domingo, 6 de outubro de 2013

AVIZOS I ANUCIUS III








Fonte: Circulando por e-mail (internet).

sábado, 5 de outubro de 2013

AVIZOS I ANUCIUS II










Fonte: Circulando por e-mail (internet).

AVIZOS I ANUCIUS I









Fonte: Circulando por e-mail (internet).

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O VOO DA GALINHA



Por Arnaldo Jabor
A extensa reportagem da revista inglesa The Economist sobre o Brasil devia servir como um programa de governo para a presidenta Dilma.
A revista é reconhecidamente a melhor do mundo em seriedade e profundidade de informação. No entanto, nossa raivosa e arrogante Chefa considerou a matéria uma espécie de oposição à sua administração cada vez mais 'bolivariana': "A revista está mal informada, etc." e repetiu os slogans que seus assessores petistas lhe sopram. É tão impressionante isso tudo. O tom geral da matéria deplora, lamenta que o Brasil, com todas as condições para uma decolagem, um 'take off', esteja jogando tudo para o alto, tanto pelo olho nas eleições quanto pela teimosia ideológica de enfiar o País dentro de um programa arcaico e inútil. Claro que os governistas acusarão a revista de "imperialista", de "neoliberal", de estar do lado das "grandes corporações" - o mesmo uso que fizeram sobre a espionagem americana na Petrobrás (será que descobriram por que a Petrobrás comprou uma refinaria no Texas por 1 bilhão e 200 milhões de dólares que não consegue vender nem por 100 milhões?).
Essa gente que está no poder bota sempre a culpa de nossa indigência em alguém de fora. Nosso amigo e líder Nicolás Maduro, da Venezuela, disse que a falta de papel higiênico, de comida e de energia é tudo culpa dos Estados Unidos. Seguimos sua linha.
Aliás, preparem-se para uma eventual reeleição da Dilma que, ao que tudo indica, vai partir para o 'bolivarianismo' explícito, como já declara o PT e em seu site. Será que a nova Dilma vai se 'cristinizar' para a construção do 'socialismo imaginário' que justificou o 'mensalão'?
Na realidade, a revista, em seu artigo chamado Será que o Brasil se detonou?, praticamente só faz perguntas. "Por quê?" - pergunta a revista o tempo todo.
Por que, entre os países emergentes, nós temos o pior desempenho? Terá sido apenas um voo de galinha (chicken flight?), pois aproveitamos muito mal a enxurrada de dinheiro que entrou aqui nos últimos anos? Por quê? Por que o governo não ataca os problemas principais, enunciados por qualquer economista sério do mundo e se detém em remédios demagógicos, como buscar médicos medíocres em Cuba para fazer propaganda socialista nas cidades pobres, como o ridículo trem-bala, como os estádios bilionários para a Copa, que até nosso povo 'futeboleiro' condenou nas manifestações? Por que o famoso PAC, com seu 'desenvolvimentismo tardio' não consegue terminar nem 20% das obras propostas? Por que o governo não consegue privatizar (opa: 'fazer concessões') nem rodovias, nem ferrovias, nem aeroportos, sem errar várias vezes, sem conseguir redigir contratos decentes, atraentes? Por que o rio S. Francisco continua parado, com grandes regos secos que o Exército fez? Por que não explicam à população as causas dos atrasos, em vez de gastarem bilhões em propaganda enganosa? Por que o número