terça-feira, 5 de maio de 2026

CONVITE: Centenário de nascimento da Profa. Dra. Grasiela Teixeira Barroso

A Diretoria da Academia Cearense de Enfermagem (ACEn) convida para a solenidade comemorativa do Centenário de Nascimento de “Maria Grasiela Teixeira Barroso”, a patrona perpétua da ACEn.

A enfermeira e professora emérita da Universidade Federal do Ceará (UFC) Grasiela Teixeira Barroso estaria completando cem anos de idade, no corrente mês, se viva fosse.

Local: Auditório Reitor Martins Filho da Reitoria da UFC - Campus do Benfica – Fortaleza.

Data: 6 de maio de 2026 (quarta-feira) Horário: 16h.


A GOVERNANÇA DE DADOS E A PRODUTIVIDADE

Por Alexandre Sobreira Cialdini (*)

O economista Paul Krugman afirmou: "A produtividade não é tudo, mas, a longo prazo, é quase tudo". Aumentar a produtividade é essencial para alcançar empresas sustentáveis e criar empregos qualificados. Elementos fundamentais para qualquer estratégia de desenvolvimento que tenha como principal objetivo a melhoria da vida das pessoas e passam, necessariamente, por uma boa governança de dados, com cadastros confiáveis e interoperáveis. Embora a produtividade não signifique apenas trabalhar mais, mas sim criar mais valor com eficiência, ela é crucial para o crescimento sustentável e competitivo.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) demonstrou, em estudos disponíveis, que os dados dos setores público e privado têm o potencial de gerar benefícios sociais e econômicos equivalentes a um intervalo entre 1% e 2,5% do PIB. No entanto, esse resultado ainda não foi atingido devido a desafios como a falta de confiança, os interesses conflitantes entre diferentes partes interessadas e a fragilidade cadastral.

Nesse contexto, o Governo do Ceará, por meio da Secretaria do Planejamento e Gestão do Ceará (Seplag-CE), firmou um acordo de cooperação técnica com a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil para fortalecer o apoio institucional aos municípios cearenses no cumprimento de obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas.

O acordo tem como objetivo auxiliar as administrações municipais, durante as edições da Caravana Ceará um Só 2026, na correta prestação de informações ao Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhista (eSocial), além de orientar sobre procedimentos de regularização no âmbito do Programa Receita Social – Autorregularização. 

A iniciativa é mais uma conquista que pode ser creditada à importância do Programa de Governança Interfederativa Ceará um Só, realizado na gestão do governador Elmano de Freitas. O delegado da Receita Federal, Paulo Régis Paulino, ressaltou a participação do Fisco na jornada interfederativa deste ano e valorizou o ineditismo da experiência conduzida pela Secretaria.

Pelo documento, a Seplag-CE e a Escola de Gestão Pública do Ceará serão responsáveis pela articulação com os municípios, pela organização das atividades e pela disponibilização de materiais de apoio. Já a Receita Federal atuará compartilhando orientações técnicas e participando das ações conforme sua disponibilidade, sendo cada órgão responsável pelo custeio das atividades relacionadas à execução das ações. 

Trata-se de mais uma boa prática da Secretaria do Planejamento e Gestão, reconhecida por um órgão federal e disseminada para os municípios cearenses. O trabalho já teve início nas regiões do Maciço de Baturité e do Sertão de Canindé, evidenciando a importância da governança de dados para a melhoria da produtividade em todos os municípios cearenses.

(*) Mestre em Economia e doutor em Administração Pública e Secretário de Finanças e Planejamento do Eusébio-Ceará.

Fonte: O Povo, de 2/04/26. Opinião. p.19.


segunda-feira, 4 de maio de 2026

A Casa Virou História e o Amor Virou Livro

Por Raymundo Netto (*)

Quando adolescente, voltando de ônibus do colégio para casa, no caminho me deparava com uma construção de arquitetura única: a "Itapuca Villa".

Deslumbrante, triste e abandonada, ela pertenceu a uma família importante da cidade. Trazia extensa varanda de madeira no andar superior, centrada com um frontão decorado em lambrequins, com mãos francesas e treliças, tudo sustentado por vigas também de madeira robusta e rodeada por muitas portas com bandeiras envidraçadas e coloridas. Não havia um dia sequer em que eu não me sentasse à janela, ansioso para revê-la.

Ao final dos anos 1980, a casa foi aos poucos desmontada, resistindo até ser demolida no início da década de 1990. Hoje, o terreno é ocupado por uma escola assombrada por insaciáveis cupins.

Alguns anos depois, em 2004 - quando já havia trocado a minha profissão pelo cinema, quadrinhos, artes gráficas, magistério e por outras fatalidades -, decidi cumprir a ingênua promessa de escrever sobre aquele absurdo: a demolição de tamanho patrimônio.

