quarta-feira, 27 de maio de 2015

CHUVA & SANGUE


Pedro Henrique Saraiva Leão (*)
Aconteceu há uns 36 anos na Assistência Municipal, ou Instituto José Frota, hoje, Frotão. Àquela época, quaisquer doenças ou desconfortos, simples ou graves, agudos ou crônicos exacerbados levavam para aquele pronto–socorro doentes de Fortaleza, e até de estados vizinhos. Os plantões tornavam-se assim verdadeiros cursos de medicina de urgência, ou, quando menos prementes, de cuidados emergenciais. Sobressaiam os traumatismos em geral, as facadas, as lesões por armas de fogo, os vômitos c/s dores abdominais por colecistite (inflamação de vesícula biliar), pancreatite, e apendicite, esta ilustrando 50% dos casos do chamado abdome agudo. As obstruções intestinais de natureza variada. O edema súbito dos pulmões, a insuficiência coronariana abrupta (infarto ou enfarte do miocárdio), os acidentes encefálicos, como o vascular cerebral, as crises instantes (subitâneas) de asma, anginas do peito (dor torácica precordial e do ombro esquerdo) ou orofaringeanas.
Lá também registravam-se os abscessos, as histerias, estas neuroses com manifestações corporais sem causas aparentes, equivalentes ao chamado pitiatismo, ou pit. São de pronta resolução com aspiração de amoníaco, ou “flor de maçã” como se diz no jargão dos médicos socorristas. Eventualmente lá compareciam casos de tétano, “dordolho”, e até “Tunga penetrans”, ou “bicho – de – pé” (na minha experiência nesses anos lembro-me bem destes exemplos).
Transcorria tranquilo aquele expediente noturno. Chovia. Pelas 3h30 da madrugada o cirurgião foi acordado do seu leve cochilo para atender a uma moreninha trazida pela ambulância. Desfalecida, suando em profusão, extremamente pálida, apresentava pressão arterial diastólica (a mínima) de 4mmHg. A anamnese (história clínica) recente sugeria prenhez ectópica rota, i.e., gravidez desenvolvendo-se fora do útero (numa trompa), portanto rompida, sangrando profusamente.
A punção do fundo de saco reto – vaginal corroborou o diagnóstico. Impunha-se a laparotomia (abertura cirúrgica da cavidade abdominal) imediata. Acordando, o anestesista contraindicou a operação alegando a baixa pressão arterial. Enquanto o sangue jorrava no abdome da moribunda, ao telefone instamos com os dois chefes do bocejante anestesista, os quais contudo não conseguiram demove-lo de tão temerária hesitação. Resolvi então operar com anestesia local (sinalgan). Durante a aspiração do copioso sangramento abdominal, subitamente faltou energia elétrica. Contudo, sob a luz de duas lanternas, conseguimos descobrir a artéria culpada. Deus ainda não queria aquela paciente de volta. Pinçado e ligado aquele vaso, fechamos a doente, concluindo a operação.
Anos depois, umas das copeiras da Santa Casa da Misericórdia me indagou o nome e recordamos aquele incidente. Era a mesma moreninha daquela noite de chuva e sangue. Quanto ao anestesista, há muito tornara-se-me ultra disponível, solícito, após termos lhe operado da fimose (postectomia, ou circuncisão), assim preparando seu enxoval de noivo. Ao que parece, curei-o também da “paresse”, como dizem os franceses!
(*) Médico, ex-presidente e atual secretário geral da Academia Cearense de Letras.
Fonte: O Povo, Opinião, de 29/4/2015. p.8.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Antissemita descobre que é judeu e abandona direita na Hungria


Szegedi teve uma avó que sobreviveu aos horrores do campo de concentração de Auschwitz
Por Fernando Duarte, Da BBC Brasil/AFP
Enquanto espera para subir ao palco do auditório de uma escola em Budapeste, Csanad Szegedi, anda pelo corredor como um urso que chega a uma parte desconhecida da floresta. Quando sobe ao palco, em meio aos aplausos dos estudantes, o fluxo de sangue colore suas orelhas de vermelho.
Szegedi usa a mesma energia antes vista em comícios e discursos no Parlamento Europeu. Mas o húngaro não poderia ser uma pessoa mais diferente nos dias de hoje: há três anos, ele era um dos membros mais ativos do Jobbik, partido nacionalista húngaro de tendência extremista e posicionamento marcado pelo antissemitismo.
Foi em 2012 que Szegedi descobriu ser judeu. E não apenas isso: sua avó sobreviveu aos horrores do campo de concentração de Auschwitz. Ele foi criado como protestante pelos pais, apesar de sua mãe ter origem judaica.

