sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Uece promove ato administrativo de colação de grau para 10 novos médicos

A Universidade Estadual do Ceará (Uece) realizou, na tarde da última quarta-feira (4/02/26), ato administrativo de colação de grau para dez concludentes da 19ª turma do curso de Medicina. A cerimônia aconteceu no Salão Nobre dos Órgãos de Deliberação Coletiva (SODC), no campus Itaperi, e foi presidida pelo vice-reitor da instituição, professor Dárcio Teixeira. O evento ocorreu em virtude da aprovação dos dez estudantes em provas de residências médicas.

O curso de Medicina da Uece recebeu nota máxima (5) na primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), realizado em 2025. Ao todo, foram avaliados 351 cursos de Medicina em todo o país, dos quais apenas 49 alcançaram a nota máxima. O Enamed é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e tem como principal objetivo avaliar a formação médica brasileira. No resultado geral, a Uece se destaca como 1º lugar no Ceará e 28º no país, com 93,2% de seus participantes obtendo nota igual ou acima do esperado. Entre as universidades estaduais, a Uece está no Top 10 do Brasil.

Em seu discurso, o vice-reitor, professor Dárcio Teixeira, destacou: “Hoje, a Uece vive um momento de especial significado. Estamos aqui celebrando a conclusão da formação de dez novos médicos e médicas em uma cerimônia que simboliza não apenas o encerramento de um ciclo acadêmico, mas o início de uma trajetória profissional marcada por grandes responsabilidades, compromisso social e dedicação à vida humana. O curso de Medicina ocupa um lugar estratégico na história e no projeto acadêmico da Uece. Ao formar médicos e médicas, a universidade reafirma sua missão pública de contribuir diretamente com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde e para a melhoria das condições de vida da população cearense”.

Finalizando sua fala, o professor Dárcio parabenizou os novos egressos da Uece e citou William Osler, um dos grandes mestres da medicina moderna, que ensinava: “Formar médicos vai muito além de indicadores de qualidade. A boa medicina trata a doença; a grande medicina trata o paciente”. Em nome da Uece, parabenizou também os formandos e seus familiares que estiveram presentes nessa caminhada e desejou que este seja apenas o início de uma trajetória marcada pelo conhecimento, pela ética e pelo cuidado com o ser humano.

O chefe de gabinete da Reitoria, professor Altemar Muniz, recordou que, institucionalmente, a Uece, ao longo desses anos, buscou democratizar o acesso de estudantes da escola pública ao curso de Medicina. O destaque desse processo foi a implantação do sistema de cotas, que permitiu o ingresso de alunos oriundos da educação pública de todo o país. Ele ressaltou que a turma de concludentes se forma no momento em que a instituição celebra seus 50 anos de atuação, cujo lema, “transformando vidas”, confirma o que a Uece realiza cotidianamente. “Sugiro a vocês, novos médicos, como extensão do trabalho da universidade, continuem a transformar vidas por meio de suas atividades profissionais, cumprindo a missão de cuidar da saúde e da vida da sociedade e defendendo o Sistema Único de Saúde.

A pró-reitora de Graduação, professora Mazza Maciel, parabenizou os novos formandos em medicina após uma jornada árdua e desafiadora, na qual conseguiram vencer obstáculos e chegar a essa etapa. “Vocês alcançaram esse nível por mérito e competência de cada um, com o apoio inestimável de suas famílias. Agradeço a força-tarefa da equipe da Uece, que agilizou os procedimentos para que os concludentes tivessem a oportunidade de participar do processo de seleção para residência médica, assim como agradeço à Administração Superior, por intermédio do chefe de gabinete, professor Altemar Muniz, e a equipe do curso de Medicina, representada pelas professoras Graça Barbosa, Sheila Fontenele e Lúcia Duarte, além das ações do Centro de Ciências da Saúde (CCS).” Ela finalizou lembrando ainda que os concludentes cumprem apenas uma das várias etapas da vida pessoal e profissional e que a formação humana é contínua.

Após os discursos, foi realizada a leitura dos juramentos pelos concludentes. Em seguida, receberam a outorga de grau, além da certidão de conclusão do curso, das mãos do vice-reitor da Uece, professor Dárcio Teixeira.