Foi quando conheci o sr. José Américo Lopes, um homem de 90 anos, portador de memória prodigiosa. Numa tarde preguiçosa em sua casa na Barão de Aratanha, no Centro, me confidenciou ter lembranças "daquela casa". Nela, dizia, vivera uma grande história de amor. "Como assim?", perguntei, incrédulo. Sorrindo, pediu à filha, Cristina, que nos trouxesse determinada pasta com papéis. Era a tal história, só que escrita por ele mesmo: "Você gostaria de ler?" Em seguida, me falou um pouco sobre o que encontraria ali. "Você já escreveu algum livro, meu filho?", perguntou-me. "Não, eu nunca", respondi, enquanto folheava com vagar algumas páginas datilografadas por Cristina. Ela, temendo por aquele material, advertiu: "Pai, nós não temos cópia..." Ele tentou tranquilizá-la: "Filha, eu confio no moço". Na pasta, também repousavam cartas antigas. Quando as toquei, ele imediatamente as pediu: "Não vai precisar delas. Deixe-as comigo". Entreguei-lhe as cartas. Ele as acolheu com sorriso afetuoso e delicado, como quem recebe uma joia, e tirou do peito um nome sussurrado: "Olívia". Com carinho, acomodou o maço no colo e arrematou: "A história toda está aqui".

Saí de sua casa tomado de curiosidade, porém nem tanto pelo original que trazia em mãos, mas pelas cartas, aquelas as quais não pude ler. Afinal, que segredos trariam?

Na época, eu morava na Vila Doutor Alencar, um conjunto de casas geminadas no Monte Castelo, onde as crianças brincavam na estreita rua e os vizinhos, ao entardecer, colocavam as cadeiras na calçada. Ali, naquela calçada, sentei-me em minha cadeira de palhinha e pus-me a ler "Um Conto no Passado", a história de Américo Lopes: "Eu era um menino como qualquer outro que crescia, até então, em pequena cidade de ruas descalçadas, a me entreter sentado no cume de frade-de-pedra, esquecido do mundo..." Incrível, a história me envolveu de tal forma que não consegui parar até a sua última página. Nela, encontrei aquele homem ainda garoto e o acompanhei pela vida afora: os dramas, conflitos, a juventude e o primeiro amor: Olívia! E o mais interessante é que, enquanto Américo narrava a sua trajetória, revelava uma outra paixão: a sua cidade. Sim, a grande personagem do livro.

Voltei a conversar com ele e decidimos publicá-lo. Assim, por meio de um edital público, a obra "Um Conto no Passado: cadeiras na calçada" teve o seu primeiro lançamento em 2005, estando esgotada há bastante tempo.

Em 2026, passados 20 anos, a saga de Américo retorna em campanha de pré-venda, em edição comemorativa aos 300 anos de nossa Cidade. Você precisa conhecer esta que é a maior história de amor a Fortaleza de todos os tempos.

(*) Jornalista de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 23/03/26. Vida & Arte, p.2.


250 ANOS DA RIQUEZA DAS NAÇÕES

Por Lauro Chaves Neto (*)

Publicado em 1776, em meio às transformações que antecederam a Revolução Industrial, A Riqueza das Nações, de Adam Smith, marcou o nascimento da economia como campo de análise. Junto com o Capital, de Karl Marx, e a Teoria Geral, de Keynes, são três das mais importantes influências para a Economia Política.

Ao romper com o pensamento mercantilista, a obra introduziu conceitos fundamentais como divisão do trabalho, livre concorrência e o papel dos incentivos na organização dos mercados. Mais do que um tratado econômico, tratou-se de um marco intelectual que buscava compreender as fontes da prosperidade das nações.

Adam Smith não escreveu apenas sobre mercados - escreveu contra privilégios. E é justamente aí que sua obra permanece atual.

Ao proteger ineficiências, transfere-se o custo para a sociedade - seja por meio de preços mais altos, menor produtividade ou oportunidades limitadas. Trata-se de um modelo que concentra ganhos e socializa perdas, ampliando as desigualdades sociais e territoriais, contrariando frontalmente a lógica defendida por Smith.

O problema não é a existência de regras, mas a sua assimetria. Regras que deveriam nivelar o jogo acabam sendo moldadas para favorecer poucos. O resultado é um sistema que penaliza quem produz, inova e compete de fato. A competitividade, hoje, exige sustentabilidade, inovação e capacidade de adaptação.

No pensamento de Adam Smith, a atuação do Estado não é descartada, mas deve ser orientada ao interesse público!

Há uma "boa intervenção", associada à provisão de bens públicos, à garantia da justiça, da segurança e de regras claras que assegurem a concorrência. Em contraste, a "má intervenção" ocorre quando políticas públicas passam a favorecer grupos específicos, por meio de privilégios, comprometendo a livre concorrência e a alocação eficiente de recursos.

Segundo Smith, quando o Estado se afasta do seu papel de garantidor do jogo e passa a interferir de forma desigual, a mão invisível deixa de promover eficiência e passa a conviver com distorções, reduzindo produtividade e inovação, e, em última instância, o bem-estar da sociedade.

(*) Consultor, professor doutor da Uece e conselheiro do Conselho Federal de Economia.

