terça-feira, 10 de setembro de 2024

CONVITE: Lançamento do Nº 8 da Revista Anual da ACEMES

O presidente da Academia Cearense de Médicos Escritores (ACEMES), Dr. Luiz Gonzaga de Moura Jr., convida para o lançamento do Nº 8 da Revista Anual da ACEMES.

A revista, de autoria dos membros titulares da ACEMES, será apresentada pelo médico e escritor Acad. Lúcio Alcântara.

Local: Ideal Clube – Av. Monsenhor Tabosa, 1.381, Meireles - Fortaleza

Data: Dia 10 de setembro de 2024 (terça-feira). Horário: 19h30min.

Traje: Esporte fino.


DIVERTIDAMENTE VELHAS

Por Márcia Alcântara Holanda (*)

Recentemente, minha amiga Rita e eu decidimos ver o filme "Inside Out 2" (Divertida Mente 2). No cinema contei que quando falei em casa que íamos assistir, veio uma celeuma: "Vocês vão ver filme de adolescente? Estão regredindo?" Respondi sem titubear: "Sim! Somos velhas, mas ainda temos vida e curiosidade para conhecer quais e como são as emoções dos adolescentes hoje."

Rita perguntou: "Pra quê? Já passou!" Eu disse: "Sim, mas a resenha do filme trata de emoções da adolescente Riley vividamente. Vale a pena conhecer." Ela disse: "Vai nos fazer refletir sobre nossas próprias emoções agora." Concordei.

Foi 1h20min fixada à abordagem inteligente e perspicaz de emoções humanas, retratadas em formato eletrônico que ditavam a mente de Riley. Emoções, representadas de forma personificada como alegria, ansiedade, vergonha, tédio, tristeza, se manifestavam conforme Riley vivia. Mostrando como ela reagia a cada uma, em atitudes e ações.

Esse movimento nos abriu bem os olhos, apurou os ouvidos e gargalhamos das representações ora ingênuas, ora sarcásticas, mas sempre bem decodificadas. Vimos emoções esbarrando, desolando-se, descontrolando-se, crescendo e escondendo-se o quanto podiam. A ansiedade que agitava as cenas não venceu a alegria que driblava a força das crises ansiosas. Cada emoção surgia conforme Riley vivia.

Filme contagiante: Da alegria ao desgosto, uma emoção divertida. Reconhecemos através delas como influenciam nossas vidas, mesmo velhas. Temos momentos simples que trazem alegria, perdas que entristecem, raiva que desonera a mente e nos faz agir, às vezes, com incongruência. As injustiças sociais que tornam os velhos invisíveis desolam, geram tédio e, às vezes, melancolia.

Entusiasmadas com as cenas conectamo-as às nossas vidas. Rita disse: "É bom lembrarmos da célebre afirmação de Sartre em 'A Idade da Razão', de que a velhice é irrealizável porque as limitações corpóreas impostas pela idade podem nos impedir de alcançarmos uma síntese plena de nossa identidade e consciência." Concordei: "Isso mesmo, mas não nos impede de ajustarmos nossas perspectivas viabilizadoras, como e quando quisermos e pudermos. Liberdade para isso, os velhos têm."

Tomamos um café e nos abraçamos, marcando uma apresentação de jazz no CLUBE 5 e nos divertir, velhas assim.

(*) Médica pneumologista; coordenadora do Pulmocenter; membro honorável da Academia Cearense de Medicina.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 14/08/2024. Opinião. p. 19.


segunda-feira, 9 de setembro de 2024

SEMPRE HÁ O QUE APRENDER

Por Maximiliano Ponte (*)

Sou um veterano-iniciante no judô. Veterano pela idade. Iniciante pelo pouco tempo de prática. Sou faixa laranja. Para adultos, acima apenas da branca e da amarela. Como iniciante tudo é novidade, fascinante para mim. Como veterano, acabo sendo, talvez, um pouco mais reflexivo com as experiências que adquiro na prática desta arte marcial.

