sexta-feira, 24 de maio de 2013

Solenidade de Colação de Grau de Mestre e Outorga de Título de Doutor da Uece



A Universidade Estadual do Ceará (UECE) promoveu na noite da quarta-feira (22/05), no Centro de Eventos do SEBRAE, a solenidade da XVIII Colação de Grau de Mestre, diplomando 298, e da X Outorga de Título de Doutor, diplomando 56 doutores. Os 354 concludentes foram recepcionados pelo Octeto Feminino da Orquestra Sinfônica do Ceará (OSUECE). O evento foi presidido pelo Reitor Professor Jackson Sampaio e coordenado pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa.
A cerimônia teve como oradora docente, Maria das Dores Mendes Segundo, professora do curso de História e Coordenadora do Mestrado Acadêmico Intercampi em Educação e Ensino e, como oradora discente, Ayeska Costa Barroso, concludente do curso de Mestrado Acadêmico em Políticas Públicas e Sociedade.
Participei da cerimônia na condição de Coordenador do Mestrado Acadêmico em Saúde Pública e representando o doutorado em Saúde Coletiva, cuja Coordenadora, a Profa. Salete Bessa, encontrava-se nos EUA.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Professor titular da Uece

quinta-feira, 23 de maio de 2013

APARÊNCIAS RESPEITOSAS



Por Olavo de Carvalho
Desde o começo da sua epopeia, os birthers não seguiram a estratégia mais simples e racional que teria lhes permitido, já em 2008, jogar Barack Hussein Obama na lata de lixo da História de uma vez para sempre.
A tese que defendiam era substancialmente verdadeira: o homem havia se apresentado às eleições com falsa identidade. O lugar dele, portanto, não era na Casa Branca, nem mesmo no Senado ou na lista de candidatos à presidência. Era na cadeia.
Tendo nas mãos a prova do crime, poderiam tê-la desfechado logo no coração do inimigo, como uma bala de prata, e ir para casa seguros de que haviam não só dado cabo do vampiro, mas aleijado gravemente a ala esquerda do Partido Democrata.
Bastava um processo criminal contra o qual Obama, então mero candidato, não tinha a proteção da imunidade presidencial nem podia mobilizar o aparato repressivo e a máquina publicitária do Estado, como veio a fazer mais tarde.
Em vez disso, preferiram dar ao caso as dimensões de uma crise constitucional, complicando tremendamente a guerra e envolvendo-se em intermináveis discussões sobre a elegibilidade e a nacionalidade do candidato, que debilitaram sua causa ao ponto de dar-lhe a aparência de uma "teoria da conspiração", expô-la a toda sorte de gozações maliciosas e condená-la a uma sucessão de derrotas judiciais.
Desde logo, a lei determina que acusações de inelegibilidade, uma vez vitorioso o candidato, só podem ser apresentadas por quem comprove ter sido pessoalmente prejudicado no curso das eleições. Como ninguém tem como provar isso, e só quem tem, que é John McCain, não quer briga, todos os processos tentados pelos birthers até agora foram rejeitados in limine.
Em segundo lugar, a prova de inelegibilidade dependia da interpretação que se desse ao preceito constitucional de que só cidadãos americanos nativos podem ser  candidatos à presidência. Os birthers argumentam que, para os signatários da Constituição, "nativo" significava nascido em território americano de pais (no plural) americanos. O argumento está certo, em princípio, mas nem todos os constitucionalistas admitem que o texto do documento fundador do Estado americano deva ser interpretado no seu sentido originário.
Muitos querem adaptá-lo ao "espírito dos tempos".
Pode-se alegar que esse espírito é muitas vezes o espírito de porco, mas o fato é que o debate já existia desde muito antes do caso Obama: o argumento constitucional, portanto, dependia de uma premissa que nada tinha de unânime ou autoprobante.
Em terceiro lugar, a própria inexistência de provas válidas da nacionalidade de Obama, em vez de ajudar os birthers, acabou por favorecer o suspeito. Escorado no direito à privacidade, o espertinho manteve quase todos os seus documentos trancados a sete chaves, sabendo que uma investigação para tirar a coisa a limpo só poderia realizar-se por ordem judicial e que não haveria ordem judicial sem processo. 
Por que o movimento birther escolheu o caminho mais complicado e até hoje continua a trilhá-lo entre dores e humilhações?
Em 2008 já havia sérios indícios de que era falsa a certidão resumida que o bloco obamista havia divulgado para exorcisar às pressas a vaga suspeita de um nascimento queniano, espalhada pela internet. A prova efetiva da falsidade, porém, dependia de exames periciais que só um juiz poderia ordenar no curso de um processo.
Logo em seguida, porém, veio uma prova material muito mais evidente, muito mais contundente, que não dependia de peritagem nenhuma, por ser visível com os olhos da cara. Não estava na certidão de nascimento, mas no certificado de alistamento militar (selective service) de Barack Hussein Obama: num lance digno do Exterminador do Futuro, o homem tinha assinado em 1980 um formulário que só viria a ser impresso em 2008. E o carimbo com a data tinha sido patentemente adulterado, recortando os algarismos 0 e 8 para montar um simulacro de "1980", sem o 1 e o 9. Não poderia ser mais evidente a tentativa de construir uma falsa biografia oficial ex post facto por meios pueris.
Sem nem mesmo levantar a questão da inelegibilidade, um processo-crime por falsidade documental, ainda que não chegasse a conclusão nenhuma antes das eleições, teria bastado para mostrar ao eleitorado a verdadeira face de Barack Hussein Obama, desmoralizando sua candidatura pelo caminho mais simples e rápido.
Se os birthers não perceberam isso ou não quiseram admiti-lo, foi, entre outros motivos, pelo seguinte: quem cantou a bola do alistamento militar foi a colunista Debbie Schlussel, que em alguns meios conservadores tem a fama de excêntrica amalucada. E o crime que ela denunciava era tão grosseiro, tão estúpido, que podia soar inverossímil.
Quem iria acreditar que um senador americano, candidato à presidência, conseguira enganar o seu próprio partido e a nação inteira com um truque bocó? Com toda a evidência, o critério da credibilidade aparente e do "prestígo da fonte", falou mais alto que o da materialidade dos fatos. A acusação de inelegibilidade pareceu alternativa mais respeitável.
Os birthers, em suma, acharam que seguindo a dica de Debbie Schlussel ficariam parecendo um bando de malucos. Ao optar pela aparência respeitável, não notaram que estavam cedendo o terreno ao inimigo: uma vez eleito e empossado, Obama já não era um simples indivíduo – era "a Presidência". Investido, assim, da mais respeitável das aparências, afivelou com a maior facilidade a máscara de malucos no rosto daqueles que tudo haviam sacrificado para evitá-la.
Moral da história: antes uma verdade inverossímil do que uma verossimilhança enganosa.

