sábado, 24 de junho de 2017

ESPOSA DISTANTE


Fonte: Circulando por e-mail (internet). Foto e texto sem autorias explícitas.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

JOÃO E A JUSTIÇA

Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Antes de mostrarmos o envolvimento de João, o “pseudo-sabido”, com a justiça, apresentamos ao leitor a fábula de Esopo, “O corvo e a cobra”. “Ao avistar uma cobra dormindo num lugar ensolarado, um corvo faminto desceu voando e arrebatou-a, mas ela se voltou e lhe deu uma picada. Então ele disse, prestes a morrer: Pobre de mim! Encontrei esse achado e por causa dele, estou perdendo a vida”. A fábula mostra que, para achar um tesouro, uma pessoa pode por em perigo a própria vida. Pois bem, o “esperto” João, desde criança gostava de enganar os professores e amiguinhos nos estudos e nas brincadeiras. Em casa, não respeitava os pais, enfim era um menino problemático. Sua mentalidade, bem como a forma de agir não mudou com o tempo. Já homem, com profissão definida, gostava de tirar proveito em tudo e levar vantagens não éticas nos negócios empresariais e, posteriormente, na política. João era considerado muito inteligente e vocacionado para o sucesso. Todavia, em seu vocabulário esdrúxulo não existiam as palavras dignidade e honestidade. Vários puxa-sacos, nas duas atividades, consideravam João um homem de largo conhecimento. Era um vencedor contumaz nas disputas nas áreas empresarial e política. Ficou muito rico e detinha grande poder. No entanto, não se pode enganar sempre. As autoridades perceberam que havia algo estranho e descobriram as infrações e crimes cometidos por João. Foi denunciado, investigado, julgado e preso. A historia mostra que a ambição pelo poder e pelo dinheiro, pode levar uma pessoa a perder a liberdade, principio básico da cidadania.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 17/2/2017.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

NANOMEDICINA

Pedro Henrique Saraiva Leão (*)
Tornou-se modernamente reconhecida a função premonitória da Literatura na Ciência. (Ótimo título para um ensaio!). Como se aquela profetizasse esta. Exemplos irrefragáveis (incontestáveis) estão no francês Jules Verne (+1905): “Vinte mil Léguas Submarinas”, e nos ingleses H(erbert) G(eorge) Wells (+1946): “A Máquina do Tempo” (1895); “Os primeiros Homens na Lua” (1901) e Aldous Huxley (+1963): “Admirável Mundo Novo”, este (1932) adivinhando o bebê de proveta.
Quando menino e mancebo, abismava-me, boquiaberto ante as histórias fantásticas de ciência/ficção de seus cultores exponenciais, como estes “plus” Asimov, Arthur Clarke, Robert Heinlein. Realmente, os robôs invadiram nosso planeta, e alongadamente temos discorrido aqui em “Dr. Robô” (20/1/1992), “Doutor Internet” (12/XI/2008), “Transhumanismo” (06/1/2013), e “Robô da Vinci” (23/2/2016). Deles já nos dera ciência a Literatura, esta, em parte, imemorial. Aludidos engenhos semelhando pessoas biônicas, autômatos androides ou ginecoides (tais quais homens ou mulheres) começaram mencionados no livro XVIII da “Ilíada”, (atribuída a) Homero. Ali compunham um exército arregimentado por Hephaestus, o deus do fogo (Vulcan, entre os romanos) para o herói Achiles.
Estes petrechos só em 1920 foram denominados “robôs” pelo escritor tcheco-eslovaco Karel Capek. Nas línguas dessa região, “robota” significava “trabalho forçado” (faz sentido!). Já na aurora dos tempos as mitologias chinesa, grega e egípcia disso se ocuparam. E no século XVI Leonardo da Vinci desenhara robôs humanoides, como atestam seus cadernos, redescobertas em 1950. Assim, a ficção veio-se fazendo fato nas novelas de Arthur Clarke, e nos contos dos mais de 500 livros de Isaac Yudovich Asimov (+1992), Máxime em “Viagem Fantástica” (1966), em que robôs percorrem o interior do corpo humano. Portanto – salientado eclesiasticamente pelo lusitano Pe. Antônio Vieira (+1697) – “Nihil sub sole novum”. Robôs bípedes já nos substituem na Indústria, na Medicina, e até nos campos de batalha, comportando-se qual “Wild Cat” (gato selvagem) (“In” revista INFO, XI/2013).
É a nanomedicina que se agiganta, cujo prefixo significa “anão” em grego. Impressiona sobremodo o desempenho destes nano-robôs – medindo tão somente 1 bilionésimo de metro, ou 6 x menos do que um glóbulo vermelho – quando injetados por via parenteral (vascular). Destarte, facilitam diagnósticos precoces, administram drogas anticancerígenas de maneira dirigida (poupando tecidos sadios), e tratam o diabetes e outras doenças.
Nano-robôs cirurgiões existem nos EUA desde 1990 e surgiram nos quirófanos (salas de operação) brasileiros em 2008. Lemos também que há pouco (2014) foram documentados agindo em organismos vivos, na Universidade da California (EUA) (San Diego). Em verdade, representam a realização dos sonhos e cerebrações dos norte-americanos Kim Eric Drexler (1955) e Richard Feynmann (1988), verdadeiros “míssilnários” da bioengenharia molecular. Eia, o futuro dobrou a esquina, aventando-se até mesmo cérebros artificiais daqui a dois anos, precedendo os “cyborgs” (homens/máquinas), e a inteligência robótica prevista para 2045. (Sugerimos ler/reler nosso artigo aqui divulgado em 27/3/2013). Pasmem! “Ereiupe”! (bem-vindos), diziam nossos índios.
(*) Professor Emérito da UFC. Titular das Academias Cearense de Letras, de Medicina e de Médicos Escritores.
Fonte: O Povo, 17/05/2017. Opinião, p.10.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

