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segunda-feira, 2 de outubro de 2023

Morre ex-reitor da Uece Francisco de Assis Moura Araripe

Por Rubens Rodrigues, jornalista de O Povo.

Professor de 71 anos foi vítima de uma parada cardíaca. Francisco Araripe atuou na Uece por mais de quatro décadas

O professor Francisco de Assis Moura Araripe, ex-reitor da Universidade Estadual do Ceará (Uece), faleceu ontem depois de sofrer uma parada cardíaca. Araripe tinha 71 anos e deixa esposa, filhos e netos. A instituição declarou luto oficial oficial de três dias pela morte do professor.

Conforme nota da assessoria de comunicação da Uece, ele ocupava por último o cargo de presidente do Instituto do Estudos, Pesquisas e Projetos da Uece (Iepro). 

Nascido em Fortaleza, Francisco de Assis Moura Araripe foi vice-reitor da Uece em dois períodos - entre 1996-1999 e 2000-2003. Tendo sido escolhido reitor nas temporadas sequentes de 2003-2004 e 2008-2012) da universidade estadual. 

Francisco Araripe graduou-se, em 1977, em Administração de Empresas pela Uece (1977). Dois anos depois, tornou-se professor da Estadual. Em 2003 recebeu o título de mestre em Estudos Avançados em Planificação Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona. 

O professor Araripe é parte fundamental do que a Uece se constituiu como uma grande instituição de ensino superior cearense", afirmou o reitor da Uece, Hidelbrando Soares, em comunicado. "Para além de uma marca de gestão, deixa seu legado na trajetória de estudantes, colegas e amigos que tiveram a satisfação de compartilhar com ele essa jornada”. 

Prefeita de Tauá, Patrícia Aguiar disse ter recebido com o sentimento de tristeza a notícia do falecimento e prestou condolências aos familiares: "Que Deus conforte a toda a família e amigos nesse momento de dor".

"Para sempre, guardaremos em nossa memória e no melhor local do coração, a lembrança do Reitor Araripe, com amizade, respeito e gratidão pela imensa colaboração que ele fez para a educação superior dos Inhamuns através do Cecitec - Tauá", escreveu Patrícia Aguiar em publicação no Instagram.

Conforme a Uece, a gestão de Araripe "foi marcada por importantes conquistas para a comunidade ueceana". A exemplo do primeiro vestibular para o curso de Medicina da universidade, em 2003, na primeira gestão. A instituição também cita a entrega da então nova estrutura do Restaurante Universitário (RU) do campus Itaperi, em 2012.

"Por fim, a ideia que deu origem ao Instituto de Estudos, Pesquisas e Projetos da Uece (Iepro) veio do professor Araripe. A partir do Iepro, a Uece amplia sua capacidade de atuação junto à sociedade, especialmente em três linhas principais: pesquisa, desenvolvimento de recursos humanos e consultoria", aponta ainda a nota da instituição.

O velório de Francisco Araripe ocorreu ontem na Funerária Ethernus.

Fonte: Publicado In: O Povo, 2/10/2023. Cidades. p.20.

Padre Brendan Coleman, do colégio Redentorista, morre aos 86 anos

Por Lucas Barbosa, jornalista de O Povo.

Religioso irlandês foi diretor pedagógico do histórico colégio Redentorista, teve longa trajetória na Arquidiocese de Fortaleza e foi articulista do O POVO.

A educação no Ceará está de luto com a morte do padre Brendan Coleman Mc Donald, aos 86 anos. O velório e às despedidas ao religioso estão acontecendo, desde ontem, no Centro de Formação Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro Rodolfo Teófilo. Amanhã, às 9 horas, será celebrada a missa de corpo presente na Igreja São Raimundo que fica ao lado das ruínas do Colégio Redentorista, no bairro Rodolfo Teófilo.

Além de uma vida dedicada à Igreja Católica, Brendan Coleman foi educador. Foi professor titular da Faculdade de Educação (Faced), da Universidade Federal do Ceará (UFC), assim como professor, vice-diretor e diretor pedagógico do colégio Redentorista, em Fortaleza.

Padre Brendan nasceu na Irlanda em 17 de julho de 1937. Conforme a Arquidiocese de Fortaleza, ele chegou ao Brasil em 1964, onde foi vigário paroquial da Igreja São Raimundo. Os padres redentoristas haviam chegado em Fortaleza um ano antes e fundaram a igreja.

Quando chegamos aqui existia apenas uma capelinha construída por padres holandeses", explicou o padre Brendan em 2013 a O POVO. “Aqui era uma comunidade muito carente. Sequer havia saneamento básico. Construímos uma escola perto da igreja e nessa escola oferecíamos cursos de corte e costura e datilografia”.

