terça-feira, 22 de setembro de 2026

NOVOS TEMPOS?

Por Tales de Sá Cavalcante (*)

A expressão francesa "Mardi Gras", literalmente, significa "terça-feira gorda". É a terça-feira de Carnaval. O termo vem do consumo de alimentos gordurosos antes da abstinência da quaresma. Em cidades como New Orleans, "Mardi Gras" passou a ser Carnaval e nesse período lá estive. O desfile é bem distinto do nosso.

Lembrava o das antigas escolas do Brasil em 7 de Setembro. Indaguei a um dos policiais por que alguns deles entravam num carro comum e logo saíam. Disse-me ele: "É o carro do médico da polícia. Estamos em operação. Se alguém achar que irá gripar, entra no veículo e recebe uma injeção". Imaginei o cuidado que os americanos deveriam ter com seus soldados numa guerra.

Segundo a mídia, em novembro de 2025, o porta-aviões USS Abraham Lincoln foi ao Mar da China. Após a guerra entre EUA e Irã, o navio deslocou-se ao Oriente Médio. Os porta-aviões devem atracar a cada 30 ou 40 dias para descanso da tripulação e reabastecimento, mas o navio americano está no mar 3 meses a mais do que o previsto, e parentes dos militares que estão a bordo denunciaram, entre outros problemas, a escassez de comida e itens para higiene pessoal, além da contaminação da água, e que o longo período no mar e em guerra já impacta a saúde mental da tripulação. Novos tempos?

Noticiou-se que, em recente viagem do presidente, com a desconfiança de ataque iraniano ao avião, o líder dos EUA saiu secretamente para outra aeronave ao usar o caminhão de abastecimento e deixou, como "isca", os repórteres e assessores, que viajaram sem saber do perigo que corriam. Novos tempos?

O truque lembra o que teria acontecido em Brasília quando um marido sentiu que, para a esposa crer na sua viagem, teria de vê-lo entrar no avião. O esposo nele ingressou, saiu pelo caminhão e ficou em Brasília com a "outra".

Em 1998, o presidente Clinton quase perdeu o mandato, não por trair a esposa, mas por mentir. Hoje, em novos tempos, se daria o mesmo?

Para o neurocientista Miguel Nicolelis, "os EUA estão em uma autodestruição, com derretimento interno, sua democracia está morrendo e os jovens estão sem perspectiva alguma". Novos tempos?

(*) Reitor do FB UNI e Dir. Superintendente da Org. Educ. Farias Brito. Presidente da Academia Cearense de Letras.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 20/08/26. Opinião, p.18.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

EU VI!

Por Izabel Gurgel (*)

Houve um tempo em que nossa Tia Esmeralda dizia: "Caetano Veloso e Maria Bethânia são a mesma pessoa". Absoluta, Tia Esmeralda. "Uma só pessoa."

Eu não entendia. Era demais mesmo eu já tendo visto Fu Man Chu serrar uma mulher ao meio e deixá-la inteira ao final da mágica mais esperada no circo de passagem por Uruburetama. Também já havia angariado recursos para a cirurgia de recomposição da "Rose, a decapitada viva". Como? Levava mais gente para ver Rose na barraca da Feira dos Municípios, em Fortaleza. A bilheteria era para a cirurgia de recolocação da cabeça junto ao corpo, dizia o comovido senhor que apresentava cada sessão.

Depois de tanto trabalho, de mobilização de público, a produção de decapitada, a plateia pagante, vi Rose e o comovido senhor de mãos dadas na tarde do domingo, em cuja noite se daria a última apresentação. Estavam no Parque de Exposições, a caminho, talvez, da barraca-do-drama. Bem que o Dr. Prefeito havia explicado, a pedido da minha mãe, que era impossível alguém viver decapitado. Explicou como médico que era e usando um exemplo da física. O que acontecia ali era um truque de ilusionismo, com espelhos, luz, refração, eu iria ver com meus próprios olhos nos livros que ele me mostraria na volta para casa.

Ouvir eu ouvi. Valeu nada. Eu não pagava mais ingresso, pois estava a serviço. Quem pagava, via, no congelador da geladeira vazia, a cabeça ligada por mangueiras de jardinagem ao corpo na maca. E Rose falava. Falar com som, emissão de voz, não, mas abria e fechava os olhos, em diálogo com o citado comovido senhor e, por meio dele, com a plateia.

- Rose, Rose...

Em tom de dramática incerteza, parecia perguntar a si. A dúvida se Rose ainda teria forças para responder nos abalava. Silêncio de cortar corações, como cortada estava a cabeça.

Alonga-se a pausa dramática.

- Rose..., você quer viver, Rose?

Mais nove desertos de drama.

... uma sequência mais dramática ainda de abrir-e-fechar-de-olhos. Por vezes, Rose se fazia em lágrimas. Bem poucas. Havia mais lágrima na plateia.

Antes e depois da pergunta mil e uma vezes recolocada (há anos estavam em peregrinação. Via-se pelo estado da geladeira), o comovido senhor contava tudo o que havia acontecido com ela aos 19 anos. A tentativa de assassinato pelo marido, a fuga, os primeiros socorros, a esperança itinerante no combo barraca-Rose-geladeira-maca-comovido-senhor, único modo de sensibilizar as pessoas. Cada sessão urgia ser a última antes da cirurgia e restauro. O tempo de vida de Rose cada vez menor, a urgência por justo aquele tanto que faltava para cobrir o volume de gastos; os agradecimentos por estarmos ali, não só pagando ingresso, mas doando um tanto mais, o possível de cada qual para costurar a cabeça ao corpo da artista.

Não sei como, mas eu já sabia que Rose e o comovido senhor eram artistas. E duas pessoas tão separadas uma da outra quanto a cabeça e o corpo da Rose.

(*) Jornalista de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 16/08/26. Vida & Arte, p.2.


domingo, 20 de setembro de 2026

SULIVAN MOTA

Por Lêda Maria, jornalista de O Povo

Desde criança ele já manifestava o desejo de ser médico. Aos 9 anos, conseguiu comprar o seu primeiro livro de pequenos socorros e logo aprendeu a aplicar injeção, ganhando a confiança das pessoas e entregando-se à prática de um "pequeno doutor", recebendo da família orientação e motivação.

Após a formação em Medicina, pela UFC, conheceu o Iprede, ali exercendo sua vocação de amor. São 40 anos de dedicação. Aqui está Sulivan Mota, nosso entrevistado.

1. Quem é você?

Eu sou o Sulivan Mota. Ou melhor, eu fui o Sulivan Mota até alguns anos atrás, quando assumi o Iprede. A partir dali, passei a ser o Sulivan do Iprede.

É assim que a sociedade carinhosamente me chama. E eu sou imensamente feliz por isso — por estar nesta casa e ouvir "o Sulivan do Iprede" e não o inverso, "o Iprede do Sulivan", o que me deixaria profundamente triste. Sou pediatra de alma.

Professor aposentado da Universidade Federal do Ceará, onde exerci a docência por escolha de vida durante 44 anos.

