domingo, 26 de junho de 2016

Fuinha paralisa acelerador de partículas de 27 km de extensão na Suíça


Por ESTADÃO, em São Paulo
Maior, mais complexo e mais caro dos instrumentos científicos já construídos, o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), foi temporariamente desligado nesta sexta-feira, 29, por causa de uma fuinha.
De acordo com o porta-voz do LHC, Arnaud Marsollier, o animal causou a interrupção das operações após mastigar um cabo de alta tensão de um transformador em uma parte do equipamento localizada perto de Genebra, na Suíça.
O LHC é um acelerador de partículas com 27 quilômetros de extensão, construído no subsolo, entre a França e a Suíça, para realizar pesquisas em física de partículas. Construído pelo Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês), o LHC levou mais de 10 anos e custou mais de US$ 7,5 bilhões.
Segundo Marsollier, "a fuinha morreu na hora e sobraram poucos restos dela". Um relatório publicado na tarde desta sexta pelo LHC revela que a fuinha foi fulminada com um choque de mais de 66 mil volts.
Marsollier revelou ao jornal britânico The Independent que as operações do LHC foram suspensas porque, ao invadir o transformador, que é um dos componentes de alimentação da máquina, o animal desencadeou um curto-circuito e uma "severa queda de energia elétrica" nas primeiras horas da madrugada desta sexta.
Segundo Marsollier, o LHC estava em pleno funcionamento quando aconteceu o incidente. O acelerador estava coletando novos dados sobre o bóson de Higgs, uma partícula fundamental descoberta em junho de 2012 e apelidada de "partícula de Deus". O equipamento tem a função de colidir partículas no nível mais alto de energia já atingido, a fim de simular as condições presentes na época do nascimento do Universo, há quase 14 bilhões de anos.
Marsollier afirmou, no entanto, que a fuinha não entrou nos túneis que compõem o laboratório, apenas nas instalações elétricas. Segundo o porta-voz, serão necessários alguns dias para que os técnicos do LHC consertem os danos causados pela fuinha, mas o equipamento não teve danos graves e logo as operações poderão ser retomadas.
"O LHC foi desenhado, evidentemente, para lidar com cortes de energia", afirmou.
Pedaço de pão
O incidente remete aos relatos de um corte de energia no LHC em 2009, quando um pássaro em voo deixou cair um pedaço de pão sobre a máquina. O LHC ficou mais de um ano parado por causa de uma grave avaria ocorrida dez dias depois de começar seus trabalhos, em setembro de 2008, e o incidente com a ave quase atrasou a retomada das operações.
Fonte: ESTADÃO, em São Paulo, de 29/04/2016.

sábado, 25 de junho de 2016

Defesa de Memorial para Professor Titular da Economia da UFC de Fernando Pires


Flagrante da Comissão Especial Julgadora, logo após a defesa do Memorial do estatístico de formação, e economista por devoção, FERNANDO JOSÉ PIRES DE SOUZA. O Prof. Fernando Pires está ladeado pela professora Liana Maria da Frota Carleial, à esquerda, e por Profs. Assuéro Ferreira, Jair do Amaral Filho, Marcelo Gurgel Carlos da Silva e Carlos Américo, à direita.
(Foto cedida por Luiza Maia Pires).
Aconteceu na noite de sexta-feira (24/06/16), na Universidade Federal do Ceará, a Defesa de Memorial, seguida da avaliação de desempenho, para a promoção funcional da classe de professor associado 4 para Professor Titular do Departamento de Teoria Econômica, da Faculdade de Economia, Administração, Atuária e Contabilidade da UFC.
A Comissão Especial Julgadora, composta pelos Profs. Drs. Jair do Amaral Filho, Assuéro Ferreira. Liana Maria da Frota Carleial e Marcelo Gurgel Carlos da Silva, aprovou o Memorial apresentado pelo professor doutor FERNANDO JOSÉ PIRES DE SOUZA.
Parabéns ao Fernando Pires, por alcançar o acme da carreira universitária escudado em uma brilhante trajetória de vida, marcada por realizações pessoais e profissionais, que bem identificam o seu compromisso social e o seu engajamento no exercício da cidadania.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Professor do PPSAC-UECE

CONVITE: Celebração Eucarística da SMSL - Junho/2016


A Diretoria da SOCIEDADE MÉDICA SÃO LUCAS (SMSL) convida a todos para participarem da Celebração Eucarística do mês de JUNHO/2016, que será realizada HOJE (25/06/2016), às 18h30min, na Igreja de N. Sra. das Graças, do Hospital Geral do Exército, situado na Av. Des. Moreira, 1.500 – Aldeota, Fortaleza-CE.
CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!
MUITO OBRIGADO!
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Sociedade Médica São Lucas

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Exame de Qualificação em Saúde Coletiva (UECE) de Joana Mary Soares


