segunda-feira, 26 de junho de 2017

TAXA DE CÂMBIO

Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Taxa de câmbio é o preço da moeda estrangeira (divisa) em termos de moeda nacional, ou seja, a relação existente entre duas moedas. Por exemplo, R$ (real) do Brasil comparado com o US$ (dólar) dos EUA. Pode-se dizer que por trás da demanda de divisas está o fluxo representativo da saída de recursos para o exterior, mediante operações como: importação de bens e serviços, turismo no exterior, pagamentos financeiros, empréstimos concedidos, amortizações de financiamentos, etc. Por outro lado, por trás da oferta de divisas tem-se o fluxo referente à entrada de recursos no país evidenciada por operações como: exportação de bens e serviços, turismo de estrangeiros no país, recebimentos financeiros e empréstimos oriundos do exterior, etc. Os formatos das curvas de procura e oferta de divisas, num modelo de mercado livre, são semelhantes aos esquemas tradicionais da teoria econômica, conforme o sistema cartesiano. A política econômica deve ser observada, detalhadamente, pois poderão ocorrer efeitos colaterais negativos, tais como: inflação, desemprego, aumento da taxa de juros, desajustes fiscais, queda de investimento, etc. Hoje, no Brasil existe uma grande expectativa em torno do câmbio. A taxa (R$/US$) caiu bastante nos últimos dez meses. Passou de aproximadamente 4 para 3, o que no momento foi bom. No entanto, “todo cuidado é pouco”. Os “policy makers” brasileiros devem permanecer atentos às conjunturas econômico-políticas, internacional e nacional, de modo a evitar especulações, desperdícios, bem como o perigoso risco de uma crise cambial, que poderia levar o país da “enfermaria” para a “UTI”.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 24/2/2017.

domingo, 25 de junho de 2017

NAMORADA VELHA


Fonte: Circulando por e-mail (internet). Fotomontagem sem autoria explícita.

O QUE IRRITA AS MULHERES


Fonte: Circulando por e-mail (internet). Fotomontagem sem autoria explícita.

sábado, 24 de junho de 2017

CONVITE: Celebração Eucarística da SMSL - Junho/2017

A Diretoria da SOCIEDADE MÉDICA SÃO LUCAS (SMSL) convida a todos para participarem da Celebração Eucarística do mês de MAIO/2017, que será realizada HOJE (24/06/2017), às 18h30min, na Igreja de N. Sra. das Graças, do Hospital Geral do Exército, situado na Av. Des. Moreira, 1.500 – Aldeota, Fortaleza-CE.
CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!
MUITO OBRIGADO!

Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Sociedade Médica São Lucas

IMPOSTO SOBRE SEXO


Chargista: Radicci.
Fonte: Circulando por e-mail (internet).

ESPOSA DISTANTE


Fonte: Circulando por e-mail (internet). Foto e texto sem autorias explícitas.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

JOÃO E A JUSTIÇA

Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Antes de mostrarmos o envolvimento de João, o “pseudo-sabido”, com a justiça, apresentamos ao leitor a fábula de Esopo, “O corvo e a cobra”. “Ao avistar uma cobra dormindo num lugar ensolarado, um corvo faminto desceu voando e arrebatou-a, mas ela se voltou e lhe deu uma picada. Então ele disse, prestes a morrer: Pobre de mim! Encontrei esse achado e por causa dele, estou perdendo a vida”. A fábula mostra que, para achar um tesouro, uma pessoa pode por em perigo a própria vida. Pois bem, o “esperto” João, desde criança gostava de enganar os professores e amiguinhos nos estudos e nas brincadeiras. Em casa, não respeitava os pais, enfim era um menino problemático. Sua mentalidade, bem como a forma de agir não mudou com o tempo. Já homem, com profissão definida, gostava de tirar proveito em tudo e levar vantagens não éticas nos negócios empresariais e, posteriormente, na política. João era considerado muito inteligente e vocacionado para o sucesso. Todavia, em seu vocabulário esdrúxulo não existiam as palavras dignidade e honestidade. Vários puxa-sacos, nas duas atividades, consideravam João um homem de largo conhecimento. Era um vencedor contumaz nas disputas nas áreas empresarial e política. Ficou muito rico e detinha grande poder. No entanto, não se pode enganar sempre. As autoridades perceberam que havia algo estranho e descobriram as infrações e crimes cometidos por João. Foi denunciado, investigado, julgado e preso. A historia mostra que a ambição pelo poder e pelo dinheiro, pode levar uma pessoa a perder a liberdade, principio básico da cidadania.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 17/2/2017.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

