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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

DIA DA MULHER MÉDICA

Dia 3 de fevereiro marca o Dia da Mulher Médica em homenagem a Elizabeth Blackwell (1821-1910), que foi a primeira mulher que conseguiu ser médica nos Estados Unidos e em todo o mundo. Dez universidades rejeitaram seu pedido até ser admitida no Geneva Medical College (NY) e, em janeiro de 1849, tornou-se a primeira mulher a receber um título de medicina. Pioneira em promover a entrada de mais mulheres na medicina nos Estados Unidos, foi também uma reformista e abolicionista. Sua irmã, Emily, foi a terceira mulher a se formar em medicina nos Estados Unidos.

Em 11 janeiro de 1849 se tornou a primeira mulher a receber um doutorado nos Estados Unidos. Ela foi para Paris onde trabalhou na maternidade. Quando tratava de uma criança, uma secreção purulenta espirrou no seu olho esquerdo deixando-a cega. Logo depois, foi para a Inglaterra. Quando retornou para os Estados Unidos, fundou com a irmã Emily, uma escola de enfermagem para as mulheres.

Depois da guerra, em 1868 fundou uma Universidade Médica da Mulher e no ano seguinte foi para a Inglaterra onde ela foi professora de ginecologia até sua aposentadoria em 1907.

Brasil – A primeira médica brasileira foi uma desbravadora. Maria Augusta Generoso Estrela nasceu no Rio de Janeiro em 1860 e tinha inteligência superior. Decidida a ser médica enfrentou e venceu preconceitos e até barreiras legais para conseguir o que queria. Como lhe era vedado o acesso às faculdades de medicina no Brasil, Maria Augusta convenceu seus pais a lhe permitirem viajar aos EUA para tentar a matricula em uma das faculdades americanas, que já admitiam mulheres. Acontece que ela tinha menos de 16 anos e a idade mínima para ingresso era de 18 anos e a New York Medical College and Hospital for Women recusou sua matrícula. Inconformada, Maria Augusta conseguiu ser ouvida por um colegiado, que aquiesceu aos seus argumentos e ela foi em seguida submetida ao exame de suficiência para ingresso. Foi aprovada com distinção.

Seus estudos nos EUA foram bancados pelo Império brasileiro, por decreto do Imperador Pedro II. D. Pedro tomou essa iniciativa por conhecer a história de Maria Augusta e pelo fato de que o pai dela, não teve mais condições de mantê-la em Nova Yorque, por conta da falência da companhia que representava. Pelo decreto imperial, a bolsa foi de 100 mil reis mensais para a faculdade, mais 300 mil reis anuais para as despesas gerais.

O curso de medicina foi completado em 1879 e aí outro problema: Maria Augusta não tinha idade suficiente para receber o diploma. Teve que aguardar por mais dois anos, tempo que utilizou em estágios profissionais.

Finalmente graduada doutora Maria Augusta Generoso Estrella voltou ao Brasil em 1882 e foi submetida a exames para validar seu diploma americano e conquistar o direito de exercer a profissão no Brasil. Isso só foi possível porque em 1879, o imperador havia emitido um decreto permitindo às mulheres o acesso ao ensino superior. É bem possível que a saga de Maria Augusta tenha influenciado o imperador a tomar essa medida, afinal ele custeara os estudos dela. A jovem doutora estabeleceu-se no Rio de Janeiro e atendia principalmente mulheres e crianças.

Fonte: FenaSaúde.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

MAGISTRA VITAE? (Mestra da vida?)

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie (*)

Ainda na minha infância, aprendi que ‘a história é mestra da vida’. Claro que, na minha meninice, não cheguei a compreender bem a dimensão e a profundidade desta asserção de Cícero: “A história é testemunha dos séculos, luz da verdade, vida da memória, mestra da vida, mensageira do passado”.

“Historia vero testis temporum, lux veritatis, vita memoriae, magistra vitae, nuntia vetustatis, qua voce alia nisi oratoris immortalitati commendatur?” (Cicero, De Oratore, II, 36).

Imaginava que havia uma grande mestra a nos mostrar a excelência da história. Mais tarde, porém, compreendi.

Na verdade, um olhar pelo retrovisor, tanto da vida pessoal como da história, é um alerta para tudo o que ocorreu, merecendo uma avaliação crítica de causas e consequências, com o objetivo de correção, ajustes e, mesmo, de não repetição das mesmas atitudes e atos que levaram a efeitos desastrosos e/ou danosos.

Muitas revoluções têm surgido, porém, não se tem notícias de muitas ‘revolições’, no sentido de mudar e aplainar os ínvios caminhos, que diversas nações vêm palmilhando, sobretudo, em detrimento de seu povo e de sua nação.

É imperativo que causas e efeitos sejam vistos e analisados com ‘criticidade imparcial’ e isso exige conhecimento das fontes e honestidade de caráter, uma vez que o passado não pode ser objeto de narrativas ideológicas ou de qualquer outro tipo de matiz. A análise dos fatos também não pode ocorrer sob olhar adrede direcionado, em pseudo-interpretação, para justificar desatinos de mentes doentias, autoritárias e obcecadas pelo poder e pela tirania.

A história põe-se uma fala e os que a ouvem e com ela dialogam, à luz do bem-estar de povos e nações, encontrarão subsídios para fortalecer suas convicções, afastando-se de malsãs opiniões dominadoras, que um vislumbre do passado desnuda.

O desconhecimento da realidade dos fatos ilude qualquer idiota, pela empolgação, pela doutrinação e pela manipulação bem conduzida por seus cultores. E um idiota útil segue, indefectivelmente, qualquer falastrão, mesmo sem fundamentações, mas justificativas falaciosas; tem olhos vendados que nem a miséria consegue abrir e suas mentes recusam-se a raciocinar.

Ao historiador não cabe um juízo de valor, nem juízo conforme suas crenças, mas, simplesmente, descrever os fatos, já acontecidos e que não podem ser mudados. O historiador, na dignidade de seu caráter, na sua faina historiográfica, não  conta, tampouco se dá a narrativas. Ele, simplesmente, relata fatos.

