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sábado, 11 de abril de 2026

CONVITE - CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA (Páscoa de 2026)

“Cristo morreu, mas ressuscitou, e fez isso somente para nos ensinar a matar os nossos piores defeitos e ressuscitar as maiores virtudes sepultadas no íntimo de nossos corações. Que esta seja a verdade da nossa Páscoa.”

Celebrante: Pe. Nazareno.

Data: Sábado, 11 de abril de 2026, às 8h.

Local: Auditório do Edifício-sede da Unimed Fortaleza – Av. Santos Dumont, 949 - Fortaleza.

É com muita alegria que contamos com a presença dos médicos e suas famílias.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Sociedade Médica São Lucas

domingo, 5 de abril de 2026

PÁSCOA: Esperança que ressuscita

Por Pe. Eugênio Pacelli SJ (*)

A Páscoa é o grande coração da fé cristã. Mais do que recordar um acontecimento do passado, ela nos convida a atravessar, com Cristo, o caminho da morte para a vida, da escuridão para a luz, da desesperança para a esperança renovada.

A Ressurreição inaugura uma nova possibilidade para a existência humana: a certeza de que Deus continua agindo na história e conduzindo a vida para além de toda derrota, de toda dor e de toda aparente perda.

Na pedagogia espiritual de Santo Inácio de Loyola, aprendemos que Deus fala na trama concreta da vida. Ele se manifesta nos acontecimentos, nos movimentos do coração, nas alegrias e também nas dores que atravessamos. A espiritualidade inaciana nos ensina a contemplar a realidade com profundidade, percebendo que Deus trabalha silenciosamente em todas as coisas e conduz a história com uma sabedoria que muitas vezes só compreendemos com o passar do tempo.

A Páscoa, portanto, não é apenas uma celebração litúrgica; é uma experiência espiritual que nos transforma por dentro. É o convite a reconhecer que o Cristo ressuscitado continua caminhando ao nosso lado, mesmo quando os olhos da fé parecem obscurecidos pelas preocupações e pelas cruzes da vida. Assim como os discípulos de Emaús descobriram a presença de Jesus ao partir do pão, também nós somos chamados a abrir o coração para perceber sua presença no cotidiano.

A pedagogia inaciana também nos convida a olhar a Ressurreição como um movimento interior de libertação. Libertar-se do medo que paralisa, das culpas que aprisionam e das tristezas que roubam o sentido da caminhada. Cristo ressuscitado rompe as pedras dos nossos sepulcros interiores e nos devolve a coragem de viver, de recomeçar e de confiar novamente na força da graça.

Viver a Páscoa é permitir que a vida nova de Cristo transforme nosso olhar, nossas escolhas e nossa maneira de estar no mundo. Como recordava Santo Inácio, somos chamados a buscar e encontrar Deus em todas as coisas, reconhecendo sua presença também nos pequenos sinais da vida cotidiana.

Porque, para quem caminha com o Ressuscitado, nenhuma noite é definitiva. Sempre haverá uma aurora anunciando que a vida venceu.

(*) Sacerdote jesuíta e mestre em Teologia. Escritor. Diretor do Mosteiro dos Jesuítas de Baturité e do Polo Santo Inácio. Fundador do Movimento Amare.

Fonte: O Povo, de 4/04/2026. Opinião. p.16.

300 ou 30?

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

O evangelista João nos apresenta o episódio de Maria de Betânia, que, durante um jantar, ungiu os pés de Jesus com nardo, um perfume nobre e de muito valor. (Jo 12, 1-11)

O nardo (Nardostachys jatamansi), também conhecido como espicanardo, é um perfume raro e caro, proveniente de uma planta nativa das regiões montanhosas do Himalaia. Extraído de suas raízes, desprendia um perfume exuberante e, ainda hoje, é usado no incenso, nos rituais religiosos.

Maria quebrou o vaso de alabastro, vertendo todo o óleo sobre os pés do Mestre e, depois, fez um gesto que era proibido à cultura judaica: desprendeu seus cabelos e, com eles, enxugou os pés de Jesus, enquanto o perfume exalado difundia-se por todo o ambiente.

Este episódio fala-me de amor, profundamente, de amor, envolto no carinho e no afeto da fé e da confiança em Jesus. Imagino, ainda que o evangelista não comente, o pulsar vibrante de seu coração e, de tanto ardor, lágrimas dançando no seu rosto.

Maria deu o melhor que tinha e, com a toalha de seus cabelos, expressou todo o amor de seu ser.

Foram os 300 denários do amor.

A invectiva de Judas transporta-nos ao seu encontro com os sacerdotes do Templo, dispostos a exterminar Jesus (Mt 26, 14-16).

Ainda que tenha convido com Jesus como os demais apóstolos, algo diferente se passava na mente de Judas, de tal modo que decidiu entregar o mestre por um punhado de 30 moedas de prata, preço de um escravo. E, ao aproximar-se de Jesus, no Getsêmani, com um beijo no rosto, ultimou sua ‘fidelidade’ à traição do Mestre.

Tanto o gesto de Maria, quanto a atitude de Judas Iscariotes merecem uma constante reflexão do mundo cristão. Um olhar rápido e superficial dá impressão de poucas Marias e mais Judas Iscariotes.

