quinta-feira, 13 de agosto de 2020

ABRASCO redefine data do 11º Congresso Brasileiro de Epidemiologia

 Diante da necessidade de proteger a saúde de todas e de todos os participantes e envolvidos na realização do 11º Congresso Brasileiro de Epidemiologia, em abril de 2020 a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) decidiu adiar o evento. Já com a nova data confirmada, anunciamos que o 11º EPI acontecerá no formato presencial entre os dias 13 e 17 de novembro de 2021, em Fortaleza.

Com o objetivo de estimular uma ampla participação no congresso, o prazo para submissão de resumos foi prorrogado até dia 30 de abril de 2021, e a inscrição de quem já realizou o pagamento está garantida. No entanto, quem não puder comparecer na nova data poderá solicitar a devolução integral do valor pago.

Tivemos muito sucesso nas dez edições anteriores do congresso. Eles permitiram o encontro e a troca de experiências e conhecimentos entre profissionais brasileiros e de dezenas de outros países, ajudando a impulsionar o desenvolvimento da epidemiologia nacional. Estamos diante de grandes desafios científicos e socioeconômicos que surgiram com a pandemia de COVID-19 ou que foram por ela agravados. Da mesma forma, os demais desafios sanitários enfrentados pelo Brasil continuam a demandar nossos esforços para seu enfrentamento. Por isso a realização do 11º EPI tornou-se ainda mais pertinente.

Convidamos epidemiologistas de todas as instituições de ensino, pesquisa e dos serviços de saúde a participarem do Congresso. Registrem a nova data em sua agenda e se programem para participar do principal encontro de quem constrói cotidianamente a epidemiologia brasileira. Esperamos receber a todas e todos com muito carinho, fazendo deste Congresso Brasileiro de Epidemiologia um marco científico diante deste contexto tão desafiador.

Em nome dos muitos colegas que compõem a Comissão Científica e a Comissão Organizadora, que somam aos esforços necessários ao enfrentamento à atual pandemia, nos solidarizamos, consternados, com familiares e amigos daqueles que perderam suas vidas por causa da COVID-19 e pela forma negligenciada com que a epidemia foi e vem sendo tratada por muitas autoridades do país. Reiteramos nosso respeito à dignidade e aos direitos humanos e manifestamos nosso apoio aos gestores do SUS e aos profissionais de saúde.