Brendan Coleman também trabalhou na Diocese de Iguatu, na Região Centro-Sul do Ceará, e na Prelazia de Cristalândia, em Goiás. No estado do Centro-Oeste, ainda foi coordenador Pastoral Universitária na Universidade Católica de Goiás, professor no Seminário Redentorista São José, Confessor e Orientador espiritual das Irmãs da Mãe Dolorosa e das Irmãs Franciscanas dos Pobres. Foi ainda vigário paroquial dos Padres Redentoristas.

Em 1973, ele retornou a Fortaleza, onde voltou a ser vigário paroquial da Igreja São Raimundo, função que ocuparia até 2007. O padre ainda foi capelão na Capela de São José, no bairro Pici, e administrador da Paróquia de Bom Jardim.

Como educador, padre Brendan, além de ser professor da UFC e ter tido carreira no colégio Redentorista, lecionou na Faculdade de Filosofia da Arquidiocese de Fortaleza, no Seminário da Prainha.

Também foi coordenador da Pastoral Universitária na UFC, iniciada por ele em 1990, e um dos fundadores e primeiro presidente do Conselho de Orientação do Ensino Religioso no Ceará (Conoerce).

Padre Brendan tinha doutorado em Teologia pela Fairfax University, nos Estados Unidos; doutorado em Psicologia pela Pacific Western University, também nos EUA; e doutorado em Educação pela Universidade Nacional da Irlanda.

Além disso, Padre Brendan teve mais de mil artigos publicados na imprensa cearense, inclusive no O POVO. Ele ainda foi um dos responsáveis por vários anos pelo programa “Falando Sério do Amor de Deus”, exibido pela TVC, onde dividiu a bancada com a educadora cearense Luíza de Teodoro. (Colaborou Demitri Túlio)

Fonte: Publicado In: O Povo, 1º/10/2023. Notícias. p.12.

sábado, 17 de dezembro de 2022

LAERTE ANTÔNIO JOSÉ

De ascendência italiana e oriundo de Rio Claro-SP, LAERTE ANTÔNIO JOSÉ entrou para nossa família pela porta nupcial - ao casar-se em 2001 com minha irmã Meuris.

Conheceram-se em Campinas, onde a engenheira química Meuris Gurgel Carlos da Silva é professora da Unicamp.

Profissional de Ciências Contábeis, Laerte possuía grande sensibilidade artística. Trabalhou como dublador profissional de desenhos animados e colecionava fitas com "reclames"(jingles) do rádio e DVDs com filmes e seriados do cinema e da televisão.

Era fotógrafo e videomaker. Fotografou as tapeçarias criadas pela matriarca de nossa família, organizando-as num álbum fotográfico. Adiante, produziu um vídeo em que Dona Elda era entrevistada (pelo próprio Laerte, no melhor estilo Fernando Faro), tendo como gran finale suas tapeçarias.

Laerte faleceu na madrugada de hoje, 15. Depois de um longo tempo de sofrimento com múltiplas internações e sessões de hemodiafiltração.

Um ser humano benquisto por todos, o pontepretano sabia movimentar as rodas de conversa com a contação de histórias engraçadas.

Costumava vir com Meuris ao Ceará, principalmente nos meses de dezembro. Em Fortaleza, eles mantinham apartamento e carro para aliviar a síndrome da lonjura.

Descanse em paz, meu “campineiro torto”.

À Meuris, enviei esta mensagem:

Nossos profundos sentimentos pela partida de LAERTE ANTONIO JOSÉ. Que as boas memórias da convivência que tivemos com seu estimado esposo ajudem a dissipar as tristezas ora presentes nos espíritos de todos nós!

a) Paulo e Elba

Ler também: MEU ADEUS AO LAERTE ANTÔNIO JOSÉ, por Marcelo Gurgel

http://gurgel-carlos.blogspot.com/2022/12/laerte-antonio-jose.html

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

MANIFESTAÇÕES DE PESAR POR LAERTE ANTÔNIO JOSÉ

Mensagens dos cunhados (irmãos da Meuris, a Beu) e outros familiares em Grupos de WhatsApp

Magna Gurgel

Estamos desolados em repassar pra toda a família a seguinte informação: Beu ligou agora e pediu pra avisar que o “Laerte se foi”.

Mirna Gurgel

Meu Deus! Sentirmos muito.

Magna Gurgel

Estamos em tristeza profunda.

Mirna Gurgel

Passamos a noite sem dormir com tamanha tristeza. Agora, estamos desolados com a partida do Lali. Pedimos a Deus força e serenidade para a Beu.

