domingo, 5 de julho de 2020

O CACHORRO DO POLÍTICO


Em uma competição diferenciada, alguns profissionais estavam exibindo as habilidades de seus cães.
O engenheiro ordenou a seu cachorro:
— Escalímetro, mostre tuas habilidades!
O cãozinho pegou um martelo, umas tábuas e num instante construiu um casinha para cachorros. Todos admitiram que era um façanha.
O contador disse que seu cão podia fazer algo melhor:
— Bufunfa, mostre tuas habilidades!
O cachorro foi à cozinha, voltou com 24 bolinhos, dividiu os 24 bolinhos em 8 pilhas de 3 bolinhos cada. Todos admitiram que era genial.
O químico disse que seu cão podia fazer algo melhor:
— Óxido, mostre tuas habilidades!
Óxido caminhou até a geladeira, pegou um litro de leite, bananas, colocou tudo no liquidificador e fez uma vitamina. Todos concordaram que era impressionante.
O informático sabia que podia ganhar de todos:
— Megabyte, vamos lá!
Megabyte atravessou o quarto, ligou o computador, verificou se tinha vírus, redimensionou o sistema operativo, mandou um e-mail e instalou um jogo excelente. Todos sabiam que este era muito difícil de superar.
Todos olharam para o político e disseram:
— E seu cão, o que pode fazer?
O político chamou seu cão e disse:
— Deputado, mostre a eles tuas habilidades!
Deputado deu um salto, comeu os bolinhos, tomou a vitamina, fez cocô na casinha, deletou todos os arquivos do computador, armou a maior zorra com os outros cachorros, expulsou todo mundo, exibindo um título falso de propriedade e, em seguida, alegou imunidade parlamentar.
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sábado, 4 de julho de 2020

O PIANO, O PIANISTA E O CANTOR


Um homem entrou em um bar, sentou-se ao balcão e perguntou ao barman "Se eu impressionar você, posso tomar uma bebida grátis?" O barman disse que sim, então o homem enfiou a mão no bolso e pegou um piano minúsculo. Ele então pegou um camundongo e o colocou ao piano. O ratinho sentou-se ao piano e começou a tocar música. O barman ficou muito surpreso e deu uma cerveja ao homem. Em seguida, o cliente disse: "Se eu impressionar você ainda mais, posso tomar bebidas grátis pro resto  da vida?" O barman não pensou que isso fosse possível, e concordou. O homem então tirou um sapinho do bolso e o batráquio começou a cantar a música do piano.
O barman, incrédulo, disse ao homem que estava impressionado. Nisso, entra no bar um homem de terno e bengala, parecendo rico. Vendo o show dos bichos, ofereceu dois milhões de reais ao proprietário, que disse que não vendia o grupo porém vendia o sapinho por 500 mil. O cara rico concordou, pegou o sapo e saiu. O barman não podia acreditar que o dono tinha topado o negócio e disse: "Por que você vendeu o sapo?! Agora, não tem cantor!"
O proprietário riu e disse: "Não se preocupe, o rato é um ventríloquo".
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

QUAL É O SEGREDO?


Jorge, 88 anos, casou-se com Lúcia, uma linda mulher de 45 anos.
Como seu novo marido é bem mais velho, Lúcia decide que, depois do casamento, ela e Jorge deveriam ter quartos separados. Sua preocupação era o fato de que seu novo velho marido poderia se esforçar demais se passassem a noite inteira juntos.
Após as festividades do casamento, Lúcia se prepara para dormir e seu amado bate na porta.
A porta se abre e lá está Jorge, seu esposo de 88 anos, pronto para a ação. Eles se unem como um só.
Tudo corre bem, Jorge se despede de sua noiva e ela se prepara para dormir.
Depois de alguns minutos, ela ouve outra batida na porta do quarto, e era Jorge.
Mais uma vez ele está pronto para mais "ação". Um tanto surpresa, Lúcia consente.
Quando os recém-casados terminam, ele beija sua noiva, deseja boa noite e vai embora.
Ela está pronta para dormir de novo, mas, ah, você adivinhou - Jorge está de volta, batendo na porta e está tão vívido quanto um jovem de 25 anos, pronto para mais "ação".
E, mais uma vez, eles se divertem.
Mas quando ele se prepara para sair de novo, sua jovem esposa lhe diz: "Estou completamente impressionada que na sua idade você pode se sair tão bem e com tanta frequência. Eu estive com rapazes com menos de um terço de sua idade, mas você é realmente um grande amante, querido."
Jorge, um pouco envergonhado, olha para Lúcia e diz: "Você quer dizer que eu já estive aqui antes??"
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Crônica: "A importância das coisas sem futuro" ... e outros causos


