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domingo, 21 de dezembro de 2025

A BÍBLIA COMO ATIVO POLÍTICO

Por Emanuel Freitas da Silva (*)

Quando o governador Elmano de Freitas (PT) anunciou, ano passado, apoio à aquisição de exemplares da Bíblia para distribuição em escolas estaduais, atendendo desejo do deputado Apóstolo Luiz Henrique (REP) expresso por projeto de lei de sua autoria, a reação de parlamentares evangélicos na Alece foi opor-se ao projeto porque "quem é crente já tem Bíblia, não precisa de ninguém para distribuir".

É verdade: livro mais vendido no mundo está por todo lugar. Quem foi jovem nos anos 1990 vai se lembrar do famoso "Novo Testamento", em capa azul ou cinza, distribuído nas escolas pelas Testemunhas de Jeová.

Os deputados evangélicos daqui puseram-se contra a ideia de "Bíblia nas escolas", posto que a ação seria executada por um governador do PT. Mas, de repente, Brasil afora, pululam projetos de lei, em diversas Casas Legislativas, que visam o contrário: políticos evangélicos querem, e como, "Bíblias nas escolas".

O "intervalo bíblico" foi aprovado em Recife, num projeto de lei que, na verdade, versava sobre "liberdade religiosa"; projeto semelhante já tramita na Alepe, sob a justificativa de que "o estado não é antirreligioso". A Prefeitura de Curitiba decidiu distribuir exemplares do Novo Testamento nas escolas municipais.

Em Salvador, a Câmara aprovou e o prefeito sancionou projeto de lei que autoriza o uso da Bíblia como recurso paradidático em escolas públicas e particulares, como instrumento de apoio em disciplinas como História, Literatura, Geografia, Filosofia, Artes e Ensino Religioso. O mesmo aconteceu em Florianópolis, Belo Horizonte, Feira de Santana e Joinville, só para falarmos de grandes cidades.

No mês passado, até audiência pública no Senado Federal foi realizada, sob a condução de Damares Alves (REP), para discutir a proibição de "alterações" no texto sagrado.

A tramitação e discussão dos projetos servem para manter vivo o pânico moral em torno da esquerda, pondo-lhe a pecha de "inimiga da fé cristã" ao interpelar a laicidade do estado; por que se opor à presença e ao uso da "palavra de Deus" em escolas?

Tudo é feito em nome do "combate à intolerância religiosa", entendendo por religião apenas aquela que usa a "Bíblia". Um passo a mais na legitimação do imaginário da "cristofobia" supostamente em curso.

(*) Professor adjunto de teoria política da Uece/Facedi.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 26/11/25. Opinião. p.16.


domingo, 28 de setembro de 2025

FAROL DA VIDA CRISTÃ

Por Pe. Eugênio Pacelli SJ (*)

Setembro, para a Igreja no Brasil, é celebrado como o mês da Bíblia, tempo fecundo em que somos convidados a voltar o coração para a Palavra de Deus, que não é letra morta, mas sopro de vida, chama que ilumina nossos passos e sustenta nossa fé.

A Bíblia é muito mais do que um livro antigo: é espaço de encontro, lugar onde o próprio Cristo se revela, nos chama pelo nome e nos convida à intimidade com Ele. “A Palavra se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). Cada vez que abrimos as Escrituras, é o Senhor quem atravessa o silêncio e fala diretamente ao coração.

Recordo o método de Santo Inácio de Loyola, que nos ensina a contemplar o Evangelho com todos os sentidos. A Palavra não deve ser apenas lida, mas saboreada; não apenas estudada, mas rezada. Ao entrar nas cenas bíblicas, deixamos de ser espectadores para nos tornarmos participantes da história da salvação, experimentando a proximidade de Cristo que nos guia, consola e transforma.

Neste ano, a Igreja nos convida a mergulhar na Carta aos Romanos, com o lema: “A esperança não decepciona” (Rm 5,5). São Paulo escreve a uma comunidade desafiada pela perseguição e pela incerteza, mas proclama que a esperança cristã não é simples otimismo humano. Ela nasce do Espírito Santo, derramado em nossos corações, que sustenta quando tudo parece desmoronar.

Essa esperança não engana, porque se fundamenta na fidelidade de Deus, capaz de transformar o sofrimento em vida nova. Celebrar o mês da Bíblia, porém, não é apenas recordar palavras inspiradas: é comprometer-se a vivê-las. Jesus afirma: “Felizes os que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática” (Lc 11,28). A Escritura se torna fecunda quando se traduz em atitudes concretas: perdoar, reconciliar-se, acolher, lutar por justiça, consolar os que sofrem.

Assim, a Palavra ganha carne em nossa vida e continua a encarnar-se no mundo. Que este setembro nos encontre com a Bíblia nas mãos, oração nos lábios e disponibilidade no coração. Que aprendamos a escutar, na simplicidade das páginas sagradas, a voz de Deus que guia nossos passos. Pois, como nos recorda o salmista: “Lâmpada para os meus pés é a tua Palavra e luz para o meu caminho” (Sl 119,105).

(*) Sacerdote jesuíta e mestre em Teologia. Escritor. Diretor do Mosteiro dos Jesuítas de Baturité e do Polo Santo Inácio. Fundador do Movimento Amare.

