sábado, 5 de setembro de 2026

FLÁVIO LEITÃO: o legado do confrade imortal

Por Luiz Gonzaga de Moura Jr. (*)

Todos nós temos o professor, o confrade, o escritor, a verve literária, a lhaneza, a elegância, a experiência, a simplicidade e o fino trato do amigo Flávio Leitão como PROTAGONISTA em várias ações do nosso cotidiano. Delas destaco dois capítulos:

O convívio informal das nossas viagens para os Encontros de Academias Literárias, Ceará adentro: Crateús, Quixadá, Lavras da Mangabeira, Camocim. Apaixonado, atento, protetor e cuidadoso na caminhada, de mãos dadas com sua Marimilia, musa inspiradora do verso e da prosa!

O outro, dele para mim, num dos momentos mais importantes e simbólicos da minha trajetória da atividade profissional:

“O ponto alto do meu relacionamento com o ilustre aniversariante (ao completar SETENT’ANOS), por determinação do Conselho Departamental, tive a honra de outorgar-lhe, na qualidade de Chefe do Departamento da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, a honrosa Comenda Distinção no Ensino Médico.

Fica gravada na memória a sua história, o exemplo, o legado do confrade imortal!

- Amém!

(*) Da Academia Cearense de Medicina, da Academia Cearense de Médicos Escritores e da Sobrames/CE.


sexta-feira, 4 de setembro de 2026

ENTRE A ARTE E A MEDICINA: à memória do Dr. Flávio Leitão

Por Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg (*)

Ontem, 1º de setembro de 2026, partiu um querido confrade da Academia Cearense de Medicina.

Hoje, ao recordá-lo, quero fazê-lo através daquilo que tantas vezes nos encantou: a Arte, esse território onde a Medicina também encontra a sua mais profunda dimensão humana.

Penso na célebre tela de André Brouillet, “Uma lição clínica na Salpêtrière”, que eternizou o professor Jean-Martin Charcot diante de seus alunos, em uma das mais emblemáticas cenas da história da Medicina. Ali, ciência, observação, sofrimento humano e Arte se encontram em uma mesma imagem.

Essa obra, que tantas vezes nos aproximou em conversas e reflexões, hoje adquire, para mim, um significado ainda mais profundo, pois a escolhi, entre tantas outras, para a capa do meu livro, com o intuito de homenagear o Dr. Flávio Leitão.

O médico que partiu deixa de estar entre nós, mas permanece na memória daqueles e daquelas que tiveram o privilégio de compartilhar sua presença, sua amizade e sua dedicação à Medicina e à luta por uma sociedade mais igualitária e justa.

Que a Arte seja também hoje uma forma de dizer adeus e que permaneça, na memória de seus confrades e confreiras, a imagem de um homem que soube compreender que a Medicina é ciência, mas também é humanidade e que, como na grande Arte, cuidar é, antes de tudo, saber olhar.

À sua memória, minha homenagem, meu carinho, meu respeito e minha saudade.

Descanse em paz, querido confrade!

Fortaleza, 2 de setembro de 2026

(*) Da Academia Cearense de Medicina e da Sobrames/CE.


FOLCLORE POLÍTICO: Porandubas 728

Abro com uma historinha de Frei Damião.

Casamento no Maranhão?

Acompanhemos a pregação do Frei Damião em Cajazeiras, na Paraíba. Com aquela voz que parecia sair das cavernas, perorava contra os amancebados, os luxuriosos, os desonestos, desfilando todos os pecados contra os 10 mandamentos. No meio do sermão, parou e perguntou:

– Quantos aqui são amancebados? Quantos vivem juntos e não casaram?

Centenas de pessoas levantaram a mão. O frei ameaçou:

– Nesse estado de barbárie, todos vocês vão para as profundezas do inferno. E serão queimados vivos. Vivos.

