sexta-feira, 10 de abril de 2026

Sessão Solene pelo Dia Mundial de Combate ao Câncer na Assembleia Legislativa

Flagrante da comemoração alusiva ao Dia Mundial de Combate ao Câncer, realizada pela Assembleia Legislativa do Ceará em 9/04/2026. Na foto, da esquerda para a direita, aparecem os Drs. Caio Juaçaba, Lúcia Alcântara, Marcelo Gurgel, Heládio Neto e Olívio.

(Foto cedida pelo Serviço de Marketing do ICC). 

A Assembleia Legislativa do Ceará, atendendo ao requerimento do Dep. Heitor Ferrer Pessoa, realizou na tarde de 9 de abril de 2026 (quinta-feira), a Sessão Solene em comemoração ao Dia Mundial de Combate ao Câncer, que teve como principal entidade homenageada o Instituto do Câncer do Ceará (ICC), que há mais de oitenta anos, desde a sua fundação em 1944, tem prestado relevantes serviços oncológicos no Ceará.

Na oportunidade, foram entregues certificados de reconhecimento a cerca de vinte profissionais atuantes em Cancerologia em nosso estado. Dentre os homenageados do ICC, figuraram os médicos Sérgio Juaçaba, Lúcia Alcântara, Ricardo Lincoln, Olívio e Heládio Neto, e a física médica Rebeca Mourão.

Em nome do poder legislativo estadual falou o deputado Heitor Férrer, que presidiu a solenidade, e pelos agraciados, o médico e professor Arruda Bastos.

Integrando a mesa diretora dos trabalhos, o ICC foi representado pelo seu CEO Caio Juaçaba.

Prof. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Médico epidemiologista do ICC


Crônica: “Feiúra aumenta com o tempo, é pega...” ... e outros causos

Feiúra aumenta com o tempo, é pega...

No café da manhã com Maria, regulava 8h da segunda-feira chuvosa, e o celular da mulher toca. É a sobrinha Donana, pra tirar dúvida:

- Mulher, tu lembra do nome daquele primo bem distante da gente, que um dia apareceu lá em casa - eu era menina ainda - e tomei um susto medonho?

- Que botou a cara na janela e tu sem querer viu ele e lascou o grito de medo?

- Sim! Chorando, falei apavorada: - Mãe, tem um bicho aqui!!! Tira!!!

- É Rosmildo Neto! Por causa disso, tu passou um mês sem dormir, lembrando da cena...

- Isso, isso, isso!

- Lembro dele, bicho véi magro que era ver uma vara de virar tripa, boca murcha, urêa de abano, corcunda... Morreu?

- Não, vi ele ontem no aniversário de 99 anos de seu Nozinho!

- Continua feio, ele?

- Feio, o Rosmildo?!? Bota fêi nisso! Tá muito pior! 20 vezes mais!

- Donana, num foi ele que fugiu com uma sobrinha nossa?

- Dizem que ela fugiu, mas foi com medo dele!

- Bem o fato é que tiveram cinco filhas, e a melhorzinha era Dinete, bem desabonitada!

- Mas eu tô invocada é com Rosmildo mais feio que antes!

- E eu? Às vezes acontece de a pessoa feia ficar menos feia com o tempo...

- Com Rosmildo, não, pelo visto...

- A versão que tu viu ontem vai a cemitério e espanta visagem brincando!

- Mas tem uma coisa boa nisso tudo...

- Sei, onde ele mora - e na redondeza toda, não fica uma muriçoca!

- Só se tu num quiser!

Caixão e vela preta

O amigo Dr. Manel conta que, nos tempos de juiz de simpática do Centro-Sul do estado, foi convidado por um ilustre morador da zona rural a pegar uma merendar em sua humilde residência. Juiz na casa de homem simples, algo revestido de um acontecimento. Barraco simples, miúdo, mas bem arrumado. Na mesa de tudo em quanto: café, lei natural, pão, inhame, cuscuz, ovos estrelados, banana e mamão. Juiz admirado com o banquete. Lá fora, a vizinhança admirada.

Começa o desjejum matinal, só os dois na casa. Súbito, a conversa animada é estacada. O homem da lei está horrorizado com o que vê pregado na parede da sala...

- Que faz esse caixão de defunto aí, amigo?!?

- Pra eu lembrar que cada dia é um dia a menos!

- E precisa disso?

- Veja bem: se eu já pago plano funerário, se tenho por vizinhas quatro carpideiras de alta qualidade, por que não um caixãozinho de leve?

- Mas, na parede?!?

- Melhor que uma televisão, que só passa morte!

Sabedoria de seu Dedé Gordim

1 - Teste para saber se o leite é puro: botar uma gota do leite (de vaca) na unha do dedo fura-bolo; se o pingo cair, não está apto a ser bebido.

