quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

FELIZ 2010

Chega ao final o ano de 2009. Ao longo desse ano, abrimos um continuado canal de comunicações, expresso em 210 postagens neste blog, que acumulou mais três mil acessos.
Notícias pessoais, familiares ou de caráter público, ao lado de curiosidades, humor e artigos de opinião, foram aqui veiculadas, exibindo uma mostra das coisas que realizamos e que foi, para nós, de suma importância poder compartilhar com aqueles que visitaram este blog.
Que o ano de 2010, com a graça de Deus, seja repleto de acontecimentos maravilhosos anos para todos nós.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

GLOBALIZAÇÃO DOS NEGÓCIOS

O sujeito se chama Marc Faber
- Ele é Analista de Investimentos e empresário

Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia americana, Marc Faber encerrava seu boletim mensal com um comentário bem-humorado:
"O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de US$ 600.00.
Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Walt-Mart, esse dinheiro vai para a China.
Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes.
Se comprarmos um computador, vai para a Índia.
Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala.
Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha ou Japão.
Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan...
E nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana.
O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui.
Estou fazendo a minha parte...”

- Resposta de um brasileiro igualmente bem humorado:
"Realmente a situação dos americanos parece cada vez pior.
Lamento informar que, depois desse seu e-mail, a Budweiser foi comprada pela brasileira AmBev... portanto, restaram apenas ... as prostitutas.
Porém, se elas (as prostitutas) repassarem parte da verba para seus filhos, o dinheiro virá para Brasília, onde existe a maior concentração de “filhos da p...” do mundo.

Fonte: Internet (circulando por e-mail)

domingo, 27 de dezembro de 2009

CONSELHOS DE UM CEARENSE PARA UM 2010 BEM PAI D’ÉGUA

Sobre as suas metas para o Ano Novo
 Anote os seus querê e pendure num lugar que você enxergue todo dia.
 Mesmo que seus objetivos estejam lá prá baixa da égua, vale à pena correr atrás. Não se agonie e nem esmoreça. Peleje.
 Se vire num cão chupando manga e mêta o pé na carreira, pois pra gente conseguir o que quer, tem é Zé.
 Lembre que pra ficar estribado é preciso trabalhar. Não fique só frescando.

Sobre o amor
 Não fique enrolando e arrudiando prá chegar junto de quem você gosta. Tome rumo, avie, se avexe
 Dê um desconto prá peste daquela cabrita que só bate fofo com você. Aperreia ela. Vai que dá certo e nasce um bruguelim réi amarelo.
 Você é um corralinda. Se você ainda não tem ninguém, não pegue qualquer marmota. Escolha uma corralinda igual a você.
 Não bula no que tá quieto. Num seja avexado, pois de tanto coisar com uma, coisar com outra, você acaba mesmo é com um chapéu de touro.
 As cabritas num devem se agoniar. O certo é pastorar até encontrar alguém pai d'égua. Num devem se atracar com um cabra peba, malamanhado e fulerage. O segredo é pelejar e não desistir nunca. Num peça pinico e deixe quem quiser mangar. Um dia vai aparecer um machoréi da sua bitola.

Sobre o trabalho
 Trabalhe, num se mêta a besta. Quem num dá um prego numa barra de sabão num tem vez não.
 Se você vive fumando numa quenga, puto nas calças e não agüenta mais aquele seu chefe réi fulerage, tenha calma, não adianta se ispritar.
Se ele não lhe notou até agora é porque num tá nem aí se você rala o bucho no trabalho. Procure algo melhor e cape o gato assim que puder.
 Se a lida não está como você quer, num bote boneco, num se aperreie e nem fique de lundu. Saia com aquele magote de amigos pra tomar uns merol.
Tome umas meiotas e conte uma ruma de piadas que tudo melhora.

Sobre a sua vidinha
 Você já é um cagado só por estar vivo. Pense nisso e agradeça a Deus.
 Cuide bem dos bruguelos e da mulher. Dê sempre mais que o sustento, pois eles lhe dão o aconchego no fim da lida.
 Não fique resmungando e batendo no quengo por besteira. Seje macho e pense positivo.
 Num se avexe, num se aperreie e nem se agonie. Num é nas carreira que se esfola um preá.

Arrumação motivacional
 No forró da entrada do ano, coma aquela gororoba até encher o bucho. É prá dar sorte, mas cuidado, senão dá gastura.
 Tome um burrim e tire o gosto com passarinha ou panelada que é prá num perder a mania.
 Prá começar o ano dicunforça:
 Reflita sobre as besteiras do ano passado e rebole no mato os maus pensamentos.
 Murche as orêia, respire fundo e grite bem alto:

Sai mundiça!!!
 Ah, e não esqueça do grito de guerra, que é prá dar mais sorte ainda:

Queima raparigal!!!
Agora é só levantar a cabeça e desimbestar no rumo da venta que vai dar tudo certo em 2010, afinal de contas você é cearense.
E para os que não são da terrinha, mas são doidim prá ser, nosso desejo é que sejam tão felizes quanto nós.
Peeeeennnnse num ano que vai ser muito bom.
Respeite como vai ser pai d’égua esse 2010.
Um grande abraço do cearense,
Alfredo Mendes

Fonte: Internet (circulando por e-mail)

sábado, 26 de dezembro de 2009

CONVERSA ENTRE DUAS MULHERES MORTAS

- Morri congelada.
- Ai que horror!!! Deve ter sido horrível! Como é morrer congelada?
- Bom, no começo é muito ruim: primeiro são os arrepios, depois as dores nos dedos das mãos e dos pés, tudo congelando.
Mas, depois veio um sono muito forte e eu perdi a consciência.
E você, como morreu?
- Eu?
Morri de ataque cardíaco.
Eu estava desconfiada que meu marido estava me traindo. Então, um dia cheguei em casa mais cedo, corri até ao quarto e ele estava na cama, calmamente assistindo televisão.
Ainda desconfiada, corri até o porão para ver se encontrava alguma mulher escondida, mas não encontrei ninguém.
Depois, corri até o segundo andar, mas também não vi ninguém.
Então, subi até o sótão e, ao subir as escadas, esbaforida, tive um ataque cardíaco e caí morta.
- Puxa, que pena...
Se você tivesse procurado no freezer, nós duas estaríamos vivas!

Fonte: Internet (circulando por e-mail)

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

ADOLESCENTE ENCANTADORA

Em 9 de agosto de 2009, quando de viagem à Brasília, para reunião na CAPES, no assento, ao meu lado, estava uma adolescente catarinense, de cerca de 13 anos, que me deixou deveras impressionado por suas determinação e aspirações literárias.
Viajava sozinha, mesmo sendo menor de idade, regressando a Minas Gerais, onde residia com uma tia, após passar férias em Fortaleza. Mostrou-me sua agenda, que funcionava como um diário pessoal, contendo crônicas, poesias e impressões do cotidiano.
Ela portava um violão, compunha canções e ainda era vocalista de uma banda ou conjunto musical de jovens. Era uma amante da literatura e lia tudo o que podia, sobretudo romances e poesias. Aliás, ela interrompeu a leitura que fazia naquele momento, para travarmos a longa conversa durante o voo, cujo tempo transcorrido deu-me a impressão de passar tão rápido. Com a minha idade, e a experiência de quem já publicou tantos livros, procurei incentivá-la a que publicasse os seus escritos e citei alguns dos caminhos que ela poderia seguir para materializar a sua primeira obra.
Havia perdido o contato com essa garota; mas, em 08/12/2009, para a minha grata surpresa, recebi um e-mail dela dando conta de que terminara o seu livro e de que o mesmo já estava sendo editado em uma gráfica, tendo lançamento marcado para março de 2010, o que me deixou muito contente.
Ontem, 24/12/09, recebi um texto de Sissa dos Santos e gostaria de compartilhá-lo com os leitores deste blog.
Com as saudações natalinas.
Marcelo Gurgel

2.010 MOTIVOS PARA SER FELIZ

Somos mais de seis bilhões de vizinhos, já que compartilhamos o mesmo planeta. E inicialmente nossa coexistência pode passar despercebida como simples acaso e se conter apenas a isso; mas os jornais, revistas e a televisão nos mostram hoje que temos nós humanos de diferentes lugares do mundo, costumes e crenças mais em comum do que imaginamos.
Primeiro porque compartilhamos das mesmas necessidades básicas, precisamos de água potável, de ar limpo, de alimentação, de horas de sono e de higiene, sem isso não conseguimos ter saúde, condições básicas de vida e muito menos capacidade para cumprir as necessidades secundárias, que são as que criamos para o mundo que vivemos. Como o trabalho, a educação, a informação e acesso a tudo que de pouco em pouco invade nosso meio que julgamos em questão de pouco tempo como essencial.
E levando por esse ponto podemos perceber mais uma vez como somos dependentes uns dos outros, para a preservação natural de nosso planeta, para a estabilidade de nossa economia e funcionamento de nossas políticas públicas, às vezes pode até ser difícil de entender, mas o mundo em que vivemos é um só e é privilégio e responsabilidade de todos nós. E ainda assim pessoas em diversos lugares do globo morrem de fome, desastres naturais são cada vez mais freqüentes e a globalização mostra cada vez mais o seu lado macabro.
Mas nessa época do ano os cristãos celebram o nascimento de Cristo, 2.010 anos depois de sua vinda. Em todo o mundo famílias se reúnem para presentear-se e festejar em união, ainda que os problemas coletivos ou individuais sejam grandes, que a ciência crie controvérsia com a religião, que o estresse seja cotidiano. E é aí que posso ver que de alguma forma não estamos tão perdidos, e é só pensar em datas como essa em que a esperança ainda é mais acreditada do que as estatísticas. Alguns dizem que o mundo vai acabar em breve, outros que um dia ele vai ser bem melhor e eu acredito apenas que enquanto houver o natal e essa fé mútua compartilhada, que ainda haverá motivo para tentar fazer desse mundo em que vivemos o mundo em que queremos morar.
Feliz Natal para todos,
E um Ano Novo repleto daquilo que o mundo precisa para continuar a acreditar!

