terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O BEBÊ DE ROSEMARY


Não precisa explicar.
Fonte: Charge circulando por e-mail (internet), sem autoria definida.

A QUALIDADE DA VIDA X A QUALIDADE DA MORTE

Antero Coelho Neto (*)
Depois de muitos anos estudando a Qualidade de Vida das pessoas, comprovei, como vários outros estudiosos do assunto, que temos também de nos preparar para poder morrer com qualidade.
E então verificamos que isto não é fácil. Muitas vezes conseguimos ter uma boa Q.V., mas nos momentos anteriores e durante a morte, novos condicionantes e determinantes aparecem. São elementos difíceis de evitar e, até mesmo, de controlar.
De uma maneira simplificada podemos destacar o aparecimento dos condicionantes do conforto físico, psicológico, social, espiritual e médico. Alguns de enorme importância e que merecem verdadeiros livros para detalhamento e trabalhos de pesquisas internacionais. São muitos os estudos já realizados.
Também destaco que eles podem ser específicos ou múltiplos. E então, para nós que estudamos e trabalhamos com os idosos, sentimos, na medida em que podemos alcançar mais anos de vida, quando passamos a ter uma traumática e irreversível condição de vida dolorosa, sintomática e angustiante.
Vem então a pergunta, mesmo para os que têm uma firme aceitação espiritual / religiosa: Por que? Ou o que não estamos ainda sabendo fazer, nós que trabalhamos com isso? E também por que alguns médicos consideram ainda o tema como um tabu?
E a Medicina Paliativa e a morte com melhor qualidade passaram a ser assuntos de interesse universal.
Pena que no Brasil estejamos atrasados nesse tipo de Atenção de Saúde e da nossa Vida com Qualidade. Em uma análise realizada, recentemente, em 40 países, utilizando o Índice de Qualidade de Morte, a Consultoria EIU (Economical Inteligence Unit), encontrou o Brasil em 38º lugar. Indicadores elementares utilizados na pesquisa, demonstram o baixo nível apresentado pelo nosso país, mesmo comparado com outros pequenos e pobres países da América Latina. O Brasil só não perdeu para a Índia e Uganda, países com IDH muito baixos.
E vem então a pergunta: quando será que o Ministério da Saúde vai também incorporar esse importante e frequente problema dos idosos brasileiros? Muitos deles afirmam que preferiam morrer a continuar em condições tão penosas e traumáticas.
O tema comporta vasta discussão em termos de adequação, administração e gastos necessários. Vamos pensar no assunto? Vamos desenvolver mais ainda a nossa Medicina Paliativa? Ou vamos adotar a resignação: se não temos nem qualidade de vida por que pensar na qualidade de nossa morte?
Vamos criar a nossa Rede: “Morte com Qualidade”?
(*) Médico, professor e ex-presidente da Academia Cearense de Medicina.
Publicado In: O Povo, 28/11/2012.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

