quinta-feira, 19 de abril de 2018

DAS ESPECIALIDADES MÉDICAS

Pedro Henrique Saraiva Leão (*)
Oficialmente no Brasil são reconhecidas 53 especialidades. A terminologia médica é composta de termos (mais) gregos e latinos, em voga nos séculos XV e XVII, derivados de línguas ditas “mortas”, embora ainda vivas até hoje. Destarte, convém identificar suas origens ou etimologia para saber seu significado. Assim: angiologia (do grego aggêion = vaso sanguíneo); cardiologia (do grego kardia = coração, ou estômago); dermatologia (grego derma = pele); endoscopia (gr. endon = dentro + skopein = olhar para); (gr. Idem krinein = separado, refere-se às glândulas internas); geriatria (gr. géron = velho); hematologia (gr. haimato = sangue); mastologia (gr. mastós = seio); nefrologia (gr. nephrós = rim); oftalmologia (gr. opthalmos = olho); pediatria (gr. paidós = criança); pneumologia (gr. pneumón = pulmão); proctologia (gr. próktos = reto); otorrino (g. ótos = ouvido rhino = nariz); urologia (g. ouron = urina).
Creio ter explicado didaticamente a diferença entre proctologia e urologia em artigo aqui publicado a 12/09/2012. Mas vale repetir: aquela entende-se com (relaciona-se) as doenças do intestino grosso (ou cólons) (1,5m), desde o íleo terminal, incluindo o apêndice, até o reto e o ânus. Nem só de hemorroidas e fístulas vivem os proctologistas, mas também do câncer colo-retal, do megacólon, das colites (reto-colite ulcerativa; colite granulomatosa, ou de Crohn), da diverticulite, das colonoscopias, das alterações do hábito intestinal, etc. Esta, pois, a província dessa especialidade eminentemente cirúrgica.
Quando presidi nacionalmente sua sociedade (1982), desde 1979 funcionou como colo-proctologia. A urologia trata doenças dos sistemas urinário (máxime da próstata) e reprodutor.
Dos 7 papiros médicos famosos na iátrica antiga (arte de curar), um foi totalmente dedicado à proctologia, ratificando-a como uma das disciplinas médicas mais antigas. Consoante o historiador Heródoto, no Egito, àquelas pristinas (velhas) eras (>450 anos a.C.) cada médico cuidava de determinada parte do corpo, sendo o proctologista considerado o “guardião do ânus do faraó”.
(*) Professor Emérito da UFC. Titular das Academias Cearense de Letras, de Medicina e de Médicos Escritores.
Fonte: O Povo, 17/03/2018. Opinião, p.10.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

PAULO LEITÃO: o primeiro nutrólogo na Academia Cearense de Medicina



Ac. Paulo Leitão acompanhado de sua esposa Dione logo após a solenidade posse na Academia Cearense de Medicina
Paulo Roberto Leitão de Vasconcelos nasceu em Fortaleza-Ceará, em 12/08/1955, filho de Francisco Domingos de Vasconcelos e Francisca Celina Leitão Vasconcelos.
Foi aluno marista do primário ao científico no Colégio Cearense Sagrado Coração.
Cursou Medicina na Universidade Federal do Ceará (UFC), de 1974 a 1979.


Em 1980, foi estagiário da enfermaria cirúrgica do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) da UFC, chefiada pelo Prof. Haroldo Juaçaba. Paulo Leitão cumpriu Residência Médica em Cirurgia Geral, no Hospital Geral de Fortaleza, de 1981 a 1982.
De 1983 a 1987, completou sua formação na Universidade de Oxford, Inglaterra. Nesse país, fez uma extensão da residência cirúrgica no John Radcliffe Hospital, e os cursos de Mestrado e Doutorado, sob a orientação do Prof. Dermont Williamson. Em agosto de 1987, recebeu o Grau de Doutor em Filosofia da Universidade de Oxford.
Ao regressar a Fortaleza, Paulo Leitão, de início, foi médico voluntário do HUWC/UFC, pesquisador do CNPq, sob orientação do Prof. Manassés Fonteles, e integrou a equipe de cirurgia do Prof. João Evangelista Bezerra Filho, na Gastroclínica.
Mediante concurso, Paulo Leitão ingressou na vida acadêmica no Departamento de Cirurgia da UFC, chegando a Professor Titular em Cirurgia/Nutrologia em 2012.
Paulo Leitão foi um dos fundadores do Programa de Pós-Graduação em Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFC, em 1992, tendo sido o coordenador de 1993 a 2015.
É docente na graduação em Medicina, coordenando o módulo de Nutrologia, e bolsista de pesquisa do CNPq nível 2. Foi consultor ad-hoc da CAPES, de 1998 a 2014.
Sua produção científica destaca-se pela publicação de 93 artigos, dois livros e nove capítulos de livros. Orientou 44 alunos de iniciação científica, 34 mestres e 13 doutores. Possui uma patente registrada.
É membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e membro honorário do Colégio Real de Cirurgiões do Reino Unido.
O Ac. Paulo Leitão foi empossado, em 22/09/17, na Cadeira Nº 47 da Academia Cearense de Medicina (ACM), patroneada pelo Dr. Livino Virgínio Pinheiro, em vaga preenchida anteriormente pelo Ac. João Pompeu Lopes Randal, sendo saudado, na ocasião, pelo Ac. Janedson Baima Bezerra.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Titular da Cadeira Nº 18 da ACM
 