2. Por que optou pela profissão de médico?

É difícil dizer, porque me falta a lembrança de ter pensado em qualquer outra profissão. Sempre tive a certeza absoluta de que seria médico.

O que me levou a isso, realmente, não sei. Não tive um pai ou um irmão mais velho médico para me influenciar.

Aos 10 anos de idade, depois de insistir muito, meu pai comprou para mim um livro que ensinava a aplicar injeção intramuscular.

Li e reli aquele livro e, depois de meu pai tomar a lição repetidamente, abri meu pequeno ambulatório para fazer curativos e aplicar injeções.

Tinha uma maletinha que eu carregava para cima e para baixo, atendendo a vizinhança ou alguém da família que necessitasse. Assim, ainda menino, eu já me projetava médico.

3. E o Iprede, como chegou à sua vida?

O Iprede chegou de forma muito suave, muito terna. Não sou fundador, mas, logo depois de fundado, cheguei ao Iprede como professor da UFC, levando meus alunos da disciplina de Desnutrição para aulas práticas.

Naquela época, a desnutrição atingia um pouco mais de um terço de nossas crianças. Logo me encantei com o Iprede, pela sua capacidade de estudar e por suas articulações com entidades do mundo inteiro, como o Instituto de Nutrição de Londres, onde Waterlow era o maior pesquisador em desnutrição da época.

Depois passamos a ser plantonista e médico do ambulatório, sempre nos comprometendo com aquele trabalho lindo, que transforma vidas. Falo no plural porque essa caminhada tem a companhia inseparável do pediatra João Nelson.

Nos encantamos tanto que, quando o Iprede esteve ameaçado de fechar as portas, decidimos assumir a entidade, mesmo em meio a grandes dificuldades. Chegamos com o coração aberto, com muita fé em Deus, que se faz manifestar aqui a todo instante.

4. Hoje quais são os seus dois principais desejos nessa caminhada no Iprede?

Alimentamos um dos maiores sonhos: a autossustentabilidade. No início nos pareceu utopia, mas a cada dia nos aproximamos mais dela. O primeiro desejo foi honrar e pagar as dívidas.

O segundo, o sonho que hoje nos move, é alcançar escala no atendimento das crianças neurodivergentes. Hoje temos uma demanda que jamais o Estado brasileiro terá condições de atender sozinho.

Mesmo havendo recursos, não teremos profissionais suficientes para assistir todas as crianças necessitadas.

A metodologia que se tem hoje para a intervenção no autismo exige um contingente de especialistas que o Brasil não dispõe.

O Iprede estudou e desenvolveu uma metodologia 10 a 12 vezes mais barata que a tradicional e que pode ser implantada tanto no pequeno quanto no grande município do Brasil.

Meu sonho é vê-la implantada, atendendo à demanda por inteiro. Só em Fortaleza, esta demanda ultrapassa 55.000 crianças buscando uma vaga para atendimento que, certamente, não terão se nada mudar.

5. Devoto de Irmã Dulce, como se relaciona com ela e qual uma graça alcançada?

Irmã Dulce tem sido a nossa mentora, a nossa santa milagrosa fazendo com que aqui dentro hoje possamos atender 4 mil crianças, 4 mil famílias.

A gente conseguir fazer a transformação dessas realidades confirma a cada momento a verdadeira realização de um milagre dela.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 19/09/2026. V&A. Lêda Maria. p.3.


A COLISÃO DE TRENS

Um dia o chefe de uma estação ferroviária, conversando com um dos funcionários, pergunta-lhe:

- Diga-me, o que você faria se visse que dois trens iriam colidir?

- Avisaria por rádio ou com bandeiras para mudar de faixa - o funcionário responde com muita segurança.

- E se eu não tivesse rádio nem bandeiras? - insistiu o chefe.

-  Bem, então eu ligaria para meu primo.

Surpreso, o patrão lhe pergunta:

- O seu primo saberia o que fazer?

- Não, é que ele nunca viu um acidente de trem.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


sábado, 19 de setembro de 2026

PESAR POR DR. NEY LEMOS

É com intenso pesar que aqui registro o falecimento na noite de ontem, 18 de setembro de 2026, do Dr. Ney Lemos, médico cirurgião geral e bariátrico.

Francisco Ney Lemos nasceu em Várzea Alegre, Ceará, em 15 de agosto de 1948. Era filho do médico e escritor Manoel Gonçalves de Lemos e de Francisca Mirtes Bitu Lemos.

Médico inscrito no Conselho Regional de Medicina do Ceará (CREMEC com RQE de Cirurgia Geral e de Medicina do Trabalho. Ele foi um renomado médico cirurgião cearense, com uma trajetória de grande destaque na medicina do Ceará.

Sua carreira médica foi dedicada principalmente à Cirurgia Geral, tendo realizado especialização em Cirurgia Geral na Clínica Cirúrgica do Hospital Getúlio Vargas, em Recife, no período de 10 de janeiro de 1977 a 9 de janeiro de 1979.

Atuou ativamente em entidades médicas, tendo exercido cargos de destaque como o de Vice-Presidente do Setor I do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC) e participação em marcos da cirurgia geral e bariátrica no estado do Ceará.

Um dos aspectos mais importantes de sua trajetória foi sua longa vinculação ao Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC), da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará.

Nessa instituição, atuou como preceptor de Cirurgia Geral e preceptor-chefe da Residência Médica, além de ter exercido funções relacionadas ao Serviço de Controle de Infecção Hospitalar. Sua atuação ganhou especial destaque com a implantação do Serviço de Cirurgia Bariátrica e Metabólica do HGCC.

Era Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).

Em 2006, ele presidiu o I Congresso de Cirurgia do Setor II do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, realizado em Fortaleza, reunindo os capítulos do Ceará, Piauí e Maranhão.

No biênio 2008–09, Ney Lemos ocupou a posição de Vice-Presidente do Setor II do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, representando a região Nordeste.

Em 2012, quando o serviço alcançou a marca de 500 cirurgias bariátricas, o Governo do Ceará registrou que a unidade já funcionava havia aproximadamente dez anos. Ney Lemos era um dos médicos responsáveis pelo serviço.

Em 2015, ele aparece expressamente identificado como coordenador da Unidade de Cirurgia Bariátrica e Metabólica do HGCC.

Lamento a perda do colega Francisco Ney Lemos. Pessoa muito querida e estimada na classe médica cearense. De fino trato, cordial e afável, qualidades que se agregavam à sua competência técnica como cirurgião geral.

Trabalhamos juntos na organização de congressos e em vários processos seletivos de residência médica. Foi nosso aluno em Curso de Epidemiologia Clínica.

Estive hoje cedo no velório desse nosso colega. A sua esposa Mercia Lima de Carvalho Lemos me pediu para reunir as mensagens de pesar em grupos de WhatsApp para repassar para ela.

Nossos pêsames à família enlutada.

Que Deus o acolha entre os Seus eleitos em sua nova morada.

O corpo do Dr. Ney Lemos está sendo velado, desde às 7 horas de hoje, dia 19 de setembro de 2026, no Velatório Ternura, à Rua Pe. Valdivino, Nº 2.255. A missa de corpo presente será celebrada às 15h e, em seguida, seus despojos serão levados para sepultamento, às 16h30min, no Cemitério Parque da Paz.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Sociedade Médica Saõ Lucas

OS BÊBADOS NA ESTAÇÃO DE TREM

Três bêbados chegam à estação de trem.

