domingo, 6 de setembro de 2026

Professor Flavio Leitão (1939-2026): o médico

Por José Maria Bonfim de Morais (*)

Brasil colônia não tinha médico. Portugal não admitia alguém que lesse. Queria manter seus súditos analfabetos. Fazia uma exceção os seminários católicos. Estes estabelecimentos possuíam Filosofia e Teologia.

Somente com abrupta vinda de Dom João VI se iniciaria Faculdade de Medicina. A primeira no Terreiro de Jesus em Salvador. A Faculdade de Medicina de Salvador fez florescer a vocação de médicos que adormecia em tantos lares.

Flávio Leitão e seu irmão caminharam com brilho e com determinação na arte de curar. Flávio engendrou os caminhos misteriosos da neuromedicina. Foi mais longe. Buscou a Neurocirurgia. Formado foi para longe. Em 1949 Eliseu Paglioli, filho de Caxias do Sul, inaugurava o Pavilhão São José.

A Santa Casa da Misericórdia de Porto Alegre, inaugurada em 1881, é um conglomerado de Hospitais. Lá você encontra o Pavilhão Pereira Filho, inaugurado por um grande médico cearense o Dr. Fernando Carneiro. A proximidade com a Argentina uma das maiores e mais ricas potências pós-guerra, só benefícios trouxeram para os pampas. Flávio trouxe consigo não somente conhecimento, mas a maneira de ser médico. De um comportamento profissional incontestável.

O Hospital Geral de Fortaleza do ex-Inamps, era um hospital de alta complexidade com a predominância de casos cirúrgicos. A equipe de Neurocirurgia era relativamente grande. Dr. Djacir, Dr. Vicente Lobo, Dr. Flávio Leitão, Dr. Sérgio Pouchain, Dr. Soleno Paiva, Dr. Vicente Leitão e Dr. Firmo Holanda. Era a mesma equipe que atuava na Casa de Saúde São Raimundo.

Por muitos anos Flávio foi médico do meu tio José Olímpio de Moraes, portador da Síndrome de Parkinson. A neurocirurgia, como a cirurgia cardíaca, sofreu o impacto do intervencionista. Flávio foi pioneiro em Fortaleza na abordagem cirúrgica transesfenoidal. Foi o pioneiro, que tenho conhecimento da Tomografia do Cérebro. Depois viria a RNM.

Encontrava-se em Flávio, um remanso de serenidade. Uma segurança de um porto iluminado de esperança. Seja pelo sonho que se leva. Seja pelo barco que sai em busca para minar o desespero. Mas Flavio que sempre retornava cheio de alegria. Cheio de vidas alentadas de esperança. Deus é bom.

(*) Da Academia Cearense de Médicos Escritores, da Sociedade Médica São Lucas e da Sobrames/CE.


Flavio Leitão - Requiescat in pace

Por Sebastião Diógenes e família (*)

Tive a fortuna de conhecer e conviver com o médico Flávio Leitão desde o tempo da Faculdade de Medicina. Tornamo-nos amigos ao longo da caminhada de mais de meio século. Dou fé. Foi meu professor e foi bom professor.

Fomos colegas no Departamento de Cirurgia e foi um bom colega. Fomos confrades na Academia Cearense de Medicina e foi um bom confrade, amigo, atencioso e lhano. Fomos confrades na Sobrames e foi um escritor dedicado às letras quanto o foi ao bisturi. Este o levou ao panteão nacional dos grandes neurocirurgiões. A pena, vocacionada para o clássico, o levou à gloriosa Academia Cearense de Letras.

O simpático e sempre bem-humorado Flávio Leitão foi um cidadão de bem que se tornou referência exemplar por onde o lume de Deus o guiou.

Marido extremamente cuidadoso com a esposa. Em conversas, quando o assunto pedia, ele adorava pronunciar Marimília. Até em aulas formais. Por vezes, em aulas de neurologia sobre o diagnóstico diferencial entre “hematoma subdural e extradural”, para os alunos da graduação da UFC, dizia que era fácil fazê-lo. “Até Marímília sabe”.

