quinta-feira, 27 de julho de 2017

ESTADO DEMOCRÁTICO

Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Podemos dizer que democracia é um governo onde o povo exerce a soberania, estando comprometido com a liberdade e a justiça social. As manifestações democráticas não devem ser eventuais, mas permanentes. Assim, democracia não significa apenas votar no dia das eleições. Trata-se, na verdade, de um sistema bem mais amplo, em que a participação popular, a recusa ao fanatismo, a defesa das minorias e da pluralidade, a não concordância com a busca do poder pelo poder, a não utilização de práticas fisiológicas, bem como o respeito aos dispositivos constitucionais são atitudes básicas para o sucesso do processo democrático. As condutas mencionadas permitirão que alcancemos uma verdadeira democracia representativa, consolidada e permanente, e não uma democracia de resultados, fraca e efêmera, longe de princípios morais e próxima da corrupção e do falso pragmatismo. O Estado Democrático de Direito será perfeito, caso os governantes e governados assumam comportamentos compatíveis com a solidariedade e o interesse público. “É necessário demonstrar ao povo que através do regime democrático se pode governar com visão”, segundo disse Oswaldo Aranha. Por sua vez, as democracias de resultados, expressão que imaginamos para denunciar as atitudes dos pseudo-democratas, não comprometidos com a melhoria da qualidade de vida das populações, representam a marca dos Estados totalitários. Por fim, vale lembrar pensamento do ex-presidente Juscelino Kubitschek: “Somos um povo, isto é, um conjunto de cidadãos ligado não apenas por interesses materiais, mas por valores éticos e espirituais”.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 17/3/2017.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

DIA DOS AVÓS


Chargista: Ilegível.
Fonte: Circulando por e-mail (internet) e i-phones. Autoria desconhecida.

GUARAFOG

Pedro Henrique Saraiva Leão (*)

Há mais de uma vintena de anos, há um lugar, pras bandas da serra, em Guaramiranga onde amiúde recarrego minhas baterias intelectuais e mesmo espirituais: o sítio “Manamô”. Ali, em sossego leio/releio algumas páginas, com as lentes do presente, e ouço de novo aquelas músicas, com os ouvidos de hoje. Lá estivemos, proximamente por quatro dias, e revimos vários amigos, em meio a obras de arte, alguns a nos sorrir. Sozinho, pude dedicar-me a mim.
Vencendo algum cheiro a mofo em livros idosos, reli alguns excertos (trechos) do poeta romano (Publius) Ovidius (Naso) – 43 a.C. / 17 a.D. – na sua “Ars amatoria” / “Liebeskunst”, pois em edição bilíngue alemã (Reclam, Stuttgart, 1992). Recordamos passagens imorredouras da “Crestomatia”, (= estudo das coisas úteis), de Radagásio Taborda, e da “Antologia Nacional”, de Fausto Barreto e Carlos Laet. Vagamos por alguns sonetos de Shakespeare, Camões e Manuel Bandeira; revisitamos um conto de Moreira Campos, e conhecemos alguns do norte-americano Ray Bradbury, autor de “Fahrenheit 451”. Chovia, de mansinho, regando-me os pensamentos.
Como contraponto ao gorjeio dos pássaros, reproduzi o concerto para violino em ré maior (Op.35) de Tchaikovsky, consoante alguns devotos, um dos melhores do século XIX, cotado entre os mais respeitados da literatura musical russa. Conclamei outros em ré para violino (Op.77) de Brahms, e de Stravinsky (+1971), este executado por Isaac Stern (nosso conhecido do Theatro José de Alencar) cujo autógrafo guardamos, desde 1958, como de outros artistas primaciais (eminentes) que por aqui aportavam. Soaram a Suíte no 2 de Bach, o Adágio do Quarteto (Op.111) de Beethoven, Mozart, o (Op.16), de Grieg, a serenata para cordas (Op.22) de Dvorák, escolhidos Vivaldis, as sinfonias II e IV de Mahler, e “A igreja majestosa”, do nosso maestro Wagner Tiso.
Compositores menos evidentes fizeram-se ouvir: os tchecos Bohuslov Martinu (+1959) e Alois Hába (+1973); Paul Hindemith, Arvo Part (+1935), Johan (Jean) Sibelius (+1957), Benjamin Britten, inglês (+1976), os ianques Charles Ives (+1954), e Philip Glass (+1937), e dois portugueses desconhecidos no Brasil: Freitas Branco (+1955), e Joly Braga Santos (+1988). Do século XVII deleitei-me com John Dowland, William Boyd, Orlando Gibbons, e das duas centúrias seguintes com Froberger, George Muffat (+1704) e Haydn, na sua comovente “Die Seiben Letzen Worte unseres Erlösers Am Kreuze”.
A memória pode estar me traindo agora. Contudo, lembro-me de George Gerschwin, na arrebatedora “Rapsódia Azul”, regida por André Previn. A noite caíra, e ao longo de gotas homeopáticas do velho Parr, outras estrelas brilharam, ruminando recordações: Marian Anderson (negro spiritual), Sammy Davis Jr, Keith Jarret (“The Köln Concert”), Frank Sinatra, Chico Buarque (ou quem compôs pra ele!), Dave Brubeck com Paul Desmond, Star Getz (tocando “Misty”, de Errol Garner, e “Ligia”, de Tom Jobim) Maria Bethânia, o conjunto “Ink Spots”, “plus” Gonzaguinha. Ao dia seguinte, fazia 19°C em Guaramiranga, sob aquele nevoeiro (“fog”, em inglês) a cavalgar os morros, aquele guarafog. Voltamos.
(*) Professor Emérito da UFC. Titular das Academias Cearense de Letras, de Medicina e de Médicos Escritores.
Fonte: O Povo, 14/06/2017. Opinião, p.14.

terça-feira, 25 de julho de 2017

QUE LIVRO EU ESQUECERIA EM UM BANCO NA PRAÇA?

