiam também ao meu redor. Tentando livrar-me eu desse fragmentos, servindo-me das peças de roupa, passei a lembrar-me de minha mãe, que havia deixado em casa, sozinha. No entanto, querendo voltar para protegê-la e ajudá-la, como aumentavam as bolhas de fogo, eu tinha de defender-me de seus ataques, usando sempre as peças de roupa. Travei uma rigorosa autodefesa e, quando estava conseguindo desvencilhar-me de seus ataques, acordei um tanto ofegante, com os braços dormentes e doloridos.

Haja tamanha batalha.

Até que enfim, estava são e salvo.”

Uma boa quinta-feira, com as bênçãos de Deus e a proteção de Maria Santíssima!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 21/05/26.


FOLCLORE POLÍTICO: Porandubas 869

Abro com o repeteco de uma historinha. Sempre solicitada por alguns dos meus leitores.

Levo ou não?

A historinha é conhecida e, por ser muito boa, merece um repeteco.

Rui Barbosa, o Águia de Haia, chegava em casa, à noitinha, quando ouviu um barulho vindo do quintal. Chegando lá, viu um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o, ao tentar pular o muro com seus amados patos, passou-lhe um pito:

- Oh, bucéfalo anacrônico! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares de minha elevada prosopopeia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da sua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada.

E o ladrão, perplexo e confuso, com um fio de voz, perguntou:

- Doutor, eu levo ou deixo os patos?

Fonte: Gaudêncio Torquato (GT Marketing Comunicação).

https://www.migalhas.com.br/coluna/porandubas-politicas/420579/porandubas-n-869


quinta-feira, 25 de junho de 2026

Cearense fundador do ITA, Casimiro Montenegro Filho é homenageado pela Uece

A Universidade Estadual do Ceará (Uece) realizou, na tarde da última quarta-feira (24), sessão solene do Conselho Universitário (Consu) para a entrega do título honorífico de Doutor Honoris Causa ao Marechal do Ar Casimiro Montenegro Filho (in memoriam). A homenagem, que teve à frente o reitor da Uece e presidente do Consu, professor Hidelbrando Soares, ocorreu no Salão Nobre dos Órgãos de Deliberação Coletiva dos Conselhos Superiores (SODC), no campus Itaperi, e reuniu autoridades acadêmicas, representantes de instituições de ensino superior, pesquisadores, estudantes e familiares do homenageado.

Reconhecido como um dos mais importantes nomes da ciência, da engenharia e da inovação tecnológica do país, Casimiro Montenegro Filho foi o idealizador e fundador do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), instituição que se tornou referência nacional na formação de engenheiros e pesquisadores. A honraria foi recebida por sua sobrinha e representante da família, Ana Lúcia Montenegro Bastos Mota.

Após conduzir a representante da família do homenageado à mesa solene, o professor titular do curso de Medicina da Uece e membro da Academia Cearense de Medicina, Marcelo Gurgel Carlos da Silva, relembrou a trajetória do marechal cearense, destacando sua visão de futuro e sua contribuição decisiva para a construção da ciência e da tecnologia brasileiras. Em sua fala, ressaltou que a homenagem representa o reconhecimento de um legado que transformou a história do país. “A concessão do diploma de Doutor Honoris Causa por uma universidade pública cearense é um imperativo de inegável oportunidade para prestar um tributo a quem tanto concorreu para o avanço da ciência e da tecnologia no Brasil”, afirmou.

Em nome da família, Ana Lúcia Montenegro Bastos Mota recebeu, das mãos do reitor da Uece, o diploma de Doutor Honoris Causa e agradeceu a homenagem, destacando o orgulho de ver a memória do tio celebrada em sua terra natal. Ela lembrou que a criação do ITA nasceu do desejo de formar profissionais altamente qualificados no Brasil e contribuir para o desenvolvimento nacional. “Nós, da sua família, temos muito orgulho e ficamos muito felizes diante deste reconhecimento”, declarou, acrescentando que a implantação do ITA no Ceará representa um novo ciclo para a educação do estado.

