domingo, 7 de fevereiro de 2016

TELEFONEMA DO SUS


O telefone toca e a dona da casa atende:
- Alô!
- Sra. Silva, por favor.
- É ela.
- Aqui é Dr. Arruda do Laboratório. Ontem, quando o médico enviou a “biopsia” do seu marido para o laboratório, uma “biopsia” de um outro Sr. Silva chegou também e agora não sabemos qual é do seu marido e, infelizmente, os resultados são ambos ruins...
- O que o senhor quer dizer?
- Um dos exames deu positivo para Alzheimer e o outro deu positivo para AIDS. Nós não sabemos qual é o do seu marido.
- Nossa! Vocês não podem repetir os exames?
- O SUS somente paga esses exames caros uma única vez por paciente.
- Bem, o Senhor me aconselha a fazer o quê?
- O SUS aconselha que a senhora leve seu marido para algum lugar bem longe da sua casa e o deixe por lá. Se ele conseguir achar o caminho de volta, não faça mais sexo com ele.
Fonte: Internet (circulando por e-mail). Sem autoria explícita.
Nota do Editor do Blog: a piada carece de sentido por não existir “biópsia” para diagnóstico de ambas as doenças.

Leis estranhas sobre sexo ao redor do mundo


1* No Líbano, os homens podem legalmente ter relações sexuais com animais, mas têm que ser fêmeas. Relações sexuais com machos são puníveis com a morte.
(Sem comentários).
2* No Bahrain, um médico pode legalmente examinar a genitália feminina, mas ele é proibido de olhar diretamente para ela durante o exame. Ele pode apenas olhar através de um espelho.
(Por a mão pode, olhar não!).
3* Os muçulmanos não podem olhar os genitais de um cadáver. Isto também se aplica aos funcionários da funerária... Os órgãos sexuais do defunto devem estar sempre cobertos por um tijolo ou por um pedaço de madeira.
(Porra! um tijolo?).
4*A penalidade para a masturbação na Indonésia é a decapitação...
(De qual cabeça???).
5* Há homens em Guam cujo emprego em tempo integral é viajar pelo país e deflorar virgens, que os pagam pelo privilégio de ter sexo pela primeira vez. Razão: Pelas leis de Guam, é proibido virgens se casarem.
Agora diz pra mim: existe emprego melhor no planeta?
6* Em Hong Kong, uma mulher traída pode legalmente matar seu marido adúltero, mas deve fazê-lo apenas com suas mãos. Em contrapartida, a mulher adúltera pode ser morta de qualquer outra maneira pelo marido.
(Mata com machadada!!!!!!!!).
Não consigo esquecer de Guam...
7* A lei autoriza vendedoras a ficarem de topless em Liverpool, Inglaterra, mas somente em lojas de peixes tropicais.
(É pro comprador mostrar a vara!!!!).
Cara, será que tem que fazer prova para este emprego em Guam?
8* Em Cali, na Colômbia, uma mulher só pode ter relações com seu marido, quando na primeira vez que isso ocorrer, sua mãe estiver no quarto para testemunhar o ato.
(Imagina transar com a sogra assistindo? Fala sério....Vai pra pqp!!!!!).
Como faço pra mandar meu curriculum para Guam?
9* Em Santa Cruz, na Bolívia, é ilegal um homem ter relações com uma mulher e a filha dela ao mesmo tempo.
(Ficar esperando a vez do lado da cama pode!).
Aquele emprego em Guam ainda é remunerado, cara!!!
10* Em Maryland preservativos podem ser vendidos em máquinas somente em lugares onde são vendidas bebidas alcoólicas para consumo no local.
(Tem que usar no balcão?).
POR FAVOR, SERÁ QUE ALGUÉM SABE ME DIZER ONDE FICA GUAM???!!!
Fonte: Internet (circulando por e-mail). Sem autoria explícita.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Comissário de bordo denuncia casal pego fazendo sexo no banheiro do avião


