quinta-feira, 30 de abril de 2026

VOLTAR PODE SER IR

Por Patrícia Soares de Sá Cavalcante (*)

Peguei a mesma estrada, aquela que me fez descobrir que prefiro curvas às retas. Saí no mesmo horário, ao entardecer, mas nessa viagem me afastava de Fortaleza. Iria encontrar amigas muito queridas de um clube do livro. Lá, o que lemos nos conduz ao que temos de mais íntimo. Ansiava por nossa tertúlia; dessa vez, seria na praia.

A playlist para a estrada era a do show da Marisa Monte, que aconteceria na semana seguinte. Iria com a Marina, minha filha, já com 14 anos. Um dia desses, comovia-me, a cada mamada, com os seus pezinhos apressados se afastando da minha barriga.

Ela já curte ouvir a Marisa com as amigas, mas fiquei a imaginar como seria vê-la ali, cantando comigo. Era a estreia dela. Eu voltaria, depois de tantas vezes. Lembro-me com nitidez da emoção que senti na juventude, quando a vi começar "Bem que se quis", já no final do show, e depois, ao apagar das luzes, retirar-se, deixando o público cantar o resto da música. O público cantava alto, como se pedisse um bis, mas ela não retornou.

Entre uma canção e outra da Marisa, surgiu "Oração ao tempo", na voz de Djavan. Prefiro a versão do Bituca, mas me impactou a percussão ao fundo - por um instante, lembrou batidas de um relógio. Ou do coração. No final da música, a batida vai ficando mais lenta até parar por completo.

No silêncio que me atravessou, comecei a observar, com atenção, a paisagem. Na outra viagem, o sol se punha à minha frente, a revoada cruzou o meu caminho e seguiu adiante. Agora, tudo ficava para trás. Pouco a pouco o entardecer, a revoada, iam.

O caminho sou eu. Voltar pode ser ir. A revoada foi. A música se calou. O céu alaranjado, com seus últimos raios de luz, escrevia: desistir pode ser uma das escolhas mais bonitas de uma vida.

Anoiteceu, mas ainda era dia em mim.

Na semana seguinte, estive lá. Era noite, clara pela Lua quase cheia. O show foi belíssimo, inesquecível. Foi a primeira vez que a vi cantar com uma orquestra. Foi o primeiro da Marina - e o meu com ela. Neste ano, ela já faz 15.

(*) Médica psiquiatra.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 24/03/2026. Opinião. p.18.

Defesa de Memorial para Professor Titular da Enfermagem da Uece de Thereza Moreira

Flagrante da Comissão Especial Julgadora, logo após a defesa do Memorial da enfermeira e advogada THEREZA MARIA MAGALHÃES MOREIRA. A Profa. Thereza Moreira está ladeada pelas professoras Maria Salete Bessa Jorge, Ana Luísa Brandão de Carvalho Lira, Edna Maria Camelo Chaves, à esquerda, e por Profs. Ana Fátima Carvalho Fernandes, Andrea Gomes Linard e Marcelo Gurgel Carlos da Silva, à direita.

(Foto cedida por Thereza Moreira).

Aconteceu na tarde de terça-feira (28/04/26), no auditório do Nupeinsc da Universidade Estadual do Ceará - Uece, a Defesa de Memorial, seguida da avaliação de desempenho, para a promoção funcional da referência “O” de professor associado para referência “P” da classe Titular do Grupo Ocupacional Magistério Superior-MAS, da Professor Titular do docente do Curso de Enfermagem da Uece.

A Comissão Especial Julgadora, composta pelos Profs. Drs. Marcelo Gurgel Carlos da Silva (presidente Uece), Ana Fátima Carvalho Fernandes (membro efetivo UFC), Andrea Gomes Linard (membro efetivo Unilab), Ana Luísa Brandão de Carvalho Lira (suplente externo) e Maria Salete Bessa Jorge (suplente interno), tendo por secretária a Profa. Dra. Edna Maria Camelo Chaves, aprovou o Memorial apresentado pela professora doutora THEREZA MARIA MAGALHÃES MOREIRA.

Parabéns à professora Thereza Moreira, por atingir o ápice da carreira universitária sedimentada em uma brilhante trajetória de vida, referendada por realizações pessoais e profissionais de monta, que bem refletem o seu compromisso científico e a sua louvável dedicação ao exercício da docência superior.

De igual modo, estão de parabéns a graduação em Enfermagem e os programas de pós-graduação da área da Saúde Coletiva da Uece, por terem a professora Thereza Moreira em seus quadros funcionais.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Professor do PPSAC-UECE


Por que na sexta-feira santa não há missa?

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

Num Planeta, onde todos os dias são celebradas missas, há um dia em que nenhum sacerdote pode celebrar a santa missa.

