sexta-feira, 18 de agosto de 2017

ESTAMOS PERDIDOS?


O Estado brasileiro enfrenta momentos de dificuldades, envolvendo os Poderes Constituídos, podendo comprometer, infelizmente, os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, conforme o Art. 2º de nossa Carta Magna. É claro que os desajustes decorrentes dessa situação aflitiva se projetam nas estruturas da sociedade civil e da família. A democracia moderna baseia-se em um sistema de instituições construídas na expectativa de garantir as ações éticas e morais das decisões políticas. Entretanto, infelizmente, constatamos que esse equilíbrio institucional tem sido seriamente desvirtuado. Um olhar acurado sobre o relacionamento dos três Poderes torna esse desequilíbrio de fácil constatação e a confirmação de que as instituições democráticas não estão cumprindo o seu papel de canalizar as demandas da cidadania. Precisamos recuperar a superioridade ampla do nosso regime democrático. Para tanto, é desejável que o Poder Legislativo resgate sua capacidade deliberativa e representativa, o Judiciário garanta a ordem legal e constitucional e o Executivo administre com competência, aliada à seriedade, os reais interesses da sociedade, cumprindo as disposições legais. No entanto, não estamos perdidos. Abaixo a corrupção e a impunidade, “doa a quem doer”, conforme sempre ressalta o amigo e brilhante ex-senador Cid Carvalho. Ademais, como disse o compositor Paulo Vanzoline, “Levanta sacode a poeira e dá a volta por cima”. O Brasil é viável. Seu povo, na grande maioria, é bom. É um “País abençoado por Deus”. Convém refletir uma frase de Goethe: “Abra o coração para que entre mais amor”. Busquemos a Verdade e a Justiça.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 21/4/2017.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O PAPEL DOS MÉDICOS NA COMUNICAÇÃO JORNALÍSTICA


Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
A mídia tem muito a contribuir com a ciência da saúde, mas tal contribuição só pode se efetivar quando médicos e profissionais da saúde aprenderem a dialogar sem preconceitos com os jornalistas. A imprensa, seja ela falada, escrita ou eletrônica, é os olhos e os ouvidos da comunidade. Compreensível o desejo dos seus profissionais de informar ao público cada vez melhor sobre os avanços médicos. É natural que diante de tempos de tantos adiantamentos, os jornalistas passem a assediar os médicos em busca de novidades na área da saúde.
O profissional de saúde vê-se assediado intensamente pelos profissionais das notícias. É quando se dá conta de estar completamente despreparado para lidar com essas pessoas de ofício bastante nobre – o de “informar” as novidades ao povo. Mas, pior se sente ao deparar com profissionais da mídia (escrita ou falada) despreparados para a função de informar sobre o difícil e complexo problema da saúde.
Esclareço que qualquer médico tem obrigação de fornecer informações aos meios de comunicação de massa desde que as informações não entrem em conflito com os preceitos dos Códigos de Ética dos Conselhos Regionais, aos quais, como qualquer profissional liberal, se encontra submetido. Respeitados tais preceitos, têm os profissionais da área da saúde a obrigação de adotar posturas positivas, associativas e cooperativas com os jornalistas.
Nos programas especializados em medicina, o médico tem a oportunidade de ofertar explicações mais detalhadas de como melhorar o estado sanitário da comunidade, resguardando-se das curas milagrosas e combatendo falsos procedimentos e charlatanismos.
Propagandas de Cura Milagrosa
Quando o profissional de saúde se expressa através dos modernos meios de comunicação, tem maior contato com a população, o que pode servir como potente ferramenta à promoção do bem-estar social. Os médicos não foram treinados para falar à plateias leigas. Desconhecemos como tirar o melhor proveito das oportunidades que a moderna mídia nos proporciona e, portanto, devemos ser ajudados pelos profissionais da imprensa.
O médico tem a necessidade e o dever de saber manejar três situações em uma entrevista: 1. Relacionar-se corretamente com o profissional da imprensa; 2. Não se atemorizar; 3. Não ficar se promovendo.
É preciso que o médico observe, na atualidade, principalmente a falência da medicina estatal; o sensacionalismo desenfreado; a mercantilização dos procedimentos médicos; a prevalência da tecnocracia pseudocientífica em detrimento do paciente; a imprensa marrom; os jornalistas despreparados; os planos de saúde e outros empresariados médicos.
O Código de Ética vem a favor dos médicos ao proibir as propagandas de cura milagrosa e a divulgação de terapêuticas ainda não aceitas pela medicina oficial.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES). Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Homenagem ao Prof. Ruy Laurenti na Faculdade de Saúde Pública da USP