Por Vasco Arruda (*)
Encontrava-me absorto em minhas leituras quando Naza assomou à porta interpelando-me com um comentário expresso em tom de gracejo: “Este desprendimento eu quero ver você ter, o desapego literário”. Surpreso, indaguei do que se tratava. Tendo em mãos o celular, leu a mensagem que nossa amiga Nágila Angelim acabara de me enviar pelo WhatsApp:
Esqueça um livro. 25 de julho: Dia do esqueça um livro e espalhe conhecimento. Pratique o desapego literário.
Vamos esquecer livros em diversos locais. Deixe no restaurante, no ponto de ônibus, em um banco na praça. A iniciativa faz parte de um projeto de incentivo à leitura e compartilhamento de conhecimento.
Participe dessa campanha e compartilhe essa ideia com outras pessoas”.
Achei a ideia genial. Já pensaram se, de repente, cada leitor que tem em casa alguns livros se dispusesse a esquecer pelo menos um num dos lugares sugeridos, quantos novos leitores poderiam advir deste simples e desprendido gesto? Vejo na proposta duas possibilidades de prazer igualmente atraentes: o de quem esquece o livro, por proporcionar a alguém a possibilidade de acesso a um livro que, de outra forma, talvez nunca lhe chegasse às mãos; e o daquele que, de posse do livro, se sentirá presenteado por um anônimo que não tem a mínima ideia de quem se trata. Algo assim como uma espécie de intercâmbio amoroso entre dois anônimos que interagem por meio deste objeto maravilhoso e encantador.
Disposto a aceitar o desafio que me fora proposto, num estado de muita excitação, comecei a matutar sobre que livro eu escolheria para o ato. Lombadas e capas começaram a desfilar pela minha mente, numa barafunda de obras e autores. De repente, me lembrei de um que, pelo título e pelo conteúdo, provavelmente seja o mais indicado.
Nele está escrito, logo no início: “A virtude paradoxal da leitura é de nos abstrair do mundo para nele encontrar algum sentido, diz Pennac. (...): “Se hoje o mundo nos mostra mais incertezas que esperanças, não será a paixão pelos livros uma forma de reafirmar os valores do homem que jamais serão abalados pela política e pela guerra? (...) Por meio dos textos reunidos neste livro os editores desejam contribuir para que o amor pelos livros seja disseminado em nosso país que ainda precisa conquistar para seu povo o acesso ao livro. Queremos contagiar o maior número possível de pessoas, ou, no dizer de José Mindlin, inoculá-las com essa loucura mansa.
Eia, pois, para o meu gesto de desapego literário já tenho o livro perfeito, que tem como sugestivo título “A paixão pelos livros” (organização Júlio Silveira e Martha Ribas. – Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2004). Dia 25 irei deixá-lo em um banco da praça, certo de que estarei contribuindo para que, ao folhear suas páginas, um anônimo transeunte seja contaminado pelo vírus da paixão pela leitura.  
(*) Psicólogo.
Fonte: O Povo, de 8/7/2017. Opinião. p.11.

ELSIE STUDART: quatro anos de sua partida


A data de hoje, o Dia do Escritor, marca os quatro anos da partida deste mundo terreno da Profa. ELSIE STUDART GURGEL DE OLIVEIRA, acontecida em Fortaleza, em 25/07/2013.
No transcurso desses quatro anos, como demonstração de amizade e de apreço, temos buscado manter viva a sua memória, por intermédio de: homenagens especiais, publicação de artigos sobre ela e lançamentos de suas obras literárias póstumas.
Em 18 de abril de 2017, na Academia Cearense de Letras, a Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil, Coordenadoria do Ceará (AJEB-CE), lançou o Volume 9 de Policromias, livro que traz a participação de dezenas de autores, tendo por temática o perfil literário das grandes escritoras do Ceará. Participei dessa coletânea com a extensa biografia da Profa. Elsie Studart.
Isso tem concorrido, também, para diminuir a saudade que nos acompanha desde então.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Amigo da família Studart Gurgel

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Palestra da ACEMES: “Mitologia Grega”


O Presidente da Academia Cearense de Médicos Escritores (ACEMES), o médico e professor José Maria Chaves, convida para a Palestra “Mitologia Grega”, a ser proferida pelo professor e escritor José Alves, ilustre acadêmico da ACEMES e sócio da Sobrames/CE.
Data: 24 de julho de 2017 (segunda-feira).
Horário: 19h30min.
Local: Auditório da Clínica do Obeso – Avenida Antônio Sales, 1.540, em frente ao Carrefour, em Fortaleza-CE.
Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Membro da Sobrames-CE e da ACEMES

domingo, 23 de julho de 2017

FAZENDO A ESPOSA COMPRAR CERVEJA


Esposa: - Vou ao supermercado. Precisa de alguma coisa?
Esposo: - Preciso. Preciso dar sentido à minha vida, definir um propósito pra minha existência. Busco a certeza de uma conquista que dê à minha alma a plenitude que ela necessita. Quero estar em unidade com o Todo, descobrir a espiritualidade inerente à minha condição humana, devo alcançar a transcendência....
Esposa: - Tá, tá... Brahma ou Skol?
Esposo: - Brahma.
Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones sem autoria definida).

