quinta-feira, 17 de novembro de 2022

Defesa de Tese em Saúde Coletiva (UECE) de Izautina Vasconcelos de Sousa

Aconteceu na manhã de ontem (16/11/2022), via virtual pelo Google Meet, mais uma defesa de tese do Doutorado em Saúde Coletiva do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPSAC) da UECE.

A banca examinadora, composta pelos Profs. Drs. Andrea Caprara, Patrícia Coelho de Soárez, Geziel dos Santos de Souza, Kelliane Abreu Silva, Mardênia Gomes Vasconcelos Pitombeira e Valter Cordeiro Barbosa Filho (suplente) e Waldélia Maria Santos Monteiro (suplente), aprovou a Tese “Avaliação econômica da prevenção do Aedes aegypti das abordagens eco-bio-social e tradicional em uma capital do Nordeste brasileiro”, apresentada pela doutoranda IZAUTINA VASCONCELOS DE SOUSA e orientada do Prof. Dr. Andrea Caprara e coorientada por mim. Marcelo Gurgel Carlos da Silva.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Professor do PPSAC-UECE

CARTA DE ABRAHAM LINCOLN PARA O PROFESSOR DE SEU FILHO

"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, para cada vilão há um herói, para cada egoísta, há um líder dedicado.

Ensine-o, por favor, que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-o que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada.

Ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso.

Faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.

Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.

Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.

Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho.

Ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.

Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.

Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço. Deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.

Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.

Eu sei que estou a pedir muito, mas veja o que pode fazer, caro professor.“

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones).


quarta-feira, 16 de novembro de 2022

A VIDA: O médico que somos é o melhor que podemos ser?

Por JOSE J. CAMARGO (*)

Os progressos tecnológicos experimentados pela Medicina nos últimos 50 anos foram mais expressivos do que em toda a história da humanidade. Um avanço puxando outro, acelerou de tal maneira o desenvolvimento que só não nos surpreendemos mais porque estamos indo junto com a mudança. E mais do que em qualquer outra época, o conhecimento de outras áreas foi absorvido pela Medicina, com resultados extraordinários. Quando a NASA precisou desenvolver tecnologia para acompanhar os batimentos cardíacos dos astronautas, estava, sem dar-se conta, plantando as bases do moderno monitoramento em terapia intensiva, presencial ou a distância. A descoberta do Raio Laser revolucionou uma das áreas mais fantásticas da Medicina moderna: a da imagética.

A Medicina Nuclear e a interação com a RNM permitiram o mapeamento cerebral, com a determinação precisa de cada função específica. Os transplantes, vistos como provavelmente a mais arrogante das iniciativas médicas, porque não sabendo mais o que fazer com um órgão doente, se dispôs a simplesmente trocá-lo. E o futuro próximo prevê a produção laboratorial de órgãos imunologicamente inertes, o que multiplicará os benefícios desse prodigioso avanço.

Os laboratórios de simulação, permitindo o treinamento do estudante sem o risco da iatrogenia, constituíram-se rapidamente num recurso indispensável nas melhores escolas médicas do mundo.

O desdobramento do genoma, que no futuro muito próximo permitirá prevenção, diagnóstico e tratamento da maioria das doenças, se constitui numa das áreas tão céleres do conhecimento médico e se diz que, a cada 18 meses, metade do conhecimento se renova.

Os laboratórios virtuais, com programas fantásticos, têm permitido o tratamento de problemas psiquiátricos como fobias e dores fantasmas.

Com todos estes avanços tecnológicos, temos enfrentado o constrangimento de pacientes idosos, sempre os mais carentes, falando com nostalgia dos médicos de antigamente, o que coloca, como obrigatória, a seguinte questão: assumindo que paciente infeliz significa médico equivocado, onde, nesta trajetória de tantas conquistas, nós perdemos o rumo?

Não podemos negar que a nossa atividade envolve um conflito de atitudes: de um lado, a ansiedade do paciente com psiquismo fragilizado pela doença e do outro o médico cumprindo a rotina do seu trabalho. E a rotina, como se sabe, não é o melhor estimulante das relações humanas. Para que a empatia se produza é indispensável que o médico se coloque no lugar do doente e tente pensar como um deles. Quem já esteve do outro lado descobriu na própria pele o quanto paciente precisa se sentir especial.