A história é fonte não apenas de conhecimentos, de avanços culturais, de processos tecnológicos e sociológicos, de títeres desastrosos, mas, sobretudo, de sabedoria. Erros, injustiças, perseguições, genocídios, guerras, e demais conteúdos, que a história nos apresenta, são um despertar para a liberdade de ser, de fazer e de conviver.

A palavra história deriva do latim historia, originalmente, do grego historía (ἱστορία), associado a historein (ιστορειν), que significa tanto testemunhar, quanto relatar, inquirir e investigar.

A história é, portanto, o olho do passado a nos propiciar relatos, que se nos apresentam também como lições experienciais.

Afinal, somos todos herdeiros de um passado e, também, as ciências tiveram a sua evolução histórica.

Tenhamos uma boa terça-feira, com as bênçãos de Deus!!!

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 13/01/26.


sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

ICC: importa fazer o bem

O Instituto do Câncer do Ceará (ICC), fundado em 1944, preserva a tradição de registrar a sua trajetória em livros impressos, institucionais ou de autoria de seus colaboradores.

Ao cabo dos 80 anos de existência do ICC, foi possível expor as suas efemérides e os seus feitos institucionais, em distintas mídias, com referência especialmente a livros comemorativos, como os que assinalaram os 50, 60, 65 e 70 anos dessa pujante entidade.

O ápice dessa sequência editorial foi alcançado agora, quando do término das celebrações dos 80 anos do ICC, ao se publicar a obra monumental "Importa fazer o bem", elaborada pela jornalista, publicitária e escritora profissional Angela Barros Leal, que organizou e redigiu, com os seus reconhecidos esmero e apuro, um magnífico trabalho, recorrendo a uma escrita coloquial e atraente ao leitor, que o induz a percorrer as páginas tão bem permeadas de ilustrações pertinentes.

Angela Barros Leal é formada em Comunicação Social pela UFC e em Biblioteconomia e Documentação pela Escola de Biblioteconomia e Documentação de São Carlos- SP, e atuou por quase 20 anos como jornalista em mídias locais. Como escritora, com cerca de 28 obras publicadas, e pesquisadora, Angela se dedica à documentação da história e da cultura do Ceará.

É sócia efetiva do Instituto do Ceará; Histórico Geográfico e Antropológico, o que reforça seu papel de importante intelectual contemporânea, que contribui de forma marcante para a preservação da memória e da história do Ceará.

Esse livro, cujo título remonta ao lema de vida do Dr. Haroldo Juaçaba, está distribuído em cinco capítulos, muito bem articulados: 1. Como chegamos até aqui; 2. Quem somos hoje; 3. Quem faz de nós o que somos; 4. Que valores nos movem; e 5. Onde queremos chegar.

Para a construção desse livro, Angela Barros Leal se valeu da farta pesquisa documental e das entrevistas de um alentado número de informantes-chave, fazendo gravações que, após digitadas, passaram por uma refinada elaboração e daí extraídos os elementos fundamentais à redação final.

O livro contém a participação pré-textual e pós-textual dos atuais dirigentes do ICC: Lúcio Alcântara (Presidente de Honra), Sérgio Juaçaba (Presidente) e Caio Juaçaba (CEO).

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Médico epidemiologista do ICC

Fonte: Publicado In: O Povo, de 11/12/25. Opinião, p.16.


domingo, 16 de novembro de 2025

Mistérios históricos que não têm explicação (ainda) IV

6. As inscrições do Vale do Indo

As escritas do Indo (também conhecido como escrita Harappan) é um modelo de comunicação escrita desenvolvido pela Civilização do Vale do Indo - uma das primeiras civilizações urbanas da história humana.

Acredita-se que a civilização tenha florescido de cerca de 2600 a.C a 1900 a.C. No entanto, seu sistema de escrita permanece indecifrável. Os linguistas não podem concordar com o tipo de linguagem usada nas inscrições. Até agora, não parece ter nenhuma conexão com outros idiomas usados nas áreas vizinhas, bem como com a Índia e o Paquistão. Cerca de 400 sinais foram identificados nos registros, fazendo os pesquisadores acreditarem que grande parte dele foi escrito em materiais perecíveis, como folhas de palmeira ou bétula.

Mas ainda não sabemos nada conclusivo sobre o que dizem, e esta é a razão pela qual a Civilização do Vale do Indo continua sendo uma das civilizações antigas mais misteriosas.

7. Peste Dançante de 1518

Em 14 de julho de 1518, uma mulher chamada Frau Troffea saiu de sua casa na cidade francesa de Estrasburgo (então parte do Sacro Império Romano) e de repente começou a dançar. Uma grande multidão logo se reuniu ao redor dela, curiosa para ver o que estava acontecendo. A mulher parecia incapaz de parar e não tinha controle sobre suas ações.

Ela continuou dançando até desmaiar de exaustão, mas logo retomou a atividade frenética. Isso durou alguns dias e, surpreendentemente, mais de 30 outras pessoas começaram a dançar da mesma forma em toda a cidade em uma semana. No final do mês, quase 400 pessoas dançavam nas ruas da cidade e seguiam em frente mesmo com os pés sangrando. Vários deles morreram de seus esforços, e ninguém na cidade sabia como detê-los. O frenesi da dança começou a diminuir apenas no início de setembro.

Os líderes cívicos e religiosos declararam que as pessoas sofriam da 'mania da dança' ou 'praga da dança'. Por mais estranho que isso possa parecer para nós hoje, essa mania da dança não foi uma ocorrência única. Crônicas dos séculos 14 a 16 estão cheias de relatos alegando vários surtos semelhantes na Europa. Um surto de dança semelhante em 1374 se espalhou para várias cidades ao longo do rio Reno.

