terça-feira, 1 de setembro de 2015

VIAGEM À ANCONA: XXVI Congresso da ALASS


Sigo hoje, 1º/09/2015, para Bologna-Itália, a fim de participar do “XXVI Congresso da ALASS (CALASS 2015)”, patrocinado pela Associação Latina para a Análise dos Sistemas de Saúde (ALASS), que transcorrerá em Ancona-Itália, de 3 a 5 de setembro corrente, com apresentação de dois trabalhos orais, realizados em parceria com Maria Helena Lima Sousa e Fernando dos Santos Rocha Filho, extraídos de teses de Doutorado em Saúde Coletiva Pública da UECE.
Retorno à Fortaleza na noite de 9/09/2015.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Professor titular da Uece Corecon-CE 1.999

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

O BRASIL ANEDÓTICO LXXII


O ESTILO DE EUCLIDES
Anedota corrente, confirmada ao colecionador por Olavo Bilac e Coelho Neto.
Conversava-se, uma vez, em um grupo de homens de letras, sobre Euclides da Cunha, que acabava de publicar os Sertões, quando Joaquim Nabuco, que lhe censurava o estilo retorcido, opinou:
- É um grande escritor, concordo.
E num gesto de desagrado:
- É pena que escreva com cipó...

OS HÓSPEDES DE SANTO ANTÔNIO
Ernesto Sena - "Notas de um Repórter", pág. 164.
Católico praticante, verdadeiro frade leigo, o conselheiro Ferreira Viana residia, mesmo quando ministro do Império, em uma cela do convento de Santo Antônio, onde os religiosos o tinham como companheiro. Certa vez, em palestra à mesa, frei João Costa, membro da confraria, começou a enumerar as pessoas que tendo residido naquela casa de Deus, tinham dali saído para ser ministros ou para outros cargos importantes.
- Frei João, frei João, fale baixo! - pediu Ferreira Viana, com ares misteriosos. E olhando em torno:
- Não conte isso lá fora, senão toda essa gente se vem meter aqui no convento!...

RESPEITO À ETIQUETA
J.M. de Macedo - "Ano Biográfico", vol. I, pág. 312.
O dr. Antônio Ferreira França, que foi deputado geral pela Bahia em quatro legislaturas, entre 1823 e 1837, era não só um dos oradores mais espirituosos da Câmara como um dos médicos mais ilustres do seu tempo. Sentindo-se Pedro I doente, ordenou que chamassem o médico baiano, o qual compareceu prontamente.
No correr da visita, o imperial enfermo sentiu sede, e o dr. França, que nada entendia da etiqueta da Corte, encheu um copo dágua, e ia dar-lhe, quando um dos camaristas o deteve, brusco, dizendo-lhe que não lhe cabia aquela honra, que só a ele competia dar água ao Imperador.
O dr. Ferreira desculpou-se quanto pôde e, voltando ao Paço no dia seguinte, sucedeu que estando sozinho com o monarca, este manifestasse desejo de verter água. O "criado-mudo" estava ao alcance da mão, mas o dr. França resolveu vingar-se; correu à porta do quarto, abriu-a, e, as mãos em concha, gritou para o corredor:
- Quem é o do vaso?!... Venha, quem é o do vaso!...

COLEGAS...
Ernesto Sena - "Notas de um Repórter", pág. 185.
Após a sua entrada para a pasta da Fazenda, havia o conselheiro Francisco Belisário Soares de Sousa recorrido, já, três vezes, ao crédito do país no estrangeiro, quando, ao passar um dia pela rua do Ouvidor, ouviu que alguém o saudava, alto:
- Bom dia, sr. Conselheiro, meu amigo e colega!
O ministro voltou-se, e, vendo Paula Ney, de chapéu na mão, numa reverência, correspondeu, atrapalhado, ao cumprimento.
E Ney, logo, com o mesmo sorriso:
- Colega, sim... Porque... V. Excia. Também não vive de empréstimos?
Fonte: Humberto de Campos. O Brasil Anedótico (1927).

domingo, 30 de agosto de 2015

NAPOLEÃO: curiosidades e lendas sobre essa personalidade histórica II


Créditos de imagem: France Presse- AFP
Em 2014, um chapéu de duas pontas, usadas por Napoleão, foi leiloado por 1,89 milhão de euros – cerca de R$ 6,5 milhões. Dos 120 chapéus que o imperador usou durante seu governo, 19 foram encontrados. Boa parte deles está em coleções de franceses.
 