de carros dobrou em 10 anos e as estradas continuam podres e paralisadas? Por que a China acaba de cancelar a compra de 2 milhões de toneladas de soja por causa da dificuldade do 'gargalo Brasil'? Por que a maior produção de soja no mundo fica na fila infinita de caminhões porque não há silos, detidos pela burocracia mais atrasada do planeta? Por que a inflação pode se descontrolar de novo? Por que contrataram mais de 100 mil pelegos para boquinhas no governo, em vez de cortar custos da atividade-meio? Por que estimular o consumo, sem estimular o aumento da oferta? Por que os preços no Brasil são o dobro de qualquer país do mundo, sendo que o chamado 'Big Mac Index', a ferramenta de comparação de preços, mostra que nosso Big Mac é 72% mais caro que em qualquer lugar e carros custam 45 mais caro que no México, EUA? "Ah... porque a carga tributária é de 36% do PIB e nos outros países semelhantes não passa de 21%." Então, por que não lutar por uma reforma tributária profunda, em vez de jogadas periódicas premiando uma ou outra atividade? Por quê? "Ah, porque é muito difícil passar no Legislativo..." Mas, por que não usar toda a força da maioria que têm para isso? Por que a agroindústria, tão esquecida pelo governo (que gosta mais do MST), nos salva todo ano com sua lucratividade? Será que vai bem justamente porque o governo não se meteu? Por que o SUS é a porta do inferno? Por que a educação zero está impedindo a produção nacional, sem mão de obra para nada? Por que temos o recorde mundial de analfabetismo funcional? Por que será que os investidores internacionais têm medo de vir para cá, ultimamente? Será que é porque eles sabem que nós mudamos regras, não respeitamos contratos nem marcos regulatórios e porque nós queremos lhes enfiar o Estado goela abaixo? Por que será que, de todo o dinheiro arrecadado para as aposentadorias no País, 50% é para pagar apenas 20 % dos aposentados (setor público, claro), enquanto a outra metade é para pagar os 80% restantes? Por que somente 1,5% do PIB é investido em infraestrutura, quando no resto do mundo é por volta de 4%? Por quê? Nossa infraestrutura é a 114 pior entre 148 países.
Ou seja, continuamos sob 'anestesia mas sem cirurgia' (Simonsen). Por quê? Talvez a resposta esteja em Platão e sua carroça. Ele disse que é dificílimo guiar um carro com dois cavalos diferentes - um bom marchador e outro manco e lento. É nosso destino, em um governo dividido entre o 'bolivarianismo' e as necessidades óbvias, reais do País. Ao contrário do que proclamam, o óbvio pragmatismo administrativo não é 'de direita' não, e seria bom para o crescimento e para reduzir a desigualdade.
A matéria do The Economist tem a boa intenção de nos acordar para a racionalidade; não quer nos destruir, não é da 'oposição'. A reportagem da revista, que é lida no mundo inteiro, serve para nos lembrar da famosa frase de Reagan (sim, o reacionário) - perfeita para nos definir: "O Estado não é a solução; o Estado é o problema".
Ah, sim; a revista esqueceu de mencionar uma importante força da natureza que nos impele para o erro: a muito esquecida categoria política da... Burrice.
Fonte: O Estado de S.Paulo, 01 de outubro de 2013.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

