De O Povo, Editorial.
Centenas de religiosos e fiéis lotavam a
Catedral de Fortaleza, há exatos dois anos, para acolher e ouvir o novo
arcebispo, dom Gregório Paixão, OSB. Era um momento mútuo de conhecimento - de
o novo pastor conhecer a Igreja local e de a comunidade receber o novo líder
religioso. Tem sido um tempo intenso, de muitas atividades pastorais, de longos
caminhos percorridos e de uma receptividade recíproca, que fez a região abraçar
dom Gregório e se sentir abraçada por ele.
Em 15 de dezembro de 2023, em sua missa
de posse, como O POVO noticiou, o arcebispo se abria ao novo: "Eu sou a
novidade para vocês, e vocês são a novidade para mim. Não tenhamos medo dessa
novidade, pois foi Deus quem fez com que nossos caminhos se encontrassem.
Portanto, desejo conhecê-los a partir do coração, entro em suas vidas como
servidor e entro pela porta da frente. Peço licença para ingressar no coração
de vocês, na vida de vocês, para vivermos a alegria da vida partilhada".
Dois anos depois, a Arquidiocese conta
múltiplos feitos pastorais sob a sua gestão episcopal: ordenou 45 presbíteros e
24 diáconos permanentes, criou a Paróquia Santo Antônio de Pádua (em Canindé),
criou a Reitoria Nossa Senhora do Patrocínio (em Fortaleza), enviou à
Nunciatura Apostólica do Brasil o pedido de criação das dioceses de Baturité e
Cascavel, promoveu a revitalização da Faculdade Católica de Fortaleza, ampliou
as atividades da Caminhada com Maria e, recentemente, acolheu dois bispos
auxiliares, monsenhor Antonio Carlos do Nascimento e monsenhor Jânison de Sá
Santos, que tomarão posse em fevereiro de 2026.
A sua atenção aos mais vulneráveis é
vista, por exemplo, nas visitas ao grupo de moradia de pessoas em superação de
rua no Cidade Jardim (no bairro José Walter, em Fortaleza) e com a celebração
da Missa de Natal com a Pastoral do Povo da Rua na Casa Dom Luciano Mendes -
solenidade que se repetirá neste 2025. São ações que demonstram mais do que um
cuidado sensível com quem sofre; encontram amparo na ideia da Igreja em saída,
valorizando a cultura do encontro e do diálogo, tão difundida por papa Francisco.
Assim, este é o tempo de celebrar o
trabalho atencioso de dom Gregório, um pastor de extrema sensibilidade aos
anseios de um povo que clama por acolhida. Também é o momento de agradecer por
sua presença mediadora, amiga, solidária e generosa, que confirma uma Igreja
que se preocupa com os que não têm esperança e com os que vivem à margem,
invisibilizados pelas injustiças sociais.
Que o nascimento de Jesus Cristo, que
celebraremos daqui a alguns dias, renove seu ânimo evangelizador, envernizado
pela solidariedade e pelo afeto - características marcantes de sua missão
pastoral humanizada. Obrigada, dom Gregório!
Fonte: Publicado In: O Povo, de 15/12/25.
Opinião p.22.

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