sexta-feira, 1 de maio de 2026

FOLCLORE POLÍTICO: Porandubas 865

 Começo com um "causo" pernambucano.

Perspectivas

Quais as perspectivas que se apresentam ao Brasil em um contexto de crise? Confesso que não sei responder. Mas uma historinha do Sebastião Nery, que nos deixou, há pouco tempo, pode ajudar a responder:

Luís Pereira, pintor de parede, dormiu com 200 votos e acordou como deputado Federal. Era suplente de Francisco Julião, líder das Ligas Camponesas, em Pernambuco, cassado pela ditadura. Chegou a Brasília de roupa nova e coração vibrando de alegria. Murilo Melo Filho melou o jogo, logo no aeroporto, com a pergunta abrupta:

- Deputado, como vai a situação?

Confuso, nervoso, surpreso, sem saber o que dizer, tascou:

- As perspectivas são piores do que as características.

Pois é, a esta altura, tem muito Luís Pereira perorando por aí...

Fonte: Gaudêncio Torquato (GT Marketing Comunicação).

https://www.migalhas.com.br/coluna/porandubas-politicas/418530/porandubas-n-865

quinta-feira, 30 de abril de 2026

VOLTAR PODE SER IR

Por Patrícia Soares de Sá Cavalcante (*)

Peguei a mesma estrada, aquela que me fez descobrir que prefiro curvas às retas. Saí no mesmo horário, ao entardecer, mas nessa viagem me afastava de Fortaleza. Iria encontrar amigas muito queridas de um clube do livro. Lá, o que lemos nos conduz ao que temos de mais íntimo. Ansiava por nossa tertúlia; dessa vez, seria na praia.

A playlist para a estrada era a do show da Marisa Monte, que aconteceria na semana seguinte. Iria com a Marina, minha filha, já com 14 anos. Um dia desses, comovia-me, a cada mamada, com os seus pezinhos apressados se afastando da minha barriga.

Ela já curte ouvir a Marisa com as amigas, mas fiquei a imaginar como seria vê-la ali, cantando comigo. Era a estreia dela. Eu voltaria, depois de tantas vezes. Lembro-me com nitidez da emoção que senti na juventude, quando a vi começar "Bem que se quis", já no final do show, e depois, ao apagar das luzes, retirar-se, deixando o público cantar o resto da música. O público cantava alto, como se pedisse um bis, mas ela não retornou.

Entre uma canção e outra da Marisa, surgiu "Oração ao tempo", na voz de Djavan. Prefiro a versão do Bituca, mas me impactou a percussão ao fundo - por um instante, lembrou batidas de um relógio. Ou do coração. No final da música, a batida vai ficando mais lenta até parar por completo.

No silêncio que me atravessou, comecei a observar, com atenção, a paisagem. Na outra viagem, o sol se punha à minha frente, a revoada cruzou o meu caminho e seguiu adiante. Agora, tudo ficava para trás. Pouco a pouco o entardecer, a revoada, iam.

O caminho sou eu. Voltar pode ser ir. A revoada foi. A música se calou. O céu alaranjado, com seus últimos raios de luz, escrevia: desistir pode ser uma das escolhas mais bonitas de uma vida.

Anoiteceu, mas ainda era dia em mim.

Na semana seguinte, estive lá. Era noite, clara pela Lua quase cheia. O show foi belíssimo, inesquecível. Foi a primeira vez que a vi cantar com uma orquestra. Foi o primeiro da Marina - e o meu com ela. Neste ano, ela já faz 15.

(*) Médica psiquiatra.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 24/03/2026. Opinião. p.18.

Defesa de Memorial para Professor Titular da Enfermagem da Uece de Thereza Moreira

Flagrante da Comissão Especial Julgadora, logo após a defesa do Memorial da enfermeira e advogada THEREZA MARIA MAGALHÃES MOREIRA. A Profa. Thereza Moreira está ladeada pelas professoras Maria Salete Bessa Jorge, Ana Luísa Brandão de Carvalho Lira, Edna Maria Camelo Chaves, à esquerda, e por Profs. Ana Fátima Carvalho Fernandes, Andrea Gomes Linard e Marcelo Gurgel Carlos da Silva, à direita.

(Foto cedida por Thereza Moreira).