NANOMEDICINA

Pedro Henrique Saraiva Leão (*)
Tornou-se modernamente reconhecida a função premonitória da Literatura na Ciência. (Ótimo título para um ensaio!). Como se aquela profetizasse esta. Exemplos irrefragáveis (incontestáveis) estão no francês Jules Verne (+1905): “Vinte mil Léguas Submarinas”, e nos ingleses H(erbert) G(eorge) Wells (+1946): “A Máquina do Tempo” (1895); “Os primeiros Homens na Lua” (1901) e Aldous Huxley (+1963): “Admirável Mundo Novo”, este (1932) adivinhando o bebê de proveta.
Quando menino e mancebo, abismava-me, boquiaberto ante as histórias fantásticas de ciência/ficção de seus cultores exponenciais, como estes “plus” Asimov, Arthur Clarke, Robert Heinlein. Realmente, os robôs invadiram nosso planeta, e alongadamente temos discorrido aqui em “Dr. Robô” (20/1/1992), “Doutor Internet” (12/XI/2008), “Transhumanismo” (06/1/2013), e “Robô da Vinci” (23/2/2016). Deles já nos dera ciência a Literatura, esta, em parte, imemorial. Aludidos engenhos semelhando pessoas biônicas, autômatos androides ou ginecoides (tais quais homens ou mulheres) começaram mencionados no livro XVIII da “Ilíada”, (atribuída a) Homero. Ali compunham um exército arregimentado por Hephaestus, o deus do fogo (Vulcan, entre os romanos) para o herói Achiles.
Estes petrechos só em 1920 foram denominados “robôs” pelo escritor tcheco-eslovaco Karel Capek. Nas línguas dessa região, “robota” significava “trabalho forçado” (faz sentido!). Já na aurora dos tempos as mitologias chinesa, grega e egípcia disso se ocuparam. E no século XVI Leonardo da Vinci desenhara robôs humanoides, como atestam seus cadernos, redescobertas em 1950. Assim, a ficção veio-se fazendo fato nas novelas de Arthur Clarke, e nos contos dos mais de 500 livros de Isaac Yudovich Asimov (+1992), Máxime em “Viagem Fantástica” (1966), em que robôs percorrem o interior do corpo humano. Portanto – salientado eclesiasticamente pelo lusitano Pe. Antônio Vieira (+1697) – “Nihil sub sole novum”. Robôs bípedes já nos substituem na Indústria, na Medicina, e até nos campos de batalha, comportando-se qual “Wild Cat” (gato selvagem) (“In” revista INFO, XI/2013).
É a nanomedicina que se agiganta, cujo prefixo significa “anão” em grego. Impressiona sobremodo o desempenho destes nano-robôs – medindo tão somente 1 bilionésimo de metro, ou 6 x menos do que um glóbulo vermelho – quando injetados por via parenteral (vascular). Destarte, facilitam diagnósticos precoces, administram drogas anticancerígenas de maneira dirigida (poupando tecidos sadios), e tratam o diabetes e outras doenças.
Nano-robôs cirurgiões existem nos EUA desde 1990 e surgiram nos quirófanos (salas de operação) brasileiros em 2008. Lemos também que há pouco (2014) foram documentados agindo em organismos vivos, na Universidade da California (EUA) (San Diego). Em verdade, representam a realização dos sonhos e cerebrações dos norte-americanos Kim Eric Drexler (1955) e Richard Feynmann (1988), verdadeiros “míssilnários” da bioengenharia molecular. Eia, o futuro dobrou a esquina, aventando-se até mesmo cérebros artificiais daqui a dois anos, precedendo os “cyborgs” (homens/máquinas), e a inteligência robótica prevista para 2045. (Sugerimos ler/reler nosso artigo aqui divulgado em 27/3/2013). Pasmem! “Ereiupe”! (bem-vindos), diziam nossos índios.
(*) Professor Emérito da UFC. Titular das Academias Cearense de Letras, de Medicina e de Médicos Escritores.
Fonte: O Povo, 17/05/2017. Opinião, p.10.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

COM CORRUPÇÃO OU SEM CORRUPÇÃO

Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
A UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – aprovou, no dia 02.05.17, que Jerusalém não pode ser a capital do Estado de Israel. Proposta apresentada pelos seguintes países: Argélia, Egito, Líbano, Marrocos, Omã, Qatar e Sudão. Essa aprovação não causa nenhuma espécie no cenário político Internacional dada a posição habitual, frequente e repetitiva da Organização das Nações Unidas contra o Estado de Israel.
O que surpreende a nós, brasileiros, é mesmo a mudança ocorrida no Brasil, olhe, leia, veja a postura do nosso Ministério do Exterior – Itamarati - agora, não mais comandada por vieses ou simpatias ideológicas.
A decisão do governo Michel Temer de aprovar essa resolução da UNESCO, apoiando que os judeus não possuem laços históricos com o Monte do Templo e o Muro das Lamentações, em Jerusalém, é que surpreendeu a muitos brasileiros.
Sejam esses, alguns mais ligados à Política Internacional, e que, apesar desta nossa situação de crise político-econômica interna atual, permanecem atentos para o que está acontecendo pelo Mundo e não entendem tal posição dúbia do Itamaraty.
A resolução é antissemítica, - é prudente lembrar que antissemitismo - agora antijudaísmo - metamorfoseou-se e se expressa nessas posturas antagônicas ao Estado de Israel. Compará-lo ao nazifascismo, apartheid dos brancos contra os negros na África do Sul, é desejar que ele seja destruído como País, varrido do mapa mundial ou afogado no mar Mediterrâneo.
Mas, voltando ao voto brasileiro, ele é de tal maneira atabalhoado que mostra até que ponto a demência racista e do ódio é capaz de chegar às instâncias internacionais em nossos dias. Lamentações de nada irão adiantar, porém a capacidade de se indignar não deve ou não pode ter limites.
Exerço meu direito de opinar, apesar de minha crença pessoal de continuar tentando acreditar que o Mundo mudou e não necessitar recorrer a argumentos transcendentes e tralalás.
Aceitar o voto brasileiro é semelhante a dizer que os cristãos não possuem laços históricos com Roma ou que os muçulmanos não os possuem com Meca e Medina.  Esse consagro internacional brasileiro não representa os princípios de minha Nação e muito menos honra a memória de alguns membros do Itamaraty, que arriscaram sua carreira ao salvar tantas vidas do Holocausto.
Como?
Fornecendo vistos para refugiados de origem judaica para o Brasil, ousando e desobedecendo assim às ordens contrárias e desumanas do governo ditatorial de Getúlio Vargas. Destaco, entre eles, o mineiro Guimarães Rosa, médico, diplomata, escritor, reconhecidamente salvador de tantos refugiados judeus, perseguido pelo nazifascismo, antes da Segunda Grande Guerra e durante ela.
Infelizmente a humanidade, se mudou, mudou muito pouco desde o tempo do campo de concentração de Auschwitz (1940-1945).
Com corrupção ou sem corrupção, devemos ter cuidado com os populismos de qualquer das ideologias ditas ultrapassadas ou que possam vir a renascer, como o preconceito do antijudaísmo. Cuidado! Eles, os preconceituosos, tomam as mais engenhosas formas, vestimentas e disfarces, jamais imagináveis, contra a Humanidade.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES). Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).