DIN DON DIN! O trem com destino a Lagos parte neste momento na plataforma 4.

Eles começam a correr, o Chefe da Estação ajuda um a subir, depois ajuda outro, e quando chega ao terceiro o trem já ganhou velocidade e ele não consegue subir.

- Sinto muito, mas é tarde demais!

- Bom, eles vão sentir mais, já que vieram apenas para se despedir de mim.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


A VIAGEM DE TREM

Durante uma viagem de trem, o inspetor vem pedir passagens aos passageiros:

- Sua passagem, por favor.

- Estou aposentado - responde um.

- Sou funcionário do Ministério dos Transportes - responde o outro.

- Sou deputado, responde o terceiro.

- E você senhor?

- Eu... eu sou um idiota que paga impostos, aqui está minha passagem.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


sexta-feira, 18 de setembro de 2026

COMPOSTURA, SENHORES!

Heládio Feitosa de Castro Filho (*)

Compostura, senhores! - repetia o velho professor de Direito Processual, batendo a régua na mesa, sempre que um aluno exagerava no tom ou na vontade. A palavra soava antiquada, quase um mimo de museu. Mas era a senha para o templo: ali, a toga não era fantasia; era reverência.

Hoje, ao acompanhar as notícias do Supremo Tribunal Federal, tenho a impressão de que o velho professor bate a régua em vão. E os alunos - agora ministros - parecem ter esquecido que a toga não lhes pertence.

Divergência jurídica é saudável. O problema começa quando o conflito deixa de ser apenas processual e passa a envolver acusações recíprocas, suspeitas sobre decisões e a impressão de que a própria Corte se tornou cenário de uma disputa interna de poder.

A crise atual do STF, com questionamentos sobre relatórios da Polícia Federal e decisões de afastamento, não pode ser tratada como simples desacordo entre colegas. Não se trata de antecipar culpa, nem de transformar suspeitas em condenações. Trata-se de reconhecer que, quando a imparcialidade é questionada, a transparência deixa de ser gentileza e passa a ser dever.

O Supremo não é a soma de onze vontades individuais. É uma instituição. E instituição se fortalece quando seus membros aceitam limites, submetem decisões controversas ao debate público e preservam a autoridade do conjunto acima da conveniência de cada gabinete.

O cidadão, porém, não acompanha apenas os votos. Acompanha também o espetáculo. Quando um ministro determina o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal e outro reverte a medida, o que chega à calçada é a impressão de que o Estado fala com vozes desencontradas. E a pergunta inevitável é: quem controla quem?

É nesse ponto que a compostura deixa de ser virtude decorativa e passa a ser exigência democrática. Não significa silêncio diante do abuso. Significa que a reação ao abuso deve respeitar as formas que dão legitimidade à Justiça.

O cidadão não espera santos. Espera juízes. Não exige concordância, mas divergência dentro das regras. Não pede uma Corte infalível. Pede uma Corte capaz de reconhecer e corrigir seus erros.

- Compostura, senhores! - repetiria o professor. - Não confundam autoridade com imunidade à crítica. Não confundam independência com ausência de controle.

Se a Justiça precisa de reforma, que se faça. Reformar não é desmoralizar. Criticar não é destruir. Exigir limites não é atacar a democracia. É tentar preservá-la.

O velho professor bate a régua na mesa.

- Compostura, senhores!

Talvez a régua deva ser também uma medida: a distância entre o poder e a vaidade; entre a autoridade e o arbítrio; entre o homem que veste a toga e a instituição que ele tem o dever de honrar.

Porque, quando a Justiça perde a compostura, o cidadão perde a sensação de que existe, acima das disputas, um lugar onde a lei ainda é maior que os homens.

E esse lugar precisa continuar existindo.

Compostura, senhores. Não como favor. Como dever.

(*) Médico cirurgião e professor da UFC. Da Academia Cearense de Medicina e da Academia Cearense de Médicos Escritores.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 18/09/2026. Opinião. p.16.


FOLCLORE POLÍTICO: Porandubas 730

Abro a coluna com a solidariedade em Petrópolis.

Sou solidário e não pago

Antônio Carlos Portela era um senhor rico e bom. Dava aval a todo o mundo, em Petrópolis. Gostava de política. Gostava demais. Quando chegava a campanha eleitoral, sua maneira de ajudar os amigos era avalizar empréstimos para as despesas de campanha. Certa eleição, avalizou um título para um candidato a deputado, que perdeu feio e ficou em dificuldades de pagar. O gerente do banco, sabendo que não receberia do devedor, foi ao avalista:

– Senhor Portela, o título está vencido. Preciso que o senhor pague. Como avalista, o senhor é solidário.

– Sou, sim. Sou muito amigo dele e estou inteiramente solidário com ele. Se ele não pagou, é porque tem seus motivos. Porque estou solidário, não pago também.

Fonte: Gaudêncio Torquato (GT Marketing Comunicação).

https://www.migalhas.com.br/coluna/porandubas-politicas/351366/porandubas-n-730



quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Francisco Flávio Leitão (1939-2026): uma forte comoção silenciosa

Por José Maria Bonfim de Morais (*)

Professor Dr. Francisco Flávio Leitão (1939-2026) que está nos deixando, causou uma forte comoção silenciosa, mas profunda no seio da sociedade de Fortaleza.

Flavio nasceu com os horizontes escurecidos da II Guerra Mundial. A Igreja Católica Apostólica Romana, último bastião contra a Modernidade erguia na cidade pernambucana do Recife, o III Congresso Eucarístico Nacional. Um dos versos do hino falava ”quem não crê, brasileiro não é”.  Flávio, cidadão de Fé, estendeu ao longo de sua vida um caminho afortunado de luz. O Congresso Eucarístico do Recife foi um marco que conseguiu frear o Iluminismo que desejava toldar os rumos intangíveis de nossa Igreja.

Flávio entrava no Seminário da Prainha, no mesmo ano em que o Professor Eliseu Paglioli iniciava o ensino da Neurocirurgia no Pavilhão São José da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. A Santa Casa gaúcha agrupa em torno de sua imensa enseada cerca de 9 hospitais, sendo 7 de alta complexidade. O maior centro médico da América Latina. O incrível do fenômeno gaúcho é que está plêiade de nosocômios, acontece no próprio seio da Casa da Caridade.

O pai poeta e a mãe pianista, Flávio Leitão aprendeu cedo a compreender cedo que a vida se engrandece com o serviço.  Flávio era um ser onipresente sem ser onipotente. Foi presidente da Sobrames, mas não aceitou ser reeleito. Frequentava com assiduidade a Sociedade São Lucas de Médico Católico. Quando era voluntário no serviço médico de Guanacés sempre o procurava. Sempre era bem acolhido.

