sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Defesa de Dissertação de Mestrado em Oncologia (ICC) de Matheus Renyer Queiroz Vitor

Aconteceu na tarde de quinta-feira (26/02/26), de forma presencial, na Sala Empatia do Anexo II do Hospital Haroldo Juaçaba, mais uma Defesa de Dissertação do Mestrado Acadêmico em Oncologia (MAOn) do Instituto do Câncer do Ceará.

A banca examinadora, composta pelos Profs. Drs. Marcelo Gurgel Carlos da Silva (Orientador), Miren Maite Uribe Arregi (Membro Externo) e Paulo Goberlânio Barros da Silva (Membro Interno), aprovou a DissertaçãoCÂNCER DE COLO DE ÚTERO NO CEARÁ E REGIÕES DO BRASIL: comparação da mortalidade e da morbidade nos triênios 2011-13 e 2021-23 no contexto das políticas públicas de saúde, apresentada pelo mestrando Matheus Renyer Queiroz Vitor.

Participei da defesa na condição de orientador do mestrando, que foi o meu quinto orientado desse programa.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Professor do MAOn/ICC


Crônica: “Sequestrou a imagem do Menino Jesus e ameaçou a Fifa” ... e outro causo

“Na minha época era só um lesado” ... e outros causos

Ele até batia bem do juízo por volta dos 30 anos, mas, findou mental por uma "fatal fatalidade" - a mãe, dona Côca, era crente que a motivação do súbito desequilíbrio fora o coco seco "de quilo e duzentos" caído na "crôa" da cabeça de João Filó. Tinha ele 35 anos quando, correndo pra pegar um bode na floresta de coqueiros que era o quintal de casa, na praia, bufo! Chibatada tão medonha que o póbi passou seis horas amortecido.

Depois do acidente, nunca mais a mesma pessoa. Iogurte com sabão era a merenda favorita. Ficou noivo duma juriti, assistia ao Jornal Nacional nu de cabeça pra baixo, dizia que era genro de Getúlio Vargas, escrevia no bucho que Jesus ia voltar de moto Uber. E, quem diria, justo ele, morto e vivo da igreja, o protagonista de um enredo ainda mais singular, conforme descrição da própria genitora, a lamentar.

- Inacreditavelmente inacreditável esse ocorrido com meu bebê, doutor! Ouça-me!

É dona Côca, no 5 DP, prestando esclarecimentos ao delegado, que a ouve a defesa da genitora e boceja e pisca o olho pra escrivã.

- Meu Filó é um santo menino, acredite! Sabe os cânticos todos: 'Sempre fica um pouco de perfume nas mãos que..." Confessa e comunga toda semana! Toda!

- Ocorre que ele foi à igreja, sequestrou a imagem do Menino Jesus e fez ameaça grave, tipificado no artigo 148 do Código Penal.

- Delegado, a bendita imagem foi devolvida!!!

- Devolvida, vírgula! A polícia desmantelou o cativeiro onde a imagem do Menino Jesus era mantida em cárcere por ele.

- Mas, graças a Deus, a imagem tá sã e salva!

- Com um probleminha, dona Maria do Socorro: o Menino Jesus voltou pra igreja sem a orelha esquerda, confirmando a ameaça de João Filó de que...

Só aí entendemos o X do imbróglio. Nas palavras da mãe, enfim, o porquê do sequestro.

- Dr. Delegado, João chegou a dar um ultimato ao padre Calixto: se ele não parasse de se pabular na homilia que o Ceará era o melhor time daqui, ia aprontar uma boa!
E aprontou!

- Motivo fútil (besta, sem futuro) esse sequestro da imagem, senhora!

- Doutor, o senhor diz isso porque não torce pelo Fortaleza!!! A Fifa foi informada, viu?

As 10 descobertas de João Lulu

Estudo de Harvard revela: Mulheres que não cozinham para seus maridos têm casamentos mais felizes. Pesquisadores acompanharam 12.000 casais, por 15 anos, e chegaram a essa conclusão. Que fez o colega de academia João Lulu ao ler a descoberta sem ventura - coisa de quem não tem mais o que descobrir? Mandou-me a foto da matéria e, "assim sendo", uma lista robusta de descobertas dele em casa, só pra fazer o mal.

- Se é pra frescar, fresquemos!!!

