sábado, 29 de abril de 2017

AI JUAQUIM........



Juaquim era enfermeiro de uma UTI e tratava de uma mulher internada em estado de paralisia total.
Nove meses depois ela aparece grávida, para o espanto de todos.
A Direção do Hospital se reuniu e deu queixa na delegacia para achar o culpado.
A polícia, então, começou interrogando o Juaquim:
- O senhor era o enfermeiro da paciente grávida?
- Sim Senhoire...
- E foi o senhor então quem engravidou a moça?!
- Foi sim, senhoire, mas só fiz por ordem do Hospital e cumpri rigorosamente o que estava escrito na prancheta da paciente.
- Como assim? O que estava escrito no boletim médico?
Juaquim, então, retirou uma cópia do relatório e leu para o delegado:
"Mulher, 32 anos, desacordada, não reage a nenhum estímulo COMA
Fonte: Internet (circulando por e-mail e sem autoria definida).

sexta-feira, 28 de abril de 2017

STF permite ganho acima do teto para servidor que acumula cargos públicos



Votação na Corte teve placar de 10 a 1; teto remuneratório deve incidir sobre cada um dos vínculos, e não sobre o somatório dos ganhos
Por Rafael Moraes Moura e Breno Lemos Pires, do O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - Por 10 a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na tarde desta quinta-feira, 27, que, nos casos de servidores que ocupam dois cargos públicos, o teto remuneratório deve ser incidido sobre cada um dos vínculos, e não sobre o somatório dos ganhos do agente público. Dessa forma, a Corte autorizou que o salário das duas remunerações extrapole o atual teto remuneratório - de R$ 33,7 mil.
Os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Ricardo Lewandowski, Luiz Fux, Rosa Weber, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Celso de Mello e a presidente do STF, Cármen Lúcia, acompanharam o voto do relator, ministro Marco Aurélio. O único voto divergente foi proferido pelo ministro Edson Fachin.
A Constituição Federal proíbe a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto para professores e profissionais de saúde com profissões regulamentadas, como médicos. A Constituição também prevê que a remuneração dos ocupantes de cargos públicos não poderá exceder o teto remuneratório - o entendimento firmado pelos ministros do STF é de que essa restrição deve valer para cada um dos cargos.
"Estamos diante de um conflito de dois comandos constitucionais. Um deles autoriza em determinadas situações a acumulação remunerada de cargos públicos e de outro lado o artigo 37, inciso 11 (da Constituição Federal) fixa o chamado teto remuneratório. Há um claro conflito. Essa aporia precisa ser resolvida pelo Supremo Tribunal Federal", disse Lewandowski.
"Não se pode exigir de ninguém que se trabalhe de acordo com uma remuneração ínfima ou irrisória", completou o ministro.
Para o ministro Luís Roberto Barroso, "impedir que alguém que acumule legitimamente dois cargos receba adequadamente por eles significa violar direito fundamental que é do trabalho remunerado". "Seria impor a alguém trabalho não remunerado", observou Barroso.
O julgamento começou nesta quarta-feira, quando o ministro Marco Aurélio Mello defendeu o entendimento de que a incidência do teto separadamente sobre cada um dos vínculos "não derruba o teto". Marco Aurélio ainda frisou que o teto não pode desestimular aqueles agentes públicos que queiram ocupar cargos importantes.
"A interpretação constitucional não pode conduzir ao absurdo de modo a impedir a acumulação de cargos que já tenham alcançado patamar máximo de vencimentos", disse Marco Aurélio.
O entendimento firmado no julgamento, concluído nesta quinta-feira, servirá para outros 88 processos que atualmente tramitam em diversas instâncias em todo o País. 
Fonte: O Estado de S. Paulo, 27/04/2017.

DA OBRIGAÇÃO LEGÍTIMA DE SER PESSIMISTA



Por Paulo Elpídio de Menezes Neto (*)
De analistas políticos ou de intelectuais não engajados, que não têm receita pronta para os males da sociedade, diz-se que são, em geral, pessimistas. Houve quem os classificasse, por aqui, como criaturas perigosas, para quem o pior é o melhor. Norberto Bobbio (“O dever de sermos pessimistas”, 1977) enxergou no pessimismo a manifestação legítima do dever civil. Por esse tempo, como se sabe, a Itália se contorcia nos estertores de grave crise institucional. Bobbio distinguia, em face da fragilidade do Estado italiano, a diferença entre “ser pessimista” e o “dever ser pessimista”: “quando me abandono aos impulsos de minha vontade de desejar, sou otimista”. Somos otimistas por temperamento ou inclinação. Devemos ser pessimistas quando buscamos entender pela razão… A visão crítica dos fatos sociais (e políticos, por extensão) traduz, como diria Bobbio, “o pessimismo da inteligência, perfeitamente compatível com o otimismo da vontade”. Pessimista é aquele que teme; derrotista o que espera (autoflagelação?) o pior…
Os governos desta frágil latinidade continental têm muito em comum: economias combalidas, levadas à ruína por políticas equivocadas e alianças corrompidas; a inépcia dos seus governantes, amparados por velhas muletas ideológicas de há muito abandonadas, quando já se exaurira o poderio terreno da Fé; a corrupção e o compadrio, compartilhados em alianças suspeitas. Essas formas canhestras de “democraturas” latino-americanas confundem frágeis instrumentos democráticos e republicanos com os aparelhos eficientes do autoritarismo, perfilam imagens semânticas progressistas, corrompem as palavras e falseiam os conceitos. Democraturas são governos saídos de golpes dissimulados ou de eleições manipuladas, à esquerda ou à direita, e os movimentos revolucionários quanto os reacionários, mergulhados em suas certezas pós-ideológicas. E o populismo que fala, fundo, à insatisfação das massas com suas falsas revelações salvadoras.
Os partidos perderam o sentido real de suas funções, transformaram-se em máquinas político-burocráticas processadoras de candidaturas concebidas por estreitas afinidades entre o capital empreendedor e o trabalho de agentes públicos... E, por terem assim se multiplicado, por simples cissiparidade de interesses, assenhorearam-se da governabilidade do Estado com os atavios das coalizões. Não que devam ser de todo exemplares as pessoas capazes de assegurar o bom governo das sociedades. Esse equilíbrio duvidoso tende a realizar-se, entretanto, à medida que o sistema político se estrutura solidariamente, induzido pela força de uma “inteligência” coletiva. Fortalecem essas estruturas de poder regras, normas, procedimentos, instituições equilibradas, mecanismos efetivos de governo e representatividade política, essenciais ao ordenamento constitucional em uma democracia. Esses são os ingredientes que fazem a sociedade resistir aos maus políticos.
A democracia tem chances reais de sobreviver à mediocridade de seus atores. Basta que a sociedade seja bem governada e contida diante da sedução de desvios pressentidos pela “inteligência” coletiva do sistema político. De Bobbio para arrematar essas amargas desesperanças: “Se penso, tenho medo, e se me abandono ao desejo, posso esperar; mas como homem de razão, tenho medo”.
(*) Cientista político. Membro da Academia Brasileira de Educação e do Instituto do Ceará.
Fonte: O Povo, de 1/3/2017. Opinião. p.8.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