* Publicado. In: Revista Jornal do Médico, 14(94): 6, janeiro-fevereiro de 2018. (Revista Médica Independente do Ceará).

terça-feira, 17 de abril de 2018

SER BRANCO DOS OLHOS AZUIS

Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
... Foi assim: o presidente diz que a culpa da crise foi dos loiros de olhos azuis. E emendou dizendo que "não conhece nenhum banqueiro negro ou índio". Pois eu conheço vários que são semitas, indianos, chineses, japoneses, mas nenhum deles é "loiro de olhos azuis”. (26/03/2009).
Aprendi desde criança que o Brasil é um país livre de preconceitos. Menino ainda, encontrei algumas manifestações de que eu era diferente. Apenas tentava ser igual aos demais. Navio Negreiro de Castro Alves foi o meu poema preferindo, para fazer lembrar a chaga da escravidão, perseguição e preconceito contra os africanos escravizados.
Quando deixei o Colégio Israelita tive o meu primeiro choque racial. Eu e meus colegas de mesma origem, conhecidos por judeus. Muitas vezes as xingações eram tantas que ocorriam brigas homéricas. ‘Te espero na saída’ e estava marcada a briga. Naquele tempo não se sabia nem de longe o que era o tal do bullying. Mas se fosse conhecido nós, judeus, sofríamos bullying. Patrício não significava ser brasileiro da gema, mas sim cognome de outro judeu. Assim fui crescendo e entendendo que era diferente, embora não o desejasse e tentasse ser igual à maioria. Era muito difícil.
Quando tentava namorar alguma moça era perguntado e soletrava o meu sobrenome, perguntavam sempre se era judeu. Os mais delicados indagavam se minha origem era alemã. Os que diziam admirar os israelitas o faziam na forma de elogio, destacando a inteligência, a sagacidade e outros atributos comerciais da raça privilegiada. Isso feria mais do que o próprio preconceito. Mesmo que não o desejassem, os autores de tais louvores ou distinções, ainda mais golpeavam este jovem cujos pais não eram mais que refugiados de pogroms e do holocausto. Sem falar da Inquisição que ainda permanece encruada nos descendentes dos nossos colonizadores.
O pior era quando me encontravam pela primeira vez e, no início da conversa, enumeravam um grande número de pessoas patrícias (compatriotas de mesma origem), achando que com isso iriam ganhar pontos comigo e serem politicamente corretos. Não sei para quê? Agradar a um estranho, filho de um modesto prestamista. E eu pensava, como aprendi ou li depois, sobre a cordialidade do povo brasileiro.
Do meu tempo de vestibular no Recife não tenho notícia de judeu que tenha se formado Bacharel em Direito. Para ser advogado ou entrar para magistratura tinha de ter sobrenome brasileiro.
Pertencer à nobreza canavieira, ter nome de família. Restavam para essa primeira geração de filhos de imigrantes apenas duas oportunidades no Recife. Os que davam para matemática faziam vestibular para Engenharia e para isso escolhiam fazer tanto o curso ginasial e como o cientifico no antigo Ginásio Pernambucano. Os que não possuíam propensão à matemática estudavam no Colégio Oswaldo Cruz, uma vez que a grade escolar desse colégio era mais orientada para as humanidade e medicina. Restava ainda a Escola de Química e algumas outras que atraiam alguns poucos filhos desses imigrantes.
As moças estudavam para Odontologia, Farmácia, Línguas, Filosofia e outras profissões humanísticas conhecidas por ‘espera marido’.
Para fugir à regra na minha família tive um irmão formado em Direito e um primo Engenheiro Agrônomo. O resto era Medicina ou Engenharia.
Os mais ricos estudavam para “inglês ver” ou para prosseguir o negócio paterno. Era já uma grande vantagem não haver cotas raciais para entrar como aluno em uma Universidade brasileira.
Assim fui aprendendo que a vida em um país cristão era dura para um judeu. Apesar de o convencionalismo físico não estar explícito, o psicossocial estava presente e latente, sobretudo da classe média para cima— a ferida do antissemitismo permanecia cruenta e vergonhosa, plantada pela infame Inquisição.
Falavam os mais velhos frequentadores da Praça Maciel Pinheiro de um Congresso Eucarístico Nacional (1939) que tinha por lema o refrão “Quem não crê brasileiro não é".
E como ficavam os não-católicos?
Ainda hoje as cátedras (hoje, sou professor titular) não podem ser ocupadas por judeus e somente conheci um catedrático judeu já falecido na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco. E mais dois na Universidade de Pernambuco, na minha profissão. Ser judeu é ou era um entrave.
O Brasil é um país com preconceito disfarçado. Até que um dia alcança um mulato, pobre, operário e sem diploma superior a Presidência de República Federativa do Brasil.
Por incrível que parece é quem estabelece quotas raciais para as universidades. E termina dizendo em plena crise econômica mundial que os culpados são os brancos de olhos azuis.
Pela experiência de mais de cinco mil anos de perseguição fico com medo. Medo justificado. A nossa cor brasileira não é de raça e sim do local onde o grosso da população brasileira migrou para fugir das perseguições raciais, religiosas ou econômicas. Não importa se de própria vontade ou à força, como no caso dos escravos africanos.
Quanto à dizimação dos povos indígenas nem é bom falar, no momento. Somos todos brasileiros por opção ou imposição que se transmudou em grande orgulho de pertencer a esta Nação miscigenada.
Senhor Presidente da República Federativa do Brasil, não nos deixe com mais preconceito racial após o seu mandato. Os nossos problemas são outros. Não nos acrescente mais esse — pelo amor ao nosso querido Brasil.
Veja como Lula acabou? Se acabou.
(atualizada: 8 de janeiro de 2017)
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES). Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha). Foi um dos primeiros neonatologistas brasileiros.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

