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quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

O EXEMPLO VEM DE CIMA

Por Luiz Eduardo Girão (*)

Para mim, política é missão e não meio de vida. Daí eu ser contrário à reeleição e privilégios de "autoridades". Por isso, ao assumir o mandato, em 2019, renunciei a mordomias que os senadores têm "direito": carro com motorista, combustível, apartamento funcional/auxílio moradia, plano de saúde vitalício etc. Também fiz questão de montar um gabinete enxuto que já economizou cerca de R$ 10 milhões do dinheiro suado do pagador de impostos: o seu dinheiro!

Pensei em fazer o mesmo com as emendas parlamentares, que considero "desvio de função", pois o dever dos congressistas é legislar, fiscalizar o Executivo. Mas decidi utilizar, estritamente, as constitucionais, com total transparência, em articulação com o Ministério Público Estadual e o Federal, sem jamais dispor do orçamento secreto, que, aliás, sempre votei contra! Por critérios técnicos, nesses cinco anos foi possível atender justas demandas de todos os 184 municípios cearenses, sejam eles administrados por PT, PDT, PSD, Podemos ou PL, sem qualquer uso eleitoral de minha parte!

Incentivei instituições do terceiro setor, sem fins lucrativos, na área da Saúde que, juntas, receberam R$ 40 milhões (a metade para nossa capital), dos R$ 148.565.971,33 que indicamos para o Estado. Exemplo é o Centro de Prevenção ao Câncer de Mama e Colo de Útero do Cariri; trouxemos o Hospital do Amor de Barretos, referência internacional no tratamento da doença, que está instalando uma unidade em Juazeiro do Norte, legado para a "Terra da Luz". Além da sede, o investimento dá direito a carreta equipada com salas de exames e atendimento e salvará vidas de conterrâneas de 28 cidades, do Cariri e Centro Sul.

Outro caso é do Hospital Maternidade São Vicente de Paulo (Barbalha), excelência de qualidade para o Ceará e estados vizinhos. Fundado em 1970 é modelo de gestão eficaz que agora sobe de patamar com a aquisição da máquina de ressonância magnética, um sonho antigo que conseguimos viabilizar. Anuncio, também, a expansão do Instituto da Primeira Infância (Iprede), premiado mundialmente pelo enfrentamento à desnutrição e mortalidade infantil e que, atualmente, também é expert no amparo aos autistas. Fundado em Fortaleza, na década de 1980, a ong terá uma "filial" em Quixadá, passando a atender crianças e adolescentes do Sertão Central e Vale do Jaguaribe.

Tenho Fé e esperança que, um dia, esses bons exemplos deixem de ser exceção para se tornarem regra geral na gestão pública, sabendo que toda honra e glória pertencem ao Senhor Jesus. Desejo a você um Natal de Luz e um 2024 de muitas realizações! Paz & Bem.

(*) Empresário. Senador pelo Podemos/CE.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 22/12/23. Opinião, p.29.

terça-feira, 7 de julho de 2020

HARRY TRUMAN - A política e a música numa casa de putas


Era assim o presidente HARRY TRUMAN
Muito pouca gente sabe disso...
Harry Truman foi um tipo diferente como presidente.
Provavelmente tomou tantas ou mais decisões em relação à história dos EUA como as que tomaram juntos os 42 presidentes que o precederam.
Uma medida da sua grandeza talvez permaneça para sempre: trata-se do que ele fez DEPOIS de deixar a Casa Branca.
A única propriedade que tinha quando faleceu era uma casa, onde morava, que se encontrava na localidade de Independence, Missouri. A sua esposa havia-a herdado de seus pais e, fora os anos em que moraram na Casa Branca, foi onde viveram durante toda a vida.
Quando se retirou da vida oficial, em 1952, todas as suas receitas consistiam numa pensão do Exército de U$13.507 anuais.
Quando o Congresso soube que ele custeava seus próprios selos de correio, outorgou-lhe um complemento e, mais tarde, uma pensão retroativa de $ 25.000 anuais.
Depois da posse do presidente Eisenhower, Truman e sua esposa voltaram a seu lar no Missouri, dirigindo seu próprio carro... sem nenhum acompanhamento do Serviço Secreto.
Quando lhe ofereciam postos corporativos com grandes salários, rejeitava-os, dizendo:
Vocês não querem a mim, o que querem é a figura do Presidente, e essa não me pertence. Pertence ao povo norte-americano e não está à venda...”.
Ainda depois, quando em 6 de Maio de 1971, o Congresso estava se preparando para lhe outorgar a Medalha de Honra em seu 87° aniversário, recusou-se a aceitá-la, escrevendo-lhes:
Não considero que tenha feito nada para merecer esse reconhecimento, venha ele do Congresso ou de qualquer outra parte”.
Enquanto Presidente, pagou todos seus gastos de viagens e de comida com seu próprio dinheiro, quando não estava em função oficial.
Este homem singular escreveu:
As minhas vocações na vida sempre foram ser pianista numa casa de pu""" ou ser político.  E para falar a verdade, não existe grande diferença entre as duas!”.
Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones). Sem autoria explícita.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