Aconteceu na tarde de terça-feira (28/04/26), no auditório do Nupeinsc da Universidade Estadual do Ceará - Uece, a Defesa de Memorial, seguida da avaliação de desempenho, para a promoção funcional da referência “O” de professor associado para referência “P” da classe Titular do Grupo Ocupacional Magistério Superior-MAS, da Professor Titular do docente do Curso de Enfermagem da Uece.

A Comissão Especial Julgadora, composta pelos Profs. Drs. Marcelo Gurgel Carlos da Silva (presidente Uece), Ana Fátima Carvalho Fernandes (membro efetivo UFC), Andrea Gomes Linard (membro efetivo Unilab), Ana Luísa Brandão de Carvalho Lira (suplente externo) e Maria Salete Bessa Jorge (suplente interno), tendo por secretária a Profa. Dra. Edna Maria Camelo Chaves, aprovou o Memorial apresentado pela professora doutora THEREZA MARIA MAGALHÃES MOREIRA.

Parabéns à professora Thereza Moreira, por atingir o ápice da carreira universitária sedimentada em uma brilhante trajetória de vida, referendada por realizações pessoais e profissionais de monta, que bem refletem o seu compromisso científico e a sua louvável dedicação ao exercício da docência superior.

De igual modo, estão de parabéns a graduação em Enfermagem e os programas de pós-graduação da área da Saúde Coletiva da Uece, por terem a professora Thereza Moreira em seus quadros funcionais.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Professor do PPSAC-UECE


Por que na sexta-feira santa não há missa?

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

Num Planeta, onde todos os dias são celebradas missas, há um dia em que nenhum sacerdote pode celebrar a santa missa.

Antes de tudo, uma contextualização histórica:

Após a ceia eucarística, Jesus retira-se com seus apóstolos ao Getsêmani e, ao romper da noite, começa o seu martírio, com o beijo fatídico do apóstolo Judas Iscariotes. Jesus é levado preso, sofre humilhações, é torturado, flagelado, coroado de espinhos e, no dia seguinte, uma sexta-feira, é crucificado ao lado de dois ladrões, Gestas e Dimas.

Os Evangelistas Lucas, Mateus e Marcos atestam que uma como mortalha negra cobriu a terra: “Era quase à hora sexta e em toda a terra houve trevas até a hora nona, isto é, das 12h às 15h. Escureceu-se o sol e o véu do templo rasgou-se pelo meio”. Foi o momento da morte de Jesus.

É importante esclarecer que esse eclipse de 3 horas se deu, contrariando evidências científicas: 1) a Páscoa judaica, celebrada na lua cheia, permitiria apenas cenário de um eclipse lunar, mas não de um eclipse solar, que se dá quando a lua está na fase de lua nova, ou seja, a lua fica entre a terra e o sol; 2) A duração máxima de um eclipse solar é de 7h:31min.

Um aspecto considerável é o rasgamento, de alto a baixo, do véu do Santo dos Santos, pois, onde só podia entrar o sumo sacerdote uma vez por ano, agora é uma porta aberta a todos.

No que tange à celebração eucarística, como a Missa é a memória da morte e ressureição de Jesus, é o Sacrifício celebrado, sacramentalmente, na sexta-feira santa, a Igreja contempla o Sacrifício de Cristo, em sua realidade histórica: vivência litúrgica como acontecimento: o Cordeiro de Deus imolado por nossos pecados.

Daí que a sexta-feira santa, com a mesa sem toalha, o sacrário vazio, a matraca em lugar dos sinos, faz uma provocação espiritual: o silêncio vazio exorta-nos a refletir, a escutar e a contemplar o mistério Pascal. O silêncio do túmulo que precede a alegria da ressurreição.

A celebração litúrgica da sexta-feira santa é chamada a ‘missa dos pré-santificados’, porque não há a consagração, sendo as partículas consagradas na quinta-feira santa oferecidas para a comunhão desse dia.

Ecce lignum Crucis in quo pependit salus mundi. Venite adoremus” (Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo. Vinde, adoremos) ensina-nos a enfrentar nossas dores, sofrimentos e limitações, e a não nos acovardarmos ante a cruz.

Com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 4/04/26.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

COMEMORAÇÃO DO INSTITUTO DO CEARÁ ALUSIVA AOS 300 ANOS DE FORTALEZA

O Presidente do Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico), SERIDIÃO CORREIA MONTENEGRO, na noite de terça-feira passada (29 de abril de 2026), conduziu a solenidade comemorativa dos 300 anos de fundação Da cidade de Fortaleza.