COM CORRUPÇÃO OU SEM CORRUPÇÃO

Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
A UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – aprovou, no dia 02.05.17, que Jerusalém não pode ser a capital do Estado de Israel. Proposta apresentada pelos seguintes países: Argélia, Egito, Líbano, Marrocos, Omã, Qatar e Sudão. Essa aprovação não causa nenhuma espécie no cenário político Internacional dada a posição habitual, frequente e repetitiva da Organização das Nações Unidas contra o Estado de Israel.
O que surpreende a nós, brasileiros, é mesmo a mudança ocorrida no Brasil, olhe, leia, veja a postura do nosso Ministério do Exterior – Itamarati - agora, não mais comandada por vieses ou simpatias ideológicas.
A decisão do governo Michel Temer de aprovar essa resolução da UNESCO, apoiando que os judeus não possuem laços históricos com o Monte do Templo e o Muro das Lamentações, em Jerusalém, é que surpreendeu a muitos brasileiros.
Sejam esses, alguns mais ligados à Política Internacional, e que, apesar desta nossa situação de crise político-econômica interna atual, permanecem atentos para o que está acontecendo pelo Mundo e não entendem tal posição dúbia do Itamaraty.
A resolução é antissemítica, - é prudente lembrar que antissemitismo - agora antijudaísmo - metamorfoseou-se e se expressa nessas posturas antagônicas ao Estado de Israel. Compará-lo ao nazifascismo, apartheid dos brancos contra os negros na África do Sul, é desejar que ele seja destruído como País, varrido do mapa mundial ou afogado no mar Mediterrâneo.
Mas, voltando ao voto brasileiro, ele é de tal maneira atabalhoado que mostra até que ponto a demência racista e do ódio é capaz de chegar às instâncias internacionais em nossos dias. Lamentações de nada irão adiantar, porém a capacidade de se indignar não deve ou não pode ter limites.
Exerço meu direito de opinar, apesar de minha crença pessoal de continuar tentando acreditar que o Mundo mudou e não necessitar recorrer a argumentos transcendentes e tralalás.
Aceitar o voto brasileiro é semelhante a dizer que os cristãos não possuem laços históricos com Roma ou que os muçulmanos não os possuem com Meca e Medina.  Esse consagro internacional brasileiro não representa os princípios de minha Nação e muito menos honra a memória de alguns membros do Itamaraty, que arriscaram sua carreira ao salvar tantas vidas do Holocausto.
Como?
Fornecendo vistos para refugiados de origem judaica para o Brasil, ousando e desobedecendo assim às ordens contrárias e desumanas do governo ditatorial de Getúlio Vargas. Destaco, entre eles, o mineiro Guimarães Rosa, médico, diplomata, escritor, reconhecidamente salvador de tantos refugiados judeus, perseguido pelo nazifascismo, antes da Segunda Grande Guerra e durante ela.
Infelizmente a humanidade, se mudou, mudou muito pouco desde o tempo do campo de concentração de Auschwitz (1940-1945).
Com corrupção ou sem corrupção, devemos ter cuidado com os populismos de qualquer das ideologias ditas ultrapassadas ou que possam vir a renascer, como o preconceito do antijudaísmo. Cuidado! Eles, os preconceituosos, tomam as mais engenhosas formas, vestimentas e disfarces, jamais imagináveis, contra a Humanidade.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES). Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).