Na cidade de Fortaleza, havia, na sexta-feira da semana santa, um grande debate com excelentes juristas sobre o crime de Judas Iscariotes. Era uma aula e uma lição a todos os ouvintes.

Enfim, com 300 denários, uma cena de amor e com um beijo nos pés de Jesus, um gesto de humildade e fé, enquanto com 30 moedas de prata, um gesto de ‘ódio’ e, com um beijo no rosto de Jesus, um selo de traição.

Uma abençoada quinta-feira santa, com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 2/04/26.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

DO DESERTO À VIDA NOVA

Por Pe. Reginaldo Manzotti (*)

A Quaresma já caminha há alguns dias. Este tempo santo não é feito apenas de começos, mas de continuidade, porque talvez tenhamos feito, na Quarta-feira de Cinzas, propósitos que já foram colocados à prova. É exatamente aqui que a Quaresma revela sua verdade mais profunda: ela nos ensina a perseverar, a permanecer. Perseverar quando a oração parece árida. Perseverar quando mudar exige renúncia. Quando amar custa mais do que gostaríamos. Se em algum momento falhamos nos propósitos assumidos no início dessa caminhada, não devemos desanimar. Sempre é tempo de recomeçar. O Senhor é rico em misericórdia e não se cansa de nos oferecer novas oportunidades. Cada dia é um novo chamado à conversão.

Esse é um tempo oportuno para rever o caminho. Não com culpa, mas com sinceridade. Como está nossa oração? Temos reservado um espaço para Deus em meio às preocupações diárias? O jejum que escolhemos está nos tornando mais livres ou apenas mais rígidos? E a caridade, tem se traduzido em gestos concretos de atenção, escuta e partilha?

Estamos nos preparando para a Páscoa, para a vitória da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas. Mas não chegaremos à alegria pascal sem antes atravessar o deserto.

Dentro deste itinerário, a Igreja celebrou, no dia 19, a solenidade de São José, esposo de Maria. Poderia parecer estranho uma festa tão solene em meio à sobriedade da Quaresma, mas São José é o modelo perfeito para este tempo. Ele foi um mestre silencioso da conversão diária, um homem justo que soube ouvir Deus no silêncio e obedecer com prontidão, mesmo quando não compreendia plenamente os caminhos que lhe eram propostos.

São José simboliza virtudes como a humildade, a obediência e a fé. Sua vida de entrega e serviço, especialmente ao cuidar de Maria e Jesus, reflete o espírito de sacrifício e dedicação são centrais na Quaresma.

Que este mês de março nos ajude a viver uma Quaresma mais profunda, menos apressada e mais verdadeira. Que não caminhemos movidos apenas por sentimentos, mas sustentados pela confiança em Deus. Que São José interceda por nós, para que saibamos perseverar neste tempo de graça, guardando no coração a esperança da Ressurreição.

(*) Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).

Fonte: O Povo, de 21/03/2026. Opinião. p.16.


quinta-feira, 2 de abril de 2026

Programação da Semana Santa na Paróquia São Vicente de Paulo – 2026

Ressuscitei, ó Pai, e sempre estou contigo:

pousaste sobre mim a tua mão, tua sabedoria é admirável".

“Mais que comum dos dias,

olhei o mais que pude os rostos

dos pobres, gastos pela fome,

esmagados pelas humilhações,

e neles descobri teu rosto,

Cristo Ressuscitado!”

Dom Hélder Câmara

PROGRAMAÇÃO

29/03/2026 (domingo): Procissão do Domingo de Ramos: às 8h.

• Solene Bênção dos Ramos – Logo em seguida, Procissão e Missa na Matriz de São Vicente.

•Outras Missas: 11h30min, 17h e 19h.

Todos devem levar ramos de palmeiras para a procissão.

30/03/2026 (segunda-feira santa): Celebração Penitencial: confissões individuais das 16h às 19h.

• Missas: 6h30min e 17h30min.

31/03/2026 (terça-feira santa): Celebração Penitencial: confissões individuais das 16h às 19h.

 • Missas – 6h30min e 17h30min.

1/04/2026 (quarta-feira santa): Celebração Penitencial: confissões individuais das 16h às 19h.

• Missas – 6h30min, 11h30min e 17h30min.

2/04/2026 (quinta-feira santa): Missa da Ceia do Senhor (Lava-pés). Transladação do Santíssimo Sacramento às 19h.

• Adoração até às 22h.

3/04/2026 (sexta-feira santa): Solene Comemoração da Paixão e Morte do Senhor, às 15h.

• Via Sacra – Conjunto São Vicente – 18h30 (Unijocc).

4/04/2026 (sábado): Sábado Santo: Solene Vigília Pascal às 18h.

• Celebração da luz; Bênção do Fogo, Procissão do Círio Pascal e Proclamação da Páscoa, Liturgia da Palavra, Bênção da Água Batismal e Eucaristia.

5/04/2026 (domingo): Missa do Cristo Ressuscitado.

Missa às 6h30min). 

Outras Missas: 9h, 11h30min (coral e orquestra), 17h e 19h.

Feliz Páscoa a todos!

