Por Alexandre Sobreira Cialdini (*)
O governador
Elmano de Freitas acerta mais uma vez ao instituir a Estratégia Estadual de
Educação Financeira (E3F), normatizada pelo Decreto nº 36.326/2024. Com
base nas diretrizes dessa estratégia, formulamos e estamos executando o
Programa de Educação Financeira do Estado do Ceará, em parceria com a Fundação
Demócrito Rocha, instituição reconhecida por sua competência e ampla
experiência em programas de educação a distância.
A Estratégia
Estadual de Educação Financeira está estruturada em três pilares fundamentais:
1) compreensão do poder do dinheiro e identificação de riscos e oportunidades,
incluindo o papel da previdência complementar; 2) prevenção de fraudes; e 3)
conscientização sobre os jogos de apostas, abordando os problemas decorrentes
da ludopatia (vício em jogos), da destruição da renda familiar e dos impactos
negativos sobre a economia.
De acordo com a
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a educação
financeira é o processo pelo qual consumidores e investidores ampliam sua
compreensão sobre produtos, conceitos e riscos financeiros. Por meio de
informação e instrução, desenvolvem habilidades e confiança, tornando-se mais
conscientes dos riscos e oportunidades existentes, podendo realizar escolhas
mais responsáveis e adotar ações que contribuam para o bem-estar financeiro.
No âmbito
nacional, o Governo Federal instituiu, por meio d Decreto Nº 7.397/2010, a
Estratégia Nacional de Educação Financeira, com a finalidade de promover a educação
financeira, securitária e previdenciária. Desde então, o Banco Central do
Brasil vem difundido orientações para fortalecer a cultura financeira da
população.
Os recentes
avanços tecnológicos, especialmente a crescente digitalização e a expansão de
produtos sustentáveis, têm implicações para as finanças pessoais. Esse cenário
reforça a necessidade de aprimorar a educação financeira, capacitando as
pessoas para a tomada de decisões mais acertadas e contribuindo para o
fortalecimento da alfabetização e da literacia financeira, esta entendida como
a capacidade de compreender e aplicar conceitos financeiros básicos e
avançados.
Outro aspecto
relevante do programa é sua dimensão comportamental. A iniciativa adota uma
abordagem multidisciplinar alinhada às contribuições da Economia
Comportamental. Como destaca Richard Thaler, ganhador do Prêmio Nobel de
Economia: "A maior lição é que, assim que se percebe um problema
comportamental, é possível inventar uma solução comportamental para ele."
Mais informações
sobre o Programa de Educação Financeira do Estado do Ceará podem ser acessadas
no portal da Fundação Demócrito Rocha: https://fdr.org.br/educacaofinanceira/
(*) Mestre em
Economia e doutor em Administração Pública e Secretário de Finanças e
Planejamento do Eusébio-Ceará.
Fonte:
O Povo,
de 11/06/26. Opinião. p.15.

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