domingo, 15 de março de 2026

Causo Médico: A CARGA HORÁRIA DA ANATOMIA

Em uma escola médica, pertencente a uma universidade nordestina, durante muito tempo, o ensino de Anatomia era ministrado em dois anos, com quatro semestres letivos, cobrindo as chamadas partes descritiva e topográfica dessa cadeira.

Com a reforma do currículo, para inclusão do Internato no curso médico, a sua carga horária foi diminuída e concentrada apenas no primeiro ano da faculdade.

Posteriormente, já no limiar dos anos setenta, essa universidade aderiu ao Acordo MEC/USAID, para implantação de uma drástica reforma universitária, que, entre outras medidas, abolia a cátedra, substituía as cadeiras por disciplinas, introduzia o sistema de créditos, com inclusão de matérias optativas e fim do regime seriado anualizado, passando a matrícula a ser semestral.

No caso da Anatomia, a Pró-reitoria de Graduação dessa universidade traçou, como norte ou balizamento, o enxugamento da carga horária da Anatomia, de modo a ser lecionada em um único semestre letivo.

Um coordenador acadêmico do curso, atento à vontade da Reitoria, era simpático à ideia, e, para pressionar os docentes a acatarem a mudança, ameaçou com uma retração ainda mais dramática da carga horária da disciplina, arguindo a perda da sua importância, com a modernização da Medicina e o avanço tecnológico.

A questão só não prosperou, com resultados nefastos, quando o antigo catedrático, em tom de recado, declarou:

– Se for para ensinar a Anatomia que o nosso coordenador acadêmico sabe, não precisaremos de dois meses, ou de duas semanas; bastam duas horas/aula.

Depois disso, a disciplina recuperou parte de suas perdas em carga horária.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Sobrames/CE e da Academia Cearense de Médicos Escritores

Fonte: SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Medicina, meu humor! Contando causos médicos. 2.ed. Fortaleza: Edição do Autor, 2022. 144p. p.75.

SILVA, M.G.C. da. Causo médico: a carga horária da anatomia. Revista AMC (Associação Médica Cearense). Agosto de 2024 - Edição n.35. p. 32-32 (online). (Doc. Nº 8.2.735).


Atravessar a dor com fé: os enfermos sob o olhar de Nossa Senhora de Lourdes

Por Pe. Reginaldo Manzotti (*)

Fevereiro, embora seja o mês mais curto do calendário, possui um significado profundo para a espiritualidade cristã. É neste período que a Igreja Católica celebra o Dia Mundial do Enfermo, em 11 de fevereiro, data da memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes.

Ao vivermos este mês como tempo dedicado aos enfermos, a Igreja nos convida a entrar num dos mistérios mais profundos da vida cristã: o encontro entre a fragilidade humana e a misericórdia de Deus. Não é um convite teórico, mas profundamente concreto, feito de rostos, histórias, dores e esperanças.

O Evangelho nos oferece uma parábola que se torna guia para este tempo: o Bom Samaritano Jesus narra a história de um homem ferido à beira do caminho, ignorado por um sacerdote e um levita, mas socorrido por um samaritano que, movido pela compaixão, cuidou de suas feridas e garantiu-lhe abrigo (Lc 10, 25-37).

Neste contexto, ecoa com força a mensagem do Papa Leão XIV, que, ao refletir sobre essa parábola, recorda à Igreja que o verdadeiro amor cristão nasce quando somos capazes de interromper o nosso caminho para cuidar do outro, especialmente daquele que sofre. Segundo ele, o mundo atual corre o risco de se acostumar com a dor alheia, passando por ela sem se deter, exatamente como fizeram o sacerdote e o levita da parábola.

O homem caído à beira do caminho continua presente em nosso tempo. Ele tem o rosto do enfermo que espera uma visita, do doente que enfrenta longas noites de solidão, da família que carrega o peso da enfermidade sem apoio, do corpo fragilizado e da alma cansada. Isso nos ensina que não basta ver: é preciso aproximar-se.

O Papa Leão XIV nos adverte que a compaixão não é um sentimento passageiro, mas uma decisão. O Bom Samaritano decide ver no ferido não um problema, mas um irmão. Decide gastar tempo, recursos e até arriscar-se por alguém que não conhece. Essa decisão transforma o caminho da indiferença em caminho de salvação.

É exatamente isso que contemplamos em Nossa Senhora de Lourdes. Maria não permanece distante do sofrimento humano. Ela aparece numa gruta simples, e se faz próxima dos doentes. Lourdes se tornou um grande lugar de peregrinação, onde milhares de pessoas acorrem não para fugir da dor, mas para atravessá-la com fé.

