quarta-feira, 11 de março de 2026

O PODER

Por Tales de Sá Cavalcante (*)

Por uns elogiado, por outros criticado, Golbery do Couto e Silva, ideólogo no nosso último regime militar, dizia: "poder não é improviso nem carisma; é planejamento". Os defeitos do general não o impediram de possuir uma boa biblioteca. E afirmava: "uma gripe nos permite pôr a leitura em dia".

Acometido por uma virose recente, li bastante e soube pela TV que Gilberto Kassab, como fazia o PSD de outrora, o mesmo de JK e Tancredo, habilmente uniu, no atual PSD, os pré-candidatos a presidente: Eduardo Leite, Ronaldo Caiado e Ratinho Jr. Um deles deverá compor, com Flávio Bolsonaro e Zema, o time da dita direita. Lula já é o pole position da dita esquerda. Que bom seria um Brasil com voto distrital e mandatos políticos únicos com duração de 5 anos.

Quase sempre, o dirigente de um pequeno clube não aceita perder o cargo. Imagine um Presidente da República. O desejo de liderar um país se dá pelo poder, acompanhado, ou não, de outros motivos. Poderio em excesso leva às oligarquias, e Biden custou a reconhecer o "peso da idade".

Em 1992, James Carville, estrategista da disputa de Bill Clinton nos EUA contra George Bush, cunhou a frase: "É a economia, estúpido", e ensinou-a aos parceiros de campanha por desejar que a citação fosse uma das três mensagens da estratégia. As outras eram "Mudança versus mais do mesmo" e "Não se esqueçam da saúde".

O poder é encantador não pela economia, senão por prometer segurança, sentido, reconhecimento e imortalidade simbólica. Nele há a promessa, mas nunca a entrega por completo. Para Freud, o apego ao poder se dá por: narcisismo, sentimento de desamparo, sublimação da agressividade com pulsão de morte e fantasia de onipotência infantil. Já para Nietzsche, dá-se pela afirmação da própria existência, crítica à moral tradicional e ainda desejo de criar e superar limites impostos à expressão natural da vida - não por ilusão de segurança.

A respeitar esses e outros históricos pensadores, sigamos o parágrafo único do artigo 1º de nossa Constituição: "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição".

(*) Reitor do FB UNI e Dir. Superintendente da Org. Educ. Farias Brito. Presidente da Academia Cearense de Letras.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 5/02/26. Opinião, p.14.

A CORRIDA MALUCA

Por Romeu Duarte Junior (*)

Senhoras e senhores, tomem seus lugares à frente da TV, do celular e do computador que a corrida começou. Sim, será mais do mesmo, só que desta vez o show está mais para hard core do que para voo de colibri. Em vez de propostas exequíveis voltadas à resolução dos problemas desta sofrida cidade, baixarias, memes, xingamentos, mentiras a granel e toda sorte de baboseiras. Claro, os histriônicos postulantes a vereador de sempre já mostram as caras, que sem eles o horário eleitoral não teria a menor graça. Por que concorrem, já que não serão eleitos? Talvez por carência, quiçá por vontade de aparecer, sabe-se lá. No quesito moda, tem do casual chic passando pelo street wear ao canelau look. Em menos de um mês, o primeiro turno das eleições municipais. Segurem-se...

As pesquisas estão completamente baratinadas, não se sabe se pelo método investigativo delas ou pela falta de credibilidade de alguns institutos. Numa, o aspirante a alcaide encontra-se avançado em relação aos seus opositores; noutra, acha-se lá na rabeira, vá entender. Aliás, quem precisa de pesquisa eleitoral para definir seu voto é gente que nunca teve educação político-ideológica ou que há muito a rebolou na lata do lixo. Não será o sujeito engomadinho com seu meloso discurso quem vai ganhar o eleitor consciente. O formato debate/programa eleitoral/santinho está completamente superado pela intensidade pantanosa das redes sociais, onde vicejam patranhas mil. As muitas promessas que jamais serão cumpridas embrulham o estômago. Política baixa.