Antes de tudo, uma contextualização histórica:

Após a ceia eucarística, Jesus retira-se com seus apóstolos ao Getsêmani e, ao romper da noite, começa o seu martírio, com o beijo fatídico do apóstolo Judas Iscariotes. Jesus é levado preso, sofre humilhações, é torturado, flagelado, coroado de espinhos e, no dia seguinte, uma sexta-feira, é crucificado ao lado de dois ladrões, Gestas e Dimas.

Os Evangelistas Lucas, Mateus e Marcos atestam que uma como mortalha negra cobriu a terra: “Era quase à hora sexta e em toda a terra houve trevas até a hora nona, isto é, das 12h às 15h. Escureceu-se o sol e o véu do templo rasgou-se pelo meio”. Foi o momento da morte de Jesus.

É importante esclarecer que esse eclipse de 3 horas se deu, contrariando evidências científicas: 1) a Páscoa judaica, celebrada na lua cheia, permitiria apenas cenário de um eclipse lunar, mas não de um eclipse solar, que se dá quando a lua está na fase de lua nova, ou seja, a lua fica entre a terra e o sol; 2) A duração máxima de um eclipse solar é de 7h:31min.

Um aspecto considerável é o rasgamento, de alto a baixo, do véu do Santo dos Santos, pois, onde só podia entrar o sumo sacerdote uma vez por ano, agora é uma porta aberta a todos.

No que tange à celebração eucarística, como a Missa é a memória da morte e ressureição de Jesus, é o Sacrifício celebrado, sacramentalmente, na sexta-feira santa, a Igreja contempla o Sacrifício de Cristo, em sua realidade histórica: vivência litúrgica como acontecimento: o Cordeiro de Deus imolado por nossos pecados.

Daí que a sexta-feira santa, com a mesa sem toalha, o sacrário vazio, a matraca em lugar dos sinos, faz uma provocação espiritual: o silêncio vazio exorta-nos a refletir, a escutar e a contemplar o mistério Pascal. O silêncio do túmulo que precede a alegria da ressurreição.

A celebração litúrgica da sexta-feira santa é chamada a ‘missa dos pré-santificados’, porque não há a consagração, sendo as partículas consagradas na quinta-feira santa oferecidas para a comunhão desse dia.

Ecce lignum Crucis in quo pependit salus mundi. Venite adoremus” (Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo. Vinde, adoremos) ensina-nos a enfrentar nossas dores, sofrimentos e limitações, e a não nos acovardarmos ante a cruz.

Com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 4/04/26.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

COMEMORAÇÃO DO INSTITUTO DO CEARÁ ALUSIVA AOS 300 ANOS DE FORTALEZA

O Presidente do Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico), SERIDIÃO CORREIA MONTENEGRO, na noite de terça-feira passada (29 de abril de 2026), conduziu a solenidade comemorativa dos 300 anos de fundação Da cidade de Fortaleza.

A Mesa Diretora dos trabalhos contou, dentre outros, com as presenças do Presidente de Honra José Augusto Bezerra, do ex-presidente Lúcio Alcântara, do associado remido Miguel Ângelo (Nirez), do convidado oriundo de Sobral, o intelectual Luís Lira, da presidente da Sociedade Amigas do Livro Sra. Bernadete Bezerra, e do atual presidente Seridião Montenegro.

O elóquio em homenagem ao tricentenário da capital cearense comportou ao consócio Artur Bruno, que premiou a audiência, de forma bastante didática, com uma vista geral da história do Ceará, enfocando a Fortaleza nos seus 300 anos de fundação.

Os consócios Juarez Leitão, Marcelo Gurgel, Romeu Duarte, Henrique Braga, José Augusto Bezerra, Glória Diógenes e Nirez, com substanciais e oportunos comentários pertinentes à História de Fortaleza, enriqueceram a majestosa exposição do consociado Artur Bruno.

Na oportunidade, nessa comemoração alusiva aos 300 anos de Fortaleza, foi apresentado e autografado um livro-síntese da História de Fortaleza, de autoria de Airton Farias e Artur Bruno.

O Auditório Thomaz Pompeu Sobrinho foi abrilhantado pela larga participação de consócios do Instituto do Ceará.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Sócio do Instituto do Ceará


EUCARISTIA: Centro de nossa fé

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

A Eucaristia não é um símbolo, nem uma representação, mas a presença real de Cristo. É a atualização do sacrifício da Cruz, não uma nova imolação.

Ao celebrar a Páscoa com seus discípulos, Jesus institui a Eucaristia (cf. Mt 26,26-29; Mc 14,22-25; Lc 22,19-20) que, a partir daquele momento, assume novo sentido, no mundo cristão. A Páscoa torna-se o evento da morte e ressurreição de Jesus.