A Faculdade de Saúde Pública e o Departamento de Epidemiologia da Universidade de São Paulo realizaram no Anfiteatro Paula Souza, em 15 de agosto de 2017, dia do aniversário do homenageado, um evento de homenagem ao Prof. Ruy Laurenti, inaugurando uma sala com seu nome.
Na qualidade de seu ex-aluno e de orientado de mestrado e de doutorado, fui um dos escolhidos para render homenagem a esse grande mestre e pesquisador da Epidemiologia, cujo falecimento trouxe imensa consternação aos colegas que se dedicam à Saúde Pública.
Embora eu estivesse extremamente motivado a me fazer presente na solenidade, por problema de agenda de compromissos nos dias 14 e 16 de agosto, já assumidos, e de dificuldade de voo, de Fortaleza à São Paulo, para o dia da inauguração, fiz-me representar por meio da gravação de um vídeo, exibido na ocasião, cujo teor foi o seguinte:
DEPOIMENTO EM HOMENAGEM PÓSTUMA AO PROF. RUY LAURENTI
“Com o desaparecimento deste mundo menor do professor doutor Ruy Laurenti, no dia 12/6/2015, a saúde pública e, em especial, a epidemiologia no Brasil vestiram-se de luto diante de tão sentida perda.
Fomos um felizardo, pois o tivemos como orientador de mestrado e de doutorado, notadamente, porquanto, mais do que uma mera e usual relação tutelar de orientação, mantivemos, por cerca de 35 anos, a contar de 1979, um relacionamento de amizade e de afiliação científica.
Por todos esses anos, invariavelmente, conversávamos, por telefone, em datas bem especiais, como em seu genetlíaco e no período natalino. Em muitas oportunidades estivemos juntos, tanto em minhas viagens de estudos à pauliceia como nas dele à capital cearense, ou nos congressos e reuniões científicas levadas a efeito em outras cidades.
Como um pai que se orgulha pelo progresso do filho, o estimado mestre demonstrava entusiasmo ao tomar conhecimento de um possível feito desse seu pupilo platicéfalo, que, daqui da terra alencarina, distante geograficamente do eixo Rio-São Paulo, subsistiu produzindo, incansavelmente, como docente e profissional do campo da saúde pública, e que, paralelamente, enveredou pela via literária, auferindo o epíteto de polígrafo, lastreado em mais de 90 livros publicados, entre científicos, técnicos e literários, cobrindo diferentes gêneros.
Descansa em paz, querido mestre!
Com o meu condoído adeus, despeço-me.”
Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Professor titular de Saúde Pública - UECE

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Evento de homenagem ao Prof. Ruy Laurenti na FSP


A Faculdade de Saúde Pública e o Departamento de Epidemiologia realizarão um evento de homenagem ao Prof. Ruy Laurenti no dia 15 de agosto de 2017 às 10h no Anfiteatro Paula Souza da FSP, durante o qual ocorrerá a nomeação da Sala Ruy Laurenti do Departamento de Epidemiologia.
O Prof. Ruy Laurenti foi um dos mais influentes nomes da saúde pública brasileira do século passado. Na USP, foi Diretor da FSP, Reitor da USP e Professor Emérito da USP, além de seu primeiro Ouvidor Geral. Em sua carreira profissional, atuou na concepção e implantação dos dois principais sistemas de informação em saúde no Brasil: o de Mortalidade (SIM) e o de Nascidos Vivos (SINASC). Em sua área de atuação – Estatísticas de Saúde e Classificação de Doenças – formou um grande número de sanitaristas que exerceram importantes cargos e funções no campo da saúde pública no país.
O Professor Laurenti deixou um forte legado científico, servindo de inspiração e exemplo como professor e pesquisador. Sua vida e sua obra serão reconhecidas na homenagem que lhe prestarão o Departamento de Epidemiologia e a Faculdade de Saúde Pública.
O Evento é aberto a quaisquer interessados sem a necessidade de inscrição. A FSP/USP não disponibiliza estacionamento aos participantes.
Realização: Faculdade de Saúde Pública e Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.
Fonte: Faculdade de Saúde Pública da USP

CONVITE: Homenagem ao Prof. Ruy Laurenti


A Faculdade de Saúde Pública e o Departamento de Epidemiologia da Universidade de São Paulo convida V. Sa. para o evento de homenagem ao Prof. Ruy Laurenti, no dia 15 de agosto de 2017, às 10h, no Anfiteatro Paula Souza, conforme convite abaixo.
 
Prof. Dr. Victor Wünsch Filho
Diretor Faculdade de Saúde Pública
Universidade de São Paulo

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

REFORMAS


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Há algum tempo, no Brasil, estamos falando, debatendo e examinado a possibilidade da realização de algumas reformas. Vivemos em uma época de reformismo crônico. Existe uma expectativa generalizada espalhada em todo o País. Por isso, impõe-se que se reflita atenciosamente. É preciso um correto diagnóstico dos problemas, para que se possa avaliar se realmente necessitamos reformar nosso direito positivo. Assim sendo, duas vertentes de análise devem ser observadas. Numa, precisamos saber se as reformas propostas são para ajustes de caixa circunstanciais ou para promoverem o crescimento econômico e a inclusão social e, noutra, se são objetivos de Governo, ou então de Estado. Os Governos passam, já o Estado permanece com seus objetivos estruturantes e duradouros. Não obstante sucintas, as reflexões aqui apresentadas servem para estimular, pelo menos, debates sobre o assunto. No entanto, gostaríamos de salientar que as reformas verdadeiras só ocorrerão quando sairmos do Estado Democrático de Direito – responsável muitas vezes pela concessão de privilégios, gerando injustiças – para o Estado Democrático de Justiça. Para tanto, seria fundamental a convocação de uma Assembleia Constituinte Exclusiva. O Congresso Nacional continuaria funcionando normalmente de acordo com o Art. 2º da Constituição atual, e a Constituinte Exclusiva teria por objetivo oferecer à sociedade brasileira uma nova Carta Magna. Seus membros seriam eleitos pelo povo e após a conclusão dos trabalhos os constituintes não poderiam concorrer a cargos eletivos e a Assembleia seria dissolvida. Essa será a grande reforma democrática. É importante colocá-la na agenda das discussões nacionais.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 14/4/2017.