2 - Saber se tem bom "inverno": fazer uma coivara - tocar fogo no mato. Se saírem dali de dentro 158 preás - e três punarés, o ano é de pouca chuva.

3 - Ainda sobre quadra chuvosa: se a vaca urinar e não pingar no chão, o inverno é bom!

Fonte: O POVO, de 13/03/2026. Coluna “Crônicas”, de Tarcísio Matos. p.2.


quinta-feira, 9 de abril de 2026

A cidadania não se acaba aos 70...

Por Heitor Férrer (*)

É muito comum, no meu consultório, ouvir de muitos de meus pacientes que não podem mais votar. Imediatamente, pergunto "por que?". A resposta é automática: "não posso mais votar, doutor, porque completei 70 anos". Isso revela um equívoco disseminado entre a nossa população, principalmente, nos que atingem a terceira idade. Acham que perderam o direito ao voto, como se fossem anulados do processo eleitoral, quando, na verdade, deveria ser o contrário, com mais experiência, melhores escolhas.

Nunca é demais explicar e faço isso com todas as pessoas que dizem não mais poder votar porque completaram70 anos, que o voto apenas deixa de ser obrigatório, mas continua sendo voluntário, permitido e importante. O mais grave desse sentimento comum é que muitos cidadãos e cidadãs simplesmente deixam de votar, abrindo mão de um item importantíssimo de sua cidadania, que é a de participar das decisões eleitorais de sua cidade, do seu estado e do seu país.

Para fortalecer os meus argumentos e convencimento, digo a eles que quem não pode votar são apenas os menores de 16 anos. Completados os 16 anos, até a morte, o direito ao voto é garantido pela Constituição brasileira.

Abraço a iniciativa do Ministério Público, em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral, a Ordem dos Advogados do Brasil e a Prefeitura de Fortaleza, que tem intensificado campanhas de cidadania para divulgar que o direito ao voto não se acaba aos 70 anos e que essas pessoas garantam a sua atividade plena nos processos de eleição em todas as esferas de poder. O objetivo, ressaltam os órgãos, é reinserir a população da terceira idade no processo eleitoral de escolha democrática dos seus governantes.

Do ponto de vista psicológico e social, quando o cidadão encarna a ideia de que não pode mais votar, ele acaba se afastando ainda mais da vida pública, do destino de onde mora, caindo numa marginalização cômoda, porque, para muitos, ir às constitui sacrifício. Não sabem eles que estão se anulando em vida.

Devemos ser pedagógicos nesse tema, fazendo todo o esforço de convencimento para que as pessoas a partir dos 70 anos não deixem de votar por desinformação, diminuindo a sua cidadania. O voto continua sendo a mais legitima, importante e poderosa ferramenta para defender posições e influenciar os rumos da política local, regional e nacional.

Em um país que envelhece rapidamente e que, muito em breve, terá mais idosos do que jovens em sua população, é urgente estimular a participação das pessoas com mais de 70 anos no processo eleitoral para que políticas públicas sejam construídas de forma a atender às suas reais necessidades. Garantir essa participação é essencial para a efetivação dos direitos da pessoa idosa.

A cidadania não se acaba aos 70 anos.

(*) Médico e deputado estadual (Solidariedade).

Fonte: Publicado In: O Povo, de 6/03/26. Opinião. p.19.

DAS CARNAÚBAS....

Por Mário Mamede (*)

Em primeiro de julho de 2025 foi publicado no jornal O POVO matéria com bastante destaque acerca da morte de 50 Palmeiras na Beira Mar de Fortaleza, numa extensão de aproximadamente 1,6 km. Várias opiniões foram manifestadas por curiosos leigos, turistas, moradores próximos e de administradores da Autarquia de Urbanismo e Paisagismo de Fortaleza - Urbfor.

Dentre os vários palpites e pitacos alguns apontaram que isso ocorreu porque não foram cuidadas adequadamente; faltou adubação e aguação; o sol é muito intenso; a estiagem foi prolongada...

Um botânico da Semace comentou que as mortes pudessem estar relacionadas a Doença do Bronzeamento Letal, causada por um inseto que se alimenta de sua seiva e ocasiona uma contaminação letal para a planta. Outros ainda comentaram dificuldades de transplantar uma planta já de médio porte ou mesmo mudas cultivadas fora do seu habitat em terrenos de baixios no semiárido nordestino.

Devo dizer que já viajei muito pelo Ceará e vi muitas carnaubeiras em convívio coletivo e mesmo, aqui e acolá, isoladamente, mas sempre na região do nosso sertão. Por outro lado, nunca vi uma carnaúba nascida ou plantada por praianos nas franjas do litoral cearense. E não fazem isso simplesmente porque sabem que essas plantas não são praieiras.