Fonte: O Povo, de 30/03/26. Opinião. p.20.


domingo, 3 de maio de 2026

MEMORIAL CULTURAL EM ANDAMENTO

Com o artigo LAUDATE: homenagens a confrades das academias médicas do Ceará”, inserido no Jornal do Médico, 22(204): 19-20, abril de 2026, alcançamos a marca de 800 (oitocentos) trabalhos publicados em revistas, jornais e informativos.

Essa cifra, que não contempla livros e premiações culturais, corresponde a mais da metade (53,1%) da nossa produção no âmbito da cultura, que, por sua vez, já soma 1.508 títulos do nosso curriculum vitae (CV), os quais representam cerca de 25% do total de itens desse CV.

Com vistas a integrar um futuro Memorial Cultural, tais títulos observam, presentemente, em 3/05/2026, a seguinte distribuição quantificada: Artigos em Periódicos Culturais (33), Textos em Revistas, Jornais e Informativos (800), Textos em Livros (252), Apresentações, Prefácios e Posfácios de Livros (88), Discursos Proferidos ou Apenas Preparados (230), Memoriais (6), Plaquetas (20), Organização e Editoração de Livros (47) e. Participações em Eventos Literários e/ou Culturais (32).

Em tempo: esse memorial, ora em construção, enfeixará os feitos mais vinculados às instituições literárias e culturais a que pertencemos.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Editor do Blog


LAUDATE: homenagens a confrades das academias médicas do Ceará

A obra “Laudate: homenagens a confrades das academias médicas do Ceará está constituída de 30 (trinta) perfis biográficos distribuídos em quatro partes: I - Homenagens Acadêmicas; II - Homenagens a Acadêmicos Honoráveis; III - Homenagens a Novos Acadêmicos Titulares; e IV - Efemérides Acadêmicas.

A Parte I contém homenagens a cinco pediatras membros da Academia Cearense de Medicina (ACM) e/ou da Academia Cearense de Médicos Escritores (Acemes), a saber: João Valente de Miranda Leão, Raimundo Vasconcelos Arruda, Luís França Braga Ferreira, Maria dos Prazeres Ferreira Rabelo e Alberto Lima de Souza.

A Parte II presta homenagem aos quatro primeiros acadêmicos honoráveis da Acemes, por meio das biobibliografias de José Jackson Coelho Sampaio, José Mauro Mendes Gifoni, Josué Viana de Castro Filho e Lúcio Gonçalo de Alcântara.

A Parte III reproduz as biografias de 15 (quize) Membros Titulares da ACM, enumerados de 135 a 149, segundo a ordem de entrada nesse silogeu, sendo oito empossados em 2023 e sete em 2024, constantes na home page dessa arcádia, porquanto suas posses se deram após a publicação do livro “Academia Cearense de Medicina: história e membros titulares”.

Esses perfilados, segundo ordem disposta nesta edição, são os novos acadêmicos titulares: Antônio Augusto Guimarães Lima, Elizabeth de Francesco Daher, Ernani Ximenes Rodrigues, Francisco Jean Crispim Ribeiro, Francisco Sulivan Bastos Mota, Heládio Feitosa de Castro Filho, João Macedo Coelho Filho, José Lima de Carvalho Rocha, José Milton de Castro Lima, Lúcio Flávio Gonzaga Silva, Luiz Gonzaga de Moura Jr., Paulo Marcos Lopes, Pedro José Negreiros de Andrade, Raimundo José Arruda Bastos e Sílvia Maria Meira Magalhães.

Na Parte IV, como registros de efemérides acadêmicas, aparecem seis loas dirigidas, especificamente, aos confrades Maria Helena Pitombeira, Antônio Carlile Holanda Lavôr, Franscisco Flávio Leitão de Carvalho, Pedro Henrique Saraiva Leão, Vinicius Antonius de Holanda Barros Leal e João Otávio Lobo.

Essa coletânea, integrante da Coleção Antônio Justa da ACM, foi editada na forma de um e-book produzido pelo Instituto de Estudos e Pesquisas sobre o Desenvolvimento do Estado do Ceará (Inesp), sob os auspícios da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.

Ela consagra um digno reconhecimento do valor da gente cearense, ao exibir as trajetórias de vida e as qualificações de ilustres médicos, ressaltando as suas ações em prol do legado da Medicina no Ceará às gerações, presente e futuras.

Cons. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Academia Cearense de Medicina (Cad. 18)

* Publicado. In: Jornal do médico, 22(204): 19-20, abril de 2026.

Nota do Blog: Com o artigo acima, atingimos 800 (oitocentos) trabalhos publicados em revistas, jornais e informativos.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Editor do Blog


Convite: Defesa de Memorial para Ascensão a Professor Titular de Andrea Caprara


 

sábado, 2 de maio de 2026

Dados que não devemos guardar no smartphone III

4. Fotos ou vídeos muito pessoais

Se você salvou algumas fotos e vídeos muito pessoais em seu telefone, mas não deseja torná-los públicos, você provavelmente deve repensar essa decisão. Hoje em dia, as fotos e vídeos armazenados na maioria dos telefones são salvos automaticamente na nuvem e podem ser acessados por hackers. Além disso, se o telefone for perdido e cair nas mãos de alguém mal-intencionado, eles podem facilmente enviar suas fotos ou vídeos pessoais para sites de mídia social.