domingo, 13 de agosto de 2017

O PAPEL DO ECONOMISTA


Por Mansueto Almeida (*)

Uma empresa para ser competitiva precisa, além de uma boa gestão, de economistas que ajudem na estratégia de financiamento

Há hoje um grande debate sobre o futuro do nosso País. O Brasil, que sempre foi um país jovem até 2000, vem passando por um rápido processo de envelhecimento. A proporção de pessoas com 65 anos ou mais de idade em relação à população de 15 a 64 anos passará de 14%, em 2017, para 48% em 2060.
Em pouco mais de 40 anos, o Brasil será um país com estrutura demográfica semelhante ao Japão de hoje, um dos países com maior proporção de pessoas idosas do mundo.
O que acontecerá com a despesa pública ao longo desse rápido processo de mudança demográfica? O que precisamos fazer para evitar uma queda do crescimento econômico potencial?
As respostas a essas e outras perguntas são exemplos de desafios para um economista seja do setor público, seja do privado. No setor público, o papel de um economista nem sempre é tomar decisão, mas, sim, explicar os dilemas decorrentes de escolhas difíceis.
Por exemplo, se não fizermos uma reforma da Previdência, o Brasil gastará mais de 20% do seu PIB, em 2060, apenas para pagar aposentadorias e pensões. Isso exigirá um forte aumento da carga tributária e, ainda assim, faltarão recursos públicos para possibilitar a expansão da saúde pública.
Não menos importante é o papel de um economista no setor privado. Uma empresa para ser competitiva precisa, além de uma boa gestão, de economistas que ajudem na estratégia de financiamento, na gestão do caixa e na estratégia de crescimento frente a diversos cenários incertos.
Um bom economista ajuda empresas a tomarem decisões corretas frente a um futuro incerto, e o sucesso de um economista em uma empresa privada aparecerá na geração de empregos, no lucro e também na arrecadação de impostos, que será essencial como fonte de recursos para diversos programas de políticas públicas.
Sem dúvida, a principal tarefa do economista, seja no setor público, seja no privado, é mostrar o melhor uso de recursos escassos, um desafio importante ainda mais em um país como o Brasil, com carga tributária de 32,5% do PIB - uma carga elevada para o nosso nível de desenvolvimento.
Desejo aos economistas um feliz 13 de agosto, o dia do economista. Que essa data sirva para que todos nós façamos uma profunda reflexão de como podemos contribuir para que todos entendam os desafios das reformas que este País terá de fazer, pois apenas com o apoio da população conseguiremos aprovar as reformas econômicas necessárias para construir as bases do crescimento sustentável que economistas e não economistas desejam.
(*) Economista, mestre em Economia e secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda.
Fonte: O Povo, de 12/08/2017. Opinião. p.11.

A ECONOMIA, OS ECONOMISTAS


Por Ana Maria Fontenele (*)

Somos formados tradicionalmente pelo princípio da escolha e da racionalidade nesta escolha

A história da Economia confunde-se com a história das civilizações. Desde o marco de sua criação como ciência, com a investigação smithiana sobre as razões da riqueza das nações, sua trajetória é marcada a partir do que conceituo como “tombamentos teóricos” que também definem ações fundamentadas em visões de mundo, as mais diversas. Dessa forma, marcamos o trajeto das teorias inseridas nos diversos paradigmas.
A história da Economia confunde-se também com a história da Política, intrinsecamente ligada a história das civilizações. A trajetória da Economia Política como ciência define e também é consequência da vida em sociedade e é marcada pelas visões de mundo daqueles que põem em prática a política e, em consequência, a política econômica. Neste ambiente, como atores protagonistas, estamos nós, os economistas. Dessa forma, marcamos o percurso vivido por nossa sociedade.
A história da Economia também segue a história da ética. Neste percurso, aprendemos que a felicidade pessoal não é mais importante que a felicidade dos demais. Assim, marcamos nossos limites como economistas.
Por nossas decisões, provocamos eventos espetaculares em ciclos de crescimento que elevam a qualidade de vida, que reduzem a desigualdade, que ampliam a felicidade e que incluem. No entanto, às vezes, fazemos opções por processos depressivos que retiram a dignidade conquistada, que expulsam o emprego, que excluem. Em um e em outro caso, sabemos a quem servimos. Em um e em outro caso, fazemos opções, somos economistas.
Somos formados tradicionalmente pelo princípio da escolha e da racionalidade nesta escolha. Este é apenas um aspecto. Somos formados para, mesmo atuando em ambientes específicos, termos a visão da totalidade para absorvermos a centralidade e, para em busca desses objetivos, desenhar prováveis saídas. Assim, vamos interpretando o mundo e suas manifestações, mas não podemos nos alijar do papel de transformá-lo, desviá-lo para algo que achamos melhor, somos economistas.
Neste dia dedicado aos economistas, celebramos nosso ecletismo na formação, celebramos a diversidade de nossas concepções e nossa capacidade de atuar nas mais diversas atividades. No entanto, nos cabe um alerta: precisamos garantir formação humanística e priorizarmos a transformação do mundo retirando a máscara frágil que afirma que, cada um, ao buscar o melhor para si, estará produzindo o bem-estar de todos. Afinal, somos economistas!
(*) Economista, professora da Universidade Federal do Ceará e doutora em Economia pela USP.
Fonte: O Povo, de 12/08/2017. Opinião. p.11.