Pároco: Pe. Sávio

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Paroquiano de São Vicente de Paulo


quarta-feira, 1 de abril de 2026

O silêncio que antecede a Páscoa: porque a alma precisa da Quaresma

Por Pe. Eugênio Pacelli SJ (*)

Março chega envolto em uma pedagogia silenciosa. Não traz ainda o júbilo da Páscoa nem a densidade da Semana Santa, mas carrega algo essencial: o convite à interioridade.

A liturgia parece sussurrar à pressa contemporânea uma verdade antiga — não há ressurreição sem travessia, nem luz duradoura sem que a alma atravesse suas próprias sombras.

A Quaresma, por vezes reduzida a renúncias externas, é, em sua essência, um tempo de realinhamento interior. Mais do que abdicar de hábitos, trata-se de reaprender a escutar: a própria consciência, tantas vezes soterrada pelo ruído; o outro, cuja dor raramente encontra espaço; e Deus, cuja voz não disputa volume, mas profundidade.

Vivemos sob a lógica da saturação. Informações, estímulos e opiniões se acumulam em ritmo vertiginoso. Nunca se falou tanto e, paradoxalmente, nunca foi tão difícil cultivar silêncio. No entanto, é no silêncio que a vida espiritual respira. É nele que emergem verdades incômodas, que feridas pedem cuidado, que intenções se purificam. Sem essa pausa, corre-se o risco de viver apenas na superfície de si mesmo.

Preparar-se para a Semana Santa é acolher o movimento de descida que o Evangelho propõe. Não há atalhos para a Páscoa. O Cristo ressuscitado é o mesmo que passou pelo deserto, pela incompreensão e pela cruz. A lógica quaresmal não é de tristeza, mas de lucidez. Recorda que a transformação exige coragem, que a conversão é menos emoção e mais decisão.

Talvez o maior desafio deste tempo não seja apenas "abrir mão", mas abrir espaço. Espaço para a oração que não cabe entre notificações, para a reflexão que não se acomoda em respostas rápidas, para encontros que não se medem em produtividade. A Quaresma educa para essa reorganização invisível, onde o essencial retoma o centro.

No fim, a pergunta é inevitável: que Páscoa pode florescer em uma alma que nunca silencia, nunca desacelera, nunca se revê? Março oferece a resposta na forma de convite. Não ao isolamento, mas à consciência. Não à rigidez, mas à conversão. Porque toda verdadeira ressurreição começa, inevitavelmente, dentro.

(*) Sacerdote jesuíta e mestre em Teologia. Escritor. Diretor do Mosteiro dos Jesuítas de Baturité e do Polo Santo Inácio. Fundador do Movimento Amare.

Fonte: O Povo, de 7/03/2026. Opinião. p.18.

domingo, 27 de abril de 2025

A ALEGRIA DA RESSURREIÇÃO

Por Pe. Reginaldo Manzotti (*)

Neste mês celebramos a Ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, a maior vitória da história da salvação.

A Páscoa da Ressurreição do Senhor é o ponto central do cristianismo, celebrando a ressurreição de Jesus Cristo. Após sua paixão e morte na cruz, Jesus triunfa sobre a morte e o pecado, abrindo para nós as portas da vida eterna. Na Páscoa, celebramos a vida que nos é dada em Cristo.

A Ressurreição de Jesus nos dá a esperança de que, assim como Ele venceu a morte, nós também venceremos.

Após a ressurreição, Jesus se apresenta aos seus discípulos com um gesto de paz e misericórdia, dizendo: "A paz esteja convosco!" (Jo 20,19). É neste contexto de paz e misericórdia que celebramos também a Festa da Divina Misericórdia, no segundo domingo da Páscoa.  Esta Festa foi instituído pelo Papa São João Paulo II em 2000. Ele atendeu ao pedido do próprio Jesus revelado a Santa Faustina Kowalska, que nos convidou a confiar na infinita misericórdia de Deus.

No Domingo da Divina Misericórdia, somos convidados a fazer uma experiência renovada do perdão e a refletir sobre a grandeza do amor misericordioso e incondicional de Deus, que perdoa os nossos pecados e nos acolhe em seus braços.

Não importa o que tenhamos feito ou o quanto tenhamos falhado; a misericórdia de Deus nos envolve e nos convida à reconciliação.

Podemos dizer que a Páscoa e o Domingo da Misericórdia estão profundamente conectados. A ressurreição de Jesus é a máxima expressão do amor e da misericórdia de Deus. Ao ressuscitar, Jesus nos mostra que o amor é mais forte que a morte, e que a misericórdia é a chave para a vida eterna.

Filhos e filhas, a misericórdia divina é como um rio que nunca seca. E o convite de Jesus é simples: "Confiai em Mim. Eu sou a fonte de toda misericórdia". Ao celebrarmos a Páscoa e o Domingo da Divina Misericórdia, renovemos nossa confiança em Seu amor e deixemos que a Luz da Ressurreição inunde nossos corações. Que elas nos encham de alegria, de esperança e de amor. E que, fortalecidos por elas, sejamos determinados a viver como discípulos de Cristo, instrumentos de sua misericórdia, levando Sua Luz, a paz e a alegria da salvação a todos aqueles que encontrarmos em nosso caminho.

(*) Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).