terça-feira, 20 de junho de 2017

VIAGEM A ISRAEL

Por José Jackson Coelho Sampaio (*)
O Banco do Nordeste, o Governo e a Assembleia Legislativa do Ceará, cinco das sete universidades públicas cearenses, entre elas Uece, UVA e Urca, dois órgãos de imprensa, a Fiec e jovens inovadores com a experiência de startups de sucesso uniram-se numa viagem muito especial, a Israel, para visitar coworkings, bancos inteligentes, empresas baseadas em tecnologia e inovação, a autoridade em ciência e tecnologia do governo israelense e, ao fim, motivo principal, para participar de seminário internacional da Universidade Ben Gurion, articulando Ceará/Brasil com Jiling/China.
Debateram-se captação e reúso de água, dessalinização e prevenção do desperdício de água, sistemas de contenção de desertificação, biotecnologia e TIC, por entre labirintos de modernidade e globalização, no caso de Tel Aviv, de tradição histórica e sacralidade múltipla, no caso de Jerusalém, ou por entre labirintos de paz precária, sobre permanente infraestrutura de guerra, em todos os lugares: desde a sensação de que qualquer estalo pode gerar reações cirúrgicas de contenção até repaginações do ancestral humor judaico: um universitário de Beersheva, ao ser perguntado sobre a distância para Gaza, respondeu que seriam 40min de carro, 10min de bimotor e 10seg de míssil.
Mas a preparação desta viagem, para mim, revelou situações surpreendentes. Algumas, protetoras, com súplicas de, por favor, não vá, o que você vai fazer no meio daquelas guerras e terrores? Outras, radicalmente políticas, clamando que eu não fosse ao encontro de vítimas de holocausto, hoje responsáveis pelo holocausto palestino.
Sei que toda sociabilidade humana precisa ser compreendida, que além e aquém da geopolítica e das formas de exploração, estão cenários, pessoas, arte, cultura e biografias, resistindo em grandeza ao passar dos governos e das castas político-econômicas. Ao encontro da inteligência humana, entre o Mediterrâneo, o mar Morto e o deserto de Neguev, eu fui, como irei a Ramallah, na primeira oportunidade.
(*) Professor titular em saúde pública e reitor da Uece.
Publicado. In: O Povo, Opinião, de 23/5/17. p.12.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

A FLOR E O MUNDO

Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
A flor de lótus é uma planta aquática que nasce na lama, em lagos sujos e turvos ou em rios poluídos de baixa correnteza. No entanto, floresce sobre a água apresentando um aspecto de limpeza e beleza, bem como desabrochando em busca da luz e de vida. Realmente, é algo fantástico. O fenômeno ocorre com maior intensidade nos países do oriente, especialmente Índia, Japão e China. Nos ensinamentos do budismo e do hinduísmo a flor de lótus simboliza a vida, o crescimento espiritual e a pureza do coração e da mente. A consciência ecumênica, leva a que todos possam admitir que o importante é a verdade interior e não apenas os valores materiais e temporais. Por outro lado, analisando-se os desafios do mundo, percebemos um ideal decadente e a falta de perspectiva das novas gerações, criando um clima de perplexidade. Ganância, falta de solidariedade, violência, problemas sociais, corrupção, crises éticas e comportamentais, fundamentalismo religioso, etc..., são características inaceitáveis prevalecentes hodiernamente. Aonde vamos? Qual o futuro da humanidade? O avanço cientifico e tecnológico não proporcionou melhores condições para todos. Não somos contra o progresso, pelo contrario, todavia não concordamos com a expansão do numero de pessoas excluídas e oprimidas. Assim disse Santo Tomás de Aquino: “Há homens cuja fraqueza de inteligência não lhes permite ir além das coisas corpóreas”. Por sua vez, seria bom meditar: “Enquanto há vida, há esperança”– (Eclesiastes 9:4). Ah, bem que o mundo poderia ser uma flor de lótus! Utopia!
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 10/2/2017.

domingo, 18 de junho de 2017

ELEITORES BANANAS


Chargista: Ignorado.
Fonte: Circulando por e-mail (internet). Autoria desconhecida.

DESCARGA SENATORIAL


Fonte: Circulando por e-mail (internet). Fotomontagem sem autoria explícita. Texto José Simão.

sábado, 17 de junho de 2017

CHIFRE EMAGRECE


Fonte: Circulando por e-mail (internet). Fotomontagem sem autoria explícita.

PECADO UNIVERSAL


Fonte: Circulando por e-mail (internet). Foto sem autoria explícita.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

BULLYNG - Violência Escolar

Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
Bullying é um termo inglês empregado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, que são praticados seja por uma pessoa, ou seja por um grupo de "valentões", com o objetivo de intimidar e/ou agredir uma ou várias pessoas incapaz (es) de se defender.
Por não existir uma palavra equivalente na língua portuguesa, capaz de expressar todas as situações possíveis de bullying, registro, a seguir, algumas ações que estão relacionadas a esse tipo de violência: colocação de apelidos, humilhações, ofensas, discriminações, assédios, gestos violentos, agressões, empurrões, chutes, tapas, ferimentos, destruição de pertences, intimidações, entre outros.
Uma pesquisa realizada pelo Institute Warwick Medical School, da University of Warwick, Coventry, na Inglaterra, e que foi publicada no Arch. Gen. Psychiatry, em 2009, concluiu que as vítimas das agressões acima citadas se tornavam mais susceptíveis de apresentar sintomas psicóticos, no início da adolescência. Neste sentido, das 6.437 crianças estudadas desde o nascimento, e submetidas anualmente a avaliações física e psicológica, aquelas que haviam sofrido agressões, por parte dos colegas, apresentaram uma propensão, quatro vezes maior, de desenvolver sintomas psicóticos - alucinações, delírios e distúrbios de pensamentos - na pré-adolescência, quando comparadas com as crianças que não sofreram violências (o grupo de controle).
Mesmo aquelas que não foram vitimizadas, e, apenas, presenciaram as cenas de vandalismo em relação aos colega(s), temendo vir a se tornar a próxima vítima, estavam mais propensas a ser pessoas desajeitadas, do ponto de vista social, e mais susceptíveis de ser alvo de chacotas, quando adultos, principalmente em âmbito profissional. O mesmo resultado foi encontrado em uma pesquisa realizada com gêmeos monozigóticos, que frequentaram educandários distintos: aquele que sofreu agressões de seus pares apresentou dificuldades sociais, ao passo que seu irmão (ou irmã), que não vivenciou tal situação, não apresentou qualquer dificuldade social.
De forma geral, então, a violência escolar deveria ser um alvo de maior interesse, em se tratando da prevenção e intervenção precoce à saúde mental e à profilaxia das psicoses. E, se 10% das crianças inglesas sofreram ou virão a sofrer algum tipo de agressão, por parte dos seus colegas, imaginem os(as) leitores(as), em nosso país, o percentual de casos que existe entre as crianças das populações marginalizadas.
Arrematando: o bullying aumenta, sobremaneira, a probabilidade de as crianças desenvolverem transtornos psiquiátricos, a exemplo da esquizofrenia e da depressão na adolescência, estendendo-se isso à vida adulta. Por sua vez, as crianças e adolescentes que são abusadoras(es), no presente, também estão propensos a desenvolver comportamentos antissociais no futuro. Portanto, qualquer tipo de violência na idade escolar, deve ser encarado como um sério problema, agora e sempre.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES). Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).

