Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie
Quando ao túmulo baixar,
E meu corpo ao pó
retornar,
Corpo, dádiva de meus
pais
Órfão de mim não vou
ficar.
Tampouco virarei alma
penada,
Pois ser humano é que
nasci.
E outro ser não poderei
ser,
Alma e corpo sempre
serei.
Quando ao túmulo baixar,
Meu eu vai perdurar,
Sopro vital de meu
corpo,
Não ficará a vagar.
É corpo vindo de Deus,
No seu poder eternal,
Não é retorno ao mundo,
Rasgar meu eu Deus não
faz, é mau.
Memórias que levarei,
Sejam boas ou más,
Com o perdão que ganhei,
Em mim ficarão
guardadas.
De meu nome lembrarei,
De amores e amigos
também,
Porém, no meu acervo
eterno,
Ficarão as que me fazem
bem.
No meu afã de ver Jesus
Cristo,
A Maria pedirei levar-me
a Ele.
Depois, com familiares e
amigos,
A todo povo de fé me
unirei.
Banhados aos pés do
Criador,
Cantos de júbilo, de
adoração,
No sangue imaculado do
Cordeiro,
Entoaremos juntos,
eterno encanto.
E as criaturas todas
Prostrar-se-ão ao
Senhor.
Túmulos ficarão vazios
De seres plenos de amor
Quando a primavera
chegar,
E a ressurreição final
brilhar,
Então, grandiosa alegria
pulsará
Momento eterno sem fim
selará.
Uma boa sexta-feira, com as bênçãos de
Deus.
(*) Pediatra e professor
da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 21/08/26.

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