CONVITE: XIII Semeando Cultura da Sobrames-CE


A Diretoria da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Regional Ceará (Sobrames-CE) convida para o 13º SEMEANDO CULTURA, evento bimestral promovido pela Sobrames-CE, a realizar-se no dia 14/08/2017, às 19h30, no Espaço Cultural Dra. Nilza dos Reis Saraiva, na Av. Rui Barbosa, n° 1.880, Aldeota.
O palestrante do evento será o médico, escritor e professor Dr. Raimundo José Arruda Bastos, que abordará o tema: COMUNICAÇÃO, MÍDIA E CULTURA: estudo antropológico da informação e seu impacto na sociedade. O expositor é membro da Sobrames-CE, radialista, professor da Unichristus e ex-secretário de Saúde do Estado do Ceará.
Contamos com a nobre participação dos colegas, amigos e familiares neste aprazível momento cultural.

Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Presidente da Sobrames-CE

A IMPORTÂNCIA DO ECONOMISTA


Por Lauro Chaves Neto (*)

Constante leitura e atualização são tarefas obrigatórias dos economistas que desejam obter sucesso profissional

Para homenagear o Dia do Economista, 13 de agosto, é pertinente refletir, junto com a sociedade, sobre o verdadeiro papel do economista e o seu protagonismo profissional com a atuação nas esferas pública e privada.
Na área pública, o economista contribui para a promoção do desenvolvimento sustentável, com a formulação de planos estratégicos, de orçamentos, de concessões e de parcerias público-privada. Governo Federal, governos estaduais e Prefeituras possuem maiores probabilidades de sucesso quando se apoiam no conhecimento técnico de economistas na formulação e implantação das políticas públicas.
Já no setor privado, a atuação do economista vai desde a elaboração e análise do plano de negócio, a gestão do fluxo de caixa, a apuração dos custos, a formação do preço de venda, a análise de viabilidade dos investimentos, a elaboração de cenários alternativos até as estratégias competitivas.
A complexidade da formação acadêmica do economista aliando métodos quantitativos, ciências sociais, gestão empresarial, finanças, visão territorial e economia política explicam a diversidade dos seus campos de atuação profissional.
Fazendo-se uma analogia com outras profissões, pode-se afirmar que o economista (de boa formação, ressalte-se!) possui a capacidade de gestão dos administradores, a familiaridade com os números dos contadores, o raciocínio lógico dos engenheiros, a capacidade de argumentação dos advogados, a análise crítica dos sociólogos, o entendimento da raiz dos fenômenos como os historiadores, além da visão territorial e espacial dos arquitetos e geógrafos.
Constante leitura e atualização são tarefas obrigatórias dos economistas que desejam obter sucesso profissional. Acompanhar e avaliar a evolução das variáveis socioeconômicas, do ambiente empresarial, do contexto legal, da geopolítica, da sustentabilidade, sobretudo da qualidade de vida das pessoas são atividades diárias e rotineiras desses profissionais.
Essa diversidade de habilidades, ao mesmo tempo em que amplia as oportunidades profissionais, impõe aos professores e estudantes de Economia um pacto pela melhoria contínua das condições de ensino, tendo como foco o mercado de trabalho, sem descuidar dos pilares fundamentais da excelência na formação teórica.
(*) Presidente do Conselho Regional de Economia, consultor, professor da Uece e doutor em Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona.
Fonte: O Povo, de 12/08/2017. Opinião. p.11.

sábado, 12 de agosto de 2017

VISITA A AVÓ EM TEMPOS DE WHATSAPP


Fotógrafo: desconhecido.
Fonte: Circulando por e-mail (internet) e i-phones. Autoria referida abaixo do comentário.

ESCAPANDO DE UMA BLITZ EM TEMPOS DE WHATSAPP


Fotógrafo: desconhecido.
Fonte: Circulando por e-mail (internet) e i-phones. Autoria desconhecida.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

