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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

O SOL QUE INSISTE EM NÃO SE PÔR

Por Patrícia Soares de Sá Cavalcante (*)

Em São Petersburgo, há alguns dias de verão em que o sol se recusa a desaparecer por completo. As noites não escurecem, permanecendo suspensas na claridade do crepúsculo. Noites Brancas foi minha última leitura de 2025. Uma novela de Dostoievski sobre dois jovens que se encontram durante quatro dessas noites luminosas. Curiosamente, terminei o livro no dia 25 de dezembro, enquanto recebia mensagens de amigos queridos desejando feliz Natal e um ótimo Ano-Novo.

O protagonista se autodenomina um sonhador - alguém que passou a vida inteira sonhando acordado, encolhido em seu refúgio como um caracol na concha, solitário, distante da realidade concreta. Nástienka, a moça por quem se apaixona, vive presa: a avó cega mantém os vestidos das duas unidos apenas por um alfinete.

A atmosfera onírica das noites brancas torna-se o cenário perfeito para esse encontro improvável.

Nessas quatro noites, caminhando sobre as pontes da cidade, o sonhador experimenta algo nunca vivido. Um momento de intimidade, ainda que breve.

As pontes atravessam o rio, mas reduzem a distância entre dois solitários e ligam o imaginar ao viver. Sonho e realidade não são opostos irreconciliáveis. São duas faces da mesma moeda, e a vida acontece justamente no equilíbrio entre eles.

Pensei bastante sobre essa imagem: o sol que se recusa a se pôr. No sonhador, ela ganha forma: a tentativa de manter acesa uma luz capaz de dar conta da própria escuridão. Não precisamos viver o tempo todo sonhando, mas esses intervalos de luz são vitais.

"As noites brancas virão". É o consolo de quem vive na escuridão durante os meses de inverno em São Petersburgo. Elas duram apenas algumas semanas por ano. São um fenômeno efêmero, e é justamente essa brevidade que as torna preciosas.

Haverá dias frios. A escuridão virá certamente. Mas, por vezes, você será esse sol que insiste em não se pôr. Viva suas próprias noites brancas: luminosas, imprescindíveis. Ainda que seja por alguns instantes.

(*) Médica psiquiatra.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 30/12/2025. Opinião. p.18.

quinta-feira, 18 de setembro de 2025

MAS QUE TUDO É VOLTAR PARA CASA

Por Patrícia Soares de Sá Cavalcante (*)

Quando viajo, gosto de observar as pessoas, especialmente as nativas: o que elas fazem, o comportamento, se são mais amáveis ou reservadas, como se comunicam. Agora, em julho, fui para a Itália. No início, tudo é — de certa forma — estrangeiro. A começar pela língua. Achei curioso, e até divertido, o fato de a palavra prego ser utilizada em múltiplos contextos. Pode significar “obrigada”, “de nada”, “com licença”, “está tudo bem”, “que bom”! Tudo depende da entonação da voz e da gesticulação. Um prego vai sempre bem.

Já um pouco familiarizada com a região, num passeio no final da tarde, tomando sorvete, detive minha atenção nos pássaros que ali estavam. Eles não pareciam estar de passagem, fazendo uma viagem mais longa, como a minha. Estavam à vontade. Pareciam conhecer intimamente o lugar. Lá era a casa deles.

Senti-me como nos filmes infantis em que observamos, com riqueza de detalhes, a vida dos animais. Brancos, de porte médio, com o bico pontiagudo. Espalhavam-se pela vila, pelo mar, pelas ruas. Brincavam uns com os outros e admiravam o pôr do sol. Às vezes, ficavam calmos, contemplando o mar. De repente, voavam. Livres.

E foi no meio daquela novidade, de tantas experiências diferentes das que vivo no meu cotidiano, que comecei a perceber o que era meu — na verdade, nosso — ali na Itália. Enquanto assistia a um pianista tocar à beira-mar músicas belíssimas, meu ouvido reconheceu os primeiros acordes de “Mas, que nada”, interpretada por Jorge Ben Jor. Mas que nada não, Jorge. "Um samba como esse tão legal!" Mas, que tudo! Que beleza de música! Estou em casa?

Mimo do céu. Foram inúmeros os que vi. Uma florzinha lilás, bem pequena. Havia um canteiro na casa onde nasci, cresci e teci meus primeiros e mais sólidos laços. Ela foi meu lar por mais de vinte anos. Sinto saudades dela. Não sei quando vi um mimo do céu pela última vez. A Itália me trouxe a minha casa de volta.

Por mais fascinante que seja o destino, o melhor de uma viagem é voltar. Voltar para casa. E sentir-se nela, como aqueles pássaros, numa relação íntima com o próprio lugar — seja ele onde for.

(*) Médica psiquiatra.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 12/08/2025. Opinião. p.16.

domingo, 14 de setembro de 2025

MEMÓRIA. A GRANDE EXCURSÃO

Por Paulo Gurgel Carlos da Silva (*)

OS PREPARATIVOS DA EXCURSÃO

Em 1966, nós, os calouros da Faculdade de Medicina reunidos em assembleia, escolhemos por aclamação os representantes da turma para as disciplinas do 1.º ano. Na mesma ocasião, decidimos também sobre a criação de uma entidade (informal) que recebeu o nome de Clube Andreas Vesalius, incorporando o nome latinizado de Andries van Wiesel, famoso médico flamengo que viveu entre 1514 e 1564.

