segunda-feira, 28 de junho de 2021

VACINAR PARA VIVER: essa é a prioridade

Por Custódio Almeida (*)

Quinta-feira, 29 de abril de 2021, o Brasil ultrapassou, oficialmente, a trágica marca de 400 mil mortos por Covid19. A situação continua muito preocupante em todo o país e a imunização é a única esperança para barrar o crescimento de infecções e mortes, e garantir a volta ao cotidiano.

A falta de vacinas é o principal problema e o tempo se torna o fator determinante. Este cenário de escassez de vacinas exige planejamento e eficiência dos governantes e dos gestores da saúde, ordenando a escolha dos segmentos da população que devem ter prioridade na escala de imunização, de acordo com o grau de risco das faixas etárias e com as funções sociais que exercem.

Vimos que foi acertada a decisão inicial de começar a vacinação pelos mais idosos e pelos profissionais de saúde que atuavam na linha de frente no combate à pandemia, pois esses eram os grupos de maior fator de risco.

Mas, agora, quando idosos e profissionais de saúde já receberam pelo menos a primeira dose da vacina, cresce a polêmica, e a disputa corporativa sobre a precedência na vacinação fica mais acirrada.

Quanto ao critério para definição das prioridades, as referências devem continuar sendo o "princípio vida" e o fator de risco.

Não está em jogo o valor social ou econômico de pessoas e profissões, mas, sim, o grau de exposição aos riscos de contaminação, de caráter involuntário e obrigatório; então, parece evidente, por exemplo, que policiais, garis, coveiros, motoristas de transportes públicos sejam segmentos prioritários.

Essa linha de argumentação continuará valendo até que o patamar de imunização ofereça segurança social e pública geral.

Nesse contexto, vale perguntar e avaliar quando chegará a vez dos trabalhadores da educação e que segmentos dessa categoria devem ter prioridade.

Precisam ser observadas as diferenças e especificidades entre a educação básica e a educação superior, que possuem níveis de autonomia distintos no processo de ensino e aprendizagem.

Com essa compreensão, o Conselho Estadual de Educação do Ceará baixou normas regularizando a possibilidade de manutenção das atividades remotas de escolas e universidades até o final de 2021, para que o processo de vacinação possa seguir seu ritmo regular, criterioso e sem atropelos

(*) Professor de Filosofia da UFC. Conselheiro do Conselho Educação do Ceará.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 5/05/21. Opinião, p.19.

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