Casal foi flagrado no minúsculo banheiro da aeronave (Getty Images)
Do UOL, em São Paulo, em 11/09/2015.
Dois animados passageiros passaram vergonha durante um voo da Norwegian Air Shuttle, que ia de Paris para Estocolmo na última segunda-feira (7/09/15). Tudo porque um dos comissários de bordo fez questão de informar para todos os passageiros do avião, por meio do sistema de alto falantes, que a dupla havia sido descoberta fazendo sexo em um dos banheiros.
De acordo com o Daily News, um dos passageiros presentes contou que o funcionário teria dito: "Nós gostaríamos de enviar os nossos melhores desejos de reprodução feliz para o casal que se aventurou no banheiro mais cedo".
Segundo ele, todos começaram a aplaudir e rir, além de tentar descobrir os autores da façanha. O casal permaneceu anônimo e não ficou claro como a tripulação fez o flagra. Já a companhia aérea confirmou para a mídia local que um dos membros da equipe de bordo realmente fez isso, mas que não faria qualquer outro comentário sobre o incidente.
A dupla acabou tendo sorte de ter sido alvo apenas de uma "brincadeira". Recentemente, passageiros apanhados em flagrante delito chegaram a ser acusados, em alguns casos, de cometerem crimes. Uma mulher de 26 anos, por exemplo, foi condenada por ato indecente no início deste ano, em consequência de ter sido pega fazendo sexo a bordo de um voo da Air Canada em 2014.
Fonte: UOL Notícias de 11/09/2015. Imagens Print it. Getty Images.

SARAH BAARTMAN: a chocante história da sul-africana que virou atração de circo

Sarah Baartman foi levada da África do Sul para apresentar-se em feiras de "fenômenos humanos" e virou símbolo de racismo colonial
Por Justin Parkinson
Há dois séculos, Sarah Baartman morreu após passar anos sendo exibida em feiras europeias de "fenômenos bizarros humanos". Agora, rumores de que sua vida poderia ser transformada em um filme de Hollywood estão causando polêmica.
Sarah Baartman morreu em 29 de dezembro de 1815, mas o show, sob uma perspectiva ainda mais macabra, continuou.
Seu cérebro, esqueleto e órgãos sexuais continuaram sendo exibidos em um museu de Paris até 1974. Seus restos mortais só retornaram à África em 2002, após a França concordar com um pedido feito por Nelson Mandela.
Ela foi levada para a Europa, aparentemente, sob promessas falsas por um médico britânico. Recebeu o nome artístico de "A Vênus Hotentote" e foi transformada em uma atração de circo em Londres e Paris, onde multidões observavam seu traseiro.
Hoje em dia, ela é considerada por muitos como símbolo da exploração e do racismo colonial, bem como da ridicularização das pessoas negras muitas vezes representadas como objetos.

Boatos

Recentemente, começou a correr um rumor de que a cantora Beyoncé estaria planejando escrever e protagonizar um filme sobre Baartman.
Os representantes da artista negaram essa informação, mas o burburinho foi suficiente para provocar preocupação.
Jean Burgess, chefe do grupo khoikhoi - a etnia de Baartman- disse que Beyoncé não conta com "a dignidade humana básica para ser digna de escrever a história de Sarah, menos ainda para interpretá-la".
Ela justificou que via com "arrogância" a suposta ideia de Beyoncé de "contar uma história que não pertence a ela" e sugeriu que a atriz fizesse um filme sobre indígenas americanos.
Já Jack Devnarain, presidente do Sindicato de Atores da África do Sul, disse que os cineastas têm "direito de contar a história de pessoas que as fascinam e não devemos nos opor a isso".
Ao negar qualquer vínculo com o filme, o representante de Beyoncé ponderou que "esta é uma história importante que deve ser contada".
Desenho do Arquivo do British Museum
 
História
A vida de Baartman foi marcada por penúrias.
Acredita-se que ela tenha nascido na Província Oriental do Cabo da África do Sul em 1789.
Sua mãe morreu quando ela tinha dois anos e seu pai, um criador de gado, morreu quando ela era adolescente.
Ela começou a trabalhar como empregada doméstica na Cidade do Cabo quando um colono holandês assassinou seu companheiro, com quem havia tido um bebê que também morreu.
Em outubro de 1810, apesar de ser analfabeta, ela supostamente assinou um contrato com o cirurgião inglês William Dunlop e o empresário Hendrik Cesars, dona da casa em que ela trabalhava, que disse que ela viajaria para a Inglaterra para aparecer em espetáculos.
Quando ela foi exibida em um estabelecimento em Piccadilly Circus, em Londres, causou fascinação.
"É preciso lembrar que, nesta época, nádegas grandes estavam na moda, e por isso muitas pessoas invejavam o que ela tinha naturalmente", diz Rachel Holmes, autora de A Vênus Hotentote: vida e morte de Saartjle Baartman.
O motivo para isso é que Baartman, também conhecida como Sara ou Saartjie, tinha esteatopigia, uma condição genética que faz com que a pessoa tenha nádegas protuberantes devido à acumulação de gordura. Essa condição é mais frequente em mulheres e principalmente entre aquelas de origem africana.
Mas a própria palavra é motivo de debate, porque, para muitos, seria racista o fato de ela sugerir que se uma mulher tem nádegas grandes e é negra, sofre de uma doença.
Já para as nádegas pequenas a palavra é “calipígia", em referência à famosa estátua romana Vênus Calipigia - que significa à “Vênus das nádegas belas".

