quarta-feira, 15 de abril de 2026

À GUISA DE ‘UMA’ REFLEXÃO

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

Jeremias, profeta, que missionou entre 626 a.C. e 586 a.C., e foi testemunha da queda de Jerusalém e do exílio babilônico, transmite ao povo forte exortação de Deus, conforme a Vulgata: “Audite vocem meam, et ero vobis Deus, et vos eritis mihi populus; et ambulate in omni via, quam mandaverim vobis, ut bene sit vobis. Et non audierunt nec inclinaverunt  aurem suam” (Jr 7,23-24). E, por isso, “periit fides et ablata est de ore eorum” (Jr 7, 28).

(Tradução: “Ouvi a minha voz e serei seu Deus e vós sereis meu povo; e andai sempre no caminho que vos tenho mandado, para vosso bem. Mas, eles não ouviram nem ‘escutaram’)

Esta perícope implica muitas reflexões, mas, pretendo abrir um sucinto ponto de vista sobre o trecho “eles não ouviram, nem inclinaram seu ouvido e, por isso, morreu a fé e foi tirada de sua boca” (Jr 7, 24; 28).

Após muitas intervenções de Deus, para com o seu povo, este as esqueceu e trilhou um caminho de retrocesso da fé, deixando de ‘ouvir’ e de ‘escutar’ o que Deus lhe ordenara e, então, a fé é ejetada de sua vida, permanecendo apenas uma opinião e não um assentimento, que é característica indispensável à fé.

‘Ouvir é instância organo-biológica’ e desemboca no ‘escutar’, este levando à compreensão e motivando uma resposta ao que ouviu. ‘Ouvir’ pode criar emoções, todavia, ‘escutar’ desperta a mente, abre o coração, aprofunda convicções e ajuda a discernir razões e decisões.

E, como o povo deixou de ‘ouvir’ Deus, passou a escutar seus próprios barulhos interiores, numa celebração desenfreada de suas paixões, mistura de mediocridade, de ruptura e de volúpia: o diálogo com Deus foi bloqueado, embora Deus continuasse a exortar e a ‘ouvir’ seu povo e a ‘escutar’ suas lamentações.

Este relacionamento estabelecia comunicação com Deus, através de seus profetas do Antigo Testamento. Já, no Novo Testamento, uma entre muitas outras passagens, Jesus, o Filho de Deus realiza, presencialmente, milagres, à vista de todos. Mas, a cegueira da fé, a indignação rabínica e a inveja invertem as ações praticadas por Jesus. Tão obcecados, que estavam, não conseguem distinguir o bem, na recuperação do surdo-mudo e consideram o bem um mal e o mal, um bem (cfe. Lc 11,14-23): o milagre realizado exemplifica a possibilidade, a necessidade e a importância da comunicação da criatura humana com o seu Deus, ‘ouvir’ a Palavra e ‘escutar’ a Verdade de Deus.

A indignação e a ‘imunidade cognitiva e espiritual’ do Sinédrio, em suas próprias contradições teológicas ensinam-nos lições de nosso contexto atual. Mentiras podem ter sabor de verdade e, muitas vezes o têm, mas jamais serão a Verdade.

Mentiras visam dividir povos e civilizações, estabelecem ‘guetos’, provocam lutas fraternas, estimulam polarizações, destroem credibilidade, honra e justiça e anulam a dignidade e a liberdade da cidadania.

Todo reino dividido contra si mesmo será desolado, e cairá casa sobre casa.” (Lc 11,17).

Tenhamos uma boa sexta-feira, com as bênçãos de Deus!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 13/03/26.


O ataque ao Irã e a geopolítica do caos

Por José Nelson Bessa Maia (*)

O planeta Terra testemunha hoje o colapso da ordem liberal internacional do Pós-Segunda Guerra Mundial, com o abandono das regras e princípios civilizacionais há muito consagrados pela Carta da Organização das Nações Unidas (ONU) de respeito à soberania dos estados, não interferência em assuntos internos das nações e a integridade territorial dos países. Causa espanto a entrada em cena de uma truculência às claras que não se registrava há muito na história.

O mais curioso é que as ameaças e o descontrole da potência hegemônica decadente são recebidos por muitos analistas como algo normalizado e até com regozijo em certos círculos da política, das finanças e da mídia internacionais.

Os ataques em curso dos EUA e Israel contra o Irã constituem grave ameaça à paz mundial e à estabilidade da economia global. Repete-se a agressão a um país do Oriente Médio sem nenhuma justificativa cabal. Um ataque bélico sem declaração formal e sem aprovação legislativa, enquanto havia em curso conversações diplomáticas entre ambos os lados.

