quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O esquecido campo de concentração nazista só para mulheres


Campo de concentração de Ravensbrück, na Alemanha

Campo no leste da Alemanha reuniu mulheres judias, ciganas, prostitutas e ativistas europeias.
Auschwitz-Birkenau, Treblinka e Dachau são notórios campos de concentração do Terceiro Reich alemão que se fixaram na consciência humana por causa das atrocidades cometidas com os homens, mulheres e crianças presos neles.
Muitos outros campos são menos conhecidos, como o de Ravensbrück.
Apesar de ter sido um dos primeiros a serem abertos – em 1939, pouco antes do início da guerra, a 80 km de Berlim, em um cenário idílico na costa báltica – e um dos últimos a serem liberados – em 1945 –, este campo de trabalho e, no final, de extermínio, permaneceu às margens da história.
Ravensbrück era exclusivamente para mulheres.
No fim da Segunda Guerra Mundial, cerca de 130 mil haviam passado por suas portas.
Entre 30 mil e 50 mil morreram de fome, de exaustão, de frio ou pelos tiros e pelo gás administrados pelos guardas nazistas.
Várias internas eram judias, mas elas não eram maioria. Havia prisioneiras políticas, ciganas, doentes mentais ou as chamadas "associais" – prostitutas ou quaisquer mulheres consideradas "inúteis" pela doutrina nazista.
"Ravensbrück era uma história com a qual eu havia me deparado e me dei conta de que era quase desconhecida", disse à BBC Sarah Helm, que acaba de publicar um livro sobre o campo de mulheres.
O livro se chama Se isto é uma mulher, uma referência ao famoso livro do escritor italiano Primo Levi Se Isto é um homem, que descreve sua prisão por ser um membro da resistência antifascista na Itália e sua experiência no campo de Auschwitz.
"Assim como Auschwitz foi a capital do crime contra os judeus, Ravensbrück foi a capital do crime contra as mulheres", afirma Helm.
"Estamos falando de crimes específicos de gênero, como abortos forçados, esterilização, prostituição forçada. É uma parte crucial da história das atrocidades nazistas."
Helm diz ainda que, na fase final do campo, muito depois de ter sido suspenso o uso de câmaras de gás nos campos mais ao leste da Europa, uma delas foi construída em Ravensbrück.
"Eles levaram partes das câmaras desmanteladas em Auschwitz. Até esse extermínio – no qual morreram seis mil mulheres e que foi o último extermínio em massa da história do nazismo – foi, em grande medida, deixado de lado.

Trabalho escravo

Selma van der Perre foi uma das internas de Ravensbrück e contou à BBC como eram os dias naquele lugar.
"Éramos despertadas a gritos às quatro da manhã. Em seguida, tinhamos que responder à chamada e nos davam café. Nos deixavam ir ao banheiro e às 05h30 tínhamos que ir trabalhar na fábrica da Siemens, onde pagavam pelas prisioneiras: nós não recebíamos o dinheiro, ele era entregue à SS (força paramilitar nazista)."
"Trabalhávamos por 12 horas e depois voltávamos ao campo. Por volta das 20h nos davam um prato de sopa e dormíamos."
A rotina era recheada de casos de crueldade dos quais pouco se falou. Tragédias que, ao serem contadas por sobreviventes, segundo Helm, fizeram com que ela e também seus tradutores chorassem, como a descrição de uma francesa sobre como deixavam que os bebês morressem de fome.
Outros testemunhos afirmam que algumas mulheres eram "deixadas quase nuas na neve até morrerem" e outras tinham "germes de sífilis injetados na medula espinhal".

