quinta-feira, 21 de maio de 2026

Meus 53 anos nos 300 de Fortaleza

Por Vladimir Spinelli Chagas (*)

Como funcionário do BNB em Itabuna (BA), estive em Fortaleza nos anos de 1970 e 1971 para participar de treinamentos próprios das funções então exercidas - uma prática seguida, à época, por essa exemplar instituição.

Em junho de 1973, após processo seletivo, vim participar de mais um curso do BNB, em que a aprovação significaria transferência definitiva para esta cidade. Confiei e já vim com a família.

Fortaleza contava com 950 mil habitantes, uma pequena metrópole, com raros prédios com mais de três pavimentos e comércio e serviços incipientes. As opções de lazer concentravam-se no Centro, especialmente na Cidade das Crianças, Praça do Ferreira e cines São Luiz e Diogo.

A orla contemplava os principais clubes sociais, o Náutico, o Ideal e o Líbano. A Praia do Futuro era uma esperança no próprio nome, mas o elevado índice de maresia não possibilitou a ocupação imobiliária prevista.

O BNB, como motor de desenvolvimento, contribuía para o crescimento das atividades econômicas e, pela visão de formação de pessoas, colaborava com técnicos de elevado padrão, a ocuparem postos de destaque, especialmente em instituições públicas nos três níveis de governo.

O sonho da Uece viria a se concretizar em 1975, com a visão de interiorização do ensino e formação de professores, mas já demonstrando aptidão para outras áreas. Hoje, o curso de nível internacional de Ciências Veterinárias, o elevado nível de pesquisa e a excelência em inovação são conquistas que a colocam em destaque no Brasil e no mundo.

A nova Fortaleza, dos edifícios de mais de 150 metros e 2,6 milhões de habitantes, tem hoje uma orla revitalizada e posição de destaque nacional na economia. O Estádio do Castelão de 1973, transformado na Arena Castelão (padrão Fifa), e uma cidade policêntrica com hubs de inovação e parques urbanos trazem-nos uma certa saudade daqueles tempos.

Contudo, esse saudosismo não imobiliza o presente; antes, permite-nos valorizar a fênix urbana em que Fortaleza se tornou ao completar três séculos. O crescimento acelerado, iniciado na década de 1970, não empana o seu carisma de "Loura Desposada do Sol".

Parabéns, Fortaleza!

(*) Professor aposentado da Uece, membro da Academia Cearense de Administração (Acad) e conselheiro do CRA-CE. Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 20/04/26. Opinião. p.18.


AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA EM RISCO

Por Sofia Lerche Vieira (*)

A origem da universidade remonta à Idade Média. Concebida sob o princípio da "busca da verdade sem constrangimentos", sua autonomia é condição para a liberdade de ensinar, pesquisar e produzir conhecimento. Tal princípio, assegurado pela Constituição Federal de 1988 (Art. 207), é um componente essencial das democracias modernas.

Esse elemento fundamental da universidade, porém, enfrenta pressões crescentes. Nos Estados Unidos, por exemplo, intensificaram-se críticas às universidades, utilizadas para justificar restrições orçamentárias, vigilância sobre conteúdos e limitações à presença de estudantes e pesquisadores estrangeiros, afetando diretamente a diversidade e a produção acadêmica.

O cenário atinge tanto universidades de reputação internacional, como Harvard, Columbia e Princeton, quanto outras instituições do sistema de ensino superior norte-americano, antes livres de ameaças à autonomia. O movimento "No Kings" ("Sem Reis"), que tem levado milhares de cidadãos a protestos de rua naquele país, expressa, em alguma medida, a resistência da sociedade às perseguições em curso, incluindo aquelas dirigidas às universidades.

Esse contexto dialoga com riscos já conhecidos no Brasil. Em cenários de avanço de agendas autoritárias, universidades frequentemente se tornam alvo por sua natureza crítica e questionadora. A história brasileira demonstra que perseguição a professores e estudantes, controle de conteúdos e restrições à liberdade acadêmica já comprometeram o papel das instituições de ensino superior.