A minha aula de Otorrino seguia à dele. Chegava mais cedo e tinha o prazer de assistia à aula do admirável mestre.

Estou triste com a partida do amigo. Embora ciente da evolução da doença, o impacto da notícia me causou profunda consternação.

Que Deus o receba no Céu e conforte Dona Marimília e toda amada família.

2/9/2026

(*) Da Academia Cearense de Medicina, da Faculdade de Medicina da UFC e da Sobrames/CE.


sábado, 5 de setembro de 2026

Flávio Leitão ditava para todos a necessidade de entender, cativar e acolher a dor do próximo

Por Leda Maria, jornalista e escritora

Havia em Flávio Leitão uma maneira singular de caminhar pela vida: com sabedoria, simplicidade e um profundo reconhecimento de tudo aquilo que verdadeiramente importa. A solidariedade, o bem-querer, a delicadeza nas relações e a capacidade de acolher o outro eram valores que cultivava com naturalidade. Preferia sempre a paz à disputa, a essência às aparências, a suavidade à vaidade e a firmeza do coração às palavras vazias.

Inteligente, culto e profundamente humanista, Flávio transformava conhecimento em serviço. Foi assim que construiu uma trajetória admirável como professor e líder docente da Faculdade de Medicina da UFC, contribuindo decisivamente para a formação de gerações de médicos. Na medicina, exerceu com competência e generosidade a arte de cuidar.

Em seu consultório e nos muitos hospitais de Fortaleza onde atuou, acolheu pacientes que, muitas vezes, além do tratamento, buscavam nele uma palavra de conforto. Não por acaso, alguns dos mais necessitados chegaram a chamá-lo de "santo", reconhecendo naquele médico uma presença que ultrapassa os limites da profissão.

Mas foi na família que sua missão encontrou uma de suas expressões mais profundas. Ao lado de Marimilia, companheira de toda uma vida, construiu um lar onde o amor, a ternura e o aconchego se tornaram fundamentos. Foi nesse espaço de afetos que os filhos aprendem, por exemplo, a força da generosidade e a responsabilidade de fazer o bem.

Entre os amigos que conquistou, os alunos que formou, os colegas de profissão, os escritores e acadêmicos com quem conviveu e os tantos grupos dos quais participou, Flávio deixou uma marca luminosa. Sua presença tinha a rara capacidade de aproximar pessoas, suavizar diferenças e transformar encontros em vínculos duradouros.

Partiu em 1º de setembro, sob o brilho de uma lua cheia que parecia acompanhar, silenciosamente, sua nova trajetória. Ficou, para todos nós, a lembrança de um homem que fez da vida uma permanente lição de solidariedade, paz, conhecimento e alegria. Um homem cuja luz não se apaga com a partida: permanece na memória, nos ensinamentos e, sobretudo, no coração de quem teve o privilégio de conhecê-lo.

A VOZ DO FILHO

"Chorarás teus mortos por três dias." Papai sempre dizia isso para nós. Agora, eu digo: é impossível, papai, chorarmos a sua partida por apenas três dias, mesmo amparados pela fé e pelas palavras de Cristo: "Não perturbe o vosso coração, porque eu preparei um lugar para vocês".

Ainda assim, é muito difícil, neste momento, manter os olhos secos e conter a emoção. Mas o senhor sempre nos ensinou que o espírito deve prevaleceramparado pela razão e pela sensibilidade de ouvir e atender os aflitos.

Nós vamos seguir a vida fazendo aquilo que o senhor sempre nos ensinou: praticar a caridade, fazer o bem sem olhar a quem, acolher quem nos procura, oferecer atenção aos pacientes, cercá-los de carinho e compreender a dor do próximo — a dor de um familiar, a dor de um amigo. Ouvindo, escutando e mantendo o bom senso para compreender... É difícil falar. O senhor sempre foi o melhor orientador. Por isso, é impossível, neste instante, explicar o amor mergulhado em uma profunda saudade."