Obviamente, você não pode remover todas as fotos e vídeos do seu telefone. Mas seria melhor se você pudesse manter os extremamente privados guardados com segurança em um computador, pen drive ou disco rígido externo.

5. Aplicativos de fontes indesejadas

Instalar aplicativos pagos gratuitamente de fontes desconhecidas pode causar uma séria ameaça aos dados armazenados em seu telefone. Além de ser uma ação antiética, também é altamente perigoso. Você pode encontrar um aplicativo exclusivo que atenda ao seu interesse em um site não confiável, ou talvez alguém tenha enviado um aplicativo desconhecido para você via WhatsApp ... No entanto, se o equivalente não estiver disponível nas lojas de aplicativos oficiais, é melhor evitá-lo. Muitos desses aplicativos suspeitos que afirmam ser gratuitos contêm malware e podem danificar instantaneamente o seu telefone. Esses aplicativos não confiáveis podem ser bastante perturbadores e podem até mesmo direcionar a rede SIM do seu dispositivo, abusos de permissões e muito mais.

Embora a Google Play Store e a Apple App Store não sejam infalíveis, atualmente são o meio mais seguro de instalação de aplicativos disponível.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

Dados que não devemos guardar no smartphone II

2. Informações de identidade pessoal.

Você está salvando seu número de seguro social, número de carteira de motorista ou outras informações pessoais em seu telefone? Isso nunca é uma boa ideia. O principal problema com isso é o risco de vazar seus dados pessoais para ladrões ou hackers que poderiam obter acesso às suas informações confidenciais de identidade.O que você deve fazer se precisar salvar informações vitais em seu telefone por um curto período de tempo de vez em quando? Nesse cenário, basta tirar uma foto de seus cartões (ou qualquer outro documento relevante) e, em seguida, exclua a foto assim que o tempo mencionado tiver passado. Manter essas informações armazenadas em seu smartphone é simplesmente um convite ao risco.

3. Informações bancárias

Os aplicativos bancários têm sido uma bênção para muitos de nós, não é? Eles tornaram os serviços bancários extremamente convenientes para aqueles que estão sempre em movimento e para aqueles que não podem visitar os bancos pessoalmente. No entanto, apesar da oferta de aplicativos bancários de conveniência, não é aconselhável armazenar suas informações bancárias no telefone. No caso de você perder seu smartphone ou se ele for hackeado, isso pode levar a um desastre financeiro.

Seria melhor realizar suas transações bancárias em um computador que nunca sai de casa. Mas se você não pode evitar o uso de aplicativos bancários, certifique-se de nunca salvar suas senhas de login neles enquanto também desativa os recursos de login automático.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


Dados que não devemos guardar no smartphone I

Os smartphones hoje em dia vêm com uma infinidade de recursos que tornam nossa vida mais fácil. Na verdade, nossos telefones se tornaram parte de nossa identidade. Além de usá-los para fazer ligações, usamos nossos telefones para solicitar caronas, reservar jantares, consultar informações e fazer compras online, entre outras coisas. Também usamos nossos telefones para armazenar todos os tipos de dados - de informações bancárias a senhas - pois eles ajudam a tornar as coisas mais confortáveis para nós.

Existem coisas, no entanto, que você nunca deve armazenar em seu telefone celular, independentemente das inúmeras personalizações que os dispositivos iPhone ou Android oferecem. Sim, os smartphones modernos vêm com recursos de segurança aprimorados, mas um telefone pode ser roubado ou perdido a qualquer momento. Além disso, os hackers também aprimoraram suas habilidades e estão encontrando novas maneiras de colocar as mãos nos seus dados. Portanto, não é prudente salvar tudo no seu telefone apenas porque é conveniente. Aqui estão algumas coisas que você nunca deve armazenar no seu telefone celular.

1. Suas senhas

Hoje em dia, com a quantidade incontável de aplicativos e sites que usamos em nossos telefones, é quase impossível controlar as diferentes senhas que tendemos a manter para cada um deles. Portanto, é bastante tentador e conveniente salvar nossas senhas no telefone (ou tablet). No entanto, os especialistas não recomendam fazer isso. Mesmo salvá-los em notas, documentos ou por meio do preenchimento automático não é seguro.

O problema é que as notas de seus dispositivos podem fazer backup de suas informações para armazenamento em nuvem. Isso torna mais fácil para os hackers acessarem todas as suas contas e informações pessoais. Além disso, embora o preenchimento automático seja bastante útil, pois salva automaticamente suas informações pessoais e senhas para que você não precise se lembrar delas, isso também o torna arriscado. Se alguma pessoa não confiável conseguir seu telefone, ela também terá acesso às senhas que você salvou por meio do preenchimento automático.

