segunda-feira, 4 de julho de 2016

FRASES E PENSAMENTOS DE BEETHOVEN


1. “Os músicos utilizam de todas as liberdades que podem.”
2. “Um grande poeta é a joia preciosa de uma nação.”
3. “Recomende aos seus filhos moralidade; somente isso, e não dinheiro, poderá fazê-los felizes.”
4. “Resignação... que triste palavra! E no entanto, é o único refúgio que fica.”
5. “Recomenda a teus filhos a virtude; isso pode os fazer mais reluzentes do que o ouro.”
6. “Há momentos em que acho que a língua ainda não é absolutamente nada.”
7. “A música é a revelação superior a toda sabedoria e filosofia.”
8. “A música deve brotar fogo do coração do homem, e lágrimas dos olhos da mulher.”
9. “É mais difícil o estoicismo para um artista que para qualquer outro.”
10. “O Homem aprendeu a escrever os defeitos no bronze e as virtudes na água.”
11. “A alma sensível é como harpa que ressoa com um simples sopro.”
Fonte: gingaronline.com

domingo, 3 de julho de 2016

FOLCLORE POLÍTICO X


Puxa quem pode
Tempos eleitorais. Tempos de fidelidade e infidelidade. Guararé era cabo eleitoral do governador Sebastião Archer, do Maranhão. Convenção do PSD, alguém acusou Guararé de puxa-saco. Guararé argumentou:
- Cada um puxa quem pode. Eu puxo o senhor, governador Archer. O senhor já puxa o senador Vitorino Freire. E o senador puxa o general Dutra. É a lei da fidelidade partidária.
Fonte: Gaudêncio Torquato (GT marketing comunicação).

Morreu Elie Wiesel, sobrevivente do Holocausto e Nobel da Paz

Foto Elie Wiesel GARY CAMERON/Reuters.
Elie Wiesel sobreviveu aos campos de concentração nazis da II Guerra Mundial e tornou-se um influente ativista e autor.
Eliezer “Elie” Wiesel, sobrevivente dos campos nazis do Holocausto, vencedor do Prémio Nobel da Paz em 1986 e ativista pelos direitos humanos, morreu este sábado aos 87 anos, de acordo com o Museu Memorial do Holocausto Yad Vashem, em Israel.
Nascido em 1928 na Roménia, Wiesel ficou conhecido por manter vivas as suas memórias do Holocausto com o livro Noite, baseado nas suas experiências enquanto adolescente nos campos de concentração de Auschwitz, Buna, e Buchenwald, e pelo papel determinante que teve em promover a educação sobre o Holocausto.
Wiesel “deu expressão à vitória do espírito humano sobre a crueldade e o mal, através da sua extraordinária personalidade e dos seus livros fascinantes”, reagiu o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que diz ter sido “abençoado” por ter conhecido o Nobel da Paz e ter podido aprender “pessoalmente” com ele.
“Na escuridão do Holocausto, na qual os nossos irmãos e irmãs foram mortos — seis milhões —, Elie Wiesel foi um raio de luz e um exemplo de humanidade que acreditava na bondade das pessoas”, acrescentou Netanyahu, num comunicado divulgado pela imprensa israelita.
Quando lhe atribuiu o Nobel da Paz, o Comité Norueguês explicou que o Prémio lhe era devido pelo “trabalho em defesa da paz, da redenção e da dignidade humana”.
O ex-Presidente de Israel Shimon Peres lembrou alguém que “sobreviveu aos maiores horrores da humanidade e escolheu dedicar a sua vida a espalhar a mensagem – ‘nunca mais’”.
Wiesel fez parte do Concelho de Memorial do Holocausto dos Estados Unidos entre 1980 e 1986 e teve um grande papel na criação do Museu do Memorial do Holocausto dos Estados Unidos, em Washington. À entrada do museu, figuram as suas palavras: “Pelos mortos e pelos vivos, temos que passar o testemunho”. Durante a sua vida, usou o seu estatuto de sobrevivente do Holocausto para falar não só sobre este acontecimento, como para chamar a atenção sobre outras situações de genocídio em todo o mundo, como em 2006, quando apareceu ao lado de George Clooney antes de uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, para alertar sobre a crise humanitária no Darfur.
Natural da cidade de Sieghet, a família de Wiesel sofreu as consequências da anexação da cidade por parte da Hungria em 1940, que obrigou todos os judeus a mudarem-se para dois guetos. Em Maio de 1944, os nazis, com a autorização da Hungria, deportaram a comunidade judaica de Sieghet para o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. Então adolescente, Wiesel foi enviado para o campo de trabalhos de Buna Werke com o seu pai, Shlomo Wiesel, onde foram forçados a trabalhar durante oito meses antes de ser transferidos para outros campos de concentração perto do final da guerra.
Shlomo Wiesel, subnutrido e com uma inflamação nos intestinos, morreu depois de ser violentamente agredido por um soldado alemão, a 29 de Janeiro de 1945. A mãe Sarah e a irmã mais nova Tzipora também não sobreviveram ao Holocausto, acontecimentos que viria a recordar no livro de memórias, em 1955.
Depois da guerra, Wiesel e outros jovens sobreviventes foram enviados para um orfanato em Écouis, França, pela organização humanitária judaica Oeuvre de Secours aux Enfants, onde viveu durante muitos anos e se reencontrou com a única família direta que lhe restava, as irmãs mais velhas Beatrice e Hilda.
Wiesel prosseguiu depois os estudos em literatura, filosofia e psicologia em Sorbonne, mas nunca chegou a concluí-los, tornando-se depois jornalista em várias publicações francesas e israelitas. Visitou o estado de Israel em 1949 como correspondente para o jornal francês "L’arche". e cobriu, ainda, o julgamento do nazi Adolf Eichmann para o jornal judaico "The Forward".
Apesar do efeito traumático que o Holocausto teve na sua vida, Elie Wiesel só começou a escrever sobre as suas vivências depois de uma conversa em 1954, com o Nobel da Literatura francês, François Mauriac. A primeira versão do seu livro tinha 800 páginas e tinha como título E o mundo ficou silencioso, originalmente escrita em iídiche. Wiesel escreveu em 1958, uma versão mais curta em francês, Nuit, que vendeu até hoje mais de seis milhões de exemplares e está traduzida em 30 línguas. Noite viria a formar parte de uma trilogia de memórias sobre o Holocausto, que incluiria Amanhecer e Dia. Foram mais de 40 os livros de ficção e não-ficção escritos por Elie Wiesel.
Em 1955, depois de passar uma temporada nos EUA a fazer a cobertura da atividade das Nações Unidas, candidatou-se à residência permanente e tornou-se um cidadão americano em 1963, a primeira nacionalidade que teve depois de ficar apátrida durante o Holocausto.
Além da carreira como escritor, Wiesel foi professor de Estudos Judaicos entre 1972 e 1976 na City University of New York, ensinou Humanidades e Pensamento Social na Universidade de Yale entre 1982 e 1983 e foi, novamente, professor de Estudos Judaicos na Universidade de Columbia entre 1997 e 1999.
Wiesel recebeu inúmeras distinções ao longo dos anos, incluindo a Medalha Presidencial de Liberdade dos EUA, a Grand-Croix da Legião de Honra de França e o título de Cavaleiro da Ordem do Império Britânico. Recebeu, ainda, mais de cem doutorados honorários e o Prix Medicis de França pelo seu livro “Um mendigo em Jerusalém”, que descreve a resposta dos judeus à reunificação de Jerusalém depois da Guerra dos Seis Dias.
Fonte: UOL Notícias, de 2/07/2016.

