Mostrando postagens com marcador Qualidade de Vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Qualidade de Vida. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

JANEIRO BRANCO: quem cuida da mente, cuida da vida

Por Vladimir Spinelli Chagas (*)

Em 2014, o psicólogo mineiro Leonardo Abrahão iniciou um movimento com outros colegas da região de Uberlândia (MG), convidando-os a irem às ruas e espaços públicos conversar com as pessoas sobre a importância dos cuidados com a mente e as emoções.

Inspirada em outras campanhas já consolidadas, como o Outubro Rosa e o Novembro Azul, que tratam dos temas do câncer de mama e da saúde do homem, a ideia tomou corpo, sendo o branco e o início do ano simbólicos para a recriação das próprias histórias pessoais.

O engajamento dos pares do psicólogo e a acolhida pela população levou o movimento a experimentar um crescimento cada vez mais acentuado, a ponto de, em abril de 2023, através da lei federal 14.556, ter sido acolhido como política de Estado, com a instituição oficial da Campanha Nacional Janeiro Branco.

A associação da saúde mental ao bem-estar vem quebrando tabus e estigmas, criados a partir da história de negligências e preconceitos com o tema, com as campanhas destacando a ajuda profissional como alicerce para a redução do sofrimento emocional, parte intrínseca da condição humana.

Outro ponto importante é que as campanhas chamam a atenção para a prevenção de transtornos mentais, como ansiedade, depressão e burnout, cada vez mais relatados e que podem ser cuidados antecipadamente, da mesma forma como as pessoas têm acorrido às academias e aos check-ups médicos para cuidar do corpo físico.

Assim, as campanhas trabalham também no sentido do que vem sendo chamado de alfabetização emocional, disseminando junto à sociedade conceitos fundamentais para o autoconhecimento, melhorando o entendimento das próprias emoções, as definições dos necessários limites sempre que a saúde mental possa ser afetada, além da priorização da qualidade de vida, com o equilíbrio entre trabalho, lazer e descanso.

Em Fortaleza, o Hospital Psiquiátrico São Vicente de Paulo — pioneiro no cuidado planejado à saúde mental — abraça a causa mais uma vez. A instituição abriu o Janeiro Branco com palestras motivacionais como um convite à reflexão e à valorização da vida. Afinal, quem cuida da mente, cuida da vida.

(*) Professor aposentado da Uece, membro da Academia Cearense de Administração (Acad) e conselheiro do CRA-CE. Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 26/01/26. Opinião. p.22.

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Ecos da COP 30

Por Sofia Lerche Vieira (*)

A COP 30 representou um marco no diálogo mundial sobre o clima. Nela estiveram presentes líderes mundiais, jovens estudantes e toda sorte de movimentos e participantes em favor de causas associadas à biodiversidade, sustentabilidade, preservação de florestas, dentre outras.

O megaevento foi vitrine de destaque para o Brasil e a Amazônia, onde até o final da conferência o governo federal havia custeado $787 milhões. Houve insatisfações diversas com a falta de avanços em relação às metas globais do Acordo de Paris, à redução de emissão de gases de efeito estufa, sem esquecer problemas de infraestrutura. Até fogo no pavilhão da ONU e um final pleno de controvérsias foram destaque.

Algumas ausências chamaram atenção em meio ao festivo cenário. Uma delas foi um debate amplo sobre o papel da educação em cenários de mudança climática. O MEC e o UNICEF marcaram presença tímida no evento e a mídia não focalizou o assunto. Uma pesquisa em jornal de circulação nacional revelou que de 2.662 resultados sobre o tema "COP30", nenhum abordou a educação. O que explicaria tal silêncio?

Ora, sabe-se que uma forma de mudar a atitude perante toda e qualquer situação requer conscientização acerca de problemas e desafios. A escola é um palco privilegiado para, através da educação ambiental crítica, formar cidadãos cientes e dispostos a agir e intervir de forma positiva no enfrentamento dos desafios climáticos e da preservação da natureza. A participação das famílias e da comunidade escolar tem importante papel neste cenário. Exemplos no mundo e no país mostram a importância de escolas verdes para uma vida melhor no planeta.

Se jovens e autoridades foram ouvidos na COP 30, protagonistas importantes foram esquecidos. Os professores, sob cuja responsabilidade estão as ações em defesa do ambiente no âmbito escolar, têm importante papel na mitigação dos efeitos do clima. Os ecos da COP 30 fazem pensar. É preciso rever e fazer avançar este debate.

O documento "O impacto das mudanças climáticas na educação: iniciando um debate" (Todos pela Educação. D3E. 2024) aponta um caminho.

(*) Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Uece e consultora da FGV-RJ.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 1/12/25. Opinião. p.18.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

AS VIOLÊNCIAS NO CEARÁ

Por Heitor Férrer (*)

A violência contra a vida tornou-se uma tragédia nacional e, no Ceará, ela atinge proporções insuportáveis. Dentre as 27 unidades da federação, somos o 3° estado mais violento. Em 2023, foram 2.893 assassinatos; em 2024, o número saltou para 3.178 vidas ceifadas. Foram 264 mortes por mês. É como se, a cada mês, um avião lotado de cearenses caísse e matasse todos os passageiros.

Quando a morte é coletiva, como num desastre aéreo, o país se comove. O noticiário se ocupa por dias, autoridades se pronunciam e o luto é nacional. Mas quando as mortes são individuais, uma aqui, outra acolá, a indignação se dilui e a tragédia se banaliza. São nove assassinatos por dia. Nove histórias interrompidas e ninguém se espanta. Tudo vira rotina. Essa é a forma mais cruel da violência, a que elimina a vida. No entanto, não é a única.