Começou a descrever a terra incandescente. E arrematou: "amanhã, quero todos os amancebados, aqui, para um casamento coletivo". Dia seguinte, lá estava a multidão. Começou a cerimônia. Frei Damião limpa o suor e joga a pergunta que ferveu na alma de muitos:

– Quem tiver algum impedimento contra esses sagrados matrimônios, que fale, agora, ou se cale para sempre.

Silêncio. De repente, vê-se, no meio da multidão, o braço no ar de Terezinha das Mercês, devota fervorosa de Senhora da Anunciação:

– Raimundinho de Doca num pode se casar, pois ele já é casado no Maranhão.

Perplexidade geral. Raimundinho, o açougueiro, toma um susto. Silêncio. Frei Damião, curioso, sai do púlpito. Multidão em transe. A companheira de Raimundinho, envergonhada, não sabe o que fazer. E muito menos o que dizer. O homem das carnes, encabulado, grita alto para todos ouvirem:

– Foi no Maranhão, no Maranhão. Faz muito tempo. É muito longe daqui. Muito longe, Frei Damião. E adepois, fui a Juazeiro para tomar as benção do padim Ciço.

O "santo italiano" do sertão nordestino baixou a cabeça. Chamou Raimundinho para perto e cochichou a penitência no ouvido:

– 100 terços e abstinência por 7 dias. Se não cumprir a ordem, os dois queimarão vivos no inferno.

Deu meia volta. Tomou lugar no púlpito. Milagre. O durão Frei Damião abençoou a todos.

Fonte: Gaudêncio Torquato (GT Marketing Comunicação).

https://www.migalhas.com.br/coluna/porandubas-politicas/350256/porandubas-n-728


quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Neurocirurgião e escritor, Flávio Leitão morre aos 87 anos em Fortaleza

Descrito pela família como dedicado ao próximo, Flávio Leitão conciliou a carreira médica com a literatura, a fé e a atuação em entidades profissionais

Resumo

Faleceu o médico e neurocirurgião Francisco Flávio Leitão de Carvalho aos 87 anos.

Foi pioneiro em técnicas neurocirúrgicas no Ceará e conselheiro do CRM-CE.

Também atuou como escritor, integrando a Academia Cearense de Letras.

Era conhecido pela generosidade e compromisso com os pacientes.

Seu velório e missa ocorrem em Fortaleza no dia 2 de setembro.

Morreu aos 87 anos o médico e neurocirurgião Francisco Flávio Leitão de Carvalho, figura de destaque na Medicina e na literatura cearenses. Segundo familiares, ele morreu nesta terça-feira, 1º de setembro, em Fortaleza, após um período de doença e de cuidados paliativos nos últimos dias.

Ao longo da carreira, Flávio Leitão teve atuação ligada à modernização da neurocirurgia no Ceará. Segundo o filho, Flávio Leitão Filho, o médico foi responsável por introduzir no Estado técnicas neurocirúrgicas que ainda não eram realizadas na região.

Ele foi o introdutor aqui no Ceará de grandes técnicas neurocirúrgicas. Ele inovou a neurocirurgia do estado do Ceará”, relatou o filho. A atuação profissional também o levou a ocupar funções em entidades representativas da Medicina, incluindo o Conselho Regional de Medicina do Ceará (CRM-CE), do qual foi conselheiro.

A trajetória institucional se estendeu às entidades especializadas. Conforme o filho, Flávio Leitão participou da criação da Sociedade Nordestina de Neurocirurgia e presidiu a Sociedade Cearense de Neurologia e Neurocirurgia. Também esteve à frente de um congresso da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia.

Flávio Leitão: Medicina como compromisso

Para a sobrinha Júlia Lopes, a atuação profissional do tio era acompanhada por uma relação próxima com os pacientes e por uma disposição permanente para atender quem precisava. Ela o descreve como um médico generoso e disponível, especialmente em uma área marcada pela complexidade e pelo alto custo dos procedimentos.