POLÍTICO EXEMPLAR

Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Já faz algum tempo que ocorreu o trágico falecimento do Dr. Ulysses Guimarães (12.10.1992). Sua memória continua viva para muitos. Na biografia de Ulysses, a eminência do homem apaga o brilho das circunstancias por maior coruscantes sejam as luzes destas. Assim, carece de importância o Deputado Federal, o Ministro da Industria e Comércio, o Presidente da Câmara dos Deputados, o Presidente da Constituinte ou qualquer outro galardão da glória e do poder. Seu perfil, analisando suas atitudes e comportamento, mostra a coerência política, a integridade pessoal, a coragem cívica e a obstinada tenacidade na construção de um Brasil maior, democrático, onde prevaleçam entre nós, a justiça, a liberdade, a honestidade, a paz e o amor à Pátria. Lembro-me, com saudades, do Dr. Ulysses nos anos de 1984 e 1985, trabalhando de forma pacífica e com espírito público, pela redemocratização do Brasil. Naquela época tive a honra de governar o Estado do Ceará e participava de reuniões com Aureliano Chaves, Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Franco Montoro, Marcos Maciel e tantos outros políticos que representavam o desejo e a esperança do povo brasileiro. Ulysses e Aureliano eram os dois principais articuladores do movimento que originou a Aliança Democrática, garantindo a eleição do inesquecível Tancredo Neves, derrotando o então Deputado Paulo Maluf, para Presidente da República. O “Senhor Democracia” sempre gostava de repetir em nossas reuniões a seguinte frase: “A corrupção é o cupim da República”. Jamais deixaremos de lembrar e de homenagear Ulysses. Nossos jovens precisam conhecer a verdadeira história contemporânea do Brasil, do Nordeste e do Ceará.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 13/4/2018.

domingo, 15 de abril de 2018

NÃO É BOA IDEIA JOGAR COISAS DO AVIÃO...