João Alves, o sanfoneiro da Vila era um excelente músico. Certa feita começou a tropeçar nas palavras. A errar as notas. Depois começou a ter convulsões. Conseguimos realizar exames. A TC do Crânio mostrava uma massa expansiva na região frontal. Mostrei o caso ao Flávio. Ele acolheu o diagnóstico.  Disse que operaria. Porém seria interessante realizar uma ressonância magnética do crânio.

João era pobre. Um pobre agricultor que aprendeu a tocar sanfona. Senti dó do João. Pobre, doente e sem dinheiro para se tratar. Fui ao Dr. Arimatéia Santos e ele pagou a RNM. Pedíamos a Deus pelo pobre João. Pois fizemos a RNM e o tumor havia desaparecido.  Um milagre. Uma graça de Deus. Ary ajudando. Flávio sensível ao drama do João. Foi quando sem que fosse chamado, Deus faz a sua parte. E cura o João. Ditosa lembrança que guardo de Arimatéia Santos, Flávio Leitão e a Vila de Guanacés.

Deus é bom!

(*) Da Academia Cearense de Médicos Escritores, da Sociedade Médica São Lucas e da Sobrames/CE.


A DOR DAS LEMBRANÇAS

Por Rev. Munguba Jr. (*)

Existem dores que não estão no presente, mas continuam vivas como se nunca tivessem passado. Elas não aparecem o tempo todo nem dominam todos os momentos, mas permanecem guardadas em algum lugar da alma, esperando apenas um estímulo para emergirem novamente.

Se ao lembrar de determinado acontecimento você sente dor, desconforto ou uma reação emocional intensa, isso revela algo importante: aquela ferida ainda não cicatrizou completamente. O tempo, por si só, não cura tudo. Em muitos casos, apenas ensina a pessoa a conviver com aquilo que nunca foi verdadeiramente resolvido.

A dor da alma raramente se apresenta de forma clara. Ela assume diferentes formas, muitas vezes mascaradas, dificultando sua identificação. Pode surgir como raiva desproporcional, inveja silenciosa, vergonha, ansiedade constante, medo ou até rejeição a pessoas, lugares e situações ligados a antigas experiências.

Uma pessoa pode perceber uma irritação recorrente ao conviver com alguém da própria família sem compreender sua origem. Em muitos casos, essa emoção está ligada à sensação de ter sido menos valorizada ou comparada de forma injusta. Em outro contexto, alguém que viveu uma experiência traumática pode não reviver conscientemente aquela dor, mas encontrar enorme dificuldade para confiar nas pessoas e construir vínculos afetivos saudáveis.

A mente humana possui mecanismos complexos de proteção. Experiências carregadas de sofrimento podem permanecer armazenadas em níveis inconscientes, influenciando emoções, escolhas e comportamentos sem que a pessoa perceba claramente sua origem.

É nesse ponto que entram os chamados gatilhos emocionais. Um gatilho é qualquer estímulo capaz de ativar uma memória emocional não resolvida. Pode ser uma palavra, um tom de voz, um ambiente ou uma situação específica. Quando isso acontece, a pessoa não reage apenas ao presente, mas também à dor que continua associada àquela lembrança.

Você não precisa continuar vivendo sob a égide da dor das lembranças. É possível ressignificar o passado. A memória permanece, mas deixa de controlar as emoções, as escolhas e o futuro. 

(*) Pastor Munguba Jr. Embaixador Cristão da Oração da Madrugada e Erradicação da Pobreza no Brasil e presidente da Igreja Batista Seven Church.

Fonte: O Povo, 1/08/2026. Opinião. p.14.


quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Lançamento do Nº 10 da Revista Anual da ACEMES

A Diretoria da Academia Cearense de Médicos Escritores (ACEMES), durante o Setembro Cultural do Ideal Clube, conduziu o lançamento do Nº 10 da sua revista anual, agora denominada Coletânea Acemes 2026, tendo o jornalista Vicente Alencar como cerimonialista.

O evento aconteceu no Ideal Clube, no Espaço José Telles, em Fortaleza-CE, em 15 de setembro de 2026 (terça-feira) e contou com a expressiva presença de acadêmicos e de muitos convidados, além de familiares do Acad. Flávio Leitão.

A obra, expondo a produção literária dos confrades e de membros honorários dessa arcádia, foi apresentada pelo médico e escritor Luiz Moura Jr, atual Presidente da Acemes, que foi seguido em seu discurso, pelo pronunciamento da professora e escritora Laéria Fontenele, da Academia Cearense de Letras e membro honorária da Acemes, que cuidou de esmiuçar o teor e as características proeminentes da coletânea em lançamento.

Uma sensível homenagem aos acadêmicos Josué de Castro Filho e Flávio Leitão, ilustres membros honoráveis da Acemes, recentemente falecidos, foram lembrados em discurso proferido pelo Acad. José Maria Bonfim de Morais, ilustre vice-presidente do sodalício, sendo sucedido pela fala de agradecimento do neurocirurgião Flávio Leitão Filho.

O confrade Luiz Moura Jr, que presidiu a solenidade, conclamou a audiência a prestar um minuto de silêncio em reverência aos dois imortais que nos deixaram.

Participei dessa obra com três produções literárias: “Haroldo Juaçaba em livros”, “Luiz Carlos da Silva: 25 anos de saudades” e “ICC: importa fazer o bem”.

Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Membro da Sobrames-CE e da Acemes


DE MAU A PIOR

Por Raimundo Padilha (*)

O mundo está passando por aceleradas e profundas transformações. Na área da tecnologia, a velocidade tem sido inimaginável. A inteligência artificial veio para ficar e, com ela, profundas transformações. Igualmente, as energias alternativas já se constituem uma nova realidade.

O mundo avança a passos largos, não obstante a política e as guerras se constituem um retrocesso. Aliás, a política e a corrupção convivem em harmonia, comprometendo o homem nos seus valores morais. A política é praticada com "p" minúsculo, em que predomina o jogo imoral do salve-se quem puder.

No Parlamento, legisla-se em causa própria, buscando as vantagens pessoais. Raros são os honestos. E mais raros ainda são os projetos de qualidade votados em benefício da coletividade. A corrupção com suas mais diversas facetas, enlameando a ética e a moral, inclusive do cardinalato republicano. A justiça é perniciosamente lenta, estimulando a prática dos crimes e da sua impunidade.

Nestas áreas, estamos de mau a pior. E falta homem de estatura moral elevada que dê o grito de basta. Por isso, estamos a caminho do pior. A coletividade já não crê nos homens públicos. E se avizinham as eleições e a ameaça de dias piores.

Não tenho filiação partidária, não obstante tenha tido amizade com os três coronéis Adauto Bezerra, César Cals e, principalmente, Virgílio Távora, que militaram na política do Ceará por alguns anos.

Há um desencontro visível entre os estatutos partidários e a prática dos seus militantes, acho até que eles não leem referidos estatutos. Talvez só o PT guarde alguma identidade, mesmo assim distante das suas origens.

Antes da revolução de 64, os partidos guardavam maior fidelidade. Nesse período, houve o bipartidarismo: Arena e MDB. A Arena era um partido do Governo central, e o MDB se constituía numa frente com diversos matizes, no que se assemelha ao "Centrão" de hoje.