Ele foi um médico assim muito querido pelas pessoas, atuou de uma forma muito generosa. Sempre teve disponibilidade para atender quem precisava”, afirmou.

A preocupação com a formação e a atualização profissional também aparece na memória deixada pela família. Segundo Flávio Leitão Filho, o pai entendia a Medicina como uma atividade que exigia aprendizado contínuo e participação ativa na construção da especialidade.

Da medicina à literatura

A atuação de Flávio Leitão, porém, não ficou restrita aos hospitais e às entidades médicas. Nos últimos anos da vida, o neurocirurgião passou a se dedicar à literatura, especialmente à produção de contos.

O interesse pela escrita o levou à Academia Cearense de Letras (ACL). Flávio Leitão tomou posse como integrante da instituição em 10 de janeiro de 2017. Para o filho, a entrada na Academia representou uma das últimas grandes conquistas da trajetória do pai.

Além da produção de contos, o médico escreveu sobre a própria história familiar. Entre seus trabalhos está um livro dedicado à trajetória do irmão mais velho, Tarcísio Leitão, advogado trabalhista e ex-vereador de Fortaleza que teve o mandato cassado após o golpe militar de 1964.

Família e formação

A história de Flávio Leitão também esteve ligada a uma família com diferentes trajetórias na Medicina, na política e na advocacia. O irmão mais velho, Tarcísio Leitão, teve atuação política e jurídica, enquanto Vicente Leitão, outro irmão, seguiu a neurologia.

Antes de ingressar na Medicina, Flávio Leitão chegou a ser seminarista. Segundo o filho, permaneceu no seminário entre os 10 e os 14 anos, mas decidiu abandonar a formação religiosa por sentir falta da família. Posteriormente, ingressou no curso de Medicina e se especializou em neurocirurgia.

Na vida familiar, foi casado com Maria Emília Esteves de Carvalho. O casal teve quatro filhos: Ana Maria, Flávio, André e Manuela. A família também cresceu com a chegada de cinco netos: Eleazar Filho, Flávia, José Neto, Letícia e Maria Teresa.

Fé e humanismo

A dimensão religiosa era outra característica destacada pelos familiares. Segundo Júlia Lopes, Flávio Leitão era um católico fervoroso e mantinha uma relação próxima com a Igreja, influência que vinha também da família.

A religiosidade, porém, não era colocada como condição para suas relações. A sobrinha destaca que ele mantinha uma postura de compreensão diante de pessoas com diferentes crenças e escolhas religiosas.

Para o filho, a característica mais marcante do pai era justamente a preocupação com o outro. Mesmo durante os últimos dias, quando já recebia cuidados paliativos, Flávio Leitão teria demonstrado preocupação em não provocar sofrimento adicional na família.

Flávio Leitão Filho conta que, quando perguntado por familiares sobre possíveis dores, o pai procurava tranquilizá-los. Também costumava repetir uma frase relacionada ao luto: “Está na Bíblia que você só pode chorar os seus mortos por três dias”.

Realmente o negócio dele era pensar no próximo. Essa era a coisa mais marcante do papai”, afirmou.

Despedida

O velório de Flávio Leitão será realizado nesta quarta-feira, 2 de setembro, a partir das 8 horas, na Funerária Ternura, em Fortaleza. A missa está marcada para as 15h30min, no mesmo local, conforme informado pela família.

Para os filhos, a despedida é também um momento de reconhecer a trajetória construída pelo médico, escritor e pai. Em nome dos irmãos, Flávio Leitão Filho agradeceu pela convivência com o pai e afirmou que a família pretende manter os valores que ele defendia.

Nós agradecemos muito ao bom e generoso Deus por ter nos dado de presente, como pai, o Doutor Francisco Flávio Leitão de Carvalho”, declarou.

Aos familiares, fica a lembrança de um homem cuja trajetória atravessou diferentes campos — da neurocirurgia à literatura, da atuação institucional à vida familiar — e que, segundo eles, manteve como princípio central o compromisso com o próximo.