E, entre soluços, encerrou-se o depoimento de Flavinho, o filho amado, que traduziu em palavras aquilo que todos sentiam: a dimensão imensa da perda e a permanência de um amor que o tempo jamais será capaz de apagar.

O RECONHECIMENTO DOS AMIGOS

JOÃO MACEDO, MÉDICO E DIRETOR DA FACULDADE DE MEDICINA DA UFC

"Doutor Flávio Leitão foi uma referência da medicina cearense. Ajudou a desenvolver a neurocirurgia em nosso meio, foi um exímio cirurgião e deu uma contribuição muito grande à universidade, tendo-se destacado como chefe do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFC. Com a aposentadoria, dedicou-se às letras, tornando-se membro extremamente ativo da Academia Cearense de Médicos e Escritores, da Academia Cearense de Letras e da Academia Metropolitana de Letras."

JUAREZ LEITÃO, ESCRITOR

"Flávio Leitão foi o cidadão querido por todos: afável, sorridente, educado, fino. Era uma das grandes unanimidades afetivas de Fortaleza. Cronista e contista de estilo leve, membro e secretário da Academia Cearense de Letras, deixa uma cidade inteira mergulhada na saudade. Sua figura cativante permanecerá perene na memória de Fortaleza, onde desenvolveu, com dignidade, competência e bem-querência, sua trajetória vital. Flávio Leitão está vivo em nós."

HENRY CAMPOS, MÉDICO E PROFESSOR

"Flávio Leitão foi um homem extraordinário: inteligência fulgurante, humanista profundamente culto, mestre como poucos do conhecimento científico vigoroso e da arte médica. Pontificava pela doçura, elegância, generosidade e solidariedade. Inabalável em sua ética, associada a um grande espírito público e conciliador, deixa um exemplo de cidadania e de defesa intransigente da democracia."

JOSÉ MARIA BONFIM, MÉDICO E ESCRITOR

"Professor Francisco Flávio Leitão (1939-2026), uma eterna saudade. Pouco a pouco, a vida vai nos levando aqueles que nos alegram e encantam, negando-nos o abraço, o sorriso, o encontro que é a vitalidade do nosso viver. Flávio Leitão sintetizava toda essa face admirável de passear pela vida. Era uma referência para toda a comunidade médica. Sabia manter um convívio leve, amigo e jocoso."

FERNANDO PONTE, PADRE E MÉDICO

"Ele foi seminarista no Seminário da Praínha. Por toda sua história atendeu muitos pobres que não podiam pagar um médico. Eramos amigos há mais de 60 anos, e estive com ele durante o período de sua enfermidade. Na segunda-feira, fiz a última visita, acompanhando de pertinho a assistência da família. Ele foi um pai e marido, exemplar".

ERNANDO SOUZA, MÉDICO

"A Medicina cearense perdeu ontem um de seus grandes nomes. Flávio Leitão, neurocirurgião, professor e sensível escritor, deixa um legado que vai muito além da técnica: o compromisso com o conhecimento, com o ensino e com as gerações seguintes. Para nós, médicos mais jovens, fica o exemplo de que uma grande carreira não se mede apenas pelos títulos conquistados, mas pelo conhecimento compartilhado, pelas pessoas que ajudamos a formar e pela mão que estendemos aos mais necessitados."

SULIVAN MOTA, MÉDICO

"Um grande médico. Um grande professor. Um grande ser humano. Hoje, uma grande saudade."

RAFAELA CORTEZ, VIZINHA E AMIGA

"Havia nele uma leveza rara, uma leveza d'alma de quem já estava ancorado em um plano maior. Não precisava de muitos discursos; sabia falar apenas com o olhar. E que olhar! Olhos grandes, luminosos e profundamente expressivos, capazes de acolher, advertir ou acalmar sem que um único som fosse emitido. Mas também era um grande apreciador de uma boa prosa. A porta do céu é bem pequenininha, mas ele passou foi sobrando. Já está com Deus e Nossa Senhora."

