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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

O descrédito do Prêmio Nobel da Paz

Por José Nelson Bessa Maia (*)

O Prémio Nobel, instituído por testamento do engenheiro sueco Alfred Nobel falecido em 1896, deveria ser atribuído anualmente à pessoa ou organização que "fez o maior ou o melhor trabalho pela fraternidade entre as nações, pela abolição ou redução de exércitos permanentes e pelo apoio a congressos de paz.". No entanto, desde o início, a interpretação dos seus critérios esteve nas mãos de um obscuro Comitê Norueguês, e as suas decisões em certos casos têm gerado muita controvérsia.

Esta história mostra que o padrão de paz de Oslo nunca teve uma definição clara e que as atuais interpretações dos esforços pela paz despojaram o Prêmio do seu significado original. De Aung San Suu Kyi (1991) a Barack Obama (2003), e agora a atual laureada a venezuelana María Corina Machado (2025), a lista de escolhas revela que os critérios de seleção se tornaram cada vez mais políticos e movidos pelo jogo do poder. Estas seleções têm legitimado figuras polêmicas em termos de sua real contribuição para a paz mundial.

Um exemplo absurdo do Nobel da Paz foi do ex-secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger (1973), cuja escolha causou indignação, uma vez que ele foi responsável por prolongar a Guerra do Vietnã e pela derrubada do governo no Chile.

Este caso é um exemplo de "falso pacifismo", que minou a credibilidade do Prêmio. A escolha do ex-presidente dos EUA Barack Obama (2009) é mais um caso esdrúxulo, pois seu governo pôs em prática o maior número de operações militares desde George W. Bush, provando que sua retórica pacífica e suas ações no mundo real estavam divergentes.

Até o nome de Donald Trump foi sugerido como candidato ao Prêmio Nobel da Paz, uma proposta surreal. Num mundo onde Mahatma Gandhi, que foi o emblema da paz e da não violência, nunca recebeu o Prêmio Nobel da Paz, chega-se a um ponto em que os contumazes incendiários se retratam como ícones da paz e escondem suas atrocidades sob a sombra do Prêmio.

É lamentável que interesses escusos, pressões de governos e cálculos estratégicos ofusquem amiúde as decisões do Comitê Nobel, retirando-lhe seriedade e o pouco de credibilidade que ainda mantêm.

Por fim, com relação a Maria Corina Machado ao Nobel da Paz sua escolha trata-se tão somente da intenção de brindá-la em relação ao Governo de Nicolás Maduro e preparar seu nome para eventual substituição em caso de uma intervenção americana na Venezuela.

As suas posições políticas extremistas e em prol de intervenções dos EUA em seu próprio país, ainda que trasvestidas de defesa da democracia, em nada contribuíram para a paz na América Latina, levando, ao contrário, ao confronto político na região, com risco de guerra civil, interferência estrangeira em assuntos internos e violações à soberania da Venezuela.

(*) Ex-secretário de Assuntos Internacionais do Governo do Ceará, mestre em Economia e doutor em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e, atualmente, consultor internacional.

Fonte: O Povo, de 26/10/25. Opinião. p.24.

terça-feira, 18 de novembro de 2025

PAZ

Por Tales de Sá Cavalcante (*)

Muitas pessoas conseguem, em vida, prover benefícios a outrem. Raras são as que o fazem após a partida. Alfred Nobel está entre estas. Como industrial e inventor sueco, enriqueceu por meio da produção de armamentos e explosivos, inclusive a dinamite. Suas invenções causaram muitas mortes e, talvez por remorso, deixou, para a criação do Prêmio Nobel, quase toda sua fortuna de 31 milhões de coroas suecas - 94% de seu patrimônio.

São 5 prêmios anuais concedidos ao maior benfeitor da humanidade em Física, Química, Fisiologia ou Medicina, Literatura e Paz. Por sua atuação em prol da democracia na Venezuela, a líder da oposição à ditadura de Nicolás Maduro, María Corina Machado, venceu o Nobel da Paz de 2025. Como vive escondida, não sabemos se irá à entrega do prêmio - uma medalha de ouro, um diploma e cerca de R$ 6,6 milhões.

Não há conflito entre a sua luta ser pela democracia e o Nobel ser o da paz. Jørgen Frydnes, presidente do Comitê do Nobel da Paz, afirmou: "O prêmio é uma forma de jogar luz sobre o avanço do autoritarismo (...) nos últimos anos. Viver em um mundo em que há menos democracia e mais regimes autoritários significa que o mundo também está ficando menos seguro. Nós acreditamos que a democracia é uma precondição para a paz. Nossa decisão é baseada apenas no trabalho e no desejo de Alfred Nobel".

