segunda-feira, 30 de março de 2015

O PERÍODO DA QUARESMA



Por Pe. Brendan Coleman Mc Donald
O período da Quaresma é reservado para reflexão e conversão espiritual. Em termos práticos, a Quaresma é o tempo de perdão e de reconciliação fraterna.
A Igreja Católica iniciou na Quarta-feira de Cinzas, o Tempo da Quaresma que termina na Quinta-feira Santa na celebração da última ceia de Jesus Cristo com seus apóstolos. A palavra Quaresma vem do latim quadragésima, é o período de quarenta dias que antecede a maior festa do cristianismo: a Ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no Domingo da Páscoa.
Durante a Quaresma a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil promove a Campanha da Fraternidade desde 1964, como itinerário de libertação pessoal, comunitária e social. Este ano a CF tem como tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e como lema “Eu vim para servir”. A Campanha vai ajudar-nos “aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, como serviço ao povo brasileiro, para a edificação do reino de Deus”.
A Campanha da Fraternidade deste ano será uma oportunidade de retomarmos os ensinamentos do Concílio Vaticano II. Ensinamentos que nos levam a ser uma Igreja atuante, participativa, consoladora, misericordiosa e samaritana. Todas as pessoas que formam a sociedade são filhos e filhas de Deus. Por isso, os cristãos trabalham para que as estruturas, as normas, a organização da sociedade estejam a serviço de todos (cf. texto-base, p.7). Na sociedade, a Igreja e as comunidades desejam seguir a Jesus: “vim para servir e dar a vida em resgate por muitos” (Mc 10, 45).
O período da Quaresma é reservado para reflexão e conversão espiritual. Em termos práticos, a Quaresma é o tempo de perdão e de reconciliação fraterna. É tempo de retirar de nossos corações todo ódio, rancor, inveja e tudo o que se opõe ao nosso amor a Deus e aos irmãos. O período da Quaresma este ano, através da CF, é reservado para reflexão sobre nossos papeis como cristãos na sociedade brasileira atual e seus desafios.
A duração da Quaresma é baseada no símbolo do número quarenta na Bíblia. É um número de expectativa, de preparação e de prova. Na Bíblia caracteriza as intervenções sucessivas de Deus: Davi, como Saul, reinou 40 anos; o dilúvio durou 40 dias; Moisés serviu Deus no Monte Sinai durante 40 dias e durante 40 anos Moisés conduziu o povo de Israel na peregrinação pelo deserto até chegaram à Canaã; Jesus passou 40 dias no deserto e depois apareceu ressuscitado durante 40 dias etc.
Cerca de 200 anos depois da morte de Cristo, os cristãos começaram a preparar a Festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 D.C., a Igreja Católica aumentou o tempo de preparação para 40 dias. Assim surgiu a Quaresma. Embora seja um tempo penitencial, não é um tempo triste e depressivo. Trata-se de um tempo especial de purificação e de renovação da vida cristã para poder participar com maior plenitude do mistério pascal do Senhor.
A liturgia da Quaresma insiste: o pecado não é irreparável. Para os que creem, existe volta, conversão, perdão e salvação. Jesus não veio para condenar, mas para salvar. “Eu vim para que os homens tenham a vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). É importante lembrar que o jejum é obrigatório para os católicos entre 18 e 60 anos na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa. Ao longo do período da Quaresma há também o costume de dar esmolas aos pobres e mais necessitados.
Brendan Coleman Mc Donald é padre redentorista e assessor da CNBB Reg. NE.
Fonte: O Povo, de 22/2/2015. Espiritualidade. p.11.