CASIMIRO MONTENEGRO FILHO: o marechal visionário



Mal. Montenegro: fundador do ITA

Em fevereiro de 2007, o jornalista Fernando Morais, um arguto observador e primoroso retratista de vultos de proeminência da história brasileira do século XX, dando vez ao trabalho edificante que realiza como escritor, esteve em Fortaleza, no Colégio Farias Brito e no Centro Cultural do Banco do Nordeste, para fazer o lançamento da sua obra: “Montenegro: as aventuras do marechal que fez uma revolução nos céus do Brasil”, cujo subtítulo evidencia o espírito de bandeirante ou pioneiro e o ardor visionário desse valoroso fortalezense, consoante se demonstra a seguir.
Casimiro Montenegro Filho nasceu em Fortaleza em 29/10/1904, sendo o nono filho do Dr. Casimiro Montenegro e de D. Maria Emília de Pio Brasil; seu pai foi político e administrador público, tendo sido intendente de Fortaleza, de 1914 a 1918, cargo que, em sua gestão, passou a ser denominado de prefeito, podendo ser conhecido como o primeiro prefeito da capital cearense.
Depois de concluída a sua formação escolar no Liceu do Ceará, Casimiro Montenegro Filho, em 1923, aos 19 anos de idade, deixa o seu torrão natal, para enfrentar uma longa viagem de navio, com destino ao Rio de Janeiro, onde se matricula na Escola Militar de Realengo, dando início a sua carreira militar.
Aderiu, de pronto, à Revolução de 30, da qual foi um ativo participante, ousando sequestrar um avião, que usou para bombardear tropas legalistas acantonadas em quartéis mineiros, numa operação de extremo risco para ele e seu co-piloto, até porque aquele monomotor Potez não estava completamente montado, nele faltando bússola, altímetro e conta-giros. No ano seguinte, fez um voo, quase às cegas, cuja arriscada missão inaugurou o Serviço Postal Aéreo Militar, que daria origem ao Correio Aéreo Nacional, de grandes serviços prestados ao país, desde então. Em 1932, por sua fidelidade aos ideais revolucionários de Vargas, foi preso pelos constitucionalistas de São Paulo.
Sempre disposto a enfrentar desafios, aos 35 anos, já com a patente de major, inscreveu-se na Escola Técnica do Exército, da qual sairia, em dezembro de 1941, como integrante da primeira turma de engenheiros aeronáuticos formados no Brasil, composta por apenas onze concludentes.
Em janeiro de 1943, Montenegro seguiu, com outros oficiais brasileiros, para os EUA, com a incumbência de trazer para o Brasil um lote de aviões adquirido pelo Ministério da Aeronáutica, tendo ele convencido seus companheiros de viagem a visitar o Wright Field, avançado centro de pesquisa de engenharia, mantido pela força aérea norte-americana, situado em Ohio. Depois dessa visita a esse centro, Montenegro decidiu estender a sua permanência, dirigindo-se a Boston, para conhecer, detidamente, o Massachussets Institute of Technology, o renomado MIT, cumprindo, durante 73 dias, um intenso programa nos variados departamentos e laboratórios que formavam o instituto.
Dessa estada em Boston, resultaria a idéia, aparentemente excêntrica, de se montar, no Brasil, um centro avançado de engenharia aeronáutica, nos moldes do MIT. De volta ao país, tal idéia converte-se quase em uma obsessão, quando Montenegro passou a devotar, obstinadamente, sua total atenção e empenho, para materializar essa instituição. Seu propósito era criar uma escola, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), destinada a formar engenheiros de aviação, com atuação nos campos civil e militar, que integraria uma estrutura maior, o Centro Técnico de Aeronáutica (CTA), concebido este no modelo MIT.
Nos anos seguintes do pós-guerra, Montenegro liderou uma pequena equipe de trabalho, que traçou planos e estratégias para a implantação do novel instituto, tendo a escolha do local, para as futuras instalações, recaída em São José dos Campos, em área de terreno plano e pouco valorizado, posicionado no Vale do Paraíba, região que posteriormente se descobriu que fora a mesma que Santos Dumont – o Pai da Aviação - imaginara como a mais apropriada para se criar uma verdadeira escola de aviação.
Depois de superar os duros entraves burocráticos, foram aprovados, pelo governo, os instrumentos legais e orçamentários que iriam dar amparo à criação do CTA e do ITA, logo esbarrando na licitação, para o início das obras, à conta de o projeto arquitetônico vencedor ter saído das pranchetas do arquiteto Oscar Niemeyer, conhecido militante comunista, pelo que o Presidente Dutra vetara a homologação do resultado licitatório, recusando-se a contratação desse projeto, por razões puramente ideológicas. Essa pendência foi sanada por Montenegro, que negociou com o famoso projetista a mera substituição do nome do assinante do projeto, preservando os arranjos e concepções, já arrojadas e modernas para a época, e talvez prenunciando o que se faria na construção de Brasília.
Para pôr em funcionamento o ITA, o brigadeiro Montenegro recruta cientistas de diferentes nacionalidades, conformando uma “harmônica babel” de línguas no mesmo ambiente, a quem oferece salários diferenciados e moradia no campus, ao lado de equipamentos e infra-estrutura de pesquisa; para atrair os estudantes mais brilhantes, optou por fazer o vestibular descentralizado, com provas aplicadas no mesmo dia e horário em diferentes capitais, e garantiu alojamento e alimentação, aos selecionados, durante o curso, feito em regime de tempo integral, o que suscitara uma concorrência crescente e de alto nível.
Desde o princípio, o primado da autonomia acadêmica e da liberdade criativa, imprimido ao ITA, despertara a intensa oposição castrense, no seio do oficialato da aeronáutica, que não via com bons olhos a feição paisana que imperava no instituto, sob o beneplácito do militar Montenegro; daí tudo ter feito, nem sempre às claras, para torpedear a exitosa empreitada, impondo empecilhos capazes de travar o gerenciamento institucional, tolhendo recursos ou apondo óbices burocráticos.
Para contornar a situação desfavorável e propiciar a sustentabilidade futura do ITA, Montenegro elaborou projeto para transformar o Instituto em uma fundação, com orçamento próprio e liberdade acadêmica, causa que abraçou com incontido empenho, e pela qual trabalhou, arduamente, enfrentando as procelas e as turbulências engendradas por seus colegas de farda, tendo à frente o brigadeiro Eduardo Gomes.
Se a temperatura para o ITA já não era amena, quando havia presidentes civis, no país, a entrada em cena do golpe militar, de 31 de Março, trouxe nuvens negras para a comunidade iteana, começando pelo afastamento do seu fundador e idealizador, seqüenciada pela perseguição implacável de pretensos comunistas e simpatizantes, produzindo a exoneração voluntária de um terço do corpo docente, detentora de alta qualificação, e desligamento de vários estudantes, ao tempo em que se urdia o reenquadramento do ITA, como parte do aparato militar, guardando obediência estrita à hierarquia da vida militar, e sepultando, de vez, a autonomia acadêmica e a liderança lastreada no consentimento dos pares, dantes vigentes.
Depois de anos de esplendorosos serviços prestados à pátria, o brigadeiro Casimiro foi relegado ao ostracismo, por seus rivais e oponentes, que passaram a lhe conferir atribuições comezinhas, sem maiores responsabilidades, imputando humilhações, que o levaram a solicitar a remoção para a reserva, quando então galgou a patente de marechal; por muito pouco, não foi cassado, porquanto seu nome chegou a constar de uma lista de cidadãos, que teriam os direitos políticos cerceados pelo movimento militar de 1964, dela sendo excluído, pouco tempo antes da publicação, por influência de seus amigos e admiradores, que o pouparam, assim, de mais um dissabor.
À essa época, década de 1960, os sinais da progressiva perda da acuidade visual começaram a se acelerar, deixando-o definitivamente cego, impedindo-o de ver, mas não de sentir, o que acontecia no seio do ITA, obra que considerava a mais relevante de sua trajetória de vida, e, certamente, impingindo a ele um tormento deveras atroz, tal como um pai se sente diante de um filho que sofre.
Mesmo na penumbra, fruto da perda da visão, mantém-se ativo, sobrevivendo por mais de três décadas, com a deficiência visual total, para acompanhar os estertores da ditadura militar, com a derrocada daqueles que tanto o magoaram, e assistir a redemocratização do País, bem como “ver”, com olhos dos seus familiares, notadamente os da sua querida Antonietta, e de amigos, a redenção do ITA, que voltou a ser um símbolo para o ensino superior e um exemplo de centro de excelência tecnológica, culminando de glória os dias finais do velho marechal.
O marechal Casimiro Montenegro Filho entregou o seu espírito, voltando ao Pai, aos 95 anos de idade, em 26/02/2000, em Petrópolis, no Rio de Janeiro, tendo um enterro com honras militares, apesar de não ter sido ministro e nem ter morrido em combate. O caixão, contendo o seu corpo, foi conduzido para o sepultamento por seis alunos do ITA: de um lado, três alunos civis, vestidos de paletó e gravata, e de outro, três militares em traje de gala; segundo Fernando Morais, citando o brigadeiro Tércio Pacitti, essa “foi a última mensagem que Montenegro deixou: civis e militares, juntos, lado a lado”.
Prof. Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Academia Cearense de Medicina e
da Academia Brasileira de Médicos Escritores
* Publicado In: Ceará em Brasília, 23 (244): 6, outubro de 2012. (Jornal da Casa do Ceará em Brasília).

