domingo, 31 de julho de 2016

COM ESTE SINAL VENCERÁS: valiosas informações


Frei Hermínio Bezerra de Oliveira (*)

Em seu novo livro “In hoc signo vinces: com este sinal vencerás”, o Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva brinda seus leitores com uma agradável apreciação de fatos que marcaram época em recente passado.
Os mais vividos gostarão de relembrar ou conhecer fatos o relativos à sua época. Os jovens ampliarão as suas informações sobre pessoas e fatos importantes da nossa história.
O título é a expressão do século IV da era cristã: In hoc signo vinces = com este sinal vencerás. Misteriosas palavras – que segundo a tradição – apareceram nos céus, ao imperador romano Constantino, em torno de uma cruz, antes da luta contra Maxêncio. Constantino converteu-se e gravou a inscrição em torno de seu escudo e do estandarte.
Ele mostra alguns fatos significativos e pouco conhecidos da vida de santos e bem-aventurados, sob aspectos bem atuais, como o de Santa Edith Stein, doutora. em filosofia, da equipe do filósofo alemão Edmundo Husserl e ligada à evolução da palavra “empatia” (Einfühlung), termo criado pelo filósofo Theodor Lips, em 1904, o primeiro intelectual a apoiar as – então estranhas – teorias do desconhecido Dr. Sigmund Freud.
A empatia, juntamente com simpatia de 1409 e antipatia de 1542 formam a tríade iluminadora e apoiadora da moderna psicologia. No final do século XX, veio a educação emocional, proposta pelo americano Daniel Goleman. A Santa Edith Stein foi canonizada pelo Papa João Paulo II, em 11/10/1998.
Gianna Beretta Molla, mãe e mártir da vida, grávida, recusou-se a fazer a histerectomia, que salvaria a sua vida, mas mataria o bebê. Ela justificou-se: “A mãe dá a vida pelo seu filho”. Foi beatificada pelo Papa João Paulo II em 24/04/1994, no Ano Internacional da Família. O irmão dela, o Dr. Frei Alberto Beretta, capuchinho, trabalhou muitos anos em hospitais em Grajaú e Carolina no Maranhão.
Em todos os temas e assuntos abordados por Marcelo Gurgel, entrelaçam-se os aspectos humano, religioso e social, com a sua extensão política.
O luto da bioética no Ceará, após a morte em 2004, do prof. Pe. Leonard Martin, expoente da moderna bioética no Ceará e no Brasil.
A reflexão sobre possível demolição do prédio do Colégio Cearense, fechado em 2007, que é uma marca centenária da educação no Ceará. Oxalá ele seja preservado.
Os protestos no Brasil, em 2013, não só pelo aumento de 20 centavos na passagem de ônibus – que foi o estopim do protesto – mas, sobretudo, pelos “impostos nos patamares escandinavos e os serviços públicos em padrão subsaariano”.
É importante a informação Dom Aloísio Lorscheider, gaúcho, cardeal arcebispo de Fortaleza, de 1973 a 1995. Um pastor dedicado às ovelhas que muito lutou pelos direitos humanos e a justiça para todos. Ele recebeu título de Doutor Honoris Causa da UECE.
Informativas são as informações sobre: Dom Antônio de Almeida Lustosa, mineiro, Arcebispo de Fortaleza, de 1941 a 1963; sobre Dom Vicente Matos, bispo da Diocese de Crato, de 1961 a 1992; sobre Dom Marcos Barbosa, monge que foi secretário do intelectual católico Alceu Amoroso Lima.
O livro discorre sobre um personagem pouco conhecido no Ceará, o sociólogo belga François Houtart, que foi meu professor na Universidade Católica de Lovaina. Ele foi um dos maiores professores de Lovaina, nos últimos 25 anos do século XX.
O lançamento acontecerá na Capela de Santa Edwirges, à Av. Pres. Castelo Branco, nº 600, em 14/20/2016 (domingo), ao término da missa das 11h, com renda destinada à construção da Igreja de São Francisco de Assis, no bairro Jacarecanga, em Fortaleza.
De parabéns estão também todos os seus leitores.
(*) Frade capuchinho. Etimologista.
Publicado In: Luz Vicentina, Nº 73, junho-julho de 2016. (Informativo da Paróquia de São Vicente de Paulo).
 