Cordialmente,

Comissão Organizadora

11°Congresso Brasileiro de Epidemiologia

A JOVEM DO AMOR DEMAIS

Por Nirton Venâncio
Ela tinha 16 anos quando Jacob do Bandolim, amigo de seu pai, a viu cantar em seu próprio aniversário.
Muito nova começou a namorar o jogador Leônidas da Silva, o craque que imortalizou a “bicicleta” no futebol. O pai não aprovava. Um dia, obrigou a filha a pegar o telefone e acabar com aquele namoro sem futuro. Ali do lado, com o olhar fixo, uma vara de marmelo na mão balançando no vinco da calça de linho, o pai aguardava a moça ‘desnamorar’ pelas linhas espirais telefônicas. Com medo de uma surra, obedeceu. No dia seguinte vingou-se do pai-patrão: entrou em campo com a desobediência e reatou com jogador. Foram vistos abraçados em plena rua da Lapa.
Relação assumida, apostando num campeonato de felizes-para-sempre, foram morar juntos. Numa manhã ensolarada encontrou uma recém-nascida abandonada na rua e levou para criá-la. Leônidas colocou a mulher na área e mandou escolher: "ou eu ou a criança!", não admitia jogar para escanteio na relação. "Fico com Teresa!". O jogador foi expulso de campo, surpreso porque a bebê até nome ganhara. Ficou mais fumaçando quando soube que no dia seguinte a pequena Tetê foi registrada, na certidão como filha de mãe solteira. O Diamante Negro, como era o apelido do jogador, que fosse brilhar noutro time.
Do outro lado do bairro, o pai da moça mais indignado com mais uma transgressão aos bons costumes do lugar: a filha jovem, cantora e agora mãe solteira de uma criança encontrada na rua.
Meses depois conheceu o músico Ari Valdez, rolou um clima, e foram morar juntos. O rapaz não teve outro jeito, aceitou as condições e à noite, mesmo cansado de alguma apresentação, trocava as fraldinhas de Teresa de seis meses.
Valdez, galanteador, não poupava alguma garota que lhe estendesse uns olhares lânguidos em seus shows. Mas tinha crises incontroláveis de ciúmes da esposa, principalmente quando ela precisava viajar para cantar. Grávida de Valdez, decidiu acabar com a relação. Saiu com barrigão e a pequena Tetê e foi morar com a mãe, também já separada. Definitivamente, não queria nada com um ciumento sem moral e motivos para tanto, e além do mais extensão do pai dominador. Teve o filho sozinha, e para conseguir mais dinheiro, pediu para mãe cuidar das crianças, aprendeu a dirigir e foi ser motorista de táxi em pleno Rio de Janeiro da década de 40. Só os dias de apresentações nas casas noturnas não cobriam as despesas do mês.
Assim foi o começo da carreira de Elizeth Cardoso, a Divina, apelido dado pelo jornalista Haroldo Costa, em um artigo publicado no A Última Hora.
Com uma voz belíssima que vibrava do erudito ao popular, Elizeth é uma das maiores cantoras da história da música brasileira, consagrada como intérprete impecável do choro ao samba-canção, chegando a Bossa Nova. Seu nome é até rima no endereço da rua Nascimento Silva, 107, onde Tom e Vinicius compunham para ela as canções de canção do amor demais, citada em “Carta ao Tom”, gravada em 1974 pelo poetinha, Toquinho e Quarteto em Cy.
Elizeth Cardoso foi uma das pioneiras dos jingles em campanha política, gravou uma machinha para a campanha de João Goulart como vice-presidente na chapa de oposição ao candidato Jânio Quadros.
Com mais de 40 discos e reconhecida internacionalmente, amiga de Sarah Vaughan, a voz enluarada de nosso cancioneiro passou três anos se tratando de um câncer no estômago, diagnosticado em uma turnê no Japão, quando se sentiu mal no hotel. Mesmo doente, comparecia aos shows, muitas vezes não conseguindo ir até o final, de tão debilitada. O público se emocionava e aplaudia a beleza daquela mulher e seu canto de amor demais.
Elizeth Cardoso é o modelo de resistência feminina em um país racista, machista, conservador, principalmente em uma época em que seus projetos de vida e seus ideais como artista e mulher eram completamente inconcebíveis.
Tinha 69 anos quando faleceu em 1990. Neste 16 de julho comemora-se o centenário de seu nascimento. Fazendo uma paráfrase com a citada carta musicada de Vinicius ao amigo Tom, ouvir Elizeth Cardoso lembra um tempo feliz, ai que saudade, a vida era só felicidade, era como se o amor doesse em paz.
A Divina é para sempre. Tornamo-nos eternos no coração de quem nos quer bem.
Fonte: Internet (circulando por e-mail e iPhones). 

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Defesa de Memorial de Mauro Gifoni para Professor Titular de Cirurgia da UFC

Aconteceu na manhã desta quarta-feira (12/08/20), por meio de videoconferência, na Universidade Federal do Ceará, a Defesa de Memorial, seguida da avaliação de desempenho, para a promoção funcional da classe de professor associado 4 para Professor Titular do Departamento de Cirurgia, da Faculdade de Medicina da UFC, na área de Anestesiologia.

A Comissão Especial Julgadora, composta pelos Profs. Drs. José Huygenes Parente Garcia (presidente), Marcelo Gurgel Carlos da Silva, Maria da Silva Pitombeira e Marta Maria das Chagas Medeiros, sob a presidência do primeiro, e secretariada pelo professor Gustavo Coelho, aprovou o Memorial apresentado pelo professor doutor JOSÉ MAURO MENDES GIFONI.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Professor do PPSAC-UECE

ABRACADABRA: de onde vem, para que serve?