A situação nos Estados Unidos permite vislumbrar possíveis desdobramentos sob governos de extrema direita: maior controle político na escolha de dirigentes, enfraquecimento da liberdade intelectual e cortes de financiamento. Trata-se de um padrão em que o pensamento crítico passa a ser visto como ameaça.

A fragilização da autonomia universitária impacta não apenas a educação, mas também a capacidade da sociedade de refletir, inovar e sustentar suas instituições democráticas. Trata-se, portanto, de um alerta global: defender a universidade livre é defender a democracia.

(*) Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Uece e consultora da FGV-RJ.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 20/04/26. Opinião. p.18.


quarta-feira, 20 de maio de 2026

Homenagem aos Ex-Coordenadores do Curso de Medicina da Universidade Federal do Ceará

Hoje, 12 de maio de 2026, a querida Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará celebra 78 anos de fundação. Entre os eventos comemorativos, destaca-se a inauguração da galeria de fotografias dos ex-coordenadores do Curso de Medicina — justa homenagem aos professores que, no exercício desse importante cargo, dedicaram-se ao acompanhamento e à formação dos alunos. A iniciativa foi liderada pela atual coordenadora, Profª. Mônica Façanha, com o apoio do Diretor da Faculdade, Prof. João Macedo, e do Magnífico Reitor, Prof. Custódio Almeida, ambos presentes à solenidade.

Por ter exercido a função de coordenador do curso de graduação em Medicina, sei o quanto esse cargo é relevante para o corpo discente, pois envolve o desempenho de múltiplas atribuições. Assumi essa responsabilidade no tempo do Centro de Ciências da Saúde, o qual era dirigido pelo Prof. Afonso Bruno. Recebi o convite com certo receio de não corresponder plenamente às exigências da função. Felizmente, tudo transcorreu bem, graças à colaboração de dois extraordinários servidores: Dona Natércia Esmeraldo e João Carlos Pordeus Freire, com os quais compartilho esta homenagem.

Foi uma fase de grande aprendizado para mim, ocasião em que ampliei minha visão acerca do vasto universo da Universidade Federal do Ceará. No Campus do Pici, realizavam-se reuniões mensais na Pró-Reitoria de Graduação, conduzidas pelo Pró-Reitor, Prof. Gil de Aquino Farias, com a presença de todos os coordenadores dos cursos de graduação da UFC. Eram encontros de grande relevância, nos quais cada coordenador expunha as peculiaridades e os desafios de seu respectivo curso.

Os coordenadores dos cursos do Centro de Ciências da Saúde — Perboyre Castelo (Odontologia), Ana Martins (Enfermagem), Carlos Couto (Farmácia) e Sebastião Diógenes (Medicina) — viajávamos para cidades do interior com o objetivo de acompanhar os alunos do estágio rural. Guardo especial lembrança de duas delas: Croatá e Tejuçuoca. Éramos sempre muito bem recebidos pelos prefeitos e secretários de saúde dos municípios. As viagens, realizadas em ônibus da UFC, tornavam-se momentos particularmente agradáveis de convivência e troca de experiências.

Recordo também que, naquele período, foi implantado o serviço de informatização da UFC, representando um grande avanço administrativo. João Carlos e eu participamos de treinamento na Pró-Reitoria de Graduação, no Pici. Sempre admirei sua inteligência voltada para a informática, assim como a dedicação exemplar ao serviço público demonstrada por Dona Natércia Esmeraldo e João Carlos Pordeus Freire.

Por fim, gostaria de recordar dois grandes professores que me visitaram logo após eu assumir a coordenação. O Prof. Aprígio Mendes Filho presenteou-me com o Regimento da UFC e recomendou que eu o seguisse fielmente, assegurando-me que assim não haveria erro. Já o Prof. Haroldo Juaçaba aconselhou-me a jamais abandonar o centro cirúrgico e o ambulatório, permanecendo na coordenação apenas o tempo necessário para resolver as pendências administrativas.

