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domingo, 21 de junho de 2026

Amar em Comunhão: a força dos primeiros passos

Por Pe. Eugênio Pacelli SJ (*)

Em um tempo marcado por relações frágeis e vínculos muitas vezes efêmeros, a proposta do movimento Amare, idealizado por mim, surge como um convite profundo à solidez do amor vivido a dois.

Há dez anos no Ceará, o movimento acolhe casais nos primeiros anos de união — até sete anos — reconhecendo nesse período um dos mais desafiadores da vida conjugal. É justamente nesse tempo inaugural que se moldam as bases do diálogo, da escuta, do perdão e da perseverança, elementos indispensáveis para que o amor não se desgaste diante das inevitáveis provas da convivência, nem se perca diante das pressões externas do mundo contemporâneo.

A inspiração encontra eco no magistério da Igreja, especialmente na Amoris Laetitia, na qual o Papa Francisco ressalta que o amor no matrimônio é um caminho de construção contínua, feito de pequenas escolhas diárias. Ele recorda que os primeiros anos exigem paciência, maturidade e, sobretudo, enraizamento espiritual — um tempo em que o casal aprende a sair de si para acolher o outro, a transformar diferenças em aprendizado e a cultivar a unidade sem anular a individualidade, construindo assim uma comunhão verdadeira.

Caminhar com a Igreja, nesse contexto, não é apenas frequentar celebrações, mas permitir que a graça divina permeie as realidades concretas da vida a dois: os conflitos silenciosos, os sonhos partilhados, as limitações humanas e as conquistas que se tornam testemunho. Ao viver em comunidade, os casais descobrem que não estão sós — há outros que também enfrentam dúvidas, crises e recomeços. E é justamente nesse espelho do outro que Deus se revela, sustentando, curando e orientando cada passo, fortalecendo o vínculo conjugal com esperança renovada.

Mais do que um movimento, o Amare se configura como um verdadeiro itinerário espiritual e humano, no qual o amor conjugal é educado, amadurecido e fortalecido. Em tempos de dispersão e imediatismo, ele resgata a beleza de permanecer, de reconstruir quantas vezes forem necessárias e de compreender que o matrimônio, quando vivido à luz do Evangelho, torna-se não apenas um compromisso, mas uma vocação viva, fiel e renovada todos os dias, sustentada pela graça e pela presença constante de Deus. 

(*) Sacerdote jesuíta e mestre em Teologia. Escritor. Diretor do Mosteiro dos Jesuítas de Baturité e do Polo Santo Inácio. Fundador do Movimento Amare.

Fonte: O Povo, de 2/05/2026. Opinião. p.22.


sábado, 23 de maio de 2026

Tradição Cristã ou Tradicionalismo Católico?

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

Em se tratando da Igreja Católica, assiste-se a uma avassaladora onda de liberalismo progressista, e, diante desses ‘neologismos pragmáticos’, é necessário um ponto de reflexão para não sairmos da estrada, definida por Jesus.

Trago aqui minha singela opinião, sem pretensões de maiores aprofundamentos, tampouco de convencer ninguém.

A tradição é a transmissão de valores, princípios e costumes de geração em geração, de tal maneira a manter a identidade cultural e a essência dos valores e princípios de um povo, de uma nação, de uma instituição. O tradicionalismo, por sua vez, está mais atento ao como, valoriza mais o rito do que a essência.

A Igreja Católica tem como suporte a Sagrada Escritura, a Sagrada Tradição e o Sagrado Magistério.

O Cristianismo não existiria sem a historicidade dos Apóstolos e de Jesus Cristo, cujo ensinamento foi preservado e transmitido pelos Apóstolos, a partir da Igreja primitiva, sem a qual a Bíblia seria apenas um livro sem contexto.

Há registros, tanto na cultura grega, quanto na cultura romana, de baluartes que nos legaram a Bíblia. Assim, temos Clemente de Roma e Policarpo de Esmirna, no século I, Irineu de Lião, no século II, Agostinho de Hipona, no século V, Tomás de Aquino, no século XIII e os gregos Orígenes, Atanásio de Alexandria, entre tantos outros. Romper, portanto, com a Sagrada Tradição, é desvincular-se da história, rompendo com os próprios Apóstolos e, enfim, com a Palavra que é o Cristo Jesus.

A liturgia, com seus gestos, atitudes, músicas e símbolos propicia um ambiente de espiritualidade e de adoração, não deve ser adaptada à vaidade e transitoriedade do mundo, aliás o fermento é a Palavra e jamais o mundo.

Dando um olhar pragmático, é possível perceber-se que a atitude de adoração à Eucaristia parece ter-se encolhido, o Santíssimo circula pelo meio das pessoas como algo vulgar, não há sinalização de que Jesus está passando; a atitude de alguns sacerdotes e alguns ministros, diante da Eucaristia, não chega a ser nem mesmo uma vênia e a distribuição da Santíssima Eucaristia é mais semelhante a uma feira do que ao Santíssimo Sacramento, o Filho de Deus encarnado, presente no pão eucarístico.

Como católico, há vezes, que eu não me sinto num templo católico, sendo mais convidativo à oração e ao encontro com Deus o interior de minha moradia. Muitos ritmos musicais, nas celebrações, espantam e afastam mais do que despertam o espírito e não convidam à adoração, ‘data venia’, parece-me mais um show de calouros; muitas proclamações da Palavra são péssimas e incompreensíveis leituras sem qualquer preparo, nem compreensão do próprio leitor, constituindo, na minha visão, um desrespeito para com a Palavra.

O objetivo da substituição da língua oficial, o latim, pelo vernáculo, parece-me que vulgarizou, mas não espiritualizou, como se pranteava.

