terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

GRAN CIRCO TERRA BRASILIS

Por Romeu Duarte Junior (*)

Pelo jeitão da coisa, 2026 vai ser um ano trepidante, com montanhas-russas de emoções e amplo consumo de valium, dienpax, imosec e outros remédios tarja-preta por parte dos mais fracos. Para os que se cansarem de tanta correria e nervos à flor da pele, um bálsamo: dos dez feriados nacionais, nove cairão em dias úteis, gerando os mui famosos 'imprensados", pais dos feriadões. Isso sem se falar dos dias de dolce far niente cearenses e fortalezenses, que completarão a agenda de rede, cachacinha e pé na parede. Portanto, se o bicho vai pegar, teremos sombra e água fresca de sobra. Lazer? Ócio? Vagabundagem mesmo, que ninguém é de ferro. Para quem, como eu, pensa em se aposentar, já é um estímulo e tanto. Gentilândia, Joaquim Távora e Barra do Ceará, me aguardem!

Para quem gosta de atividades esportivas, será um ano para passar assistindo à TV. Será realizada a Copa do Mundo Fifa, com 48 seleções, 104 jogos e três sedes, Canadá, EUA e México. Fico pensando se o angu não vai engrossar por conta das atuais tensas relações entre estes três países, construídas pelo agente laranja no seu afã de anexar territórios e submeter povos ao seu talante. Para quem gosta de sofrer, Ceará e Fortaleza disputarão o Manjadinho, a Lampions League, a Copa do Brasil e o calvário da Série B do Brasileirão. De quebra, teremos também os Jogos Olímpicos de Inverno na Itália, mais precisamente em Milão e Cortina D'Ampezzo, geladíssimo aquecimento para a Olimpíada de Los Angeles em 2028. Será um olho no peixe do trabalho e o outro no gato da bola...

Todavia, iniciei esta crônica falando de antidepressivos, calmantes e outros fármacos que socorrem os débeis de alma, cabeça e coração. Outro evento de rachar o quengo também se anuncia: as eleições para presidente, governador, senador e deputados. Ainda estava com a fatia do peru na boca quando vi o mimimito-réu sair do hospital e ir para a sua cela na PF. Na mesma toada, presenciei seu assessor pegar uma preventiva por ter usado indevidamente uma rede social. Por fim, mas não menos, flagrei o bananinha tendo o mandato cassado, virando réu por coação e intimado a voltar ao Brasil para reassumir seu posto de escrivão na PF. Chegando em solo pátrio, já se sabe o que vai acontecer com ele. Como diz o doido, o mundo não gira, capota...

Porém, o sábado nos trouxe o tom tragicômico deste ano maluco. Inspirado na tal Doutrina Monroe ["A América para os (norte) americanos"], as forças militares estadunidenses invadiram a Venezuela por terra, mar e ar, mandando bala e despejando bombas, além de terem sequestrado Nicolás Maduro. Muito boa essa: o mandatário venezuelano é "autocrata" enquanto o agente laranja é "presidente". À frente de um império decadente, mira as riquezas dos países para extorqui-los em vez de resolver os problemas agudos da Terra do Tio Sam. Inventa um inimigo, tal como na fábula do lobo e do cordeiro, para justificar um direito que não possui. Enquanto isso, ONU calada, Europa lascada, China, Irã e Rússia de binóculos, Brasil atento. Tudo pode acontecer, caros, inclusive nada.

(*) Arquiteto e professor da UFC. Sócio do Instituto do Ceará. Colunista de O Povo.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 5/01/26. Vida & Arte. p.2.


A expressão "manicômio tributário" e sua real consequência

Por Alexandre Sobreira Cialdini (*)

O professor Lello Gangemi, catedrático da Universidade de Nápoles e estudioso do sistema tributário italiano, escreveu, em 1959, o artigo “O manicômio tributário italiano”. A análise impressiona pela atualidade e semelhança com o nosso sistema tributário, que se encontra em fase terminal. Gangemi afirmou: “... a infelicíssima situação do nosso ordenamento tributário: um caos de leis contraditórias e em antítese aos mais elementares princípios de racionalidade, justiça e socialidade”. A frase foi amplamente disseminada no Brasil pelo tributarista Alfredo Becker, em sua obra Teoria Geral do Direito Tributário.

Em minha trajetória, ouvi muitos utilizarem o termo “manicômio tributário” como mera crítica marginal ao sistema, sem o devido aprofundamento epistemológico. Isso me levou a examinar o cerne da manifestação de Gangemi, que escreveu o referido artigo em homenagem a Benvenuto Griziotti – economista e financista italiano que desenvolveu a teoria da capacidade contributiva, entendida como a possibilidade econômica de pagar tributos.

O nosso “manicômio tributário” distorceu, ao longo de mais de 30 anos, o princípio da capacidade contributiva e produziu um padrão de desigualdade inigualável. No Brasil, a carga tributária incidente sobre os mais ricos é inferior à observada na maior parte dos países. O 1% mais rico da população concentra 27,4% da renda nacional (dados de 2019), percentual significativamente superior à estimativa anterior, de 20,3%.

Esses dados fazem parte do estudo “Progressividade Tributária e Desigualdade no Brasil: Evidências a partir de Dados Administrativos Integrados”, elaborado por economistas brasileiros e de outras nacionalidades, com a colaboração da Receita Federal. O levantamento, disponível em: <https://share.google/sijO6M78RFLDCaM4z>, revela que os milionários em dólar no País – aqueles que recebem mais de R$ 5,5 milhões anuais – pagam alíquotas efetivas muito menores do que o restante da população: 20,6% (incluindo todos os tributos), contra 42,5% pagos pelo brasileiro médio.

O estudo também aponta que o 0,1% mais rico do Brasil – cerca de 150 mil pessoas, com renda anual média de R$ 4,6 milhões – concentra 12,4% de toda a renda nacional. Já o 0,01% mais rico – aproximadamente 15 mil pessoas, com média anual de R$ 23 milhões – detém 6,1% da renda total.