DIÁLOGOS ENTRE NAMORADOS


Namorada: - Oi amor!
Namorado: - Oi, minha linda! Já escolheu teu presente?
Namorada: - Já sim! Você podia me dar um telefone novo...
Namorado: - Ué... Mas e o outro?
Namorada: - O outro disse que vai me dar uma blusa...
Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones sem autoria definida).

sábado, 22 de julho de 2017

CONVITE: Celebração Eucarística da SMSL - Julho/2017

A Diretoria da SOCIEDADE MÉDICA SÃO LUCAS (SMSL) convida a todos para participarem da Celebração Eucarística do mês de JULHO/2017, que será realizada HOJE (22/07/2017), às 18h30min, na Igreja de N. Sra. das Graças, do Hospital Geral do Exército, situado na Av. Des. Moreira, 1.500 – Aldeota, Fortaleza-CE.
CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!
MUITO OBRIGADO!

Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Sociedade Médica São Lucas

MEU SAUDOSO BAIRRO OTÁVIO BONFIM


Vista aérea da igreja do bairro Otávio Bonfim (Foto de Evilázio Bezerra)
Por Tarcísio Passos (*)
O que caracterizava e dava vida ao meu bairro de Otávio Bonfim era sem dúvida a igreja de Nossa Senhora das Dores. A igreja era o centro do bairro, onde tínhamos todas as diversões. Ao lado havia um cinema.
Os filmes eram controlados em suas cenas de beijos. As cenas cortadas eram logo notadas pelos espectadores jovens, que gritavam: “olha o roubo!”. O nome era Cine Familiar. Também havia as festas da igreja com suas quermesses, com os partidos azul e vermelho. Havia a rainha para cada partido. A igreja era como a segunda casa de todos, que vivia sempre lotada de fieis rezando o terço. Naquela época no bairro não havia gente rica. Logicamente, havia uns com melhores condições do que outros. Não havia carrões. Até o principal dono da Siqueira Gurgel, sr. Eduardo Gurgel não era considerado, como hoje, um empresário rico. Mas um batalhador dentro da indústria que empregava cerca de 500 funcionários.
Além da Siqueira Gurgel, havia os pequenos comerciantes com suas lojas tecidos. Uma do sr. Arthur e a outra, do sr. Ramos. E os amigos bodegueiros, com lembrança do sr. Crispim, na rua Justiniano de Serpa, que estava sempre cheia, tinha até lenha para o fogão. Não existia ainda gás butano, que veio aparecer lá para 1957.
Naquela época saudosa e harmoniosa, a maior coragem era enfrentar o namoro. As meninas eram vigiadas pelos pais e muito presas. Mas quando não havia oportunidade, o jeitinho era o roubo da menina, através de um bilhete. Era um Deus nos acuda a procura desta menina fujona! Era o jeito. Mas, quando se casavam, iam até o final da vida, porque naquela época não havia separação e nem desquite. Saudoso Otávio Bonfim harmonioso! O passado é uma colheita de lembranças.
(*) Advogado. Ex-morador do Otávio Bonfim, vizinho de minha avó materna.
Fonte: O Povo, de 19/07/2017. Jornal do Leitor. p.11.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Defesa de Memorial para Professor Titular da Economia da UFC de Américo Moreira


Flagrante da Comissão Especial Julgadora, logo após a defesa do Memorial do estatístico de formação, e economista por devoção, CARLOS AMÉRICO LEITE MOREIRA. O Prof. Carlos Américo Moreira está ladeado pelo professor Marcelo Marques, à direita, e por Profs. Assuéro Ferreira, Fernando Pires e Marcelo Gurgel, à esquerda. (Foto cedida por Daniele Viana).
Aconteceu na manhã de quinta-feira (20/07/17), na Universidade Federal do Ceará, a Defesa de Memorial, seguida da avaliação de desempenho, para a promoção funcional da classe de professor associado 4 para Professor Titular do Departamento de Teoria Econômica, da Faculdade de Economia, Administração, Atuária e Contabilidade da UFC.
A Comissão Especial Julgadora, composta pelos Profs. Drs. Fernando José Pires de Souza, Assuéro Ferreira, Marcelo Santos Marques e Marcelo Gurgel Carlos da Silva, aprovou o Memorial apresentado pelo professor doutor CARLOS AMÉRICO LEITE MOREIRA.
Parabéns ao Carlos Américo Moreira, por atingir o ápice da carreira acadêmica, lastreado em uma trajetória de vida firmada por realizações pessoais e profissionais, que bem assinalam a sua dedicação universitária.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Professor do PPSAC-UECE

quinta-feira, 20 de julho de 2017

O MAIS IMPORTANTE É A ECONOMIA!


