segunda-feira, 14 de junho de 2021

O MEIO AMBIENTE MERECE RESPEITO

Por Artur Bruno (*)

Atual epicentro mundial da pandemia, por conta dos posicionamentos negacionistas do governo federal, o Brasil também choca a todos pelo tratamento dado ao meio ambiente.

Uma carta assinada por ex-ministros do setor lamentou que o Brasil tenha aberto mão do papel de liderança global em questões ambientais, climáticas e de biodiversidade.

Desde 2019, colegiados federais foram extintos ou fechados à sociedade. A desativação do Fundo Amazônia e a paralisia do Fundo Clima retiraram recursos bilionários da proteção da biodiversidade, da fiscalização, da pesquisa e da mitigação de mudanças do clima.

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), principal regrador da qualidade das águas, do ar, para a proteção da fauna e das florestas, passou a funcionar, na prática, como um órgão subordinado ao Ministro do Meio Ambiente.

Além disso, o governo federal não aderiu a uma iniciativa de mais de 60 países para abrir um processo para um reconhecimento internacional da ideia do direito a um meio ambiente seguro, limpo e sustentável.

Isso tem um preço. A Amazônia registrou em abril de 2020 um aumento de 171% de desmatamento em relação ao mesmo período de 2019, atingindo o maior patamar em mais de uma década.

O Pantanal perdeu 30% de sua área verde em 2020. No Cerrado e no Pampa, a perda de vegetação nativa já atingiu mais de 50% da cobertura original.

Na contramão desta tendência, o governo Camilo Santana continua investindo no meio ambiente.

Regulamentamos a 4ª maior unidade de conservação em áreas urbanas da América Latina, o Parque Estadual do Cocó; aumentamos o número de unidades de conservação; plantamos e distribuímos centenas de milhares de mudas para florestamento e reflorestamento; fizemos planos de coletas seletivas múltiplas para os 184 municípios na luta pela desativação dos lixões; criamos programas de apoio ao meio ambiente e de distribuição de renda, como o Auxílio Catador e o Agente Jovem Ambiental; estamos ampliando nossa produção de energia limpa - eólica e solar -, apostando também na criação do Hub de Hidrogênio Verde.

Esperamos que o Ceará se torne um exemplo para o Brasil, e que nosso país recupere sua imagem e seu potencial de crescimento ambientalmente sustentável.

(*) Secretário do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMA) do Estado do Ceará. Sócio do Instituto do Ceará.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 22/4/21. Opinião, p.20.


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