A laureada afirmou receber o prêmio em nome do seu povo, "que lutou por sua liberdade com admirável coragem, dignidade, inteligência e amor em 26 anos de violência e humilhação", e dedicou o prêmio aos compatriotas, que muito merecem, e também a Trump, talvez pelo seu estilo ameaçador, útil à queda de Maduro. Ressalte-se, no entanto, que o líder dos EUA está longe de merecer o Nobel da Paz, um prêmio que deve ser dado à índole e não ao interesse.

A ação de muitos diante do poder e da política levou o genial Millôr Fernandesa criar a citação que se segue: "Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim". María Corina Machado sabe a real diferença entre os dois regimes. Por isso, hoje, o Nobel lhe veio, e talvez, no futuro, nos venha a paz.

(*) Reitor do FB UNI e Dir. Superintendente da Org. Educ. Farias Brito. Presidente da Academia Cearense de Letras.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 16/10/25. Opinião, p.14.

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

DAI À PAZ O QUE É DE PAZ

Por Tales de Sá Cavalcante (*)

Alfred Nobel nasceu em Estocolmo, cresceu em São Petersburgo, que depois se chamou Petrogrado, Leningrado, em homenagem a Lênin, e, após a queda da União Soviética, voltou a ser São Petersburgo, em consonância com a citação shakespeariana que se segue: "A flor que chamamos de rosa, se outro nome tivesse, ainda teria o mesmo perfume."

Nobel criou a dinamite para uso em construções de túneis e canais, registrou mais de 350 patentes e tornou-se rico. Talvez pelo uso militar de sua invenção, destinou aos Prêmios Nobel a maior parte de sua herança. Em 11/10/2024, o Prêmio Nobel da Paz foi merecidamente concedido à Nihon Hidankyo, uma organização japonesa, fundada em 1956, que deseja a extinção das armas nucleares.

A Nihon Hidankyo divulga a história dos hibakusha, os sobreviventes das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki. Eles contam suas próprias experiências, a emitir alertas contra essas ogivas.

Em 1950, a desrespeitar a Constituição, Carlos Lacerda afirmou: "O senhor Getúlio não deve ser candidato, se for candidato, não deve ser eleito, se for eleito, não deve tomar posse, se tomar posse, não pode governar." Em pequena analogia: na Terra, ninguém deve manter arsenal atômico, se algum país o detiver, não deve usá-lo, se usar, deve saber que seus inimigos farão o mesmo e, em guerras nucleares, não haverá vencedores. Se muitos o tiverem, terroristas também o terão; então, se considerarmos o que houve em 7/10/2023 em Israel, pode ser profética a célebre citação de Einstein, quando declarou não poder dizer como seria uma 3ª Guerra Mundial, mas a 4ª seria com paus e pedras.

Para a Unesco, o nosso planeta é a "Mãe Terra". Se dela extraírem requisitos básicos para nos abrigar, é como retirar de uma mãe o necessário ao cuidado de seus filhos. Nossa Mãe Terra não merece os atuais danos, muito menos o seu assassinato. O genial Washington Olivetto ainda está entre nós por ditos, escritos e atitudes. Para ele, "paz é um produto interessante porque, quanto mais você usa, mais você tem. E, se todo mundo usar, quem sabe chegue um dia em que ninguém mais precise fazer um comercial para vender a paz".

(*) Reitor do FB UNI e Dir. Superintendente da Org. Educ. Farias Brito. Presidente da Academia Cearense de Letras.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 17/10/24. Opinião, p.18.

quarta-feira, 13 de abril de 2022

GUERRA OU PAZ?

Por Tales de Sá Cavalcante (*)

Henry Kissinger, no livro "Sobre a China", alerta-nos que, em 1962, tropas chinesas e indianas lutavam pela definição de sua fronteira. A Índia queria os limites de sua era colonial; a China defendia os de sua era imperial. A primeira enviara soldados até a fronteira por ela considerada, enquanto a segunda havia cercado o exército adversário.

Após o fracasso das negociações, a China atacou de forma devastadora, conquistou parte do território indiano e, em vez de julgar como sua a área conseguida e definir um novo limite, por orientação de seu líder Mao Tsé-Tung, recorreu à antiquíssima tradição chinesa: recuou a fronteira anterior e devolveu as armas pesadas apreendidas. Então foi dito aos oponentes: "Avançamos além de nossa fronteira, não para aumentar nosso território, senão para obrigá-los ao diálogo. Agora vamos conversar."