Recentemente participei de um campeonato de judô. As lutas entre atletas veteranos se dão entre pessoas do mesmo sexo, com idade e peso aproximados, independentemente da faixa. Meu oponente foi um faixa preta, com excelente e longo retrospecto de lutas. Fiz com ele duas lutas e perdi ambas. Mas aprendi uma coisa interessante.

Diante de um oponente que consideramos muito mais forte, podemos tender a pensar que seus ataques são muito mais efetivos do que de fato são. Nas duas lutas que fiz, pensei que as quedas que levei no início dos combates haviam sido ippon, o golpe perfeito, que leva ao término imediato da luta. Mas não foram. Em virtude desse erro de percepção, perdi alguns instantes preciosos, demorando a voltar a me defender.

Quando de antemão consideramos o oponente como imbatível, antecipamos nossa derrota. Corremos o risco de vermos todas as suas investidas como perfeitas e fatais. Mas o golpe pode não ter sido tão preciso. Ou pode até ter sido, mas você pode ter subestimado sua capacidade de se defender de um golpe que te levou a queda. É importante sempre lembrar que nem toda queda é uma derrota necessária e imediata. E ainda, mesmo caído, em muitas situações ainda dá para seguir lutando.

Numa primeira versão deste texto, qualifiquei meu oponente de "grande judoca". Um amigo judoca, e psiquiatra como eu, comentou: "você já o chamou de grande judoca, ele está grande na sua mente, não respeite faixa, nem fama". Algo análogo ao ensinamento do senhor Kano, fundador do judô: "Quem teme perder, já está vencido". Assim, meu aprendizado principal foi: o primeiro oponente a ser vencido somos nós mesmos. No tatame ou na vida, cuidado com o que você faz com a valoração que faz do oponente (problema ou desafio) e foque nas suas estratégias de enfrentamento. Do contrário, poderá sentir, como eu senti, todos os golpes como avassaladores e fatais. Então, respeitosamente, não respeite (no sentido de "não se apequene ante") seu oponente.

(*) Médico psiquiatra e judoca.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 9/08/2024. Opinião. p.19.

domingo, 8 de setembro de 2024

PROGRAMA REALIZA CAMINHADA PELA VIDA

Por Karine Lane, jornalista de O Povo

As sequelas deixadas pelo fumo e outras doenças às vezes são difíceis de lidar, mas existem vários tratamentos e ações. Com o intuito de motivar as pessoas com doenças pulmonares graves, crônicas e com limitações para as atividades diárias da vida, a pneumologista Márcia Alcântara promove nesta quarta, 4, o "Caminhando, Inspirando e Expirando pela Vida". O encontro está previsto para acontecer na Barraca Ponto do Guaraná, às 7h30, com 1,5 km a ser percorrido.

O evento já está em sua quarta edição e é exclusiva para idosos do Programa de Reabilitação Pulmonar do Pulmocenter (PRPP). "O nosso objetivo é o de congregar pessoas com as mesmas faixas etárias e com essas limitações para um encontro lúdico e de intenso relacionamento coletivo por uma vida melhor", afirma Márcia Alcântara, também coordenadora do PRPP.

A médica explica que o movimento da caminhada melhora a capacidade pulmonar e cardiovascular, ou seja, atividades ao ar livre, especialmente essa, promovem o fortalecimento dos músculos respiratórios, ajudando a aumentar a resistência física e melhorar a eficiência respiratória.

"Há também o contato com a natureza, estar ao ar livre, com efeitos comprovados na redução do estresse e na melhora do bem-estar mental, o que é crucial para idosos em um PRP. As caminhadas em grupo incentivam a socialização, combatendo a solidão e promovendo um senso de comunidade entre os participantes", pontua.

