domingo, 5 de julho de 2015

PT é igual a PERDA TOTAL...

 

Fonte: Fotomontagem circulando por e-mail (internet).

A PEDRA ANGULAR É O BOM PASTOR


Por Padre Geovane Saraiva (*)

Somos chamados de pedras vivas e Cristo conta conosco, como protagonistas indispensáveis nesta construção espiritual, que é a Igreja.
Nas construções antigas, a pedra angular era tida como a pedra fundamental, a primeira a ser assentada na esquina do edifício, formando um ângulo reto entre duas paredes. Servia para definir a colocação das outras pedras e alinhar toda a construção. O edifício, o qual nos referimos por analogia, é Jesus Cristo, e que compreendido aos olhos da fé e também pela razão, é a pedra angular, aquela que os pedreiros rejeitaram (cf. Sl 117, 22), que por inúmeras vezes a Bíblia Sagrada se refere.
Ainda associando a ideia de edifício, ou de uma construção, nos vem a mente a Igreja como templo santo de Deus. No Antigo Testamento temos em Salomão a prefiguração de Cristo, ao edificar o templo como lugar por excelência de encontro com Deus. Naquele lugar sagrado guardava-se a Arca da Aliança, sinal límpido da presença do Senhor no meio do seu povo. O maravilhoso neste contexto inefável é perceber que o templo prefigura a Igreja, a Sião ou a Jerusalém Celeste, local no qual o Espírito Santo de Deus habita, guiando-a e sustentando-a (cf Rs 6,1-14).
Somos chamados de pedras vivas e Cristo conta conosco, como protagonistas indispensáveis nesta construção espiritual, que é a Igreja. Nela, todos são importantes, ninguém é descartável ou inútil, contradizendo portanto a lógica do deus dinheiro que descarta os menos favorecidos. “Nós somos pedras vivas no templo santo do Senhor”, disse o Papa Francisco, na audiência geral da quarta-feira, de 26/06/2013, na Praça de São Pedro, reafirmando esta verdade da fé. Urge um convencimento sempre maior de crer na Palavra de Deus, nós que temos Jesus Cristo por base e fundamento, no qual está edificada a Igreja de Cristo, que aos olhos da fé a vemos como bela e indescritível obra.
Como é maravilhoso pensar na Igreja, tendo Cristo como o bom pastor, como pedra angular e seus discípulos e seguidores, como pedras vivas neste edifício espiritual, numa forte e encantadora simbologia, indicando a utilidade das pessoas na Igreja de Cristo. Somos, portanto, a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, na qual a pedra angular é o elemento essencial da nossa razão de ser e existir, o fundamento sólido e seguro da referida construção.
O edifício espiritual que é a Igreja subsiste ao longo dos tempos através dos sacerdotes. Aqui fica fácil compreender nas sábias palavras do Papa Francisco, ao ordenar dezenove (19) novos sacerdotes, na Basílica de São Pedro aos 26/04/2015, exortando-os que com o batismo reunireis novos fiéis ao povo de Deus, pedindo-lhes para nunca recusar o batismo àqueles que o pedem. Com o sacramento da penitência perdoarão os pecados em nome de Cristo e da Igreja e, mesmo em nome de Cristo e da sua esposa, a Igreja. o Papa suplicou-lhes igualmente para nunca se cansarem de ser misericordiosos, reiterando que eles estarão no confessionário para perdoar e não para condenar e que, sobretudo, deverão imitar o Pai que nunca se cansa de perdoar.
Disse ainda o Santo Padre, que com o óleo santo, enfim, eles levarão o alívio aos doentes e celebrando os ritos sagrados, eles serão a voz do povo de Deus e de toda a humanidade, sugerindo-lhes, portanto, uma Igreja despojada e servidora, sempre disponível para a missão, que no plano divino é o mistério salvífico, sinal e presença do Reino de Deus, que os sacerdotes têm que ter sempre diante de si o exemplo do Bom Pastor, a “Pedra que vós, os construtores desprezastes e que se tornou a pedra angular” (cf. At 4, 11).
 (*) Geovani Saraiva é escritor, blogueiro, colunista, vice-presidente da Previdência Sacerdotal e Pároco de Santo Afonso, Parquelândia.
Fonte: O Povo, de 3/5/2015. Espiritualidade. p.8.