Fonte: O Povo, de 19/04/2025. Opinião. p.14.

sexta-feira, 25 de abril de 2025

CONVITE - CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA (Páscoa e Missa mensal de Abril/2025)

“Cristo morreu, mas ressuscitou, e fez isso somente para nos ensinar a matar os nossos piores defeitos e ressuscitar as maiores virtudes sepultadas no íntimo de nossos corações. Que esta seja a verdade da nossa Páscoa.”

Pregador: Frei Glauber.

Data: Sábado, 26 de abril de 2025, às 8h30.

Local: Auditório do Hospital Gênesis – Av. Santos Dumont, 1.168 - Fortaleza.

É com muita alegria que contamos com a presença dos médicos e suas famílias.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Sociedade Médica São Lucas

 


sexta-feira, 18 de abril de 2025

Programação da Semana Santa na Paróquia São Vicente de Paulo – 2025

Ressuscitei, ó Pai, e sempre estou contigo:

pousaste sobre mim a tua mão, tua sabedoria é admirável".

“Mais que comum dos dias,

olhei o mais que pude os rostos

dos pobres, gastos pela fome,

esmagados pelas humilhações,

e neles descobri teu rosto,

Cristo Ressuscitado!”

Dom Hélder Câmara

PROGRAMAÇÃO

13/04/2025 (domingo): Procissão do Domingo de Ramos: às 8h.

•Concentração dos fiéis no Centro Comunitário – (Av. Desembargador Moreira 2121).

• Solene Bênção dos Ramos – Logo em seguida, Procissão e Missa na Matriz de São Vicente.

•Outras Missas: 11h30min, 17h e 19h.

Todos devem levar ramos de palmeiras para a procissão e devolver os envelopes da Campanha da Fraternidade – 2025.

14/04/2025 (segunda-feira santa): Celebração Penitencial: confissões individuais das 15h às 18h30.

• Missas: 6h30min e 17h30min.

15/04/2025 (terça-feira santa): Celebração Penitencial: confissões individuais das 15h às 18h30.

 • Missas – 6h30min e 17h30min.

16/04/2025 (quarta-feira santa): Celebração Penitencial: confissões individuais das 15h às 18h30.

• Missas – 6h30min, 11h30min e 17h30min.

17/04/2025 (quinta-feira santa): Missa da Ceia do Senhor (Lava-pés). Transladação do Santíssimo Sacramento às 19h.

• Adoração até às 22h.

18/04/2025 (sexta-feira santa): Solene Comemoração da Paixão e Morte do Senhor, às 15h.

• Liturgia da Palavra, Adoração à Cruz e Comunhão Eucarística (trazer uma cruz).

19/04/2025 (sábado): Sábado Santo: Solene Vigília Pascal às 18h.

• Celebração da luz; Bênção do Fogo, Procissão do Círio Pascal e Proclamação da Páscoa, Liturgia da Palavra, Bênção da Água Batismal e Eucaristia.

20/04/2025 (domingo): Procissão do Cristo Ressuscitado às 6h15min.

Procissão do Cristo Ressuscitado. (Saída da Praça da Imprensa em direção à Matriz; logo em seguida, Missa às 6h30min). Após a Missa, terá o café da Páscoa no Salão Paroquial.

Outras Missas: 9h, 11h30min (coral), 17h e 19h.

Feliz Páscoa a todos!

Pároco: Pe. Raimundo Neto

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Paroquiano de São Vicente de Paulo


quinta-feira, 17 de abril de 2025

QUARESMA: um tempo de transformação interior

Por Pe. Reginaldo Manzotti (*)

O mês de março é especialmente significativo para os católicos, pois marca o início de importante período litúrgico e a celebração de um dos mais queridos santos, São José.

Com a Quarta-feira de Cinzas iniciamos nossa caminhada de preparação espiritual para a Páscoa. Neste dia, somos convidados a refletir sobre a fragilidade da vida e a necessidade de nos voltarmos para Deus com humildade e arrependimento. As cinzas impostas em nossas frontes nos lembram que "somos pó e ao pó voltaremos", mas também nos impulsionam a buscar uma transformação interior.

A Quaresma é um tempo litúrgico, que nos convida a seguir o exemplo de Jesus durante seus 40 dias no deserto. Ao longo da Quaresma, somos chamados a intensificar nossas práticas de oração, jejum e caridade. Esse é um período propício para nos dedicarmos a uma profunda renovação espiritual, à reflexão sobre nossa relação com Deus e com o próximo, à renúncia de hábitos prejudiciais e ao fortalecimento de nossa fé.

A prática do jejum e da abstinência é recomendada, não só como um ato de penitência, mas também como um gesto de solidariedade com os menos favorecidos. Lembremos que Isaías critica duramente aqueles que jejuam apenas para mostrar sua religiosidade, mas continuam a oprimir os outros e a agir de maneira injusta. Segundo Isaías, o verdadeiro jejum não se limita à abstinência de alimentos; ele implica em combater a injustiça, libertar os oprimidos, compartilhar o pão com os famintos, oferecer abrigo aos desabrigados e vestir os que estão nus.