sábado, 30 de julho de 2016

'Meu namorado me estuprou por um ano enquanto eu dormia'


Niamh Ní Dhomhnaill relembra como foi vítima de violência sexual sem saber
A irlandesa Niamh Ní Dhomhnaill namorou o norueguês Magnus Meyer Hustveit por quase um ano.
Eles moravam e dormiam juntos em um apartamento em Dublin, capital da Irlanda.
Mas o que Niamh não sabia é que seu namorado a violentava enquanto ela dormia.
Quando confrontado, Magnus admitiu que a estuprava de três a quatro vezes por semana durante todo o período em que estiveram juntos.
Niamh abriu mão de seu anonimato para falar com o Newsbeat, programa de rádio da BBC, sobre o abuso sexual que sofreu e do qual não tinha conhecimento.
"Acordei e estava sem meu pijama", lembra ela.
"Então, me dei conta de que estava encharcada do que parecia ser sêmen", acrescenta.
Foi a primeira vez que Niamh percebeu que algo estava errado. Ela, então, confrontou o namorado e lhe perguntou se ele mantinha relações sexuais com ela enquanto dormia.
"Ele agiu com indiferença e disse: 'Sim, fiz sexo com você'".
"Eu disse: 'Se eu estava dormindo, não era sexo consentido'".
"Ele me respondeu: Tudo bem, não vou fazer de novo".
Mas Magnus fez de novo.
"Acordei e ele estava se masturbando e assistindo à pornografia na cama ao meu lado".
Niamh disse estranhar a situação e perguntou ao namorado o que estava acontecendo.
"Ele disse, tenho feito isso (sexo não consentido) de três a quatro vezes por semana durante todo o tempo em que nos conhecemos".
Niamh e Magnus estavam juntos havia 12 meses.
Ela decidiu então terminar com ele e lhe enviou um e-mail perguntando o que acontecia exatamente quando estavam a sós na cama.
"Sabia que não fazia sentido ir à polícia se eu não tivesse nenhuma prova do crime. Tive que agir com inteligência", diz ela.
Provas do crime
Niamh esperava poder encontrá-lo para que então pudesse gravar uma confissão, mas nada disso foi necessário.
Magnus admitiu tudo por e-mail e Niamh o denunciou à polícia.
O caso foi a julgamento e Magnus foi considerado culpado por estupro e violência sexual.
Mas ao receber o benefício da suspensão condicional da pena (sursis) por sete anos, ele não foi preso.
Em sua decisão, o juiz disse que era "importante" levar em conta que Magnus confessou o crime e sem a confissão o processo contra ele seria impossível.
"Não havia expressão de remorso durante o trâmite do julgamento, mas me lembro de ter pensado ser estranho que ele, em nenhum momento, se desculpou pelo que fez", diz Niamh.
"Eu adoraria saber o que ele sente sobre isso".
Niamh diz se lembrar de ouvir o juiz dizer "sete anos", mas não se lembra da suspensão condicional da pena.
Ela afirmou que sua mãe teve de lhe explicar que Magnus não seria preso. Niamh diz que demorou quatro meses para aceitar a decisão.
Frustrada com a Justiça irlandesa, a mulher entrou com um recurso contra a suspensão condicional da pena do ex-namorado.
Magnus, que é natural da Noruega, teria voltado ao país de origem.
"Minha maior preocupação é que as pessoas vejam a história e não queiram denunciar estupro ou outro tipo de violência sexual", diz Niamh.
"Não acredito que os estupradores´façam isso apenas uma vez e só ao denunciá-los vamos impedir que isso volte acontecer".
É possível?
Mas como Niamh pôde ser estuprada por tanto tempo sem saber?
Segundo Katie Russell, da Rape Crisis, ONG britânica que presta assistência a vítimas de estupro, não é possível saber com que frequência ocorrem casos como o de Niamh.
"É muito difícil saber com que frequência mulheres são estupradas durante o sono, especialmente porque muitas vítimas têm dificuldade de falar sobre o episódio".
"Sabemos, contudo, que a maioria dos estupradores é alguém que a vítima conhece".
"E muito frequentemente se trata de alguém que a vítima ama ou em quem ela confia, como o parceiro, ex-parceiro ou parente."
"É muito raro que mulheres e meninas mintam sobre o estupro que sofreram", conclui a especialista.
Fonte: BBC Brasil / UOL Notícias, de 9/12/2015.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Túnel escavado à mão por prisioneiros judeus é descoberto em campo do Holocausto