"Primeiro: só precisei de mim e de Beta Caboré (minha esposa) pra chegar à conclusões que, imagino, tenham muito mais serventia que essa das mulheres que não sabem fritar um ovo, desarmar uma ratoeira, esquentar uma janta. Segundo, por óbvio, o estudo de Harvard remete à música do Falcão - "Mulheres modernas". E terceiro: confira os resultados a que cheguei com Betinha em apenas uma semana de estudos práticos:

- Homens que penteiam o cabelo de lá pra cá apresentam mais disposição a comer paçoca com quissuco na passagem de ano;

- Jovens de 17 anos completados no dia 17 de abril vivem 17 dias menos que os primos;

- Noivos que chegam à igreja já sem cueca nunca serão os mesmos um século depois;

- Casais que se beijam na cozinha, perto da geladeira, detestam dia de chuva bem cedo;

- Idosos que fazem xixi sem acender a luz da garagem nunca ficaram de recuperação na escola."

Fonte: O POVO, de 30/01/2026. Coluna “Crônicas”, de Tarcísio Matos. p.2.


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Acordo Mercosul-União Europeia: um anteparo ao protecionismo americano e à concorrência chinesa

Por José Nelson Bessa Maia (*)

Após 26 anos de negociações, o Conselho da União Europeia finalmente aprovou há pouco o Acordo de Parceria Mercosul-União Europeia cuja assinatura ocorrerá em breve. Após aprovação parlamentar pelos membros da Comunidade Europeia e do Mercosul, o Acordo integrará dois dos maiores blocos econômicos do mundo, reunindo cerca de 720 milhões de habitantes, um território de 16,8 milhões de km2 e um PIB conjunto superior a US$ 22 trilhões, sendo 13,4% do total referentes ao Mercosul. Trata-se do maior acordo de livre comércio do mundo, partindo de um intercâmbio bilateral de US$ 130 bilhões em 2024.

Embora celebrado por governos, o acordo ainda enfrenta reações de agricultores europeus e ecologistas, que criticam possíveis repercussões sobre o clima e a suposta concorrência desleal em produtos agrícolas. A implantação de seus dispositivos será gradual e os efeitos práticos só serão sentidos nos próximos anos. Mesmo assim, em um ambiente internacional assolado pelo protecionismo americano e sua truculência diplomática, esse Acordo indica que o multilateralismo ainda não acabou e que os países e blocos de nações podem negociar de forma civilizada seus interesses na busca de remover entraves ao comércio internacional e facilitar transações econômicas entre países.

O recém-anunciado acordo tem imperfeições e deixa de contemplar adequadamente as vantagens comparativas e competitivas associadas aos recursos naturais da região sul-americana. Mesmo assim, é o acordo possível nas circunstâncias que se impuseram ao longo de um quarto de século de negociação. Sua eventual aprovação final pelos parlamentos será uma vitória estratégica para ambas os lados. Os principais ganhos, contudo, não residem apenas nos dispositivos comerciais do acordo, mas especialmente em seus impactos positivos esperados sobre o ambiente econômico, os fluxos interblocos de investimento estrangeiro e o estreitamento das relações produtivas entre Mercosul e União Europeia.

Acuada pela suposta e temida ameaça da Rússia na frente oriental, a agressiva política comercial dos EUA e pela forte concorrência dos produtos chineses em seus mercados, as lideranças da União Europeia não tiveram senão a opção de buscar agilizar os trâmites para a aprovação do acordo e mostrar aos seus dois grandes concorrentes que a União Europeia tem condições de ganhar novos mercados na América do Sul e reduzir sua crônica dependência dos parceiros americanos e chineses. Uma forma de atestar sua capacidade competitiva e a relevância e atratividade de suas economias em um mundo imerso na desordem e crescentemente fragmentado, mas ainda assim marcado por cadeias globais de valor integradas e sujeito a intensas transformações tecnológicas e geopolíticas.

(*) Ex-secretário de Assuntos Internacionais do Governo do Ceará, mestre em Economia e doutor em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e, atualmente, consultor internacional.

Fonte: O Povo, de 18/01/26. Opinião. p.22.


DECEPÇÃO, QUEM NUNCA TEVE?

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie (*)

A vida inteira nos proporciona, vez por outra, algumas decepções. E decepção é um sentimento, que nos ocorre, provindo de um acontecimento, de uma situação, de um relacionamento, de um fato que vem de onde menos esperamos e sempre nos surpreende.

Toma-nos de assalto.

É o reverso de uma surpresa agradável.

Decepção origina-se do latim ‘deceptio’, proveniente do verbo ‘decípere (de + cápere)’, com o significado de "engano, dolo – enganar, prejudicar”. No grego antigo, há indicações assemelhadas com a divindade Apate (ἀπάτη), deusa da fraude e do falso julgamento, bem como da caixa de Pandora e do cavalo de Tróia.

E donde provém a decepção?

Em geral, quando iniciamos relacionamento ou contato com alguém ou com alguma coisa, aos poucos, vamos formando expectativas e, quanto mais o tempo passa, mais as fortalecemos. É claro que a ‘antecipação social’ já nos arremete para a criação de tais sentimentos, que se tornam consentimentos.