Mas qual foi a razão por trás da praga da dança? Os cientistas ainda estão intrigados com esse mistério meio milênio depois. Inicialmente, acreditava-se que as pessoas dançavam para atrair o favor divino. No século 20, os investigadores disseram que as pessoas da cidade podem ter consumido pão contaminado com a doença fúngica ergot, o que pode levar a convulsões. A teoria mais popular é que a cidade foi afetada por um distúrbio psicogênico em massa. No entanto, nenhuma evidência conclusiva do incidente bizarro foi encontrada.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

Mistérios históricos que não têm explicação (ainda) III

4. Onde está a Arca da Aliança?

A Arca da Aliança era um baú feito de ouro puro contendo as tábuas com os Dez Mandamentos. Acreditava-se que fosse mantida no Primeiro Templo - um edifício usado pelo povo judeu para adorar a Deus - em Jerusalém. A Arca é mencionada várias vezes na Bíblia, e o Livro do Êxodo diz que Deus havia instruído Moisés a construí-la durante sua estadia no Monte Sinai.

Em 587 a.C., um exército babilônico sob o comando do rei Nabucodonosor II atacou Jerusalém e destruiu o templo. O destino da Arca não é claro. Algumas fontes sugerem que ela pode ter sido levada de volta para a Babilônia ou escondida antes de Jerusalém ser atacada.

Curiosamente, a Igreja de Nossa Senhora Maria de Sião afirma que a Arca permanece em sua posse. Infelizmente, ninguém sabe ao certo o que aconteceu com ela.

5. As últimas palavras de Einstein

O genial físico alemão Albert Einstein, famoso por elaborar sua teoria da relatividade, faleceu em 18 de abril de 1955, aos 76 anos. A causa de sua morte foi a ruptura de um aneurisma da aorta abdominal. Einstein recusou o tratamento, dizendo: “Quero ir quando quiser. É insípido prolongar a vida artificialmente. Eu fiz minha parte, é hora de ir. Farei isso com elegância.”

No entanto, as últimas palavras do grande homem permanecerão para sempre desconhecidas porque foram ditas em seu alemão nativo a uma enfermeira que não entendia o idioma. A enfermeira disse que ouviu Einstein murmurando algo momentos antes de dar seu último suspiro, mas não sabia exatamente o que ele disse. Talvez fosse uma frase profunda, ou talvez ele estivesse dando seu último adeus ao mundo. Nunca saberemos, infelizmente.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sábado, 15 de novembro de 2025

Mistérios históricos que não têm explicação (ainda) II

2. Para onde foi a colônia de Roanoke?

A ilha de Roanoke, situada na costa da atual Carolina do Norte, EUA, foi fundada em 1585 por um grupo de colonos da Inglaterra liderados por John White. White, que se tornou o governador do novo assentamento, partiu para a Inglaterra dois anos depois para obter mais suprimentos, deixando para trás sua esposa, filha, genro e neta. Acredita-se que a neta de White, Virginia Dare, seja a primeira criança filha de ingleses nascida nas Américas. Quando White voltou para a ilha em 1590, ficou chocado ao descobrir que toda a colônia havia desaparecido. Tudo o que ele encontrou foi uma única palavra esculpida em uma árvore - "CROATOAN". Etnólogos e antropólogos acreditam que a palavra pode ser uma amálgama de duas palavras algonquinas que significam "cidade da conversa" ou "cidade do conselho". Nos séculos seguintes, várias teorias tentaram explicar o desaparecimento da colônia de Roanoke. O mais popular sugere que as pessoas do assentamento se mudaram para uma ilha próxima. Outros dizem que fugiram. Mas ninguém sabe ao certo o que aconteceu com a colônia e, talvez, ninguém jamais saberá.

3. A verdadeira identidade de Jack, o Estripador

Quem foi Jack, o Estripador? Essa pergunta foi feita inúmeras vezes por mais de um século, mas ainda não sabemos a verdadeira identidade desse serial killer vitoriano. Em 1888, pelo menos cinco mulheres foram brutalmente assassinadas no East End de Londres, Inglaterra.

Cartas foram então enviadas à polícia, confessando os crimes e assinadas “Jack, o Estripador”. Se alguma delas foi escrita pelo verdadeiro assassino permanece uma questão de debate, mas Jack, o Estripador, se tornou um dos serial killers mais anônimos e ameaçadores da história.

O verdadeiro assassino nunca foi encontrado, e a maioria dos arquivos policiais relacionados à investigação foi destruída durante a Segunda Guerra Mundial. É quase certo agora que a verdadeira identidade do Estripador nunca será conhecida.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


Mistérios históricos que não têm explicação (ainda) I

Nosso mundo está cheio de curiosidades e mistérios que continuam nos intrigando. Existem alguns mistérios históricos, em particular, pelos quais os humanos são infinitamente fascinados. Por exemplo, ainda não sabemos a localização da tumba de Cleópatra, e o propósito de Stonehenge também permanece um mistério. Há muitos outros eventos históricos bizarros que não têm explicação, e as chances são de que nunca encontremos uma.

Aqui reunimos alguns Sete dos maiores quebra-cabeças não resolvidos da história. A falta de respostas torna esses enigmas ainda mais fascinantes.

1. O que aconteceu com Edgar Allan Poe?

Edgar Allan Poe foi um famoso escritor americano que morreu aos 40 anos em 1849 sob circunstâncias misteriosas. Poucos dias antes de sua morte, Poe foi visto deitado em uma sarjeta perto de uma taverna em Baltimore, Maryland, delirando e vestido com roupas surradas de segunda mão. Poe foi levado para um hospital onde não foi capaz de explicar o que aconteceu com ele enquanto ele ficava inconsciente nos próximos dias. Ele faleceu na manhã de 7 de outubro de 1849. J.E. Snodgrass, médico e amigo de Poe, o visitou no hospital, mas não conseguiu reconhecer o autor. Ele disse que Poe provavelmente morreu de complicações causadas pelo alcoolismo. Outras teorias sugerem que seu nível de açúcar no sangue estava muito baixo e alguns dizem que ele estava sob a influência de drogas. Curiosamente, porém, não há registros sobre a causa da morte de Poe.