O profeta destaca que o jejum verdadeiro é uma prática de justiça e compaixão, que busca transformar a sociedade e aliviar o sofrimento dos necessitados. É um chamado para que a fé se traduza em ações concretas de amor e solidariedade (cf. Is 58, 6-7).

A caridade, a oração e a meditação sobre a Paixão de Cristo nos ajudam a nos preparar para a celebração da Páscoa, o ponto culminante de nossa fé cristã. Nesse período, somos chamados a intensificar nosso compromisso com a conversão pessoal e a busca por uma vida mais conforme o Evangelho.

Em março, também celebramos a festa de São José, esposo de Maria e pai adotivo de Jesus, no dia 19. São José é um modelo de virtude e uma figura inspiradora e emblemática dentro da tradição cristã. Conhecido como o esposo de Maria e o pai adotivo de Jesus, sua vida é um exemplo de humildade, fé e devoção.

São José era um carpinteiro simples, mas a grandeza de seu coração e espírito fez dele o guardião de Jesus Cristo e Maria. Ele foi escolhido para proteger e cuidar da Sagrada Família e, apesar dos desafios e incertezas, sempre demonstrou uma fé inabalável em Deus. Muitas vezes descrito como um homem justo, sempre buscando fazer o que era correto aos olhos de Deus. Mesmo diante de situações difíceis, como a fuga para o Egito, José sempre confiou nos planos divinos e obedeceu às orientações recebidas em sonhos.

Além disso, São José nos ensina o valor do trabalho digno e do cuidado com a família. Ele foi um homem de ação silenciosa, sempre presente, cumprindo sua missão de forma discreta, mas plena.

São José é o patrono da Igreja Universal, e é especialmente invocado pelos trabalhadores e pelas famílias. Em tempos de dificuldades, podemos recorrer a ele como intercessor, pedindo sua ajuda para fortalecer nossa fé, nossa vocação e nossos relacionamentos.

Que este mês de março seja um tempo de graça, onde possamos nos reconciliar com Deus, renovar nossa fé e nos preparar para celebrar a Páscoa com um coração puro e transformado, nos inspirando no exemplo de São José.

(*) Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).

Fonte: O Povo, de 22/03/2025. Opinião. p.16.


domingo, 16 de junho de 2024

Maria, mãe, intercessora e modelo da igreja

Por Pe. Reginaldo Manzotti (*)

O Pentecostes é a festa que celebra a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos e os discípulos de Jesus, cinquenta dias após a sua ressurreição. Nesse dia, a Igreja nasceu como comunidade de fé, esperança e amor, chamada a anunciar o Evangelho a todas as nações.

Os apóstolos haviam testemunhado a ascensão de seu Mestre e juntos aguardavam a promessa do Paráclito, o Espírito Santo.

No cenáculo, onde eles estavam reunidos, um sopro de esperança e fé se fazia presente, Maria, a Mãe de Jesus, estava ali, como uma ancora de serenidade e força para os apóstolos desorientados. Ela, que já havia recebido o Espírito Santo na Anunciação, quando concebeu o Filho de Deus, estava ali para acompanhar, interceder e animar os seus filhos na fé. Ela, que já havia experimentado a ação do Espírito Santo na Visitação, quando levou Jesus a Isabel e João Batista, estava ali para testemunhar, ensinar e servir os seus irmãos na caridade. Ela, que já havia contemplado a glória do Espírito Santo na Transfiguração, na Ressurreição e na Ascensão de Jesus, estava ali para adorar, louvar e glorificar o seu Senhor na liturgia.

São Lucas, narrou nos Atos dos Apóstolos: "Então eles voltaram para Jerusalém, vindo do monte chamado das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, à distância de um caminho de sábado. Quando chegaram, subiram ao cenáculo onde se alojavam. Eram eles: Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelota, e Judas, filho de Tiago. Todos eles perseveravam unanimemente na oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus". (At 1, 12-14a)

Maria foi fundamental para fortalecer, por meio da graça do Espírito Santo, os apóstolos na edificação da Igreja que nascia naquele momento, aconselhá-los e, sobretudo, rezar em comunhão com eles.

O título de Maria, como Nossa Senhora de Pentecostes, ficou conhecido a partir da inspiração do Pe. Gilberto Maria Defina, fundador da Fraternidade Jesus Salvador. Ele faleceu em 5 de dezembro de 2004. Disse ele: "Eu nunca encontrei escrito em algum lugar onde Nossa Senhora fosse invocada como Nossa Senhora de Pentecostes. Foi um momento em que minha alma exultou de alegria por essa inspiração (...) tudo seria através de Maria, por meio de Maria, Nossa Senhora de Pentecostes nos traria na evocação de seu espírito a graça do Espírito Santo" (Pe. Gilberto Mª Defina, SJS - Autobiografia, p. 134).

Nossa Senhora de Pentecostes nos ajuda a viver o mistério da Igreja como comunhão, missão e liturgia. Ela nos ensina a acolher o Espírito Santo em nossas vidas, a confiar na misericórdia de Jesus e a sermos seus discípulos no mundo.

Nossa Senhora de Pentecostes, rogai por nós!

(*) Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).