Um ataque covarde e cruel com vistas a eliminar fisicamente a elite dirigente iraniana e festejado como grande feito sob a promessa de promover mudança de um regime e voltar a entronizar a antiga elite monárquica iraniana subordinada aos interesses do Ocidente e capaz de abrir mão do controle nacional sobre os seus hidrocarbonetos.

Assiste-se, portanto, a uma verdadeira releitura da "Geopolítica do Caos", termo cunhado pelo jornalista franco-espanhol Ignacio Ramonet em seu ensaio de 1997 em que defende que o paradigma de comunicação global aferidor da lógica de mercado, a qual tem como modelo central os mercados financeiros, valoriza a teoria dos jogos e a teoria do caos sobre a mecânica newtoniana.

É então sob a roupagem de numa nova mecânica, ou na ausência dela (a incerteza e instabilidade), em que se assenta o atual sistema de relações internacionais. As ações agressivas da atual administração norte-americana seriam justamente os instrumentos dessa nova mecânica geopolítica.

Na verdade, o ataque preventivo ao Irã faz parte de uma estratégia desesperada dos EUA de retomar o controle sobre o Oriente Médio e de seus abundantes recursos energéticos para enfraquecer a segurança da China e colocá-la mais dependente de fornecimentos de petróleo do Oriente Médio administrados por empresas americanas ou ocidentais, visto que a China importa da região cerca de 50 a 54% do petróleo que consome.

Como os EUA já controlam a Arábia, Saudita, o Iraque e os pequenos países do Golfo, onde mantém bases militares (por isso que estão sendo bombardeados pelos mísseis iranianos), falta só derrotar o atual regime do Irã para poder exercer o controle total sobre o petróleo e gás da região. É simples assim.

(*) Ex-secretário de Assuntos Internacionais do Governo do Ceará, mestre em Economia e doutor em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e, atualmente, consultor internacional.

Fonte: O Povo, de 15/03/26. Opinião. p.20.


terça-feira, 14 de abril de 2026

VIDA LONGA OU VIDA FELIZ?

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

É comum desejarmos a outrem muitas felicidades e 'muitos anos de vida', sobretudo, em ocasiões especiais, como sói acontecer nas comemorações natalícias.

Ora, quem não quer viver muitos anos?

Antes e acima de tudo, nossas vidas estão nas mãos de Deus. Isto não implica que não possamos fazer algumas considerações sobre o estar-do-ser-no-mundo.

O dom da vida é uma dádiva inquestionável, e promissora de sobrevida, após a travessia temporo-espacial, pelo menos, para os que creem. No entanto, é desejável, bom e saudável o convívio nesta maravilhosa viagem telúrica.

O tempo urge e, muitas vezes, fazemos mau uso do tempo, com muitos minutos perdidos com ouropéis e com vazios de amor, de amizade e de empatia. E fazemo-nos vítimas(!).

Nossa importantíssima e única viagem já se inicia com um choro e, provavelmente, terminará com um lamento, quer seja de dor ou de vitória.

O tempo da infância é, deveras, curto, talvez o único que podemos chamar assim, pois, ainda não temos o bastão timoneiro de nosso périplo.

O curto tempo da infância, então, catapulta-nos à adolescência e à juventude, que, com todas as suas fantasias e (dis)sabores, vão desaguar no estirão da adultície. É, nesse espaço, que o tempo queremos esticá-lo o mais que pudermos. É também nesse espaço que o desgaste biológico impõe, forte e atrozmente, suas limitações existenciais. É, a esta altura, que a longevidade é almejada e perseguida, a vida gritando por mais tempo de viagem.

Para que esta viagem seja agradável, entram em cena elementos biológicos, mentais, psicológicos e espirituais. O corpo pode definhar, rugas podem aparecer, porém, se há maturidade psicológica e espiritual, a mente comanda os mais dias a serem vividos, cá, nesta jornada.

Nesta última fase de nossa passagem por entre flores, frutos e espinhos, almejamos mais e mais dias, buscamos proteger nossos descuidos anteriores e lutamos contra o que resta do tempo. Lutamos ou dançamos com o tempo? Achamos que o tempo não nos deu tempo para nossos sonhos? Ora, todo o tempo ficou à nossa disposição e o que dele fizemos cabe responsabilidade a nós.

A esta altura, podemos falar de longevitalidade, ao invés de apenas longevidade: aquela respira ares impregnados de suspiros cônscios e luzentes de 'felicidade', ainda que prazeres fiquem nos devaneios, enquanto esta só ganha sentido, com a lucidez de nossa mente, diante de nossas propostas, princípios e objetivos de vida. Daí que, mais do que muitos anos, são importantes os augúrios de vida feliz até o fim.

A travessia inexorável enseja a concretude do cumprimento de propósitos.

E o choro inicial, que alegrara o entorno, converter-se-á, agora, em emoções personalíssimas da surpresa do desembarque. Não haverá vozes nem palmas de aplausos, apenas o nosso bumerangue a nos reviver a nossa história construída de esperança, de fé, de amor ou de seus antípodas.