Sissa Santos
24/12/09

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

A GRATIFICAÇÃO DE ESPECIALIZAÇÃO NA SAÚDE

Em 1993, fizemos sucessivos contatos com lideranças sindicais de profissionais da saúde, portando um estudo com o intuito de instituir vantagens salariais para os funcionários da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (SESA), possuidores de formação pós-graduada em seus respectivos campos de atuação.
A proposição em tela apresentava três modelos de avaliação de títulos para ascensão de servidores enquadrados no Grupo Ocupacional - Serviços Especializados de Saúde-SES, conforme Lei 11.964, de 16.07.92, cujo enquadramento fora efetuado com base exclusiva no montante de vencimentos percebidos por cada um, na SESA.
Esses modelos, considerando os níveis de Especialização, Residência Médica, Mestrado e Doutorado, apontavam para a diferenciação vencimental, via acréscimo de referências ou enquadramento por classes correspondentes à maior titulação, ou mediante atribuição de pontos que remetiam a determinadas classes e referências. A proposição também oferecia a alternativa da criação de uma gratificação de pós-graduação, nos moldes da existente nas universidades federais brasileiras, por ser de mais fácil instituição, ainda que essa fosse mais vulnerável às mudanças, decorrentes do humor dos governantes, podendo ou não ser incorporada aos proventos de aposentadoria.
A receptividade dos líderes de classes, frente à propositura, foi muito fria, não suscitando, “grosso modo”, apoio ou rejeição formais, porquanto, naquele momento, o foco da atuação sindical estava voltado para a obtenção de vantagens, com base na gratificação de produtividade SUS. Para alguns, inclusive, a vantagem por titulação deveria ficar restrita apenas à vida acadêmica. Uns poucos, de comportamento sectário, postulavam que não se deveria fazer distinção entre trabalhadores, recorrendo ao argumento de que trabalho igual, resulta em salário igual.
Para contornar o impasse, passamos a direcionar os esforços de convencimento junto aos gestores da saúde, tendo boa acolhida da então Secretária da SESA, Dra. Anamaria Cavalcante e Silva, que, em 1994, levou ao Secretário da Administração, Dr. Manuel Veras, a proposta de instituir a Gratificação de Especialização, com valores variando de 15% a 45%, os mesmos praticados pela UFC. A surpresa ficou por conta da faixa de 50% a 100%, explicada por ser o ano derradeiro do Governo Ciro Gomes e por configurar um gesto de boa vontade do governador, para com os médicos, pondo ponto final na relação tumultuada, e destemperada, que chegou a momentos específicos de tensão, quando os esculápios cearenses foram comparados com bolacha e com sal.
A minuta do decreto original, de 1994, de nossa lavra, dentro dos limites adotados na academia, indo de 15% para Especialização, até 45% para Doutorado, procurou descolar a Residência Médica (RM) das demais especializações, dando-lhe o reconhecimento devido, mercê da sua importância para a formação dos médicos especialistas, e distinguindo-a em duas modalidades (I e II), consignando-se 25% e 30¨%, respectivamente, com base no tempo de formação e no cumprimento da exigência de pré-requisitos, sem deixar de considerar a possibilidade de uma segunda RM; esses valores ficavam bem próximos dos 35% sugeridos para o caso do Mestrado.
O desdobramento dessa minuta culminou na Lei nº 12.287, de 20/04/94, que criou a Gratificação de Especialização, e no Decreto 23.193, de 04/05/94, que estabeleceu os critérios para a concessão do beneficio. Por influência desse instrumento, com o passar dos anos, outras conseqüências foram aparecendo, a exemplo da gratificação assemelhada, aprovada pelo Município e Fortaleza; da inclusão de numerários adicionais, isso em convenção trabalhista para os médicos regidos pela C.L.T.; e da majoração dos percentuais da gratificação de pós-graduação nas universidades cearenses.
Nesses quase três lustros que se seguiram à implantação da Gratificação de Especialização, pode-se, em parte, creditar à mesma, o fomento, entre os servidores públicos estaduais, da busca para a educação continuada, galgando crescentes níveis acadêmicos, e, por certo, redundando em trabalho mais motivado e de melhor qualidade. Ao lado disso, também ensejou uma melhoria salarial, que pode ter minorado a evasão de funcionários, premidos pelo baixo vencimento do poder executivo estadual.
Por oportuno, louve-se a bem engendrada campanha encetada pelas entidades médicas cearenses (Associação Médica Cearense, CREMEC e Sindicato dos Médicos), que uniram forças e, juntamente com os colegas, conquistaram um Plano de Cargos e Carreiras específico dos médicos, injetando expressivo aumento na massa salarial dos médicos do Ceará. Digno de nota, também, foi o cuidado que essas entidades médicas tiveram de assegurar a permanência da Gratificação de Especialização que, mesmo com redução dos seus percentuais, em 50%, e sobre eles aplicados redutores, nos próximos dois anos, a incidência da vantagem passou a ser feita em cima de um vencimento básico robustecido, produzindo sobejos ganhos reais, consoante se infere da Lei Nº 14.126, de 10/11/08, publicada no DOE, de 13/11/08.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Médico e professor universitário

* Publicado in: Boletim Informativo AMC (Associação Médica Cearense). Outubro a dezembro de 2009 - ano VI, n.18, p.7.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

DITADOS MODERNIZADOS I

Está na hora de modernizarmos nossos ditados!!
(Sob pena de descobrirem a nossa idade...)

1. A pressa é inimiga da conexão.
2. Amigos, amigos, senhas à parte.
3. Antes só que em chats aborrecidos.
4. A arquivo dado não se olha o formato.
5. Diga-me que chat frequentas e te direi quem és.
6. Para bom provedor uma senha basta.
7. Não adianta chorar sobre arquivo deletado.
8. Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.

Fonte: Internet (circulando por e-mail)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

LUA DE MEL NA VELHICE

A velhinha, com mais de 80 anos, mas toda elétrica, entra na farmácia.
- Vocês têm analgésicos?
- Temos sim senhora.
- Vocês têm remédio contra reumatismo?
- Temos sim senhora.
- Vocês têm Viagra?
- Temos sim senhora.
- Vocês têm vaselina?
- Temos sim senhora.
- Vocês têm pomada anti-ruga?
- Temos sim senhora.
- Vocês têm gel para hemorróidas?
- Temos sim senhora.
- Vocês têm bicarbonato?
- Temos sim senhora.
- Vocês têm antidepressivos?
- Temos sim senhora.
- Vocês têm soníferos?
- Temos sim senhora.
- Vocês têm remédio para a memória?
- Temos sim senhora.
- Vocês têm fraldas para adultos?
- Temos sim senhooooora.
- Vocês têm...
- Minha senhora, aqui é uma farmácia, nós temos isso tudo. Qual é o seu problema?
- É que vou casar no fim do mês. Meu noivo tem 95 anos e nós gostaríamos de saber se podemos deixar nossa Lista de Casamento aqui com vocês...

Fonte: Internet (circulando por e-mail)

sábado, 19 de dezembro de 2009

HOMENAGEM DO INSTITUTO DO CÂNCER DO CEARÁ

Ontem, 18 de dezembro de 2009, fui distinguido com o certificado de “Quem faz o ICC – Edição 65 anos”, conferido, por decisão unânime, pelo Instituto do Câncer do Ceará (ICC), em reconhecimento dos anos de dedicação e contribuição permanente, alusivo à passagem dos 65 anos de fundação do ICC. Na solenidade, acontecida no Auditório Gov. Lúcio Alcântara, foram outorgadas duas homenagens da instituição (a mim e à Profa. Elsie Studart), entre os julgados de maior destaque para essa entidade.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

POSSE NA ACADEMIA CEARENSE DE FARMÁCIA



Ontem, 17 de dezembro de 2009, em Sessão Solene da Academia Cearense de Farmácia (ACF), ocorrida no Ideal Clube, em Fortaleza, fui empossado como “Acadêmico Honorário” da Academia Cearense de Farmácia”, título para o qual fui eleito, por unanimidade, na 294ª Sessão Ordinária da ACF, de 12 de fevereiro de 2009, em reconhecimento da expressividade intelectual, e como forma de promover a valorização da Farmácia no Ceará, com recebimento de Diploma e Medalha outorgados por esse sodalício.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

ADVOGADO X POLÍCIA

Lição fundamental: Jamais faça pergunta sem ter certeza da resposta!

Fato verídico acontecido em uma Vara da cidade de São Paulo na Inquirição em Juízo de um policial pelo advogado de defesa do réu, que tentava abalar a sua credibilidade.
Advogado: Você viu meu cliente fugir da cena do crime?
Policial: Não senhor. Mas eu o vi a algumas quadras do local do crime e o prendi como suspeito, pois ele é, e se trajava conforme a descrição dada do criminoso.
Advogado: E quem forneceu a descrição do criminoso?
Policial: O policial que chegou primeiro ao local do crime.
Advogado: Um colega policial forneceu as características do suposto criminoso. Você confia nos seus colegas policiais?
Policial: Sim, senhor. Confio a minha vida.
Advogado: A sua vida? Então diga-nos se na sua delegacia tem um vestiário onde vocês trocam de roupa antes de sair para trabalhar.
Policial: Sim, senhor, temos um vestiário.
Advogado: E vocês trancam a porta com chave?
Policial: Sim, senhor, nós trancamos.
Advogado: E o seu armário, você também o tranca com cadeado?
Policial: Sim, senhor, eu tranco.
Advogado: Por que, então, policial, você tranca seu armário, se quem divide o vestiário com você são colegas a quem você confia sua vida?
Policial: É que nós estamos dividindo o prédio com o Tribunal de Justiça, e algumas vezes nós vemos advogados andando perto do vestiário.

Uma gargalhada geral da plateia obrigou o Juiz a suspender a sessão

Foi falar besteira ...

Fonte: Internet (circulando por e-mail)

domingo, 13 de dezembro de 2009

O PROJETO ACADÊMICO PACATUBA

O Projeto Acadêmico Pacatuba (PAPa) foi criado no começo da década de setenta, por iniciativa de estudantes de Medicina. A idéia original foi do estudante Elcias Camurça Filho, que, na época de colegial, participou de programa de intercâmbio da AFS nos EUA, onde realizou parte do seu “high-school”, e engajou-se em programas de trabalhos sociais, feitos voluntariamente, com ampla mobilização da comunidade.
Logo que ingressou no Curso de Medicina da UFC, em 1970, Elcias cogitou montar de algo que levasse os universitários a prestar serviços à população carente, tendo elaborado, sob a orientação direta da sua genitora, a Profa. Zélia Camurça, uma renomada educadora, um projeto de extensão universitária, para esse fim. O projeto em tela foi apresentado e conseguiu, de imediato, a adesão dos seus colegas de turma, Henry de Holanda Campos e Fernando Antônio Frota Bezerra, que compuseram o grupo fundador.
A proposição do campo de aplicação do projeto coube ao Henry de Holanda Campos, ligado por laços familiares, a pessoas envolvidas na administração de Pacatuba, um município situado vizinho à Fortaleza, distando cerca de trinta quilômetros da capital. Na sua fase de implantação, o projeto atraiu a colaboração de outros companheiros, da mesma turma, como: Ana Rosa dos Santos, Glauco Lobo Filho, Maria de Fátima Veras e Eldon Barros de Alencar.
A proposta foi encampada pela universidade, convertendo-se em atividade de extensão rural do Departamento de Saúde Comunitária da UFC, que envidou os esforços necessários para viabilizar a empreitada, buscando o suporte de demais unidades acadêmicas. Dentre os docentes mais atuantes e solidários, figuravam: Zélia Rouquayrol, Júlio Maria Lima, Ariston Cajaty e Adalvaniza Costa.
À medida que os anos letivos iam avançando, eram selecionados alunos das novas turmas, a exemplo de Ana Júlia Couto, Airton Monte, Sullivan Mota e Urico Gadelha, dentre os admitidos na UFC, em 1971, e, depois, agregando alguns dos que formaram conosco, na turma de 1977.2, rememorando-se aqui os nomes de: Carlos Roberto Morais Sampaio, Cristina Mourão, Francisco Delano Campos Macedo, Francisco Jean Crispim Ribeiro, Marcelo Gurgel, Maria Roseli Monteiro Callado, Jussara Nogueira Terra e Marcos Sandro Fernandes de Vasconcelos; esse último chegou a ser a presidente do PAPa, na gestão subseqüente a da Ana Júlia Couto.
O trabalho era realizado sempre aos sábados e prestava assistência comunitária à população do município de Pacatuba e da sua vizinhança. Em princípio, o projeto envolvia apenas acadêmicos de Medicina, mas com o passar dos anos, foi incorporando diversos cursos e tendo então uma atuação bem mais abrangente, dirigido inclusive para o desenvolvimento comunitário.
Quando plenamente instalado, o PAPa possuía uma logística interessante: pela manhã, em escala de revezamento, um grupo, de quatro a cinco alunos, ia em carro próprio à Pacatuba, para cuidar dos meios e da infra-estrutura para a feitura dos serviços pelo conjunto de alunos e fazer a triagem dos atendimentos programados para a tarde. Os demais participantes apresentavam-se no campus do Porangabuçu, por volta das 13h, para tomar o velho ônibus da “Faculdade de Medicina”, que os levava até Pacatuba, cujo trabalho começava às 14h e se estendia até às17h30.
Uma contra-partida da Prefeitura fazia-se então presente no lanche, servido no rápido intervalo de uns quinze minutos, no meio da tarde, quando os alunos se dirigiam ao restaurante autorizado pelo prefeito, para receber um refrigerante acompanhado de um misto quente ou uma coxinha, ocasião em que paravam para respirar um ar mais puro e admirar a topografia da localidade, incluindo a Serra de Aratanha, que viria a ser palco, anos mais tarde, de um terrível desastre de aviação, que deu cabo da vida de mais de uma centena de pessoas.
Para os alunos de segundo e de terceiro anos, as principais atividades eram desenvolvidas no Serviço de Epidemiologia, onde se tinha a oportunidade de travar os contatos iniciais com a dura realidade de vida das populações rurais, visto que se operavam ali levantamentos epidemiológicos e o diagnóstico das condições econômicas e sociais das famílias.
A partir do quarto ano de Medicina, depois de terem passado pela Semiologia, os acadêmicos passavam a estagiar no Serviço de Clínica Psiquiátrica, momento em que era possível constatar que muitas das queixas da clientela referida tratavam-se de formas de manifestação de descontrole produzidas por condições sócio-econômicas adversas, ou marcavam presença no Serviço de Clínica Médica, prestando serviço assistencial aos grupos de adultos. Quase sempre havia um docente designado para acompanhar os estudantes, embora nem sempre fosse médico, para ajudar a solucionar os casos mais complexos, amparado no sistema de referência para o Hospital Universitário Walter Cantídio, que oferecia o suporte, nas situações que exigissem internamento hospitalar.
Havia muito entrosamento entre os participantes, durante a execução das tarefas, com auxílio mútuo, para o aprendizado e para a resolução dos casos da melhor maneira; essa interação, que integrava universitários de distintos cursos, alargava-se no percurso da volta à Fortaleza, animada pela irreverente atuação de Airton e Urico, cujas brincadeiras e pilhérias tornavam o tempo de retorno bem curto. O ônibus entrava em Fortaleza por Parangaba, usando a Av. João Pessoa, fazendo um pequeno desvio, para deixar os alunos, que haviam estacionado os carros no campus do Porangabuçu, e, em seguida, retomava à mesma avenida, parando em vários pontos para liberar mais alguns alunos, prosseguindo pela Av. da Universidade até a Praça José de Alencar, onde desciam os últimos passageiros.
As turmas sucedâneas à nossa ainda deram seguimento a esse exemplar projeto de extensão universitária, que sucumbiu à entrada dos anos oitenta, certamente pela combinação de fatores, incluindo, e.g.: a desmotivação estudantil, para trabalhos comunitários; a falta de apoio da direção do Centro de Ciências da Saúde, após a gestão do Prof. Geraldo Gonçalves; o esfacelamento do Departamento de Saúde Comunitária, em disputas fraticidas; e a institucionalização do CRUTAC.
Por fim, lastima-se aqui o encerramento de um estágio, rico em experiência comunitária, e de grande valia para a formação de profissionais, especialmente os futuros médicos, engajados na luta por uma saúde de melhor qualidade e mais acessível a todos.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Médico e professor universitário

* Publicado in: Revista Histórias da Saúde. Agosto a outubro de 2009 – ano XI, n.20, p.17.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A ROUPA FAZ A DIFERENÇA?