Fonte: O Povo, de 18/05/2024. Opinião. p.18.


sábado, 15 de junho de 2024

O BOM PASTOR

Por Pe. Eugênio Pacelli SJ (*)

Neste tempo Pascal somos convidados a "viver como ressuscitado", nos deixar inspirar por Aquele que é vida em plenitude. Somos convidados e convidadas a contemplarmos Jesus como o Bom Pastor.

No Antigo Testamento, a imagem do Pastor aparece com frequência. O próprio Deus se compara a um Pastor, que guia, defende e alimenta o seu povo (Sl 80). Num país árido, a presença do pastor era vital para a ovelha sobreviver. O pastor passava o dia todo com ela e estabelecia profunda identidade com ela.

Jesus afirma: "Eu sou o BOM PASTOR". O BOM PASTOR é diferente dos outros, por duas razões: 1- Porque dá a vida pelas ovelhas que ama. O mercenário no perigo abandona as ovelhas e foge. 2- Porque conhece suas ovelhas e é conhecido por ela. Ele as chama pelo nome e elas o seguem. Jesus é o Pastor que conhece e ama suas ovelhas de modo: Pessoal, incondicional e eterno.

Ele é o verdadeiro pastor porque é pura transparência do Pai, providente e cuidador, que não controla, não manipula, nem tolhe nossa liberdade. Jesus, o Bom Pastor, é sinal do cuidado de Deus. Ele nos revela o "Deus Cuidado", revela no seu modo de cuidar como o Pai cuida de cada um de nós.

Jesus resgatou a centralidade do cuidado e da ternura para com todas as manifestações da vida. Ele mostrou cuidado especial com os pobres, os famintos, os discriminados e os doentes.

Ele nos confia a missão de sermos pastores e ovelhas uns dos outros. Todos nós desempenhamos em nossa vida a missão de pastores ou ovelhas. Pai e mãe são pastores de seus filhos: Protegem, orientam, conduzem e defendem. Filhos são ovelhas de seus pais: Escutam, obedecem, e seguem o caminho do bom Pastor. A única condição para pastorear o rebanho e apascentar as ovelhas é apenas amar.

Como Cristo exerce a missão de Pastor? Ele aponta caminhos, defende as suas ovelhas nos perigos, mantém uma relação pessoal com cada uma, conhece os seus sofrimentos, sonhos e esperanças. Esse apelo de unidade de Cristo nos pede zelo apostólico para cativar outras ovelhas que ainda não descobriram o amor apaixonado do Bom Pastor, espírito de unidade que vença as barreiras que nos separam. Ele não quer a Igreja dividida em rebanhos separados. É um convite ao verdadeiro ecumenismo.

(*) Sacerdote jesuíta e mestre em Teologia. Escritor. Diretor do Mosteiro dos Jesuítas de Baturité e do Polo Santo Inácio. Fundador do Movimento Amare.

Fonte: O Povo, de 4/05/2024. Opinião. p.18.

domingo, 26 de maio de 2024

VIVENDO A ALEGRIA DO TEMPO PASCAL

Por Pe. Reginaldo Manzotti (*)

O Tempo Pascal é o tempo da alegria, da esperança, da fé e do amor, pois nele se comemora o triunfo de Cristo sobre as forças do mal e se anuncia a sua presença viva e atuante na Igreja e no mundo. É também o tempo da missão, pois os cristãos são chamados a testemunhar, com as suas palavras e obras, a ressurreição de Cristo e o seu projeto de salvação para toda a humanidade.

O Tempo Pascal se estende por 50 dias, até o Domingo de Pentecostes. É o tempo mais longo do ano litúrgico, pois representa a plenitude da Páscoa de Cristo. Dentro desse Tempo está a Oitava da Páscoa, que é a semana que segue o Domingo de Páscoa, na qual se prolonga a celebração da ressurreição com a leitura dos relatos evangélicos das aparições de Cristo aos seus discípulos. Nesta semana canta-se o Glória todos os dias.

O símbolo de maior destaque é o Círio Pascal, que representa a luz de Cristo, que ilumina todas as trevas. O branco é a cor litúrgica usada nas vestes e nos paramentos em todo o Tempo Pascal e simboliza a pureza, a alegria, a glória e a vitória de Cristo ressuscitado. Nos domingos deste período, a primeira leitura virá do livro dos Atos dos Apóstolos, que narra os acontecimentos da Igreja em seus primórdios.

Algumas festas e Domingos que iluminam o sentido da ressurreição de Cristo e da sua obra redentora, neste Tempo, são:

O Domingo da Ressurreição, ou Domingo de Páscoa, que é o dia mais importante do ano litúrgico, pois celebra a ressurreição de Cristo.

O Domingo da Divina Misericórdia, o segundo domingo da Páscoa, instituído pelo papa João Paulo II, que convida os fiéis a contemplar o amor misericordioso de Deus manifestado em Cristo ressuscitado.

O Domingo do Bom Pastor, o quarto domingo da Páscoa, no qual é proclamado o Evangelho de João, que apresenta Cristo como o Bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas.

A Ascensão do Senhor, que é a festa que celebra a subida de Cristo ao céu, 40 dias após a sua ressurreição.

O Domingo de Pentecostes é a festa que encerra o Tempo Pascal. Celebra-se a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos e a Igreja, que os encheu de dons e carismas para anunciar o Evangelho às nações.