Assim, em vez de manter uma lista de suas senhas em seu telefone, ou dependendo do preenchimento automático, você pode baixar alguns gerenciadores de senhas gratuitos como Dashlane, Keeper ou LastPass, pois eles criptografam seu banco de dados de senhas com uma única senha mestra e os mantêm seguros.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


sexta-feira, 1 de maio de 2026

Palestra da ACEMES: “Fortaleza: 300 Anos de História”

O Presidente da Academia Cearense de Médicos Escritores (ACEMES), o médico e professor Luiz Gonzaga de Moura Jr., conduziu na noite de ontem, 30 de abril de 2026 (quinra-feira), uma sessão cultural da ACEMES, em comemoração dos 300 anos de fundação da cidade de Foraleza, por meio da Palestra “Fortaleza: 300 Anos de História”.

A palestra em homenagem ao tricentenário da capital cearense foi pronunciada pelo historiador e professor Artur Bruno, ilustre consócio do Instituto do Ceará, que brindou a seleta audiência, de modo bem didático, com uma revisita geral da história do Ceará, focando mais especificamente a Fortaleza nos seus 300 anos de fundação.

Na oportunidade, dessa comemoração alusiva aos 300 anos de Fortaleza, foi apresentada e autografada a recente edição, ampliada e revisada, do livro-Breve História de Fortaleza, de autoria de Airton Farias e Artur Bruno.

O evento aconteceu no Auditório do Núcleo do Obeso do Ceará, situado na Avenida Antônio Sales, 1.540, em Fortaleza-CE, e contou com a participação de muitos acadêmicos da ACMES e de alguns convidados.

Acad. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Academia Cearense de Médicos Escritores

*Postado no Blog do Marcelo Gurgel em 1º/05/2026.


FOLCLORE POLÍTICO: Porandubas 865

 Começo com um "causo" pernambucano.

Perspectivas

Quais as perspectivas que se apresentam ao Brasil em um contexto de crise? Confesso que não sei responder. Mas uma historinha do Sebastião Nery, que nos deixou, há pouco tempo, pode ajudar a responder:

Luís Pereira, pintor de parede, dormiu com 200 votos e acordou como deputado Federal. Era suplente de Francisco Julião, líder das Ligas Camponesas, em Pernambuco, cassado pela ditadura. Chegou a Brasília de roupa nova e coração vibrando de alegria. Murilo Melo Filho melou o jogo, logo no aeroporto, com a pergunta abrupta:

- Deputado, como vai a situação?

Confuso, nervoso, surpreso, sem saber o que dizer, tascou:

- As perspectivas são piores do que as características.

Pois é, a esta altura, tem muito Luís Pereira perorando por aí...

Fonte: Gaudêncio Torquato (GT Marketing Comunicação).

https://www.migalhas.com.br/coluna/porandubas-politicas/418530/porandubas-n-865

quinta-feira, 30 de abril de 2026

VOLTAR PODE SER IR

Por Patrícia Soares de Sá Cavalcante (*)

Peguei a mesma estrada, aquela que me fez descobrir que prefiro curvas às retas. Saí no mesmo horário, ao entardecer, mas nessa viagem me afastava de Fortaleza. Iria encontrar amigas muito queridas de um clube do livro. Lá, o que lemos nos conduz ao que temos de mais íntimo. Ansiava por nossa tertúlia; dessa vez, seria na praia.

A playlist para a estrada era a do show da Marisa Monte, que aconteceria na semana seguinte. Iria com a Marina, minha filha, já com 14 anos. Um dia desses, comovia-me, a cada mamada, com os seus pezinhos apressados se afastando da minha barriga.

Ela já curte ouvir a Marisa com as amigas, mas fiquei a imaginar como seria vê-la ali, cantando comigo. Era a estreia dela. Eu voltaria, depois de tantas vezes. Lembro-me com nitidez da emoção que senti na juventude, quando a vi começar "Bem que se quis", já no final do show, e depois, ao apagar das luzes, retirar-se, deixando o público cantar o resto da música. O público cantava alto, como se pedisse um bis, mas ela não retornou.

Entre uma canção e outra da Marisa, surgiu "Oração ao tempo", na voz de Djavan. Prefiro a versão do Bituca, mas me impactou a percussão ao fundo - por um instante, lembrou batidas de um relógio. Ou do coração. No final da música, a batida vai ficando mais lenta até parar por completo.

No silêncio que me atravessou, comecei a observar, com atenção, a paisagem. Na outra viagem, o sol se punha à minha frente, a revoada cruzou o meu caminho e seguiu adiante. Agora, tudo ficava para trás. Pouco a pouco o entardecer, a revoada, iam.

O caminho sou eu. Voltar pode ser ir. A revoada foi. A música se calou. O céu alaranjado, com seus últimos raios de luz, escrevia: desistir pode ser uma das escolhas mais bonitas de uma vida.

Anoiteceu, mas ainda era dia em mim.

Na semana seguinte, estive lá. Era noite, clara pela Lua quase cheia. O show foi belíssimo, inesquecível. Foi a primeira vez que a vi cantar com uma orquestra. Foi o primeiro da Marina - e o meu com ela. Neste ano, ela já faz 15.

(*) Médica psiquiatra.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 24/03/2026. Opinião. p.18.