Sem maiores preocupações com o vestir, o médico conversava descontraído com o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante chega e de forma ríspida, pergunta:
- Vocês sabem onde está o médico do hospital?
Com tranqüilidade, o médico respondeu:
- Boa tarde, senhora! Em que posso ser útil?
Ríspida, retorquiu:
- Será que o senhor é surdo? Não ouviu que estou procurando pelo médico?
Mantendo-se calmo, contestou:- Boa tarde, senhora! O médico sou eu, em que posso ajudá-la?!?!
- Como?!?! O senhor?!?! Com essa roupa?!?!...
- Ah, Senhora! Desculpe-me! Pensei que a senhora estivesse procurando um médico e não uma vestimenta...
- Oh! Desculpe doutor! Boa tarde! É que... Vestido assim, o senhor nem parece um médico...
- Veja bem as coisas como são... - disse o médico - ... as vestes parecem não dizer muitas coisas, pois quando a vi chegando, tão bem vestida, tão elegante, pensei que a senhora fosse sorrir educadamente para todos e depois daria um simpaticíssimo "boa tarde!"; como se vê, as roupas nem sempre dizem muito...
E continuou:
- Um dos mais belos trajes da alma é a educação; sabemos que a roupa faz a diferença mas o que não podemos negar é que: Falta de Educação, Arrogância, Falta de Humildade, Pessoas que se julgam donas do mundo e da verdade, Grosseria e outras "qualidades" derrubam qualquer vestimenta.

Moral: Bastam às vezes, apenas 5 minutos de conversa para que o ouro da vestimenta se transforme em barro.

Fonte: Internet (circulando por e-mail)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O QUE ELES DISSERAM IV

VENENO
"Num mundo inseguro existem apenas duas coisas em que se pode confiar: na insegurança da Itália e na de Mussolini."
Adolf Hitler, líder nazista alemão, criticando o ditador italiano Benito Mussolini
"Provavelmente mentiroso; e maluco, com certeza."
Benito Mussolini, respondendo a uma das provocações feitas pelo führer
"Este homem é perigoso – ele acredita no que diz."
Joseph Goebbels, ministro da Propaganda nazista alemã, falando sobre Adolf Hitler
"Dirigir Marilyn Monroe era como dirigir Lassie."
Otto Preminger, cineasta austríaco que comparou a capacidade de representar da atriz americana à da cadela que fez sucesso num seriado de TV
"Chaplin era um homem perverso. Sádico. Vi-o torturar seu filho Sydney, humilhá-lo, insultá-lo." Marlon Brando, sobre Charles Chaplin, que o dirigiu no filme A Condessa de Hong Kong, em 1966
"Não passei o Natal com eles porque chegaria num BMW e sairia num caixão."
Princesa Diana, explicando, em 1995, sua ausência na ceia de Natal da família real

Fonte: Internet (circulando por e-mail) Editado por Maria Rita Alonso e Rosana Tonetti

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A ORGANIZAÇÃO DA SELEÇÃO DA RESIDÊNCIA MÉDICA DO SUS NO CEARÁ

A Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE), desde a sua criação, em 1993, tem assumido a coordenação do Processo Seletivo da Residência Médica (RM) para os hospitais estaduais de referência do Sistema Único de Saúde do Ceará, englobando os pertencentes à extinta Fundação de Saúde do Estado do Ceará (FUSEC), representados pelos Hospital Geral César Cals, Hospital São José e Hospital de Saúde Mental de Messejana, além daqueles integrantes do antigo INAMPS, que foram estadualizados, no caso o Hospital Geral de Fortaleza e o Hospital de Messejana.
Ao acolher esse encargo, a seleção já estava unificada, sob a égide da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (SESA), que o realizava por meio do trabalho voluntário e dedicado de alguns coordenadores e preceptores de variados programas, cabendo à ESP-CE introduzir mudanças graduais, sobretudo operacionais, para tornar os procedimentos mais profissionais e regulamentados.
Um ponto de partida foi o reconhecimento da necessidade de expandir a concorrência, para atrair também melhores candidatos, e, também, gerar maiores receitas, com o fito de remunerar as tarefas realizadas, minimizando a colaboração gratuita, ao tempo que se buscava obter o aprimoramento qualitativo dos instrumentos de avaliação dos postulantes.
A aplicação das provas escritas e de títulos ocorria em duas fases, distanciadas em quase duas semanas, o que levava à liberação dos resultados finais ao cabo de quase um mês, gerando fortes e demoradas expectativas entre os inscritos. A correção manual dos gabaritos foi substituída pela leitura ótica dos mesmos, evitando as naturais falhas e imperfeições humanas do procedimento artesanal, e conferindo grande agilidade na correção e no fechamento dos resultados.
As duas fases foram reunidas em um único fim-de-semana, permitindo-se participar da segunda fase, independente do resultado da prova escrita, com as provas de múltipla escolha aplicadas na manhã do sábado e as entrevistas com análise curricular, iniciadas na parte da tarde e se prolongando em todo o domingo; nos últimos anos, com a inclusão de mais examinadores, devidamente treinados, que passaram a contar com pessoal de apoio, e a definição de aprazamento dos horários das análises, foi possível restringir a feitura do certame em apenas um dia.
Os pontos de corte para a aprovação da primeira fase, anteriormente fixados na média menos um desvio padrão de cada programa, geravam sérias distorções por suas brutais diferenças entre os programas, de modo que, às vezes, um candidato eliminado de um programa de alta competição tinha rendimento que o alçava entre os primeiros de programas menos qualificados em competição, e ainda por razões estatísticas da variabilidade produzida em pequenos números, no caso de poucos candidatos em certos programas. Para corrigir tal dissonância, o diapasão adotado foi estabelecer um único “cutoff” para os candidatos dos programas de acesso direto, definido na média menos um desvio padrão dos resultados da prova básica, comum a todos os concorrentes, e, linearmente, considerar o perfil de 50% de acertos das questões válidas como ponto de corte aos candidatos inscritos nas áreas especializadas.
Para aprimorar a qualidade das provas escritas, foram ministrados dois cursos teóricos e práticos sobre a formulação de questões de múltipla escolha aos preceptores encarregados dessa funções, os quais, anualmente, quando convidados a integrar às bancas de provas, recebem um pacote contendo instruções sobre a técnica de elaboração de quesitos, a digitação e formatação e modelos de questões, com referências bibliográficas. A quantidade de questões solicitadas aos formuladores passou a ser quase o dobro do necessário às provas, cabendo a seleção das questões e a montagem de cada prova ao trabalho coletivo, envolvendo elaboradores e coordenação do certame, sob o estreito acompanhamento de técnico experimentado em avaliação educacional, atentando-se para aspectos relativos a conteúdo, consistência, grau de dificuldade, poder discriminatório etc. A montagem final das provas, após a reavaliação técnica, passou a ser submetida à cuidadosa revisão ortográfica.
Os procedimentos comuns de análise curricular aplicados a todos os candidatos foram revistos e desmembrados em dois modelos de Curriculum Vitae (CV) padronizado: o A, que deve ser preenchido pelos candidatos às áreas básicas e especialidades de acesso direto (que não exigem pré-requisito) e o B, ajustado aos candidatos às especialidades que exigem pré-requisito; preservou-se, outrossim, a prática de somente revelar os comprovantes dos títulos por ocasião da análise curricular, evitando-se o acúmulo de análise de documentos na ESP-CE. Esses modelos substituíram os apresentados em diferentes formatos, de modo espontâneo e livre, pelos postulantes, cujo manuseio tomava muito tempo do examinador.
A nota atribuída ao histórico escolar da graduação, como parte da prova de títulos, e que considerava todas as notas e/ou conceitos das disciplinas, demandando a, aproximadamente, meia hora de cada avaliador, foi inicialmente restrita à aferição do desempenho de dez matérias e, posteriormente, a apenas cinco disciplinas: Patologia, Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Pediatria e Gineco-Obstetrícia. Por três anos, a Coordenação da seleção introduziu, em caráter opcional, o direito do candidato de pleitear essa avaliação baseada no resultado individual do Exame Nacional de Cursos (o Provão do MEC); essa exitosa medida, que tinha a vantagem de harmonizar, em um só instrumento, a dificuldade de lidar com grades curriculares extremamente díspares e conferia uma economia de tempo de análise, foi abortada pela intempestiva decisão do governo federal de extinguir o Provão, equivocadamente substituído pelo ENADE, cujas periodicidade e não individualização de resultados tolheram a continuidade do aproveitamento na pontuação curricular.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Ex-Coordenador da Seleção da RM do SUS-CE

* Publicado in: Jornal do médico, 5(29): 6, 2009. (Informativo Independente do Ceará).

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O BRASIL ANEDÓTICO X

A VENDA DO FILHO
Cândido Freire - "Rev. do Brasil", n° 60, de 1920
A 10 de novembro de 1840 penetravam a bordo do patacho Saraiva, ancorado a pouca distância do cais, na Baia, um pretinho de dez anos, e que seria mais tarde o poeta e abolicionista Luiz Gama, o pai deste, homem branco, e jogador, que o tivera de uma preta-mina, e o dono de uma casa de tavolagem, de nome Quintela.
Enquanto o menino se distraía com os marinheiros, os dois entram em entendimento com o capitão, e retomam o bote que os trouxera. Ao vê-los partir, o negrinho corre, chega à escada, e grita:
- Meu pai? meu pai? não me leva?
- Eu volto já, para te levar, - informou o miserável.
E o menino, compreendendo tudo, num ímpeto de dor e de revolta:
- Meu pai, o senhor me vendeu !...
E era verdade. Foi assim, vendido, que Luiz Gama veio para o Rio, e foi, escravo, do Rio para São Paulo.

VIL, ELA
Moreira de Azevedo - "Mosaico Brasileiro", pág. 129
José Vilela Barbosa, que foi, depois, marquês de Paranaguá e um dos signatários da Constituição do Império, era um dos homens de mais espírito do seu tempo, no Brasil. Os seus epigramas tiveram fama e, não menos, as suas respostas galantes ou atrevidas.
Palestrava ele, no Paço, com uma senhora, quando esta, irritando-se, redargüiu ferina:
- V. Excia. sempre é um homem que tem um nome que começa por "vil"!
- Vil não! - protestou Paranaguá.
E emendando:
- "Vil, ela"!

"O PAIOL DA PÓLVORA"
Salvador de Mendonça, n'"O Imparcial", 1913
O Diário Mercantil de Francisco Otaviano, tinha como caixa e administrador o velho César, septuagenário que possuía uma grande prática de negócios. Quando se tratava da parte comercial da folha, Otaviano mandava:
- Isso é lá embaixo, com o César; desça ao "paiol da pólvora".
- Isto é o paiol mesmo, - confirmava o velho César.
E acentuava:
- Sem isto não se faz fogo lá em cima!