O nome do autor de De humani corporis fabrica (No tecido do corpo humano), que é referido como o fundador da moderna Anatomia, foi escolhido também por aclamação. Era a Anatomia, com a dissecação dos cadáveres humanos conservados em formol e com o manuseio dos esqueletos remontados, a disciplina que dominava mais fortemente o nosso imaginário.

Qualquer nome que não viesse da área da Anatomia seria fatalmente rejeitado. Em meio a outras disciplinas como Histologia e Embriologia, a Bioquímica e a Bioestatística...

A ideia principal, e talvez única, era a de que o clube se destinaria a viabilizar uma grande excursão que faríamos adiante.

Então, toca a trabalhar, arrecadando dinheiro em rifas e tertúlias. E também organizando-nos em grupos que, em períodos noturnos, visitávamos as residências de nossos mestres em busca de doações. Até abrimos um "Livro de Ouro" para que eles se sentissem, ao fazerem suas doações, como se estivessem participando de algo grandioso. É verdade que houve um deles que nos despachou com um ditado ("quem não pode com o pote, não pega na rodilha"), mas esse, no devido tempo (no período de nossa formatura), recebeu o troco: não foi lembrado para ser patrono nem paraninfo.

Além disso, havia as contribuições que nós, futuros excursionistas, pagávamos mensalmente. Sob pena de ter o nome cortado da excursão (o que, aliás, quase aconteceu a este escrivão de bordo).

No início de 1970, com o dinheiro apurado nos quatro anos anteriores, fretamos um ônibus que nos levaria a uma excursão pelo Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil. O plano de viagem incluía, após atravessarmos a fronteira, irmos ao Uruguai e à Argentina – o plus que destacaria a Turma Andreas Vesalius da Faculdade de Medicina da UFC das turmas precedentes que haviam excursionado apenas por território nacional. A nossa turma, portanto, seria a que iria mais longe numa excursão - além de Taprobana, como diria Camões.

Esse roteiro fora feito por um grupo que assumiu a liderança.

Éramos trinta e poucos (de quase uma centena de alunos), em nossas férias do término do quarto ano de medicina.

Mas...

O número de excursionistas ultrapassava o de assentos no ônibus!

Divulgou-se, de última hora, a abertura de vagas para quem quisesse aderir ao IDP, o Instituto da Desistência Premiada. Apareceram desistentes e o número de excursionistas foi fechado.

A PARTE BRASILEIRA DA EXCURSÃO

Dois motoristas se revezariam na direção do ônibus: Nelson e Josué. Devido a barbaridades explícitas na estrada que deixaram a gente de cabelo em pé, o segundo logo foi afastado da função. Isto fez com que o Nelson ficasse sobrecarregado em seu trabalho durante a viagem, atingindo os limites dessa situação na fase do retorno.

1) Salvador. Nós, os rapazes, ficamos alojados em uma unidade do Exército, enquanto as moças, em menor número no grupo, foram conduzidas a um hotel. Naqueles anos de chumbo, de descontentamento de parte dos estudantes universitários com as medidas repressivas do governo, a hospedagem fazia parte da "política de boa vizinhança" da ditadura militar. Minhas lembranças de Salvador incluem a Cidade Baixa, o Elevador Lacerda e o Mercado Modelo, onde adquiri uma sacola de fibra vegetal (que foi apelidada de caçuá). Houve também passeio na Baía de Todos os Santos, Ilha de Itaparica e, numa das noites, fomos ao restaurante Varandá, o qual descobrimos se tratar de um reduto LGBTIQIA+ (estou usando a nomenclatura atualizada).

2) Rio de Janeiro. Ficamos na Casa do Marinheiro, na Praça Mauá. Por motivos óbvios, nossas colegas tornariam a se hospedar num hotel, o que talvez tenha sido a causa de uma amotinação masculina. Exigia-se que o "tesoureiro" da excursão fizesse a imediata partilha dos recursos financeiros comuns. Daí para frente, cada um iria administrar sua parte no espólio. Lembro-me de termos ido à Ilha de Paquetá (acesso através de barcas que partem da Praça XV), ao Maracanã (onde assistimos a um jogo de futebol), ao Corcovado (leia-se: Cristo Redentor), a alguma praia da Zona Sul e de termos passeado no bondinho do Pão de Açúcar. Fui procurado por um marujo, Eduardo César, meu primo em 2.º grau, com a proposta de me mostrar o Rio e que me pegou um dinheiro emprestado (acho que não paga mais). Na Cidade Maravilhosa foi quando chegou ao auge o "campeonato de xexo" disputado por alguns colegas.

Xexo Caloteiro (Nordeste)

A palavra xexo vem de seixo (pedrinha). Antigamente, quando se usavam pedras preciosas como dinheiro, os espertos misturam seixos com as pedras preciosas para enganar os outros. Surgiu, aí, a expressão "dar o seixo", que virou "dar o xexo", que quer dizer "deixar de pagar, dar o calote".