O Ceará convive com tantas outras violências, silenciosas, persistentes e igualmente devastadoras, que corroem, profundamente, a dignidade humana. Vejamos, por exemplo, a violência da saúde. Mais de sessenta mil cearenses aguardam por uma cirurgia. Muitos morrem nessa espera. É uma decretação de pena de morte oficial imposta pelo estado.

Existe também a violência da moradia. O déficit habitacional no Ceará passa de duzentos mil domicílios; mais de um milhão e meio de pessoas vivem em condições sub-humanas. Milhares sequer dispõem de um banheiro. Homens, mulheres e crianças dividem, sem qualquer pudor, o que deveria ser o último reduto da intimidade humana. É uma brutalidade animalesca.

No saneamento básico, a situação não é menos vergonhosa. Apenas 30% dos lares cearenses tem esgotamento sanitário. Sete em cada dez casas despejam seus dejetos a céu aberto. A violência social é patente. Dos 9 milhões de cearenses, 4,5 milhões vivem em situação de pobreza e 876 mil, de miséria.

Com tamanha degradação, o que esperar dos que emergem desse ambiente? Pessoas que crescem sem dignidade, que adoecem sem assistência e que vivem sem o mínimo de salubridade tendem, inevitavelmente, a reproduzir a violência que as cerca. É o ciclo perverso da exclusão. O Estado fabrica violência e depois tenta contê-la pela força.

O episódio recente no Rio de Janeiro, onde 121 brasileiros, entre eles quatro policiais militares, foram mortos em uma única operação, é o retrato mais doloroso desse colapso civilizatório.

No mundo ocidental, não há paralelo. Só aqui a barbárie conseguiu naturalizar-se a ponto de parecer rotina. A violência tem muitos prismas e todos refletem o mesmo abandono.

Enquanto continuarmos tratando o problema como uma questão apenas de segurança pública, achando que é caso de polícia, ignorando suas raízes sociais, seguiremos contabilizando mortos e justificando o injustificável.

(*) Médico e deputado estadual (Solidariedade).

Fonte: Publicado In: O Povo, de 14/11/2025. Opinião. p.19.


quinta-feira, 6 de novembro de 2025

OS DESPROVIDOS

Por Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho (Doutor Cabeto) (*)

Numa sociedade em que não existe representação, enxergamos uma divisão entre ricos, pobres e miseráveis. Mas, melhor seria pensarmos em duas únicas, os providos e os desprovidos. Essas, explicam melhor o Brasil do passado, do presente e do futuro próximo. Do ponto de vista sociológico, “desprovidos” são aqueles privados de acesso a recursos, oportunidades ou direitos essenciais à vida digna, são os miseráveis da modernidade.

Pois bem, o que me preocupa na miséria não é somente a carestia, a desesperança, o medo, e sim não ter lembranças, não ter histórias para contar, é ter vergonha do passado. A miséria de hoje é diferente de outrora. O viver, o sobreviver diário dependente da força física e da submissão.

O miserável de hoje é aquele desprovido de carinho, desprovido de acesso, desprovido de identidade. Pois, viver à margem corrói o espírito. Eles não são vistos nos índices, no GINI, no IDH, na renda per capita, nem tampouco pelos governantes. Assim definimos essa outra classe, a dos desprovidos.

Muitas vezes estão entre as estatísticas dos empregados. Eles vivem o aqui e o agora. Não dispõem de uma calçada para andar à toa, de um tempo para curtir o ócio, moram muito longe, seus filhos estudam e não apreendem.

E o lar não é um refúgio, é uma confirmação da vida dura, debilitando sua saúde dando lugar ao adoecimento. Eles sabem que não possuem direitos mínimos aos tratamentos e ao acolhimento, tanto no sistema público como no privado. E por incrível que nos pareça, são capazes de sorrir. Sei que muitas vezes envergonhados, tímidos, como se não tivessem direito.

Há anos os vejo diariamente sufocados nas cidades, nos pontos de ônibus, nos trabalhos desprestigiados.

Infelizmente, os desprovidos continuarão desprovidos em sua maioria. Resta-lhes somente a esperança insistente, manter-se firme nos princípios, na simplicidade e na ternura.

Resta-lhes manter o sorriso estampado, com a certeza que contribuem para a mudança.
Resta-lhes descrer nas promessas e criar uma consciência ativa. A revolução dos desprovidos há de acontecer, com ou sem força, com determinação, com trabalho, com inteligência, com astúcia e com ética.

Enfim, urge uma cidade justa para os desprovidos, uma moradia decente, com saneamento e infraestrutura, um sistema de saúde de verdade, uma educação que habilite os filhos para uma vida digna. Pois, assim, não serão miseráveis, e sim o futuro. Só precisam entender e agir.