Por Affonso Taboza (*)
Temer tem lá seus erros, mas que prestou um grande serviço ao País ajudando a destronar o PT, isso ninguém pode negar. Que destruiu grande parte da estrutura e dos esquemas da esquerda radical e de seus aproveitadores, isso também é fato. Que por isso é odiado por petistas e afins que perderam “boquinhas”, só não vê quem não quer.
Que interrompeu a desordem geral do desgoverno Dilma e fez voltar um fio de confiança no País, melhorando a economia, só cegos não veem.
Que nos deu fundadas esperanças de chegarmos a 2018 com boa arrumação na casa, isso também é fato. Que forças poderosas da imprensa, em coro com a esquerda, se empenham em detonar seu governo, é muito claro. Que a direita ajuda a desestabilizar o País quando apoia e reforça a ação da esquerda contra Temer, só os desinformados não sentem.
“Ah, mas ele roubou”! Ora, o País está cheio de ladrões de todos os matizes e quilates. Acontece que ele é o piloto de frágil navio em alto-mar, no meio de terrível borrasca. Deixem que ele chegue ao porto. Que seja, então, julgado e punido se for o caso. Jogá-lo ao mar agora e procurar outro em plena tempestade não me parece de bom alvitre.
Estamos numa situação ingrata, em que cabe a pergunta: o que é menos ruim para o País, a permanência de Temer ou sua saída? Ora, se ele ficar, a oposição, ajudada pelos inocentes úteis radicais e por políticos hipócritas da direita, vai infernizar sua vida, dificultando a gestão; se sair, isso acontecerá após um processo traumático no STF, enquanto o País, perplexo, parado, assistirá ao show de discursos bombásticos, prolixos, superadjetivados e intermináveis dos senhores ministros, arrotando sabedoria jurídica em suas togas sinistras; e depois, o vendaval – respeite o vendaval! – da eleição do presidente-tampão. Aí já estaremos, chamuscados, exaustos, a um passo da eleição de 2018. Poucos meses terá o presidente-tampão para compor seu ministério e fazer planos de governo, porque para governar não lhe sobrará tempo. E tudo num ambiente de perplexidade, economia arrasada e campanha eleitoral apaixonada.
Vamos jogar no lixo, por pura paixão e radicalismo, um ano e meio que poderia ser de trabalho profícuo? “Ah, mas o cara roubou!”. Ora... Dá vontade de parafrasear Bill Clinton e gritar aos políticos interesseiros e aos inocentes úteis desinformados: o mais importante é a economia! O resto vem depois!
Não votei em Temer e nunca votaria, mas torço por sua permanência.
Acho que o dano será infinitamente menor. Mas quem poderia responder melhor essa questão seriam os 14 milhões de desempregados e os milhares de empresários que tiveram de cerrar suas portas.
(*) Coronel engenheiro reformado do Exército Brasileiro e membro do Instituto Histórico, Geográfico e Antropológico do Ceará.
Fonte: O Povo, de 10/7/2017. Opinião. p.17.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

SAÚDE E DIREITOS HUMANOS


Por José Jackson Coelho Sampaio (*)
Em 1986, logo após o encerramento formal do ciclo 1964-1985 da Ditadura Civil-Militar, a 8ª Conferência Nacional de Saúde concebeu e desenhou, para o Brasil, o SUS, incorporando princípios como o da necessidade de oferecer atenção e cuidado a todos os habitantes do território nacional, sobretudo apresentou a saúde como um direito, não favor ou mercadoria.

Se a história ocidental construiu a ideia de direito, também a categorizou em humano, social e político. A condição para o exercício dos direitos políticos tem a ver com produção/distribuição de poder, como votar e ser votado, em nação específica, por exemplo. Para os direitos sociais, o processo básico é o da sobrevivência, como o de ter emprego e salário dignos, por exemplo. Os direitos humanos têm concepção básica simples, fincadas na inscrição na espécie homo sapiens, porém seus resultados são muito complexos, pois representam o usufruto de liberdade, educação e saúde.
Saúde é um direito político, cuja contrapartida de dever cabe ao Estado; também é um direito social, pois saúde é síntese da história biológica e das condições de vida; finalmente é, de modo integral, direito social. Este campo síntese de integração de direitos foi constituir capítulo da Constituição brasileira de 1988, a carta que apresenta o mapa do primeiro projeto de estado do bem-estar social em nosso país.
Falar em saúde e direitos humanos, como categorias distintas, embora objetivando interconectá-las, constitui grave equívoco. Saúde é direito humano, concepção consolidada, apesar da juventude histórica. Mesmo com os ataques àquele mínimo estado de bem-estar, liberdade, educação e saúde não devem e não podem ser perdidos. Apesar das descontinuidades e subfinanciamentos, o SUS ainda constitui a melhor política de inclusão social do País e um dos melhores planos populares de saúde do mundo. Estou no SUS quando sou transplantado em hospital público ou tomo uma água mineral, sou vacinado, como em restaurante ou tomo remédio, sob aval da Anvisa.
(*) Professor titular em saúde pública e reitor da Uece.
Publicado. In: O Povo, Opinião, de 27/6/17. p.10.