Antes da instituição da Eucaristia, Jesus faz várias afirmações conexas:

- Em João 6,48-50: “Eu sou o pão da vida. Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram. Este é o pão que desceu do céu, para que não morra todo aquele que dele comer.”

- Em João 6, 51; “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que Eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo”.

- Em João 6,53: "Jesus disse-lhes: 'Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós".

- Em João 6, 54-55: "Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia". "Pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida".

Em Jo 6, 56: "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele.”

Na Última Ceia, os Evangelhos sinóticos apresentam, com toda clareza e exatidão, o mistério da transubstanciação, transbordando amor, paz e misericórdia, convocando todos à união e perpetuando a presença de Jesus, no meio de todos nós: - Jesus, na Última Ceia, parte o pão e dá o cálice, dizendo: "Isto é o meu corpo... este é o meu sangue", estabelecendo a Nova Aliança (Mt 26, 26-28; Mc 14, 22-24; Lc 22, 19-20).

“ISTO É O MEU CORPO / ISTO É O MEU SANGUE”: o tempo verbal usado para afirmar esta realidade

* apresenta qualidade de ação durativa (τοῦτό ἐστιν τὸ σῶμά μου / τοῦτό ἐστιν τὸ αἷμά μου), ou seja, não ficou somente naquele momento e não é uma representação simbólica, mas a realidade do que se afirma.

Em seguida, ordena Jesus: - Fazei isto em memória de Mim (τοῦτο ποιεῖτε εἰς τὴν ἐμὴν ἀνάμνησιν). Este tempo ποιεῖτε está flexionado no imperativo, expressa uma ordem de uma ação que já começou.

O Papa Paulo VI, na Carta Encíclica Mysterium Fidei, de 03 de setembro de 1965, 28 comenta: “Jesus ao ordenar aos Apóstolos que fizessem o partir do pão e o beber do cálice em sua memória, deixa explícita a sua “[...] vontade de que este mistério se renovasse. Na realidade, foi o que a Igreja primitiva realizou fielmente, perseverando na doutrina dos Apóstolos e reunindo-se para celebrar o sacrifício Eucarístico.

Tomai, todos, e comei: Isto é o Meu corpo, que será entregue por vós”.

Tomai, todos, e bebei: Este é o cálice do Meu sangue, o sangue da Nova e Eterna Aliança, que será derramado por vós e por todos, para remissão dos pecados.

FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.”

FONTE:https://www.academia.edu/145023418/Sacramento_da_Eucaristia_fundamentação_bíblica_e_teológica

Uma boa sexta-feira santa, com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 3/04/26.

terça-feira, 28 de abril de 2026

Convite: Defesa de Memorial para Ascensão a Professor Titular de Thereza Moreira


 

Um trecho da história — e de um sonho que marcou gerações

Por Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho (Doutor Cabeto) (*)

Em 1º de março de 2001, inauguramos o Instituto de Ciências Médicas Paulo Marcelo Martins Rodrigues. Ali começava um sonho ousado: criar no Ceará um centro de excelência capaz de unir assistência qualificada, pesquisa, ensino e inovação. Inspirados em modelos nacionais de referência, acreditávamos que era possível transformar a realidade da saúde pública do Estado.

De início, saímos divulgando a ideia, movidos por entusiasmo e esperança. Alguns embarcaram nessa jornada comigo, mesmo diante da descrença de tantos outros. Vieram anos de trabalho intenso, de tentativas, visitas técnicas pelo Brasil, análises de modelos de financiamento e estudos sobre o que deu certo e errado em outras instituições. Aprendemos que os modelos exclusivamente públicos enfrentavam limitações, enquanto os privados nem sempre priorizavam educação e pesquisa. Foi nesse contexto que fomos construindo, pouco a pouco, o nosso caminho.

Com o apoio sensível de líderes da sociedade cearense, conseguimos transformar parte desse sonho em realidade. A obra do hospital no Porangabuçu é fruto dessa união de esforços. O prédio, ao lado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, representa mais que uma construção física: simboliza uma visão de saúde que valoriza profissionais, incentiva inovação, atrai talentos e coloca o paciente no centro, independentemente de sua condição social.

No entanto, depois de 24 anos de dedicação contínua, compreendemos que o projeto, tal como foi concebido, ainda não encontrava apoio político e institucional suficiente para se concretizar plenamente. Assim, transferimos o patrimônio para a Universidade Federal do Ceará, que de parceira passou a ser a única responsável por seguir adiante.