3) São Paulo. Hospedamo-nos no Pacaembu, o estádio. Fomos visitados por um colega de uma turma anterior e líder estudantil que, por motivos políticos, vivia clandestino em São Paulo. Ao se despedir nos quotizamos para ajudá-lo naqueles tempos difíceis. E descemos a Serra do Mar para conhecer Santos e Guarujá.

4) Curitiba. Onde nos hospedamos na Casa do Estudante. Foi inesquecível aquela experiência de descer de trem a Serra do Mar até o porto de Paranaguá. Saibam que até hoje a tal viagem turística ainda existe, mas até Morretes. Desta cidade, passando por Antonina, e com o turista voltando pela belíssima Estrada da Graciosa para Curitiba. No trecho Sul da excursão, demos carona a um gringo de nome Michel. Artur brincava muito com ele ao ensinar português.

5) Porto Alegre. Tinha uma Serra Gaúcha no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma Serra Gaúcha - com vinhos para a nossa degustação. Chegamos a Porto Alegre onde os alojamentos de outro quartel nos esperavam. Numa das noites fomos a um teatro para um show da Gal Costa. Tive a nítida impressão de que ela cantava só para mim (o pior é que outros também pensaram assim com relação a si próprios).

No Chuí (ou Jaguarão), passamos o dia atarefados em resolver nossos entraves burocráticos para podermos atravessar a fronteira. Carreguei a mão na quantidade de azeite que pus no almoço, e atribuí a isso os distúrbios intestinais que me afligiram nas horas seguintes.

Não houve necessidade de providenciar passaporte, apenas a obrigatoriedade de tomar a vacina contra a febre amarela.

A PARTE ESTRANGEIRA DA EXCURSÃO

6) Montevidéu. Jantamos nos arredores da cidade. No restaurante que eu, pressionado por fortes cólicas, escolhi no grito. Fomos tungados na conta (Maureen, por exemplo, não jantou) e, ameaçados pelo dono ("voy a llamar la policía"), pagamos o que ele queria. Passeamos no Centro Histórico de Montevidéu, assistimos a um jogo de futebol no Estádio Centenário e fizemos um passeio do tipo bate-volta a Punta del Este. Por fim, fomos a Colonia del Sacramento para a travessia do Rio da Prata (este detalhe me foi lembrado por Nelson Cunha), com destino à capital portenha.

7) Buenos Aires. Acho que houve uma dispersão do grupo por vários hotéis. Hospedei-me num hotel da Avenida Corrientes, no Centro Histórico de Buenos Aires, que tinha um elevador vintage. Ficava perto da Casa Rosada, da Plaza de Mayo e do Obelisco, o monumento erguido na Praça da República, no cruzamento das avenidas Corrientes e 9 de Julio. Foi onde conheci um Metrô. Tirei fotografias - sem flash - do Metrô de Buenos Aires que só captaram as luzes internas.

Chamaram-me a atenção seus ônibus urbanos: eram pequenos e não tinham cobradores. Escolhi um restaurante para jantar, pollo (frango) y vino. E, no passeio que fiz em La Boca, deparei-me com outro restaurante de grande animação. Era a turma que já estava lá. Subi ao palco para cantar "Garota de Ipanema". E, ao voltar para o hotel, cantei “Sebastiana” no carro de um argentino em que alguns de nós pegamos carona.

Corrientes, 348. Esse endereço em Buenos Aires foi imortalizado por Carlos Gardel, no tango "A Media Luz", um dos mais conhecidos dos chamados "tangos clássicos". Descrito na canção de uma forma envolvente e romântica, já não era mais um hotel e no local existia um estacionamento.

A VOLTA PARA FORTALEZA

8) Porto Alegre (2.ª vez). Carnaval (que acontecia no período de 7 a 10 de fevereiro) no Partenon Tênis Clube, na av. Bento Gonçalves. Problemas particulares me motivaram a antecipar meu retorno para Fortaleza. Na rodoviária de Porto Alegre, peguei um ônibus para o Rio de Janeiro. E, na rodoviária Novo Rio, comprei passagem para um segundo ônibus com destino a Fortaleza. Com algumas horas noturnas disponíveis na Cidade Maravilhosa procurei um hotel para a dormida. Mas quem disse, Berenice? O hotel em que me hospedei, apesar de ficar bem próximo da rodoviária, era uma espelunca. E tinha um postigo que, por não fechar, expunha um medroso hóspede à curiosidade pública. Não dormi, claro. Nunca uma espelunca, como disse o Chico.

A fuga do Nelson

Não estou me reportando ao colega Nelson José da Cunha.

Na década de 2010, atendi algumas vezes o paciente N.A.F. na Multiclínica Fortaleza. Era o motorista Nelson da excursão! Septuagenário, lúcido e com bom estado geral, porém apresentando uma doença associada ao tabagismo em estádio avançado. Numa de suas consultas, Nelson me contou uma história interessante. Quando o grupo voltava para Fortaleza, houve uma noite em que ele foi muito pressionado para não interromper a viagem. No entanto, sentindo-se muito cansado, ele procurou uma pousada para descansar. E não informou a ninguém onde foi dormir. No dia seguinte, reassumiu o volante do ônibus. Se houve quem não gostasse dessa conduta? Sim, mas Nelson agiu assim para o bem de todos.