Toda uma Vênus

No espetáculo, Baartman usava roupa justa e da cor da sua pele, contas e plumas, e fumava um cachimbo.
Clientes mais abastados podiam pagar por demonstrações privadas em suas casas, em que era permitido que os convidados a tocassem.
Os "empresários" de Baartman a apelidaram de "Vênus Hotentote" porque, nesta época, esse era o termo que os holandeses usavam para descrever os khoikhois e aos san, os principais membros de um importante grupo populacional africano, os khoisans.
Atualmente, o termo 'hotentote' é considerado pejorativo.
Nesta época, o império britânico já havia abolido o tráfico de escravos (em 1807), mas não a escravidão.
Mesmo assim, ativistas ficaram horrorizados com a forma como os empresários de Baartman a tratavam em Londres.
Eles foram processados judicialmente por deter Baartman contra sua vontade, mas foram declarados inocentes. A própria Baartman testemunhou a favor deles.
"Ainda não se sabe se Baartman foi forçada, como os defensores da abolição e os ativistas humanitários alegavam, ou se atuou por livre arbítrio", diz o historiador Christer Petley, da Universidade de Southampton, na Inglaterra.
"Se eles a estavam obrigando a trabalhar, é possível que tenha se sentido intimidada demais para dizer a verdade no tribunal. Nunca saberemos."
"O caso é complexo e a relação entre Baartman e seus chefes definitivamente não era igualitária."
Holmes destaca que o show de Baartman incluía dança e interpretação de vários instrumentos musicais, e diz que um público "sofisticado" em Londres - uma cidade em que as minorias étnicas não eram raras - não teriam se encantado por muito tempo com ela apenas pela sua cor.
De qualquer forma, com o tempo, o show da Vênus foi perdendo seu caráter de novidade e popularidade entre o público da capital, e por isso ela saiu em tour pela Grã-Bretanha e Irlanda.
Em 1814, foi para Paris com seu empresário, Cesars, e outra vez virou uma celebridade, que tomava coquetéis no Café de Paris e ia às festas da alta sociedade.
Cesars voltou para a África do Sul e Baartman caiu nas mãos de um "exibidor de animais" cujo nome artístico era Reaux.
Ela bebia e fumava sem parar e, segundo Holmes, "provavelmente foi prostituída por ele".

'Grotesco'

Eventualmente, Baartman aceitou ser estudada e retratada por um grupo de cientistas e artistas, mas se recusou a aparecer completamente nua na frente deles.
Ela argumentava que isso estava além de sua dignidade: nunca havia feito isso em seus espetáculos.
Foi neste período que teve início o estudo que chegou a ser chamado de "ciência da raça", diz Holmes.
Baartman morreu aos 26 anos de idade.
A causa foi descrita como "uma doença inflamatória e eruptiva". Desde então, cogita-se que tenha sido resultado de uma pneumonia, sífilis ou alcoolismo.
O naturalista Georges Cuvier, que dançou com Baartman em um das festas de Reaux, fez um modelo de gesso de seu corpo antes de dissecá-lo.
Além disso, preservou seu esqueleto, pôs seu cérebro e seus órgãos genitais em frascos, que permaneceram expostos no Museu do Homem de Paris até 1974, algo que Holmes descreve como "grotesco".
"A dominação dos africanos foi explicada com ajuda da ciência, estabelecendo que os khoisan eram um grupo menos nobre no progresso da humanidade", escreveu Natasha Gordon-Chipembere, editora de "Representação e feminilidade negra: o legado de Sarah Baartman".
Após sua eleição em 1994 como presidente da África do Sul, Nelson Mandela solicitou a repatriação dos restos mortais de Baartman e o modelo de gesso feito por Cuvier.
O governo francês acabou aceitando o pedido e fez a devolução em 2002.
Em agosto do mesmo ano, seus restos mortais foram enterrado em Hankey, província onde Baartman nasceu, 192 anos após ela sair com destino à Europa.
Vários livros já foram publicados sobre a maneira como ela foi tratada e sua transcendência cultural.
"Ela acabou se tornando um molde sobre a qual se desenvolvem múltiplas narrativas de exploração e sofrimento da mulher negra", escreveu Gordon-Chipembere, que acha que, me meio a tudo isso, Baartman, "a mulher, permanece invisível".
Em 2010, o filme Black Venus e o documentário The Life and Times of Sara Baartman contaram a história dela. Em 2014, a revista Paper botou na capa uma foto da celebridade americana Kim Kardashian balançando um copo de champanhe sobre suas nádegas avantajadas. Vários críticos reclamaram que a imagem lembrava desenhos retratando Baartman.
No ano passado, uma placa no local em que ela está enterrada em Hankey foi vandalizada com tinta branca. Isso ocorreu na mesma semana em que a Universidade da Cidade do Cabo retirou, após protestos, a estátua de Cecil Rhodes, um empresário e político do século 19, que declarou notoriamente que os britânicos seriam "a primeira raça no mundo".
"As pessoas estão resolvendo sobre como querem lidar com essas questões", diz Petley. "Muitas vezes elas foram ocultadas e chegou a hora de reavaliá-las".
Fonte: BBC News Magazine 11/01/2016. Imagens Print It.
 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