Atualmente funcionam perto de 30 partidos, quase todos de cores desbotadas. Somente dois personagens agrupam a maioria dos eleitores no que são acompanhados pelos demais partidos, inclusive os nanicos.

Dos grandes temas nacionais, quase nenhum é debatido congressoalmente. A coletividade é marginalizada, somente sendo procurada próximo às eleições. Estamos com a nossa democracia ameaçada? Como politizar a população? Existem, todavia, os apaixonados de raiz, num radicalismo entediante. Já não se debatem projetos ou programas de governo. Os xingamentos estão presentes na pauta, traduzindo-se num show de baixarias. Pobre política, desavergonhados políticos, com algumas exceções. A qualidade dos políticos está ladeira abaixo. Como será o nosso amanhã? 

(*) Economista, professor aposentado da UFC e membro da Academia Cearense de Economia.

Fonte: O Povo, de 5/08/26. Opinião. p.15.


terça-feira, 15 de setembro de 2026

CONVITE: Lançamento do Nº 10 da Revista Anual da Acemes

O presidente da Academia Cearense de Médicos Escritores (Acemes), Dr. Luiz Gonzaga de Moura Jr., convida para o lançamento do Nº 10 da “Coletânia Acemes 2026”, antiga Revista Anual da Acemes.

A Coletânia, de autoria dos membros titulares da Acemes, será apresentada pelo médico e escritor Acad. Luiz Moura, e pela professora e escritora Laéria Fontenele, da Academia Cearense de Letrs e membro honorária da Acemes

Local: Ideal Clube – Av. Monsenhor Tabosa, 1.381, Meireles - Fortaleza

Data: Dia 15 de setembro de 2026 (terça-feira). Horário: 19h30min.

Traje: Esporte fino. Aos acadêmicos indica-se o uso de pelerine e medalha.


Defesa de Memorial de Paula Matias Soares para Professor Titular da Educação Física da Uece

Na manhã de segunda-feira (14/09/26), ocorreu na Sala 3 do Programa de Pós-Graduação de Cuidados Clínicos e Enfermagem da Universidade Estadual do Ceará - PPCLIS /Uece, a Defesa de Memorial, seguida da avaliação de desempenho, para a promoção funcional da referência “O” de professor associado para referência “P” da classe Titular do Grupo Ocupacional Magistério Superior-MAS, da professora Paula Matias Soares, docente do Curso de Educação Física da Uece.

A Comissão Especial Julgadora, composta pelos Profs. Drs. Marcelo Gurgel Carlos da Silva (efetivo Uece), José Gerardo de Vasconcelos (efetivo UFC), Luís Távora Furtado Ribeiro (efetivo UFC), José Jackson Coelho Sampaio (suplente interno) e Antônio Barroso Lima (suplente externo), tendo por secretário o Prof. Dr. Nilson de Souza Cardoso, aprovou o Memorial apresentado pela professora doutora PAULA MATIAS SOARES.

Efusivas congratulações à professora Paula Matias Soares, por alcançar o ápice da docência universitária em sua empreitada profissional, repleta de feitos pessoais e docentes, que bem exprimem o seu empenho de educadora competente e a sua efetiva colaboração ao magistério superior cearense.

De igual modo, são merecedores de reconhecimentos, no seio da Uece, a graduação (licenciatura e bacharelado) em Educação Física, que tem a professora Paula Matias Soares como docente, e a Direção do Centro de Ciências da Saúde, do qual ela é a vice-diretora.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Professor do PPSAC-Uece


SETOR DE ATACAREJO IMPULSIONA A ECONOMIA CARIRIENSE

Por Rita Fabiana Arrais (*)

O ano de 2009 representa para a Região Metropolitana do Cariri (RMC) o início de uma nova relação econômica entre os ofertantes e os demandantes do setor varejista de alimentos.

O dinamismo urbano, a economia diversificada, a constante e elevada demanda, a localização estratégica e o suporte do poder público em proporcionar infraestrutura adequada foram condicionantes primordiais para que, nesse período, Juazeiro do Norte fosse a primeira cidade do Ceará a receber uma rede de atacarejo.

O modelo de larga escala de mercadorias e os preços competitivos modificaram a rotina das compras do dia a dia dos caririenses, ao mesmo tempo em que expandiu a concorrência de preços pressionando os médios e grandes varejistas, do mercado local, a redefinirem as suas margens de lucros.

É cabível de registro que esse formato utilizado na rede de atacarejo com características definidas (autosserviço, rede de distribuição local, preços distintos para o atacado e varejo, custos e preços reduzidos), impactou consideravelmente a economia local e o entorno.

Na prática ocorreram rearranjos comerciais entre os agentes econômicos (produtores locais e lojistas) impulsionando a capacidade produtiva regional do setor de hortifrúti, o que diretamente colaborou para o aumento da geração de empregos, assegurando um volume maior de vendas e encurtando a distância entre às grandes cadeias de consumo.

Informações disponíveis pela Associação Brasileira dos Atacarejos (Abaas) revelam que especialmente em Juazeiro do Norte houve uma expansão de filias de grandes redes de atacarejos (Atacadão, Mix Mateus, Brasil Atacarejo, Assaí Atacadão, R. Carvalho, entre outros). Se levarmos em consideração o período de 2009 a 2026 as redes como Atacadão, Mix Mateus e Assaí Atacadão, duplicaram suas lojas em Juazeiro, e ampliaram para outras cidades da região.

De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) no ano de 2025 as redes de atacarejos cresceram 10,5% com faturamento recorde de mais de R$ 1 trilhão de reais, e dominando a fatia de 49,3% do mercado alimentício nacional.

A relação da renda com o consumo "explica" a expansão dessas redes na região. O cenário econômico instável com a disparada da inflação desacelera o consumo das famílias ao reduzir o poder de compra, deslocando a curva da demanda para locais (atacarejos) em que há possibilidade de fazer a feira (as compras) com preços mais acessíveis.

Nesses últimos dezessete anos a economia da RMC consolidou-se como uma das maiores, e mais importantes do Nordeste. Logo, permanece atraindo investimentos públicos e grandes volumes de capital privado.

(*) Economista.

Fonte: O Povo, de 30/07/26. Opinião. p.19.


segunda-feira, 14 de setembro de 2026

A Missão da IA para o desenvolvimento seguro e compartilhado da humanidade

Por José Nelson Bessa Maia (*)

O debate internacional sobre inteligência artificial (IA) entrou em nova fase. A discussão se concentra agora não apenas no potencial da nova tecnologia, mas em regulá-la e utilizá-la para aumentar a produtividade e potencializar o desenvolvimento de todos os países. Há divergências entre o Ocidente e a China quanto aos objetivos estratégicos, ao papel do Estado, à governança, ao tratamento dos dados e à forma de equilibrar inovação, segurança e direitos individuais.

A divergência entre as abordagens ocidental e chinesa não decorre de avaliação diferente sobre a importância da IA - ambas a consideram uma tecnologia decisiva para o futuro. A principal diferença está no modelo de governança. Em linhas gerais, o Ocidente baseado no Liberalismo tende a privilegiar a inovação liderada pelo mercado, com dispositivos de proteção a direitos individuais e de regulação de riscos.

