quarta-feira, 4 de novembro de 2026

COMER É SAGRADO

Por Izabel Gurgel (*)

A calçada da rua onde moro tem um carrinho de merenda de manhã cedo e no meio da tarde. Tapioca, pão, cuscuz, bolo. Paulino é uma aula de atendimento. Prioridade por ordem de chegada e habilidade para fritar nove ovos ao tempo em que mais lâminas de queijo e presunto chiam na chapa, com bom-dia, boa-tarde, diga, senhora, agora, pois não etc. Duas mulheres da família cuidam dos refrescos, café com e sem leite, carne moída com molho sobre o pão de milho, um pratinho com cara de almoço antes da sete da manhã. Em francês, café da manhã é pequeno almoço.

Paulino está desmontando a banca, depois das nove e perto das dez, chega o serviço de almoço, outra gente, mesas, bancos, e o gosto de ouvir o ofertório de mistura, tantas opções no tabuleiro que carrega um mundo de modos de comer. Leandro, que mora na calçada, auxilia na montagem e desmontagem do restaurante portátil. O carro de merenda e o serviço de almoço ficam na esquina, bem vistos na avenida. O vizinho de calçada fica o dia inteiro, posicionado pela rua que faz esquina com a avenida. Ele vende bombons.

Na mesma calçada, outra esquina é o ponto do carro de frutas. Com a obra do metrô, Gilberto levou a banca para a Beira-mar e de lá voltou, tão logo a esquina foi reaberta, com a novidade, maior ainda, do copo da terra dos gigantes cheio de frutas cortadas. Permanece a opção de fazer ali a feira de frutas. Dá para comprar sem sair do carro. Outro dia expliquei pitomba para turistas que passavam. Se é que posso usar o verbo explicar associado às pitombas.

Uma banca de fruta é um mapa-mundi, vc e eu sabemos. Gilberto não corta abacaxi em rodelas. Vai em nacos na salada com outras frutas. Acho que existe um lugar onde os abacaxis sabem que serão vendidos na rua, aos pedaços, e imagino que seja o modo de existência preferido dos abacaxis, de acabar bonito. Os mais saborosos, salvo engano, comi-os todos das mãos do Senhor da Rua. No Centro de Fortaleza, o ar adorando passar por ali, ardorando um outro frescor. O abacaxi aos pedaços, em copos, entrou na paisagem. Vejo cada vez menos abacaxi em rodelas suspensas no palito, um picaxi.

Com os "picolés de abacaxi", também saem de cena aqueles roletes de cana feito buquê, uma escultura efêmera comestível que, eu poderia jurar, seguiriam nascendo de tão bem concebidas ideia e execução. Nunca os vi na calçada da rua onde moro.

Tem muito mais na rua onde moro. Como no verso do Caetano (cego de tanto vê-la, na canção "Estrangeiro") a gente vê quase nada da rua onde mora, não é?

Nas eleições passadas, a melhor mensagem que recebi quando se anunciou o resultado para presidente da república, a melhor mensagem foi a do Gilberto. Ele me ligou, falando com firmeza e calma da prática de cortar abacaxis. Gilberto me telefonou: "Eu não lhe disse que a gente ganhava?".

Votar pode ser sagrado, feito comida.

(*) Jornalista de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 27/09/26. Vida & Arte, p.2.

terça-feira, 3 de novembro de 2026

OPINIÃO E IDEOLOGIA

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

Uma opinião é um ponto de vista, não é, em si, um julgamento e não carece de evidências, a não ser de assentimento de sua razão.

Ela liga-se aos seus valores, com os quais você decodifica impressões e pensares, que lhe produz a mente. Trata-se de uma manifestação de sua maneira pessoal de ver. Pode debruçar-se sobre pessoas, acontecimentos, textos, músicas e qualquer outra coisa ou assunto, na subjetividade do pensar. Seus trâmites percorrem o caminho dos neurônios e sua expressão imprime-se na liberdade incondicional da criatura pensante, em íntimo diálogo com o espelho de experiências, de sentimentos, de princípios, de crenças.

