quinta-feira, 27 de julho de 2017

ESTADO DEMOCRÁTICO

Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Podemos dizer que democracia é um governo onde o povo exerce a soberania, estando comprometido com a liberdade e a justiça social. As manifestações democráticas não devem ser eventuais, mas permanentes. Assim, democracia não significa apenas votar no dia das eleições. Trata-se, na verdade, de um sistema bem mais amplo, em que a participação popular, a recusa ao fanatismo, a defesa das minorias e da pluralidade, a não concordância com a busca do poder pelo poder, a não utilização de práticas fisiológicas, bem como o respeito aos dispositivos constitucionais são atitudes básicas para o sucesso do processo democrático. As condutas mencionadas permitirão que alcancemos uma verdadeira democracia representativa, consolidada e permanente, e não uma democracia de resultados, fraca e efêmera, longe de princípios morais e próxima da corrupção e do falso pragmatismo. O Estado Democrático de Direito será perfeito, caso os governantes e governados assumam comportamentos compatíveis com a solidariedade e o interesse público. “É necessário demonstrar ao povo que através do regime democrático se pode governar com visão”, segundo disse Oswaldo Aranha. Por sua vez, as democracias de resultados, expressão que imaginamos para denunciar as atitudes dos pseudo-democratas, não comprometidos com a melhoria da qualidade de vida das populações, representam a marca dos Estados totalitários. Por fim, vale lembrar pensamento do ex-presidente Juscelino Kubitschek: “Somos um povo, isto é, um conjunto de cidadãos ligado não apenas por interesses materiais, mas por valores éticos e espirituais”.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 17/3/2017.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

DIA DOS AVÓS


Chargista: Ilegível.
Fonte: Circulando por e-mail (internet) e i-phones. Autoria desconhecida.

GUARAFOG

Pedro Henrique Saraiva Leão (*)

Há mais de uma vintena de anos, há um lugar, pras bandas da serra, em Guaramiranga onde amiúde recarrego minhas baterias intelectuais e mesmo espirituais: o sítio “Manamô”. Ali, em sossego leio/releio algumas páginas, com as lentes do presente, e ouço de novo aquelas músicas, com os ouvidos de hoje. Lá estivemos, proximamente por quatro dias, e revimos vários amigos, em meio a obras de arte, alguns a nos sorrir. Sozinho, pude dedicar-me a mim.
Vencendo algum cheiro a mofo em livros idosos, reli alguns excertos (trechos) do poeta romano (Publius) Ovidius (Naso) – 43 a.C. / 17 a.D. – na sua “Ars amatoria” / “Liebeskunst”, pois em edição bilíngue alemã (Reclam, Stuttgart, 1992). Recordamos passagens imorredouras da “Crestomatia”, (= estudo das coisas úteis), de Radagásio Taborda, e da “Antologia Nacional”, de Fausto Barreto e Carlos Laet. Vagamos por alguns sonetos de Shakespeare, Camões e Manuel Bandeira; revisitamos um conto de Moreira Campos, e conhecemos alguns do norte-americano Ray Bradbury, autor de “Fahrenheit 451”. Chovia, de mansinho, regando-me os pensamentos.
Como contraponto ao gorjeio dos pássaros, reproduzi o concerto para violino em ré maior (Op.35) de Tchaikovsky, consoante alguns devotos, um dos melhores do século XIX, cotado entre os mais respeitados da literatura musical russa. Conclamei outros em ré para violino (Op.77) de Brahms, e de Stravinsky (+1971), este executado por Isaac Stern (nosso conhecido do Theatro José de Alencar) cujo autógrafo guardamos, desde 1958, como de outros artistas primaciais (eminentes) que por aqui aportavam. Soaram a Suíte no 2 de Bach, o Adágio do Quarteto (Op.111) de Beethoven, Mozart, o (Op.16), de Grieg, a serenata para cordas (Op.22) de Dvorák, escolhidos Vivaldis, as sinfonias II e IV de Mahler, e “A igreja majestosa”, do nosso maestro Wagner Tiso.
Compositores menos evidentes fizeram-se ouvir: os tchecos Bohuslov Martinu (+1959) e Alois Hába (+1973); Paul Hindemith, Arvo Part (+1935), Johan (Jean) Sibelius (+1957), Benjamin Britten, inglês (+1976), os ianques Charles Ives (+1954), e Philip Glass (+1937), e dois portugueses desconhecidos no Brasil: Freitas Branco (+1955), e Joly Braga Santos (+1988). Do século XVII deleitei-me com John Dowland, William Boyd, Orlando Gibbons, e das duas centúrias seguintes com Froberger, George Muffat (+1704) e Haydn, na sua comovente “Die Seiben Letzen Worte unseres Erlösers Am Kreuze”.
A memória pode estar me traindo agora. Contudo, lembro-me de George Gerschwin, na arrebatedora “Rapsódia Azul”, regida por André Previn. A noite caíra, e ao longo de gotas homeopáticas do velho Parr, outras estrelas brilharam, ruminando recordações: Marian Anderson (negro spiritual), Sammy Davis Jr, Keith Jarret (“The Köln Concert”), Frank Sinatra, Chico Buarque (ou quem compôs pra ele!), Dave Brubeck com Paul Desmond, Star Getz (tocando “Misty”, de Errol Garner, e “Ligia”, de Tom Jobim) Maria Bethânia, o conjunto “Ink Spots”, “plus” Gonzaguinha. Ao dia seguinte, fazia 19°C em Guaramiranga, sob aquele nevoeiro (“fog”, em inglês) a cavalgar os morros, aquele guarafog. Voltamos.
(*) Professor Emérito da UFC. Titular das Academias Cearense de Letras, de Medicina e de Médicos Escritores.
Fonte: O Povo, 14/06/2017. Opinião, p.14.

terça-feira, 25 de julho de 2017

QUE LIVRO EU ESQUECERIA EM UM BANCO NA PRAÇA?