terça-feira, 20 de junho de 2017

VIAGEM A ISRAEL

Por José Jackson Coelho Sampaio (*)
O Banco do Nordeste, o Governo e a Assembleia Legislativa do Ceará, cinco das sete universidades públicas cearenses, entre elas Uece, UVA e Urca, dois órgãos de imprensa, a Fiec e jovens inovadores com a experiência de startups de sucesso uniram-se numa viagem muito especial, a Israel, para visitar coworkings, bancos inteligentes, empresas baseadas em tecnologia e inovação, a autoridade em ciência e tecnologia do governo israelense e, ao fim, motivo principal, para participar de seminário internacional da Universidade Ben Gurion, articulando Ceará/Brasil com Jiling/China.
Debateram-se captação e reúso de água, dessalinização e prevenção do desperdício de água, sistemas de contenção de desertificação, biotecnologia e TIC, por entre labirintos de modernidade e globalização, no caso de Tel Aviv, de tradição histórica e sacralidade múltipla, no caso de Jerusalém, ou por entre labirintos de paz precária, sobre permanente infraestrutura de guerra, em todos os lugares: desde a sensação de que qualquer estalo pode gerar reações cirúrgicas de contenção até repaginações do ancestral humor judaico: um universitário de Beersheva, ao ser perguntado sobre a distância para Gaza, respondeu que seriam 40min de carro, 10min de bimotor e 10seg de míssil.
Mas a preparação desta viagem, para mim, revelou situações surpreendentes. Algumas, protetoras, com súplicas de, por favor, não vá, o que você vai fazer no meio daquelas guerras e terrores? Outras, radicalmente políticas, clamando que eu não fosse ao encontro de vítimas de holocausto, hoje responsáveis pelo holocausto palestino.
Sei que toda sociabilidade humana precisa ser compreendida, que além e aquém da geopolítica e das formas de exploração, estão cenários, pessoas, arte, cultura e biografias, resistindo em grandeza ao passar dos governos e das castas político-econômicas. Ao encontro da inteligência humana, entre o Mediterrâneo, o mar Morto e o deserto de Neguev, eu fui, como irei a Ramallah, na primeira oportunidade.
(*) Professor titular em saúde pública e reitor da Uece.
Publicado. In: O Povo, Opinião, de 23/5/17. p.12.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

A FLOR E O MUNDO

Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
A flor de lótus é uma planta aquática que nasce na lama, em lagos sujos e turvos ou em rios poluídos de baixa correnteza. No entanto, floresce sobre a água apresentando um aspecto de limpeza e beleza, bem como desabrochando em busca da luz e de vida. Realmente, é algo fantástico. O fenômeno ocorre com maior intensidade nos países do oriente, especialmente Índia, Japão e China. Nos ensinamentos do budismo e do hinduísmo a flor de lótus simboliza a vida, o crescimento espiritual e a pureza do coração e da mente. A consciência ecumênica, leva a que todos possam admitir que o importante é a verdade interior e não apenas os valores materiais e temporais. Por outro lado, analisando-se os desafios do mundo, percebemos um ideal decadente e a falta de perspectiva das novas gerações, criando um clima de perplexidade. Ganância, falta de solidariedade, violência, problemas sociais, corrupção, crises éticas e comportamentais, fundamentalismo religioso, etc..., são características inaceitáveis prevalecentes hodiernamente. Aonde vamos? Qual o futuro da humanidade? O avanço cientifico e tecnológico não proporcionou melhores condições para todos. Não somos contra o progresso, pelo contrario, todavia não concordamos com a expansão do numero de pessoas excluídas e oprimidas. Assim disse Santo Tomás de Aquino: “Há homens cuja fraqueza de inteligência não lhes permite ir além das coisas corpóreas”. Por sua vez, seria bom meditar: “Enquanto há vida, há esperança”– (Eclesiastes 9:4). Ah, bem que o mundo poderia ser uma flor de lótus! Utopia!
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 10/2/2017.

domingo, 18 de junho de 2017

ELEITORES BANANAS


Chargista: Ignorado.
Fonte: Circulando por e-mail (internet). Autoria desconhecida.
 

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