E quanto aos candidatos a prefeito? O atual ocupante do Palácio do Bispo e concorrente à reeleição passou meses desaparecido da cidade e teve que criar um personagem metido a descolado para se comunicar com o povo de Fort City. Vai dar certo? Tenho as minhas dúvidas. O chefe dos amotinados, com seu rosto de bom moço, que não engana ninguém. Aliás, os incautos é que se enganam com ele. O deputado federal conhecedor da anatomia humana que se diz anti-sistema. Se por anti-sistema se entende alguém que não reconhece nem respeita a Constituição Federal e os poderes constituídos, tal como o seu mentor, aí é caso de falta de decoro parlamentar a ser punida. O requerente que aguarda ansiosamente pelo apoio da Loura, que talvez nunca venha. E o resto é traço...

Anoto mentalmente essas impressões enquanto assisto na Praça do Ferreira a um ato do Movimento Crítica Radical. Meus valorosos e combativos amigos do grupo há muito elegeram a política e o capitalismo como entes dignos de serem levados ao paredão. "Emancipação ou extinção!", bradam eles. Ora, o que é isso senão uma forma de se fazer política? Eliminar a política evitaria as disputas, tão caras aos seres humanos? Disse Platão que "não há nada de errado com aqueles que não gostam de política; simplesmente serão governados por aqueles que gostam". É do jogo, como dizem os sábios. A tarde cai enquanto meu pensamento voa e pousa na peleja entre o pretenso Dono do Mundo e o Togado Careca. Quem ganhará? Melhor merendar um pastel com caldo de cana.

(*) Arquiteto e professor da UFC. Sócio do Instituto do Ceará. Colunista de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 2/02/26. Vida & Arte. p.2.

terça-feira, 10 de março de 2026

Transnordestina. Mais uma vergonha

Por Pedro Jorge Ramos Vianna (*)

Há algum tempo publiquei um artigo falando dos meus porquês sobre o Brasil e, também, há algum tempo publiquei artigos sobre a Transnordestina. Hoje, volto aos dois assuntos.

Vamos relembrar alguns dos aspectos que nortearam construção da Ferrovia Transnordestina: a) em 1990 teve início a construção de um trecho da proposta Ferrovia Transnordestina; b) em 2006 teve início a implantação da "nova" Ferrovia Transnordestina; c) em 2016 a obra parou com apenas 52,0% concluída e com gastos já realizados de R$ 6,27 bilhões; d) as novas previsões de término foram estabelecidas para 2017; e) os gastos adicionais somavam R$ 6,7 bilhões; f) seu percurso inicial de 2.304 km diminuído para 1.753 km.

Estamos no começo de 2026 e desde 2016 o que aconteceu? a) seu término deverá (sic) acontecer em 2027; b) estimativas apontam que seu custo, até este ano, deverá alcançar o valor de R$ 8,2 bilhões; c) sua rota terá extensão de, apenas, 1.206km; d) ela não irá mais até o porto de Recife.

O seu percurso irá de Eliseu Martins, no Piauí, passando por Trindade e chegando a Salgueiro (ambos em Pernambuco), entrando no Estado do Ceará e indo até o porto de Pecém, no litoral cearense.

Agora, vamos aos meus "porquês".

No artigo a que me referi fiz a seguinte pergunta: "Por que a construção de qualquer obra pública no Brasil demora muito mais para ser concluída do que está previsto? E por que os custos finais sempre são bem maiores que os custos iniciais previstos?"

No caso da Ferrovia Transnordestina tenho agora a resposta. A falta de definição precisa sobre o projeto a ser executado por parte das autoridades brasileira; a falta de compromisso dos responsáveis pela execução de obras públicas. Haja vista que por suas falhas, nada lhes será cobrado. Nem agora, nem no futuro. Não importa o que acontecer, esta falta de responsabilização pelo fracasso, pelos prejuízos, permite-lhes agir sem nenhum compromisso com a honestidade e a seriedade, que a construção de uma obra pública exige.

