terça-feira, 20 de outubro de 2026

TEMPO

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

Não é apenas espaço de recordações, mas espaço de proposições.

O tempo não passa.

Ele finca pé, teimoso, que é e sempre será, enquanto marcamos nossos passos na trilha, que, no seu espaço, vamos abrindo.

O tempo nunca passa.

Mas, nós caminhamos nele entre passado e futuro, curtindo sabores que nos damos, na força da resiliência de nossas fragilidades.

Há um tempo dentro de mim.

Outro tempo fora de mim.

É bom saboreá-lo – qual? –, pois para todos há um umbral e, ao atravessá-lo, renascemos com a morte do tempo, no qual nosso ser vai sendo e crescendo, estando em cada gesto do amar, em cada fluir do fazer, em cada sorriso do contemplar e em cada beijo do abraço. 

O tempo de fora me permite e oportuniza.

O tempo de dentro é lerdo, temeroso e, às vezes, algoz a me vitimizar.

E, assim, vamos nós e o tempo no tempo do tempo, sempre com o tempo, na trilha do espaço que nele criamos.

O tempo de fora é suave

O tempo de dentro é barulho.

O tempo de fora oferece

O tempo de dentro esquadrinha.

O tempo de fora é curto

O tempo de dentro é mendaz

O tempo de fora, impávido, segue

O tempo de dentro um dia desmorona

E, noutro, morre, consumindo o seu espaço.

E, então, nunca mais daremos de cara com o tempo, pois, o nosso tempo passou e numa curva da eternidade, desaparece para sempre, enquanto continua a transportar mais e mais outros e desaparecer em cada curva de suas vidas.

O que haverá depois, se o tempo morreu e o espaço sumiu?

Ora, o que deles fizeste, será o teu guia eterno.

Perscruta-te!

Tempus fugit!

Uma boa sexta-feira, com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 14/08/26.

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