Fonte: O Povo, de 5/09/2026. Leda Maria V&A. p.3


Professor Francisco Flavio Leitão (1939-2026): uma eterna saudade

Por José Maria Bonfim de Morais (*)

Pouco a pouco a vida vai nos levando, o que nos alegra. O que nos encanta. Momentos a momentos a vida vai nos negando o abraço. O sorriso. O encontro que é a vitalidade de nosso viver.  Flavio Leitão sintetizava toda esta face admirável de passear na vida!

Havia muitos pontos que nos assemelhavam. Havia muitos estreitos que nos estreitavam.  Flavio Leitão era uma referencial para toda a comunidade médica.

Paulo Marcelo o admirava com entusiasmo. Paulo Marcelo quase sempre o consultava. Quando lancei o livro sobre o grande internista, ele fez o prefácio.

No Hospital Geral de Fortaleza trabalhamos juntos. Na fase áurea daquela grande instituição hospitalar. Fiz um ano de Clínica Médica, antes de fazer residência de cardiologia. E fiz a Clínica Médica, na Santa Casa de Porto Alegre.

A Santa Casa é um conjunto de grandes hospitais. Um deles é o de Neurologia e Neurocirurgia onde Flavio fez sua residência. Foi aluno do grande Dr. Eliseu Paglioli (1898-1985) o pioneiro da Neurocirurgia no Brasil. Foi o Dr. Eliseu que inaugurou o Pavilhão São José, onde nosso saudoso professor iniciou seus primeiros passos. Irmanados pelo nosso testemunho de Fé, éramos católicos desassombrados.

Trabalhando com a Dra. Glaura atendi várias vezes seu querido pai o poeta ortodoxo Frâncico Valdevino de Carvalho. Uma certa feita nos encontramos na celebração dos 150 anos do Seminário da Prainha. Uma missa totalmente em latim.

Nas sessões do HGF. Nos corredores da Casa de Saúde São Raimundo. Depois na Sobrames e por fim na ACADEMIA de Médicos Escritores. Um convívio leve. Amigo. jocoso.

De repente surge esta ruptura dolorosa que nos deixa mais tristonhos. Mais empobrecidos por perdermos um profissional tão precioso.

Requiescat In Pace.

Deus é bom.

(*) Da Academia Cearense de Médicos Escritores, da Sociedade Médica São Lucas e da Sobrames/CE.


FLÁVIO LEITÃO: o legado do confrade imortal

Por Luiz Gonzaga de Moura Jr. (*)

Todos nós temos o professor, o confrade, o escritor, a verve literária, a lhaneza, a elegância, a experiência, a simplicidade e o fino trato do amigo Flávio Leitão como PROTAGONISTA em várias ações do nosso cotidiano. Delas destaco dois capítulos:

O convívio informal das nossas viagens para os Encontros de Academias Literárias, Ceará adentro: Crateús, Quixadá, Lavras da Mangabeira, Camocim. Apaixonado, atento, protetor e cuidadoso na caminhada, de mãos dadas com sua Marimilia, musa inspiradora do verso e da prosa!

O outro, dele para mim, num dos momentos mais importantes e simbólicos da minha trajetória da atividade profissional:

“O ponto alto do meu relacionamento com o ilustre aniversariante (ao completar SETENT’ANOS), por determinação do Conselho Departamental, tive a honra de outorgar-lhe, na qualidade de Chefe do Departamento da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, a honrosa Comenda Distinção no Ensino Médico.

Fica gravada na memória a sua história, o exemplo, o legado do confrade imortal!

- Amém!

(*) Da Academia Cearense de Medicina, da Academia Cearense de Médicos Escritores e da Sobrames/CE.


sexta-feira, 4 de setembro de 2026

ENTRE A ARTE E A MEDICINA: à memória do Dr. Flávio Leitão

Por Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg (*)

Ontem, 1º de setembro de 2026, partiu um querido confrade da Academia Cearense de Medicina.

