Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie
A Eucaristia não é um símbolo, nem uma
representação, mas a presença real de Cristo. É a atualização do sacrifício da
Cruz, não uma nova imolação.
Ao celebrar a Páscoa com seus discípulos,
Jesus institui a Eucaristia (cf. Mt 26,26-29; Mc 14,22-25; Lc 22,19-20) que, a
partir daquele momento, assume novo sentido, no mundo cristão. A Páscoa
torna-se o evento da morte e ressurreição de Jesus.
Antes da instituição da Eucaristia, Jesus
faz várias afirmações conexas:
- Em João 6,48-50: “Eu sou o pão da vida.
Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram. Este é o pão que desceu do
céu, para que não morra todo aquele que dele comer.”
- Em João 6, 51; “Eu sou o pão vivo que
desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que Eu hei de
dar, é a minha carne para a salvação do mundo”.
- Em João 6,53: "Jesus disse-lhes: 'Em
verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não
beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós".
- Em João 6, 54-55: "Quem come a Minha
carne e bebe o Meu sangue tem a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia". "Pois a minha carne é
verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida".
Em Jo 6, 56: "Quem come a minha
carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele.”
Na Última Ceia, os Evangelhos sinóticos
apresentam, com toda clareza e exatidão, o mistério da transubstanciação,
transbordando amor, paz e misericórdia, convocando todos à união e perpetuando
a presença de Jesus, no meio de todos nós: - Jesus, na Última Ceia, parte o pão
e dá o cálice, dizendo: "Isto é o meu corpo... este é o meu sangue", estabelecendo a
Nova Aliança (Mt 26, 26-28; Mc 14, 22-24; Lc 22, 19-20).
“ISTO É O MEU CORPO / ISTO É O MEU SANGUE”:
o tempo verbal usado para afirmar esta realidade
* apresenta qualidade de ação durativa (τοῦτό ἐστιν τὸ σῶμά
μου / τοῦτό ἐστιν τὸ αἷμά μου), ou seja, não ficou somente naquele momento e não é uma
representação simbólica, mas a realidade do que se afirma.
Em seguida, ordena Jesus: - Fazei isto em
memória de Mim (τοῦτο ποιεῖτε εἰς τὴν ἐμὴν ἀνάμνησιν). Este tempo ποιεῖτε
está flexionado no imperativo, expressa uma ordem de uma ação que já começou.
O Papa Paulo VI, na Carta Encíclica
Mysterium Fidei, de 03 de setembro de 1965, 28 comenta: “Jesus ao ordenar aos
Apóstolos que fizessem o partir do pão e o beber do cálice em sua memória,
deixa explícita a sua “[...] vontade de que este mistério se renovasse. Na
realidade, foi o que a Igreja primitiva realizou fielmente, perseverando na
doutrina dos Apóstolos e reunindo-se para celebrar o sacrifício Eucarístico.”
“Tomai, todos, e comei: Isto é o Meu corpo, que será entregue por
vós”.
“Tomai, todos, e bebei: Este é o cálice do Meu sangue, o sangue
da Nova e Eterna Aliança, que será derramado por vós e por todos, para remissão
dos pecados.
FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.”
FONTE:https://www.academia.edu/145023418/Sacramento_da_Eucaristia_fundamentação_bíblica_e_teológica
Uma boa sexta-feira santa, com as bênçãos
de Deus!!!
(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 3/04/26.

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