Publicado no Diário do Comércio, 29 de junho, 2012.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

SERÁ QUE VALE A PENA?



No momento atual que vivemos no nosso país, muitos participantes de nosso Programa de Rádio (FM Universitária), palestras, consultorias e de nossa Rede de Amigos pela Internet, estão perguntando: vale a pena o idoso viver mais?
Com tantos problemas sociais, culturais, políticos e de saúde das pessoas idosas, vale a pena atingir a 4ª e 5ª idades? Como é que vamos fazer o nosso plano de longevidade, não sabendo destacar essas complicações que aumentam constantemente? Para mim dizem eles: como fazer, sabendo-se que a cada dia que passa vários problemas médicos aparecem? E alguns deles muito graves?
Com o envelhecimento, passamos a apresentar uma série de perturbações fisiológicas, transtornos físicos e patologias específicas que causam muitas dores, paralisações, perdas das nossas memórias (todas as conhecidas no presente) e até ausência da Consciência (dimensão essencial de nossa vida como a qualidade e quantidade).
Já sabemos que vários neurotransmissores e hormônios importantes vão diminuindo com a idade e alguns até desaparecem.
Com isto muitos órgãos funcionam com dificuldades, as nossas defesas imunológicas diminuem ou desaparecem e as doenças se desenvolvem.
Felizmente, pesquisas internacionais importantes revelam que, principalmente, utilizando a Promoção da Saúde (Prevenção das enfermidades, estilos saudáveis de vida, comunicação em saúde e eliminação dos fatores de riscos), desde a infância, possibilita uma velhice com poucas dessas patologias, alem de também aumentar a nossa longevidade. E muitas outras pesquisas estão sendo feitas, algumas delas em segredo, para evitar a ação comercial prejudicial.
Uma delas e publicada há poucos dias na revista especializada “Nature”, revelou que o grupo de pesquisadores do Colégio Albert Einstein de Medicina de Nova York, descobriu que o hipotálamo, uma importante região do cérebro, seria responsável pelo controle de nosso envelhecimento. Sentiram a importância da descoberta? E outras que estão sendo desenvolvidas comprovam a frase que tenho repetido do Dr. David Branding-Bennett, da OMS: “As descobertas recentes revelam que o mundo está aprendendo a envelhecer com êxito”. E “O que vai acontecer nos próximos anos é inimaginável”, dizem outros pesquisadores importantes.
Assim, a nossa responsabilidade médica, social e humana aumenta a cada dia que passa. E os nossos deveres com a saúde e a longevidade saudável tornam-se mais difíceis. E nós, da equipe de saúde, temos que aprender e crescer mais, avançar, sentir, sofrer juntos e acima de tudo, amar mais a nossa profissão, amar mais ao nosso doente e também amar mais ao nosso sadio para que ele não adoeça.
Assim, nós da Academia Cearense de Medicina, temos demonstrado várias vezes, nos momentos oportunos. Estamos todos convictos da importância de nosso papel neste momento tão importante para a melhoria de nossos valores. E esta foi a demonstração nacional de nossa “XV Bienal de Medicina”, que realizamos na semana passada, quando discutimos e trabalhamos os “Medicamentos no Brasil”, com ilustres e importantes convidados nacionais.
E que todos fiquem certos de que jamais vamos diminuir as nossas responsabilidades para com o povo brasileiro. E assim, podemos continuar repetindo o nosso lema: “vale a pena envelhecer ativo, criativo e saudável”.
(*) Médico, professor e ex-presidente da Academia Cearense de Medicina.
Publicado In: O Povo, 15/05/2013.