A China, por sua vez, adota a estratégia de coordenação pública em que a IA é tratada como ativo estratégico para impulsionar o desenvolvimento, modernização industrial, prestação de serviços públicos e segurança nacional.

Na Conferência Mundial de IA 2026 e em Xangai em 17-20 de julho, a China fez quatro observações importantes sobre a IA: primeiro, a necessidade de cooperação mutuamente benéfica e o estímulo à inovação. Para tal o código aberto, o compartilhamento para facilitar a inovação, o desenvolvimento industrial e a aplicação seriam essenciais para o avanço da IA.

Segundo, a percepção dos riscos e a garantia de que a IA seja segura e controlável, devendo estar sempre sob o controle humano e evitar a ênfase excessiva do conceito de segurança nacional no campo da IA.

Em terceiro, foi destacado o incentivo à inclusão e promoção do aprendizado mútuo entre as nações, uma vez que o avanço da IA e sua aplicação não devem minar a diversidade entre os países. Por último, a China defende a solidariedade e o aprimoramento da governança global, cabendo à ONU um papel nessa mediação, de modo a dar alinhamento e coordenação às estratégias de desenvolvimento, as regras de governança e os padrões técnicos da IA.

A posição chinesa tem méritos já que o debate sobre IA deixou de ser só tecnológico para se tornar uma questão de estratégia econômica, competitividade industrial e política pública. Passou a ser sobre uma ferramenta essencial para o crescimento no século XXI, comparável ao papel que as ferrovias, a eletricidade e a própria internet desempenharam no passado. Portanto, para os países do Sul Global a cooperação internacional será essencial para transformar a IA em aumento da sua competitividade e modernização, contribuindo para a transferência efetiva das novas tecnologias digitais e colocá-las a favor de seu genuíno desenvolvimento e soberania.

(*) Ex-secretário de Assuntos Internacionais do Governo do Ceará, mestre em Economia e doutor em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e, atualmente, consultor internacional.

Fonte: O Povo, de 25/07/26. Opinião. p.23.

ITA Ceará tem primeira fase concluída e licitação da terceira marcada para 19 de outubro

Por Adriano Queiroz, jornalista de O Povo

Fases seguintes incluem reforma da Base Aérea de Fortaleza e construção de mais um bloco de alojamentos de alunos

RESUMO: A primeira fase da construção do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) Ceará está 100% concluída. A informação foi dada pela presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernanda Pacobahyba.

A primeira fase das obras, que contempla o prédio das engenharias, está concluída, explica a gestora, embora ainda não tenha sido inaugurado devido ao período de defeso eleitoral. Já o primeiro bloco de alojamento dos alunos foi inaugurado em 1º de abril.

A licitação para a terceira fase do projeto está prevista para 19 de outubro. “Na segunda fase está em reforma toda a Base Aérea de Fortaleza, lembrando que é uma base que estava praticamente desativada. As instalações bem degradadas estão sendo 100% reformadas”, explicou.

“E aí nós temos equipamentos, mobiliários, toda a parte de laboratório sendo adquirida também. O ITA Ceará já conta com professores, com técnicos administrativos, todo o corpo funcional já está aqui nas dependências esperando os nossos alunos que devem chegar no início de 2027. O ITA Ceará já é uma realidade e é uma grande vitória do nosso povo cearense e do governo do Brasil”, exaltou.

Além das explicações da presidente do FNDE, o Fundo trouxe outros detalhes em comunicado enviado com exclusividade ao O POVO. A primeira fase das obras, por exemplo, envolveu investimentos de pouco mais de R$ 75,8 milhões para a construção do prédio das engenharias e do primeiro bloco de alojamentos.

A segunda fase prevê investimentos de R$ 91,2 milhões, estando com 75,05% de obras executadas para a reforma da estrutura existente da Base Aérea de Fortaleza e implantação de infraestrutura viária, elétrica e hidrossanitária.

A terceira fase inclui a consolidação e expansão do campus, com a construção de um segundo alojamento, de um prédio administrativo, de um complexo esportivo, além de obras de urbanização, acessibilidade e drenagem. O valor previsto atualmente é de R$ 186,9 milhões.

Além das obras, o MEC disse estar investindo na estruturação física e operacional do novo campus do ITA em Fortaleza, por meio da aquisição de bens e de contratação de serviços, voltados à implantação de ambientes acadêmicos e laboratoriais.

Como exemplo, está previsto o investimento em equipamentos de laboratórios o montante de R$ 64,2 milhões. Já para mobiliário e estrutura física está previsto o montante de R$ 27,2 milhões. O total em investimentos operacionais chega a R$ 94,4 milhões.

O comunicado também lembrou que o primeiro processo seletivo específico para o ITA Ceará ocorreu em 2024, tendo a primeira turma começado o Curso Fundamental em 2025 e 2026, ainda no campus de São José dos Campos (SP). O Ciclo Profissional será em Fortaleza para quem optar pelos cursos de Engenharia de Sistemas ou Engenharia de Energia e terá duração de três anos, com aulas previstas para começar em março de 2027.

O informe também destacou o concurso público realizado pelo ITA que selecionou 110 profissionais de níveis técnico e superior. “Os novos servidores tomaram posse e estão exercendo suas atividades no novo campus em Fortaleza, em atividades de planejamento de aulas, pesquisa e desenvolvimento dos laboratórios, além de interação com a comunidade local”, afirma a nota.

Por fim, foi assinado um Termo de Execução Descentralizada (TED) entre FNDE, ITA e a Universidade Federal do Ceará (UFC) para a concepção de uma sala imersiva que vai contar a história do ITA e da implantação do novo campus no Ceará.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 11/08/26. Economia. p.12.

domingo, 13 de setembro de 2026

Postagens de pesar por Flávio Leitão no Grupo de WhatsApp da Academia Cearense de Medicina - ACM

Acabei de receber do consócio Seridião Montenegro a seguinte mensagem: “Profundamente consternado, informo que o querido amigo Flávio Leitão de Carvalho partiu para o plano superior há cerca de uma hora. Que descanse em paz! 🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻

Sinto intensamente por tão grande perda de um valoroso cidadão cearense, dotado de tantos predicados humanos, que muito contribuiu como médico, escritor, professor e outros relevantes atributos pessoais.

Que Deus o acolha em Seus braços misericordiosos.

Marcelo Gurgel

Triste notícia! Prof. Flávio foi um exemplo de cordialidade, empatia e compromisso com o ensino e com os pacientes!

Que Deus conforte a família!

Huygens

FRANCISCO FLÁVIO LEITÃO DE CARVALHO, grande cidadão, um humanista, profissional destacado, professor de gerações que se transformaram em seus admiradores, escritor de estilo terso, fraterno e atencioso com o próximo, disponível para pacientes, amigos e colegas, chefe de família exemplar. Escrevo o seu nome em caixa-alta e no bronze que perpetua a memória dos bem-aventurados. Descanse em paz, mestre e amigo. Aos familiares, nossa solidariedade e abraço pesaroso.

a.: Eurípedes (Girão) Chaves e família.