CUBA DE OUTROS TEMPOS



Mas quem disse que nós queremos ser iguais a Cuba? Leia abaixo.

I-NA-CRE-DI-TÁ-VEL!!!!!!!!!!!! REPETINDO.
O que foi que aconteceu? Bem explicadinho,
- A primeira nação da América espanhola, incluindo a Espanha e Portugal, que utilizou máquinas e barcos a vapor foi Cuba foi em 1829.
- A primeira nação da América Latina e a terceira no mundo (atrás da Inglaterra e dos EUA), a ter uma ferrovia foi Cuba, em 1837.
- Foi um cubano que primeiro aplicou anestesia com éter na América Latina em 1847.
- A primeira demonstração, a nível mundial, de uma indústria movida a eletricidade foi em Havana, em 1877.
- Em 1881, foi um médico cubano, Carlos J. Finlay, quem descobriu o agente transmissor da febre amarela e definiu sua prevenção e tratamento.
- O primeiro sistema elétrico de iluminação em toda a América Latina (incluindo Espanha) foi instalado em Cuba, em 1889.
- Entre 1825 e 1897, entre 60 e 75% de toda a renda bruta que a Espanha recebeu do exterior vieram de Cuba.
- Antes do final do Século XVIII Cuba aboliu as touradas por considerá-las "impopulares, sanguinárias e abusivas com os animais".
- O primeiro bonde que circulou na América Latina foi em Havana em 1900.
- Também em 1900, antes de qualquer outro país na América Latina foi em Havana que chegou o primeiro automóvel.
- A primeira cidade do mundo a ter telefonia com ligação direta (sem necessidade de telefonista) foi em Havana, em 1906.
- Em 1907, estreou em Havana o primeiro aparelho de Raios-X em toda a América Latina.
- Em 19 maio de 1913 quem primeiro realizou um vôo em toda a América Latina foram os cubanos Agustin Parla e Rosillo Domingo, entre Cuba e Key West, que durou uma hora e quarenta minutos.
- O primeiro país da América Latina a conceder o divórcio a casais em conflito foi Cuba, em 1918.
- O primeiro latino-americano a ganhar um campeonato mundial de xadrez foi o cubano José Raúl Capablanca, que, por sua vez, foi o primeiro campeão mundial de xadrez nascido em um país subdesenvolvido. Ele venceu todos os campeonatos mundiais de 1921 a 1927.
- Em 1922, Cuba foi o segundo país no mundo a abrir uma estação de rádio e o primeiro país do mundo a transmitir um concerto de música e apresentar uma notícia pelo rádio.
- A primeira locutora de rádio do mundo foi uma cubana: Esther Perea de la Torre.
- Em 1928, Cuba havia 61 estações de rádio, 43 delas em Havana, ocupando o quarto lugar no mundo, perdendo apenas para os EUA, Canadá e União Soviética.
- Cuba foi o primeiro país no mundo em número de estações por população e área territorial.
- Em 1937, Cuba decretou pela primeira vez na América Latina, a jornada de trabalho de 8 horas, o salário mínimo e a autonomia universitária.
- Em 1940, Cuba foi o primeiro país da América Latina a ter um presidente negro, eleito por sufrágio universal, por maioria absoluta, quando a maioria da população era branca. Ela se adiantou em 68 anos aos Estados Unidos que só agora elegeu Barak Obama.
- Em 1940, Cuba adotou a mais avançada Constituição de todas as Constituições do mundo.
- Na América Latina foi o primeiro país a conceder o direito de voto às mulheres, igualdade de direitos entre os sexos e raças, bem como o direito das mulheres trabalharem.
- O movimento feminista na América Latina apareceu pela primeira vez no final dos anos trinta em Cuba. Ela se antecipou à Espanha em 36 anos, que só vai conceder às mulheres espanholas o direito de voto, o posse de seus filhos, bem como poder tirar passaporte ou ter o direito de abrir uma conta bancária sem autorização do marido, o que só ocorreu em 1976.
- Em 1942, um cubano se torna o primeiro diretor musical latino-americana de uma produção cinematográfica mundial e também o primeiro a receber indicação para o Oscar norte-americano. Seu nome: Ernesto Lecuona.
- O segundo país do mundo a emitir uma transmissão pela TV foi Cuba em 1950. As maiores estrelas de toda a América, que não tinham chance em seus países, foram para Havana para atuarem nos seus canais de televisão.
- O primeiro hotel a ter ar condicionado em todo o mundo foi construído em Havana: o Hotel Riviera em 1951.
- O primeiro prédio construído em concreto armado em todo o mundo ficava em Havana: O Focsa, em 1952.
- Em 1954, Cuba tem uma cabeça de gado por pessoa. O país ocupava a terceira posição na América Latina (depois de Argentina e Uruguai) no consumo de carne per capita.
- Em 1955, Cuba é o segundo país na América Latina com a menor taxa de mortalidade infantil (33,4 por mil nascimentos).
- Em 1956, a ONU reconheceu Cuba como o segundo país na América Latina com as menores taxas de analfabetismo (apenas 23,6%). As taxas do Haiti era de 90%; e Espanha, El Salvador, Bolívia, Venezuela, Brasil, Peru, Guatemala e República Dominicana 50%.
- Em 1957, a ONU reconheceu Cuba como o melhor país da América Latina em número de médicos per capita (1 por 957 habitantes);, com o maior percentual de casas com energia elétrica, depois Uruguai; e com o maior número de calorias (2870) ingeridas per capita.
- Em 1958, Cuba é o segundo país do mundo a emitir uma transmissão de televisão em cores.
- Em 1958, Cuba é o país da América Latina com maior número de automóveis (160.000, um para cada 38 habitantes).
- Era o País que mais possuía eletrodomésticos. O país com o maior número de quilômetros de ferrovias por km2 e o segundo no número total de aparelhos de rádio.
- Ao longo dos Anos Cinqüenta (50's), Cuba detinha o segundo e terceiro lugar em internações per capita na América Latina, à frente da Itália e mais que o dobro da Espanha.
- Em 1958, apesar da sua pequena extensão e possuindo apenas 6,5 milhões de habitantes, Cuba era 29ª economia do mundo.
- Em 1959, Havana era a cidade do mundo com o maior número de salas de cinema: (358) batendo Nova York e Paris, que ficaram em segundo lugar e terceiro, respectivamente.

