sábado, 24 de julho de 2021

NUNCA ME SENTI MELHOR!

Um feliz homem de 90 anos de idade entrou no consultório do médico. Ele estava mais sorridente do que nunca, riu com os enfermeiros e funcionários, e brincou com todos até que o levaram para ver o médico.

O médico o examinou e disse que ele deveria começar a comer melhor, porque sua saúde não estava muito boa, e ele já não estavam mais tão em forma, como esperado.

O velho ficou surpreso com a nova informação, e disse ao seu médico: "Eu nunca me senti melhor! Eu tenho uma noiva de 18 anos, que está esperando um filho meu. O que você diz sobre isso?"

O médico considerou a pergunta por um minuto e, em seguida, disse: "Eu tenho um amigo que é um grande caçador. Um dia, quando estava saindo com pressa para caçar, ele acidentalmente pegou seu guarda-chuva, em vez da arma. Quando chegou à floresta, viu um coelho sentado ao lado de um córrego. Ele levantou seu guarda-chuva, atirou, e o coelho caiu morto na hora. O que você diz sobre isso?"

O senhor, rindo, respondeu: "Eu diria que outra pessoa matou aquele coelho."

O médico sorriu: "Exatamente".

Fonte: Disponível na home page “Tudoporemail”.

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Crônica: “A cura pela mão de tabefe” ... e outros causos

A cura pela mão de tabefe

Centro-Sul cearense. Seu Nicolau sentiu umas mazelas e foi bater no hospital; com ele, a mulher Judite Helena. Ele, muito simpático, falador, agora cabisbaixo - coceira e murrinha no corpo sugerem coisa mais grave. Ela, do meio das brenhas, gente muito boa, é tímida e demais ciumenta, sempre que rolam expansões de gentileza do marido, sabedor da impertinência dela. E já na entrada do nosocômio público, o começo da "imbuança": Nicolau recepcionado por enfermeira bem dada, desinteressadamente amorosa.

- Bom dia, amadinho!

- Bom dia, anjinho de três asas! - respondeu o enfermo, sem querer.

O velho paciente - garganta subitamente entupida de medo - olha pra mulher que já se enfeza, com cara de "fresque não senão eu lhe sangro!" Nicolau é convidado a se abancar na cadeira dos doentes mais comprometidos. Casal não troca uma palavra, sinal de que o conflito se estabeleceu no "anjinho de três asas". De volta a doce enfermeira, para os primeiros procedimentos, enquanto o médico chega.

- E aí, bebê delícia? O que meu biscoitinho tem?

Desnecessário dizer do Lampião que se assenhorou de dona Eliane Judite. Que simplesmente abre a bolsa de palha que traz a tiracolo e mostra o cabo da peixeira enferrujada, cheia de dente - de tanto rolar tronco de carnaubeira, em sinal de perigo iminente. O marido decifra a reação como ultimato e tenta disfarçar.

- Tenho dez braças de terra, um gadim, uma forrageira, essa mulher decente aí...

- Não, amor das nuvens. Quero saber o que meu jumentinho não vacinado sente?

Dona Judite pra cima do marido, que ainda tem fôlego de responder, correndo em busca de casa:

- Sinto que um milagre acabou aconteceu, dotôra! Bastou a senhora me chamar de "jumentinho vacinado" e eu comecei a sentir o cheiro duma mão de tabefe!!!

Bodejado 2

- O mascarado do feijão

Recebi a seguinte mensagem, que enviei para a minha lista de transmissão:

"Peço encarecidamente a quem encontrar um menino usando máscara de pano branco, por nome Kelvin Kauan, entrar em contato comigo, a mãe dele. O bichim faz dois dias que sumiu de casa e é um amor de menino, não bole com ninguém, não mexe com o que não é dele".

De primeiro ele era muito ingriziado com o povo da rua, mas tá um amor de cristão. Vai ser difícil saber quem ele é, no meio de tantos mascarados no mundo. Mas tem um jeito infalível de descobrir se Kauan é meu Kauan: mostre um prato de feijão com toicim pra ele. Se ele, ao vir a pratada do mulatinho, der um grito: "Agora eu me arrombo, mãe!!!", ligue pra mim! Que Deus abençoe quem me ajudar a encontrar esse meu bruguelo. Mirta".

