Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie
Não é apenas espaço de recordações, mas
espaço de proposições.
O tempo não passa.
Ele finca pé, teimoso, que é e sempre será,
enquanto marcamos nossos passos na trilha, que, no seu espaço, vamos abrindo.
O tempo nunca passa.
Mas, nós caminhamos nele entre passado e
futuro, curtindo sabores que nos damos, na força da resiliência de nossas
fragilidades.
Há um tempo dentro de mim.
Outro tempo fora de mim.
É bom saboreá-lo – qual? –, pois para todos
há um umbral e, ao atravessá-lo, renascemos com a morte do tempo, no qual nosso
ser vai sendo e crescendo, estando em cada gesto do amar, em cada fluir do
fazer, em cada sorriso do contemplar e em cada beijo do abraço.
O tempo de fora me permite e oportuniza.
O tempo de dentro é lerdo, temeroso e, às
vezes, algoz a me vitimizar.
E, assim, vamos nós e o tempo no tempo do
tempo, sempre com o tempo, na trilha do espaço que nele criamos.
O tempo de fora é suave
O tempo de dentro é barulho.
O tempo de fora oferece
O tempo de dentro esquadrinha.
O tempo de fora é curto
O tempo de dentro é mendaz
O tempo de fora, impávido, segue
O tempo de dentro um dia desmorona
E, noutro, morre, consumindo o seu espaço.
E, então, nunca mais daremos de cara com o
tempo, pois, o nosso tempo passou e numa curva da eternidade, desaparece para
sempre, enquanto continua a transportar mais e mais outros e desaparecer em
cada curva de suas vidas.
O que haverá depois, se o tempo morreu e o
espaço sumiu?
Ora, o que deles fizeste, será o teu guia
eterno.
Perscruta-te!
Tempus fugit!
Uma boa sexta-feira, com as bênçãos de
Deus!!!
(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 14/08/26.

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