Eis o comunicado oficial e cheio de fé do Dr. Flávio Leitão Filho 👇

Graças e louvores sejam dados a todo momento, ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento. As 21:28, meu pai repousou na Misericórdia do Pai.

Janedson

Meu prezado amigo

Guardo você na minha alma, para garantir a eternidade da nossa amizade

Que Deus o tenha

Elias Boutala

Um grande profissional, além de um amigo querido! Que Deus o receba na Sua Glória e conforte toda a família. Descanse em paz, Professor!

Heládio Castro

Descanse em paz

Querido professor. Exemplo de mestre.

Sentimentos para família e amigos,

Fernando Barroso

NOTA DE PESAR

Perde a Academia, perde a ciência, perde a arte, perde a democracia, mas, acima de tudo, perde o coração de quem teve o privilégio de conviver com ele. Um mestre que ensinava com a alma e acolhia com o abraço. Que a Luz divina receba o Professor Dr. Flávio Leitão em toda a sua plenitude, e que o conforto envolva cada coração da família. Sua missão aqui foi cumprida com excelência e amor. Descanse em paz, querido Professor.

Arruda Bastos, Marcilia e família

Tive a fortuna de conhecer e conviver com o médico Flávio Leitão desde o tempo da Faculdade de Medicina. Tornamo-nos amigos ao longo da caminhada de mais de meio século. Dou fé. Foi meu professor e foi bom professor. Fomos colegas no Departamento de Cirurgia e foi um bom colega. Fomos confrades na Academia Cearense de Medicina e foi um bom confrade, amigo, atencioso e lhano. Fomos confrades na Sobrames e foi um escritor dedicado às letras quanto o foi ao bisturi. Este o levou ao panteão nacional dos grandes neurocirurgiões. A pena, vocacionada para o clássico, o levou à gloriosa Academia Cearense de Letras. O simpático e sempre bem-humorado Flávio Leitão foi um cidadão que se tornou referência exemplar por onde o lume de Deus o guiou. Marido extremamente cuidadoso com a esposa. Em conversas, quando o assunto pedia, ele adorava pronunciar Marimília. Até em aulas formais.  Por vezes, em aulas de neurologia sobre o diagnóstico diferencial entre “hematoma subdural e extradural”, para os alunos da graduação da UFC, dizia que era fácil fazê-lo. “Até Marímília sabe”. A minha aula de Otorrino seguia à dele. Chegava mais cedo e tinha o prazer de assistia à aula dele. Estou triste com a partida do amigo. Embora ciente da evolução da doença, o impacto da notícia me causou profunda consternação. Que Deus o receba no Céu e conforte Dona Marimília e toda amada família.

Sebastião Diógenes e família

2/9/2026

A porta do Céu se abriu para receber seu amado filho Flávio Leitão.

Cumpriu sua missão segundo desígnios de Deus.

Plantou o Bem.

Cultivou o Amor.

Deixa saudades e doces lembranças.

Descanse em Paz.

Justo repouso.

Paulo Tavares

Descanse em paz professor, deixa muita saudade a todos que tiveram o privilégio de conviver com um ser humano tão especial.

Jean Crispim

Que Deus o tenha, grande Flávio Leitão, um dos fundadores do HGF (INPS). Trabalhamos no HGF desde o ano de 1969. Ele na Neurocirurgia e eu, na Obstetrícia.

Votos de condolências para os familiares.

Luciano Pinheiro

Prof. Flavio Leitão, cumpriu sua vida na terra com dignidade; pessoa amiga, grande médico e grande professor, uma mente lúcida e inteligente, deixa-nos a todos tristes com sua partida. Que o Pai dos Céus o receba em Sua Casa e conforte a família. Um abraço fraterno do Lúcio Flavio, Jôsi e família.

Que notícia triste para todos nós, ex-alunos, colegas, amigos e confrades! Que tenha o merecido descanso!

Sílvia Magalhães

Um privilégio ter convivido com o Professor Flávio Leitão, um Ser Humano digno. Que Deus console a família.

Paulo Reis

Flavio, amigo querido, inteligente, prestimoso. Deus o recebe com glórias no Seu Reino de Luz e Paz.

Helena Pitombeira

Todos nós temos o professor, o confrade, o escritor, a verve literária, a lhaneza, a elegância, a experiência, a simplicidade e o fino trato do amigo Flávio Leitão como PROTAGONISTA em várias ações do nosso cotidiano. Delas destaco dois capítulos:

O convívio informal das nossas viagens para os Encontros de Academias Literárias, Ceará adentro: Crateús, Quixadá, Lavras da Mangabeira, Camocim. Apaixonado, atento, protetor e cuidadoso na caminhada, de mãos dadas com sua Marimilia, musa inspiradora do verso e da prosa!

O outro, dele para mim, num dos momentos mais importantes e simbólicos da minha trajetória da atividade profissional:

“O ponto alto do meu relacionamento com o ilustre aniversariante (ao completar SETENT’ANOS), por determinação do Conselho Departamental, tive a honra de outorgar-lhe, na qualidade de Chefe do Departamento da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, a honrosa Comenda Distinção no Ensino Médico.

Fica gravada na memória a sua história, o exemplo, o legado do confrade imortal!

- Amém!

Luiz Moura

Triste notícia, dr. Flávio, professor, amigo, irmão.

Afável, querido e bem vindo em todos os momentos. Deus o receba em sua morada.

Abraço fraterno em toda família.

Sálvio Pinto

PESAR POR DR. FLÁVIO LEITÃO

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Sociedade Médica São Lucas

Postado no Blog do Marcelo Gurgel em 2/09/2026.

http://blogdomarcelogurgel.blogspot.com/2026/09/pesar-por-dr-flavio-leitao.html

Estou sem palavras para expressar minha imensa tristeza pela partida do amigo Flavio Leitão.

Marta Medeiros

O Dr. Flávio Leitão foi um Professor por vocação, literato por paixão e confrade por escolha, soube fazer da palavra instrumento de conhecimento, reflexão e amizade.

Descanse em paz, querido mestre e confrade.

Augusto Guimarães

Sentimos profundamente a partida do nosso querido confrade Flávio Leitão, médico e professor competente, ser humano admirado por sua grandeza d’alma e generosidade, orador e escritor talentoso, homem sensato, educado e de atitudes firmes. A Academia Cearense de Medicina sofre uma perda irreparável. Nosso sentimento de pesar junto à família e aos amigos.

Ivan Moura Fé

Se despede desse mundo o nosso querido colega Dr. Flávio Leitão, excelente professor, homem culto, generoso, ético e, acima de tudo, um grande amigo. Tinha um cuidado especial e profundamente humano com seus pacientes, exercendo a medicina com competência, dedicação e sensibilidade.

Tive a honra de trabalhar ao seu lado no Comitê de Ética do HUWC, onde pude conhecer ainda mais de perto sua inteligência, serenidade e grandeza de caráter. Dr. Flávio era, sem dúvida, um iluminado, daqueles seres especiais que deixam marcas profundas por onde passam.

