terça-feira, 29 de julho de 2014

EUNÍCIO ESTÁ NO SEU TETO, CAMILO NO SEU PISO


Por Ricardo Alcântara (*)
Somente com dez dias de propaganda na televisão é que se poderá ter um cenário mais definido dos rumos que tomará a sucessão. “Cenário definido”, em termos: nele, nada haverá que não possa mudar nos últimos dez dias de campanha.

Logo, pesquisas de opinião de hoje só existem para este fim: serem solenemente desmentidas mais adiante. É o que chamo (se não lhe incomoda uma metáfora futebolística mesmo após aquele vexame) de “pesquisa de bola parada”.
 “Pesquisa de bola parada” é como esquema tático em prancheta de técnico: em menos de dez minutos de jogo tudo aquilo já pode ter ido por água abaixo. Ela afirma o resultado que a eleição teria... se não houvesse eleição alguma!

No entanto, eleição haverá e ela será precedida por uma intensa campanha onde o mais conhecido haverá de convencer e o desconhecido pode surpreender.  Cante seu hino à capela, mas lembre-se dos alemães. Eles sabem: o jogo é jogado.
No quadro da disputa ao governo do Estado, há duas seguras constatações a partir da mais recente pesquisa Ibope: com 44% das indicações, Eunício Oliveira inicia a campanha pelo seu teto para primeiro turno e Camilo, com 14%, pelo seu piso.

Pensar que Eunício possa ganhar a campanha contra um candidato governista já no primeiro turno é uma aposta de risco. Logo, difícil ultrapassar esses abençoados 44% que a pesquisa lhe confere, resultado de um recall longamente perseguido.
Já os 14% que o Ibope confere a Camilo Santana é um índice ínfimo, compatível com candidaturas alternativas, vinculadas a nichos urbanos mais esclarecidos e comprometidas com vestígios de utopia. 14% de votos, o Benfica garante, ora.

Logo, a próxima rodada de pesquisas, datada para a primeira semana de Agosto, só trará boas notícias para a campanha de Camilo-Izolda, indicando o crescimento natural de uma candidatura que partiu do patamar mínimo de seu potencial.
Tão logo uma parcela maior da sociedade saiba que eles são indicados pelo atual governador e, ainda mais importante, vinculados ao partido de Lula e Dilma – PT, o próprio, e não o genérico PMDB – eles deverão, até lá, crescer bastante.

Se alguém pretende retirar da pesquisa Ibope de agora algo mais substancial, a boa técnica recomenda tomar como totalidade a relação percentual entre o número de eleitores que afirmam conhecer o candidato e aqueles que nele declaram seu voto.
Somente a observação comparada da proporção entre nível de conhecimento e intenção de voto em cada candidato pode dar aos índices pesquisados agora uma visão em perspectiva, que aponte a tendência – para onde as coisas estão indo.

(*) Jornalista e escritor. Publicado In: Pauta Livre.
Pauta Livre é cão sem dono. Se gostou, passe adiante.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

POLITICAMENTE CORRETO

Affonso Taboza (*)

País dos modismos, o Brasil. Não sei se nisso somos diferentes de outros povos. Pouco importa. Cabe-nos analisar o que nos toca e a forma como as coisas acontecem em nosso chão. Verdade é que, nos últimos tempos, muitos conceitos aqui arraigados viraram de ponta-cabeça, afetando o modo de pensar e, em consequência, atitudes e ações de grande parte do nosso povo. Certo? Errado? Cada um tem sua verdade... Avanço? Atraso? Cada um tem sua ótica...
Uma coisa não se pode negar: São estranhos, muito estranhos, certos comportamentos e formas de pensar correntes hoje em dia, se comparados aos conceitos e atitudes de vinte ou trinta anos atrás.

Um exemplo forte é a questão racial. Hoje, chamar-se alguém de negro, simplesmente apelando para uma realidade física visível, é ofensa grave. Por quê? O termo negro é palavrão? É indigno ter a pele escura?
Chamar alguém de negro, hoje, é mais grave que chamar de ladrão, ou qualificar de forma indecorosa sua honrada mãe. Diferente de tempos bem recentes, quando as expressões “negro velho” ou mais comumente “nego véi”, eram formas amistosas e até carinhosas de trato. De igual modo, “minha nega”. Era comum maridos tratarem as esposas por “minha nega” ou “minha veia”. Vá alguém tratar hoje um semelhante com tais termos... Se a “ofensa” for levada à Justiça, pode o atrevido ir parar na cadeia, visto que os juízes não têm ainda o poder de mandar alguém para o fogo do inferno.