Urge se unirem! Talvez um caminho seja através das organizações da sociedade civil. Elas nos representam, o resto é o resto. Assim sempre foi…

(*) Médico. Professor da UFC. Ex-Secretário Estadual de Saúde do Ceará.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 4/10/2025. Opinião. p.19.

domingo, 21 de setembro de 2025

Regras Para Ser Feliz Morando na Casa dos Anos Bem Vividos II

Mente leve, coração tranquilo

15. Desligue um pouco dos noticiários. O mundo não vai acabar só porque você não viu.

16. Use a TV para rir, não para se irritar.

17. Adote um bicho. Eles preenchem o que faltava sem dizer uma palavra.

18. Mexa-se. Caminhe, plante, pinte, invente. Ficar parado atrai teia de aranha.

19. Esteja sempre limpinho e cheiroso. Idade sim, mau cheiro jamais.

Sentido da vida

20. Sinta alegria por ainda estar aqui. Muitos já ficaram pelo caminho.

21. Faça da sua casa um lugar onde as pessoas querem estar. Isso só depende de você.

22. Use a idade como ponte para novos sonhos, não como escada para lamentações.

23. Vá embora deixando saudade, não alívio.

24. Ria. Muito. E faça rir. O riso é o último músculo que devemos deixar cair.

Prazeres da vida

25. Não guarde aquele vinho especial nem a roupa nova.

Amanhã pode ser tarde ou pode não ter energia para abrir a garrafa nem pra sair de casa.

E pra finalizar:

Se você leu tudo isso e gostou...

Não seja pão-duro de sabedoria!

Compartilhe com aquele amigo que já mora na casa dos 70, o que está chegando nos 60 e até com o neto de 12 — porque a fila anda e o tempo não para!

Se possível, compartilhe com o grupo da família, da igreja, do bingo, da dança sênior, do zap do condomínio, da hidroginástica e até com aquele vizinho que só reclama (vai que ele melhora).

A vida é curta, mas a risada é longa.

— Com carinho e umas boas gargalhadas,

Shabat Shalom

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones).

Regras Para Ser Feliz Morando na Casa dos Anos Bem Vividos I

Convivência e Relações

1. Não se meta na vida dos filhos. Eles já têm GPS (e vão errar do mesmo jeito).

2. Não interfira na criação dos netos. Avós servem para amar, não para educar.

3. Aceite genro e nora. Foi o coração dos filhos que escolheu, não o seu.

4. Fique neutro nos casamentos alheios. Amor de fora não se mete.

5. Reclamar demais espanta visitas. Cultive mais silêncio que queixas.

6. Nada de pena de si mesmo. Ser idoso é privilégio, não castigo.

7. “No meu tempo” já passou. Viva o seu hoje com brilho nos olhos.

Atitude e Bem-estar

8. Tenha planos. O amanhã só chega para quem o espera com café passado.

9. Não vire boletim médico ambulante. Ninguém quer ouvir sobre suas dores 24h.

10. Poupe. Qualquer valor guardado é sinal de sabedoria.

11. Esqueça carnê. Idoso paga à vista ou não paga.

12. Tenha plano de saúde ou dinheiro guardado. Doença não avisa.

13. Planeje seu funeral. Sim, é estranho. Mas evita confusão depois.

14. Deixe tudo em ordem. Testamento, contas, recados. Viva leve.

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones).


sábado, 20 de setembro de 2025

A CASA DOS ANOS BEM VIVIDOS

Por Tio Maneco

"Envelhecer é mudar de casa — não de alma.       A janela do corpo pode se estreitar, mas a paisagem do espírito se amplia. E cada novo cômodo da vida tem sua beleza, sua graça e sua luz."

Meu velho amigo decidiu se mudar. Está saindo da casa dos 60 e indo morar na dos 70, bem ali na rua onde a vida já plantou muitas árvores e também podou algumas ilusões.

Quando me perguntou se gostei da mudança, sorri com o canto dos olhos. Não se trata de gostar ou não. A vida vai empacotando décadas e nos realocando.

Terminei meu tempo na casa dos 60 como quem entrega as chaves com gratidão — poderia ter sido despejado antes.

Cada década tem um cheiro, uma cor e um som. A casa dos 70, antigamente, parecia uma clínica. Hoje é um clube. Tem puxadinhos, coreto, jardim e muito samba no pé — de prótese, inclusive!

Do alto dessa varanda, a vista do passado é a mais linda do mundo. E o futuro? Ah, esse continua aceitando visitas, com café e pão de queijo quentinhos.

Agora, compartilho com você 25 regras preciosas para morar bem nessa fase da vida. São conselhos leves, diretos e cheios de bom senso — do tipo que até o neto escuta e anota.

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones).


A DELICADA ARTE DE VIVER MUITO

Por Mário Donato D’Angelo

Viver muito sempre foi, por séculos, uma raridade quase mítica. Era coisa de avó centenária que conhecia a cura das doenças no cheiro do mato, ou de personagem de romance russo, desses que morriam em São Petersburgo, sob a neve, citando Aristóteles em voz embargada.

Longevidade era exceção. Agora virou estatística.

Vivemos mais. Isso é fato. A medicina avançou, os antibióticos viraram gente da casa, o colesterol passou a ser vigiado como se fosse um criminoso reincidente. A expectativa de vida subiu, e com ela a ideia, quase ingênua, de que bastaria durar para que tudo desse certo.

Mas viver muito não é a mesma coisa que viver bem. E é aí que começa a grande arte.

Porque a verdade é que a longevidade chegou antes do manual de instruções. Achávamos que envelhecer seria como alcançar um mirante: olhar para trás com serenidade, cruzar os braços sobre o próprio legado, saborear os frutos de uma vida bem vivida.

Mas a velhice, como a infância, exige cuidados diários, e também alguma poesia.

O corpo, esse velho cúmplice, começa a dar sinais de que o tempo passou. As juntas rangem como portas de armário antigo, os reflexos hesitam, os músculos se retraem.

