segunda-feira, 1 de junho de 2020

CARTA AO AMIGO JOÃO


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Com satisfação volto a escrever-lhe algumas linhas, em 08/05/2020. Continuo muito preocupado com o que vem acontecendo no mundo, particularmente no amado Brasil. Na nossa Pátria, além da cruel epidemia da COVID-19, não há entendimento, sem generalizar, entre integrantes e líderes dos Poderes Constitucionais. Penso, muitas vezes, que eles não são patriotas e colocam o interesse pessoal ou de grupos acima de qualquer coisa. É lamentável João, que futuro nos espera? A situação é mais angustiante quando sabe-se que a maioria da população é carente e muitos homens, mulheres (de meia idade), idosos, jovens e crianças estão abaixo da linha de pobreza. É um País injusto, com desemprego, deficiências nos setores de educação e saúde, péssimas condições de saneamento básico, segurança, etc. Caro amigo João, você conhece a distribuição de renda brasileira, nos aspectos pessoal, regional e setorial. É obscena. O Brasil possui um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) bastante desfavorável, da ordem de 0,699 estando, segundo a ONU, em 73º lugar no “ranking” mundial. A falta de espírito público, de amor ao próximo e de sabedoria da grande parte da elite do nosso Brasil não permite que alcancemos níveis melhores de vida. Surgem, infelizmente, o tráfico de drogas, assassinatos, prostituição infantil e outras mazelas sociais. São milhares as comunidades espalhadas no território nacional. É um constrangimento, uma ignomínia para nós brasileiros. O que realizar, caro João, para sensibilizar, do ponto de vista republicano e democrático, os poderosos? O novo coronavírus é um aviso. Por sua vez, ao invés de pedirmos a Deus para resolver o problema, em uma situação passiva, peçamos a Ele, com fé, o que devemos fazer. Com certeza seremos atendidos. Seu amor sempre ficará ao lado do bem e não do mal. Acreditemos e sigamos os Seus ensinamentos. Abraço.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 8/5/2020.

domingo, 31 de maio de 2020

MARIA: modelo de fé


Por Pe. Reginaldo Manzotti (*)

Maria é nossa Mãe, que intercede por nós junto a Jesus. Como nas Bodas de Caná, Ela continua a ver nossas necessidades e levá-las ao Filho. Ao mesmo tempo, continua sempre a nos dizer: "Façam tudo o que meu Filho vos disser" (cf. Jo 2,5). Baseando-nos no exemplo de Maria, um dos carismas da Obra Evangelizar é Preciso é a Intercessão.
Ela é modelo de fé. Sobre isso, Santo Agostinho disse: "Mais bem-aventurada, pois, foi Maria em receber Cristo pela fé do que em conceber a carne de Cristo. A consanguineidade materna, de nada teria servido a Maria, se Ela não se tivesse sentido mais feliz em acolher Cristo no seu Coração, que no seu seio".
A Anunciação a Maria inaugura a "plenitude dos tempos" (Gl 4,4), ou seja, o cumprimento das promessas e dos preparativos para a chegada do Messias. O anjo a saúda: "Ave, cheia de graça" (Lc 1,28). Na fé, Maria acolheu o anúncio, questionou, mas não duvidou, acreditou que para Deus "nada é impossível" e deu seu consentimento: "Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra". (Lc 1,26-38).
A cheia de graça, como disse o Arcanjo, buscou a luz. E não pensemos que Ela tinha clarividência. Ela não entendia os fatos que aconteciam na sua vida e na de Seu Filho, mas em nenhum momento reclamava ou se revoltava. Ao contrário, com paciência, "guardava tudo em Seu coração".
Maria foi a primeira anunciadora do Filho. Ao visitar sua prima Isabel, é portadora da alegria da boa-nova e da luz do Espírito Santo. Foi pela fé que Ela, ao dar à luz a Jesus entre os animais em um estábulo, acreditou que Ele era o Filho de Deus. E, quando o viu maltratado e crucificado, acreditou que Ele era o Salvador.
Maria continuou com sua missão junto aos apóstolos. Ao final desta missão do Espírito, Maria torna-se a 'Mulher', nova Eva, 'mãe dos viventes', Mãe do 'Cristo total'. É nesta qualidade que Ela está presente com os Doze, 'com um só coração, assíduos à oração' (At 1,14), na aurora dos 'últimos tempos' que o Espírito vai inaugurar na manhã de Pentecostes, com a manifestação da Igreja.
Termino citando São Francisco de Sales: "Não existe devoção a Deus sem amor à Santíssima Virgem".
Deus abençoe. 
 (*) Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).
Fonte: O Povo, de 16/5/2020. Opinião. p.14.

ESTA VELHINHA SABE BEM O QUE FAZ...