Marcelo Gurgel

O dia de hoje amanhece triste com a partida de nosso cunhado Laerte, nesta madrugada em Campinas-SP.

Ele, sempre muito espirituoso e pleno de bom humor, deixa uma imensa saudade entre tantos amigos que cativava.

Que Deus traga conformação à nossa irmã Meuris.

Por certo, Laerte fará mais festivo os páramos celestiais por sua contagiante alegria.

Que ele seja acolhido nos braços de nosso Pai Eterno.

Magna Gurgel

Marcelo,

Vc conseguiu transmitir o nosso sentimento de pesar. Laerte nos trouxe leveza, alegria e muita felicidade. Nossa família foi agraciada por Deus em conviver com uma pessoa imensamente generosa e afetuosa. Desejamos que Deus conceda força e serenidade à Meuris, nesse momento de dor.

Mirna Gurgel

Beu, Deus presenteou vocês com quase 22 anos de uma relação de amor, cumplicidade, partilha, felicidade. Agora, Lali estará no convívio com o Pai, ajudando a cuidar de todos nos que ele amou, em especial de ti.

Fomos privilegiados em ter Laerte em nossas vidas, com sua alegria, entusiasmo, disposição e simplicidade. Saudades eternas, Andreas e Mirna.

Sérgio Gurgel

Sentimos profundamente a partida de Laerte.

Creio que o 'descanso" o aliviou de tantos sofrimentos.

Certamente que ele estará sempre conosco, nas nossas orações e lembranças.

Pesares no momento é o que podemos passar para você.

José Gurgel

Estou com uma tristeza imorredoura, pela morte de Laerte.

Luciano Gurgel

Acordei há pouco tempo, oportunidade em que tomei conhecimento da partida do nosso irmão Laerte. Sim, ele era muito mais do que um cunhado, fazia parte das nossas mentes e corações.  Todo final de ano, aguardávamos ansiosos, a presença de Laerte aqui na "terrinha", especialmente no Natal, pois ninguém encarnava tanto o Papai Noel, física e espiritualmente, a sua alegria e lhaneza contagiava a todos, as crianças o amavam e como se divertiam.

Laerte com certeza está ao lado do Pai, animando e contando “causos” na Corte Celestial e encaminho nossas preces e orações para confortar a nossa querida e amantíssima irmã Meuris, brava guerreira que sempre esteve ao lado, a tempo e hora do seu diletíssimo esposo Laerte.

Germano Gurgel

É com muita tristeza que recebemos a notícia da “derradeira viagem” do nosso cunhado Laerte.

Laerte foi uma pessoa que marcou a existência de todos aqueles que tiveram a felicidade de convivê-lo, dotado de grande humor e, apesar do calvário que o acompanhou durante boa parte da sua vida, mostrou grande resiliência e alegria.

Deixa saudades imensas.

À nossa querida e brava irmã Meuris, que o acompanhou intensamente em todos os momentos, toda solidariedade e todo apoio que se faz necessário.

Vá em paz cunhado para a eternidade.

Márcia Gurgel

Morreu Laerte, o “pontepretano” de coração gigante, o apaixonado pela Meuris, o Gogô do Rafa e do Lucas. O seu longo padecimento foi compartilhado por toda a família. Deus o levou para mais longe fisicamente, entretanto, mais perto ainda estará de todos nós que tanto o amávamos.

Segue na luz e na paz, amigo Laerte.

Márcia, Nando, filhas, genros e netos.

Paulo Gurgel

À Meuris, minha irmã. Nossos profundos sentimentos pela partida de LAERTE ANTÔNIO JOSÉ. Que as boas memórias da convivência que tivemos com seu estimado esposo ajudem a dissipar as tristezas ora presentes em nossos corações! Paulo e Elba.

Sérgio Gurgel

Meuris,

Sentimos muito com a perda com bom Laerte, mas o Céu ganhou um grande e merecido anjo.

DEUS nos agrada com mais um nos proteger.

Saudade sim, felicidade pela certeza da vida sem dor.

Paz e bem.

Fonte: Mensagens dos cunhados (irmãos da Meuris) em Grupo de WhatsApp da família Gurgel-Carlos, por ordem de postagens.

Fernando Adeodato

Passando aqui cedo da manhã para dar uma notícia que realmente não gostaria de dar. Meu concunhado Laerte Antônio José, de 69 anos, morreu nesta madrugada em Campinas (SP), depois de um longo “calvário”. Doente cardíaco e renal, passou mais de um ano entre sucessivas idas e vindas do hospital. Lutou bravamente, mas Deus o queria no seu Reino. Homem alegre e extrovertido, dividiu comigo e a Márcia momentos inesquecíveis em viagens no interior de São Paulo.