Mas não é só o corpo que envelhece: às vezes o mundo ao redor também se torna estranho, distante. Os amigos partem, os filhos se dispersam, as calçadas ganham degraus invisíveis. E de repente, o que mais dói não é o quadril, é o silêncio.

E então vem ela: a queda.

Não só a queda literal, essa que acontece no banheiro, no degrau da padaria, na pressa inocente de atravessar a rua. Mas a queda simbólica: do entusiasmo, da autonomia, da autoconfiança. A queda de uma imagem de si mesmo que antes era firme, decidida, ágil. A queda de um modo de viver que não se encaixa mais no corpo que agora abriga a alma com mais cuidado.

A Organização Mundial da Saúde diz que um terço dos idosos sofre uma queda por ano. E essa queda pode ser o primeiro passo de uma jornada difícil: fraturas, cirurgias, internações, perdas, de mobilidade, de independência, de ânimo.

Mas veja bem: não se trata de um alerta sombrio. Trata-se, aqui, de um chamado amoroso à reinvenção.

Porque o envelhecimento também pode ser reinício. E preparar-se para ele é como preparar um jardim: exige tempo, presença, escolhas. É preciso cultivar força, sim, não para carregar sacos de cimento, mas para levantar-se da cadeira com leveza e poder abraçar um neto sem receio de tombar. É preciso elasticidade, não só nos músculos, mas nas ideias. E é preciso algo ainda mais raro: gentileza consigo mesmo.

Não se trata de negar a velhice. Ela chega, queira-se ou não, com suas rugas e suas lentidões, com seus esquecimentos charmosos e suas manias de repetir histórias. Mas há velhices e velhices. E há aquelas que florescem, porque foram cuidadas, porque tiveram sol e sombra, porque foram vividas com afeto, com liberdade, com algum humor.

Sim, o humor. Ele é, talvez, o músculo mais importante a ser mantido. Porque rir de si mesmo, das gafes, das perdas de memória, do tropeço nas palavras, é um jeito de desarmar o tempo.

O velho ranzinza é um clichê injusto, há velhos encantadores, que dançam bolero na sala com o ventilador ligado e o cachorro olhando desconfiado. Que tomam vinho com moderação e sorvete sem culpa. Que, aos oitenta, aprendem a usar o celular, e ainda erram, mas riem do erro.

A longevidade, quando bem-vivida, é como uma tarde longa e luminosa. Daquelas em que o sol demora a ir embora e o tempo parece suspenso entre uma lembrança e outra. Não é preciso correr. Nem competir. Basta estar inteiro: corpo e alma em compasso.

É isso que propomos aqui: um olhar amoroso para o futuro que já chegou. A velhice não precisa ser sinônimo de decadência. Pode ser plenitude.

E envelhecer bem não é luxo, nem sorte, é construção diária. Com passos firmes, com gestos suaves, com a força das pernas e o riso no rosto. Com o cuidado do corpo, sim, mas também com a ternura da memória.

Porque o segredo não é apenas viver muito.

É fazer da longevidade uma arte íntima, uma coordenação delicada entre o tempo e o desejo.

E que, ao final, quando chegar a noite, a gente possa dizer, com lucidez e com alegria — “Foi bom ter vivido tanto. Mas foi melhor ainda ter vivido bem.”

Fonte: Internet (circulando por e-mail e i-phones).


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

ECONOMIA URBANA E QUALIDADE DE VIDA

Por Lauro Chaves Neto (*)

O espaço urbano é onde se localizam os principais centros de decisão político e econômico, a própria geografia da geração de riquezas é essencialmente urbana, e isso só tem crescido já que os serviços e a tecnologia aumentam suas participações na economia.

Mais que concentrar as pessoas, a economia as centraliza espacialmente. Nos tempos atuais, segundo a ONU, 55% da população mundial é urbana e tende a chegar a 70% em 2050, no Brasil, mais de 80% da sociedade vive nas cidades. Cada vez mais o futuro da humanidade está no espaço urbano.

Instrumentos legais como o Estatuto das Cidades e o do uso de figuras de planejamento como o Masterplan, o Plano Diretor e o Plano Plurianual sistematizam a forma de como a sociedade civil pensa o seu futuro.

A sustentabilidade deve ser o futuro das cidades. Nesse caso, espaços de moradia, trabalho, educação, saúde, lazer e cultura, entre outros, terão que interagir e evoluir a fim de melhorar a qualidade de vida da população e a sua relação com o meio ambiente.

Crescem as iniciativas locais e globais, como os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU, que buscam promover a inclusão social, o desenvolvimento sustentável e a governança democrática. A economia criativa potencializou toda a economia da cultura e a identidade cultural é parte fundamental para a sustentabilidade dos territórios.

O empoderamento da sociedade civil é a principal estratégia para assegurar a continuidade e a implantação dos planos de longo prazo. Para que isso ocorra é imprescindível com a construção de plataformas inteligentes e conectadas em rede, para que os cidadãos participem de todo o processo de planejamento, além do monitoramento e avaliação dos resultados.

Cidades inteligentes usam a tecnologia em serviços, plataformas de comunicação e informação para planejar espaços, detectar problemas e solucioná-los com agilidade. Sensores podem monitorar o trânsito, coleta de lixo, fornecimento de água e energia, entre outros.

A economia urbana pensa esse conjunto de fatores que impactam na qualidade de vida da sociedade e são o grande diferencial competitivo das cidades, pois, definitivamente, é nas cidades que se define a competitividade dos territórios.

