Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie
Foi ontem que te vi.
Estavas alegre,
E sorrias, feliz.
Falavas de tuas pelejas,
E ria de tuas
peraltices,
Na condução de tua vida.
Teus olhos tinham o
brilho
De tuas vitórias e
lutas,
Das perdas mágoas
vazias.
Hoje, vejo teu corpo.
Sem teu álacre sorriso,
Em palidez exangue.
Olhos cerrados
A ver outros cenários,
Dantes invisíveis.
Coração transmudado
Noutra escala a pulsar,
Em perpétuo ritmar.
Tua mente livre
Voa no infinito,
Memórias de teus feitos.
Com teus amores,
Com teus princípios,
Com teus valores.
No tempo que tiveste,
Elegeste teu espaço,
Eis tua sempre morada.
A fé que cultivaste,
A acolhida que fizeste,
O perdão que
dispensaste,
São teus assessores,
Teus sinceros guias,
Nessa travessia.
Tu sentes os ardores
Dessa infinita viagem.
Sorrisos ou lamentos
Teu nome ornarão.
Amigos e criaturas todas
Também te reconhecerão.
E Deus indicar-te-á
Teu lugar eterno,
Casa que tu construíste,
Com os dons que te deu
O Soberano Altíssimo,
E ao teu alvedrio Lhe
restituíste.
Teus princípios vividos,
Baluartes de tua vida,
À eternidade dizem-te:
Bem-vindo!
Bem-vindo!
Bem-vindo in aeternum!
(Pierre Nadie)
Uma boa terça-feira, com as bênçãos de
Deus!!!
(*) Pediatra e professor
da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 3/08/26.

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