domingo, 2 de dezembro de 2012

JUBILEU SACERDOTAL DO PADRE RAIMUNDO NETO


Dom Cláudio Hummes e Pe. Raimundo Neto

Presidida pelo cardeal D. Cláudio Hummes, vindo de São Paulo, foi oficiada a celebração eucarística pelo Jubileu de Prata Sacerdotal do Padre Raimundo Neto.
O ofício litúrgico concelebrado, por dezenas de bispos e padres, foi realizado hoje, dia 2 de dezembro, às 11h30, na matriz de São Vicente de Paulo, com o templo católico repleto de paroquianos, amigos e admiradores do Pe. Raimundo Neto, pároco de São Vicente.
Igreja lotada de paroquianos e amigos do Pe. Neto
Os fiéis foram acolhidos à chegada, pelo coral dos Arautos do Evangelho, e a missa foi acompanhada pelo coral Cantate Dominum, que parecia dominado por divina iluminação, tal a maviosidade dos cantos ecoados na igreja, com tanta espiritualidade musical.
Um momento bem especial da celebração ficou à mercê da inspirada homilia pregada por D. Cláudio Hummes, presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia e Prefeito Emérito para a Congregação do Clero.
Ao término da celebração, Pe. Raimundo Neto manteve-se no presbitério recebendo os carinhosos abraços daqueles que formam o seu pastoreio.
Após a Santa Missa, centenas de fiéis seguiram ao Barbara's Buffet, para almoço-adesão em comemoração aos 25 anos de sacerdócio do estimado Padre Neto.
Posso dizer que tive a alegria de conversar com D. Cláudio Hummes, dando benfazeja notícias da feitura do I Encontro Cearense de Médicos Católicos e das ações da Sociedade Médica São Lucas
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Integrante da Sociedade Médica São Lucas
Nota: Fotos gentilmente cedidas por Janayna Gomes do Setor de Comunicação da Arquidiocese de Fortaleza. 