Por isso, muito cuidado ao se aproximarem de pacientes que sofrem, porque eles estarão com todos os sensores ligados e absolutamente intolerantes à desconsideração com seu sofrimento. Poderão esbravejar ou suportar a desconsideração, de acordo com sua humildade e subserviência, mas em nenhuma circunstância eles esquecerão. Nós, médicos, estamos desatentos aos princípios básicos da relação humana mais elementar, que só se sustentará se lá no início houver um mínimo de solenidade, que inclui, entre outros rudimentos, a preocupação com a identidade do paciente.

Considero que o médico, não importa o quanto atribulado, precisa desenvolver métodos de autoavaliação do seu trabalho. Uma forma que utilizo com frequência é perguntar àqueles que passaram por situações estressantes o que foi o mais inesquecível. Utilizem esta estratégia e vão ficar deprimidos ao constatar que muitas vezes os pacientes consideram inesquecível uma vivência que nem percebemos. Uma constatação inegável: a nossa atividade é um jogo de sedução e conquista. Sendo assim, é constrangedora a percepção de que os maiores atropelamentos afetivos têm como origem a carência de um pré-requisito básico para ser médico: gostar de gente.

Há 30 anos ser médico era certeza de afirmação profissional e pessoal, porque havia poucos médicos. Uma década depois, com o aumento de profissionais disponíveis, passou-se a exigir qualificação técnica e, por fim, com o mercado repleto de qualificados, a disponibilidade de afeto passou a ser um atributo para a seleção de médicos, sempre que nos fosse dada a chance de escolha. Todos então aprenderam que entre dois médicos igualmente treinados, sempre prevalecerá o mais afetivo.

Os profissionais que não entenderem esta obviedade estarão condenados a engrossar as fileiras do grande e triste batalhão dos “injustiçados profissionais”. Os mal humorados, os rígidos e os mal amados poderão, no máximo, ser tolerados pelos pacientes, por falta de alternativas, mas não conhecerão uma das grandes maravilhas da Medicina de qualquer época: a alegria de ser escolhido pelo paciente.

A Medicina é a arte de ouvir e ela só consegue ser praticada por quem sinta prazer em aliviar sofrimento. O professor Carlos Grossman, um emérito mestre de três gerações de clínicos gaúchos, costuma, ao listar os pré-requisitos para formação do verdadeiro médico, referir que ele precisa ter “cabeça aberta, coração generoso e a bunda. Porque, quem não tiver bunda para sentar e ouvir o que o paciente tem para dizer, devia fazer outra coisa”.

Outro conceito importante: a doença é uma abstração da realidade e ela está nos livros, nos laudos radiológicos e nos exames anatomopatológicos, e não na atitude do paciente, porque a visão da doença para o doente é a percepção do sofrimento. E como o sofrimento não é padronizado, cada pessoa tem seu jeito próprio de sofrer e o médico tem obrigação de penetrar neste sentimento. Portanto, não cometam o absurdo de antecipar o que pode acontecer de ruim. Ninguém se prepara para o sofrimento. Pelo contrário: as vítimas dessa desinteligência atroz apenas sofrem antes e mais. Desta observação se depreende que não há possibilidade de exercício médico sem sensibilidade e empatia. A incapacidade de colocar-se no lugar outro é certamente a maior exigência da atividade clínica.

É nossa responsabilidade profissional preservar a relação médico/paciente, que vem sendo progressivamente deturpada pela presença de inúmeros atravessadores, os tais auditores e gestores, que desprovidos de qualquer vínculo afetivo com o paciente, com frequência se arvoram do direito de determinar aos médicos qual a melhor estratégia para viabilizar economicamente o negócio, mesmo que as diretrizes ignorem o paciente, como se ele não fosse a razão maior de existir todo o sistema.