Tenho profunda gratidão a todos que me ajudaram nessa trajetória. Felicito a Faculdade de Medicina pelo transcurso de seu 78º aniversário de fundação.

Muito obrigado pela homenagem!

Sebastião Diógenes 12-05-2026


CANETAS EMAGRECEDORAS: do tratamento médico ao uso abusivo

Por Paulo Campelo (*)

Essas medicações representam um avanço importante da ciência no tratamento da obesidade, doença crônica, complexa e multifatorial. O problema começa quando o uso terapêutico dá lugar ao uso indiscriminado, sem prescrição médica, sem diagnóstico adequado e sem acompanhamento profissional.

Estes não são medicamentos inofensivos. Seu uso inadequado pode provocar complicações graves e, em situações extremas, fatais. No noticiário e nas redes sociais, sempre ouvimos casos que trazem uma situação extrema, até mesmo resultante de medicamentos contrabandeados, fracionados ou comprados no mercado ilegal. 

Infelizmente, não são casos isolados. No consultório, tornam-se cada vez mais comuns relatos de pessoas que adquirem essas substâncias em sites informais, com conhecidos, influenciadores digitais e, de forma alarmante, até em salões de beleza. Há ainda histórias de medicamentos manipulados sem controle, frascos sem identificação e produtos vendidos como "naturais", aplicados sem qualquer critério técnico ou segurança.

Isso ultrapassa a irresponsabilidade individual e configura um problema de saúde pública. É fundamental deixar claro: esses medicamentos não foram criados para perda de peso ocasional ou fins puramente estéticos. Eles são indicados para tratar doenças complexas, como obesidade e diabetes, e exigem rigor técnico. Atuam no sistema digestivo, interferem na glicemia e podem impactar a pressão arterial, tornando indispensáveis avaliação médica, exames e acompanhamento contínuo.

A influência das redes sociais tem papel central nessa distorção. Conteúdos superficiais criam uma falsa sensação de segurança e escondem riscos reais. Nenhum resultado estético justifica colocar a própria vida em risco. A banalização dessas medicações abre caminho para novas tragédias. É urgente resgatar o senso crítico e lembrar que obesidade é doença, e tratamento exige responsabilidade.

(*) Médico. Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica - Capítulo Ceará.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 6/04/2026. Opinião. p.22.


terça-feira, 19 de maio de 2026

Hospitais de ensino para fortalecer o SUS

Por Josenília Gomes (*)

Desde que foi vinculado à HU Brasil, antes chamada Ebserh, o Complexo Hospitalar da UFC teve sua capacidade de resposta à rede de saúde fortalecida por um modelo de gestão que garante previsibilidade, qualificação de processos e melhores condições para o cuidado em saúde. No último ano, essa parceria institucional se traduziu em resultados que evidenciam isso.

A Maternidade-Escola Assis Chateaubriand seguiu referência para a gestação de alto risco com emergência obstétrica e cuidados a recém-nascidos prematuros extremos, oferecendo cirurgia fetal como correção intrauterina de meningomielocele e fetoscopia a laser para síndrome de transfusão feto-fetal. Também acolheu mulheres vítimas de violência, em tratamento de endometriose e para neovagina com pele de tilápia. Foram realizados quase 490 mil procedimentos com foco no cuidado da mulher durante a gestação e fora dela.

No Hospital Universitário Walter Cantídio, foram registrados quase 400 mil atendimentos ambulatoriais, cinco mil cirurgias, mais de um milhão de exames diagnósticos, 13 mil procedimentos oncológicos e 254 transplantes. Destaque para a primeira infusão da medicação Spinraza para o tratamento de crianças com atrofia muscular espinhal.

Em 2025, o CH-UFC avançou ainda na qualificação do ensino em saúde, com o fortalecimento da formação de preceptores, a ampliação dos programas de residência e a diversificação dos campos de estágio. O período também foi marcado pela conquista do Prêmio PIT HU Brasil/MEC 2025, que reconheceu iniciativas tecnológicas.

