sexta-feira, 6 de julho de 2018

AOS VIVOS: Quanto mais longe, mais distante



Por jornalista Tarcísio Matos
Quanto mais longe, mais distante
Na era de 60, viagem da zona rural pra urbana era em lombo de burro. No episódio em tela, protagonizado pelo generoso Fransquim de Mimosa, foram duas léguas e meia vencidas no lombo duma burrinha, a Lua Cheia. Ele ia ver documentos no cartório e, na volta, trazer mantimentos de cozinha.
Ocorre que a belíssima (e gostosa, sensual e simpática) Joana de Rita Pombo, necessitada de visitar urgente alguém na cidade, pediu carona. E um segredo.
- Fale pra ninguém, seu Fransquim, que eu vou mais o senhor!
- Se preocupe não, fía. Vamo e voltamo na paz.
Como nada de oculto há que não seja descoberto, alguém, no regresso da dupla, vê Joana escanchada na garupa do animal, enlaçando o ventre de Fransquim com braços desinteressados de filha. O pai da moça escandalizou-se. Na mente dele, “duas légua e meia era tempo suficiente” prum homem se servir duma mulher.
- É muito chão! Ela, uma inocente; ele, um cabavéi...
Delegado acionado. Sabedor do ocorrido pela boca do genitor da provável vítima, convoca Fransquim, Joana e Lua Cheia. O homem da Lei bota os olhos na moça e se encanta com tanta beleza. Ouve primeiro o acusado, a se defender em vão:
- Fiz nada com ela não, doutor! Juro por Deus! ‘Fumo e voltemo sem iscandilice’.
Olhos grelados do tronco de sedenho de Joana, delegado apaixonado profere sentença sumária:
- Pois teje preso, seu Franquim!!!
- Pelamor de Deus! Fiz nada, nada, nada com ela!
- Por isso mesmo vai preso! Fosse eu, tinha feito! E começava pela burrinha!

Colesterol “inlevantável”
Velho Mundico Augusto, 92 anos. Exames laboratoriais em mão para mostrar ao clínico geral. Doutor lê item por item o solicitado e comenta feliz os resultados:
- Parabéns, seu João! Colesterol dum menino, açúcar dum bebê, triglicerídeos dum rapaz! Muito bom!
Médico insiste em congratular João Maromba pelas taxas de acordo, mas o paciente não esboça reação de contentamento. Explica:
- De quem adianta isso tudo, doutor, se o bilau continua o dum velho de 92 anos!

Ultrassom 3 em 1
Homem de pouca escola, Zezé é pai vibrador. Do filho único, Zezezim, é porta-voz exagerado. É o rapaz mais lindo, inteligente, bem feito e gente boa do mundo.
- E agora que trabalha com som, pense! Quem mais entende do assunto no Planeta!
Tanta propaganda e Getúlio do Paredão busca os préstimos profissionais de Zezezim. Encosta o carro na porta da casa dele, chama o moço pra consertar alto falantes e DVD player. E desafia:
- 500 contos por tudo, mas é pra hoje à noite!
- Diabesso, mah? –responde surpreso o menino do Zezé.
- Foi teu pai! Disse que tu entendia tudo de som! Aí eu vim aqui...
- Home, eu trabalho numa clínica de imagens, com ultrassom! Ultrassonografia!
Fonte: O POVO, de 9/07/2016. Coluna “Aos Vivos”, de Tarcísio Matos.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

O PAPA E AS MÃES (solteiras ou não)




Fonte: Circulando por e-mail (internet) e i-phones.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

MARCO MACIEL – UM PROBO



Meraldo Zisman (*)
Médico-Psicoterapeuta
Paga um alto preço aqueles que desejam aplicar, em uma sociedade, o que funciona ou funcionou em outras. Assim, comparar e os movimentos/acontecimentos atuais brasileiros com os assemelhados distantes e distintos – Primavera de Praga, Primavera Árabe ou Turca, Mãos Limpas — é, além de pueril, desastroso.
Não acredito que algum brasileiro, ou brasileira, queira mal a seu país. Não sou ingênuo e conheço bem a natureza humana, para ser considerado pueril. Pratico a Medicina por mais de meio século e, ninguém pratica tal Arte e Ciência, por tanto tempo, impunemente.
O Estado de Pernambuco tem a sorte de possuir políticos que, na maior parte das vezes, primam pela honestidade do trato público. Por essa razão, apesar da perda de importância econômica, através dos tempos, ainda somos um farto celeiro de estadistas.
Fala-se, no momento atual, sobre consultas, plebiscitos, referendos, e tantas outras designações argumentum ad nauseam, propagadas pelos quatro cantos e, agora, de forma mais intensa, mediante uma caixa de ressonância maior, ofertada pela internet e pelos jovens da Pós-Modernidade. Isso é muito bom! Quando bem empregada, a tecnologia ajuda a democracia a ser melhor posta em prática.
As ruas demandam, e com toda razão, soluções para as diversas problemáticas de nossas instituições e poderes constituídos, ou seja, que eles apresentem um melhor e mais justo funcionamento e desempenho.
Acredito que reformas políticas passam pela escolha de nossos dirigentes. O que denomino de político, não diz respeito àqueles que pensam na reeleição, ou no próximo sufrágio (votação). Para mim, representam as pessoas que pensam, e planejam um melhor/ maior/ mais justo futuro para a nossa Nação.
Desejo lembrar e enaltecer, nessa hora difícil, a figura de um conterrâneo meu, ora afastado das lides políticas por motivo de saúde, porém, um constante batalhador das reformas políticas brasileiras. Sem maiores bairrismos, lembro o nome do político Marcos Maciel, como um exemplo a ser lembrado de probidade.
Triste de um povo, de um país, ou de uma nação, que necessita de salvadores da Pátria. Como médico, eu jamais coloquei, sobre os ombros fragilizados dos meus pacientes, as decisões terapêuticas. Sempre conversava com os familiares e, quando possível, com o próprio paciente. Neste sentido, está registrada, então, a opinião de um simples esculápio de província.
(*) Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sobrames/PE, da União Brasileira de Escritores (UBE) e da Academia Brasileira de Escritores Médicos (ABRAMES). Consultante Honorário da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha). Foi um dos primeiros neonatologistas brasileiros.