FOLCLORE POLÍTICO IX


O vice-versa
Dr. Dantinhas, deputado da Bahia, elo de todo um clã político do Estado (neto do barão de Geremoabo), foi convidado para padrinho de casamento da filha de um coronel do sertão. No dia de viajar, recebeu telegrama:
- Compadre, não precisa vir. Deu-se o vice-versa. Menina morreu.
Fonte: Gaudêncio Torquato (GT marketing comunicação).

sábado, 2 de julho de 2016

MULHER E LITERATURA


Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
Uma das formas da mulher encontrar o seu lugar no mundo é deixar de escrever às escondidas. Aprender a manifestar-se publicamente porque, em certa época, as letras não eram consideradas artefatos de uso feminino. Às vezes, se escreve para enfrentar com vontade libertária uma condição subalterna que a sociedade impõe. De qualquer maneira, a presença das mulheres na literatura brasileira tem sido forte e prodigiosa.
A escritora feminina mais antiga do Brasil é a portuguesa Teresa Margarida da Silva e Orta, nascida em São Paulo, em 1711, ex-secretária do Marquês de Pombal. Era filha de um dos homens mais ricos de Portugal na época. É autora do romance: Aventuras de Diófanes (1752). Foi considerada pela Academia Brasileira de Letras como a "primeira romancista brasileira".
A literatura foi para a mulher uma arma para a emancipação. Vejo na literatura em geral uma espécie de sismógrafo das transformações sociais. A fobia sexual deu lugar a sexofilia.
Helena Morley, pseudônimo da dona de casa mineira, Alice Dayrell Caldeira Brant, escreveu um diário famoso dos últimos anos do século XIX em Diamantina: Minha Vida de Menina. Estimulada pelo pai, pequeno minerador descendente de ingleses, escreveu um diário relatando o que se passava ao seu redor.  Helena Morley faleceu no Rio de Janeiro, nos anos 70. Descreveu o cotidiano das mulheres de sua época e fez considerações sensíveis sobre o casamento e a maternidade.
A escritora Lygia Fagundes Telles considera o testemunho de Helena um avanço importante na narrativa feminina do país e afirma: "Apesar da beleza do relato, o tema não é o que mais importa, mas a qualidade do texto, que sem sombra de dúvida eu digo que é maravilhoso. O mais importante não é o que está sendo dito, mas como”.
Muito embora não existam diferenças de gênero no estilo literário, alguns julgam haver uma escrita de caráter feminino. Quem assim pensa esquece que literatura é fruto do ser, de uma pessoa que pensa, que sente, que observa e cria, independente de seu sexo.
O que pode acontecer, com certas escritoras mulheres, é o direcionamento a assuntos do universo feminino. Considerar este fato como a confirmação da existência de uma literatura feminina, me parece um exagero.
É sabido que Simone de Beauvoir relutava em aceitar o envelhecimento, isso é coisa do “mundo feminino"? Kafka foi homem e escreveu seus sentimentos com grande fidelidade, embora as mulheres, por serem mais sensíveis, expressem sentimentos mais profundos com maior facilidade que os escritores do sexo masculino, não há regra para isso.
O escritor, independente do sexo a que pertença, “é alguém que presta atenção no mundo", segundo a escritora Suzan Sontag. Quem transgride as regras estabelecidas sofre maior pressão e condenação e a mulher, enquanto escritora, muito mais. As condições femininas levam as mulheres a ficar mais expostas a falatórios. A exposição literária é difícil para todos, essa é a grande verdade.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES).