terça-feira, 18 de julho de 2017

PESAR DA SOBRAMES-CE PELO FALECIMENTO DO DR. PAULO CARNEIRO


Faleceu o Prof. Dr. PAULO CESAR ALVES CARNEIRO, médico, filósofo e professor, desfecho acontecido em 18/06/2017, no Rio de Janeiro-RJ, cidade que o acolheu como residente, desde 1978, e onde exerceu o seu mister profissional.
Paulo Carneiro, quando acadêmico, participou da representação estudantil nos órgãos colegiados do Centro de Ciências da Saúde, da Universidade Federal do Ceará (UFC), e exerceu a monitoria de Anatomia e de Medicina Social, ao tempo em que cursou Medicina.
Paulo Cesar Alves Carneiro, nascido em Tabuleiro do Norte, no Ceará, em 1955, era médico graduado na UFC, mas fez carreira acadêmica e profissional no Rio de Janeiro, onde constituiu sua família, sendo pai da advogada Érica Carneiro.
Paulo fez sua pós-graduação no Rio, tendo realizado residência médica, especialização, mestrado e doutorado, tornando-se um exemplo singular de ser detentor de três diplomas de livre-docência.
Sua atuação na docência superior foi exercida na Universidade Federal do Rio de Janeiro, e na vida profissional, como médico do serviço público federal, foi lotado no Hospital de Bonsucesso, do Rio de Janeiro.
Paulo Carneiro era membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões – TCBC e da Sociedade Brasileira de Mastologia, entidades médicas de grande reconhecimento em suas respectivas especialidades.
Pertencia às seguintes academias na qualidade de membro titular: Academia de Medicina do Estado do Rio de Janeiro – ACAMERJ (antiga Academia Fluminense de Medicina); Academia Brasileira de Médicos Escritores – ABRAMES; Academia Brasileira de Medicina Militar – ABMM e Academia Cearense de Ciências, Letras e Artes do Rio de Janeiro – ACCLARJ.
Detentor de farta produção científica, também publicou três livros, sendo um como cultor da retórica e dois como memorialista e biógrafo.
Notas de pesar, por sua prematura morte, foram divulgadas pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões e pela ACAMERJ.
A Sobrames/CE, por deliberação aprovada de forma unânime em sua reunião de 10/07/2017, associa-se às demais entidades nessa manifestação de luto por essa perda.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Presidente da Sobrames/CE
Nota do Blog: Hoje, 18/7/2017, completa-se um mês do falecimento do nosso colega acadêmico Paulo Carneiro. Possuidor de um alentado currículo, era conhecido, entre os seus pares, por seu espírito aguerrido e pelo ardor com que defendia suas convicções e seus ideais. Dentre suas obras, a biografia que escreveu sobre o Prof. Alfredo Monteiro, médico veterano de duas guerras mundiais, é o seu maior legado para a História da Medicina brasileira.
A nota acima reproduzida, extraída do Blog da Sobrames/CE, expressa igualmente o nosso particular pesar pela partida de Paulo Carneiro. Fomos companheiros de várias jornadas, desde os tempos de universitários, e compartilhamos empreitadas comuns, ainda que, por vezes, não mantivéssemos os mesmos pontos de vista. Fui por ele recepcionado ao ingressar na ABRAMES, saudado por bela peça oratória.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Editor do Blog

segunda-feira, 17 de julho de 2017

ABUSO DE MEDICAÇÃO


Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
É inegável que a geração de crianças nascidas nesta era, a da tecnologia, é diferente das anteriores, e as escolas precisam se adequar ao novo perfil do alunato. Pais, mestres e/ou responsáveis necessitam repensar como devemos olhar as crianças e os adolescentes, na contemporaneidade. Adianto que sou do tempo em que se respeitavam os jovens como pessoas e, não os deixavam ao léu, largados, sem lhes impor limites e/ou regras. Por outro lado, as expectativas em relação às crianças e aos adolescentes aumentaram, sobremaneira, na tradicional classe média urbana brasileira. O que está ocorrendo é uma inversão de atributos. Todos se consideram capazes de educar, mas, na verdade, quando todos acreditam que educam ou ensinam, ninguém educa ou ensina.
Por motivos diversos, os pais e/ou responsáveis exigem, dos educandários, o que não conseguem realizar no interior dos lares. Acredito que, na maior parte das vezes, a capacidade de vencer na vida, é um desígnio dos pais, dentro dos lares. Atribuir essa tarefa aos professores representa uma fonte de insegurança. Os professores não estão capacitados, tampouco foram preparados, para desempenhar tal papel. Pais ausentes, que não podem dar a devida atenção aos seus filhos, procuram viabilizar, através de sua descendência, aquilo que desejavam ter alcançado.
Sendo assim, terceirizam seus planos e sonhos para as escolas. Sob pressão constante, as escolas e os profissionais das áreas psicológica, psiquiátrica e/ou psicopedagógica, passam a atribuir aos alunos, não poucas vezes, o diagnóstico de portadores de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade ou DDA/TDA - Distúrbio/Transtorno de Déficit de Atenção com ou sem hiperatividade (salvo as exceções de praxe). Sendo assim, os jovens são medicados, desnecessariamente.
Uma matéria recente, publicada no jornal New York Times (dezembro de 2011), ressalta a escassez de medicamentos psicoativos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 1981) cabe relembrar: os medicamentos psicoativos "são aqueles que alteram o comportamento, o humor e a cognição". Isto significa, portanto, que tais drogas agem, preferencialmente, nos neurônios, afetando o sistema nervoso central, ou seja, a mente humana.
O tratamento para o TDAH ou DDA/TDA leva, muitas vezes, à depressão, ao pânico, à ansiedade, aos distúrbios de linguagem, e outros mal-estares psiquiátricos. Os fabricantes das drogas Ritalina® e Concerta® (medicamentos que possuem o mesmo nome, no Brasil), reclamam da falta de previsão, por parte da Food and Drug Administration (FDA), a Agência controladora da produção e distribuição dos medicamentos, nos Estados Unidos. Neste sentido, a produção de drogas similares e genéricas, naquele país, como entre nós, apresenta-se bem menos dispendiosa, porém, não tem sido capaz de suprir a demanda do mercado norte americano.
Não compete a mim, como médico ou professor titular aposentado de Pediatria, discutir o poder da indústria farmacêutica, ou os abusos de diagnósticos. No entanto, confesso que me causou espanto, o fato de a medicação ter passado a ser receitada para melhorar o desempenho escolar de jovens que, em verdade, são completamente normais. Isto é um fato gravíssimo! Essas medicações estimulantes são, no presente, as drogas psiquiátricas mais receitadas para crianças e adolescentes. Daí, para o abuso de outras medicações assemelhadas, basta um pequeno passo.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES). Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha).

domingo, 16 de julho de 2017

Se não gosta de gírias, (fale cientificamente)!!!