(*) Consultor, professor doutor da Uece e conselheiro do Conselho Federal de Economia.

Fonte: O Povo, de 3/02/25. Opinião. p.16.

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

DEPENDE DO ÂNGULO DE ANÁLISE...

Por Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho (Doutor Cabeto) (*)

Segundo Antônio Carlos Jobim, maestro, um dos maiores nomes da música brasileira, "viver em Nova Iorque é bom, mas é uma merda. Já viver no Rio de Janeiro é uma merda, mas é bom".

Nos últimos dias, talvez semanas, tenho escutado de pessoas até certo ponto próximas, que o nosso velho Ceará é um caso de sucesso. A justificativa, segundo os mesmos, vem da comprovação do crescimento diferenciado do Ceará em relação aos outros estados do Nordeste. Tal afirmação, usa como exemplo o aumento do PIB, que se aproxima do nosso rival mais próximo, o estado de Pernambuco. Somam-se a esses dados os possíveis impactos da ampliação de infraestrutura e o processo de industrialização das últimas décadas. Em geral, atribuem a esses indicadores de sucesso alcançado ao legado da responsabilidade fiscal instituída desde a década de oitenta, de forma mais eficiente.

Cabe-nos, no entanto, analisar alguns fatos que merecem uma observação mais apurada, especialmente os relacionados às questões sociais.

Assim, é mister, independente das vertentes ideológicas, entender o dilema entre o paradoxo do o porque de "tantos progressos" e a incapacidade de resolver um sem número de problemas, como o acesso e a qualidade da saúde, a qualidade da educação, a redução da miséria e da pobreza e a crescente marginalização nas grandes cidades, os assentamentos precários, a baixa cobertura de saneamento e a crise na segurança pública. E, principalmente, a falta de equidade e a desigualdade, que, provavelmente, são as causas de todo o insucesso.

Nesse aspecto, portanto, nós não fomos tão eficientes. Fazendo uma analogia, o dono da empresa viu seu faturamento aumentar, mas não percebeu que o seu funcionário empobreceu e adoeceu.

Talvez isso explique as sucessivas crises dos modelos atuais, que não conseguem reverter a realidade perversa da maioria da nossa sociedade. Em contrário, agravam-se, diariamente, os nossos conflitos.

No entanto, não se trata de uma visão pessimista. Trata-se de uma reflexão. É, talvez nós não sejamos tão bons. Talvez sejamos no futuro se entendermos, agora, as necessidades das pessoas. Nem tampouco, somos tão ruins. Apenas não somos o que dizemos, e a população sabe disso!

Afinal, o Ceará é uma M… mas é bom?

Tudo depende do ângulo de análise. Sugerimos, somente, olhar pelo lado de quem precisa, das famílias e da nossa sociedade.

(*) Médico. Professor da UFC. Ex-Secretário Estadual de Saúde do Ceará.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 5/10/2024. Opinião. p.19.


quarta-feira, 6 de novembro de 2024

A LUTA CONTRA SEDENTARISMO COMEÇA NA ESCOLA

Por Andrea Benevides (*)

O grande desafio da saúde pública está em tornar os sedentários em ativos, buscando o efeito preventivo/curador da atividade física sobre diversas doenças. Apesar dos benefícios com a prática regular de exercícios estarem bem discutidos, a porcentagem de sedentários ainda é muito alta. Ações de educação em saúde tornam-se cruciais para gerar mudanças a curto, médio e longo prazo, em ambientes que facilitem envolvimento, mobilização e participação.

A escola apresenta todas essas características e, ao contrário das estratégias que vêm sendo lançadas para promoção da saúde, a Secretaria de Educação do Estado do Ceará, junto com Secretarias Municipais, tem garantido apenas uma hora de aula de Educação Física por semana. Escolas que possuíam duas ou três aulas, diminuíram a carga horária após a publicação das orientações complementares aos estabelecimentos de ensino para o ano letivo.

A tarefa de desenvolver uma estratégia promissora para o embate aos inúmeros problemas de saúde, que afetam nossa sociedade, deve iniciar na escola. Ela possui um papel relevante no processo educativo, de formação de crianças e jovens, não somente no esporte em si, mas também no desenvolvimento humano, motor, crítico, desafiador, social e cultural. A promoção de saúde parte de processos educativos, sendo baseada na construção de estilos de vida saudáveis, bem como na criação de ambientes favoráveis à saúde.

Entendendo a urgência de ampliar a carga horária da Educação Física na escola, o Conselho Regional de Educação Física (CREF5) lançou a campanha 'Mais Aulas de Educação Física', buscando apoio de gestores da Educação, políticos, professores, pesquisadores e profissionais para apresentar a importância do tema e alertar a sociedade.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 5 milhões de mortes por ano poderiam ser evitadas se a população, no mundo, fosse mais ativa. É necessário que a escola seja protagonista nessa mudança, estimulando ações multissetoriais, envolvendo a educação, para oferecer oportunidades aos jovens de serem ativos.

(*) Professora e mestre em Saúde Pùblica. Presidente do Conselho Regional de Educação Física – 5ª Região (CREF5).

Fonte: Publicado In: O Povo, de 29/09/2024. Opinião. p.18.

quarta-feira, 24 de julho de 2024

Cidades Inteligentes e desenvolvimento local

Por Lauro Chaves Neto (*)

O conceito de Cidades Inteligentes foca na inovação, com o uso de soluções e sistemas interconectados de gestão. Cidades inteligentes usam a tecnologia em serviços, plataformas de comunicação e informação para planejar espaços, detectar problemas e solucioná-los com agilidade.

