sexta-feira, 31 de julho de 2026

Crônica: Autogripe - quando pego a gripe de mim mesmo ... e outros causos

Autogripe - quando pego a gripe de mim mesmo

Tem juízo não, o Poeta dos Cachorros. Encontrei-lhe nas redondezas da casa do Caboco do Ôi Cego, na Vila União - tem uns dez anos. Foi converseiro medonho. De lá fomos comer tijolim e beber água de pote na dona Dudu. Pelo espirro que deu, no meio do caminho, ali estava um Jair acometido de mui brabo 'estalecido', desses de moer o corpo. (Sobre o espirro que deu: a dentadura foi bater no beiço da Lagoa do Opaia).

Segue o nosso diálogo de antanho, se bem me lembro - primeiro ele; depois eu, até cansar, explicando ele como se autogripou.

- Um amigo com quem eu conversava na paróquia Jesus, Maria e José, aquela ali na praça, tossiu no meu fucim, em plena missa. Com pouco eu já espirrava, me arrupiava de febre, com pontinha de dor de cabeça na croa.

- Égua da virose pegajosa!

- Rapaz, o sujeito me passou a macacoa toda, com mais de mil! Pia só o meu estado agora! Lascado da garganta, só o xerém.

- Tô vendo! Quem é esse seu amigo, Poeta?

- Michael Jackson, meu zabumbeiro! Tava detrás do meu banco na igreja. No que espirrou, na liturgia da palavra, vexado os sintomas dele me agarraram, pegando de proa. Ao ponto de rebolar a doença em mim, já descaído dum 'dord'ólho'.

- Entendo, você foi fulminantemente contagiado pela gripe do seu amigo!

- Eu não! A gripe foi passada pra minha pessoa. Da minha pessoa é que a gripe passou pra mim, me 'contraminando'.

- Peraí, se eu bem entendi, você pegou a gripe do Miachel Jackson de você mesmo?!?

- Não tenha dúvida! Me autogripei de trevessa!

- Muito doido!...

- Quem?

A labareda congelante do futuro

Que criança nenhuma vá na onda do jovem Manezim que conheci na Iparana. Ele defendia a tese de que, logo no começo, todo fogo é frio, suportável. "Com o passar do tempo é que vai esquentando, piorando". Manifestava-se em favor da proposição por experiência própria, com base nos modernos fogões à lenha.

- Só queima a mão de quem acender a chama depois duns 15 segundos.

- No início, quer dizer então, que...

- Pode deixar que nada acontece com quem bota a mão no fogo. Igualmente é o fogo duma fogueira; nesse caso, são 22 segundos pra vir a queimar.

- Tem comprovação científica, isso?

- Ainda não, mas um cientista disse que daqui a 15 anos vai ser assim!

Técnica de fazer lembrar

O médico reconheceu de pronto o paciente, foram colegas dos tempos de infância - Sociedade Beneficente de Porangabussu. Mas o doente estava já esquecido de muita coisa, lembrava de quase nada, por mais esforço fizesse. Geriatra entabula diálogo:

- Amigo Chicão! Alegria revê-lo depois de 50 anos! Mudou nada, você!

- Ô, doutor! Leve a mal não, mas morro sem saber quem o senhor é.

- Gilberto Moura, meu caro! Eu era magrinho...

- Só tirava 10?

- Às vezes!

- Tinha o cabelo liso, dotô?

- Meio encaracolado...

E abrindo aquele sorriso, para deixar a conversa mais próxima, terapeuticamente leve, Dr. Gilberto se autoprovoca, findando por descobrir fórmula infalível de voltar a memória em quem julgava tê-la perdido.

- Diziam que eu era o menino mais feio da escola toda, Chicão!

- Caboré de Urêa!!! É tu, macho?!?

