domingo, 22 de fevereiro de 2026

Causo Médico: A NOTA 12

Conta-se que em uma determinada escola de Medicina, nos anos sessenta do século XX, havia uma bela aluna, que estava muito mal nas provas parciais de uma dada cadeira, e que, mesmo obtendo a nota máxima, um dez, na última avaliação, ficaria reprovada, já que ela necessitava de doze para ser aprovada.

Na véspera dessa tal prova, a jovem fez uma demorada e privada visita ao catedrático e regente da cadeira, em seu gabinete de trabalho. Esse velho professor tinha a fama de galanteador do belo sexo e gostava de lançar olhares fulminantes direcionados aos decotes e às pernas das acadêmicas.

Aplicada a prova, e passados os dois dias previstos da correção, os alunos que aguardavam os resultados da correção estavam não apenas preocupados com as próprias notas, mas igualmente curiosos quanto ao desfecho reservado à colega previamente reprovada.

O catedrático convocou os discentes ao anfiteatro, para anunciar as notas e comentar as respostas às questões discursivas. Apesar de observar a ordem alfabética da lista de chamada, o magister, propositadamente, saltou o nome da aluna em questão, o que deixou a turma muito intrigada.

Praticamente conclusa a entrega das notas, o professor, portando uma pasta de couro, finalmente, dirige-se à turma ali reunida:

– Meus diletos discípulos, gostaria de dar conhecimento a todos, de uma situação muito especial.

Nisso, retirou da pasta a prova remanescente, exibindo-a, à distância, lá do púlpito, onde se encontrava.

– Como eu ia dizendo, ao corrigir as provas de vocês, deparei-me com esta preciosidade – falou, elevando o caderno de papel almaço rabiscado.

– Era uma perfeição! O seu conteúdo reproduzia, com absoluta integridade, o teor dos melhores livros-textos, inclusive, com a indicação das várias obras consultadas, patenteando o vasto domínio da matéria, próprio de quem se dedica com afinco ao estudo.

Os alunos observavam o entusiasmado mestre, na expectativa de logo ver aflorar o veredicto.

O professor prosseguiu com suas explicações:

– Essa prova, na tentativa de identificar alguma falha, porque eu não acreditava no que viam esses cansados olhos, que a terra um dia haverá de comer, foi lida e revista. Até a busca de erros gramaticais foi perpetrada e nada achei. Em vista disso, com incontido júbilo, concedi-lhe dez, com louvor.

Os discentes se entreolhavam, e alguns até piscavam os olhos, enquanto o docente seguia com a sua narrativa:

– Ao fazer a média de vocês, notei, contudo, que a única acadêmica que tirara a nota máxima ficara entre os poucos reprovados.

Ele fez uma longa pausa, espalma a mão direita na cabeça, abrindo os dedos por seus cabelos. Depois, deu sequência à sua locução:

– Então, eu comecei a cogitar. Essa prova mereceu nota máxima “cum laude”, e não é um mero dez. Daí, não titubeei e lancei um doze, o que permitiu à aluna alcançar a média de aprovação.

Os alunos estavam pasmos, pareciam não crer no que ouviam, face à estranheza do fato, e começaram a cochichar no anfiteatro. O lente não perdeu a esportiva e continuou:

– Pois bem! Eu lancei o doze na caderneta; porém, o secretário do departamento me alertou que a universidade não aceita nota superior a dez em nenhuma condição.

Um dos estudantes, ressabiado com o comportamento anômalo do catedrático, apressa-o, provocando:

– E aí, professor! Como o senhor resolveu esse “imbróglio”?

– Como era uma perfeição de prova, jamais por mim vista na minha longa carreira de magistério, digna do doze ou até mais do que isso, alterei para dez, mas atribuí os dois pontos que sobraram ao exame anterior, adicionando-os, naturalmente, à nota passada.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Sobrames/CE e da Academia Cearense de Médicos Escritores

Fonte: SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Medicina, meu humor! Contando causos médicos. 2.ed. Fortaleza: Edição do Autor, 2022. 144p. p.70-72.

 Republicado In: SILVA, M.G.C. da. Causo médico: a nota 12. Revista AMC (Associação Médica Cearense). Maio de 2024 - Edição n.33. p. 32-33 (online). (Doc. Nº 8.2.728).


ESSA CASA É MINHA!

Dois bêbados estavam no bar há mais de três horas enchendo a cara, até que um pergunta para o outro:

— Onde é que você mora? 