Fonte: O Povo, de 20/09/2025. Opinião. p.18.


sábado, 27 de setembro de 2025

Jesus das Santas Chagas, refúgio de amor e misericórdia

Por Pe. Reginaldo Manzotti (*)

Setembro chega como tempo de graça, o mês em que intensificamos nossa preparação espiritual para celebrar Jesus das Santas Chagas. Agradeço a Deus por nos ter concedido uma devoção tão significativa.

Quando contemplamos as Chagas de Jesus, não estamos apenas olhando para a dor, mas para o amor que se entrega e vai às últimas consequências na cruz. Elas são a comprovação do sacrifício que nos redimiu, a certeza de que Deus nos amou primeiro e com um amor sem limites (1Jo 4,19).

O próprio Jesus Ressuscitado fez questão de mostrar Suas Chagas a Tomé, não como um sinal de fraqueza, mas como comprovação da Sua identidade "Sou eu mesmo". Ele diz a Tomé: "Não sejas incrédulo, mas crê" (Jo 20,27). Assim, as Santas Chagas gloriosas são também prova viva da vitória sobre o pecado e a morte.

Na cruz, Jesus transformou o instrumento de suplício em altar de redenção. Suas chagas, abertas por nossos pecados, são fontes de cura espiritual e restauração. Cada marca em Seu corpo sagrado representa um ato de amor infinito, uma ponte entre a fragilidade humana e a misericórdia divina.

Eu sempre bato na mesma tecla, as Santas Chagas são muito mais do que lembranças de um sofrimento passado. A fé cristã nos convida a enxergar nas Santas Chagas de Jesus não apenas marcas da dor, mas fontes inesgotáveis de cura, libertação e amor. A espiritualidade das Santas Chagas é um convite à comunhão profunda com Cristo sofredor e glorificado. Eu sempre bato nesta mesma tecla: não se trata de um culto ao sofrimento pelo sofrimento, mas de reconhecer que é precisamente na dor redimida pelo amor que o ser humano encontra sentido, consolo e renovação.

Nelas encontramos alívios para as nossas próprias feridas, sejam elas físicas, emocionais ou espirituais. Muitos são os testemunhos que nos chegam, de pessoas que se confiaram a Jesus das Santas Chagas, que clamaram uma gota do Seu Sangue Redentor, sobre suas vidas e alcançaram alívio em seus sofrimentos, restauração da saúde e libertação de vícios. É nas Santas Chagas de Cristo, que as nossas são curadas.

Por isso, no silêncio das dores humanas, onde corações feridos buscam consolo, encontramos em Jesus das Santas Chagas um abrigo seguro, refúgio de amor e misericórdia. Suas chagas sagradas não apenas revelam o sofrimento redentor, mas acolhem com ternura cada alma cansada.

As chagas das mãos lembram o trabalho e a dedicação de Cristo, que sempre estendeu suas mãos para curar, abençoar, consolar e receber os marginalizados. Essas mãos que foram perfuradas na cruz, agora tocam e abraçam cada um de nós.

As chagas dos pés simbolizam o caminho de compaixão, sempre em busca da ovelha perdida. Esses pés transpassados pelos pregos, percorrem conosco os caminhos

A chaga do lado, Seu Coração ferido pela lança, de onde jorrou sangue e água, representa o nascimento da Igreja, os Sacramentos do Batismo e da Eucaristia. É o local onde a compaixão divina se manifesta em sua plenitude, onde o amor de Deus se derrama sobre toda a humanidade. "O coração de Jesus foi ferido, a fim de nos mostrar pela chaga visível o seu amor invisível." (São Boaventura)

Essa devoção tem também um profundo aspecto missionário: somos chamados a ser instrumentos da misericórdia de Jesus Cristo. Ao contemplarmos Suas Chagas, somos enviados a curar as feridas do mundo. Se vivemos unidos a Jesus das Santas Chagas nos tornamos portadores da graça, uma presença de esperança onde houver dor.

Que Jesus das Santas Chagas abençoe e guarde a todos vocês e suas famílias, hoje e sempre!

(*) Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).

Fonte: O Povo, de 6/09/2025. Opinião. p.18.

domingo, 18 de maio de 2025

A CIÊNCIA DIZ: Esses fatos da Bíblia podem ter ocorrido IV

8. O profeta Elias e o Fogo do Paraíso

A Bíblia fala sobre uma disputa entre o profeta Elias e os profetas de Baal, na qual eles subiram uma montanha e tentaram determinar quem era o deus real. Quando Elias colocou seu altar, derramou água sobre ele, e ao terminar, orou a Deus para enviar o fogo dos céus, o que de fato aconteceu. Embora a Bíblia diga que o céu estava claro e sem chuva, cientistas explicam o fenômeno como um movimento natural do raio que atingiu a água, e assim, conduziu eletricidade. Hoje, isso acontece hoje em vários lugares ao redor do mundo, onde o céu parece claro um segundo e de repente uma nuvem emerge, levando relâmpagos a picos de montanhas ou grandes cachoeiras.

9. A Queda de Jericó

No Livro de Josué, descreve-se que os israelitas chegaram à Terra Prometida, onde foram forçados a conquistar a cidade de Jericó. De acordo com a história bíblica, eles caminharam ao redor dos muros por uma semana, enquanto sopravam seus shofars (um antigo instrumento musical feito com um chifre de carneiro), e, no sétimo dia, as paredes de Jericó caíram. Hoje, os pesquisadores acreditam que as paredes caíram na sequência de um terremoto na área, cujos achados foram descobertos em escavações recentes.