Relação dos participantes

15 Colegas: Colares, Paulo, Valdenor, Lages, Daniel, Zé Leite, Portela, Beto, Edson, Nelson, César, Ercílio, Clóvis, Mário, Artur

10 Colegas: Adriana, Imeuda, Lúcia, Leni. Maureen, Maura, Mazé, Maria Alice, Maria Regina, Noelma

PAULO GURGEL CARLOS DA SILVA - cearense (Fortaleza). Escritor, blogueiro e médico aposentado do Ministério da Saúde. Foi contemporâneo de Belchior na Faculdade de Medicina da UFC. Membro fundador da Sobrames Ceará e diretor da entidade no período de 1985 a 1987. Tem a biografia no livro "Portal de Memórias" e o currículo na Plataforma Lattes e na Wikipédia. Seu último livro publicado: "Edição Êxtase", em 2023.

Postado por Paulo Gurgel no Blog Préblog em 30/08/2025.

https://preblog-pg.blogspot.com/2025/08/memoria-grande-excursao.html


quarta-feira, 18 de junho de 2025

"EU PREFIRO AS CURVAS"

Por Patrícia Soares de Sá Cavalcante (*)

Uma reta é a menor distância entre dois pontos, mas eu prefiro as curvas. Elas são lindas! "Quem sabe, por acaso, numa delas eu me lembre do meu mundo?"

Voltava de Icapuí em direção a Fortaleza. O sol estava se pondo, o céu em tons de laranja, com aquela cor deslumbrante do entardecer. Fui surpreendida por uma revoada.

Lá estavam eles, num voo coordenado, em perfeita sincronia. Um verdadeiro balé no alto do céu. Sozinha no carro, ouvindo Amy Winehouse, senti uma alegria tão genuína que, naquele momento, não desejava dar carona a ninguém. A visão dos pássaros foi efêmera, mas a sensação daquele voo permaneceu comigo durante todo o percurso. Fortaleza era o meu destino; a estrada, apesar das curvas, levaria-me de volta à minha cidade. Comecei a pensar nas curvas como uma metáfora dos caminhos possíveis: múltiplos e sinuosos, como os cursos dos rios que, mesmo tortuosos, sempre encontram seu mar. E ali, ao volante, divagando em meus pensamentos, senti-me livre como um pássaro.

Lembrei-me de que uma revoada é um voo de retorno: os pássaros regressam ao lugar de onde partiram, como se houvesse uma memória registrada no céu. Quando eu era pequena, ao voltarmos da praia do Pacheco, meu avô Hugo se curvava com a delicadeza de quem sabia conversar com uma criança e, sorrindo, dizia: "De volta à Padre Antônio Tomás." Eu não fazia a menor ideia do que aquilo significava, não entendia que era o nome da avenida em que moravam, mas compreendia que ele estava feliz por voltar para casa.

Os percursos possíveis são inúmeros. No entanto, eu prefiro as curvas dos caminhos - onde corro o risco de me perder, mas ganho a chance extraordinária de me encontrar - às retas. De que vale um trajeto mais rápido, se não me permite enxergar quem eu sou? Que possamos aproveitar cada passo da jornada, independentemente do destino, e que sempre tenhamos um porto seguro ao qual retornar, se desejarmos.

E, afinal, qual é o nosso destino? Não sabemos. O futuro de cada um de nós é incerto, por vezes, imprevisível. Mas, como diz Guimarães Rosa: "O que tem de ser tem muita força, tem uma força enorme."

(*) Médica psiquiatra.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 20/05/2025. Opinião. p.18.

sábado, 27 de janeiro de 2024

OS MINEIROS NO TREM

Três mineiros e três paulistas foram de trem para uma conferência. Na estação, os três paulistas compraram um bilhete cada um, mas viram que os três mineiros compraram um só bilhete. Um dos paulistas pergunta:

— Como é que os três vão viajar só com um bilhete?

— Espera que você vai ver!, respondeu um dos mineiros.

O trem chegou na plataforma e todos embarcaram. Os paulistas foram para suas poltronas, mas os três mineiros se trancaram juntos no banheiro. Logo que o trem partiu, o fiscal veio recolher os bilhetes. Ele bateu na porta do banheiro e disse:

— O bilhete, por favor.

A porta abriu só uma frestinha, e dela sai apenas uma com o bilhete. O fiscal pegou e foi embora. Os paulistas viram e acharam a ideia genial.

Então, depois da conferência, os paulistas resolveram imitar os mineiros na viagem de volta e, dessa forma, podiam economizar um dinheirinho. Dessa forma, compraram um bilhete só. Para espanto deles, os mineiros não compraram nenhum. Um paulista perguntou perplexo a eles:

— Mas como é que vocês vão viajar sem passagem?

— Espera que você vai ver!, respondeu um dos mineiros.

Todos embarcaram e os mineiros se espremeram dentro de um banheiro e os paulistas em outro banheiro ao lado.