CAMPEÕES DO MUNDO


Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
Somos os campeões, no mundo das cesarianas: no Brasil, 80% dos partos realizados pela clientela dos planos de saúde são por cesariana. No Sistema Público de Saúde (SUS), esse índice é bem mais baixo: 26%. Mesmo assim, está acima dos 15% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Portanto, alguma coisa deve estar acontecendo com nossas gestantes, com o Sistema de Saúde, com os médicos, com a formação profissional, ou, além disso, com grande interesse comercial.
Das menores às mais importantes maternidades, as estatísticas apontam para um número crescente de nascimentos por via abdominal, quando a via natural de nascimento é a vaginal. E observa-se que tal tendência só vem aumentando. Isto dá margem à publicação de inúmeros trabalhos especializados, irritantemente repetitivos, e pior: que não apontam soluções.
As cesarianas, como qualquer procedimento médico, têm indicações e contraindicações. Quando assisto a um comercial - que apresenta uma bela senhora (com um biotipo completamente diferente da maioria de nossas gestantes), sentada em uma confortável poltrona, e afirmando que o parto normal é maravilhoso, que ela teve um casal de gêmeos através de um "parto normal" - fico pensando se, não seria melhor, trocar a designação correta de parto normal para a de parto espontâneo. É importante se saber que gestação não é doença. O Ministério da Saúde divulga a informação, bem como a necessidade de que todos partos, quando possíveis, devem ser espontâneos.
Em se tratando de propaganda, a rádio BBC de Londres divulga, no tocante aos hospitais da cidade, a seguinte notícia: 'Médicos humanizam cesarianas para torná-las menos traumáticas'. A reportagem é de Flávia Mantovani, da Folha de São Paulo, em 24.12.08, às 15h47min. Apesar de os índices de partos cesarianos, na Grã-Bretanha, serem muito mais baixos que os brasileiros, os ingleses estão tentando realizar uma cesariana mais light. Neste sentido, melhoraram as salas de cirurgia, e o ambiente foi todo montado, artificialmente, para simular o momento sublime do nascimento. Acende-se, apenas, o foco de luz da lâmpada do aparelho operatório, na sala reina o máximo de silêncio possível, e a única voz que se ouve, de vez em quando, é a do cirurgião, sussurrando à mãe-paciente sobre os procedimentos realizados. (...) O bebê é retirado, com muita calma, de modo a simular as condições de um parto normal, seus pulmões são comprimidos, gentilmente, de forma similar à ocorrida no canal vaginal, mediante as contrações, e que ajuda a eliminar o líquido amniótico. O contato com a mãe e com o pai é o mais precoce possível.
Em cinquenta anos de prática da Medicina, como neonatologista, eu realizei esses mesmos procedimentos, no Hospital Agamenon Magalhães pertencente ao então IAPI (Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários). Os jovens que comigo trabalhavam aprenderam, também, a fazer tais procedimentos. E jamais alguém fez qualquer propaganda do nosso trabalho. Nos dias de hoje, observa-se a existência de luminares da obstetrícia, cobrando uma verdadeira fortuna por um parto humanizado (ou uma cesariana humanizada). E eles são endeusados, fantasticamente, pelos meios de comunicação de massa. Vale ressaltar que a Medicina já nasceu humanizada. Falta, somente, tornar os médicos mais humanos.
Sei que esse tema é muito antigo, mas, repito sempre: não existe um assunto esgotado e, sim,, homens e mulheres cansados. Faz-se necessário melhorar o pré-natal, os cuidados maternos, as instalações hospitalares, o atendimento médico, e, então, o número de partos por cesariana irá diminuir, automaticamente. No Brasil, temos um dos maiores índices de mortalidade materna do mundo. Portanto, não dá para não perguntar: Será que não há, por acaso, algo de podre nesse reino?
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES). Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

CONVITE: Lançamento do livro “O médico e o estudante de Medicina”


A Diretoria do Sindicato dos Médicos do Estado Ceará convida para o lançamento do livro “O MÉDICO E O ESTUDANTE DE MEDICINA: quando eles precisam de ajuda”, obra de autoria dos médicos e professores José Jackson Coelho Sampaio e João Brainer Clares de Andrade.
Data: 10 de agosto de 2017 (quinta-feira).
Horário: 19h.
Local: Auditório do Sindicato dos Médicos do Estado Ceará. Rua Pereira Filgueiras, 2.020. 9º andar, Aldeota, em Fortaleza-CE.
Traje: Esporte fino.

INDAGAÇÕES


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Com certeza esta manhã é a primeira do meu fim. Todavia, espero que não seja a última da minha vida. Com as bênçãos do Senhor, desejo viver mais para tentar amar, fazer o bem; ter fé e esperança; como também pedir e agradecer. Assim, deve-se buscar viver num ambiente onde prevaleçam a amizade e a solidariedade e não o interesse e a falsidade. Ademais, ser feliz não é simplesmente ter uma existência boa, mas a convicção de que apesar dos desafios e das dificuldades é importante viver. Dentro desta linha de raciocínio, apresenta-se um poema/prosa, fugindo dos aspectos formais, sem rima e sem métrica, consubstanciando indagações para refletir e, se possível, alcançar uma vida melhor. Talvez! Eis o texto, formado por 10 estrofes, sendo um terceto, oito dísticos e uma quadra: 1) A vida é um belo dom. Não se sabe a hora da partida. Passa rápido como o som. 2) Por que ambicionar o poder? Mais vale cumprir o dever. 3) Por que, cada vez mais, buscar o dinheiro? Importante é ser um cidadão inteiro. 4) Por que tanta vaidade? Nunca traz felicidade. 5) Por que a inveja? Atitude que nada almeja. 6) Por que a ausência da solidariedade? Comportamento que leva à deslealdade. 7) Por que a humildade? Sentimento que demonstra bondade. 8) Por que a harmonia? Para se alcançar a sabedoria. 9) Por que combinar fé e razão? Visando obter a verdadeira união. 10) A vida é para amar e servir. Apesar da indesejada rapidez. Vale a pena viver com lucidez. Pensando sempre no porvir. Convém lembrar, respectivamente, Manuel Bandeira e Fernando Pessoa: “Vivo nas estrelas porque é lá que brilha a minha alma” e “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 7/4/2017.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