Por jornalista Tarcísio Matos
A importância das coisas sem futuro
Disse que se a gente ralar um jacaré (em ralador de milho, por exemplo), ele fica do tamanho duma lagartixa. Se aparar jumento com quicé ele se transforma num guaxinim. E se o caba liquidificar urubu, ele fica 'imprial um anum'. Aí eu disse que a sociedade protetora dos animais e a sociedade como um todo iam dar em cima, que ele podia ir pro xilindró. E Dermevaldo respondeu que foi só um sonho.
- Besta, eu tinha acabado de chegar duma panelada dançante no João XXIII.
"Se todos fossem iguais a vocês..."
O plantão do Dr. Jotinha tinha terminado fazia três horas, e ele ainda no hospital maior da municipalidade. No corredor, cuidava com desvelo incomum de paciente que chegara em mui graves condições. O carinho quase filial em acolhimento demais amoroso chamavam a atenção dos colegas.
Puncionando a veia do paciente com a dedicação de um mestre, colocava a máscara de oxigênio, pedia a presença de cardiologista, traumatologista, pneumologista, enfermeiros, rezadeira, corpo de bombeiros. Um colega vendo a dedicação diferente assaz do costumeiro, pergunta quem é o sinistrado. E o velho e bom Jotinha...
- É o atual marido de minha ex-mulher...
Cia. Docas
Eram primas, moravam 300 metros distantes, na localidade de Paulicéia. Doca de seu Firmino e Doca de Jeová. Uma, tia minha por parte de pai; a outra, por parte de mãe. E, interessante, tomavam conta de suas respectivas mamães. Uma e outra conhecidas por "Dona Doca". As "Docas da Paulicéia".
Um morador da Paulicéia por nome João, vizinho das duas senhoras, veio a Fortaleza e, a convite de um colega, foi conhecer o Porto do Mucuripe. Tudo muito novo para o matuto. A certa altura, o dito colega aponta para o prédio bonito das Docas e, pela primeira vez no lugar, João viu algo familiar. Fez conexões.
- Marrapaz! Eu não acredito no que tô vendo!
- O que, macho? - indagou o cicerone.
- Doca de seu Firmino e Doca de Jeová têm negócio por aqui!?!
O lado bom duma desgraça
Meu tio Zuca Piauiense descuidou e teve uma trombose - 'ramo'. Pressão sanguínea nas alturas, no ponto de ser medida por calibrador de borracharia. Ficou totalmente torto. Ou, como dizia tia Zilah, "guenzo, tadim". Afetou os dois pés, agora voltados pra dentro, dificultando sobremodo o andar linheiro. E tropeçava, caía...
Por acreditar que o milagre de Nossa Senhora dos Remédios iria curá-lo, largou a medicação e findou acometido de novo ataque. Desta feita, porém, como diz tia Zilah, um "AVC Cerebral Bom Pela Metade". AVC Bom Pela Metade? A resposta dela é a expressão do milagre de que falava tio Zuza:
- O pé esquerdo desentortou. Tô feliz. Agora, só falta o direito!
Um homem 'alto-sustentável'
Pêdo Ferrôi tem 1 metro e 90 centímetros. Acamado, e por conta da altura, tem grandes dificuldades de se levantar, movimentar-se. O filho, Junim Ferrôi, seu cuidador, sofre. Mas, como entrou há pouco na faculdade, aprendeu algo que muito lhe empolga e facilita a vida: os Modelos Sustentáveis de Desenvolvimento.
Tentando tirar o pai da rede e levá-lo ao banheiro, amargou dificuldades e... Diante do homenzarrão molenga, falou cheio de moral e detentor de conhecimento na área:
- Pai, o senhor já é alto. Agora, só precisa ser sustentável. Se sustente sozinho em pé, hômi! Seja alto-sustentável uma vezinha na vida!
Fonte: O POVO, de 9/08/2019. Coluna “Crônicas”, de Tarcísio Matos. p.2.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