O trem partiu. Logo depois, um dos mineiros saiu, foi até a porta do banheiro dos paulistas, bateu e disse (disfarçando o sotaque):

— A passagem, por favor!

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

A ÚLTIMA FILA

Por Rev. Munguba Jr. (*)

Andando no corredor apertado de um A321 da Latam em um voo lotado, observei uma cena não muito compatível com o direito do consumidor. A última fila com pessoas imprensadas!

Uma futura juíza do nosso Ceará, uma empresária, uma senhora de meia idade, um homem gentil de cabelos grisalhos, um professor e um religioso. Todos, abraçados pelas poltronas da penúltima fila e a parede final da aeronave, esmagando-os e deixando somente alguns centímetros para parar (essa palavra é literal). Depois de se sentarem, praticamente não tinham como se mexer, até o término das três horas e meia do voo de São Paulo para Fortaleza.

Mas o que está ruim, pode piorar: as poltronas da penúltima fila reclinam seu encosto!

A que ponto se chega, para lucrar mais em um voo através de seis assentos prisionais? Janela? Nem pensar. A companhia aérea, não informou a esses nossos irmãos, as condições precárias dos acentos ao adquirirem as passagens, reservadas com muita antecedência.

Uma senhora reclamava e pedia para descer do voo, mas os pobres e explorados comissários de bordo não sabiam o que fazer. Chamaram o "pessoal de terra" e o olhar era o mesmo: "não podemos fazer nada". A culpa não é de quem está na ponta servindo aos passageiros.

A constatação é que, se fosse de graça, ainda seria muito caro, mas quando se contrata um voo com poltronas reclináveis e com o mínimo espaço para se viajar, é necessário receber o contratado. As companhias aéreas, não transportam somente as pessoas, mas também seus sonhos, seu futuro, suas expectativas.

Escritura Sagrada nos adverte: "nos últimos dias, muitos farão de vós negócio". Em tempo em que a democracia é relativa, que ditaduras são aceitas como governos democráticos, onde a Europa está sendo queimada e ainda temos guerra na Ucrânia; meu Deus! Somos pelegos na história. Qual a dificuldade de lucrar um pouco menos e oferecer um serviço de qualidade?

Pois é, vi seres humanos desrespeitados e do outro lado a gana por mais lucro, desvalorizando a dignidade de seis cidadãos da nossa terrinha.

Cuidado com o próximo voo, pode ser uma armadilha, um calabouço em sua vida. Vamos juntos valorizar as pessoas, independente de qualquer coisa que possa nos separar, dividir, ou, de qualquer interesse mesquinho.

(*) Pastor Munguba Jr. Embaixador Cristão da Oração da Madrugada e Erradicação da Pobreza no Brasil e presidente da Igreja Batista Seven Church.

Fonte: O Povo, 8/07/2023. Opinião. p.18.

terça-feira, 6 de junho de 2023

EM PROL DA BRASILIDADE

Por Tales de Sá Cavalcante (*)

Articulistas costumam receber reclamações dos serviços de instituições públicas e privadas. Tais mensagens provam a validade do pensamento oriental que nos ensina: "A descoberta de um defeito é um tesouro." Realmente, ao descobrir um defeito chamado febre, você vai ao médico e tende a curar-se. Inúmeras críticas são ligadas a hotéis e transportes terrestre e aéreo, este, inclusive com repetidas atitudes ditatoriais e recente conduta considerada, ao que tudo indica, prática de racismo. Viagens combinam com trabalho, lazer e/ou prazer, e não com terror.

Um reclamante foi ao exterior e, antes de embarcar, por ser bem tratado pelos funcionários brasileiros de raios X, sugeriu que eles ensinassem os estrangeiros a trabalhar com polidez. Na volta, foi um dos indicados para exame de suas compras e contava com a nossa usual e exclusiva brasilidade. Havia adquirido só miudezas e poucos aparelhos eletrônicos a fim de presentear seus familiares. Tendo em vista que o valor total dos mimos excedia o máximo permitido, reconheceu o erro e se dispôs a pagar a multa.

Apesar de informar ter provas de que vinha de um encontro onde representou o Brasil e de que era um cidadão de bom conceito, foi vítima de inúmeras grosserias e tratado como um facínora, num ato destoante de um órgão federal de alto nível, com eficiência e credibilidade reconhecidas, e composto por servidores exigentes, honestos, mas não grosseiros.

Em sua seguinte ida a outro país, comprou apenas uma lembrança. Ao chegar ao mesmo setor do incidente anterior, rejeitou o corredor com "nada a declarar" e escolheu a opção "algo a declarar". Lá narrou o insultuoso e injusto acontecido na primeira viagem. Após reflexão, o funcionário indagou o que ele tinha a declarar e, em seguida, recebeu uma linda caixa fechada. Ao abri-la, lembrou-se do brilhante Quintino Cunha que, certa vez, ao fazer anos, ganhou um par de chifres como presente de um inimigo. Quintino aguardou o aniversário do desafeto e concedeu-lhe um buquê de flores, acompanhado de um cartão onde se lia: "Cada um dá o que tem."