Assim como o Bom Samaritano se inclina para cuidar das feridas, Maria se inclina com ternura maternal sobre os enfermos. Ela não pergunta de onde vêm, nem quais méritos possuem; ela acolhe. O Papa Leão XIV afirma que a Igreja deve aprender com essa lógica do amor gratuito, pois o Evangelho só é crível quando se traduz em cuidado concreto.

Em Lourdes, muitos buscam a cura do corpo, mas todos são convidados à cura do coração. Nem sempre o milagre acontece como esperamos, mas sempre acontece algo maior: a certeza de que Deus não abandona seus filhos na dor. Maria, como Mãe atenta, permanece junto à cruz de cada enfermo, sustentando a esperança quando as forças parecem faltar.

O Papa recorda ainda que o Bom Samaritano não delega o cuidado: ele mesmo se envolve. Isso nos interpela profundamente. Quantas vezes terceirizamos o amor? Quantas vezes achamos que o cuidado é tarefa apenas de familiares, profissionais e instituições? Fevereiro nos lembra que todos somos responsáveis uns pelos outros.

Cada cristão é chamado a ser samaritano: na família, na comunidade, no hospital, na paróquia. Um telefonema, uma visita, uma oração oferecida, um gesto de paciência - tudo isso se torna sinal visível do Reino de Deus. Como ensina o Papa Leão XIV, a santidade passa, muitas vezes, por caminhos silenciosos, onde ninguém aplaude, mas onde Deus age.

Queridos filhos e filhas, neste mês dos enfermos, peçamos a graça de aprender com o Bom Samaritano e com Nossa Senhora de Lourdes. Que não sejamos uma Igreja que passa apressada, mas uma Igreja que se detém. Que não sejamos uma comunidade distante, mas uma família que cuida.

Confiemos todos os doentes à intercessão de Nossa Senhora de Lourdes. Que ela nos ensine a transformar a dor em oração, o sofrimento em oferta e o cuidado em missão. E que, iluminados pelo ensinamento do Papa Leão XIV, possamos ouvir de Jesus, não como reprovação, mas como envio amoroso: "Vai, e faze tu o mesmo."

(*) Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).

Fonte: O Povo, de 21/02/2026. Opinião. p.16.


Convertei-vos e crede no Evangelho

Por Emanuel Freitas da Silva (*)

Nesta quarta começa a Quaresma, tempo litúrgico do catolicismo. Constitui-se de quarenta dias de preparação para a celebração da Páscoa, ponto alto da fé cristã. Na liturgia de hoje, lê-se a passagem de Marcos 1, versículo 15: "O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!"

Sim, o chamado maior do Cristo foi, e é, o da conversão, a metanóia. Seguir a Cristo é "nascer novamente", "renunciar-se a si mesmo", ser "outro": "Eis que faço novas todas coisas".

Lembrei disso ao ver, na volta dos trabalhos à Alece, o discurso proferido por uma deputada para mostrar desacordo com o Plano de Enfrentamento ao Feminicídio, lançado pelo governo federal. Segundo ela, por não ter "chamado as igrejas", o plano não merecia ser considerado; daí a performance de rasgá-lo para "sair no jornal" - nisso, foi ela prontamente atendida, pois nossos jornais publicaram a cena, viralizando-a.

Mas, a deputada evangélica, esquecendo-se que Cristo veio "para que todos tenham vida, e vida em abundância", desejou às feministas "três crises de convulsão e AVC". Em vez de conversão, desejou doença (grave). Em vez de vida, padecer.

A retórica não é deslocada: pelo contrário, como nos lembra declaração captada por este jornal, ano passado, da boca de um outro deputado, também evangélico, falando a políticos de seu grupo, admoestando-os de que desejar a morte de Lula “não funciona”, pois ele mesmo já orou "muito".

"Fazei bem aos que vos perseguem e orai pelos vossos inimigos" é ordem dada pelo Cristo, a quem dizem seguir; ordem que se junta a tantas outras, às quais os nobres deputados parecem desconhecer.

Nas proximidades de sua "paixão", segundo relato do Evangelho de João, lê-se o que seria a "oração sacerdotal" que Cristo fez ao Pai, com um desejo: que olhando para seus seguidores, "o mundo creia". O testemunho que tais falas nos dão nos permitem crer no Cristo? O leitor veria Jesus, Maria, os apóstolos, os profetas e os santos desejar "crises de convulsão", "AVC" e "oração pela morte" de desafetos? Como esquecer a ordem de Jesus para que Pedro guardasse sua espada, que desejava usar contra o soldado romano?

Nobres excelências, "convertei-vos e crede no Evangelho". Em nome de Jesus, "até por uma coroa trocar!". 