Diante desse cenário, pode-se constatar que o “manicômio tributário” produziu no Brasil uma das maiores desigualdades do mundo, por meio de um sistema tributário regressivo que distorceu completamente a capacidade de pagamento de pessoas físicas e jurídicas. Nesse contexto, a aprovação da Emenda Constitucional 132/2023 representa um marco relevante ao iniciar um amplo processo de transformação do sistema tributário brasileiro, com vigência a partir de 2026.

(*) Mestre em Economia e doutor em Administração Pública e Secretário de Finanças e Planejamento do Eusébio-Ceará.

Fonte: O Povo, de 8/01/26. Opinião. p.17.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

CONVITE Lançamento da obra Laudate

O Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), Deputado Estadual Romeu Aldigueri, o Presidente da Academia Cearense de Medicina, Acadêmico José Henrique Leal Cardoso, e o Diretor-Executivo do Instituto de Estudos e Pesquisas sobre o Desenvolvimento do Estado do Ceará (Inesp), Prof. Dr. João Milton Cunha de Miranda convidam para a solenidade de lançamento da obra Laudate – Aos confrades das academias médicas do Ceará, de autoria do Acadêmico Marcelo Gurgel Carlos da Silva, Presidente da Academia Cearense de Saúde Pública.

Dia: 11/02/2026 (quarta-feira).

Horário: 15h.

Local: Auditório da Reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), Avenida da Universidade, nº 2853, Benfica, Fortaleza-CE.


O preço da força no fim da ditadura de Maduro

Por Heitor Férrer (*)

A prisão de Nicolás Maduro, decorrente de uma intervenção direta dos Estados Unidos na Venezuela, provoca sentimentos contraditórios em quem defende, de forma inegociável, a democracia. De um lado, cai um ditador abominável, um lixo, um verme humano que jamais deveria ter recebido afagos de qualquer nação civilizada. De outro, impõe-se ao mundo uma lógica perigosa: a força como instrumento de reorganização geopolítica.

Maduro já deveria ter caído há muito tempo. Não pelas mãos de potências estrangeiras, mas pelo levante legítimo do povo venezuelano, guindado pela democracia que lhe foi sequestrada. Seu regime, herdado do autoritarismo de Hugo Chávez, sustentou-se em eleições fraudulentas, no controle absoluto das instituições e na negação sistemática das liberdades. Um monstro político que transformou uma nação rica em petróleo em um território de miséria, êxodo e humilhação.

É compreensível, portanto, que muitos venezuelanos aplaudam o fim do tirano, ainda que isso custe a soberania nacional. Entre a submissão a um ditador e a tutela estrangeira, muitos optam por se livrar do algoz. A queda de Maduro, em si, merece ser festejada. Ditadores não merecem reconhecimento, tampouco carinho diplomático.

Entretanto, o método importa. Ao anunciar que controlará a Venezuela e suas principais riquezas, especialmente o petróleo, os Estados Unidos inauguram uma nova ordem mundial baseada, não no direito internacional, mas na imposição da força, uma lógica que remete ao Império Romano, onde o imperador decidia, com suas legiões, quais povos seriam conquistados e submetidos.

Esse precedente é grave e não pode ser ignorado. Hoje é a Venezuela, amanhã pode ser qualquer outra nação. Sob o argumento de uma "causa nobre" ou de um "interesse global", abre-se espaço para que potências decidam quem governa e quem administra as riquezas de um país. Imagine-se, por exemplo, se os Estados Unidos resolvessem intervir no Brasil justificando que a Amazônia não estaria sendo devidamente protegida e, em nome da humanidade, invadisse nosso território. Aceitaríamos? Aplaudiríamos? Claro que não.

Em 2023, critiquei, publicamente, a forma prestigiosa como o presidente Lula recebeu Maduro no Brasil. Maduro era ilegítimo, fraudou eleições, negou as atas exigidas internacionalmente e jamais deveria ter sido recebido como chefe de Estado legítimo. Seu governo precisava cair, sim, mas pela pressão interna do povo venezuelano e pelo isolamento diplomático, nunca por invasão de força estrangeira.

A democracia não pode ser defendida atropelando a soberania dos povos sob pena de fortalecer o discurso conveniente dos mais fortes. Amanhã, poderemos ser o próximo.

P.S.: Enquanto escrevo este artigo, Trump publica nas redes sociais: "o hemisfério ocidental é nosso". Que horror...

(*) Médico e deputado estadual (Solidariedade).

Fonte: Publicado In: O Povo, de 9/01/2026. Opinião. p.15.


domingo, 8 de fevereiro de 2026

O MÉDICO ESCRITOR LUIZ MOURA

Luiz Gonzaga de Moura Júnior veio ao mundo, por um imperativo gestacional, sobretudo de parturição, no Crato-CE, a 5 de dezembro de 1955, mas se reconhece como um legítimo filho do Cedro, onde foi gerado e viveu a sua infância.

Em se tratando da condição momentânea e dos conhecidos predicados do ilustre confrade Luiz Moura Jr., jocosamente qualificado de “arengueiro” por seus colegas, em tempos universitários, não se deterá aqui a explicitar aspectos biográficos profissionais, do médico cirurgião geral e bariátrico e professor universitário, mas se reserva a perlustrar, ainda que tangencialmente, alguns dos seus feitos bibliográficos.

Escudado na sua participação das antologias: Sobre Todas as Coisas (1987), Letra de Médico (1989), Efeitos Colaterais (1990), Meditações (1991), Outras Criações (1992), Esmeraldas (1993), Prescrições (1994), conduzidas pela Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - Regional Ceará (Sobrames/CE), da qual foi presidente no biênio 1989-91, ele trouxe à lume, em 1997, a sua primeira obra-solo, sob o título “Tô Doente, Doutor!”, que se sagrou um êxito editorial, de tiragem esgotada e exemplares catados em sebos.