10. O Dilúvio

A história da arca de Noé é uma das mais conhecidas na Bíblia, e por muitos anos os cientistas estavam certos de que tal evento nunca poderia ter acontecido, mas geólogos que estudavam rios nos vales de Washington DC, nos Estados Unidos, descobriram que tais rios foram criados quando um Grande geleira do estado de Montana derreteu, o que inundou a área e criou vales e rios. Hoje, cientistas acreditam que a mesma inundação descrita na Bíblia aconteceu devido a uma enorme geleira que derreteu perto da Mesopotâmia.

Se esses eventos ocorreram naturalmente ou pela mão de Deus, cabe a cada um de nós decidir, mas o certo é que essas famosas histórias podem de fato ter ocorrido, pois não seriam registradas sem propósito em um dos escritos religiosos mais estudados do mundo.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


A CIÊNCIA DIZ: Esses fatos da Bíblia podem ter ocorrido III

5. A Sarça Ardente

O Livro do Êxodo diz que Moisés viu um arbusto em chamas que não queimava. Para esse episódio, cientistas sugerem que Moisés não estava apenas testemunhando um fenômeno natural qualquer, mas um fenômeno chamado "luzes do terremoto". Isso faz com que pedras e minerais irradiem luz, e ocorre antes ou durante movimentos tectônicos, como terremotos ou erupções vulcânicas. No entanto, tal explicação ainda não satisfaz todas as opiniões, de modo que os pesquisadores aprofundaram suas pesquisas e especularam que a atividade vulcânica para a qual as luzes de terremoto aparecessem sob aquele arbusto específico, o que fazia com que o solo ao redor da mata fosse muito quente. Esse fenômeno foi observado na Noruega, onde havia uma mata "flamejante" que não queimava exatamente.

6. Maná

Os israelitas permaneceram no deserto por 40 anos e precisavam de comida para sobreviver. De acordo com a Bíblia, Deus providenciou o maná do céu aos israelitas, mas o que é exatamente esse maná? Cientistas dizem que foi uma doce secreção transportada pelo vento, que veio de um parasita vegetal que atacou os arbustos na área do deserto onde viviam os israelitas.

7. Destruição de Sodoma e Gomorra

No Livro de Gênesis, diz-se que Deus destruiu Sodoma e Gomorra com uma chuva de fogo e, hoje, pesquisadores que estudaram manuscritos cuneiformes descobriram que um astrônomo de um passado distante documentou ver uma aterragem de meteoros na região. Os pesquisadores não podem dizer com certeza que esses escritos ocorreram exatamente durante o período exato em que Sodoma e Gomorra foram destruídas, mas isso poderia explicar o caso.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


sábado, 17 de maio de 2025

A CIÊNCIA DIZ: Esses fatos da Bíblia podem ter ocorrido II

2. A divisão do Mar Vermelho

No Livro do Êxodo, os israelitas cruzaram o Mar Vermelho quando Moisés o partiu ao meio. Um cientista chamado Carl Drews pode ter encontrado uma explicação para o fenômeno que pode ter ocorrido. De acordo com sua explicação, os israelitas poderiam, de fato, cruzar o Mar Vermelho dessa maneira se o vento atingisse uma velocidade de 95 quilômetros por hora, criando uma ponte terrestre temporária.

3. As Pragas do Egito

Na história do Êxodo, as águas do Rio Nilo se transformaram em sangue durante a primeira praga que Deus enviou aos egípcios. Alguns cientistas dizem que não era exatamente sangue, mas algas vermelhas que encheram o rio e coloriram as águas dessa cor. Outros pesquisadores dizem que poderia ser uma espécie mortal e unicelular que poderia ter matado muitos peixes no rio, e isso fez com que o sangue colorisse as águas. De qualquer forma, essa especulação é compatível com os cientistas que afirmam que havia, de fato, dez pragas egípcias, que vieram sob a forma de desastres ecológicos, onde um conduzia ao outro.

4. Tirar Água de Pedra

O Livro do Êxodo descreve uma história em que Moisés atinge uma rocha e recebe água. Este é realmente um evento excepcional, mas hoje cientistas sabem que o calcário, abundante no deserto na região da Mesopotâmia, é solúvel em água e pode armazenar muito líquido dentro dele. Encontrar uma pedra como essa não é uma tarefa fácil, mas é possível que a rocha que Moisés atingiu foi, de fato, um calcário contendo líquido.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


A CIÊNCIA DIZ: Esses fatos da Bíblia podem ter ocorrido I

A Bíblia tem diversas histórias que muitos até chamam de sobrenaturais ou ilusórias, e tudo que é difícil de comprovar cientificamente pode ser definido como um milagre. No passado, as pessoas não tinham meios para investigar e entender os fenômenos naturais, mas hoje temos muitas ferramentas que nos ajudam a entender o que realmente aconteceu. Alguns dizem que tais provas contradizem as histórias bíblicas, mas muitos acreditam no contrário – que essas provas realmente confirmam que a veracidade das histórias. Veja agora 10 provas e explicações de algumas das mais conhecidas histórias da Bíblia que provavelmente aconteceram.

