terça-feira, 14 de julho de 2026

ESTRATÉGIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO FINANCEIRA

 Por Alexandre Sobreira Cialdini (*)

O governador Elmano de Freitas acerta mais uma vez ao instituir a Estratégia Estadual de Educação Financeira (E3F), normatizada pelo Decreto nº 36.326/2024. Com base nas diretrizes dessa estratégia, formulamos e estamos executando o Programa de Educação Financeira do Estado do Ceará, em parceria com a Fundação Demócrito Rocha, instituição reconhecida por sua competência e ampla experiência em programas de educação a distância.

A Estratégia Estadual de Educação Financeira está estruturada em três pilares fundamentais: 1) compreensão do poder do dinheiro e identificação de riscos e oportunidades, incluindo o papel da previdência complementar; 2) prevenção de fraudes; e 3) conscientização sobre os jogos de apostas, abordando os problemas decorrentes da ludopatia (vício em jogos), da destruição da renda familiar e dos impactos negativos sobre a economia.

De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a educação financeira é o processo pelo qual consumidores e investidores ampliam sua compreensão sobre produtos, conceitos e riscos financeiros. Por meio de informação e instrução, desenvolvem habilidades e confiança, tornando-se mais conscientes dos riscos e oportunidades existentes, podendo realizar escolhas mais responsáveis e adotar ações que contribuam para o bem-estar financeiro.

No âmbito nacional, o Governo Federal instituiu, por meio d Decreto Nº 7.397/2010, a Estratégia Nacional de Educação Financeira, com a finalidade de promover a educação financeira, securitária e previdenciária. Desde então, o Banco Central do Brasil vem difundido orientações para fortalecer a cultura financeira da população.

Os recentes avanços tecnológicos, especialmente a crescente digitalização e a expansão de produtos sustentáveis, têm implicações para as finanças pessoais. Esse cenário reforça a necessidade de aprimorar a educação financeira, capacitando as pessoas para a tomada de decisões mais acertadas e contribuindo para o fortalecimento da alfabetização e da literacia financeira, esta entendida como a capacidade de compreender e aplicar conceitos financeiros básicos e avançados.

Outro aspecto relevante do programa é sua dimensão comportamental. A iniciativa adota uma abordagem multidisciplinar alinhada às contribuições da Economia Comportamental. Como destaca Richard Thaler, ganhador do Prêmio Nobel de Economia: "A maior lição é que, assim que se percebe um problema comportamental, é possível inventar uma solução comportamental para ele."

Mais informações sobre o Programa de Educação Financeira do Estado do Ceará podem ser acessadas no portal da Fundação Demócrito Rocha: https://fdr.org.br/educacaofinanceira/

(*) Mestre em Economia e doutor em Administração Pública e Secretário de Finanças e Planejamento do Eusébio-Ceará.

Fonte: O Povo, de 11/06/26. Opinião. p.15.

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