COVID-19: o futuro


Por Paulo Sérgio Arrais (*)
O mundo está de cabeça para baixo com o avanço assustador da Covid-19. As pessoas, os gestores e os sistemas de saúde foram pegos de surpresa. Enquanto as providências estão sendo tomadas para conter e atender a grande massa de infectados, outras pessoas se perguntam: Como será o futuro? Muitas lições já foram tiradas desse pandemônio.
A primeira, precisamos que nosso Sistema Único de Saúde (SUS) receba os aportes financeiros necessários para seu pleno funcionamento. A revogação da Emenda Constitucional 95, que retirou bilhões de reais dos serviços de saúde, é urgente. Retomar os investimentos na área da pesquisa (ciência e tecnologia). Com a pandemia vários países ficaram em situação calamitosa, na dependência de insumos oriundos de outros países. É importante garantir a manutenção permanente dos equipamentos hospitalares utilizados no diagnóstico de problemas de saúde e os que salvam vidas, como os respiradores mecânicos. É inadmissível que equipamentos de tal importância sejam encostados por falta de recursos para sua manutenção.
A segunda, diz respeito ao fortalecimento das políticas para o combate das desigualdades sociais, que incluem habitação e saneamento básico, pois sem água potável e rede de esgoto fica difícil promover as medidas de prevenção e controle de doenças infecciosas e parasitárias.
A terceira, mudanças urgentes dos hábitos de vida, principalmente dos mais jovens, pois se as pessoas idosas e com doenças crônicas são aquelas com maior risco de contágio e morte, faz-se necessário mudanças. Menos açúcar, gordura e sódio, mais atividades físicas e alimentação saudável.
As medidas de prevenção e controle foram impostas, mas não se restringem apenas ao uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento social. É necessário ter cuidado, entre outros, com a higiene da casa, do carro, dos equipamentos de uso comum. São aliados da limpeza e higienização: álcool gel 70%; álcool 70%; uso da mistura água e água sanitária; uso da água e sabão ou do detergente. Pelo visto, o futuro implica que nos reeduquemos naquilo que é básico: hábitos de higiene pessoal e doméstico. 
(*) Doutor em Saúde Pública e professor da UFC.
Fonte: Publicado In: O Povo, de 13/05/2020. Opinião. p.18.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