(*) Reitor do FB UNI e Dir. Superintendente da Org. Educ. Farias Brito. Presidente da Academia Cearense de Letras.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 4/5/23. Opinião, p.20.


quinta-feira, 8 de setembro de 2022

EDUCAÇÃO PELO EXEMPLO

Por Tales de Sá Cavalcante (*)

O grande Ariano Suassuna, por pavor de transporte aéreo, dizia: "Eu só conheço dois tipos de viagens de avião: as tediosas e as fatais." Vários outros, entre os quais me incluo, quando em voo, ingressam felizes numa segunda viagem, a melhor delas, a leitura. Juntos, momentos meus em aeronaves e seus destinos comporiam um bom livro.

Quem faz a jornada ser boa é o viajante. De certa feita, meu vizinho no avião, já com muitos anos vividos, me olhava com atenção. Eu via o jornal, à época em papel, e, depois de lê-lo, separava o útil do que ia ao lixo. E tudo se repetia à medida que eu lia, lia e lia. Durante o pouso, ao contemplar o meu paletó e baseado na minha intensa leitura, disse-me ele: "O deputado hoje aprendeu muito, não foi?"

Noutra vez, notei que um colega de voo e de conversa com otimismo vinha de São Paulo a Fortaleza em busca do conceituado Dr. Huygens para um transplante de fígado. É que, em matéria de médicos, o Ceará não mais está tão longe de São Paulo.

Uma comprovação recente da eficiência de nossos médicos foi uma brilhante atuação do renomado neurocirurgião Flávio Leitão Filho, que "puxou" ao pai, também Flávio Leitão, também brilhante médico, mérito que já me foi dito pelo igualmente notável Dr. Cesar Ponte. Agora, outro amigo médico por ele recém-operado tanto elogiou a conduta de Flávio Filho, que resumiu os êxitos do dueto na expressão "tal pai, tal filho".

Flávio I, desde cedo, orienta Flávio II, até mesmo como professor em Medicina na UFC. Cometeram cirurgias em conjunto, e, nas atuais intervenções do herdeiro, o genitor está presente em todas, se não fisicamente, por meio do que lhe ensinou.

Eles têm em comum o amor à leitura, às ciências, às artes e, sobretudo, à audição dos clássicos, por ação da vivência com a mãe e avó, a pianista Adamir Leitão, e com o pai e avô, José Valdevino de Carvalho, que filosofava, inclusive a poetizar. As melodias eruditas os acompanham não só nas viagens desfrutadas juntos. Segundo o amigo, Leitão, a seguir o pai, trouxe a música clássica à intervenção e regeu o seu ato cirúrgico sob Bach. É a educação a se conceder pelo exemplo.

(*) Reitor do FB UNI e Dir. Superintendente da Org. Educ. Farias Brito. Membro da Academia Cearense de Letras.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 25/08/22. Opinião, p.18.


quarta-feira, 6 de outubro de 2021

O VÍRUS VIAJANTE

Por Alessander Sales (*)

Passadas duas intensas ondas da pandemia de Covid-19, contamos mais de meio milhão de mortos. Hoje, após divergências estéreis, aceleramos a vacinação buscando a imunidade coletiva capaz de conter novas mutações virais. Mas enquanto isso não se concretiza, devemos aperfeiçoar o controle sanitário das atividades que, por sua própria natureza, mais disseminam o vírus.

Variantes virais surgem em diferentes países e, rapidamente, espalham-se pelo globo em aviões que transportam os hospedeiros. Em nosso país continental, no entanto, não controlamos os voos internos.

Pessoas voam para qualquer destino nacional em cabines lotadas e sem distanciamento entre os assentos, devendo apenas usar máscaras e medir a temperatura corporal e assim, até sem saber, espalham essas variantes que, em poucos dias, geram transmissões comunitárias reinstaurando o vicioso ciclo pandêmico.

Exigir exame negativo para Covid-19 desses viajantes ampliará nossa testagem, a detecção dos infectados e a própria segurança nos voos. Por outro lado, isso não causa danos ao setor aéreo que, mais seguro, atrairá passageiros receosos que atualmente evitam esse modal de transporte.

É uma medida inteligente e pouco onerosa que beneficia tanto os que testam negativo, e portanto viajam tranquilos, como os positivados que isolados para tratar a doença não produzirão novos contágios, o que acaba por proteger a todos.

Não custa lembrar que essa exigência já existe para passageiros, inclusive brasileiros, em voos internacionais que se destinam ao Brasil, não tendo sentido dispensá-la em voos nacionais.

teste obrigatório pode ainda incentivar a vacinação, premiando os já imunizados com um passaporte de viagem.

O controle da pandemia é complexo, envolvendo fatores comportamentais, incentivos e contenções, sendo irrazoável não adotar ações simples e eficientes que protegem a saúde de todos. Se queremos realmente melhorar o controle da pandemia, devemos apoiar iniciativas que constroem, com racionalidade, medidas disseminadoras de segurança e não de novos vírus mais contagiosos e letais.

Um controle sanitário eficiente de nossos voos já deveria ser, depois de duas ondas, um sedimentado consenso e não uma infrutífera disputa judicial que, sem decisões positivas, atrasa a superação da crise ao manter todos em constante e grave risco.