Fonte: O Povo, de 3/09/26. Farol. p.3 (nota reduzida assinada por jornalista Caynã Marques). Versão completa (online)


Morre o neurocirurgião e escritor Francisco Flávio Leitão de Carvalho, professor aposentado da Famed

Professor do Departamento de Cirurgia da Famed da UFC, Flávio Leitão exerceu diferentes funções na universidade

Quarta, 2 setembro 2026 11:22

Atualização: Quarta, 02 setembro 2026 13:59

Escrito por Secom UFC

A Universidade Federal do Ceará (UFC) manifesta profundo pesar pelo falecimento do neurocirurgião, escritor e professor aposentado da Faculdade de Medicina (Famed) da UFC Francisco Flávio Leitão de Carvalho, ocorrido na terça-feira (1º), em Fortaleza, aos 87 anos.

O velório teve início às 8h desta quarta-feira (2/09), na Funerária Ternura, em Fortaleza, com missa às 15h, no mesmo local. O sepultamento será às 16h30, no cemitério São João Batista (rua Padre Mororó, s/n, Centro).

Nascido em Fortaleza, em 1939, ele era o terceiro filho do poeta, jornalista e professor José Valdivino de Carvalho e da pianista Maria Adamir Leitão de Carvalho. Formou-se em Medicina pela UFC em 1964 e especializou-se em Neurocirurgia em Porto Alegre, em 1965. Em 1975, realizou aperfeiçoamento no Tufts New England Medical Center, em Boston, nos Estados Unidos. Em 2000, concluiu mestrado em Cirurgia pela UFC.

Professor do Departamento de Cirurgia da Famed, Flávio Leitão exerceu diferentes funções na universidade, entre elas as de subchefe e chefe do departamento e de chefe do Serviço de Neurocirurgia do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC). Teve papel de destaque no desenvolvimento da neurocirurgia no Ceará, com a introdução de novas técnicas na área. Integrou o Conselho Regional de Medicina do Ceará (CRM-CE) e a Sociedade Cearense de Neurologia e Neurocirurgia, além de participar da criação da Sociedade Nordestina de Neurocirurgia.

Paralelamente à medicina e à docência, dedicou-se à literatura e integrou a Academia Cearense de Letras (ACL), na qual tomou posse em 2017. Entre suas obras estão História da Neurologia e da Neurocirurgia no Ceará, A Ventura de Gamalielzinho & Outros Contos, Tarcísio Leitão - HIstória de um Coerente, além de inúmeros contos.

Flávio Leitão foi casado com Maria Emília Esteves de Carvalho, com quem teve quatro filhos: Ana Maria, Flávio, André e Manuela. Deixa também cinco netos. Aos familiares, amigos, ex-alunos, colegas e pacientes, a UFC expressa sua solidariedade, desejando conforto neste momento de dor.

Fonte: Secretaria de Comunicação e Marketing da UFC - e-mail:secom@ufc.br


MEU COLÉGIO INESQUECÍVEL

Por Romeu Duarte Junior (*)

Aos meus amigos do Colégio Cearense

O ano de 2026 é, para mim, motivo de dupla comemoração. Em 1966, há 60 anos, fui matriculado com muita dificuldade por meus pais no Colégio Cearense Sagrado Coração. O empecilho não era porque eu fosse um péssimo aluno, mal educado, traquinas e respondão e sim porque, como era à época a melhor instituição de ensino pública e privada do Ceará, cobrava caro de quem queria lá estudar e meus pais eram de classe média rasteira. Ao contrário: vinha de um começo de primário muito bem feito no Grupo Escolar Visconde do Rio Branco onde fiz o jardim de infância, a alfabetização (foi a minha mãe que lá ensinava que me alfabetizou, um charme, não?) e o primeiro ano primário. Agora iria enfrentar o segundo ano, de farda azul e branco, todo orgulhoso de mim mesmo.