Uma opinião apresenta várias nuances:

a) pode ser vetor de autenticidade e segurança, quando se embasa em fatos e valores, que o sujeito desposa, sem o ranço de fundamentalismos e sem o fechamento em extremismos;

b) pode ter um rosto de teimosia, regado a autossuficiência, orgulho, vaidade.

c) pode ser refém de imunidade cognitiva, alheia a qualquer fato, a qualquer diálogo, a qualquer outro ponto de vista.

Opiniões movem nossos sentimentos e nos conduzem a atitudes e tomadas de decisões. Ter opinião é um direito universal de cada pessoa, porém, para nos secundar, é necessário avaliar os seus alicerces.

A visão que nós temos de mundo passa por tudo que temos albergado em nossa mente, em nosso espirito. Assim, algumas considerações se apresentam: a busca de informações deve submeter-se a questionamentos pertinentes; a ânsia de conhecimentos e a avidez de leituras devem ser norteadas por indagações, sensatez e verdade; ouvir outros pontos de vista, sem o tapume de preconceitos; analisar fatos e não ideias, nem julgar pessoas; respeitar opiniões, inda que não sejam sápidas ou que  pareçam contraditórias ou contrárias ou tenham ares de oxímoro.

A liberdade, que nós temos em nossas opiniões, tem o mesmo lastro de liberdade de quem tem uma opinião discrepante da nossa, é preciso darmo-nos conta disso.

Quando, porém, a opinião perde a identidade de nossa subjetividade, ela nos conduz, atrelados à coleira como um cão, provoca dissonância cognitiva, como o defender a vida e promover o aborto ou como querer emagrecer e atolar-se em pratos de doces, condutas que destoam dos valores que a pessoa diz ter. Quando ainda nos fecha ao outro, prende-nos, cega-nos e faz-nos repetidores pascácios de opiniões, cujo sentido deglutimos sem digerir, tudo isso não pertence mais ao domínio de opinião, mas, adquire uma outra extensão, passa a se constituir uma ideologia, que manipula sem evidência e termina por alienar o espírito, amordaçando o pensar e assolapando a liberdade: desenvolvimento é anulado, protagonismo é pisado, decisões e escolhas são conspurcadas.

Ideologia, este termo polissêmico, foi cunhado pelo filósofo iluminista francês Destutt de Tracy, no final do século XVIII.

Na visão clássica, refere-se a um conjunto de ideias que formam a intelectualidade humana, como parece ter sido o propósito de Tracy.

Numa visão crítica, é uma ilusão criada por uma classe para manter a aparente legitimidade de um sistema de dominação. Conjunto de ideias falsas, ilusórias ou enganadoras, pode ter alguns laivos de verdade, de realidade.

Trata-se de uma falsa consciência, negando a realidade fática, criando narrativas irreais, fantasiosas, agregando-lhes pseudovalores. Podem conter algumas verdades, falsos petiscos que ocultam o objetivo maior de manipular fatos, alienar mentes, produzir dependência e provocar intolerância, com pretexto de segurança, garantia.

Surgem, então, terror, medo, escravidão.

Duas cidades limítrofes, mas divergentes: uma cidade é Várzea, sem fronteiras, com cidadãos livres, ao brilho do sol e ao luar prateado, e desenvolvimento a todo vapor; a outra denomina-se Antro, cercada de gradis e anteparo ao sol para que não incomode sua escuridão, nem alimente pensares e clareie questionamentos, que oportunizem crescimento e dignidade de vida.

Uma boa sexta-feira, com as bênçãos Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 25/09/26.