NOTA DE PESAR POR PROF. LEOPOLDO MOURA


Faleceu, em Fortaleza, o Dr. Leopoldo Farias de Moura.
A Sobrames-CE, consternada, envia condolências aos parentes e familiares.
Abaixo, um mini currículo do Dr. Leopoldo.
LEOPOLDO FARIAS DE MOURA *
Leopoldo Farias de Moura, filho de Elvécio Moura e Francisca Farias Moura, nasceu no dia 24 de junho de 1929, em Nova Russas. Fez o curso primário, em Sobral, e o ginasial e científico nos Colégios Cearense Sagrado Coração e São João, em Fortaleza. Em 1962, graduou-se em Medicina pela UFC. Bacharelou-se, também, em Geografia e História pela Faculdade Católica de Filosofia do Ceará. Em 1971, recebeu diploma de especialista em Oftalmologia, pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia e AMB. Coordenou a disciplina de Oftalmologia e a Residência Médica de Oftalmologia do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) da UFC. Chefiou, durante largos anos, o Serviço de Oftalmologia do HUWC.
Acumulou diversos títulos: Membro da Academia Cearense de Medicina, Membro Titular do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, do Instituto Barraquer, de Barcelona, e da Associação Pan-Americana de Oftalmologia; Sócio Titular da Sociedade Brasileira de Oftalmologia e Sócio Fundador da Sociedade de Oftalmologia do Ceará, na qual teve papel relevante como Vice-Presidente e secretário, em duas gestões.
Em 1973, foi co-relator do tema oficial do XVII Congresso Brasileiro de Oftalmologia. Em 2009, foi Presidente de Honra do XXXIV Congresso da Sociedade Brasileira de Retinas e Vítreos. A Sociedade de Oftalmologia do Ceará o agraciou com o Título de Sócio Emérito e o Conselho Regional de Medicina do Ceará, com a medalha de Honra ao Mérito Profissional.
Professor de inúmeras gerações de médicos da UFC, Leopoldo Moura foi homenageado pelos concludentes de onze turmas e paraninfo da 56ª. É lembrado pela competência e simplicidade. Leopoldo Moura deixa a esposa Iêda Castelo Moura, dois filhos, o comerciante Eugênio e o médico neuro-oftalmologista Frederico e três netos.
* Texto retirado do discurso de posse de Ana Margarida Arruda Rosemberg, na Academia Cearense de Medicina de Medicina, em 14/11/2014.

A ORAÇÃO QUE O SENHOR NOS ENSINOU


Por Pe. Reginaldo Manzotti (*)

A verdadeira oração é uma lembrança de Deus, frequente despertador da “memória do coração” (CIC 2697). A oração é fruto da vida, é um filho que fala com seu Pai dos cansaços, das conquistas e frustrações, alegrias e tristezas, êxitos e fracassos. E o elemento essencial para a oração é um coração humilde e contrito.
Quando os discípulos pediram “Senhor, ensina-nos a orar” (Lc 11,1), Jesus ensinou-lhes a oração do Pai-Nosso. Dois evangelistas narram o Pai-Nosso. Lucas, de uma forma mais breve, com apenas cinco petições (Lc 11,1ss), e Mateus, de forma mais longa, com sete petições (Mt 6,9ss), o qual usamos para nossa oração. O Pai-Nosso é chamado oração dominical e oração do Senhor, porque foi uma oração revelada pelo próprio Jesus Cristo. A primeira parte do “Pai-Nosso” é um pôr-se na presença de Deus nosso Pai. A segunda parte são as petições em relação a nossas necessidades.
Rezar “Pai-Nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” é pôr-se na presença de Deus Pai para adorá-Lo, amá-Lo e bendizê-Lo.
Aos 12 anos, Jesus disse à sua mãe: “Não sabeis que devo ocupar-me com as coisas de meu Pai?” (Lc 2,49). Já com 12 anos, Jesus supera a tradição judaica. Ele não se refere a Deus como Javé, El Shaday ou Senhor dos Exércitos. Ele deixa a antiga tradição e já começa a chamar Deus de Pai. Ao ensinar os apóstolos a rezar, Jesus começa com Pai; isso demonstra que essa palavra já fazia parte do cotidiano. Ele verbaliza o que a sua filiação sentia.
Chamar Deus de Pai é uma ousadia filial, e Deus quer que sejamos ousados como filhos, porque o filho não tem medidas, ele pede, implora, chora, grita, mas não desiste. Somos autorizados por Jesus a ter essa ousadia, pois não estamos nos relacionando com um Deus abstrato. Jesus estabelece uma relação íntima, entre nós e o Pai.
Pai-Nosso que estais nos céus” é um apelo de conversão de vida, porque chamar Deus de Pai nos coloca numa atitude de nos parecermos com Ele. Quando Jesus diz “Pai nosso”, e não “Pai meu”, Ele quebra toda possibilidade de exclusão do outro no processo da salvação. Ao rezarmos “Pai-Nosso”, entramos em profunda comunhão com os irmãos crentes ou não crentes, com aqueles que já encontraram Deus e com aqueles que não O encontraram ainda. Incluímos os justos e pecadores. Dizer Pai-Nosso é sair do individualismo. É compreender que o amor de Deus é sem fronteira e nossa oração também deve ser assim.
(*) Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).
Fonte: O Povo, de 3/7/2017. Opinião. p.17.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