A continuidade da obra foi licitada há cerca de um ano. Não sabemos se o projeto físico permanecerá fiel ao original e, certamente, o modelo assistencial idealizado não será mantido. Ainda assim, sua conclusão poderá fortalecer a assistência pública, ampliar oportunidades de ensino e contribuir para a humanização do atendimento no Estado. Mesmo distante da proposta inicial, será um passo importante para o Ceará.

Encerramos, assim, um ciclo. Mas não perdemos a esperança. Acreditamos que o tempo esclarecerá nossa trajetória e, quem sabe, permitirá que os princípios que guiaram essa instituição um dia sejam retomados. A responsabilidade por esse legado não se extingue; permanece com todos nós, os teimosos que continuam acreditando.

Um dia, como diz a música, "o sertão vai virar mar".

Agradeço profundamente a todos que ajudaram a construir essa história.

(*) Médico. Professor da UFC. Ex-Secretário Estadual de Saúde do Ceará.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 21/03/2026. Opinião. p.17.


segunda-feira, 27 de abril de 2026

SAÚDE BUCAL E QUALIDADE DE VIDA

Por Davi Cunha (*)

A saúde bucal ainda é um desafio importante no Brasil, especialmente quando se observa a realidade da população idosa. Dados recentes indicam que cerca de 36,5% dos idosos brasileiros perderam todos os dentes naturais. No Ceará, esse índice é ainda mais elevado e chega a aproximadamente 45,9%, um dos maiores do país. Em Fortaleza, a situação também chama atenção: cerca de 42% das pessoas acima dos 60 anos já não possuem dentes naturais.

Embora muitas pessoas associam a perda dentária ao envelhecimento, especialistas destacam que esse processo não é inevitável. Na maior parte dos casos, a perda de dentes está relacionada a doenças bucais preveníveis, como cáries em estágio avançado e, principalmente, a periodontite, uma inflamação que afeta a gengiva e o osso responsável por sustentar os dentes.

Além de afetar a estética e a autoestima, a ausência de dentes pode trazer impactos diretos para a saúde geral. A dificuldade de mastigação costuma levar idosos a modificar a alimentação, priorizando alimentos mais macios e, muitas vezes, menos nutritivos. Esse hábito pode contribuir para quadros de desnutrição, perda de massa muscular e piora da qualidade de vida.

Outro fator comum é o uso prolongado de próteses dentárias. Embora as dentaduras representem uma solução importante para reabilitação bucal, quando utilizadas por muitos anos podem contribuir para a reabsorção do osso da mandíbula e da maxila, o que pode dificultar tratamentos futuros.

Alguns cuidados simples ajudam a preservar a saúde bucal ao longo da vida. A higiene adequada dos dentes e das próteses, o uso regular do fio dental e as consultas periódicas ao dentista são medidas fundamentais para prevenir doenças bucais.

Na terceira idade, também é importante estar atento à chamada boca seca, condição comum em pessoas que utilizam medicamentos para hipertensão, diabetes e outras doenças crônicas. A redução da saliva aumenta o risco de cáries e infecções, exigindo acompanhamento profissional.

Outro ponto de atenção são feridas ou manchas na boca que não cicatrizam em até 15 dias. Nesses casos, a avaliação de um dentista é fundamental para descartar problemas mais graves.

Mais do que tratar dores ou problemas já instalados, o cuidado com a saúde bucal deve fazer parte da rotina ao longo de toda a vida. A prevenção continua sendo o caminho mais eficaz para garantir que mais pessoas envelheçam com saúde, autonomia e qualidade de vida.

(*) Cirurgião-dentista.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 20/03/2026. Opinião. p.16.

domingo, 26 de abril de 2026

O HOMEM NO PARQUE!

Um homem de oitenta e quatro anos de idade estava sentado em um banco do parque chorando sem parar, quando um jovem passa por ele e pergunta o que está errado. Com lágrimas no rosto, o velho responde:

"Eu estou apaixonado por uma mulher de 22 anos de idade".

"Ah, tudo bem, mas qual seria o problema a respeito disso?", diz o jovem.

Em soluços, o senhor responde:

"Você não me entende, antes de ir trabalhar, fazemos amor todos os dias e também na hora do almoço. Quando ela chega em casa do trabalho, fazemos amor novamente e, em seguida, ela prepara a minha refeição favorita para, depois do jantar, repetirmos tudo de novo na cama. Quando eu preciso de alguma coisa, ela sempre está disponível e corre para casa e me faz o que eu quero, sempre querendo me agradar de maneiras inimagináveis. Essa mulher é a melhor coisa que um homem como eu poderia desejar!" O homem cai em lágrimas e não é mais capaz de falar.

O jovem coloca o braço em volta dele e fala:

"Eu não entendo. Parece que o senhor tem um relacionamento perfeito! Então, por que está sentado aqui neste parque chorando?"