PROCISSÃO

Por Pedro Salgueiro, cronista de O Povo

"...ninguém dirige aquele que Deus extravia" (Um copo de cólera - Raduan Nassar)

O Senhor Morto ainda não havia dobrado a esquina da farmácia, demorava-se nas louvações em frente à janela do conselheiro Antônio Nobre. Dona Bertolina erguia as mãos para o céu, repetindo o ritual de sempre. Os galhos de benjamins foram colocados em posição que propiciasse a demora. O meio da rua completamente forrado com as folhas e flores que o sacristão e os mais devotos providenciavam desde a madrugada.

E foi logo de manhãzinha, quando o magricela teve a triste ideia de largar sua tarefa de jogar rosas pelas calçadas para se dirigir ao balcão do boteco Riso da Noite, que a desavença aconteceu. Ele entrou implorando licença, olhou tímido para o proprietário e pediu um refresco. A gargalhada foi geral, uns riram por gosto, outros para agradar os parceiros. Negro Nilson se destacou dos camaradas e pegou o magrinho pela gola, enfiou-lhe a mão aberta no rosto, olhando de soslaio para os companheiros. Depois que o devoto bebeu meia garrafa de aguardente e levou alguns safanões, foi atirado no meio da rua.

O cortejo havia acabado de passar pelo mercado e contornava a esquina da farmácia. Os freqüentadores do boteco saíam para a calçada e se misturavam com a multidão, perdendo-se entre os devotos — os olhos fixos no corpo estendido do Senhor Morto, as narinas invadidas pelo cheiro de velas queimadas e o adocicado das flores murchas. Os mais firmes arriscavam alguns passos atrás da procissão, logo desistiam e cambaleavam de volta; aqueles menos bêbados se escoravam nas paredes e no tronco de um benjamim, acompanhando com os olhos tristes o féretro.

Os fiéis desciam já o alto da matriz, as velas tremelicando na direção do cemitério. No Riso da Noite restou apenas o silêncio. Em todos um certo clima de paz e medo, os olhos perdidos no infinito. Menos o negro Nilson, que jazia debruçado sobre a janela, com os olhos arregalados e a boca aberta buscando desesperada o ar — as mãos cheias segurando as vísceras.

Bem longe o cortejo descia vagarosamente a Rua da Saudade, um dos braços do andor vazio, o Senhor Morto ligeiramente inclinado para a direita.

Fonte: O POVO, de 18/09/2026. Coluna “Crônicas”, de Pedro Salgueiro. p.2.


segunda-feira, 2 de novembro de 2026

DIA DOS FINADOS: relembrando nossos pais Luiz e Eldinha

Papai e maãe, Luiz Carlos da Silva e Elda Gurgel e Silva, respectivamente, 82 e 91 anos ao falecerm e com 52 anos vida conjugal.

Foram muitos problemas e dificuldades que superaram juntos, buscando sempre a união e a harmonia familiar.

Também nos deixaram exemplos de honestidade, coragem e ensinamentos cristãos.

Hoje, na passagem do Dia dos Fiéis Falecidos, só temos a agradecer por sermos teus filhos e netos.

Saudade e amor eternos dos teus filhos que preservam tão caras lembranças dos progenitores.


Em nome do pai, do filho e do neto

Por Tales de Sá Cavalcante (*)

A palestra da cientista Margareth Dalcolmo, na Academia Brasileira de Letras, foi brilhantemente sintetizada pelo acadêmico da ABL e articulista na Folha de São Paulo Ruy Castro, quando nos trouxe a preocupante notícia de que, no Brasil, nas duas próximas décadas, teremos mais idosos acima de 60 anos do que jovens menores de 15. Se os mais jovens sustentam os aposentados, como será o futuro?

Hoje muitas famílias têm apenas um filho ou nenhum. E alguns preferem ter como filhos seres vivos e/ou inanimados. O biógrafo Fernando Morais nos lembrou: quando o Brasil ainda não fabricava bicicleta, o cearense Marechal do Ar Casimiro Montenegro Filho imaginou que poderíamos fabricar aviões. Em 1943, ao visitar o MIT, o cearense concluiu: antes de produzirmos aeronaves, precisamos produzir engenheiros. Surgiu, então, um notável filho de Montenegro: o ITA.