Representando o ITA, o reitor da instituição, professor Antonio Guilherme de Arruda Lorenzi, ressaltou que a homenagem reconhece um homem cuja visão ultrapassou seu tempo e ajudou a construir um projeto estratégico para o Brasil. “O ITA nasceu de um sonho, mas não de um sonho individual, pequeno ou passageiro. Nasceu de um sonho que se tornou coletivo”, afirmou. Segundo Lorenzi, Casimiro Montenegro imaginou “um Brasil capaz de formar engenheiros de altíssimo nível, de produzir ciência, de dominar tecnologia e de afirmar sua soberania pelo conhecimento”. O reitor destacou ainda que a chegada do ITA ao Ceará simboliza um reencontro com as origens desse projeto. “É mais do que uma expansão institucional. É um reencontro com a origem de um sonho”, disse.

O reitor do Centro Universitário Farias Brito, professor Tales de Sá Cavalcante, afirmou que a solenidade celebrava não apenas um homem, mas o talento e a capacidade de sonhar grande. Para ele, Casimiro Montenegro demonstrou que as maiores transformações nascem de ideias ousadas. “Ele sonhou em ter uma academia digna do Brasil. Sonhou em ter uma instituição nos moldes do MIT. E conseguiu”, destacou. O reitor também associou a chegada do ITA ao Ceará à força da educação cearense e à vocação histórica do estado para superar desafios. Citando o filósofo cearense Farias Brito, concluiu: “Nada é difícil para os corajosos”.

O reitor da Uece e presidente do Consu, professor Hidelbrando Soares, enfatizou a relevância da distinção concedida pela universidade. “O título de Doutor Honoris Causa é a maior distinção acadêmica concedida por uma universidade”, afirmou. Ele destacou que a aprovação da homenagem ocorreu por unanimidade no Conselho Universitário, evidenciando o consenso em torno da importância histórica de Casimiro Montenegro Filho. Para o reitor, o novo Doutor Honoris Causa da Uece representa valores que dialogam diretamente com a missão institucional da universidade. “Formação de excelência, produção de ciência de alta qualidade e inovação marcam profundamente a trajetória do marechal Casimiro. A universidade precisa antever o futuro, ocupar um lugar de vanguarda e ser disruptiva. Casimiro Montenegro dialogava sempre com o futuro”, declarou.

Professor Hidelbrando também ressaltou que a concessão do título engrandece a própria universidade. “Estamos muito orgulhosos com a concessão desse título honorífico ao marechal, agora doutor honoris causa da Universidade Estadual do Ceará”, concluiu.

Entre as autoridades e convidados presentes, estavam o ex-reitor da Uece, professor Cláudio Régis de Lima Quixadá; o representante da Funcap, professor Diego Rabelo; o deputado federal Inácio Arruda; o presidente da Academia Cearense de Engenharia, Fernando Nunes; o presidente do Instituto do Ceará: Histórico, Geográfico e Antropológico, Seridião Montenegro; o presidente da Associação dos Engenheiros do ITA, Alex Pereira; o vice-presidente da Academia Cearense de Ciências Aeroespaciais, Fabiano Rocha; o comandante da Base Aérea de Fortaleza e diretor interino do Núcleo do ITA em Fortaleza, Coronel Aviador Tony Gleydson Costa; e o representante da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Paulo André de Castro Holanda.

Fonte: Uece. Assessoria de Comunicação, postado em 25/06/26.

Endividamento, inadimplência e soluções paliativas

Por Lauro Chaves Neto (*)

A recente perda de valor de mercado dos grandes bancos brasileiros não é um evento isolado — é sintoma de um problema mais profundo: o avanço do endividamento das famílias e seus efeitos sobre toda a economia. Não se trata de prejuízo direto, mas de algo talvez mais relevante: perda de confiança no futuro gerando perda no valor de mercado.