Defesa de Memorial para Professor Titular da Enfermagem da Uece de Thereza Moreira

Flagrante da Comissão Especial Julgadora, logo após a defesa do Memorial da enfermeira e advogada THEREZA MARIA MAGALHÃES MOREIRA. A Profa. Thereza Moreira está ladeada pelas professoras Maria Salete Bessa Jorge, Ana Luísa Brandão de Carvalho Lira, Edna Maria Camelo Chaves, à esquerda, e por Profs. Ana Fátima Carvalho Fernandes, Andrea Gomes Linard e Marcelo Gurgel Carlos da Silva, à direita.

(Foto cedida por Thereza Moreira).

Aconteceu na tarde de terça-feira (28/04/26), no auditório do Nupeinsc da Universidade Estadual do Ceará - Uece, a Defesa de Memorial, seguida da avaliação de desempenho, para a promoção funcional da referência “O” de professor associado para referência “P” da classe Titular do Grupo Ocupacional Magistério Superior-MAS, da Professor Titular do docente do Curso de Enfermagem da Uece.

A Comissão Especial Julgadora, composta pelos Profs. Drs. Marcelo Gurgel Carlos da Silva (presidente Uece), Ana Fátima Carvalho Fernandes (membro efetivo UFC), Andrea Gomes Linard (membro efetivo Unilab), Ana Luísa Brandão de Carvalho Lira (suplente externo) e Maria Salete Bessa Jorge (suplente interno), tendo por secretária a Profa. Dra. Edna Maria Camelo Chaves, aprovou o Memorial apresentado pela professora doutora THEREZA MARIA MAGALHÃES MOREIRA.

Parabéns à professora Thereza Moreira, por atingir o ápice da carreira universitária sedimentada em uma brilhante trajetória de vida, referendada por realizações pessoais e profissionais de monta, que bem refletem o seu compromisso científico e a sua louvável dedicação ao exercício da docência superior.

De igual modo, estão de parabéns a graduação em Enfermagem e os programas de pós-graduação da área da Saúde Coletiva da Uece, por terem a professora Thereza Moreira em seus quadros funcionais.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Professor do PPSAC-UECE


Por que na sexta-feira santa não há missa?

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

Num Planeta, onde todos os dias são celebradas missas, há um dia em que nenhum sacerdote pode celebrar a santa missa.

Antes de tudo, uma contextualização histórica:

Após a ceia eucarística, Jesus retira-se com seus apóstolos ao Getsêmani e, ao romper da noite, começa o seu martírio, com o beijo fatídico do apóstolo Judas Iscariotes. Jesus é levado preso, sofre humilhações, é torturado, flagelado, coroado de espinhos e, no dia seguinte, uma sexta-feira, é crucificado ao lado de dois ladrões, Gestas e Dimas.

Os Evangelistas Lucas, Mateus e Marcos atestam que uma como mortalha negra cobriu a terra: “Era quase à hora sexta e em toda a terra houve trevas até a hora nona, isto é, das 12h às 15h. Escureceu-se o sol e o véu do templo rasgou-se pelo meio”. Foi o momento da morte de Jesus.

É importante esclarecer que esse eclipse de 3 horas se deu, contrariando evidências científicas: 1) a Páscoa judaica, celebrada na lua cheia, permitiria apenas cenário de um eclipse lunar, mas não de um eclipse solar, que se dá quando a lua está na fase de lua nova, ou seja, a lua fica entre a terra e o sol; 2) A duração máxima de um eclipse solar é de 7h:31min.

Um aspecto considerável é o rasgamento, de alto a baixo, do véu do Santo dos Santos, pois, onde só podia entrar o sumo sacerdote uma vez por ano, agora é uma porta aberta a todos.

No que tange à celebração eucarística, como a Missa é a memória da morte e ressureição de Jesus, é o Sacrifício celebrado, sacramentalmente, na sexta-feira santa, a Igreja contempla o Sacrifício de Cristo, em sua realidade histórica: vivência litúrgica como acontecimento: o Cordeiro de Deus imolado por nossos pecados.

Daí que a sexta-feira santa, com a mesa sem toalha, o sacrário vazio, a matraca em lugar dos sinos, faz uma provocação espiritual: o silêncio vazio exorta-nos a refletir, a escutar e a contemplar o mistério Pascal. O silêncio do túmulo que precede a alegria da ressurreição.

A celebração litúrgica da sexta-feira santa é chamada a ‘missa dos pré-santificados’, porque não há a consagração, sendo as partículas consagradas na quinta-feira santa oferecidas para a comunhão desse dia.

Ecce lignum Crucis in quo pependit salus mundi. Venite adoremus” (Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo. Vinde, adoremos) ensina-nos a enfrentar nossas dores, sofrimentos e limitações, e a não nos acovardarmos ante a cruz.

Com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 4/04/26.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

COMEMORAÇÃO DO INSTITUTO DO CEARÁ ALUSIVA AOS 300 ANOS DE FORTALEZA

O Presidente do Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico), SERIDIÃO CORREIA MONTENEGRO, na noite de terça-feira passada (29 de abril de 2026), conduziu a solenidade comemorativa dos 300 anos de fundação Da cidade de Fortaleza.