A situação descrita tanto difere do atual conflito entre Rússia e Ucrânia que, no país invasor, alguém poderá ser condenado a até 15 anos de prisão se chamar a guerra de "guerra". Se Putin fosse democrata, seria acostumado a ouvir, argumentar e ponderar, e teria aprendido que, se dois países negociam, a melhor tese não é a de um ou a de outro, mas a que emerge do diálogo.

Após a Guerra das Malvinas, Jorge Luis Borges considerou-a "uma briga de dois carecas por um pente", e Roberto Campos afirmou que "a Argentina teria ganhado pela diplomacia o que perdeu pela guerra". Joel Silveira, repórter correspondente na 2ª Guerra Mundial, publicou: "A guerra é nojenta, e o que ela nos tira (quando não nos tira a vida), nunca mais devolve."

E neste conflito, quer a Ucrânia caia ou não, Putin perde, e Zelensky ganha. Os interesses não são do país, e sim de Putin e dos oligarcas, seus parceiros de todas as horas, ao seguirem Hitler, quando disse: "Você não derrota um inimigo tirando sua coragem. Você o derrota tirando sua esperança." Os russos, em maioria, são amigos dos ucranianos e, se pelo terror da gestão Putin, os vissem como inimigos, fariam como Sun Tzu ensinou, há cerca de 2522 anos: "A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar."

(*) Reitor do FB UNI e Dir. Superintendente da Org. Educ. Farias Brito. Membro da Academia Cearense de Letras.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 9/03/22. Opinião, p.18.

domingo, 26 de janeiro de 2020

RECOMEÇO COM DEUS


Por Pe. Reginaldo Manzotti (*)

Cada novo ano é uma dádiva que Deus nos concede. É como uma página em branco, onde podemos reescrever nossa história, acertando o que estava errado, melhorando o que já estava bom.
É tempo de renovar as esperanças, fazer novos planos, traçar metas em todas as áreas de nossa vida. Com certeza, Deus nos reserva muitas graças e nos quer felizes, mas pelo livre arbítrio que nos concedeu, tudo dependerá do nosso esforço pessoal e disciplina.
Sempre é possível avançar mais, rumo aquilo que Deus pensou para nós e Jesus veio revelar: Uma vida plena e abundante. Não espere dos outros as mudanças, mude você, busque o diálogo verdadeiro e não a cobrança.
Cuide da sua família, abrace mais, elogie mais, seja a pessoa que você sempre quis ser. Deus nunca nos dá um fardo maior do que podemos carregar. Portanto, elimine os pesos desnecessários. Faça novas todas as coisas. Seja verdadeiro em tudo o que fizer. Deixe a paz de uma manhã com Deus encher seu coração de fé e esperança. Aprenda com Jesus a treinar os passos da mansidão e comece um ano novo, renovado, reciclado e cheio do Espírito Santo.
Começo o ano propondo a busca, o caminho da paz. Se encontrarmos essa paz em Cristo, ao invés de sermos motivo de discórdia, seremos instrumentos da paz. Semeadores da concórdia, semeadores de um jeito diferente de viver. Para isso, primeiro temos que acreditar na paz, acreditar e saber de onde ela vem. E, ela vem de Deus, por Jesus. Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém chega ao Pai senão por Ele (cf. Jo 14,6).
A paz interior é um dom do Espírito Santo, como nos diz a Carta aos Gálatas: "Por seu lado, são estes os frutos do Espírito: amor, alegria, paz" (Gl 5,22). Isso quer dizer que ela deve ser pedida como o próprio Apóstolo Paulo afirma: "Apresentem a Deus todas as necessidades de vocês através da oração e da súplica, em ação de graças. Então a paz de Deus, que ultrapassa toda compreensão, guardará em Jesus Cristo os corações e pensamentos de vocês" (Fl 4,7). Esse trecho da Carta aos Filipenses nos dá uma certeza que a paz não é uma utopia, não é um "talvez", mas é uma certeza em Jesus. Ele venceu o mundo! A paz já nos foi concedida!
Um abençoado ano de paz a todos! 
(*) Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).
Fonte: O Povo, de 4/1/2020. Opinião. p.20.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