Esse será o grande diferencial competitivo dos territórios. Sensores podem monitorar o trânsito, coleta de lixo, fornecimento de água e energia, entre outros. Toda essa inteligência será suportada por uma infraestrutura de cabos, fibra ótica, internet e rede de celulares.

O "desenvolvimento local" é o que ocorre em algum território delimitado intencionalmente, sendo, portanto, todo desenvolvimento "Local", em alguma escala. Assim, o "local" pode ser identificado como aquele território específico.

Cada vez mais o futuro da humanidade está nas cidades, no espaço urbano. A política e a democracia tiveram origem na convivência nesses territórios. É aí que se localizam os centros de decisão político e econômico, a própria geração de riquezas.

Isso só tem crescido à medida que os serviços e a tecnologia aumentam suas participações no PIB.

Mais que concentrar as pessoas, elas as centralizam. Atualmente, segundo a ONU, 55% da população mundial é urbana e tende a chegar a 70% em 2050, no Brasil, mais de 80% dos seus habitantes vivem nas cidades.

As cidades inteligentes potencializam a participação cidadã, a democratização do poder e das decisões, criando mecanismos para a sociedade civil passar a pensar tanto nas soluções das questões presentes, como na construção do futuro com melhor qualidade de vida, menos desigualdade e mais desenvolvimento.

Cada vez mais cidades planejam o seu desenvolvimento com metas de longo prazo, usando o Estatuto das Cidades e tendo figuras de planejamento como o Masterplan, o Plano Diretor e o Plano Plurianual.

Os espaços de moradia, trabalho, educação, saúde, lazer e cultura, entre outros, terão que interagir e evoluir a fim de melhorar a qualidade de vida da população e a sua relação com o meio ambiente, além de promover a inclusão social e a governança democrática.

(*) Consultor, professor doutor da Uece e conselheiro do Conselho Federal de Economia.

Fonte: O Povo, de 24/06/24. Opinião. p.22.

quinta-feira, 11 de maio de 2023

QUALIDADE DE VIDA E CIDADES INTELIGENTES

Por Lauro Chaves Neto (*)

Cada vez mais o futuro da humanidade está nas cidades, no espaço urbano. A política e a democracia tiveram origem na convivência nesses territórios. É aí que se localizam os centros de decisão político e econômico, a própria geração de riquezas.

Isso só tem crescido à medida que os serviços e a tecnologia aumentam suas participações no PIB. Mais que concentrar as pessoas, elas as centralizam. Atualmente, segundo a ONU, 55% da população mundial é urbana e tende a chegar a 70% em 2050. No Brasil, mais de 80% dos seus habitantes vivem nas cidades.

Quando a sociedade civil passa a pensar a futuro, cada vez mais cidades planejam o seu desenvolvimento com metas de longo prazo. Instrumentos legais como o Estatuto das Cidades e o do uso de figuras de planejamento como o Masterplan, o Plano Diretor e o Plano Plurianual passam a ajudar o processo de mudança cultural.

O futuro das cidades está na sustentabilidade. Nesse caso, espaços de moradia, trabalho, educação, saúde, lazer e cultura, entre outros, terão que interagir e evoluir a fim de melhorar a qualidade de vida da população e a sua relação com o meio ambiente, além de promover a inclusão social e a governança democrática.

O empoderamento da sociedade é a principal estratégia para assegurar a continuidade e a implantação dos planos de longo prazo. Para que isso ocorra é imprescindível o uso de plataformas inteligentes e conectadas em rede, para que os cidadãos participem de todo o processo de planejamento, além do monitoramento e avaliação dos resultados.

O conceito de Cidades Inteligentes pressupõe a adesão às inovações, com o uso de soluções e sistemas interconectados de gestão. Cidades inteligentes usam a tecnologia em serviços, plataformas de comunicação e informação para planejar espaços, detectar problemas e solucioná-los com agilidade. Sensores podem monitorar o trânsito, coleta de lixo, fornecimento de água e energia, entre outros.

Toda essa inteligência será suportada por uma infraestrutura de cabos, fibra ótica, internet e rede de celulares. Esse conjunto de fatores será o grande diferencial competitivo dos territórios nos próximos anos e décadas. 

(*) Consultor, professor doutor da Uece e conselheiro do Conselho Federal de Economia.

Fonte: O Povo, de 3/4/23. Opinião. p.20.

sábado, 22 de abril de 2023

ESTAMOS MORRENDO

Por Rev. Munguba Jr. (*)

"Como é velha essa criança que acaba de nascer!"

Quando chegamos a esse mundo, já iniciamos a nossa partida, entramos em um crescimento lindo e produtivo, descobrindo as belezas do nosso planeta. Logo, percebemos as alegrias e tristezas dos relacionamentos, a singularidade da natureza criada por Deus, mas, na realidade, já temos tudo em nós para envelhecermos. Uma parábola é a nossa trajetória, subimos até os quarenta e então damos início ao ocaso da vida. Jorge Luís Borges diz que todos os caminhos levam à morte. A mulher na menopausa é desqualificada naturalmente no processo de produção de hormônios. É como se o organismo dissesse para essa mulher que ele está preparando tudo para o fim. A diminuição de hormônios é a natureza estabelecendo o seu plano de que tudo nela tem início, meio e fim. Nossas avós já diziam que a menstruação é a marca da saúde da mulher.