Bodejado 3

- Mutuca sem glúten

Essa é do Poeta dos Cachorros, uma mensagem bastante instigante, por sinal.

"Inspirado no Café Ordec (Ordec é Cedro ao contrário) e no também Café Ojuara (Araújo de trás pra frente). Com base na fábrica de confecções Azeret (Tereza de lá pra cá) e na belíssima grife Rebualf (Flauber ao contrário). E tomando por medida, ainda, a marca de tijolim Lebasi (Isabel de revestrés) e no picolé Labreda (Aderbal invertido), estou pensando na marca de cuscuz que vendo na Rodoviária, e que já é sucesso. No meu quintal, onde planto o milho para fazer o delicioso prato, tem muita mutuca. Penso em denominá-lo: Acutum.

Cuscuz Acutum, o que acha?"

Fonte: O POVO, de 15/4/2021. Coluna “Crônicas”, de Tarcísio Matos. p.2.

quinta-feira, 22 de julho de 2021

A SIMPLICIDADE NAS INTERVENÇÕES DO ESTADO

Por Henrique Soárez (*)

As aulas presenciais do Ensino Médio foram autorizadas novamente após 452 dias de espera. Tempo demais, uma vez que os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental foram autorizados a retornar em 20/09/2020 e depois em 24/04/2021.

As bases científicas que determinaram a suspensão das aulas de alunos de 9º ano são idênticas àquelas aplicáveis aos alunos do Ensino Médio. Mas uns foram privados de aulas presenciais por 200 dias a mais que outros. Nenhum critério factual foi invocado para justificar tal distinção.

Há outras inconsistências nos decretos de restrições sociais: as cantinas escolares, por exemplo, foram autorizadas em 15/05/2021 enquanto os bares e restaurantes operam desde junho/2020. Observamos durante a pandemia que as restrições vêm mais facilmente do que vão.

Quando voltamos o olhar para o Ensino Superior notamos que estas aulas não são epidemiologicamente distintas de eventos corporativos com menos de 50 participantes. Contam ainda com o público constante (mesmo grupo de alunos em todos os encontros) e acontecerão sob os mesmos protocolos já aprimorados nas escolas. Estão autorizadas as aulas práticas.

É notório que o ensino digital é mais eficiente neste segmento, superando, em alguns aspectos o ensino presencial. Mas as proibições tolhem a inovação: cerceiam o direito de instituições de ensino e alunos encontrarem juntos a melhor combinação de trabalhos digitais e presenciais.

Somente uma fração das modalidades avaliativas, por exemplo, funciona bem digitalmente. Quando o Estado precisa intervir, deve fazê-lo de forma simples e suficiente para propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito aos direitos dos administrados.

Enquanto não sabemos se a 3ª onda virá é oportuno criar e divulgar para a sociedade regras objetivas para o funcionamento das escolas.

Qual o índice de transmissão comunitária que impede as aulas presenciais? A partir de qual ocupação dos leitos de UTIs é possível retomar as atividades?

Após 18 meses de pandemia já é possível antecipar a natureza dos próximos eventos. É chegada a hora de oferecer previsibilidade aos cidadãos.

(*) Engenheiro eletricista, diretor do Colégio 7 de Setembro e da Uni7

Fonte: Publicado In: O Povo, de 17/6/21. Opinião, p.20.

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Qualificação do Doutorado em Educação (UECE) de Sarlene Gomes de Souza


Aconteceu na tarde de ontem (20/07/2021), terça-feira, de forma remota, em Plataforma virtual, o Exame de Qualificação de Doutorado da educadora física SARLENE GOMES DE SOUZA do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual do Ceará (PPGE-UECE).

A banca examinadora, composta por Sílvia Maria Nóbrega-Therrién, Marcelo Gurgel Carlos da Silva e Isabel Maria Sabino de Farias, aprovou o projeto de Tese “A integração ensino e pesquisa na graduação em medicina: lugar e implicações na educação médica”, apresentado pela doutoranda SARLENE GOMES DE SOUZA, orientanda da Profa. Dra. Sílvia Maria Nóbrega-Therrién.

Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Professor do PPSAC-UECE

O TEMPO TRÁGICO DA PANDEMIA

Por Cláudia Leitão (*)

“És um senhor tão bonito... compositor de destinos... E quando eu tiver saído para fora do teu círculo, tempo, tempo, tempo, tempo, não serei nem terás sido..." Na sua Oração ao Tempo, Caetano Veloso profetiza a essência dos tempos em que vivemos.

Eles simbolizam a fadiga de uma razão linear e evolucionista da vida social. Enquanto tempo trágico, inverso ao tempo comum, a pandemia demonstra que é uma ilusão acreditar que caminhamos em direção ao futuro.

Pelo contrário, voltamos sempre ao ponto de partida. Impossível lutar contra o tempo trágico. Somos espectadores impotentes diante do desfile de imagens de um filme invertido. Quando chegamos ao começo, ou quando o começo chega até nós, somos nós que acabamos.

A dramaturgia do Édipo Rei, que revela a tragédia da condição humana. A história começa com um sacerdote de Tebas que vem implorar pela ajuda do rei Édipo, pois a cidade está assolada pela peste.

Édipo foi condenado à morte quando ainda era recém-nascido. Laio, rei de Tebas e seu pai, ouviu do oráculo de Delfos que o filho o mataria e desposaria sua mãe, Jocasta.

Diante da revelação, o rei decide mandar matar o filho. Um pastor é convocado para a tarefa, mas apieda-se e o leva para casa, oferecendo-o posteriormente a Políbio, rei de Corinto, para adoção.

O desenrolar da peça conduz Édipo a realizar a profecia do oráculo. Ao levantar das cortinas, o drama já está consumado.

Todos os personagens parecem livres para agir, mas, na verdade, somente vivem ilusões de futuro. No início, sabe-se o fim, e no final, compreende-se o início.

A essência da tragédia de Sófocles está no entrecruzamento e tensionamento do tempo real com o tempo trágico. A alegoria de uma cidade adoecida é o pano de fundo da tragédia.

A peste é o início e o fim de uma narrativa, processo e produto dos desvarios humanos. "Salva Tebas hoje para todo o sempre! Se tens de ser o governante dessa terra, que é tua, é preferível ser senhor de homens que de um deserto," diz o sacerdote ao rei Édipo.

Impossível não pensarmos sobre a atualidade do texto de Sófocles... 

(*) Professora da Uece. Diretora do Observatório de Governança Municipal do Iplanfor.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 14/6/21. Opinião, p.22.

terça-feira, 20 de julho de 2021

OS DESAFIOS DAS EMPRESAS PÓS COVID-19

Por Emília Buarque (*)

Zerou tudo! O jogo começa novamente a partir de agora. Este momento incomum na humanidade trouxe lições ou não?

Muitos apostaram que não haveria grandes transformações, outros acreditaram firmemente que sim. Falaram em espírito solidário, novo normal e home-office exclusivo.

Nada disto será forte o suficiente para se concretizar, mas existe, sim, uma onda regenerativa.

Se há um segmento que passa por profundas transformações, este setor é o empresarial.

A perspectiva de mundo mudou e as empresas se veem tentando colocar as inúmeras novas e velhas demandas em suas caixinhas.

A elas caberá mais que antes a responsabilidade e liderança nos debates sobre para onde e como o mundo e as pessoas vão seguir.

A razão disto é simples: entre sociedade organizada, governos e empresas, as últimas são as mais confiáveis.

De outro lado, vale destacar que esta crescente valorização e acolhimento do setor empresarial às causas sociais, ao meio ambiente e à ética não se dá por caridade ou altruísmo.

Os custos da desigualdade recaem sobre todos, então, o senso de urgência e pragmatismo levam o setor privado a pensar rápido e executar.

Deste modo, as empresas nascem agora, das mais longevas às startups, ou se preferirem, se regeneram.

Em suas distintas dimensões, todas seguem de alguma forma uma cartilha semelhante, com um grau a mais de dificuldade, pois pensar no curto prazo para planos a médio e longo prazo será um enorme desafio.

O que é hoje pode não ser o mesmo em seis meses a um ano, e certamente não será referência no período posterior.