Fonte: O POVO, de 3/07/2026. Coluna “Crônicas”, de Tarcísio Matos. p.2.


quinta-feira, 30 de julho de 2026

Livro resgata a história da Pediatria cearense e preserva legado para futuras gerações

 


 Reportagem: Argollo de Menezes

CEO, Editor Jornal do Médico®️, Jornalista DRT-CE 1950 e Membro Honorário SOBRAMES-CE | Instagram@jornaldomedico

Resultado de quase 2 anos de pesquisa, Pediatria no Ceará: História e Pediatras reúne documentos raros, fotos inéditas e biografias dos ex-presidentes da Sociedade Cearense de Pediatria. Lançado pela SOCEP em parceria com a SOBRAMES-CE, o livro celebra o aniversário de 80 anos da entidade e busca preservar o legado da especialidade para as próximas gerações. Em entrevista inédita, o presidente da SOCEP, Dr. João Cândido de Sousa Borges, fala sobre os bastidores da pesquisa e a importância de preservar a memória dos profissionais que construíram a pediatria cearense.

Jornal do Médico® – Dr. João Borges, o livro começou a ser planejado em agosto de 2024, nos 80 anos da SOCEP. Como surgiu a ideia dessa parceria com a Sobrames-CE e os autores Sidneuma Ventura e Marcelo Gurgel para realizar esse resgate histórico?

Dr. João Borges: Já de um tempo eu tinha um desejo de registrar a história da Pediatria no Ceará…. A ideia da construção deste livro, ocorreu durante as comemorações dos 80 anos da Sociedade Cearense de Pediatria, em agosto de 2024, naquele momento tão significativo para a nossa instituição, percebemos que celebrar a história da SOCEP também significava preservar a memória da Pediatria cearense. Foi então que o colega Marcelo Gurgel, escritor e integrante da Sobrames-CE, propôs essa parceria, que foi prontamente acolhida pela SOCEP. Ao lado da Dra. Sidneuma Ventura, iniciamos um trabalho intenso de pesquisa, levantamento documental e reconstrução histórica. Desde o início, compreendemos que não se tratava apenas de produzir um livro, mas de deixar um legado para as futuras gerações de pediatras, registrando a trajetória daqueles que ajudaram e ajudam a construir a nossa especialidade no Ceará.

Desde o início, compreendemos que não se tratava apenas de produzir um livro, mas de deixar um legado para as futuras gerações de pediatras…”

Jornal do Médico® – O livro traz registros biográficos, documentos e a trajetória dos ex-presidentes da SOCEP. Para o leitor que terá a obra em mãos, quais são as principais relíquias históricas ou marcos da Pediatria cearense que ele encontrará nessas páginas?

Dr. João Borges: O leitor encontrará um verdadeiro patrimônio histórico da Pediatria Cearense. A obra reúne documentos, fotografias, registros institucionais, relatos históricos e biografias de profissionais que foram fundamentais para o desenvolvimento da especialidade em nosso Estado. Também apresenta a trajetória dos ex-presidentes da SOCEP, mostrando como cada gestão contribuiu para fortalecer a assistência à criança, a formação médica e a defesa profissional do pediatra. Mais do que conhecer datas e fatos, o leitor poderá compreender como a Pediatria evoluiu no Ceará, acompanhando as transformações da medicina, da sociedade e das políticas voltadas à saúde infantil.

Jornal do Médico® – Foram quase dois anos de pesquisas e reuniões periódicas. Durante esse processo de resgate de memórias, houve algum fato esquecido ou personagem da Pediatria que surpreendeu a comissão ao ser redescoberto?

Dr. João Borges: Sem dúvida. Ao longo das pesquisas, tivemos a oportunidade de redescobrir profissionais cuja contribuição foi decisiva para a consolidação da Pediatria no Ceará, mas que, com o passar do tempo, acabaram pouco lembrados pelas novas gerações. Também encontramos documentos, registros e relatos que revelam o enorme esforço dos pioneiros para estruturar serviços, formar especialistas e fortalecer o ensino pediátrico em nosso Estado. Cada reunião trazia novas descobertas, reforçando a percepção de que preservar essa memória era uma responsabilidade coletiva e uma forma de prestar homenagem àqueles que dedicaram suas vidas ao cuidado das crianças.

Tivemos a oportunidade de redescobrir profissionais cuja contribuição foi decisiva para a consolidação da Pediatria no Ceará, mas que acabaram pouco lembrados pelas novas gerações.

Jornal do Médico® – No prefácio, o senhor menciona que gerações de pediatras fizeram do cuidado à infância sua missão de vida. Como o senhor enxerga a evolução do perfil do pediatra no Ceará, desde os pioneiros até os profissionais de hoje?