GESTAÇÃO E PARTO DA UNILAB


A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) nasceu, supostamente, baseada nos princípios de cooperação solidária. Em comum acordo com os países parceiros, a Unilab teria sido concebida como uma universidade no Brasil alinhada à integração com o continente africano, principalmente com os países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), e ainda alcançaria países lusófonos de outros continentes.
Para isso, em outubro de 2008, criou-se a Comissão de Implantação da Unilab que, no correr de dois anos, fez levantamentos e estudos a respeito de temas e problemas comuns ao Brasil e países parceiros nessa integração. Os trabalhos da comissão foram encerrados em 20/07/2010, quando o Presidente da República sancionou a Lei nº 12.289, instituindo a Unilab como Universidade Pública Federal.
Segundo as normas do Ministério da Educação (MEC), as universidades devem oferecer, obrigatoriamente, atividades de ensino, de pesquisa e de extensão em várias áreas do saber. Elas têm autonomia e podem criar cursos sem pedir permissão ao MEC.
As universidades federais são criadas somente por lei, com aprovação do Congresso Nacional. As particulares podem surgir a partir de outras instituições como centros universitários.
Dentre os requisitos mínimos exigidos pelo MEC para a instalação de uma universidade figuram: um terço do corpo docente, pelo menos, deve ter título de mestrado ou doutorado; um terço do professorado deve ter contrato em regime de tempo integral; e desenvolver, pelo menos, quatro programas de pós-graduação stricto sensu com boa qualidade, sendo um deles de doutorado.
Foi deveras estranho o MEC aprovar a Unilab, à época, em desacordo com a legislação de regência vigente, uma vez que essa instituição foi partejada, quase que a fórceps, oferecendo poucos cursos de graduação, com parcos recursos docentes, nenhuma pós-graduação credenciada pela Capes e sem serviços ou atendimentos à comunidade.
Longe de ser escudada nos ditos princípios de cooperação solidária, a proposta em si ocultava a intenção da diplomacia brasileira do Governo Lula, com os seus devaneios megalomaníacos do Brasil potência, de ter assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, conquistando preciosos votos dos países lusófonos a favor das nossas grandiosas pretensões.
Como um fato consumado, espera-se que a Unilab prospere.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Médico, economista e professor universitário
* Publicado In: O Povo. Fortaleza, 7 de agosto de 2017. Caderno A (Opinião). p.17.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

ONTEM E HOJE NO BRASIL


Por João Soares Neto (*)
Muitos homens, como as crianças, querem uma coisa, mas não as suas consequências. Ortega y Gasset (1883-1955), filósofo espanhol.
“A política vai mal. A gente de Bernardes é de inépcia rara. No Clube Militar escolheram uma comissão, cujos membros têm de declarar autênticas as famosas cartas. Trabalham secretamente como se fossem inquisidores, e os bobos hão de agitar a opinião, declaram-se satisfeitos e esperam passivamente a bomba para protestar depois do estouro. A situação resume-se em duas palavras: bernarda com o rio de lama e dos crocodilos, bernadice com o candidato das alterosas... Tudo quanto for afastar-me do ano de vergonheiras máximas que há de ser o do Centenário me seduz.” O texto é do meu patrono (de letras) João Capistrano de Abreu. Foi escrito em 07 de dezembro de 1921 em carta - Correspondência, Volume 3, pag. 60 - a seu amigo Sombra (Luís Pena Sombra).
São passados quase 96 anos e parece que o Brasil não mudou muito. “A política vai mal”, igual a deste final do mês de julho de 2017. Já se invocavam os militares, como os que hoje acreditam que gente fardada possa resolver as nossas mazelas desde o Império (lembra de Deodoro e o que deu?), pois daqui a um lustro, chegaremos ao segundo Centenário do Brasil independente.
“Os bobos hão de agitar a opinião”, e como se agita, mestre Capistrano. Sei do seu repúdio ao que acontecia na capital do Brasil de então, o Rio de Janeiro. Hoje, a capital é outra, feita por gente das “alterosas”. De forma rápida e cara.
A propósito, houve recentemente rios de lama no interior das Minas Gerais com o rompimento de barragens. Detalhe: uma pequena porção de índios - nada contra eles - que morava por perto da área atingida vive folgazona, pois cada um está recebendo nove salários mínimos por mês. Muito dinheiro para não fazer nada, acredite.
Hoje, historiógrafo Capistrano, há 627 mil funcionários públicos civis ativos no país, perto da metade são do Ministério da Educação, mas, acredite a instrução e o conhecimento do nosso povo, são parcimoniosos. Ainda há muitos analfabetos e alguns outros apenas sabem garatujar o nome.
Vou dizer um número e não sei como traduzi-lo para o ilustre mestre. No ano passado, o Brasil gastou 258 bilhões de reais (a nossa moeda de agora, embora sejamos uma República) com esse amontoado de gente.
Diz a imprensa de hoje, bem diferente do seu tempo em que tudo saía nos jornais, segundo as conveniências. Agora, os jornais são apenas um dos meios de comunicações. Alguns, ainda com conveniências. Há outros meios que foram surgindo e quase todos os viventes dão palpites em quase tudo. Muitos são inconvenientes, outros são inconsequentes. Salvam-se poucos.
Fico triste em dar notícias assim ao senhor. Na verdade, não sei sequer se irá lê-las. A propósito, poderia me dar um sinal de que a eternidade existe?
Do seu afilhado e admirador póstero. João, também.
(*) João Soares Neto é escritor e membro da Academia Cearense de Letras.

domingo, 6 de agosto de 2017

PETISTA DE VOLTA DO CÉU


A petista caiu dura no chão da cozinha e foi pro céu. Chegando lá encontrou com Deus que imediatamente reconheceu o erro:
- Ih, minha filha, não era sua hora não! Houve algum erro aqui, vou te mandar de volta.
-Que bela surpresa, companheiro Deus! Mas, antes de ir, o Senhor poderia fazer a gentileza de me tirar uma dúvida?
-Claro, minha filha. É o mínimo que eu posso fazer para reparar esse equívoco.
- O Lula é mesmo culpado por corrupção?
- Ahaha! Mas é claro, minha filha! Alma mais suja não há! Eu mesmo votaria no Satanás antes do Lula.
Ressuscitada, a petista liga para a colega:
- Cumpanhêra! Tenho novidades escandalosas!
- Mas o que houve?!?!?
- Você não imagina quem a Globo comprou! "
Fonte: Internet (circulando por e-mails e i-phones sem autoria definida).