 
Equipe de pesquisadores encontrou o túnel no campo de concentração Ponar (Lituânia) (Ezra Wolfinger/Israel Antiquities Authority via AP)
Por Nicholas St. Fleur
Uma equipe de arqueólogos e cartógrafos diz ter descoberto um túnel esquecido, escavado à mão por 80 judeus enquanto tentavam escapar de um campo de extermínio nazista na Lituânia, há cerca de 70 anos. 
O campo lituano, chamado Ponar, possui valas comuns onde até 100 mil pessoas foram mortas e seus corpos enterrados ou cremados durante o Holocausto. 
Usando radar e ondas de rádio para análise sob o solo, os pesquisadores encontraram o túnel, uma passagem de 30 metros entre 1,5 metro e 3 metros abaixo da superfície, anunciou a equipe nesta quarta-feira (29/06/16).
Uma tentativa anterior feita por uma equipe diferente em 2004 para encontrar a estrutura subterrânea localizou apenas a entrada, mas não a deixaram marcada. A nova descoberta traça o túnel da entrada até a saída e fornece evidência para apoiar os relatos dos sobreviventes do esforço angustiante para escapar dali.
"O que conseguimos fazer foi não apenas resolver um do maiores mistérios e uma das maiores histórias de fuga do Holocausto", disse Richard Freund, um arqueólogo da Universidade de Hartford, em Connecticut, Estados Unidos, um dos líderes da equipe, "mas também desvendar um dos maiores problemas que tínhamos em um campo como este: quantas valas comuns existem?
Freund e seus colegas, trabalhando com a série de ciência "NOVA", do canal "PBS", em um documentário que será exibido no ano que vem, também descobriram outra vala comum contendo as cinzas de talvez 7.000 pessoas. Essa seria a 12ª vala comum identificada em Ponar, hoje conhecida oficialmente como Paneriai.
De 1941 a 1944, dezenas de milhares de judeus da cidade próxima de Vilna, conhecida como a Jerusalém da Lituânia, foram trazidos para Ponar e executados à queima-roupa. Seus corpos foram jogados em valas comuns.
"Considero Ponar o ponto zero do Holocausto", disse Freund. "Aqui tivemos pela primeira vez o assassinato sistemático sendo realizado pelos nazistas e seus assistentes.
Segundo Freund, os eventos no local ocorreram cerca de seis meses antes dos nazistas começarem a usar câmaras de gás em outras partes para seus planos de extermínio.
Cerca de 100 mil pessoas, incluindo 70 mil judeus, morreram em Ponar. Ao longo de quatro anos, cerca de 150 colaboradores lituanos mataram prisioneiros, geralmente em grupos de cerca de 10.
Em 1943, quando ficou claro que os soviéticos tomariam a Lituânia, os nazistas começaram a encobrir as evidências do extermínio em massa. Eles forçaram um grupo de 80 judeus a exumarem os corpos, cremá-los e enterrar as cinzas. Na época eles eram chamados de Leichenkommando, ou "unidade de cadáveres", mas nos anos que se seguiram, passaram a ser conhecidos como Brigada da Cremação.
Por meses, os prisioneiros judeus escavaram e cremaram corpos. Um relato fala de um homem que identificou sua esposa e duas irmãs entre os cadáveres. O grupo sabia que assim que seu trabalho fosse concluído, eles também seriam executados, de modo que desenvolveram um plano de fuga.