Colóquio flácido para acalentar bovinos. (Conversa mole pra boi dormir);
Creditar ao primata. (Pagar o mico);
Inflar o volume da bolsa escrotal. (Encher o saco);
Sequer considerando a utilização de um longo pedaço de madeira. (Nem a pau);
Sequer considerando a possibilidade da fêmea bovina expirar fortes contrações laringo-bucais. (Nem que a vaca tussa);
Sequer considerando a utilização de uma relação sexual. (Nem fudendo);
Derrubar, com a extremidade do membro inferior, o sustentáculo de uma das unidades de proteção solar do acampamento. (Chutar o pau da barraca);
Deglutir o batráquio. (Engolir o sapo);
Derrubar com intenções mortais. (Cair matando);
Aplicar a contravenção do João, deficiente físico de um dos membros superiores. (Dar uma de João sem braço);
Derramar água pelo chão, através do tombamento violento e premeditado de seu recipiente com a extremidade do membro inferior. (Chutar o balde);
Retirar o filhote de equino da perturbação pluviométrica. (Tirar o cavalinho da chuva);
Essa última foi tirada do mais culto livro de palavras clássicas da língua portuguesa:
A bucéfalo de oferendas não perquiris formação ortodôntica! (A cavalo dado não se olham os dentes!);
E agora, para fechar com chave de ouro:
O orifício circular corrugado, localizado na parte ínfero-lombar da região glútea de um indivíduo em alto grau etílico, deixa de estar em consonância com os ditames referentes ao direito individual de propriedade. (C. de bêbado não tem dono).
Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones sem autoria definida).

LOURA SOZINHA NO AVIÃO


Sozinha no avião Só ela e o piloto. Ele tem um ataque cardíaco e morre. Ela, desesperada, começa a gritar por socorro:
- May Day! Help! Ajude-me! Socorro! Meu piloto teve um ataque cardíaco e morreu. Eu não sei como pilotar. Ajude-me! Por favor me ajude!
Ela ouve uma voz no rádio dizendo, pausadamente:
- Este é o Controle de Tráfego Aéreo e eu te escuto bem, alto e claro. Tenha calma. Eu vou falar com você através deste rádio e te trazer de volta ao chão. Eu tenho muita experiência com este tipo de problema. Basta ter muita calma. Já enfrentei vários. Respire fundo. Tudo vai ficar bem! Agora me dê a sua altura e sua posição.
Ela diz:
- Eu tenho um metro e setenta e dois e estou sentada no banco da frente.
- "OK", loirinha, diz a voz no rádio. Agora, repita bem devagar comigo: Pai nosso que está no céu ..."
Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones sem autoria definida).

sábado, 15 de julho de 2017

PAQUERA NA TERCEIRA IDADE


Na semana passada, estava entrando no banco para ver se tinha restado algum trocado, até o dia da “viúva” (INSS) fazer o depósito. Foi quando uma linda garota de uns quarenta anos, usando minissaia, entrou na fila dos caixas. Imediatamente saí da fila dos idosos e também entrei na mesma fila.
Em pouco tempo ela olhou para trás e sorrindo disse:
- Por que o senhor não utiliza a fila dos idosos?
Você sabe para que lugar eu tive vontade de mandá-la, não é? Porém, mantive a calma e usei toda minha experiência. Puxei papo e resolvi inventar, para impressionar.
Falei das minhas “experiências como comandante de navio de cruzeiro”. Semana passada havia lido um livro sobre um comandante de navio de turismo. Sabia tudo a respeito.
- Uau! O senhor foi comandante de transatlântico?
- Só por vinte e dois anos – respondi expressando uma certa indiferença pelos anos de trabalho, mas sentindo que tinha capturado a presa, era só abater e comer.
- Nossa!!!! E com essa sua pinta o senhor deveria, certamente, agradar muito o público feminino, nas noites de jantar com o comandante.
Boquiaberto, só pude responder:
- Hã? – distraído que estava de olho fixo no decote da jovem, que exibia, exuberantemente, seus lindos seios.
Ela me pegou no flagra. Eu sem graça, e ela não fez por menos!
- O senhor ficou vermelho! Ficou até mais bonito. Aliás, o senhor deveria fazer um teste na televisão.
Eu estava perplexo e apavorado, depois dos sessenta, isto acontece uma só vez antes da morte. Aquele avião pronto para decolar e eu sem condições nem mesmo de efetuar o check-in. Sim, não sabia ao certo quanto teria na conta corrente…
Quanto estaria custando um Viagra? … Onde poderia arrumar duzentão, até o dia do depósito da “viúva”? … Quanto estariam cobrando por uma suíte no motel? Será que se chamar um táxi pega bem? Comecei a suar frio.
- Eu, artista de televisão?
- Sim! O senhor lembra aquele famoso galã dos anos cinqüenta, que minha avó me mostrou na revista “Rainha do Rádio”. Ela tem verdadeira paixão por essas revistas. Adorava Marlene, Emilinha Borba… Deus nos livre de alguém mexer nas suas revistas. Ela guarda a sete chaves, com o maior carinho. O senhor é saudosista também?
- Sim! Mas, você ta me gozando. Galã dos anos cinquenta?
- Verdade… Não me lembro bem o nome, só sei que ele fazia filmes para o cinema, era muito famoso. Ma... Mário, não era. Era alguma coisa como… Ah sim, tinha dois “Z” no nome.
- Mário Gomezz (apelei)?
- Não, não era este o nome.  Ah, lembrei… Mazzaropi? Isto Mazzaropi! Mazzaropi era um galã, não era?
Nesta hora minha autoestima fez um buraco no chão e foi parar na terra do sol nascente.
Pô, quando ela disse que eu parecia galã dos anos cinquenta, pensei em Paulo Gracindo, Paulo Autran, ou algum Antônio Fagundes da vida. Mas, Mazzaropi? …PQP! Mas, até aí tudo bem, para pegar aquele avião eu ia de Mazzaropi mesmo.
O meu fabuloso programa da tarde só veio a acabar, quando ela incautamente, derrubou um livro que tinha na mão. Eu, como um verdadeiro cavalheiro, inventei de abaixar para apanhá-lo.
Só que esqueci as recomendações do meu ortopedista sobre minhas artroses e artrites, que quando eu me abaixasse, o fizesse de uma forma bem vagarosa.
Enquanto o livro descia, eu mais que depressa, inventei de pegá-lo na altura dos joelhos desnudos da jovem. Só escutei a frase dela:
-Uau! Que reflexo – você parece um garotão!
Ouvi esta frase, e mais dois sons. Um som abafado da região da minha coluna que travou no ato, e o som estridente de um prolongado peido, que além de sinalizar a frouxidão do rabo, lembrou-me da intensa dor na coluna.
E quem disse que eu conseguia endireitar o corpo, nem chamando os bombeiros.
Arcado, tentava me endireitar e peidava. Tentava, e novamente peidava. Pô, o pior, que há pouco, no almoço, tinha me empanturrado de feijão, ovos, sarapatel, sardinha, regado com molho de alho, que eu adoro. Imagina o odor?
A jovem vendo que a situação não reverteria, tirou os dois dedos que apertavam suas narinas, apanhou o celular e discou para o SAMU. Fim de um provável romance…
Você está rindo por que não foi com você!!!
Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones sem autoria definida). Está postado no blog showdocharles.