Algumas pessoas chegaram a acreditar que o autor poderia ter sido vítima de um crime. Infelizmente, ninguém investigou o mistério da morte de Edgar Allan Poe, e é improvável que tenhamos uma resposta definitiva sobre o que exatamente causou o fim repentino do mestre do mistério.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

domingo, 2 de novembro de 2025

FATOS SOBRE O ANTIGO EGITO IV

7. Não havia dinheiro no Egito Antigo

O comércio no Egito Antigo era fortemente baseado na troca e, mais comumente, os trabalhadores receberiam pagamento na forma de alimentos, tecidos e outras mercadorias. No entanto, uma vez que o antigo Egito era uma nação agrária muito poderosa e rica, a negociação de grandes quantidades de bens e serviços sem qualquer padrão monetário fixo seria muito difícil.

Para esses propósitos, os egípcios usavam uma “moeda abstrata” chamada shat, e depois o deben, que parece ser igual a uma quantidade específica de ouro ou, possivelmente, de prata. Ao contrário das moedas, essas unidades monetárias não foram realmente trocadas e, em vez disso, você trocaria os produtos e serviços em si.

Então, digamos, você trocaria uma certa quantidade de tecido que valeria 12 reais para pagar por uma garrafa de cerveja e trigo que valha o mesmo valor. Esse tipo de troca monetária foi registrada já em 2750-2150 a.C., e a primeira moeda em forma de moeda não apareceu até que os governantes gregos e da dinastia ptolemaica chegaram ao Egito por volta de 332-30 a.C.

Acima você pode ver uma moeda datada de 51 a 30 a.C. com uma imagem de Cleópatra.

8. Nem todos os faraós construíram pirâmides

Embora seja certamente verdade que a maioria dos faraós dos antigos e médios reinos (c. 2686-1650 a.C.) construiu pirâmides para servir como seu local de sepultamento, por volta de 1550 a.C. esses grandes monumentos estavam fora de moda. Quase todos os governantes conhecidos do Novo Reino construíram 2 edifícios funerários em seu lugar.

A múmia do faraó seria colocada em uma câmara escondida lapidada nas montanhas no Vale dos Reis, perto de Tebas. O segundo monumento seria um grande templo memorial (tipicamente com grandes estátuas do faraó), situado estrategicamente na fronteira entre a terra fértil (o mundo dos vivos) e o deserto (o mundo dos mortos).

Após o colapso do Novo Reino, todos os governantes subsequentes foram enterrados em tumbas ocultas no norte do Egito, muitas das quais ainda não foram descobertas até hoje.

9. Cleópatra pode não ter sido tão bonita quanto dizem

A última rainha do Egito está profundamente associada à beleza física, provavelmente porque conseguiu seduzir dois dos homens mais poderosos do Império Romano - Julius Caesar e Marco Antônio. Mas ela era realmente tão bonita quanto pensamos?

Temos vários bustos que supostamente a descrevem, assim como algumas moedas representando Cleópatra que sobreviveram até hoje, mas todas elas parecem muito diferentes. As moedas, por exemplo, mostram a rainha egípcia com um grande nariz torto, um queixo saliente e olhos profundos, mas muitos historiadores apontam que essas características masculinas hiperbolizadas não eram nada mais do que uma maneira de inspirar poder e força.

Os bustos, por outro lado, são bastante inconsistentes, com alguns fazendo com que ela tenha características faciais mais nítidas e menores, enquanto outros retratam seu rosto como muito arredondado e delicado. A verdade é que nenhuma dessas réplicas visuais da rainha é uma representação genuína e confiável de Cleópatra, e as menções históricas registradas da rainha são igualmente inconsistentes.

O que todos os historiadores concordam, no entanto, é que a influência da rainha foi graças à sua inteligência, carisma e talento extraordinário para comunicar e convencer as pessoas. E embora possamos nunca saber o quão bela Cleópatra tenha sido fisicamente, sua história definitivamente nos ensina que a fixação na aparência pode ser uma tática errada.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

FATOS SOBRE O ANTIGO EGITO III

4. As mulheres poderiam e se tornaram rainhas

Embora a preferência fosse dada aos descendentes masculinos do faraó anterior, as mulheres também poderiam assumir o trono. Sabemos de pelo menos 3 ocasiões em que mulheres dominam totalmente o país, com o faraó feminino mais famoso sendo Hatexepsute, que governou o Egito por mais de 20 anos. Seu governo trouxe prosperidade ao país e hoje ela é amplamente conhecida como a primeira grande mulher da história.

Mas como uma mulher poderia se tornar faraó?

Com base em evidências arqueológicas, os cientistas acreditam que mulheres e homens no Egito Antigo tinham status social igual, com muitos textos mostrando que as mulheres poderiam possuir, herdar e vender propriedades, se divorciar e criar seus próprios filhos. Além disso, diferentemente do português, a antiga palavra egípcia para "rei" é neutra em termos de gênero, o que significa que ela poderia ser usada para descrever tanto um governante masculino quanto um feminino.

A palavra egípcia para 'rainha', por outro lado, significa 'esposo do rei', que não veio com todo o poder e responsabilidade de um monarca, e assim seria mais preciso classificar Sebekneferu, Hatshepsut e Tausserte como rainhas, e não reis do Egito Antigo.

5. Os antigos egípcios não andavam de camelo

Se você fosse viajar para as pirâmides egípcias hoje, uma maneira muito autêntica de fazer isso seria de camelo. E enquanto nós associamos camelos com a região do Oriente Médio hoje, os camelos não eram usados como meio de transporte até o alvorecer da antiga civilização egípcia.

Em vez de camelos, os antigos egípcios viajavam diariamente em burros e usavam animais para transportar carga em terra. Mas a maneira mais comum e conveniente de viajar era um barco. Como você deve saber, o Egito Antigo foi construído ao redor do rio Nilo, que era usado tanto para regar as plantações quanto para se deslocar.