domingo, 29 de março de 2015

VIDA A DOIS



Um homem e uma mulher estavam casados por mais de 40 anos. Eles tinham compartilhado tudo um com o outro.
Eles tinham conversado sobre tudo. Eles não tinham segredo entre eles, afora uma caixa de sapato que a mulher guardava em cima de um armário e tinha avisado ao marido que nunca abrisse aquela caixa e nem perguntasse o que havia nela.
Assim por todos aqueles anos ele nunca nem pensou sobre o que estaria naquela caixa de sapato.
Mas um dia a velhinha ficou muito doente e o médico falou que ela não sobreviveria. Visto isso o velhinho tirou a caixa de cima do armário e a levou pra perto da cama da mulher. Ela concordou que era a hora dele saber o que havia naquela caixa. Quando ele abriu a tal caixa, viu 2 bonecas de crochê e um pacote de dinheiro que totalizava 95 mil dólares.
Ele perguntou a ela o que aquilo significava, ela explicou:
- Quando nós nos casamos minha avó me disse que o segredo de um casamento feliz é nunca argumentar/brigar por nada. E se alguma vez eu ficasse com raiva de você que eu ficasse quieta e fizesse uma boneca de crochê.
O velhinho ficou tão emocionado que teve que conter as lágrimas enquanto pensava 'Somente 2 bonecas preciosas estavam na caixa. Ela ficou com raiva de mim somente 2 vezes por todos esses anos de vida e amor.'
-Querida!!! - ele falou - Você me explicou sobre as bonecas, mas e esse dinheiro todo de onde veio?
- Ah!!! - ela disse - Esse é o dinheiro que eu fiz com a venda das bonecas.
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

COVEIRO PRÁTICO



Millôr Fernandes lançou um desafio através de uma pergunta:
- Qual a diferença entre Político e Ladrão?
Chamou muita atenção a resposta enviada por um leitor:
- Caro Millôr, após longa pesquisa cheguei a esta conclusão: a diferença entre o político e o ladrão é que um eu escolho, o outro me escolhe. Estou certo?
Fábio Viltrakis, Santos-SP.
Eis a réplica do Millôr:
- Puxa, Viltrakis, você é um gênio... Foi o único que conseguiu achar uma diferença!
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

sábado, 28 de março de 2015

Máximas e Mínimas do Barão de Itararé V



29. Mulher moderna calça as botas e bota as calças.
30. A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana.
31. Este mundo é redondo, mas está ficando muito chato.
32. Pão, quanto mais quente, mais fresco.
33. A promissória é uma questão "de...vida". O pagamento é de morte.
34. A forca é o mais desagradável dos instrumentos de corda.
Fonte: Extraído do livro “Máximas e Mínimas do Barão de Itararé”. Rio de Janeiro: Record, 1985. (Coletânea organizada por Afonso Félix de Sousa).

CONVITE: Celebração Eucarística da SMSL - Março/2015



A DIRETORIA DA SOCIEDADE MÉDICA SÃO LUCAS (SMSL) CONVIDA todos para participarem da Celebração Eucarística do mês de MARÇO/2014, que será realizada HOJE (28/3/2015), às 18h30min, na Igreja de N. S. das GRAÇAS, do Hospital Geral do Exército, situado na Av. Des. Moreira, 1.500 – Aldeota, Fortaleza-CE.
CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!
MUITO OBRIGADO!

sexta-feira, 27 de março de 2015

O QUE VI NA AVENIDA PAULISTA



Por Affonso Taboza (*)
Uma faixa convocava as Forças Armadas à ação. Não vi protestos nem reações negativas a isso
Sorte minha estar em São Paulo no dia 15 de março, um domingo histórico. No meio da multidão, pude participar de um dos maiores acontecimentos cívicos já vistos neste País. Um milhão de pessoas – segundo cálculo da PM – lotava a Paulista e formigava nas ruas adjacentes. Da esquina da rua da Consolação, tentei sem êxito alcançar o Masp. Não consegui furar mais que noventa ou cem metros. Gente demais. Três helicópteros parados sobre a avenida fazendo a cobertura. Dois drones sobrevoando a baixa altitude, filmando. Faixas e cartazes em profusão: “Fora Dilma!” e “Fora PT!”, incontáveis; “Quem mente não pode ser Presidente!”; “World press, we need you now” (“Imprensa estrangeira, precisamos de você agora!”); “Nossa bandeira jamais será vermelha!”; “Eu vim de graça”, ironia ao divulgado pagamento de R$ 35,00 aos manifestantes vermelhos da sexta-feira anterior; “Sim à PF e ao MP!”; “Abaixo a corrupção!”; “Impeachment já!”.
Uma faixa convocava as Forças Armadas à ação. Não vi protestos nem reações negativas a isso. Mas lembrei que as FAs estão escoladas. Salvaram a Nação do comunismo em 64, foram aplaudidas com entusiasmo no início mas logo passaram a ser objeto de incompreensões e críticas de certos setores, e reação armada dos derrotados. E mais à frente, até de perseguição pelos comunas encarapitados no poder. Melhor sair de perto.
Para o caso Dilma, há solução constitucional: renúncia, se a presidente se sentir acossada pelas ruas e seu governo se tornar inviável; impeachment, a mais provável; ou exercitar paciência de Jó por quatro anos e dar o troco nas urnas, se o Brasil ainda estiver respirando. Lembrete: sugerir impeachment não é golpismo. Ives Gandra Martins, jurista de renome, respeitadíssimo, vê neste caso razões sobejas para tal. Redigiu um alentado parecer a respeito. Lembre-se que, por muito menos, Collor foi “impichado”. O dano causado ao País por esta senhora e por seu antecessor é incomensurável.
Idosos, crianças nos ombros dos pais, um cadeirante, gente que se podia sentir de todas as classes sociais, cores e raças povoavam a avenida na maior harmonia e entusiasmo. Não eram só brancos e ricos, nem a “zelite”; como brada o chavão petista. Ali, na Avenida Paulista, estava uma amostra gigantesca e bem representativa do povo brasileiro, renegando a corrupção, o desmando, e repudiando o petismo e seu modo infame de governar. Pedindo, em última análise, o fim urgente deste pesadelo.
(*) Coronel reformado do Exército e engenheiro civil
Publicado In: O Povo. Fortaleza, 26 de março de 2015. Caderno A (Opinião). p.9.