O PRP é um conjunto de intervenções terapêuticas baseadas em exercícios físicos supervisionados, educação e suporte psicológico destinados a pessoas com doenças pulmonares crônicas. Ele é realizado para melhorar a capacidade funcional, reduzir a dispneia — falta de ar — e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Programa de Reabilitação Pulmonar é indicado para pessoas com doenças pulmonares crônicas, como DPOC, fibrose pulmonar, asma grave, bronquiectasias e, para aqueles que sofreram com a COVID-19 e ficaram com sequelas respiratórias, como fibrose pulmonar e falta de ar persistente. Pacientes em idade avançada, entre 60 e 94 anos, também se beneficiam. (Rafael Santana)

Benefícios dos exercícios físicos dos PRPs Programa de Reabilitação Pulmonar

Aumento da Capacidade Pulmonar: O treinamento físico melhora a eficiência dos músculos respiratórios, permitindo que o paciente respire com mais facilidade e menos esforço. Isso ocorre porque o exercício fortalece o diafragma e outros músculos envolvidos na respiração, tornando-os mais eficientes.

Reversão do Descondicionamento: Pacientes com doenças pulmonares crônicas frequentemente desenvolvem descondicionamento físico devido à inatividade. O exercício reverte esse descondicionamento, melhorando a capacidade aeróbica e reduzindo a sensação de cansaço.

Melhora da Troca Gasosa: O exercício regular melhora a circulação sanguínea nos pulmões, facilitando a troca de oxigênio e dióxido de carbono, o que alivia a sensação de falta de ar.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 1/09/2024. Ciência & Saúde. p.14-15.

sábado, 7 de setembro de 2024

SUS OFERECE ASSISTÊNCIA INTEGRAL GRATUITA A FUMANTES

Por Karine Lane, jornalista de O Povo

Pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são oferecidos tratamentos integrais e gratuitos às pessoas que desejam parar de fumar. O suporte se dá por meio de medicamentos como adesivos, pastilhas, gomas de mascar (terapia de reposição de nicotina) e bupropiona, além do acompanhamento médico necessário para cada caso e ações em grupo.

Em Fortaleza, esse serviço é oferecido pelas unidades básicas de saúde (UBSs). Se você tem vontade de abandonar o hábito, procure o posto de saúde que atende o seu bairro ou a sua comunidade e busque informações sobre locais e horários de tratamento.

Além disso, a Atenção Primária de Saúde (APS) possui um diferencial importante nesse processo, que é o acompanhamento dos pacientes a longo prazo — algo que faz toda diferença, já que é possível identificar, ainda no meio do caminho, quais condutas precisam ser ajustadas ou, ainda, se é necessário incluir abordagens específicas àqueles que tiveram alguma recaída.

A APS é o primeiro ponto de contato da população com o sistema de saúde e torna-se ideal para a oferta e abordagem de cessação ao tabagismo, mas não é a única possibilidade.

Na Capital, o Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart (HM) é referência no tratamento de fumantes através do Programa de Controle ao Tabagismo (PCT).
Criado em 2001 por ocasião do Dia Mundial de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, é o primeiro serviço público de Fortaleza voltado ao tratamento do fumante.

Uma vez inscrito, o paciente passa por uma triagem médica, onde são colhidas informações pessoais relativas ao estado psicológico e quanto à motivação para deixar o cigarro. Exames importantes são realizados para revelar como está a saúde e o grau de dependência.

Após a avaliação inicial, o usuário passa a fazer parte do grupo de apoio, no qual é realizado o tratamento padrão baseado na abordagem cognitivo-comportamental, no uso de medicamentos e na terapia de reposição nicotínica.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 1/09/2024. Ciência & Saúde. p.14-15.

O TABAGISMO COMO DOENÇA: como e onde buscar apoio para deixar de fumar?

Por Karine Lane, jornalista de O Povo

Do cigarro comum ao eletrônico, os malefícios do tabagismo geram preocupação em função dos riscos de doenças como câncer de pulmão e problemas cardiovasculares.

A decisão de parar de fumar é difícil e cercada de dúvidas. É melhor parar de uma vez ou reduzir aos poucos? Adianta parar agora se eu já fumo há tanto tempo? Quando começo a perceber os benefícios? Onde encontrar tratamento gratuito? Se precisar de apoio, tenho onde conseguir? Como vou lidar com os momentos de abstinência do vício?