Em 2005, Luiz Moura brindou seus tantos ávidos e tão carentes leitores com o seu segundo livro “O Homem da Maleta Preta”, mantendo a mesma linha literária da publicação precedente, replicando o mesmo sucesso editorial e se consagrando como contista, cronista e memorialista, e, sobretudo, um exímio contador de causos.

Em 2008, com a sua carreira profissional consolidada, reativa o engajamento na produção literária, retomando a contribuição nas antologias da Sobrames/CE: Achado Casual (2008), Ressonâncias Literárias (2009), Letras Que Curam (2013), Digno de Nota (2014), Semeando Cultura (2016), À Flor da Pele (2017), Lapso Temporal (2018), Pontos de Vista (2019), Sopro de Luz (2020), A Plenos Pulmões (2021), Limiar da Criação (2022), Lampejos de Memória (2023), Via Profilática (2023) e Piscar de Olhos (2025).

Luiz Moura é membro titular fundador da Academia Cearense de Médicos Escritores (Acemes), ora exercendo uma profícua presidência à frente dessa entidade, tendo tomado parte em todos os dez números da Revista da ACEMES, do 0 de 2016 ao 9 de 2025.

Como ser notadamente gregário, possuidor de muitos amigos e colegas, em coautoria com Nasser Aguiar e Walter Miranda, tornou público, em 2010, o livro “A Arte Mede Sina”, para rememorar os trint’anos da Turma Samuel Pessoa, a dos médicos de 1980.2 da UFC; e, em 2020, rendeu loas ao corifeu da cirurgia bariátrica brasileira, o renomado cirurgião paulista Antônio Garrido, com a publicação “Garrido e a Cirurgia Bariátrica”.

Agora, para comemorar os seus 70 anos de idade, nada pode ser mais apropriado a um escritor do que se presentear e, sobretudo, regalar a todos com a publicação da obra monumental intitulada o “Diário de um Arengueiro”, cujo subtítulo qualifica o seu teor, ao reunir “motes, mitos e estórias – sátira e folclore médico”.

Cons. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Da Academia Cearense de Medicina – Cad. 18

* Publicado In: Jornal do médico, 22(200): 34-35, janeiro de 2026.


Dom Antonio Carlos do Nascimento: um bispo segundo o coração de Deus

Por Pe. Raimundo Neto (*)

Conheço padre Antonio Carlos, hoje dom Antonio Carlos, desde que ele era seminarista. Sua família morava na Paróquia de São Vicente de Paulo, no bairro Dionísio Torres, e ele foi acolhido pelo meu antecessor, padre Mariano Rocha Matos (in memoriam), e por mim também.

Dom Antonio Carlos, bispo auxiliar da Arquidiocese de Fortaleza, é um homem marcado pela simplicidade e humildade, de voz pausada e mansa, sem perder a galhardia de um “gentleman”. Possui trato fino com os colegas sacerdotes e proximidade com os leigos. Indubitavelmente, foi esse um dos motivos pelos quais foi escolhido bispo de nossa Igreja Católica Romana. Formado em Direito Canônico e exercendo suas funções no Tribunal Eclesiástico com competência e acolhimento, nunca foi sabujo de ninguém a fim de receber prestígios ou galgar alto posto na hierarquia da Igreja. Tornou-se bispo pelo chamado de Deus e de sua vontade.

Com a ordenação de um bispo, a Igreja renasce e se configura sempre de novo, assegurando a sucessão apostólica ininterrupta, desde os primeiros discípulos de Jesus. É bom saber que o episcopado não é um carreirismo, uma honraria, mas um serviço que nasce da amizade com Cristo. “Já não vos chamo de servos, mas amigos” (João 15,15). O ministério confiado aos bispos é um serviço ao Amigo (Jesus), é a doação da vida por amor. Por isso, o episcopado é um caminho de entrega, sacrifício, cruz e oferta da vida. A centralidade de si mesmo e o destaque precisam desaparecer para que Cristo, seu Evangelho e os mais humildes estejam no centro.

Devemos olhar para o bispo com o olhar da fé, ou seja, da visão teológica. E o que o olhar da fé diz sobre o nosso bispo auxiliar, dom Antonio Carlos? Ele é um enviado de Deus, “bendito o que vem em nome do Senhor” (Mateus 21,9). É um sucessor dos doze apóstolos. É o mestre da fé, da doutrina e do culto sagrado. É aquele que, à semelhança de Jesus, lava os pés de seus discípulos (João 13,16). É o servidor do Evangelho. É aquele que está em comunhão com o Colégio Episcopal e com o Romano Pontífice, o papa. É um irmão, pai e amigo. É chamado a viver a espiritualidade de Marta e Maria (Lucas 10,38). Por fim, é aquele que recebeu o múnus de santificar, ensinar e governar.

Dom Antonio Carlos, Sua Excelência, revestido da autoridade de Cristo, é o arauto da fé, doutor autêntico da fé apostólica. Receba de seus irmãos padres as mais expressivas boas-vindas. Que Deus lhe dê o discernimento e a paresia para enfrentar as borrascas que o mundo contemporâneo nos apresenta. O multilateralismo, as polarizações, as inversões axiológicas, ou seja, a perda dos valores, que são desafios da nossa sociedade moderna, sejam combatidos pelo seu ministério episcopal.

Que o Senhor Jesus o abençoe e o faça um pastor segundo o coração de Deus.

(*) Sacerdote. Vigário paroquial da Paróquia de São Vicente de Paulo.

Fonte: O Povo, de 4/02/2026. Opinião. p.15.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Obras de Arte Famosas Que Celebram o Amor IV

7 "O Grande Canal em Veneza", de Édouard Manet, 1875.

Manet estava incrivelmente impressionado com Veneza depois de visitar a cativante ilha com colegas. Ele cuidadosamente pintou uma cena do Grande Canal com uma gôndola, a melhor experiência da cidade para os apaixonados.

8 "Sol Ardente de Junho", de Frederic Leighton, 1895.