E o Presidente da celebração não é o sacerdote, é o próprio Cristo, tanto que a consagração é feita ‘in persona Christi’. O sacerdote é o intercessor, junto a Jesus Cristo, de quantos participam da liturgia e extensivo a todos.

A Igreja não é estática, nem o sacrifício da cruz e a ressurreição, riqueza museológica. Mas, a sua dinâmica não coincide com a dinâmica do mundo. É o Espírito que a vivifica, e não o mundo. Sempre foi, é e sempre será!!!

O Bispo auxiliar de Hertogenbosch, Robert Mutsaerts, afirmou que o colapso da prática religiosa, na Holanda, deveu-se à tentativa de tornar a Igreja mais atraente, ao modernizar suas práticas e diluir a identidade católica, resultando em esvaziamento, ao invés de renovação. (https://www.instagram.com/p/DWbWzLXDolJ/?img_index=1).

A Palavra nunca envelhece e jamais precisará de alterações, mesmo semânticas: evangelizar implica, sim, contextualização dentro do modal cultural, mas nunca o inverso, nem tampouco alteração e/ou adaptação de quaisquer citações da Palavra. À catequese cabe a explicação compreensível do Texto Sagrado.

Domine, auge fidem meam’!!!

Uma boa sexta-feira, as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 10/04/26.


segunda-feira, 18 de maio de 2026

A ASCENSÃO DIGNIFICA-NOS

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

A celebração da Ascensão do Senhor culmina o processo do resgate amoroso de Deus de suas criaturas e, em especial, de quem Ele fez com Suas próprias mãos e soprou-lhe Sua imagem e semelhança.

O Filho nasceu no seio de uma família, deu-Se a todos sem acepção de pessoas e sem opções privilegiadas, acolheu a fé dos que nEle creram, foi morto no patíbulo da cruz pelas garras do poder usurário, injusto e usurpador e ressuscitou, após três dias. Este, o mistério do amor incondicional de Deus por todos e por cada um de nós.

Temos o presente de Deus: “Filius datus est nobis”. (Um Filho nos foi dado).

Temos a missão do Filho: “Ecce Agnus Dei, qui tollit peccata mundi”. (Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo)

Temos a prova do amor incondicional de Deus: “Ecce lignum crucis in quo pependit salus mundi”. (Eis o lenho da Cruz, do qual dependeu salvação do mundo).

Temos a consagração da garantia plena e total: “Christus ressurrexit, sicut dixit”. (Cristo ressuscitou, como disse).

Após a consumação do Plano de Deus “Consummatum est” (Tudo está realizado), em grego “Τετέλεσται”, o Filho Ressuscitado passa quarenta dias fortalecendo, enriquecendo e complementando o ensinamento divino “Quod Ego facio, tu nescis modo: scies autem postea”. (O que faço não compreendes agora; saberás mais tarde).

Restava agora o coroamento da dignidade humana, ante a infinita amorosidade de Deus: Jesus, o Filho Salvador, ascende aos céus e, com Sua humanidade, assenta-se à direita do Pai. Jesus, não só nos leva aos céus, Ele nos eleva a dignidade perdida; na Sua Ascensão, Ele nos incendeia’ o coração e acende e faz arder a fé: “Eius Ascensio restituit dignitatis nostrae plenitudinem”. (Sua Ascensão restituiu nossa plena dignidade).

Ao ascender aos céus, Jesus faz-nos uma ‘intimação’ tão precisa, tão transparente e tão rigorosa, quanto amigável:

Homens da Galileia, por que ficais parados, olhando para o céu?  Ele virá do mesmo modo que O vistes subir para o céu.” (cfe. At 1,11).

Recebereis o poder do Espírito Santo para serdes Minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e na Samaria e até os confins da terra.” (At 1, 8).

Toda autoridade Me foi dada no céu e sobre a terra. Portanto, ide e fazei discípulos Meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei e estarei convosco até o fim do mundo.” (cfe. Mt 28, 19).

Para todos nós, cristãos, eis duas mensagens: não ficar parado, mas crescer na fé, na caridade, no amor, pois o céu não se conquista com olhares, senão com o testemunho vívido do Evangelho; a segunda é a certeza da Parusia, aliás, o lençol dobrado no túmulo já o anunciara.

Para a Igreja, Jesus define, claramente, sem rodeios nem ambiguidades, a sua missão.

Dominus vobiscum, (O Senhor esteja convosco) diz o sacerdote e o povo responde Et cum spiritu tuo (E com teu espírito). A mutualidade partilhada da oração irmana sacerdote e fiéis.

Um bom domingo, com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 17/05/26.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Por que na sexta-feira santa não há missa?

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

Num Planeta, onde todos os dias são celebradas missas, há um dia em que nenhum sacerdote pode celebrar a santa missa.

Antes de tudo, uma contextualização histórica:

Após a ceia eucarística, Jesus retira-se com seus apóstolos ao Getsêmani e, ao romper da noite, começa o seu martírio, com o beijo fatídico do apóstolo Judas Iscariotes. Jesus é levado preso, sofre humilhações, é torturado, flagelado, coroado de espinhos e, no dia seguinte, uma sexta-feira, é crucificado ao lado de dois ladrões, Gestas e Dimas.

Os Evangelistas Lucas, Mateus e Marcos atestam que uma como mortalha negra cobriu a terra: “Era quase à hora sexta e em toda a terra houve trevas até a hora nona, isto é, das 12h às 15h. Escureceu-se o sol e o véu do templo rasgou-se pelo meio”. Foi o momento da morte de Jesus.