sábado, 4 de julho de 2015

SÃO JOÃO DE ANTANHO

Por Affonso Taboza (*)
Quem carrega nos ombros o peso dos setenta ou oitenta, certamente se lembra com saudade das festas juninas dos tempos de criança. Sobretudo os nascidos e criados no Interior, e estes são muitos, pois nossas raízes são sertanejas. De origem remota, as festas juninas eram acontecimento importante no calendário social e religioso de cidades e vilas, e para elas as pessoas se preparavam com zelo e cuidado. Em tempos mais distantes, chamavam-se festas Joaninas, focando o santo homenageado. Em tempos mais recentes, dois santos menos cotados, Antônio e Pedro, por terem na liturgia católica seus dias em junho, se somaram aos festejos. Menos cotados – diga-se – em matéria de homenagens que tais, mas respeitadíssimos em outras áreas. São Pedro já naquele tempo portava as chaves do céu e comandava as torneiras dos bons invernos. Santo Antônio já era alcoviteiro, arranjava casamentos e enchia de esperança as caritós. No entanto, pálidas eram as homenagens que recebiam, a não ser nos lugares onde eram padroeiros.
O ponto alto dos festejos eram as fogueiras e delas se tiravam sinais. São Pedro, por exemplo, costumava responder as consultas sobre o inverno vindouro. Uma garrafa cheia d’água, enterrada sob a fogueira, indicava bom inverno se o nível d’água no dia seguinte estivesse alto, ou mau inverno se estivesse baixo. Garrafa quase vazia era sinal de seca braba. Verdade que ninguém punha em dúvida.
Mas, festa de arrojo mesmo era a de São João. Fogueiras ingentes de madeira boa – sabiá, pau branco, aroeira, anjico e outras – crepitavam majestosas para todo lado, elevando suas chamas e fagulhas a metros de altura, tangendo para longe a escuridão da noite, e animando os terreiros iluminados. Outras, pequenas de propósito, permitiam a brincadeira do pular fogueira, das danças de roda, dos compromissos de madrinha e afilhado, compromisso sério, diga-se de passagem, implicando até na obrigação de tomar a bênção. Madrinha de fogueira era respeitada.
Fartura, muita fartura de alegria e comida, era o que se via: dança de quadrilha, milho verde assado e cozido, pamonha, canjica, manjares deliciosos preparados com os frutos da terra abundantes em fins d’águas.
A tradição sobrevive graças ao esforço de abnegados, que tentam preservar a cultura do País, mas pouco têm a ver os eventos “pasteurizados” de hoje com a doçura e a espontaneidade das festas daquele tempo. Não é crítica, é constatação, até porque os tempos são outros e seria descabido querer reproduzir um passado que não volta mais. Onde encontrar lenha para as fogueiras, terreiros para iluminar, ingenuidade como a daquele povo inculto para ouvir histórias de alma e lobisomem nas rodas de calçadas, comendo pamonha e milho verde assado?
Nosso aplauso aos que, de uma forma ou de outra, tentam manter viva a tradição, mesmo incrementados os festejos com casamentos de matutos e outras brincadeiras que naquele tempo não existiam. Até porque todos eram matutos. Importante é o esforço de mostrar as coisas boas do passado, e que nossos maiores eram quiçá mais felizes em sua simplicidade que nós, amantes da modernice, cercados de comodidades que mais nos escravizam que confortam.
(*) Engenheiro civil e militar, e membro do Instituto do Ceará.
Fonte: Publicado In: O Povo. Fortaleza, 17/06/2015. Opinião. p.8.

A MINHOQUINHA


A MINHOQUINHA
O Príncipe Encantado encontra Branca de Neve e pergunta:
- Quer casar comigo?
- Claro, majestade.
O Príncipe Encantado mostra o pênis e pergunta:
- Você sabe o que é isto?
- Seu belo pinto, Príncipe.
- Vou embora. Quero uma mulher inocente. 

O Príncipe vai então à casa da Gata Borralheira e pergunta:
- Quer casar comigo?
- Claro que sim.
O Príncipe Encantado tira o troço para fora e pergunta:
- Você sabe o que é isto?
- Seu pinto, viril Príncipe.
- Vou embora. Exijo uma mulher casta. 