Esta deslumbrante pintura britânica pré-rafaelita está exposta em um museu na cidade de Ponce, em Porto Rico, após sido considerada cafona em 1960, na Inglaterra. Feita por Frederic Leighton, essa obra de arte foi pintada com a simples intenção de expressar o prazer pela natureza e beleza.

9 "O Primeiro Beijo", de William Adolphe Bouguereau, 1889.

Inspirado pelo conto "O Asno de Ouro", do escritor e filósofo Apuleio, o "Cupido e a Psiquê" (assim chamado em francês), era um dos mitos favoritos de Bouguereau, que costumava pintá-lo frequentemente. Em português, a pintura é conhecida como "O Primeiro Beijo" e descreve a superação de grandes obstáculos por causa do amor.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.



Obras de Arte Famosas Que Celebram o Amor III

4 "O Nascimento da Vênus", de Botticelli, c. 1485-1486

Obra-prima de Botticelli, "O Nascimento da Vênus" é uma das obras de arte mais conhecidas. Esta requintada pintura renascentista era incomum para a época e foi inspirada em um poema antigo de Homero. Botticelli pintou a Vênus inspirado em uma bela mulher casada, Simonetta Cattaneo Vespucci, por quem acreditava-se que havia se apaixonado.

5 "O Pescador e a Criatura da Água", de Frederic Leighton, 1858.

O artista britânico Frederic Leighton foi inspirado por um poema do escritor alemão Goethe, e criou essa marcante obra que mostra a sedução fatal de um pescador por uma fatal sereia. Na era vitoriana, muitos artistas ficaram fascinados por essas míticas criaturas.

6 "O Balanço", de Pierre-Auguste Renoir, 1876.

O pintor impressionista Renoir era conhecido por amar retratar seus amigos parisienses e a sociedade francesa. Nessa belíssima obra ao ar livre, Renoir capta um flerte acanhado entre dois jovens.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.






Obras de Arte Famosas Que Celebram o Amor II

1 "O Beijo", de Gustav Klimt, 1909.

Esta pintura art nouveau retrata lindamente um momento íntimo, em amarelo e dourado. É um dos pôsteres mais comprados na internet, tornando difícil acreditar que, quando esta obra foi apresentada pela primeira vez, ela causou um escândalo e foi considerada pornográfica.

2 Chez le père Lathuille, de Édouard Manet, 1879.

Uma obra impressionista de Manet, "Um Casal no Père Lathuille" mostra delicadamente a cidade do amor, no tranquilo bairro de Batignolles. Esta obra de arte grandiosa apresenta um jovem rapaz cortejando uma moça em um restaurante e cabaré francês, que recebe o nome de Père Lathuille.

3 "O Beijo na Cama", de Henri De Toulouse-Lautrec, 1892.


O boêmio Toulouse Lautrec pintou esta cativante obra pós-impressionista para mostrar o amor terno e sensual. A sugestiva pintura mostra duas mulheres nuas na cama, compartilhando um beijo apaixonado.

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.



Obras de Arte Famosas Que Celebram o Amor I

Nove Obras de Arte Famosas Que Celebram o Amor I

Estas pinturas são amadas em todo o mundo. Cada uma delas carrega uma história impressionante que toca milhões de pessoas por causa de seus temas universais de amor e beleza. A paixão e a dedicação de cada pintor são evidentes em cada pincelada e em cada detalhe dessas obras de arte! Espero que você aprecie essas maravilhas tanto quanto eu!

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Uece promove ato administrativo de colação de grau para 10 novos médicos

A Universidade Estadual do Ceará (Uece) realizou, na tarde da última quarta-feira (4/02/26), ato administrativo de colação de grau para dez concludentes da 19ª turma do curso de Medicina. A cerimônia aconteceu no Salão Nobre dos Órgãos de Deliberação Coletiva (SODC), no campus Itaperi, e foi presidida pelo vice-reitor da instituição, professor Dárcio Teixeira. O evento ocorreu em virtude da aprovação dos dez estudantes em provas de residências médicas.

O curso de Medicina da Uece recebeu nota máxima (5) na primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), realizado em 2025. Ao todo, foram avaliados 351 cursos de Medicina em todo o país, dos quais apenas 49 alcançaram a nota máxima. O Enamed é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e tem como principal objetivo avaliar a formação médica brasileira. No resultado geral, a Uece se destaca como 1º lugar no Ceará e 28º no país, com 93,2% de seus participantes obtendo nota igual ou acima do esperado. Entre as universidades estaduais, a Uece está no Top 10 do Brasil.

Em seu discurso, o vice-reitor, professor Dárcio Teixeira, destacou: “Hoje, a Uece vive um momento de especial significado. Estamos aqui celebrando a conclusão da formação de dez novos médicos e médicas em uma cerimônia que simboliza não apenas o encerramento de um ciclo acadêmico, mas o início de uma trajetória profissional marcada por grandes responsabilidades, compromisso social e dedicação à vida humana. O curso de Medicina ocupa um lugar estratégico na história e no projeto acadêmico da Uece. Ao formar médicos e médicas, a universidade reafirma sua missão pública de contribuir diretamente com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde e para a melhoria das condições de vida da população cearense”.

Finalizando sua fala, o professor Dárcio parabenizou os novos egressos da Uece e citou William Osler, um dos grandes mestres da medicina moderna, que ensinava: “Formar médicos vai muito além de indicadores de qualidade. A boa medicina trata a doença; a grande medicina trata o paciente”. Em nome da Uece, parabenizou também os formandos e seus familiares que estiveram presentes nessa caminhada e desejou que este seja apenas o início de uma trajetória marcada pelo conhecimento, pela ética e pelo cuidado com o ser humano.