É importante esclarecer que esse eclipse de 3 horas se deu, contrariando evidências científicas: 1) a Páscoa judaica, celebrada na lua cheia, permitiria apenas cenário de um eclipse lunar, mas não de um eclipse solar, que se dá quando a lua está na fase de lua nova, ou seja, a lua fica entre a terra e o sol; 2) A duração máxima de um eclipse solar é de 7h:31min.

Um aspecto considerável é o rasgamento, de alto a baixo, do véu do Santo dos Santos, pois, onde só podia entrar o sumo sacerdote uma vez por ano, agora é uma porta aberta a todos.

No que tange à celebração eucarística, como a Missa é a memória da morte e ressureição de Jesus, é o Sacrifício celebrado, sacramentalmente, na sexta-feira santa, a Igreja contempla o Sacrifício de Cristo, em sua realidade histórica: vivência litúrgica como acontecimento: o Cordeiro de Deus imolado por nossos pecados.

Daí que a sexta-feira santa, com a mesa sem toalha, o sacrário vazio, a matraca em lugar dos sinos, faz uma provocação espiritual: o silêncio vazio exorta-nos a refletir, a escutar e a contemplar o mistério Pascal. O silêncio do túmulo que precede a alegria da ressurreição.

A celebração litúrgica da sexta-feira santa é chamada a ‘missa dos pré-santificados’, porque não há a consagração, sendo as partículas consagradas na quinta-feira santa oferecidas para a comunhão desse dia.

Ecce lignum Crucis in quo pependit salus mundi. Venite adoremus” (Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo. Vinde, adoremos) ensina-nos a enfrentar nossas dores, sofrimentos e limitações, e a não nos acovardarmos ante a cruz.

Com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 4/04/26.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

EUCARISTIA: Centro de nossa fé

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

A Eucaristia não é um símbolo, nem uma representação, mas a presença real de Cristo. É a atualização do sacrifício da Cruz, não uma nova imolação.

Ao celebrar a Páscoa com seus discípulos, Jesus institui a Eucaristia (cf. Mt 26,26-29; Mc 14,22-25; Lc 22,19-20) que, a partir daquele momento, assume novo sentido, no mundo cristão. A Páscoa torna-se o evento da morte e ressurreição de Jesus.

Antes da instituição da Eucaristia, Jesus faz várias afirmações conexas:

- Em João 6,48-50: “Eu sou o pão da vida. Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram. Este é o pão que desceu do céu, para que não morra todo aquele que dele comer.”

- Em João 6, 51; “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que Eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo”.

- Em João 6,53: "Jesus disse-lhes: 'Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós".

- Em João 6, 54-55: "Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia". "Pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida".

Em Jo 6, 56: "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele.”

Na Última Ceia, os Evangelhos sinóticos apresentam, com toda clareza e exatidão, o mistério da transubstanciação, transbordando amor, paz e misericórdia, convocando todos à união e perpetuando a presença de Jesus, no meio de todos nós: - Jesus, na Última Ceia, parte o pão e dá o cálice, dizendo: "Isto é o meu corpo... este é o meu sangue", estabelecendo a Nova Aliança (Mt 26, 26-28; Mc 14, 22-24; Lc 22, 19-20).

“ISTO É O MEU CORPO / ISTO É O MEU SANGUE”: o tempo verbal usado para afirmar esta realidade

* apresenta qualidade de ação durativa (τοῦτό ἐστιν τὸ σῶμά μου / τοῦτό ἐστιν τὸ αἷμά μου), ou seja, não ficou somente naquele momento e não é uma representação simbólica, mas a realidade do que se afirma.

Em seguida, ordena Jesus: - Fazei isto em memória de Mim (τοῦτο ποιεῖτε εἰς τὴν ἐμὴν ἀνάμνησιν). Este tempo ποιεῖτε está flexionado no imperativo, expressa uma ordem de uma ação que já começou.

O Papa Paulo VI, na Carta Encíclica Mysterium Fidei, de 03 de setembro de 1965, 28 comenta: “Jesus ao ordenar aos Apóstolos que fizessem o partir do pão e o beber do cálice em sua memória, deixa explícita a sua “[...] vontade de que este mistério se renovasse. Na realidade, foi o que a Igreja primitiva realizou fielmente, perseverando na doutrina dos Apóstolos e reunindo-se para celebrar o sacrifício Eucarístico.

Tomai, todos, e comei: Isto é o Meu corpo, que será entregue por vós”.

Tomai, todos, e bebei: Este é o cálice do Meu sangue, o sangue da Nova e Eterna Aliança, que será derramado por vós e por todos, para remissão dos pecados.

FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.”

FONTE:https://www.academia.edu/145023418/Sacramento_da_Eucaristia_fundamentação_bíblica_e_teológica

Uma boa sexta-feira santa, com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 3/04/26.

domingo, 19 de abril de 2026

A vida após a morte segundo algumas religiões III

6. A Religião Asteca

O povo asteca acreditava em uma série de deidades extraordinárias, e tinha muitos festivais diferentes, que eram ditados pelo calendário asteca. Eles também acreditavam que nem todos os que morreram acabariam no mesmo lugar. A maioria das pessoas acabou em um lugar chamado Mictlan, onde os mortos tiveram que enfrentar muitos desafios durante um período de cerca de 4 anos antes de poder finalmente descansar. Por outro lado, pessoas que foram mortas por afogamento ou relâmpago acabaram em Tlalocan, que era um paraíso que foi dominado por Tlaloc, a divindade da chuva. Além do mais, acreditava-se que guerreiros abatidos ou mulheres que morreram durante o parto se transformavam em beija-flores.

