Abro com
uma historinha.
"Leu os livros errados"
Brasília,
Congresso Nacional, 11 de abril de 1964. Castelo Branco não teve o voto de
Tancredo Neves, seu amigo pessoal de longa data, companheiro na Escola Superior
de Guerra, em 1956. Tancredo bateu o pé. Comunicou ao PSD que votaria em
branco, apesar dos méritos e credenciais do general Castelo Branco. Questão de
princípio: era contra o golpe. Não queria nem um minuto de regime militar, não
abria mão da democracia. Conta-se que, esgotados todos os argumentos dos
pessedistas para convencê-lo, o amigo e ex-chefe JK, então senador por Goiás,
fez um apelo: "Mas, Tancredo, o Castelo é um sorbonniano, estudou na
França. É militar diferente, um intelectual como você. Já leu centenas de
livros!". Tancredo: "É verdade, Juscelino. Só que ele leu os livros
errados".
Dois
meses depois o governo cassou o mandato e os direitos políticos de JK, que
partiu para o exílio e o sofrimento sem fim.
(Caso
narrado por Ronaldo Costa Couto).
Vestiu a
camisa do desenvolvimento e seu slogan "50 anos em 5" foi um sucesso.
Colou. Seu sorriso era a estampa de um país feliz.
(História
narrada por Isabel Lustosa)
Fonte: Gaudêncio Torquato (GT Marketing Comunicação).
https://www.migalhas.com.br/coluna/porandubas-politicas/416431/porandubas-n-861

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