Por Pe.
Raphael
Silva Maciel (*)
Por ordem de Jesus Cristo, os apóstolos
foram por todo o mundo anunciando o Evangelho (cf. Mc 16,15) e pondo os
fundamentos do que conhecemos como Dioceses, que tem à sua frente um autêntico
Sucessor dos Apóstolos, que desde os tempos apostólicos são chamados de bispos.
Como fruto da missão da Igreja, há quase 172 anos era criada a Diocese do
Ceará. Daquele primeiro núcleo nasceram outras 9 Dioceses, sendo mais jovem a
recém-criada Diocese de Baturité.
O papa Leão XIV, na sua solicitude pela
evangelização e salvação das almas, acatou o pedido dos Bispos do Ceará, unidos
ao Arcebispo Metropolitano, de erigir mais uma nova Diocese do Estado que
concentra a segunda maior população católica do Brasil. Encravada no maciço de
Baturité e em partes do Sertão Central, a nova Diocese nasce com 21 Paróquias,
em 14 municípios, sob a guia de um Sucessor dos Apóstolos, Dom Luís Gonzaga
Pepeu.
Além da grande devoção à Nossa Senhora
da Palma e São Francisco das Chagas, a Diocese também abraça a devoção e causa
de canonização da Serva de Deus Irmã Clemência de Oliveira. Sem dúvida, essas
devoções são sinais maravilhosos da presença da fé católica e do espírito
missionário nas terras da nova Diocese.
Baturité significa “serra verdadeira” ou
“de onde sai água boa”. Na serra ou no sertão muitas águas boas jorrarão: águas
da graça divina que continuarão a percorrer os vales e rincões, dando esperança
em tempos de dificuldades, para um povo que sempre pôs sua fé na Providência
divina.
Pelo território da Diocese muitos já
passaram, dando suas melhores forças até chegar a esse dia histórico: jesuítas,
capuchinhos, frades menores, padres diocesanos, religiosas, fiéis leigos, que
em conformidade com o Evangelho foram audazes na difusão da obra de Deus e no ensino
da fé cristã. Baturité é a primeira Diocese brasileira criada por Leão XIV,
fato histórico não só para o Ceará, mas para todo o Brasil. Viva a Diocese de
Baturité!
(*) Sacerdote diocesano
de Fortaleza. Missionário da Misericórdia.
Fonte: O Povo, de 25/03/2026.
Opinião. p.16.

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