terça-feira, 27 de setembro de 2016

Nunca antes visto: sucuri engole onça parda e é encontrada quase morta


Um grupo de brasileiros conseguiu registrar, pela primeira vez, uma sucuri que devorou uma onça parda. O caso ocorreu em outubro de 2015 em Promissão, a 451 km de São Paulo, mas o artigo que relatou o caso foi publicado nesta semana. A onça foi encontrada no estômago da sucuri, que também morreu em decorrência dos ferimentos na luta entre os dois animais. Esta foi a primeira documentação de que sucuris comem onças.
Segundo o Zoológico Municipal de Bauru, responsável pela necropsia do réptil, a sucuri, que tinha 4,2 metros, atacou e engoliu uma onça parda de pouco mais de um metro de comprimento e 42 quilos.
Ambos os animais são considerados carnívoros que estão no topo da cadeia alimentar. Para um dos pesquisadores que realizou o trabalho, o fato trará "mudanças significativas" na forma como se analisa a predação entre as duas espécies carnívoras.
A sucuri foi encontrada acidentalmente, já que a onça era monitorada por um radar, colocado pela ONG (Organização Não Governamental) Pró-Carnívoros. Ao perceberem que o sinal estava imóvel, funcionários da AES Tietê, empresa parceira da ONG no projeto, foram até o local imaginando que o animal tinha morrido.
Ao chegarem lá, visualizaram que o sinal vinha de uma área de brejo. Identificaram, então, a cobra agonizando. O animal foi levado ao Zoológico de Bauru. "Houve tentativa de salvar o animal, mas, quando ele chegou, já tinha morrido", conta Luiz Pires, responsável pelo zoológico de Bauru e um dos autores do artigo.
"Quando fizemos a necropsia, identificamos os restos da onça, já parcialmente digerida, no estômago da sucuri", conta ele, ressaltando ainda que também foram localizados o colar e o brinco de identificação do animal.
O caso foi publicado nesta semana pela Cat News, publicação do Grupo de Especialistas em Felinos do Comitê de Sobrevivência das Espécies da União Internacional para a Conservação da Natureza.
"Há relatos de sucuris que já se alimentaram de jacarés, capivaras e até pequenas jaguatiricas. Mas nunca uma onça parda. Embora o contato entre esses dois predadores seja muito raro, a pouca documentação existente mostra que a sucuri já tinha sido a presa, mas nunca a predadora"
Pires acredita agora que, com esse fato inédito registrado, surgirão novas pesquisas para demonstrar se o comportamento da sucuri pode ter sido motivado por mudanças no ecossistema ou se se trata de uma situação excepcional. "Não é possível responder a essas perguntas, mas novas pesquisas certamente irão se debruçar sobre esse tema", conta.
De acordo com Sandra Cavalcanti, pesquisadora e presidente da Pró-Carnívoros, a publicação do artigo demonstra a importância do trabalho de monitoramento. Ela conta ainda que hoje quatro onças são monitoradas com colares. Assim é possível monitorar também a qualidade do meio ambiente no local onde a onça vive. "Temos dados sobre a movimentação das onças e também das presas que ela come. Assim, podemos analisar se o ecossistema no qual ela vive está preservado", explica.
Fonte: UOL Notícias, de 14/8/2016. Imagens Pin it.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

FRASES DE DIDEROT

 

Fonte: Blog do Eliomar de Lima

domingo, 25 de setembro de 2016

MARAFONA (II) - Político x Estadista


Meraldo Zisman (*)

Médico-Psicoterapeuta

Política é a arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou estados; a aplicação dessa arte aos negócios internos da nação (política interna) ou aos negócios externos (política externa).

Estadista pessoa versada nos princípios ou na arte de governar; pessoa ativamente envolvida em conduzir os negócios de um governo ou moldar a sua política; homem de Estado; pessoa que exerce liderança política com sabedoria e sem limitações partidárias.

Não deve-se comparar um político com um estadista. A diferença entre ambos é gigantesca.

