segunda-feira, 13 de abril de 2026

Os impedimentos institucionais ao desenvolvimento

Por Pedro Jorge Ramos Vianna (*)

Em 1981, quando da defesa de minha Tese de Professor Catedrático, na UFC, defendi que quatro são os fatores determinantes do nível de desenvolvimento econômico em qualquer época e em qualquer país. São eles, os fatores institucionais, os fatores históricos, os fatores naturais e os fatores aleatórios. E que o mais importante deles, em qualquer situação, é o fator institucional.

Em 2024 os economistas que defenderam essa tese receberam o Nobel de Economia.

Em muitos trabalhos em que analisei o sistema econômico brasileiro e nordestino, utilizei essa tese.

Hoje volto ao tema. O "leit motiv" foi uma reportagem publicada no O POVO em 6/1/2026, sobre a logística de transporte no Estado, um dos fatores mais importantes para explicar o péssimo desenvolvimento econômico do Brasil.

Apenas para tratar dos aspectos mais recentes, cito como o primeiro grande erro, no Brasil, em termos de desenvolvimento econômico, a decisão do presidente do Brasil em estabelecer, nos anos 1950 um modelo de crescimento baseado no transporte rodoviário, o tipo de transporte terrestre mais caro que existe.

O transporte marítimo é o tipo de transporte mais barato que existe, e como temos uma costa medindo entre 7.491 km a 10.900 km, dependendo da estimativa, não se compreende como até hoje essa dádiva não é bem aproveitada.

Mas poderíamos ter escolhido o transporte ferroviário, o segundo mais barato. E também não o fizemos. Por isso estamos pagando até hoje.

Dado este quadro, o que nos cabe discutir no que diz respeito à situação atual do Ceará?

O trabalho publicado no O POVO, acima citado, mostra que o desenvolvimento do Ceará é prejudicado pela falta de equipamentos adequados para o escoamento de produtos.

Os eixos, dentro deste contexto, mais importantes são: a) as rodovias federais: BR 116, 222 e 020, estradas que não são duplicadas (a BR 116 apresenta, apenas, pouca quilometragem de duplicação); elas também apresentam índices apenas razoáveis de adequação para o transporte o que é seguido pelas CEs que apresentam um percentual de 62,5% como condição regular, ruim ou péssima; b) o Anel Viário, que deveria ligar as três rodovias federais (110, 222 e 020) e as rodovias estaduais (CEs 010, 040, 060 e 065), cujo projeto começou em 2010 e com extensão prevista de 32km. Estamos em 2026 e não sabemos quando ele estará pronto; c) a Ferrovia Transnordestina.

Sobre esta já escrevi um pouco neste mesmo Jornal. Não vale aqui repetir minhas críticas.

Para terminar, lembro o trabalho do Dr. Marcos Holanda "Qualidade x Quantidade", publicado no Blog do Eliomar, no dia 6/1/2026. Ali, o autor escreve textualmente que o Estado investiu R$ 121,0 milhões para gerar um acréscimo de R$ 1,00 na renda das famílias cearenses. E para mostrar o descalabro desses investimentos, ele assegura que o VLT que vai ser expandido até o Castelão transportará em um mês apenas 60% dos passageiros que o sistema de ônibus transporta em um dia.

Será possível se imaginar investimentos mais dispendiosos, em termos per capita, do que esses?

Tendo em vista que é a ação do homem o fator que mais influencia a trajetória do desenvolvimento econômico de uma sociedade, não é de se admirar o atual estágio de subdesenvolvimento do Ceará.

(*) Economista e professor titular aposentado da UFC,

Fonte: O Povo, de 8/03/26. Opinião. p.18.


domingo, 12 de abril de 2026

TOCOGINECOLOGISTAS TITULARES DA ACM III: Luciano Silveira Pinheiro

            Luciano Silveira Pinheiro nasceu em Fortaleza-CE, em 12 de setembro de 1940.

Ingressou na Universidade Federal do Ceará (UFC) em 1963, concluindo o seu curso médico em 1968. Cumpriu Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia (GO) na Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC) da UFC.

Realizou, na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, o Mestrado em Tocoginecologia concluído em 1979, e o Doutorado em Tocoginecologia, concluso em 1985.

Pertenceu ao staff do quadro de fundadores da Clínica Obstétrica do Hospital Geral de Fortaleza.

Foi professor colaborador de Ginecologia e Obstetrícia da UFC, de 1974 a 1976. Em 1981, foi admitido por concurso como professor assistente, assumindo suas funções docentes e prestando serviços assistenciais na MEAC.

Foi promovido a professor adjunto e coroou sua carreira como professor titular concursado em 1998. Em seu vínculo funcional com a UFC (1981-2010), se ocupou de muitos encargos, sendo dignificado como professor emérito em 2013.

Publicou o livro “Displasia mamária: abordagem atual” e foi coeditor de três livros. Sua produção científica se destaca ainda pela publicação de muitos artigos em periódicos médicos estrangeiros e em revistas brasileiras de Ginecologia e Obstetrícia.