7. Juche

Juche é a religião mais nova desta lista e é reservada exclusivamente aos cidadãos da Coreia do Norte. Os adeptos do Juche adoram o primeiro ditador do país, Kim Il-sung, seu filho, Kim Jong-il e sua esposa, Kim Jong-soko. Esta religião foi formada em um modo muito similar ao cristianismo, com estas três pessoas representando uma santa Trindade, como o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Os seguidores do Juche acreditam que passarão a vida eterna com seu grande líder após a morte.

8. Epicurismo

O epicurismo é uma religião que antecede o cristianismo em aproximadamente 300 anos e ainda continua sendo seguida hoje. Seus fiéis acreditam na existência de vários deuses, mas afirmam que todos esses deuses ignoram inteiramente a humanidade. O seu princípio determinante é que tudo, incluindo os deuses e a alma, é composto de átomos, e é por isso que eles não acreditam em qualquer vida após a morte.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


A vida após a morte segundo algumas religiões II

3. Religião Tradicional Chinesa

Os seguidores da religião folclórica Han acreditam em uma existência tranquila após a morte, que pode ser alcançada através da participação em rituais particulares e mostrando um grande respeito aos seus antepassados. Após a morte, se um indivíduo tiver vivido uma vida virtuosa o suficiente, então o deus Ch'eng Huang permitirá que habitem com os imortais no paraíso. No entanto, se suas vidas forem consideradas decadentes, eles seriam enviados ao inferno por tempo determinado, seguido imediatamente por um renascimento.

4. Zoroastrismo

As pessoas que seguem o zoroastrismo acreditam em um deus benevolente chamado Ahura Mazda e uma divindade do mal conhecida como Angra Mainyu. Eles acreditam que, após a morte, uma pessoa pode entrar no céu ou no inferno, dependendo de quão bem eles lideraram sua vida. Para chegar ao destino final de suas vidas, eles devem primeiro atravessar a Ponte Chinvat. Para pessoas virtuosas, essa ponte será apenas um pequeno desafio. No entanto, quando um pecador tenta atravessar, a ponte balançará perigosamente, ficará tão estreita como uma navalha, e uma mulher aterrorizante as atormentará implacavelmente enquanto tentam chegar ao outro lado. A queda da Ponte Chinvat resultará em uma permanência no purgatório, antes de voltar para a ponte para outra tentativa.

5. Rastafarianismo

O rastafarianismo começou na Jamaica durante a década de 1930, mas seus seguidores se espalharam por todo o mundo desde então. Os seguidores acreditam que o imperador da Etiópia, Haile Selassie, era seu deus encarnado, e ainda continuam a acreditar mesmo depois de sua morte, em 1975. Acredita-se que os fiéis do rastafarismo experimentam a imortalidade através da reencarnação. Eles também acreditam que o céu está dentro do Jardim do Éden, que, segundo eles, está localizado na África.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


A vida após a morte segundo algumas religiões I

 Se você acredita ou não em vida após a morte, certamente há muitas pessoas que acreditam. A maioria das religiões tem formas muito diferentes de ver a vida após a morte que, por sua vez, acaba por moldar nações e culturas inteiras de maneiras muito diferentes. A seguir, você encontrará 8 (oito) das religiões menos conhecidas do mundo, e exatamente como cada uma delas percebe a vida após a morte.

1. Jainismo

Há cerca de 4 milhões de seguidores do Jainismo no mundo de hoje. Eles acreditam na existência de deuses diversos e em reencarnação contínua até alcançar um estado de libertação. A libertação pode ser conquistada por não causar dano à Terra e através do esforço para evitar o mau karma. Aqueles que não conseguem a libertação são obrigados a continuar através de ciclos de renascimento, e alguns deles podem até precisar atravessar oito infernos diferentes antes de renascerem. Uma vez liberada, a alma finalmente descansará ao lado dos deuses.

2. Xintoísmo

De acordo com antigas lendas japonesas, os mortos entram em um lugar subterrâneo escuro chamado Yomi, onde um rio separa os vivos dos mortos. Independentemente do seu comportamento durante a vida, todos os mortos acabam habitando esse reino sombrio, no entanto, pessoas menos virtuosas podem se transformar em espíritos chamados Kami depois de morrerem. É por isso que os seguidores do Xintoísmo aderem a uma série de rituais de purificação ao longo de suas vidas.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Mais uma cidade na corrida pela monumentalização da fé

Por Emanuel Freitas da Silva (*)

Volto a um tema que discuti, aqui, 24/12/2-25: aquilo que nomeei como uma "corrida pela monumentalização da fé católica" no Ceará; ou seja: a construção de diversas imagens (gigantes) de santos católicos em cidades do interior, formatando um verdadeiro "turismo religioso", e tudo com o apoio do governo estadual (do PT, sempre acusado de "perseguir a fé") e dos governos municipais.

Citava, ali, os casos de Caridade, Crato, Campos Sales, Santana do Cariri, Chorozinho, Barbalha, Canindé, Maracanaú, Juazeiro do Norte e Caucaia.

Agora, mais uma cidade entra na "corrida": Iguatu. Na semana que passou, uma comitiva dirigiu-se ao Palácio da Abolição para demandar do governador Elmano de Freitas o apoio, inclusive orçamentário, para a construção de um complexo em homenagem à Senhora Sant'Ana, tida pela tradição católica (por causa de narrativas dos chamados "evangelhos apócrifos") como mãe de Maria; portanto, a avó de Jesus.

