terça-feira, 22 de julho de 2014

Mulher resolve tomar banho de sol nua e provoca acidente na Áustria


Créditos: Reprodução/ Twitter/ Gregory Shakaki
Uma cena insólita provocou um acidente de trânsito que envolveu vários carros na cidade de Viena, na Áustria.
Completamente nua, uma mulher usou a janela de seu apartamento para tomar um despretensioso banho de sol.
A cena chamou tanta atenção, que vários motoristas colidiram na rua logo abaixo.
“Achei que estivesse sofrendo de insolação quando vi aquilo”, disse ao Daily Mail o estudante Gregory Shakaki, que fez o registro acima.
Ao perceber o acidente, a mulher fechou a janela.
Fonte: UOL Notícias, de 18/06/14.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

AUTORIDADES


Por Olavo de Carvalho

Quanto mais tempo fico nos EUA, mais nítida se torna, aos meus olhos, uma diferença crucial entre o Brasil de hoje e as nações civilizadas: é a completa ausência, no nosso país, de qualquer debate científico ou filosófico, pelo menos audível em público, ou mesmo de qualquer consciência, entre as classes alfabetizadas, de que esses debates existem em algum lugar do planeta. Só esse fenômeno, por si, já basta para mostrar que algo aí deu muito errado, que a vida dos brasileiros está indo numa direção francamente regressiva, incompatível com o estado da nossa economia e com a pretensão nacional de representar algum papel significativo no cenário do mundo.

 Nos EUA e na Europa, não há idéia, não há doutrina, não há crença estabelecida, por mais oficial e majoritária que seja, que não sofra contestações e desafios o tempo todo, que não se veja obrigada a buscar argumentos cada vez mais elaborados para defender um prestígio que assim não arrisca jamais congelar-se em ídolo tribal, em tabu sacrossanto.

Qualquer professor universitário ou intelectual público que, desafiado, se feche em copas e fuja à discussão sob o pretexto de que suas crenças são lindas demais para rebaixar-se a um confronto com a idéia adversária, cai imediatamente para o segundo escalão, quando não se torna objeto de chacota. Os próprios correligionários do prof. Richard Dawkins arrancaram-lhe o couro quando ele, afetando inatingível superioridade olímpica, se esquivou a um debate com o filósofo William Lane Craig.

 Nem mesmo a classe jornalística, tão burra e presunçosa em Nova York como em toda parte, confunde o consenso escolar – aquele corpo de teorias e crenças que o apoio majoritário consagrou como aptas para ser transmitidas às crianças – com a vida nas altas esferas intelectuais onde tudo, mesmo o aparentemente óbvio, pode e deve ser desafiado, contestado, forçado a buscar novos e cada vez mais sólidos fundamentos.

No Brasil só existe o consenso escolar. Ele impera sobre as cabeças dos intelectuais com a mesma autoridade indiscutível com que se impõe, nas salas de aula, aos trêmulos e indefesos corações infantis.

Basta você questionar de leve algum item do Credo ginasiano, e as reações indignadas mostram o escândalo, o horror que você despertou nas almas virgens, jamais tocadas antes pelas dúvidas que, em outros países, pululam por toda parte e alimentam discussões sem fim.

Especialmente os ídolos da ciência popular, Newton, Galileu, Darwin ou Einstein, adquiriram no Brasil o estatuto de divindades intocáveis, e não só entre meninos de ginásio, mas entre professores universitários, cientistas e formadores de opinião. Critique um desses habitantes do Olimpo, e o tom das respostas lhe mostrará, por a + b, que neste país até mesmo banalidades arqui-sabidas dos historiadores por toda parte são novidades escandalosas e provas incontestáveis de que você é um louco.

Quando mencionei, por exemplo, as conseqüências nefastas que o mecanicismo newtoniano espalhou na cultura européia – fato que já é de domínio público pelo menos desde o século XIX –, só não me xingaram a mãe porque não acreditavam que alguém capaz de atentar contra a memória do autor dos Princípios Matemáticos da Filosofia Natural pudesse jamais ter tido mãe.

Quando escrevi que o próprio Charles Darwin fôra o inventor do design inteligente hoje tão abominado pelos evolucionistas – coisa que não pode ser ignorada por ninguém que tenha lido algo mais que as orelhas de A Origem das Espécies --, fui imediatamente rotulado como fanático religioso indigno de ocupar um espaço na mídia.