Quase todo dia, logo cedo de manhã e antes do início das aulas, cantávamos os hinos do Brasil e do colégio. Até hoje ressoa em meus ouvidos aquela saudosa canção, cuja letra sei de cor: "Mocidade do Colégio Marista, à sombra do estandarte de Maria...". A educação era de alta qualidade e o sistema disciplinar rigoroso, às vezes injusto. Nossas mestras eram carinhosas e colaborativas, mas sabiam torcer o pepino na hora certa. O tempo do latim e da palmatória já havia passado, mas a pesada carga horária de estudo, a árdua cobrança e as provas difíceis não eram brinquedo. O primário passou bem rápido, momento em que fiz amizades para toda uma vida. O ginásio nos aguardava, com mais desafios. Não temíamos o que viria, pois nosso lema, como no hino, era, "lutar e vencer".

Em 1973, na 4ª série ginasial, o colégio, que só tinha alunos, passou a operar em regime misto, razão da nossa súbita felicidade. As meninas passavam rindo e isso nos enchia de alegria. Foi quando conheci aquele que seria o professor que mais me marcou naquele tempo: Onélio Porto. Além de ensinar diversas disciplinas, era o mentor do Combinado nas Olimpíadas Champagnat e ainda tinha agenda para sair no Maracatu Ás de Ouro no Carnaval e cuidar do zoológico que existia na Cidade das Crianças. Nossos interesses, assim como as espinhas nas nossas caras, aumentaram: futebol, rock'n'roll e as meninas, entre outros. Tal como o primário, o ginásio voou. Agora a tarefa seria encarar o científico e se preparar para o vestibular. Queria ser engenheiro, o que acabei não sendo...

Biologia, Física, Matemática, Português, Química. Naquela época não havia prova de redação; todavia, se houvesse, não haveria problema. No 3º ano, o cursinho, tal como era chamado, entraram vários alunos do Colégio Militar. Em 1976, portanto há 50 anos, terminamos nossa passagem no colégio, sabidos e aplicados, porém ingênuos. Fiz o exame para ser aceito na Universidade Federal do Ceará (UFC). Fui aprovado para engenharia entre os primeiros. Depois prestei vestibular mais duas vezes e entrei na arquitetura, onde me achei. O resto é história. Minhas lembranças do colégio são doces e amargas, aquelas em muito maior número que estas. Ficam as marcas de uma formação bastante qualificada, e que até hoje me serve, e a da severa disciplina. Moldou-me tal como sou, por Deus, pela pátria e por Maria...

(*) Arquiteto e professor da UFC. Sócio do Instituto do Ceará. Colunista de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 3/08/26. Vida & Arte. p.2.


quarta-feira, 2 de setembro de 2026

BIOGRAFIA DO MÉDICO ESCRITOR FLÁVIO LEITÃO

FRANCISCO FLÁVIO LEITÃO DE CARVALHO nasceu aos 21 de abril de 1939 em Fortaleza-CE. Filho de José Valdivino de Carvalho, professor e poeta, e Maria Adamir Leitão de Carvalho, pianista. Médico neurocirurgião, contista e memorialista cearense.

FORMAÇÃO E ATIVIDADE PROFISSIONAL

Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC) (1959-1964). Realizou especialização em neurocirurgia no Hospital São Francisco, em Porto Alegre (1965-1966).

Fellow do Serviço de Neurocirurgia da Tufts New England Medical Center – Serviço do Prof. Dr. Bennett M. Stein. (1973). Mestre em Cirurgia pela UFC (1998-2000).

É professor adjunto aposentado da Faculdade de Medicina da UFC e médico aposentado do Hospital Geral de Fortaleza (HGF). Presidiu a Comissão de Ensino e Cultura do Corpo Clínico do HGF (1972).