A gerência da HU Brasil no CH-UFC trouxe avanços em infraestrutura, como ampliação de consultórios, modernização da unidade de pesquisa clínica e laboratório de simulação para treinamento prático simulado, além da reorganização de unidades administrativas. Foram mais de R$ 11 milhões investidos em obras e aquisição de equipamentos.

Em 2026, será necessário consolidar políticas permanentes de formação, continuar investindo em inovação pedagógica, fortalecer indicadores de qualidade e integrar ainda mais gestão, ensino, assistência e pesquisa. É o caminho para o Complexo Hospitalar da UFC, para a HU Brasil, para o SUS e, sobretudo, para a população que dele depende.

(*) Médica. Superintendente do Complexo Hospitalar da UFC/HU Brasil.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 3/04/2026. Opinião. p.20.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

PARABÉNS À TRICENTENÁRIA

Por Romeu Duarte Junior (*)

Acordou ainda bêbado na calçada da Rufino de Alencar, ao lado da Catedral. "Égua, tornei logo no espaço entre o Pajeú e a fortaleza, marcos da construção desta Cidade". O sol começava a dar timidamente as caras, furando as nuvens então grávidas de chuva. Centro vazio por causa do feriado, ele então se deu conta da efeméride: "Macho, tu é doido, 13 de abril de 2026, Fortaleza faz 300 anos hoje!". Levantou-se do imundo chão e foi dar início ao dia. O silêncio nos seus ouvidos foi dando lugar a um alarido cada vez mais alto à medida que se aproximava da Travessa Crato. Vislumbrou uma porção de gente aboletada nas mesas do Raimundo do Queijo. Apressou o passo, atravessou a Conde D'Eu na carreira, quase sendo atropelado por um táxi, e foi se juntar à barulhenta patota.

Para seu espanto, numa mesa o capitão-mor Manuel Francês, o padre João de Mattos Serra e Dom João V discutiam asperamente com Pero Coelho, Martim Soares Moreno e Raimundo Girão sobre a data correta da criação da Cidade. Noutra távola, Liberal de Castro, Fausto Nilo, Delberg Ponce de Leon e um certo arquiteto ligado ao patrimônio mais discordavam do que concordavam quanto ao futuro da semente que nasceu à sombra dos muros do forte. Outro grupo, formado por Juarez Leitão e Virgílio Maia pela Academia Cearense de Letras e Nirez e Clélia Lustosa pelo Instituto do Ceará debatiam sobre o melhor lugar para se comemorar o aniversário de Fort City, sendo apartados a todo instante por Abelardo Montenegro, que foi integrante das duas vetustas instituições culturais.

"Lai vai, doido, que diabo é isso?! Os mortos abandonaram seus túmulos para vir para cá bater boca com os vivos?! Arrocha, macho!", disse de si para consigo, incrédulo. Outra roda, formada por Lúcio Brasileiro, Gerard de Sangerie e Adília de Albuquerque, comentavam sobre o traje mais adequado para ser usado no evento festivo. Sentados no batente, Belchior, Ednardo e Fagner brigavam pelo título de artista que melhor cantou Fortaleza, sendo aparteados a todo momento por Marcelo Renegado e Tarcísio Sardinha. Enquanto Lira Neto, Paulo Linhares e Otacílio Colares riam da confusão, Lúcio Alcântara, Juraci Magalhães, Roberto Claudio e Álvaro Weyne disputavam o mérito de melhor alcaide local. A turma do Seu Raimundo, Erasmo Pitombeira à testa, tomava seu lauto café da manhã.