A HONRA E O CARGO



Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
Honra é o princípio de conduta de pessoa que se comporta de modo virtuoso, corajoso, honesto; cujas qualidades são consideradas socialmente virtuosas. O seu antagônico é empregar meios ilícitos visando obter vantagem. A conduta honrosa permite o surgimento da confiança entre os Homens.
Devo dizer que a honra de um cidadão ou político é perdida por um único deslize. É o que indica a expressão inglesa “character”, que significa renome, reputação, honra ou estilo. Ademais, a perda da honra é irreversível, a menos que se deva a calúnia ou a falsas aparências. Para isso existe a Lei para punir, com duras penas, a injúria e a calúnia.
A pessoa que ocupa um cargo público (Político) deverá ser dotada de honra civil e de honra pública, além da capacidade de exercê-las, isto é, desempenhar as funções inerentes a cargo, trabalho, ofício. Situação que deve ocorrer em observância a outros princípios da regra ou norma moral.
A honra civil baseia-se na pressuposição do respeito incondicional ao direito de cada um. Ela é o condicionante de todo e qualquer contato disciplinador entre os Homens. Muito embora Jean-Jacques Rousseau (1712- 1778) ter dito que as pessoas, cada vez mais conscientes do olhar do próximo, moldam seu comportamento em função desse vínculo, aprendendo a viver mais para a vida alheia do que para si.
Essa deturpação leva a uma corrupção generalizada.
Apreciaria esclarecer a existência de variados subgrupos da honra, mas antes apreciaria compará-la a um dos seus sinônimos — glória (fausto, grandeza, homenagem, exaltação, fama, esplendor). Mas é preciso ter em mente que a verdadeira glória deve ser conquistada sem que a honra seja ferida.
Voltando às várias expressões da honra, ela apresenta e corresponde a diferentes modelos como já mencionei: primeiro a civil e seguem-se a honra do cargo ocupado e até a honra sexual, englobando as subordens devidas pelos servidores estatais, médicos, advogados, em suma todos aqueles que foram qualificados para exercer determinado tipo de trabalho intelectual ou profissional.
Quando um ser humano se candidata a um cargo político, tem de ter/ver/saber que deverá manter a sua honra de forma diferente da honra de um simples cidadão, pois deve também ter a competência para exercê-lo com proficiência muito além da honra civil.
O que desejo dizer é que a honra de um cidadão comum pertence exclusivamente à esfera particular, enquanto que a de um político ultrapassa esse nível, pois passa a compreender o povo em geral: interesse público.
Um político não pode aceitar acusações quanto a não cumprir com probidade os deveres do cargo que ocupa. Quanto mais influente for a função que ele exerça numa organização pública, tanto mais deve ser possuidor de capacidade intelectual e as qualidades morais que façam dele uma pessoa apta a ocupar tal função e ainda ser capaz e – principalmente – honesto. Sempre. Ou então damos aceitação a Arthur Schopenhauer (1788-1860) quando diz:
A honra é, objetivamente, a opinião dos outros acerca do nosso valor, e, subjetivamente, o nosso medo dessa opinião.
Parece-me que no Brasil de hoje há uma falta generalizada desse atributo que desconfiávamos não existir, porém a desonra jamais foi escancarada como na situação que estamos vivendo. Os ocupantes de cargos públicos deveriam saber que a honra e sua prática não depende da idade e muito menos da origem do ocupante do cargo. Se jovem e ocupante de cargo público, não podemos tolerar desonestidade pelo que ele promete ser ou o argumento de que ainda não foi testado, é inexperiente.
Quem é inexperiente não pode exercer funções de mando. Caso for experiente, se tem noção, tem prática, tem conhecimento das coisas e tem cabelos brancos, isso não o isenta da honra. É bom lembrar que rugas também são sinais de velhice e não despertam sinais de respeito: nunca se fala de rugas veneráveis, mas sim de cabelos brancos veneráveis.
Nunca esquecer que aqueles que ocupam cargos públicos (seja por nomeação, concurso, eleição, pouco importa), além da capacidade para exercer a função devem ser pessoas honradas em primeiro lugar, além de dotados de competência.
Lembro que a honestidade de quem ocupa um cargo público, por menor ou maior que seja ele, garante nossa segurança como país, estado, nação, município e Sociedade, mormente no trato da: “Res publica”, uma expressão latina que significa literalmente “coisa do povo”, “interesse público”. É a origem da palavra república. E o político/administrador público, após deixar o cargo, deve permanecer respeitado por seus sucessores. Não é isso que estou assistindo!
Portanto, preocupado estou. Preocupado, de todo coração, com o futuro e com a felicidade do meu povo, muito embora não deixe de ser esperançoso por dias melhores.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES). Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).

