Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie (*)
Promessa é expressão de liberdade de quem a
propõe e emite. Sua realização mostra o caráter, a nobreza e o respeito da
lhaneza do propositor. Ela torna dignos sujeito e objeto envolvidos.
O Natal é cumprimento da promessa de um
Deus às Suas criaturas humanas.
Ao criar-nos à Sua semelhança, não
partilhou o 'absoluto' de sua identidade. Deu-nos, porém, a franquia de Seu
reino; para tanto, fez-nos livres, pois, só a liberdade fundamenta a nossa
identidade, garante o valor de nossas escolhas, ratifica nossas atitudes e
alicerça nossa dignidade.
Deus atravessa a barreira, que o ser humano
erigiu entre Criador e criatura, e faz-se um de nós. Sente o nosso drama, vive
nossas limitações, curte a fraternidade, partilha amor e misericórdia e vê
nossos erros, sem neles se imiscuir. Tomado, profundamente, de amor e
compaixão, não Lhe resta senão provar a fidelidade e a grandeza do carinho com
que cuida de cada um de nós. Suporta injúrias, sofrimentos, traições e a
própria crueldade de morte desumana e injusta.
O valor do Natal é o preço do resgate da
aliança conosco.
Diante de tão grandioso amor, não há como
ficar insensível na insensatez de vaidade e orgulho de infernal mesquinhez
d'alma.
Deus cumpriu Sua promessa de amor, até às
últimas consequências e nos quer ao Seu lado.
Enquanto na estrada, escolhemos o rumo - o
sim ou o não - a tanto amor; é o sim, que nos permite caminhar com Ele. Ao término
de nosso périplo telúrico, não há mais escolha, apenas a consolidação da opção
da jornada. Nossos passos e nossas atitudes selaram o destino eterno de nossa
morada.
'Um Menino nos foi dado'.
Acolhê-lo é escolha 'timoneira' de nossa
vida.
Que o Natal nos leve a mergulhar em nós e
no mundo que estamos construindo!
Mais luz e menos trevas!
Mais luz!
Menos trevas!
Luz!
Luz!
Luz!
Tenhamos um bom sábado, com as bênçãos de
Deus!!!
(*) Pediatra e professor
da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 10/01/26.

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