Atualmente, mantém-se proativo no ensino e na pesquisa médica, passando também a incursionar no campo literário, como cronista e contista.

Foi empossado na ACM em 22/07/2022, assumindo a Cadeira 48, patroneada por Newton Teófilo Gonçalves.

Cons. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Membro titular da ACM – Cadeira 18

* Publicado In: Jornal do médico, 22(201): 30-33, fevereiro de 2026.


TOCOGINECOLOGISTAS TITULARES DA ACM II: Ormando Rodrigues Campos

Ormando Rodrigues Campos nasceu em Camocim-CE, em 27/01/1937.

Ingressou na a Universidade Federal do Ceará (UFC)em 1958, formando-se médico em 1963. Fez Residência Médica em Clínica Obstétrica na UFC.

Em 1965, foi trabalhar no Hospital Regional de Quixeramobim, onde permaneceu por dois anos, lidando com a gente interiorana. De volta à Fortaleza, ainda conservando suas atividades em Obstetrícia, começou a atuar em Hemoterapia.

Em 1977, quando da criação do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), foi para o Centre de Transfusion Sanguine Institut D'Hematologie, CTSIH, em Montpellier, na França, fazer Aperfeiçoamento em Transfusion Sanguine et Immuno-Hematologie.

Com a sua nova formação especializada, e lastreado nos conhecimentos auferidos no exterior, ele concorreu, efetivamente, para a implantação e consolidação da Hemoterapia no Hemoce.

Em 1987, retornou à França, para efetuar Aperfeiçoamento em Immuno-Hematologie Erythrocytaire, no Centre Regional de Transfusion Sanguine, de Lille.

Ormando Campos foi Diretor Geral do Hemocentro de Fortaleza de 1995 a 2002, um período pautado por sua proficiente gestão.

Do elenco de atividades de hemoterapeuta, no seu currículo figuram mais de trinta participações em cursos de atualização, no Brasil e no exterior, e 25 publicações técnicas e mais de uma centena de participações em seminários e congressos.

Foi empossado na Cad. 10 da ACM em 5/08/2016, patroneada por Carlos da Costa Ribeiro.

Acad. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Titular da cadeira 18 da ACM

* Publicado In: Jornal do médico, 22(201): 30-33, fevereiro de 2026.


TOCOGINECOLOGISTAS TITULARES DA ACM I: Francisco José Costa Eleutério

 

Francisco José Costa Eleutério, nascido em Fortaleza, em 5/01/1949.

Graduado em medicina pela Universidade Federal do Ceará (UFC), em 1973. Foi médico residente de Ginecologia e Obstetrícia (GO), no Hospital Geral Dr. César Cals.

Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, ministra cursos preparatórios aos candidatos do Ceará ao Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia.

Exerceu medicina por mais de 40 anos, na condição de funcionário público federal concursado e professor universitário, tendo se aposentado do serviço público, após 35 anos de trabalho.

Como obstetra, foi chefe de Serviço de Obstetrícia do Hospital Geral de Fortaleza e preceptor da Residência Médica em GO desse hospital, de onde se afastou, em 2015, mercê da sua aposentadoria.

Ex-professor e coordenador da disciplina de Gineco-Obstetrícia e preceptor de Internato do Curso de Medicina da Universidade Estadual do Ceará, comportando salientar que diversas turmas de concluintes, sistematicamente, o homenageiam.

No campo técnico-científico, publicou os livros: “Dez Temas Básicos de Obstetrícia”, “Temas em Obstetrícia”, “Manual de Intercorrências Clínicas em Obstetrícia” e “Protocolos de Obstetrícia da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará”.

Ingressou na Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - Regional Ceará, em 2013, tendo participação nas 13 últimas antologias. Eleutério faz incursões literárias na tessitura de ensaios e crônicas em diversas publicações literárias.

Em 31/07/2015, foi empossado na ACM, como ocupante da cadeira 16, patroneada pelo Dr. João Otávio Lobo.

Acad. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Titular da cadeira 18 da ACM

* Publicado In: Jornal do médico, 22(201): 30-33, fevereiro de 2026.



sábado, 11 de abril de 2026

TOCOGINECOLOGISTAS TITULARES DA ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA

A Academia Cearense de Medicina (ACM) foi construída segundo os moldes da vetusta Academia Nacional de Medicina (ANM), a mais antiga academia em funcionamento ininterrupto no Brasil, posto que fundada, sob o reinado do imperador D. Pedro I, em 30 de junho de 1829.

Para fins de ingresso na ACM, espelhando-se na sua congênere nacional, os novos acadêmicos são alocados, conforme a prevalência de seus campos de atuação, em três grupos: Medicina (Clínica), Cirurgia e Ciência Aplicada à Medicina.