O rolo compressor dos revisionistas é tão grande que até a obra de Monteiro Lobato, ícone da literatura brasileira que fez a alegria de gerações de petizes, é policiada e taxada de racista pelas autoridades deste governo de poucas luzes e muitos preconceitos. Tende a entrar, se não já entrou, no Index Librorum Proibitorum. E lembre-se que o escritor viveu em época em que ser negro era condição natural de herança étnica e, portanto, pessoas de pele escura não se sentiam ofendidas com isso. A obra foi produzida naquele contexto, mas os doutos de Brasília são incapazes de sentir isso.
Num mundo de tanta hipocrisia e simulação, qualificar alguém de negro é ofensa. “Politicamente correto” é designá-lo de afro-descendente. O que dá no mesmo. Babaquice sem tamanho!

Aprendemos em tempos idos que o Brasil era um país de brasileiros, onde não havia distinção de cor e credo. Pelo menos do ponto de vista legal. Consequência natural da mistura de raças e origens do seu povo. Um pais de mestiços, onde são raros os que portam sangue europeu puro. Por trás de uma pele alva, corre com frequência boa dose de sangue índio, africano ou asiático. Nunca tal fato foi motivo de querela ou questionamento, nem despertou atenções.
O politicamente correto e os eufemismos desnecessários dos dias de hoje jogam holofotes em tal questão, sem nenhuma vantagem para o País. Levantam discussões, exacerbam ânimos, abrem feridas. Um tiro no pé. Destruíram a boa convivência, institucionalizaram o racismo. Um racismo às avessas onde “brancos” são discriminados.

Hoje o Brasil é um país de falsos brancos, falsos índios, falsos afro-descendentes, falsos asiáticos. Um país de eufemismos.
 (*) Membro do Instituto do Ceará
Fonte: O Povo, Opinião, de 23/07/14.

domingo, 27 de julho de 2014

Outras Goleadas: Alemanha X Brasil

1) Prêmio Nobel - Alemanha 103 x Brasil 0

2) Salário de Professor do ensino público - Alemanha US$ 30 mil/ano x Brasil US$ 5 mil/ano

3) Navios em trânsito por dia neste momento nos portos - Alemanha 3.800 x Brasil 315

4) Patentes de novas invenções por ano - Alemanha 2.700 x Brasil 150

5) Aviões circulando no espaço aéreo por dia - Alemanha 5.300 x Brasil 640

 6) Indústria automobilística original - Alemanha 5 x Brasil 0

 7) Indústria aeronáutica original - Alemanha 6 x Brasil 1

8) Número de satélites colocados em órbita por foguete próprio - Alemanha
112 x Brasil 0

 9) Percentual de energia elétrica gerada por fonte renováveis e não poluentes - Alemanha 35 x Brasil 3

 10) Tempo médio do aluno na escola pública (horas/dia) - Alemanha 9 x Brasil 4

 11) Submarinos nucleares - Alemanha 11 x Brasil 0

Mas nem tudo é tristeza... Não desanime... Em umas coisas o Brasil parece estar ganhando da Alemanha...

 1) Número de jogadores da seleção com brinquinhos nas orelhas e cabelos
pintados: Brasil 9 x Alemanha 0!

2) Número de presidente analfabeto eleito: Brasil 1 x Alemanha 0

3) Número de presidente assaltante de banco, assassina, sequestradora e etc. eleito: Brasil 1 x Alemanha 0

 Fonte: Circulando por e-mail (internet).

DUAS GALINHAS


"Quando pensamos sabermos todas as respostas, vem a vida e muda as perguntas."
Pura Realidade.

- "Se tivesse dois apartamentos de luxo, doaria um para o partido?"
- "Sim" - respondeu o militante.

- "E se você tivesse dois carros de luxo, doaria um para o partido?"
- "Sim" - respondeu o militante.

- "E se tivesse um milhão na conta bancária, doaria 500 mil para o partido?"
- "É claro." - respondeu o orgulhoso companheiro.

- "E se você tivesse duas galinhas, doaria uma para o partido?"
- "Não" - respondeu o camarada.

- "Mas porque você doaria um apartamento de luxo se tivesse dois, um carro de luxo se tivesse dois e 500 mil se tivesse um milhão, mas não doaria uma galinha se tivesse duas?"
- "Porque as galinhas eu tenho."

