Abro a
coluna com os puxa-sacos e a farta de feição.
Tempos
eleitorais. Tempos de fidelidade e infidelidade. Guararé era cabo eleitoral do
governador Sebastião Archer, do Maranhão. Convenção do PSD, alguém acusou
Guararé de puxa-saco. Guararé argumentou:
- Cada
um puxa quem pode. Eu puxo o senhor, governador Archer. O senhor já puxa o
senador Vitorino Freire. E o senador puxa o general Dutra. É a lei da
fidelidade partidária.
Farta feição
José
Aparecido chegou à sua Conceição do Mato Dentro/MG, começou a romaria dos
amigos. Entrou um coronel, mansos passos e chapéu na mão:
- Bom
dia, doutor. Boa viagem?
- Boa.
Como vão as coisas?
- Tudo
correndo como de costume. Novidade aqui nunca tem e lá pra fora não sei, porque
minha televisão está defeituada.
- O que
é que aconteceu com ela?
- Não
sei não. Às vez, farta prosa, às vez farta feição.
(José
Aparecido foi deputado federal, ministro da Cultura, governador de Brasília e
embaixador em Portugal. Excepcional figura, amigo de meu irmão, Ivonildo
Torquato, médico-cirurgião, que o operou no HSE, RJ).
Fonte: Gaudêncio Torquato (GT Marketing Comunicação).
https://www.migalhas.com.br/coluna/porandubas-politicas/410935/porandubas-n-855

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