A Mesa Diretora dos trabalhos contou, dentre outros, com as presenças do Presidente de Honra José Augusto Bezerra, do ex-presidente Lúcio Alcântara, do associado remido Miguel Ângelo (Nirez), do convidado oriundo de Sobral, o intelectual Luís Lira, da presidente da Sociedade Amigas do Livro Sra. Bernadete Bezerra, e do atual presidente Seridião Montenegro.

O elóquio em homenagem ao tricentenário da capital cearense comportou ao consócio Artur Bruno, que premiou a audiência, de forma bastante didática, com uma vista geral da história do Ceará, enfocando a Fortaleza nos seus 300 anos de fundação.

Os consócios Juarez Leitão, Marcelo Gurgel, Romeu Duarte, Henrique Braga, José Augusto Bezerra, Glória Diógenes e Nirez, com substanciais e oportunos comentários pertinentes à História de Fortaleza, enriqueceram a majestosa exposição do consociado Artur Bruno.

Na oportunidade, nessa comemoração alusiva aos 300 anos de Fortaleza, foi apresentado e autografado um livro-síntese da História de Fortaleza, de autoria de Airton Farias e Artur Bruno.

O Auditório Thomaz Pompeu Sobrinho foi abrilhantado pela larga participação de consócios do Instituto do Ceará.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Sócio do Instituto do Ceará


EUCARISTIA: Centro de nossa fé

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

A Eucaristia não é um símbolo, nem uma representação, mas a presença real de Cristo. É a atualização do sacrifício da Cruz, não uma nova imolação.

Ao celebrar a Páscoa com seus discípulos, Jesus institui a Eucaristia (cf. Mt 26,26-29; Mc 14,22-25; Lc 22,19-20) que, a partir daquele momento, assume novo sentido, no mundo cristão. A Páscoa torna-se o evento da morte e ressurreição de Jesus.

Antes da instituição da Eucaristia, Jesus faz várias afirmações conexas:

- Em João 6,48-50: “Eu sou o pão da vida. Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram. Este é o pão que desceu do céu, para que não morra todo aquele que dele comer.”

- Em João 6, 51; “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que Eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo”.

- Em João 6,53: "Jesus disse-lhes: 'Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós".

- Em João 6, 54-55: "Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia". "Pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida".

Em Jo 6, 56: "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele.”

Na Última Ceia, os Evangelhos sinóticos apresentam, com toda clareza e exatidão, o mistério da transubstanciação, transbordando amor, paz e misericórdia, convocando todos à união e perpetuando a presença de Jesus, no meio de todos nós: - Jesus, na Última Ceia, parte o pão e dá o cálice, dizendo: "Isto é o meu corpo... este é o meu sangue", estabelecendo a Nova Aliança (Mt 26, 26-28; Mc 14, 22-24; Lc 22, 19-20).

“ISTO É O MEU CORPO / ISTO É O MEU SANGUE”: o tempo verbal usado para afirmar esta realidade

* apresenta qualidade de ação durativa (τοῦτό ἐστιν τὸ σῶμά μου / τοῦτό ἐστιν τὸ αἷμά μου), ou seja, não ficou somente naquele momento e não é uma representação simbólica, mas a realidade do que se afirma.

Em seguida, ordena Jesus: - Fazei isto em memória de Mim (τοῦτο ποιεῖτε εἰς τὴν ἐμὴν ἀνάμνησιν). Este tempo ποιεῖτε está flexionado no imperativo, expressa uma ordem de uma ação que já começou.

O Papa Paulo VI, na Carta Encíclica Mysterium Fidei, de 03 de setembro de 1965, 28 comenta: “Jesus ao ordenar aos Apóstolos que fizessem o partir do pão e o beber do cálice em sua memória, deixa explícita a sua “[...] vontade de que este mistério se renovasse. Na realidade, foi o que a Igreja primitiva realizou fielmente, perseverando na doutrina dos Apóstolos e reunindo-se para celebrar o sacrifício Eucarístico.

Tomai, todos, e comei: Isto é o Meu corpo, que será entregue por vós”.

Tomai, todos, e bebei: Este é o cálice do Meu sangue, o sangue da Nova e Eterna Aliança, que será derramado por vós e por todos, para remissão dos pecados.

FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.”

FONTE:https://www.academia.edu/145023418/Sacramento_da_Eucaristia_fundamentação_bíblica_e_teológica

Uma boa sexta-feira santa, com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 3/04/26.

 

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