Moro em Messejana e não acho longe por seguir Antenor Naspolini ao dizer que a sua casa de praia na Redonda não é longe, fica a 2 CDs de Fortaleza. Com esta unidade de distância quase extinta, mas de conteúdo eterno, eu gasto menos de um CD da casa ao escritório.

A deslocar-me, pela BR-116, de minha residência ao trabalho, contemplo o crescimento de uma edificação que comparo ao de uma pessoa na infância, adolescência e fase adulta. Antes eu via uma criança em choro a desejar servir aos cearenses e aos que aqui viessem em busca da excelência.

A edificação se erguia e via sua juventude na música de Luiz Gonzaga e Zé Dantas ao nos ensinar: "Mandacaru quando fulora na seca é o sinal que a chuva chega no sertão, toda menina que enjoa da boneca é sinal que o amor já chegou no coração. (...) Ela só quer, só pensa em namorar. Mas o doutor nem examina. Chamando o pai de lado, lhe diz logo em surdina que o mal é da idade e que pra tal menina não há um só remédio em toda medicina".

E, agora, já na fase adulta, como noiva, prepara-se para uma próspera união, de vez que se realizará em novembro o casamento das letras, A, C, E, I, R e T. Da união, nascerão brilhantes filhos descendentes de um neto cearense com o próprio Ceará. O enlace será chamado de ITA-Ceará. 

(*) Reitor do FB UNI e Dir. Superintendente da Org. Educ. Farias Brito. Presidente da Academia Cearense de Letras.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 17/09/26. Opinião, p.14.


domingo, 1 de novembro de 2026

Lula acerta ao proibir as bets

Por Alexandre Sobreira Cialdini (*)

Acertadamente, o presidente Lula proibiu, no território nacional, a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de loterias de apostas de quota fixa, conhecidas como bets, em meio físico ou virtual.

A proibição alcança também agentes sediados no exterior que ofereçam esses serviços a pessoas localizadas no Brasil.

O crescimento exponencial do mercado de apostas online no país trouxe severas externalidades econômicas, sociais e de saúde pública. Estudos de neuroeconomia ajudam a compreender esse fenômeno ao mostrar como as plataformas digitais se valem de vieses cognitivos que influenciam a tomada de decisão. Entre eles está o desconto hiperbólico — tendência de valorizar recompensas imediatas em detrimento de benefícios futuros —, além de mecanismos neurobiológicos associados à expectativa de recompensa.

O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou aumento nos atendimentos relacionados a transtornos associados ao jogo nos últimos anos. Foram 2.262 atendimentos em 2023 e 3.490 em 2024, uma alta de 54%. Entre janeiro e junho de 2025, o sistema contabilizou 1.951 atendimentos.

No campo econômico, os efeitos da expansão das bets também são desastrosos. Estudos indicam que 43% dos apostadores utilizam nas plataformas recursos que seriam destinados a despesas essenciais. Entre os gastos afetados estão contas básicas (13%), pacotes de conectividade (15%) e alimentação (12%). Além disso, 24% dos apostadores frequentes tiveram seus CPFs negativados junto aos serviços de proteção ao crédito.

A dimensão social e sanitária do problema pode ser observada nas estimativas do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps). A entidade calcula que o custo social associado ao jogo problemático alcance R$ 38,8 bilhões por ano, dos quais R$ 30,6 bilhões estariam relacionados a consequências sanitárias diretas.

Desse montante, R$ 13,4 bilhões corresponderiam ao tratamento de transtornos mentais e R$ 17 bilhões, aos impactos relacionados à mortalidade e às tentativas de suicídio motivadas pelo colapso financeiro. Nos últimos cinco anos, registrou-se um aumento de 140% na busca por atendimento na rede pública em razão da dependência em jogos.