O chefe de gabinete da Reitoria, professor Altemar Muniz, recordou que, institucionalmente, a Uece, ao longo desses anos, buscou democratizar o acesso de estudantes da escola pública ao curso de Medicina. O destaque desse processo foi a implantação do sistema de cotas, que permitiu o ingresso de alunos oriundos da educação pública de todo o país. Ele ressaltou que a turma de concludentes se forma no momento em que a instituição celebra seus 50 anos de atuação, cujo lema, “transformando vidas”, confirma o que a Uece realiza cotidianamente. “Sugiro a vocês, novos médicos, como extensão do trabalho da universidade, continuem a transformar vidas por meio de suas atividades profissionais, cumprindo a missão de cuidar da saúde e da vida da sociedade e defendendo o Sistema Único de Saúde.

A pró-reitora de Graduação, professora Mazza Maciel, parabenizou os novos formandos em medicina após uma jornada árdua e desafiadora, na qual conseguiram vencer obstáculos e chegar a essa etapa. “Vocês alcançaram esse nível por mérito e competência de cada um, com o apoio inestimável de suas famílias. Agradeço a força-tarefa da equipe da Uece, que agilizou os procedimentos para que os concludentes tivessem a oportunidade de participar do processo de seleção para residência médica, assim como agradeço à Administração Superior, por intermédio do chefe de gabinete, professor Altemar Muniz, e a equipe do curso de Medicina, representada pelas professoras Graça Barbosa, Sheila Fontenele e Lúcia Duarte, além das ações do Centro de Ciências da Saúde (CCS).” Ela finalizou lembrando ainda que os concludentes cumprem apenas uma das várias etapas da vida pessoal e profissional e que a formação humana é contínua.

Após os discursos, foi realizada a leitura dos juramentos pelos concludentes. Em seguida, receberam a outorga de grau, além da certidão de conclusão do curso, das mãos do vice-reitor da Uece, professor Dárcio Teixeira.

Estiveram presentes na solenidade, além do vice-reitor da Uece, professor Dárcio Teixeira, a pró-reitora de Graduação, professora Mazza Maciel; a diretora do Centro de Ciências da Saúde, professora Maria Lúcia Duarte; e a coordenadora do curso de Medicina, professora Sheila Márcia Fontenele e professores do curso, familiares dos concludentes e demais convidados.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Uece em 5/02/26.


FOLCLORE POLÍTICO: Porandubas 858

Abro a coluna com a fala do candidato a prefeito, em tempos idos, em uma cidade do Ceará.

Meu povo e minha pova

Parece absurda, mas é verdadeira. Deixamos de dar os nomes para evitar constrangimentos às famílias. Um ex-prefeito de Aracati, cidade litorânea do Ceará, em comício animado, gritou no palanque: "Meu povo e minha pova. Vou ser reeleito prefeito de Aracati com minha fé e as fezes de vocês". E foi.

Fonte: Gaudêncio Torquato (GT Marketing Comunicação).

https://www.migalhas.com.br/coluna/porandubas-politicas/412278/porandubas-n-858


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Flávio Ibiapina é eleito presidente da Unimed Fortaleza

O Povo, Economia.

O médico ginecologista/obstetra Dr. Flávio Lúcio Pontes Ibiapina foi eleito presidente da Unimed Fortaleza para o período de 2026-2030. Com eleições encerradas na noite desta quarta-feira, 4/02, a cooperativa de médicos teve 3.556 votantes, dos quais 79,75% elegeram a chapa liderada por Ibiapina.

O novo presidente é mestre e doutor em Saúde Coletiva e tem no currículo atuação desde a assistência médica, passando pelo ensino e também a gestão em saúde.

No Sistema Unimed, Ibiapina já exerceu cargos estratégicos, tendo atuado como diretor de Recursos Próprios e, mais recentemente, como diretor Administrativo-financeiro da Unimed Fortaleza, entre 2023 e 2026. Nesse período, seu trabalho foi voltado para a governança, finanças, tecnologia e estruturação de serviços.

"Essa vitória nasceu do diálogo e da construção de uma cooperativa forte. A troca de gestão não é um ponto final, é um recomeço. Espero que essa união continue ajudando a construir uma cooperativa cada vez mais transparente e dedicada aos nossos cooperados, clientes e colaboradores. Hoje, celebramos a força do cooperativismo, fruto de uma vitória histórica. Desejo que este seja o ponto de partida de uma nova e grande jornada", comentou o novo presidente.

Conheça a diretoria

Acompanham Ibiapina no comando da Unimed Fortaleza no quadriênio 2026-2030 o anestesiologista Marcos Antônio Aragão de Macedo, como diretor Administrativo-financeiro; o pediatra João Osmiro Barreto, como diretor Comercial; o cirurgião geral Marcus Valerius Sabóia Rattacaso, como diretor de Provimento de Saúde; e a cardiologista Patrícia Lopes de Souza, como diretora de Recursos Próprios.

Também foram eleitos os demais integrantes do Conselho de Administração: o mastologista/ginecologistas/obstetra Antônio de Pádua; a pediatra Aurélia Teixeira; o cirurgião geral/urologista Lívio Lobo e a ortopedista/traumatologista Christiane Muniz.

No Conselho Técnico foram eleitos a oftalmologista Ana Valéria Teixeira; o cardiologista Fernando Medeiros; o anestesiologista Túlio Osterne; o cirurgião vascular Renato Callado; o ortopedista/traumatologista Ronaldo Silva; e a otorrinolaringologista Patrícia Mesquita.

Vidas e ativos sob gestão

Os diretores assumem nos próximos quatro anos a 11ª maior cooperativa singular do Sistema Unimed em números de beneficiários. No total, a Unimed Fortaleza administra os cuidados de 375 mil pessoas a partir da cooperação de 4 mil médicos, entre inscritos como pessoas física e jurídica.

Ficam sob a gestão deles também o Hospital da Unimed, o maior hospital do Ceará em número de leitos (330) e o maior do sistema Unimed no Brasil. Além disso, estão na lista de ativos o Hospital Unimed Sul, que possui serviços de emergência pediátrica e obstétrica, internação obstétrica, adulta e pediátrica, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e oncologia pediátrica, um centro cirúrgico moderno, com atendimento a cirurgias eletivas.