1. A Torre de Babel

Na história da Torre de Babel, as pessoas decidiram construir uma torre tão alta que chegaria ao céu, mas Deus interrompeu esses planos, dando-lhes diferentes línguas que dificultaram a comunicação entre eles. Durante muito tempo, pesquisadores acreditavam que a história era um mito e nada mais, mas hoje eles estão debatendo se o Templo de Etemananki pode de fato ser a Torre de Babel. Os templos antigos da Mesopotâmia foram chamados de "Ziggurat", que significa "ser alto" ou "proeminente", e o Templo de Etemananki foi considerado um dos mais antigos, dos quais a construção foi a mais difícil. Originalmente, o templo atingiu um ponto alto de 91 metros, mas hoje restam apenas ruínas.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


domingo, 16 de março de 2025

DE SAULO A PAULO: a missão transformadora do apóstolo

Por Pe. Reginaldo Manzotti (*)

Estamos iniciando um novo ano, e isso sempre representa uma oportunidade, com a graça de Deus, para transformar a nossa vida. O Apóstolo Paulo é um exemplo de que, quando Cristo nos encontra, nada fica igual, pois Ele nos chama a uma nova vida de fé e missão.

Paulo de Tarso, também conhecido como São Paulo, é uma das figuras mais influentes na história do cristianismo. Sua trajetória, marcada por uma dramática conversão e uma missão incansável de evangelização, teve um impacto profundo no cristianismo, Paulo se estabeleceu como uma das vozes mais poderosas na formação teológica e pastoral da igreja primitiva.

Antes de se tornar um dos maiores defensores de Cristo, Paulo era conhecido como Saulo de Tarso. Nascido em Tarso, uma cidade que fazia parte do Império Romano, ele era judeu de nascimento, com cidadania romana, o que lhe conferia um status especial e uma educação privilegiada.

Saulo era profundamente comprometido com a fé judaica e com as tradições do Sinédrio, o órgão governamental e religioso dos judeus. Ele acreditava que o movimento cristão representava uma ameaça à verdadeira fé judaica e, por isso, se dedicava com fervor à perseguição dos seguidores de Jesus Cristo.

O apóstolo não era apenas um simples perseguidor. Ele desempenhava um papel ativo e de destaque na condenação de cristãos, como ocorreu no martírio de Estêvão, o primeiro diácono da igreja, cujas vestes foram colocadas aos pés de Saulo, simbolizando sua aprovação à execução. Esse zelo pelas tradições judaicas levou-o a viajar para Damasco com o objetivo de prender mais cristãos, mas foi nesse caminho que sua vida tomaria um rumo inesperado.

A Bíblia descreve um evento extraordinário: uma luz cegante o envolveu no caminho, e uma voz lhe perguntou: "Saulo, Saulo, por que me persegues?". Surpreso e confuso, Saulo questionou: "Quem és tu, Senhor?", e a resposta foi clara: "Eu sou Jesus, a quem você persegue" (Atos 9, 4-5). Esse encontro com Jesus, que se revelou de forma direta e sobrenatural, não só derrubou Saulo de seu cavalo, mas também desafiou suas crenças mais profundas.

Embora o texto bíblico não mencione especificamente que Saulo caiu de seu cavalo, a imagem da queda foi frequentemente representada nas artes como um símbolo da humilhação que ele experimentou. Na verdade, ele foi derrubado de sua presunção religiosa, da visão distorcida de Deus e de seus preconceitos contra os cristãos. Esse evento representou uma quebra radical de tudo o que Saulo acreditava e desejava. O homem que antes era temido como um perseguidor agora se encontrava cego e em total dependência de Deus.

A cegueira temporária de Saulo foi um sinal de sua transformação espiritual. Ele ficou cego por três dias, durante os quais refletiu sobre sua vida e seu relacionamento com Deus. Foi então que um discípulo chamado Ananias, obedecendo a um comando divino, foi até Saulo, impôs-lhe as mãos, e sua visão foi restaurada. Ananias o chamou de "irmão", uma palavra que, para Saulo, deve ter sido um grande choque, visto que ele vinha para prender os cristãos, não para se tornar um deles.

Após o batismo, Saulo passou a ser conhecido como Paulo, e se dedicou completamente à pregação do Evangelho, enfrentando perseguições, dificuldades e até privações físicas em suas viagens. Ele viajou por diversas regiões do Império Romano fundando igrejas e ensinando sobre a salvação por meio de Jesus Cristo. Embora fosse judeu, Paulo passou a ser um apóstolo dos gentios, os não-judeus, levando a mensagem cristã a uma população muito mais ampla e diversificada.

Paulo não era um missionário comum. Ele era intenso, apaixonado e incansável em sua missão. Seu compromisso com o cristianismo era total, a ponto de ele declarar em suas cartas que "já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim" (Gl 2,20). Seu trabalho missionário foi marcado por um forte senso de urgência e dedicação, o que o levou a escrever diversas cartas, que se tornaram parte fundamental do Novo Testamento.

Paulo também se destacou por sua coragem diante do sofrimento. Ele enfrentou prisões, açoites, naufrágios e até ameaças de morte (cf. 2 Cor 11,24-25). Esse sofrimento, no entanto, não fez com que ele desistisse de sua missão; pelo contrário, reforçou seu compromisso em anunciar o Evangelho.

A transformação de Saulo para Paulo não foi apenas uma mudança de nome, mas uma mudança radical de identidade. Ele deixou para trás o "homem velho" e abraçou a nova vida em Cristo, com a convicção de que "morrer para o homem velho" e "nascer para o homem novo" era o verdadeiro significado da fé cristã.

O exemplo de Paulo nos desafia a viver com a mesma intensidade e dedicação, a buscar uma conversão contínua e a entender que, como ele mesmo dizia, "o importante é Cristo, o resto é lixo" (Fl 3,8). Em sua vida, Paulo nos mostra que não existe fé verdadeira sem transformação e missão.