Vida longa não basta. Vida feliz basta! Vida longa e feliz se basta!

Tenhamos uma boa quarta-feira, com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 11/03/26.


CÂNCER COLORRETAL NÃO É INEVITÁVEL

Por Alessandrino Terceiro (*)

Todos os anos, no mês de março, a comunidade médica no Brasil se reúne em uma causa que deveria estar no centro das prioridades da saúde pública: a conscientização e a prevenção do câncer colorretal. A campanha Março Azul acontece com a intenção de alertar, sobretudo, que vivemos um problema de saúde coletiva, diretamente ligado a escolhas de estilo de vida, acesso à saúde e a cultura de prevenção.

Sim, o câncer colorretal pode ser evitado e é uma das formas de câncer que estão mais susceptíveis à prevenção e à cura principalmente quando é detectado em fases iniciais. Exames como colonoscopia permitem identificar pólipos e lesões em fases iniciais e que podem ser removidos antes de se transformarem em câncer, elevando as chances de cura para até 90% dos casos.

Infelizmente, muitos casos só são diagnosticados tardiamente por falta de rastreamento adequado ou por medo ou desconhecimento do paciente sobre a importância dos exames de prevenção ou até pela realidade nos serviços de saúde pública. Um estudo baseado no Registro Hospitalar de Câncer aponta que mais de 60% dos casos são identificados em fases avançadas, o que dificulta o tratamento, tornando-o mais complexo, doloroso e com chances de cura reduzidas.

O problema é preocupante principalmente pelas estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), que mostra que o câncer colorretal figura entre os três tumores mais incidentes no Brasil, com mais de 45 mil novos casos esperados anualmente e cerca de 20 mil mortes por ano por câncer de cólon, reto e ânus. Essa realidade evidencia não apenas a alta incidência, mas a letalidade desta neoplasia, que permanece muitas vezes silenciosa até estágios avançados.

Nesse contexto, a campanha Março Azul assume o papel de chamar a atenção da sociedade, gestores públicos e profissionais de saúde para que se repense a estratégia de prevenção, invista em rastreamento sistemático e amplie o acesso a exames fundamentais, além de conscientizar sobre fatores de risco modificáveis, como obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada, tabagismo e consumo excessivo de álcool. Nunca é demais reverberar que a prevenção salva vidas.

(*) Presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva - Ceará (SOBED-CE)

Fonte: Publicado In: O Povo, de 11/03/26. Opinião. p.14.


segunda-feira, 13 de abril de 2026

QUAL O MAIOR ROUBO?

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

Não há ninguém que, alguma vez, não tenha sido vítima de subtração de algum bem por um vadio. É um dos espinhos da humanidade, quando ela se satisfaz com o mergulho em poças lamacentas, ao invés de abraçar a grandeza da universalidade do mar.

Mas, existe algo bem mais grave, em nossa caminhada. Um bem patrimonial, mesmo que não se possa recuperar do delinquente, e, apesar do mal-estar do dano, é possível adquirir outro, com muito trabalho.

Então, qual o maior roubo?

Todos somos dotados da capacidade de pensar, de decidir e de escolher. Nisso, inserem-se os sonhos, os desejos, os quereres, tendo como luz indicadora a felicidade, na consecução do bem-estar. Daí que não há roubo maior do que destruir a esperança, que nos move os passos, doutrinando nossa mente, alienando nossa consciência, prostituindo nossa fé, massacrando nossa dignidade.

A essa altura, nossa humanidade está na berlinda e o 'opiáceo' nos regride, nos 'encabresta'. A miséria humana não é mais apenas uma questão econômica, senão ontológica, se pudermos assim nominar.

É a esperança que nos realiza o sonhar, como uma das necessidades fundamentais do ser racional, que fundamenta o sentido da vida e fortalece o propósito do caminhar, lutar e conquistar a felicidade, na sua perene dinâmica.

Ideologias não geram sonhos, produzem pesadelos e abrem espaço para corrupções, alienações, hipocrisias e dominações.

Dignidade é irmã gêmea da liberdade e coach da felicidade.

Tenhamos um homem sábado, com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 7/03/26.


Os impedimentos institucionais ao desenvolvimento

Por Pedro Jorge Ramos Vianna (*)

Em 1981, quando da defesa de minha Tese de Professor Catedrático, na UFC, defendi que quatro são os fatores determinantes do nível de desenvolvimento econômico em qualquer época e em qualquer país. São eles, os fatores institucionais, os fatores históricos, os fatores naturais e os fatores aleatórios. E que o mais importante deles, em qualquer situação, é o fator institucional.

Em 2024 os economistas que defenderam essa tese receberam o Nobel de Economia.