O homem responde, com lágrimas no rosto: "Eu não consigo me lembrar onde moro!"

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


O COMPUTADOR MAIS EXATO DO MUNDO

Um dia, Pedro queixou-se ao seu amigo: "Tenho tido muitas dores de cabeça. Acho que vou ao médico". Seu amigo disse: "Não faça isso. Há um computador na farmácia que pode diagnosticar qualquer coisa e é mais rápido e mais barato que um médico. Basta dizer qual o problema, colocar uma amostra da sua urina, e o computador faz o diagnóstico e diz o que você deve fazer. E só custa R$ 20,00."

Pedro não tinha nada a perder, então encheu um frasco com sua urina e foi até a farmácia. Encontrou o computador, colocou dentro a amostra e depositou os R$ 20,00.

O computador começou a fazer ruídos e várias luzes começaram a piscar. Após uma breve pausa, sai do computador um pequeno pedaço de papel que dizia:

'Você tem enxaqueca. Você precisa cuidar melhor de si mesmo. Descanse mais, beba muita água e evite luzes fortes, estresse e tensão. Volte aqui em duas semanas.'

Durante as duas semanas seguintes, Pedro pensou sobre como era incrível esta nova tecnologia e como ela iria mudar para sempre o curso da medicina, mas começou a se perguntar se o computador poderia ser enganado. Ele decidiu tentar algo diferente: misturou água da torneira, uma amostra de fezes do seu cão, e amostras de urina de sua esposa e filha. Para confundir ainda mais o computador, ainda acrescentou um pouco de óleo do seu carro.

Ele voltou para a farmácia, localizou o computador, colocou a amostra dentro e depositou os R$ 20,00. Mais uma vez, disse ao computador que sofria de dores de cabeça. Pedro aguardou com curiosidade para ver o que o computador iria dizer sobre a estranha mistura. A máquina novamente fez os ruídos habituais, luzes piscavam, até que saiu a seguinte análise:

A água da sua torneira tem muito cloro.

O seu cachorro está com micose.

Sua filha adolescente está grávida.

Sua esposa teve cinco amantes diferentes nos últimos seis meses.

Além disso, seu carro precisa de um novo radiador.

E você ainda não entende por que tem tanta dor de cabeça?

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sábado, 25 de abril de 2026

UMA VELHINHA COM O OLHO ROXO...

Duas amigas bem velhinhas, ambas na terceira idade, se encontraram na praça da cidade para conversar. Com o avanço dos anos, uma delas, Madalena, já estava fazendo algumas confusões. Coisas da idade. E eis que, nesse encontro, ela aparece com o olho roxo. Sua amiga Sueli fica espantada:

— Madalena, minha amiga! O que é esse olho roxo? O que foi que aconteceu? Não vai me dizer que seu marido...

— Não, não, amiga. Meu marido é um santo!

— Então por que esse olho roxo?

— É o cafezinho que me deixa assim... Sueli não entende nada.

— O cafezinho? Como assim?

E Madalena explica:

— Todas as vezes que vou tomar um café eu fico com o olho roxo.

Sueli fica mais confusa ainda. E pergunta:

— Mas você foi ao médico para ver por que isso acontece?

— Sim, fui sim.

— E o que ele falou? É um tipo de alergia?

— Não, só me disse para tomar mais cuidado.

Aí Sueli se confunde por completo e diz:

— Não consigo mais entender, minha amiga. Que tipo de cuidado?

E Madalena responde:

— Ele me disse: Dona Madalena, toda vez que a senhora for tomar um café, tente não esquecer de tirar a colher da xícara!

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

O FANTASMA NO ESCRITÓRIO

Marcelo chega ao escritório de manhã. Ele mal senta na cadeira e seu chefe já vem atrás. No entanto, o chefe faz uma pergunta bastante estranha...

— Bom dia, Marcelo. Deixe-me perguntar: você acredita em vida após a morte?

Ele não entende nada da pergunta, mas responde:

— Ah, chefe, eu não acredito nisso não.

— E por que você não acredita? Marcelo fica com a pulga atrás da orelha, mas não contesta o chefe.

— Ah, para mim se a pessoa morreu, morreu e acabou, chefe. Não existe prova nenhuma para isso. Ninguém nunca voltou do outro lado depois de morto. Pelo menos eu nunca vi!

O chefe responde:

 — É mesmo? Pois você está enganado. Agora essa prova existe! Marcelo arregalou os olhos e ficou com medo também.

— Existe?!

— Sim, existe. A prova apareceu ontem aqui no escritório. Marcelo ficou gelado e começou olhar para os lados. Será que ali haviam mesmo fantasmas?

— E... e... que prova é essa, chefe?

— Ontem, quando você saiu mais cedo para ir ao velório do seu tio... Ele veio aqui te procurar!