A relação médico/paciente deve ser vista, na sua essência, como um encontro generoso entre duas pessoas: um paciente que tem um problema que o aflige e um médico qualificado para ajudá-lo. Numa relação de confiança integral, o médico tem que passar a certeza de que saberá o que é melhor para o paciente e, quando não souber, visto que ninguém é onipotente, saberá quem saiba.

O que não podemos permitir, sob hipótese alguma, é que burocratas descomprometidos afetivamente deturpem a relação humana mais intensa e aguda que se pode estabelecer entre duas pessoas, que eram desconhecidas, até que uma delas adoeceu.

O temor da morte e a existência de alguém que possa ao menos postergá-la explica porque, mesmo com tudo o que se tem dito para depreciar a figura do médico, sempre haverá no imaginário do paciente, desarmado de toda a malícia, um lugar para a veneração respeitosa que tantas vezes beira à idolatria.

Se este sentimento puro e comovente que brota da população mais simples for acrescido de uma manifestação de igualdade, ainda haverá uma multiplicação de afetos, porque esta fusão, igualdade e generosidade, é a maior usina geradora de gratidão. E então nós, professores, precisamos definir que médicos devemos formar. E quando nos questionarem para onde vamos, devemos responder: vamos pelo caminho da competência técnica máxima, em direção à solidariedade incondicional, convencidos de que não estamos aqui para sermos meros coadjuvantes, mas sim para fazermos a diferença na vida das pessoas.

E então, para finalizar, eu tenho uma revelação aos inúmeros jovens que estão começando esta nobre caminhada, e que deverá ficar entre nós, como um segredo: QUE PROFISSÃO MARAVILHOSA ESTA EM QUE NOS METEMOS!

Mas a Medicina só se completará se for exercida no limite da paixão e entendida como um contínuo e inesgotável exercício de afeto, de solidariedade, de empatia e de compaixão.

(*) Professor de Cirurgia Torácica da UFCSPA – Porto Alegre. Pioneiro em Transplante de Pulmão na América Latina. Membro Titular da Academia Brasileira de Médicos Escritores Membro Titular da Academia Nacional de Medicina.

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones).

terça-feira, 15 de novembro de 2022

CONVITE – Lançamento de “Elóquios Acadêmicos”

A Editora da Universidade Estadual do Ceará (EdUECE), por ocasião da XIV Bienal Internacional do Livro do Ceará, convida para o lançamento do livro ELÓQUIOS ACADÊMICOS”.

A obra de autoria do Prof. Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva, produzida no formato de e-book, foi prefaciada pelo Dr. Neuzemar Gomes de Moraes, advogado, sócio efetivo do Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico) e ex-presidente da Academia Cearense de Retórica, que partiu ao encontro do Pai em 22/08/2021.

Data: 16 de novembro de 2022 (quarta-feira), às 19h, durante a “Bienal do Livro do Ceará”.

Local: Stand da EdUUECE, no Centro de Eventos do Ceará (stand 140, localizado entre a Praça Gilmar de Carvalho e lanchonete Cheia de Arte).

Profa. Cleudene Aragão

Diretora da EdUECE


PÉROLAS DE PENSAMENTOS

Por Prof. Cajuaz Filho, docente aposentado da UECE

O momento por que passa tanto o poder legislativo federal, que teima em não aceitar a cassação dos mandatos dos deputados envolvidos nos crimes do mensalão e condenados pelo Supremo Tribunal Federal, quanto o executivo cearense que, na sua prepotência e tirania, usa de todas as artimanhas e falcatruas para impedir a implantação do piso salarial dos professores das universidades estaduais cujo processo já transitado em julgado pelo mesmo Supremo Tribunal Federal e em processo de  execução pelo Tribunal do Trabalho – 7ª.Região e debocha do judiciário, querendo levá-lo, acintosamente, ao ridículo e ao descrédito da sociedade, é bastante preocupante para o estado de direito brasileiro, pois sabe-se que o Brasil é um país democrático  e a democracia tem necessidade da justiça.