(*) Procurador da República.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 19/8/21. Opinião, p.19.


quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Eu não gosto de voar para a Coreia do Sul

“Eu não gosto de voar para a Coreia do Sul. Eu não gosto de saber, que apesar de caber duas vezes dentro do Estado de São Paulo, a Coreia do Sul tem um crescimento sustentado maior que o do Brasil. Eu não gosto de ver da janela do meu quarto do hotel, onde até o vaso sanitário é Hi-Tec, quatro A380 de três companhias diferentes, sendo duas coreanas, pousarem em sequência, em menos de cinco minutos, num aeroporto duas vezes o tamanho do de Guarulhos e cinco vezes maior em movimento diário de passageiros e aviões.

Eu não gosto de voar para a Coreia do Sul.

Eu não gosto da polidez do seu povo, que faz um singelo motorista de ônibus descer, chamar um táxi e orientar seu motorista a me levar no endereço que eu desejava ir. Ou de um outro, o qual tendo percebido que eu esperava seu ônibus no sentido errado, atravessou a rua e me chamou para embarcar. Ambos sem falar uma palavra de inglês.

Eu não gosto de voar para a Coreia do Sul.

Eu não gosto da educação da sua juventude, que chama os mais velhos de "sir", mesmo sendo um desconhecido, e usam palavras como "bom dia", "obrigado"... Eu não gosto do nível de qualidade do seu ensino básico, que capacita todo e qualquer jovem coreano, independente da classe social, a se qualificar para qualquer um dos centros de excelência do conhecimento na Europa e EUA, sem cotas ou privilégios, mas sim por mérito.

Eu não gosto de saber que suas escolas não estão partidarizadas e que ideologias são discutidas, e não doutrinadas.

Eu não gosto de voar para a Coreia do Sul.

Eu não gosto de ver a urbanidade de suas cidades, da limpeza e organização de suas ruas e da eficiência de seus serviços públicos. Eu não gosto de sentir a democrática liberdade individual e a proteção aos seus cidadãos. Eu não gosto de ver a sua cultura ser preservada sem permitir que seu povo seja contaminado e pela degeneração ocidental.

Eu não gosto de voar para a Coreia do Sul.

Eu não gosto de saber que você chegou a tal nível de desenvolvimento, tendo se reerguido em menos de cinquenta anos, das cinzas de guerra que não era sua, que arrasou sua economia e dividiu um povo.

Eu não gosto de você, Coreia do Sul. Você joga na minha cara, impiedosamente, a minha realidade. J.L."

Fonte: Escrito atribuído a um piloto de aviação comercial brasileiro que foi voar para outro lado do mundo.

sábado, 27 de julho de 2019

CAÇADORES OTIMISTAS


Dois caçadores voaram para o Canadá em uma viagem de caça. Eles alugaram um pequeno avião para levá-los às Montanhas Rochosas por uma semana para capturar alces. Num total, eles conseguiram pegar seis. Enquanto carregavam o avião para retornar, o piloto disse que o avião poderia levar apenas 4 alces.
Os dois se opuseram fortemente. "No ano passado nós pegamos seis. O piloto nos deixou levar todos eles e ele tinha o mesmo avião que o seu."
Relutantemente, o piloto cedeu e todos os seis animais abatidos foram carregados. O avião decolou. No entanto, enquanto tentava atravessar algumas montanhas, mesmo em plena potência, o pequeno avião não aguentava a carga e descia.
De alguma forma, cercados pelos corpos dos alces, apenas os dois caçadores sobreviveram à queda. Depois de sair dos destroços, João perguntou a Antônio: "Alguma ideia de onde estamos?"
Antônio respondeu: "Acho que estamos muito perto de onde caímos no ano passado".
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sábado, 8 de junho de 2019

NÃO CRIEM PÂNICO!


Era uma longa de viagem de avião, da Europa para o Brasil. O voo estava tranquilo, sem problemas ou turbulências. Mas, de repente, o avião deu uma grande sacolejada, fez um barulhão e tremeu muito, assustando os passageiros.
Em seguida todos ouviram a voz do comandante:
Senhores passageiros: fiquem tranquilos. Houve um pequeno acidente e perdemos um dos motores. Mas não se preocupem, pois esta aeronave é capaz de voar com apenas três dos seus quatro motores. Relaxem e tenham uma boa viagem.
"Ufa! Ainda bem", pensaram os passageiros. Logo a paz voltou ao avião e aos seus ocupantes seguindo mais algumas horas de voo tranquilo. De repente veio outra enorme trepidação, barulho e mais chacoalhão. Os passageiros entraram em pânico, muitos gritaram, outros desmaiaram. E mais uma vez a voz tranquila do comandante:
Senhores passageiros, ocorreu um pequeno acidente. Um dos motores ficou seriamente avariado e tivemos que desligá-lo. Mas não se preocupem, pois esta aeronave é capaz de voar com apenas dois dos seus quatro motores. Relaxem e tenham uma boa viagem.
Foi difícil recuperar a calma e a serenidade, mas depois de algum tempo sem que nada mais acontecesse, os passageiros começaram a relaxar. As aeromoças até serviram refeições. Porém, depois de duas horas, ouviu-se uma tremenda explosão. O avião sacolejou, tremeu, inclinou-se para um lado e para outro, deu uma queda brusca e por fim recuperou-se. Os comissários gritaram e até as aeromoças gritaram. Os passageiros entraram em pânico.
Outra vez, a voz tranquilizadora do comandante:
Senhores passageiros, perdemos um dos dois motores que ainda funcionavam, mas não se preocupem porque estamos tomando as providências que o caso exige. Relaxem, não há motivos para pânico ou alarme. Mantenham-se em seus lugares.
Apesar da voz confiante do comandante, os passageiros ficaram alarmados. E agora?
De repente, a porta da cabine se abre e saem, apressadamente, o comandante e o copiloto. Cada um deles com uma mochila enorme nas mãos. Eles prendem a mochila nas costas e se dirigiram para a porta do avião.
Um dos passageiros falou:
Espera aí, seu comandante! O senhor disse que não havia motivo para pânico, mas o senhor está aí se preparando para quê? Isso aí não é um paraquedas?
É sim — responde o comandante, calmamente.
Mas não há motivo para pânico. Voltem para os seus lugares, apertem os cintos e relaxem que nós vamos buscar ajuda.
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