terça-feira, 21 de maio de 2013

MINHA HISTÓRIA EM FORTALEZA



José Jackson Coelho Sampaio (*)
A Fortaleza de minha infância era o carinho de meus avós maternos, o cheiro do mar, as matinês nos Cines Diogo e São Luiz, o vento da Praça do Ferreira e a trepidante aventura dos ônibus da Itaoca ao Centro. Nasci em Sobral e segui meus pais por Nordeste e Norte, tendo Fortaleza como eixo de peregrinações, estendidas a Crateús, terra de meus pais, onde viviam meus avós paternos.
Aqui descobri a paixão pela leitura, nas prateleiras da Livraria Feira do Livro, negócio iniciado em 1956 pelo tio materno Manoel Raposo. Lembro-me, criança, de festivos lançamentos de livros, prestigiados pelos autores. A alegria de Jorge Amado, a gentileza de Jáder de Carvalho e a sisudez de Sartre estão vivas na memória.
Para estudar no Colégio Lourenço Filho, vim para cá em 1964. Então descobri a política e a repressão, pois Raposo caiu na ilegalidade, devido ao Golpe Militar, depois foi preso e, visitando-o, ouvi falar em Marx, Lenin, Prestes. Meu pai sentiu-me muito afetado por tudo isso e decidiu internar-me no Colégio Marista do Maranhão. Fiz o percurso de minha própria rebelião até obter o retorno para Fortaleza.
De 1966 para cá, exceto pelo tempo em que, no Rio e em Ribeirão Preto, respectivamente, fiz Mestrado e Doutorado em Medicina Social, tenho sido fiel a Fortaleza. Daqui parto para o mundo e para cá volto. Aqui me graduei, casei, tive filhos e netos, amei, sofri, adoeci, sarei, editei a Revista o SACO, participei do Movimento Siriará, atuei na reforma psiquiátrica, poetei, publiquei, tornei-me professor na UECE.
O programa de pós-graduação em saúde pública, a pró-reitoria de pós-graduação e pesquisa, a diretoria do centro de ciências da saúde e, agora, a reitoria, não me tiraram de aulas e pesquisas, mas sim dos cinemas, noites e praias. Meus poemas épicos têm Fortaleza como tema e a cidade, sempre, invade minha vida inteira. Sobretudo quando a olho, larga paisagem iluminada sob os aviões. Que o Farol do Mucuripe, o Theatro José de Alencar e a Iracema Guardiã me protejam.
(*) Professor Titular em Saúde Pública e Reitor da UECE.
Publicado In: O Povo, Opinião.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