UM MUNDO MELHOR


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Quais seriam os princípios básicos para que possamos alcançar um mundo melhor? A pergunta não é de fácil resposta; bastante complexa, todavia tomamos a liberdade de apontar quatro pontos substanciais: democracia, espiritualidade, respeito aos direitos humanos e paz. Reconhecendo o elevado grau de utopia, precisamos ter esperança. São conceitos interdependentes e necessitam ser observados dentro de um contexto sistêmico, permitindo assim o surgimento de uma sociedade dos cidadãos, isto é, da cidadania. A ideia democrática se opõe a ideologias opacas em que o poder é, na maioria das vezes, exercido mediante força, mídia tendenciosa e dinheiro. A espiritualidade leva o cidadão a procurar o melhor caminho, em razão da força interior, através da meditação e da oração. A universalidade dos direitos humanos se opõe às teses e propostas dos egoístas e daqueles que não buscam a solidariedade. A paz vai de encontro à violência física e moral. Ademais, não devemos esperar pelos outros. As ações de cada um de nós, pode indicar a luz que nos leva a um porto seguro. É importante refletir sobre algumas questões que preocupam a opinião pública mundial em nossos dias. A ganância de determinados países motiva uma desconfiança que prejudica o entendimento, gerando desigualdades e desequilíbrios políticos, econômicos, sociais e culturais. Assim, surgem a exploração desordenada dos recursos naturais não renováveis, a miséria crescente de milhões de pessoas, a corrida armamentista, a falta de solidariedade humana, a ausência de uma paz estável, dentre outros problemas. O ideal decadente traduz a falta de perspectiva das novas gerações e deixa num clima de perplexidade os mais idosos. O ideal se conquista com o trabalho sério, a verdade e os mecanismos justos de colaboração. Por sua vez, a generosidade e a gratuidade mostram o caminho que conduz ao amor.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 29/11/2019.

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

SÃO FRANCISCO


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
São Francisco de Assis nasceu em 1181, em Assis de Francesco, converteu-se ao cristianismo em 1206, renunciando aos bens paternos e iniciando uma vida de pregação do Evangelho. Com certeza, Francisco analisou e debateu a religião, a civilização e a sociedade, observando os valores espirituais e materiais. Sempre valorizou o diálogo, principalmente, mediante as palavras simples, o amor de Deus, a caridade, a cautela nos julgamentos, a firmeza nas resoluções, a fidelidade nas obrigações, a humildade e a sabedoria. Segundo Jacques Le Goff, um dos biógrafos de Francisco, “A fraternidade franciscana, a consagração a pobreza e uma liderança dinâmica alternando a solidão e a inserção social a partir da pregação nas cidades de Úmbria o fixaram como uma das mais cultuadas figuras religiosas do Ocidente”. Ainda de acordo com Le Goff, “São Francisco seria o santo mais moderno da Igreja por defender a ecologia, o anticonsumismo, a simplicidade, a liberdade de espírito, sendo um feminista de primeira hora na relação com Santa Clara e a ordem das clarissas”. Realmente, são Francisco sempre desenvolveu e estudou uma proposta de paz, o que é visível em sua conhecida oração: “Senhor, fazei-me um instrumento de vossa paz”. Acredito que, se fizemos uma análise do conteúdo da oração, teríamos um mundo melhor, onde a solidariedade e o amor ao próximo prevaleceriam. É por isso que essa oração é ecumênica, ou seja, não se conflita com nenhuma outra religião. Defensor da gratuidade (ofereça sem pensar em receber) - Lc 14, 12-14- assim era Francisco. O mundo está com sede de paz. Como seria bom se nos dias de hoje os líderes mundiais e as pessoas que formam opinião, seguissem o pensamento de São Francisco. Tiremos o ódio de nossos corações e coloquemos amor. Segundo São Francisco: “Ler a Sagrada Escritura significa pedir o conselho de Cristo”.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 16/8/2019.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

VERDADE


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Os sentimentos de solidariedade e amor com vista à busca da felicidade e ao propósito da vida são muito importantes. Por outro lado, o ódio, a falsidade, a inveja e a ambição, dentre outros, são comportamentos incompatíveis com uma existência saudável. Ademais, é mediante a oração e a meditação que se encontram estados mentais positivos e se afastam os negativos. O que alcançamos decorre de nossa fé em Deus e da força da esperança. Madre Teresa de Calcutá dizia: “O fruto do silêncio é a prece; o fruto da prece é a fé; o fruto da fé é o amor; o fruto do amor é o serviço e o fruto do serviço é a paz”. A verdade foi o princípio básico da vida exemplar de Madre Teresa, sem dúvida, abençoada por Deus. São Francisco de Assis é outro exemplo importante. Com certeza, Francisco analisou e debateu a religião, a civilização e a sociedade, observando os valores espirituais. Invariavelmente, valorizou o diálogo, mediante as palavras simples, o amor, a caridade, a cautela nos julgamentos, a firmeza nas resoluções, a fidelidade nas obrigações, a humildade e a sabedoria. Como seria bom se nos dias de hoje os líderes mundiais e as pessoas que decidem e formam opinião seguissem o pensamento de São Francisco. Sem dúvida, poderíamos afirmar que os direitos individuais se baseariam no princípio da liberdade, enquanto os direitos sociais seriam alicerçados na igualdade de oportunidades. A violência em todas suas formas - como o desemprego, a fome, o analfabetismo, a discriminação, a indiferença- leva a sociedade a um clima de perplexidade e apatia, motivando mais violência, mais injustiça e mais supervalorização dos bens materiais, o que conduz à constituição de famílias desajustadas nas quais a admiração e o respeito foram substituídos muitas vezes pela falta de amizade, de carinho e de compreensão.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 2/11/2018.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