MARIDO CIUMENTO


- Querida, onde você está?
- Estou em casa, meu amor
- Certeza?
- Sim!
- Então liga o liquidificador.
- RRRRRRRRR !!!
Noutro dia:
-Querida, onde você está?
- Estou em casa, meu amor.
- Certeza?
- Sim!
- Então liga o liquidificador
- RRRRRRRRR !!!
No dia seguinte, decide ir mais cedo para casa:
- Meu filho, onde está a mamãe?
- Não sei papai, ela saiu e levou o liquidificador!
Fonte: Internet (circulando por e-mails e i-phones sem autoria definida).

sexta-feira, 14 de julho de 2017

UFC concede título de Professor Emérito a José Linhares Filho


O título que recebo me traz contentamento e incentiva-me o gosto de viver", afirmou o Prof. José Linhares Filho em trecho de seu discurso após receber o título de Professor Emérito da Universidade Federal do Ceará, em solenidade realizada na noite dessa quinta-feira (13/7/17), no auditório da Reitoria.
Em sua fala, o Prof. Custódio Almeida, Vice-Reitor no exercício da Reitoria, assegurou que a concessão da honraria era ato de reconhecimento ao "docente que ministra aulas memoráveis, o orientador sério e meticuloso, cujos ensinamentos foram repartidos entre gerações de alunos de Letras".
A Profª Odalice de Castro e Silva, escolhida para saudar o novo Professor Emérito da UFC, preferiu destacar "um pouco por experiência própria" (foi sua aluna) o muito que José Linhares Filho ofereceu à Universidade Federal do Ceará, "com sua dedicação, disciplina, na condução de aulas, palestras, conferências, no âmbito de suas atividades docentes na área de literatura portuguesa, atividades conciliadas com pesquisa, extensão, orientação e administração, conduzidas sempre de modo sério, criterioso e cortês com alunos e cooperadores".
Admitiu o Prof. José Linhares Filho que Letras foi sempre, para ele, "uma vocação inelutável." E relembrou as primeiras redações "efetivadas, espontaneamente, sobre temas figurados em decalcomania, as quais mereciam a aprovação e o incentivo dos pais, na distante infância em Lavras da Mangabeira". Confessou que sentia "mais facilidade e gosto em decorar os versos de um poema do que os números da tabuada", mas afirma reconhecer a importância e a universalidade da matemática, tanto que a ela dedicou uma ode. No entanto, assegura serem "mais essenciais e comoventes os valores da literatura, especialmente da poesia."
FORMADOR DE GERAÇÕES – Referindo-se ao homenageado, a Profª Odalice de Castro e Silva afirmou que "muito aprendemos com ele, todos os que tivemos a oportunidade de partilhar de seu vasto saber, de sua vasta cultura, da leveza e segurança com que transitava entre os saberes das humanidades, vivenciando, no cotidiano de seu compromisso de humanista, as metodologias que defendia, no sentido mais profundo do termo, como no dizer do poeta Antonio Machado, 'pelos caminhos feitos ao caminhar". O Prof. Linhares formou gerações de estudantes e pesquisadores, hoje mestres, doutores, sem jamais deixar de referir-se, com gratidão, aos seus mestres queridos, apontou.
Como para confirmar o que acabara de dizer a Profª Odalice Castro Silva, em trecho de seu discurso o Prof. Linhares citou alguns dos maiores professores do Ceará do magistério de Língua Portuguesa, de Literaturas de Língua Portuguesa, de Teoria da Literatura, de Literatura Comparada e Estilística, com os quais conviveu, "primeiro como aluno, depois como colega". E passou a enumerá-los: Moreira Campos, Artur Eduardo Benevides, Pedro Paulo Montenegro, Carlos D'Alge, José Rebouças Macambira, Antônio Pessoa Pereira, Luiz Tavares Júnior.
GRATIDÃO – O sentimento de gratidão do Prof. Linhares Filho se revelou, também, ao agradecer ao Conselho Universitário, sobretudo a seu presidente, Reitor Henry de Holanda Campos; ao Departamento de Literatura do Centro de Humanidades, e ao Conselho Departamental do Centro, por considerá-lo, em sua generosidade, digno do título outorgado. Fez um agradecimento especial à esposa, Mariazinha, e às filhas Ceiça, Mônica, Catarina e Isabel.
RECONHECIMENTO – Para o Prof. Custódio Almeida, conceder o título de Professor Emérito ao Prof. José Linhares Filho "é um preito de gratidão da Universidade", que "reconhece os méritos que sobejam em Linhares Filho, pelo vasto conhecimento amealhado na área da literatura, pelo talento como poeta e ensaísta e, acima de tudo, pela forma como se dedicou ao magistério, desde que aqui ingressou, em 1969, como professor auxiliar de ensino". Disse ainda o Prof. Custódio "que o título celebra toda uma carreira profissional dedicada a esta Casa, que Martins Filho e um punhado de bravos edificaram nos anos 50 e que chega aos nossos dias como uma grande Universidade, alinhada entre as 10 maiores e melhores do País".