Deixa a esposa, Meuris, irmã da Marcia e um rico legado para os familiares e amigos, fãs de seu jeito peculiar de encarar a vida. Ele e Meuris acolheram a Melissa ainda muito jovem e a trataram com o carinho e amor de uma filha. Rafael e Lucas, seus "netos" campineiros, estão inconsoláveis com a partida do Gogô (com circunflexo no segundo "o"), como o chamavam. Neste momento, face a face com Deus, Laerte está em paz. Descansou!

Macô Veloso

Nando e Márcia!!! Apesar do estado de saúde do Laerte, fosse grave, a gente nunca tá preparado para o pior!!! Conheci o Laerte, no aniversário do Rafael, acho que de 2 aninhos!!! Alegre, comunicativo e divertido, é a imagem que guardarei dele!!! Lamento, profundamente, tão grande perda, para a Meuris, Melissa, Fernando, Rafael e Lucas, que tinham uma convivência bem próxima!!!

Nossos sentimentos de pesar, para Márcia, pra você, Nando e toda a família, nesse momento de dor!!! Que Deus o receba em Sua Glória!!! Abraços de Macô, Veloso e família!!!

Larissa Adeodato

Sentimos muito, tia Beu.

Nós sabemos o quanto esses últimos meses e anos foram difíceis pra vocês. O Laerte teve tudo que a medicina podia oferecer e todo amor, carinho e cuidado.

Ele partiu para o encontro com o Pai e foi em paz, rodeado de muito amor.

Que você encontre forças na fé em Deus e no amparo dos familiares.

Estamos rezando por você.

Um abraço apertado meu e do David.

Lila Ramos

Nando e Márcia, amanhecemos hoje com essa notícia triste porque perdemos uma pessoa maravilhosa do nosso convívio: alegre, otimista amigo que nos transmitia paz e tranquilidade. Ao mesmo tempo é uma notícia alegre porque ele antecipou o seu Natal entrando na Glória Eterna. Ele está agora nos Braços de Deus e envolvido pelo manto maternal de Maria. Que Deus dê o conforto espiritual à você, à Márcia, Melissa, Rafael, Lucas, Fernando e à toda a família.

Com carinho e beijos.

Lila e filhas.

Fonte: Mensagens de familiares da Márcia (irmã da Meuris) em Grupo de WhatsApp dos Adeodato, por ordem de postagens.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

MEU ADEUS AO LAERTE ANTÔNIO JOSÉ

Partiu Laerte Antônio José, nascido em Rio Claro-SP em 19 de outubro de 1953, mas criado, desde os seis anos de idade, em Campinas-SP, para onde seus pais se mudaram.

A sua família Giuseppe era de origem italiana, tendo aportuguesado o sobrenome para José, ao chegar no Brasil, o que o levava a dizer que possuía três prenomes próprios e nenhum sobrenome familiar.

Era formado em Ciências Contábeis e, como contador, focou a sua atividade profissional em consultoria empresarial, tendo se aposentado depois de muitos anos de labuta, em função do comprometimento de sua saúde física.

De uma família de poucos filhos, o seu pai era ferroviário e se dedicava, de forma diletante, ao ofício de treinador de times de futebol de campo, e sua mãe, também de ascendência italiana, era de prendas domésticas.

Laerte era um filho amoroso, se desdobrando nos cuidados dos seus genitores, postergando a constituição de sua própria família, o que viria a ocorrer em 3/01/2001, quando contava com 47 anos, ao contrair núpcias com a engenheira química e professora da Unicamp, a cearense Meuris Gurgel Carlos da Silva, na Igreja de Santa Edwirges, em Fortaleza.

Homem de múltiplos talentos. Um dos seus primeiros empregos foi o de dublador profissional em empresa que fazia versões de programas televisivos produzidos nos EUA, tendo emprestado a sua voz em vários desenhos animados, a exemplo da Turma do Manda-Chuva, dublando o Batatinha, o Chuvisco etc.; essa habilidade ele conservou por toda a sua vida e era um deleite ouvir essas falas, parecendo que se estava diante da TV em preto e branco da década de sessenta.

Músico, com habilidades em vários instrumentos, especialmente os de sopro, tendo integrado bandas e conjuntos musicais em sua juventude.

Era um cinéfilo e profundo conhecedor dos programas e seriados de TV, mantendo arquivos dessa produção em fichas técnicas, por ele elaboradas com esmero, à conta da sua memória prodigiosa. Era um fã de programas de propagandas e publicidades, dominando jingles que cantarolava, com sua maviosa e afinada voz.