UM PUTEIRO DE RESPEITO, Ô XENTE!


Por Rubens Pontes (*)
JOÃO PESSOA – Os frequentadores do tradicional puteiro “Scala Drinks”, localizado na Rua da Areia, na capital paraibana, tiveram um susto na noite de ontem ao se dirigirem até o estabelecimento e notar a ausência da tradicional luz vermelha na porta.
- “Sempre que recebo o salário venho aqui para comer alguém e fiquei até encabulado quando não vi a luz vermelha, porque achei que o cabaré tinha fechado ou mudado de ramo”, declarou José Genivaldo, assíduo frequentador do local.
A gerência do puteiro tranquilizou a clientela ao divulgar, em uma rede social, que o estabelecimento permanecerá funcionando normalmente, “com a mesma qualidade de sempre”, mas que irá tirar, definitivamente, a luz vermelha de sua decoração.
Alta reputação na proxenetagem
- “Tomamos tal decisão, porque estávamos sendo confundidos com a sede do PT, por conta da cor, e para não macular nossa reputação, construída duramente após anos de proxenetagem, não vimos outra solução”.
A publicação também narrou que muitos opositores ao governo andaram frequentando o local nos últimos dias “a pretexto de protestar contra o PT, mas vinham para cá só por causa da putaria mesmo”.
"Funcionária puta da vida"
Procurado por nossa reportagem, o gerente não quis falar sobre o assunto, mas o leão de chácara nos informou que as funcionárias do local já estavam “ficando putas da vida com a confusão. E teve uma que até se recusou a sair com o cliente porque ele chamou ela de cumpanhera”.

(*) Rubens Pontes é jornalista.

Fonte: nageral.donoleari.com.br

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

SERÁ CÂNCER?


Pedro Henrique Saraiva Leão (*)
Embora a causa mais comum de sangramento retal esteja nas hemorroidas, quem sangra pelo reto tem câncer do reto, até que o proctologista prove o contrário. Em saúde, convém admitir o pior. Nos Estados Unidos, por ano, é mais frequente o câncer dos pulmões (1,2 milhão), das mamas (1,05 milhão), dos cólons e do reto (945 mil), seguido pelo estômago (876 mil), o fígado (564 mil), e o útero (471 mil) (Kurzweil, R. & Grossmann, T.).
A despeito de condutas alternativas e/ou ancilares (complementares) muita vez o câncer ano–retal só é curável cirurgicamente. Para erradicá-lo e deter sua expansão (metástases), as operações amiúde implicam ressecar a musculatura perianal, causando incontinência fecal. Os dejetos digestivos passam a desembocar diretamente na pele abdominal por um orifício ali praticado (colostomia), ao qual adapta-se uma bolsa coletora, plástica ou de borracha.
Não comentaremos aqui as ileostomias – quando o intestino delgado é aflorado à pele – nem as derivações cutâneas urinárias (urostomias). As colostomias podem ser temporárias ou definitivas. Naquelas – geralmente em doenças benignas – após algum tempo, o cirurgião refaz o trânsito intestinal, assim normalizando as evacuações. Os estomas definitivos acarretam significativos sintomas e sinais (síndrome) físicos, e psicossomáticos, pelo então diferente funcionamento do corpo, e mercê da estranha imagem corporal.
Para melhor entendimento holístico (integral) destes pacientes, fundamos pioneiramente em Fortaleza, há 40 anos, o Clube dos Colostomizados do Brasil, em 17 de setembro de 1975 (aos leitores mais interessados, recomendamos ler dois livros nossos: Colostomias & colostomizados. Ed. UFC, 1981; Síndrome pós-colostomia. Ed. UFC, 1989 assim como Adaptação dos colostomizado no processo de desenvolvimento humano. Ed. LCR Christus, Fortaleza 2001, da professora Euridea Castro).
Àquela época, assessorados por uma competente e decidida equipe multidisciplinar (proctologistas, enfermeiras, assistentes sociais, psiquiatras) e coadjuvados por políticos amigos (deputados Filinto Elisio e Flávio Marcílio), obtivemos reconhecimento local e nacional. Em 2009, o Ministério da Saúde perfilhou tais clubes, no Ceará mantidos pelo governo estadual. Até setembro último, havia no Estado 2.098 ostomizados, no Interior (1.267) e na Capital (836).
Todos dependentes de sua bolsa, licitada pelo menor preço, de qualidade inferior, como se a saúde não exigisse e o paciente não merecesse o melhor. Há cinco meses, pasmem, faltavam bolsas (O POVO, 17/10/2015)! Inexistiam, não para os ricos, mas para o povão, que também é gente. E agora, José? Onde descomer? Wie Scheisse! Wie Schade!
 (*) Professor Emérito da UFC. Titular das Academias Cearense de Letras, de Medicina e de Médicos Escritores.
Fonte: O Povo, Opinião, de 11/11/2015. p.6.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A FRAGILIDADE DO MACHO HUMANO?


Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
Para tentar explicar uma hipotética “fragilidade” imputada ao macho em crise sobram teorias da psicanálise que versam sobre o determinismo biológico. É como se, para além dos corpos de machos e fêmeas e dos seus hormônios, não existisse um espírito capaz de se educar e evoluir.
O homem imagina que quanto mais dinheiro, quanto mais prestígio, mais macho ele parece perante a coletividade. E quando não consegue cumprir esse dever imposto pela cultura, sente-se infeliz, nervoso, vulnerável, perde a confiança e instala-se a insegurança geradora de tantos sofrimentos.  Do ponto de vista afetivo, não consegue se realizar e menos ainda se dedicar à mulher e à vida familiar, como gostaria. Continua acreditando ter sido escolhido por sua posição profissional, social, importância ou outros equivalentes. Calma. O amor e a emoção ainda existem.
Vamos por partes.
Nos dias de hoje, quando o genoma começa a tomar a vez da antiga astrologia, o temor/fobia leva ao desespero o macho humano.
Deve-se recordar que o homem (sexo masculino) tem cromossomos XY e as mulheres XX e a estrutura do Y apresenta-se mais frágil em relação ao cromossomo X da mulher. Nelas, quando um dos X apresenta algum defeito o outro (sobressalente) pode tomar sua função. Ainda por cima, há três milhões de anos o cromossomo Y tinha cerca de 1.400 genes, agora tem menos de 100 e a tendência é diminuir. Essa fragilidade pode levar à extinção do macho em futuro longínquo, bradam os alarmistas.
Como tudo agora chega com impacto midiático, não se alegrem os machos heterossexuais pela possível redução da concorrência, o que poderia indicar um aumento do número de mulheres disponíveis. Por enquanto nada vai mudar. Essas mudanças são muito lentas e as notícias, especulativas.
Comentando sobre o papel do desaparecimento do cromossomo Y o professor Mark Pagel, biólogo evolucionista da Universidade de Reading e autor de ‘Wired for Culture: Origens of the Mind’, diz que embora possa haver alguma disputa (muito comum) no meio acadêmico sobre descobertas, haverá um futuro para os homens heterossexuais. Embora não seja consolo saber que certos ratos australianos perderam o Y e ainda conseguem procriar.
Pesquisas anteriores já haviam sugerido: o cromossomo sexual Y, que só os homens carregam, possui agora cerca de 78 genes, em comparação com cerca de 800 no cromossomo X. Não se assustem, ambos estão suficientemente dotados para a perpetuação da espécie. Desde quando número passou a ser sinônimo de sexo forte ou frágil! O que vale é a qualidade.
De uma coisa tenho certeza: É preciso acabar com esse receio de tornar-se um macho fraco. Mulheres, deem uma injeção de ânimo nos seus companheiros, vocês que sofreram tantas discriminações.  Para se multiplicar, o Mundo necessita de mulheres e homens. E isto é tão bom! Tomara que continue assim.
E não me venham com um comentário do tipo: O que as mulheres não fazem para provar que são superiores? Nós homens ainda temos muita paciência e sustentamos a evolução humana com nosso trabalho, organização e inteligência. Aí o machismo é como qualquer “ismo”, degraça na certa... Desamor é sinônimo de morte.
Somente pelo amor é que voltamos a ter segurança.
***
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES).
 

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