Um mexicano, um americano e um russo estão em um avião.
O mexicano diz: "Eu odeio meu país!", e joga uma lata de sopa pela janela.
O americano diz: "Eu odeio meu país!", e joga uma torta pela janela.
O russo diz: "Eu odeio meu país!", e joga uma bomba pela janela.
Quando o avião aterrissa, o mexicano vê uma criança chorando e pergunta-lhe "O que há de errado, menino?"
O garoto responde: "É que uma lata de sopa caiu na cabeça da minha mãe e agora ela está desmaiada há uma hora".
"Eu não fiz isso!", diz o mexicano.
O americano vê outra criança chorando e pergunta "O que há de errado, garoto?"
O menino responde: "Minha mãe estava dirigindo, quando uma torta caiu no para-brisa e ela acabou batendo com o carro!"
"Eu não fiz isso!", diz o americano.
Então o russo sai do avião e vê uma criança rindo à beça.
O russo pergunta: "O que é tão engraçado?"
O garoto responde: "Meu pai foi soltar um pum e explodiu a casa!"
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

UMA VISITA DA FADA MADRINHA!


Cinderela chegara então aos 75 anos. Depois de uma vida gratificante com o príncipe encantado, que tinha acabado de falecer, ela sentou-se feliz em sua cadeira de balanço, observando o mundo passar da varanda da frente, com um gato chamado Alan de companhia. Em uma tarde ensolarada, do nada, apareceu a Fada Madrinha. Cinderela disse:
"Fada Madrinha, o que você está fazendo aqui depois de todos esses anos?"
A Fada Madrinha respondeu:
"Bem, Cinderela, como você viveu uma vida boa e saudável desde a última vez que nos encontramos, decidi lhe dar três desejos. Você tem alguma coisa na qual o seu coração ainda anseia?"
Cinderela ficou muito feliz, e depois de pensar por muitos minutos, quase sem fôlego, ela disse seu primeiro desejo:
"Eu queria ser muito rica".
Instantaneamente, sua cadeira de balanço foi transformada em ouro maciço. Cinderela ficou atônita. Alan, seu velho gato fiel, pulou de seu colo e correu para a beira da varanda, tremendo de medo.
Cinderela disse:
"Oh, obrigada, Fada Madrinha!"
A Fada Madrinha respondeu:
"É o mínimo que eu posso fazer." O que seu coração deseja para seu segundo desejo?"
Cinderela olhou para o seu corpo frágil e disse: "Eu gostaria de ser jovem e cheia de beleza e juventude novamente."
Na mesma hora, seu desejo tornou-se realidade, e sua bela aparência jovem voltou. Cinderela sentiu toda aquela vitalidade que estava dormente há anos.
Então a Fada Madrinha novamente falou:
"Você tem mais um desejo, o que você gostaria de ter?"
Cinderela olhou para o gato assustado na esquina e disse:
"Desejo que você transforme Alan, meu gato velho, em um jovem bonito e atraente".
Magicamente, Alan sofreu uma mudança fundamental em sua composição biológica, e virou um menino tão bonito - que ninguém jamais tinha visto...
A Fada Madrinha novamente falou:
"Parabéns, Cinderela, aproveite sua nova vida!"
E, como em um passe de mágica brilhante, ela se foi. Por alguns minutos, Alan e Cinderela olham nos olhos um do outro. Cinderela estava sentada, sem fôlego, olhando para o garoto mais extraordinariamente perfeito que ela já tinha visto em toda a vida.
Então Alan foi até Cinderela, que estava sentada na cadeira de balanço, e a abraçou com seus braços fortes e jovens. Ele se inclinou perto de sua orelha, sussurrou, soprando seu cabelo dourado com seu hálito quente:
"Aposto que você se arrepende de ter me castrado agora, não é mesmo?"
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sábado, 14 de abril de 2018

QUEM VAI PAGAR A CONTA?


Um homem estava viajando pelo interior e passou muito mal no meio da rua. Ele foi socorrido pelos moradores da cidade e levado à emergência de um hospital administrado por freiras. Chegando lá, verificou-se que teria que ser urgentemente operado no coração, o que foi feito com êxito.
Quando acordou, estava ao seu lado a freira responsável pela tesouraria do hospital e que lhe disse prontamente:
— Caro senhor, sua operação foi bem-sucedida e o senhor está salvo. Entretanto, um assunto precisa de sua urgente atenção: como o senhor pretende pagar a conta do hospital? O senhor tem seguro de saúde?
— Não, Irmã.
— Tem cartão de crédito?
— Não, Irmã.
— Pode pagar em dinheiro?
— Não tenho dinheiro, Irmã.
— Em cheque, então?
— Também não, Irmã.
— Bem, o senhor tem algum parente que possa pagar a conta?
— Ah, Irmã, eu tenho somente uma irmã solteirona, que é freira, mas não tem um tostão.
E a freira:
— Desculpe que lhe corrija, mas as freiras não são solteironas, como o senhor disse. Elas são casadas com o Divino!
— Magnífico! Então, por favor, mande a conta para o meu cunhado!
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.
 

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