Apreciava muito o futebol, de que conhecia muitos fatos curiosos dos times e dos jogos, notadamente da Associação Atlética Ponte Preta, o seu clube do coração. Também era um estudioso das ferrovias paulistas, herdando e honrando o passado de ferroviário do seu amado genitor. Cultivava o hobby da fotografia e gostava de filmar eventos sociais e familiares.

Detentor de um humor refinado e exímio no chiste, era um notável contador de piadas e de causos, capaz de juntar pessoas, no seu entorno, para sorverem momentos de muitos risos e gargalhadas em reuniões e congraçamentos festivos.

Sabia lidar bem com diferentes grupos etários, das crianças aos idosos, de diferentes estratos sociais, demonstrando a sua face carinhosa e a todos cativando.

O nosso querido cunhado Laerte retornou ao Pai, na madrugada de hoje, 15/12/2022, coincidentemente quando ele completava 22 anos do seu casamento civil, em Campinas-SP, deixando imensas saudades entre os que o conheciam e com ele conviveram.

Segue em paz, bom homem. Que Deus o receba entre os Seus eleitos.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

terça-feira, 7 de junho de 2022

PESAR POR CARLOS EURICO FURTADO ARRUDA

É pesaroso que comunico aqui o falecimento na tarde de hoje, 7 de junho de 2022, do Dr. CARLOS EURICO FURTADO ARRUDA, irmão das amigas e colegas Ana Margarida Rosemberg e Clêide Arruda e ilustre membro da tradicional família Arruda da serrana Baturité.

O corpo de Carlos Eurico Arruda está sendo velado na funerária Anjo da Guarda (Av. Jovita Feitosa, 125, Parque Araxá). A missa de corpo presente será celebrada às 10 horas de amanhã (8/06/22) e o cortejo fúnebre sairá em seguida para o sepultamento no Cemitério São João Batista, marcado para às 16h.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Amigo da família Furtado 

domingo, 10 de abril de 2022

PESAR PELO ACADÊMICO IRAN RABELO

É com imenso pesar que aqui assinalo o falecimento na noite de ontem, 9 de abril de 2022, do Dr. JOSÉ IRAN DE CARVALHO RABELO, médico gastroenterologista e integrante de sociedades e academias médicas locais.

José Iran de Carvalho Rabelo nasceu em Iguatu-CE, em 1º/02/1941, filho de Orígenes Rabelo e Maria Olga de Carvalho Rabelo. Estudou em diferentes escolas interioranas cearenses em virtude do trabalho do seu genitor como funcionário público estadual, mas concluiu, em Fortaleza, o Ginasial no Ginásio Municipal de Fortaleza, hoje Colégio Filgueiras Lima, e o Científico, no Colégio Estadual Liceu do Ceará em 1959.

Foi classificado em 4º lugar no Vestibular para a Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), matriculando-se em 1960 e diplomando-se em 1965. Cursou Residência Médica em Clínica Médica no Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro, de 1966 a 1968. Durante os três anos da sua permanência no Rio, fez Curso de Especialização em Pré e Pós-Operatório em Cirurgia do Aparelho Digestivo na Escola de Pós-Graduação Carlos Chagas.

Foi admitido na Academia Cearense de Medicina (ACM), como Membro Titular, em 9/05/2003, ocupando a cadeira 29, patroneada por Hélio Goes Ferreira. Nessa confraria médica exerceu diferentes funções em sucessivas gestões, como Diretor Científico, e na coordenação das Bienais e das sessões científicas mensais. Foi um membro sempre presente e ativo participante dos evetos acadêmicos.

Dr. Iran Rabelo era muito respeitado como especialista em Medicina Interna, mas também reconhecido por sua atuação no manejo de antimicrobianos e no controle de infecção hospitalar. Pertenceu ao corpo clínico do Hospital Geral de Fortaleza desde a fundação dessa unidade hospitalar terciária de referência do SUS, tendo contribuído como preceptor do Internato e da Residência Médica.

O corpo do Dr. José Iran de Carvalho Rabelo está sendo velado, desde às 9 horas de hoje, no Velatório Ternura, à Rua Pe. Valdivino, Nº 2.255. Hoje, dia 10 de abril,  acontecerá a missa de corpo presente, às 16 horas, e, em seguida, seus despojos serão conduzidos ao crematório.