Cerca da metade do grupo passou 76 dias escavando um túnel, no local onde eram mantidos presos, com as mãos e com colheres que encontraram entre os corpos. Em 15 de abril de 1944, a última noite da Páscoa judaica, quando sabiam que a noite seria a mais escura, a brigada se arrastou pela entrada de 60 centímetros do túnel e até a floresta.
O barulho alertou os guardas, que perseguiram os prisioneiros com armas e cães. Dos 80, 12 conseguiram escapar, dos quais 11 sobreviveram à guerra e contaram suas histórias, segundo os pesquisadores.
Freund e sua equipe usaram a informação dos relatos dos sobreviventes para procurar o túnel. Em vez de escavar e afetar os vestígios, ele e sua equipe usaram duas ferramentas não invasivas – tomografia elétrica e radar de penetração no solo.
A tomografia elétrica é como uma imagem por ressonância magnética, mas para o solo. Ela fornece uma imagem clara do que há abaixo da superfície. Ela usa eletricidade para identificação de pedras, metal e argila, assim como perturbações no solo como as causadas por escavação. 
"Nós usamos a ferramenta para determinar os locais onde as pessoas mais provavelmente abriram um túnel", disse Paul Bauman, um geofísico da Worley Parsons, uma empresa de engenharia australiana, que foi responsável pelo manuseio da ferramenta de tomografia. "Estamos altamente confiantes de que identificamos exatamente onde está o túnel."
Com a ferramenta, eles também encontraram uma vala comum antes desconhecida, que acreditam ser a maior descoberta na área. Eles estimam que possa conter até 10 mil corpos. 
A outra ferramenta, o radar de penetração no solo, usa ondas de rádio FM para sondar até cerca de 3 metros abaixo da superfície.
"O que estamos fazendo é usar essas ondas de rádio FM, que as pessoas escutam em seu carro, e as estamos utilizando no solo", disse Harry Jol, professor de geologia e antropologia da Universidade de Wisconsin-Eau Claire. "Assim conseguimos reflexos dos elementos arqueológicos ou paisagens no subsolo, de modo que podemos imaginar o que está acontecendo."
A equipe também usou o radar de penetração no solo para procurar pela Grande Sinagoga de Vilna, que foi destruída pelos nazistas.
"O Holocausto é tão esmagador que realmente olhamos apenas para o fim da história, mas isso não é toda a história", disse Jon Seligman, um arqueólogo da Autoridade de Antiguidades de Israel, que também liderou a equipe. "A história toda é a história dos judeus que viveram nesta área por muitos, muitos séculos."
Antes da Segunda Guerra Mundial, Vilna era um movimentado centro judeu com mais de 100 mil habitantes. Quando os soviéticos tomaram a Lituânia, eles construíram uma escola sobre os escombros da Grande Sinagoga da cidade. Usando o radar, a equipe encontrou artefatos da sinagoga, incluindo sua casa de banho ritual.
"Se nunca tivéssemos descoberto o túnel, daqui 20 anos as pessoas pensariam que ele era um mito, e então questionariam: 'o que realmente aconteceu?'" disse Freund. "Esta é uma grande história de como as pessoas superaram a pior condição possível e mantiveram a esperança de que conseguiriam escapar."