A PROGRESSÃO ESCOLAR DO JOÃOZINHO


Joãozinho emburrado na sala de aula e a professora pergunta:
- Qual o problema, Joãozinho?
Ele responde:
- Sou muito inteligente para estar no 1° ano. A minha irmã está no 3° ano, e eu sou muito mais inteligente que ela. Quero ir para o 3° também!!!
A professora já prevendo problema o manda para a diretoria.
Explicada a situação ao diretor, o mesmo diz que terá que fazer alguns testes com o rapaz:
- Joãozinho, quanto é 3 x 3?
- 9.
- Quanto é 6 x 6?
- 36.
O diretor continua a bateria de perguntas que um aluno de 3° ano deve responder. Joãozinho não comete erro algum. O diretor já diz para a professora:
- Realmente o Joãozinho deve ir para o 3° ano.
A professora inconformada solicita para fazer algumas perguntas, o diretor e o Joãozinho concordam:
- Joãozinho, o que é que a vaca tem quatro e eu só tenho duas?
- Pernas, professora.
- O que há nas suas calças que não há nas minhas?
O diretor arregala os olhos...
- Bolsos, professora.
- Que parte do corpo da mulher que cheira peixe?
- O nariz.
- O que é que entra na frente na mulher e que só pode entrar atrás no homem?
O diretor prende a respiração enquanto Joãozinho responde:
- A Letra M professora!!!
- Onde é que a mulher tem o cabelo mais enroladinho?
- Na África.
- O que é que entra seco e duro e sai mole e pingando?
- O macarrão na panela.
- O que é que começa com "B", tem "C" no meio, termina com "ta", e para ser usada é preciso abrir as pernas?
- A bicicleta.
- Qual o monossílabo tônico que começa com a letra " C" termina com "U" e ora está sujo ora está limpo?
O diretor começa a suar frio.
- O céu, professora!
- O que é que começa com "C" tem duas letras, um buraco no meio e eu já dei para várias pessoas?
- CD.
Estirado no chão, com a mão na cabeça, o diretor interrompe:
- Pelo amor de Deus, põe esse moleque de DIRETOR, porque eu errei TODAS!!!!!!!
Fonte: Internet (circulando por e-mails e i-phones sem autoria definida).

sábado, 5 de agosto de 2017

PORQUE MULHER CASADA É SENHORA


Por que a mulher casada é chamada SENHORA?
Levei um tempo para entender porque mulher quando se casa passa a ser chamada de Senhora.
Sabem o significado de SENHORA?
É que, quando uma mulher se casa, ela fica sem hora pra tomar banho, sem hora pra comer, sem hora pra passear, sem hora pra ir a academia, sem hora para se cuidar, sem hora para se divertir ... etc.
Agora que vocês também já sabem o significado, compartilhem o aprendizado!!!
Fonte: Internet (circulando por e-mails e i-phones sem autoria definida).

CÃOZINHO NO CINEMA


- Maria. Vi você com seu cãozinho no cinema!!
- Ah, Silvana, ele sempre vai comigo.
- Verdade? Incrível!
- Isso mesmo, Silvana. O Rex gostou tanto que ao final até abanou o rabinho.
- Como Maria? Isto é surreal!
- Eu também achei amiga. Imagine você que o Rex havia detestado o livro.
Fonte: Internet (circulando por e-mails e i-phones sem autoria definida).

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

BELAS PINTURAS


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Observando-se algumas escolas, bem como os trabalhos de geniais pintores, concentramo-nos, de forma resumida, no exame dos movimentos impressionista e expressionista. O primeiro, com origem no final do século 19, na França, caracterizou-se pelo interesse em efeitos de luz, enaltecendo a alegria de viver. O segundo procurou mostrar não só os aspectos objetivos, mas as emoções subjetivas que pensamentos e acontecimentos suscitam no artista. Foi iniciado na Alemanha. O impressionismo, segundo alguns críticos, embora mantendo temas do realismo, não se propôs a fazer denuncia social. Mostra paisagens urbanas e suburbanas, como o naturalismo. A diferença está na visão estética: os impressionistas manifestam o momento em que a ação está acontecendo, originando novas maneiras de captar a luz e as cores. Entre os exponentes do impressionismo, destacamos: Monet, Manet, Renoir e Pissaro. Nos quadros destes artistas são comuns cenas passadas em jardins, à beira do rio Sena, em cafés, teatros e festas. Destacaríamos Monet e Renoir como os principais integrantes do movimento e as telas “Manhã no Sena” (Monet) e “Rosa e Azul” (Renoir). Já no expressionismo não existe a preocupação com a beleza tradicional, e as obras mostram um enfoque pessimista da vida. O artista, muitas vezes dominado pela angústia e a dor, denuncia problemas sociais. O precursor do movimento foi o pintor holandês Van Gogh e, na nossa visão, as telas “Os Girassóis” e “Noite Estrelada” foram suas obras principais. No entanto em todas as telas são visíveis sentimentos como a dor e o amor. Que beleza! É a criação poética refletida em belos quadros.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 31/3/2017.
 

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