quinta-feira, 26 de março de 2015

A MORALIZAÇÃO DA MEDALHA DO BOTICÁRIO



Há tempos que jornalistas e outros formadores de opinião protestam contra a torrente esbanjadora
A coluna semanal do jornalista Alan Neto, publicada em O POVO, de 22/3/2015, estampou sob o título “Fim da orgia” a nota seguinte: “Medalha Boticário Ferreira, que na gestão anterior virou farra, todo bicho de orelha ganhou, na gestão Salmito Filho passará por rigoroso critério. Acabou a orgia.” Há tempos que jornalistas e outros formadores de opinião protestam contra a torrente esbanjadora com que a Câmara Municipal de Fortaleza (CMF) confere suas distinções honoríficas, em colisão ao disposto na Lei Orgânica do Município (LOM), que prega o comedimento nessas concessões.
Apesar da CMF contar com um extenso leque de, aproximadamente, meia centena de honrarias criadas por lei, com os mais diversos fitos, para galardoar os cidadãos, fortalezenses ou nascidos em outras plagas, independente da folha de serviços prestados à capital cearense, os edis locais teimam em ofertar, repetitivamente, a Medalha Boticário Ferreira.
Ressalte-se que a prodigalidade da CMF não se restringe à Medalha do Boticário, pois, quando se trata de um adventício, nascido fora de Fortaleza e mesmo que não seja residente nesta urbe, concede-se, com generosidade, o título de Cidadão Honorário de Fortaleza, tão amiúde que extrapola o limite máximo das dez sessões legislativas anuais estipulado pela LOM.
A notícia de que o novo presidente da CMF, o vereador Salmito Filho, passará a aplicar rigoroso critério na distribuição da Medalha Boticário Ferreira é auspiciosa, porém deve ser acompanhada com cautela, porquanto há um antecedente desfavorável ocorrido há dez anos. Em 2005, sob pressão da mídia cearense, que denunciava a farra medalhista que aqui medrava, o vereador Tin Gomes, então presidente da CMF, prometeu regulamentar as concessões, moralizando o seu uso. Como resultado do seu dito empenho, em 2006, ficou assegurado que cada vereador teria direito a propor uma Medalha do Boticário por ano.
Em uma rápida conta, isso daria, anualmente, 41 medalhas, sem contar as dos eventuais suplentes em atividade, ensejando, praticamente, uma sessão semanal do efetivo exercício legislativo destinada à proposição e aprovação da medalha em apreço, além da solenidade especial de outorga, usualmente fora do expediente regular da CMF, mas conduzida pelo cerimonial da Casa, com Pompes and Circumstances, tendo parte dos seus custos assumidos pelo contribuinte municipal.
Ao término, roga-se que a moralização de tais outorgas não se atenha apenas a aspectos quantitativos, comportando a sugestão à CMF que recorra ao concurso de entidades representativas da sociedade para formatar um projeto disciplinador das concessões e assim resgatar o real valor das honrarias.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Médico e economista em Fortaleza
Publicado In: O Povo. Fortaleza, 26 de março de 2015. Caderno A (Opinião). p.9.
 

Free Blog Counter
Poker Blog