Além de causar dependência, o fumo aumenta os riscos de enfermidades como as cardiovasculares e os cânceres — fato que já estampa desde as carteiras de cigarro até as campanhas de conscientização sobre o tema há bastante tempo.

Não faltam alertas sobre os riscos de doenças causadas pelo tabagismo: “Você sofre”, “você envelhece”, “você infarta”, “você adoece”, “você brocha”, “você morre”. Acompanhadas de imagens fortes, essas e outras mensagens advertem os fumantes a cada nova carteira adquirida e têm ajudado a diminuir a prevalência do tabagismo entre brasileiros desde 2017.

Com esforços em muitas frentes a partir de medidas de controle do tabaco, o Brasil conseguiu reduzir em 35% o consumo e se tornou um dos líderes mundiais na redução do tabagismo, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgados em janeiro de 2024.

O País também compartilha, junto aos demais países da América do Sul, a distinção de fazer parte da primeira região no planeta ‘livre de fumaça’: todas as nações da região possuem leis que proíbem o fumo em espaços fechados, locais de trabalho e no transporte público.

Na tentativa de desestimular essa iniciação ao uso do cigarro, o governo federal retomou a política de aumento de preço sobre cigarro. Com a decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 1º de agosto, ficou estabelecida a alíquota específica de R$ 2,25 por vintena (20 unidades) e preço mínimo de venda de cigarros no varejo de R$ 6,50 por maço ou box (20 cigarros).

Nas regras atuais, a alíquota específica é de R$ 1,50 e o preço mínimo de R$ 5 por maço. Uma medida necessária, já que o tabaco ainda mata mais de 8 milhões de pessoas por ano, de acordo com a OMS.

Só no Brasil são mais de 161 mil mortes anuais atribuíveis ao uso de tabaco, o que representa 443 mortes por dia e leva o tabagismo a ser o terceiro fator de risco para anos de vida perdidos ajustados por incapacidade.

Em outras palavras, é a maior causa evitável isolada de adoecimento e mortes precoces em todo o mundo. Os males causados por cigarros comuns, cigarros eletrônicos, cigarrilhas, charutos, fumos de cachimbo, narguilé, rapé e outros são conhecidos, mas nem sempre isso é suficiente para a tomada de decisão mais importante: abandonar o hábito.

Isso porque o fumante não é o único que se debilita com a prática. Quem também sai prejudicado são os fumantes passivos, que inalam a fumaça de derivados do tabaco. As partículas contêm substâncias tóxicas como alcatrão e nicotina, que podem causar asma, alergias, bronquite, pneumonia, doenças cardíacas e câncer de pulmão. Mesmo que não haja contato direto com a fumaça, a fuligem que fica impregnada em peças de roupa, por exemplo, pode causar alergias, doenças pulmonares e cutâneas.

O meio ambiente está incluído entre os principais afetados, com danos que vão desde o cultivo de tabaco até o descarte de bitucas e dos dispositivos. Pesquisas apontam que fumantes jogam, em média, 10 bitucas de cigarro por dia em vias públicas.
Parar de fumar, portanto, reduz o risco de doenças pulmonares e cardiovasculares, prolonga a vida, melhora as capacidades sensoriais e a aparência, reduz gastos com cigarros e tratamentos e ainda ajuda o meio ambiente.

Políticas públicas, campanhas educativas, intervenção médica, terapias de substituição de nicotina, apoio psicológico e grupos de suporte são fundamentais nesse processo, que não precisa ser encarado sozinho.

Dificuldades, incertezas, insônia, estresse e pressões externas podem dificultar, mas não devem ser motivo para desistir do plano de parar de fumar. Abandonar a dependência é um desafio, mas é a melhor saída.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 1/09/2024. Ciência & Saúde. p.14-15.