MÊS DO MEIO AMBIENTE


Por Artur Bruno (*)
O mês de junho é pródigo em datas ambientais. Dentre elas, os Dias Mundiais do Meio Ambiente, dos Oceanos e de Combate à Desertificação. Em todo mundo, governos avançam na preservação. Mas o Brasil segue o rumo inverso. Ao assumir, Bolsonaro inclusive cogitou extinguir o Ministério do Meio Ambiente. No Ceará, e em outros estados, um movimento suprapartidário defendeu a pasta. A manutenção, porém, não foi um alento para nossa natureza.
O ministro Ricardo Salles tem outros interesses. O desmatamento na Amazônia passou de 10 mil km² entre agosto de 2018 e julho de 2019, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). É um aumento de 34,4% em relação ao período anterior. É 2º maior aumento percentual já registrado no bioma, ficando atrás somente de 1995.
A pandemia também expôs a desigualdade no País. Bolsonaro desmontou a estrutura de políticas assistenciais existentes, atingindo em cheio povos e comunidades da floresta. O presidente endossa o discurso que o Brasil possui áreas de conservação e terras indígenas "em excesso". Que o diga o desmantelamento dos órgãos ambientais, como o Ibama e o ICMBio.
Fico feliz em informar que o Ceará caminha na contramão deste descaso. Nosso desmatamento da mata atlântica é o menor do Brasil, segundo a ONG SOS Mata Atlântica e o Inpe. Os parques estaduais do Cocó e Botânico, além da Reserva da Vida Silvestre Periquito da Cara Suja viraram postos avançados da mata atlântica brasileira.
Estamos ampliando nossas Unidades de Conservação (UCs). Além da regulamentação do Cocó e a ampliação da Área de Proteção Ambiental do Ceará-Maranguapinho, foram criadas as Áreas de Relevante Interesse Ecológico do Cambeba e da Fazenda Raposa, além da Revis Periquito da Cara Suja. Mais cinco UCs serão criadas até o final do governo Camilo Santana.
Estas ações, somadas a um intenso programa de florestamento e reflorestamento de áreas degradadas e investimento em geração de energia por métodos renováveis - eólica e solar - mostram um Ceará que trilha um caminho de boa convivência com nossos biomas. 
(*) Secretário do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMA) do Estado do Ceará. Sócio do Instituto do Ceará.
Fonte: Publicado In: O Povo, Opinião, de 23/6/20. p.16.

ECONOMIA DE GUERRA NA PANDEMIA


Por Lauro Chaves Neto (*)
A pandemia da Covid-19 tem gerado uma demanda gigantesca por atendimento, aparelhagem médica e também por medidas para reduzir a propagação do contágio. O isolamento social e a suspensão de atividades econômicas, ao reduzirem o consumo e a oferta de bens e serviços, afetam profundamente a economia.
A suspensão das atividades econômicas atinge milhares de pessoas que estão perdendo suas fontes de renda e entrando em situação de vulnerabilidade social. Assim, é imprescindível que o governo auxilie financeiramente as pessoas que perderam suas rendas, caso do auxílio emergencial. Ao mesmo tempo, essas medidas também precisam garantir que empresas e empreendedores não sejam colapsados, permitindo a continuidade dos seus negócios após a pandemia.
Os movimentos realizados durante e após a Segunda Guerra Mundial são conhecidos como economia de guerra e são caracterizados pela centralização do planejamento econômico no governo. A ação enérgica pública é fundamental, pois o mercado leva um tempo para responder às demandas causadas por um cenário de guerra. Essa demora pode causar perdas materiais e econômicas alarmantes e, até mesmo, perdas de vidas.
Diante deste cenário de elevada demanda por investimentos em saúde e por ajustes econômicos, governos têm encarado a conjuntura como um momento de guerra. Já nas empresas, a economia de guerra se refere à adequação que permita a reconstrução no cenário pós-crise, paralelamente cada família também necessita fazer profundos ajustes nos seus hábitos de vida e padrões de consumo.
Alguns países estão tentando aumentar a produção de equipamentos médico-hospitalares, esse processo, ligado a tempos de exceção, é chamado de reconversão industrial ou reconversão produtiva.
As atuais ações demonstram uma das principais diferenças entre uma pandemia e uma guerra. Se, em uma guerra, os governos buscam usar todos os recursos para ajudar na produção de comida, roupas, armas e munições; em uma pandemia, esse esforço é feito para, simultaneamente, fortalecer os sistemas de saúde e criar uma rede de proteção social e empresarial. 
(*) Consultor, professor doutor da Uece e conselheiro do Conselho Federal de Economia.
Fonte: O Povo, de 11/5/20. Opinião. p.28.
 

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