terça-feira, 5 de maio de 2026

CONVITE: Centenário de nascimento da Profa. Dra. Grasiela Teixeira Barroso

A Diretoria da Academia Cearense de Enfermagem (ACEn) convida para a solenidade comemorativa do Centenário de Nascimento de “Maria Grasiela Teixeira Barroso”, a patrona perpétua da ACEn.

A enfermeira e professora emérita da Universidade Federal do Ceará (UFC) Grasiela Teixeira Barroso estaria completando cem anos de idade, no corrente mês, se viva fosse.

Local: Auditório Reitor Martins Filho da Reitoria da UFC - Campus do Benfica – Fortaleza.

Data: 6 de maio de 2026 (quarta-feira) Horário: 16h.


A GOVERNANÇA DE DADOS E A PRODUTIVIDADE

Por Alexandre Sobreira Cialdini (*)

O economista Paul Krugman afirmou: "A produtividade não é tudo, mas, a longo prazo, é quase tudo". Aumentar a produtividade é essencial para alcançar empresas sustentáveis e criar empregos qualificados. Elementos fundamentais para qualquer estratégia de desenvolvimento que tenha como principal objetivo a melhoria da vida das pessoas e passam, necessariamente, por uma boa governança de dados, com cadastros confiáveis e interoperáveis. Embora a produtividade não signifique apenas trabalhar mais, mas sim criar mais valor com eficiência, ela é crucial para o crescimento sustentável e competitivo.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) demonstrou, em estudos disponíveis, que os dados dos setores público e privado têm o potencial de gerar benefícios sociais e econômicos equivalentes a um intervalo entre 1% e 2,5% do PIB. No entanto, esse resultado ainda não foi atingido devido a desafios como a falta de confiança, os interesses conflitantes entre diferentes partes interessadas e a fragilidade cadastral.

Nesse contexto, o Governo do Ceará, por meio da Secretaria do Planejamento e Gestão do Ceará (Seplag-CE), firmou um acordo de cooperação técnica com a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil para fortalecer o apoio institucional aos municípios cearenses no cumprimento de obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas.

O acordo tem como objetivo auxiliar as administrações municipais, durante as edições da Caravana Ceará um Só 2026, na correta prestação de informações ao Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhista (eSocial), além de orientar sobre procedimentos de regularização no âmbito do Programa Receita Social – Autorregularização. 

A iniciativa é mais uma conquista que pode ser creditada à importância do Programa de Governança Interfederativa Ceará um Só, realizado na gestão do governador Elmano de Freitas. O delegado da Receita Federal, Paulo Régis Paulino, ressaltou a participação do Fisco na jornada interfederativa deste ano e valorizou o ineditismo da experiência conduzida pela Secretaria.

Pelo documento, a Seplag-CE e a Escola de Gestão Pública do Ceará serão responsáveis pela articulação com os municípios, pela organização das atividades e pela disponibilização de materiais de apoio. Já a Receita Federal atuará compartilhando orientações técnicas e participando das ações conforme sua disponibilidade, sendo cada órgão responsável pelo custeio das atividades relacionadas à execução das ações. 

Trata-se de mais uma boa prática da Secretaria do Planejamento e Gestão, reconhecida por um órgão federal e disseminada para os municípios cearenses. O trabalho já teve início nas regiões do Maciço de Baturité e do Sertão de Canindé, evidenciando a importância da governança de dados para a melhoria da produtividade em todos os municípios cearenses.

(*) Mestre em Economia e doutor em Administração Pública e Secretário de Finanças e Planejamento do Eusébio-Ceará.

Fonte: O Povo, de 2/04/26. Opinião. p.19.


segunda-feira, 4 de maio de 2026

A Casa Virou História e o Amor Virou Livro

Por Raymundo Netto (*)

Quando adolescente, voltando de ônibus do colégio para casa, no caminho me deparava com uma construção de arquitetura única: a "Itapuca Villa".

Deslumbrante, triste e abandonada, ela pertenceu a uma família importante da cidade. Trazia extensa varanda de madeira no andar superior, centrada com um frontão decorado em lambrequins, com mãos francesas e treliças, tudo sustentado por vigas também de madeira robusta e rodeada por muitas portas com bandeiras envidraçadas e coloridas. Não havia um dia sequer em que eu não me sentasse à janela, ansioso para revê-la.

Ao final dos anos 1980, a casa foi aos poucos desmontada, resistindo até ser demolida no início da década de 1990. Hoje, o terreno é ocupado por uma escola assombrada por insaciáveis cupins.

Alguns anos depois, em 2004 - quando já havia trocado a minha profissão pelo cinema, quadrinhos, artes gráficas, magistério e por outras fatalidades -, decidi cumprir a ingênua promessa de escrever sobre aquele absurdo: a demolição de tamanho patrimônio.