Uma criança está plena de hormônios, com toda a energia e alegria de viver. Os que conseguem chegar à velhice vivem uma severa escassez de hormônios e como consequência a falta de força, saúde e alegria. Uma simples baixa de vitamina D pode desencadear um quadro depressivo.

"Para termos real qualidade de vida precisamos repor hormônios básicos: Testosterona, Progesterona, Estradiol, Vitamina D etc."

Iniciei há um mês esse processo e fiquei impactado com os resultados. Através da nanotecnologia, venho repondo diariamente alguns hormônios. Como resultado imediato, recebi sono reparador, maior disposição ao acordar, maior alegria para desenvolver as atividades do dia, perda de medidas, melhor desempenho sexual, aumento da resistência às doenças do dia a dia, melhoria da memória, maior percepção de aprendizado e controle do humor.

Sei que estamos morrendo, no entanto, isso não significa que tem que ser logo e com baixa qualidade de vida. Pelo contrário, podemos envelhecer bem, com saúde e abençoando um número maior de pessoas com nossa vida e influência positiva. Sim, você não precisa morrer antes do tempo.

Dr. Marco Botelho, cirurgião dentista, doutor e pós-doutor na área da medicina, tem se dedicado a propor uma vida sem remédios, onde o próprio corpo, bem equilibrado, bem alimentado, pode gerir a cura das mazelas do passado e evitar doenças futuras.

Obrigado, Dr. Marco, pelos ensinamentos e pelas possibilidades de ter mais tempo de qualidade para investir no que realmente importa.

(*) Pastor Munguba Jr. Embaixador Cristão da Oração da Madrugada e Erradicação da Pobreza no Brasil e presidente da Igreja Batista Seven Church.

Fonte: O Povo, 18/03/2023. Opinião. p.14.

terça-feira, 23 de novembro de 2021

FORTALEZA, uma cidade no SPA

Por Vladimir Spinelli Chagas (*)

Grupo preocupado com a qualidade de vida resolveu internar Fortaleza em um SPA, para recuperar sua pujança e a desposada do sol voltar a ser vista com todos os seus encantamentos. Criou então subgrupos buscando melhores e mais rápidos resultados nas intervenções.

Não eram grupos de trabalho, pois desses, diz a lenda, nasceu o ornitorrinco. Um pôs-se a reduzir o lixo acumulado nas ruas, calçadas, terrenos e outros lugares, onde são vistos a olhos nus e narizes tapados. Ao promover essa lipoaspiração, passavam informações para outros subgrupos.

Assim, pôde-se cuidar das calçadas, então intransitáveis pelos pedestres. Foram niveladas e retirados obstáculos, inclusive aqueles que teimavam em usá-las como suas propriedades. Incentivou-se as pessoas a cuidarem das fachadas e as empresas a reorganizar a fiação aérea.

Idênticos cuidados com os terrenos baldios, com a retirada de entulhos, capinação, arborização e construção de pistas para caminhadas e exercícios físicos. Aliás, essa equipe também cuidou do paisagismo de ruas, calçadas, praças e outros logradouros.

As informações partilhadas permitiram rever toda a cobertura das ruas, retirando asfalto onde ele acumulava sujeira e trazia aquecimento. Pisos ecologicamente corretos foram adotados, visando a nivelar a superfície, mormente nos locais com bueiros.

Centro da cidade teve atuação de subgrupo específico, com maior variedade de expertises, sendo tratado como uma pequena cidade a merecer novos pisos, calçadas, arborização, limpeza e, principalmente, habitabilidade e acessibilidade.

Para os bairros, cuidou-se ainda de verificar as condições sanitárias existentes, sendo todos contemplados com saneamento básico completo e as casas atendidas com água potável e esgotamento sanitário.

Na área de transportes, com as vias em condições ideais de tráfego, ficou facilitado o deslocamento, a inclusão de novos serviços e mais liberdade com diversos modais disponibilizados.

Com os resultados obtidos, os moradores de Fortaleza recuperaram a autoestima, felizes por ser a Terra do Sol, da Luz e do Amor o melhor lugar para viver. Pena que acordei. 

(*) Professor da Uece, membro da Academia Cearense de Administração (Acad) e conselheiro do CRA-CE.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 11/10/21. Opinião, p.22.

quarta-feira, 28 de julho de 2021

AS DORES DO HOME OFFICE

Por Leonardo Drumond (*)

Covid-19 tem trazido inúmeros transtornos para a sociedade. A necessidade do isolamento social fez com que as empresas adotassem um novo sistema de trabalho com os funcionários: home office.

Em casa, as dores nas costas, na cervical e na região lombar se tornaram frequentes. Quem está trabalhando neste sistema fica, no mínimo, cerca de quatro horas seguidas sentado, na maioria das vezes em cadeiras desconfortáveis e usando o computador em mesas com alturas inadequadas.

Muitos optam por trabalhar na cama, no sofá ou até na rede. Nessas situações, o risco de as dores evoluírem para lesões ortopédicas é alto.

Para evitar lesões, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot) orienta que, no home office, a pessoa levante a cada meia hora para fazer um breve alongamento no corpo.

Também é importante alongar os punhos para minimizar o efeito do uso de mouse, que pode levar a uma Lesão Por Esforço Repetitivo (LER). Fazer um esforço para manter uma boa postura durante o tempo de trabalho é primordial.