 5) Solução do enigma dos hieróglifos


Créditos de imagem: Wikimedia Commons
Napoleão teve um papel essencial para decifrar os hieróglifos egípcios, um dos mais antigos sistemas de escrita do mundo. Durante a invasão do Egito, em 1798, Napoleão levou um grupo de estudiosos, que deveria trazer à França todos os patrimônios de interesse cultural ou artístico.
Um dos soldados de Napoleão encontrou uma pedra de granito, que continha inscrições em três tipos de escrita: grego, hieróglifo egípcio e demótico. Mesmo com diferentes caligrafias, o texto inscrito na Pedra de Roseta, como ficou conhecida, continha o mesmo significado. Foi, portanto, essencial para resolver o enigma dos hieróglifos.
 
6) Anticristo?

Créditos de imagem: Wikimedia Commons
A rainha portuguesa Maria 1ª, apelidada de Maria, a Louca, acreditava que Napoleão seria o "anticristo". Portugal era um dos alvos do imperador, pois o país era aliado e tinha fortes laços comerciais com a Inglaterra. Napoleão havia proibido o comércio com os ingleses, no ato que ficou conhecido como Bloqueio Continental  - e por causa dele, a família real portuguesa fugiu para o Brasil em 1808. 
Fonte: UOL Notícias, São Paulo, de 18/6/2015.
 
 
 

 

NAPOLEÃO: curiosidades e lendas sobre essa personalidade histórica I


Há 200 anos, em 18 de junho de 1815, acabava o império de um dos principais estrategistas militares da história, o francês Napoleão Bonaparte (1769-1821). Em seu auge, o império napoleônico ocupou boa parte da Europa, acumulando quase um terço da população do continente.
A queda de Napoleão aconteceu na Bélgica, no episódio conhecido como Batalha de Waterloo. Depois de retomar o poder por mais de três meses, no período chamado de Governo dos Cem Dias,  Waterloo marcou o fim da carreira política de Napoleão. 

O UOL separou seis curiosidades sobre o líder, conhecido por sua personalidade forte:


1) Casar de branco

Créditos de imagem: Arte UOL

Para o evento de sua coroação, em 1804, Napoleão mandou confeccionar trajes brancos seguindo o modelo de sua esposa Josefina. Durante a cerimônia, o papa Pio 6º também oficializou o casamento deles. Antes de Napoleão e Josefina, as pessoas se casavam com trajes de qualquer cor. Depois do casal,  a opção pelo branco começou a se popularizar.

Outra relação entre Napoleão e a moda é a lenda de que os botões presentes nas mangas de paletós e casacos foram ideia dele. O imperador gostava que suas tropas estivessem alinhadas e bem vestidas -- ele não gostava que os soldados limpassem o nariz e a boca nas mangas da farda. Por isso, ordenou que oito botões de metal fossem colocados no local, a fim de evitar tal atitude. Com menos botões, o design dos trajes permanece até hoje. 
 
 2) Arco do Triunfo: monumento às vitórias das tropas napoleônicas
Créditos de imagem: Reuters
O Arco do Triunfo, em Paris, é parada turística obrigatória para quem vai para a França. Mas nem todo mundo sabe que os desenhos do monumento fazem referência a batalhas travadas pelas tropas napoleônicas.
Ele foi construído em 1805, quando o exército francês fazia uma campanha militar para lá de bem sucedida. Naquele ano, o império conseguiu uma de suas principais vitórias na Batalha de Austerlitz,  numa região que corresponde à atual República Tcheca. Nesse confronto, o exército francês venceu as tropas austro-russas, apesar de ter menor número de soldados que o inimigo. Os historiadores consideram a batalha uma obra prima da tática de Napoleão, o que evidenciou a sua genialidade como estrategista militar. 
O monumento contém gravados os nomes de 128 batalhas e 56 generais. Apesar de ter planejado a homenagem, Napoleão nunca chegou a ver o Arco do Triunfo pronto. A obra só ficou pronta em 1836, 15 anos após a morte do imperador e 21 anos após a derrota em Waterloo.

3) O imperador sem pênis

Créditos de imagem: Wikimedia Commons
Napoleão morreu em 1821, na Ilha de Santa Helena. No entanto, o corpo não foi sepultado com todos os órgãos O pênis do imperador teria sido amputado horas depois da sua morte. A principal hipótese para explicar esse fato é que a amputação tenha sido feita durante a autópsia, pelo médico francês Francesco Antommarchi.
A relação de Antommarchi com Napoleão era pouco amistosa. Enviado para cuidar do câncer de estômago do imperador, o anatomista pouco entendia do assunto. O fato irritou Bonaparte, que o recebia com insultos e cusparadas. A amputação teria sido uma vingança do médico.
Mais de um século depois, a relíquia reapareceu nos Estados Unidos, guardada pelo urologista John Lattimer. Segundo a Time, Lattimer permaneceu com o órgão até sua morte em 2007. A filha que herdou a relíquia deseja leiloá-la. O preço inicial é 100 mil dólares (cerca de R$ 310 mil).
Fonte: UOL Notícias, São Paulo, de 18/6/2015.