Outra reportagem nesse mesmo jornal, em 13 de janeiro recente, com manchete de chamada em primeira página dizia que as finadas carnaubeiras (aquelas da reportagem de Julho do ano passado, lembram?), ainda não tiveram os seus restos mortais retirados e estão à espera do órgão de paisagismo da PMF ou da empresa contratada para que tal faça a limpeza e providencie o plantio de outras carnaúbas logo que as chuvas começarem.

A questão não é chuva de mais ou de menos nem a culpa é do calor do sol. Se assim fosse não teríamos a riqueza de exuberantes coqueirais em nossas praias e nem das colônias de carnaubeiras enfeitando nossos baixios na paisagem do semiárido cearense. A questão é que devemos respeitar a natureza das plantas e as características dos seus lugares de moradia, seus habitats. Repetir o mesmo procedimento errado para chegar a um resultado desejável não é uma boa prática.

Seguramente é mais coerente fazer acertadas escolhas de plantas com copas frondosas, exuberantes, para nos beneficiarem com suas sombras acolhedoras, dos belos ipês e mesmo de árvores frutíferas para enfeitar nossa cidade e deixar que num futuro próximo a moçada se delicie com seus saborosos frutos.

(*) Médico ortopedista.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 5/03/2026. Opinião. p.18.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

EROS, QUEM ÉS TU?

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie (*)

Eros surge com Hesíodo, como Procriação, a força de atração que viria a unir imortais e mortais entre si e uns com os outros. Mais tarde, no período Alexandrino, assume um garoto com asas que dispara flechas amorosas. Cupido é ele denominado.

Platão descreve-o com duas características: a pobreza e a carência da mãe Pênia e a sagacidade, audácia e coragem do pai Poros, à espreita dos belos de corpo e de alma. Da contemplação da beleza física chega-se à contemplação de todo o belo.

Para Hesíodo, porém, Eros era filho de Afrodite, formada pelos testículos de Urano, e com seus irmãos eram chamados de Erotes, com as suas diversas faces do amor.

Eros, com sua flecha sempre pronta a disparar, é assumido 'correio' do amor.

Platão apresenta este amor ‘como uma doença mental grave’ e, ao mesmo tempo, como caminho para a sabedoria, através do que ele denomina ascese.

Mais tarde, no Romantismo, surge um amor melancólico e nostálgico, com a paixão sobrepondo-se à razão, quando Eros aproxima-se de Tanatos. Os sentimentos explodem no prazer sexual, gerando tristeza e sofrimento na sua carência.

Em nossos dias, o amor tende a ceder a instâncias genitais, com seu efêmero prazer, como se fora mera paixão. “Amor é apenas instinto de sobrevivência da espécie.” – Arthur Schopenhauer. Erich From assim fala do amor: "O amor é uma força ativa no homem; uma força que irrompe pelas paredes, que separam o homem de seus semelhantes, que o une aos outros; o amor leva-o a superar o sentimento de isolamento e de separação, permitindo-lhe, porém, ser ele mesmo, reter sua integridade. No amor, ocorre o paradoxo de que dois seres sejam um e, contudo, permaneçam dois."

O historiador Will Durant conta que "o amor romântico existia entre os gregos, mas raramente determinava os casamentos".

Pra Zygmunt Bauman, vive-se hoje o ‘amor líquido’: o simples apertar de uma tecla rompe laços e os relacionamentos tornam-se irrelevantes e efêmeros, com ainda mais riscos num encontro físico.

O amor jamais será uma invenção ou uma criação. O amor é expressão do próprio ser humano, cujo ônus é encontrá-lo no seu recôndito para amá-lo ou assumir penúrias de sórdida contradição ou traumática rejeição.

Tenhamos uma boa segunda-feira, com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 23/02/26.


A ORIGEM DA CIÊNCIA ECONÔMICA

Por Alexandre Sobreira Cialdini (*)

Há 250 anos, exatamente em 9 de março de 1776, o escocês Adam Smith publicava a obra A Riqueza das Nações: Investigação sobre sua Natureza e suas Causas. O livro marcou o nascimento da economia como ciência. Nele, Smith argumenta que a verdadeira riqueza de um país não é o ouro acumulado – como sustentava a doutrina mercantilista –, mas sim a capacidade produtiva de seu trabalho, ou seja, sua produtividade.

O crescimento econômico é impulsionado pela divisão do trabalho, pelo livre mercado, pela livre concorrência e pelo interesse próprio, que, por meio da chamada “mão invisível”, pode gerar benefícios para toda a sociedade.