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


CONVITE: Celebração Eucarística da SMSL - Abril/2026

 

A Diretoria da SOCIEDADE MÉDICA SÃO LUCAS (SMSL) convida a todos para participarem da Celebração Eucarística do mês de abril/2026, que será realizada HOJE (25/04/2026), às 19h, na Igreja de N. Sra. das Graças, do Hospital Geral do Exército, situado na Av. Des. Moreira, 1.500 – Aldeota, Fortaleza-CE.

CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!

MUITO OBRIGADO!

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Sociedade Médica São Lucas


sexta-feira, 24 de abril de 2026

Crônica: “Aplicando um ‘aí dentro!’ no centro de Londres” ... e outros causos

Aplicando um ‘aí dentro!’ no centro de Londres

Das Chagas e Tabosa, compadres hoje aposentados, amigos do Colégio 7 de Setembro - tempos do Dr. Edilson Soares Brasil. Solângela, filha primeira de Das Chagas, orgulho do pai, casou-se faz já algum tempo e mora na capital da Inglaterra, para onde foi o pai, "mês trasado", a convite dela, para "beber o mijo" de Chagas Neto nascido há pouco.

- Vem, pai! Aqui é maior que o Pacoti! Tem até pizza!

Das Chagas foi, e deu o maior ponto. Porém, teve um porém - conforme consta do áudio que enviou pra Tabosa ainda em solo europeu, a mim encaminhado só pra eu me abrir da marmota.

- Macho, a Sol me levou pra conhecer a torre dum tal relógio do Big 'Bento' e eu quase saio no tabefe com um brancão lá, caba escovado, metido a mudo, se fazendo de estauta. Pensou que me enganava! Enquanto Solângela foi pegar uma água mineral - peste de cidade quente aquela, eu futurei falar com um soldado do chapéu preto bem grande, que parece uma casa de cupim, peluda. O samango véi num se bole, num faz pantim... Eu dou por vista se der uma coceira nos ovos, quem é que vem coçar por ele?"

Das Chagas continua empolgado o recado gravado, passando pros finalmente de um relato empolgado que, confesso, por pouco não causaria um embaraço diplomático entre o Brasil e o país da finada rainha Elizabeth.

- Macho, como a gente aqui no Ceará é muito dada, eu sapequei um 'rauáriu!!!' na cara dele e tu me acredite que ele nem piscou os ói!?! 'Rauariei' umas cinco vezes na cara dele e nada. Antes que Sol chegasse com a água, me enfezei e sabe o que eu falei pra ele? Aí dentro, nessa loca de jumento!

E finalizou o áudio:

- Ele só não deu uma carreira em mim porque a espingarda era muito pesada!...

Histórias de Dedé Odrin

Nosso vetusto fabricante de veneno pra rato me mandou essas três historinhas:

1 - Arrumei uma criatura acolá e a mulher descobriu. Cheguei em casa cheirando a Charisma e ela veio esparrar:

- Raparigando de novo, né seu Dedé!?!

- Minha filha, aguente que é só uma fase!

2 - Dona Jarina, a tal mulher de Dedé, não tinha nome pra botar no menino dela que acabará se nascer, tem uns 20 anos isso, e um amigo do casal, o Carlos Panariço, sugeriu:

- Conheço um doído em Quixadá que se chama Alfredo... Bota esse nome no menino de vocês!

- Alfredo, Alfredo... Belo nome! - defendeu Dedé.

E botaram o nome do menino de Alfredo. Hoje com 45 anos, gordo e corado.

3 - Tem gente que faz análise para não ficar doido. E eu quero um doutor desses pra ficar mental do juízo. Tô muito certim da cabeça, pro meu gosto!

Cearensês novíssimo

- A três por dois mil - Muito, demais - gente, coisa.

- Acender vela pra defunto ruim - Coisa mais sem futuro do mundo - perder tempo com o que (quem) não presta.

- Acordei de manhã, o canto mais limpo!!! - Acordei, que cacei o cachorro, o bicho tinha ido embora, com coleira e tudo!

- Agora deu!!! - Agora pronto! Marrapaz, num tô dizendo mesmo! Interjeição de espanto que equivale a "nossa!", "arre égua!"

Fonte: O POVO, de 27/03/2026. Coluna “Crônicas”, de Tarcísio Matos. p.2.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

ESCOLAS: espaços de proteção e aprendizagem

Por Sofia Lerche Vieira (*)

Pesquisa recente financiada pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), sob nossa coordenação, focalizou desafios da política educacional na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). O estudo detectou que a presença de facções criminosas em diversos municípios impacta escolas, famílias e comunidades, gerando medo e até suspensão de aulas.