Aristóteles ensinava que o estadista anseia oferecer certo caráter moral nos seus concidadãos, particularmente uma disposição para a prática de ações honradas, honestas, analisadas, e visando o futuro da Nação. O estadista pensa nas próximas gerações, exorta o esforço pessoal de cada um dos cidadãos para construção de um grande país. Possui a capacidade de ter razão antes de tempo.

Faz aquilo que pensa ser melhor para o seu país. Concisos no falar, tolerantes, sem paixão ideológica. Emprega linguagem verdadeira, mesmo que dolorosa. Raramente são compreendidos, pois se preocupa com o longo prazo e toma decisões impopulares. É audaz e não receia se tornar desconhecido quando necessário pelo bem comum. Combina a ética com a eficácia das iniciativas. Esquadrinha aperfeiçoar e fortalecer as instituições.

Coloca os interesses da nação acima de qualquer interesse pessoal. O político é astuto, esperto, hábil pode ser até delicado, cortês, educado polido nunca simplório, salvo as exceções da regra. Infelizmente ninguém vive de exceção.

Não se deveria compará-los, pois, são personalidades diferentes e antagônicas. Dificilmente se encontram na vida. Quanto mais na mesma pessoa. Será que esta frase do Albert Camus (1913-1990), prêmio Nobel de Literatura estará correta:

A política e os destinos da humanidade são forjados por homens sem ideais nem grandeza. Aqueles que têm grandeza interior não se encaminham para a política.

(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES).

MARAFONA (I) - Pública


Meraldo Zisman (*)

Médico-Psicoterapeuta

Neste momento de crises política e econômica a Mídia profissional deveria ser mais cautelosa ao noticiar denúncias surgidas de todas as partes. Sabe-se que mais de 80% das notícias que virilizam nas mídias sociais têm origem nos próprios profissionais da imprensa. A influência delas é cada vez mais poderosa e vai muito da tríade: jornal, rádio, televisão.

Entendo como opinião pública o conjunto das ideias e dos juízos partilhados pelas pessoas em geral sobre as mais variadas questões, sejam elas de âmbito político, social, moral, cultural, econômico, esportivo. Já a pesquisa da opinião pública é um manipulador perigoso e, pior que tudo, atrevido.

Desde que esses tipos de pesquisas (?) se tornaram cada vez mais fáceis de serem realizadas, elas intoxicam as mentes, parecem mais esgotos a céu aberto. Assim, supostas conclusões colhidas por uma pergunta complexa como: “você é a favor da liberação das drogas?” são obtidas em menos de vinte e quatro horas, bastando oferecer ao entrevistado as opções sim, não, ou não sei.

A maioria das respostas é contabilizada e publicada como a opinião de um grupo ou até de um país, não importando quem a forneceu, como, e, muito menos, por quê. Outro exemplo: perguntam se “você é a favor do aborto?”, com respostas sim ou não, e afirmam que o resultado final é científico. Se o aborto ganhar, o povo é a favor do abortamento. Muitos dos contrários ao abortamento são a favor da pena de morte e por aí vai a superficialidade das conclusões alardeadas. Parece até que algumas verdades tidas pelos marqueteiros como “científicas” valem mais do que anos e anos de estudo.

Em termos de módulos ditos científicos (como a física, a química, a matemática) ou ainda para sermos “científicos” no contemporâneo temos de empregar uma linguagem estatística. Porém nem sempre isto é factível. Existe muita gente por aí que procura apadrinhar, com a “opinião pública”, as suas opiniões ou equívocos pessoais. Vincent de Moro-Giafferi (1878- 1956) advogado criminalista francês dizia: "Opinião pública, essa prostituta que puxa o juiz pela manga". Nenhum governo poderá administrar um país orientando-se apenas pela prostituível opinião pública. Nada contra as prostitutas.

(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES).

sábado, 24 de setembro de 2016

Em Prol da Canonização do Lula...


 


Fonte: Montagem circulando por e-mail (internet). Sem autoria explícita.