ESPERANÇA


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
A vida é mais agradável e bela quando percebemos a presença da amizade e a ausência da inveja e do ódio. Torna-se básico a exaltação dos valores internos e morais, para que possamos buscar felicidade e esperança. Vivemos dias de expectativas, para não dizer de intranquilidade e angústia, no contexto mundial. Em todas as nações, da mais rica às mais pobres, existem problemas relacionados com a falta de entendimento, humildade, justiça, amor e paz. Acreditamos que a supremacia dos valores materiais sobre os espirituais é a grande responsável pelo atual desajuste universal. Quando dizemos valores espirituais não estamos nos referindo e também nos restringindo a uma determinada religião, doutrina ou seita. A necessidade de buscarmos e executarmos atitudes sedimentadas em bases espirituais de amor ao próximo evitaria o surgimento de fundamentalistas, bem como a prática de atos incompatíveis com a ética. Não podemos mais conviver com guerras, terrorismo, corrupção, enfim, com qualquer tipo de violência política, social, econômica, etc. A discriminação entre as pessoas, por exemplo, representa a forma mais cruel de coação, permitindo o constrangimento físico ou moral. A falta de solidariedade leva ao desentendimento, à intolerância e ao comportamento irracional. Não queremos um mundo preconceituoso. É bom lembrar que alterações mentais demandam tempo e são difíceis. Goethe disse: “Abra o coração para que entre mais amor”. Por sua vez, Manuel Bandeira, o grande poeta nordestino, externou no poema Desesperança: “Ah! Como dói viver quando falta a esperança”. Tudo que fazemos para reduzir ou evitar o sofrimento de nossos irmãos é uma prova de estarmos cada vez mais perto de Deus.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 12/10/2018.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

REALIDADE

Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Entendemos que os dois grandes problemas do nosso tempo são as questões envolvendo a paz e a justiça social. No atual estágio da humanidade, destacam-se como fundamentais os direitos à vida e à liberdade, como também o direito de se ter o mínimo indispensável para alcançar a cidadania. Ações precisam ser concebidas visando buscar uma melhor justiça distributiva, consequentemente uma organização socialmente justa. A vida é mais agradável e bela quando percebemos a presença da amizade e a ausência da inveja e do ódio. Torna-se básico a exaltação dos valores internos e morais, para que possamos buscar felicidade e esperança. Vivemos dias de expectativas, para não dizer de intranquilidade e angústia, no contexto mundial. Em todas as nações, da mais rica às mais pobres, existem problemas relacionados com a falta de entendimento, humildade, justiça, amor e paz. A supremacia dos valores materiais sobre os espirituais é a grande responsável pelo atual desajuste universal. Quando dizemos valores espirituais não esta­mos nos referindo e também nos restringindo a uma determinada religião, doutrina ou seita. Vale lembrar Mahatma Gandhi: "Considero-me hindu, cristão, muçulmano, judeu, budista e confuciano". Não podemos mais conviver com guerras, terrorismo, disputas inócuas, enfim, com qualquer tipo de violência política, social, econômica, etc. A discriminação entre as pessoas, por exemplo, representa a forma mais cruel de coação, permitindo o constrangimento físico ou moral. A falta de solidariedade leva ao desentendimento, à intolerância e ao comportamento irracional. Não queremos um mundo preconceituoso.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.
Fonte: Diário do Nordeste, Ideias. 4/5/2018.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