O poder público tem buscado respostas para enfrentar tal situação, mediante ações de órgãos de Educação, Segurança Pública, Assistência Social e do Justiça, buscando também coordenar esforços intersetoriais.

As secretarias de Educação têm adotado medidas como reforço da vigilância em imediações de escolas, reorganização de horários e rotas de transporte seguro para estudantes, e ações pedagógicas e socioemocionais visando aumentar a resiliência dos alunos.

Iniciativas voltadas para a segurança escolar existem tanto no âmbito estadual quanto municipal. Em Fortaleza, por exemplo, a Guarda Comunitária Escolar (GCE) realiza patrulhamento preventivo e contínuo em mais de 650 escolas, CEIs e creches, acompanhando alunos e professores na entrada e saída das escolas.

Apesar dos esforços, desafios persistem. Políticas setoriais esbarram em limitações de recursos, dificuldades de articulação interinstitucional e na própria desigualdade territorial na região, repercutindo sobre o acesso das comunidades a programas de prevenção e apoio. A rotatividade de profissionais, a escassez de infraestrutura adequada e a incapacidade de implementação uniforme de programas educativos agravam essas dificuldades.

Para familiares e educadores, a sensação de insegurança continua sendo um obstáculo cotidiano, e as respostas encontradas têm sido insuficientes para confrontar problemas complexos que atravessam a vida escolar e social dos jovens. É urgente e necessário fortalecer a presença do Estado nas comunidades, mediante esforços institucionais coordenados. Ações dessa natureza reduzem riscos imediatos, reafirmando a escola e o território como espaços de proteção, aprendizagem e futuro, e não de medo e abandono.

(*) Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Uece e consultora da FGV-RJ.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 23/03/26. Opinião. p.20.

O feminino na irmandade da Santa Casa

Por Vladimir Spinelli Chagas (*)

Em 14 de março, ao completar seus 165 anos de existência, a Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza já tinha decidido, por aclamação da Assembleia Geral Ordinária, escolher a primeira mulher para ocupar a Provedoria da instituição, no triênio 2026-2029.

Destacamos essa característica de pioneirismo da Irmandade: na radiologia, obstetrícia, tratamento da tuberculose, serviço de urgência, além do apoio à Faculdade de Medicina do Ceará e ao Curso de Enfermagem das Vicentinas.

Historicamente, as mulheres estiveram presentes nessa história, seja pela figura da Rainha Dona Leonor de Viseu que, em Portugal, criou a primeira Santa Casa, seja aqui pelas Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo (Irmãs Vicentinas), esteio do atendimento humanizado direto aos pacientes da Santa Casa, desde 1861.

Em 1943, com a criação da Escola de Enfermagem São Vicente de Paulo, com as Irmãs Vicentinas responsáveis pela sua direção, a Santa Casa de Fortaleza passou a funcionar como hospital-escola oficial, o que se manteve com a criação do Curso de Enfermagem da UFC.

Mas, a presença feminina vem desde os primeiros momentos, com as Irmãs Vicentinas presentes na estruturação da Irmandade e na sua consolidação, a partir das bases de enfermagem, humanização e assistência, antes mesmo da profissionalização.

No entanto, a visão patriarcal destinava aos homens os cargos de direção, apesar de ser um serviço que exige muito mais sensibilidade do que formação técnica, com uma visão mais humanizada, o que é mais característico do universo feminino.

Uma simples pesquisa da última relação dos 36 Mordomos, a chamada Mesa Administrativa da Irmandade, mostra a presença de apenas seis mulheres, nenhuma delas entre os oito ocupantes dos cargos da Provedoria.

Para a nova Mesa, foi ampliado esse número para nove mulheres e, o que é mais relevante, quatro ocupando cargos na Provedoria, encabeçadas pela Provedora Magda Busgaib, indício de maior sensibilidade no futuro desta Instituição. Afinal, o trabalho de Magda como a Mordomo responsável pelo Hospital Psiquiátrico São Vicente de Paulo é disto um claro exemplo.

(*) Professor aposentado da Uece, membro da Academia Cearense de Administração (Acad) e conselheiro do CRA-CE. Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 23/03/26. Opinião. p.20.


quarta-feira, 22 de abril de 2026

Ariosto, um homem à frente do seu tempo

Por Cláudio Ricardo (*)

O Ceará perde um de seus mais extraordinários homens públicos: Ariosto Holanda. Sua partida entristece profundamente todos os que acreditam no poder transformador da educação, da ciência, da tecnologia e da vida pública exercida com dignidade. Mais do que um gestor, parlamentar ou intelectual, Ariosto foi um verdadeiro visionário, daqueles raros que enxergam antes dos outros o caminho que o futuro exige.