O ENTERRO DE UM FUNDADOR

Corriam os anos setenta, do século antanho, quando a comunidade médica e a sociedade locais foram colhidas pelo abrupto falecimento de um dos fundadores da primeira Faculdade de Medicina de um estado nordestino.
À beira do túmulo, sem pedir licença a ninguém, um antigo catedrático da escola médica, possuidor de grande erudição, resolveu fazer uso da palavra e tome a falar, discorrendo sobre os feitos do falecido, enaltecendo suas valorosas qualidades.
Falou tanto, que só faltou dizer que o morto, como sempre, estava na vanguarda institucional, e que, logo mais, seria seguido por seus colegas docentes, que fariam companhia a ele, na morada eterna.
Após mais de uma hora de laudatório, no campo santo, com o sol a pino, pois chegara o meio-dia, com os presentes suando a cântaros, os coveiros, cansados de esperar, encostaram suas pás e foram descansar sob a sombra de uma árvore.
O receio era de que o extinto, a qualquer instante, decidisse despertar do sono da morte, rogando que o fastidioso discurso fosse interrompido, deixando-o, finalmente, descansar na eternidade, liberando, assim, familiares e amigos de tão demorada cerimônia fúnebre.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Sobrames/CE e da ABRAMES
* Publicado, originalmente, In: SILVA, M.G.C. da. Medicina, meu humor! Fortaleza: Edição do Autor, 2012. p.77. Republicado In: SOBRAMES – CEARÁ. Murmúrios literários. Fortaleza: Sobrames-CE/Expressão, 2012. 296p. p.230.

sábado, 1 de dezembro de 2012

SELEÇÃO DA RESIDÊNCIA MÉDICA DO ICC-2013


O Instituto do Câncer do Ceará, por meio da sua Escola Cearense de Oncologia, aplicou hoje (1º/12/12), as provas de conhecimentos e a análise curricular aos inscritos para cumprir Residência Médica, a partir de 2013, nos programas da instituição credenciados pela CNRM.
Como acontece desde 2000, o processo seletivo está sendo conduzido sob a nossa direta coordenação. Dependendo da tramitação de eventuais recursos, projeta-se a divulgação dos resultados finais até dia 20 corrente, na dependência do PROVAB.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Coordenador da Seleção da RM do ICC

DEGUSTADOR DE VINHO

Numa loja de vinhos, o degustador havia falecido e o proprietário começou a buscar alguém que fizesse o trabalho.
Um oficial piloto da Marinha, bêbado e velho, mal vestido, se apresentou para solicitar o lugar.
O proprietário se perguntava como podia livrar-se dele.
Então deram um copo de vinho para ele tomar. O velho piloto provou e disse:
- É um Moscatel de três anos, elaborado com uvas colhidas na parte norte da região, guardado em um barril de carvalho. É de baixa qualidade, porém aceitável.
Correto”, disse o chefe. “Outro copo por favor.
- É um cabernet, de 8 anos, com uvas colhidas nas montanhas ao sul da região, guardado em barril de carvalho americano a 8 graus de temperatura. Ainda faltam uns três anos para que alcance sua mais alta qualidade.
Absolutamente correto. Um terceiro copo.
- É um champanhe elaborado com uvas pinot blanc de alta qualidade e exclusivas” disse calmamente o bêbado.
O proprietário não acreditava no que estava vendo e fez um sinal com os olhos para sua secretaria e pediu a ela que fizesse algo. Ela saiu da loja e regressou com um copo de urina.
O “bebum” provou e... disse:
- É de uma ruiva, uma máquina, de 26 anos de idade, com três meses de gravidez e se não me derem o emprego, digo quem é o pai!
Fonte: Internet (circulando por e-mail).
 

Free Blog Counter
Poker Blog