Acad. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Academia Cearense de Medicina

sábado, 26 de junho de 2021

PESAR PELO FALECIMENTO DO DR. ATTILA NOGUEIRA QUEIROZ

Pesaroso anuncio o desaparecimento físico, ocorrido ontem (25/6/21) em Fortaleza, do Dr. ATTILA NOGUEIRA QUEIROZ, médico formado pela Faculdade de Medicina da UFC em 1961. Além da sua atuação como cirurgião geral, cursou Especialização em Administração Hospitalar e Especialização em Medicina do Trabalho.

Admitido por Concurso para Oficial Médico da Policia Militar do Ceará (PMCE) em 1962, chegou a Diretor-Geral do Hospital Geral da PMCE. Passou para Coronel Médico da Reserva da PMCE em 1985, aposentando-se após 25 anos de bons serviços prestados à corporação militar cearense.

O coronel-médico Attila Nogueira Queiroz foi um dos pioneiros da Medicina do Trabalho no Ceará e muito contribuiu para o fortalecimento dessa especialidade médica em nosso meio.

Participou da fundação da Associação Cearense de Medicina do Trabalho, tendo sido presidente dessa entidade em várias gestões e membro atuante da Associação Nacional de Medicina do Trabalho. Durante muitos anos, o Dr. Attila foi médico do trabalho da COELCE.

Mantínhamos um relacionamento mútuo de amizade e respeito profissional há mais quatro décadas, desde quando o tive como um dos nossos melhores professores do Curso de Especialização em Medicina do Trabalho, que coordenei na Universidade de Fortaleza em 1980.

Como fruto último dessa amizade, mesmo quando ele passava por momentos difíceis que culminaram na sua perda de um filho, Attila aceitou participar conosco da feitura do livro “Fora de Forma”, concorrendo com relatos de causos oriundos de sua vivência na caserna, obra lançada em dezembro de 2020.

Como gestor público, ele foi Diretor do Hospital de Orós de 1992 a 1995 e Secretário de Saúde de Beberibe de 2007 a 2010.

Atualmente, prestes a completar 60 anos de graduado, era médico do trabalho do Colégio Santa Cecília.

Dr. Attila, que recentemente deixou esse mundo menor, era um exemplo de integridade pessoal e de correção profissional a ser seguido por todos que o conhecia.

Que Deus o acolha entre os Seus eleitos.

Despeço-me aqui com um abraço amigo.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Médico do Trabalho - RQE Nº 589

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Pesar por Trajano Augusto de Almeida Filho

Faleceu na madrugada desta quarta-feira (13/01/2021), por complicações da Covid-19, após uma renhida e longa luta contra o novo coronavírus, o médico radiologista Trajano Augusto de Almeida Filho, aos 71 anos de idade. O falecimento foi confirmado em nota de pesar publicada pela clínica do empresário.

A nota ressalta o exemplo deixado pelo médico:

"Apaixonado pelo trabalho e pela medicina, deixa conosco um exemplo de vida, superação, força e humanismo, que o qualificam como alguém que, além de saudades, deixará um precioso legado."

Trajano Almeida era proprietário da clínica radiológica situada no bairro Aldeota que porta o seu nome e o do pai.

Por décadas ele foi companheiro de trabalho do meu irmão Paulo Gurgel no Hospital de Messejana. Segundo Paulo Gurgel e as manifestações de muitos colegas, Trajano Almeida era “um grande radiologista que, além dos conhecimentos técnicos, destacava-se pelo modo afável com que tratava a todos”.

Siga em paz, caro Dr. Trajano Augusto de Almeida Filho.

Que Deus o acolha em Seus braços misericordiosos.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Professor da MedUece

domingo, 1 de novembro de 2020

PESAR PELO FALECIMENTO DO DR. JOSÉ VIEIRA DE MAGALHÃES

         É com pesar que aqui registramos o falecimento do médico Dr. José Vieira de Magalhães, ocorrido em 27/10/2020 em Fortaleza. Nascido em Senador Pompeu-Ceará, em 12 de janeiro de 1925, contava com 95 anos de idade e quase 70 anos de médico, porquanto fora formado na Faculdade de Medicina do Recife em 1950.

O Dr. José Vieira de Magalhães era professor aposentado da Universidade Federal do Ceará (UFC). Ele foi membro titular fundador e ex-presidente da Academia Cearense de Medicina (ACM), na qual estava presentemente vinculado como membro honorável.

Vale rememorar que, por ocasião da solenidade de posse da Diretoria da ACM, para o Biênio 2016-18, conduzida de forma impecável pelo cerimonialista Ac. Sérgio Gomes de Matos, em 20/05/16, foi rendida homenagem ao Membro Titular Fundador, Ac. José Vieira de Magalhães, que recebeu o Título de Membro Honorável. Ele foi saudado pelo Ac. Gilmário Mourão Teixeira, tendo o discurso de agradecimento da família proferido por sua neta, a médica Ticiana Magalhães.