Foi quando conheci o sr. José Américo Lopes, um homem de 90 anos, portador de memória prodigiosa. Numa tarde preguiçosa em sua casa na Barão de Aratanha, no Centro, me confidenciou ter lembranças "daquela casa". Nela, dizia, vivera uma grande história de amor. "Como assim?", perguntei, incrédulo. Sorrindo, pediu à filha, Cristina, que nos trouxesse determinada pasta com papéis. Era a tal história, só que escrita por ele mesmo: "Você gostaria de ler?" Em seguida, me falou um pouco sobre o que encontraria ali. "Você já escreveu algum livro, meu filho?", perguntou-me. "Não, eu nunca", respondi, enquanto folheava com vagar algumas páginas datilografadas por Cristina. Ela, temendo por aquele material, advertiu: "Pai, nós não temos cópia..." Ele tentou tranquilizá-la: "Filha, eu confio no moço". Na pasta, também repousavam cartas antigas. Quando as toquei, ele imediatamente as pediu: "Não vai precisar delas. Deixe-as comigo". Entreguei-lhe as cartas. Ele as acolheu com sorriso afetuoso e delicado, como quem recebe uma joia, e tirou do peito um nome sussurrado: "Olívia". Com carinho, acomodou o maço no colo e arrematou: "A história toda está aqui".

Saí de sua casa tomado de curiosidade, porém nem tanto pelo original que trazia em mãos, mas pelas cartas, aquelas as quais não pude ler. Afinal, que segredos trariam?

Na época, eu morava na Vila Doutor Alencar, um conjunto de casas geminadas no Monte Castelo, onde as crianças brincavam na estreita rua e os vizinhos, ao entardecer, colocavam as cadeiras na calçada. Ali, naquela calçada, sentei-me em minha cadeira de palhinha e pus-me a ler "Um Conto no Passado", a história de Américo Lopes: "Eu era um menino como qualquer outro que crescia, até então, em pequena cidade de ruas descalçadas, a me entreter sentado no cume de frade-de-pedra, esquecido do mundo..." Incrível, a história me envolveu de tal forma que não consegui parar até a sua última página. Nela, encontrei aquele homem ainda garoto e o acompanhei pela vida afora: os dramas, conflitos, a juventude e o primeiro amor: Olívia! E o mais interessante é que, enquanto Américo narrava a sua trajetória, revelava uma outra paixão: a sua cidade. Sim, a grande personagem do livro.

Voltei a conversar com ele e decidimos publicá-lo. Assim, por meio de um edital público, a obra "Um Conto no Passado: cadeiras na calçada" teve o seu primeiro lançamento em 2005, estando esgotada há bastante tempo.

Em 2026, passados 20 anos, a saga de Américo retorna em campanha de pré-venda, em edição comemorativa aos 300 anos de nossa Cidade. Você precisa conhecer esta que é a maior história de amor a Fortaleza de todos os tempos.

(*) Jornalista de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 23/03/26. Vida & Arte, p.2.


250 ANOS DA RIQUEZA DAS NAÇÕES

Por Lauro Chaves Neto (*)

Publicado em 1776, em meio às transformações que antecederam a Revolução Industrial, A Riqueza das Nações, de Adam Smith, marcou o nascimento da economia como campo de análise. Junto com o Capital, de Karl Marx, e a Teoria Geral, de Keynes, são três das mais importantes influências para a Economia Política.

Ao romper com o pensamento mercantilista, a obra introduziu conceitos fundamentais como divisão do trabalho, livre concorrência e o papel dos incentivos na organização dos mercados. Mais do que um tratado econômico, tratou-se de um marco intelectual que buscava compreender as fontes da prosperidade das nações.

Adam Smith não escreveu apenas sobre mercados - escreveu contra privilégios. E é justamente aí que sua obra permanece atual.

Ao proteger ineficiências, transfere-se o custo para a sociedade - seja por meio de preços mais altos, menor produtividade ou oportunidades limitadas. Trata-se de um modelo que concentra ganhos e socializa perdas, ampliando as desigualdades sociais e territoriais, contrariando frontalmente a lógica defendida por Smith.

O problema não é a existência de regras, mas a sua assimetria. Regras que deveriam nivelar o jogo acabam sendo moldadas para favorecer poucos. O resultado é um sistema que penaliza quem produz, inova e compete de fato. A competitividade, hoje, exige sustentabilidade, inovação e capacidade de adaptação.

No pensamento de Adam Smith, a atuação do Estado não é descartada, mas deve ser orientada ao interesse público!

Há uma "boa intervenção", associada à provisão de bens públicos, à garantia da justiça, da segurança e de regras claras que assegurem a concorrência. Em contraste, a "má intervenção" ocorre quando políticas públicas passam a favorecer grupos específicos, por meio de privilégios, comprometendo a livre concorrência e a alocação eficiente de recursos.

Segundo Smith, quando o Estado se afasta do seu papel de garantidor do jogo e passa a interferir de forma desigual, a mão invisível deixa de promover eficiência e passa a conviver com distorções, reduzindo produtividade e inovação, e, em última instância, o bem-estar da sociedade.