Que o Tempo Pascal seja para nós um tempo de bênção e de paz e que nos ajude a ser corajosos discípulos missionários de Cristo ressuscitado!

(*) Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).

Fonte: O Povo, de 20/04/2024. Opinião. p.16.

MADALENA E A RESSURREIÇÃO

Por Dom Gregório Ben Lâmed Paixão (*)

A palavra Páscoa tem sua origem na língua hebraica (Pessach), que significa passagem. Ela recorda a proeza do Eterno, ao libertar os hebreus da escravidão imposta pelo império egípcio, dando ao povo a alegria de caminhar para uma terra que lhe fora prometida, livres de toda opressão.

Para os cristãos a Páscoa tem o mesmo nome da Pessach judaica, mas com significado novo: refere-se à ressurreição de Jesus Cristo, celebrada como memorial de salvação e de passagem da morte para a vida, superando o sofrimento imposto por aqueles que usaram (e usam) o poder para oprimir, explorar, entristecer e matar.

Dentre os seguidores de Jesus, uma mulher se destaca no dia da ressurreição do Mestre: seu nome é Maria Madalena. Conhecida por sua vida péssima, Madalena carregava a força de sete demônios, segundo a afirmação do Evangelho narrado por Lucas (Lc 8,2). Sua existência era desumana e suas atitudes eram diabólicas.

Ela, então, se encontrou com Jesus. Ele resgatou sua alma dilacerada e entristecida, perdoando os seus pecados e o seu passado, abençoando o seu presente e abrindo as portas para a sua vida futura, que se tornou exemplar. A partir daí, Madalena não mais viveu pelos sentidos, mas deu sentido à sua vida.

Entretanto, a experiência da crucifixão de Jesus foi traumatizante para Madalena. Seu Rabuni (Mestre) foi morto, restando apenas a dor de uma separação traumatizante.

Uma pedra fechava o túmulo onde ele estava. Outra pedra esmagara o coração da discípula. Mas a pedra foi removida; o desespero e as lágrimas foram substituídos pela esperança de rever Jesus, redivivo.

Caberá a ela avisar aos discípulos a boa nova da ressurreição, tornando-a apóstola dos apóstolos do Senhor; anunciadora primeira da alegria pascal.

Maria Madalena nos deu a conhecer a redenção dos que experimentam o poder regenerativo da misericórdia. Discípula fiel, seu coração foi alcançado pela graça e pelo perdão divinos.

Ela deixou de procurar sua realização no túmulo de suas ilusões, afetos desordenados e ressentimentos, recomeçando a partir do Mestre e manifestando ao mundo a vitória pascal.

Desse modo, Maria renasceu pela força do amor que supera o mal e cria relações de fraternidade a partir da fé, esperança e caridade regeneradoras de vidas.

(*) Monge beneditino. Arcebispo metropolitano de Fortaleza.

Fonte: O Povo, de 14/04/2024. Opinião. p.18.

sábado, 25 de maio de 2024

A VERDADEIRA RESSURREIÇÃO

Por Pe. Eugênio Pacelli SJ (*)

A ressurreição de Jesus não é apenas um evento do passado, mas uma realidade viva que continua a transformar nossas vidas. Somos convidados a viver como pessoas ressuscitadas em Cristo, testemunhando ao mundo o poder transformador da ressurreição de Jesus.

Jesus, após a sua ressurreição, assume a missão de consolador. Em todas as narrativas da ressurreição, vemos Jesus consolando, animando e conduzindo seus discípulos. Podemos destacar quatro frutos da presença de Jesus ressuscitado na vida dos discípulos e em nossas vidas: paz, alegria, leveza e envio.

Viver a Pascoa é viver ressuscitado com Cristo. O que significa isso? Primeiramente, viver ressuscitado significa viver em vida nova. Assim como Jesus saiu do túmulo, deixemos para trás velhos modos de vida, hábitos destrutivos, escuridões e pecados. A Pascoa é transformação, é passagem do velho à novidade de Deus. Viver o novo de Deus. As coisas velhas já passaram. O que em ti está morto e precisa ressuscitar?

Deixa no sepulcro todo sinal de morte, escuridão ou desesperança. Viver ressuscitado significa viver em liberdade. A ressurreição de Jesus libertou-nos do poder do pecado e da morte. Não estamos mais escravizados pelo passado, pelo medo ou pela culpa. Somos livres para seguir Jesus e viver de acordo com os seus ensinamentos.

Viver plenamente, afinal foi para a liberdade que Cristo te libertou! Ressuscita teus sonhos, fé, força e ousadia! Viver ressuscitado significa viver em esperança. A ressurreição de Jesus nos lembra que, não importa o que aconteça, podemos confiar em seu poder para nos sustentar em todos os momentos. A eternidade de Jesus já vive em mim!

Aqui, já criamos eternidade na nossa capacidade de amar e sermos amados. O que salva é o amor. O que te tira a esperança? Qual a eternidade você hoje está semeando pra amanhã? Por fim, viver ressuscitado significa viver em comunhão com os outros. Que neste período da Páscoa e sempre, possamos verdadeiramente viver ressuscitados em Cristo, permitindo que sua ressurreição transforme cada aspecto de nossas vidas e nos capacite a viver como seus discípulos fiéis. 