Por Márcio Catunda,
Rio de Janeiro, 7 de julho de 2020.
Perde-se na noite dos tempos a origem da palavra abracadabra. Ganha-se, no entanto, em constatar que o termo atravessou diferentes civilizações antigas, como sói acontecer com as culturas essenciais que fluem ao sabor da transumância das sociedades através do tempo.
Segundo a enciclopédia americana da Scholastic Library, edição de 2005, volume 3, página 569, o termo provém do idioma bébere. Outras fontes atestam que poderia provir das línguas hebraica, aramaica, celta ou copta.
Na primeira hipótese, fora gerada pela conjunção sintagmática de Ab (Pai), Ruach (Filho) e Daba (Espírito Santo) ou pela sentença exorcizante Abrai seda brai (significando “Fora, mau espírito, fora!”) ou ainda pelo enunciado mágico Aberah KeDabar (“Irei criando conforme falo”). Outra possibilidade aventa sua gênese dos vocábulos Habrachah, que significa benção, e Davar, que quer dizer palavra.
A segunda hipótese supõe que o termo seria oriundo da expressão aramaica Avrah Kahdabra, isto é, “Eu crio enquano falo”.
A terceira opção aponta para o seu surgimento pela união das palavras celtas Abra (Deus) e Cad (santo).
A quarta possibildiade de sua origem é a palavra gnóstica  Abraxas que na língua copta evoca a fórmula mágica “não me firas”.
Os historiadores relatam que o médico romano Quintus Serenus Sammonicus teria curado o imperador Caracala de malária, usando a palavra abracadabra numa receita mágica, quando tal enfermidade afetou a população de Roma no ano 450.
Serenus era discípulo de Basílides, fundador da seita dos Basilides, de sincretismo cristão-pitagórico, em Alexandria. Com seu mestre teria aprendido a cultuar o deus ABRAX e, por seu intermédio, invocar a ajuda de espíritos benéficos contra doenças e infortúnios. O procedimento consistia em usar a palavra como um talismã, ou seja: escrevê-la num papiro, em forma triangular, e usar esse objeto como escudo, em contato com o próprio corpo, durante nove dias. Esse método livraria as pessoas do “mau ar” da malária e de suas subsequentes febres.
Vem das remotas tradições do Oriente místico a narrativa das Mil e uma noites, pela qual a sábia mulher Shéhérazade entrete, todas as noites, seu rancoroso esposo Shâriyar, sultão da Índia. Ouvindo todas as noites os maravilhosos contos de sua esposa, Shâriyar desiste, cada noite, do propósito de matar as mulheres com as quais se casasse.
Uma das fábulas narradas por Shéhérazade a seu marido é a aventura de Aladim, o jovem que encontra numa caverna uma lâmpada mágica, da qual emerge um gênio, que lhe pode proporcionar coisas quase impossíveis, como uma imensa riqueza e um casamento com a filha do imperador da China. A palavra abracadabra estaria ligada a esse fenômeno sobrenatural.
A ideia de que abracadabras é uma palavra de encantamento místico, capaz de oferecer soluções para problemas aparentemente insolúveis, nos remete à tese do poder da palavra como veículo de trazer à tona a coisa enunciada. Qualquer que seja a sua origem, o certo é que ela esteve presente em diferentes momentos da história humana e as tradições antigas dão conta de sua satisfatória utilização em benefício da humanidade.
Fonte: Internet (circulando por e-mail e iPhones). 

terça-feira, 11 de agosto de 2020

PANDEMÍDIA


Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
- Nasrudin e a Peste -
A Peste ia a caminho de Bagdá quando encontrou Nasrudin. Este perguntou-lhe: Aonde vais?
A Peste respondeu-lhe: Bagdá, matar dez mil pessoas.
Depois de um tempo, a Peste voltou a encontrar-se com Nasrudin.
Muito zangado, o mullah disse-lhe: Mentiste. Disseste que matarias dez mil pessoas e mataste cem mil.
E a Peste respondeu-lhe: Eu não menti, matei dez mil. O resto morreu de medo.
_________________
Pandemídia é um neologismo que criei há pouco para nomear o surto midiático/terrorista que hoje assola a vida da maioria dos humanos. Há necessidade urgente de uma revisão da maneira como a mídia e os políticos abordam o surto virótico, tornando-o malévolo e assustador quando são distorcidas as ocorrências de contexto médico ou sobre doenças infecciosas, medicina alternativa e curas milagrosas.
Esse efeito iatrogênico (iatrogenia [de iatro- + -genia], substantivo feminino que exprime as alterações patológicas provocadas no paciente por tratamento de (qualquer tipo) em certos momentos passa do informativo para o aterrorizante.
Sei que os jornalistas gostam de dar notícias ruins por seu impacto midiático. No caso, exageram as consequências de um surto gripal anual e normal para torná-lo numa peste sempre fatal e sem cura. Ao mesmo tempo, a mídia entrevista médicos e pesquisadores que são apresentados como “experts”. Um expert é um homem que parou de pensar. Para quê pensar, se ele é um expert?
Tais experts fazem os maiores buchichos opinativos, com graves consequências. Ademais, as estrelas jornalísticas pertencentes às “grandes mídias” frequentemente distorcem os fatos e exibem uma visão assustadora, atendendo à orientação dos proprietários da empresa midiática.
O temor produzido por essa maneira de inflacionar os riscos poderia ser amainado por um diálogo apropriado entre o gerador da notícia (médico, cientista ou pesquisador) e um exímio questionador. No entanto, um e outro exageram os fatos, ressalvadas as exceções de praxe. Mas, vamos aos fatos.
Grande amigo meu, médico, foi convidado para dar uma entrevista à TV. Foi à sala de espera, aguardar a hora de “entrar no ar” a ser indicada por seu anfitrião-midiático. O assunto seria o uso ou não uso das máscaras, se o médico era favor ou contra. Foi possível perceber de imediato que o entrevistador não queria uma opinião médica, mas sim qual seriam as preferências políticas do entrevistado.
A ignorância do entrevistador sobre o assunto era tão grande que ele confundia a palavra Epidemia (doença geralmente infecciosa que ataca simultaneamente um grande número de pessoas de determinada localidade e que tem caráter transitório) com a palavra Pandemia, que significa doença vastamente difundida pelo Planeta.
Em tempo, creio ser muito necessária a divulgação de informação honesta e correta para que a população perca o medo de uma gripe grave, mas que não irá destruir a humanidade nem é tão aterrorizante que possa paralisar as atividades cotidianas dos indivíduos.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE), da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES) e da Academia Recifense de Letras. Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