(*) Consultor, professor doutor da Uece e conselheiro do Conselho Federal de Economia.

Fonte: O Povo, de 30/03/26. Opinião. p.20.


domingo, 3 de maio de 2026

MEMORIAL CULTURAL EM ANDAMENTO

Com o artigo LAUDATE: homenagens a confrades das academias médicas do Ceará”, inserido no Jornal do Médico, 22(204): 19-20, abril de 2026, alcançamos a marca de 800 (oitocentos) trabalhos publicados em revistas, jornais e informativos.

Essa cifra, que não contempla livros e premiações culturais, corresponde a mais da metade (53,1%) da nossa produção no âmbito da cultura, que, por sua vez, já soma 1.508 títulos do nosso curriculum vitae (CV), os quais representam cerca de 25% do total de itens desse CV.

Com vistas a integrar um futuro Memorial Cultural, tais títulos observam, presentemente, em 3/05/2026, a seguinte distribuição quantificada: Artigos em Periódicos Culturais (33), Textos em Revistas, Jornais e Informativos (800), Textos em Livros (252), Apresentações, Prefácios e Posfácios de Livros (88), Discursos Proferidos ou Apenas Preparados (230), Memoriais (6), Plaquetas (20), Organização e Editoração de Livros (47) e. Participações em Eventos Literários e/ou Culturais (32).

Em tempo: esse memorial, ora em construção, enfeixará os feitos mais vinculados às instituições literárias e culturais a que pertencemos.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Editor do Blog


LAUDATE: homenagens a confrades das academias médicas do Ceará

A obra “Laudate: homenagens a confrades das academias médicas do Ceará está constituída de 30 (trinta) perfis biográficos distribuídos em quatro partes: I - Homenagens Acadêmicas; II - Homenagens a Acadêmicos Honoráveis; III - Homenagens a Novos Acadêmicos Titulares; e IV - Efemérides Acadêmicas.

A Parte I contém homenagens a cinco pediatras membros da Academia Cearense de Medicina (ACM) e/ou da Academia Cearense de Médicos Escritores (Acemes), a saber: João Valente de Miranda Leão, Raimundo Vasconcelos Arruda, Luís França Braga Ferreira, Maria dos Prazeres Ferreira Rabelo e Alberto Lima de Souza.

A Parte II presta homenagem aos quatro primeiros acadêmicos honoráveis da Acemes, por meio das biobibliografias de José Jackson Coelho Sampaio, José Mauro Mendes Gifoni, Josué Viana de Castro Filho e Lúcio Gonçalo de Alcântara.

A Parte III reproduz as biografias de 15 (quize) Membros Titulares da ACM, enumerados de 135 a 149, segundo a ordem de entrada nesse silogeu, sendo oito empossados em 2023 e sete em 2024, constantes na home page dessa arcádia, porquanto suas posses se deram após a publicação do livro “Academia Cearense de Medicina: história e membros titulares”.

Esses perfilados, segundo ordem disposta nesta edição, são os novos acadêmicos titulares: Antônio Augusto Guimarães Lima, Elizabeth de Francesco Daher, Ernani Ximenes Rodrigues, Francisco Jean Crispim Ribeiro, Francisco Sulivan Bastos Mota, Heládio Feitosa de Castro Filho, João Macedo Coelho Filho, José Lima de Carvalho Rocha, José Milton de Castro Lima, Lúcio Flávio Gonzaga Silva, Luiz Gonzaga de Moura Jr., Paulo Marcos Lopes, Pedro José Negreiros de Andrade, Raimundo José Arruda Bastos e Sílvia Maria Meira Magalhães.

Na Parte IV, como registros de efemérides acadêmicas, aparecem seis loas dirigidas, especificamente, aos confrades Maria Helena Pitombeira, Antônio Carlile Holanda Lavôr, Franscisco Flávio Leitão de Carvalho, Pedro Henrique Saraiva Leão, Vinicius Antonius de Holanda Barros Leal e João Otávio Lobo.

Essa coletânea, integrante da Coleção Antônio Justa da ACM, foi editada na forma de um e-book produzido pelo Instituto de Estudos e Pesquisas sobre o Desenvolvimento do Estado do Ceará (Inesp), sob os auspícios da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.

Ela consagra um digno reconhecimento do valor da gente cearense, ao exibir as trajetórias de vida e as qualificações de ilustres médicos, ressaltando as suas ações em prol do legado da Medicina no Ceará às gerações, presente e futuras.

Cons. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Academia Cearense de Medicina (Cad. 18)

* Publicado. In: Jornal do médico, 22(204): 19-20, abril de 2026.

Nota do Blog: Com o artigo acima, atingimos 800 (oitocentos) trabalhos publicados em revistas, jornais e informativos.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Editor do Blog


Convite: Defesa de Memorial para Ascensão a Professor Titular de Andrea Caprara


 

 

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