OBRAS LITERÁRIAS

Participou das seguintes Antologias da Sobrames-CE: Esmeraldas (1993), Prescrições (1994), Amostra Grátis (1995), Recidivas (1998), Palpitações (2000), Anseios da Face (2002), Veia Poética (2004), Inspiração (2006), Queixa Principal (2007), Achado Casual (2008), Ressonâncias Literárias (2009), Receitas Literárias (2010), Passeata Literária (2011), Murmúrios Literários (2012), Letras que Curam (2013), Digno de Nota (2014), Ritmo Literário (2015), Semeando Cultura (2016), À Flor da Pele (2017), Lapso Temporal (2018), Pontos de Vista (2019), Sopro de Luz (2020), A Plenos Pulmões (2021), Limiar da Criação (2022), Lampejos da Memória (2023), Uso Profilático (2023) e Piscar de Olhos (2025).

Participou da Revista da Academia Cearense de Médicos Escritores: Nº 1 (2017), Nº 2 (2018), Nº 3 (2019), N° 4 (2020), N° 5 (2021), N° 6 (2022), N° 7 (2023), N° 8 (2024) e N° 9 (2025).

Outras Obras: História da Neurologia e da Neurocirurgia no Ceará (2009), Algumas Achegas à História da Neurologia Cearense. in: História da Neurologia no Brasil (Capítulo 11), Retórica de Circunstâncias (2016), Ventura de Gamalielzinho & Outros Contos (2016) e Tarcísio Leitão – Trajetória de um Coerente (2022).

AGREMIAÇÕES

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN); da Academia Brasileira de Neurocirurgia; da Sociedade Nordestina de Neurocirurgia (SNNC); da Sociedade Cearense de Neurologia e Neurocirurgia (SOCENNE); do Colégio Brasileiro de Cirurgiões; da Academia Cearense de Medicina (ACM); da Academia Cearense de Letras (ACL); da Academia Cearense de Médicos Escritores, (ACEMES, Fundador); Membro Titular e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Regional Ceará (Sobrames‐CE), da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza (AMLEF), da Academia de Letras e Artes do Nordeste (ALANE); Membro Correspondente da Academia Pernambucana de Medicina (2018). Membro Titular da Associação Brasileira de Bibliófilos (2012).

HOMENAGENS

Recebeu as seguintes Homenagens: Homenagem da SOCENNE por ter sido Membro Fundador; Homenagem da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, no seu 60º. aniversário – 2002; Troféu Coruja de Ouro pela SOCENNE (Sociedade Cearense de Neurologia e Neurocirurgia) – 2006; Troféu cinquentenário do I Congresso Brasileiro de Neurocirurgia – 2008; Distinção no Ensino Médico do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFC – 2009; Homenagem Especial patroneada pelo NEAN (Núcleo de Estudos Acadêmicos em Neurocirurgia – 2010; Homenagem da Sociedade Nordestina de Neurocirurgia – 2013; Homenagem da Escola Municipal Prof. José Valdivino de Carvalho, Medalha Valdivino de Carvalho – 2014; Medalha do Mérito Ético-Profissional do CRM-CE – 2014; Homenagem do NEAN-UFC – 2015; Comenda do Mérito Médico do Curso de Medicina da Unifor – 2016; Homenagem da Sociedade Nordestina de Neurocirurgia Honra ao mérito condecorado com a medalha Dr. Rafael Rodrigues Holanda – 2017; Homenagem pela Academia Brasileira de Neurocirurgia – 2022; Medalha da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia – 2022; Certificado de Gratidão – Refeitório São Vicente de Paulo das Irmãs de Caridade – 2023; e Emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.

Nota: Elaborada com base na postagem feita por Pedro Mendes, para o Projeto de Iniciação Artística intitulado “Perfis de médicos escritores do Ceará: incursões literárias e culturais” (Chamada Pública 82/2023 - Exercício 2024), sob orientação e revisão do Dr. Marcelo Gurgel, aprovado pela Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Estadual do Ceará.

Acad. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Membro Titular da ACM, da ACEMES e da ACL


 

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