A rede própria da Unimed Fortaleza conta ainda com 11 laboratórios, cinco Clínicas Unimed, oito Clínicas de Saúde Integral, além de programas como a Medicina Preventiva.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 5/02/2026. Economia. p.11.

UMA SUMÁRIA REFLEXÃO

Por Pedro Bezerra de Araújo – Pierre Nadie (*)

Conta-se que, certa vez, numa instituição, havia uma diretora muito sagaz. Era assaz comunicativa e seu sorriso constante cativava os seus funcionários. Costumava apaziguar os ânimos, quando os espíritos se inflamavam.

Havia, no entanto, algo de estranho, na sua postura, que intrigava. Isto chamou a atenção e um seu assessor percebeu que, no surgimento de qualquer diatribe, seu sorriso não era franco, senão matreiro, perdia aquela beleza que cativava as pessoas.

Como nada se mantém escondido por todo tempo, a verdade surgiu. Percebeu-se que ela provocava os mal-estares e as confusões, para, em seguida, aparecer como uma pessoa pacificadora, amante da paz e da harmonia. E, como tal, receber os apupos e os aplausos, navegando na crista da onda.

Essa história, história com h, inspira algumas reflexões no mundo polímata de opiniões e ideias, desde as mais simples até as mais estapafúrdias, passando pelas sábias e prudentes.

Refiro-me ao Sistema Perverso, que a criatura humana tem inventado e alimenta, na mediocridade de seu livre arbítrio.

(*) Pediatra e professor da Uece aposentado. Enviado por WhatsApp em 22/01/26.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Breakneck e as lições para o Brasil

Por Lauro Chaves Neto (*)

"Breakneck: China's Quest to Engineer the Future", de Dan Wang, da Universidade de Stanford, na Califórnia, publicado em 2025, e considerado por parte da mídia mundial o livro do ano, apresenta a ideia central de que "os EUA são governados por advogados, enquanto a China é governada por engenheiros", enquanto os americanos priorizam o jurídico e o regulatório, os chineses colocam a engenharia e a execução prática no centro de sua estratégia nacional.

O livro destaca que a estratégia chinesa envolve uma visão articulada de futuro, na qual infraestrutura é sinônimo de influência geopolítica, segurança nacional e projeção global, combinando planejamento estatal, inovação tecnológica e diplomacia econômica, sem esquecer os lados negativos da engenharia social, incluindo a vigilância de minorias étnicas, a repressão política e os traumas da política do filho único e da Covid zero.

Em contraste, os EUA são governados por advogados que são realmente eficientes em bloquear as coisas, o que pode ser ruim e bom. Podem barrar ideias sem sentido, assim como reduzir a velocidade e aumentar o custo da economia.

O livro oferece lições relevantes para o Brasil ao mostrar como a China articula planejamento de longo prazo, coordenação institucional e investimentos estratégicos em infraestrutura. A principal lição é a importância de definir projetos estruturantes que sejam sustentados por políticas de Estado, não apenas de governo.

A experiência chinesa também revela o valor de integrar infraestrutura física, digital e energética, ampliando competitividade e conectividade regional, além de estimular inovação tecnológica com foco em produtividade.

O livro também alerta que infraestrutura só gera prosperidade quando integrada a políticas industriais, inovação e logística sustentável - caso contrário, transforma-se em ativo caro e subutilizado.

Por fim, ressalta que velocidade não substitui participação social, nem os princípios democráticos, isso significa a necessidade de ampliar diálogo com comunidades, setor produtivo e academia, garantindo que o desenvolvimento seja inclusivo e estratégico.

(*) Consultor, professor doutor da Uece e conselheiro do Conselho Federal de Economia.

Fonte: O Povo, de 5/01/26. Opinião. p.22.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

DIA DA MULHER MÉDICA

Dia 3 de fevereiro marca o Dia da Mulher Médica em homenagem a Elizabeth Blackwell (1821-1910), que foi a primeira mulher que conseguiu ser médica nos Estados Unidos e em todo o mundo. Dez universidades rejeitaram seu pedido até ser admitida no Geneva Medical College (NY) e, em janeiro de 1849, tornou-se a primeira mulher a receber um título de medicina. Pioneira em promover a entrada de mais mulheres na medicina nos Estados Unidos, foi também uma reformista e abolicionista. Sua irmã, Emily, foi a terceira mulher a se formar em medicina nos Estados Unidos.

Em 11 janeiro de 1849 se tornou a primeira mulher a receber um doutorado nos Estados Unidos. Ela foi para Paris onde trabalhou na maternidade. Quando tratava de uma criança, uma secreção purulenta espirrou no seu olho esquerdo deixando-a cega. Logo depois, foi para a Inglaterra. Quando retornou para os Estados Unidos, fundou com a irmã Emily, uma escola de enfermagem para as mulheres.

Depois da guerra, em 1868 fundou uma Universidade Médica da Mulher e no ano seguinte foi para a Inglaterra onde ela foi professora de ginecologia até sua aposentadoria em 1907.

Brasil – A primeira médica brasileira foi uma desbravadora. Maria Augusta Generoso Estrela nasceu no Rio de Janeiro em 1860 e tinha inteligência superior. Decidida a ser médica enfrentou e venceu preconceitos e até barreiras legais para conseguir o que queria. Como lhe era vedado o acesso às faculdades de medicina no Brasil, Maria Augusta convenceu seus pais a lhe permitirem viajar aos EUA para tentar a matricula em uma das faculdades americanas, que já admitiam mulheres. Acontece que ela tinha menos de 16 anos e a idade mínima para ingresso era de 18 anos e a New York Medical College and Hospital for Women recusou sua matrícula. Inconformada, Maria Augusta conseguiu ser ouvida por um colegiado, que aquiesceu aos seus argumentos e ela foi em seguida submetida ao exame de suficiência para ingresso. Foi aprovada com distinção.