— Eu moro aqui na rua do lado... 

 — Ah, vá... Eu também! Mas nunca te vi por aqui... 

 — Minha casa é a da esquina com jardim na frente... 

— Você está de brincadeira! A minha também é na esquina com jardim na frente... 

— A minha é aquela amarela... número 743.

— Espera lá! Mas essa é minha casa!!

— Não senhor! É muito minha!

Então resolveram solucionar este mistério e foram os dois na direção da tal casa. Chegando lá...

— É aqui que eu moro! 

 — IMPOSSÍVEL! Quem mora aqui sou eu! 

 — Se eu tô falando que moro aqui é porque eu moro!

— De jeito nenhum! Está me chamando de mentiroso?

— Estou sim, essa casa é minha!

— Não, é minha!

— Minha!

 — É minha! E ficaram os dois nesse papo furado até que a porta se abriu, e uma senhora aparece furiosa e diz:

 — BONITO, né? Pai e filho bêbados discutindo no portão!

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


sábado, 21 de fevereiro de 2026

Coleção de piadinhas para alegrar seu dia III

Piadinha (5)

Durante a madrugada, um grito alto vem do quarto do casal.

O marido - que estava na sala assistindo ao futebol na TV - entra correndo, acende a luz e vê um cara pelado pulando a janela...

A mulher grita: "Aquele cara louco transou comigo duas vezes!"

O marido pergunta: "Duas? Por que você não gritou logo da primeira vez?"

A mulher respondeu: "Tava tudo escuro... eu pensei que fosse você, mas quando ele começou a dar a segunda, eu estranhei!"

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


Coleção de piadinhas para alegrar seu dia II

Piadinha (3)

Numa joalheria, uma mulher solta um peido enquanto olha para um belo par de brincos de diamante.

Ela olha em volta e se sente envergonhada de encarar o vendedor que a observa sem nada dizer, absolutamente profissional.

Ele dirige-se a ela: - Bom dia, senhora, em que posso lhe ajudar?

A mulher, aliviada, pensa que o vendedor não havia notado seu pequeno "lapso", pergunta:

- Qual é o preço desse par de brincos?

E ele: - Se a senhora peidou só de olhar, vai se cagar quando eu disser o preço...

Piadinha (4)

Na biblioteca de uma universidade, um rapaz perguntou a uma moça: "Importa-se se eu sentar ao seu lado?"

A moça responde, gritando: "Não, eu não quero passar a noite com você!"

Todos os estudantes na biblioteca ficaram olhando para o rapaz, deixando-o super constrangido.

Depois de alguns minutos, a moça se aproximou do rapaz e lhe disse: "Eu estudo Psicologia e sei o que os homens pensam. Você ficou constrangido, não foi?"

O rapaz respondeu, gritando: "Duzentos reais por uma noite? Isso é um roubo!" ... e todo o mundo olhou, chocado, para a moça.

Então, o rapaz se aproximou dela e disse: "Eu estudo Direito, e sei como inverter a culpa."

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


Coleção de piadinhas para alegrar seu dia I

Dizem que rir é o melhor remédio, e pode bem ser que haja um bocado de verdade nesse ditado. Portanto, postamos a seguir uma pequena coleção de piadinhas para o público adulto. Esperamos que deem boas risadas:

Piadinha (1)

 - Dona Beatriz? Aqui é Berloque Gomes, detetive particular da ESPIÕES ELETRÔNICOS!

- Oi, Sr. Berloque! E aí? Já está seguindo o meu marido?

- Sim, positivo e operante! Ele está no shopping neste exato momento, abraçado a uma gorda horrorosa com cara de javali! Vou já lhe enviar as fotos!

- Quem está com ele sou eu, Sr. Berloque!  

Piadinha (2)

O marido, cheio de boas intenções, diz para a esposa:- Amor, vamos brincar de médico!

Ela pergunta:

- Do SUS ou particular?

- Não entendi! - diz ele.

- Qual é a diferença?

- Se for do SUS, só daqui a seis meses, e se for particular, custa 300 reais!

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Campanha da Fraternidade 2026 é lançada e abordará moradia como direito fundamental

Por Luíza Vieira, jornalista de O Povo.

Com o tema “Fraternidade e Moradia: Ele veio morar entre nós”, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou a Campanha da Fraternidade 2026, nessa quarta-feira, 18.

