Por
Sebastião Diógenes e família (*)
Tive a fortuna de conhecer e conviver com o médico Flávio
Leitão desde o tempo da Faculdade de Medicina. Tornamo-nos amigos ao longo da
caminhada de mais de meio século. Dou fé. Foi meu professor e foi bom
professor.
Fomos colegas no Departamento de Cirurgia e foi um bom
colega. Fomos confrades na Academia Cearense de Medicina e foi um bom confrade,
amigo, atencioso e lhano. Fomos confrades na Sobrames e foi um escritor
dedicado às letras quanto o foi ao bisturi. Este o levou ao panteão nacional
dos grandes neurocirurgiões. A pena, vocacionada para o clássico, o levou à
gloriosa Academia Cearense de Letras.
O simpático e sempre bem-humorado Flávio Leitão foi um
cidadão de bem que se tornou referência exemplar por onde o lume de Deus o guiou.
Marido extremamente cuidadoso com a esposa. Em conversas,
quando o assunto pedia, ele adorava pronunciar Marimília. Até em aulas formais.
Por vezes, em aulas de neurologia sobre o diagnóstico diferencial entre
“hematoma subdural e extradural”, para os alunos da graduação da UFC, dizia que
era fácil fazê-lo. “Até Marímília sabe”.
A minha aula de Otorrino seguia à dele. Chegava mais cedo
e tinha o prazer de assistia à aula do admirável mestre.
Estou triste com a partida do amigo. Embora ciente da
evolução da doença, o impacto da notícia me causou profunda consternação.
Que Deus o receba no Céu e conforte Dona Marimília e toda
amada família.
2/9/2026
(*) Da Academia
Cearense de Medicina, da Faculdade de Medicina da UFC e da Sobrames/CE.

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