Estiveram presentes na solenidade, além do vice-reitor da Uece, professor Dárcio Teixeira, a pró-reitora de Graduação, professora Mazza Maciel; a diretora do Centro de Ciências da Saúde, professora Maria Lúcia Duarte; e a coordenadora do curso de Medicina, professora Sheila Márcia Fontenele e professores do curso, familiares dos concludentes e demais convidados.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Uece em 5/02/26.


FOLCLORE POLÍTICO: Porandubas 858

Abro a coluna com a fala do candidato a prefeito, em tempos idos, em uma cidade do Ceará.

Meu povo e minha pova

Parece absurda, mas é verdadeira. Deixamos de dar os nomes para evitar constrangimentos às famílias. Um ex-prefeito de Aracati, cidade litorânea do Ceará, em comício animado, gritou no palanque: "Meu povo e minha pova. Vou ser reeleito prefeito de Aracati com minha fé e as fezes de vocês". E foi.

Fonte: Gaudêncio Torquato (GT Marketing Comunicação).

https://www.migalhas.com.br/coluna/porandubas-politicas/412278/porandubas-n-858


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Flávio Ibiapina é eleito presidente da Unimed Fortaleza

O Povo, Economia.

O médico ginecologista/obstetra Dr. Flávio Lúcio Pontes Ibiapina foi eleito presidente da Unimed Fortaleza para o período de 2026-2030. Com eleições encerradas na noite desta quarta-feira, 4/02, a cooperativa de médicos teve 3.556 votantes, dos quais 79,75% elegeram a chapa liderada por Ibiapina.

O novo presidente é mestre e doutor em Saúde Coletiva e tem no currículo atuação desde a assistência médica, passando pelo ensino e também a gestão em saúde.

No Sistema Unimed, Ibiapina já exerceu cargos estratégicos, tendo atuado como diretor de Recursos Próprios e, mais recentemente, como diretor Administrativo-financeiro da Unimed Fortaleza, entre 2023 e 2026. Nesse período, seu trabalho foi voltado para a governança, finanças, tecnologia e estruturação de serviços.

"Essa vitória nasceu do diálogo e da construção de uma cooperativa forte. A troca de gestão não é um ponto final, é um recomeço. Espero que essa união continue ajudando a construir uma cooperativa cada vez mais transparente e dedicada aos nossos cooperados, clientes e colaboradores. Hoje, celebramos a força do cooperativismo, fruto de uma vitória histórica. Desejo que este seja o ponto de partida de uma nova e grande jornada", comentou o novo presidente.

Conheça a diretoria

Acompanham Ibiapina no comando da Unimed Fortaleza no quadriênio 2026-2030 o anestesiologista Marcos Antônio Aragão de Macedo, como diretor Administrativo-financeiro; o pediatra João Osmiro Barreto, como diretor Comercial; o cirurgião geral Marcus Valerius Sabóia Rattacaso, como diretor de Provimento de Saúde; e a cardiologista Patrícia Lopes de Souza, como diretora de Recursos Próprios.

Também foram eleitos os demais integrantes do Conselho de Administração: o mastologista/ginecologistas/obstetra Antônio de Pádua; a pediatra Aurélia Teixeira; o cirurgião geral/urologista Lívio Lobo e a ortopedista/traumatologista Christiane Muniz.

No Conselho Técnico foram eleitos a oftalmologista Ana Valéria Teixeira; o cardiologista Fernando Medeiros; o anestesiologista Túlio Osterne; o cirurgião vascular Renato Callado; o ortopedista/traumatologista Ronaldo Silva; e a otorrinolaringologista Patrícia Mesquita.

Vidas e ativos sob gestão

Os diretores assumem nos próximos quatro anos a 11ª maior cooperativa singular do Sistema Unimed em números de beneficiários. No total, a Unimed Fortaleza administra os cuidados de 375 mil pessoas a partir da cooperação de 4 mil médicos, entre inscritos como pessoas física e jurídica.

Ficam sob a gestão deles também o Hospital da Unimed, o maior hospital do Ceará em número de leitos (330) e o maior do sistema Unimed no Brasil. Além disso, estão na lista de ativos o Hospital Unimed Sul, que possui serviços de emergência pediátrica e obstétrica, internação obstétrica, adulta e pediátrica, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e oncologia pediátrica, um centro cirúrgico moderno, com atendimento a cirurgias eletivas.

A rede própria da Unimed Fortaleza conta ainda com 11 laboratórios, cinco Clínicas Unimed, oito Clínicas de Saúde Integral, além de programas como a Medicina Preventiva.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 5/02/2026. Economia. p.11.