(*) Professor adjunto de teoria política da Uece/Facedi.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 18/02/26. Opinião. p.10.

sábado, 14 de março de 2026

A vida após a morte segundo algumas religiões III

6. A Religião Asteca

O povo asteca acreditava em uma série de deidades extraordinárias, e tinha muitos festivais diferentes, que eram ditados pelo calendário asteca. Eles também acreditavam que nem todos os que morreram acabariam no mesmo lugar. A maioria das pessoas acabou em um lugar chamado Mictlan, onde os mortos tiveram que enfrentar muitos desafios durante um período de cerca de 4 anos antes de poder finalmente descansar. Por outro lado, pessoas que foram mortas por afogamento ou relâmpago acabaram em Tlalocan, que era um paraíso que foi dominado por Tlaloc, a divindade da chuva. Além do mais, acreditava-se que guerreiros abatidos ou mulheres que morreram durante o parto se transformavam em beija-flores.

7. Juche

Juche é a religião mais nova desta lista e é reservada exclusivamente aos cidadãos da Coreia do Norte. Os adeptos do Juche adoram o primeiro ditador do país, Kim Il-sung, seu filho, Kim Jong-il e sua esposa, Kim Jong-soko. Esta religião foi formada em um modo muito similar ao cristianismo, com estas três pessoas representando uma santa Trindade, como o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Os seguidores do Juche acreditam que passarão a vida eterna com seu grande líder após a morte.

8. Epicurismo

O epicurismo é uma religião que antecede o cristianismo em aproximadamente 300 anos e ainda continua sendo seguida hoje. Seus fiéis acreditam na existência de vários deuses, mas afirmam que todos esses deuses ignoram inteiramente a humanidade. O seu princípio determinante é que tudo, incluindo os deuses e a alma, é composto de átomos, e é por isso que eles não acreditam em qualquer vida após a morte.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


A vida após a morte segundo algumas religiões II

3. Religião Tradicional Chinesa

Os seguidores da religião folclórica Han acreditam em uma existência tranquila após a morte, que pode ser alcançada através da participação em rituais particulares e mostrando um grande respeito aos seus antepassados. Após a morte, se um indivíduo tiver vivido uma vida virtuosa o suficiente, então o deus Ch'eng Huang permitirá que habitem com os imortais no paraíso. No entanto, se suas vidas forem consideradas decadentes, eles seriam enviados ao inferno por tempo determinado, seguido imediatamente por um renascimento.

4. Zoroastrismo

As pessoas que seguem o zoroastrismo acreditam em um deus benevolente chamado Ahura Mazda e uma divindade do mal conhecida como Angra Mainyu. Eles acreditam que, após a morte, uma pessoa pode entrar no céu ou no inferno, dependendo de quão bem eles lideraram sua vida. Para chegar ao destino final de suas vidas, eles devem primeiro atravessar a Ponte Chinvat. Para pessoas virtuosas, essa ponte será apenas um pequeno desafio. No entanto, quando um pecador tenta atravessar, a ponte balançará perigosamente, ficará tão estreita como uma navalha, e uma mulher aterrorizante as atormentará implacavelmente enquanto tentam chegar ao outro lado. A queda da Ponte Chinvat resultará em uma permanência no purgatório, antes de voltar para a ponte para outra tentativa.

5. Rastafarianismo

O rastafarianismo começou na Jamaica durante a década de 1930, mas seus seguidores se espalharam por todo o mundo desde então. Os seguidores acreditam que o imperador da Etiópia, Haile Selassie, era seu deus encarnado, e ainda continuam a acreditar mesmo depois de sua morte, em 1975. Acredita-se que os fiéis do rastafarismo experimentam a imortalidade através da reencarnação. Eles também acreditam que o céu está dentro do Jardim do Éden, que, segundo eles, está localizado na África.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


A vida após a morte segundo algumas religiões I

Se você acredita ou não em vida após a morte, certamente há muitas pessoas que acreditam. A maioria das religiões tem formas muito diferentes de ver a vida após a morte que, por sua vez, acaba por moldar nações e culturas inteiras de maneiras muito diferentes. A seguir, você encontrará 8 (oito) das religiões menos conhecidas do mundo, e exatamente como cada uma delas percebe a vida após a morte.

1. Jainismo

Há cerca de 4 milhões de seguidores do Jainismo no mundo de hoje. Eles acreditam na existência de deuses diversos e em reencarnação contínua até alcançar um estado de libertação. A libertação pode ser conquistada por não causar dano à Terra e através do esforço para evitar o mau karma. Aqueles que não conseguem a libertação são obrigados a continuar através de ciclos de renascimento, e alguns deles podem até precisar atravessar oito infernos diferentes antes de renascerem. Uma vez liberada, a alma finalmente descansará ao lado dos deuses.