Quando expliquei que sem o conhecimento do simbolismo astrológico é impossível compreender direito as concepções cosmológicas de Sto. Tomás de Aquino ou a estética das catedrais góticas – o que é a obviedade das obviedades para quem haja estudado o assunto --, passei a ser chamado pejorativamente de “astrólogo” pelos srs. Rodrigo Constantino e Janer Cristaldo, que, como ninguém ignora, são autoridades insignes em História medieval.

A distância, em suma, entre o que se discute desses assuntos na Europa e nos EUA e o que se sabe a respeito no Brasil já se ampliou de tal modo, que ter algum conhecimento nessas áreas se tornou realmente perigoso: a ignorância completa e radical é hoje a única fonte de credibilidade, o único depósito de premissas onde o opinador pode buscar argumentos com a certeza de que soarão razoáveis ante uma platéia ainda mais ignorante que ele.

Tendo violado essa regra, tornei-me o único comentarista brasileiro de mídia ao qual incumbe, sempre e sistematicamente, o ônus da prova -- com o detalhe de que, quando termino de provar tudo direitinho, os fulanos mudam de assunto e encontram outro motivo qualquer para continuar achando ruim. Às vezes chegam, nisso, a requintes de imbecilidade jamais alcançados antes no universo. Indignados de que, num artigo aliás excelente sobre Otto Maria Carpeaux, o prof. Maurício Tuffani citasse de passagem o meu nome, alguns leitores ofereceram a singela sugestão de que eu fosse excluído para sempre de toda mídia. O autor do artigo, então, com a maior paciência, explicou que no caso isso não era possível, por ter sido eu mesmo o editor de um dos livros de Carpeaux ali mencionados. Com toda a evidência, os remetentes prescindiam de ter lido o livro para decidir quem podia ou não podia ser citado num comentário a respeito. Era o argumentum ad ignorantiam elevado às alturas de um mandamento divino: quanto menos você sabe, maior a sua autoridade na matéria.

Publicado no Diário do Comércio, 2 de maio de 2013.
Nota do Blog: o texto não é novo, mas segue atualizado.

domingo, 20 de julho de 2014

PÉROLAS DA DILMA II


Algumas pérolas de Dilma parecem brincadeira das elites compradas, como diriam os “amigos petistas”.

 4-"A única área que eu acho, que vai exigir muita atenção nossa, e aí eu já aventei a hipótese de até criar um ministério, é na área de... Na área... eu diria assim, como uma espécie de analogia com o que acontece na área agrícola"
(Prá criar um ministério, tem que saber qual é a área)

 5-"A mulher abre o negócio, tem seus filhos, cria os filhos e se sustenta, tudo isso abrindo o negócio"
(Êpa... abrir que negócio?...)

 6-"Primeiro, eu queria te dizer que eu tenho muito respeito pelo ET de Varginha. E eu sei que aqui, quem não viu conhece alguém que viu, ou tem alguém na família que viu, mas de qualquer jeito eu começo dizendo que esse respeito pelo ET de Varginha está garantido."
(Dilma, garanta também respeito pelo povo brasileiro)

 Fonte: Circulando por e-mail (internet). Autoria ignorada.

 

PÉROLAS DA DILMA I


Algumas pérolas de Dilma parecem brincadeira das elites compradas, como diriam os “amigos petistas”.

1- "Eu sempre escuto os prefeitos. Por que é que eu escuto os prefeitos? Porque é lá que está a população do país, ninguém mora na União, ninguém mora... "onde você mora?" Ah, eu moro no Federal".
(É isso Dilma, acertou! O povo mora nos Municípios.)

 2-"Vamos dar prioridade a segregar a via de transporte. Segregar via de transporte significa o seguinte: ou você faz metrô, porque metrô, porque... porque metrô, segregar é o seguinte, não pode ninguém cruzar  a rua, ninguém pode cruzar a rua, não pode ter sinal de trânsito, é essa a idéia do metrô. Ela vai por baixo ou ele vai pela superfície, que é o VLT, que é um veículo leve sobre trilho. Ele vai por cima, ele para na estação em estação, não tem travessia e não tem sinal de transito, essa é a idéia do sistema de trilho."
 (Segregar)

 3-"Tudo o que as pessoas que estão pleiteando a Presidência da Republica querem é ser Presidente.
 (Não eles “querem” ser vereador)

 Fonte: Circulando por e-mail (internet). Autoria ignorada.