Muito antes de se tornar consenso falar em inovação, qualificação profissional, desenvolvimento científico e inclusão tecnológica, Ariosto já defendia, com firmeza e lucidez, que o Brasil só alcançaria um novo patamar de desenvolvimento se investisse seriamente no conhecimento e na formação de seu povo. Era, acima de tudo, um professor por essência. Tinha o dom de ensinar, inspirar, orientar e mobilizar. Sua vida foi uma permanente aula de compromisso com o futuro.

Na vida pública, destacou-se pela retidão, seriedade e coerência ética. Honrou cada função que exerceu com espírito republicano, respeito ao interesse coletivo e fidelidade aos mais nobres valores do serviço público. Em tempos tão desafiadores, sua trajetória se impõe como referência de integridade e decência.

Mas Ariosto também foi grande no plano humano. Homem de afetos sólidos, cultivou com zelo a família e os amigos, compreendendo que os vínculos humanos são parte essencial de qualquer legado verdadeiro. Sua generosidade, lealdade e sensibilidade marcaram todos os que tiveram o privilégio de conviver com ele.

Entre suas contribuições permanentes, destacam-se a criação e o fortalecimento de instituições como o NUTEC e o CENTEC, a criação do Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara dos Deputados, além de inúmeros projetos voltados à educação, ciência, tecnologia e inovação.

Ariosto parte fisicamente, mas permanece vivo em suas ideias, em suas obras e no exemplo que deixa ao Ceará e ao Brasil.

Foi, de fato, um homem à frente do seu tempo.

(*) Professor doutor e ex-reitor do IFCE.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 23/03/26. Opinião. p.20.


terça-feira, 21 de abril de 2026

TJA MAIS BONITO PRA CHOVER

Por Izabel Gurgel (*)

O espetáculo nos altos. No térreo, o público de pé olha em direção ao primeiro andar da edificação que, ao lado do Theatro José de Alencar, sediava, então, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Vizinhos, TJA e Iphan.

Ambas em movimento, cena e plateia aqui citadas se realizaram há pouco mais de dez, doze anos. Era programação do Zé de Alencar. O Theatro havia completado cem anos em 2010. Há décadas já existia com uma dimensão para além do desenho do Theatro que Fortaleza inaugurou em 1910. A peça teatral acolhida pelo vizinho Iphan foi um dos modos que o Zé de Alencar fez uso, sobretudo pós-segundo restauro, finalizado em 1991, para estar em interlocução com o pensamento, a imaginação, a necessidade dos dias atuais.

Como tudo que é vivo, que se quer vivo, o que chamamos TJA não cessa de mudar.

Até o comecinho da década de 1970, o Theatro era "só" a edificação histórica, os dois blocos mediados por um pátio. O da fachada, todo em alvenaria, e o da sala de espetáculo com estrutura metálica. Sai de cena o vizinho do outro lado, instituição pública ligada à saúde. A área recebe o que se tornou a primeira versão do jardim, já um projeto do escritório do paisagista Burle Marx.

Em janeiro de 1991, reabre restaurado, com um outro desenho de jardim, a caixa cênica tinindo de nova, com mais amplitude e equipada, bastidores com qualidade de uso para trabalhadoras, trabalhadores. O campo das artes é canteiro de obra. Chão de muito serviço. A inserção da "cortina de vidro" talvez seja uma das mudanças melhor sentidas pelo público. Tornou possível o fechamento que permite a climatização da sala de espetáculos sem comprometer a visualização do monumento.

O TJA aguarda um restauro integral. Será o seu terceiro. Quando do segundo, existia a ideia de desapropriar a quadra onde está o TJA, deixando-o abraçado por jardins, áreas livres, com passagem direta para a Casa Juvenal Galeno; contemplado com espaços de estudo, pesquisa, guarda de acervos etc., espaços passíveis de oxigenar o tanto de vida que ali pode e precisa florescer. O prédio anexo, com entrada também pela rua 24 de Maio, foi um primeiro suspiro.

Dá gosto pensar que um novo caminho se abre com a incorporação, pelo TJA, da antiga sede do Iphan. É uma conversa entre Governo do Estado e UFC, que já conversaram quando do destino da área onde está o atual "anexo". Uma instituição de ensino, pesquisa e extensão como a UFC, desde o início ela própria campo para as artes, pode tocar melhor ainda o modo singularmente bonito de expansão do TJA para abrigar e abraçar o que não pode nem deve ser contido.

Os pés de jasmim e castanhola do antigo Iphan estão em festa. E não só pela chuva. Viva São José. E Viva o Zé.

P.S.: E bora ver outro nome para o terminal de transporte ali vizinho. Antes que toque o terceiro sinal e comece o espetáculo.

(*) Jornalista de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 15/03/26. Vida & Arte, p.2.

 

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