O Príncipe encontra Chapeuzinho Vermelho na floresta e pergunta:
- Quer casar comigo?
- Claro, Alteza.
O Príncipe Encantado tira o pênis prá fora e pergunta:
- O que é isso?
- Isso é uma minhoquinha, meu Príncipe.
Maravilhado com a inocente Chapeuzinho Vermelho, o Príncipe Encantado casa-se com ela. Na noite de núpcias o Príncipe fala para Chapeuzinho:
- Isto aqui é um pinto, meu amor.
E ela fala:
- Não, meu Príncipe. Isso é uma minhoquinha. PINTO É O DO LOBO MAU!
Fonte: Internet (circulando por e-mail).

sexta-feira, 3 de julho de 2015

SURDOS AO CLAMOR DO POVO

Por Affonso Taboza (*)
"Sobre a superlotação das cadeias, a solução seria deixar bandidos à solta, matando a esmo?"
É uma pena. Nossos representantes em Brasília, com exceções, vivem noutro planeta. Votam projetos de lei importantes alheios aos anseios de quem lhes deu um voto de confiança. Estão no Congresso como procuradores do povo, mas se recusam a agir como deseja quem lhes outorgou a procuração. Daí o descrédito nas duas casas.
A imprensa tem noticiado que cerca de 90% dos habitantes do País são favoráveis à maioridade penal aos 16 anos. Mas ontem veio a decepção, a proposta foi derrotada. Lamentável. Mas vêm outras votações capazes de repor o trem nos trilhos, se os senhores parlamentares se lembrarem de que não são donos de seus votos.
Mitos correntes: 1) Os menores criminosos são vítimas da sociedade; provêm de famílias desestruturadas, muito pobres, às vezes de pais usuários de drogas. 2) A culpa da delinquência juvenil é da sociedade que não lhes dá oportunidade. É a visão boazinha; em parte verdadeira, em parte falsa.
Atribuir à pobreza o comportamento criminoso de jovens nascidos e criados nesse ambiente é uma tentativa míope de simplificação de assunto complexo. O ambiente é propício, mas o ingresso no mundo do crime depende da decisão de cada um. Não fosse assim, não haveria mente sã entre os jovens favelados.
Também é falso atribuir à sociedade a culpa desses desvios. As oportunidades estão aí, é só correr atrás. E muitos rapazes pobres conseguem. Mas alguns acham que pegar uma arma e sair matando seus semelhantes é mais fácil que mourejar um dia inteiro no trabalho e à noite ir pra escola. Questão de opção. A ditadura do politicamente correto define as cadeias como locais de ressocialização. Meia verdade. Elas foram concebidas como locais de punição.
Desculpas: 1) A maioridade aos 16 não resolve a criminalidade. 2) As cadeias estão superlotadas. Ora, a maioridade aos 16 não resolve, mas ajuda a resolver. Não há solução única para problema complexo. Sobre a superlotação das cadeias, a solução seria deixar bandidos à solta, matando a esmo? Contamina o País uma estranha ideologia que inverte o conceito de direitos humanos - humano é o bandido, a vítima não.
Novas votações vêm por aí. Espera-se de deputados e senadores que legitimem sua representação. Cerrem fileira com a maioria, de costas para os pregoeiros dessa ideologia nefasta, que vem deixando o Brasil de cabeça pra baixo.
(*) Engenheiro civil e militar, e membro do Instituto do Ceará.
Fonte: Publicado In: O Povo. Fortaleza, 2/07/2015. Opinião. p.11.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Arqueólogos encontram duas cidades maias escondidas em floresta no México