A Mesa Diretora dos trabalhos contou, dentre outros, com as presenças do Presidente de Honra José Augusto Bezerra, do ex-presidente Lúcio Alcântara, do associado remido Miguel Ângelo (Nirez), do convidado oriundo de Sobral, o intelectual Luís Lira, da presidente da Sociedade Amigas do Livro Sra. Bernadete Bezerra, e do atual presidente Seridião Montenegro.

O elóquio em homenagem ao tricentenário da capital cearense comportou ao consócio Artur Bruno, que premiou a audiência, de forma bastante didática, com uma vista geral da história do Ceará, enfocando a Fortaleza nos seus 300 anos de fundação.

Os consócios Juarez Leitão, Marcelo Gurgel, Romeu Duarte, Henrique Braga, José Augusto Bezerra, Glória Diógenes e Nirez, com substanciais e oportunos comentários pertinentes à História de Fortaleza, enriqueceram a majestosa exposição do consociado Artur Bruno.

Na oportunidade, nessa comemoração alusiva aos 300 anos de Fortaleza, foi apresentado e autografado um livro-síntese da História de Fortaleza, de autoria de Airton Farias e Artur Bruno.

O Auditório Thomaz Pompeu Sobrinho foi abrilhantado pela larga participação de consócios do Instituto do Ceará.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Sócio do Instituto do Ceará


EUCARISTIA: Centro de nossa fé

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

A Eucaristia não é um símbolo, nem uma representação, mas a presença real de Cristo. É a atualização do sacrifício da Cruz, não uma nova imolação.

Ao celebrar a Páscoa com seus discípulos, Jesus institui a Eucaristia (cf. Mt 26,26-29; Mc 14,22-25; Lc 22,19-20) que, a partir daquele momento, assume novo sentido, no mundo cristão. A Páscoa torna-se o evento da morte e ressurreição de Jesus.

Antes da instituição da Eucaristia, Jesus faz várias afirmações conexas:

- Em João 6,48-50: “Eu sou o pão da vida. Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram. Este é o pão que desceu do céu, para que não morra todo aquele que dele comer.”

- Em João 6, 51; “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que Eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo”.

- Em João 6,53: "Jesus disse-lhes: 'Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós".

- Em João 6, 54-55: "Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia". "Pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida".

Em Jo 6, 56: "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele.”

Na Última Ceia, os Evangelhos sinóticos apresentam, com toda clareza e exatidão, o mistério da transubstanciação, transbordando amor, paz e misericórdia, convocando todos à união e perpetuando a presença de Jesus, no meio de todos nós: - Jesus, na Última Ceia, parte o pão e dá o cálice, dizendo: "Isto é o meu corpo... este é o meu sangue", estabelecendo a Nova Aliança (Mt 26, 26-28; Mc 14, 22-24; Lc 22, 19-20).

“ISTO É O MEU CORPO / ISTO É O MEU SANGUE”: o tempo verbal usado para afirmar esta realidade

* apresenta qualidade de ação durativa (τοῦτό ἐστιν τὸ σῶμά μου / τοῦτό ἐστιν τὸ αἷμά μου), ou seja, não ficou somente naquele momento e não é uma representação simbólica, mas a realidade do que se afirma.

Em seguida, ordena Jesus: - Fazei isto em memória de Mim (τοῦτο ποιεῖτε εἰς τὴν ἐμὴν ἀνάμνησιν). Este tempo ποιεῖτε está flexionado no imperativo, expressa uma ordem de uma ação que já começou.

O Papa Paulo VI, na Carta Encíclica Mysterium Fidei, de 03 de setembro de 1965, 28 comenta: “Jesus ao ordenar aos Apóstolos que fizessem o partir do pão e o beber do cálice em sua memória, deixa explícita a sua “[...] vontade de que este mistério se renovasse. Na realidade, foi o que a Igreja primitiva realizou fielmente, perseverando na doutrina dos Apóstolos e reunindo-se para celebrar o sacrifício Eucarístico.

Tomai, todos, e comei: Isto é o Meu corpo, que será entregue por vós”.

Tomai, todos, e bebei: Este é o cálice do Meu sangue, o sangue da Nova e Eterna Aliança, que será derramado por vós e por todos, para remissão dos pecados.

FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.”

FONTE:https://www.academia.edu/145023418/Sacramento_da_Eucaristia_fundamentação_bíblica_e_teológica

Uma boa sexta-feira santa, com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 3/04/26.

terça-feira, 28 de abril de 2026

Convite: Defesa de Memorial para Ascensão a Professor Titular de Thereza Moreira


 

Um trecho da história — e de um sonho que marcou gerações

Por Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho (Doutor Cabeto) (*)

Em 1º de março de 2001, inauguramos o Instituto de Ciências Médicas Paulo Marcelo Martins Rodrigues. Ali começava um sonho ousado: criar no Ceará um centro de excelência capaz de unir assistência qualificada, pesquisa, ensino e inovação. Inspirados em modelos nacionais de referência, acreditávamos que era possível transformar a realidade da saúde pública do Estado.