Em muitos trabalhos em que analisei o sistema econômico brasileiro e nordestino, utilizei essa tese.

Hoje volto ao tema. O "leit motiv" foi uma reportagem publicada no O POVO em 6/1/2026, sobre a logística de transporte no Estado, um dos fatores mais importantes para explicar o péssimo desenvolvimento econômico do Brasil.

Apenas para tratar dos aspectos mais recentes, cito como o primeiro grande erro, no Brasil, em termos de desenvolvimento econômico, a decisão do presidente do Brasil em estabelecer, nos anos 1950 um modelo de crescimento baseado no transporte rodoviário, o tipo de transporte terrestre mais caro que existe.

O transporte marítimo é o tipo de transporte mais barato que existe, e como temos uma costa medindo entre 7.491 km a 10.900 km, dependendo da estimativa, não se compreende como até hoje essa dádiva não é bem aproveitada.

Mas poderíamos ter escolhido o transporte ferroviário, o segundo mais barato. E também não o fizemos. Por isso estamos pagando até hoje.

Dado este quadro, o que nos cabe discutir no que diz respeito à situação atual do Ceará?

O trabalho publicado no O POVO, acima citado, mostra que o desenvolvimento do Ceará é prejudicado pela falta de equipamentos adequados para o escoamento de produtos.

Os eixos, dentro deste contexto, mais importantes são: a) as rodovias federais: BR 116, 222 e 020, estradas que não são duplicadas (a BR 116 apresenta, apenas, pouca quilometragem de duplicação); elas também apresentam índices apenas razoáveis de adequação para o transporte o que é seguido pelas CEs que apresentam um percentual de 62,5% como condição regular, ruim ou péssima; b) o Anel Viário, que deveria ligar as três rodovias federais (110, 222 e 020) e as rodovias estaduais (CEs 010, 040, 060 e 065), cujo projeto começou em 2010 e com extensão prevista de 32km. Estamos em 2026 e não sabemos quando ele estará pronto; c) a Ferrovia Transnordestina.

Sobre esta já escrevi um pouco neste mesmo Jornal. Não vale aqui repetir minhas críticas.

Para terminar, lembro o trabalho do Dr. Marcos Holanda "Qualidade x Quantidade", publicado no Blog do Eliomar, no dia 6/1/2026. Ali, o autor escreve textualmente que o Estado investiu R$ 121,0 milhões para gerar um acréscimo de R$ 1,00 na renda das famílias cearenses. E para mostrar o descalabro desses investimentos, ele assegura que o VLT que vai ser expandido até o Castelão transportará em um mês apenas 60% dos passageiros que o sistema de ônibus transporta em um dia.

Será possível se imaginar investimentos mais dispendiosos, em termos per capita, do que esses?

Tendo em vista que é a ação do homem o fator que mais influencia a trajetória do desenvolvimento econômico de uma sociedade, não é de se admirar o atual estágio de subdesenvolvimento do Ceará.

(*) Economista e professor titular aposentado da UFC,

Fonte: O Povo, de 8/03/26. Opinião. p.18.


domingo, 12 de abril de 2026

TOCOGINECOLOGISTAS TITULARES DA ACM III: Luciano Silveira Pinheiro

            Luciano Silveira Pinheiro nasceu em Fortaleza-CE, em 12 de setembro de 1940.

Ingressou na Universidade Federal do Ceará (UFC) em 1963, concluindo o seu curso médico em 1968. Cumpriu Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia (GO) na Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC) da UFC.

Realizou, na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, o Mestrado em Tocoginecologia concluído em 1979, e o Doutorado em Tocoginecologia, concluso em 1985.

Pertenceu ao staff do quadro de fundadores da Clínica Obstétrica do Hospital Geral de Fortaleza.

Foi professor colaborador de Ginecologia e Obstetrícia da UFC, de 1974 a 1976. Em 1981, foi admitido por concurso como professor assistente, assumindo suas funções docentes e prestando serviços assistenciais na MEAC.

Foi promovido a professor adjunto e coroou sua carreira como professor titular concursado em 1998. Em seu vínculo funcional com a UFC (1981-2010), se ocupou de muitos encargos, sendo dignificado como professor emérito em 2013.

Publicou o livro “Displasia mamária: abordagem atual” e foi coeditor de três livros. Sua produção científica se destaca ainda pela publicação de muitos artigos em periódicos médicos estrangeiros e em revistas brasileiras de Ginecologia e Obstetrícia.

Atualmente, mantém-se proativo no ensino e na pesquisa médica, passando também a incursionar no campo literário, como cronista e contista.

Foi empossado na ACM em 22/07/2022, assumindo a Cadeira 48, patroneada por Newton Teófilo Gonçalves.

Cons. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Membro titular da ACM – Cadeira 18

* Publicado In: Jornal do médico, 22(201): 30-33, fevereiro de 2026.


 

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