quinta-feira, 15 de junho de 2017

SENHOR, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso

Por Pe. Reginaldo Manzotti (*)
Estamos no mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, o coração que tanto nos amou e nos ama. O Sagrado Coração de Jesus é a fonte da santidade. É a fonte da misericórdia, a fonte dos sentimentos bons, a fonte dos pensamentos bons.
Um coração de onde emanam todas as virtudes, em especial a humildade e a mansidão, virtudes que devemos estar em constante aprendizado, como o próprio Jesus nos recomendou: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”.
O sentido da devoção do Sagrado Coração de Jesus tem uma mensagem muito profunda, que é adequar o seu coração, o meu coração, o nosso coração ao Sagrado Coração de Jesus. Isso significa conformar, fazer com que o Coração do Cristo pulse junto ao meu, e o meu coração pulse junto ao Coração de Jesus. Significa revermos a nossa vida interior, porque, quando falamos a palavra coração, não é coração órgão; é coração interior, é coração afeto.
O nosso interior pode ser uma alavanca de crescimento, mas pode ser um poço de tristeza e, se não tivermos coragem de lidar com esse mundo interior, nos pensamentos e sentimentos, tendo atitudes diferenciadas, nós podemos viver perdidos, viver num emaranhado, numa teia que não termina nunca e cada vez mais vai nos afundando.
Adequar nosso coração ao Coração de Jesus é observarmos se os nossos pensamentos, o nosso falar, o nosso pensar e agir está de acordo com os dEle. É percebermos se os nossos sentimentos e ações são próprios de quem tem um coração como o de Jesus.
É dizermos para nós mesmos: Jesus não teria esse pensamento, eu também não terei. Jesus não teria esse sentimento; eu também não terei. No coração de Jesus não cabe amargura; então, eu não vou carregar amargura. No coração de Jesus não cabe ódio; então, não vou carregar ódio. No coração de Jesus, que é amor, não cabem mágoas; então, não vou cultivar mágoas, intrigas, discórdias e desavenças, porque vou conformar o meu coração ao dEle.
Evitemos cultivar o que nos mata, nos destrói. Tiremos o coração machucado, endurecido e coloquemos um coração de misericórdia, de amor, como é o de Jesus. É bom repetir: não se trata de um órgão, mas do nosso ‘eu’ mais profundo.
Devemos ter a lógica de Jesus, e não a do mundo. Uma lógica tão diferente que chegou a olhar para a mulher prostituta e ver nela a possibilidade de conversão. Um coração que foi capaz de olhar para Zaqueu e dizer: “Hoje vou à tua casa”, porque tinha liberdade interior, tinha um coração livre, puro. É esse coração que devemos ter.
Peçamos, então: “Tira, Senhor, nosso coração de pedra, incrédulo, duro, desacreditado, decepcionado e nos dê um coração igual ao Teu, misericordioso, compassivo, manso, humilde, pacífico, puro, santo e construtor da paz”.
(*) Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).
Fonte: O Povo, de 12/6/2017. Opinião. p.23.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

VACINA, NEM MORTA

Márcia Alcântara Holanda (*)
A frase acima foi proferida por uma paciente que acabara de receber o diagnóstico de sua doença pulmonar, como sendo a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (Dpoc). Por ser crônica e também progressiva, não tem cura, mas tem controle. Sendo a causa principal o hábito de fumar.
A fim do controle os pacientes com Dpoc devem: parar de fumar, usar corretamente a medicação adequada, de modo contínuo, praticar atividades físicas orientadas por especialista nesse tipo de terapia, que é a Reabilitação Pulmonar e vacinar-se contra a gripe.
O uso da vacina antigripal reduz em até 80% todas as gripes que o paciente iria ter durante um ano. Por sua vez reduz também em até 80% as infecções respiratórias e até as pneumonias, nesses pacientes.
Essa e outras frases, semelhantes as da paciente, são ditas por muitos que não aderem à vacinação impetrada pelo Governo Federal.
Perguntada sobre porque rejeitava tanto a vacina, até a morte, a paciente respondeu: “Porque já me disseram que dá reação forte, não serve para nada, é perigosa e causa até outras doenças”. Perguntada ainda sobre onde havia tomado conhecimento daquelas afirmações, a resposta foi: “Dizem por aí”.
Essa é uma ocorrência que leva muitos a não se vacinarem. Observemos a pesquisa “Denyng to the Grave: why we Ignore the Facts that will Save Us?”. Traduzindo: “Negando até a morte: por que nós Ignoramos os Fatos que Irão nos Salvar?” Essa é uma publicação dos doutores em Saúde Pública: Sara e Jack Gorman, filha e pai respectivamente, que escrevem sobre saúde global e encontraram como sendo fatores culturais os que mais influenciam na percepção do risco real de tomar vacina. Isso ocorre com indivíduos inteligentes ou não, e até com médicos. Não sendo, pois, a ignorância o que pesa nessa recusa em receber uma proteção vacinal, como fez a referida paciente, mas à cultura do disse, me disse: os boatos. Os cientistas acima recomendam em seus escritos, que os coordenadores das campanhas vacinais melhorem a comunicação científica, utilizando as evidências sob a forma de apelos emocionais éticos, tipo apelo popular convincente à adesão vacinal, como esse que criei agora, por exemplo: “Não espere morrer para tomar sua vacina contra gripe, depois de morta ela realmente não serve para nada”.
Ainda falta a adesão de muitos de nós ao apelo do Ministério da Saúde. Por isso: Que tal tomarmos nossa vacina hoje!
(*) Médica pneumologista; coordenadora do Pulmocenter; membro da Academia Cearense de Medicina.
Fonte: Publicado In: O Povo, de 30/05/2017. Opinião. p.11.