UMA SUMÁRIA REFLEXÃO

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie (*)

Conta-se que, certa vez, numa instituição, havia uma diretora muito sagaz. Era assaz comunicativa e seu sorriso constante cativava os seus funcionários. Costumava apaziguar os ânimos, quando os espíritos se inflamavam.

Havia, no entanto, algo de estranho, na sua postura, que intrigava. Isto chamou a atenção e um seu assessor percebeu que, no surgimento de qualquer diatribe, seu sorriso não era franco, senão matreiro, perdia aquela beleza que cativava as pessoas.

Como nada se mantém escondido por todo tempo, a verdade surgiu. Percebeu-se que ela provocava os mal-estares e as confusões, para, em seguida, aparecer como uma pessoa pacificadora, amante da paz e da harmonia. E, como tal, receber os apupos e os aplausos, navegando na crista da onda.

Essa história, história com h, inspira algumas reflexões no mundo polímata de opiniões e ideias, desde as mais simples até as mais estapafúrdias, passando pelas sábias e prudentes.

Refiro-me ao Sistema Perverso, que a criatura humana tem inventado e alimenta, na mediocridade de seu livre arbítrio.

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 22/01/26.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Breakneck e as lições para o Brasil

Por Lauro Chaves Neto (*)

"Breakneck: China's Quest to Engineer the Future", de Dan Wang, da Universidade de Stanford, na Califórnia, publicado em 2025, e considerado por parte da mídia mundial o livro do ano, apresenta a ideia central de que "os EUA são governados por advogados, enquanto a China é governada por engenheiros", enquanto os americanos priorizam o jurídico e o regulatório, os chineses colocam a engenharia e a execução prática no centro de sua estratégia nacional.

O livro destaca que a estratégia chinesa envolve uma visão articulada de futuro, na qual infraestrutura é sinônimo de influência geopolítica, segurança nacional e projeção global, combinando planejamento estatal, inovação tecnológica e diplomacia econômica, sem esquecer os lados negativos da engenharia social, incluindo a vigilância de minorias étnicas, a repressão política e os traumas da política do filho único e da Covid zero.

Em contraste, os EUA são governados por advogados que são realmente eficientes em bloquear as coisas, o que pode ser ruim e bom. Podem barrar ideias sem sentido, assim como reduzir a velocidade e aumentar o custo da economia.

O livro oferece lições relevantes para o Brasil ao mostrar como a China articula planejamento de longo prazo, coordenação institucional e investimentos estratégicos em infraestrutura. A principal lição é a importância de definir projetos estruturantes que sejam sustentados por políticas de Estado, não apenas de governo.

A experiência chinesa também revela o valor de integrar infraestrutura física, digital e energética, ampliando competitividade e conectividade regional, além de estimular inovação tecnológica com foco em produtividade.

O livro também alerta que infraestrutura só gera prosperidade quando integrada a políticas industriais, inovação e logística sustentável - caso contrário, transforma-se em ativo caro e subutilizado.

Por fim, ressalta que velocidade não substitui participação social, nem os princípios democráticos, isso significa a necessidade de ampliar diálogo com comunidades, setor produtivo e academia, garantindo que o desenvolvimento seja inclusivo e estratégico.

(*) Consultor, professor doutor da Uece e conselheiro do Conselho Federal de Economia.

Fonte: O Povo, de 5/01/26. Opinião. p.22.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

DIA DA MULHER MÉDICA

Dia 3 de fevereiro marca o Dia da Mulher Médica em homenagem a Elizabeth Blackwell (1821-1910), que foi a primeira mulher que conseguiu ser médica nos Estados Unidos e em todo o mundo. Dez universidades rejeitaram seu pedido até ser admitida no Geneva Medical College (NY) e, em janeiro de 1849, tornou-se a primeira mulher a receber um título de medicina. Pioneira em promover a entrada de mais mulheres na medicina nos Estados Unidos, foi também uma reformista e abolicionista. Sua irmã, Emily, foi a terceira mulher a se formar em medicina nos Estados Unidos.

Em 11 janeiro de 1849 se tornou a primeira mulher a receber um doutorado nos Estados Unidos. Ela foi para Paris onde trabalhou na maternidade. Quando tratava de uma criança, uma secreção purulenta espirrou no seu olho esquerdo deixando-a cega. Logo depois, foi para a Inglaterra. Quando retornou para os Estados Unidos, fundou com a irmã Emily, uma escola de enfermagem para as mulheres.