Defesa de Tese em Ciências Médicas (UFC) da médica Trícia Feitosa Nogueira



Flagrante da Banca Examinadora durante a defesa de tese da Profa. Trícia Feitosa Nogueira (Foto cedida por Mayara Feitosa).
Aconteceu na manhã de anteontem (30/06/16), no Auditório Paulo Marcelo da Universidade Federal do Ceará, mais uma defesa de tese do Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas da Universidade Federal do Ceará.
A banca examinadora, composta pelos Profs. Drs. Elisabeth de Francesco Daher, Aluísio Ferreira de Lima, Ângela Maria Alves e Souza, Maria Irismar de Almeida e Marcelo Gurgel Carlos da Silva, aprovou a Tese “Grupos Balint com estudantes de internato de medicina de uma universidade pública do Nordeste: sentimentos, crenças e atitudes”, apresentada pela doutoranda TRÍCIA FEITOSA NOGUEIRA, orientada da Profa. Elisabeth de Francesco Daher.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Professor do Doutorado em Saúde Coletiva

sexta-feira, 1 de julho de 2016

FIM DO MCTI. Retorno colonial


Por José Jackson Coelho Sampaio (*)
Nos últimos 500 anos vimos muitas mudanças na base da produção de riqueza: a propriedade da terra (mercantil), da fábrica (industrial) e do dinheiro (financeiro). Hoje, cada vez mais se destaca a propriedade do conhecimento. O poder, portanto, tem sido dado a quem concentra as bases estratégicas do momento econômico, a capacidade de detê-las ou de produzi-las em massa, ou o controle dos cassinos dos equivalentes universais de troca. Hoje, emerge o domínio intelectual sobre técnicas, patentes, tecnologias, quando se opta pela produção, não pela especulação.
O Brasil tem irrigado o mundo e se associado ao mercado internacional com pau brasil, açúcar, ouro, café, borracha, cacau, ferro, soja. Originalidade de produto em cada ciclo econômico, boa qualidade, baixa agregação tecnológica de valor, baixo valor do trabalho, baixo preço. Nos últimos 50 anos, sobretudo nos últimos 30, pós-redemocratização, nossas universidades e institutos de pesquisa cresceram e se tornaram complexos, incorporando base científica, potência inovadora e competência empreendedora. Porém, tudo é novo e frágil.
A ciência básica brasileira está no limiar do salto para ciência aplicada e desenvolvimento tecnológico, iniciando ciclo de emancipação e de novo modelo produtivo, tendo no MCTI um carro-chefe. E, neste momento, em nome de falsa economia de gasto público, coloca-se o MCTI na barriga do Ministério das Comunicações que, fora os Correios, cuida de distribuir emissoras de rádio e canais de TV.
Esta reestruturação do MCTI desvenda objetivos: voltar às commodities com pouco agregado de valor, desviar para outros usos a aplicação em infraestrutura de pesquisa dos recursos dos Fundos Setoriais e extinguir o piso de 30% de indução ao NE/N/CO, que visava reduzir assimetrias regionais. Cada universidade, o Conselho de Reitores do Ceará e as associações nacionais de universidades e de trabalhadores do campo da CT&I dizem não a este arranjo espúrio gestado no quadro político de exceção em que vivemos.
(*) Professor titular em saúde pública e reitor da Uece.
Publicado In: O Povo, Opinião, de 21/6/16. p.8.
 

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