Estiveram presentes empresários da região, acompanhados do bispo de Iguatu, dom Geraldo Freire Soares, um arquiteto e representantes do poder público municipal. Segundo noticiou-se, a visita rendeu a promessa de auxílio do governo estadual, além de vultosos recursos advindos de emendas parlamentares - daqueles com base eleitoral na cidade, Agenor Neto e Marcos Sobreira, com todo o interesse de serem tidos como patronos do empreendimento, inscrevendo para sempre seus nomes nas placas do monumento - e, vejam só, uma doação bastante considerável de Roberto Pessoa (como empresário ou como prefeito de Maracanaú?).

A promessa, das autoridades políticas e religiosas, é de "mais um ponto de referência religioso", potencializando o turismo religioso no município e no estado. Isso porque a proposta prevê a criação de um espaço estruturado para acolher romeiros, visitantes e fiéis, impulsionando o comércio local, gerando empregos e colocando Iguatu em destaque no cenário estadual e nacional do turismo de fé.

Mais do que isso: em tempos de redução, ano a ano, do número de fiéis, o catolicismo se engaja em estratégias de visibilização pública como esta, como que expulsando-se do interior dos templos para forjar novos contornos no espaço público, em diversas cidades.

(*) Professor adjunto de teoria política da Uece/Facedi.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 4/03/26. Opinião. p.14.


sexta-feira, 20 de março de 2026

São José, paladino de nossa salvação

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie

José, filho de Jacó, descendente de Davi, nascido em Belém, teve uma boa formação, no seio de sua família. Radicado em Nazaré, conhecia de perto a família de Maria e admirava a firmeza de educação que Joaquim e Ana ministravam a Maria, sua futura esposa.

Isso posto, algumas considerações:

A história ignota de José pulsa, visível e vibrante, em suas atitudes como homem, esposo e pai adotivo, sediada no caráter, na lealdade, na humildade e na fé.

Embora não se saiba, em que idade, mudou-se para Nazaré, José conhecera a família de Maria, talvez, no seu mister de fabro e dedicava-lhe profunda admiração.

O silêncio, que perpassa toda a sua história, desenhou a grandeza de seus feitos, que os fatos revelam. E, diante de fatos, ideias, opiniões e tudo se calam, porque a luz, que brilha, clareia e atrai.

Imaginar um homem, cheio de amor por uma mulher, em véspera de casamento, deparar-se com uma súbita e inexplicável gravidez, é não ceder à fragilidade natural, é não se dar a um juízo apriorístico, é ser mais forte que os sentimentos e pensamentos que pretendem vaguear pelos meandros da mente.

José sentiu esse espinho, mas pensou na rosa, cujo perfume fez-se mais possante que o incômodo do espinho.

Sentindo-se impotente de compreender o que lhe parecia incompreensível, sua mente inquieta e atormentada, adormece-lhe o corpo cansado e, naquele sono irrequieto, uma visão o acalma e ratifica o parecer, que sua alma sempre lhe dizia de sua noiva.

Uma visão onírica e não uma aparição foi suficiente para a humildade da fé de José.

Ora, acreditar em visões não é tão fácil, pelas diversas circunstâncias e situações em que ocorrem, quanto mais dar crédito a sonhos.

E José acreditou, pois, no fundo de sua alma, essa fé já havia criado raízes e o amor da mulher amada falava-lhe de afeto, carinho e pureza virginal.

Eles provêm de insensibilidade invisível, que ultrapassa o além do visível, podem ser sintomas, premonições ou avisos e, muitas vezes, padecem de frustrações, sentimentos calcados e refugados. Sonhos levam a uma dimensão, onde a liberdade de devaneios, de imaginação não se prende a limites, onde a liberdade espraia-se além das fronteiras contingentes.

Sonhos são sonhos e podem não ser nada mais.

Para José, assim como para outros personagens bíblicos, em outros tempos e situações, sonhos foram linguagem de Deus e a esta linguagem sua fé curvou-se, incontinenti. No silêncio de sua alma, José escutou, nada perguntou, nem questionou, apenas obedeceu.

O mistério do DNA de Deus guardou-o consigo, tomou Maria como esposa e assumiu-se paladino do Salvador, até seus últimos dias, quando adormeceu, acolitado por ambos.

Seu silêncio ficou silenciado no seio da Igreja, por séculos, até que sua grandeza brilhou, intensamente, quando, em 8 de dezembro de 1870, a Sagrada Congregação dos Ritos promulgou o decreto QUEM AD MODUM DEUS (Da mesma maneira que Deus), que comunicou a decisão do Papa Pio IX de declarar São José como Patrono da Igreja Universal.

A inexcedível e extraordinária grandeza de São José põe-no acima de todos os santos, somente abaixo de Maria Santíssima.

São José, rogai por nós, pela Igreja, pelos sacerdotes e religiosos, por todos os cristãos, pelo mundo e pela Pátria Brasileira.

Tenhamos uma boa sexta-feira, com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 20/03/26.


segunda-feira, 16 de março de 2026

Romaria das Candeias e o debate da exploração dos preços

Por Rita Fabiana Arrais (*)

A cidade de Juazeiro do Norte é um dos campos mais fecundos das variadas manifestações religiosas populares do Brasil. A sua religiosidade parece distante de tudo que achamos sacrificial e místico.

O calendário religioso local distribui-se entre dez romarias por ano, permitindo o fluxo constante de romeiros, ao mesmo tempo em que fortalece a economia com o aumento da circulação de moedas, e a geração de empregos.

Ocorreu entre os dias 29 de janeiro e 2 de fevereiro a Romaria das Candeias, conhecida como a "procissão luminosa". Dados disponibilizados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico Turismo e Inovação de Juazeiro do Norte (Sedetur) informam que mais de 250 mil pessoas visitaram a cidade.