ORGULHO CONTRA BRAVURA
Serzedelo Correia - "Páginas do Passado", pág. 24
Transmitida a Deodoro, por Floriano. na manhã de 15 de novembro, a notícia de que o Visconde de Ouro-Preto lhe queria falar, o velho soldado subiu e, ao penetrar no gabinete em que se achava reunido o ministério no quartel-general, foi inevitável o choque.
- Senhor general, - declarou Ouro-Preto, - diante da força e do seu ato de violência, impossibilitado eu de combatê-lo, entrego à sua guarda as instituições e o governo!
- Sim, respondeu Deodoro; - diante da força e da violência provocadas pelos governos que nunca souberam tratar o soldado. Se VV. Excias. soubessem o que é ser soldado, se VV. Excias. sofressem com cinco anos de campanha, o fogo, as intempéries e a fome, e como eu, oito dias seguidos, só comessem milho cozido, haviam de compreender as amarguras da alma do soldado, e tratá-lo de outro modo!
- Por maiores que sejam as amarguras e agonias do soldado, - retorquiu o Visconde, - não podem ser iguais às minhas, ouvindo nesta hora V. Excia.
Deodoro perdeu a calma.
- Pois V. Excia. está preso! bradou.
Floriano intervém, porém:
- Não, Manuel; isto não é do trato!
E Deodoro de novo:
- Podem o ministério e V. Excia. se retirarem para as suas casas.

PATRULHA POLÍTICA
J. M. de Macedo - "Ano Biográfico", vol. 1, pág. 82
Ângelo Moniz da Silva Ferraz, que morreu em Petrópolis em 1868, dois dias depois de lhe ser conferido o título de Barão de Uruguaiana, foi, como deputado e senador, um dos oradores mais vigorosos do seu tempo.
Eleito pela Baía em 1845; dirigia ele uma oposição de três ou quatro deputados, quando, num discurso, exclamou:
- Eu, e o meu partido...
- V. Excia. não comanda um partido, aparteou um deputado governista. - V. Excia. chefia, apenas, uma patrulha!
A frase ganhou curso, ficando Ferraz, até a sua adesão ao partido liberal, com o apelido de "chefe de patrulha".
AS DERROTAS DE MARTINHO DE CAMPOS
Alfredo Pujol - Discurso na Academia Brasileira de Letras
Era Lafayette ministro da Justiça, no gabinete Sinimbú, quando, atacado, em virtude de um dos seus atos, subiu à tribuna para defender o governo e a sua pessoa. Chefiava o movimento contra ele o velho Martinho de Campos, e Lafayette foi impiedoso:
- Pelo que me diz respeito, - concluiu, - estou perfeitamente tranqüilo, vendo o nobre deputado no comando desta campanha. Há trinta anos S. Excia. comanda batalhas políticas, e as tem perdido todas!

FILHOS E SOBRINHOS
Ernesto Sena - "Deodoro", pág. 159
Deodoro, conforme se sabe, morreu sem descendência. Muito ligado, porém, à família, tratava como seus os filhos dos seus irmãos, os quais interferiam na sua vida com certa liberdade, ajudando-o em muitas coisas mas, também, como era natural, causando-lhe aborrecimentos. E sempre que um destes lhe vinha, era fatal a sua frase:
- Qual! Quando Deus não nos dá filhos, o Diabo nos dá sobrinhos!...
AS ELEIÇÕES
Magalhães de Azevedo - "D. Pedro", pág. 49.
Nas palestras com os seus ministros, costumava dizer D. Pedro II, em 1870:
- As eleições, como elas se fazem no Brasil, são a origem de todos os nossos males políticos.
À margem de um opúsculo de Joaquim Nabuco, O erro do Imperador, escrevia o monarca em 1886, confirmando essas idéias:
"Não é o vestido que tornará vestal a Messalina, porém, sim, a educação do povo e, portanto, a do governo. Parece-me que devo conhecer essa chaga, pois a observo, sem ser mero expectante, há quarenta e tantos anos".

A GALINHA D'ANGOLA
Afonso Celso - Discurso na Academia Brasileira de Letras, recebendo Lauro Müller.
Na sua vivenda de Jacarepaguá, possuía o senador Lauro Müller grande quantidade de galináceos, e entre estes, numerosas galinhas d'Angola, de crista vermelha e plumagem cinzenta. Nédias, fortes, livres, satisfeitas, corriam por todo o quintal. Entretanto, de manhã à noite, a cantiga era a mesma: "estou fraco! estou fraco! estou fraco!"
É curioso! - observa o dono da casa, um dia, a um amigo.
E com bom humor:
- Não posso ver e ouvir estas aves que não fique, logo, pensando no Brasil!...

Fonte: Humberto de Campos. O Brasil Anedótico (1927)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

CINEMA NO NORDESTE! III

Para conseguir a aceitação do público nordestino, os cinemas locais decidiram mudar os nomes dos filmes.
Veja abaixo os novos títulos:
De: Guerra nas Estrelas
Para: Arranca-Rabo no Céu
De: Um Peixe Chamado Wanda
Para: Um Lambari, Cum Nome di Muié
De: A Noviça Rebelde
Para: A Beata Increnquêra
De: O Corcunda de Notre Dame
Para: O Monstrim da Igreja Grandi

Fonte: Internet (circulando por e-mail)

domingo, 29 de novembro de 2009

VIOLÊNCIAS: sem juízo de valor

Perguntaram a um coronel do BOPE (Polícia de Elite do RJ), se ele perdoaria os traficantes que derrubaram o helicóptero da PM, matando três policiais.
A resposta:
"Eu creio que a tarefa de perdoá-los cabe a DEUS.
A nossa é de simplesmente PROMOVER o ENCONTRO".

Fonte: Internet (circulando por e-mail)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

65 ANOS DO INSTITUTO DO CÂNCER DO CEARÁ

Como parte da programação alusiva aos 65 anos do Instituto do Câncer do Ceará, proferi, na manhã de hoje, a palestra “ICC 65 Anos: resgate da memória institucional”, na Sessão Científica da Escola Cearense de Oncologia do Instituto do Câncer do Ceará. Ao evento, acorreram muitos funcionários e membros do corpo clínico da instituição.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

FALTAVA UMA DE “PORTUGA”

Um irlandês, um mexicano e um português estavam trabalhando na construção de um edifício de 20 andares.
Eles começaram a abrir suas marmitas para almoçar e o irlandês disse, irritado:
- Bife com repolho de novo! Se eu abrir essa maldita marmita amanhã e encontrar bife com repolho me jogo desse prédio!
O mexicano abriu sua marmita e gritou:
- Burritos de novo! Se amanhã meu almoço também for burritos, me jogo daqui!
O português abriu a sua e disse:
- Sardinha de novo! Se meu sanduíche amanhã for de sardinha de novo, me jogo também!
No dia seguinte o irlandês abriu sua marmita, viu o bife com repolho e pulou para a morte.
O mexicano abriu sua marmita, viu os burritos e pulou também.
O português abriu o sanduíche, viu que era de sardinha e também se jogou do prédio.
No enterro, a mulher do irlandês chorava sem parar, dizendo:
- Se eu soubesse o quanto ele estava cansado de comer bife com repolho, eu nunca
mais teria posto na marmita dele!
A mulher do mexicano também chorava:
- Eu poderia ter feito tacos! Não percebi o quanto ele estava odiando comer os burritos!
Todos se voltaram e olharam para a esposa do português:

- Ei, nem olhem para mim. Ele sempre fez seu próprio almoço!

Fonte: Internet (circulando por e-mail)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

LANÇAMENTO DE LIVROS DO INSTITUTO DO CÂNCER DO CEARÁ

O Instituto do Câncer do Ceará (ICC) comemorou o seu 65º aniversário de fundação, lançando, na oportunidade, a coleção “Resgate da Memória Institucional”. A obra, organizada por Elsie Studart e Marcelo Gurgel Carlos da Silva, contém cinco volumes, reunindo farto material documentário sobre os últimos quinze anos de trabalho, estudo e muita dedicação do ICC. A mim, coube a responsabilidade de pronunciar o discurso de apresentação da coleção, que teve lugar no Auditório do Hospital do Câncer, na manhã de hoje. Em seguida, participei do Programa Debates do Povo, na rádio O Povo, tratando da efeméride.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O ICC, À LUZ DA HISTÓRIA

Quando o Instituto do Câncer do Ceará (ICC) foi criado, em 1944, ter câncer valia como uma sentença de morte. As pessoas com mais posses, acometidas pela doença, buscavam tratamento no eixo Rio/São Paulo. Os menos afortunados, e que constituíam a maioria, ficavam no Ceará, recorrendo à Santa Casa de Misericórdia, onde o Instituto do Câncer fazia seus atendimentos. Antes de chegar ao prédio em que se encontra, o ICC teve outros endereços. Passou pela Praça José de Alencar (Faculdade de Medicina) e ocupou espaço no Hospital das Clínicas, no bairro Rodolfo Teófilo.
O mito de que tratamento bom para câncer, era fora do Ceará, foi sendo desfeito, à medida que novas formas terapêuticas, destinadas a combater o câncer, iam sendo agregadas à Instituição. O certo é que o ICC cresceu tanto, que chegou a hora em que já não era mais possível atender às pessoas, apenas ambulatorialmente. A situação se agravava, principalmente quando havia necessidade de cirurgia e não tinha para onde encaminhar os doentes com câncer.
Essa situação prolongou-se por muito tempo, a despeito de o ICC buscar, de todas as maneiras, assegurar ao doente um tratamento à altura das suas necessidades, obviamente que dentro dos limites da Instituição. Primeiro, foi a vez da radioterapia. Depois, veio a quimioterapia. Essa história foi se arrastando, pontuada aqui e ali pela aquisição e/ou doação de um novo aparelho, sempre a se depender da boa vontade dos benfeitores e mesmo de alguns gestores públicos.
Em 1995, 51 anos depois da criação do ICC, o Dr. Haroldo Juaçaba, então presidente do ICC, resolveu dar a largada para a construção do Hospital do Câncer. Mais quatro anos, e ele era entregue à população. De lá para cá, cresceram os atendimentos numa velocidade jamais imaginada. Chega-se agora a 2009 e aí está o Hospital do Câncer, que há pouco tomou o nome do Prof. Haroldo Juaçaba.
O desenho do atual ICC é moderno e eficiente. O seu planejamento estratégico, elaborado por uma consultoria qualificada, com suporte do pessoal do ICC, estabelece metas de crescimento para os próximos anos. A nova estrutura administrativa tornou a instituição mais enxuta e com melhor definição das suas responsabilidades. O organograma atual do ICC dá visibilidade para que se faça uma leitura da missão institucional, através das unidades estruturantes criadas, para viabilizá-la. Em primeira linha, estão o Hospital do Câncer, unidade operacional, com grau de excelência; a Escola Cearense de Oncologia, incumbida de formar pessoal qualificado para atuar na área oncológica; e a Rede Feminina, onde pulsa, com mais vigor, o coração do ICC, pelas ações solidárias que fazem parte do seu cotidiano. Como unidades de sustentação, encontram-se a Diretoria Corporativa de Negócios, a Diretoria de Suporte Corporativo e a Diretoria de Responsabilidade Social.
À luz da história, o que mais pode ser dito do Instituto do Câncer do Ceará, completando nesse 25 de novembro de 2009, 65 anos de brilhante atuação, é que para a entidade crescer, da forma como cresceu, foi fundamental o pulso forte dos seus dois primeiros presidentes – Waldemar de Alcântara (1944-1990) e Haroldo Juaçaba (1991-2009), os quais souberam aliar competência, bom senso e espírito humanitário, para tornar a Instituição aniversariante a melhor referência no tratamento do câncer, no Estado do Ceará e até nas regiões Norte-Nordeste.
Atualmente, a entidade é presidida pelo Dr. Lúcio Alcântara que, por sinal, já ocupou a vice-presidência do ICC, e que há cerca de 10 anos vinha sendo mantido como presidente, em exercício da instituição; à frente da Diretoria Geral do Instituto está o Dr. Sérgio Juaçaba.
Os anos vindouros prometem outras grandes realizações, como é o caso da construção da Casa Vida, para abrigar um número cada vez maior de doentes pobres, vindos do interior, para tratamento no Hospital do Câncer; tem-se mais em vista, a viabilização de um projeto de engenharia, cuja finalidade é erguer um prédio de 12 andares, para atendimento ao paciente do SUS. Metas físicas traçadas deverão ser cumpridas, ampliando-se, no Estado, os números de atendimentos, balizados pelos mais modernos recursos que a cancerologia oferece.
O mais importante, em tudo isso, é a valorização do capital humano, posto à disposição do paciente com câncer, pelo ICC, tal como o respeito que a Instituição devota a essa sua clientela, na medida em que coloca, ao seu dispor, todo um aparato médico/tecnológico capaz de derrubar o mito de que “câncer não tem cura”.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Presidente do Comitê de Ética em Pesquisa do ICC