Além de viajar em barcos de papiros leves, os egípcios cavaram canais para conectar seus assentamentos e outros locais estrategicamente importantes ao rio e usavam barcos para transportar cargas pesadas de grãos e pedras para diferentes partes do país.

6. A Grande Pirâmide de Gizé não foi construída por escravos

O historiador da Grécia Antiga Heródoto nos enganou por milênios, mas os arqueólogos hoje conseguiram provar que a Grande Pirâmide não foi construída por 100.000 escravos como Heródoto acreditava. Em vez disso, 5.000 funcionários permanentes e 20.000 temporários foram envolvidos na construção.

Essas pessoas trabalhavam em turnos de 3 a 4 meses e eram convocadas das regiões norte e sul do país. Arqueólogos encontraram um acampamento temporário e cemitérios desses trabalhadores ao lado da pirâmide, e escavações mostraram que essas pessoas recebiam pagamento na forma de comida e bebida, bem como atendimento médico e serviços de enterro quando necessário.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sábado, 1 de novembro de 2025

FATOS SOBRE O ANTIGO EGITO II

1. Nem todo mundo foi mumificado

A mumificação era uma prática comum em muitas civilizações, mas foram os antigos egípcios que a transformaram em uma ciência completa. Transformar um corpo em múmia era um processo longo, árduo e muito caro, que apenas as classes privilegiadas podiam pagar. A maioria das pessoas, por outro lado, foi simplesmente enterrada no deserto. Isso é um tanto problemático, já que os antigos egípcios acreditavam que uma pessoa só conseguirá viver na vida após a morte se seu corpo estivesse preservado. Mas isso não significaria que reservando a mumificação apenas para os ricos, as pessoas simples teriam a vida negada após a morte? Provavelmente nunca saberemos a resposta para essa pergunta, mas os arqueólogos salientam que, de maneira um tanto irônica, as areias quentes do deserto eram, em muitos casos, melhores para preservar o corpo do que um sarcófago colocado em uma tumba fria e mofada.

2. Na maioria das vezes, os escribas não escreviam em hieróglifos

Hieróglifo é um sistema de escrita que pode ser encontrado em muitos templos egípcios antigos, tumbas e, é claro, nas pirâmides, mas não é a maneira principal de registrar as coisas. Isso ocorre porque os hieróglifos são pictogramas, o que significa que eles são uma série de pequenas imagens que formam frases quando combinadas de várias maneiras.

Você pode imaginar que inscrever cada imagem, para não mencionar um texto inteiro, dessa maneira é extremamente demorado e pouco prático. É por isso que este belo sistema de escrita pictográfica foi reservado apenas para textos históricos, religiosos e relacionados com o sepultamento, e assuntos mais mundanos como documentos comerciais que foram escritos de uma forma mais simplificada do que hieróglifos chamados hieráticos.

Com o tempo, eles simplificaram o roteiro ainda mais na chamada escrita demótica. Todos esses três sistemas de escrita foram usados para gravar a mesma língua falada, embora poucas pessoas pudessem realmente ler no Antigo Egito (mais de 90% da população era analfabeta).

3. Não sabemos por que os faraós usavam barbas falsas

Muitos antigos costumes egípcios e vestuário costumeiro, em particular, são explicados em antigos relatos egípcios ou outros relatos históricos, mas ainda não sabemos por que a maioria dos faraós, até mesmo as mulheres, usavam barbas falsas. O primeiro faraó que usava esse tipo de regalia foi o faraó Djoser no século 27 a.C., e todos os governantes subsequentes foram retratados dessa maneira.

Até mesmo o faraó Hatshepsut, uma das governantes femininas mais proeminentes do antigo Egito, frequentemente aparece com uma barba falsa.

Até hoje, não sabemos ao certo por que isso acontece, mas especula-se que o "uniforme" do faraó, incluindo a barba, significava sua conexão com os Deuses, e isso era um grande problema, já que os faraós eram considerados a personificação do deus Hórus e tipicamente tentavam se isolar da multidão de qualquer maneira que pudessem.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

FATOS SOBRE O ANTIGO EGITO I

O antigo Egito é uma das civilizações mais notáveis e extraordinárias que já existiram na Terra. Graças à abundância de registros e relíquias, muitos dos quais continuam surgindo até hoje, temos a sorte de saber muito sobre essa cultura antiga, sua história e até mesmo a vida cotidiana. 

Neste artigo, pretendemos nos aventurar além dos fatos usuais sobre as pirâmides e Tutancâmon e compartilhar alguns fatos igualmente fascinantes e equívocos ao mesmo tempo sobre o Egito antigo e sua população. 

Você sabia, por exemplo, que os antigos egípcios não andavam de camelo e não tinham dinheiro? Ou que Cleópatra provavelmente não era tão bonita quanto dizem?

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

terça-feira, 28 de outubro de 2025

PODER CIVIL E A TUTELA DOS MILITARES

Por Heitor Férrer (*)

Fui militar, médico do Exército de 1981 a 1986. Servi no Hospital Militar, em plena ditadura, portanto, me sinto muito à vontade para falar dessa instituição pela qual tenho extremo respeito e onde tanto aprendi. Revi nossa história e a relação dos militares com o poder político no Brasil.

A monarquia, sem entrar no mérito, foi derrubada por militares em 1889. Marechal Deodoro da Fonseca liderou o golpe, tornando-se o primeiro presidente da República. Seu vice, Marechal Floriano Peixoto. Deodoro renunciou em 1891 e Floriano assumiu. Inicia-se a Velha República (1891-1930), marcada pela política do quot;café com leitequot;. São Paulo e Minas Gerais se revezavam no poder.

Em 1930, o presidente Washington Luís, paulista, indicou outro paulista, Júlio Prestes, à presidência, rompendo o acordo com os mineiros. Em resposta, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba lançaram Getúlio Vargas à presidência e João Pessoa, vice.