terça-feira, 13 de junho de 2017

ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA

Pedro Henrique Saraiva Leão (*)
Esta quase quarentona sociedade (12/5/1978) encontra-se atualmente a braços com a organização do seu XVII congresso anual. Aludidas reuniões bianuais vêm se repetindo desde 1983, sempre versando temas de interesse médico, sobremaneira da nossa população. Sendo o conhecimento do passado, a compreensão do presente e a premonição do futuro exercícios constantes da mente, esses encontros recordam procedimentos antigos, e auscultam o porvir, analisando os progressos tecnológicos no diagnóstico e no tratamento de velhas e novas moléstias.
Embora algo desatenta da necessidade de divulgação de seus eventos, cumpre ressaltar, desde aquela época, algumas significativas intervenções suas na Medicina cearense. Entre vários de seus mais relevantes cometimentos, destacam-se competentes abordagens, por especialistas, das infecções, da tripanossomíase americana (doença de Chagas), da esquistossomose mansônica e das epidemias de cólera entre nós. Atenção especial amiúde despertaram as contribuições históricas de especialidades como a Clínica Médica (base de todas), a Patologia, a Microbiologia, a Imunologia, a Neurologia, a Otorrinolaringologia e a Dermatologia. Como chamativo percentual de seus membros são professores, responsáveis pela formação de novos facultativos, a Academia Cearense de Medicina dedica singular cuidado ao Ensino Médico, neste valorizando as inalienáveis implicações deontológicas (éticas) na prática profissional, e nas pesquisas. Embora formadas por saldados defensores e propugnadores da vida, a morte é ali um tema vivo, e dissecada em profundidade nos seus aspectos existenciais, e particularmente tanatológicos.
Na bienal promovida há dois anos, priorizou-se o estudo acurado das prescrições médicas, da respectiva mas insuficiente e muita vez omissa vigilância sanitária, e da indiscriminada mercantilização dos remédios no Brasil. Esse concorrido simpósio – coordenado pelos acadêmicos drs. Iran Rabelo e Eduilton Girão, e prestigiado por conferencistas de outros Estados – culminou com a redação de um documento oficial (“Carta de Fortaleza”) acerca da real e pouco ortodoxa situação dos produtos terapêuticos disponíveis no País.
Antenada em preocupações da nossa comunidade, para maio vindouro, essa quadragésima instituição programou sua XVII Bienal – a realizar-se no Hotel Sonata de Iracema – motivada pela discussão das arboviroses no Brasil de hoje, notadamente dengue, chikungunya e zika; tais são aquelas viroses transmitidas por mosquitos.
A esperada promoção será presidida pelo professor Manassés Claudino, coordenada pelo professor Djacir Figueiredo, atual vice-presidente – daquele grêmio científico. Homenagens especiais serão prestadas aos mestres Joaquim Eduardo Alencar e Gilmário Mourão Teixeira, este nos seus pujantes 98 anos. Destarte, o colegiado reverencia seus componentes, reverdecendo sua memória.
A conferência de abertura será sobre “Arboviroses no Brasil” (dr. Eurico Arruda Neto, de São Paulo) e as demais sessões terão como relatores os doutores infectologistas Adriana Oliveira, de João Pessoa (Paraíba), e os cearenses Fernanda Araújo, Márcia Medeiros, Luciano Pamplona, Ivo Castelo Branco, Anastácio Queiroz, André Pessoa e Antônio Afonso Bezerra. Para maior brilho desse fórum, a alocução (discurso) final, às 10h30min do dia 19 de maio próximo, será proferida pelo eminente professor Jorge Kalil, da Universidade de São Paulo, internacionalmente reconhecido como figura solar da Imunologia. Com tão eruditos participantes fica, portanto, garantido o êxito do evento.
(*) Professor Emérito da UFC. Titular das Academias Cearense de Letras, de Medicina e de Médicos Escritores.
Fonte: O Povo, 19/04/2017. Opinião, p.10.

NEM SÓ DE GREVE VIVE A UECE

Por João Bosco Nogueira (*)
Uece lembra greve, disse-me certa vez um vestibulando. De fato, por motivos diversos, têm ocorrido, com excessiva frequência, longas greves nessa instituição. No entanto, nem por isso ela sucumbe. Como seu professor há anos, e que já integrou sua administração superior, posso atestar que se trata de uma das mais vivas e mais dinâmicas universidades públicas.
A Uece é como nosso semiárido, aparentemente morto, mas internamente pleno de vida, potente, capaz de ressurgir vigoroso com poucas chuvas. É assim nossa Universidade, milagrosa, apesar de seus parcos recursos orçamentários. No sábado 27 de maio, o cearense pôde constatar no Centro de Eventos sua capacidade de realizar prodígios, ao exibir sua portentosa Orquestra Sinfônica, acompanhando o talentoso e internacionalmente consagrado José Carreras. Não sei quem brilhou mais!
Durante o lindo espetáculo, eu pensava: por que nossas autoridades não prestigiam essa Orquestra em outros grandes eventos, a exemplo do Réveillon? Com o que se paga a um único artista ou banda de mau gosto, de música apenas para o corpo, talvez se pudesse pagar os salários dos membros dessa Orquestra por meses.
E que tal também música para a alma? E como o Brasil precisa de música para a alma! Que pena ver a música brasileira contaminada de mau gosto, mau gosto fronteiriço à violência! A música é tão forte que determina a cultura de um povo, e é por isso que precisa ser elaborada de bom gosto, também para a alma. A predominante no Brasil de hoje mostra nossas pobres realidades, inclusive a política.
Com sua magnífica Orquestra Sinfônica, a Uece mostra que não vive só de greves, e como se pode mudar para melhor o Brasil, mudando, pela música, o gosto do povo.
(*) Professor da Universidade Estadual do Ceará (Uece).
Publicado. In: O Povo, Opinião, de 6/6/17. p.10.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