Não há informações concretas de quando iniciou-se a romaria, mas um fato importante e conhecido como a narrativa mais popular e fiel, é que no "[...] o crescimento do povoado no final do século XIX, em busca de alento espiritual e material, surgiu a necessidade de gerar emprego. Um serralheiro, passando por dificuldades, pediu ajuda ao Padre Cícero, que o orientou a fabricar candeeiros. [...] e aproveitando-se da comunhão com o povo os instruiu a comprar candeeiros para utilizar na data da procissão' (MARINHO, R. 2023).

A excelente resolutiva empreendedora do Padre reverbera por todo o Nordeste, relacionando as romarias aos efeitos do mercado econômico local.

A exploração dos preços de bens e serviços em tempos de romarias reflete a ausência de estratégias entre os empreendedores locais, (que precisam vender seus produtos), e o poder público que poderia negociar medidas em forma de incentivos promovendo a estagnação de preços, ou aumentos reduzidos e fragmentados anualmente para setores específicos da romaria, como os ranchos e pousadas.

É notório que as elevações de preços de diárias em 300%, com oferta de um quarto modesto com banheiro no corredor por uma bagatela de R$ 500,00 reais por pessoa é imoral. Outros produtos chamaram atenção pelo preço, como por exemplo: 300 ml de água por R$ 4,00, o café com leite e o pão de sal por R$ 7,00, o almoço estava o quilo por R$ 59,90, o prato de sopa ou caldo no jantar era vendido a R$ 15,00.

Diante desta realidade muitos romeiros passaram a substituir a alimentação, e a pernoitar dentro dos ônibus, em praças ou arredores das igrejas.

Perolina Lins, uma romeira de Maceió que durante a missa na Basílica Nossa Senhora das Dores, cantou assim o seu bendito da carestia: "Meu padrinho Ciço Romão nos ajude por favor. É grande a exploração na cidade do Senhor! Nas pousadas e racharia os valores são altos demais. E os romeiros sofrendo sem poder viajar mais.

(*) Economista.

Fonte: O Povo, de 13/02/26. Opinião. p.19.

domingo, 15 de março de 2026

Atravessar a dor com fé: os enfermos sob o olhar de Nossa Senhora de Lourdes

Por Pe. Reginaldo Manzotti (*)

Fevereiro, embora seja o mês mais curto do calendário, possui um significado profundo para a espiritualidade cristã. É neste período que a Igreja Católica celebra o Dia Mundial do Enfermo, em 11 de fevereiro, data da memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes.

Ao vivermos este mês como tempo dedicado aos enfermos, a Igreja nos convida a entrar num dos mistérios mais profundos da vida cristã: o encontro entre a fragilidade humana e a misericórdia de Deus. Não é um convite teórico, mas profundamente concreto, feito de rostos, histórias, dores e esperanças.

O Evangelho nos oferece uma parábola que se torna guia para este tempo: o Bom Samaritano Jesus narra a história de um homem ferido à beira do caminho, ignorado por um sacerdote e um levita, mas socorrido por um samaritano que, movido pela compaixão, cuidou de suas feridas e garantiu-lhe abrigo (Lc 10, 25-37).

Neste contexto, ecoa com força a mensagem do Papa Leão XIV, que, ao refletir sobre essa parábola, recorda à Igreja que o verdadeiro amor cristão nasce quando somos capazes de interromper o nosso caminho para cuidar do outro, especialmente daquele que sofre. Segundo ele, o mundo atual corre o risco de se acostumar com a dor alheia, passando por ela sem se deter, exatamente como fizeram o sacerdote e o levita da parábola.

O homem caído à beira do caminho continua presente em nosso tempo. Ele tem o rosto do enfermo que espera uma visita, do doente que enfrenta longas noites de solidão, da família que carrega o peso da enfermidade sem apoio, do corpo fragilizado e da alma cansada. Isso nos ensina que não basta ver: é preciso aproximar-se.

O Papa Leão XIV nos adverte que a compaixão não é um sentimento passageiro, mas uma decisão. O Bom Samaritano decide ver no ferido não um problema, mas um irmão. Decide gastar tempo, recursos e até arriscar-se por alguém que não conhece. Essa decisão transforma o caminho da indiferença em caminho de salvação.

É exatamente isso que contemplamos em Nossa Senhora de Lourdes. Maria não permanece distante do sofrimento humano. Ela aparece numa gruta simples, e se faz próxima dos doentes. Lourdes se tornou um grande lugar de peregrinação, onde milhares de pessoas acorrem não para fugir da dor, mas para atravessá-la com fé.

Assim como o Bom Samaritano se inclina para cuidar das feridas, Maria se inclina com ternura maternal sobre os enfermos. Ela não pergunta de onde vêm, nem quais méritos possuem; ela acolhe. O Papa Leão XIV afirma que a Igreja deve aprender com essa lógica do amor gratuito, pois o Evangelho só é crível quando se traduz em cuidado concreto.

Em Lourdes, muitos buscam a cura do corpo, mas todos são convidados à cura do coração. Nem sempre o milagre acontece como esperamos, mas sempre acontece algo maior: a certeza de que Deus não abandona seus filhos na dor. Maria, como Mãe atenta, permanece junto à cruz de cada enfermo, sustentando a esperança quando as forças parecem faltar.

O Papa recorda ainda que o Bom Samaritano não delega o cuidado: ele mesmo se envolve. Isso nos interpela profundamente. Quantas vezes terceirizamos o amor? Quantas vezes achamos que o cuidado é tarefa apenas de familiares, profissionais e instituições? Fevereiro nos lembra que todos somos responsáveis uns pelos outros.