 

sábado, 29 de agosto de 2015

Defesa de Tese em Saúde Coletiva (UFC) da Enfermeira Francismeire Magalhães


Aconteceu na manhã de ontem (28/08/15), na Universidade Federal do Ceará, mais uma defesa de tese do programa de Doutorado em Saúde Coletiva em Associação Ampla da Universidade Estadual do Ceará, da Universidade Federal do Ceará e da Universidade de Fortaleza.
A banca examinadora, composta pelos Profs. Drs. José Gomes Bezerra Filho, Luiza Jane Eyre de Sousa Vieira, Augediva Maria Jucá Pordeus, Rosa Lívia Freitas de Almeida e Marcelo Gurgel Carlos da Silva, aprovou a Tese “Fatores determinantes da gravidade de lesões em acidentes envolvendo motocicletas”, apresentada pela doutoranda FRANCISMEIRE BRASILEIRO MAGALHÃES, orientada do Prof. José Gomes Bezerra Filho.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Professor do Doutorado em Saúde Coletiva

CONVITE: Posse Frei Hermínio B. de Oliveira na AMLEF


No próximo dia 31 de agosto, às 19h30, no Plenário 13 de Maio da Assembleia Legislativa, ocorrerá a Sessão Solene em comemoração aos 10 (dez) anos da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - AMLEF. Na ocasião, será empossado o Frei Hermínio Bezerra de Oliveira, na cadeira nº 01 e será outorgada a Medalha Mário Caúla (a mais alta comenda da AMLEF) às senhoras Luciana Dummar, Presidente do Grupo de Comunicação O POVO, e Sra. Leda Maria, jornalista que coordena os Suplementos Literários do Jornal O POVO.
Convidamos os parentes, familiares e amigos para nos honrar com suas luminosas presenças.
Na paz,
JÚNIOR BONFIM - OAB/CE 15.545
Presidente da AMFLEF

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

INTERIORIZAÇÃO E PIONEIRISMO DA UECE


Por João Rameres Regis (*)
"Quantas histórias podem ser contadas pelos mais de 20 mil profissionais formadas em suas unidades interioranas?"
A universidade é uma das maiores e mais importantes criações da humanidade. As primeiras remontam ao início do segundo milênio da era cristã. O desejo inerente à condição humana de sobrepujar os limites que a prendia ao domínio da natureza e de usá-la em seu proveito, aliada à ideia de que o homem, pela razão, seria capaz de construir sua liberdade, fez da universidade o locus da produção de saber e técnica.
A história das universidades brasileiras segue outro percurso; elas são muito mais jovens que as demais, inclusive hispano-americanas. A USP, nossa mais velha, remonta a 1934. No Brasil, elas foram criadas para formar a inteligência nacional, ligada à elite socioeconômica e às necessidades burocráticas do Estado Nação.
Se visto em contexto milenar ou secular, os 40 anos da Uece podem parecer mínimos, mas, se adotado o ponto de vista da função social que ela exerce para o povo cearense, a Uece se agiganta e alcança os pódios do sucesso, mesmo tendo que sobreviver enfrentando as dificuldades que lhes foram impostas em sua trajetória.
A magnitude e a complexidade da Uece se expressam, sobretudo, por sua história de pioneirismo. Foi a Uece a primeira IES do Ceará a iniciar o processo de interiorização do ensino superior. Esta ação tem valor incalculável e inenarrável, pois não há número que possa mensurar nem letra capaz de expressar o valor de uma oportunidade aberta a um jovem de família urbana ou rural residente nas nove áreas de atuação da Uece.
Quantas trajetórias individuais e coletivas foram construídas pela presença da Uece numa região? Quantas histórias podem ser contadas pelos mais de 20 mil profissionais formadas em suas unidades interioranas? Eis aí o valor e o diferencial da Uece, sua capacidade de subverter a ordem das coisas e de abrir portas fadadas a permanecerem cerradas.
Na sua fundação, em 1975, entre as seis escolas que a constituíram, estava a Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos (Fafidam), em Limoeiro do Norte. Posteriormente, vieram os campi de Quixadá, Iguatu, Itapipoca, Crateús, Tauá e os últimos, especiais, os campi de Pacoti, do Centro de Ciências da Saúde, e de Guaiúba, da Faculdade de Veterinária.
No interior a Uece está presente com Licenciaturas, para a formação de professores que atuarão nas redes públicas e particulares da educação básica. Assim, nesses 40 anos, a Uece contribui para a elevação do nível educacional, técnico, político e cultural do povo cearense, habilitando profissionais capazes de desenhar um novo futuro para si e para as gerações vindouras. Também tornando plena minha história pessoal, pois nela fiz minha graduação e hoje sou professor e diretor da unidade onde me graduei.
(*) Historiador, doutor em História Social, professor e diretor da Fafidam/Uece (Limoeiro do Norte).
Publicado In: O Povo, Opinião, de 15/8/15. p.7.
 

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