* Publicado in: Jornal O Povo. Fortaleza, 22 de novembro de 2009. Caderno A (Opinião). p.7.

domingo, 22 de novembro de 2009

HOMENAGENS PÓSTUMAS DA ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA

A Academia Cearense de Medicina (ACM), em 30/09/09, prestou significativa homenagem aos Drs. Juraci Vieira de Magalhães, Vinício Brasileiro Martins e Haroldo Gondim Juaçaba, três figuras de escol que dignificaram o sodalício com suas notáveis participações na Medicina do Ceará.
Na verdade, foram as obras desses três integrantes da Academia, recentemente convocados por Deus para a última viagem, que deram vez à homenagem que lhes foi rendida. Essa foi feita, evidentemente, com palavras, já que como bem afirma o dominicano e escritor mineiro Frei Betto, são elas “expressões de alegria, de acolhimento, e, como uma brisa que ativa nossas melhores energias”, transmutam-se em oração.
Na política, na educação, na administração pública, mas, nomeadamente, na Medicina, eles souberam trabalhar em proveito da coletividade. Como membros dessa envolvente Academia, aqui deixaram a sua marca e o melhor do espírito acadêmico, a ser copiado por seus dignos sucessores e por aqueles que a ACM reconhece como um dos seus, acolhendo-os como membro honorário.
Médicos e médicas que compõem esse celeiro de inteligências vivas e atuantes, estão reunidos nessa confraria, que tanto zela pela História da Medicina, quanto pela boa prática da Arte de Hipócrates na terra alencarina. Para ser acadêmico, não basta produzir literatura médica. Antes disso, é imprescindível ser personagem da História. E todos três, aqui referenciados, o são. É só observar o perfil dos homenageados,lançando um olhar mais atento para suas biografias e para os registros nos Anais acadêmicos, dando conta da sua magnitude.
A ACM, na pessoa dos seus notáveis acadêmicos, fez uma reverência diante dessas três ilustres figuras, já não mais entre nós, fisicamente, porém com presença assegurada, pela imortalidade das suas idéias, dos seus pensamentos e das suas ações.
Em sessão solene a acontecer em 25/11/09, em sua sede oficial, a ACM designou o Acad. Dr. Hélio Bessa para traçar, com a mais absoluta fidelidade, o trajetória biográfica de outros quatro grandes vultos da Medicina do Ceará, e igualmente ex-integrantes do silogeu médico, o Dr. José Gerardo Ponte, falecido no ano pretérito, e os Drs. Heládio Feitosa de Castro, Jorge Romcy e Silas Munguba, desaparecidos de nosso convívio, no correr deste ano de 2009.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Academia Cearense de Medicina

* Publicado in: O Povo. Fortaleza, 22 de novembro de 2009. Fato Médico/Reflexões. p.8.

sábado, 21 de novembro de 2009

CENTENÁRIO DO PROF. JOSÉ ROSEMBERG


O Professor José Rosemberg nasceu em Londres, em 19/09/1909, naturalizando-se brasileiro, em 1934, sendo, por conseguinte, filho por adoção e criação deste país, para onde sua família migrara.
Cumpriu, praticamente, todos os patamares da hierarquia acadêmica: graduou-se, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em Farmácia, em 1928, e em Medicina, em 1934; obteve os diplomas de Docente Livre de Tisiologia, da Faculdade de Medicina. Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1946, e da Faculdade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, em 1947.
Foi Professor Titular de Tuberculose e Doenças Pulmonares, por mais de cinco décadas, e diretor de Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo; foi professor de Tisiologia da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, de 1968 a 1980, e também Professor Convidado, da Faculdade de Medicina, da Universidade Federal do Ceará, de 2000 a 2001.
Convidado para exercer as mais diversificadas funções, na área de sua maior atuação, foi responsável pela organização e promoção de dezenas de cursos de especialização e atualização de Tuberculose, em seis faculdades médicas e doze instituições médico-científicas brasileiras, além de Professor Participante dos Cursos de Especialização em Tuberculose do Centro de Referência Prof. Hélio Fraga, da Fundação Nacional de Saúde do Ministério da Saúde; a par disso foi orientador de 22 teses de doutoramento, apresentadas em diversas faculdades, sendo doze sobre Tuberculose e Pneumologia e dez sobre Tabagismo.
Foram muitas as suas participações em eventos científicos, como presidente, palestrante e conferencista, propiciando efetiva colaboração ao processo de formação de novos especialistas, nas áreas em que sempre trabalhou com grande competência e sapiência. Foi Presidente do I Congresso Brasileiro sobre Tabagismo, e, ainda, Presidente de Honra dos quatro congressos seguintes.
Os cargos e funções ocupados pelo Prof. José Rosemberg falam do respeito de que foi merecedor, no curso da sua longa vida produtiva de homem da ciência e de cidadão exemplar, notadamente tendo por foco a luta contra a tuberculose e o tabagismo no Brasil. Paralelamente a tantos cargos e funções exercidos, as condecorações e os títulos honoríficos que lhe foram outorgados, no Brasil e em outros países, foram uma justa medida do valor desse entusiasta da pesquisa, tão dedicadamente entregue à luta contra os males causados pelo hábito de fumar.
Muitos foram os seus livros publicados nas áreas de Tuberculose, Pneumologia e Tabagismo, no percurso de seis décadas, período de sua mais profícua atividade científica, totalizando, então, quatorze livros editados e mais de duzentos artigos científicos publicados em revistas médicas especializadas, nacionais e estrangeiras. As repercussões científicas e práticas do trabalho desenvolvido pelo Prof. Rosemberg, elevaram-no ao umbral das grandes personalidades médicas do século XX.
Em 2004, aos 95 anos, a despeito da sua idade avançada, ainda proferiu 24 conferências, sendo o seu ímpeto de desbravador contido por força da doença que limitou as suas atividades físicas no correr do ano seguinte, vindo a falecer em 24/11/2005, aos 96 anos, suscitando o pronto envio de centenas de mensagens de admiradores, discípulos e representantes institucionais, do Brasil e do estrangeiro.
A sua viúva, a pneumologista e historiadora cearense Dra. Ana Margarida Rosemberg, seguindo às orientações do seu pranteado esposo, cuidou da sua vasta biblioteca, composta de um acervo de mais de doze mil títulos, e após a classificação dos livros, montou uma biblioteca especializada em Tuberculose no Instituto Clemente Ferreira, unidade de referência em tisiologia do governo paulista, e doou milhares de obras às bibliotecas da PUC de São Paulo. Outra parcela, de especial valor para bibliófilos, foi trasladada de São Paulo para o Ceará, a fim de integrar o acervo patrimonial do Centro Cultural Pai Arruda, ora em implantação, sob o patrocínio da Fundação Comendador Ananias Arruda, em Baturité.
Em novembro de 2009, assinalando a passagem do centenário de nascimento do Prof. Rosemberg, com a presença da Dra. Ana Margarida Rosemberg, São Paulo prestará as devidas honras a esse ilustre cientista e notável cidadão que tanto trabalhou pela saúde do povo brasileiro.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva

* Publicado in: Jornal O Povo. Fortaleza, 21 de novembro de 2009. Jornal do Leitor. p.1.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

FREI HILDEBRANDO KRUTHAUP: empreendedor audacioso e humanista

Franz Kruthaup nasceu em 04/05/1902, em Borringhausen bei Damme, na província de Olderburgo, na Alemanha. Em 23/02/1923, Franz Kruthaup recebeu o hábito da Ordem Franciscana, ingressando no noviciado de Warendorf. Exercer a tarefa religiosa, como missionário, no Brasil, foi a sua escolha. Desembarcou no Recife, em 1924, e foi enviado para o Convento Franciscano de Olinda, onde completou os 15 dias que faltavam do noviciado. Na capital baiana, Franz cursou filosofia e teologia, durante cinco anos, até ser ordenado sacerdote, em 21/05/1929, recebendo o nome de Frei Hildebrando Kruthaup.
Segundo Ciro Brigham, o homem alto e forte, e profundos olhos azuis, escolheu servir aos desígnios da Ordem Francisca Menor no Brasil. Mais de 50 dos seus 62 anos de intensa atuação religiosa foram vividos em Salvador. Numa cidade marcada pela extrema pobreza e profundas desigualdades sociais, Frei Hildebrando enveredou pelos caminhos da assistência social e criou estruturas de apoio aos trabalhadores, por meio da União Operária de São Francisco (UOSF), que mais tarde se transformou no Círculo Operário da Bahia (COB), e das Obras Sociais Franciscanas.
Recife foi a casa de Frei Hildebrando, de 1955 a 1957. Sua principal atividade era visitar os doentes nos diversos pavilhões do Hospital Oswaldo Cruz, que só recebia portadores de doenças contagiosas. Durante essa jornada, aprendeu a hipnotizar: a idéia era demonstrar o poder da sugestão hipnótica para desmistificar as curas do espiritismo, que se alastrava na capital pernambucana.
Nomeado guardião do Convento de Fortaleza, pelo Capítulo Provincial, teve que mudar para a capital do Ceará. Além de seguir com as demonstrações de hipnose, em Fortaleza, Frei Hildebrando deu vazão a algumas realizações assistenciais: instalou escola de corte e costura, ambulatório e escola de artesanato, tudo bancado com a renda de um pequeno cinema e da sua notória capacidade de angariar doações de pessoas mais abonadas, às quais prestava zeloso socorro espiritual. Também duplicou a igreja e construiu, ao lado, a Casa de Santo Antônio, para as reuniões das associações, mesmo tendo passado poucos anos no Convento de N. Sra. das Dores. Em 1961 retornou a Salvador.
Em 1949, o frei alemão completou seu jubileu de prata sacerdotal, com direito ao recebimento do titulo de naturalização, concedido pelo Presidente Dutra. Em 1968 foi condecorado pelo governo alemão, por relevantes serviços prestados no Brasil, e, em 1974, Hildebrando Kruthaup recebeu o título de cidadão baiano, tendo visto uma praça ser inaugurada em Salvador com o seu nome, em comemoração ao jubileu de ouro da sua chegada ao Brasil.
Poucas semanas antes de morrer, confessou ele o desejo de não ter uma doença que o fizesse dar trabalho aos outros. Sua despedida terrena, em 11 de janeiro de 1986, foi exatamente do jeito que pediu: tão súbita que a todos surpreendeu. Hildebrando Kruthaup “não deu trabalho ao morrer, apesar de ter vivido em função dele”.
Ciro Brigham, biógrafo de Frei Hildebrando, sintetiza a sua ação missionária, dizendo que: usou a criatividade para erguer uma rede de atendimento social auto-sustentável em Salvador; e acrescenta que: Hildebrando Kruthaup aliou tino administrativo e ideal humanista em importantes obras sociais, em Salvador. Altivo, o Frei Hildebrando investiu esforços nas ações sociais sustentados pelo seu ideal humanitário.
Prof. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

* Publicado in: Força viva, 14 (150): 6, 2009. (Informativo da Paróquia Nossa Senhora das Dores, em Fortaleza-Ceará).

