sexta-feira, 18 de junho de 2021

CARTA-RESENHA DA XIX BIENAL DA ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA

A Covid-19 apresentou-se ao mundo de forma avassaladora, começando em Wuhan, na China, em novembro de 2019, e desde então o número de casos e óbitos vem crescendo exponencialmente, causando grandes impactos principalmente nos setores de saúde e economia de todos os continentes. Atualmente, em meados de maio de 2021, o mundo conta com um total 133.146.550 casos e 2.888.530 óbitos de Covid-19.

A maior e pior epidemia de coronavírus da história humana e a mais mortal dos últimos cem anos, a Covid-19 provoca sintomas respiratórios que vão de leves dificuldades respiratórias a graves, com incapacidade ventilatória pulmonar.

Inicialmente, a doença acometeu a população adulta, a partir de 60 anos e grupos de risco com comorbidades de maneira mais imponente, com o agravante de possuir características específicas de baixa imunogenicidade e produção de anticorpos neutralizantes que, além de propiciar a disseminação da doença também por pacientes assintomáticos, pode acometer as pessoas mais de uma vez e dificultar o processo de elaboração de vacinas.

Desde o seu surgimento, a pandemia devastou a vida de mais de 2 milhões de pessoas em todo o mundo, prioritariamente idosos, tendo infectado pelo menos 132,9 milhões. Contudo, diante de uma segunda onda e o surgimento de novas variantes, o perfil das vítimas vem mudando e o vírus tem se mostrado extremamente potente em pessoas mais jovens, e os óbitos em faixas etárias mais baixas tem crescido em todo o mundo. Dessa forma a OPAS, aponta que o aparecimento de mutações é um evento natural e esperado dentro do processo evolutivo dos vírus.

A grande velocidade de propagação da doença, associada à moderna hipermobilidade, fragilidades nos sistemas econômicos, políticos e de serviços públicos, ocasionaram diversos desencontros quanto às causas e, por conseguinte, de ações divergentes de controle da disseminação da doença, levando a instabilidade emocional e altos índices de morbimortalidade pela doença.

Em vista dessa problemática, a Academia Cearense de Medicina (ACM) realizou em Fortaleza, de 12 a 14 de maio de 2021, a sua XIX Bienal, evento de natureza científica e cultural com notória relevância para a Medicina cearense, cujo programa científico teve a Covid-19 como tema central.

A coordenação do evento esteve ao encargo da Vice-Presidência do sodalício, Acad. Janedson Baima Bezerra e a Comissão Organizadora foi formada pelos doutores Ana Margarida Arruda Rosemberg, Anastácio Queiroz de Sousa, Antônio Carlile Holanda Lavor, Janedson Baima Bezerra, José Eduilton Girão, José Henrique Leal Cardoso, José Iran de Carvalho Rabelo, Marcelo Gurgel Carlos da Silva, Márcia Alcântara Holanda, Oswaldo Augusto Gutiérrez Adrianzen, Pedro Henrique Saraiva Leão Roberto Misici, Sebastião Diógenes Pinheiro, Sara Lúcia Ferreira Cavalcante e Vladimir Távora Fontoura Cruz..

A XIX Bienal contou com conferencistas nacionais, oriundos de outros Estados: Ailton Benedito de Souza (GO), Arnaldo Correia de Medeiros (DF), Eurico de Arruda Neto (SP). Fernando Antônio Brandão Suassuna (RN), Flávio Adsuara Cadeggiani (DF), Hélio Angotti Neto (DF), José Abelardo Garcia de Meneses (BA), Margareth Pretti Dalcolmo (RJ), Nise Hitomi Yamaguchi (SP), Roberta Lacerda Dantas (RN) e Roberto Sebastian Zeballos (SP), além de Felipe Bastos Gurgel Silva (USA), e com conferencistas convidados do Ceará: Antônio Carlile Holanda Lavor, Eveline Santana Girão, Ivo Castelo Branco Coelho, Jeová Keny Baima Colares, Luciana Maria de Barros Carlos , Marcelo Alcântara Holanda, Mônica Cardoso Façanha, Robério Dias Leite e Weiber Silva Xavier. As funções de presidente, moderador e secretário das sessões científicas foram exercidas por membros titulares da ACM.

O programa contemplou duas Conferências Magnas: “Covid-19: Direitos humanos em quarentena?”, na abertura, e “Plataformas vacinais: presente e futuro”, no encerramento; três Conferências: “Covid-19 e as epidemias na história do homem”, “Os paradigmas do conhecimento médico, o tratamento precoce e a vontade de curar” e  Covid-19: aspectos médico-psicossociais”; três Painéis: “Covid-19: a doença”, “Covid-19: o tratamento (o estado da arte)” e “Covid-19: a profilaxia”; e três Simpósios: “Covid-19: apresentações especiais”, “Pós-Covid-19” e Situações paralelas à doença”.

A programação do evento foi desenvolvida em Sala Virtual do aplicativo Zoom, gerenciada pela empresa Pirilampo, com links destinados aos expositores convidados e acadêmicos, sendo também aberto a profissionais e estudantes da área de Saúde e ao público em geral interessado na problemática da presente pandemia, sem necessidade de inscrição prévia, acessível por meio das redes sociais (Facebook e YouTube) vinculadas ao Site da ACM. Toda a programação, pós-evento pode ser acessada, integralmente, no Blog da ACM:

http://academiacearensedemedicina.blogspot.com/2021/05/xix-bienal-da-academia-cearense-de.html?m=0

A XIX Bienal da ACM, no contexto geral de sua programação, objetivou e sugeriu diretrizes na reconstrução de uma nova visão em relação a esta pandemia que atinge a humanidade.

Devem ser encorajados todos os que detêm responsabilidades médicas, políticas e sociais, como tem feito a Academia Cearense de Medicina nas suas intervenções, por meio dos seus acadêmicos, no sentido de se trabalhar ativamente em prol do bem comum, partilhando eticamente os fatos, informações, conhecimentos e recursos.

Deve-se atentar, ainda, com muito esmero e seriedade, aos que normalmente são mantidos em silêncio e invisíveis, os mais pobres, e, assim sendo, ajudando a tomar consciência do que realmente está acontecendo e da verdadeira condição.

É tempo, antes de tudo, de se removerem as desigualdades, sanarem as injustiças, proporcionando a integralidade na saúde da humanidade inteira.

Diante disto, neste momento estão todos envolvidos e implicados por causa de Covid-19 com fenômenos associados de desigualdade e a má gestão, fatores esses que ameaçam a todos os cidadãos.

A Covid-19 permitiu se porem à prova o egoísmo, a indiferença, as divisões interpessoais e o esquecimento, palavras que não são as que se quer ouvir, nesse tempo de pandemia, mas se deseja bani-las definitivamente.

Finalizando, a XIX Bienal da ACM teve um objetivo primordial aproximar cada vez mais esta Academia com as instituições, que a mesma está envolvida com nossa saúde, em termos de colaborar com as autoridades competentes com o escopo final de divulgar e informar eticamente “extramuros”, a educação médica e a promoção da saúde.

Fortaleza, 28 de maio de 2021

Acad. Antônio Carlile Holanda Lavor (coordenador) - Cad. 55

Acad. Ana Margarida Arruda Rosemberg - Cad. 35

Acad. Marcelo Gurgel Carlos da Silva - Cad. 18

Acad. Roberto Misici - Cad. 2


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