Júlio Prestes venceu a eleição. Os derrotados, Vargas e João Pessoa, alegaram fraude nas urnas e a alegativa se espalhou pelo país. Contestaram o mesmo sistema eleitoral que elegeu todos os presidentes anteriores até então.

Em meio à crise, João Pessoa foi assassinado por João Dantas num crime de motivação pessoal, mas explorado politicamente. Militares simpáticos aos derrotados depuseram Washington Luís, prenderam-no e o exilaram, exilando também Júlio Prestes e, no uso da força, deram a presidência a Getúlio Vargas, que se tornou ditador por 15 anos.

Esses militares que o sustentaram em 1930 foram os mesmos que o derrubaram em 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial. Não havia. Foi eleito o general Gaspar Dutra, que derrotou outro militar, o brigadeiro Eduardo Gomes.

Getúlio, que alegara ter sido roubado nas urnas em 1930, foi eleito em 1950 por voto direto, presidindo o Brasil até 24 de agosto de 1954, quando, sob crise política, militares forçaram sua renúncia. Getúlio resistiu, mas suicidou-se na madrugada de 25 de agosto. Assumiu seu vice, Café Filho, que tramou com uma ala do Exército não dar posse a Juscelino Kubitschek, eleito presidente. Outra ala do Exército afastou Café Filho e o general Teixeira Lott garantiu a posse do eleito. Mais uma vez, uma tutela militar.

Em 1961, elege-se Jânio Quadros, que renuncia em seis meses. Seu vice, João Goulart, assume, mas era malvisto pelas Forças Armadas e pelos Estados Unidos. Em 1964, novo golpe militar e uma ditadura que se estendeu por 21 anos.

Agora, no julgamento do ex-presidente Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado, ficou evidente a maturidade do Exército, que não tutelou mais uma ruptura institucional, quando os derrotados alegavam fraude nas urnas, a mesma estratégia de Vargas, guindado por militares a uma ditadura de 15 anos.

(*) Médico e deputado estadual (Solidariedade).

Fonte: Publicado In: O Povo, de 19/09/2025. Opinião. p.19.


domingo, 5 de outubro de 2025

Os 10 Papas Mais Interessantes da História IV

8. Joana - A papisa 'gestante'

Diz a lenda que o Papa João, que governou entre 855 e 877 d.C., era na verdade uma mulher. De acordo com um monge dominicano que viveu no século 13, João foi levado a Atenas vestindo roupas masculinas, e então estudou e se tornou mestre da aprendizagem na cidade. João, ou "Papisa Joana", supostamente deu à luz em uma procissão da igreja, mas a precisão da história é contestada devido ao caos que isso causou durante a Idade Média.

9. Papa Urbano VII - O reinado mais curto

Houve numerosos papas que viveram por apenas alguns dias depois de assumir o papado, como Estêvão, que morreu poucos dias depois de ser eleito em 752 d.C. Houve também Dâmaso II, que ascendeu ao papado em 1048, apenas para morrer 23 dias depois. Celestino IV foi eleito em 1241, mas morreu depois de 16 dias. No entanto, o reinado papal mais curto de todos pertence a Urbano VII, que foi eleito em 1590 antes de falecer apenas 12 dias depois.

10. Gregório XII - O último papa a renunciar antes de Bento XVI

O papa Gregório XII foi eleito em 1406, há mais de 600 anos. Ele tinha a reputação de ser um homem piedoso e era na verdade um dos três papas a governar na época. O caos que se seguiu pode ter ocorrido por causa da sua decisão de abdicar e convocar um conselho para resolver a confusão antes de deixar o papado em 1415

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


Os 10 Papas Mais Interessantes da História III

5. Formoso - O papa que foi a julgamento depois de sua morte

Apesar de ter sido excomungado da Igreja Católica há cerca de 20 anos antes de se tornar papa, Formoso foi posteriormente absolvido e conseguiu ser eleito. Muito cruelmente, no entanto, seu cadáver foi exumado em 897 d.C. (um ano após sua morte) e levado a julgamento. O corpo foi posto sentado em um trono papal e vestido com todas as regalias antes de considerar que Formoso era indigno do papado. Todos os seus decretos papais foram considerados inválidos, e, depois disso, seus dedos da mão direita foram amputados, e o cadáver foi esquartejado e jogado no rio Tibre.

6. Bento V e Leão VIII - Papa e antipapa

Por volta de 964 d.C., o povo de Roma estava farto do comportamento corrupto e venal de seus pontífices, de modo que elegeram Bento V para o papado. O único problema era que o fundador do Sacro Império Romano-Germânico, o imperador Otão I, não sabia de nada disso, então ele escolheu Leão VIII como antipapa. Ter dois papas eleitos era algo que nunca havia acontecido em toda a história do papado, então Bento V escolheu renunciar.

7. Papa Bento IX - Três reinados de papado

Bento IX foi o único homem a ser papa mais de uma vez na vida, e o único papa a vender o papado. Ele tinha apenas 20 anos quando assumiu o papado pela primeira vez em 1032, mas rapidamente ganhou fama de não ter equilíbrio moral e levar uma vida dissoluta. Ele foi expulso de seu papel em duas ocasiões distintas e reintegrado antes de vendê-lo para um padre em 1048.

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sábado, 4 de outubro de 2025

Os 10 Papas Mais Interessantes da História II

2. Papa Ponciano - O primeiro a renunciar

Ponciano dirigiu a Igreja Católica entre 230 e 235 d.C., e foi o primeiro papa a renunciar ao papado. Ele foi condenado a trabalhos forçados na ilha da Sardenha pelo imperador Maximimo Trácio, conhecido por perseguir os cristãos. Ponciano renunciou imediatamente após ter sido condenado a evitar um vazio de poder no Vaticano. Ele foi espancado a pauladas até a morte na Sardenha, em outubro de 235.