A PRECE PELA PAZ ATRIBUÍDA A SÃO FRANCISCO: um enigma a resolver

La prière pour la paix attribuée à Saint François: une énigme à resoudre
 
Por Christian Renoux
Uma das orações mais queridas dos cristãos, católicos ou protestantes, é certamente a oração atribuída a São Francisco de Assis que começa pedindo: Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz! Acontece que a pesquisa histórica, realizada exaustivamente pelo autor, Christian Renoux, não conseguiu fazê-la remontar além de 1912, ano em que ela, pela primeira vez, apareceu, anônima, numa obscura revista devocional francesa. Só depois, especialmente a partir de sua publicação no jornal da Santa Sé, L’Osservatore Romano, em 1916, começou sua rápida difusão, que, em pouco tempo, chegou a todo o mundo, traduzida em praticamente todas as línguas.
Christian Renoux é doutor em história moderna e conferencista da Universidade de Angers, na França, militando há muitos anos na promoção da não-violência. Ele é co-presidente do ramo francês do Movimento Internacional da Reconciliação, e co-redator dos Cahiers de la Réconciliation. Pondo em ação todos os recursos da pesquisa histórica, ele consegue mostrar como, pouco depois de sua publicação, em 1912, esta oração não tem cessado de seduzir, no mundo inteiro, homens e mulheres devotados à causa da paz. Ele prova, também, que São Francisco de Assis não é o seu autor, pelo simples fato de que não se encontra seu texto entre os escritos do Santo, nem mesmo em qualquer outro documento conhecido de quem quer que seja, até inícios do século XX.
No seu prefácio ao livro, Pe. Willibrord van Dijk, capuchinho, observa que esta oração tão breve, objetiva, não sentimental, impressionou também os budistas do Japão e os monges do Tibet e mereceu ser pronunciada solenemente por João Paulo II no dia 27.10.1986, na famosa jornada inter-religiosa de Assis.
Nela não se encontra diretamente nenhuma alusão evangélica ou bíblica e nenhum dos pedidos formulados é especificamente franciscano ou cristão. Seu conteúdo universalmente humano é que a faz despertar ressonâncias profundas em todo coração sincero, mesmo se a-religioso ou racionalista. Isto, porém, não contradiz – afirma Pe. Willibrord – a atribuição (gratuita) ao Santo de Assis. “Embora ele não a tenha escrito, nem em latim nem em úmbrio, a oração lhe foi atribuída porque se parece com ele” (p. 7).
Fonte: Disponível na internet (Google).

ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO

Senhor,
Fazei-me instrumento de vossa paz!
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver duvidas, que eu leve a fé;
Onde houver erros, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve alegria;
Onde houver trevas que eu leve a luz.
Ó mestre
Fazei que eu procure mais
Consolar que ser consolado
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe
É perdoando, que se é perdoado e
É morrendo que se vive para a vida eterna.
Amém.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Podemos reescrever nossa história melhorando o que já estava bom

Por Pe. Reginaldo Manzotti (*)
Cada novo ano é uma dádiva que Deus nos concede. É como uma página em branco, em que podemos reescrever nossa história, acertando o que estava errado, melhorando o que já estava bom.
Mas nada do que planejamos para este ano fará sentido ou atingirá seu objetivo se não tivermos o que é essencial: paz. A paz não é apenas ausência de guerras - claro que precisamos de paz nas ruas, paz entre as nações. Todos os dias nos chegam enxurradas de notícias de conflito entre povos, guerrilhas, brigas, violência no trânsito, violência de todo tipo. A vida humana parece não estar valendo mais nada. Porém, me refiro especialmente à paz interior.
Na ânsia pela paz, muitos, na virada do ano, vestiram-se de branco e fizeram simpatias; outros a procuraram onde jamais a encontrarão, porque a paz que o mundo nos oferece é ilusória, é passageira. A verdadeira paz começa a existir do nosso encontro pessoal com Jesus, o ‘Príncipe da Paz’. Ela brota dentro de cada um de nós, para depois exteriorizar-se, manifestar-se e se expandir em casa, na família, no ambiente de trabalho, nas ruas, nas cidades e no mundo.
Ninguém é santo, ninguém é perfeito. Amamos e odiamos, erramos e acertamos, temos gestos bons e maus. A nossa fragilidade humana é marcada pelo pecado. Mas Deus nos amou tanto que se compadeceu de nós, em Jesus assumiu nossa humanidade, assemelhou-se a nós em tudo, menos no pecado. E porque Jesus veio a nós, a paz tornou-se possível. Ele nos disse: “Eu deixo para vocês a paz, eu lhes dou a minha paz. A paz que eu dou para vocês não é a paz que o mundo dá. Não fiquem perturbados, nem tenham medo” (Jo 14,27).
O medo é um dos inimigos da paz, porque nos leva à insegurança, à desconfiança, a nos armarmos contra aqueles que pensamos ser uma ameaça para nós. Não digo que estejamos com armas de fogo, também não me refiro só à agressão física... Fazemos de nossa língua uma arma mortal, espalhando fofoca e maledicência, “puxando o tapete”, mentindo e intimidando. A língua pode ter uma força de agressão violenta. Por isso, ao nos deixar a paz, Jesus nos recomendou que não tivéssemos medo. Por isso também, em seguida, Ele nos mandou amar-nos uns aos outros (cf. Jo 15,17). O medo separa, desequilibra e desune; o amor atrai, congrega, dá segurança e traz a paz.
É preciso ter confiança para combater o medo. É a confiança que fará brotar em nós a esperança, que fará brotar os valores do Reino. Se deixarmos a semente do mal permanecer e alimentarmos o vício do pecado, ele produzirá a morte. Se confiarmos em Jesus e permitirmos que a água que brota do seu coração venha a nós, o fruto da graça germinará.
A paz interior é um dom do Espírito Santo, como nos diz a Carta aos Gálatas: “Por seu lado, são estes os frutos do Espírito: amor, alegria, paz” (Gl 5,22). Isso quer dizer que ela deve ser pedida como o próprio Apóstolo Paulo afirma: “Apresentem a Deus todas as necessidades de vocês através da oração e da súplica, em ação de graças. Então, a paz de Deus, que ultrapassa toda compreensão, guardará em Jesus Cristo os corações e pensamentos de vocês” (Fl 4,7). Esse trecho da Carta aos Filipenses nos dá uma certeza de que a paz não é uma utopia, não é um “talvez”, mas é uma certeza em Jesus. Ele venceu o mundo! A paz já nos foi concedida!
Um abençoado ano de paz a todos!
(*) Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso e pároco reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR).
Fonte: O Povo, de 7/1/2017. Espiritualidade/Opinião. p.11.