É aqui que entra a inovação, sendo ela aberta e colaborativa (open innovation), lembrando que no mundo do compartilhamento imediato, os riscos de uma nova ideia ser apropriada por outros está sempre presente.

Com estas provocações e descobertas, os líderes precisam ser ainda mais curiosos, menos minuciosos, mais generalistas.

Especialistas, apenas no que tem relação com o core business. E, acima de tudo, mais abertos ao que ainda está por vir.

Mudar não será uma opção. Ficar onde está será perigoso. No entanto, a aventura tem limite, pois mesmo estas teses hoje mais difundidas podem não ser sustentáveis até que uma nova avalanche estabeleça outros conceitos para uma próxima curva de aprendizado.

(*) Presidente do LIDE Ceará.

Fonte: Publicado In: O Povo, de 12/6/21. Opinião, p.19.

segunda-feira, 19 de julho de 2021

VIOLONISTA JOSÉ MÁRIO

Por Paulo Gurgel Carlos da Silva, pneumologista, violonista, bloqueiro e escritor

José Mário de Araújo nasceu na cidade de Acaraú-CE, no dia 13 de outubro de 1939. Com base nas informações prestadas numa entrevista por Maria Cleomar Vasconcelos de Araújo (esposa de JMA), afirma o pesquisador Eddy Lincoln que, desde a primeira infância, ele foi criado pelos avós, e viveu até a sua juventude em uma fazenda. A constituição do gosto pelo violão veio desse período de tempo, quando ele ainda construía imitações do instrumento, sem imaginar que ali seria o início de algo maior, que lhe conferiria uma profissão, um reconhecimento por parte da sociedade que se estenderia mesmo após a sua morte.

Ainda de acordo com a entrevistada, "[...] ele começou tocando lá no interior, mas assim, sem ser por música, só de ouvido mesmo. Quando ele veio pra cá já tocava, e veio com a vontade de estudar com um professor."

No ano de 1956, aos 17 anos, veio morar em Fortaleza. Com o mesmo intuito de muitos que nascem no interior; José Mário veio tentar novas possibilidades na capital, estudar e trabalhar. Sobre esse momento, Maria Cleomar Vasconcelos de Araújo relatou também, em sua entrevista para o pesquisador, Eddy Lincoln, que, na ocasião, ele teve na ocasião a influência de um primo, o qual já residia na capital e estava trabalhando no Hotel Fortaleza. Foi nesse hotel que José Maria conseguiu o seu primeiro emprego. Ele cumpria o seu horário de trabalho durante o dia e, à noite, cursava o supletivo no Colégio Fênix Caixeral.

O início do estudo sistemático de violão ocorreu com o professor Oscar Cirino, que adiante orientou-o a procurar o Conservatório de Música Alberto Nepomuceno (CMAN).

Seu ingresso no Conservatório para fazer o Curso Fundamental se deu em 1959. Com a duração de oito anos, o Curso envolvia o estudo de teoria e canto coral, e sua formatura aconteceu em1967.

O título obtido possibilitou que ele fosse contratado para ministrar aulas de violão no CMAN (à época, dirigido pelo maestro Orlando Leite).

É possível afirmar que o professor José Mário de Araújo foi o principal agente legitimador do campo de ensino do violão em Fortaleza-CE.

JOSÉ MÁRIO DE ARAÚJO: memória e trajetória na constituição do campo de ensino do violão no Ceará.

Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira da Universidade Federal do Ceará, como requisito parcial à obtenção do título de doutor em Educação, por Eddy Lincoln Freitas de Souza. Orientador: Prof. Dr. Pedro Rogério.

http://www.repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/38269/3/2018_tese_elfsouza.pdf

José Mário morou na Justiniano de Serpa (rua em que eu nasci). Pela porta aberta de sua casa, ao transitar na calçada, por diversas vezes vi este seguidor de Tárrega absorto em seus estudos violonísticos. Certa vez, convidado pelo maestro Orlando Leite, ele acompanhou ao violão o Coral Universitário (do qual fiz parte) em um recital.

Postado no Blog Família Gurgel-Carlos de Paulo Gurgel em 18/7/2021.

http://gurgel-carlos.blogspot.com/2021/07/violonista-jose-mario.html

 

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