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

TRANSFIGURAÇÃO DE JESUS: um vislumbre da glória futura

Por Pe. Reginaldo Manzotti (*)

No mês de agosto, a Igreja no Brasil volta seu olhar para as vocações. Somos todos chamados à vocação através do nosso Batismo. Este chamado é um convite para vivermos nossa fé de maneira ativa e transformadora no mundo, cada um à sua maneira, de acordo com o plano divino.

Também neste mês celebramos um evento muito importante da vida de Jesus, a transfiguração. Este episódio que transcende o tempo e o espaço, e ofereceu uma janela para o divino e um vislumbre da glória que estava por vir.

A Transfiguração é descrita nos Evangelhos de Mateus (17,1-9), Marcos (9,2-8) e Lucas (9,28-36). Antes de subir ao monte, Jesus prediz Sua morte e ressurreição, preparando Seus discípulos para o que estava por acontecer. A transfiguração acontece num momento de incerteza e medo, onde os discípulos estão começando a compreender a verdadeira identidade e missão de seu Mestre.

Neste evento, Jesus levou Pedro, Tiago e João ao monte Tabor e revelou Sua glória divina, mostrando que Ele é mais do que um mestre ou profeta, Ele é o Filho amado de Deus.

A presença de Moisés e Elias simboliza a lei e os profetas. Ao conversar com Moisés e Elias, Jesus mostra que Ele é a continuação e o cumprimento da Lei e das profecias do Antigo Testamento. Ele está pronto para estabelecer uma nova aliança, que não anula a antiga, mas a cumpre e a completa.

O brilho deslumbrante de Jesus e a conversa sobre Sua partida iminente prenunciam a paixão e a ressurreição. A transfiguração é um momento de conforto antes da tempestade, uma promessa de que, apesar do sofrimento que está por vir, a redenção é certa.

Pedro, Tiago e João, confrontados com a majestade de Jesus, reagem com temor e admiração. Como sempre, Pedro, agindo por impulso faz a proposta de construir tendas. Além de outros significados o desejo de Pedro reflete o anseio humano de reter o sagrado, de prolongar o encontro com o divino. No entanto, é importante notar que, embora Pedro tenha tido boas intenções, sua sugestão foi prematura. Ele estava certo no significado, mas não no momento. A verdadeira glória de Jesus não seria revelada através da permanência na montanha da Transfiguração, mas sim através do sacrifício e ressurreição de Jesus. A plenitude do Reino de Deus, que Pedro ansiava ao sugerir a construção das tendas, só seria realizada após a crucificação e ressurreição de Jesus, eventos que marcariam a vitória definitiva sobre o pecado e a morte. Portanto, a Transfiguração serve como um vislumbre dessa glória futura, mas também como um lembrete de que o caminho para essa glória passa pela cruz.

A voz do Pai, afirmando a identidade e autoridade de Jesus, é também um chamado à obediência. "Ouvi-o", diz a voz divina, convidando os discípulos e a todos nós a escutar e seguir os ensinamentos de Jesus, que conduzem ao caminho da verdadeira vida.

A transfiguração de Jesus é um farol de esperança. Ela nos assegura que, por mais escura que seja a noite, a luz da manhã está para chegar. Nos momentos de dúvida e desespero, a transfiguração nos indica que a glória de Deus está sempre presente, aguardando para ser plenamente revelada em nossa própria transfiguração espiritual.

Neste mês, quando celebramos as vocações, a Transfiguração do Senhor serve como um lembrete de nossa própria vocação. Somos chamados a ser transformados pela graça de Deus, a agir como profetas e legisladores em nossas vidas, e a testemunhar a gloriosa ressurreição de Jesus. Como Moisés, somos convocados a ser fiéis à lei de Deus e a orientar os outros em seu cumprimento. Como Elias, somos chamados a ser profetas, proclamando a verdade de Deus ao mundo.

Que a Transfiguração de Jesus continue a inspirar e orientar todos aqueles que buscam seguir a Cristo em suas vocações.

(*) Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).

Fonte: O Povo, de 10/08/2024. Opinião. p.18.

 

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