domingo, 16 de dezembro de 2018

O advogado honesto em uma entrevista de emprego!


Uma conselheira de investimentos decidiu trabalhar por conta própria. Ela era astuta e diligente, o que fez com que atraísse mais e mais negócios. Como estava crescendo rápido, ela percebeu que precisava de um advogado interno.
Muito empolgada com seu sucesso rápido, a mulher começou a entrevistar jovens advogados.
"Como eu tenho certeza que você pode me entender," ela começou com um dos primeiros candidatos, "em um negócio como este, a nossa integridade pessoal deve estar fora de questão."
Ela se inclinou para frente e perguntou: ''Sr. Bruno, você é um advogado honesto?
"Honesto?" Respondeu o candidato ao trabalho. "Deixe-me lhe dizer algo sobre honestidade..."Eu sou tão honesto que meu pai me emprestou 15.000 reais para pagar a minha educação, e eu paguei cada centavo no minuto em que consegui o meu caso na justiça."
Apressada pela aparente honra do candidato, ela exclamou: ''Impressionante, e que tipo de caso foi esse?''
O advogado meio envergonhado admitiu:
- Ele me processou por causa do dinheiro.
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

O PECADO DA OMISSÃO


Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
Omissão é deixar de fazer ou dizer alguma coisa. Também pode ser entendido como deixar de lado, desprezar ou esquecer algo ou alguém. É o não-agir, quando se esperaria uma ação positiva.
"A omissão é o pecado que com mais facilidade se comete e com mais dificuldade se conhece; e o que facilmente se comete e dificultosamente se conhece, raramente se emenda. A omissão é um pecado que se faz não fazendo; e pecado que nunca é má obra, e algumas vezes pode ser obra boa, ainda os muito escrupulosos vivem muito arriscados em este pecado… poderoso pelo que se fez, se hão de condenar muitos, pelo que não fizeram, todos”. Parafraseei descaradamente o padre Antônio Vieira (1608-1697), Sermão da Primeira Dominga do Advento.
Não importa se temos quatro ex-presidentes em investigação judicial-criminal (José Sarney, Fernando Collor, Luiz Inácio e Dilma Rousseff), além de um ex-candidato à Presidência da República, o Senador Aécio Neves e o presidente em exercício Presidente Michel Temer.
Todos estão sendo investigados.
Os motivos não importam. Sejam eles frutos dos avanços tecnológicos, facilidade do cruzamento de dados ou dos mecanismos da Justiça, denúncias, delações, estardalhaços, fofocas midiáticas (profissionais ou sociais), ou algo que se creia transcendente do por que estamos em — Crise.
O desemprego é grande. As diferenças sociais cada vez mais à vista. As coisas permanecem como sempre foram e ouvem-se miríades de tralalás. O que importa se a denominada [crise] seja de causa política, econômica, moral, ética, ou de qualquer outra natureza, ela é ocorrência, é fato.
Para proteger a democracia e para que um cidadão, como eu, possa retomar o controle do meu/vosso/nosso destino as referências acordadas na Constituição vigorante precisam servir de âncora. Não como amarras imobilizantes, mas sim como um símbolo de firmeza, força, tranquilidade, esperança e fidelidade ao Brasil.
A Constituição é o fator que garante o equilíbrio do nosso Ser Nacional, ou seja, aquele que, em meio às crises, é capaz de manter a estabilidade da Nação; o que significa que até um Presidente poderá perder o seu mandato, se a infringir. Não se pode dela escapar, tergiversar, desembarcar em tempos difíceis e tormentosos. A Constituição de 1988 tem de ser acatada neste momento. Passado o tormento, ela poderá ser atualizada, modificada, caso necessário.  E não desejando cometer o pecado de citar fatos sem provas, lembraria o dito de um político do passado que considero infeliz:
A constituição é como as virgens. Foi feita para ser violada”. Segundo escreve o Jornal do Brasil, edição do dia 17.04.63, em frase atribuída ao presidente e ditador Getúlio Vargas (1883-1954).
Aviso: Não estamos mais nesses tempos. Agora não existe mais espaço, clima, ambiente para cometer o pecado da omissão. Por tudo que é mais sagrado: respeitem a Constituição. Costumo repetir às pessoas com que converso o velho e cansado aforismo:
Quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve. Não queiram dela se afastar. Ela é a regra.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES). Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha). Foi um dos primeiros neonatologistas brasileiros.