Num domingo, o pastor disse à congregação que a igreja precisava de dinheiro extra e pediu às pessoas que, em oração, considerassem ofertar uma quantia um pouco maior.
Ele disse que quem doasse mais, poderia escolher três hinos.
Depois os pratos de oferta foram passados, o pastor olhou para baixo e notou que alguém havia colocado várias notas de R$100.
Ele ficou tão animado que imediatamente compartilhou sua alegria com sua congregação e disse que gostaria de agradecer pessoalmente à pessoa que colocou todo o dinheiro lá.
Uma senhora muito sossegada, idosa e assídua na igreja timidamente levantou a mão.
O pastor pediu-lhe para vir para a frente.
Lentamente, ela foi até ele.
Ele disse a ela que ficou tão maravilhado com a doação que ela poderia escolher os três melhores hinos.
Seus olhinhos brilharam quando ela olhou para a congregação, apontou para os três homens mais bonitos da igreja e disse: "Vou levar ele, ele e ele".
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sábado, 30 de maio de 2020

CAFÉ SEM AÇÚCAR


Depois de algum tempo sem se verem, duas amigas marcam um encontro numa cafeteria para um momento de lazer.
Ao se encontrarem começam então a conversar:
- Olá! Como vão as coisas?
- Tudo indo bem. E você? Como está seu marido?
- Você não soube? Ele morreu já faz 15 dias.
Assustada e surpresa com a novidade, a amiga responde: 
- Nossa! Eu não sabia! Que tragédia! Mas o que aconteceu?
- Pedi para ele ir ao mercado comprar açúcar; daí veio um ônibus e o atropelou.
- Mas que horror! Que coisa triste! E o que é que você fez?
- Tomei café sem açúcar mesmo. 
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

FOLCLORE POLÍTICO XXXV


Newtão
Fecho a Coluna com o folclórico ex-governador mineiro Newton Cardoso, um poço de histórias hilárias. Tomo emprestadas algumas contadas pelo amigo Sebastião Nery. Como se sabe, Newton Cardoso foi prefeito de Contagem, deputado federal, governador, vice-governador de Minas Gerais e, hoje, é representado na Câmara por seu filho, que tem o mesmo nome do pai. Os adversários lhe atribuem velhas gafes que a UDN atribuía a Benedito Valadares:
1. Dona Dezinha: "Se eu soubesse que meu filho Newton ia ser importante e virar governador de Minas, eu tinha botado ele para estudar de pequeno."
2. Preocupado com as notícias de que o leite estava contaminado, Newton pegou um pastel e começou a mexer dentro da xícara. "Por que você está fazendo isso?" "Para pasteurizar o leite."
3. Newton no palanque: "Minas sempre se preocupou mais com a criação de bovinos e equinos. Agora, eu vou cuidar também da criação de porquinos."
4. Newton, numa entrevista: "Precisamos acabar com a fila do IMPS." O assessor lhe fala: "Não é IMPS, é INPS." "Nada disso. Desde lá de Brumado que eu aprendi que antes de P e B se usa M."
5. Comício em Betim: "O problema de Minas é falta de fé. Vamos juntar minha fé, sua fé, nossas fezes, para salvar Minas."
Fonte: Gaudêncio Torquato (GT Marketing Comunicação).