POETA-PROFESSOR – "Em Linhares, se confundem o poeta, o ensaísta e o professor. Um incorpora o outro quando, em sala de aula, discorre sobre os Sermões de Vieira, o romantismo de Almeida Garret, o realismo de Eça e Antero, os heterônimos de Pessoa", ressaltou o Prof. Custódio. "Em meio à dissecação das mais belas páginas da literatura portuguesa, há sempre um interregno sentimental, um espaço para reminiscências que o levam de volta a Lavras da Mangabeira, onde veio à luz, e onde, com certeza, deita suas raízes poéticas. Este professor-poeta, ou poeta-professor – talvez não saibamos jamais onde se esconde a primazia –, é autor de uma vasta obra, com inúmeros títulos assentados nos pagos da poesia, com incontáveis ensaios críticos, peças de oratória e páginas de memória, além de quase duas dezenas de inserções em antologias".
Ao mesmo tempo, ilumina essa produção uma fortuna crítica de alto nível, que disseca o resultado da colheita em mais de quatro décadas de andanças e marinhagens no universo literário. As apreciações sobre essa obra são abundantes e brotam de algumas das fontes mais límpidas da literatura brasileira, como Carlos Drummond de Andrade, que comentou "Frutos da Noite de Trégua", confessando: "Percebe-se que o seu 'pacífico guerreiro' tem o vigor e o talento necessário para dar ao verso toda a melodia e todo o encanto verbal".
Finalizando o discurso, o Prof. Custódio Almeida declarou o orgulho que é para a UFC tê-lo em seus quadros, "por ter contribuído de uma forma notável para que a Instituição avançasse ainda mais no terreno da excelência e na seara da responsabilidade social, fazendo-se imprescindível como tradutora dos mais ricos valores da cearensidade. Daí, nosso sincero aplauso", concluiu.
SOLENIDADE – A mesa diretora que presidiu a sessão solene do Conselho Universitário para a entrega do título de Professor Emérito ao Prof. José Linhares Filho foi composta pelos professores Custódio Almeida, Odalice de Castro e Silva e Vládia Borges, diretora do Centro de Humanidades; pelo presidente de honra da Academia Cearense de Letras, Murilo Martins; e pelo tenente Alex Leal, representando a Capitania dos Portos do Ceará.
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional da UFC.

A PALAVRA DE DEUS


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Diz-se que a Bíblia é o Livro mais vendido no mundo. Todavia, não sei se é o mais lido e interpretado. Suas mensagens são profundas, exigem muita reflexão, mas quando são entendidas percebem-se as manifestações do bem e do mal, a necessidade de respeitar Deus, mediante o exemplo de Jesus Cristo, bem como a busca de uma vida saudável sem ódio e com amor. Nos 73 Livros Bíblicos (46 do Antigo Testamento e 27 do Novo) encontram-se disseminadas, para meditação, as 7 virtudes morais, sendo 3 teologais e 4 cardinais (ou cardeais), complementares, representando o Espírito Santo na vida das pessoas. Quais sejam: 1. “”, através dela os cristãos creem em Deus; 2. “Esperança”, com a graça do Espirito Santo, esperam a vida eterna no Reino de Deus e 3. “Caridade” (ou amor), ou seja, “amamos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”. Virtudes cardinais -1. “Prudência”, é a ação correta e equilibrada; 2. “Temperança”, é a moderação, o autocontrole e a renúncia; 3. “Fortaleza”, significa fazer as pessoas fortes na fé e no amor e 4. “Justiça”, possibilita, além do bem comum a dignidade humana, para que se alcance a paz interior e exterior. É importante sempre ler citações da Bíblia, principalmente quando se enfrentam momentos de dúvida, tristeza, impaciência e até mesmo de alegria. A Sagrada Escritura é a orientação para todas as pessoas em qualquer circunstancia e atividade. Ajuda, por exemplo, eliminar a inveja, a vaidade, o orgulho, a ganância, etc. e consolidar a humildade, a solidariedade e a justiça. Ler e interpretar a Bíblia, significa encontrar o caminho, a verdade e a vida.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 10/3/2017.
 

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