 

sábado, 19 de julho de 2014

Nem Jesus e nem Barrabás, mas ...

Conforme se vê, o prestígio do homem ao qual a nobre senadora Marta Suplicy equiparou a DEUS, não está lá muito acentuado em seu próprio Estado! E a própria Marta, com o prestígio em baixa, está pagando preço caro por tal blasfêmia. Tudo indica que DEUS é brasileiro e não gostou de tal comparação. Bem feito para os dois.

 Na última Sexta-feira Santa, em Nova Jerusalém-PE, durante a representação da Paixão de Cristo, como acontece todos os anos, diante de milhares de espectadores, o ator, no papel do governador romano (Pôncio Pilatos), ao perguntar para a plateia:
- "Quem vocês condenam, Jesus ou Barrabás?", um expectador gritou:
- "Soltem os dois e prendam Lula!"

Foi uma risadeira só.
Houve dificuldade de continuar a encenação.

 Fonte: Circulando por e-mail (internet). Autoria ignorada.

 

A Maior Vergonha que o País já Viveu!...

Por Fernando Augusto De Luca
Para Lula, vaias a Dilma na abertura são “maior vergonha que país já viveu”.
Os palavrões à instituição Presidente, realmente, não tiveram razão de ser… Uma sonora vaia já seria suficiente… Porém:

Vergonha, Lula, é sua covardia em se esconder na abertura da copa, a copa que você trouxe para o Brasil, deixando sua pupila entregue aos leões da elite…
Vergonha é você sempre agir assim, como quando do acidente com o avião da TAM…

Vergonha é você nunca saber de nada…
Vergonha é você falar que Dilma era a única com cara de pobre no estádio (coisa que ela não tem)…

Vergonha é você dizer que lá só estava a elite branca, mesmo com a presença de inúmeros de seus asseclas e a presença de duas torcidas organizadas do seu time…
Vergonha é você ter sido racista ao dizer que lá não tinha nenhum moreninho…

Vergonha é você dizer que essa é uma copa feita para o povo, sendo que sabia desde o início que só a elite teria dinheiro para pagar o ingresso…
Vergonha é você fomentar o ódio de classes dizendo que só existe uma classe de trabalhadores no Brasil…

Vergonha é você criticar a elite que acorda cedo e trabalha 12 horas por dia (coisa que você nunca fez)…
Vergonha é sua hipocrisia, pois critica a elite ao mesmo tempo em que anda de helicóptero, toma uísque 18 anos e vinhos que ultrapassam a cifra de R$ 1.000,00…

Vergonha é ter filhos já milionários, tão novos, sem justificarem tal patrimônio…
Vergonha é os amigos dos seus filhos viajarem de graça no avião presidencial…

Vergonha é o negócio escuso entre a Gamecorp e a Telemar…
Vergonha é você manter amizade com quem considera aloprado…

Vergonha é você dizer que Genoíno, Dirceu e Delúbio não são gente de sua confiança…
Vergonha é o Genoíno e Delúbio, auto proclamados sem posses, bancarem dois dos advogados mais caros do país…

Vergonha é você condenar a elite por xingar a presidente e se omitir quando um membro do conselho de “ética” do PT ameaça de morte o presidente do STF…
Vergonha é você ter chamado de hipocrisia a decisão do STF de condenar os réus do mensalão e dizer que foi uma condenação política…

Vergonha é um deputado estadual do PT fazer reuniões com membros do PCC…
Vergonha é ver você trocando agrados com Maluf, Sarney, Collor, Renan…

Vergonha é ouvir você dizer que em Cuba e Venezuela impera a plena democracia…
Vergonha é você ter extraditado os pugilistas cubanos…

Vergonha é você não ter extraditado o terrorista Cesare Battisti…
Vergonha é saber que os assassinatos do Celso Daniel e do Toninho do PT jamais serão esclarecidos…

Vergonha é você, Dilma e todos os políticos inaugurarem obras inacabadas ou inexistentes…
Vergonha é saber o que você e seu partido fizeram com a Petrobras…

Vergonha é você praticamente ter duplicado o número de ministérios para acomodar seus prosélitos…
Vergonha é você se orgulhar de não ler e de não ter estudado…

Vergonha é você enganar o povo com seus discursos dissimulados…
Vergonha é sermos taxados com impostos escorchantes e não termos nada em troca…