3. Papa Silvestre I - O papa que iniciou uma fase pacífica

O Imperador Constantino, o Grande, foi o governante a terminar oficialmente a perseguição cristã em 313 d.C., e assim o papa Silvestre I se tornou o primeiro papa a viver em um período menos perigoso, quando assumiu o papado em 314 d.C. Apesar da boa vontade de Constantino em relação aos cristãos, Silvestre não compareceu ao Primeiro Concílio de Niceia, que resultou no Credo de Niceia e é amplamente considerado como a primeira declaração oficial de crença para os cristãos.

4. Papa Leão I - O pacificador

Embora o Papa Leão I tenha sido papa entre 461 e 468 d.C., ele é mais conhecido pelo trabalho que fez antes de ser eleito para o papado. Ele convenceu Átila, o Huno, a não saquear Roma, possivelmente em troca de uma pilha de saques. Também pode ser que Átila tenha usado a reunião como uma desculpa para expulsar seus homens da cidade por causa de preocupações estratégicas.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

Os 10 Papas Mais Interessantes da História I

 Quando o Vaticano anunciou, em 11 de fevereiro de 2013, que o Papa Bento XVI renunciaria ao papado por causa de sua idade avançada, ele se tornou o primeiro papa a fazê-lo em quase 600 anos. Antes dele, somente o Papa Gregório XII renunciou, em 1415. Veja a seguir 10 dos papas mais interessantes e relevantes da história da Igreja:

1. São Pedro - O primeiro papa da história

Embora São Pedro nunca tenha realmente mantido o título de Papa em vida, ele foi o primeiro chefe da Igreja Católica. Seu nome original era Simão, e ele era um dos 12 apóstolos de Jesus. São Pedro pregou em toda a região da Anatólia antes de chegar a Roma. Ele viveu lá por 25 anos antes de ser crucificado pelo imperador romano Nero. Diz a lenda que ele foi crucificado de cabeça para baixo porque sentiu que não era digno de morrer da mesma forma que Jesus.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

terça-feira, 30 de setembro de 2025

EUA, grana versus granada

Por Pedro Jorge Ramos Vianna (*)

A história dos EUA é repleta de operações militares em guerras ou conflitos armados em outros países. Alguns por interesse próprio, outros para "ajudar" países parceiros em seu comércio exterior. Fora as guerras internas: da independência, da secessão e do massacre dos indígenas, essa nação já se envolveu em treze conflitos armados fora de seu território. Deve-se dizer que esses conflitos armados trouxeram bons lucros para os EUA. Daí o título deste artigo.

As "granadas" trouxeram recursos e prestígio para aquele país. A começar pela guerra da independência de Cuba, que lhe trouxe o domínio de algumas colônias espanholas. Deve-se ressaltar, entretanto, que nem sempre o país se imiscuiu por vontade própria em uma guerra, como aconteceu com a I Grande Guerra, mas foi obrigado a entrar na batalha, como foi o caso da II Grande Guerra, quando a Inglaterra de Churchill pressionou muito para que os EUA se envolvessem na guerra. Mas, sobretudo, porque a Alemanha e a Itália declararam guerra àquele país.

Aqui vale chamar a atenção que as guerras na Europa nos meados do século dezoito determinaram uma transferência de mão de obra europeia muito qualificada para o país, o que lhe possibilitou expandir seu sistema produtivo. Mas, foi a imigração de centenas de cientistas europeus (principalmente alemães), antes e depois da II Grande Guerra, que possibilitou o grande avanço da ciência americana no Século Vinte.

Cito aqui alguns físicos só para o leitor ter uma ideia da importância dessa migração: John Von Neumann, Albert Einstein, Enrico Fermi, Edward Teller, Werner Von Braum, Leo Sziilard, Eugene Wigner, Theodor von Karman, George de Nevesy, Hans Bethe, Felix Bloch, Konrad Dannenberg, Walter Thiel, Winter Dornberger. Por outro lado, a produção industrial bélica, custeada pelo Governo Federal, se expandiu para a produção industrial civil e o País se tornou a nação economicamente mais poderosa do mundo.

Também é importante citar a execução do Plano Marshall (Programa de Recuperação Europeia), posta em prática pelos EUA e, também, custeado pelo governo federal. Para se ter uma ideia dos valores envolvidos no Plano Marshall, a preços de 2020, estudo realizado pelo IPEA, em 2021, estima que durante os quatro anos de sua vigência foi dispendida pelos EUA, a cifra de US$1.35 trilhão.

Vale registrar que as principais ações patrocinadas por aquele país, na vigência do Plano Marshall, foram programas de subsídios e financiamentos econômicos. De qualquer forma, esse Plano deu aos EUA a importância política que ele ainda hoje ostenta. Portanto, foram as "granadas" que trouxeram não só o poderio militar para aquele país, mas determinaram seu poderio socioeconômico.

(*) Economista e professor titular aposentado da UFC,

Fonte: O Povo, de 24/08/25. Opinião. p.18.


terça-feira, 3 de junho de 2025

NOTA DE INDIGNAÇÃO

O Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico), por seu presidente, vem manifestar a sua indignação pela recente derrubada da estátua do Comendador Ananias Arruda, na praça do mesmo nome, no município de Baturité-CE. Alegando a necessidade de revitalização do espaço, a Prefeitura Municipal de Baturité decidiu descaracterizar a Praça Comendador Ananias Arruda, com a instalação de um estabelecimento comercial.

A estátua do Comendador não é apenas um marco físico: é símbolo da memória, identidade e história do povo de Baturité e do Ceará. Ananias Arruda foi figura de destaque na economia e na política da região, contribuindo de forma decisiva para o desenvolvimento do Maciço de Baturité durante o século XX. Sua memória deve ser preservada, estudada e respeitada, não apagada ou substituída por interesses comerciais imediatistas.

A substituição de um patrimônio histórico por empreendimento privado, sem ampla consulta à população e sem o devido parecer técnico dos órgãos de preservação da memória e do patrimônio, representa uma afronta à identidade cultural da cidade e um perigoso precedente para a gestão pública do patrimônio histórico em nosso estado.