Auschwitz

A revelação o fez dar as costas para um passado de intimidações e intolerância. Vice-líder do Jobbik, Szegedi foi tambem fundador da "Guarda Húngara" uma milícia que tinha como hábito marchar uniformizada por bairros de Budapeste com presença de comunidades ciganas. Ao lado dos judeus, os povos nômades eram "acusados" pelo Jobbik por todos os problemas da sociedade húngara. Uma plataforma que encontrou ressonância suficiente para eleger Szegedi membro do Parlamento Europeu, em 2009.
Na Hungria, estima-se que apenas entre 50 mil a 120 mil dos 10 milhões de habitantes são judeus. Mas calcula-se que, antes da Segunda Guerra Mundial, a população chegava a 800 mil - centenas de milhares foram deportados para campos de concentração.
Ao contrário do que se pode imaginar, o partido não expulsou Szegedi quando ele revelou seu passado. O líder do Jobbik pensou em usar Szegedi como prova de que a legenda não era puramente antissemita. Szegedi se converteu ao judaísmo ortodoxo. Viajou para Israel e fez uma visita a Auschwitz.
Ela também pôs fogo em cópias de sua autobiografia, Eu Acredito na Ressurreição do Povo Húngaro.
Hoje, Szegedi se dedica a dar palestras em escolas contra os perigos da intolerância. E para tentar explicar a cultura judaica de forma a enfrentar estereótipos. Isso inclui descrições bem-humoradas do ritual da circuncisão. Ou o fato de que sua avó nos meses de verão usava um curativo no braço para esconder a tatuagem com um número de identificação, feita em prisioneiros de campos de concentração nazistas.
Seu antigo partido hoje tem uma linha mais moderada, mas Szegedi não cogita um retorno.
"O partido pode ter adotado uma postura mais para o centro, mas ainda está cheio de pessoas que se filiaram por causa de suas posições radicais, pelo nacionalismo e extremismo. Há um limite para o quão moderado o partido pode ser. Não penso mais numa vida política", conta ele, em entrevista à BBC.
Szegedi critica o discurso antissemita na Hungria, mas ao mesmo tempo defende seus compatriotas. Para ele, é uma consequência do que chama de paradoxo do nacionalismo húngaro.
"Temos orgulho de nossas conquistas, mas não examinamos as conquistas de outros povos (que fazem parte da sociedade húngara). Temos medo de que sua cultura possa ser tão rica como a nossa", afirma.
Fonte: BBC Brasil/AFP/UOL Notícias, de 9/05/2015.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

PESAR POR Dra. LOUIZIANE GURGEL CUNHA



É com grande pesar que aqui notifico o falecimento na madrugada de hoje, 25 de maio de 2015, da Dra. LOUIZIANE MARIA GURGEL CUNHA, filha de meus tios Espedito Gurgel Coelho e Maria Lúcia de Almeida., nascida em Fortaleza em 8/04/1965, com 50 anos de idade recém-completados e casada com o empresário José Francisco M. da Cunha.
Formada em Medicina Veterinária pela UECE, exerceu sua profissão em clínica particular.
Nossos sinceros pêsames aos seus filhos Camila, Bernardo e Amanda e ao seu esposo Chico Cunha.
O seu corpo está sendo velado no Ternura, com missa programada a ser celebrada às 15h30min, seguida do sepultamento no Parque da Paz, às 17 horas.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Mulher é processada em NY por chegar a ter oito maridos ao mesmo tempo


Um tribunal de Nova York apresentou nesta sexta-feira (10) acusações de delito grave contra uma mulher que se casou oito vezes com diferentes homens, seis delas em 2002, todos eles estrangeiros.
Na audiência na Suprema Corte do condado do Bronx, onde mora, Liana, 39, foi acusada de mentir nas solicitações de casamento. Ela se declarou inocente.
De acordo com a promotoria do Bronx, Liana atualmente está casada com quatro homens, mas já chegou a ter oito maridos ao mesmo tempo, aparentemente por motivos migratórios.
Liana se casou com emigrantes de Egito, Bangladesh, Geórgia, Turquia, Tchecoslováquia, Paquistão e Mali. O caso foi levado à promotoria pelo Escritório de Imigração e Alfândegas e pela divisão de investigação do Departamento de Segurança Nacional dos EUA.
Sete dos maridos são de países que estão sob vigilância das autoridades: Egito, Turquia, Geórgia, Paquistão e Mali, segundo o Departamento de Segurança Nacional.
O oitavo marido, Rashid Raiput, com quem se casou em 2002, foi deportado em 2006 após uma investigação de terrorismo das autoridades que comprovou que fez ameaças contra os Estados Unidos, indicou o comunicado da promotoria.
Raiput, com quem Liana ainda está casada, também tinha solicitado residência permanente no país.
Se for considerada culpada, Liana pode pegar quatro anos de prisão.
Fonte: EFE/UOL Notícias, de 10/04/2015.

domingo, 24 de maio de 2015

A MORTE DA CONVERSA... IV

Só eu que acho que a maioria das pessoas deixou de ter duas mãos para ter só uma? A outra normalmente está segurando um smartphone...
Bem, você não pode impedir que todo mundo use os seus telefones o tempo todo, mas pelo menos nós podemos tirar sarro!

 


 
 
 
Fonte: Antonio Pastori, guardião da Domingueira Poética.

A MORTE DA CONVERSA... III

Só eu que acho que a maioria das pessoas deixou de ter duas mãos para ter só uma? A outra normalmente está segurando um smartphone...
Bem, você não pode impedir que todo mundo use os seus telefones o tempo todo, mas pelo menos nós podemos tirar sarro!

 


 
 
 
 
Fonte: Antonio Pastori, guardião da Domingueira Poética.

sábado, 23 de maio de 2015

A MORTE DA CONVERSA... II

Só eu que acho que a maioria das pessoas deixou de ter duas mãos para ter só uma? A outra normalmente está segurando um smartphone...
Bem, você não pode impedir que todo mundo use os seus telefones o tempo todo, mas pelo menos nós podemos tirar sarro!


 
 
 
 
Fonte: Antonio Pastori, guardião da Domingueira Poética.
 

Free Blog Counter
Poker Blog