Vejam o que aconteceu. Um trem da Ferrovia Transnordestina deveria no dia 24/1/2025 fazer seu primeiro percurso, saindo de Bela Vista, no Piauí e ir até Iguatu, no Ceará. Entretanto, tal fato não aconteceu. E por que não? Pelo simples fato, acreditem, que o IBAMA, simplesmente, ainda não havia dado a permissão para a operação da ferrovia.

Como é que os administradores de um empreendimento que já dura mais de 20 anos, ainda não têm em mãos, todas as licenças necessárias, sejam quais forem, para sua plena operação?

Este trem deveria transportar uma carga de milho. Como ficam os produtores agrícolas com esta falta de transporte no tempo aprazado? E os prejuízos, quem paga?

Este é o Brasil da irresponsabilidade!

(*) Economista e professor titular aposentado da UFC,

Fonte: O Povo, de 8/02/26. Opinião. p.22.


segunda-feira, 9 de março de 2026

MISSA DE SÉTIMO DIA POR DR. JOSÉ WILSON ACCIOLY

Amanhã (10/03/2026), terça-feira, às 19h30min, na Igreja de N. Sra. das Graças, do Hospital Geral do Exército, situada na Av. Des. Moreira, 1.500 – Aldeota, Fortaleza-CE, será celebrada a Missa da Ressurreição em sufrágio da alma do acadêmico Dr. José Wilson Accioly, perlustrado membro honorável e ex-presidente da Academia Cearense de Medicina.

O médico dermatologista Dr. José Wilson Accioly faleceu na tarde de 4/03/2026, consternando o seu amplo ciclo de relacionamento, composto por familiares, amigos, confrades, colegas e pacientes, mercê dos seus reconhecidos méritos humanos e profissionais.

Ao término da missa, em nome da Academia Cearense de Medicina, falará o também acadêmico e presidente da ACM, Dr. José Henrique Leal Cardoso.

Acad. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Membro titular da ACM – Cadeira 18


Uma casa para o Plebeu

Por Izabel Gurgel (*)

O Plebeu Gabinete de Leitura é a biblioteca que a leitora Adelaide Gonçalves vem construindo ao longo de uma vida cheia de vidas.

O amor aos livros e à leitura é um modo singularmente alegre de estar no mundo. Aprendizado iniciado na infância com a mãe, o pai e professores, no interior do Ceará. Torna-se pesquisadora a menina auxiliar de biblioteca na escola em Tauá, no sertão dos Inhamuns.

Professora de História da Universidade Federal do Ceará (UFC), nossa Adelaide imensidão fez do Plebeu, de vários modos, um nascedouro de livros. Com gente amiga e colaboradores, o Plebeu faz e acontece, publica, tem banca itinerante e um sebo do qual podemos fruir todo segundo sábado do mês no Centro Frei Humberto, no bairro São João do Tauape, em Fortaleza, quando da Feira da Reforma Agrária (dia 7 de fevereiro, a próxima edição da feira). O MST também é doido por livro e leitura.

Jardim das veredas que se bifurcam, o Plebeu não para de dar cria. Aqui, mais uma estante nova, bem sortida, sobre a história do livro e da leitura. Ali, mesas com tu-do (tudo mesmo!) de um autor, o que fez o tradutor de Garcia Márquez para a língua portuguesa, escritor Eric Nepomuceno, dizer "Nem eu tenho todas as edições dos meus livros" quando da visita ao gabinete de leitura.

O mobiliário do Plebeu, ele próprio, conta o contínuo (re)desenhar de nossas casas e espaços públicos. Velhos gaveteiros e ficheiros encontram um bom destino lá. Cristaleiras, escrivaninhas e birôs, carteiras escolares, mesas, bancos e cadeiras de lugares e feituras tão diferentes nos ensinam o co-habitar, a incidência dos passados, a sábia acumulação, a desejada sedimentação em nome da fertilidade da terra, na Terra. O Plebeu é um sim à vida.