(*) Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).

Fonte: O Povo, de 25/01/2025. Opinião. p.16.


domingo, 13 de outubro de 2024

CARTA DE AMOR

Por Pe. Eugênio Pacelli SJ (*)

Setembro, mês da Bíblia, é uma ocasião especial para mergulharmos no âmago da Palavra de Deus, refletindo sobre seu papel transformador em nossas vidas. Sob a perspectiva do Papa Francisco, a Bíblia não é apenas um livro a ser lido, mas um diálogo contínuo entre Deus e a humanidade, no qual cada página é um convite à conversão, à mudança de mentalidade e à renovação do espírito.

Para o pontífice, a Bíblia deve ser o centro de nossa vida cristã. Ela é a "carta de amor" de Deus, escrita ao longo dos séculos, para iluminar nossos passos e nos guiar no caminho da fé. Ao nos debruçarmos sobre as Escrituras, não estamos apenas estudando um texto, mas nos encontrando com o próprio Cristo, que é a Palavra viva de Deus.

Francisco nos convida a uma leitura orante, na qual a meditação das passagens bíblicas se transforma em um momento de encontro íntimo com o Senhor, permitindo que suas palavras penetrem profundamente em nossos corações. Este mês nos convida a redescobrir a beleza e a riqueza das Escrituras, não apenas como fonte de doutrina, mas como alimento espiritual que nutre a alma e fortalece a fé. Para o Papa, a Palavra de Deus tem o poder de transformar nossas vidas e a sociedade, quando acolhida com humildade e abertura.

Ele nos alerta contra o perigo de transformar a Bíblia em um objeto de estudo frio e acadêmico, desprovido de vida. Ao contrário, devemos vivê-la, encarná-la em nossas ações diárias, fazendo dela um guia prático para a nossa jornada de fé. Além disso, o Papa enfatiza a importância da leitura comunitária das Escrituras. A Bíblia não deve ser lida de forma isolada, mas em comunhão com os irmãos e irmãs na fé, pois é na comunidade que a Palavra de Deus ganha vida, peso e sentido pleno.

Francisco nos incentiva a criar grupos de leitura bíblica, nos quais, juntos, possamos discernir a vontade de Deus para nossas vidas e para o mundo. Neste mês da Bíblia, somos chamados a deixar que a Palavra de Deus se torne viva e eficaz em nossas vidas. Que possamos, à luz do ensinamento de Francisco, renovar nosso compromisso com a leitura e a vivência das Escrituras, permitindo que elas moldem nosso coração e guiem nossas ações, para que possamos ser verdadeiros discípulos de Cristo no mundo de hoje.

(*) Sacerdote jesuíta e mestre em Teologia. Escritor. Diretor do Mosteiro dos Jesuítas de Baturité e do Polo Santo Inácio. Fundador do Movimento Amare.

Fonte: O Povo, de 21/09/2024. Opinião. p.20.

quinta-feira, 11 de abril de 2024

O APOCALIPSE CHEGOU

Por Rev. Munguba Jr. (*)

Durante os festejos do carnaval desse ano, um momento ficou eternizado. As cantoras Ivete Sangalo e Baby do Brasil, juntas, protagonizaram uma situação sui generis. Tudo transcorria dentro do esperado, quando a nossa irmã Baby proclama algo inusitado para o momento. A ex-integrante dos Novos Baianos, disse aos foliões: "Todos atentos porque nós entramos em apocalipse. O arrebatamento tem tudo para acontecer entre cinco e dez anos. Procure o Senhor enquanto é possível achá-lo. Obrigada, galera". Foi como gasolina derramada em meio ao fogo.

A reação da cantora Ivete Sangalo foi desproporcional, mas não deselegante sem causa. O que podemos observar é que a nossa irmã Baby usou uma terminologia própria do cristianismo, palavras escatológicas. O decodificador não tem a obrigação de conhecer sobre o que é apocalipse ou arrebatamento. É como se a Ivete dissesse: "Não entendi o que você quer dizer com essas palavras. Vamos continuar o show".

Na prática, o que aconteceu foi uma busca frenética na internet por essas duas palavras. Elas não fazem parte do vocabulário do homem comum contemporâneo. Mas a curiosidade foi aguçada e muitos passaram a pensar sobre as suas vidas, famílias, amigos e na qualidade dos seus dias aqui na terra.

A Bíblia garante o nosso arrebatamento. Jesus vem buscar a sua igreja. O registro do Apóstolo Paulo, escrevendo a igreja que estava na Tessalônica, é claro, conclusivo e eloquente: "Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá do céu, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois, nós, os que estivermos vivos, seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. Assim, estaremos com o Senhor para sempre".

Obrigado, meninas, por nos presentearem com esse chamamento para o questionamento, para o pensamento divergente. Mesmo que a Bíblia não especifique a data do arrebatamento, muitos começaram a questionar sobre ele. Baby não marcou data, apenas disse: "tem tudo para acontecer".

O cenário mundial de perseguição sistêmica ao cristianismo, de destruição da família e dos valores judaico cristãos, cria um quadro realmente apocalíptico.

(*) Pastor Munguba Jr. Embaixador Cristão da Oração da Madrugada e Erradicação da Pobreza no Brasil e presidente da Igreja Batista Seven Church.