Dr. João Borges: Os pioneiros construíram a Pediatria cearense em um contexto de muitos desafios, com recursos limitados, mas com enorme dedicação, compromisso e espírito de serviço. Foram eles que lançaram as bases da especialidade no nosso Estado. Hoje, encontramos uma Pediatria muito mais integrada ao conhecimento científico, às novas tecnologias e ao trabalho multiprofissional. Ao mesmo tempo, permanece inalterada a essência da profissão: o compromisso com a saúde, o desenvolvimento e o bem-estar da criança e do adolescente. Vejo com satisfação uma nova geração de pediatras preparada tecnicamente, comprometida com a educação continuada e consciente da importância da humanização no cuidado.

Jornal do Médico® – Citando o filósofo Cícero, o senhor destaca que a história é a “vida da memória”. Qual é a principal lição que esta obra comemorativa deixa para inspirar os estudantes e os novos pediatras que assumirão o futuro da especialidade no nosso Estado?

Dr. João Borges: A principal mensagem é que nenhuma instituição e nenhuma especialidade se fortalecem sem conhecer sua própria história. Este livro mostra que os avanços conquistados ao longo das décadas são fruto da dedicação, da competência e do espírito coletivo de muitos profissionais que vieram antes de nós. Espero que os estudantes e os jovens pediatras encontrem nestas páginas inspiração para exercer a Medicina com excelência técnica, ética, sensibilidade e compromisso humano. Conhecer o legado dos nossos pioneiros nos ajuda a compreender que também somos responsáveis por construir os próximos capítulos da história da Pediatria Cearense, sempre colocando a criança e o adolescente no centro de nossa missão.

Fonte: Jornal do médico, 22(207): 9-10, julho de 2026.

https://jornaldomedico.com.br/2026/07/29/livro-resgata-a-historia-da-pediatria-cearense-e-preserva-legado-para-futuras-geracoes/

quarta-feira, 29 de julho de 2026

CONVITE: Lançamento do livro “Pediatria no Ceará: História e Pediatras”


A Sociedade Cearense de Pediatria (Socep) e a Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Regional Ceará (Sobrames-CE) convidam para a Solenidade de Lançamento do livro “Pediatria no Ceará: História e Pediatras”, uma obra dedicada a preservar a memória da pediatria cearense e homenagear os profissionais que fizeram e continuam fazendo parte dessa história.

O evento será realizado no dia 30 de julho de 2026 (quinta-feira), às 19h, na sede da Socep - Rua Maria Tomásia, 701 – Aldeota, Fortaleza-CE.

Atenciosamente,

João Cândido de Souza Borges                              Maria Sidneuma Melo Ventura

Presidente da Sociedade Cearense de Pediatria        Presidente da SOBRAMES-CE



terça-feira, 28 de julho de 2026

URCA: 40 anos promovendo o desenvolvendo regional

Por Carlos Kleber Oliveira (*)

A Universidade Regional do Cariri (Urca) nasceu de um sonho coletivo. Criada em 9 de junho de 1986 e implantada em 7 de março de 1987, foi resultado da mobilização de lideranças e da sociedade civil organizada, que compreendiam a importância de uma universidade pública no interior do Ceará para impulsionar o desenvolvimento regional por meio da educação, da ciência e da cultura.

Naquele momento, reunindo cursos oriundos da então Faculdade de Filosofia do Crato e da Universidade Estadual do Ceará, a instituição iniciou suas atividades com oito cursos de graduação, concentrados nos municípios de Crato e Juazeiro do Norte.

Ao longo desses 40 anos, a Urca cresceu e se consolidou como uma das mais importantes instituições de ensino superior do Nordeste. Atualmente, conta com 35 cursos de graduação, 13 mestrados, quatro doutorados e cerca de 20 especializações distribuídos em sete municípios - Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Missão Velha, Campos Sales, Iguatu e Mauriti, além de ofertar 5 cursos de graduação na modalidade à distância, em vários municípios do Estado.

Durante esses anos a Urca formou aproximadamente 33 mil graduados, 944 mestres e 44 doutores, contribuindo decisivamente para a qualificação profissional e para o desenvolvimento social, econômico e cultural do Cariri e de todo o Ceará.