QUALIDADE DOS VESTIBULANDOS À MEDICINA DA UECE



Tem sido crescente a concorrência às quarenta vagas anuais ofertadas para o curso de Medicina da Universidade Estadual do Ceará (Uece) – número superior a quatro vezes o da média global do vestibular – conforme pode ser visto nos resultados dos vestibulares, de primeiro semestre, de 2003 a 2013. Nesses onze certames, 296.040 foram inscritos para o total de 21.050 vagas, sendo que 29.220 disputaram as 440 vagas de Medicina, configurando uma concorrência média, por vaga, de 14,06, no geral, e de 66,41, para a Medicina. Na mesma série histórica, enquanto a concorrência global, por vaga, oscila entre 11,23 a 16,13, a da Medicina espelha uma tendência ascendente, cujo pico foi alcançado em 2013, com 84,78.
Além da alta concorrência, a qualidade dos disputantes, principalmente a daqueles aprovados, expõe, claramente, o bom desempenho dos que desejam cursar Medicina na Uece, consoante se demonstra a seguir.
Esse concurso, segue o modelo em duas fases: a primeira, realizada por meio de duas provas, cobrindo matérias e conteúdo do ensino médio, somando 60 questões de múltipla escolha e valendo 120 pontos; e a segunda, composta da redação e de três provas específicas, de acordo com a área da graduação. Para definir os aptos à participação da segunda fase, recorre-se ao ponto de corte de aproveitamento dos candidatos colocados em ordem decrescente de escore da prova geral, até o limite de cinco a seis vezes o número de vagas, respeitando-se as notas empatadas no limiar de acesso.
Com base nesse critério, os pontos de corte (cut-off) mais elevados, dentre todos os cursos, nos onze vestibulares, foram os de Medicina, variando de 98 a 110 pontos, exigindo do vestibulando, no mínimo, de 49 a 55 questões corretas, para tomar parte da segunda etapa. À guisa de exemplo, dos 29.685 inscritos no último vestibular (2013.1), apenas 393 (1,32%) obtiveram o cut-off da Medicina (nota mínima 98), dos quais 314 (79,90%) eram parte dos 3.391 candidatos da Medicina, ficando os 79 (20,10%) restantes pulverizados em outros 25 cursos de graduação, todos em unidades de Fortaleza. Sintetizando, tem-se que o curso de Medicina detém pouco mais de 11% das inscrições, mas assume cerca de 80% dos maiores escores.
Ainda na simulação da aplicação de tal ponto de corte, a seleção pública se revelaria desastrosa, pois, antes da segunda etapa, ficariam ociosas 94,60% das vagas em disputa, ou desconsiderando as da Medicina, 96,35% das ofertadas nos demais cursos, sendo os resultados mais favoráveis os constatados em Ciências da Computação (70,00% de não ocupadas) e em Física (78,75% de ociosidade), enquanto dezenas de cursos não preencheriam uma só vaga.
Do resultado geral do recente concurso vestibular da Uece, percebe-se a reprodução do fenômeno identificado em anos precedentes, expondo que o primeiro excedente às vagas disponíveis em Medicina poderia passar, em primeiro lugar, em vários cursos, e o último dentre os seus classificáveis, embora expurgado dos matriculados, teria rendimento para preencher uma vaga em qualquer outra graduação dessa universidade.
Está claro que esse rendimento dos candidatos à Medicina fundamenta-se apenas em pontuação medida em vestibular, que tem seus vieses e, igualmente, boas qualidades, mas não os deixa melhor que os outros, visto que existem outros valores intrínsecos mais imperativos, a exemplo da sensibilidade, do caráter, do humanismo etc.; entretanto, do ponto de vista técnico, concede maior responsabilidade institucional, notadamente ao corpo docente ueceano, para esmerilar essa matéria bruta, de modo a elaborar preciosos médicos, de elevado quilate, e prontos a bem servir às comunidades.
Agora, fevereiro de 2013, decorridos dez anos da implantação do curso médico da Uece, quando cinco turmas já foram graduadas, ratifica-se que o teor da matéria prima recebida, bem selecionada nos vestibulares, cuja qualidade vinha sendo atestada nos exames de aferição oficiais realizados pelo MEC, está sendo comprovada nos resultados dos nossos egressos em diversos processos seletivos de residência médica e nos concursos públicos, aos quais os formandos da Uece vêm sendo submetidos, indicando que eles foram lapidados, com esmero, por docentes e médicos devotados à arte de educar.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Professor titular de Saúde Pública da UECE
* Publicado In: Conselho, 98: 7, março-abril de 2013. (Informativo do Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará).

domingo, 19 de maio de 2013

OS SETENTA ANOS DE LÚCIO ALCÂNTARA



Os familiares e centenas de amigos se irmanaram, na noite de ontem (18/05/13), no Ideal Clube, para a comemoração dos setenta anos de vida de Lúcio Gonçalo de Alcântara, médico, professor, administrador público e um dos políticos mais atuantes da História recente do Ceará.
A festa foi preparada com esmero por equipe coordenada pela esposa do homenageado, a escritora Maria Beatriz Alcântara, que ofertou aos presentes duas apresentações em power point, retratando o marido bibliófilo e as livrarias parisienses e portuguesas, costumeiramente visitadas por ele.
A orquestra, com as bem selecionadas músicas, sob a regência do reconhecido maestro Poty Fontenele, animou o salão idealino, enquanto atraentes acepipes eram servidos aos comensais.
À saída, os convidados foram brindados com o livro “Entre páginas, entre vidas”, organizado pelo nataliciante, e lançado durante o concorrido evento.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Pedro Paulo Pereira Pinto: começando com p



Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.
Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para Papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los.
Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo pasto percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.
Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.
Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai, proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: Pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.
Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partiram pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.
Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente, Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando...
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto, parei.
Nota do Blog: Esse texto é bem antigo e sua autoria parece ter desaparecido ao longo do tempo. Ele me leva a tempos recuados de minha meninice, passados cinquenta anos. Possui mais quatrocentas palavras iniciadas pela letra “p” e configurava um desafio, para algumas pessoas, decorá-lo e declamá-lo perante amigos, nas rodas de conversas ou entre familiares.
 

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