O Ac. José Eduilton Girão, na 2.ed. do seu livro Clínica Médica no Ceará (p.120), assim sumariza o perfil do nosso pranteado confrade: “O professor José Vieira de Magalhães graduou-se na Universidade Federal de Pernambuco em 1950, com especialização em Tisiologia e Pneumologia. Na UFC, foi professor na sua disciplina, tendo laborado também no ex-IAPC e publicado trabalhos. Foi membro do Centro Médico Cearense e da Academia Cearense de Medicina e membro honorável.

Descansa em paz, caríssimo confrade. Que Deus o receba em Sua mansão celestial.

Ac. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Membro titular da ACM – Cadeira 18

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

NOTA DE FALECIMENTO: Prof. Paulo Bonavides, da Faculdade de Direito

A Universidade Federal do Ceará comunica, com pesar, o falecimento, nesta sexta-feira (30/10/20), do Professor Paulo Bonavides, docente emérito da Faculdade de Direito.

Para conhecimento da comunidade acadêmica e da sociedade cearense, o corpo do catedrático será velado amanhã, 31 de outubro, das 9h às 14h30min, no Complexo Velatório Ethernus (Rua Padre Valdevino, 1688 - Aldeota). O velório, com o objetivo de seguir as recomendações de segurança sanitária, terá acesso controlado.

Já o sepultamento, a ser realizado na mesma data, será restrito à família. A UFC se solidariza com familiares, amigos, colegas e alunos neste momento de luto.

Gabinete do Reitor da UFC

sábado, 1 de agosto de 2020

Pesar pelo falecimento do Dr. JOSÉ ELOY DA COSTA FILHO


É muito pesaroso que comunico o falecimento, na tarde de hoje (1º/08/2020), do doutor José Eloy da Costa Filho, médico e um dos mais renomados cardiologistas do Ceará, vítima de insidiosa doença contra a qual lutara nos últimos meses.

Dr. Eloy ingressou no Curso de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC) em 1971, tendo colado grau em dezembro de 1976, na Turma JK.
Logo após a sua graduação, nos anos de 1978 e 1979, cumpriu a Residência Médica de Cardiologia no Hospital de Base do Distrito Federal, permanecendo em Brasília nos anos seguintes, atuando como cardiologista e chefe do Núcleo de Assistência Médica-Odontológica da Fundação Educacional do Distrito Federal.
Cursou especialização em Ecocardiografia na Faculdade de Medicina de Creteil da Universidade de Paris Val-de-Marne, em 1983-84, ao tempo em que estagiou no Departamento de Ecocardiografia do Hospital Broussais, em Paris-França. Em 1989, retornou à capital francesa para estagiar no serviço de Malades Enfants do Hospital Necker, no qual aperfeiçoou suas conhecidas habilidades em Ecocardiografia infantil.
Foi médico do Hospital Universitário Walter Cantídio da UFC, comportando a ele fazer os exames ecocardiográficos da Maternidade Escola Assis Chateaubriand, granjeando notável experiência no diagnóstico de cardiopatias congênitas. Como médico concursado da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará, foi lotado no Hospital de Messejana do Carlos Alberto Studart Gomes, onde por muitos anos trabalhou no Serviço de Ecocardiografia desse hospital de referência em doenças cardiopulmonares do Nordeste.
Como profissional liberal, pode-se dizer que foi o primeiro cardiologista a se dedicar exclusivamente à Ecocardiografia no Ceará, conquistando um justo e merecido reconhecimento entre os seus pares locais, bem como perante os colegas ecocardiografistas do Brasil.
O Dr. Eloy foi presidente da Sociedade Cearense de Cardiologia no período 1997-99 e presidiu o IX Simpósio Brasileiro de Ecocardiografia, evento realizado em Fortaleza, em 1996, que obteve grande repercussão na cardiologia brasileira, mercê do primor da sua organização e do elevado nível científico de sua programação.
O Dr. Eloy da Costa Filho era casado com a sua colega de turma, a professora e hematologista Clara Maria Bastos Eloy da Costa, de cujo deixa três filhos: Larissa, patologista residente em Campinas-SP, Eloy Neto, advogado, e Victor, economista.
Como decorrência das medidas de restrição impostas na vigência da presente pandemia, as exéquias deverão ocorrer em cerimônia reservada a familiares, o que impossibilita a que muitos amigos e colegas rendam solidariedade cristã aos familiares do pranteado médico.
Nós fomos colegas contemporâneos de formação médica e tivemos uma longa convivência por laços de família. Na oportunidade, apresentamos os votos de pêsames à família enlutada, ao tempo em que oramos ao Pai Eterno para que o acolha entre os Seus eleitos e conceda aos familiares o conforto espiritual neste momento de dor e saudades.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Médico da UFC – Turma 1977