Para mostrar que a sociedade não só a atual sente ,como também a de antanho sentiu, sede de justiça, fui buscar na paremiologia jurídica , entre tantos pensamentos e tantas máximas de vultos proeminentes, alguns deles que lhos trago para leitura, reflexão, paralelo com a justiça brasileira e a cearense (não deve haver esta dicotomia, pois a justiça é uma só: dá ao outro o que lhe pertence) e pedir-lhes resposta para a seguinte indagação: Por que tantos desmandos sem punição acontecem na administração da justiça praticados por aqueles que deviam, com destemor, fazê-la brilhar na sociedade? Bem-aventurados aqueles que têm fome e sede de justiça porque serão saciados. Esperamos. Ei-los:

1. O juiz não é nomeado para fazer favores com a justiça, mas para julgar segundo as leis. (Platão)

2. A justiça sem força é impotente; a força sem justiça é tirania. (Blaise Pascal)

3. Se ages contra a justiça e eu permito que assim o faças, então a injustiça é minha. (Mahatma Gandhi)

4. A primeira igualdade é a justiça. (Victor Hugo)

5. Uma coisa essencial à justiça que sem deve aos outros é fazê-la prontamente e sem adiamentos; demorá-la é injustiça. (Jean de La Bruyère)

6. A justiça não consiste em ser neutro entre o certo e o errado, mas em descobrir o certo e sustentá-lo onde quer que ele se encontre, contra o errado. (Theodore Roosevelt)

7. A base da sociedade é a justiça, o julgamento constitui a ordem da sociedade; o julgamento é a aplicação da justiça. (Aristóteles)

8. Não há ordem sem justiça. (Albert Camus)

9. O mundo precisa de justiça, não de caridade. (Mary Shelley)

10. O dever dos juízes é fazer justiça; a sua profissão, a de deferi-la. Alguns conhecem o próprio dever e desconhecem a profissão. (Jean de La Bruyère)

11. Não há ordem verdadeira sem justiça. (Roger Gard)

12. Quando o poder e o dinheiro se aliam contra o que é justo, até a justiça conspira contra a razão. (Agnaldo Cavalcanti Matias)

13. A democracia tem necessidade de justiça, enquanto a aristocracia e a monarquia podem passar sem ela. (Edgar Quinet)

14. A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos. (Winston Churchill)

15. Quem comete uma injustiça é sempre mais infeliz que o injustiçado. (Platão)

16. A justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta. (Rui Barbosa)

18. Faça-se justiça mesmo que o mundo desabe. (Sagrada Escritura)

19. A justiça tarda, mas não falha... Ou, então, você descobre que ela tarda para falhar. (Leo Cruz)

Será que os administradores da justiça brasileira assim pensam e agem desta maneira?

Agora, parodiando a Sagrada Escritura, senhores administradores da justiça, eu lhes digo: “Que a vossa justiça brilhe diante dos homens. Guardai-vos de exercê-la diante deles com o fim de serdes agradáveis aos poderosos, aos ricos e aos chefes de governo, pois, como os fariseus, não tereis parte na sociedade dos justos e, para quem crê, nem galardão junto do Pai Celeste”.

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

A CIÊNCIA ECONÔMICA, TEORIA VS. PRÁTICA

Por Pedro Jorge Ramos Vianna (*)

ciência econômica desde o seu nascedouro se utiliza de diversos instrumentos, tirados da física, da matemática (em seus diversos ramos), da estatística, da econometria, da geometria, da geografia e muitos outros, para suas análises e previsões.

Os modelos matemáticos, por exemplo, para explicar o comportamento dos sistemas econômicos, começaram a aparecer já no início do século XIX. Mas foi já quase no fim daquele século que apareceu o primeiro modelo matemático para analisar o "equilíbrio do sistema econômico". De fato, em 1874, a publicação do livro "Elementos de Economia Política Pura", de Marie-Ésprit Leon Walras, iniciou na ciência econômica o uso de modelos de equilíbrio geral.

O uso da matemática para explicar fenômenos econômicos tem sido a tônica dos "cientistas econômicos" modernos. Alguns caem no exagero de pensar que a matemática explica tudo. Esquecem que esta ciência é, apenas, um instrumento de análise.