terça-feira, 3 de julho de 2018

LINGUIÇA X COBRA



Fonte: Circulando por e-mail (internet) e i-phones.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

DEMOCRACIA


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
A democracia baseia-se em um sistema de instituições construídas na expectativa de garantir a representatividade e legalidade das decisões políticas. Infelizmente, constatamos que este equilíbrio institucional tem sido seriamente desvirtuado. Um olhar acurado sobre o relacionamento dos poderes constituídos (Executivo, Judiciário e Legislativo) torna este desequilíbrio de fácil constatação e a confirmação de que as instituições democráticas não estão cumprindo o seu papel de canalizar as demandas da cidadania. Por outro lado, a coerência programática e de ideias, abrangendo indicadores políticos, administrativos, econômicos e sociais, nos leva ao caminho da justiça e da liberdade. A atividade estatal deve buscar o bem comum e não a vantagem de alguns que estão temporariamente no governo. O objetivo da política, todos sabemos, é a conquista, a expansão e a preservação dos espaços de poder. O embate e os jogos dos contrários constituem a essência dos sistemas democráticos, respeitando-se os princípios éticos e morais, bem como evitando-se emboscadas e conluios. É claro que as situações política e socioeconômica, notadamente nos países emergentes, incluindo-se o Brasil, ainda é muito grave, porém a desejada independência dos poderes constituídos, a liberdade de imprensa, a consciência dos direitos e obrigações das pessoas, são pontos básicos para a consolidação da democracia e, em consequência, a certeza de uma melhor qualidade de vida. Não podemos olvidar, no entanto, que a mais frágil democracia é preferível a qualquer ditadura dentro da perspectiva de liberdade e justiça, como também de uma visão estratégica.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 22/6/2018.

domingo, 1 de julho de 2018

O JANTAR DE DESPEDIDA DO PADRE


O padre encontra-se no jantar de despedida pelos 25 anos de trabalho ininterrupto à frente de uma paróquia numa pequena cidade.
E discursa:
— Quando cheguei aqui e ouvi a primeira confissão de um paroquiano, fiquei com uma péssima impressão desta comunidade.
E então começa um burburinho entre os participantes do evento. E o padre continua:
— Essa pessoa confessou que na infância roubou um aparelho de TV e dinheiro dos pais. Depois, no primeiro emprego, também pegou dinheiro da empresa onde trabalhava, além de ter aventuras amorosas com a esposa do chefe! E, vejam bem, o sonho dele era ser político só para ter uma vida boa!
O salão inteiro começa a falar sobre o assunto. E o padre, para amenizar, muda o discurso:
— Mas, com o passar do tempo, entretanto, conheci ótimos paroquianos, responsáveis, com valores morais, comprometidos com sua fé. E foi desta maneira que tenho vivido os 25 anos mais maravilhosos de meu sacerdócio nesta bela cidade...
Nesse momento, a porta do salão abre e o prefeito entra ofegante, atrasado, pois ele também discursaria na despedida do padre. Ele entrega o presente da comunidade em agradecimento a tudo que o pároco havia feito por eles. Pede desculpas pelo atraso e começa o discurso:
— Nunca vou me esquecer do dia em que o padre chegou à nossa paróquia. Como poderia? Eu tive a honra de ser o primeiro a se confessar com ele!
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

O CACHORRO DO POLÍTICO

Estavam o engenheiro, o contador, o químico, o profissional de informática e o político, todos com seus cachorros em um concurso para mostrar qual dos cãezinhos era o mais inteligente e habilidoso.
O engenheiro ordenou ao seu cachorro:
— Escalímetro, mostre suas habilidades!
O cãozinho pegou um martelo e umas tábuas e num instante construiu uma casinha. Todos admitiram que era uma façanha.
O contador disse que seu cão podia fazer algo melhor:
— Calculadora, mostre as suas habilidades!
O cachorro foi à cozinha e voltou com 24 bolinhos. Dividiu os 24 bolinhos em oito pilhas de três bolinhos cada. Todos admitiram que era genial.
O químico disse que seu cão podia fazer algo melhor:
— Óxido, mostre a todos as suas habilidades!
Óxido caminhou até a geladeira, pegou um litro de leite, umas bananas, colocou tudo no liquidificador e fez uma vitamina. Todos aceitaram que era impressionante.
O informático sabia que podia ganhar de todos:
— Megabyte, vamos lá!
Megabyte atravessou o quarto, ligou o computador, verificou se tinha vírus, redimensionou o sistema operativo, mandou um e-mail e instalou um jogo excelente. Todos sabiam que este era muito difícil de superar.
Todos olharam para o político e disseram:
— E seu cão, o que pode fazer?
O político chamou seu cão e disse:
— Deputado, mostre tuas habilidades!
Deputado deu um salto, comeu os bolinhos, tomou a vitamina, fez xixi na casinha, apagou todos os arquivos do computador, armou a maior zorra com os outros cachorros... E expulsou todo mundo, exibindo um título falso de propriedade.
Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.
 

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