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A ORGANIZAÇÃO DA SELEÇÃO DA RESIDÊNCIA MÉDICA DO SUS NO CEARÁ

A Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE), desde a sua criação, em 1993, tem assumido a coordenação do Processo Seletivo da Residência Médica (RM) para os hospitais estaduais de referência do Sistema Único de Saúde do Ceará, englobando os pertencentes à extinta Fundação de Saúde do Estado do Ceará (FUSEC), representados pelos Hospital Geral César Cals, Hospital São José e Hospital de Saúde Mental de Messejana, além daqueles integrantes do antigo INAMPS, que foram estadualizados, no caso o Hospital Geral de Fortaleza e o Hospital de Messejana.
Ao acolher esse encargo, a seleção já estava unificada, sob a égide da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (SESA), que o realizava por meio do trabalho voluntário e dedicado de alguns coordenadores e preceptores de variados programas, cabendo à ESP-CE introduzir mudanças graduais, sobretudo operacionais, para tornar os procedimentos mais profissionais e regulamentados.
Um ponto de partida foi o reconhecimento da necessidade de expandir a concorrência, para atrair também melhores candidatos, e, também, gerar maiores receitas, com o fito de remunerar as tarefas realizadas, minimizando a colaboração gratuita, ao tempo que se buscava obter o aprimoramento qualitativo dos instrumentos de avaliação dos postulantes.
A aplicação das provas escritas e de títulos ocorria em duas fases, distanciadas em quase duas semanas, o que levava à liberação dos resultados finais ao cabo de quase um mês, gerando fortes e demoradas expectativas entre os inscritos. A correção manual dos gabaritos foi substituída pela leitura ótica dos mesmos, evitando as naturais falhas e imperfeições humanas do procedimento artesanal, e conferindo grande agilidade na correção e no fechamento dos resultados.
As duas fases foram reunidas em um único fim-de-semana, permitindo-se participar da segunda fase, independente do resultado da prova escrita, com as provas de múltipla escolha aplicadas na manhã do sábado e as entrevistas com análise curricular, iniciadas na parte da tarde e se prolongando em todo o domingo; nos últimos anos, com a inclusão de mais examinadores, devidamente treinados, que passaram a contar com pessoal de apoio, e a definição de aprazamento dos horários das análises, foi possível restringir a feitura do certame em apenas um dia.
Os pontos de corte para a aprovação da primeira fase, anteriormente fixados na média menos um desvio padrão de cada programa, geravam sérias distorções por suas brutais diferenças entre os programas, de modo que, às vezes, um candidato eliminado de um programa de alta competição tinha rendimento que o alçava entre os primeiros de programas menos qualificados em competição, e ainda por razões estatísticas da variabilidade produzida em pequenos números, no caso de poucos candidatos em certos programas. Para corrigir tal dissonância, o diapasão adotado foi estabelecer um único “cutoff” para os candidatos dos programas de acesso direto, definido na média menos um desvio padrão dos resultados da prova básica, comum a todos os concorrentes, e, linearmente, considerar o perfil de 50% de acertos das questões válidas como ponto de corte aos candidatos inscritos nas áreas especializadas.
Para aprimorar a qualidade das provas escritas, foram ministrados dois cursos teóricos e práticos sobre a formulação de questões de múltipla escolha aos preceptores encarregados dessa funções, os quais, anualmente, quando convidados a integrar às bancas de provas, recebem um pacote contendo instruções sobre a técnica de elaboração de quesitos, a digitação e formatação e modelos de questões, com referências bibliográficas. A quantidade de questões solicitadas aos formuladores passou a ser quase o dobro do necessário às provas, cabendo a seleção das questões e a montagem de cada prova ao trabalho coletivo, envolvendo elaboradores e coordenação do certame, sob o estreito acompanhamento de técnico experimentado em avaliação educacional, atentando-se para aspectos relativos a conteúdo, consistência, grau de dificuldade, poder discriminatório etc. A montagem final das provas, após a reavaliação técnica, passou a ser submetida à cuidadosa revisão ortográfica.
Os procedimentos comuns de análise curricular aplicados a todos os candidatos foram revistos e desmembrados em dois modelos de Curriculum Vitae (CV) padronizado: o A, que deve ser preenchido pelos candidatos às áreas básicas e especialidades de acesso direto (que não exigem pré-requisito) e o B, ajustado aos candidatos às especialidades que exigem pré-requisito; preservou-se, outrossim, a prática de somente revelar os comprovantes dos títulos por ocasião da análise curricular, evitando-se o acúmulo de análise de documentos na ESP-CE. Esses modelos substituíram os apresentados em diferentes formatos, de modo espontâneo e livre, pelos postulantes, cujo manuseio tomava muito tempo do examinador.
A nota atribuída ao histórico escolar da graduação, como parte da prova de títulos, e que considerava todas as notas e/ou conceitos das disciplinas, demandando a, aproximadamente, meia hora de cada avaliador, foi inicialmente restrita à aferição do desempenho de dez matérias e, posteriormente, a apenas cinco disciplinas: Patologia, Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Pediatria e Gineco-Obstetrícia. Por três anos, a Coordenação da seleção introduziu, em caráter opcional, o direito do candidato de pleitear essa avaliação baseada no resultado individual do Exame Nacional de Cursos (o Provão do MEC); essa exitosa medida, que tinha a vantagem de harmonizar, em um só instrumento, a dificuldade de lidar com grades curriculares extremamente díspares e conferia uma economia de tempo de análise, foi abortada pela intempestiva decisão do governo federal de extinguir o Provão, equivocadamente substituído pelo ENADE, cujas periodicidade e não individualização de resultados tolheram a continuidade do aproveitamento na pontuação curricular.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Ex-Coordenador da Seleção da RM do SUS-CE

* Publicado in: Jornal do médico, 5(29): 6, 2009. (Informativo Independente do Ceará).

terça-feira, 17 de novembro de 2009

VOLTA DE MURCIA

Regressei da Espanha, na madrugada de hoje, após participar da banca examinadora da tesis doctoral “Análisis de la Cultura de Seguridad en el Personal de Enfermería en los Hospitales del Sistema Nacional de Salud Español”, do Programa de Doutorado da Área de Medicina Preventiva y Salud Pública da Universidad de Murcia, que transcorreu em Murcia, no dia 12 de novembro de 2009. A doutoranda Adriana Catarina de Oliveira, uma enfermeira potiguar, atualmente licenciada do Instituto do Câncer do Ceará, foi brilhante em sua defesa, tendo merecido, por unanimidade da douta banca, nota máxima e “cum laudes”.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

VIAGEM PARA MURCIA

Viajo, hoje à noite, para a Espanha, a fim de participar da banca examinadora da tesis doctoral “Análisis de la Cultura de Seguridad en el Personal de Enfermería en los Hospitales del Sistema Nacional de Salud Español”, do Programa de Doutorado da Área de Medicina Preventiva y Salud Pública da Universidad de Murcia, que se realizará em Murcia, no dia 12 de novembro de 2009. Retorno dia 16/11/09.

MULTA POR ALTA VELOCIDADE

Um advogado andava em alta velocidade pela cidade com seu BMW, quando foi parado pelo guarda de trânsito.
O Guarda: - O senhor estava além da velocidade permitida, por favor a sua habilitação.
Advogado: - Está vencida.
Guarda: - O documento do carro.
Advogado: - O carro não é meu.
Guarda: - O senhor, por favor, abra o porta-luvas.
Advogado: - Não posso, tem um revólver aí que usei para roubar este carro.
Guarda (já bastante preocupado): Abra o porta-malas!
Advogado: - Nem pensar! Na mala está o corpo da dona deste carro, que eu matei no assalto.
O guarda, vendo-se diante das circunstâncias, resolve chamar o Sargento.
Chegando ao local o Sargento dirige-se ao advogado:
Sargento: - Habilitação e documento do carro por favor!
Advogado: - Está aqui senhor, como vê o carro está no meu nome e a habilitação está regular.
Sargento: - Abra o porta-luvas!
Advogado (tranqüilamente...): - Como vê só tem alguns papéis.
Sargento: - Abra o porta-malas!
Advogado: - Certo, aqui está... como vê, está vazio.
Sargento (constrangido): - Deve estar acontecendo algum equívoco, o meu subordinado me disse que o senhor não tinha habilitação, que não era o dono do carro, pois o tinha roubado com um revólver que estava no porta luvas, de uma mulher cujo corpo estava no porta-malas.
Advogado: - Só falta agora esse sacana dizer que eu estava em alta velocidade!!

Fonte: Internet (circulando por e-mail)

domingo, 8 de novembro de 2009

O QUE ELES DISSERAM III

DESILUSÃO
"Quando cheguei ao Congresso, queria fazer o bem. Hoje acho que o que dá para fazer é evitar o mal."
Roberto Campos, economista, diplomata, membro da Academia Brasileira de Letras, senador e deputado federal de 1983 a 1999.
"A única matéria-prima da América Latina que mantém seu valor, ou sobe de preço constantemente, é a coca e seus derivados."
Alan García, presidente do Peru entre 1985 e 1990.
"Alguns juízes são absolutamente incorruptíveis. Ninguém consegue induzi-los a fazer justiça."
Bertolt Brecht, dramaturgo e poeta alemão.
"Como se pode governar um país que tem 246 espécies de queijo?"
Charles de Gaulle, presidente da França, criticando o sistema político de seu país e defendendo eleições parlamentares diretas em 1962.
"O capitalismo é a crença mais estarrecedora de que o mais insignificante dos homens fará a mais insignificante das coisas para o bem de todos."
John Maynard Keynes, o economista mais influente do século.
"A política é como o show business: você tem uma estréia fantástica, desliza por algum tempo e termina num inferno."
Ronald Reagan, presidente dos Estados Unidos entre 1981 e 1989.

Fonte: Internet (circulando por e-mail) Editado por Maria Rita Alonso e Rosana Tonetti

sábado, 7 de novembro de 2009

SALGADOS, MUITOS. SIMANCOL, ZERO

Por volta de 1965, uma determinada escola de Medicina estava sediando um evento comemorativo e decidiu oferecer uma pequena recepção aos participantes. Como não havia recursos para contratar um “buffet” completo, e sequer garçons, a direção dessa faculdade decidiu improvisar, colocando o pessoal de limpeza para servir os acepipes aos comensais.
Um dos recrutados para a tarefa foi o faxineiro do bloco didático, bastante conhecido por suas estripulias e pela absoluta falta de “simancol”. Ele estava ali para o que desse e viesse, sem se mancar com as “ratas” que certamente acabaria por provocar. Foi aí que, portando uma bandeja com salgadinhos, dirigiu-se a um grupo de professores, composto, notadamente, por cirurgiões de nomeada, oferecendo a variedade dos canapés àquela roda de mestres.
Discretamente, o Prof. Aroldo Ferreira pegou um salgadinho, no que foi surpreendido pelo serviçal, com essa provocação:
– Num se acanhe não, Dr. Aroldo. Pode pegar mais e até “butar” nos “bolso” do paletó, pra levar pros bichinhos da sua casa.
Polidamente, o Prof. Ferreira recusou a oferta, esboçando um sorriso para o colega Prof. Nelson Gonçalo, que estava ao seu lado, ambos tomados por um certo constrangimento, diante da falta de lhaneza do improvisado garçon.
O faxineiro não perdeu a oportunidade para insistir:
– Dr. Nelson, deixe de “encabulação” e “atraque” suas mãos aqui pra pegar um bocado pra levar pra família. Tem muito lá dentro. Acho qui vai sobrá muito desse troço – arrematou o servidor garçon de araque.
Os dois afamados cirurgiões, como autênticos gentis-homens, decidiram ignorar as tantas tentações do momento e puxaram um assunto médico para seguir a conversa, dispensando os préstimos do pseudo garçon, que ficou a procurar outros mestres dispostos a ouvir suas baboseiras, quiçá a fazer uso da velha tática de juntar pasteis e canudinhos para o “jantar” do cãozinho de estimação, quando, na verdade, eles próprios é que estavam inclinados a fartar o bandulho, com os deliciosos salgadinhos da festa.

* Publicado in: SOBRAMES – CEARÁ - Ressonâncias literárias. Fortaleza: Expressão, 2009. 224p. p.167.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A FISIOLOGIA DO PINHEIRO X A BIOQUÍMICA DO RAMOS

Por volta de 1955, no Instituto Evandro Chagas da Faculdade de Medicina, da recém-inaugurada UFC, o Prof. João Ramos estava ministrando uma aula da sua cadeira de Bioquímica aos acadêmicos do segundo ano, quando foi interrompido pelo seu dileto amigo Prof. Aloísio Pinheiro, o catedrático de Fisiologia, que, pondo a cabeça junto à porta, saudou-o:
– Bom dia, Prof. João Ramos.
– Muito bom dia, Prof. Aloísio – secundou o colega, sinalizando para que o outro entrasse.
O Prof. Aloísio Pinheiro atendeu ao convite e direcionou à turma um sonoro:
– Bom dia, caros alunos.
– Bom dia, professor – responderam, em uníssono, os discentes.
O Prof. Aloísio, que costumava provocar o mestre João Ramos em reuniões reservadas, no tocante aos seus respectivos setores de estudo, quis tornar pública a “rivalidade” de conteúdo, dizendo:
– Professor João Ramos quando é que o senhor vai se convencer de que a Bioquímica que você leciona não passa de um capítulo da Fisiologia?
A resposta não se fez por esperar, com aquele que se tornaria um intrépido bombardeador de nuvens e abnegado fazedor de chuvas, o Prof. João Ramos, que de pronto, retrucou:
– Sim, já me convenci, é um capítulo da Fisiologia – e arrematou – aliás, o único.
O alunado caiu na gargalhada, enquanto o Prof. Aloísio Pinheiro bateu em retirada. Depois disso, os docentes continuaram grandes amigos e a rixa científica entre eles desapareceu.

