Por Danilo Dias (*)
A lipoaspiração é, há décadas, um dos
procedimentos cirúrgicos mais procurados no Brasil. Usada para remover
depósitos localizados de gordura, tornou-se símbolo de transformação estética
rápida e eficaz. Com o passar dos anos, no entanto, o que antes era reservado a
grandes áreas corporais passou a ser desejado também em regiões menores, como a
papada, braços e joelhos, impulsionado, principalmente, pelas redes sociais e
pela estética da selfie.
De fato, a lipo evoluiu: técnicas mais
modernas, cânulas mais finas e abordagens menos invasivas tornaram o
procedimento mais seguro. Ainda assim, é importante lembrar que a lipoaspiração
não é uma solução mágica. Ela não substitui hábitos saudáveis, nem é indicada
para todos os casos. Existe uma falsa sensação de simplicidade em torno da
cirurgia, o que pode levar pacientes a decisões precipitadas, sem a devida
avaliação médica.
A boa notícia é que, com o avanço da
tecnologia, surgiram métodos não invasivos para tratar gordura localizada e
flacidez, com resultados progressivos e seguros. Um bom exemplo é o Quantum,
equipamento de radiofrequência multipolar com pulsos magnéticos que estimula
colágeno, melhora a firmeza da pele e ajuda a redefinir o contorno corporal e
facial, especialmente útil em casos onde a flacidez predomina.
O Quantum não exige tempo de recuperação, é
indolor e pode ser uma excelente alternativa para pacientes que não desejam ou
não podem realizar cirurgias. Embora seus resultados sejam mais sutis e
progressivos, a segurança e a naturalidade conquistam cada vez mais espaço nas
clínicas modernas.
No final das contas, a escolha pelo
procedimento facial precisa ser feita com base em avaliação médica
individualizada, considerando não só o desejo estético, mas a saúde, o estilo
de vida e as expectativas reais de cada pessoa. A medicina estética não deve
seguir modismos, e sim respeitar o que há de mais precioso: a singularidade de
cada corpo.
(*) Médico cirurgião plástico,
Fonte: Publicado In: O Povo, de 1/12/2025. Opinião. p.18.
