quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

EVENTOS DA QUARTA TURMA DE MEDICINA DA UECE - 2011

Nesta semana, transcorrem alguns eventos comemorativos da quarta turma de médicos Universidade Estadual do Ceará. Na segunda-feira (12/12/11), às 20 horas, aconteceu a Missa em Ação de Graças, na Igreja da Glória; ontem (13/12/11), pela manhã, deu-se o descerramento da placa da turma, que foi afixada no prédio da Coordenação do Curso de Medicina, e à noite, houve a Aula da Saudade, pronunciada pelo Prof. Francisco José da Costa Eleutério, um momento de real enlevo e congraçamento, entre docentes e discentes. Na ocasião, os alunos entregaram uma placa a cada homenageado, e fizeram a distribuição da Revista MedUece, número 4.
Hoje, será uma noite de encontro reservada apenas aos formandos; amanhã, às 19 horas, no Auditório Central da Uece, haverá uma sessão solene de conclusão do curso, revestida de pompas e circunstâncias, quando os novéis médicos prestarão o Juramento de Hipócrates, e serão proferidos os discursos oficiais. Na sexta-feira, à noite, terá o Baile de Formatura.
Prof. Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Docente do Curso de Medicina-Uece

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

MISERICÓRDIA

Pedro Henrique Saraiva Leão (*)
Deriva de miserere (tem piedade), como se lê no Salmo 50:1, na tradução da vulgata, e compõe-se do verbo misereo (ter pena), e cor (coração). Antigamente a Igreja Católica considerava a doença uma consequência do pecado, e cuidar dos doentes uma caridade cristã. Esse sentimento inspirou a criação dos hospitais da misericórdia entre ele a Santa Maria Nuova (Florença, 1280). Fabiola, rica romana, teria iniciado esses lazaretos. Basicamente, tais pias instituições proviam abrigo e alimento para viúvas, velhos, órfãos e pobres. Eram realmente mais “hospitéis”, como aqui mencionamos em 22/06/2011 (Hospital Haroldo Juaçaba).
A história igualmente aponta dona Leonor de Lencastre como fundadora (1498) da primeira Santa Casa do mundo, em Portugal.
Enquanto os memorialistas discutem a origem desses valetudinaria (hospitais e enfermarias), por certo foram as mulheres criadoras da base da Enfermagem, e fundamental sua participação altruística, desde as Irmãs Católicas de Caridade, na Irlanda (1831). Algumas dessas diaconisas, pois votadas a práticas piedosas ficaram famosas: Florence Nightingale (1820-1910), Elizabeth Fry, Mary Seacole, Dorothea Dix, Clara Barton. Tamanha continua sua influência que o primeiro hospital para cuidados paliativos em doentes terminais foi instalado pela médica Cecily Saunders, em Londres, 1967, e no Brasil por Maria Gorete Marciel, São Paulo, 2002 (ver meu artigo Ame e deixe morrer publicado em 13/05/2009).
Todas estas considerações ocorreram-me para registrar os 150 anos da Santa Casa da Misericórdia, no Ideal Clube, no último dia 23, em festa financiada por seus amigos.
A irmandade beneficente daquele sesquicentenário nosocômio – precursor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Ceará – foi fundada, onde permanece, a 12 de fevereiro de 1861. Alimentou-se das 14 obras espirituais e corporais mencionadas no evangelho de São Mateus, (25: 35/40).
Com as mesmas filantrópicas intenções, e idênticas limitações financeiras, integrou-se igualmente ao ensino e treinamento de pós-graduação médica no Ceará.
Na mitologia grega, Argos tinha 100 olhos no corpo. Curiosamente, toda a longa história (1861-2011) daquela Casa santa foi vista e anotada por um de seus fiéis médicos, o falecido Argos Vasconcelos, em livro editado aqui (1994), pela Gráfica Batista.
Merecendo reedição, o livro revela seu amor àquelas enfermarias, onde trabalhou por 42 anos, sobre ser referência obrigatória para a história da saúde neste Estado.
Parabenizo seus dirigentes e mantenedores, agradecendo-lhes a Medalha do Sesquicentenário, a mim também gentilmente outorgada, àquela noite.
À todos formulo Feliz Natal, com mais misericórdia no Ano Novo!
(*) Médico e presidente da Academia Cearense de Letras
Fonte: O Povo, Opinião, de 7/12/2011.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