2. Xintoísmo

De acordo com antigas lendas japonesas, os mortos entram em um lugar subterrâneo escuro chamado Yomi, onde um rio separa os vivos dos mortos. Independentemente do seu comportamento durante a vida, todos os mortos acabam habitando esse reino sombrio, no entanto, pessoas menos virtuosas podem se transformar em espíritos chamados Kami depois de morrerem. É por isso que os seguidores do Xintoísmo aderem a uma série de rituais de purificação ao longo de suas vidas.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sexta-feira, 13 de março de 2026

Crônica: “O Ceará é que nem cuscuz - só presta molhado; seco, entala!” ... e outro causo

“O Ceará é que nem cuscuz - só presta molhado; seco, entala!”

A frase-título dessas mal traçadas linhas é da lavra criativa e bem-humorada do saudoso Hilton Cortez, pai do querido primo Helder Cortez, e me foi repassada pelo cedrense deputado Deassis Diniz. A Filosofia bem ilustra a bênção desse fenômeno divino chamado “chuva”, que pro povo aqui de nós é tudo e mais alguma coisa abaixo das nuvens. É chover e o mundo transmudar. Demócrito Dummar, contou-nos o amigo Demitri Túlio, dizia, com regozijo: “Eu não perco uma chuva”!

Chuva - oração que cai em forma de alegria, aguando esperança - remete a fraseados e terminologias que, em cearensês castiço, animam demais grandezas:

- Adivinhando chuva – Dando sinais de que vai chover.

- Ano bom – Ano de bom "inverno", de chuvas regulares.

- Bonito pra chover – Tempo meteorológico propício à pancada de chuva.

- Pau-d’água – Chuva forte. Mesmo que pé d’água.

- Saprico – Salpico, neblina ("librina"), chuva fina.

- Sereno – Chuva fina, chuvisco, garoa - a umidade da noite e da madrugada.

- Formiga de chuva – Formiga que tem asa - "siriri".

- Chuviscar – Neblinar (‘librinar’), cair chuva fina (‘chuvisco’).

- Três coisas que cristão nenhum no mundo confia... – Tempo de chuva, doido sem juízo e bunda de menino novo.

- Biqueira - Cano por onde escorre a água da chuva que cai no telhado.

A esse respeito, circula no Instagram cena maravilhosa, inspiradora: ruma de meninos, sob a regência festiva de um cachorro pé duro, se esbaldando na chuva, celebrando o “inverno” na maior alegria, se abrindo, frescando. A lapada d’água a escorrer pela biqueira, tinindo de forte, dá a impressão de que a vida se resume a chover aos borbotões, permitindo desconexão dos aperreios cotidianos, congraçar, felicitar gente.

Ah, quem me dera fosse a pulga da dobra da orelha daquele cachorro fuleiro!

O remédio exato

Por falar no grande Hilton Cortez, é dele uma receita simples e eficiente para a cura de males da tristeza e da ansiedade, medicação disponibilizada em qualquer bodega, restaurante, mercantil... Em tempo: se você está enfrentando algum “despombalizanento” de cunho emocional ou coisa que o valha, prestenção - esse aqui é tiro e queda.

Estava Hilton em Iguatu (à época residindo em Cedro), acompanhando a concunhada dona Fransquinha, mãe da Derlange, a uma consulta médica. Enquanto esperava, aboletou-se num boteco de esquina, tranquilamente, tomando sua cerveja gelada.

Hora e meia mais tarde, a matriarca da família Santos já buscava a farmácia mais próxima, urgia comprar a medicação passada pelo especialista. Mas, quedê poder adquirir a gororoba? Esquecera em casa a carteira de identidade. Dispara para o local onde estava Hilton - consultório popular ameno e descomplicado, sem efeitos colaterais. Fransquinha se lamenta:

- Preciso voltar a Cedro e pegar meu RG, Hilton! O remédio que o doutor receitou é tarja preta. Certamente não tem ele lá.

- Como é que é!?! Fazer esse entrançado todo por causa dum remédio pros nervos! - invocou-se Hilton.

- Sim, tô carecendo de tomar vexado o medicamento!

- Pois eu vou te receitar um que é infalível, ‘negocim’ bom que dá gosto beber!

E voltando-se para o garçom, Dr. Hilton Cortez ordenou:

- Zé Raimundo, traga uma Brahma estupidamente e um copo descansado!

Resultado: dona Fransquinha nunca tomou o tal remédio prescrito pelo médico, passando a adotar o de Hilton Cortez, de uso contínuo, dali por diante. Uma dor na unha sequer sentiu mais!

Fonte: O POVO, de 13/02/2026. Coluna “Crônicas”, de Tarcísio Matos. p.2.


 

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