Fonte: Circulando por e-mail (internet).

sábado, 26 de julho de 2014

CONVITE: Lançamento de “RELIGIO”


A Diretoria da Sociedade Médica São Lucas convida para o lançamento de “Religio”, livro de Marcelo Gurgel Carlos da Silva, José Jarbas Studart Gurgel e Elsie Studart Gurgel de Oliveira, a acontecer na Igreja de N. S. das Graças, do Hospital Geral do Exército de Fortaleza, às 19h15min, logo após a Celebração Eucarística de Julho/2014.
A obra reúne contribuições literárias de cunho religioso, sendo a renda desse lançamento destinada às ações beneficentes e evangelizadoras da Sociedade Médica São Lucas.

Sociedade Médica São Lucas

CONVITE: Celebração Eucarística da SMSL - Julho/2014

A DIRETORIA DA SOCIEDADE MÉDICA SÃO LUCAS (SMSL) CONVIDA todos para participarem da Celebração Eucarística do mês de MAIO/2014, que será realizada HOJE (26/07/2014), às 18h30min, na Igreja de N. S. das GRAÇAS, do Hospital Geral do Exército, situado na Av. Des. Moreira, 1.500 - Aldeota.
CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!
MUITO OBRIGADO!

sexta-feira, 25 de julho de 2014

TRIBUTO À MEMÓRIA DE ELSIE STUDART


A Profa. Elsie Studart Gurgel de Oliveira retornou ao Pai, em 25 de julho de 2013, passando ao convívio dos Seus eleitos.
Ela foi marcante em tudo que se fez presente, desde a sua tenra infância, no Acaraú, a terra que lhe serviu de berço, em 28/08/1943, e de onde partiu, após cursar o Primário na Escola Normal Rural Virgem Poderosa, para prestar o exame admissional em Fortaleza, recebendo da sua diretora escolar, a Irmã Goretti, a obrigação de brilhar.

A imposição referida foi plenamente atendida, pois Elsie Studart conquistou um dos primeiros lugares do concorrido e difícil Exame de Admissão ao Ginásio, ingressando na Escola Normal Justiniano de Serpa, objeto de desejo de incontáveis moças de Fortaleza, que aspiravam receber uma educação pública de qualidade e tornarem-se professoras primárias.
Na Escola Normal, com brilhantismo, Elsie fez o Ginásio, de 1957 a 1960, e o curso Normal, de 1961 a 1963, habilitando-se como professora normalista.

Iniciou sua vida profissional, em 1964, como professora da Campanha Nacional de Educandários Gratuitos, contratada para ensinar Português e Geografia, em diferentes séries do Ginásio Domingos Paes, em Jaguaribara-CE.

Elsie cursou Letras, na Faculdade de Filosofia do Ceará, obtendo, em 1973, a licenciatura em Português / Inglês e respectivas literaturas. Nesse período, foi coautora do livro “Castro Alves, o poeta e o tempo”.

Foi admitida, por concurso público, em 1965, no Departamento Nacional de Obras Contra as Secas - DNOCS, tendo se destacado no exercício das funções: Assistente da Divisão de Assistência às Comunidades, Secretária do Conselho de Administração e Chefe de Secretaria do Gabinete de Direção Geral, resultando em uma substantiva produção técnica e literária.
Em 1991, após a sua aposentadoria do DNOCS, passou a trabalhar no Instituto do Câncer do Ceará (ICC), recebendo e cumprindo as mais diversas atribuições, mormente ao emprestar sua experiência, como escritora e redatora, além de integrar a Rede Feminina do ICC, prestando serviços de voluntariado.

Elsie Studart publicou, em vida, como autora ou em coautoria, onze livros; porém, como polígrafa pouco afeita a publicizar sua produção literária, deixou uma parcela considerável dos seus escritos ainda inédita, um legado que precisa ser divulgado, porquanto o seu talento não pode permanecer oculto às gerações vindouras.
Religio vem a público, postumamente, para marcar o primeiro ano do falecimento de Elsie Studart, ao tempo em que inaugura uma sequência de livros que servirão para perpetuar o pendor literário da escritora de inolvidáveis méritos.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Médico do Instituto do Câncer do Ceará
Fortaleza, 14 de julho de 2014

* Publicado In: O Povo. Fortaleza, 24 de julho de 2014. Caderno A (Opinião). p.9.
 

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