AO MENOS DEIXEM OS PREGOS

Percival Puggina (*)
Reafirmo meu pessimismo: mais cedo ou mais tarde, como vem ocorrendo com todas as teses provenientes desses segmentos ideológicos e políticos, os crucifixos serão arrancados das paredes. E o resíduo cultural cristão ainda persistente continuará cedendo lugar a um humanismo desumano, destituído de alma e avesso a Deus. Avesso ao Deus cuja proteção é invocada na Constituição. Não guardo ilusões. Quando se encontra com a omissão de muitos e a ingênua tolice de outros tantos, a malícia passa por cima e impõe o que pretende com quase nenhuma resistência.
Aparentemente é uma questão simples. Afinal, se o Estado é laico, os espaços públicos ou sob responsabilidade do Estado não deveriam ser isentos de qualquer religiosidade, como banheiros de estação? O crucifixo, na parede de uma repartição, seria, nessa perspectiva, um atropelo à equidade, um agravo à Constituição e à Justiça. Remova-se, então. Mas tenha-se a coragem de assumir perante a história o registro do que foi feito: preserve-se o prego! Preserve-se o prego para que todos reconheçam o extraordinário serviço prestado. Para que todos saibam que ali havia um crucifixo, e que ele foi removido por abusivo, ofensivo, intolerável às almas sensíveis que, em nome da Justiça, se mobilizaram contra ele.
Observe de onde procedem os ataques aos crucifixos. Nem todos os que tocam nessas bandas são contra os crucifixos e nem todos o são por malícia. Mas todos os que se opõem aos crucifixos tocam nessas bandas. Tocam numa certa esquerda e numa certa direita. Ajudam-se mutuamente no processo de destruição dos valores. A cara da utopia da igualdade é o focinho da utopia da liberdade sem limites. Quando discorrem sobre seus motivos em relação aos crucifixos, transmitem a ideia de estarem jungidas a um imperativo constitucional - o Estado, mesmo não sendo ateu, é laico. Não tem religião própria. E os ingênuos abanam a cabeça em concordância: afinal, se há lugar para um crucifixo, por que não revestir as paredes com os símbolos de todas as outras religiões e crenças existentes? Ou tem para todos, ou não tem para ninguém. Com tanta coisa contra que lutar, escalam como adversário Jesus de Nazaré...
O crucifixo na parede da repartição não é peça publicitária. Não é elemento de proselitismo religioso. Não transforma o espaço em local de culto. É referência a um patrimônio de valores universais sem similar na iconografia humana: amor a Deus e ao próximo mesmo se inimigo, solidariedade, justiça, misericórdia, paz. Se tirar o crucifixo, fica o prego.
Por outro lado, percebam todos ou não, a mobilização pela remoção é apenas mais um ato da longa empreitada do relativismo, do hedonismo e do materialismo visando à deliberada destruição das bases da civilização ocidental. Apenas mais um gesto. Querem a prova? O mesmo argumento que pretende a remoção do crucifixo (o mesmíssimo argumento!) quer silenciar os cristãos sempre que se debatem aspectos morais de propostas legislativas ou decisões judiciais. "O estado é laico e os argumentos baseados numa moral de origem religiosa não podem ser admitidos!", proclamam com enfatuada sabedoria. Ou seja, admitem-se nos debates as opiniões de ateus, de movimentos sociais, de sindicatos, de homossexuais, de partidos políticos, de endinheiradas ONGs, do que for. Admitem-se opiniões do Além, psicografadas. Vale, até, opinião de quem não tem moral alguma. Mas não se toleram opiniões coincidentes ou fundadas na moral cristã. Pasmem os leitores: com esses argumentos de almanaque, com essa lógica de gibi, se consideram gênios da retórica, porta-estandartes da equidade. E não faltam ingênuos para aderir a essa conversa mole!
No entanto, saibam quantos lerem este artigo: o comunismo, ao refletir sobre suas dificuldades para expandir-se na Europa Ocidental, concluiu que seus maiores obstáculos estavam propostos pelas bases cristãs da cultura vigente. Desde então tem sido o que se viu. E só não percebe quem não se importa em servir de pomba para a refeição dos gaviões.
(*) Percival Puggina é arquiteto, empresário, escritor, titular do site http://www.puggina.org/, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país; autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões.
Fonte: Percival Puggina  - Pastoral da Comunicação. Quinta-Feira, 10/11/2011.