quinta-feira, 28 de maio de 2020

EM TEMPOS DE QUARENTENA


Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
… Esses aglomerados tendem a crescer cada vez mais, pois as pessoas usam as “compras” como sua única razão legítima para sair de casa. Isso piora o problema de excesso de compras e estocagem, levando as lojas e agências governamentais a impor racionamento adicional ao público entediado e estressado…
“Ame os teus inimigos, pois eles te mostram os seus defeitos”
(Benjamin Franklin 1706-1790).
A minha mulher ficou horrorizada, ao ir ao supermercado no sábado passado, com o número de pessoas, velhos e crianças, mulheres e homens passeando na loja, fazendo compras ou zanzando. Sei que a quarentena terá um sério impacto econômico sobre muitas pessoas e suas famílias, sem falar nos sofrimentos mentais.
De chamar a atenção é a crença nas teorias da conspiração mundial, que continua forte entre muitas pessoas. Segundo a pesquisa do Pew Research Center, 23% dos americanos acreditam que o vírus causador do COVID-19 foi criado intencionalmente em laboratório chinês ou russo. A fantasia de uma conspiração de algo universal e secreto continua presente nas mentes das pessoas, apesar dos avanços da ciência e da tecnologia.
Mas voltemos à realidade e à vida como ela é para analisar essa pandemia causada pela décima nona mutação do coronavírus. Os governos municipais intervêm, fechando parques e praias, limitando as atividades ao ar livre a viagens “essenciais”, fechando restaurantes e até… os salões ditos de beleza.
… A chave do nosso sucesso pode nos arruinar, cabe a nós fazer a melhor escolha diante de um inimigo invisível. Lembrem-se que o pior inimigo do homem é o próprio homem.
Ordenando o fechamento de tudo e de todos. Diante disso, as pessoas recorrem cada vez mais às compras como uma de suas poucas razões legítimas para se aventurar a sair de casa. Já vimos a formação de aglomerados de pessoas em supermercados e outras lojas que vendem alimentos, etc.
Esses aglomerados tendem a crescer cada vez mais, pois as pessoas usam as “compras” como sua única razão legítima para sair de casa. Isso piora o problema de excesso de compras e estocagem, levando as lojas e agências governamentais a impor racionamento adicional ao público entediado e estressado. Nesse cenário, a ansiedade de ficar preso na própria residência faz com que as pessoas queiram sair de casa, nem que seja para uma comprinha, necessária ou dispensável. Em toda a história humana, viver com outros da mesma espécie possibilitou segurança, alimento e parceiros para a perpetuação da espécie.
Talvez por isso o ‘homo’ – dito sapiens – foi viver em grupos, o que ajudou a enfrentar as feras e conseguir alimento, já que as tarefas eram divididas. Além disso, machos e fêmeas não precisavam sair por aí em busca de parceiros e parceiras. Tudo estava mais próximo nas mesmas cavernas ou tribos. O desenvolvimento do cérebro levou à criação da linguagem, à construção de objetos, moradias, veículos e muitas outras facilidades. O poder do Homem sobre si mesmo é cada vez mais reduzido, apesar do aumento do nosso conhecimento e dos avanços científico-tecnológicos.
A chave do nosso sucesso pode nos arruinar, cabe a nós fazer a melhor escolha diante de um inimigo invisível. Lembrem-se que o pior inimigo do homem é o próprio homem.
Certamente esse coronavírus serve para mostrar as nossas culpas e enganos nesta era da automação, da informática e da inteligência artificial e mostrar também que somos todos parte da mesma Natureza. Somos animais e – como todos os seres vivos — mortais.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES). Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).

quarta-feira, 27 de maio de 2020

A CURVA EPIDÊMICA DOS CASOS DE COVID-19


Por Thereza Maria Magalhães Moreira (*)
Como membro do Grupo de Trabalho (GT) de enfrentamento da Covid-19 da Uece (GT criado pelo reitor Jackson Sampaio, que conta com enfermeiros, médicos e veterinários docentes da Uece, conhecedores de epidemiologia, virologia e infectologia), ouço muito: "Explica a curva da Covid-19?".
O coronavírus Sars-CoV-2 causa Covid-19. A quantidade de infectados é representada por uma curva, que tem o formato de um sino, mostrando o número de casos no passar do tempo. Quanto mais alta e estreita a curva, mais casos em menos tempo. Seu achatamento na China inspirou países, como o Brasil, e aumentou dúvidas. Achatar essa curva significa menos casos em maior período de tempo.
Quanto mais doentes há, mais rápido aumenta o número de casos no mesmo intervalo de tempo. Na Covid-19, um doente pode transmitir vírus a 5-6 pessoas, principalmente nos cinco primeiros dias pós contágio, pois só terá anticorpos a partir do 6-7º dia, e no 14º dia terá anticorpos de memória.
A atual curva do Ceará confirma o efeito do isolamento social, que resultou em um crescimento mais lento na quantidade de infectados, e inclui pacientes atendidos nos postos, UPAs e hospitais; graves internados e óbitos, mas denota subnotificação porque escapam os casos leves, pois testamos pouco, o que aumenta a taxa de letalidade (óbitos/casos).
Voltando à "curva epidêmica" em si, ela é formada por uma subida íngreme, seguida de uma estabilização no topo e depois uma queda também acentuada. As ações do Estado adiaram a chegada dos casos no topo da curva, dando tempo de aumentar o número de leitos clínicos e de UTI, e capacitar profissionais, apesar de persistir a falta de equipamentos de proteção individual e a má remuneração dos enfermeiros, soldados da linha de frente dessa "guerra".
São previstos 10% de casos graves e 2% de óbitos. O desafio é distribuir esses pacientes ao longo do tempo e deixar casos leves monitorando febre, tosse e cansaço em casa para procurar atendimento somente se sentirem falta de ar, deixando os sistemas de atendimento apenas para moderados e, principalmente, para os graves. A boa notícia é que o decaimento da curva também é exponencial, ou seja, a partir de um momento no tempo, os novos casos diminuirão e esta diminuição não será lenta. Que Deus nos guarde!
(*) Enfermeira, advogada, pesquisadora do CNPq e professora da Universidade Estadual do Ceará (Uece).
Fonte: Publicado In: O Povo, de 7/5/2020. Opinião. p.17.
 

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