À primeira vista, os números dos balanços não justificariam esse movimento. Receitas em alta e lucros robustos indicam um presente sólido. Mas o mercado não opera olhando para o retrovisor. O que preocupa investidores são os sinais de deterioração à frente. O aumento das provisões e a piora na qualidade dos ativos revelam uma leitura clara: os bancos esperam mais inadimplência.

Esse cenário reflete uma realidade incômoda. O endividamento das famílias, especialmente das camadas de menor renda, maior parte da população brasileira, já não é apenas um problema social — tornou-se um risco sistêmico. Quando consumidores perdem capacidade de pagamento, toda a engrenagem econômica desacelera. O crédito encarece, o consumo retrai e o ciclo de crescimento perde força.

A taxa básica de juros, ainda em patamar muito elevado, agrava esse quadro. Com o Banco Central do Brasil ainda cauteloso diante das incertezas inflacionárias, o alívio monetário avança lentamente. E o cenário externo, marcado por tensões geopolíticas e volatilidade nos preços do petróleo, adiciona mais imprevisibilidade.

Programas como o Desenrola Brasil surgem como tentativa legítima de aliviar o endividamento. Mas carregam um dilema: ao mesmo tempo em que reabilitam consumidores, podem estimular novo ciclo de crédito sem a devida sustentabilidade. A dúvida não é apenas sobre a eficácia imediata, mas sobre os efeitos no médio prazo. O movimento dos bancos ao reforçar reservas contra calotes é, nesse contexto, um termômetro relevante.

O Brasil enfrenta um desafio recorrente: equilibrar crédito, consumo e estabilidade. Sem enfrentar as causas estruturais do endividamento — renda baixa, juros altos e educação financeira limitada —, qualquer solução tende a ser apenas paliativa. 

(*) Consultor, professor doutor da Uece e conselheiro do Conselho Federal de Economia.

Fonte: O Povo, de 25/05/26. Opinião. p.20.


quarta-feira, 24 de junho de 2026

Uece concede título de Doutor Honoris Causa ao fundador do ITA, Marechal Montenegro (in memoriam)

A Universidade Estadual do Ceará realizará, às 15 horas desta quarta-feira, no Salão Nobre da Secretaria dos Órgãos de Deliberação Coletiva dos Conselhos Superiores (SODC), a solenidade de outorga do título honorífico de Doutor Honoris Causa (in memoriam) ao Marechal do Ar Casimiro Montenegro Filho. Ele foi o fundador do Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA).

Natural do Ceará, Casimiro Montenegro Filho construiu uma trajetória marcada pelo pioneirismo e pela visão estratégica em áreas fundamentais para o desenvolvimento científico e tecnológico do país. Sua formação militar teve início na Escola Militar do Realengo, em 1923, culminando com a patente de Marechal do Ar da Força Aérea Brasileira. Em 1941, integrou a primeira turma de Engenharia Aeronáutica da então Escola Técnica do Exército, hoje incorporada ao Instituto Militar de Engenharia (IME).

Casimiro Montenegro também foi responsável pela criação do Centro Técnico de Aeronáutica, estrutura que deu origem ao atual complexo tecnológico da indústria aeronáutica nacional, além de ter participado da implantação do Correio Aéreo Militar. Sua atuação à frente do ITA contribuiu para transformar a instituição em uma referência internacional em ensino e tecnologia.

ITA Ceará

O vínculo histórico entre o Ceará e o ITA também está diretamente relacionado ao legado de Montenegro.

Ao longo das décadas, centenas de estudantes cearenses ingressaram na instituição, consolidando uma tradição de excelência acadêmica que resultou, recentemente, na instalação da primeira unidade do ITA fora de sua sede original, em Fortaleza.

Fonte: Postado no Blog do Eliomar de Lima em 23/06/2026.

 

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