* Publicado in: SOBRAMES – CEARÁ - Ressonâncias literárias. Fortaleza: Expressão, 2009. 224p. p.166.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O BRONCO OU O SORRISO 1001

No Bloco Didático, disposto no andar superior da Biblioteca Setorial do Centro de Ciências da Saúde, da UFC, reinava, nos anos setenta, quase soberanamente, um bedel encarregado da manutenção das salas de aula e de prover os equipamentos audiovisuais aos professores que iam ministrar aulas naquele recinto.
Esse funcionário, nascido no interior cearense, era um tipo robusto, com físico muito assemelhado ao do personagem “Bronco”, imortalizado pelo comediante Ronald Golias, do Programa de TV “A Família Trapo”, e muito chegado a fazer brincadeiras e gozações, nos moldes do seu digamos “quase aparentado” artista.
Às vezes, ele adentrava, de súbito, na sala de aula e provocava os alunos presentes com um dito engraçado e fartamente audível, ao tempo em que exibia um largo sorriso, do tipo “1001”, expondo os seus caninos superiores, com um vasto hiato decorrente da exodontia dos incisivos mediais e laterais, o que servia para “quebrar” as tensões nos momentos que antecediam a aplicação de provas.
Devido à reclamação de certos professores, que o consideravam inconveniente, mas à revelia dos alunos, ele foi transferido para o Departamento de Fisiologia e Farmacologia, tornando-se, oficiosamente, o grande captador de caninos vadios (no caso, os quadrúpedes e não os seus dentes), capturados nos arrebaldes do Porangabuçu, para as aulas práticas e experimentos desse departamento.
Dizia-se que a sua excepcional performance estava atrelada à técnica que desenvolvera: esfregava os genitais de uma cadela no cio em suas calças e punha-se a caminhar pelas ruas adjacentes, atraindo, com o seu ardil, um bom número de cães, que, uma vez enlaçados, eram conduzidos ao canil do Curso de Medicina, e, posteriormente, imolados em prol da ciência e do ensino médicos.
O dito sósia do “Golias” permaneceu nesse serviço até quando, em um entrevero com um importante docente, revelou a sua força física ao erguer, desafiando a Lei da Gravidade, o brilhante mestre pelas “bitacas”, fazendo-o subir às alturas, e sendo, por tal desacato, punido com o remanejamento para trabalhar no campus do Pici.
Sua transferência diminuiu a “graça” no Campus do Porangabuçu. Com isso, quem saiu perdendo, em parte, foi o alunado, privado da alegria do bedel que teve a ousadia, não de parecer com o “Golias” da TV Record, mas de querer ser um Davi ao contrário, banguela, e sem a funda que caracterizou o atirador de pedras no descomunal antagonista bíblico.

* Publicado in: SOBRAMES – CEARÁ - Ressonâncias literárias. Fortaleza: Expressão, 2009. 224p. p.164-5.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

BRASILEIROS VERSUS PORTUGUESES III

Brasileiro faz piada com português por não entender que os dois povos têm lógicas diferentes. O português é mais literal, cultiva um preciosismo de sintaxe. Veja só:
Um grupo de brasileiros tendo terminado de almoçar quis tomar café.
O primeiro disse:
- Garçon, um café.
O segundo disse:
- Dois, levantando os dedos.
O terceiro, apressadamente, disse:
- Três,
E por fim, o quarto disse: - Quatro.
O garçon trouxe 10 cafezinhos.
Ao ser indagado por que trouxera tanto café para quatro pessoas, ele respondeu:
- Ora um pediu um, outro dois, outro três e o outro quatro faça a conta e vejam se não são 10!!

E a melhor....
O casal de brasileiros entra num restaurante na rua do Diário que tem uma vista bonita para o rio e pergunta:
-Podemos sentar naquela mesa que tem a vista para o rio?
No que o garçon responde:
- Acho melhor os senhores sentarem nas cadeiras!!!

Fonte: Internet (circulando por e-mail)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Lançamento da Antologia da Sobrames-CE “Ressonâncias Literárias”


CONVITE
A Sobrames-CE promoverá o lançamento de sua Antologia anual "Ressonâncias Literárias", amanhã, dia 04/11/09, às 19h30 no Náutico Atlético Cearense.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

LANÇAMENTO DE "GLOSSÁRIO DE GESTÃO EM SAÚDE"

CONVITE

A Abrasco Livros e a Editora da UECE têm o prazer de convidar V.Sa., para o lançamento do livro “Glossário de Gestão em Saúde: terminologia para uso na gestão”, a ocorrer durante o IX Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, realizado em Olinda-PE.

A obra, de autoria dos médicos sanitaristas Cícera Borges Machado e Marcelo Gurgel Carlos da Silva, estará disponível ao público interessado, no stand da Abrasco Livros, assim permanecendo até o final do evento.

Data: 03 de novembro de 2009 (terça-feira), às 16h.
Local: Centro de Convenções de Pernambuco (Pavilhão de Exposições).
Espaço Saúde & Letras

domingo, 1 de novembro de 2009

O BRASIL ANEDÓTICO IX

CONDECORAÇÕES
Moreira de Azevedo - "Mosaico Brasileiro", pág. 87
Barba por fazer, casaca mal posta, apareceu D. Francisco de Almeida, segundo conde das Galveas, no Paço, em uma das festas de D. João VI. À barriga, pela altura do cós do calção, faiscava a sua comenda de uma das grandes ordens portuguesas do tempo.
- Que é isso, sr. conde? - observou-lhe, espantado, um dos ministros. - É aí, então, que pondes a vossa comenda?
- É aí o lugar, filho, - retrucou, indiferente, o fidalgo.
E com bonomia:
- As condecorações andam tão por baixo, que eu, para andar na moda, pus a minha à cintura!
A DEMISSÃO DE CUSTÓDIO
Serzedelo Correia - "Páginas do Passado", pág. 13.
Em uma das reuniões do ministério, com Floriano no governo, Custódio José de Melo, ministro da Marinha, propôs que se telegrafasse ao Marechal Moura, ministro da Guerra, então no Rio Grande, dando-lhe instruções para a pacificação do Sul. Floriano aceitou o alvitre, combinou o texto do telegrama e, no despacho seguinte, Custódio o interpelou.
- Então, telegrafou ao Moura?
- Não, - respondeu Floriano, seco; - mudei de opinião.
O almirante estranhou:
- Como? - V. Excia. não podia mudar de opinião; era assunto resolvido por todo o ministério.
- Mas mudei, - tornou o ditador. - Se o senhor quer a presidência da República, eu lhe passo o poder.
- Não, isso, não; - volveu Custódio.
E dando a sua demissão:
- Se eu quisesse a presidência da República, quando tinha os canhões do Aquidaban voltados para a cidade, não teria vindo ser ministro da Marinha no seu governo!
"OH, LINDA!"
Frei Vicente do Salvador - "História do Brasil", pág. 107.
Andando com outros por entre o mato, em busca de um lugar em que o seu amo fundasse uma povoação, um galego, criado de Duarte Pereira, foi ter a um monte à beira-mar, de onde se divisava um soberbo panorama. E tão encantado ficou com a posição descoberta que, não se contendo, exclamou:
- Oh, linda!
É essa a origem, vulgarmente admitida, do nome que ainda hoje tem a antiga capital pernambucana.
PUDOR DE PATRIOTA
Afonso Arinos - Discurso de recepção na Academia Brasileira de Letras.
No seu hotel de Paris, possuía Eduardo Prado um criado inglês, o Humphyes, que, pouco a pouco, aprendeu o português, e se transformou em mordomo do suntuoso globe-trotter.
Certo dia, ao entrar nos apartamentos de Eduardo, encontrou-o um amigo a trancar, discreto, os jornais brasileiros recebidos naquela manhã.
- Ainda não os leste?
E Eduardo, confuso:
- Não é por isso; é que tenho vergonha de Humphyes. Não quero que ele saiba do que se passa, agora, na terra do seu amo!
CONSCIÊNCIA DE PAI
Múcio Teixeira - "Os Gaúchos", vol. I, pág. 229.
Comandava o Coronel Emílio Mallet. Barão de Tapeví, um regimento de artilharia em frente a Paissandú, quando recebeu ordem de atravessar o rio e atacar o exército paraguaio, acampado na outra margem. Um dos seus filhos era o porta-bandeira e o outro, João Nepomuceno, que chegou a marechal, comandava a primeira ala.
Ao receber a ordem, o comandante reuniu a oficialidade, e expôs-lhes a situação da sua consciência.
- Meus filhos - disse - devem ser os primeiros a atravessar o rio, devido à posição que ocupam no regimento; mas estou indeciso, porque, se os mando na frente, poderão dizer que quero enchê-los de glória; e se os retirar para a retaguarda, pensarão talvez que procuro poupar-lhes a vida.
Resolveu, porém, que eles iriam à frente. Um, morreu. Outro, foi o primeiro a pisar território inimigo.
SANTIDADE E HIPOCRISIA
Alberto Rangel - "In memoriam de Euclides da Cunha", pág. 17
Adido à coluna do general da expedição a Canudos, Euclides da Cunha assistia, horrorizado, a selvajaria com que um dos assessores do comandante tratava os jagunços. A sua alma de civilizado confrangia-se ante aqueles espetáculos de barbaria ordenados pelo carrasco.
Uma tarde em que marchavam juntos por uma encosta, pareceu a Euclides ver sob a farda do Torquemada o ouro de um crucifixo.
- Que é isto? - indaga, surpreso.
- Jesus! - responde-lhe o oficial.
- Pois, olhe, - diz-lhe o escritor, revoltado com aquela hipocrisia.
E batendo no peito:
- Eu tenho aqui dentro um coração!

Fonte: Humberto de Campos. O Brasil Anedótico (1927)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

PAPA PIO XII E A ODONTOLOGIA

O jornal O Povo, de 25/10/09, na Seção Fala Cidadão, cedeu espaço para publicação do artigo “O Valor da Odontologia”, de autoria do cirurgião-dentista Raimundo Leopoldo Vitorino de Menezes, nosso contemporâneo dos bancos universitários e companheiro nas lides acadêmicas, como Representante Estudantil, na órbita do Centro de Ciências da Saúde, nos anos setenta.
A abertura do seu texto recorreu a uma citação que nos trouxe à mente as lembranças de adolescente, nos idos da década de sessenta, enfrentando a cadeira do competente e hábil Dr. Antônio das Chagas Bonfim, em seu consultório situado à Avenida João Pessoa, nas imediações do Colégio Juvenal de Carvalho.
Os dizeres em questão “Odontologia é uma profissão que requer daqueles que a exercem o senso estético de um artista, a destreza de um cirurgião, os conhecimentos científicos de um médico e a paciência de um monge” emolduravam um quadro, ostentado na parede, com orgulho profissional, e afixado em uma posição que se tornava uma leitura compulsória de todos os clientes do conhecido dentista de bairro, cuja memória deve ser reverenciada, mercê da sua dedicada atuação profissional.
O odontólogo Leopoldo Menezes, que tem se destacado como liderança incontestável da sua briosa classe, cometeu, no entanto, em seu escrito, apenas um equívoco, ao atribuir a autoria desses pensamentos ao professor Mário Chaves, um notável sanitarista brasileiro, quando, na verdade, os créditos autorais devem ser dirigidos à S.S., o papa Pio XII (1876-1958), que assim expressou o seu reconhecimento aos profissionais da Odontologia.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva

