Por Raimundo Padilha (*)
Quando da
existência do Pacto de Cooperação, o empresário Amarílio Macedo, seu criador,
promoveu um evento na sua casa de veraneio em Paracuru, convidando técnicos e
lideranças empresariais do Ceará para um encontro de final de semana
prolongado, com o consultor Cláudio Fristchak da INTER B - Consultoria
Internacional, para discutir alternativas de desenvolvimento do Estado.
As discussões
foram prolongadas e dentre as prioridades sugeridas como a educação, o Cláudio
propôs a criação de um Entreposto Internacional de Exportação. A ideia se
apoiava basicamente na localização do Ceará na esquina do continente, além da
vocação comercial da população cearense.
O projeto de
Alargamento do Canal do Panamá, a privatização do Aeroporto Internacional Pinto
Martins e o projeto de criação do Porto do Pecém, constituíam elementos
infraestruturais decisivos para o desenvolvimento do projeto.
Além destas
vantagens a criação do Centro de Eventos do Ceará, poderia abrigar um Polo de
Feiras Internacionais, com lançamentos de produtos mundialmente comercializados
dos mais diversos segmentos, como veículos, eletro-eletrônicos, moda,
perfumaria, calçados, maquinaria, dentre outros, criando no Ceará um Centro
Internacional de Turismo de Negócios. A frequência das feiras poderia ser
quinzenal, atraindo para o Ceará potenciais compradores dos produtos expostos.
A ideia foi unanimamente
aceita e, no momento quando se fala em Economia do mar, se poderia priorizá-la,
como mais um projeto para o desenvolvimento do Estado.
Enfim, o mundo
exportador traria os seus produtos para expor no Ceará e o mundo comprador
viria para Fortaleza para realizar as suas compras em mais esta esquina de um grande
continente. O turismo de negócio seria alavancado, com reflexo em toda a sua
cadeia de operações, como hotelaria, bares e restaurantes, transportes,
shoppings, etc. E o Ceará se transformaria numa grande vitrine internacional.
(*)
Economista, professor aposentado da UFC e membro da Academia Cearense de
Economia.
Fonte: O Povo, de 12/12/25. Opinião. p.18.

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