terça-feira, 16 de junho de 2020

OS PAPA-DEFUNTOS


Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
… Agenciador de enterros; papa-defunto
Não gostei do término do meu último artigo intitulado Nacionalismo vacinal conferir em https://go.shr.lc/2zvxj9H
Para uma pessoa ser enterrada, a família enfrenta muita burocracia.
Quanto mais tempo vivemos, mais documentos colecionamos, pois, deles se pode um dia precisar. Prudência ao morrer sem dar trabalho à família é uma lembrança que não esmaece, nunca. Idosos, tenham vossas papeladas em dia.
Nos tempos em que eu exercia a Medicina e dava plantão no Hospital Agamenon Magalhães, no Recife, com a mão na massa ou na linha de frente, meu ofício e ganha-pão, assistia incrédulo como é que os Papa-Defuntos adivinhavam a morte de um paciente numa enfermaria de mais de 40 leitos, justo a morte do freguês da vez. Denominava-os Papa-Defuntos, estranhos personagens que ficavam rondando até que o infeliz morria, logo que botavam nele aquele sinistro olhar.
Não adiantava o esforço médico para tentar preservar a vida. O freguês estava condenado a morrer. O féretro já estava encomendado e não havia quem desfizesse a demanda. Não erravam uma, apesar de luta insana dos médicos, enfermeiras, técnicos, era óbito garantido. Olhar de “papa-defuntos” é morte certa.
Naquele tempo nem existiam as UTIS com paredes, separações ou vidraças. O pobre ou rico não morria como agora, com o carinho familiar e cercado de uma parafernália de tubos, engrenagens, aparelhos, transistores imensos. Mesmo os médicos e enfermeiros treinados no uso dos equipamentos existentes não podiam chegar perto do doente, quanto mais um familiar.
Mas os papa-defuntos estavam por lá, seja na sala de espera das enfermarias ou por perto.
Como não sei, porém, reconheço de longe um profissional do enterro: cara de defunto, paletó desbotado e puído, e uma gravata sebosa. Sapato gasto por um sem número de meia solas. Meias gastas e calças amarrotadas. Além do mais exalavam um cheiro de necrotério.
Não brigavam por defuntos e dividiam o troféu de maneira justa. Jamais assisti, em minha longa vida de médico, qualquer desavença ou a menor briga entre eles. Cada um ficava com o seu, garantido.
… O respeito com a família enlutada era grande e jamais faltavam com as condolências. A paz começava a ser eterna. É assim que deveriam comportar-se os cientistas e empresas que tratam de epidemias, produção de vacinas, medicamentos e outros remédios (remédio é tudo aquilo que pode curar ou aliviar o sofrimento) e nisso incluo os respiradores e similares…
Tomavam as providências cartoriais e o que era seu estava garantido, o enterro era pago primeiro pelo IAPI (Instituto de Aposentarias e Pensões dos Industriários.), depois passou para o INPS (Instituto Nacional de Previdência Social) e agora é pelo SUS (Sistema Único de Saúde), que complicou as coisas. Quem morria no Hospital Agamenon Magalhães pertencia ao “Instituti”
Para mim os “papas- defuntos” podem até ter mudado de nome, mas, no meu coração, os sentimentos continuam os mesmos: verdadeiros especialistas em enterrar defuntos.
Como sabiam o tamanho do defunto, não sei. Mas o caixão chegava do tamanho exato do cliente. O respeito com a família enlutada era grande e jamais faltavam com as condolências. A paz começava a ser eterna.
É assim que deveriam comportar-se os cientistas e empresas que tratam de epidemias, produção de vacinas, medicamentos e outros remédios (remédio é tudo aquilo que pode curar ou aliviar o sofrimento) e nisso incluo os respiradores e similares.
Agora estão brigando para ver quem chega primeiro a uma vacina contra o COVID-19 e como vão distribui-la. Deus castiga, cuidado.
Os “papa-defuntos” nunca brigavam, executavam seus trabalhos equanimemente e com dignidade. Gente honesta cuja função era de providenciar o enterro de um sofredor. Pertenciam esses papa-defuntos a empresas concorrentes, mas guardavam e respeitavam a ética da vida. Porque os governos e grandes corporações não fazem o mesmo com a produção e distribuição de vacinas?
Cuidado, Deus está vendo.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE), da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES) e da Academia Recifense de Letras. Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).
 

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