Que Deus o receba em toda a Sua glória e conforte seus familiares e amigos neste momento de tanta dor. Sua memória permanecerá viva entre todos nós. Muito triste🙏🏻🙏🏻

Elizabeth Daher

Muita tristeza! Flavio foi um grande amigo, um grande companheiro de muitas jornadas. Fica uma lacuna nas nossas vidas.

Djacir Figueirêdo, Lindalva, Djacir filho, Daniel e Christiane, Daniela é Alcibíades

Notícia muito triste para nossa arcádia e para a medicina do Ceará. O confrade Flávio Leitão deixa um grande legado para nosso Ceará: exemplo de cidadão honesto, trabalhador, humano e verdadeiramente dedicado à medicina!

Henrique Leal

Flávio Leitão foi um homem extraordinário: inteligência fulgurante, humanista profundamente culto, um mestre como poucos do conhecimento científico vigoroso e da arte médica. Pontificava pela doçura, elegância, generosidade, solidariedade.

Inabalável em sua ética, associada a um grande espírito público, deixa exemplo de cidadania e de defesa intransigente da democracia.

O espírito conciliador, que marcava o seu estilo de liderança, fez dele um construtor de pontes, a presença indispensável nos desafios da construção coletiva. Com esses atributos realizou uma gestão transformadora na Chefia do Departamento de Cirurgia e trouxe notáveis contribuições à nossa Faculdade de Medicina, para ele uma paixão, e à educação médica, tema que incorporou a seus estudos e leituras.

Contribuiu, com participação efetiva e entusiasmo, dos processos de mudança curricular na Faculdade e de criação dos cursos médicos da UFC em Sobral e Barbalha. Fez-se voz ouvida e respeitada nas instâncias colegiadas da Universidade.

Tive o privilégio de estreita convivência com ele, para além do exercício profissional, e tive nele um amigo e conselheiro. Testemunhei, ao longo dos anos, a sua devoção pela companheira Marimília, a extremada dedicação aos filhos e o orgulho pelo seu sucesso, deixando a eles um precioso legado.

A sua partida traz a sensação de perda e uma grande saudade. E também de imensa gratidão por sua generosidade e pelos ensinamentos recebidos.

Henry Campos

BIOGRAFIA DO MÉDICO ESCRITOR FLÁVIO LEITÃO

Acad. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Membro Titular da ACM, da ACEMES e da ACL

Postado no Blog do Marcelo Gurgel em 2/09/2026.

http://blogdomarcelogurgel.blogspot.com/2026/09/biografia-do-medico-escritor-flavio.html

Um grande Médico,

Um grande Professor,

Um grande ser Humano,

Hoje uma grande Saudade...

Sulivan

Pesar e saudades pela partida do amigo e confrade Flávio Leitão. Minhas condolências para os familiares, especialmente para os amigos e colegas de turma Vicente e Ericina. Que Deus o receba no seu Reino com bondades, festas e alegrias.

Luiz Aires, Valéria e família.

Comovidos, apresentamos nosso sentimento de pesar e nossa solidariedade a cara família do ilustre Colega e destemido Confrade Flávio Leitão no momento aflitivo de sua Páscoa.

Fraternalmente João Evangelista, Zelia e Filhos.

Nosso ilustre Professor Dr. Flávio, nossa gratidão e siga tranquilo na certeza que cumpriu seu papel de cidadão e profissional do bem. Glória a Deus!

Sara Cavalcante

Dr. Flavio Leitão, descanse em Paz nos braços de DEUS! Conheci o Dr. Flávio na Casa de Saúde São Raimundo em 1980. Quando, eu era Plantonista da CTI. Chegava um paciente com quadro neurológico, chamávamos o Dr. Flávio em pouquíssimo tempo ele chegava ao hospital. Esse fato ficou marcado na minha memória. Excelente profissional um exemplo para todos, Ser Humano admirável, sempre muito cordial. Há bem pouco tempo o vi em uma das reuniões da ACM e na Santa Missa da Sociedade Médica São Lucas, que ele sempre estava presente.

Anastácio Queirós

FLÁVIO LEITÃO, um SER precioso! Deixou-nos deixando saudade, da forte, da só consolável através da FÉ. Concordo com todas as manifestações a ele dirigidas. Destaco também seu fino senso de humor, seu modo muito fraterno de tratar e apreciar o mano Vicente. Convincente reciprocidade!  Uma coisa nos consola e conforta: deixou de sofrer. Sua VIA CRUCIS foi penosa. Que o SER SUPERIOR o receba, conforte sua Marimília, sua família e a nós também! Repouse em paz, irmão FLÁVIO!

02.09.2026.

João Martins

O número e o teor de tantas manifestações de pesar de todos os confrades e confreiras pela Páscoa do nosso querido Flávio Leitão traduzem o quanto era amado e exemplo de homem zeloso, amigo, de médico, de professor dedicado! Que o Senhor o receba com muito amor e conforte sua família!

Descanse em paz, Flávio!

Paulo Leitão

Flavio Leitao era uma rara unanimidade como comprovam todos os depoimentos desse grupo

Pedro Negreiros

ENTRE A ARTE E A MEDICINA

À memória do Dr. Flávio Leitão

Ontem, 1º de setembro de 2026, partiu um querido confrade da Academia Cearense de Medicina.

Hoje, ao recordá-lo, quero fazê-lo através daquilo que tantas vezes nos encantou: a Arte, esse território onde a Medicina também encontra a sua mais profunda dimensão humana.

Penso na célebre tela de André Brouillet, “Uma lição clínica na Salpêtrière”, que eternizou o professor Jean-Martin Charcot diante de seus alunos, em uma das mais emblemáticas cenas da história da Medicina. Ali, ciência, observação, sofrimento humano e Arte se encontram em uma mesma imagem.

Essa obra, que tantas vezes nos aproximou em conversas e reflexões, hoje adquire, para mim, um significado ainda mais profundo, pois a escolhi, entre tantas outras, para a capa do meu livro, com o intuito de homenagear o Dr. Flávio Leitão.

O médico que partiu deixa de estar entre nós, mas permanece na memória daqueles e daquelas que tiveram o privilégio de compartilhar sua presença, sua amizade e sua dedicação à Medicina e à luta por uma sociedade mais igualitária e justa.

Que a Arte seja também hoje uma forma de dizer adeus e que permaneça, na memória de seus confrades e confreiras, a imagem de um homem que soube compreender que a Medicina é ciência, mas também é humanidade e que, como na grande Arte, cuidar é, antes de tudo, saber olhar.

À sua memória, minha homenagem, meu carinho, meu respeito e minha saudade.

Descanse em paz, querido confrade!

Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg

Fortaleza, 2 de setembro de 2026

NOTA DE PESAR

O presidente da Academia Cearense de Medicina, Acad. Ivan de Araújo Moura Fé, em nome da Arcádia, manifesta profundo pesar pelo falecimento do Acad. Francisco Flávio Leitão de Carvalho e decreta luto oficial por três dias.

A Academia Cearense de Medicina solidariza-se com os familiares, amigos e colegas do ilustre Acadêmico, neste momento de profunda dor e consternação.

Acad. Sebastião Diógenes

Secr.- Geral da ACM

3/9/2026

 

 

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