Aconteceu na tarde de 21/06/16, na Universidade Estadual do Ceará, o Exame de Qualificação de Doutorado da fisioterapeuta JOANA MARY BARREIRA SOARES, do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPSAC) da UECE.
A banca examinadora, composta pelos Profs. Drs. Andrea Caprara, Elizabeth Moreira dos Santos, José Wellington Oliveira Lima e Marcelo Gurgel Carlos da Silva, aprovou o Projeto de Tese “Abordagem ecosistêmica no controle da dengue: pesquisa avaliativa”, apresentado pela doutoranda.
Com essa atuação, alcançamos 40 (quarenta) participações em Bancas Examinadoras de Mestrado, distribuídas em 11 de qualificação e 29 de defesas de tese.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Professor do PPSAC-UECE

A HUMANIZAÇÃO DOS BICHOS


Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
Deparei-me esta semana com uma publicidade de página inteira, veiculada por revista de circulação nacional, propalando os benefícios de uma medicação veterinária contra pulgas e carrapatos. O que mais me impressionou nessa propaganda foram os dizeres:
"Não deixe seu cão perder a melhor parte de ser um cão. Dê um mundo inteiro para o seu cão”.
Gostaria de indagar ao leitor sobre o que acha desse tipo de cuidados antropocêntricos para com os animais. Recordando o termo antropocêntrico do ponto de vista filosófico: Diz-se, principalmente, das doutrinas finalísticas que admitem que todas as coisas foram criadas por Deus para propiciar a vida humana.
Quando se invoca o nome de Deus em vão, algo está errado. Mas deixemos as religiões para os teólogos. E as proliferações das lojas “pet-shop” (tudo agora é em inglês) para os economistas e assemelhados.
Os pobres animais de estimação e seus donos viraram criaturas escravizadas da sociedade de consumo, inebriados pelo cinismo, pelo narcisismo, pela violência e pela delinquência.
Humanizar é tornar humano, dar condição humana. Quando vejo/assisto/ testemunho esses acontecimentos recordo-me de uma passagem do escritor Franz Kafka no seu ‘Um relatório para uma Academia’ (1917).
O agraciado (ou relator) nessa sessão era um macaco amestrado que após treinamento especializado passa a se comportar como humano, embora permaneça com a anatomia de macaco - e confessa:
... “Se chego em casa tarde da noite, vindo de banquetes, sociedades científicas, reuniões agradáveis, está me esperando uma pequena chimpanzé semi-amestrada e eu me permito passar bem com ela à maneira dos macacos. Durante o dia não quero vê-la; pois ela tem no olhar a loucura do perturbado animal amestrado; isso só eu reconheço e não consigo suportá-lo....”
Para que não se diga que falei exclusivamente do reino animal, concluo contando um fato que incluiu também os vegetais.
Um grande paisagista nacional, já falecido, foi interpelado por uma senhora da alta sociedade que lhe perguntou:
- O que o senhor acha: as plantas crescem mais com a música de Bach ou com a de Mozart?
Respondeu ele:
- Não saberia dizer senhora, qual deles é mais importante. O que eu sei é que as plantas crescem melhor com titica de galinha.
Juro que foi verdade. Nessas coisas não se pode invocar testemunhos. Pena. Foi somente entre mim e ele - o paisagista.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES).
 