Depois da guerra, em 1868 fundou uma Universidade Médica da Mulher e no ano seguinte foi para a Inglaterra onde ela foi professora de ginecologia até sua aposentadoria em 1907.

Brasil – A primeira médica brasileira foi uma desbravadora. Maria Augusta Generoso Estrela nasceu no Rio de Janeiro em 1860 e tinha inteligência superior. Decidida a ser médica enfrentou e venceu preconceitos e até barreiras legais para conseguir o que queria. Como lhe era vedado o acesso às faculdades de medicina no Brasil, Maria Augusta convenceu seus pais a lhe permitirem viajar aos EUA para tentar a matricula em uma das faculdades americanas, que já admitiam mulheres. Acontece que ela tinha menos de 16 anos e a idade mínima para ingresso era de 18 anos e a New York Medical College and Hospital for Women recusou sua matrícula. Inconformada, Maria Augusta conseguiu ser ouvida por um colegiado, que aquiesceu aos seus argumentos e ela foi em seguida submetida ao exame de suficiência para ingresso. Foi aprovada com distinção.

Seus estudos nos EUA foram bancados pelo Império brasileiro, por decreto do Imperador Pedro II. D. Pedro tomou essa iniciativa por conhecer a história de Maria Augusta e pelo fato de que o pai dela, não teve mais condições de mantê-la em Nova Yorque, por conta da falência da companhia que representava. Pelo decreto imperial, a bolsa foi de 100 mil reis mensais para a faculdade, mais 300 mil reis anuais para as despesas gerais.

O curso de medicina foi completado em 1879 e aí outro problema: Maria Augusta não tinha idade suficiente para receber o diploma. Teve que aguardar por mais dois anos, tempo que utilizou em estágios profissionais.

Finalmente graduada doutora Maria Augusta Generoso Estrella voltou ao Brasil em 1882 e foi submetida a exames para validar seu diploma americano e conquistar o direito de exercer a profissão no Brasil. Isso só foi possível porque em 1879, o imperador havia emitido um decreto permitindo às mulheres o acesso ao ensino superior. É bem possível que a saga de Maria Augusta tenha influenciado o imperador a tomar essa medida, afinal ele custeara os estudos dela. A jovem doutora estabeleceu-se no Rio de Janeiro e atendia principalmente mulheres e crianças.

Fonte: FenaSaúde.

Educação superior une governo e sociedade pelo desenvolvimento do Ceará

Por Cândido B.C. Neto (*)

O desenvolvimento científico, tecnológico e humano contemporâneo depende substancialmente do conhecimento e da capacidade de produção do país, da região e de cada comunidade.

A competitividade, a agregação de valores, a criação de oportunidades com impactos positivos sobre a distribuição de renda, a inovação dos processos de produção e de seus produtos, dentre outros aspectos, passa essencialmente pela geração e difusão do conhecimento coletivo, seja pelas áreas de P&D das empresas, seja dentro das universidades ou institutos de pesquisa científica.

Nesse contexto, as Instituições de Ensino Superior têm papel relevante como promotoras, incentivadoras e indutoras do setor produtivo, através da oferta de uma "Educação Humanista com Inclusão Produtiva", com ensino de qualidade e programas de apoio à ciência, tecnologia e inovação.

O Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece) e de parceiros, tem promovido um espaço de debate e de construção coletiva ao ampliar a articulação com diversos setores, tendo em vista o desenvolvimento harmonioso e igualitário o estado.

Reconhecendo, acima de tudo, ser a Educação um compromisso com a condição humana, o Governo do Ceará está implantando o Programa de Universalização da Educação Superior como ação do Plano de Desenvolvimento Integral da Educação Superior (MAPP 241Secitece).

O objetivo principal do programa é trazer, durante os próximos anos, um novo cenário para o Plano Nacional da Educação (PNE), focado nas principais demandas dos municípios e na redução das desigualdades regionais, destacando a política de cooperação federativa e o regime de colaboração interinstitucional para os avanços e desenvolvimento do Ceará.

Teremos, por assim dizer, um dos mais importantes momentos da história da educação cearense, unindo o Ceará através do binômio "educação-desenvolvimento" para construção, com a sociedade, de uma realidade tão almejada pelo nosso povo.

(*) Professor da Uece e coordenador da Educação Superior da Secitece.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 3/01/26. Opinião. p.16.

 

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