Tradutor: George El Khouri Andolfato.

Fonte: The New York Times / UOL Notícias, de 29/06/2016. Imagens Pin it.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

FRASES DE TORQUATO TASSO

 
Fonte: Blog do Eliomar de Lima

quarta-feira, 27 de julho de 2016

PRÍNCIPE DOS POETAS CEARENSES


Pedro Henrique Saraiva Leão (*)
O Ceará tem disso, sim. A expressão “príncipe dos poetas” corresponde ao poet laureate dos ingleses, e ecoa o Versificator Regis dos priscos ou prístinos (anteriores) tempos. Um desses foi o celebrado vate (poeta) inglês Geoffrey Chaucer (+ 1400). É o poeta escolhido pela corte britânica para compor odes natalícias aos soberanos, e louvar efemérides (datas, fatos) nacionais.
A moda começou em 1619, com um dramaturgo Bem Jonson. Qual seus sucessores, exerceu tais funções enquanto viveu. Como príncipe dos poetas fora ornado com guirlanda (coroa) de louros (Laurus nobilis), já ofertada pelos gregos e romanos aos vencedores de competições. Hábito semelhante perdura na França, entre os eleitos para a “Académie Française”.
Assim sagrados, esses bardos (vates) recebiam anualmente 200 libras esterlinas, e uma barrica com 450 litros de cerveja ou vinho branco, seco, espanhol (xerez). Naquela Ilha de John Bull a enciclopédia de Benét (4ª edição, 1996) refere 20 deles, até 1998 (Ted Hughes). Em Portugal, Luís Vaz de Camões, com Os Lusíadas (1572), havia sido ungido como “Príncipe dos Poetas” daquele país, e também da Espanha, pelo seu rei Filipe II e I de Portugal.
Na Alemanha sobressaira o frankfurtense Johan Wolfgang von Goethe (+ 1832). Luminar no movimento literário Sturm und Drang, antecipou-se ao Romantismo europeu, com O sofrimento do jovem Werther, o ano da aprendizagem (“Lehrjáhre”) de Wilhelm Meister, e o drama Faust, no qual a personagem fez pacto com o diabo. À guisa (maneira) de curiosidade, Goethe por igual curava (transitiva e indiretamente) de botânica, óptica, e arquitetura.
Na França, em 1894, foi homologado Paul Marie Verlaine. No Brasil, nosso primeiro Príncipe foi o carioca Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (1907), sucedido pelo seu conterrâneo Alberto de Oliveira (1924), o pernambucano Olegário Mariano (1938), os paulistas Guilherme de Almeida (1959), Menotti Del Picchia (1982), e o atual, Paulo Lébens Bonfim, desde 1991.
Baseada no modelo inglês, essa designação foi criada nos EUA em 1985. Auferindo $35.000/ano, o contemplado trabalha pela conscientização da necessidade da leitura e da escrita poéticas. É ainda Consultor para Poesia na Biblioteca (37 milhões de livros!) do Congresso Americano. Entre estes figuraram Robert Lowell, Elizabeth Bishop (morou 10 anos em Petrópolis, RJ), o pediatra William Carlos Williams, e Robert Frost. Ali a lista começou com Robert Penn Warren, incluiu o russo Joseph Brodsky (Nobel, 1987), sendo o californiano Juan Felipe Herrera seu 21º e atual detentor.
No Ceará, ratificando típico pioneirismo, exatamente 60 anos antes dos ianques, foi criada a aludida insígnia, em 1985. Seu primeiro recipiendário (quem recebe) foi o padre Antônio Tomás. A ideia foi do baiano de Caravelas, dr. Demócrito Rocha, dentista, professor, poeta, jornalista, fundador e primeiro presidente deste jornal. Àquele religioso sucederam-se Cruz Filho (1963-1974), Jáder de Carvalho (1974-1985), Artur Eduardo Benevides até sua despedida em 21/09/2014.
Acerca da bibliografia (referência a textos de um autor ou sobre ele) consultar o Dicionário Literário Brasileiro, do fortalezense Raimundo Álvaro de Menezes, 2ª edição, Rio de Janeiro, Livros Técnicos e Científicos, 1978. Na Roma antiga, havia uma cadeira privativa dos seus mais altos dignitários, a curul. No Ceará encontra-se vaga, esperando lá sentar-se, em breve, o novo Príncipe da Poesia Cearense, mercê de seleção coordenada pela Academia Cearense de Letras.
 (*) Professor Emérito da UFC. Titular das Academias Cearense de Letras, de Medicina e de Médicos Escritores.
Fonte: O Povo, Opinião, de 22/6/2016. p.10.