DIÁSPORA DE IDEIAS

Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
A palavra diáspora, no sentido tradicional, significa fuga ou dispersão coletiva de povos pelo mundo, muitas vezes sem rumo, por questões políticas, étnicas ou religiosas. São sempre mencionadas, dentre outras, as diásporas judaica, africana, armênia e chinesa. Verdadeiras migrações humanas, ao longo do tempo, causando níveis elevados de sofrimento por falta de compreensão. Hoje, além da persistência de algumas diásporas (fugas) humanas, existem aquelas relacionadas com ideias. A ideia que estamos nos referindo diz respeito à intencionalidade e não ao simples sinônimo de conceito. Vários filósofos estudaram e outros continuam analisando o termo ideia, no sentido lato. Segundo o filósofo inglês liberal John Locke (1632-1704), “É mediante as ideias que o ser humano exprime o pensamento objetivo”. A rigor, em razão da ganância, da intolerância e da tendência isolacionista, poderão surgir entre as nações dificuldades que impeçam ideias pacifistas, éticas, de liberdade e democráticas, complicando o pensamento político. Ou seja, quanto mais conflitantes sejam as ideias, aumenta o risco de não se conseguir harmonia entre política, paz e justiça. Ademais, atividades radicais e preconceituosas influenciam de forma negativa as perspectivas de comportamento e de organização social. A coerência programática baseada em princípios do ecumenismo secular poderá permitir a reconciliação e a libertação, evitando tanto a dispersão humana como a fuga de boas ideias. Recentemente, com sabedoria, o Papa Francisco ressaltou que “precisamos construir pontes e não muros” visando o sentimento da solidariedade.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 3/2/2017.

domingo, 11 de junho de 2017

Pensamento do Dia: Mudar o Mundo


Autor: DJ Katarina?
Fonte: Circulando por e-mail (internet). Montagem de provável autoria explícita.

HOMEM BRAVO


Fonte: Circulando por e-mail (internet). Fotomontagem sem autoria explícita.

sábado, 10 de junho de 2017

Salão de Beleza Ortográfico


Fonte: Circulando por e-mail (internet). Fotomontagem sem autoria explícita.

REGRAS DA CASA


Fonte: Circulando por e-mail (internet). Montagem sem autoria explícita.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

CONVITE: XII Semeando Cultura da Sobrames-CE


A Diretoria da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Regional Ceará (O palestrante) convida para o 12º SEMEANDO CULTURA, evento bimestral promovido pela Sobrames-CE, a realizar-se no dia 12/06/2017, às 19h30, no Espaço Cultural Dra. Nilza dos Reis Saraiva, na Av. Rui Barbosa, n° 1.880, Aldeota.
O palestrante do evento será o médico, escritor e professor Dr. José Maria Chaves, que abordará o tema: LITERATURA DE CORDEL: uma riqueza do nosso folclore. O expositor é membro da Sobrames-CE, da Academia Brasileira de Médicos Escritores e atual presidente da Academia Cearense de Médicos Escritores.
Contamos com a nobre participação dos colegas, amigos e familiares neste aprazível momento cultural.
Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Presidente da Sobrames-CE

EM DEFESA DE UMA CERTA ANSIEDADE

Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
A ansiedade pode ser sinal de coisa boa?
Desde que o mestre Sigmund Freud afirmou ser a causa das neuroses, ela passou a ser vista como maligna, quando deveria ser considerada como uma das defesas para a perpetuação da espécie.
Os dicionários definem ansiedade como uma sensação de aflição, receio ou agonia, sem causa aparente; inquietação ou impaciência acarretada por desejo ou vontade, traduzido por um estado afetivo penoso, pela expectativa de algum perigo que se revela indeterminado e impreciso, e diante do qual o indivíduo se julga indefeso. A maioria dos psicólogos considera a ansiedade como uma atitude emotiva concernente ao futuro, marcada por vaivém entre o medo e a esperança.
Acredito que qualquer que seja o conceito atribuído, ele deveria ser encarado de outra maneira, antes de ser tido como patologia. A ansiedade muda com o “espírito da época”, ou seja, com o conjunto da atmosfera intelectual e cultural vigente, em determinada fase da História. Os exemplos são numerosos. No século passado, por exemplo, a ansiedade estava associada ao problema do holocausto atômico - o Day After, tema que atemorizava a todos.
Passada a Guerra Fria, a ansiedade ficou associada à questão do desemprego, das crises econômicas, dos terremotos, do aquecimento global, da poluição, do terrorismo, da violência, das migrações, das guerras localizadas, entre outros problemas que sensibilizam ou venham a sensibilizar. E os meios de comunicação, em particular, sabem como ninguém comandar as ansiedades da ocasião.
Considerando-se a ansiedade, por si só, creio que, para o homem das cavernas, o medo do aparecimento do tigre de dentes de sabre deve ter sido bem mais estressante, do que hoje, o medo dos assaltantes e bandidos. O mecanismo referente ao estresse permanece o mesmo. Em outras palavras, diante do perigo, todos nós somos iguais. O grau de resposta é que varia de uma pessoa para outra.
No século XVI, o maior medo era o de ser queimado vivo, por problemas de crenças religiosas (como a Inquisição), dívidas, ou doenças como a peste negra. Quanto aos açoites e torturas, estes permanecem no tempo. O medo de errar, de se sentir culpado, frustrado ou envergonhado, fazem parte da condição humana. Desconheço civilização onde alguém sobreviva sem sentir algum grau de ansiedade. Contudo, ela passa a ser um problema quando atinge um estado psíquico de intranquilidade permanente, de agitação, de temor diante de uma ameaça real ou imaginária. Ainda assim, só será problema para quem acha que ela é um problema. E esses não estão adaptados para viver a vida de uma maneira menos ansiosa (devido a causas psíquicas ou fisiológicas). Será que os evolucionistas não percebem que, na luta vital contra os predadores, a presença de indivíduos, apontados como ansiosos, foi decisiva? A ansiedade foi e continua sendo uma necessidade adaptativa à sobrevivência da espécie. O problema é saber delimitar seu diagnóstico. Faz-se necessário cuidado com as rotulações do poder médico. Quantos gênios não estariam confinados em manicômios, se a ansiedade fosse considerada uma patologia?
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES). Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).