Por Joanna Zuckerman Bernstein, da Reuters
Na Cidade do México


NOVAS CIDADES MAIAS - Foto divulgada na sexta-feira (22/08/14) mostra um pedaço de uma estela de uma cidade antiga maia, em Lagunita, no México. O registro foi feito no dia 17 de maio deste ano. (Foto distribuída por Reuters)
Arqueólogos encontraram duas cidades maias que estavam escondidas na floresta tropical do sudeste do México, uma região onde, segundo o chefe dos pesquisadores, poderia conter outras "dezenas" a desvendar.
Arqueólogos encontraram duas cidades mais antigas escondidas em floresta no sudeste do país. O pesquisador líder Ivan Sprajc, professor do Centro da Academia Eslovena de Ciências e Artes de Pesquisa, afirma que dezenas mais devem ser encontradas na região Centro da Academia Eslovena de Ciências e Artes de Pesquisa/Reuters.
O professor associado da Academia de Ciências e Artes da Eslovênia, Ivan Sprajc, disse que sua equipe encontrou em abril as antigas cidades de Lagunita e Tamchen, na península de Yucatán, mediante a análise de fotografias aéreas da região.
Sprajc comentou que ambas as cidades alcançaram seu apogeu nos períodos Clássico Tardio e Clássico Terminal, entre os anos 600 e 900 depois de Cristo.
Em cada local, os cientistas encontraram edificações parecidas a um palácio, praças e pirâmides, uma delas de quase 20 metros de altura.
Os arqueólogos também descobriram a fachada de uma construção com uma porta que se assemelha às garras de um monstro que provavelmente marcava uma das principais entradas do centro da cidade.
As fotografias dos lugares mostram pirâmides de pedra que se sobressaem na densa folhagem.
"A entrada, pelo que parece, simboliza a entrada a uma caverna e ao submundo... alguém que entra através deste portal teria entrado em recintos sagrados", disse Sprajc à Reuters por telefone da Eslovênia.
Ele explicou que sua equipe traçou um mapa de 10 a 12 hectares para cada lugar, mas que as cidades provavelmente eram maiores. As escavações ainda não começaram.
Sprajc descobriu no ano passado outra antiga cidade maia na região, a qual batizou de Chactun.
Fonte: Reuters/ UOL Notícias, de 22/08/2014.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

NA PAIXÃO DA GUERRA, UM HERÓI DE CARÁTER


Franz Stigler e Charlie Brown
Por Elio Gaspari (*)
Ao final de um mês de paixões, tristezas, alegrias e cavalheirismo, aqui vai uma história na qual estes ingredientes se misturaram no pior dos cenários, o da guerra.
Em março de 1946, um ano depois da derrota da Alemanha, Franz Stigler estava em busca de trabalho quando foi reconhecido pela boa qualidade de suas botas. Eram as dos pilotos da Luftwaffe, aqueles que, segundo a propaganda do governo, salvariam a Alemanha da derrota.
Dos 28 mil pilotos do Reich, haviam sobrado só 1.200, mas ele foi reconhecido e insultado pelos compatriotas. Este pedaço da vida mostrou-lhe que as botas da glória haviam se transformado em marca de opróbrio. Franz não era um homem qualquer, mas, em 1946, ninguém haveria de se lembrar dele.
Salvo Charlie Brown. Três anos antes, Franz pilotava um caça Bf-109, protegendo o Norte da Alemanha, quando alcançou um B-17 de uma esquadrilha que bombardeara a região de Bremen. O avião americano estava em pandarecos. Ele podia ver tripulantes feridos e rombos na fuselagem. Tirou o dedo do gatilho e emparelhou seu caça com o bombardeiro.
Aquele avião não podia estar voando. Charlie Brown, o piloto do B-17, esperava apenas pelos últimos tiros. Viu o piloto alemão movendo a cabeça num incompreensível sinal afirmativo e achou que estivesse sonhando. Franz escoltou o B-17 durante dez minutos. Quando ele se aproximou da costa da Inglaterra, balançou as asas e voltou para a base alemã: “Não se atira em paraquedista. O avião estava fora de combate. Eu não carregaria isso na consciência”.
Charlie contou aos seus superiores o que lhe acontecera, mas mandaram-no ficar calado, pois propagaria um episódio capaz de comover os colegas com a ideia de que havia alemães civilizados.
Franz sobreviveu à guerra, mudou-se para o Canadá e só contou sua história em 1985. Não sabia o que acontecera ao B-17. De 12 mil bombardeiros, cinco mil haviam sido destruídos em combate. Na outra ponta, Charlie Brown, que vivia na Flórida, sonhava encontrar aquele alemão.
Escreveu uma carta para uma revista, descrevendo o estado de seu avião, com o cuidado de omitir um importante detalhe. Em 1990, os dois se encontraram. Franz tinha 75 anos e Charlie, 68. O alemão lembrou-lhe que o B-47 estava com o estabilizador destruído. Era o detalhe omitido.
Pouco depois, todos os sobreviventes do B-17 se reuniram, levando suas famílias. Eram 25 homens e crianças que deviam a vida a um homem que não apertou o gatilho.
Franz morreu em março de 2008. Charlie, em novembro.
 Serviço: Essa história está contada no livro “A Higher call”, de Adam Makos. Custa US$ 9,99, na rede, e vai virar filme.
(*)  Elio Gaspari é jornalista de O Globo.
Fonte: O Povo, 13/07/2014. DOM. p.27.
 

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