Coragem em meio ao desespero

Em seu livro, Helm também destaca as histórias de bravura e de solidariedade, como a das "77 cobaias", que reúne ao mesmo tempo o melhor e o pior de Ravensbrück.
Em 1942, as prisioneiras passaram as ser usadas como cobaias em experimentos científicos. Em "operações especiais", elas tinham os músculos da pele cortados e eram inseridos vidro, madeira ou terra nos ferimentos. Algumas não recebiam tratamento e outras sim, com tipos de drogas diferentes.
Os experimentos se repetiram algumas vezes, mas quando chegou o momento de esconder as provas e matar as cobaias, todo o campo conspirou para escondê-las.
"Aqueles experimentos não provaram nada para a ciência, mas, sim, para a humanidade", escreve Helm.
Mas por que se sabe tão pouco sobre esse campo de mulheres?
"Uma das razões principais é que, depois dos julgamentos pelos crimes de guerra, que ocorreram imediatamente depois do fim da Segunda Guerra Mundial, começou a Guerra Fria, veio a cortina de ferro e Ravensbrück ficou do lado oriental – de modo que permaneceu, em grande medida, inacessível ao Ocidente", afirma a escritora.
"Os que estavam no leste da Alemanha não esqueceram de Ravensbrück, mas o converteram em um centro de resistência comunista, de maneira que as lembranças das mulheres ocidentais e das judias desapareceu por completo da história. Também desapareceu a história das alemãs que estiveram lá no início, que é uma das mais esquecidas."
Eram mulheres como a austríaca defensora dos direitos da mulher Rosa Jochmann, social-democrata e membro da Resistência; como Läthe Leichter, a feminista socialista mais famosa durante o período da "Viena vermelha", entre as guerras mundiais, e como a alemã Elsa Krug, uma prostituta que praticava BDSM (sigla em ingês para Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo), mas se recusou a bater nas outras prisioneiras.
"Ignorar Ravensbrück não é só ignorar a história dos campos de concentração, é também ignorar a história das mulheres", afirma Sarah Helm.
Fonte: BBC/UOL Notícias, de 27/01/2015.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Os números estarrecedores da “Marcha da Morte” de Auschwitz

Este mês se completam 70 anos da libertação de Auschwitz, símbolo do Holocausto e das atrocidades cometidas pelo nazismo durante a Segunda Guerra Mundial. Mas antes da liberdade, uma última tortura esperava os prisioneiros.

O termo "marchas da morte" foi criado pelos prisioneiros judeus para descrever a evacuação em massa dos campos de concentração.
Esses deslocamentos forçados ocorreram em vários momentos, mas a maior e mais famosa marcha foi protagonizada pelos prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, em janeiro de 1945.
Essa última evacuação ocorreu graças ao avanço do Exército Vermelho sobre o país, que já havia descoberto e libertado o campo de concentração de Majdanek, perto de Lublin.
Sem tempo a perder, os nazistas obrigaram cerca de 60 mil prisioneiros a marchar para a cidade vizinha de Wodzisław Śląski - Loslau, em alemão -, no coração do Terceiro Reich nazista, para que continuassem a servir como mão de obra.
4 dias foi a duração da viagem
A sangrenta ofensiva soviética de Vistula-Oder havia começado em 12 de janeiro de 1945.
Alarmados, os oficiais nazistas adiantaram os planos de evacuação campos e subcampos próximos. Para ocultar a realidade dos "campos de trabalho" das forças aliadas, os nazistas também queimaram documentos com os registros dos prisioneiros, além de desmontar e dinamitar as câmaras de gás.
Em 17 de janeiro, começaram a partir as primeiras colunas de prisioneiros.
Durante a marcha, que ocorreu em pleno inverno, eles percorreram caminhos acidentados e tiveram poucos momentos de descanso, dormindo ao relento no chão gelado.
56.000 prisioneiros
Crédito: Creative Commons
Era um número ínfimo diante da imensa quantidade de pessoas que foram deportadas para Auschwitz a partir da primavera de 1940.

Em meados de 1944, cerca de 65.000 prisioneiros foram transferidos para outras unidades industriais do Terceiro Reich, reduzindo o total de presos à metade. 
Até então, Auschwitz era um dos maiores campos de trabalho da indústria alemã - era dividido em 28 subcampos e tinha três campos independentes. Os presos que não foram selecionados para o extermínio imediato eram enviados para trabalhar em fábricas de armamentos, minas de carvão e outros empreendimentos nazistas.
23 graus abaixo de zero
Era temperatura suportada pelos prisioneiros. A viagem para Loslau, no sul da Polônia, ocorreu no auge do inverno. Durante a jornada, os prisioneiros contavam apenas com o uniforme fino da prisão e sapatos rotos, sem nem uma bebida quente para aliviar o frio.
63 quilômetros
Era a distância até seu destino. Apesar de ser uma das "marchas da morte" mais curtas, as condições climáticas dificultavam qualquer esforço.
Os que conseguiram chegar foram enviados a outros campos em trens superlotados. Cerca de 20 mil recém-chegados foram para o campo de Bergen-Belsen, onde morreu a jovem Anne Frank. Os prisioneiros enfrentaram uma grave epidemia de tifo antes de finalmente serem libertados pelas forças britânicas, em abril de 1945.
 