Fonte: O Povo, 17/02/2023. Opinião. p.18.

segunda-feira, 30 de outubro de 2023

TEMPO ESPECIAL DE VIVÊNCIA DA PALAVRA DE DEUS

Por Pe. Eugênio Pacelli SJ (*)

O Mês da Bíblia existe no Brasil, desde 1971, e foi escolhido para homenagear o Dia da Bíblia Católica, celebrado em 30 de setembro, data alusiva também a São Jerônimo, patrono das Sagradas Escrituras, responsável pela tradução deste conteúdo do grego e do hebraico para o latim.

É o tempo no qual as comunidades católicas da Igreja no Brasil vivenciam um período oportuno de conhecimento e reflexão do livro sagrado. A iniciativa é motivada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e é oportunidade para estudo da Palavra de Deus.

Para este ano, a CNBB propõe o estudo da carta aos Efésios e traz como tema principal a inspiração bíblica "Vestir-se da nova humanidade" (Ef 4,24). O que nos remete de que a real compreensão da Palavra de Deus se dá quando a praticamos, isto é, quando nos "revestimos" de Cristo e de seu amor. "Vestir-se da nova humanidade", é extraído de Ef 4,24 e está inserido numa exortação da carta, na qual o autor apresenta aos batizados e batizadas, no que consiste assumir a vida nova, após a adesão a Cristo pelo batismo.

Sob a ótica do Papa Francisco, falando de São Jerônimo, o classificou como "um apaixonado estudante da Sagrada Escritura, que fez dela o motor e o alimento da sua vida". Para ele, o santo deixou à Igreja uma herança capaz de levar cada cristão a "um terno e vivo amor à Palavra de Deus escrita".

Segundo o pontífice, São Jerônimo não poupou termos para levar os cristãos a o conhecerem e valorizarem sua contribuição para que a Palavra de Deus fosse propagada. "Estudioso, tradutor, exegeta, profundo conhecedor e apaixonado divulgador da Sagrada Escritura; intérprete primoroso dos textos bíblicos; defensor ardente e, por vezes, impetuoso da verdade cristã, e guia espiritual na sua generosidade e ternura. E passados mil e seiscentos anos, a sua figura continua a ser de grande atualidade para nós, cristãos do século XXI".

Para Francisco, a leitura, a força e os efeitos entre oração e a palavra de Deus estão intimamente ligadas. Toda leitura das Sagradas Escrituras deve ser acompanhada de oração, para que seja possível o diálogo entre Deus e o homem". Afirma, ainda, que os textos bíblicos não foram escritos para "permanecer no papel, mas para serem recebidos por uma pessoa que reza, fazendo-os brotar no próprio coração".

Segundo Francisco, a Palavra "inspira bons propósitos e apoia a ação, dá-nos força e serenidade, e até quando nos põe em crise, nos dá paz. Em dias 'maus' e confusos, assegura ao coração um núcleo de confiança e amor, que o protege dos ataques do maligno".

E esse exercício de leitura, reflexão e atualização para nossos tempos é imprescindível, sem dúvida. As Sagradas Escrituras estão presentes no cotidiano, de diversas formas, sejamos, portanto, íntimos da Palavra para que nos tornemos íntimos e solidários com os irmãos.

(*) Sacerdote jesuíta e mestre em Teologia. Escritor. Diretor do Mosteiro dos Jesuítas de Baturité e do Polo Santo Inácio. Fundador do Movimento Amare.

Fonte: O Povo, de 24/09/2023. Opinião. p.14.

segunda-feira, 21 de novembro de 2022

EMAÚS E AS TRAVESSIAS

Por Pe. Eugênio Pacelli SJ (*)

A Palavra de Deus é força no momento certo, para a pessoa certa, na hora certa.

Na passagem dos discípulos de Emaús; dois homens caminham decepcionados, tristes, convencidos a deixar para traz a amargura de uma situação fracassada; e no caminho encontram Jesus.

Não é também nossa realidade? Não nos encontramos representados nesses personagens?

E já passado o isolamento, no final da pandemia, continuamos caminhando cansados, com a paciência no limite, intolerantes, desconhecendo até mesmo nossos comportamentos.

O Evangelho retrata um percurso, um itinerário espiritual que somos convidados a percorrer hoje e sempre. Nossa vida é uma contínua travessia, um sempre caminhar e neste caminhar vamos vivendo Emaús.

O importante desta narrativa bíblica é como Jesus exerce sua missão de Consolador, mostra-se um terapeuta da esperança, com uma pedagogia amorosa, com presença silenciosa, comunga com a tristeza deles (nossa).

Talvez muitos de nós, nos encontremos em situação semelhante, com espírito derrotado, sem esperança e sonhos. Eles tinham colocado toda sua esperança em Jesus de Nazaré, e sua esperança foi pregada na cruz e agora estava sepultado. Por isso, partem desanimados, decepcionados, fugindo de Jerusalém.

E como Jesus se aproxima? Ele não invade, não interpela diretamente, simplesmente vem como um estranho, silenciosamente, comunga com a tristeza deles e só então toma a iniciativa de conversar com os dois. Chega e põe-se a caminhar.

Ele vem mansamente, silenciosamente caminhar conosco, mesmo quando nosso caminho não é bonito. A graça de Deus pode nos atingir nos caminhos mais inesperados. Jesus continua caminhando conosco nas estradas, mesmo que não percebamos.