Cada cristão é chamado a ser samaritano: na família, na comunidade, no hospital, na paróquia. Um telefonema, uma visita, uma oração oferecida, um gesto de paciência - tudo isso se torna sinal visível do Reino de Deus. Como ensina o Papa Leão XIV, a santidade passa, muitas vezes, por caminhos silenciosos, onde ninguém aplaude, mas onde Deus age.

Queridos filhos e filhas, neste mês dos enfermos, peçamos a graça de aprender com o Bom Samaritano e com Nossa Senhora de Lourdes. Que não sejamos uma Igreja que passa apressada, mas uma Igreja que se detém. Que não sejamos uma comunidade distante, mas uma família que cuida.

Confiemos todos os doentes à intercessão de Nossa Senhora de Lourdes. Que ela nos ensine a transformar a dor em oração, o sofrimento em oferta e o cuidado em missão. E que, iluminados pelo ensinamento do Papa Leão XIV, possamos ouvir de Jesus, não como reprovação, mas como envio amoroso: "Vai, e faze tu o mesmo."

(*) Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).

Fonte: O Povo, de 21/02/2026. Opinião. p.16.


Convertei-vos e crede no Evangelho

Por Emanuel Freitas da Silva (*)

Nesta quarta começa a Quaresma, tempo litúrgico do catolicismo. Constitui-se de quarenta dias de preparação para a celebração da Páscoa, ponto alto da fé cristã. Na liturgia de hoje, lê-se a passagem de Marcos 1, versículo 15: "O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!"

Sim, o chamado maior do Cristo foi, e é, o da conversão, a metanóia. Seguir a Cristo é "nascer novamente", "renunciar-se a si mesmo", ser "outro": "Eis que faço novas todas coisas".

Lembrei disso ao ver, na volta dos trabalhos à Alece, o discurso proferido por uma deputada para mostrar desacordo com o Plano de Enfrentamento ao Feminicídio, lançado pelo governo federal. Segundo ela, por não ter "chamado as igrejas", o plano não merecia ser considerado; daí a performance de rasgá-lo para "sair no jornal" - nisso, foi ela prontamente atendida, pois nossos jornais publicaram a cena, viralizando-a.

Mas, a deputada evangélica, esquecendo-se que Cristo veio "para que todos tenham vida, e vida em abundância", desejou às feministas "três crises de convulsão e AVC". Em vez de conversão, desejou doença (grave). Em vez de vida, padecer.

A retórica não é deslocada: pelo contrário, como nos lembra declaração captada por este jornal, ano passado, da boca de um outro deputado, também evangélico, falando a políticos de seu grupo, admoestando-os de que desejar a morte de Lula “não funciona”, pois ele mesmo já orou "muito".

"Fazei bem aos que vos perseguem e orai pelos vossos inimigos" é ordem dada pelo Cristo, a quem dizem seguir; ordem que se junta a tantas outras, às quais os nobres deputados parecem desconhecer.

Nas proximidades de sua "paixão", segundo relato do Evangelho de João, lê-se o que seria a "oração sacerdotal" que Cristo fez ao Pai, com um desejo: que olhando para seus seguidores, "o mundo creia". O testemunho que tais falas nos dão nos permitem crer no Cristo? O leitor veria Jesus, Maria, os apóstolos, os profetas e os santos desejar "crises de convulsão", "AVC" e "oração pela morte" de desafetos? Como esquecer a ordem de Jesus para que Pedro guardasse sua espada, que desejava usar contra o soldado romano?

Nobres excelências, "convertei-vos e crede no Evangelho". Em nome de Jesus, "até por uma coroa trocar!". 

(*) Professor adjunto de teoria política da Uece/Facedi.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 18/02/26. Opinião. p.10.

sábado, 14 de março de 2026

A vida após a morte segundo algumas religiões III

6. A Religião Asteca

O povo asteca acreditava em uma série de deidades extraordinárias, e tinha muitos festivais diferentes, que eram ditados pelo calendário asteca. Eles também acreditavam que nem todos os que morreram acabariam no mesmo lugar. A maioria das pessoas acabou em um lugar chamado Mictlan, onde os mortos tiveram que enfrentar muitos desafios durante um período de cerca de 4 anos antes de poder finalmente descansar. Por outro lado, pessoas que foram mortas por afogamento ou relâmpago acabaram em Tlalocan, que era um paraíso que foi dominado por Tlaloc, a divindade da chuva. Além do mais, acreditava-se que guerreiros abatidos ou mulheres que morreram durante o parto se transformavam em beija-flores.

7. Juche

Juche é a religião mais nova desta lista e é reservada exclusivamente aos cidadãos da Coreia do Norte. Os adeptos do Juche adoram o primeiro ditador do país, Kim Il-sung, seu filho, Kim Jong-il e sua esposa, Kim Jong-soko. Esta religião foi formada em um modo muito similar ao cristianismo, com estas três pessoas representando uma santa Trindade, como o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Os seguidores do Juche acreditam que passarão a vida eterna com seu grande líder após a morte.

8. Epicurismo

O epicurismo é uma religião que antecede o cristianismo em aproximadamente 300 anos e ainda continua sendo seguida hoje. Seus fiéis acreditam na existência de vários deuses, mas afirmam que todos esses deuses ignoram inteiramente a humanidade. O seu princípio determinante é que tudo, incluindo os deuses e a alma, é composto de átomos, e é por isso que eles não acreditam em qualquer vida após a morte.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


A vida após a morte segundo algumas religiões II

3. Religião Tradicional Chinesa

Os seguidores da religião folclórica Han acreditam em uma existência tranquila após a morte, que pode ser alcançada através da participação em rituais particulares e mostrando um grande respeito aos seus antepassados. Após a morte, se um indivíduo tiver vivido uma vida virtuosa o suficiente, então o deus Ch'eng Huang permitirá que habitem com os imortais no paraíso. No entanto, se suas vidas forem consideradas decadentes, eles seriam enviados ao inferno por tempo determinado, seguido imediatamente por um renascimento.

