Por Taynara Lima, jornalista de O Povo
Político
também atuou como professor na UFC e integrou a Academia Cearense de Letras e a
Academia Fortalezense de Letras
Morreu nesta sexta-feira, 10, o ex-senador
da República, professor, advogado, jornalista e radialista Cid Sabóia de
Carvalho, aos 90 anos. A causa da morte não foi divulgada.
Natural de Fortaleza, foi graduado em
Direito pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e professor da mesma
instituição nas áreas de Direito, Ciências Jurídicas, Ciências Econômicas,
Filosofia e do Curso de Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo,
na mesma instituição.
Também foi membro do Instituto do Ceará, da
Academia Cearense de Letras e da Academia Fortalezense de Letras, além de ter
sido presidente da Associação Profissionais dos Cronistas Desportivos do Estado
do Ceará. É filho do poeta, escritor, professor, jornalista e advogado Jáder de
Carvalho.
Nesta sexta-feira, a Universidade Federal
do Ceará manifestou solidariedade aos familiares, amigos, colegas e
ex-alunos de Cid e reconheceu a contribuição do político à
universidade e ao Ceará.
“Na UFC, exerceu o magistério na Faculdade de Direito e também
lecionou em áreas como Ciências Econômicas, Filosofia, Comunicação e Ciências
Jurídicas, contribuindo de maneira expressiva para a formação de sucessivas
gerações de estudantes. Sua relação com a universidade foi marcada pelo
compromisso com o ensino, pela erudição e pela presença constante no debate
intelectual e público do Ceará”.
A Academia Cearense de Direito lamentou a
morte do advogado pelas redes sociais: “Nós, da ACED, estamos consternados e lamentamos a perda desse
honroso Jurista que deixava notável em suas publicações e atividades a sua
cultura lastreada na educação, moralidade e sentimentos cristão”.
A Federal Cearense de Futebol (FCF)
informou que, em homenagem ao político, o presidente da Federação, Mauro
Carmélio, decretou um minuto de silêncio em todos os jogos deste fim de semana
e determinou a bandeira da entidade permaneça hasteada a meio-mastro durante
uma semana.
Em 2010, com seus 75 anos
recém-completados, Cid Carvalho foi entrevistado para a Páginas Azuis do O
POVO. Na época, ele fez duras críticas ao momento da política brasileira.
Na política, Cid Carvalho foi procurador
junto ao Conselho de Contas do Município. Em 1986, foi eleito para o Senado
Federal e integrou a bancada do PMDB na Casa.
De acordo com o Senado Federal, na
Assembleia Nacional Constituinte, Cid participou das Comissões ou Subcomissões:
da Ordem Social; do Sistema Financeiro; do Sistema Tributário, Orçamento e
Finança; dos Negros, Populações Indígenas, Deficientes e Minorias.
Cid também é referência na área da
comunicação, com passagens por veículos como Rádio Uirapuru, Rádio
Assunção, Rádio Dragão do Mar e, mais recentemente, pelo Grupo Cidade
de Comunicação.
O Sindicato dos Jornalistas do Ceará
(Sindjorce) também destacou a atuação e o legado do jornalista na comunicação
cearense.
“Filiado ao Sindjorce sob o nº 424 desde 1º de novembro de 1979,
Cid Carvalho tinha 90 anos e construiu uma trajetória marcada pelo compromisso
com o jornalismo cearense. Iniciou sua carreira em 1948, aos 12 anos, como
comentarista político e esportivo nas rádios Uirapuru e Assunção [...]Além de
filiado, integrou uma das gestões da Comissão Estadual de Ética do sindicato,
contribuindo para o fortalecimento dos princípios éticos da profissão e para a
valorização do exercício responsável do jornalismo”.
Pelas redes sociais, o prefeito Evandro
Leitão (PT) também lamentou a morte de Cid e destacou que o ex-senador deixa um
“legado de grande reconhecimento no jornalismo e na vida pública”.
“Soube com pesar do falecimento do ex-senador da República,
jornalista e advogado Cid Saboia de Carvalho, grande expoente da Comunicação no
Ceará. Ele deixa um legado de grande reconhecimento no jornalismo e na vida
pública. Meu abraço de solidariedade aos familiares, amigos e admiradores. Que
Deus o receba!”, escreveu.
O governador Elmano de Freitas (PT)
manifestou solidariedade às pessoas que conviveram com Cid e disse que o
legado do ex-senador permanecerá na memória dos cearenses.
“Neste momento de dor, manifesto minha solidariedade aos
familiares, amigos e a todos que conviveram com Cid. Sua contribuição e seu
legado permanecerão vivos na memória dos cearenses”, publicou.
Também pelas redes sociais, o senador Camilo
Santana (PT) apontou que a trajetória de Cid e sua marca na
comunicação “seguirão inspirando nossas gerações”.
“O Ceará perde hoje um de seus grandes homens. Aos 90 anos, parte
Cid Sabóia de Carvalho, nos deixando enorme legado como jornalista, radialista,
advogado, professor, escritor e senador da República. Sua trajetória na vida
pública e sua marca inequívoca na comunicação cearense seguirão inspirando
nossas gerações. Meus sentimentos aos familiares, amigos, colegas de profissão
e todos aqueles que tiveram o privilégio de conviver com sua inteligência e
generosidade”.
O ex-senador Tasso Jereissati (PSDB)
relembrou a atuação de Cid como “um árduo defensor das liberdades
democráticas”.
“Lamento profundamente o falecimento de Cid Carvalho, ex-senador,
advogado e jornalista de destaque que honrou o Estado do Ceará. Como
profissional da comunicação, ele emprestou sua voz inconfundível ao jornalismo
e à utilidade pública, destacando-se também como um árduo defensor das
liberdades democráticas. Meus sentimentos e solidariedade à família e aos
amigos”.
O deputado estadual De Assis Diniz (PT)
comentou sobre a trajetória de Cid na luta contra a ditadura militar.
“O Ceará perde um cidadão exemplar e um político do mais alto
quilate. Faleceu o ex-senador, advogado, poeta, jornalista e radialista Cid
Sabóia de Carvalho, nesta sexta-feira (10/7), aos 90 anos. Construiu seu nome a
partir de luta ferrenha contra a ditadura militar, sendo inclusive perseguido.
Depois, uma carreira pública sólida e sem máculas. Sem dúvida, deixará muitas
saudades, mas seu legado permanecerá vivo nos corações e mentes de seus
familiares, amigos e admiradores. Cid Carvalho, presente!”.
(*) Jornalista de O Povo.
Fonte: Publicado In: O Povo,
de 11/07/26. Cidades, p.9.