terça-feira, 3 de junho de 2014

VALORIZAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA VIDA


Antero Coelho Neto (*)
Consideramos “Princípio”, como o elemento condicionante de nossos valores que são formados em vários e diferentes momentos de nossa vida.

Assim sendo, os diferentes princípios sociais, morais, religiosos, políticos, familiares, pessoais, etc. são diferentes no tempo e local em que vivemos. Ao fazermos uma avaliação dos diferentes Momentos de nossas vidas, identificamos poucos ou muitos que são importantes para o êxito ou fracasso.
Vemos, com muita freqüência, que houve uma variação, maior ou menor, de acordo com o tempo ou local em que foram vividos. E ai ficamos sempre pensando o “por que” do ocorrido. Seria esperado que assim tivesse acontecido, ou não fomos suficientemente corretos, valorosos, fortes, preparados ou hábeis?

Temos comprovado que, para melhor acertar, devemos fazer, com freqüência, a mesma avaliação, o que possibilita a continuação ou transformação daquele Momento.
Freqüentemente verificamos que, naquelas épocas passadas, éramos diferentes e os locais passavam por tempos com hábitos, costumes e outras situações familiares, políticas e sociais.

Na literatura, ao lermos a biografia de muitos autores, encontramos variações de comportamentos com o tempo em que são “explicados” e não convincentes para o nosso tempo. Nas biografias mais antigas e re-escritas tempos depois, por outros autores, vemos até modificações muito significativas de interpretações. Isto se encontra, muito freqüentemente, quando Princípios religiosos são defendidos.
E claro que é fundamental Mudar, quando necessário. E o importante é Mudar sempre com Amor à Vida, ao Próximo, à Pátria e que essa mudança seja para o bem, nunca para o mal.

Senhores políticos brasileiros, vamos mudar os seus princípios? Sempre é possível! Vamos ter a honestidade e a valorização das Causas principais da vida: Saúde. Educação e Satisfação de Viver? O resto, sabemos há muitos anos, em todo o mundo, são Efeitos, que muitas vezes se transformam em “Causas” que os governos procuram resolver como fundamentais. Resolvendo os Princípios da Educação e da Saúde, muitos países conhecidos solucionaram a maioria de seus problemas e se desenvolveram com boa qualidade de vida e satisfação de vida.
A situação do Brasil de hoje é muito grave. Quais são os nossos Princípios? Estamos numa mistura de vandalismo, terrorismo, violência, corrupção e politicagem jamais existente em nosso país. E pela não confiança no governo, nos políticos, na polícia e até na justiça, muitos grupos de pessoas estão tomando a iniciativa de julgar, de roubar e até de matar.

Viva a Liberdade? Assim não! Tenhamos Princípios corretos e humanos. E aí, vamos melhorar os nossos Princípios para a Copa? Não acredito. E se o Brasil perder?
 (*) Médico, professor e ex-presidente da Academia Cearense de Medicina.