Por Vasco Arruda (*)
Encontrava-me absorto em minhas leituras quando Naza assomou à porta interpelando-me com um comentário expresso em tom de gracejo: “Este desprendimento eu quero ver você ter, o desapego literário”. Surpreso, indaguei do que se tratava. Tendo em mãos o celular, leu a mensagem que nossa amiga Nágila Angelim acabara de me enviar pelo WhatsApp:
Esqueça um livro. 25 de julho: Dia do esqueça um livro e espalhe conhecimento. Pratique o desapego literário.
Vamos esquecer livros em diversos locais. Deixe no restaurante, no ponto de ônibus, em um banco na praça. A iniciativa faz parte de um projeto de incentivo à leitura e compartilhamento de conhecimento.
Participe dessa campanha e compartilhe essa ideia com outras pessoas”.
Achei a ideia genial. Já pensaram se, de repente, cada leitor que tem em casa alguns livros se dispusesse a esquecer pelo menos um num dos lugares sugeridos, quantos novos leitores poderiam advir deste simples e desprendido gesto? Vejo na proposta duas possibilidades de prazer igualmente atraentes: o de quem esquece o livro, por proporcionar a alguém a possibilidade de acesso a um livro que, de outra forma, talvez nunca lhe chegasse às mãos; e o daquele que, de posse do livro, se sentirá presenteado por um anônimo que não tem a mínima ideia de quem se trata. Algo assim como uma espécie de intercâmbio amoroso entre dois anônimos que interagem por meio deste objeto maravilhoso e encantador.
Disposto a aceitar o desafio que me fora proposto, num estado de muita excitação, comecei a matutar sobre que livro eu escolheria para o ato. Lombadas e capas começaram a desfilar pela minha mente, numa barafunda de obras e autores. De repente, me lembrei de um que, pelo título e pelo conteúdo, provavelmente seja o mais indicado.
Nele está escrito, logo no início: “A virtude paradoxal da leitura é de nos abstrair do mundo para nele encontrar algum sentido, diz Pennac. (...): “Se hoje o mundo nos mostra mais incertezas que esperanças, não será a paixão pelos livros uma forma de reafirmar os valores do homem que jamais serão abalados pela política e pela guerra? (...) Por meio dos textos reunidos neste livro os editores desejam contribuir para que o amor pelos livros seja disseminado em nosso país que ainda precisa conquistar para seu povo o acesso ao livro. Queremos contagiar o maior número possível de pessoas, ou, no dizer de José Mindlin, inoculá-las com essa loucura mansa.
Eia, pois, para o meu gesto de desapego literário já tenho o livro perfeito, que tem como sugestivo título “A paixão pelos livros” (organização Júlio Silveira e Martha Ribas. – Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2004). Dia 25 irei deixá-lo em um banco da praça, certo de que estarei contribuindo para que, ao folhear suas páginas, um anônimo transeunte seja contaminado pelo vírus da paixão pela leitura.  
(*) Psicólogo.
Fonte: O Povo, de 8/7/2017. Opinião. p.11.

ELSIE STUDART: quatro anos de sua partida


A data de hoje, o Dia do Escritor, marca os quatro anos da partida deste mundo terreno da Profa. ELSIE STUDART GURGEL DE OLIVEIRA, acontecida em Fortaleza, em 25/07/2013.
No transcurso desses quatro anos, como demonstração de amizade e de apreço, temos buscado manter viva a sua memória, por intermédio de: homenagens especiais, publicação de artigos sobre ela e lançamentos de suas obras literárias póstumas.
Em 18 de abril de 2017, na Academia Cearense de Letras, a Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil, Coordenadoria do Ceará (AJEB-CE), lançou o Volume 9 de Policromias, livro que traz a participação de dezenas de autores, tendo por temática o perfil literário das grandes escritoras do Ceará. Participei dessa coletânea com a extensa biografia da Profa. Elsie Studart.
Isso tem concorrido, também, para diminuir a saudade que nos acompanha desde então.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Amigo da família Studart Gurgel

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Palestra da ACEMES: “Mitologia Grega”


O Presidente da Academia Cearense de Médicos Escritores (ACEMES), o médico e professor José Maria Chaves, convida para a Palestra “Mitologia Grega”, a ser proferida pelo professor e escritor José Alves, ilustre acadêmico da ACEMES e sócio da Sobrames/CE.
Data: 24 de julho de 2017 (segunda-feira).
Horário: 19h30min.
Local: Auditório da Clínica do Obeso – Avenida Antônio Sales, 1.540, em frente ao Carrefour, em Fortaleza-CE.
Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Membro da Sobrames-CE e da ACEMES

domingo, 23 de julho de 2017

FAZENDO A ESPOSA COMPRAR CERVEJA


Esposa: - Vou ao supermercado. Precisa de alguma coisa?
Esposo: - Preciso. Preciso dar sentido à minha vida, definir um propósito pra minha existência. Busco a certeza de uma conquista que dê à minha alma a plenitude que ela necessita. Quero estar em unidade com o Todo, descobrir a espiritualidade inerente à minha condição humana, devo alcançar a transcendência....
Esposa: - Tá, tá... Brahma ou Skol?
Esposo: - Brahma.
Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones sem autoria definida).
 

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