sábado, 24 de dezembro de 2016

Mensagem de Natal do Papa Francisco - 2014


FELIZ NATAL
O Natal costuma ser sempre uma ruidosa festa; entretanto se faz necessário o silêncio, para que se consiga ouvir a voz do Amor.
Natal é você, quando se dispõe, todos os dias, a renascer e deixar que Deus penetre em sua alma.
O pinheiro de Natal é você, quando com sua força, resiste aos ventos e dificuldades da vida.
Você é a decoração de Natal, quando suas virtudes são cores que enfeitam sua vida.
Você é o sino de Natal, quando chama, congrega, reúne.
A luz de Natal é você quando com uma vida de bondade, paciência, alegria e generosidade consegue ser luz a iluminar o caminho dos outros.
Você é o anjo do Natal quando consegue entoar e cantar sua mensagem de paz, justiça e de amor.
A estrela-guia do Natal é você, quando consegue levar alguém, ao encontro do Senhor.
Você será os Reis Magos quando conseguir dar, de presente, o melhor de si, indistintamente a todos.
A música de Natal é você, quando consegue também sua harmonia interior.
O presente de Natal é você, quando consegue comportar-se como verdadeiro amigo e irmão de qualquer ser humano.
O cartão de Natal é você, quando a bondade está escrita no gesto de amor, de suas mãos.
Você será os “votos de Feliz Natal” quando perdoar, restabelecendo de novo, a paz, mesmo a custo de seu próprio sacrifício.
A ceia de Natal é você, quando sacia de pão e esperança, qualquer carente ao seu lado.
Papa Francisco
Quinta-feira, 25 de dezembro de 2014, às 12h06
Fonte: Sites e blogs diverso. Circulando por e-mails.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

QUAL O FUTURO?


Por Luiz Gonzaga Fonseca Mota (*)
Sempre que necessário, em minhas pesquisas, releio dois livros extremamente interessantes: “A Sociedade Justa”, de J.K. Galbraith, e “Preparando para o Século XXI”, de Paul Kennedy. Textos realistas, de fácil assimilação pelo leitor, sem preconceitos e ainda consubstanciando temas atuais apesar de escritos há cerca de três décadas. Quais são os desafios da Humanidade? Como será o nosso modo de vida? Como a sociedade pode encontrar melhores caminhos? Segundo Goethe, “entendemos a vida como luta e conquista e não como renúncia e fuga”. Os dois livros refletem, de um lado, preocupação e angústia e, de outro, desejos e aspirações. John Keneth Galbraith destaca pontos importantes como a justiça socioeconômica, a distribuição da renda e o poder, a relevância da educação e do meio ambiente, bem como a necessidade de uma sociedade melhor, do ponto de vista da liberdade pessoal, da discriminação racial e étnica, da saúde e do emprego. Por sua vez, Paul Kennedy mostra a preocupação com a explosão demográfica, a globalização sem limites e sem regras, assim como com a agricultura mundial, a fome, a biotecnologia e a robótica. Vale a pena analisar e refletir com profundidade sobre as ideias dos mencionados autores. Dentro deste quadro de referência, acredita-se que as dificuldades são significativas, devendo-se expurgar, portanto, as improvisações, os desvios de conduta, o fundamentalismo, o radicalismo, as atitudes autoritárias, etc. Encontra-se na ética e na moral o caminho estratégico que poderá conduzir a humanidade para a Justiça e a Paz.
(*) Economista. Professor aposentado da UFC. Ex-governador do Ceará.