Seus estudos nos EUA foram bancados pelo Império brasileiro, por decreto do Imperador Pedro II. D. Pedro tomou essa iniciativa por conhecer a história de Maria Augusta e pelo fato de que o pai dela, não teve mais condições de mantê-la em Nova Yorque, por conta da falência da companhia que representava. Pelo decreto imperial, a bolsa foi de 100 mil reis mensais para a faculdade, mais 300 mil reis anuais para as despesas gerais.

O curso de medicina foi completado em 1879 e aí outro problema: Maria Augusta não tinha idade suficiente para receber o diploma. Teve que aguardar por mais dois anos, tempo que utilizou em estágios profissionais.

Finalmente graduada doutora Maria Augusta Generoso Estrella voltou ao Brasil em 1882 e foi submetida a exames para validar seu diploma americano e conquistar o direito de exercer a profissão no Brasil. Isso só foi possível porque em 1879, o imperador havia emitido um decreto permitindo às mulheres o acesso ao ensino superior. É bem possível que a saga de Maria Augusta tenha influenciado o imperador a tomar essa medida, afinal ele custeara os estudos dela. A jovem doutora estabeleceu-se no Rio de Janeiro e atendia principalmente mulheres e crianças.

Fonte: FenaSaúde.

Educação superior une governo e sociedade pelo desenvolvimento do Ceará

Por Cândido B.C. Neto (*)

O desenvolvimento científico, tecnológico e humano contemporâneo depende substancialmente do conhecimento e da capacidade de produção do país, da região e de cada comunidade.

A competitividade, a agregação de valores, a criação de oportunidades com impactos positivos sobre a distribuição de renda, a inovação dos processos de produção e de seus produtos, dentre outros aspectos, passa essencialmente pela geração e difusão do conhecimento coletivo, seja pelas áreas de P&D das empresas, seja dentro das universidades ou institutos de pesquisa científica.

Nesse contexto, as Instituições de Ensino Superior têm papel relevante como promotoras, incentivadoras e indutoras do setor produtivo, através da oferta de uma "Educação Humanista com Inclusão Produtiva", com ensino de qualidade e programas de apoio à ciência, tecnologia e inovação.

O Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece) e de parceiros, tem promovido um espaço de debate e de construção coletiva ao ampliar a articulação com diversos setores, tendo em vista o desenvolvimento harmonioso e igualitário o estado.

Reconhecendo, acima de tudo, ser a Educação um compromisso com a condição humana, o Governo do Ceará está implantando o Programa de Universalização da Educação Superior como ação do Plano de Desenvolvimento Integral da Educação Superior (MAPP 241Secitece).

O objetivo principal do programa é trazer, durante os próximos anos, um novo cenário para o Plano Nacional da Educação (PNE), focado nas principais demandas dos municípios e na redução das desigualdades regionais, destacando a política de cooperação federativa e o regime de colaboração interinstitucional para os avanços e desenvolvimento do Ceará.

Teremos, por assim dizer, um dos mais importantes momentos da história da educação cearense, unindo o Ceará através do binômio "educação-desenvolvimento" para construção, com a sociedade, de uma realidade tão almejada pelo nosso povo.

(*) Professor da Uece e coordenador da Educação Superior da Secitece.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 3/01/26. Opinião. p.16.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

A verdade é sempre o melhor caminho: os investimentos do Estado em Juazeiro do Norte

Por Alexandre Sobreira Cialdini (*)

Em publicação no O POVO de 24 de dezembro, o Prefeito de Juazeiro do Norte produziu um texto onde mostrou números parciais e omitiu a verdade dos fatos. Senão vejamos: o gestor não mencionou a importância da obrigação da Prefeitura com adimplência à Lei Complementar 178/2018 e ao Decreto Estadual 32.811/ 2018. A Prefeitura de Juazeiro, por diversas vezes, ficou em débito com as responsabilidades dos convênios. No dia 24 de dezembro, por exemplo, o município estava inadimplente no CAUC (Sistema de Informações sobre Requisitos Fiscais), o que inviabiliza receber repasses de convênios, seja federal ou estadual. Estando adimplente com as obrigações e prestação de contas o repasse seguirá o fluxo do cronograma de desembolso.

Sobre os convênios citados no artigo - 273/2022; 274/2022 e 080/2021 -, o Estado já liberou o percentual de 42,45% e 39,23% para os dois primeiros, respectivamente. No caso do último, o Governo já desembolsou 82,94% dos recursos. Todavia, o que não foi mencionado pelo Prefeito de Juazeiro é que, mesmo com dificuldades de liquidez, pois o município de Juazeiro está com indisponibilidade de caixa bruta ou insuficiência de caixa (https://www.tesourotransparente.gov.br/temas/estados-e-municipios/capacidade-de-pagamento-capag), o Governo Elmano de Freitas cumpriu com suas obrigações sobre os convênios citados.

O Prefeito também não mencionou a amplitude dos investimentos do Governo do Ceará e do Governo Federal em Juazeiro do Norte. Nos últimos cinco anos, entre os investimentos realizados, o Governo do Estado reconstruiu a Arena Romeirão, obra entregue em março de 2022, uma das mais modernas do interior do Brasil. Apenas na Saúde, os Governos Federal e Estadual já enviaram R$ 559 milhões, afora o investimento e manutenção do Hospital Regional do Cariri, que o Estado mantém plenamente, no valor de manutenção de mais de R$ 200 milhões.

Cabe também reconhecer que o Governo Elmano de Freitas já aportou recursos superiores a 320 milhões em Juazeiro do Norte, no período de 2023-2025. Esses investimentos foram multidimensionais, nas áreas de infraestrutura e mobilidade, recursos hídricos, saneamento básico e social. No Anel Viário, uma obra de investimento do Estado, a atual administração estadual entregou os trechos 4 e 5, totalizando R$ 67 milhões, e o trecho 6 já está com a ordem de serviço assinada. Investimentos diretos do Estado, sem contrapartida da Prefeitura de Juazeiro. O Prefeito esteve presente em quase todas as entregas resultantes desses investimentos estaduais, a exemplo da inauguração da Casa da Mulher Cearense, mantida pelo Governo do Ceará. A verdade é sempre o melhor caminho.