CONVITE: Celebração Eucarística da SMSL - Setembro/2016


A Diretoria da SOCIEDADE MÉDICA SÃO LUCAS (SMSL) convida a todos para participarem da Celebração Eucarística do mês de SETEMBRO/2016, que será realizada HOJE (24/09/2016), às 18h30min, na Igreja de N. Sra. das Graças, do Hospital Geral do Exército, situado na Av. Des. Moreira, 1.500 – Aldeota, Fortaleza-CE.

A oportunidade servirá também como o pré-retiro preparatório ao retiro espiritual da SMSL que ocorre, anualmente, desde 1937.

CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!

MUITO OBRIGADO!

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Sociedade Médica São Lucas

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

NEM TUDO O QUE RELUZ É OURO


Pedro Henrique Saraiva Leão (*)

As populares hemorroidas afligem mais de 50% dos cinquentões. Não cabe maçar o leitor de jornal com sisudos e elaborados raciocínios científicos. No desenvolvimento dessas varizes, muito conta a constipação intestinal (prisão de ventre), e na gênese dos seus sinais sobressai a dieta como fator primordial. O retardo no trânsito intestinal determina constipação, com maior esforço às dejeções, e seu consequente crescimento, mais sintomas (sangramento e prolapso) de varizes retais antes silenciosas.

Tem-se hoje cientificamente comprovada a eficácia das fibras na prevenção não somente das varizes hemorroidárias, mas também da apendicite aguda, dos divertículos do grosso intestino, e das doenças coronarianas! As hemorroidas costumam acometer mais as mulheres (52%) do que os homens, como também ratificamos em 327 pacientes por nós operados na Faculdade de Medicina da UFC entre 1969 e 1971.

A rigor, as mulheres são mais constipadas, talvez até por fatores glandulares, e os homens não engravidam (até hoje, pelo menos!). Embora assaz comuns, as hemorroidas – como doença –poucas vezes estiveram “na moda”; raramente dão ibope. Entre seus portadores abundam os que se referem sem pejo – às vezes mesmo com júbilo – ao seu calista, ao seu psiquiatra, seu dentista, otorrino ou ao seu cardiologista; poucos, porém, mencionam abertamente seu proctologista, e geralmente, quando dele sentem o bisturi, lá dizem, com eufemismo, terem sido operados das “amídalas”!

A operação não é o único tratamento destas varizes, as quais – dependendo de seu estádio, ou grau – podem ser cuidadas por meio da eventual correção dos hábitos higieno-dietéticos, ou de injeções esclerosantes (1869), ligaduras elásticas (1963), crioterapia (congelamento) (1969), coagulação infravermelha (1977), cauterização pelos raios “laser” (1981), ou com o método mais recente, a desarterialização guiada por doppler.

O tratamento cirúrgico (hemorroidectomia), racionalizado e mundialmente adotado desde 1934 fica reservado para os casos mais acentuados, às hemorroidas antigas, dita do IV grau, complicadas com prolapsos, àquelas, enfim, que chamamos hemorroidas “de estimação”! Assim, acreditamos que a operação não está indicada em mais de 35% dos hemorroidários. Deve o leitor também saber que as afecções ano-retais possuem um vocabulário reduzido (sangramento, prurido, prisão de ventre, diarreia, dor, corrimento, puxo, prolapso), e suas poucas palavras (manifestações) tanto podem significar doença benigna como moléstia maligna!

Dados recentes do Instituto Nacional do Câncer, divulgados pela revista “Arq. Gastroenterol” v. 53, nº 2 – abr./jun. 2016, revelam que este tumor foi responsável por aproximadamente 32.000 casos em 2014. Foram 15.000 novos casos em homens, e 17.530 em mulheres. Portanto, olho vivo! Nem tudo o que sangra pelo reto significa hemorroidas. Pode ser câncer!

(*) Professor Emérito da UFC. Titular das Academias Cearense de Letras, de Medicina e de Médicos Escritores.

Fonte: O Povo, Opinião, de 24/8/2016. p.10.
 

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