A presença da URCA pode ser percebida em praticamente todos os setores da sociedade, como docentes para a educação básica e superior, e profissionais para as áreas de saúde, indústria, serviços, construção civil, jurídica, além de desenvolver pesquisas voltadas para os desafios e potencialidades da região.

A Urca abriga ainda importantes equipamentos científicos e culturais. Se destaca o Geoparque Araripe Mundial da UNESCO, o primeiro das Américas, e que está intrinsicamente inserido no território da Araripe. Tem o Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, em Santana do Cariri, uma referência internacional na área da paleontologia, sendo também referência na repatriação de fósseis, que retornam ao território de origem.

A universidade possui em seu quadro pesquisadores que estão entre os 2% mais influentes do mundo. Participa ativamente de grandes projetos, que impactam no desenvolvimento, na preservação e no reconhecimento do território em que se situa, como por exemplo, dos esforços para que a Chapada do Araripe obtenha o reconhecimento como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.

Olhando para o futuro, a perspectiva é de continuidade do crescimento institucional, se consolidando como uma universidade cada vez mais inovadora, inclusiva e internacionalizada, mantendo seu compromisso histórico com o desenvolvimento regional.

(*) Reitor da Universidade Regional do Cariri (Urca).

Fonte: Publicado In: O Povo, de 26/06/26. Opinião, p.17.


segunda-feira, 27 de julho de 2026

MINIANIMALISMO - CINZEL & ESMERIL

Por Pedro Salgueiro, cronista de O Povo

Sempre desconfiei de que nós, os pobres escrevinhadores de vãs malfeitorias, não escolhemos o gênero literário no qual vamos nos expressar

Talvez por preguiça, sempre tive fascínio por textos curtos. Frases aparadas até quase o miolo. Gracilianos, Rulfos, Moreiras e João Cabrais limando adjetivos. Procurando substantivos que dispensem adereços, penduricalhos. Nenhum preconceito contra os caudalosos rios Euclidianos, Proustianos, Joyceanos, Roseanos. Apenas predileção e pronto. Ponto.

Sempre desconfiei de que nós, os pobres escrevinhadores de vãs malfeitorias, não escolhemos o gênero literário no qual vamos nos expressar. Mas ele, irremediavelmente, nos escolhe. Tenho certo amigo que até para me passar um número de telefone conta seu dia inteirinho. Outro, inquirido, me deixa apenas fragmentos de suas intenções. Claro que alguns podem, e até devem ir contra a corrente. Deslizar rio acima, olhos estufados de lama. Alma pesada, mas satisfeita.

Para mim, o "barato" é tentar dizer o máximo com o mínimo de palavras. Mesmo sem quase nunca conseguir.

Há tempos recebi convites dos colecionadores Marcelino Freire (Os Menores Contos Brasileiros do Século XX) e Laís Chaffe (Contos de Algibeira) para participar, com textos mínimos, de duas coletâneas. Tomei gosto pela coisa. Resumi contos antigos. Li Haicais. Reli Dalton Trevisan. Arrumei esmeril, comprei estilete. Lupa de relojoeiro, dedal de sapateiro... Encontrei um cinzel.

Os perigos do laconismo, da incompreensão total, da pura piada. Quase nunca encontramos o ponto certo. Mil tentativas e pouquíssimos acertos. Vamos tentando pulverizar o mundo, atomizar o cotidiano. Minimalistas que fomos. Minianimalista que somos. Ao pó que retornaremos.

Alguns amigos, recentemente, têm incorrido nessa prática de limar continhos já por demais curtos, numa quase obsessão.

Resgatei alguns relatos mínimos para distrair preguiçosos:

Mecanismo

Mesa posta. Pai, mãe e filho regem o silêncio.

Preces.

Novamente.

Medo na Praça

Silêncio. O artista sua, lapida suas preces. Aplausos. De novo. O silêncio.

Peso do morto

Noite sem lua. Rasga-mortalha.

— Dorme, pai. Deixa de falar só...

Já no meu segundo livro, "O Espantalho" (1996) eu havia (em vão) tentado:

Daltonianas em Fá Menor

A mulher matou o marido. Mandou matar em cima do túmulo. O único pecado dele trocar seu nome por outro e acender velas todas as quartas-feiras.