Escolhido ainda em 2025, o tema da Campanha da Fraternidade 2026 propõe uma reflexão sobre os desafios da moradia no Brasil, chamando atenção para problemas como desigualdade social, insegurança fundiária e os processos de exclusão que atingem milhões de pessoas no País.

Em coletiva de imprensa, realizada na tarde desta quinta-feira, 19, no Centro de Pastoral “Maria, Mãe da Igreja”, no Centro de Fortaleza, a palavra "dignidade" ganhou destaque na mesa de honra, composta pelo arcebispo de Fortaleza, dom Gregório Paixão; pela juíza federal Paula Emília Moura Aragão; pela promotora de Justiça do Ministério Público do Estado do Ceará Giovana de Melo Araújo; e pela assistente social e socióloga, Patrícia Amorim Teixeira.

Gregório explicou que o déficit habitacional precisa ser enfrentado com prioridade para que a pauta não volte a ser recorrente em futuras edições da campanha. Segundo ele, é fundamental que a Igreja também cobre das autoridades medidas efetivas para garantir o direito à moradia digna.

"Finalmente, a gente teria condições de dar dignidade (às pessoas), seja na construção de grandes conjuntos habitacionais, ou seja, através de tantas outras coisas para que a gente tenha essa dignidade resgatada", afirmou o arcebispo.

A promotora Giovana de Melo Araújo enfatizou que, para que as pessoas tenham moradias adequadas, é necessário haver regularizações urbanas e fundiárias. "Por isso, a gente fala em pessoas em situação de rua e pessoas em superação de rua, porque é um processo que precisa ser acompanhado por várias equipes para que a gente consolide esta moradia", pontuou.

Déficit habitacional

O Ceará tem um déficit habitacional estimado em cerca de 227 mil unidades. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a 2025, há 213 mil imóveis de uso ocasional no Ceará. Os imóveis ocasionais são propriedades de uso não contínuo, ou seja, locais habitados esporadicamente, como casas de praia, sítios, apartamentos de veraneio ou imóveis utilizados apenas durante viagens de negócios.

O arcebispo de Fortaleza informou que, durante a campanha, as paróquias da Capital estarão mobilizadas a promover ações em áreas onde vivem pessoas em situação de vulnerabilidade habitacional, garantindo que iniciativas de apoio, orientação e acolhimento cheguem diretamente a quem mais precisa.

"Estamos mais atentos em todas as paróquias, buscando encontrar locais onde podemos sugerir que pessoas atualmente com dificuldade de moradia ou então em situação de vulnerabilidade possam ser acolhidas", acrescentou.

A campanha da fraternidade é uma iniciativa anual da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizada durante a Quaresma. O objetivo é despertar a solidariedade, promover a conversão pessoal e comunitária, e debater temas sociais relevantes, propondo ações concretas e transformadoras para a sociedade.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 20/02/26. Farol. p.2.

FOLCLORE POLÍTICO: Porandubas 860

Abro com uma historinha, em homenagem ao meu amigo Sebastião Nery, que nos deu adeus nesta semana.

Conversa de jardim

Manuel Ribas, interventor no Paraná (1932/1935), depois governador (1935/1937), despachava no palácio, mas gostava de morar em sua casa. Bem cedinho, chega um rapaz e encontra o jardineiro regando o jardim:

- Seu Ribas está? Sou filho de um grande amigo dele. Meu pai me mandou pedir um emprego a ele. Eu podia falar com ele?

- Poder, pode. Mas, e se ele não lhe arrumar o emprego?

- Bem, meu pai me disse que, se ele não arranjasse o emprego, eu mandasse ele à merda.

- Olhe, rapaz, passe às 4 da tarde lá no palácio, que é a hora das audiências, e você fala com ele.

Às 4 horas, o rapaz estava lá. Deu o nome, esperou, esperou. No salão comprido, sentado atrás da mesa, o jardineiro. Ou seja, o governador. O rapaz ficou branco de surpresa.

- O que é que você quer mesmo?

Repetiu a história. "Meu pai me mandou pedir um emprego ao senhor".

- E se eu não arranjar o emprego?

- Então, seu Ribas, fica valendo aquela nossa conversa de hoje de manhã, lá no jardim.

Fonte: Gaudêncio Torquato (GT Marketing Comunicação).

https://www.migalhas.com.br/coluna/porandubas-politicas/415980/porandubas-n-860


 

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