9.000 mortos 
Foi o saldo da marcha, embora algumas estimativas citem 15.000 vítimas. Alguns homens, mulheres e crianças morreram de exaustão ou de frio. Muitos outros foram assassinados no caminho pelos guardas da SS, a polícia nazista.
"Meus amigos e eu estávamos juntos em um grupo", recorda Florian Granek, então um jovem de 22 anos. "Nós marchávamos atrás da coluna e víamos que eles atiravam em quem não conseguia manter o ritmo, jogando os corpos em uma vala. Começamos a contar os mortos, mas acabamos perdendo a conta.
A Alemanha assinou sua rendição incondicional em 8 de maio de 1945. Todos os campos foram libertados gradualmente com o avanço das forças aliadas. Em 27 de janeiro, chegou a vez de Auschwitz, onde ainda viviam sete mil prisioneiros gravemente doentes, incluindo 180 crianças.
Se você quiser saber mais sobre o fim da guerra mais sangrenta da história, não perca o especial Um Dia em Auschwitz, no Discovery.
Fonte: Brasil Discovery/UOL Notícias, de 25/1/2015.
 
 
 

 
 

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

JOVENS NA UECE: possibilidades e desafios


Por Geovani Jacó de Freitas (*)
“48% dos seus estudantes cursaram, integralmente, o ensino médio em escolas públicas”
A Universidade Estadual do Ceará, no limiar de seus quase 40 anos, continua muito jovem e com predominância do sexo feminino. Pelo menos é o que informa o Censo Discente 2013 da Uece, realizado pela Pró-Reitoria de Políticas Estudantis – Prae, ao atestar que 58% dos estudantes são mulheres, contra 42% de homens. Do total, 85% estão situados na faixa etária de 15 a 29 anos, dos quais 47% pertencem à faixa entre 20 a 24 anos, 16% entre 15 a 19 anos e 20% situados na faixa etária de 25 a 29 anos. Este peso juvenil, peculiar ao ensino universitário, representa uma responsabilidade especial paras as universidades, sobretudo para aquelas de natureza pública, como a Uece.
O pioneirismo da Uece na interiorização do ensino universitário no Ceará, em sua forma multicampi, presente além de Fortaleza, em seis importantes municípios e nas regiões por estes polarizadas, permitiu maior acessibilidade dos jovens do interior e da Capital à universidade. Este aspecto crucial explica a diversidade das juventudes presentes na trajetória dos discentes na Uece.
Em meio a esta rica diversidade, a Uece é marcada por algumas especificidades, certamente devido à sua capilaridade no Estado: 48% dos seus estudantes cursaram, integralmente, o ensino médio em escolas públicas, contra 44% dos que concluíram em escola particular; 85% desses jovens moram com seus familiares, 63% deles dependem financeiramente dos pais enquanto 25% dependem de si mesmos para se sustentarem.
Do ponto de vista socioeconômico, 60% dos jovens estudantes da Uece pertencem a famílias cuja renda bruta situa-se na faixa entre 0-3 salários mínimos (SM), sendo 15,91% de jovens oriundos de famílias com rendimentos entre 0-1 SM e 44,33% pertencentes a famílias com renda entre 1 a 3 SM. Estes dados revelam o tipo de juventudes presentes na Uece e a responsabilidade acadêmica, científica e social da Universidade em criar e assegurar oportunidades aos jovens com políticas públicas de apoio ao estudante, além do desafio de ampliar, ainda mais, a universalização das vagas oferecidas aos demais jovens que anseiam acesso ao ensino universitário como forma de afirmação de seus desejos e sonhos.
É obrigação republicana da Uece garantir formação acadêmica, científica, profissional, política e social, com qualidade, a seus jovens estudantes, como, também, desenvolver essas políticas públicas específicas como modo de afirmação destes jovens estudantes como sujeitos de direitos e de cuidados. Esta perspectiva de reforço à permanência qualificada e à resiliência dos jovens na universidade é desafio importante tanto para a Uece, quanto para as demais universidades públicas do Brasil.
(*) Pró-Reitor de Políticas Estudantis da Uece.
Publicado In: O Povo, Opinião, de 22/11/14. p.9.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

E O PISO GOVERNADOR?