Outro ponto a destacar é que mesmo estando desanimados aqueles homens caminham juntos, são companheiros um do outro. Como vivemos mais uma etapa de nossa caminhada? Isolando-nos dos outros, ruminando problemas, alimentando pensamentos negativos, ou cuidamos um do outro, caminhando lada a lado? A travessia pode ser mais suave quando dividida. Jesus tem por cada um de nós um amor de predileção. Ele quer estar com cada um de nós, saindo para um lugar isolado, onde nada nem ninguém possa perturbar a nossa comunhão. Ele quer que lhe falemos de nós, que lhe contemos a nossa vida.

Em Jesus, Deus é fiel e caminha conosco. O que Ele nos pede é pé na estrada e coração com fé. Simplesmente: DESCANSAR, CONFIAR ESPERAR e Resignificar sonhos e trajetos, e com Ele discernir e encontrar um sentido para os fracassos.

(*) Sacerdote jesuíta e mestre em Teologia. Diretor do Seminário Apostólico de Baturité.

Fonte: O Povo, de 22/10/2022. Opinião. p.16.

domingo, 11 de setembro de 2022

ADÃO E EVA ESTAVAM NO PARAÍSO, MAS ALGO DEU ERRADO...

Deus ainda estava criando o mundo, mas Adão e Eva já estavam na Terra. Então Ele disse:

“Adão, eu quero que você faça algo.”

“Sim, Senhor”, disse Adão. “O que quer que eu faça?”

“Vá até o vale.”

Como Adão ainda não sabia de tudo no mundo, perguntou: “O que é um vale?”

Deus explicou e então ele chegou até lá. Deus disse: “Agora atravesse o rio”.

“O que é rio?”, pergunta Adão.

Deus explica o que é rio, e então continua a guiá-lo: “Agora cruze a montanha”.

Adão não sabia o que era uma montanha, então Deus explicou novamente. E então Deus disse: “Do outro lado da montanha, você vai encontrar uma caverna”.

“O que é uma caverna?”

Depois que Deus explicou, ele entrou na caverna e viu uma mulher. Era Eva. Deus explicou a ele o que era uma mulher e ordenou: “Agora, Adão, eu quero que você reproduza”.

“E como faço isso?”

Como explicar? Ele então foi através de parábolas, explicando sobre os pássaros, abelhas e outros animais. Adão parece ter entendido e então. Porém, passados alguns minutos, ele sai da caverna e pergunta:

“Deus... o que é dor de cabeça?”

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

domingo, 1 de maio de 2022

POR TRÁS DAS CORTINAS

Por Rev. Munguba Jr. (*)

Os judeus celebram anualmente a festa de Purim. Relembram que o Único e Verdadeiro Deus os livrou das mãos dos seus inimigos de uma forma sobrenatural. Mas essa festa relembra também que existem políticos corruptos, megalomaníacos que se embriagam com o poder destruindo vidas e sonhos.

Hitler não foi original em sua ideia de aniquilar o povo de Deus. Sabemos que foram mais de seis milhões de judeus mortos no holocausto. Na Bíblia temos dois livros com nome de mulheres. Rute e Ester. Rute uma bela jovem gentia que se casou com um judeu e Ester uma bela judia que se casou com um gentio.

O livro de Ester nos apresenta Hamã, um político despótico que planejou um grande massacre para o povo judeu. Mas é lindo ver nessa história, que é mais emocionante do que seriados da Netiflix, ou filmes de Hollywood, o desenrolar de um concurso nacional de beleza, onde a miss eleita casa-se com o rei. É narrado ainda um complô de assassinato, execução de políticos, retratando o agir do Deus na história, descrevendo providência e o escape para aqueles que tem uma aliança com o Eterno.

Em Ester podemos absorver algumas lições importantes além da providência de Deus em nossas vidas. A primeira é: cuidado com as sementes que você tem plantado. Tudo que você plantar terá obrigatoriamente que colher. O plantio é opcional, mas a colheita é obrigatória. A segunda lição é que a honra gera vida e prosperidade e a desonra encaminha para a dor e morte. A terceira é que não podemos nos acovardar e nos calar diante de autoridades despóticas. Ter a coragem de se posicionar, falar claramente o que se pensa, principalmente defender os valores das escrituras sagradas. A quarta lição é celebrarmos cada vitória em nossas vidas. Algumas vezes valorizamos mais os problemas do que as soluções que Deus nos presenteia.

Os pré-candidatos para as eleições desse ano começam a ser apresentados e esperamos que sejam realmente conhecidos, sabatinados, analisados e que fiquem claras as intenções por trás das cortinas, nos bastidores da existência, nas sombras da alma. Precisamos escolher melhor, escrevendo um futuro melhor para todos.

(*) Pastor Munguba Jr. Embaixador Cristão da Coreia do Sul Para a Implantação da Oração da Madrugada e Erradicação da Pobreza no Brasil.

Fonte: O Povo, 16/04/2022. Opinião. p.18.


domingo, 12 de dezembro de 2021

O SERMÃO DA MONTANHA (versão para educadores)

Nem Cristo aguentaria ser professor!

Nem o Senhor Jesus aguentaria ser um professor nos dias de hoje....

O Sermão da montanha (versão para educadores)

Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.

Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens.

Tomando a palavra, disse-lhes:

- Em verdade, em verdade vos digo:

- Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.

- Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

- Felizes os misericordiosos, porque eles...

Pedro o interrompeu:

- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?

André perguntou:

- É pra copiar?

Filipe lamentou-se:

- Esqueci meu papiro!