terça-feira, 26 de julho de 2016

COTIDIANO EM MOVIMENTO


Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
Lanço este pequeno livro 'Cotidiano em Movimento', uma coletânea de crônicas publicadas no caderno Opinião do Diário de Pernambuco (entre 2005 e 2015) graças à acolhida do então Presidente Joezil Barros.
O livro é pequeno porque é descarnado de valor literário e ao mesmo tempo grande pois contém muitas crônicas, algumas das quais deveriam ser cortadas. Deixei-as para obedecer à ordem cronológica. Não procure nele a estrutura de um livro. Carece de unidade íntima. O que sei é que cada uma das crônicas decorreu de um determinado estado de espírito, lugar, e tempo do autor.
Sou um homem afetuoso e tenho muito cuidado para não ferir nenhuma pessoa injustamente. Caso tenha sido áspero com alguém ou tenha parecido sê-lo, incluo “esta maneira de ser” entre as minhas poucas qualidades.
Possuo mais de meio século de prática médica, para falar somente dela; outras coisas prefiro não discutir. Seja do Recife, cidade onde nasci, no Rio de Janeiro, ou em Bristol, Oxford ou Londres. Quando eu mudava de cidade a Madame Medicina continuava a ser meu par constante. Admiro os clássicos de todas às Artes. Conseguem juntar às dissonâncias das inquietações humanas sem abandonarem o encanto da atualidade.
Até hoje não sei com quantos quilos de medo e de poder se faz uma tradição ou preconceito. Burrices bastam as minhas. Pois delas não posso fugir nem me livrar. Nasceram comigo e juntos morreremos. Não me peça para aguentar asneiras dos outros. É pedir o impossível. Desde que não fiz fortuna pessoal, não tenho o direito de ser nem um pouco injusto, inconveniente ou desonesto. Sou apenas curioso. E tenho certeza de que a melhor e mais inteligente reposta vale menos que qualquer pergunta.
Cada vez mais tenho certeza de que o órgão mais sensível do homem ou da mulher é o bolso. Portanto, não escrevo para mudar a cabeça dos meus infrequentes leitores, nem mesmo pretendo que venham a modificar a minha. Escrevo por afoiteza, apesar de todas essas tecnologias, dessa modernidade líquida contemporânea. O importante é a vida. O tempo da vida é o tempo da memória mesmo a da palavra escrita.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES).

segunda-feira, 25 de julho de 2016

ELSIE STUDART: três anos de sua partida


A data de hoje, o Dia do Escritor, marca os três anos da partida deste mundo terreno da Profa. ELSIE STUDART GURGEL DE OLIVEIRA, acontecida em Fortaleza, em 25/07/2013.
No ano de 2014, a passagem de um ano de seu falecimento foi lembrada nas atividades: Palestra: Tributo à Elsie Studart, no Auditório do ICC; Missa de um ano de falecimento, na Igreja de S Raimundo; e Lançamento do livro Religio, na Capela do Hospital do Exército.
No transcurso desses três anos, como demonstração de amizade e de apreço, temos buscado manter viva a sua memória, por intermédio de: homenagens especiais, publicação de artigos sobre ela e lançamentos de suas obras literárias póstumas.
Isso tem concorrido, também, para mitigar a saudade que nos acompanha desde então.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Amigo da família Studart Gurgel
 

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