Por Antônio Mourão Cavalcante (*)

O novo governador do Estado do Ceará, Camilo Santana, iniciou seu mandato abrindo um diálogo construtivo naqueles pontos que parecem mais agudos em sua administração. Convocou encontro com os policiais de postura sempre conflitante com o governo passado. (Leia-se capitão Wagner). Convocou as lideranças dos professores das universidades estaduais – em greve – e prometeu realizar concurso o mais rápido possível. Condicionando-o ao encerramento da greve. Dito e feito.
Estas atitudes estão indicando um novo caminho a ser construído pelo gestor estadual. No lugar do confronto e desqualificação do interlocutor – “Não são policiais, mas um bando de marginais!” Lembram-se? – a compreensão que eles têm algo a dizer. Por isso, devem ser escutados. E, no caso da academia universitária, a prudência do diálogo, com o encaminhamento concreto do que impedia avançar. Como disse o capitão Wagner “não tem nem como comparar.”
Só gostaria, em aproveitando estes gestos de boa vontade do novel ocupante do Abolição, lembrar-lhe que há mais pepinos a descascar... Dentre eles: O piso dos professores das referidas universidades estaduais. Essa querela, que se tornou judicial, desde os tempos do doutor Tasso governador. Dura até hoje, quase 30 anos. Muitos dos que reivindicavam tal direito, já morreram. Todas as instâncias judiciais do país já se pronunciaram. É fato transitado em julgado. Não cabe mais qualquer recurso. Nem para frente, nem para trás. Resta pagar. E, o Governo do Estado como réu declarado, litigante de má fé, vem empurrando com a barriga. Sem motivo. Sem razão. Até o último dia ele se fez ouvidos de mercador... Muitos dos mestres já se aposentaram. E, não podem receber o que já ganharam em todas as instâncias judiciais. Nem uma greve é possível e o nosso sindicato apodreceu!
Camilo Santana teria a coragem de restaurar a justiça para com esses injustiçados? Somos igualmente professores. Somos legitimamente ganhadores de uma questão com o Estado. E hoje, sendo o primeiro governador do Partido dos Trabalhadores (PT) no Ceará, teria ânimo de resolver essa parada? Pelo que fez até agora, sem marketing exagerado, sem bravatas, nos anima acreditar que logo mais será a nossa vez. Será a concretização do adágio: a Justiça tarda, mas não falha!
(*) Médico e antropólogo. Professor universitário.
Publicado In: O Povo, Opinião, de 24/1/15. p.8.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Pérolas do Febeapá

... recolhidas por Valdir Sanches

Mexendo em meus livros, notei um volume de capa cor de abóbora, com letras pretas. Era o Febeapá, edição de 1966. Para os mais jovens, esclareço que o Festival de Besteira que Assola o País, o Febeapá, é uma gozação que o jornalista Sérgio Porto, na pele de Stanislaw Ponte Preta, fazia dos militares, políticos, delegados de polícia e assemelhados em plena ditadura. Sérgio não cobre a fase mais dura do regime, iniciada com o fechamento do Congresso Nacional, pelo AI-5, em dezembro de 1968. Nem teve tempo. Morreu três meses antes, em setembro, aos 45 anos.
Separei alguns trechos.
“Correu o mês de março tranquilo, embora o Coronel Costa Cavalcanti, deputado pernambucano e líder da tal linha dura, afirmasse que a candidatura Costa e Silva ‘cheirava a povo’, demonstrando um defeito olfativo impressionante."
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“O General Olímpio Mourão Filho doava ao Museu Mariano Procópio, de Juiz de Fora, a espada e a farda de campanha que usava como comandante das forças que fizeram a ‘redentora’ de 1º de abril. Isso é que foi revolução; com pouco mais de dois anos já estava dando peças para museu.”
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“Foi então que estreou no Teatro Municipal de São Paulo a peça clássica Electra, tendo comparecido ao local alguns agentes do DOPS para prender Sófocles, autor da peça e acusado de subversão, mas já falecido em 406 a.C..”
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“E quando a gente pensava que tinha diminuído o número de deputados cocorocas, aparecia o parlamentar Tufic Nassif com um projeto instituindo a escritura pública para venda de automóveis. Na ocasião, enviamos os nossos sinceros parabéns ao esclarecido deputado, com a sugestão de que aproveitasse o embalo e instituísse também um projeto sugerindo a lei do inquilinato para aluguel de táxis.”
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“Repetia-se em Porto Alegre episódio semelhante ao ocorrido com Sófocles, em São Paulo. O Coronel Bermudes, secretário da insegurança pública, acusava todo o elenco do Teatro Leopoldina de debochado e exigia a presença dos atores e do autor da peça em seu gabinete. Depois ficou muito decepcionado, porque Georgers Feydeau – o autor – desobedeceu sua ordem por motivo de força maior, isto é, faleceu em Paris, em 1921.”
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“A minissaia era lançada no Rio e execrada em Belo Horizonte, onde o Delegado de Costumes (inclusive costumes femininos), declarava aos jornais que prenderia o costureiro francês Pierre Cardin (bicharoca parisiense responsável pelo referido lançamento), caso aparecesse na capital mineira ‘para dar espetáculos obscenos, com seus vestidos decotados e saias curtas’. (…) Toda essa cocorocada iria influenciar um deputado estadual de lá, Lourival Pereira da Silva – que fez um discurso na Câmara sobre o tema ‘Ninguém Levantará a Saia da Mulher Mineira.’”
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“Em Belém do Pará um vereador era o precursor dessa bobagem de proibir mulher em anúncio publicitário. É verdade que o Prefeito Faria Lima, de São Paulo, foi mais bacaninha ainda, porque iria – mais tarde – proibir mulher e propor que ‘figuras da nossa História ilustrem os anúncios’, isto é Rui Barbosa vendendo sabão em pó, Tiradentes fazendo anúncio de lâmina de barbear, etc..”