Bartolomeu quis saber:

- Vai cair na prova?

João levantou a mão:

- Posso ir ao banheiro?

Judas Iscariotes resmungou:

- O que é que a gente vai ganhar com isso?

Judas Tadeu defendeu-se:

- Foi o outro Judas que perguntou!

Tomé questionou:

- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?

Tiago Maior indagou:

- Vai valer nota?

Tiago Menor reclamou:

- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.

Simão Zelote gritou, nervoso:

- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?

Mateus queixou-se:

- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!

Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:

- Isso que o senhor está fazendo é uma aula?

- Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica?

- Quais são os objetivos gerais e específicos?

- Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?

Caifás emendou:

- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas?

- E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais?

- Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?

Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:

- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade.

- Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto.

- E vê lá se não vai reprovar alguém!

E, foi nesse momento que Jesus disse: "Senhor, por que me abandonastes...."

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Sem autoria definida.

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

A BÍBLIA

Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)

A Bíblia, conforme estudiosos, é o Livro mais vendido de todos os tempos; todavia, não sabemos se é o mais lido e interpretado. Consideramos o Texto mais sábio da literatura universal. Todos os livros bíblicos destacam a importância das análises teológicas, é um convite à reflexão. Existem estudos controversos, no entanto para nós a Bíblia é a palavra de Deus. É bom salientar que a Sagrada Escritura não pertence aos estudiosos, mas ao povo. O Antigo Testamento inclui 46 livros anteriores a Jesus Cristo e o Novo Testamento, abrange 27 livros que exaltam Jesus como enviado de Deus. As verdades divinas que constam e se manifestam na Sagrada Escritura, se consignaram por inspiração do Espírito Santo. Acreditamos que a Bíblia Sagrada não se destina somente à leitura, mas principalmente à oração. Os ensinamentos contidos são vários, no entanto poderemos resumi-los em uma só expressão: “amar a Deus e ao próximo como a si mesmo”. A exegese bíblica não é fácil, pois os livros foram escritos em várias épocas e em muitos lugares, por pessoas distintas e em línguas diferentes. Para se ter uma ideia, o Antigo Testamento foi escrito em hebraico e, alguns trechos, em aramaico. Já o Novo, foi todo redigido em grego. A pedido do Papa Dâmaso, São Jerônimo (cuja festa celebra-se em 30.09) foi presbítero, teólogo, historiador e doutor da Igreja- traduziu a Bíblia para o Latim. Sendo a Bíblia um Livro de difícil entendimento e interpretação surgiram, ao longo do tempo, conflitos entre ciência e religião, sanados, quase sempre, com a harmonização da fé e da razão. Ademais, dentro de um sentimento ecumênico, o importante é que as mensagens bíblicas orientem todos nós, pois o SENHOR é o nosso Pastor. Gostaríamos, também, de lembrar uma frase constante de um dos sermões do padre Antônio Vieira: “Semem est verbum Dei” (A semente é a palavra de Deus). Realmente, a palavra de Deus está no Livro Sagrado e na medida em que possamos segui-lo os frutos surgirão e estaremos nos aproximando da felicidade. Ao interpretarmos e entendermos a Bíblia, nós reconhecemos os nossos erros do passado e do presente, bem como visaremos com fé, esperança e amor o futuro.

(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.

Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 1/10/2021.

domingo, 29 de agosto de 2021

QUEM É O INIMIGO?

Por Rev. Munguba Jr. (*)

Minha mãe sempre lembrava que "água mole em pedra dura tanto bate até que fura".

Por que não mostrar os dois lados? Por que não fazer um jornalismo sério e respeitado, contemplando os diferentes, os opostos e o contraditório?

Temos um inimigo muito maior. As pessoas que convivemos, as instituições que durante anos admiramos não são responsáveis por essa desventura na comunicação nacional.

A articulação é bem mais ampla, é internacional, visando o fim da família tradicional, os valores judaico-cristãos, a propriedade privada e a liberdade para que os mercados operem livremente.

A Bíblia relata que a nossa luta não é contra a carne e sangue. Que não lutamos contra pessoas, mas sim contra ideias, sistemas e complôs em uma esfera bem mais elevada, que ela chama de lugares celestiais. Uma dimensão onde as forças da maldade atuam para alterar a realidade paralela, influenciando os destinos na nossa nação.

Quando revelamos essa estratégia demoníaca, apresentamos o antídoto para o veneno que destrói os relacionamentos humanos saudáveis.

Mais uma vez encontramos a Bíblia dizendo que as nossas armas não são carnais, mas espirituais para demolição de fortalezas e para trazer todo pensamento ao pensamento de Cristo.

Decidimos orar, abençoar, interceder a Deus pelo Brasil e amar as pessoas e instituições a despeito da lavagem cerebral que presenciamos através de muitos veículos de comunicação.

As pessoas são mais importantes, as amizades devem ser preservadas, os relacionamentos devem ser mantidos em alto nível. Mas uma coisa é certa: Deus fará sobressair sobre nós a Sua justiça e a luz da Sua presença abençoará a nossa nação. Não posso dizer quando e como Deus fará. Mas acontecerá.

Levante os olhos e não tenha medo do inimigo. Ele já perdeu. 

(*) Pastor Munguba Jr. Embaixador Cristão da Coreia do Sul Para a Implantação da Oração da Madrugada e Erradicação da Pobreza no Brasil.

Fonte: O Povo, 10/07/2021. Opinião. p.16.

 

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