* Publicado in: Jornal O Povo. Fortaleza, 28 de outubro de 2009. Caderno A (Opinião/ Fala Cidadão). p.7.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

domingo, 25 de outubro de 2009

UM TRIBUTO À MEMÓRIA DE EILSON GOES

Foi com imensa honra que aceitei o convite para fazer a apresentação de um livro, mercê dos seus organizadores Marcelo Gurgel e Elsie Studart, da obra em si, e, principalmente, do homenageado por ela, o Dr. Eilson Goes de Oliveira.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva – formado médico e economista, ambos pela UFC, em 1977 e 1986, respectivamente. Na pós-graduação (Especialização, Mestrado e Doutorado) dirigiu sua atenção para a Saúde Pública e a Epidemiologia, tendo publicado importantes livros e trabalhos científicos na área. Na pesquisa e no magistério, tem trilhado um brilhante e produtivo caminho. O espírito memorialista do Dr. Marcelo tem oferecido à sociedade ricos momentos de recordações, como no livro sobre o nosso inesquecível Paulo Marcelo (“Paulo Marcelo Martins Rodrigues: o divisor de águas na Medicina do Ceará”). Como membro da Academia Cearense de Medicina, tem se ocupado da instigante tarefa de resgatar a memória de vultos daquele sodalício.
Elsie Studart Gurgel de Oliveira – é técnica em assuntos educacionais, entusiasta da vida e profunda admiradora das ciências e das artes. Hoje, reserva uma parte do seu tempo para trabalhar no Instituto do Câncer do Ceará. De algum tempo pra cá, tem dividido com Marcelo Gurgel a produção de trabalhos, livros, inclusive, sobre fatos e personagens da história local, a exemplo de sua participação nas obras: “Paulo Marcelo Martins Rodrigues”, “Instituto do Câncer do Ceará: 50 anos a serviço da comunidade”, “Frei Lauro Schwarte e os Anos Iluminados do Otávio Bonfim” e “Dom Aloísio”.
O livro “Smile: tributo à memória do Prof. Eilson Goes”, publicação da Editora da UECE, obra comemorativa dos 65 anos do Instituto do Câncer do Ceará (ICC), está dividido em seis partes: I – Textos inéditos do homenageado; II – Um olhar sobre a produção literária de Eilson Goes; III – Depoimentos; IV – Homenagens póstumas; V – Versos para Eilson; e VI – Apêndice – com fotos e verbetes.
O médico Eilson Goes de Oliveira, talentoso professor, apaixonado pela matemática e pela estatística, pelos amigos e pela vida, partiu em 18/10/2008, deixando-nos perplexos diante de um imenso vazio. E com profunda saudade os seus amigos externaram, em prosa e verso, os sentimentos que compõem as letras desse livro.
Como bem se expressam os organizadores na apresentação: “A alma pura de Eilson recendia ao mais puro lirismo, e isso foi bastante para que uns poucos da sua vasta legião de admiradores, com veia poética, resolvessem cantá-lo, em versos, sem rimas, nem metrificações, mas animados pelo sentimentalismo e pela vontade de recordar, conjugando a Parte V desta coletânea. ... Um destaque deste livro é, sem dúvida, o seu prefácio, uma colaboração do patologista e professor Dalgimar Beserra de Menezes, como o próprio Eilson, um gênio, hábil no duelo travado à luz da sua imaginação, envolvendo o Cavaleiro da Triste Figura versus Vautrin.”
É necessário louvar o paciente trabalho desenvolvido pelos organizadores, onde se nota o inconfundível espírito do pesquisador. A escolha e a dinâmica dos textos transportam o leitor para o conhecimento do nosso inquieto gênio.
Convidamos aos amigos do Prof. Eilson e aos amigos do ICC a conhecerem esta coletânea e com certeza vão ser agraciados com um envolvente momento de saudade.
Profa. Dra. Helena Pitombeira
Da Academia Cearense de Medicina

* Publicado in: O Povo, Fato Médico, de 25 de outubro de 2009. p.8.

sábado, 24 de outubro de 2009

CAMPANHA PUBLICITÁRIA DO CITIBANK

"Crie filhos em vez de herdeiros."
"Dinheiro só chama dinheiro, não chama para um cineminha, nem para tomar um sorvete."
"Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tampe a vista da janela."
"Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma para quem você ama."
"Para cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas."
"Por que as semanas demoram tanto e os anos passam tão rapidinho?"
"Quantas reuniões foram mesmo esta semana? Reúna os amigos."
"Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça, vírgulas significam pausas..."
"... e quem sabe assim você seja promovido a melhor (amigo/pai/mãe/filho//filha/namorada/namorado/marido/esposa/irmão/irmã... etc.) do mundo!"
"Você pode dar uma festa sem dinheiro. Mas não sem amigos."
* Campanha publicitária do Citibank espalhada pela cidade de São Paulo através de Outdoors

Fonte: Internet (circulando por e-mail)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

LISTA DOS DESEJOS FEMININOS II

Lista Revisada aos 50 Anos

Eu quero um homem que...
1. Corte os pelos do nariz e das orelhas,
2. Não coce o saco nem cuspa em público,
3. Não sustente as irmãs, nem as filhas do primeiro casamento,
4. Não balance a cabeça até dormir enquanto eu estou reclamando,
5. Não conte a mesma piada o tempo todo.

Lista Revisada aos 60 Anos

Eu quero um homem que...
1. Não assuste as crianças pequenas,
2. Ronque bem baixinho quando dorme,
3. Esteja em forma suficiente para ficar de pé sozinho,
4. Use cuecas e meias limpas.

Lista Revisada aos 70 Anos

Eu quero um homem que...
1. Respire,
2. Lembre onde deixou seus dentes

Lista Revisada aos 80 Anos

Eu quero um homem que...
1. O que é um homem, mesmo???

Fonte: Internet (circulando por e-mail)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

PÉROLAS DE MAX NUNES III

- Há casais que se detestam tanto que não se separam só pra um não dar esse prazer ao outro.
- O eleitor, obrigatoriamente, tem que ser qualificado. O candidato, não.
- Algumas mulheres são tão feias que deviam processar a natureza por perdas e danos.
- Quando a mãe informou aos filhos que ia conferir um prêmio ao mais obediente da casa, todos gritaram ao mesmo tempo: "É o papai!".
- Ah, o que seria do governo se o povo pudesse falar pela boca do estômago!
- Já foi o tempo em que a união fazia a força. Hoje a União cobra os impostos e quem faz a força é você.
- A prova de que tudo subiu de preço é que até uma coroa já é cara.
- Uma camisa nova tem sempre um alfinete além daqueles que você já tirou.
- Opinião é uma coisa que a gente dá e, às vezes, apanha.

Fonte: Nunes, Max. "Uma pulga na camisola - O máximo de Max Nunes". São Paulo, Companhia das Letras, 1996.

domingo, 18 de outubro de 2009

LISTA DOS DESEJOS FEMININOS I

Lista Original dos desejos femininos

Eu quero um homem que...
1. Seja lindo,
2. Encantador,
3. Financeiramente estável,
4. Um bom ouvinte,
5. Divertido,
6. Em boa forma física,
7. Se vista bem,
8. Aprecie as coisas mais finas,
9. Faça muitas surpresas agradáveis,
10. Seja um amante criativo e romântico.

Lista Revisada aos 30 Anos

Eu quero um homem que...
1. Seja bonitinho,
2. Abra a porta do carro
3 Tenha dinheiro suficiente para jantar fora com certa freqüência
4. Ouça mais do que fale,
5. Ria das minhas piadas,
6. Carregue as sacolas do mercado com facilidade,
7. Tenha no mínimo uma gravata,
8. Lembre de aniversários e datas especiais,
9. Faça sexo, pelo menos, uma vez por semana.

Lista Revisada aos 40 Anos

Eu quero um homem que.....
1. Não seja muito feio,
2. Espere eu me sentar no carro antes de começar a acelerar,
3. Tenha um emprego fixo
4. Balance a cabeça enquanto eu falo,
5. Esteja em forma ao menos para mudar a mobília de lugar,
6. Use camisetas que cubram sua barriga,
7. Não compre cidra achando que é champagne,
8. Se lembre de abaixar a tampa da privada (já tá bom, né? Esquece o Romance...)

Fonte: Internet (circulando por e-mail)

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

BOLSAS DO CNPq: dois pesos, duas medidas....

A revista semanal Isto É (Ano 32, Nº 2.049), datada de 18/02/09, publicou o artigo “Linha Dura com os Doutores” (p. 65), de autoria da jornalista Carina Rabelo, discorrendo sobre os bolsistas do CNPq que foram fazer pós-graduação no estrangeiro e não retornaram ao País, depois do término do curso. Segundo a matéria, o Tribunal de Contas da União (TCU), quantifica 395 processos contra esses beneficiados do CNPq, dos quais 318 foram concluídos e enviados à Advocacia-Geral da União, responsável pela execução da dívida inerente a 91 condenações judiciais.
A situação lamentável se configura no fato de os bolsistas não virem honrando o Termo de Compromisso, assinado por ocasião da concessão, que dispõe, como contrapartida, sobre a obrigatoriedade da volta e a permanência do beneficiado no Brasil, pelo tempo correspondente ao da vigência da bolsa, com o fim de colaborar para o desenvolvimento nacional, sob pena de devolução das quantias percebidas, caso desistam de manter residência aqui.
Em grande parte, os que fixam moradia fora da pátria amada e idolatrada, o fazem motivados pela busca de melhores oportunidades na carreira profissional e aludem a falta de estrutura no Brasil, para dar seqüência às pesquisas começadas nos serviços estrangeiros, O governo brasileiro manifesta-se contrário a esse argumento, alegando que se o País dispusesse de boas condições, nesse sentido, não careceria de enviar seus pesquisadores para fora, e, por isso mesmo, é que os mandam ao exterior, a fim de que ao regressarem, ajudem a construir a pretendida estrutura de pesquisa.
Diga-se de passagem que, em princípio, o governo brasileiro tem razão, em sua cobrança, para fazer valer o que foi previamente acordado entre as partes. Contudo, há casos e casos ... Um pesquisador, considerando o estado atual da globalização, mesmo tendo permanecido no exterior, quando deveria honrar o compromisso contratual do regresso, pode servir, com o seu labor, muito mais ao Brasil do que outro que voltou e trabalha, entre nós, com produção intelectual aquém do esperado, evidenciando um desperdício de recursos nele aplicados. Os dois exemplos a seguir, extremos, porém reais, coadunam-se para referendar o que vem de ser exposto.
Uma professora, não vale citar nome, solicitou licença sem vencimentos de uma instituição de ensino superior cearense, para fazer doutorado no exterior. No terceiro ano do seu curso, após sucessivas tentativas, logrou uma bolsa do CNPq, que vigorou durante dois anos. Findo o doutorado, voltou ela ao Ceará e apresentou-se à sua instituição de origem, que não a readmitiu no seu quadro funcional, porquanto o seu posto de trabalho fora ocupado por outro docente. Por quase dois anos, permaneceu ela aguardando um concurso público, em sua área de pós-graduação, e diante da falta de expectativas de se materializar o certame, aceitou o convite para lecionar na universidade estrangeira, onde se doutorara. Desde então, como docente efetiva dessa importante unidade acadêmica, tem prestado relevantes serviços ao Brasil, acolhendo brasileiros como pós-graduandos, conduzindo estudos em parceria com pesquisadores brasileiros e da sua entidade, organizando seminários e eventos científicos no Brasil, para os quais traz seus colegas de trabalho, emprestando a esses acontecimentos, uma riqueza maior, em termos de conteúdo.
Enquanto isso, um sociólogo e ex-seminarista, não cabe nominar quem seja, passou cerca de seis anos no México, fazendo Doutorado na área de Ciências Sociais, à custa do CNPq, voltando ao Brasil, apesar de tanto tempo (mais de um lustro), sem ter conseguido concluir o curso, desperdiçando todo o investimento feito às expensas do erário, ou melhor, do sofrido contribuinte brasileiro. O dito cujo, alvo das benesses governamentais, reside no Brasil, desde então, e, ao que consta, não tem emprego fixo, e segue adiante, como ardoroso defensor e ideólogo do MST, sem nada ter trazido de concreto, em prol do desenvolvimento científico do Brasil.
Longe das parábolas, qual desses profissionais teria servido melhor ao nosso País? O CNPq foi implacável na sua cobrança de dívida da docente ... e, até onde se sabe, pecou pela omissão, quando deixou de reclamar do aludido cientista social, o ressarcimento do débito pelo exagerado tempo em que permaneceu na terra dos mariachis, dívida essa só passível de atenuação se o pecador tiver rezado muito para a Virgem de Guadalupe.

Prof. Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Coordenador do Curso de Medicina-UECE

* Publicado in: APESC Notícias, 9 (39):3, outubro/novembro de 2009. (Órgão de divulgação da Associação dos Professores do Ensino Superior do Ceará).

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

ASSALTANTES BRASILEIROS II

O regionalismo está presente até entre os malfeitores.
Vejam os exemplos a seguir:

Assaltante Baiano

- Ô meu rei....(longa pausa)........ isso é um assalto...
- Levanta os braços, mas não se avexe não...
- Se num quiser nem precisa levantar, pra num ficar cansado...
- Vai passando a grana, bem devagarinho...
- Num repara se o berro está sem bala, mas é pra não ficar muito pesado...
- Não esquenta, meu irmãozinho, vou deixar teus documentos na próxima encruzilhada...

Assaltante Paulista (torcedor do Corinthians)

- Ôrra, meu..... Isso é um assalto, meu....
- Alevanta os braços, meu....
- Passa a grana logo, meu...
- Mais rápido, meu, que eu ainda preciso pegar a bilheteria aberta pra comprar o ingresso do jogo do Timão, meu....
- Se manda, meu ...

Assaltante Campineiro

- Bang.
- Pô véio nóis num ia assaltá o cara?
- Sei lá mano deu um branco.
- F... Vambora.

Fonte: Internet (circulando por e-mail)
 

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