quinta-feira, 8 de junho de 2017

DESGLOBALIZAÇÃO

Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
O processo de globalização sempre existiu ao longo do tempo. Historicamente não é novidade. É claro que no passado ela ocorria de forma espontânea e natural, com pouca ou nenhuma regulamentação. Prevalecia a lei dos mais fortes ou daqueles tecnologicamente mais avançados. Dando um salto na História, sem prejudicar a linha de raciocínio, o processo ficou mais organizado após a Segunda Guerra Mundial, com a criação de Instituições Internacionais como a ONU, o Banco Mundial, o FMI e, posteriormente, com o fim da Guerra Fria e a queda do Muro de Berlim. Em novembro de 1989 em um encontro ocorrido na capital dos EEUU, convocado pelo “Institute for International Economics”, criaram o que se chamou de “Consenso de Washington”, abrangendo dez regras básicas para promover o ajustamento macronômico. Além de mencionar disciplina fiscal, investimentos, e outras medidas, deu-se prioridade à abertura comercial e ao câmbio de mercado, objetivando fortalecer a globalização. De início, os Países do grupo da chamada direita defendiam as diretrizes; já aqueles de esquerda eram contra. Por exemplo, EEUU e Grã-Bretanha, de um lado, e China e Rússia, de outro. Ocorreram alterações significativas, envolvendo épocas boas e momentos de crises econômico-financeiras, de desemprego, de desentendimento, de violência, etc. Hoje, a esquerda é a favor e a direita é contra a globalização. Basta examinar o BREXIT, o preconceituoso “Trumpnanismo” e o posicionamento não confiável chinês. Realmente, a politica é dinâmica. Esperamos que prevaleçam a ética, a justiça e a paz, nesse cenário de incertezas.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 27/1/2017.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

MEDICINA & POLÍTICA

Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
A medicina atual deveria cuidar, além da prevenção e terapia das doenças, dos cuidados paliativos. O mais grave é quando os valores econômicos e médicos se cruzam, fazendo-nos sentir desconfortáveis e – compreensivamente – embaralhamos os fatos. Neste momento surgem os pescadores de águas turvas.
Sem desejar relatar casos vividos por mim, descreverei algum fato envolvendo o que denomino de “cuidados paliativos” que no Brasil ainda não são reconhecidos por Lei. Os economistas afirmam que a população mais doente gasta cerca de 15% do produto interno bruto com saúde e que os gastos subirão exponencialmente, chegando em duas décadas a quase 60% do PIB.
O peso do descontrole econômico e financeiro, adicionado aos gastos mais intensos, foram concentrados naqueles que mais sofrem.  Nos Estados Unidos os gastos maiores – e com menor sobrevida – concentraram-se nas pessoas que mais sofrem. E deixando as estatísticas de lado, os gastos com a saúde e com suas derivadas gírias de economês são tão altos neste país do Norte que deveria estar entre os primeiros lugares do mundo no tocante a qualidade de saúde de sua população. Não está!
Faço as seguintes perguntas: O que vamos fazer sobre isso? O que estamos fazendo sobre isso? E por que é assim?
A realidade é que a indústria de cuidados da Saúde se esquece de fazer uma única pergunta: — O que o paciente deseja? Será que estão sendo roubados da oportunidade de escolher como desejam viver no contexto de uma doença?
A Indústria da Saúde está apontada e centrada nas patologias, cirurgias, farmacologias, imagens, e se esquece do ser humano. Deveria pensar em diminuir as despesas per capita com menos exames e parafernálias e mais tempo gastos para e com o paciente.
O resultado será a soma de menores gastos, menos exames, menos aparelhos, menos hospitais, menos UTIs e outras parafernálias. Com isso, sem aumentar a despesa, levaríamos melhor medicina a todos. Isto não é balela nem bondade nem muito menos sermão de boa vontade.
Quem trabalha com doentes com câncer, doença cardíaca, doença pulmonar, doença renal, demência, sabe disto e a melhoria da qualidade de vida e duração da vida é melhor e muito maior quando dispomos de cuidados paliativos.
Nos países desenvolvidos 94% da população jamais teve de ser hospitalizada. E nem por isso estão com péssima qualidade de vida. Muito pelo contrário. Não foi necessário ir para o hospital. O problema é quem realmente necessita de hospitalização e não acha vaga, não tem o necessário, quando necessário. E não medicalizar (tratar um problema social como se fosse um problema médico). Bastaria fazer uma política médica centrada nas pessoas e não como é, atualmente.
Para ficar na Medicina, que é minha praia, não entendo a causa de tanta dificuldade em aprovar a PEC 241, usando o engessamento com os gastos da saúde como argumentação contrária.
Aos meus colegas, o meu governo, a todos os brasileiros, aqui estou a exigir o melhor cuidado possível para que possamos viver com mais qualidade hoje e garantir uma vida melhor amanhã. O que mais me alegra é que por vez primeira estamos projetando alguma política de longo prazo no Brasil.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES). Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).

terça-feira, 6 de junho de 2017

FÉ E RAZÃO

Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
A nosso juízo, fé e razão são as manifestações mais debatidas no âmbito da História da humanidade, seja de uma forma explícita ou mediante princípios, teses e argumentos desenvolvidos e analisados implicitamente. As discussões filosóficas ao longo do tempo buscaram e ainda hoje procuram, de um lado, mostrar o conflito existente e, de outro, a complementaridade entre as duas doutrinas. Há estudiosos de filosofia e de teologia que dizem não ser a verdade domínio de nenhum dos dois conceitos, mas uma conquista do saber científico, unido ao religioso. De uma maneira geral, podemos citar figuras importantes ligadas ao pensamento filosófico envolvendo a questão, de uma forma ou de outra, tais como, Platão, Aristóteles, Pitágoras, Santo Agostinho (Patrística), Santo Tomás de Aquino (Escolástica), Galileu, Descartes e muitos outros. Acreditamos que sempre o tema despertará polêmica entre crentes agnósticos e ateus. Por sua vez, admitimos que a fé é o caminho da verdade; a razão é consequência do senso e do julgamento interior. Não são incompatíveis, porém unidas mostram o saber viver. A rigor, fé e razão são os pilares básicos que sustentam a vida. Esta, sem dúvida, afigura-se nas virtudes teologais e nas virtudes cardeais ou morais. A fé, a esperança e a caridade (amor) são as três virtudes teologais; a prudência (sabedoria), a justiça, a fortaleza e a temperança (moderação) formam as quatro virtudes morais. São as sete virtudes mencionadas que nos dão as orientações espirituais e materiais para uma vida saudável, com generosidade, tolerância e humildade, portanto próxima de Deus.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 20/1/2017.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

ASMA, MORTE ZERO EM 2021

Márcia Alcântara Holanda (*)

Vale lembrar, entretanto, que a asma não tem cura; portanto, é uma doença crônica, mas tem controle absoluto