quinta-feira, 23 de junho de 2016

JOÃO SEMEDO


Pedro Henrique Saraiva Leão (*)
Parece título para conto de aventura infantojuvenil, mas não é. João Curvo Semedo foi médico notável no período barroco (século XVII)  português. Formado na Universidade de Coimbra em 1662, suas receitas combinavam os princípios hipocráticos e galênicos com a alquimia (dos remédios polivalentes, físicos e morais) e a magia, então vigentes desde a fundação das universidades, no século XIII. Exceleu na Clínica, e pioneiramente no emprego de medicamentos químicos, usando amiúde (com frequência) a quina, o mercúrio, e o antimônio.
Este fora inventado por um facultativo (médico) espanhol, e popularizado como remédio secreto, os “Pós de Quintiliano”. Em 6/2005, Murilo Martins, comentando uma comédia de Molière, referiu-se a um monge beneditino que ministrava sais desse metal a porcos, causando-lhes obesidade; experimentando-os em monges desnutridos, estes logo faleciam. Portanto, a palavra antimônio seria originária do vocábulo “anti-monk”, ou antimonge! (“Literapia” 12:39-40). Modernamente, o antimônio é usado na Leishmaniose (N–metil glucantine).
João Semedo revelou-se igualmente como introdutor das meizinhas no Portugal seiscentista. Para outro pesquisador cearense, professor Edísio Tavares, essas mezinhas eram comercializadas pelas boticas (farmácias àquela época) como folhas, flores, raízes, cascas e extratos fluidos (“Remédios antigos. Uma breve história da Farmacoterapia”. Anais da Academia Cearense de Medicina, IX, no. 9, 05/1998 – 05/2000. A propósito, lembramos nosso artigo “Chás.com”, O POVO, 10/9/2008).
Além desses simples, i.e., plantas medicinais em estado natural, o fetichismo então predominante incentivava o culto de entidades espirituais supostamente representadas por insetos, sapos, peles de crocodilos, excrementos, urina de cavalo, sangue menstrual, casca de ovo, penas de avestruz. Ainda consoante Tavares, E, no século XVII coube a Robert Boyle expurgar a farmacopeia inglesa dessas substâncias, mas o mesmo conservou como útil “sola de sapatos velhos gastos por longas distâncias” (lírico!). Curiosamente, no seu “Vocabulário Português e Latino”, Coimbra, 1712, Rafael Bluteau listou a palavra “mesinheiro” como equivalente a médico. Outros sinônimos seriam físico, pulsista, homicida tolerado, assassino impunido, árbitro dos mortais!
Este atraente tema pode ser visitado com mais vagar nas obras dos cearenses Josa Magalhães, Eduardo Campos, Florival Seraine, e do soteropolitano (baiano) Fernando São Paulo, lente (professor) de terapêutica naquele estado (“Linguagem médica popular no Brasil”, 2 vols., Editora Itapuã, Salvador, 1970). Ecoando seu tempo, Semedo, adepto da magia, professava a teoria dos humores, atribuída a Hipócrates, Galeno (?), ou Políbio, sobrinho e aluno daquele. Tais líquidos corporais, daminhos, seriam o sangue, a bile amarela, a fleuma (flegma, ou pituita), e a bile negra, ou atrabílis.
Destarte, o dr. João Curvo Semedo influenciou deveras a medicina ulissiponence (de Ulissipo, hoje Lisboa). De sua obra (nove volumes) ficou mais conhecida “Polianteia Medicinal”, de 1680. Denotando a típica ingenuidade, ou singeleza da língua lusitana, seu livro derradeiro foi intitulado “Atalaya da vida contra as hostilidades da morte”. Faço ponto aqui. Parece “paresse” (preguiça em francês), mas não é.
(*) Professor Emérito da UFC. Titular das Academias Cearense de Letras, de Medicina e de Médicos Escritores.
Fonte: O Povo, Opinião, de 25/5/2016. p.10.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

UM CORAÇÃO TRANSBORDANTE DE AMOR


Por Pe. Reginaldo Manzotti (*)
Estamos no mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus. A devoção ao Sagrado Coração de Jesus existia sem nenhuma expressão, até que no ano de 1673, a irmã Maria Margarida Alacoque, freira do convento da Ordem da Visitação teve a primeira revelação de Nosso Senhor Jesus.
Ele apareceu-lhe por numerosas vezes e deu a conhecer que seria ela o instrumento para arrebanhar o maior número de pessoas ao Amor de Seu Coração. Deste colóquio distinguem-se classicamente as 12 promessas do Sagrado Coração.
O Papa Pio XII salienta que é o próprio Jesus que toma a iniciativa de nos apresentar o Seu Coração como fonte de restauração e de paz ao afirmar: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos, e eu os aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11,28-30).
Então, se o Coração de Jesus é manso e humilde, o nosso também deve ser. Imitá-lo é a grande finalidade da devoção ao Sagrado Coração. Busquemos viver como Ele, pautando nossa vida nos Seus valores, ensinados no Evangelho.
É deixar-nos modelar por Jesus, é percebermos se os nossos sentimentos e ações são próprios de quem tem um coração manso e humilde, tal qual o de Jesus. É uma meta a ser buscada durante a vida toda. Em nosso coração, pode ser gerado e nutrido o bem divino que é o melhor que há em nós, como o pior daquilo que podemos nos tornar.
Esforcemo-nos para aprender e viver a mansidão e a humildade do Coração de Jesus Cristo. Essa humildade que é uma virtude moral, podemos nascer com ela, mas ela pode ser trabalhada, buscada, aperfeiçoada.
Segundo Santa Teresa D’Avila, ser humilde é andar com a verdade. Deus é a verdade, então humildade é a busca da verdade, é andar na presença de Deus.
A humildade nos coloca a serviço, numa atitude de alegria, e, não em busca de honras, mas também não nos deixa afetar pelas desonras. Não nos deixa afetar pela calúnia. Não nos coloca como merecedor de nada.
Se não buscamos a humilde, nos tornamos soberbos, e a soberba torna a alma mesquinha, apegada a coisas mesquinhas e nos leva a nos achar autossuficientes, a julgar tudo como mérito próprio e negar que somos necessitados de Deus.
Temos que ter a humilde consciência de que em tudo dependemos de Deus. Negar a ação de Deus em nossa vida e se opor a Deus é soberba, orgulho.
Coloquemos nossas esperanças e confiança no Sagrado Coração de Jesus, que é fonte de misericórdia sem fim.
Jesus Manso e humilde de coração fazei o nosso coração semelhante ao Vosso!
(*) Reginaldo Manzotti é padre e coordenador da Associação Evangelizar é Preciso.
Fonte: O Povo, de 28/6/2015. Espiritualidade. p.30.
 

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