Quando, porém, a expectativa ‘exacerbada ou não’ de algo ou de alguém não acontece, isso afeta-nos, profundamente, com intensidade, proporcional ao sentimento que alimentamos e nos deixamos penetrar, de valor, consideração, respeito e importância.

A decepção surge ainda de um egoísmo de afeto e de um excesso de admiração, às vezes, com um zelo ‘desproporcional e pegajoso’: queremos que a pessoa seja como nós e esta espera sai pela culatra ou cultivamos excesso de confiança. Mas, o mundo não gira em torno de nossos gostos e desejos, nem a vida, em torno de nosso umbigo.

Daí, a um passo, podem surgir o estresse, a depressão, a tristeza e a frustração, o que altera nosso equilíbrio vital e, inclusive, ‘futrica’ o sistema imunológico.

Por que acontece nalgumas pessoas, de maneira tão intensa a deixá-las desconcertantes?

Primeiramente, porque não nos habilitamos, antecipadamente, a trabalhar com a decepção, bem como com outros sentimentos danosos à nossa integridade. Fabricamos expectativas falsas de relacionamentos e contatos perfeitos, refere-nos Ian Crab, assessorado pelas teorias de Melanie Klein e Sigmund Freud.

Precisamos preparar-nos para o ‘efeito decepção’, para termos melhores condições de suportá-la e superá-la, pois, ela também proporciona-nos momentos de grandes lições: lições de caráter, lições de moral, lições de sabedoria e prudência, lições de espiritualidade. O seu enfrentamento de frente diminui a carga de frustração, de estresse e de tristeza.

A perda da confiança em alguém tão querido e admirado, não pode nos mergulhar em atitudes de ódio e de rejeição; no máximo, indiferença, pois, nós também fazemos parte daquela decepção.

Devemos lembrar-nos de nossas imperfeições e fragilidades e de que também poderíamos ou podemos ocasionar decepção noutras pessoas. A maior de todas, porém, não é a decepção amorosa ou social, é a decepção de nossa fé, bem como a decepção com nós mesmos, o que baixa nossa autoestima, exigindo uma tomada de posição determinada e enérgica para evitar sequelas e situações irreversíveis.

E se detonar uma raiva ou um ódio, deixemo-los sair pela urina ou joguemo-lo no ralo para que nos deixemos continuar a viver.

E, enquanto isso, eu no meu bandolim, sigo cantando:

Há decepções que matam,

Há decepções que ferem,

Há decepções que despertam

O falso do verdadeiro,

O certo do errado.

Desilusão da ilusão,

Que me ensina outra canção,

Que me tira da contramão

E faz-me subir a montanha,

com mais ardor e galhardia no coração

Afinal, afinal, somos cristãos.

Tenhamos uma boa quarta-feira, com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 4/02/26.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Defesa de Dissertação de Mestrado em Oncologia (ICC) de Ana Cláudia Cordeiro

Ocorreu na manhã de terça-feira (24/02/26), de forma presencial, na Sala Empatia do Anexo II do Hospital Haroldo Juaçaba, mais uma Defesa de Dissertação do Mestrado Acadêmico em Oncologia (MAOn) do Instituto do Câncer do Ceará.

A banca examinadora, composta pelos Profs. Drs. Marcelo Gurgel Carlos da Silva (Orientador), Helvécio Neves Feitosa (Membro Externo) e José Fernando Bastos de Moura (Membro Interno), aprovou a DissertaçãoINCIDÊNCIA E FATORES DE RISCO PARA ESTENOSE VAGINAL EM MULHERES COM CÂNCER DE COLO DE ÚTERO SUBMETIDAS A BRAQUITERAPIA, apresentada pela mestranda Ana Cláudia Cordeiro Ferreira Campos.

Participei da defesa na condição de orientador da mestranda, que foi a minha quarta orientada desse programa.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Professor do MAOn/ICC


Da indignação e do vazio da transformação

Por Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho (Doutor Cabeto) (*)

Tenho acumulado ao longo do tempo, uma coletânea de eventos que ilustram a minha vida como profissional de saúde.

Numa conversa, era um amigo de muita identidade em relação as desavenças do viver, das experiências passadas, cada um a sua forma, quer representassem as concepções de vida de cada um de nós, quer divergíssemos sobre conceitos.

São eles tão frágeis a ponto de nos aproximar. Cada qual em cada espaço, mas o que nos unia era o bem querer.

Em alguns momentos nossa conversa foi algo áspera. Mas, terminou com ternura, tipo eu gosto muito de você.