E depois o que aconteceu???????
- Veio a Revolução.... comunista... e hoje... resta o desespero de uma população faminta, cercearam o direito de ir e vir, resta uma população humilhada sem liberdade nem mesmo de abandonar o país, sem dignidade, onde a atividade que mais emprega e a prostituição.
- Esse mesmo maldito regime que destruiu CUBA é o projeto PTista para o Brasil. O pior é que por desconhecimento de causa ou por pura maldade, muitos, especialmente os mais pobres ainda apoiam esse maldito projeto.
ACORDA BRASIL!..
Fonte: Circulando por e-mail (internet). Sem autoria definida.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

De vidros bem fechados



Por Ricardo Alcântara (*)
Os dias que antecedem ao cinco de outubro, data limite para filiações partidárias com vistas às eleições seguintes, costumam expor as vísceras do sistema político brasileiro na sua feição mais grotesca. Neste 2013, vê-se o halloween de sempre.
Os profissionais do ramo pulam das canoas e tomam outras de assalto como os ratos se agitam nos naufrágios. A ordem é sobreviver. E, todos sabem, “fora do poder não há salvação”. E o poder é a razão final das querelas e seus queixumes.
Não o poder desejado como meio de realização daquilo que lhes parece, segundo suas doutrinas políticas, o mais necessário ao interesse comum, o que seria legítimo, mas como instrumentação de motivações patrimonialistas e vícios afins.
Se os que abdicam de compartilhar a robusta arca dos governos e seguem novos rumos não se apressam a explicitar suas diferenças na expressão substantiva que justificaria a desídia, tampouco os que ficam alegam relevâncias reconhecidas.
Luta-se, enfim, para permanecer no poder ou alcançar mais poder e, ainda no caso dos que bordejam à míngua as muralhas do palácio, voltar a frequentá-lo pela via do confronto, uma vez que nunca mais lhes convidaram para os licores do baile.
No sacolejo dos últimos instantes, quando os prazos já conspiram contra a serenidade, partidos que até ontem detinham a hegemonia política dos territórios murcham como maracujá de xepa e voltam a ser o que sempre foram: letrinhas.
Outros, já do chão se erguem frondosos, anabolizados por filiações em massa de aliados do governo, e a clareza de suas motivações doutrinárias é inversamente proporcional à volúpia com que muitos já se esgueiram para assinar suas fichas.
Partidos cujos principais tutores nem mais se ocupam em disfarçar motivações. Como disse o paulistano Gilberto Kassab sobre o partido que ele mesmo fundou: “Nem de direita, nem de esquerda, nem de centro”. Governista, é o bastante.
A tudo isto assiste um momento em que a representatividade alcança crítico desprestígio popular: os cidadãos brasileiros estão cada vez menos interessados nos políticos, mas, pior para eles, cada vez mais interessados em fazer política.
Diga-se: cada vez mais predispostos a fazer a política que lhes interessa, que não coincide com aquela de que se ocupam os políticos profissionais, e desafiam os surrados conceitos firmados nos velhos manuais da Guerra Fria.
Ao ver como se movem no prazo limite para nova acomodação partidária, fácil perceber que, apesar do ronco das ruas, os latifundiários do voto, ladeados por escoltas fisiológicas, ainda não baixaram os vidros das limousines. Ou estão surdos.
(*) Jornalista e escritor. Publicado In: Pauta Livre.
Pauta Livre é cão sem dono. Se gostou, passe adiante.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

ELSIE STUDART: gratidão e reconhecimento



Marcos Venício Alves Lima (*)
No princípio era o dom, a gratuidade, depois o dom se fez vida. E vida é mistério, o incompreensível feito de complexidade e simplicidade, num paradoxo de ontem e hoje, de amanhã e sempre. E num intervalo precioso, numa ponte entre o sonho e a realidade, se faz a existência e acontece o ser pessoa.
Sim, cada pessoa é única e especial. É um fenômeno singular e irrepetível. Mas algumas revelam isso de um modo muito particular. E hoje queremos, mesmo sabendo de toda limitação, registrar um nome (Elsie Studart) e dizer de uma história viva feita de muita fraternidade, ternura, compreensão, disponibilidade, competência; tudo envolto numa aura de simplicidade e delicadeza. Foi assim que viveu a “Dona Elsie”.
E nós, conhecidos, amigos e colegas, caminhantes de uma mesma direção, queremos respeitosamente fazer memória e registrar nosso reconhecimento e gratidão. Nas nossas mentes e nos santuários de nossos corações deixemos ecoar nosso muito obrigado e a nossa saudade...
(*) Cirurgião oncológico do ICC.
Texto inserido no livreto de missa de sétimo dia por D. Elsie Studart.
 

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