domingo, 11 de dezembro de 2011

NATAL DA ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA - 2011

A Academia Cearense de Medicina, como faz anualmente, realizou a sua confraternização natalina. O evento aconteceu na noite de ontem (10/12/11), no Hotel Sonata de Iracema, e contou com a participação de expressivo número de acadêmicos titulares; a maioria deles fez-se acompanhar de seus diletos cônjuges.
A destacar na celebração, a bela saudação natalina, proferida pelo novel acadêmico Janedson Baima Bezerra, plena de espiritualidade e com reflexões partidas do imo d’alma.
Acompanhada pelo Acad. Alberto Lima, ao violão, a soprano Graça Roriz Fonteles, esposa do Acad. Manassés Fonteles, fez um recital de canções natalinas.
À frente da organização, esteve o diligente confrade Vladimir Távora, que brindou a todos com um CD de músicas da Orquestra de Mantovani.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Academia Cearense de Medicina

sábado, 10 de dezembro de 2011

LANÇAMENTO DE “LITERAPIA” – Nº 20


Foi lançado, em novembro passado, o número 20 da Revista Literapia. Como sempre, mercê do empenho do seu editor Pedro Henrique Saraiva Leão, atual presidente da Academia Cearense de Letras, a revista traz um salutar alívio ao público cearense, tão sofrido de carências literárias.
Nela, observa-se a harmonia entre a qualidade dos textos selecionados, criteriosamente, pelo editor, e o apuro gráfico da impressão, sob os diligentes cuidados do Prof. Geraldo Jesuíno, o grande mestre do design cearense.
Participo, desse número, com o artigo intitulado: “Médicos que escrevem nos jornais cearenses” (p.65-6).
Sobre a obra, vale a pena ler a apreciação crítica de Audifax Rios, sob o título “Um santo remédio”, publicada In: O Povo, de 25/11/11, Vida & Arte, p.2

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

CONVITE LANÇAMENTO DE “DE CLÓVIS PARA AMÉLIA”


A Universidade Estadual Vale do Acaraú e a Academia Sobralense de Estudos e Letras convidam para a noite de autógrafos de “De Clóvis para Amélia”.
A obra, organizada por José Luís Lira, reúne a correspondência do jurista Clóvis Bevilaqua para sua esposa, a escritora Amélia de Freitas Bevilaqua.
O livro e o organizador serão apresentados pelo jornalista Cid Sabóia de Carvalho, professor aposentado da UFC e ilustre membro da Academia Cearense de Letras, da Academia Cearense de Retórica e da Academia Fortalezense de Letras.
Data: 9 de dezembro de 2011 (sexta-feira), às 18h30.
Local: Academia Cearense de Letras – Rua do Rosário, 1 – Centro - Fortaleza.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

ANA MARGARIDA ROSEMBERG ESTREIA NA BLOGOSFERA


É com alegria que anuncio a chegada de mais um médico cearense na Blogosfera. Trata-se da minha amiga Ana Margarida Rosemberg, médica e historiadora, integrante dos quadros da Sobrames/CE.
Agora, o grande público terá acesso à sua preciosa produção literária, em prosa e em verso, que tanto encanta seus admiradores.
Uma mostra do que já ela postou, em seus primeiros dias de funcionamento, oferece bem uma boa visão prévia do que teremos a contar sobre os seus escritos.
O endereço do blog é: http://anamargarida-memorias.blogspot.com
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Médico da Turma José Carlos Ribeiro
 

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