Enfim, o que me ficou claro; cada um defende sua experiência e seu arcabouço de regras, conceitos e preconceitos.

Num dado momento ele perguntou-me: Cabeto o que é ser de esquerda ou de direita?

Não hesitei em dizer que cria na ciência com certo comedimento, com a capacidade de atualizar a realidade, ou mesmo, traduzir os fatos baseados em conceitos epistemológicos, de acordo com as circunstâncias de cada época.

Em síntese, entendo que tais denominações, com alguma frequência, relacionam-se a nossa insistente necessidade de dar nomes, de batizar padrões.

Então, falei-lhe da minha percepção, da nossa incapacidade de conviver com o não palpável.

Enfatizei que prefiro crer na efetividade das ações, que se traduzem em mudanças, e não nomeá-las como forma de acalentar as nossas inseguranças.

Em seguida ele argumentou: Cabeto, para mim, de esquerda é quem deseja a mudança.

Fiquei imediatamente surpreso, quando percebi que na minha experiência não havia conhecido ninguém que realmente desejasse mudança, excluo desse contexto, os desvalidos. Embora, esses sejam presas fáceis da manipulação.

Instantaneamente, busquei na psicanálise alguma explicação, na ambivalência entre o querer e o não querer ao mesmo tempo, pelo temor de perder o que lhe é familiar. Nesse prisma, o inconsciente boicota o consciente.

No campo político, o desejo de mudança é substituído por indignação, idealização, ódio ao inimigo e consequentemente pela esperança de redenção por um líder. A meu ver características semelhantes aos de “esquerda “e aos de “direita”.

Assim, entendo o desejo intrínseco de mudar e não mudar, e, às vezes, “mudar” para não mudar.

Ao menos enquanto chega a natureza e sua maturidade.

Que assim seja!

Ps: “Cara mesmo é a ignorância“

A frase é do Brizola, respondendo às críticas do presidente Fernando Henrique sobre os gastos da educação no Rio de Janeiro.

Na minha interpretação ambos estavam certos, a educação é uma prioridade, mas é preciso analisar os resultados e corrigir rumos. Não se trata de ser esquerda ou direita, e sim de honestidade, transparência e humildade diante dos fatos.

(*) Médico. Professor da UFC. Ex-Secretário Estadual de Saúde do Ceará.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 24/01/2026. Opinião. p.19.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

JANEIRO BRANCO: quem cuida da mente, cuida da vida

Por Vladimir Spinelli Chagas (*)

Em 2014, o psicólogo mineiro Leonardo Abrahão iniciou um movimento com outros colegas da região de Uberlândia (MG), convidando-os a irem às ruas e espaços públicos conversar com as pessoas sobre a importância dos cuidados com a mente e as emoções.

Inspirada em outras campanhas já consolidadas, como o Outubro Rosa e o Novembro Azul, que tratam dos temas do câncer de mama e da saúde do homem, a ideia tomou corpo, sendo o branco e o início do ano simbólicos para a recriação das próprias histórias pessoais.

O engajamento dos pares do psicólogo e a acolhida pela população levou o movimento a experimentar um crescimento cada vez mais acentuado, a ponto de, em abril de 2023, através da lei federal 14.556, ter sido acolhido como política de Estado, com a instituição oficial da Campanha Nacional Janeiro Branco.

A associação da saúde mental ao bem-estar vem quebrando tabus e estigmas, criados a partir da história de negligências e preconceitos com o tema, com as campanhas destacando a ajuda profissional como alicerce para a redução do sofrimento emocional, parte intrínseca da condição humana.

Outro ponto importante é que as campanhas chamam a atenção para a prevenção de transtornos mentais, como ansiedade, depressão e burnout, cada vez mais relatados e que podem ser cuidados antecipadamente, da mesma forma como as pessoas têm acorrido às academias e aos check-ups médicos para cuidar do corpo físico.

Assim, as campanhas trabalham também no sentido do que vem sendo chamado de alfabetização emocional, disseminando junto à sociedade conceitos fundamentais para o autoconhecimento, melhorando o entendimento das próprias emoções, as definições dos necessários limites sempre que a saúde mental possa ser afetada, além da priorização da qualidade de vida, com o equilíbrio entre trabalho, lazer e descanso.

Em Fortaleza, o Hospital Psiquiátrico São Vicente de Paulo — pioneiro no cuidado planejado à saúde mental — abraça a causa mais uma vez. A instituição abriu o Janeiro Branco com palestras motivacionais como um convite à reflexão e à valorização da vida. Afinal, quem cuida da mente, cuida da vida.

(*) Professor aposentado da Uece, membro da Academia Cearense de Administração (Acad) e conselheiro do CRA-CE. Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 26/01/26. Opinião. p.22.

 

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