De repente, estoura um sururu dos diabos. Torcedores do Ceará, abraçados com Gildo, Tiquinho e Vina, trocavam sopapos com seus rivais leoninos que traziam Croinha, Amilton Melo e Brítez nas cacundas. A escaramuça só terminou quando alguém propôs que todos cantassem os parabéns para a feliz aniversariante e dividissem o bolo de 300 quilos que Burra Preta e Zé Tatá carregavam. Acordou aos gritos, desta vez de verdade. "Fortaleza, Loura desposada do sol, cidade insubmissa (mas que vota em político ressentido e que joga lixo na porta da prefeitura), dádiva do vento, filha do algodão, desigual, injusta, violenta, retrato fiel da Belíndia, capital da gambiarra e do improviso, mesmo assim eu te amo pois me aceitaste como filho teu", gemeu alegre e triste. "Grato por mais um dia".

(*) Arquiteto e professor da UFC. Sócio do Instituto do Ceará. Colunista de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 13/04/26. Vida & Arte. p.2.


A ASCENSÃO DIGNIFICA-NOS

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

A celebração da Ascensão do Senhor culmina o processo do resgate amoroso de Deus de suas criaturas e, em especial, de quem Ele fez com Suas próprias mãos e soprou-lhe Sua imagem e semelhança.

O Filho nasceu no seio de uma família, deu-Se a todos sem acepção de pessoas e sem opções privilegiadas, acolheu a fé dos que nEle creram, foi morto no patíbulo da cruz pelas garras do poder usurário, injusto e usurpador e ressuscitou, após três dias. Este, o mistério do amor incondicional de Deus por todos e por cada um de nós.

Temos o presente de Deus: “Filius datus est nobis”. (Um Filho nos foi dado).

Temos a missão do Filho: “Ecce Agnus Dei, qui tollit peccata mundi”. (Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo)

Temos a prova do amor incondicional de Deus: “Ecce lignum crucis in quo pependit salus mundi”. (Eis o lenho da Cruz, do qual dependeu salvação do mundo).

Temos a consagração da garantia plena e total: “Christus ressurrexit, sicut dixit”. (Cristo ressuscitou, como disse).

Após a consumação do Plano de Deus “Consummatum est” (Tudo está realizado), em grego “Τετέλεσται”, o Filho Ressuscitado passa quarenta dias fortalecendo, enriquecendo e complementando o ensinamento divino “Quod Ego facio, tu nescis modo: scies autem postea”. (O que faço não compreendes agora; saberás mais tarde).

Restava agora o coroamento da dignidade humana, ante a infinita amorosidade de Deus: Jesus, o Filho Salvador, ascende aos céus e, com Sua humanidade, assenta-se à direita do Pai. Jesus, não só nos leva aos céus, Ele nos eleva a dignidade perdida; na Sua Ascensão, Ele nos incendeia’ o coração e acende e faz arder a fé: “Eius Ascensio restituit dignitatis nostrae plenitudinem”. (Sua Ascensão restituiu nossa plena dignidade).

Ao ascender aos céus, Jesus faz-nos uma ‘intimação’ tão precisa, tão transparente e tão rigorosa, quanto amigável:

Homens da Galileia, por que ficais parados, olhando para o céu?  Ele virá do mesmo modo que O vistes subir para o céu.” (cfe. At 1,11).

Recebereis o poder do Espírito Santo para serdes Minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e na Samaria e até os confins da terra.” (At 1, 8).

Toda autoridade Me foi dada no céu e sobre a terra. Portanto, ide e fazei discípulos Meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei e estarei convosco até o fim do mundo.” (cfe. Mt 28, 19).

Para todos nós, cristãos, eis duas mensagens: não ficar parado, mas crescer na fé, na caridade, no amor, pois o céu não se conquista com olhares, senão com o testemunho vívido do Evangelho; a segunda é a certeza da Parusia, aliás, o lençol dobrado no túmulo já o anunciara.

Para a Igreja, Jesus define, claramente, sem rodeios nem ambiguidades, a sua missão.

Dominus vobiscum, (O Senhor esteja convosco) diz o sacerdote e o povo responde Et cum spiritu tuo (E com teu espírito). A mutualidade partilhada da oração irmana sacerdote e fiéis.

Um bom domingo, com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 17/05/26.

 

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