Estudos conduzidos pela consultoria LCA demonstram que o mercado clandestino ou irregular de apostas representa entre 38% e 44% do mercado total no país. Considerando uma carga tributária projetada de 27% sobre a atividade regular, a evasão fiscal provocada pelas plataformas ilegais pode alcançar R$ 10,8 bilhões por ano em receitas não recolhidas.

Longe de constituir uma interferência arbitrária no livre mercado, a proibição total operou como uma intervenção sanitária, social e financeira diante dos danos causados por um setor estruturado sobre falhas cognitivas sistêmicas. O estancamento da drenagem orçamentária constitui o primeiro passo para a reabilitação do consumo produtivo real.

(*) Mestre em Economia e doutor em Administração Pública e Secretário de Finanças e Planejamento do Eusébio-Ceará.

Fonte: O Povo, de 1/10/26. Opinião. p.15.


O DONO DO MUNDO

Por Raimundo Padilha (*)

Quem é o dono do mundo? No plano celestial achamos que é Deus mas, na sua santa humildade, ele assim não se considera. No plano terráqueo, há quem se considere. Mera ilusão. Há quem se considere dono do mundo, ou pensa que é o Deus da terra.

E, talvez, até se considere imortal. Este é o caso de Donald Trump. O fato de dirigir a maior potência do Globo terrestre não lhe dá o direito desta titularidade. Mas, será que ele chega a pensar desta forma? Se assim for, é o caso de absoluta insanidade. E, se confimado o desvio de personalidade, a culpa é de quem o elegeu.

À meu juízo, só há um momento em que ele não se "acha". É quando na sua mente aparece a China. Neste espaço, ele vê como ameaça aos seus sonhos de loucura. E na velocidade do crescimento chinês, em pouco tempo, o poder econômico mudará de mãos. O jogo está jogado e a ameaça está próxima.

Mas ele é dono de cassino. As últimas medidas adotadas pelo Sr. Trump, não obstante as suas falsas manifestações de glórias, demonstram imaginar a titularidade do poder global. Falácias, simples falácias que amaciam o seu ego. A falta de respeito à soberania de outros países, podem, em alguns casos ganhar pela força, mas não pelas leis que fazem o nosso arcabouço jurídico-institucional.

Prender o Presidente da Venezuela pela força é uma coisa, pensar que acaba com a guerra da Rússia com a Ucrânia em 24 horas, é outra coisa e perder a guerra contra o Iran, são coisas que demonstram a sua relativa fragilidade ou visível insanidade.

Os seus ataques com os tarifaços, inclusive contra o Brasil, podem ser o ócio de um presidente, que enquanto pratica a matança podia estar cuidando da saúde e da desigualdade entre os povos. A ameaça que existe à soberania americana ele não ver ou não tem condições de demovê-la.

A corrida tecnológica contra a China, por exemplo, é uma guerra perdida. Mas, o Sr. Trump está preocupado com questiúnculas de países que não lhes causam ameaças, como Cuba, Venezuela e Brasil. Trocar a nomenclatura de um Ministério da Defesa por Ministério da Guerra, é pensar pequeno ou ter espírito de perseguição.

Sr. Trump faça PAZ, não faça GUERRA. Sr. Trump o mundo sofre com a saúde e com as desigualdades econômicas. Pense nisto. Torne o mundo menos desigual. Olhe para a África e a ajude.

Ou será que além de prepotente o Sr. também é racista? Seja Presidente de um País mais rico ajudando os mais carentes e não estimulando o seu arsenal bélico e matando inocentes. O exemplo que o Senhor deu na ocupação do Capitólio foi vergonhosa por ter perdido legitimamente a eleição. Logo mais, daqui a dois anos, o Sr. estará fora da Presidência dos Estados Unidos e talvez tenha que voltar a ser croupier dos seus cassinos, e disto é que o Sr. entende.

(*) Economista, professor aposentado da UFC e membro da Academia Cearense de Economia.

Fonte: O Povo, de 1/10/26. Opinião. p.15.


 

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