O autor elaborou uma teoria sobre o funcionamento do sistema econômico, que reformulou completamente o paradigma vigente à época, quando a riqueza nacional era medida pelas reservas de ouro e prata de um país. Importar mercadorias do exterior era considerado prejudicial, pois significava abrir mão dessa riqueza para pagá-las. Exportar, por sua vez, era visto como benéfico, já que os metais preciosos retornavam à nação.

Assim, os países mantinham uma vasta rede de controles para impedir que essa riqueza metálica se dissipasse, por meio de impostos sobre importações, subsídios a exportadores e proteção às indústrias nacionais.

Esse mesmo protecionismo vigorava também internamente. As cidades impediam que artesãos de outras localidades se estabelecessem em seus territórios para exercer suas atividades. Fabricantes e comerciantes solicitavam ao rei monopólios protecionistas, e dispositivos que economizavam mão de obra eram proibidos por representarem uma ameaça aos produtores existentes.

O pensador escocês demonstrou que A Riqueza das Nações não constitui um endosso à ganância econômica, como às vezes ainda é caricaturada. O interesse próprio pode impulsionar a economia, mas essa força só gera benefícios quando há competição genuinamente aberta e livre de coerção. Ele destaca que o crescimento econômico não pode ser avaliado apenas pelo aumento da riqueza total de um país.

Uma sociedade só pode ser considerada verdadeiramente próspera quando a maioria da população tem acesso a condições dignas de vida, como renda suficiente, emprego de qualidade, educação e saúde.

O clássico do filósofo escocês sintetiza os princípios centrais de seu pensamento econômico: a defesa do livre comércio, da divisão do trabalho, da livre concorrência, da eficiência produtiva e da cooperação entre as nações, sempre baseada na liberdade econômica – base do comércio internacional. O trabalho busca apresentar ao mundo uma ciência econômica descritiva, baseada em evidências, sem deixar de lado as questões morais fundamentais para o ser humano.

Em 1759, muito antes de A Riqueza das Nações, Smith havia publicado a obra que o consagrou no campo da filosofia: A Teoria dos Sentimentos Morais. Em síntese, a natureza humana é complexa. Somos egoístas, mas também gostamos de ajudar os outros.

Os dois livros são, portanto, complementares: mostram como indivíduos podem conviver pacificamente na esfera moral e, ao mesmo tempo, cooperar de forma produtiva no plano econômico. Como afirmou o próprio autor: “Nenhuma sociedade pode ser florescente e feliz se a grande maioria de seus membros for pobre e miserável”.

(*) Mestre em Economia e doutor em Administração Pública e Secretário de Finanças e Planejamento do Eusébio-Ceará.

Fonte: O Povo, de 5/03/26. Opinião. p.18.


terça-feira, 7 de abril de 2026

ÁRVORES FALAM?

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

Hoje, ao levantar-me, corria uma suave brisa com um leve sereno dos céus, pingos miúdos a perpassarem um véu.

Abri a janela e ouvi a voz de uma árvore. Era uma velha mangueira, baloiçando seus galhos, num vai-e-vem rítmico de uma bela valsa portuguesa.

Velha, não decrépita.

E ouvi sua voz. Das pontas de seus galhos brotavam renovos, que saracoteavam alegres, ao toque da brisa. Seus rebentos, brotos tenros, delicados, tez de um verde-claro, irrepreensivelmente, charmoso, caiam uns sobre os outros, com peraltices de impúberes crianças. E os galhos, muitos gastos no tempo, com suas folhas verde-pardacentas de tantas refregas, acolhiam, calmamente, essa nova geração, acenando-lhe um bem-vindo aliviado e letante.

Quedei-me a sorver aqueles momentos, que, de tão alegres, saltaram dentro de mim, fizeram-me tanto bem, que minh’alma sorriu, extasiada com tamanha singela maravilha. Levantei os olhos e balbuciei uma prece de agradecimento e louvor ao Criador.

Dei-me conta de que idades podem se renovar, de que envelhecer pode rejuvenescer, basta deixar um renovo surgir para o velho voltar a sorrir dos cansaços de sua marcha irretornável, porém, sempre pronta ao renovável.

Lembrei-me também da máxima de Lavoisier. Nada de fato se perde, mas se não acontece transformação, ela se transforma em perda.

Nossas células renovam-se. Nossos princípios renovam nossos valores, nossas crenças remoçam nossa fé.

Como aquela mangueira, para caminhar com esbeltez e pujança, que venham novos rebentos, que a alma alenta e a vida alimenta.

Árvore fala, sim, senhor.

Não dá apenas flores ou frutos ou sombra, ela nos proporciona também lições de ‘ser’.

Tenhamos um nome sábado, com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 21/03/26.


 

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