PREPOTÊNCIA



Por Paloma Jorge Amado (*)
Era 1998, estávamos em Paris, papai já bem doente, participara da Feira do Livro de Paris e recebera o doutoramento na Sorbonne, o que o deixou muito feliz.
De repente, uma imensa crise de saúde se abateu sobre ele, foram muitas noites sem dormir, só mamãe e eu com ele. Uma pequena melhora e fomos tomar o avião da Varig (que saudades) para Salvador.
Mamãe juntou tudo que mais gostavam no apartamento onde não mais voltaria e colocou em malas.
Empurrando a cadeira de rodas de papai, ela o levou para uma sala reservada. E eu, com dois carrinhos, somando mais de 10 malas, entrava na fila da primeira classe.
Em seguida chegou um casal que eu logo reconheci, era um político do Sul (não lembro se na época era senador ou governador, já foi tantas vezes os dois que fica difícil lembrar).
A mulher parecia uma árvore de Natal, cheia de saltos, cordões de ouros e berloques (Calá, com sua graça, diria: o jegue da festa do Bonfim). 
É claro que eu estava de jeans e tênis, absolutamente exausta. De repente, a senhora bate no meu ombro e diz: "Moça, esta fila é da primeira classe, a de turistas é aquela ao fundo."
Me armei de paciência e respondi: "Sim, senhora, eu sei."
Queria ter dito que eu pagara minha passagem enquanto a dela o povo pagara, mas não disse. Ficou por isso.
De repente, o senhor disse à mulher, bem alto para que eu escutasse: "Até parece que vai de mudança, como os retirantes nordestinos".
Eu só sorri. Terminei o check in e fui encontrar meus pais.
Pouco depois bateram à porta, era o casal querendo cumprimentar o escritor. Não mandei a puta que pariu, apesar de desejar fazê-lo. Educadamente disse não.
Hoje, quando vi na TV o Senador dizendo que foi agredido por um repórter, por isso tomou seu gravador, apagou seu chip, etecetera e tal, fiquei muito arretada, me deu uma crise de mariasampaismo e resolvi contar este triste episódio pelo qual passei.
Só eu e o gerente da Varig fomos testemunhas deste episódio, meus pais nunca souberam de nada.
(*) Paloma Amado - Psicóloga, filha do escritor Jorge Amado
OBS: O político se chama Senador ROBERTO REQUIÃO.
Fonte: O texto acima foi publicado recentemente no Facebook de Paloma Jorge Amado e reproduzido no Blog de Cláudia Wasilewski.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

O COVARDE

Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Era uma bela tarde de domingo na cidade de Rosal, próxima à capital do Estado de São Paulo. Época de férias. Pedro, rapaz elegante, estudante de administração na USP, bem de vida resolveu visitar sua namorada Helena, em Rosal. Encontraram-se na praça da matriz, e com ela foi visitar os pais da moça. Foi bem recebido pelo genitor, o rico fazendeiro Antônio. Conversaram bastante e já no final Pedro propôs casamento. “Seu” Antônio tomou um susto, ponderou que a filha tinha apenas 16 anos e estava se preparando para fazer o vestibular de medicina. Pedro, temperamental, não gostou. Retirou-se para o hotel. A jovem chorou pela mal-sucedida reunião e à noite, sem que ninguém percebesse, foi ao encontro de Pedro. Tiveram momentos de amor no hotel das orquídeas e bem cedo foram no carro do rapaz para a capital paulista, dispostos a contraírem núpcias. A família de Helena logo percebeu e o pai, de forma constrangida, autorizou o casamento. Durou pouco, aliás apenas 60 dias. Pedro logo mostrou seu frágil e perverso caráter. Além de bater covardemente na moça grávida, não permitia que ela procurasse um curso pré-vestibular. A alternativa era pedir ajuda ao pai. Este ao saber da situação, deslocou-se até à capital do Estado para buscar a filha. Ao chegar foi recebido de forma grosseira e agredido fisicamente pelo psicopata Pedro. Sua intenção era assassinar “Seu Antônio”, mas a bala disparada do revólver ricocheteou e atingiu mortalmente o malvado e irresponsável Pedro. Helena, levando um filho no ventre, retornou para casa paterna, visando reconstruir a vida. Infelizmente, às vezes, a vida é assim.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 2/12/2016.
 

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