Das especialidades Cirúrgicas, a Tocoginecologia sempre se fez presente na ACM, pois o Acad. José Carlos da Costa Ribeiro, um dos notáveis médicos dessa especialidade no Ceará, foi um dos 26 Membros Titulares (MT) Fundadores da ACM. Também exerceram a especialidade de Ginecologia e Obstetrícia (GO) o ex-presidente Francisco das Chagas Oliveira, Galba Araújo e Anastácio Magalhães, já falecidos, e o Acad. José Iran dos Santos, atualmente MT Honorável.

A GO, presentemente, participa da arcádia médica cearense com três MT em efetivo exercício. São eles, a biografar, sinteticamente, por ordem de posse na ACM: Francisco José Costa Eleutério, Ormando Rodrigues Campos e Luciano Silveira Pinheiro.

Acad. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Titular da cadeira 18 da ACM

* Publicado In: Jornal do médico, 22(201): 30-33, fevereiro de 2026.

Postado no Blog do Marcelo Gurgel em 12/04/2026.


AUTOBIOGRAFIA MÉDICA DE SARA LÚCIA FERREIRA CAVALCANTE

 

Sara Lúcia Ferreira Cavalcante pintada por Lúcio Flávio Gonzaga Silva

Após a graduação em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (UFC) em 1977, segui para o Rio de Janeiro, onde cumpri a Residência Médica (RM) em Anestesiologia, no IASERJ, e a Especialização em Anestesiologia, na PUC-Rio.

Completei a minha formação acadêmica com o Mestrado em Farmacologia da UFC e o doutorado em Bases Gerais da Cirurgia e Cirurgia Experimental da Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho, em Botucatu-SP.

Admitida por concurso na UFC em 1983, para lecionar Bases da Técnica Cirúrgica e da Anestesia e prestar meus serviços técnicos no Hospital Universitário Walter Cantídio, aposentei-me por tempo de serviço em 2012, como Professora Associada, mas prossegui nas atividades laborais como anestesiologista do Hospital São Carlos e do Hospital Geral de Fortaleza (HGF).

Da minha produção científica, composta por artigos, capítulos e outras publicações, colhi várias premiações concedidas pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) e pelo Laboratório Abbot.

Participei de mais de sessenta congressos e eventos científicos da minha especialidade, muitos deles como expositora convidada, tendo apresentado mais de duzentos trabalhos.

Tive participação em diversas bancas examinadoras de concursos e processos seletivos públicos, valendo a salientar a intensa atuação nos exames para a obtenção de títulos de especialista da SBA.

Possuo o Título de Especialista em Anestesiologia e o Título Superior em Anestesiologia da SBA. Pertenço à SBA, como sócia e membro de comissões ligadas ao Ensino da Anestesiologia no Brasil; fui da Comissão de Ensino e Treinamento em Anestesiologia (SBA) por três anos consecutivos, tendo sido Presidente da Comissão em 2018.

Atualmente, sou membro da Comissão de Educação Continuada em Anestesiologia (SBA) participando como revisora de temas enviados pela World Federation of Anesthesia, com a finalidade de atualizar anestesiologistas em países de língua portuguesa, e elaboradora de provas em Anestesiologia para certificação de anestesiologistas junto ao MEC/SBA. Membro efetivo (de 2022 a 2025) da Comissão de Certificação em Anestesiologia pela SBA.

Sou sócia honorária da Sociedade de Anestesiologia do Estado do Ceará, da qual fui Presidente em duas gestões; e sócia da Sociedade Europeia de Anestesiologia.

Ainda engajada na formação de médicos, função que exerço há mais de quatro décadas, contribuindo para o treinamento e a especialização de centenas de anestesiologistas, sigo corresponsável pela RM em Anestesiologia do HGF.

Ingressei na Academia Cearense de Medicina, em 25/10/2019, como ocupante da Cadeira 8, tendo sido diretora científica na gestão 2022-24 e II Secretária da Diretoria 2025-26.

Meu hobbie preferido é participar de entidades de caridades que visam o apoio e a saúde aos menos favorecidos. Como compromisso social e atividade voluntária, ocupo a vice-presidência do IPREDE.

Fui agraciada com três filhos Raquel (otorrinolaringologista), mãe de Rafael, Arthur e Esther; Deborah (juíza de Direito), mãe de Sarah e Cecilia; e Anibal (professor universitário, falecido abrupta e prematuramente); a ele nossa gratidão pela sua vida e história.

Sara Lúcia Ferreira Cavalcante


CONVITE - CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA (Páscoa de 2026)

“Cristo morreu, mas ressuscitou, e fez isso somente para nos ensinar a matar os nossos piores defeitos e ressuscitar as maiores virtudes sepultadas no íntimo de nossos corações. Que esta seja a verdade da nossa Páscoa.”

Celebrante: Pe. Nazareno.

Data: Sábado, 11 de abril de 2026, às 8h.

Local: Auditório do Edifício-sede da Unimed Fortaleza – Av. Santos Dumont, 949 - Fortaleza.

É com muita alegria que contamos com a presença dos médicos e suas famílias.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Sociedade Médica São Lucas

 

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