(*) Sacerdote jesuíta e mestre em Teologia. Escritor. Diretor do Mosteiro dos Jesuítas de Baturité e do Polo Santo Inácio. Fundador do Movimento Amare.

Fonte: O Povo, de 6/04/2024. Opinião. p.18.


domingo, 31 de março de 2024

JESUS CRISTO E A NOSSA PÁSCOA

Por Pe. Reginaldo Manzotti (*)

Estamos próximos da principal celebração do ano litúrgico, também a mais antiga e importante festa cristã: a Páscoa da Ressurreição do Senhor Jesus Cristo. Esta solenidade é precedida da Semana Santa, que recorda os últimos acontecimentos da vida de Jesus desde Sua entrada triunfal em Jerusalém, até Sua Ressurreição.

Esta semana inclui o Domingo de Ramos, em que celebramos a chegada de Jesus em Jerusalém aclamado pelo povo como o Messias e recebido com ramos de palmeiras. Nesse dia, os fiéis levam as folhas da planta para a igreja, que são abençoadas. Este é um sinal de esperança, vitória e vida em Cristo. Segundo a tradição, os ramos bentos devem ser colocados nas casas dos fiéis como um gesto de fé e como uma proteção contra os males e perigos. Posteriormente, são queimados nas igrejas e suas cinzas impostas na testa dos fiéis na Quarta-feira de Cinzas do ano seguinte.

A Quinta-feira Santa é a celebração pela criação da Eucaristia na Última Ceia, quando Jesus partiu o pão e o deu aos Seus Discípulos. Neste momento disse: "'Isto é o meu corpo, que é entregue por vós. Fazei isto em memória de mim'. Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice, dizendo: 'Este cálice é a nova aliança em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em memória de mim'. Assim, todas as vezes que comeis deste pão e bebeis deste cálice, proclamais a morte do Senhor, até que ele venha" (1Cor 11,24-25). Esta passagem também está presente nos Evangelhos de Mt 26,26- 29; Mc 14,22-25; e Lc 22,14-20.

Na Quinta-feira Santa, também se recorda o gesto de Jesus ao lavar os pés dos Discípulos. O Evangelista João quis ressaltar o significado do rito do lava-pés como uma expressão concreta da Eucaristia, que é o sacramento do amor e do serviço de Jesus à humanidade (cf. Jo 13,1-15).

A Sexta-feira Santa é dedicada a celebrar a Paixão e a Morte de Jesus na Cruz, como o sacrifício supremo de amor por nós. Neste dia, não há Missas e, às três horas da tarde - horário em que Jesus morreu -, realiza-se a celebração da Paixão do Senhor, que inclui a leitura da narrativa da Crucificação, a Adoração da Cruz e a Comunhão Eucarística.

Já o Sábado Santo é caracterizado pelo silêncio e espera da Ressurreição de Jesus. À noite, acontece a Vigília Pascal, mãe de todas as vigílias, segundo Santo Agostinho. A celebração consiste em quatro partes: a Liturgia da Luz, a Liturgia da Palavra, a Liturgia Batismal e a Liturgia Eucarística. Por fim, o Domingo de Páscoa se configura como o dia da alegria e da vitória de Jesus sobre a morte. Os fiéis celebram a Ressurreição de Cristo, que apareceu aos Seus Discípulos e lhes deu a paz e o Espírito Santo.

A Páscoa ainda tem alguns símbolos e tradições populares, que variam de acordo com a cultura de cada país ou região. Alguns dos símbolos mais comuns são:

• O ovo de Páscoa: representa a vida nova que surge do Sepulcro. Simboliza a fertilidade e a abundância.

• O coelho da Páscoa: representa a fecundidade e a esperança. Associado à vida nova, porque o animal se reproduz rapidamente e em grande quantidade.

• O cordeiro: significa Jesus, o Cordeiro de Deus, que Se ofereceu em sacrifício pela salvação do mundo. Recorda o cordeiro que judeus sacrificavam na Páscoa judaica e marcavam com sangue as portas das casas para livrá-los da morte.

• O pão e o vinho: são o Corpo e o Sangue de Jesus, entregue na Cruz e que Ele nos oferece na Eucaristia. Ainda caracterizam a refeição que Ele fez com Seus Discípulos na Última Ceia.

• Cruz: representa o instrumento da morte de Jesus e o sinal da Sua vitória sobre o pecado e a morte. É o símbolo mais antigo e universal do cristianismo. Expressa fé na Ressurreição e salvação que Jesus nos trouxe. É um convite a seguir Jesus e carregar nossa cruz de cada dia.

A Páscoa da Ressurreição do Senhor é, portanto, o fundamento e o sentido da nossa vida cristã. Ela nos chama a viver como pessoas ressuscitadas, que testemunham a fé, a esperança e o amor no mundo. Nos convida a celebrar e agradecer a Deus pelo Seu dom maior: Jesus Cristo. Vivamos com fé e piedade a Semana Santa, o Tríduo Pascal e nos rejubilemos na Ressurreição do Senhor.

Feliz Páscoa!

(*) Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).

Fonte: O Povo, de 23/03/2024. Opinião. p.18.

 

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