De início, saímos divulgando a ideia, movidos por entusiasmo e esperança. Alguns embarcaram nessa jornada comigo, mesmo diante da descrença de tantos outros. Vieram anos de trabalho intenso, de tentativas, visitas técnicas pelo Brasil, análises de modelos de financiamento e estudos sobre o que deu certo e errado em outras instituições. Aprendemos que os modelos exclusivamente públicos enfrentavam limitações, enquanto os privados nem sempre priorizavam educação e pesquisa. Foi nesse contexto que fomos construindo, pouco a pouco, o nosso caminho.

Com o apoio sensível de líderes da sociedade cearense, conseguimos transformar parte desse sonho em realidade. A obra do hospital no Porangabuçu é fruto dessa união de esforços. O prédio, ao lado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, representa mais que uma construção física: simboliza uma visão de saúde que valoriza profissionais, incentiva inovação, atrai talentos e coloca o paciente no centro, independentemente de sua condição social.

No entanto, depois de 24 anos de dedicação contínua, compreendemos que o projeto, tal como foi concebido, ainda não encontrava apoio político e institucional suficiente para se concretizar plenamente. Assim, transferimos o patrimônio para a Universidade Federal do Ceará, que de parceira passou a ser a única responsável por seguir adiante.

A continuidade da obra foi licitada há cerca de um ano. Não sabemos se o projeto físico permanecerá fiel ao original e, certamente, o modelo assistencial idealizado não será mantido. Ainda assim, sua conclusão poderá fortalecer a assistência pública, ampliar oportunidades de ensino e contribuir para a humanização do atendimento no Estado. Mesmo distante da proposta inicial, será um passo importante para o Ceará.

Encerramos, assim, um ciclo. Mas não perdemos a esperança. Acreditamos que o tempo esclarecerá nossa trajetória e, quem sabe, permitirá que os princípios que guiaram essa instituição um dia sejam retomados. A responsabilidade por esse legado não se extingue; permanece com todos nós, os teimosos que continuam acreditando.

Um dia, como diz a música, "o sertão vai virar mar".

Agradeço profundamente a todos que ajudaram a construir essa história.

(*) Médico. Professor da UFC. Ex-Secretário Estadual de Saúde do Ceará.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 21/03/2026. Opinião. p.17.


segunda-feira, 27 de abril de 2026

SAÚDE BUCAL E QUALIDADE DE VIDA

Por Davi Cunha (*)

A saúde bucal ainda é um desafio importante no Brasil, especialmente quando se observa a realidade da população idosa. Dados recentes indicam que cerca de 36,5% dos idosos brasileiros perderam todos os dentes naturais. No Ceará, esse índice é ainda mais elevado e chega a aproximadamente 45,9%, um dos maiores do país. Em Fortaleza, a situação também chama atenção: cerca de 42% das pessoas acima dos 60 anos já não possuem dentes naturais.

Embora muitas pessoas associam a perda dentária ao envelhecimento, especialistas destacam que esse processo não é inevitável. Na maior parte dos casos, a perda de dentes está relacionada a doenças bucais preveníveis, como cáries em estágio avançado e, principalmente, a periodontite, uma inflamação que afeta a gengiva e o osso responsável por sustentar os dentes.

Além de afetar a estética e a autoestima, a ausência de dentes pode trazer impactos diretos para a saúde geral. A dificuldade de mastigação costuma levar idosos a modificar a alimentação, priorizando alimentos mais macios e, muitas vezes, menos nutritivos. Esse hábito pode contribuir para quadros de desnutrição, perda de massa muscular e piora da qualidade de vida.

Outro fator comum é o uso prolongado de próteses dentárias. Embora as dentaduras representem uma solução importante para reabilitação bucal, quando utilizadas por muitos anos podem contribuir para a reabsorção do osso da mandíbula e da maxila, o que pode dificultar tratamentos futuros.

Alguns cuidados simples ajudam a preservar a saúde bucal ao longo da vida. A higiene adequada dos dentes e das próteses, o uso regular do fio dental e as consultas periódicas ao dentista são medidas fundamentais para prevenir doenças bucais.

Na terceira idade, também é importante estar atento à chamada boca seca, condição comum em pessoas que utilizam medicamentos para hipertensão, diabetes e outras doenças crônicas. A redução da saliva aumenta o risco de cáries e infecções, exigindo acompanhamento profissional.

Outro ponto de atenção são feridas ou manchas na boca que não cicatrizam em até 15 dias. Nesses casos, a avaliação de um dentista é fundamental para descartar problemas mais graves.

Mais do que tratar dores ou problemas já instalados, o cuidado com a saúde bucal deve fazer parte da rotina ao longo de toda a vida. A prevenção continua sendo o caminho mais eficaz para garantir que mais pessoas envelheçam com saúde, autonomia e qualidade de vida.

(*) Cirurgião-dentista.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 20/03/2026. Opinião. p.16.

 

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