“SALUS”


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Geralmente na passagem de “Ano Novo”, muitas pessoas dizem que “o importante é a saúde, o resto a gente consegue”, referindo-se a um corpo sadio. Concordo com a frase, porém não está completa. Com certeza, a manifestação ficaria melhor se fosse dita da seguinte forma: “o importante é a saúde no corpo, na alma e na mente, o resto a gente consegue”. No entanto, as duas citações, mostram a irrelevância do poder, da ambição, da ganância, etc. O que é saudável, e conveniente para alguns. Por sua vez, a palavra latina “salus”, traduzida para a língua portuguesa, significa dois termos distintos: saúde e salvação. Aquele (saúde) refere-se ao corpo, abrangendo a mente e este (salvação) associa-se à alma. A dimensão, salvação, “data vênia”, com o devido respeito, não é aceita pelos ateus e envolve dúvidas quando é analisada pelos agnósticos. Todavia, os cristãos, entre os quais me incluo, acreditam. Ademais, a saúde diz respeito à vida dos mortais neste mundo, enquanto a salvação está relacionada com a vida celestial, que é eterna. É evidente que existem vários aspectos inter-relacionados e comuns entre os dois termos mencionados (saúde e salvação). Não seria errado dizer que a “transcendência” está relacionada aos valores imateriais, de natureza metafísica, e a “imanência” ao ambiente material. Para uma melhor compreensão, convém examinar o Livro do profeta Isaías (AT da Bíblia Sagrada), no capítulo 57, versículo 15. Diante da resumida análise filosófica e teológica, pode-se dizer que saúde e salvação devem permanecer unidas, pois Jesus veio para nos salvar. Aquele que faz opção pelo caminho do mal, encontrará o próprio mal; já quem escolhe o caminho do bem, será justo e amado. Seguindo-se, com fé, os ensinamentos de Deus, alcança-se a felicidade na mente, no corpo e na alma. Para entrar na vida eterna, guarde os mandamentos Divinos (Mt 19,17).
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 10/7/2020.

domingo, 9 de agosto de 2020

O Mapa da Superstição: crendices típicas de diferentes culturas II

5) Na Bolívia, bonecos de argila recheados com dinheiro ou outras coisas atrairiam esses objetos para os donos. Basta que um cigarro colocado aceso na boca dos bonecos seja “fumado” até o final.
6) Em Malta, as igrejas com duas torres têm um relógio afixado em cada uma delas, só que os dois mostram horários diferentes. Isso é feito para o Diabo não saber a hora certa da missa.
7) Na Tailândia, quase todas as lojas são enfeitadas com um pênis de madeira, símbolo de fertilidade e riqueza. Os objetos — alguns com até 2 metros de comprimento! — também decoram templos.
8) Para ter namorado no Japão, as moças escrevem o nome do sujeito no braço esquerdo e cobrem com um pedaço de esparadrapo por três dias. Após uma semana o cidadão estaria caído de amores pela garota.
Fonte: Revista Supertinteressante.
 

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