(*) Mestre em Economia e doutor em Administração Pública e Secretário de Finanças e Planejamento do Eusébio-Ceará.

Fonte: O Povo, de 27/12/25. Opinião. p.15.

O SOL QUE INSISTE EM NÃO SE PÔR

Por Patrícia Soares de Sá Cavalcante (*)

Em São Petersburgo, há alguns dias de verão em que o sol se recusa a desaparecer por completo. As noites não escurecem, permanecendo suspensas na claridade do crepúsculo. Noites Brancas foi minha última leitura de 2025. Uma novela de Dostoievski sobre dois jovens que se encontram durante quatro dessas noites luminosas. Curiosamente, terminei o livro no dia 25 de dezembro, enquanto recebia mensagens de amigos queridos desejando feliz Natal e um ótimo Ano-Novo.

O protagonista se autodenomina um sonhador - alguém que passou a vida inteira sonhando acordado, encolhido em seu refúgio como um caracol na concha, solitário, distante da realidade concreta. Nástienka, a moça por quem se apaixona, vive presa: a avó cega mantém os vestidos das duas unidos apenas por um alfinete.

A atmosfera onírica das noites brancas torna-se o cenário perfeito para esse encontro improvável.

Nessas quatro noites, caminhando sobre as pontes da cidade, o sonhador experimenta algo nunca vivido. Um momento de intimidade, ainda que breve.

As pontes atravessam o rio, mas reduzem a distância entre dois solitários e ligam o imaginar ao viver. Sonho e realidade não são opostos irreconciliáveis. São duas faces da mesma moeda, e a vida acontece justamente no equilíbrio entre eles.

Pensei bastante sobre essa imagem: o sol que se recusa a se pôr. No sonhador, ela ganha forma: a tentativa de manter acesa uma luz capaz de dar conta da própria escuridão. Não precisamos viver o tempo todo sonhando, mas esses intervalos de luz são vitais.

"As noites brancas virão". É o consolo de quem vive na escuridão durante os meses de inverno em São Petersburgo. Elas duram apenas algumas semanas por ano. São um fenômeno efêmero, e é justamente essa brevidade que as torna preciosas.

Haverá dias frios. A escuridão virá certamente. Mas, por vezes, você será esse sol que insiste em não se pôr. Viva suas próprias noites brancas: luminosas, imprescindíveis. Ainda que seja por alguns instantes.

(*) Médica psiquiatra.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 30/12/2025. Opinião. p.18.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

DA NARRATIVA À REALIDADE

Por Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho (Doutor Cabeto) (*)

Escrevi num domingo, não publiquei imediatamente, dei um tempo. Foi num dia diferente, pelo menos para mim. Numa manhã, após sair do Hospital, hábito que cultivo há 35 anos, dirigi-me para encontrar minha irmã. A poucos metros da sua casa, resolvi parar numa venda para comprar algumas surpresas para o domingo de Páscoa. Ao descer do carro fui surpreendido por um jovem nervoso e agressivo, descendo de uma moto. Apontou-me um revólver aparentemente velho, não hesitou em bater com o cano no meu tórax.

Não vou entrar nos detalhes, já que isso é diário para milhares de cearenses. Mas o que mais me surpreendeu foi a postura da polícia ao chegar no local do assalto. Naquela ocasião, o policial sem sequer descer do carro, disse-me, ao ser informado por amigo que se tratava de um médico e ex-secretário de saúde do Estado, "não tem problema, é rico". Naquele momento tive dúvida se a minha indignação se devia à violência ou ao descaso com a sociedade. Entre o discurso de um governo fraco, essencialmente por sua forma medíocre, amparado por um esquema de sedução dos poderes, à situação calamitosa em que estamos.

Não que sejamos únicos, mas estamos entre os piores indicadores de violência no Brasil.  como todos vocês, a reação tem uma mistura de vários sentimentos, entre eles impotência e, sobretudo, tristeza. Depois de algumas reflexões, resta-nos crer que em algum momento, mudaremos. Pois, de nada adianta falar do passado, de uma nação que desde o início foi extorquida. Para quem não sabe, por curiosidade, era proibido aos que estavam no Brasil emitir notícias a Portugal, ensurdecendo os absurdos.

Passados todos esses anos, já é o momento de romper com esse "homem cordial", afeito a informalidade, adaptando-se em qualquer situação. Se por um prisma é conveniente, por outro induz ao jeitinho brasileiro, associado à corrupção, à falta de civismo e ao personalismo.

Dizer que a educação é a solução para todos os males, parece-me simplista e infantil, quando não se esclarecem os métodos e os objetivos, quando assistimos aos sucessivos erros. Refiro-me a uma realidade perversa, um desempenho trágico das competências cognitivas dos alunos do ensino público. Em dados publicados em 2025 constatamos que somente 5% dos alunos de escola pública atingem conhecimento mínimo em matemática. Infelizmente os resultados são bem diferentes das narrativas.

Cabe-nos responsabilizar as nossas lideranças. Uma parte importante dessa mudança, da transformação, de impedir essa sentença determinista de "sempre foi assim e não vai mudar", passa, evidentemente, pela política. A frase de "esse é o jogo", que ouvi de uma certa liderança do nosso Estado, fez a autointitulada esquerda crer que era preciso entrar no jogo para mudar. Embora, do ponto de vista da história, pareça tolice, passaram a vestir o papel da antítese de suas propostas. Ou seja, chegaram para mudar, se corromperam, e, agora, fazem parte do sistema. Assim mesmo, a teimosia é um surto, e nesse, empregamos uma força que não reconhecemos. Nessa ruptura que está por acontecer.

(*) Médico. Professor da UFC. Ex-Secretário Estadual de Saúde do Ceará.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 27/12/2025. Opinião. p.15.


 

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