Adelaide segue ampliando a biblioteca que sempre teve uso para além do privado, pessoal. Na casa da professora, foi partilhada por estudantes, aprendizes e mestres do pesquisar, criaturas leitoras que receberam delas (biblioteca e Adelaide) sombra e água fresca para florescerem.

Em 2012, Adelaide tornou a biblioteca de casa mais social ao levá-la para o Centro de Fortaleza. Surge o Plebeu Gabinete de Leitura. Tem imagens lindas das duas primeiras sedes, ambas no edifício-sede da Associação Cearense de Imprensa.

Encaixotado, o Plebeu está mais perto de ter uma morada pra gente chamar de nossa. Uma legião cultivada pela Adelaide conspira para realizar o sonho, brasileiríssimo, que pulsa no coração da gente trabalhadora do país tão rico quanto desigual, o da casa própria.

Vai ser a rua mais bonita da cidade. Biblioteca é canteiro, jardim de calçada, pomar e horta, parque, mata, floresta. Enrama feito melão-de-são-caetano. Só existe se enlaça, entrelaça, tece, feito renda, bordado.

Quer saber mais? @plebeulivros no Instagram.

"Uma casa para o Plebeu".

Bora?

(*) Jornalista de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 1/02/26. Vida & Arte, p.2.

ARQUIVO NIREZ: a memória da Cidade

Por Raymundo Netto (*)

Escrever sobre Miguel Ângelo de Azevedo, o nosso Nirez, é tarefa das mais complexas.

Aos 92 anos, é acervista, possuidor da maior coleção de discos de cera do Brasil e da mais completa coleção fotográfica do estado do Ceará. Pesquisador, é autor de obras de importância fundamental, como: "Fortaleza de Ontem e de Hoje", "A História Cantada no Brasil em 78 Rotações" - no tema, uma das maiores do País - e "Cronologia Ilustrada de Fortaleza", todas esgotadas.

Nirez é uma biblioteca viva, o maior guardião da história cearense, cumprindo o papel de um "mestre da cultura", transferindo amavelmente seus saberes, seus achados, fomentando e possibilitando pesquisas, ensaios, produções literárias e audiovisuais. Acessível e acolhedor, recebe em sua casa, sede do singular Arquivo Nirez, centenas de historiadores, pesquisadores, jornalistas, artistas, editores, produtores, políticos e curiosos que sabem encontrar ali não apenas o acervo raríssimo, mas o seu curador, que muitas vezes se dá entusiasmadamente como consultor.

É impossível, ao ouvir os seus relatos, não se encantar num vórtice temporal e encontrar-se com personagens de nossa história "transformados em gente" e/ou se ver em locais da Cidade que não existem mais - o que é bem do nosso desleixado desapego. E, claro, ao final, esperar o momento daquela piada guardada como troça de menino travesso.

A sua obsessão pela coleta, guarda, catalogação e manutenção de todo esse conteúdo - LPs, fotografias, filmes, livros, revistas, jornais, gravuras e máquinas, instrumentos, peças das mais diversas naturezas - já nos revela uma fortaleza extraordinária, imagine saber que todo esse legado está sendo construído e mantido bem debaixo de nosso nariz sem qualquer apoio do poder público.