Não existe modelo econômico-matemático que em seu bojo não contenha hipóteses sobre o comportamento não só dos agentes, como do próprio sistema econômico como um todo. Tais hipóteses nem sempre refletem a realidade a ser analisada. E é aí que o "modelo" peca.

Por outro lado, existe na ciência econômica um pressuposto básico: a ideia de que o ente econômico é racional, enquanto agente. O que nem sempre se verifica.

Também existe, nos modelos matemáticos aplicados à economia, o pressuposto do "ceteris paribus" , o que é uma tremenda condicionante.

Sobre este tema um artigo do economista Alexandre S. Cialdini publicado no O POVO de 11/08/2022, traz uma interessante discussão sobre a ciência econômica atual: o ente econômico age de maneira comportamental ou ele sempre procura o "experimento"?

Acredito que não há resposta única para tal dilema. E é interessante notar que atualmente os modelos econômicos mais sofisticados são aqueles voltados para o comportamento dos investidores.

Justamente aqueles entes econômicos que, hoje, mais afetam o comportamento de qualquer sistema econômico. Como predizer-lhes o comportamento se eles acordam sem saber o que fazer naquele dia?

Mas, há de se ter conhecimento, como o fez o Dr. Cialdini, que existem economistas que não se deixam enveredar pelo "matematicismo" enganoso, haja vista que aqueles que o utilizam o fazem para mostrar "conhecimento", não para mostrar o que realmente interessa: para onde e para quem o sistema econômico se desenvolve.

Aqui vale a pena parafrasear o Prof. Nicholas Georgescu-Rogen, um dos luminares da ciência econômica: "Quem se diz economista matemático é o acadêmico que não sabe economia para ser economista e não sabe matemática para ser matemático."

(*) Economista e professor titular aposentado da UFC

Fonte: O Povo, de 20/9/22. Opinião. p.20.

domingo, 13 de novembro de 2022

ADOLFO CAMPOS DE ARAÚJO (Biografia)

Adolfo Campos de Araújo nasceu em 20 de novembro de 1873, na cidade de Serro (MG).

Araújo estudou Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito Largo de São Francisco, consagrando-se, porém, como poeta simbolista e jornalista.

Alimentando a pretensão de montar um jornal próprio, no qual pudesse se libertar do conservadorismo de sua época, Adolfo Campos Araújo, valendo-se de seus sólidos conhecimentos de português, latim e grego, dedicou-se ao propósito.

Articulando-se com seus amigos poetas, fundou, em 1896, o jornal A Vida de Hoje. Em uma de suas colunas de prestígio, “Cemitério Gaiato”, eram apresentados versos impecáveis de crítica a personalidades e costumes da época.

Sua carreira culminou com a criação de A Gazeta, de São Paulo, um jornal diário vespertino que circulou, pela primeira vez, em 16 maio de 1906. A Gazeta surgiu com o espírito republicano, seguiu os moldes dos jornais do século XIX: poucas imagens e muito texto, trazendo, porém, seções fixas de economia, política, saúde, arte, literatura e um suplemento feminino.

Notável pelos comentários políticos, o jornal paulistano, um dos mais importantes veículos de comunicação do século XX, inovou a imprensa brasileira e a forma de se fazer jornalismo e alcançou grande sucesso nas décadas de 1930 a 1950.

Os primeiros anos do jornal ficaram marcados por crises financeiras, que caracterizavam um período de instabilidade. José Pedro Araújo, João Dente e Antônio Augusto Covello foram os protagonistas que conduziram A Gazeta e tentaram reerguê-la. Mas o difícil começo do vespertino foi apenas o impulso inicial para que, anos mais tarde, A Gazeta alcançasse seu período áureo, sob o comando do jornalista e empreendedor Cásper Líbero.

Araújo morreu, em São Paulo, no início da Primeira Guerra Mundial, em 18 de novembro de 1915.

Fontes: http://fcl.com.br/fundacao/cronologia/ e https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Gazeta_(S%C3%A3o_Paulo

http://academiaserranadeletras.com.br/images/Perfil_Patronos/Adolfo_Araujo.pdf

 

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