sábado, 15 de agosto de 2015

Beijo de 1945 é homenageado


Dezenas de casais recriaram ontem (14/8/15), em Nova York, a célebre cena de beijo na Times Square, reproduzindo um das fotos mais famosas do século XX, clicada no dia 14 de agosto de 1945 por Alfred Eisenstaedt.
O flagrante se tornou o símbolo do fim da Segunda Guerra Mundial.
Fonte: O Povo, 15/08/2015. O Mundo. Imagens. p.14.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O ANO NOVO

Por Pe. Brendan Coleman Mc Donald
Estamos iniciando o ano 2015. Como será este ano novo? Deixamos de lado a futurologia e a astrologia. Deixamos de lado também o fatalismo do simples “como Deus quiser”. Nós cristãos procuremos compreender, à luz dos mandamentos e dos planos do criador, que, sem em nada diminuir a fé em Deus e o abandono em sua santa vontade e imperscrutáveis desígnios, o futuro deve ser por nós construídos. Não há dúvida que o futuro não se adivinhe, mas se edifica. O amanhã depende do acerto das nossas opções de hoje. O ano 2015 será aquilo que nós faremos. Acreditamos em Deus e na sua soberania, mas não nos deixamos ficar num passivo providencialismo ou num fatalismo acomodado. Se tudo depende de Deus, tudo depende também de nós.
O 1º. de janeiro é a Festa da Solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria, e um dos títulos de Maria é Nossa Senhora da Paz. O primeiro de janeiro também é o Dia Mundial da Paz e da Fraternidade. No início de cada ano a Igreja Católica procura trazer à consciência de cada pessoa cristã a importância da paz e o dever de preservá-la. A melhor maneira de assegurar a paz é trabalhar pela justiça. A paz é o vértice de todos os bens terrenos. Sem ela perdem substância todas as conquistas do homem em seus mais variáveis setores.
Hoje, há uma enorme falta de paz no mundo e no Brasil. Basta ver o crescimento vertiginoso de todo tipo de violência: assassinatos, estupros, sequestros, prostituição infantil, drogas, abortos, pedofilia, furtos e divórcios etc. para confirmar essa afirmação. Inicialmente ligados à paz estão os direitos humanos. Manter a paz à custa dos direitos humanos é uma contradição em termos. Onde hoje há a insana repressão dos direitos humanos, amanhã haverá toda forma de violência e, finalmente, a convulsão social.
Obviamente, não podemos contar com todos para preservar a paz, mas com as pessoas de boa vontade que realmente formam a maior parte das comunidades. Pessoas firmemente dispostas a preservá-la, constituem uma grande defesa e estímulo para a paz.
A tranquilidade no lar, a harmonia entre as gerações e a concórdia dos povos entre si, serão alcançadas pelos esforços dos homens, mas necessitam do Espírito vivificador de Deus. No Sermão da Montanha Cristo disse: “Bem aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5, 9).
A existência de milhões de empobrecidos em nosso país nos envergonha no início de mais um ano. A Igreja Católica no Brasil olha o conjunto do país a partir das massas sobrantes da modernização, e aponta a solidariedade, a união e a organização do povo como o caminho para uma sociedade mais democrática e não excludente em 2015.
Que este ano novo então seja um ano de paz, alegria e abundância para todos, digo isso dedicando lhes as palavras de uma antiga benção irlandesa, minha terra natal: “Que o caminho seja brando a teus pés; que o vento sopre leve em teus ombros; que o sol brilhe cálido sobre tua face; que as chuvas caiam serenas nos campos; e até que, de novo, eu te veja, que Deus te guarde na palma de sua mão”.
Dr. Brendan Coleman Mc Donald, é padre redentorista e assessor da CNBB Reg. NE1.
Fonte: O Povo, de 4/1/2015. Espiritualidade. p.14.
 

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