Hoje, ao recordá-lo, quero fazê-lo através daquilo que tantas vezes nos encantou: a Arte, esse território onde a Medicina também encontra a sua mais profunda dimensão humana.

Penso na célebre tela de André Brouillet, “Uma lição clínica na Salpêtrière”, que eternizou o professor Jean-Martin Charcot diante de seus alunos, em uma das mais emblemáticas cenas da história da Medicina. Ali, ciência, observação, sofrimento humano e Arte se encontram em uma mesma imagem.

Essa obra, que tantas vezes nos aproximou em conversas e reflexões, hoje adquire, para mim, um significado ainda mais profundo, pois a escolhi, entre tantas outras, para a capa do meu livro, com o intuito de homenagear o Dr. Flávio Leitão.

O médico que partiu deixa de estar entre nós, mas permanece na memória daqueles e daquelas que tiveram o privilégio de compartilhar sua presença, sua amizade e sua dedicação à Medicina e à luta por uma sociedade mais igualitária e justa.

Que a Arte seja também hoje uma forma de dizer adeus e que permaneça, na memória de seus confrades e confreiras, a imagem de um homem que soube compreender que a Medicina é ciência, mas também é humanidade e que, como na grande Arte, cuidar é, antes de tudo, saber olhar.

À sua memória, minha homenagem, meu carinho, meu respeito e minha saudade.

Descanse em paz, querido confrade!

Fortaleza, 2 de setembro de 2026

(*) Da Academia Cearense de Medicina e da Sobrames/CE.


FOLCLORE POLÍTICO: Porandubas 728

Abro com uma historinha de Frei Damião.

Casamento no Maranhão?

Acompanhemos a pregação do Frei Damião em Cajazeiras, na Paraíba. Com aquela voz que parecia sair das cavernas, perorava contra os amancebados, os luxuriosos, os desonestos, desfilando todos os pecados contra os 10 mandamentos. No meio do sermão, parou e perguntou:

– Quantos aqui são amancebados? Quantos vivem juntos e não casaram?

Centenas de pessoas levantaram a mão. O frei ameaçou:

– Nesse estado de barbárie, todos vocês vão para as profundezas do inferno. E serão queimados vivos. Vivos.

Começou a descrever a terra incandescente. E arrematou: "amanhã, quero todos os amancebados, aqui, para um casamento coletivo". Dia seguinte, lá estava a multidão. Começou a cerimônia. Frei Damião limpa o suor e joga a pergunta que ferveu na alma de muitos:

– Quem tiver algum impedimento contra esses sagrados matrimônios, que fale, agora, ou se cale para sempre.

Silêncio. De repente, vê-se, no meio da multidão, o braço no ar de Terezinha das Mercês, devota fervorosa de Senhora da Anunciação:

– Raimundinho de Doca num pode se casar, pois ele já é casado no Maranhão.

Perplexidade geral. Raimundinho, o açougueiro, toma um susto. Silêncio. Frei Damião, curioso, sai do púlpito. Multidão em transe. A companheira de Raimundinho, envergonhada, não sabe o que fazer. E muito menos o que dizer. O homem das carnes, encabulado, grita alto para todos ouvirem:

– Foi no Maranhão, no Maranhão. Faz muito tempo. É muito longe daqui. Muito longe, Frei Damião. E adepois, fui a Juazeiro para tomar as benção do padim Ciço.

O "santo italiano" do sertão nordestino baixou a cabeça. Chamou Raimundinho para perto e cochichou a penitência no ouvido:

– 100 terços e abstinência por 7 dias. Se não cumprir a ordem, os dois queimarão vivos no inferno.

Deu meia volta. Tomou lugar no púlpito. Milagre. O durão Frei Damião abençoou a todos.

Fonte: Gaudêncio Torquato (GT Marketing Comunicação).

https://www.migalhas.com.br/coluna/porandubas-politicas/350256/porandubas-n-728


 

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