domingo, 25 de novembro de 2018

VIAGEM À BRASÍLIA: Encontro dos CEP



Sigo hoje, 25/11/2018, para Brasília-DF, a fim de participar do “V Encontro Nacional de Comitês de Ética em Pesquisa (Encep)”, patrocinado pelo Ministério da Saúde e realizado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa CONEP/CNS, para discussão de Resoluções Complementares à Resolução 466/12.
Retorno à Fortaleza na noite de 27/11/2018.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Coordenador do CEP/ICC

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

VIAGEM A SÃO LUÍS: XXVII Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores


Viajo, na manhã de hoje, dia 20/9/2018, a São Luís, Maranhão, para participar do XXVII Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, a realizar-se no São Luís Grand Hotel.
Durante o congresso, farei duas exposições orais: “As Faces Contrárias da Glória” e “Somos os Pequenos da Cruzada”, montadas em power point e acompanhadas de vídeos sonorizados.
Retorno à Fortaleza na manhã do domingo (23/9/2018).
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Presidente da Sobrames-CE

domingo, 16 de setembro de 2018

O BARBEIRO E A VIAGEM À ROMA


Um homem foi ao seu barbeiro de costume, pois precisava de um corte de cabelo. Enquanto o barbeiro trabalhava, ele começou a contar que estava prestes a passar férias em Roma.
"ROMA?!", diz o barbeiro, "Por que você quer ir para lá? É uma cidade suja, lotada, e cheia de mafiosos! Você seria louco de ir à Roma! E que companhia aérea você vai usar?”
"Vamos de TAM", o homem responde.
"TAM?!", grita o barbeiro. "Mas é uma companhia aérea terrível. Seus aviões são antigos, suas comissárias de bordo são feias e os voos estão sempre atrasados! Então, onde você vai ficar em Roma?"
O homem diz: "Nós vamos nos hospedar no Intercontinental, bem no centro".
"Naquele moquifo?!", diz o barbeiro. “Esse é o pior hotel na cidade! Os quartos são pequenos, o serviço é grosseiro e lento e eles são muito caros! Então, o que você vai fazer quando chegar lá?"
O homem diz: "Bem, nós vamos ao Vaticano, e eu espero conseguir ver o Papa."
"Haha! Essa é boa!", ri o barbeiro. "Você e um milhão de outras pessoas vão estar tentando vê-lo. Você vai parecer do tamanho de uma formiga na multidão. Rapaz, boa sorte nesta viagem. Você vai precisar dela!"
Um mês depois, o homem volta para cortar o cabelo novamente.
O barbeiro diz: "Bem, como foi sua viagem para Roma? Aposto que a TAM lhe deu o pior voo de sua vida!"
"Não, muito pelo contrário", explicou o homem. "O avião era novo, saiu na hora exata e, além de tudo, como estava muito cheio, eles nos deram um upgrade para a primeira classe. A comida e o vinho estavam maravilhosos, e eu tinha uma bela comissária de bordo de 28 anos me atendendo".
"Hmmm", diz o barbeiro: "Bem, eu aposto que o hotel foi exatamente como eu descrevi."
"Não, muito pelo contrário! Eles acabaram de gastar 25 milhões de dólares em uma reforma. É o melhor hotel em Roma agora. Eles estavam lotados e, portanto, se desculparam e nos deram a suíte presidencial sem nenhum custo extra!"
"Bem", resmungou o barbeiro, "Eu sei que você não conseguiu ver o Papa!"
"Na verdade, estávamos com bastante sorte. Quando visitamos o Vaticano, um guarda cutucou o meu ombro, explicou que o Papa gostaria de conhecer pessoalmente alguns dos visitantes, e me levou até sua sala, onde fiquei esperando. Depois de 5 minutos, o Papa atravessou a porta e apertou minha mão. Eu me ajoelhei, e ele falou algumas palavras para mim."
Impressionado, o barbeiro implora: "Diga-me, por favor! O que ele disse?"
"Ele apenas disse: Onde você conseguiu esse corte de cabelo ridículo?"
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.
 

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