Revitalizar não é destruir e preservar a história não é obstáculo ao progresso, mas condição essencial para que este ocorra com consciência, respeito e reverência aos que se empenharam na construção do nosso passado.

Por essa razão, torna-se imperiosa a recolocação imediata da estátua no lugar de origem. Também conclamamos a sociedade civil, os intelectuais, os artistas e os cidadãos de Baturité e do Ceará a se unirem na defesa de nossa memória histórica.

Seridião Correia Montenegro

Presidente do Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico).

segunda-feira, 12 de maio de 2025

Tomás Pompeu de Sousa Brasil

Por Saraiva Junior (*)

Há alguns anos fui procurado por estudantes e professores de minha cidade, Senador Pompeu, para uma campanha em prol do resgate de seu antigo nome: Humaitá. Eles argumentavam que "esse tal de Senador Pompeu" nunca havia colocado os pés em nosso torrão natal. A palavra Humaitá é de origem tupi e, de acordo com a biblioteca digital do IBGE, significa algo como "pedra preta".

Disse ao grupo de estudantes e professores que a palavra tem uma sonoridade bonita e reforça nossa ancestralidade indígena, mas que parecia importante considerarmos a história de vida de Tomás Pompeu de Sousa Brasil. Nascido em Santa Quitéria, em 1818, tornou-se um dos maiores expoentes intelectuais do Ceará.

O jovem Tomás Pompeu iniciou os estudos em latim com seu tio Gregório Vasconcelos, em Sobral, dois anos antes de ir para o Seminário de Olinda, em 1836. Em 1841, concluiu os estudos teológicos e tornou-se padre. Pouco tempo depois, formou-se em Direito.

No seu retorno ao Ceará, abraçou o magistério e fundou o Liceu do Ceará, tendo sido seu primeiro diretor. Em 1846, foi alçado a deputado da Câmara Geral e fundou o jornal "O Cearense". Como deputado por três legislaturas (de 1876 a 1886), pelo Partido Liberal, fez oposição ao Partido Conservador, liderado pelos membros da conhecida família Alencar. Foi contemporâneo do famoso escritor e político José de Alencar, com quem manteve um debate alinhado em defesa dos interesses do Ceará.

Tomás Pompeu publicou a obra "Compêndio elementar de Geografia Geral e Especial, História, Estatística e Economia" em dezenove livros. Logo seus livros passaram a ser adotados no Colégio Pedro II (considerada uma das melhores instituições de ensino públicas no Brasil, localizada na cidade do Rio de Janeiro). Ele também foi professor da Escola Militar e da Escola Normal, além de ter fundado a Academia Cearense de Letras.

Foi na condição de senador que Tomás Pompeu conseguiu implantar o projeto da estrada de ferro que inicialmente ligava Fortaleza a Baturité. Em seguida, a estrada se estendeu por todo o estado do Ceará, o que se converteu num marco para o desenvolvimento econômico do nosso estado.

Tendo em vista essa breve apresentação a homenagem na escolha de seu nome para o então distrito de Humaitá parece fazer sentido.

Como diz o professor e pesquisador Galileu Viana, o Senador Pompeu ainda é um personagem à procura de uma biografia.

(*) Escritor e ex-conselheiro do Conselho de Leitores de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 10/04/25. Opinião. p.17.

domingo, 13 de abril de 2025

FORTALEZA, 299 ANOS: rica e desigual

Por Artur Bruno (*)

Na primeira metade do século XVII os holandeses ocuparam vastas áreas do que hoje é o nordeste brasileiro. O território que compõe o nosso estado não era interessante para os ocupantes, pois os nossos solos eram pobres e as secas frequentes. Havia uma expectativa de encontrar prata, mas se frustraram na busca de minérios valiosos. No entanto, era necessário garantir o espaço na disputa com os portugueses e fundaram um forte denominado Schoonenborch, em homenagem ao governador holandês das terras nordestinas. Em 1649, o forte foi construído nas margens do riacho Pajeú, em uma ondulação que os indígenas denominavam de Marajaitiba, local onde se instalou o quartel sede da décima região militar.

O forte foi abandonado quando os holandeses foram expulsos do Brasil e, em seguida, ocupado pelos portugueses, que o denominaram Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção. A partir daí, surge um vilarejo que daria origem à nossa cidade. Em 13 de abril de 1726, a monarquia portuguesa oficializou a vila, daí o aniversário da nossa urbe ser comemorada nesta data.

O imperador D. Pedro I, em 1823, promove a vila ao status de cidade e a escolhe como capital da província do Ceará. Era um ato de ousadia, pois as vilas de Aracati, Icó, Sobral, dentre outras, eram mais relevantes naquele período onde a economia local dependia do boi e do algodão. Fortaleza, através da política, conseguiu desbancar Aracati, que, através do charque e de mais proximidade com as províncias mais ricas de Pernambuco e Bahia, apresentava melhores condições de se tornar a capital. As lideranças da nossa cidade conseguiram convencer o império de fechar a alfândega de Aracati, em 1851, e fortaleceram Fortaleza para exportar e importar produtos. Com a estrada de ferro Fortaleza-Baturité, em 1870, ocorre a consolidação dessa liderança. Era a Fortaleza da Belle Époque.

No início do século XX a cidade era inexpressiva no Brasil, pois tínhamos em torno de 50 mil habitantes. A urbanização vai se agigantar com a crise agrícola, a industrialização e, sobretudo, com as grandes secas que expulsaram contingentes expressivos para a capital.

Com 299 anos, a loura desposada do sol, segundo o poeta Paula Ney, enriqueceu, tornando-se a capital de maior PIB do Nordeste e a oitava do país. Não obstante, é a terceira em mais quantidade de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza, a oitava de pior renda per capita e a quinta de maior concentração de renda. O nosso desafio, portanto, é de tornar a cidade menos desigual e com mais oportunidade para os que mais precisam.

(*) Historiador e professor. Sócio do Instituto do Ceará. Colunista de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 9/04/25. Opinião. p.17.


 

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