Vergonha é o sistema de saúde no Brasil… (você sabe bem disso, pois trata sua saúde no Sírio Libanês como todos da elite branca)…
Vergonha é o que a população brasileira enfrenta todos os dias com transporte público precário, saúde deplorável, educação e segurança inexistentes…

Vergonha é ter tido você como nosso presidente…
Sou cirurgião dentista formado pela UNESP, especialista pela USP, literalmente um membro da elite branca que acorda à 5:30 para ir trabalhar, paga impostos rigorosamente em dia e faz, dentro de suas possibilidades, o possível para aplacar o sofrimento dos menos favorecidos.

Fonte: Circulando por e-mail (internet).

sexta-feira, 18 de julho de 2014

A IGREJA SERVIDORA DE DOM HELDER


Por Pe. Geovane Saraiva (*)
Por onde passou, Dom Helder Câmara, deixou uma marca indelével, mesmo no ostracismo, no isolamento e excluído dos meios de comunicação social, durante o regime militar, que via nele um risco e um perigo à democracia, permaneceu forte e corajoso, sem nunca se abalar.

Sua força imaginadora, sua criatividade e, sobretudo, sua capacidade de produzir e realizar as coisas, foram extraordinárias, surgindo uma nova Igreja, uma Igreja marcada profundamente pela esperança, com ele afirmava: “Esperança é crer na aventura do amor, jogar nos homens, pular no escuro, confiando em Deus”. Ele se antecipou, em ideias e vestes, ao aggiornamento que o Papa João XXIII promoveu e com o qual iria revolucionar, não apenas a Igreja, mas o nosso mundo hodierno.
Dom Helder foi um articulador, na melhor expressão da palavra, um conspirador, pensando no bem, com suas iniciativas, compartilhadas por muita gente da Igreja, desejando fazer com que a Igreja-Instituição se comprometesse e se engajasse na causa dos empobrecidos, identificando-se com seu Fundador e Mestre, Nosso senhor Jesus Cristo. Pensava e deseja ele uma Igreja pobre e mais servidora.

Daí o “Pacto das Catacumbas”, de 16 de novembro de 1965, que foi uma excelente oportunidade para os bispos, pensarem e refletirem sobre eles mesmos, no sentido de fazer uma experiência devida na simplicidade e na pobreza, numa Igreja encarnada na realidade, comprometida com o povo, renunciando as aparências de riqueza, dizendo não as vaidades, consciente da justiça e da caridade, através desse documento desafiador.
Logo que chegou ao Rio de Janeiro, numa hora santa do clero, onde o Cardeal Sebastião Leme criara os turnos de Adoração ao Santíssimo Sacramento, o jovem Padre Helder subiu ao púlpito para o seu primeiro sermão junto aos colegas de sua nova Diocese. A figura magra, pálida, de olhos fechados, mãos trêmulas e exaltadas, pronunciou uma oração que até bem pouco era recordada pelos os padres daquela Arquidiocese do Rio. Foi quase um escândalo: Dom Helder cobrou dos sacerdotes aquele fervor e aquele entusiasmo que no dia-a-dia ia pouco a pouco se esfriando. Parecia em transe, alçada sobre a cabeça de todos os padres da cidade do Rio de Janeiro, enumerando as tibiezas de todos e de cada um, no desamor ao trabalho pastoral, bem como a falta de garra no apostolado...

Ao assumir a Arquidiocese de Olinda e Recife, na sua mensagem, na tomada de posse, disse com firmeza: “Quem estiver sofrendo, no corpo ou na alma; quem, pobre ou rico, estiver desesperado, terá lugar especial no coração do bispo”. A pregação do Evangelho foi para ele, ao mesmo tempo, candente e misericordiosa, apaixonada sensata.
O pastor dos empobrecidos, dos “sem voz e sem vez”, dizia bem alto: “Ninguém se escandalize quando me vir frequentado criaturas tidas como indignas e pecadoras. Ninguém se espante me vendo com criaturas tidas como envolventes e perigosas”.

Que o Peregrino da Paz e o Irmão dos Pobres, no seu centenário de nascimento, lá do céu, lembre-se de nós.
(*) Padre Geovane é pároco da Paróquia Santo Afonso, em Fortaleza.
Publicado In: O Povo, 8 de agosto de 2009.
 

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