Fonte: O Povo, Opinião, de 21/5/2014. p.6.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

ATITUDE ÉTICA



O atleta espanhol Ivan Fernández Anaya, de 24 anos, não venceu a prova de cross-country de Burlada, Navarra, no último dia 2, mas até hoje não para de ser cumprimentado, elogiado, aclamado pela sua atitude de fair play durante o evento.
O atleta queniano, Abel Mutai, medalha de ouro nos 3.000 m com obstáculos em Londres, estava prestes a ganhar a corrida, mas parou no local errado, pensando ter alcançado a linha de chegada.
Ivan Fernández Anaya, na segunda posição, aproximou-se e, em vez de ultrapassá-lo, alertou-o para o equívoco e conduziu-o para confirmar sua vitória.
Ivan negou-se a conquistar a prova. Ele estava a 10 metros da linha de chegada e não quis aproveitar a oportunidade para acelerar e vencer.
Gesticulando, para que o queniano compreendesse a situação e quase empurrando-o, levou-o até o fim, deixou o colega vencer a prova como iria acontecer se ele não tivesse se enganado sobre o percurso.
Ivan, que é considerado um atleta de grande futuro (campeão da Espanha nos 5.000 metros, na categoria há dois anos) ao terminar a prova, disse:Ainda que me tivessem dito que ganharia uma vaga na Seleção Espanhola para disputar o Campeonato da Europa, eu não teria me aproveitado da situação. Acho que é melhor o que eu fiz, do que se tivesse vencido nessas circunstâncias. E isso é muito importante, porque hoje em dia, tal como estão as coisas na sociedade, no futebol, na política, onde parece que vale tudo, um gesto de honestidade fica muito bem.
Muitos dias depois do ocorrido, a história continua a ser exaltada nos noticiários e nas redes sociais.
No sábado passado, no seu blog, Fernández comentou a repercussão de sua atitude, que continua a ser elogiada duas semanas depois.
"Hoje está sendo um dia especial para mim - ou melhor, muito especial - não podia imaginar que o meu gesto com Mutai chegaria aonde chegou. Estou numa autêntica nuvem, são muitos os comentários, entrevistas, reportagens sobre o sucedido. Quero agradecer a todos o que fizeram por mim", escreveu.
O que chamou a atenção de todos foi algo que deveria ser básico no ser humano, mas tem sido a exceção: honestidade, ética, solidariedade, amizade, respeito pelo outro, algo que o ser humano está perdendo.
"Eu não merecia ganhar. Fiz o que tinha de fazer", afirmou Fernández em declarações reproduzidas pelo jornal 'El País', da Espanha.
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

sexta-feira, 12 de abril de 2013

HARRY TRUMAN



HARRY TRUMAN foi um tipo diferente como presidente. Provavelmente tomou tantas ou mais decisões em relação à história dos EUA como as que tomaram os 42 presidentes que o precederam.
Uma medida da grandeza talvez permaneça para sempre: trata-se do que fez DEPOIS de deixar a Casa Branca.
A única propriedade que tinha quando faleceu era uma casa na qual morava, que se encontrava na localidade de Independence, Missouri. Sua esposa a havia herdado de seus pais e, fora os anos em que moraram na Casa Branca, foi onde viveram durante toda a vida.
Quando se retirou da vida oficial em 1952, todos seus ingressos consistiam numa pensão do Exército de $ 13.507 por ano. Ao saber o Congresso que ele custeava seus próprios selos de correio, lhe outorgou um complemento e mais tarde, uma pensão retroativa de $ 25.000 anuais.
Depois da posse do presidente Eisenhower, Truman e sua esposa voltaram a seu lar no Missouri dirigindo seu próprio carro... sem nenhuma companhia do Serviço Secreto.
Quando lhe ofereciam postos corporativos com grandes salários, os rejeitava dizendo: “Vocês não me querem a mim, o que querem é a figura do Presidente, e essa não me pertence. Pertence ao povo norte-americano e não está a venda...”.
Ainda depois, quando em 6 de maio de 1971 o Congresso estava se preparando para lhe outorgar a Medalha de Honra em seu 87° aniversário, se recusou a aceitá-la, escrevendo-lhes:
“Não considero que tenha feito nada para merecer esse reconhecimento, venha ele do Congresso ou de qualquer outra parte”.
Como Presidente, pagou todos seus gastos de viagem e comida com seu próprio dinheiro.
Este homem singular escreveu:
“Minhas vocações na vida sempre foram ser pianista numa casa de putas ou ser político. E para falar a verdade, não existe grande diferença entre as duas!”.
Que exemplo!
*Qualquer semelhança com os nossos políticos é erro de redação.*
Fonte: Internet (circulando por e-mail).
 

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