* * *

Havia olhos fugindo de órbita, um coração descompassado. Um medo de ir... outro de voltar.

Havia ossos enterrados no quintal e um medo danado de assombração.

Havia uma multidão de adrenalinas e uma certa dúvida...

* * *

Enquanto cancão brinca no quintal, deixei muleta, um pé-de-cabra e uma bengala. Deixei um grito preso no elevador.

* * *

Antigas visitas já mortas retornam à antiga sala de visitas. Cumprimentam o cadáver de minha mãe, recebem um aceno eufórico de meu pai moribundo.

— Cala a boca, velho caduco, deixa de falar só.

Grita a Suzete, lá da pia.

Fonte: O POVO, de 26/06/2026. Coluna “Crônicas”, de Pedro Salgueiro. p.2.


domingo, 26 de julho de 2026

O PADRE NA ENCHENTE

Em uma cidadezinha do interior, havia um padre da única igreja do local, muito devoto e fervoroso, que confiava em Deus para a solução de todos os seus problemas. Um dia, veio uma enorme tempestade na cidade, que foi ficando cada vez mais inundada, inclusive a igreja. Mas o padre, com toda sua devoção, começou a rezar fervorosamente para ser salvo. Quando a água estava chegando em seus ombros, passa um homem em uma canoa e lhe diz:

— Sobe, padre, sobe! Vou te salvar!

O pare responde:

— Não precisa, meu filho, tenho fé em Deus e ele vai me ajudar!

E lá se foi o homem na canoa. As águas subiram ainda mais e o padre teve que ir até o telhado, e continua rezando esperando por um milagre. E eis que surge um homem com um barco a motor:

— Vem, padre, sobe no barco! Eu vou te salvar!

E o padre mais uma vez recusa a ajuda:

— Não precisa, porque creio em Deus e Ele vai me ajudar!

A água foi subindo cada vez mais e o padre foi parar no topo da igrejinha, que estava quase desabando, e ele firme e forte na fé de que ia ser salvo. Quando as águas subiram até o pescoço do padre, aparece o helicóptero dos bombeiros e eles o chamam pelo megafone:

— Pega a corda para podermos te salvar, padre!

E o padre responde:

— Obrigado, mas não precisa, porque Deus vai me salvar!

A tempestade piorou, e toda a cidade ficou coberta em água.

Como o padre não sabia nadar, ele se afogou e foi para o céu. Chegando lá, ele perguntou para Deus:

— Confiei tanto no Senhor! Por que me abandonou quando pedi tanto pela Sua ajuda?

E Deus responde:

— Como é que eu não ajudei? Mandei uma canoa e você não subiu nela. Depois mandei um barco a motor e você também recusou. Por último mandei um helicóptero e você não subiu!

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


O POLICIAL E A DISCUSSÃO DO CASAL

Marcelo e Jéssica estavam no carro voltando para casa, depois de passar algumas horas no bar com os amigos. No caminho, foram parados pela polícia. O policial alegou que os fez parar porque a luz traseira do carro estava queimada.

Marcelo disse: "Eu peço desculpas, senhor policial, eu não sabia que estava quebrada, eu vou consertá-la assim que chegar em casa."

Então Jéssica disse: "Eu sabia que isso ia acontecer! Eu disse há dois dias atrás que você precisava consertar essa luz!"

Então, o policial pediu para ver a carteira de motorista de Marcelo. Ele o olhou com certa indignação e disse: "Senhor, sua carteira está vencida".

E mais uma vez Marcelo pediu desculpas e disse que não sabia que a carteira estava vencida, e tomaria as providências o mais rápido possível.

Jéssica, a ponto de gritar, diz: "Eu lhe disse há uma semana que o Detran enviou várias cartinhas avisando que sua carteira estava vencida!"

A esta altura, Marcelo já estava irritado com a esposa que rebatia tudo o que ele dizia ao policial, e então diz bem alto a ela: "Jéssica, cala essa boca!!"

O policial ficou indignado e disse à mulher: "Mas que absurdo! A senhora não deve permitir isso! Por acaso ele grita com a senhora o tempo todo? Se fizer, posso tomar providências!"

Jéssica, muito calma, dá uma sonora risada e diz: "Que nada, policial. Só quando está bêbado!"

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


 

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