Recursos financeiros o Ceará tem demais, basta acompanhar o seu desaguar na leitura de jornais ou assistir aos noticiários de rádio e TV. Mas, em todos esses anos de existência, nunca de alguma iniciativa por meio do governo estadual nem municipal. Houve, sim, por atitude de amigos do arquivo, proposições a gestores do poder executivo ou diretores de instituições. Porém, nada se realizou, mesmo quando aqueles que ocupam tais cadeiras sabem quem ele é e reconhecem a importância do seu acervo. Talvez entendam ser a cultura um território de pouco valor eleitoral, o que justifica a caquexia eterna dos equipamentos culturais mais tradicionais, sempre colocados em segundo plano diante do "elefante branco" do momento. Não raro sabemos de acervos desfeitos, perdidos ou roubados pela falta de atenção desses representantes e da população sempre distraída ao que lhe é usurpado todos os dias pela falta de pertencimento. É inadmissível fechar os olhos para a relevância desse legado a ser preservado, um patrimônio que, embora particular, é de extremo interesse público, o que por si já justificaria a mobilização e articulação dos órgãos e entidades de poder: Secretaria da Cultura do Governo do Estado e do município, Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS), Assembleia Legislativa, Câmara Municipal, Universidade Federal do Ceará (UFC), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Organizações Sociais (Instituto Mirante e Dragão do Mar), entre tantos outros.

Um dia, na sua agudeza de espírito, Nirez me disse: "Eu me sinto como se estivesse no futuro. O hoje é o meu futuro". Sim, ele atravessou o tempo e cabe a nós apresentar para ele um futuro melhor, sem celebrações vazias e pirotécnicas de 300 anos de uma cidade desmemoriada, que insiste em debochar da perda contínua de sua história e patrimônio.

(*) Jornalista de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 26/01/26. Vida & Arte, p.2.

domingo, 8 de março de 2026

O LIVRO “DIÁRIO DE UM ARENGUEIRO”

 

Para celebrar a chegada dos seus setenta anos de idade, Luiz Gonzaga de Moura Jr., como cultor da boa prosa e praticante da bela escrita, decidiu demarcar o momento, com algo mais duradouro, na forma de um livro que pudesse ser compartilhado por diferentes públicos.

O “Diário de um Arengueiro: motes, mitos e estórias – sátira e folclore médico” é uma robusta obra, de 384 páginas, contendo a apresentação do próprio Luiz Moura Jr. e o prefácio do seu dileto amigo e colega de turma médica, o capitão-poeta Walter Miranda, cujas receitas obtidas nos sucessivos lançamentos realizados ou programados, direcionam-se, prioritariamente, ao IPREDE.

Vale salientar, dentre os lançamentos acontecidos, o do evento natalino da Academia Cearense de Medicina (ACM) que ocorreu, exatamente, em 5 de dezembro de 2025, oportunidade em que o autor/organizador aniversariava e ele pode comemorar os seus 70 anos de idade, em harmonia com os seus confrades da ACM.

Efetivamente, esse livro está graficamente no formato único, mas poderia ter sido disposto em dois volumes separados: o primeiro, de escritos da autoria de Luiz Moura Jr, contaria com 49 (quarenta e nove) trabalhos distribuídos em três partes, assim segmentadas: Contos e Crônicas do Folclore Médico (33), Poesias (9) e Do Mundo Obeso para o Mundo Magro (7); o segundo volume, contemplaria 86 (oitenta e seis) depoimentos e manifestações, em prosa ou em versos, redigidos por familiares, amigos, colegas e confrades, que prestaram valiosas e tocantes homenagens ao septuagenário em epígrafe, traduzindo o afeto e o respeito que Luiz Gonzaga de Moura Júnior acumulou, no percurso de suas sete décadas de vida, desde quando estreou no “frutífero Cariri cearense”.

Por derradeiro, espera-se que o bom exemplo memorialístico, dado aqui por Luiz Moura, sirva de inspiração a que outros que, muito em breve, se tornarão cinquentenários, sexagenários, setuagenário etc., possam registrar seus feitos em livros memoriais, sejam da própria lavra ou frutos da colaboração de terceiros, que concorrerão para preservar as suas lembranças entre amigos e familiares.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da ACM (Cad. 18) e da ACEMES (Cad. 24)

* Versão curta publicada In: Revista AMC (Associação Médica Cearense). Fevereiro de 2026- Edição n.53. p.11-11 (online).

 

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