(Um outro vereador de Belém protestou) “O mal não reside nas figuras femininas, mas no coração de quem vê nelas o lado imoral. Eu, por exemplo, seria capaz de olhar a foto de minha mãe nua e não sentir a menor reação”. O nome desse vereador que respeita o chamado amor filial: Álvaro de Freitas, ao qual aproveitamos o ensejo para enviar nossos parabéns.”)
***
“E o Secretário de Turismo da Guanabara, Sr. Rio Branco, mudava a ornamentação para o Carnaval, na Avenida Rio Branco, por outra mais leve, e saía-se com esta: “Deus me livre acontecer um acidente na Avenida do Vovô.”
Fonte: Antonio Pastori, guardião da Domingueira Poética.

ADOTE UM PRESO


Por Rogério Medeiros Garcia de Lima *
“Direitos humanos”
Quando eu era juiz da infância e juventude em Montes Claros, norte de Minas Gerais, em 1993, não havia instituição adequada para acolher menores infratores. Havia uma quadrilha de três adolescentes praticando reiterados assaltos. A polícia prendia, eu tinha de soltá-los. Depois da enésima reincidência, valendo-me de um precedente do Superior Tribunal de Justiça, determinei o recolhimento dos “pequenos” assaltantes à cadeia pública, em cela separada dos presos maiores.
Recebi a visita de uma comitiva de defensores dos direitos humanos (por coincidência, três militantes). Exigiam que eu liberasse os menores. Neguei. Ameaçaram denunciar-me à imprensa nacional, à corregedoria de justiça e até à ONU. Retruquei para não irem tão longe, tinha solução. Chamei o escrivão e ordenei a lavratura de três termos de guarda: cada qual levaria um dos menores preso para casa, com toda a responsabilidade delegada pelo juiz.
Pernas para que te quero! Mal se despediram e saíram correndo do fórum. Não me denunciaram a entidade alguma, não ficaram com os menores, não me “honraram” mais com suas visitas e... os menores ficaram presos. É assim que funciona a “esquerda caviar”.
Tenho uma sugestão ao Professor Paulo Sérgio Pinheiro, ao jornalista Jânio de Freitas, à Ministra Maria do Rosário e a outros tantos defensores dos “direitos humanos” no Brasil. Criemos o programa social “Adote um Preso”. Cada cidadão aderente levaria para casa um preso carente de direitos humanos. Os benfeitores ficariam de bem com suas consciências e ajudariam, filantropicamente, a sociedade a solucionar o problema carcerário do país. Sem desconto no Imposto de Renda, é claro.
* Desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (Belo Horizonte, MG).
Fonte: Folha de São Paulo, Painel do Leitor, de 10/01/2014. Reproduzido em vários blogs.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Posse de Huygenes Garcia e Osvaldo Gutierrez na Academia Cearense de Medicina


Mesa diretora e acadêmicos ao término da solenidade de posse da ACM.
 
A Academia Cearense de Medicina (ACM) realizou ontem à noite, dia 23/1/15, no Auditório Castello Branco, da Reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), a solenidade de posse dos seus novos membros titulares: os Profs. Drs. José Huygenes Parente Garcia, cirurgião geral e professor titular da UFC, e Osvaldo Augusto Gutierrez Adrianzen, nefrologista e professor associado da UFC, como ocupantes das Cadeiras 13 e 23, respectivamente, patroneadas pelos médicos José Fernandes Teles e Alísio Borges Mamede, em vagas anteriormente ocupadas por José de Aguiar Ramos e Washington Carneiro Baratta Monteiro.
Os novos acadêmicos foram saudados pelo Ac. João Martins de Sousa Torres.
Ac. Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Membro titular da ACM – Cadeira 18
 

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