4. Zoroastrismo

As pessoas que seguem o zoroastrismo acreditam em um deus benevolente chamado Ahura Mazda e uma divindade do mal conhecida como Angra Mainyu. Eles acreditam que, após a morte, uma pessoa pode entrar no céu ou no inferno, dependendo de quão bem eles lideraram sua vida. Para chegar ao destino final de suas vidas, eles devem primeiro atravessar a Ponte Chinvat. Para pessoas virtuosas, essa ponte será apenas um pequeno desafio. No entanto, quando um pecador tenta atravessar, a ponte balançará perigosamente, ficará tão estreita como uma navalha, e uma mulher aterrorizante as atormentará implacavelmente enquanto tentam chegar ao outro lado. A queda da Ponte Chinvat resultará em uma permanência no purgatório, antes de voltar para a ponte para outra tentativa.

5. Rastafarianismo

O rastafarianismo começou na Jamaica durante a década de 1930, mas seus seguidores se espalharam por todo o mundo desde então. Os seguidores acreditam que o imperador da Etiópia, Haile Selassie, era seu deus encarnado, e ainda continuam a acreditar mesmo depois de sua morte, em 1975. Acredita-se que os fiéis do rastafarismo experimentam a imortalidade através da reencarnação. Eles também acreditam que o céu está dentro do Jardim do Éden, que, segundo eles, está localizado na África.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


A vida após a morte segundo algumas religiões I

Se você acredita ou não em vida após a morte, certamente há muitas pessoas que acreditam. A maioria das religiões tem formas muito diferentes de ver a vida após a morte que, por sua vez, acaba por moldar nações e culturas inteiras de maneiras muito diferentes. A seguir, você encontrará 8 (oito) das religiões menos conhecidas do mundo, e exatamente como cada uma delas percebe a vida após a morte.

1. Jainismo

Há cerca de 4 milhões de seguidores do Jainismo no mundo de hoje. Eles acreditam na existência de deuses diversos e em reencarnação contínua até alcançar um estado de libertação. A libertação pode ser conquistada por não causar dano à Terra e através do esforço para evitar o mau karma. Aqueles que não conseguem a libertação são obrigados a continuar através de ciclos de renascimento, e alguns deles podem até precisar atravessar oito infernos diferentes antes de renascerem. Uma vez liberada, a alma finalmente descansará ao lado dos deuses.

2. Xintoísmo

De acordo com antigas lendas japonesas, os mortos entram em um lugar subterrâneo escuro chamado Yomi, onde um rio separa os vivos dos mortos. Independentemente do seu comportamento durante a vida, todos os mortos acabam habitando esse reino sombrio, no entanto, pessoas menos virtuosas podem se transformar em espíritos chamados Kami depois de morrerem. É por isso que os seguidores do Xintoísmo aderem a uma série de rituais de purificação ao longo de suas vidas.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sábado, 7 de março de 2026

LISTA TENEBROSA

Por Rev. Munguba Jr. (*)

No Novo Testamento, a palavra grega allélon () significa “uns aos outros” ou “mutuamente”. Ela aparece cerca de 100 vezes, com ênfase nos relacionamentos de qualidade. Realça para nós um dos significados da Cruz de Cristo, com suas duas hastes apontando: a vertical para o relacionamento com Deus e a horizontal para o relacionamento com os homens.

O texto sagrado afirma em 1 João 3:16: “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e nós devemos dar nossa vida pelos irmãos”. Ser um cristão verdadeiro é amar o próximo como a si mesmo.

No início deste mês de fevereiro, os EUA liberaram metade da lista de Epstein, lista que retrata uma faceta terrível do gênero humano. São revelações que, até pouco tempo, eram chamadas de “teoria da conspiração”; postagens nas redes sociais eram derrubadas, remunerações proibidas e, para se falar sobre o assunto, era necessário alterar partes das palavras na tentativa de se proteger da censura.

A ONU afirma que cerca de um milhão de crianças somem todos os anos no mundo e nunca mais são encontradas. Já o International Centre for Missing & Exploited Children aponta para mais de oito milhões. Meninas e meninos levados para ilhas distantes, desconstruindo definitivamente seus sonhos e trazendo traumas para toda a existência, chegando, em alguns casos, à subtração da própria vida.

Constam na lista líderes mundiais, políticos proeminentes, príncipes e empresários de grande expressão no cenário internacional. Homens e mulheres que já conquistaram praticamente tudo o que se pode comprar e entraram em uma espiral de loucura, buscando novos e proibidos prazeres.

A que ponto de degradação pode descer o ser humano? Manchar deliberadamente a criação de Deus quando indefesa, ou ludibriada com promessas de uma vida de prosperidade.

Existem relatos de canibalismo e assassinatos com tentativa de ocultação de cadáveres.

O plano de Deus para o nosso planeta é que mantenhamos o princípio cristão de tratar os outros como gostaríamos de ser tratados. Olhar no outro a glória de Deus, a beleza dos iguais que, mesmo diferentes, são igualmente preciosos.

Vamos orar, pedindo a Deus que ilumine as nações, trazendo verdadeiro amor e consideração entre nós, humanos.

(*) Pastor Munguba Jr. Embaixador Cristão da Oração da Madrugada e Erradicação da Pobreza no Brasil e presidente da Igreja Batista Seven Church.

Fonte: O Povo, 17/01/2026. Opinião. p.16.


 

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