O Dia Mundial da Asma foi comemorado no último 2 de maio de 2017 e celebrado com grande entusiasmo pelos asmáticos de Fortaleza e pelo time de profissionais de saúde da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) em parceria com a Sociedade Cearense de Pneumologia e Cirurgia Torácica (SCPCT).
A razão de tanto entusiasmo foi o desempenho técnico e tático desse time composto por pessoas de múltiplas profissões, que de 2013 a 2016 venceu em 59% e 47% as partidas contra os adversários maiores dos asmáticos: as crises mortais e as que geram grande sofrimento e internações (DataSUS-2016). Vale salientar que é o Programa de Atenção Integral à Criança e Adulto com Asma de Fortaleza (Proaica), que norteia a desenvoltura do time. Esse programa foi criado em 1996 por médicos da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (FM-UFC) e da então Sociedade Cearense de Pneumologia e Tisiologia (SCPT), porém somente em 2013 foi que recebeu algum apoio institucional. Mas ainda não está institucionalizado.
Essa resistência de tantos anos, por parte das instituições ao Proaica, aconteceu provavelmente porque é revolucionário, inovador, não burocratizado, de baixíssimo custo e com necessidades extras mínimas para o seu pleno funcionamento. Um tripé poderoso sustenta o Proaica: 1) A disseminação do conhecimento e habilidades no manejo da asma, a partir de capacitações no mais elevado estilo participativo. O Proaica capacitou, nesse intervalo de três anos em que se tem controlado a doença, 2.800 profissionais de saúde; 2) Disponibilidade das melhores medicações, específicas para o controle das crises: são as bombinhas, de fácil manejo e grande poder de controle, já comprovados e seguros quanto ao seu uso; 3) Ampla e plena comunicação entre os profissionais envolvidos com o programa. Acrescente-se a esses sustentáculos: a adoção do prontuário eletrônico que já inclui os asmáticos matriculados no Proaica; a intensa interação tecnológica entre seus componentes, utilizando amplamente as redes sociais e a adoção da pré e pós-consulta que reforçam em muito a relação dos pacientes com os profissionais que os atende.
Essa última aumenta muito a confiança dos beneficiados e a capacidade para domínio de sua própria doença por meio da maior adesão às medidas de controle. Vale lembrar, entretanto, que a asma não tem cura; portanto, é uma doença crônica, mas tem controle absoluto. Pelo exposto, estabeleceu-se uma meta idealizada pelo time do Proaica, que é manter e intensificar esse embate contra mortes e internações por asma na tentativa de alcançar o ideal: asma, morte zero em 2021.
(*) Médica pneumologista; coordenadora do Pulmocenter; membro da Academia Cearense de Medicina.
Fonte: Publicado In: O Povo, de 16/05/2017. Opinião. p.11.

domingo, 4 de junho de 2017

Química Orgânica da Corrupção no Brasil


Fonte: Circulando por e-mail (internet). Montagem sem autoria explícita.

POBRE E PNEU


Chargista: Ignorado.
Fonte: Circulando por e-mail (internet). Autoria desconhecida.

sábado, 3 de junho de 2017

A 'caverna de cavaleiros templários' escondida sob toca de coelho


Caters via BBC

Uma simples toca de coelho em uma fazenda no Reino Unido levou à descoberta de um santuário subterrâneo supostamente usado por devotos de uma ordem religiosa medieval.
Segundo a lenda local, as Cavernas de Caynton, perto de Shifnal, no condado de Shropshire (oeste da Inglaterra), eram frequentadas pelos seguidores dos Cavaleiros Templários.

A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, conhecida como Cavaleiros Templários, foi uma ordem militar de Cavalaria que existiu por cerca de dois séculos na Idade Média com o objetivo inicial de proteger os cristãos que voltaram a fazer a peregrinação a Jerusalém após a sua conquista.
Seus membros faziam voto de pobreza e castidade para se tornarem monges, usavam mantos brancos com a característica cruz vermelha, e seu símbolo era um cavalo montado por dois cavaleiros.
Como era cercada de segredos, entre os quais seus rituais de iniciação, a ordem permanece até hoje alvo de especulações e lendas.
A caverna encontrada fica a menos de um metro abaixo do solo, e parece estar estruturalmente intocada.
Ainda não se sabe exatamente qual era seu propósito original, mas o Historic England, órgão cultural ligado ao governo britânico, descreve as cavernas como "grutas" e diz acreditar que elas foram provavelmente construídas no fim do século 18 ou no início do século 19 - centenas de anos depois da Ordem dos Templários ter sido dissolvida.
Segundo o Historic England, as cavernas parecem ser usadas, atualmente, para "rituais de magia negra" por visitantes.
O britânico Michael Scott foi fotografar as cavernas depois de ver um vídeo delas na internet.
"Eu custei para encontrá-las; se você não sabe que elas estão ali, facilmente passaria batido. Considerando quando foram construídas, as cavernas estão em excelentes condições; é como se fosse um templo subterrâneo", explica ele.
Os túneis levam a uma rede de passarelas e arcos esculpidos em arenito, assim como a uma fonte.
Scott disse que a caverna era "bastante apertada" e quem tem mais de 1,80 m precisa se curvar para caber no local. Algumas câmaras são tão pequenas que para entrar nelas é necessário ajoelhar-se.
"Tive de agachar e uma vez dentro do local era um silêncio absoluto. Havia algumas aranhas lá, mas só isso. Estava chovendo, então, a entrada estava bastante lamacenta, mas o interior da caverna estava completamente seca", acrescentou ele.
As cavernas tiveram o acesso bloqueado em 2012 com o objetivo de afastar vândalos e praticantes de "magia negra".

Quem eram os Cavaleiros Templários?

Os Templários eram uma ordem militar católica fundada no século 12 para proteger os peregrinos nas perigosas rotas em direção a Jerusalém.
Seus membros eram cavaleiros que se vestiam como monges e andavam fortemente armados. Eles tinham certos privilégios legais, e contavam com o apoio da Igreja.
Apesar dos votos individuais de pobreza, a ordem se tornou possuidora de grande riqueza e poder, especialmente durante as Cruzadas, quando receberam doações de dinheiro, terras e até negócios de nobres europeus.
Em 1095, o papa Urbano 2º prometeu aos cavaleiros da Europa perdão por seus pecados se eles aderissem à cruzada para reconquistar Jerusalém para os cristãos.
Fonte: BBC Brasil/UOL Notícias, 10/03/2017. Imagens Pin it/ Hulton Archive.
 

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