O quadril e os joelhos devem estar no ângulo de 90 graus e as costas acomodadas na cadeira. As cadeiras ergonômicas são ideia pois auxilia a manter a coluna na posição correta.

Os pés devem estar firmados no chão para ajudar a melhorar a postura e manter a tela do computador na mesma altura dos olhos para não forçar o pescoço. Os braços também devem estar apoiados na mesa, para evitar tensão nos punhos.

O sedentarismo também é considerado um agravante. Por isso, orientamos a prática de atividades físicas, mesmo dentro de casa, de forma moderada e orientada por um profissional. Ela servirá para ajudar na renovação óssea e fortalecer os músculos que sustentam os ossos. 

(*) Médico. Presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) – Regional Ceará.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 2/05/2021. Opinião. p.28.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

FINAL DE ANO, FESTAS E SUA SAÚDE


Por Weiber Xavier (*)
Férias chegando e as celebrações de fim de ano podem sobrecarregar as artérias e aumentar a cintura abdominal. São tantas as tentações e guloseimas que podem levar a um aumento no peso difícil de perder ao longo do ano.
A ideia é não se privar e não comer apenas alimentos entediantes, mas algumas dicas para ficar em forma e saudável durante esta temporada: alimentar-se regularmente, frequentemente, de forma consciente e balanceada. Não é prudente ir a uma festa com fome e esperar intervenção divina para ajudar a mantê-lo no controle.
Procure fazer refeições bem equilibradas e um lanche saudável antes de ir a uma festa. Uma refeição saudável e equilibrada deve consistir em uma proteína magra, uma pequena porção de gordura saudável e carboidratos ricos em fibras. Procure receitas que usem menos manteiga, creme, banha de porco, gordura vegetal e outros ingredientes ricos em gorduras saturadas. Peru ou peixe em vez de carne vermelha é uma opção saudável.
Mantenha-se hidratado. Se for ingerir álcool, procure tomar um copo de água entre as bebidas. Evite álcool com o estômago vazio. O álcool aumenta o apetite e diminui a capacidade de controlar o que você come.
Evite comer tarde da noite. Também é importante evitar comer aproximadamente duas horas antes de dormir. O metabolismo diminui quando se está dormindo.
Em um buffet, vistorie a mesa de comida antes de colocar qualquer coisa no seu prato. Após verificar todas as opções, você pode estar menos inclinado a acumular itens um após o outro.
O exercício é energizante, por isso, faz sentido fazê-lo mais cedo do que mais tarde no dia. Começar o exercício cedo é especialmente importante durante as férias, quando festas e atividades dificultam o acesso à academia depois do trabalho.
Não há pílula, nem receita mágica para permanecer no peso certo embora a comida seja parte integrante das férias, é importante prestar atenção ao que realmente importa, aproveitar a família, a alegria e a confraternização com os amigos.
Não há problema em comer ou comer demais de vez em quando, particularmente quando no dia a dia se tem equilíbrio e moderação.
(*) Médico e professor de Medicina da UniChristus.
Fonte: Publicado In: O Povo, de 9/12/2019. Opinião. p.22.

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

FINAL DE ANO, FESTAS E SUA SAÚDE


Por Weiber Xavier (*)
Férias chegando e as celebrações de fim de ano podem sobrecarregar as artérias e aumentar a cintura abdominal. São tantas as tentações e guloseimas que podem levar a um aumento no peso difícil de perder ao longo do ano. A ideia é não se privar e não comer apenas alimentos entediantes, mas algumas dicas para ficar em forma e saudável durante esta temporada: alimentar-se regularmente, frequentemente, de forma consciente e balanceada. Não é prudente ir a uma festa com fome e esperar intervenção divina para ajudar a mantê-lo no controle. Procure fazer refeições bem equilibradas e um lanche saudável antes de ir a uma festa. Uma refeição saudável e equilibrada deve consistir em uma proteína magra, uma pequena porção de gordura saudável e carboidratos ricos em fibras. Procure receitas que usem menos manteiga, creme, banha de porco, gordura vegetal e outros ingredientes ricos em gorduras saturadas. Peru ou peixe em vez de carne vermelha é uma opção saudável. Mantenha-se hidratado. Se for ingerir álcool, procure tomar um copo de água entre as bebidas. Evite álcool com o estômago vazio. O álcool aumenta o apetite e diminui a capacidade de controlar o que você come. Evite comer tarde da noite. Também é importante evitar comer aproximadamente duas horas antes de dormir. O metabolismo diminui quando se está dormindo. Em um buffet, vistorie a mesa de comida antes de colocar qualquer coisa no seu prato. Após verificar todas as opções, você pode estar menos inclinado a acumular itens um após o outro. O exercício é energizante, por isso, faz sentido fazê-lo mais cedo do que mais tarde no dia. Começar o exercício cedo é especialmente importante durante as férias, quando festas e atividades dificultam o acesso à academia depois do trabalho. Não há pílula, nem receita mágica para permanecer no peso certo embora a comida seja parte integrante das férias, é importante prestar atenção ao que realmente importa, aproveitar a família, a alegria e a confraternização com os amigos. Não há problema em comer ou comer demais de vez em quando, particularmente quando no dia a dia se tem equilíbrio e moderação. 
(*) Médico e professor de Medicina da UniChristus.
Fonte: Publicado In: O Povo, de 9/12/2019. Opinião. p.22.
 

Free Blog Counter
Poker Blog